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EURO 2016 – Grupo F – 1ª jornada – Portugal – Islândia

1-1
Rui Patrício, Vieirinha, Ricardo Carvalho, Pepe, Raphaël Guerreiro, Danilo Pereira, Nani, João Mário (76m – Ricardo Quaresma), João Moutinho (71m – Renato Sanches), André Gomes (84m – Éder) e Cristiano Ronaldo
Hannes Halldórsson, Birkir Sævarsson, Ragnar Sigurdsson, Kári Árnason, Ari Skúlason, Johann Gudmundsson (90m – Elmar Bjarnason), Aron Gunnarsson, Gylfi Sigurdsson, Birkir Bjarnason, Kolbeinn Sigthórsson (81m – Alfred Finnbogason) e Jón Dadi Bödvarsson
1-0 – Nani – 31m
1-1 – Birkir Bjarnason – 50m
“Melhor em campo” – Nani
Amarelos – Birkir Bjarnason (55m) e Alfred Finnbogason (90m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Stade Geoffroy Guichard – Saint-Étienne (20h00)
É inevitável: tão depressa passamos do “8” (derrota com a Inglaterra) para o “80” (os 7-0 à Estónia), como logo voltamos ao “8” (o empate de hoje).
O que a realidade nos mostra é que, por um lado, efectivamente, a Islândia não é uma selecção tão fraca como se poderá pensar – como o poderia ser uma equipa que ficou à frente da Turquia e da Holanda na fase de qualificação, na qual derrotou checos, holandeses (por duas vezes) e turcos (por 3-0)? E, por outro, que Portugal continua a denotar diversas insuficiências , lacunas, e alguns equívocos tácticos.
Com um futebol deveras padronizado, ao estilo clássico de “pontapé para a frente”, lançando bolas em profundidade, onde Sigthórsson surge a ganhar todos os lances de bola pelo ar, a Islândia ameaçou o primeiro susto logo aos 3 minutos, obrigando Rui Patrício a evidenciar excelentes reflexos e concentração, para evitar ser batido “a frio”.
Entrando em campo revelando alguma ansiedade, a selecção portuguesa experimentou dificuldades para assentar o seu jogo, o que só conseguiria à passagem do primeiro quarto de hora.
Com Danilo muito recuado e João Moutinho longe da sua melhor forma, sem que João Mário estivesse também ao nível que evidenciou durante a época, a despesa da iniciativa atacante de Portugal ficaria a cargo de Cristiano Ronaldo e Nani, a procurarem combinar, começando a levar o perigo à zona mais recuada da Islândia. primeiro, Nani, aos 21 minutos, logo seguido por Ronaldo.
Espicaçado pelo ameaça de perda de titularidade a favor de Quaresma (em função da superlativa exibição que este protagonizou frente à Estónia), Nani esteve bem mais dinâmico que noutros jogos, vindo a inaugurar o marcador, após a passagem da meia hora de jogo, dando perfeita sequência a um bom cruzamento de André Gomes, após boa combinação com Vieirinha.
O mais difícil – quebrar a barreira defensiva islandesa – estava feito. Até final do primeiro tempo a toada de jogo não se alteraria, sempre com Portugal a assumir a iniciativa, mas sem conseguir materializar o domínio de jogo em efectivas oportunidades de golo.
Após o intervalo, Portugal voltou a entrar desconcentrado; estavam decorridos apenas cinco minutos da segunda parte quando uma falha de posicionamento de Vieirinha e Pepe deixou espaço livre à entrada de Bjarnason, a desviar a bola do alcance de Rui Patrício, desfeiteado sem apelo nem agravo.
No imediato, percebeu-se a intenção de Fernando Santos de não descompor a equipa, de procurar manter a serenidade, com a selecção portuguesa a continuar a porfiar em busca de novo golo e de retomar a vantagem.
Mas, à medida que os minutos começavam a “voar”, o seleccionador nacional pareceu começar a “desesperar”, e, num período de menos de quinze minutos, um a um, fez sair todo o tridente do meio-campo (João Moutinho, João Mário e André Gomes), esperando que Renato Sanches trouxesse novas soluções (opção que não viria a frutificar), para, de seguida, arriscar a entrada de Ricardo Quaresma, até chegar ao “tudo por tudo” da colocação em campo de Éder, improvisando um sistema de quatro avançados, com Nani (agora já menos activo) e Quaresma (que ainda procuraria funcionar como “abre-latas”, acelerando o ritmo de jogo) nas alas.
Mas o tempo que restava era já muito escasso, e a Islândia colocara as “trancas à porta”, sem contudo abdicar do contra-ataque, que quase lhe ia proporcionando o segundo golo, que seria o de uma sensacional vitória, não fora outra intervenção apertada de um bem atento Rui Patrício, em novo grande calafrio, de fazer “suster a respiração”, por via de um forte remate de Finnbogason.
