Archive for Julho, 2012

“Vontade própria”

Há um punhado de anos na Gulbenkian, Manuell Castells interrogou-se: quando a teoria não acompanha a realidade, devemos mudar a teoria ou a realidade?

O nosso Governo devia fazer a mesma interrogação. É que a realidade é teimosa e parece ter vontade própria.

Além de que se o Governo está à espera que os credores assumam que erraram na receita e que vão reavaliar a nossa situação – ai dissonância cognitiva – bem podem esperar sentados. De preferência sem o resto do país, claro.

(Bicho Carpinteiro)

8 Julho, 2012 at 10:31 pm Deixe um comentário

Federer vence Wimbledon pela 7ª vez e volta a ser o nº 1 do Mundo

Alcançando hoje a 17ª vitória em Torneios do Grand Slam (em 24 Finais disputadas), vencendo pela 7ª vez em Wimbledon, na final disputada frente ao escocês Andy Murray (3-1, com os parciais de 4-6, 7-5, 6-3, 6-4), o suíço Roger Federer passa directamente do nº 3 para o nº 1 do ranking mundial, posição que recupera ao fim de dois anos – num extraordinário regresso, precisamente a um mês de completar 31 anos -, assim igualando o record de Pete Sampras, de 286 semanas na liderança do ranking ATP (o qual ultrapassará já na próxima semana):

2003 (1) – Wimbledon
2004 (3) – Austrália, Wimbledon e Open dos EUA
2005 (2) – Wimbledon e Open dos EUA (sendo semi-finalista em Roland Garros)
2006 (3) – Austrália, Wimbledon e Open dos EUA (finalista em Roland Garros)
2007 (3) – Austrália, Wimbledon e Open dos EUA (finalista em Roland Garros)
2008 (1) – Open dos EUA (finalista em Wimbledon e Roland Garros)
2009 (2) – Roland Garros e Wimbledon (finalista na Austrália e no Open dos EUA)
2010 (1) – Austrália (sendo semi-finalista no Open dos EUA)
2011 – Sem títulos do Grand Slam (finalista em Roland Garros)
2012 (1) – Wimbledon

(via Record)

Para além destes 17 triunfos (7 em Wimbledon, 5 nos EUA, 4 na Austrália e 1 em Roland Garros), venceu também, já por 6 vezes (em 2003, 2004, 2006, 2007, 2010 e 2011), o “Tennis Masters Cup”; totaliza agora 75 vitórias em torneios.

Roger Federer obteve os referidos 17 triunfos frente a: Andy Roddick (EUA – 4), Andy Murray (Escócia – 3), Rafael Nadal (Espanha – 2), Andre Agassi (EUA), Fernando González (Chile), Lleyton Hewitt (Austrália), Marat Safin (Rússia), Marcos Baghdatis (Chipre), Mark Philippoussis (Austrália), Novak Djokovic (Sérvia) e Robin Soderling (Suécia). As finais perdidas em torneios do Grand Slam foram contra Rafael Nadal (6) e o argentino Juan Martin Del Potro (nos EUA, em 2009).

É a seguinte a lista completa de todos os (até agora 25) líderes do ranking ATP, desde a sua criação, pela Associação de Tenistas Profissionais, em 1973 (há 39 anos):

(mais…)

8 Julho, 2012 at 6:59 pm 1 comentário

Governador do Banco de Portugal defende a criação de mecanismos de reforço da UEM

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, realçou hoje a importância da moeda única para a afirmação da Europa no mundo globalizado, defendendo a criação de mecanismos de reforço à União Económica e Monetária.

“O euro vai continuar a ser uma grande moeda à escala mundial. No mundo de hoje, a Europa sem o euro seria insignificante”, afirmou o governador durante a conferência “Zona Euro, que futuro?”, organizada pelo Jornal de Negócios e pelo BES, em Lisboa, reforçando que “há um futuro de sucesso para o euro”.

Carlos Costa apontou para a existência de “defeitos na construção da União Económica e Monetária (UEM)”, considerando que se viveram “oito anos num quadro de facilidade”.

