Archive for Abril, 2016

O Pulsar do Campeonato – 23ª Jornada

Pulsar - 23jornada

(“O Templário”, 07.04.2016)

Com o título já entregue, o Cartaxo – prestes a confirmar matematicamente o 2.º posto, para o que necessitará somar um único ponto mais – viu quebrada a sua invencibilidade caseira, que mantinha desde a 3.ª ronda da temporada anterior, altura em que fora desfeiteado pelo… Torres Novas. Na disputa do último lugar no pódio, o U. Tomar voltou a ampliar para sete pontos a sua vantagem, podendo também confirmar a 3.ª posição no próximo jogo, em caso de vitória.

Destaques – O grande realce da 23.ª jornada vai portanto para a vitória do Torres Novas no Cartaxo, repetindo o desfecho da época anterior (1-0), colocando termo a uma longa série de 21 jogos sem derrota dos cartaxenses no seu terreno, desde o tal desaire, averbado igualmente ante os torrejanos, a 5 de Outubro de 2014. Afinal, a “desforra” do desfecho da 1.ª volta, com o grupo de Cartaxo a denotar alguma natural quebra de rendimento, tendo somado a sua quinta derrota desde a partida correspondente à 13.ª ronda.

Menção também ao sofrido triunfo do Riachense na recepção ao At. Ouriense (2-1), obtida mercê de dois tentos apontados já em período de compensação, numa excelente reviravolta, pese embora frente a um adversário a jogar em inferioridade numérica. Foi a terceira vitória consecutiva do grupo de Riachos (quarta se considerarmos o jogo das meias-finais da Taça do Ribatejo, frente ao Amiense) – actualmente a segunda melhor série em curso, logo após a fantástica sucessão de 13 vitórias do Fátima –, o que lhe permitiu igualar o Mação no 4.º lugar.

Surpresa – Se excluirmos deste considerando a vitória do Torres Novas no Cartaxo, não houve propriamente surpresas a registar, sendo, não obstante, de assinalar o empate averbado pelo Amiense no terreno do U. Almeirim (2-2), que, sendo um resultado positivo, não permitiu ainda à turma de Amiais de Baixo alcançar a tranquilidade, dado que, ocupando a 9.ª posição, dispõe de apenas três pontos de vantagem sobre o 12.º classificado, Empregados do Comércio.

Confirmações – Nas restantes quatro partidas, vitórias expectáveis do Fátima, União de Tomar e Fazendense, tal como a igualdade verificada em Abrantes.

Efectivamente, mantendo o pleno de vitórias em casa (um total de doze), o novo Campeão, Fátima, apesar de ter sido surpreendido com um golo dos maçaenses, acabaria por fazer impor a sua superioridade, triunfando por clara marca de 3-1.

Também o U. Tomar fez valer o seu favoritismo na deslocação ao terreno do agora “lanterna vermelha”, Rio Maior, ganhando por 2-1 (concedendo o “tento de honra” dos visitados já numa fase terminal do desafio), pelo que o 3.º lugar está agora à distância de apenas três pontos… com três jogos por disputar, os dois próximos em casa (ante At. Ouriense e Riachense).

Por seu lado, o Fazendense – o outro finalista da Taça do Ribatejo, depois de afastar, no desempate da marca de grande penalidade, o Mação, após igualdade a uma bola no termo do tempo regulamentar –, em partida de cariz determinante, recebendo o Moçarriense, grupo com o qual partilhava o 10.º lugar, venceu por 2-0, o que lhe proporcionou subir um degrau na tabela, dispondo agora de uma margem de segurança de quatro pontos face aos “Caixeiros”.

E isto porque os Empregados do Comércio, noutro prélio entre “aflitos”, em Abrantes, permitiram à U. Abrantina que igualasse a contenda, também a dois golos, ao “cair do pano”. Um desfecho que mantém os abrantinos a quatro pontos do primeiro lugar acima da “linha de água”, ocupado pelo Moçarriense, posição agora repartida com o Rio Maior, enquanto os escalabitanos, em função da evolução que o Coruchense vem registando no Nacional, se encontram sob séria ameaça de eventual despromoção.