E, de facto, depois do golo sofrido, em mais de quarenta minutos de jogo, não mais a equipa portuguesa conseguiu ter a qualidade e intensidade de jogo que mostrara na metade inicial do desafio, sem conseguir verdadeiramente importunar o guardião islandês, acabando a partida, em desespero, a bombear bolas para a área contrária.
O resultado foi mau? Poderia ter sido bem pior…
A exibição foi má? Poderia ter sido melhor. A equipa nacional foi esforçada, procurou lutar contra a adversidade de um resultado inesperado, foi digna e saiu de cabeça erguida, mas deixou patentes algumas fraquezas, que, noutras circunstâncias, pode procurar mitigar, mas que “estão lá”.
Desde logo, o modelo de jogo, em 4-4-2, sem ponta de lança fixo, com Cristiano Ronaldo (que, tal como há dois anos, não está, inegavelmente, no melhor da sua condição física) a ser chamado a um trabalho desgastante e pouco profícuo. Depois, a aposta falhada em João Moutinho (e, em boa medida, também em Danilo), penalizando o desempenho de João Mário.
Perante as estatísticas do jogo (66/34% em termos de posse de bola; 27 tentativas contra 4; 10-4 em remates à baliza, 11-2 em cantos), o resultado acaba por ser necessariamente frustrante; mas, de forma mais fria e racional, não só se reveste de alguma justiça, em função da efectividade de ambas as equipas, como – conforme referi antes – poderia ter sido ainda mais gravoso.
Fica um sinal de alerta para o que resta desta primeira fase do Europeu, em que tudo continua em aberto – a vitória num dos dois jogos que falta garantirá o apuramento, e, no limite, até poderá nem vir a ser imprescindível ganhar -, mas em que o Portugal-Áustria, que se julgaria ser o encontro da definição do vencedor do grupo, adquire contornos mais determinantes (em função da candidatura hoje bem manifestada pelos dois outros concorrentes), se não quisermos deixar tudo para o último dia, e, como é tradição, acabar de “calculadora na mão”…
Convocados para o Europeu 2016
Guarda-redes – Rui Patrício (Sporting), Anthony Lopes (Lyon) e Eduardo (Dínamo Zagreb)
Defesas – Vieirinha (Wolfsburg), Cédric (Southampton), Pepe (Real Madrid), Ricardo Carvalho (Mónaco), Bruno Alves (Fenerbahçe), José Fonte (Southampton), Eliseu (Benfica) e Raphael Guerreiro (Lorient)
Médios – William Carvalho (Sporting), Danilo Pereira (FC Porto), João Moutinho (Mónaco), Renato Sanches (Benfica), Adrien Silva (Sporting), André Gomes (Valência) e João Mário (Sporting)
Avançados – Rafa Silva (Sp. Braga), Ricardo Quaresma (Besiktas), Nani (Fenerbahçe), Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e Éder (Lille)
O seleccionador nacional Fernando Santos anunciou esta noite o nome dos 23 jogadores convocados para a Fase Final do Campeonato da Europa de Futebol, a disputar em França, a partir do próximo dia 10 de Junho.
Em relação à anterior competição (Mundial 2014), verifica-se uma significativa remodelação, com a entrada de 12 jogadores: Anthony Lopes, Cédric, Ricardo Carvalho (um regresso), José Fonte, Eliseu, Raphael Guerreiro, Danilo Pereira, Renato Sanches, Adrien Silva, André Gomes, João Mário e Ricardo Quaresma (outro regresso). Ao invés, deixaram de integrar os seleccionados: Beto, André Almeida, Fábio Coentrão (lesionado), João Pereira, Luís Neto, Ricardo Costa, Miguel Veloso, Raul Meireles, Rúben Amorim, Hélder Postiga, Hugo Almeida e Silvestre Varela.
Comparando com o Europeu de há quatro anos, na Polónia e Ucrânia, mantêm-se apenas os seguintes oito: os guardiões Rui Patrício e Eduardo, Pepe, Bruno Alves, João Moutinho, Ricardo Quaresma, Nani e Cristiano Ronaldo
Na convocatória hoje anunciada, o tri-campeão nacional, Benfica, conta com apenas dois jogadores, enquanto o Sporting apresenta quatro, tendo sido seleccionado somente um jogador do FC Porto e outro do Sp. Braga. Há portanto um contingente de 15 elementos a actuar em clubes estrangeiros – à semelhança do verificado na convocatória anterior -, com destaque para Real Madrid, Mónaco, Fenerbahçe e Southampton (cada um com dois representantes).
Para além dos jogadores que participaram no Mundial e que não constam agora da convocatória, destacam-se as ausências de Tiago (recém-regressado à competição, após longo período de paragem por lesão), Bernardo Silva e Danny (ambos lesionados) e Pizzi.