Segundo o governador, para o sucesso da moeda única europeia e da UEM, é necessário “criar uma união bancária e uma união orçamental”, porque um tratado de práticas orçamentais “não chega por si”.

Carlos Costa sublinhou a importância da “criação das instituições necessárias para dar corpo às regras”.

Entre elas, falou da “criação de um fundo de garantia bancária e de uma supervisão financeira” comunitários.

“Precisamos rapidamente de implementar a supervisão integrada no espaço europeu”, defendeu o governador, realçando também a necessidade de dotar os fundos de estabilização financeira de capacidade suficiente para demonstrar aos mercados que a Europa tem “mecanismos credíveis de estabilidade”.

De acordo com Carlos Costa, tem que ser criada “uma entidade que faça o trabalho que a Fed [Reserva Federal] faz nos Estados Unidos e que o Banco de Inglaterra desempenha”, porque o Banco Central Europeu (BCE), na sua opinião, “está muito isolado”.

O objetivo é que, em alturas de crise, “quando os bancos estiverem em dificuldades não afetem o soberano [Estados] e vice-versa”, explicou.

“Sou a favor da criação de uma câmara alta [na União Europeia], com o equilíbrio entre a dimensão geográfica e a dimensão nacional”, concluiu.

(Diário Digital)

6 Julho, 2012 at 11:54 pm Deixe um comentário

Acórdão do Tribunal Constitucional

Para este juízo é necessário relembrar e pesar os sacrifícios impostos pelas normas sob fiscalização a quem aufere remunerações ou pensões por verbas públicas. […]

Ora, nenhuma das imposições de sacrifícios descritas tem equivalente para a generalidade dos outros cidadãos que auferem rendimentos provenientes de outras fontes, independentemente dos seus montantes.

A diferença de tratamento é de tal modo acentuada e significativa que as razões de eficácia da medida adotada na prossecução do objetivo da redução do défice público para os valores apontados nos memorandos de entendimento não tem uma valia suficiente para justificar a dimensão de tal diferença, tanto mais que poderia configurar-se o recurso a soluções alternativas para a diminuição do défice, quer pelo lado da despesa (v.g., as medidas que constam dos referidos memorandos de entendimento), quer pelo lado da receita (v.g. através de medidas de carácter mais abrangente e efeito equivalente à redução de rendimentos). As referidas soluções, podendo revelar-se suficientemente eficientes do ponto de vista da realização do interesse público, permitiriam um desagravamento da situação daqueles outros contribuintes que auferem remunerações ou prestações sociais pagas por verbas públicas.

Daí que seja evidente que o diferente tratamento imposto a quem aufere remunerações e pensões por verbas públicas ultrapassa os limites da proibição do excesso em termos de igualdade proporcional. […]

Deste modo se conclui que as normas que preveem a medida de suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal ou quaisquer prestações corresponden­tes aos 13.º e, ou, 14.º meses, quer para pessoas que auferem remunerações salariais de entidades públicas, quer para pessoas que auferem pensões de reforma ou aposenta­ção através do sistema público de segurança social, durante os anos de 2012 a 2014, violam o princípio da igualdade, na dimensão da igualdade na repartição dos encargos públicos, consagrado no artigo 13.º da Constituição.

Por esta razão devem ser declaradas inconstitucionais as normas constantes dos artigos 21.º e 25.º, da Lei n.º 64-B/2011, de 30 de dezembro (Orçamento do Estado para 2012), tornando-se dispensável o seu confronto com outros parâmetros constitucio­nais invocados pelos Requerentes. […]

6. Estas medidas de suspensão do pagamento de remunerações e de pen­sões inserem-se, como ficou aludido, no quadro de uma política económico-financeira, tendente à redução do défice público a curto prazo, de modo a dar cumprimento aos limites (4,5% do PIB em 2012) impostos nos memorandos acima mencionados, os quais condicionam a concretização dos empréstimos faseados acordados com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional.