II Divisão Distrital – Na segunda ronda da fase final, vitória para todos os três clubes a actuar em casa: Ferreira do Zêzere, na recepção ao Glória do Ribatejo (1-0); Samora Correia, batendo por categórico 3-0 o U. Santarém; e Benavente, a ganhar por tangencial 2-1 ao Pego. Em consequência, as equipas concorrentes agrupam-se agora em três pares: Ferreira do Zêzere e Benavente repartem o comando, com quatro pontos, um a mais que o duo Samora Correia e Pego, com Glória do Ribatejo e U. Santarém na cauda, ambos somente com um ponto averbado.

Campeonato de Portugal Prio – Atingindo-se já a 8.ª jornada – início da segunda volta – da fase decisiva, o Alcanenense obteve um bom triunfo (1-0) em Cernache do Bonjardim, frente ao 3.º classificado, consolidando a sua boa 2.ª posição, agora já com confortável margem de doze pontos de avanço face ao 6.º classificado (Sertanense), quando faltam disputar apenas seis jornadas. Ao invés, o Coruchense sofreu um muito comprometedor desaire, em partida de crucial importância, precisamente ante o seu mais directo competidor, Sacavenense, perdendo por 1-3. O grupo do Sorraia encontra-se em posição de despromoção automática (7.º e penúltimo lugar), distando agora já cinco pontos do 6.º posto, ocupado pela turma de Sacavém.

Antevisão – Na próxima ronda da I Divisão Distrital, destaque para o Cartaxo-Riachense, Amiense-Fazendense (num jogo em que o empate até poderá satisfazer ambos os contendores) e, também na luta pela manutenção, neste caso, em situação mais “aguda”, o Empregados do Comércio-Rio Maior, com favoritismo para o conjunto de Santarém, o qual, em caso de vitória, poderá eventualmente trespassar o lugar em zona de despromoção… dependendo também, nomeadamente, do desfecho do U. Tomar-At. Ouriense.

Na II Divisão Distrital, o Ferreira do Zêzere recebe o Samora Correia, enquanto o outro guia, Benavente, se desloca a Santarém; por seu lado, o Glória do Ribatejo terá a visita do Pego.

No “Campeonato de Portugal”, o Alcanenense recebe o “lanterna vermelha”, Crato, equipa que, não obstante, com boa recuperação, reentrou na luta pela manutenção; por fim, o Coruchense enfrenta mais uma difícil saída, até à Malveira, terreno do actual 2.º classificado da sua série.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Abril de 2016)

10 Abril, 2016 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 final (1ª mão)

Sp. Braga – Shakhtar Donetsk – 1-2
Villarreal – Sparta Praha – 2-1
Athletic Bilbao – Sevilla – 1-2
Borussia Dortmund – Liverpool – 1-1

7 Abril, 2016 at 8:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 Final (1ª mão)

Wolfsburg – Real Madrid – 2-0
Bayern – Benfica – 1-0
Barcelona – At. Madrid – 2-1
Paris St.-Germain – Manchester City – 2-2

6 Abril, 2016 at 8:41 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 Final (1ª mão) – Bayern – Benfica

BayernBayern München – Manuel Neuer,  Philipp Lahm, Joshua Kimmich (60m – Javi Martínez), David Alaba, Juan Bernat, Thiago Alcântara, Arturo Vidal, Douglas Costa (70m – Kingsley Coman), Thomas Müller (85m – Mario Götze), Franck Ribéry e Robert Lewandowski

BenficaBenfica – Ederson Moraes, André Almeida, Jardel, Victor Lindelöf, Eliseu, Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi (90m – Andreas Samaris), Nico Gaitán, Jonas (83m – Eduardo Salvio) e Konstantinos Mitroglou (70m – Raúl Jiménez)

