Blogosfera em 2007 (XI)

17 Dezembro, 2007 at 8:28 am Deixe um comentário

A 10 de Novembro – numa ocorrência porventura inédita na história da blogosfera portuguesa, pelo menos com esta dimensão – os servidores em que se encontram alojados os blogues da rede TubarãoEsquilo eram vítimas de pirataria e criminalidade informática, com destruição deliberada de directórios, que provocaria – durante alguns dias – uma quebra de serviço, em todos os mais de 30 blogues integrantes da rede.

No dia seguinte, Pacheco Pereira escrevia a propósito do “Estado do Abrupto”: «Continua no topo de todas as medições e de todos os rankings, situação que mantém quase ininterruptamente há quatro anos, caminha para os sete milhões de visitas e para os oito milhões de page views, e tem um Page Rank no Google de 5».

Acrescentaria ainda: «Tudo isto sem comentários abertos, um dos meios mais fáceis para obter “audiências”, nem os truques técnicos que abundam hoje, usados por conselheiros especializados de como se sobe nas listas, como se falsificam rankings, listas e lugares no Google. Esta situação do Abrupto incomoda muita gente, que utiliza todos os truques do ofício para arranjar listagens com critérios “subjectivos” que forneçam rankings diferentes, que misturam blogues genuínos com falsos blogues pornográficos, na maioria dos casos com o evidente objectivo de evitar que o Abrupto apareça sempre nos primeiros lugares. Quando os instrumentos de medida que permitem comparar blogues, como o Page Rank, o Google Analytics ou o Technorati, teimam em colocar o Abrupto à frente, atacam os mensageiros, que “como todos sabem, não prestam”. A prática deliberada de muitos blogues de fazerem ligações a tudo menos ao Abrupto assim como de citar sem “ligar”, tem as suas consequências: o Abrupto é muito mais citado do que “ligado”, como se verifica quando se faz uma procura pelo nome do blogue ou do seu autor. Porém, como os milhares de leitores quotidianos do Abrupto estão fora destes pequenos círculos interiores da blogosfera, o blogue continua de boa saúde e recomenda-se. No entanto, não precisam de se afadigar tanto, a lei das coisas é que tudo o que sobe tem que descer e é só esperarem sentados

O que originaria réplicas, nomeadamente por intermédio de Paulo Querido, em artigo publicado na sua coluna Web 2.0, no Expresso (já em Dezembro) e, também, no seu blogue, referindo: «Com o crescimento exponencial da quantidade de blogues e o aumento de citações do Abrupto e dos posts ali publicados; com o crescimento do número de posts, hoje mais frequentes que nos primeiros anos, era de esperar o aumento da quantidade de hiperligações produzidas no Abrupto. Ou, como aconteceu noutros casos, a solidificação das “redes de contexto”, para classificar as rodas de blogues de temas, pessoas ou interesses em comum que vistas de fora parecem micro-blogosferas, hiperligando-se entre si e rareando os links para fora do círculo. Mas não. O número de hiperligações produzidas no blogue de JPP tem vindo a diminuir através dos tempos, como qualquer pessoa pode comprovar. Basta visitar os arquivos e contar o número de links para blogues para compreender o isolamento a que Pacheco Pereira deliberadamente se votou

Depois de 25 anos de escrita regular no Diário de Notícias – entretanto suspensa há cerca de 6 meses – Pedro Rolo Duarte (tendo criado já anteriormente o blogue do programa “Janela Indiscreta”, da Antena 1) dava início, a 15 de Novembro, ao seu blogue pessoal.

Em paralelo – tal como ocorrera 2 anos antes –, voltava a suscitar-se a polémica a propósito da sujeição de sites não jornalísticos à supervisão da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, podendo portanto abranger eventualmente os blogues.

A 21 de Novembro, nascia o Letra de Forma, da autoria de Augusto M. Seabra (um dos fundadores do jornal Público, onde colaborou até há cerca de um ano), que o autor anunciava como «uma página de crítica e opinião, página de textos mais do que própriamente “posts”, prosseguindo no espaço digital aquela que foi actividade na imprensa ao longo de muito anos».

Entretanto, o “Mais cedo ou mais tarde” (blogue associado ao programa da TSF com a mesma designação, conduzido por João Paulo Meneses), passava também a operar na plataforma de blogues do “Sapo”.

Para, a 23, Miguel Silva anunciar uma “segunda vida”, com o Bios Politikos: «As duas actividades que integravam o político eram a acção e o discurso, formando assim o bios politikos. Se o poder da acção nos blogues é muito limitado, embora não inexistente, o discurso parece ser, então, a actividade por excelência que este meio possibilita.

No dia 26, em artigo publicado no Diário de Notícias – “A Internet e o Far West” – a opinião cáustica de João César das Neves, considerando que «numa grande parte dos blogs, mensagens, comentários e sites de debate dominam o pedantismo e a grosseria, maldade e despeito, vacuidade e a mais pura e prístina estupidez».

A 28, o blogue Arrastão, de Daniel Oliveira, um dos mais prestigiados bloggers nacionais, integrava a rede TubarãoEsquilo, passando também a dispor de novas funcionalidades, nomeadamente os artigos publicados pelo autor no jornal Expresso, assim como excertos do programa televisivo “Eixo do Mal”.

Por fim, a 30 de Novembro, João Paulo Meneses questionava, na Meios & Publicidade: «há blogues em Portugal há mais de cinco anos e quantos programas/espaços e rubricas na rádio portuguesa têm associado um blogue (já para não falar de um site próprio), dinamizado diariamente, como exemplo de protagonismo da tal revolução que está mesmo à nossa frente? Meia dúzia, se calhar em toda a rádio nacional».

Ainda no mesmo dia, nascia o “JL – Blogue de Letras, Artes e Ideias“, blogue do Jornal de Letras: «A nossa proposta é alargar o espectro do jornal ao cibermundo, num registo mais informal, por vezes até divertido, mas que não deixe de ser sério e credível».

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