Archive for Setembro, 2003
“OS CAMINHOS DA DESCENDÊNCIA DE ABRAÃO” (IV)
“O fundador do islamismo é o profeta Maomé (570-632), que em poucos anos revolucionou o mundo árabe e grande parte do resto da História. Hoje em dia, 40 dos 152 países do mundo estão ligados ao islamismo, e há analistas políticos e sociólogos que pensam que brevemente a população islâmica ultrapassará a do cristianismo.
O islamismo é uma religião que determina a cultura e a história, razão por que a história dos povos árabes anda tão ligada ao islamismo, e razão por que o islamismo é estruturalmente uma religião nacionalista.
O islamismo não se entende sem o seu livro sagrado, o Corão. É uma religião tipicamente do “livro”. A própria palavra árabe “al-qur’na” significa literalmente “a leitura”.
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A unicidade de Deus é o dogma fundamental do islamismo, que, neste aspecto, não se distingue do monoteísmo judaico. Quando Maomé começou com a sua revolução religiosa em Meca, aquelas tribos árabes viviam a sua religião animista e politeísta, com muitas divisões e ódios entre elas. O profeta deu-se conta de que o judaísmo e o cristianismo eram superiores às religiões árabes e quis oferecer aos mesmos árabes também uma religião que os identificasse.
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Segundo o Corão, o islamismo não tem nem sacerdotes, nem sacrifícios, nem sacramentos. É constituído apenas pela palavra da revelação “final” a Maomé, que é o último profeta duma linha profética que começa em Abraão e acaba nele.”
“Os caminhos da descendência de Abraão” (Joaquim Carreira das Neves) – “Notícias do Milénio”
[219]
1925 – INSTABILIDADE
“Os governos sucedem-se, somando três até ao fim do ano. A agitação nas ruas é galopante. É declarado o estado de sítio.”
[218]
1925 – “MEIN KAMPF”
“Publicada em Munique, esta obra de Adolfo Hitler, escrita na prisão, é um manifesto nacionalista, anti-semita e anticomunista, fundamentos ideológicos do partido nazi.”
[217]
“Entrada do dia” (Quarta) – A Aba de Heisenberg
“Nichos de argumentação”
“É mais fácil um rico entrar no reino dos céus do que ver alguém reconhecer publicamente que errou. O “mea culpa” está praticamente extinto, o “tua culpa” é ubíquo.
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Na sua coluna Política à Portuguesa no Expresso deste fim-de-semana, JAS fala das lágrimas de crocodilo que ”certa esquerda” alegadamente verteu por Sérgio Vieira de Mello. Diz: “A esquerda não invocou a morte de Sérgio Vieira de Mello por razões piedosas – agitou-a como bandeira para condenar a ocupação americana. Nesta medida – e dito cruamente – essa morte até conveio a essa esquerda. Por isso, muitas das lágrimas que chorou foram lágrimas de crocodilo”.
…”
Pode ler o texto completo aqui.
P.S. Reabriu o site da Al-Jazeera em inglês (após uma primeira tentativa durante a guerra do Iraque, mal sucedida devido a ataques de “piratas informáticos”).
DIAS ESTRANHOS
São dias estranhos estes, os de regresso de férias, em que a luz brilhante e quente do sol sobre o mar começa a ficar para trás; à hora a que escrevo, agora longe do campo, começa já a fazer sentir-se o negro da escuridão da noite (quando não há luar). como se diz na minha terra, os dias começaram a .minguar..
E com o regresso à vida .séria., a .falta de tempo. impende qual espada de Dâmocles sobre as nossas cabeças; rareia a disponibilidade para a preparação do manuscrito dos textos que gostávamos de escrever.
E estes primeiros dias aparentam ser de tal modo .agressivos. (é preciso recuperar o atraso dos .dias de ausência.) como o seria um caçador enfurecido, que, até para conseguir manter as .visitas. aos outros .ciber-escritores. vai ser preciso .esticá-los. (agora que serão cada vez mais pequenos).
Não era o .velho lobo. Einstein que falava da relatividade do tempo? Organizemo-nos portanto.
P.S. A quem o texto possa parecer algo surreal, tudo ficará esclarecido se visitar qualquer das ligações assinaladas (um desafio curioso e em pouco tempo.).
[216]
“OS CAMINHOS DA DESCENDÊNCIA DE ABRAÃO” (III)
“O que define o cristianismo na sua essência é a pessoa de Jesus da Nazaré, que os cristãos acreditam ser o Messias prometido do Antigo Testamento, o Filho de Deus, único e próprio, o Salvador do mundo, eterno com o Pai e o Espírito Santo.