1-0 – Arturo Vidal – 2m

Cartões amarelos – Franck Ribéry (22m) e Juan Bernat (42m); Jonas (58m) e Victor Lindelöf (62m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Ainda não se tinha esgotado o primeiro minuto de jogo e já o Bayern “dizia” ao que vinha, dando largura ao seu jogo ofensivo, ameaçando, desde logo, a baliza benfiquista.De imediato, a equipa portuguesa procuraria ainda ripostar, numa primeira jogada ofensiva, como que a querer dar “prova de vida”.

Contudo, ainda antes de completado o segundo minuto, uma falha defensiva da equipa portuguesa, deixando caminho aberto no flanco esquerdo do ataque bávaro, proporcionando o cruzamento, a que Arturo Vidal daria a melhor sequência para as suas cores, colocando o Bayern, desde logo, em vantagem no marcador.

Imprimindo grande intensidade ao seu jogo, a equipa alemã forçou o Benfica a acantonar-se na sua zona defensiva, submetida a enorme pressão, com muita dificuldade em ter bola, e, ainda mais, em esboçar qualquer lance de ataque. Uma fase, de cerca de vinte minutos, em que se receou o pior. Valeria a concentração do guarda-redes Ederson, a opor-se com eficácia às investidas contrárias.

Ainda antes do final do primeiro tempo, a formação portuguesa, passando a acertar as marcações, conseguiria refrear a intensidade do Bayern, começando a conseguir pegar no jogo, faltando-lhe apenas um pouco mais de confiança para ser mais consequente nas saídas para o meio-campo contrário.

O que não obstaria a que, numa dessas saídas, quando Gaitán tentava cruzar para a área, a trajectória da bola tivesse sido interrompida pelo contacto com o braço do defesa alemão, Lahm, em queda, num lance passível de grande penalidade, que o critério do árbitro entendeu não sancionar.

Na segunda parte, ao invés do que sucedera na fase inicial da partida, seria o Bayern a ver-se surpreendido pela personalidade evidenciada pelo Benfica, a ganhar, gradualmente, a tal confiança, colocando um “pauzinho” na engrenagem alemã, que – não obstante ter criado mais alguns lances de perigo – não só não conseguiria manter o ritmo que impusera na fase inicial do encontro, como denotava então dificuldades para desenvolver uma toada atacante.

Mais, seria o Benfica a beneficiar inclusivamente de algumas soberanas oportunidades para marcar, não tendo contudo Jonas conseguido ultrapassar Manuel Neuer, num primeiro lance, enquanto, noutra ocasião, seria Javi Martínez a evitar o golo benfiquista.

Depois de ter colocado como que “em sentido” o adversário, a turma encarnada teria ainda de suportar o assédio final do Bayern, em busca do ampliar de uma (inesperadamente) magra vantagem. E o Benfica continuaria a ser competente, acabando os alemães por se conformar, pensando certamente que seria preferível não sofrer o golo do empate, do que arriscar na procura do segundo tento.

Um resultado tangencial que deixa tudo em aberto para a 2.ª mão, premiando a dignidade e a entrega do Benfica, e a forma concentrada como soube resistir nos períodos de maior dificuldade. Enfrentando uma grande desproporção de meios, a equipa portuguesa terá consciência de que será necessário fazer ainda melhor, superar-se, se quiser continuar a sonhar.

Perante o poderio do adversário, parece difícil perspectivar que o mesmo possa ser contido, de forma a manter a baliza benfiquista inviolada – um golo do Bayern em Lisboa praticamente definiria o desfecho da eliminatória -, em paralelo com a imperiosa necessidade de correr riscos acrescidos, que possam proporcionar o(s) indispensável(is) golo(s) do Benfica… mas sabemos que não há vencedores antecipados, e que o futebol tem uma magia única…

5 Abril, 2016 at 8:39 pm Deixe um comentário

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