Sendo essencial para o Estado Português, no atual contexto de grave emer­gência, continuar a ter acesso a este financiamento externo, o cumprimento de tal valor orçamental revela-se, por isso, um objetivo de excecional interesse público.

Ora, encontrando-se a execução orçamental de 2012 já em curso avançado, reconhece-se que as consequências da declaração de inconstitucionalidade acima anun­ciada, sem mais, poderiam determinar, inevitavelmente, esse incumprimento, pondo em perigo a manutenção do financiamento acordado e a consequente solvabilidade do Estado. Na verdade, o montante da poupança líquida da despesa pública que se obtém com a medida de suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal ou prestações equivalentes a quem aufere por verbas públicas, assume uma dimensão relevante nas contas públicas e no esforço financeiro para se atingir a meta traçada, pelo que dificil­mente seria possível, no período que resta até ao final do ano, projetar e executar medidas alternativas que produzissem efeitos ainda em 2012, de modo a poder alcançar-se a meta orçamental fixada.

Estamos, pois, perante uma situação em que um interesse público de excep­cional relevo exige que o Tribunal Constitucional restrinja os efeitos da declaração de inconstitucionalidade, nos termos permitidos pelo artigo 282.º, n.º 4, da Constituição, não os aplicando à suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal, ou quaisquer prestações correspondentes aos 13.º e, ou, 14.º meses, relativos ao ano de 2012.

Decisão

Pelos fundamentos expostos:

a) Declara-se a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, por viola­ção do princípio da igualdade, consagrado no artigo 13.º da Constituição da República Portuguesa, das normas constantes dos artigos 21.º e 25.º, da Lei n.º 64-B/2011, de 30 de dezembro (Orçamento do Estado para 2012).

b) Ao abrigo do disposto no artigo 282.º, n.º 4, da Constituição da República Portuguesa, determina-se que os efeitos desta declaração de inconstitucionalidade não se apliquem à suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal, ou quaisquer prestações correspondentes aos 13.º e, ou, 14.º meses, relativos ao ano de 2012.

(via site do Tribunal Constitucional)

6 Julho, 2012 at 3:04 pm Deixe um comentário

Ana Dulce Félix Campeã da Europa de 10.000 metros

A portuguesa Ana Dulce Félix (actual vice-campeã europeia de corta-mato), sagrou-se hoje Campeã da Europa de atletismo, na prova dos 10 000 metros, nos Europeus disputados em Helsínquia, completando a prova com o tempo de 31.44,88 minutos (novo record pessoal), à frente da britânica Jo Pavey e da ucraniana Olha Skrypak.

Esta foi a 11ª medalha de ouro conquistada por atletas portugueses na história dos diversos Europeus, depois dos 3 títulos de Rosa Mota, na Maratona (em Atenas, 1982; Estugarda, 1986; e Split, 1990); também dos 3 triunfos de Francis Obikwelu, nos 100 metros (em Munique, 2002; e Gotemburgo, 2006), e nos 200 metros (também em 2006); dos 2 de Manuela Machado, igualmente na Maratona (em Helsínquia, 1994; e Budapeste, 1998); de Fernanda Ribeiro, nos 10 000 metros (em Helsínquia, 1994); e de António Pinto, nos 10 000 metros (em Budapeste, 1998).

Na presente edição da prova, Portugal obteve um pecúlio de 3 medalhas: a de ouro, de Ana Dulce Félix; a de prata, no triplo-salto, por Patrícia Mamona; e a de bronze, nos 5 000 metros, por Sara Moreira.

1 Julho, 2012 at 10:19 pm Deixe um comentário

EURO 2012 – 1/4 Final – 1/2 Finais – Final

     1/4 FINAL               1/2 FINAIS              FINAL

R. ChecaPortugal0-1 PortugalEspanha0-0 EspanhaFrança2-0 Espanha4


AlemanhaGrécia4-2 Itália0 AlemanhaItália1-2 InglaterraIália0-0

Melhores marcadores – Fernando Torres (Espanha – declarado vencedor, por ter feito ainda uma assistência para golo, para além de ter sido o que jogou menos minutos de entre os jogadores com o maior número de golos), Mario Gomez (Alemanha), Alan Dzagoev (Rússia), Mario Mandžukić (Croácia), Mario Balotelli (Itália) e Cristiano Ronaldo (Portugal), todos com 3 golos cada.