A pessoa de Jesus da Nazaré é, ainda hoje, a mais estudada, discutida e amada. A história continua a ser dividida “antes” de Cristo e “depois” de Cristo.
Ninguém duvida de que Jesus viveu em Nazaré da Galileia e que, por volta dos seus 27 anos, deixou a família e começou a pregar a doutrina sobre o “Reino de Deus”, como preparação para a vinda definitiva do mesmo Reino/Reinado/Soberania de Deus. Anunciava que todas as esperanças judaicas patentes nas Escrituras hebraicas desaguavam na sua pessoa. Por isso, apresentou-se como um judeu “reformador” do judaísmo, de cariz totalmente novo, em que a “palavra” tinha a ver com a sua própria “pessoa”.
É por causa deste núcleo histórico que Jesus é condenado à morte pelo Sinédrio, na medida em que tal doutrina e posicionamento de Jesus, frente à ortodoxia judaica daquele tempo, representava uma autêntica “blasfémia”, e os blasfemos deviam ser irradiados do povo da aliança. Jesus constituía um perigo e, como tal, havia que resolver o assunto.
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O Novo Testamento, com os seus 27 livros, juntamente com o Antigo Testamento, constituem a Bíblia dos cristãos.
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Não há dúvida de que as velhas rivalidades entre católicos, ortodoxos e protestantes estão a desaparecer, sobretudo depois do Concílio Vaticano II. Mas há ainda muito caminho a percorrer. …”
“Os caminhos da descendência de Abraão” (Joaquim Carreira das Neves) – “Notícias do Milénio”
[215]
1924 – ESTALINE NO PODER
“A morte de Lenine, em 21 de Janeiro, dá origem à ascensão do secretário-geral do Partido Comunista, Estaline, que inicia uma depuração de quadros, que atinge os revolucionários mais relevantes, nomeadamente Trotsky, Kamenev e Zinoviev.”
[214]
“Entrada do dia” (Terça) – Desejo Casar
“Vocação: famoso”
“Alguns portugueses com idades para estudar voltaram a entrar dentro de uma casa em nome da fama. Antigamente, queríamos ser médicos, astronautas ou dentistas de esquilos. Hoje, há uma data de gente que nasce com a vontade de ser famosa. Os miúdos têm conversas deste género com os pais: “Ó pai, quando for grande quero ir àquele programa da Dona Teresa Guilherme!”.”
Pode ler o texto completo aqui.
P.S. Mais um agradecimento e as boas-vindas ao Lamentos de um pessimista.
“OS CAMINHOS DA DESCENDÊNCIA DE ABRAÃO” (II)
“A Bíblia hebraica com a sua Tanak (Tora, Profetas (Nebiim) e Escritos (Ketubim) é um produto de história nacional e de revelação de Deus, manifestada nessa história através de Patriarcas, Moisés, Profetas, Salmistas, etc. É uma história dum grupo de “judeus” que, pouco a pouco, constituem um pequeno império com David e Salomão, e que, depois, vivem a sujeição de impérios pagãos e estrangeiros…
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Como é que um pequeno grupo de “judeus”, saídos da miséria do Egipto, se tornam neste povo tão singular pela religião e pela luta da sua identidade, ao longo dos tempos, ainda hoje constitui um “milagre” histórico e social para qualquer analista.
…
Ao longo destes dois mil anos, os judeus andaram errantes e foram perseguidos por cristãos e islâmicos, até que chegou a sua hora da verdade em 1948. Nem as inquisições, nem o “shoah” (holocausto) nazi quebraram a fé indomável deste povo, que deixou sempre um rasto de grande cultura e fé por onde andaram.
O regresso à terra natal, depois de dois mil anos de ausência, tem constituído um problema político grave no Médio Oriente. Os milhares de palestinianos que habitavam as terras agora ocupadas pelos judeus foram directa ou indirectamente obrigados a abandonar as mesmas, o que tem desencadeado uma onda de solidariedade entre os grupos árabes e islâmicos, com guerras sem fim de parte a parte.
Os acordos de paz entre Israel e a Jordânia e o Egipto trouxeram muita esperança na resolução do problema. Mas o assunto continua ainda muito longe da sua solução devido a forças integristas ou fundamentalistas das duas partes.”
“Os caminhos da descendência de Abraão” (Joaquim Carreira das Neves) – “Notícias do Milénio”
[213]
1923 – REVOLUÇÃO MUSICAL
“O austríaco Arnold Schoenberg desenvolve o dodecafonismo, linguagem atonal baseada no emprego sistemático da série de 12 sons da escala cromática, rasgando horizontes à música erudita contemporânea.”
[212]