1 Julho, 2012 at 9:36 pm Deixe um comentário

EURO 2012 – Final – Espanha – Itália

EspanhaItália4-0

O resultado diz quase tudo…

Porventura a Final mais fácil da história de uma grande competição internacional de selecções, com a Itália praticamente a fazer “hara-kiri”, oferecendo, desde início, o completo domínio do jogo aos Campeões do Mundo e (agora) bi-Campeões da Europa, com a Espanha a ser a primeira selecção a conseguir triunfar em três torneios consecutivos.

Entrando em campo desconcentrada, falha de ritmo de jogo, dando toda a iniciativa e liberdade de acção ao adversário, a Itália, tendo sofrido dois ou três “sustos” logo nos primeiros 10 minutos, aguentaria o empate apenas durante 13 minutos.

A partir daí, com a Espanha em vantagem, e a poder controlar o jogo a seu bel-prazer, com a tradicional superioridade a nível de posse de bola que vem evidenciando em todos os jogos, pouco restaria à Itália. Tentaria ainda “remar contra a maré”, durante cerca de 20 minutos, mas cedo se percebeu que seria uma… missão impossível.

Com o segundo golo da Espanha, o desfecho desta Final estava decidido.

O que não se poderia adivinhar é que a Itália iria entrar numa espécie de “auto-flagelação”, primeiro pela infelicidade de ver um jogador acabado de entrar, sofrer, praticamente de imediato, uma lesão muscular, vendo-se assim obrigada a jogar em inferioridade numérica durante mais de meia hora.

Depois, mesmo sem a Espanha, durante largos minutos, forçar muito – limitava-se a ir gerindo o tempo, que passava demasiado lentamente, para ambas as equipas (uns ansiando a hora dos festejos, outros, esperando ver-se livre deste pesadelo) -, cometendo sucessivos erros defensivos, com os espanhóis, com naturalidade, a ampliarem o resultado, até uns esmagadores 4-0, que, sem dificuldade, poderiam ter atingido números ainda mais humilhantes.

Depois dos feitos obtidos, eliminando selecções como as da Inglaterra e da Alemanha, a Itália saía pela “porta pequena” deste Europeu.

A Espanha havia já superado, nas 1/2 Finais, contra Portugal, o seu maior obstáculo à reconquista do título.

A arbitragem de Pedro Proença – atingindo, apenas com 41 anos, o cume da carreira, ao juntar, num só ano, as Finais da Liga dos Campeões e do Campeonato da Europa – foi segura, sóbria, quase exemplar… não fosse um daqueles sempre duvidosos lances de contacto da bola com o braço, na área italiana, de interpretação necessariamente subjectiva.

Espanha Iker Casillas, Álvaro Arbeloa, Gerard Piqué, Sergio Ramos, Jordi Alba, Xavi Hernández, Sergio Busquets, Xabi Alonso, David Silva (59m – Pedro Rodríguez), Andrés Iniesta (87m – Juan Mata) e Cesc Fàbregas (75m – Fernando Torres)

Itália Gianluigi Buffon, Ignazio Abate, Andrea Barzagli, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini (21m – Federico Balzaretti), Andrea Pirlo, Claudio Marchisio, Riccardo Montolivo (57m – Thiago Motta), Daniele De Rossi, Mario Balotelli e Antonio Cassano (45m – Antonio Di Natale)

1-0 – David Silva – 14m
2-0 – Jordi Alba – 41m
3-0 – Fernando Torres – 84m
4-0 – Juan Mata – 88m

“Melhor em campo” – Andrés Iniesta (Espanha)

Amarelos – Gerard Piqué (25m); Andrea Barzagli (45m)

Árbitro – Pedro Proença (Portugal)

Estádio Olímpico de Kiev – Kiev (19h45)

1 Julho, 2012 at 9:36 pm Deixe um comentário

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