Europeu 2016 – Sorteio da Fase Final
Realizou-se hoje o sorteio da Fase Final do Europeu 2016 de Futebol. É a seguinte a constituição dos Grupos:
Grupo A Grupo B Grupo C França Inglaterra Alemanha Suiça Rússia Ucrânia Roménia Eslováquia Polónia Albânia País de Gales I. Norte Grupo D Grupo E Grupo F Espanha Bélgica Portugal Croácia Itália Áustria R. Checa Suécia Hungria Turquia Irlanda Islândia
Apuram-se para os 1/8 de final os 2 primeiros classificados de cada grupo, assim como os quatro melhores dos 3.º classificados.
A selecção de Portugal estreia-se a 14 de Junho, em Saint-Étienne, frente à Islândia; joga com Áustria em Paris (Parque dos Príncipes), a 18 de Junho; concluindo a fase de grupos, a 22 de Junho, em Lyon, com a Hungria.
Europeu 2016 – Fase de Qualificação – Play-off
2ª mão 1ª mão Total Hungria - Noruega 2-1 1-0 3-1 Irlanda - Bósnia-Herzegovina 2-0 1-1 3-1 Dinamarca - Suécia 2-2 1-2 3-4 Eslovénia - Ucrânia 1-1 0-2 1-3
A selecção da Hungria, que se vira relegada para a disputa dos “play-off” devido a uma infeliz conjugação de resultados na derradeira ronda da fase de grupos, garantiu o apuramento para a fase final do EURO 2016, afastando a Noruega, assim regressando aos grandes palcos do futebol, de que se encontrava arredada desde o Mundial de 1986, no México, portanto há já 30 anos!
Também a Irlanda alcançou o apuramento, eliminando a selecção da Bósnia-Herzegovina, uma vez mais a quedar-se pelo “play-off”, tal como sucedera já, por outras duas vezes, ambas frente a Portugal, na qualificação para o EURO 2012 e para o Mundial 2010.
Por seu lado, a Suécia afastou a Dinamarca – tendo inclusivamente disposto de vantagem de 2-0 até perto do final – conseguindo superar a barreira do “play-off”, fase em que fora eliminada (curiosamente, também por Portugal) do Mundial 2014.
Por fim, a Ucrânia garantiu também uma difícil qualificação, discutida até ao minuto 97, altura em que os ucranianos empataram o jogo; superam também assim anteriores eliminações nesta fase, no Mundial 2014 (com a França) e no Mundial 2010 (com a Grécia).
É a seguinte a lista das 24 selecções apuradas para a fase final do EURO 2016, a disputar em França, repartidas pelos “potes” para o sorteio:
- Pote 1 – França, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Portugal e Bélgica;
- Pote 2 – Itália, Rússia, Suíça, Áustria, Croácia e Ucrânia;
- Pote 3 – R. Checa, Suécia, Polónia, Roménia, Eslováquia e Hungria;
- Pote 4 – Turquia, Irlanda, Islândia, País de Gales, Albânia e I. Norte.
Campeonato Europeu de Futebol 2016 – Fase de Qualificação – Classificação final
Para além do país organizador (França), estão também já apurados os seguintes países: R. Checa, Islândia, Bélgica, País de Gales, Espanha, Eslováquia, Alemanha, Polónia, Inglaterra, Suíça, I. Norte, Roménia, Áustria, Rússia, Itália, Croácia, Portugal, Albânia e Turquia (esta na condição de melhor dos 3.º classificados).
Por seu lado garantiram a presença no “play-off” as seguintes selecções: Bósnia-Herzegovina, Ucrânia, Irlanda, Eslovénia, Hungria, Suécia, Noruega e Dinamarca.
A maior surpresa foi a eliminação da Holanda, em detrimento da Islândia (e Turquia), para além do afastamento da Sérvia, neste caso em benefício da Albânia.
Destaque para a sensacional campanha da Inglaterra, única selecção a conseguir o pleno de dez vitórias, seguinda de muito perto pela Áustria (9 vitórias e um empate), tendo a Espanha, tal como Portugal, sofrido apenas um desaire, ganhando todos os restantes desafios (9 no caso dos actuais campeões em título, 7 no caso da selecção nacional). Também não sofreram qualquer derrota a Itália (com 3 empates) e a Roménia (com 5 vitórias e 5 empates).
Ao invés, é de notar o último lugar no seu grupo do Campeão de 2004, Grécia, assim como o pleno de derrotas (dez) de Andorra e do estreante Gibraltar.
Sérvia – Portugal (Europeu 2016 – Qualif.)
Sérvia – Vladimir Stojković, Nenad Tomović, Stefan Mitrović, Duško Tošić, Aleksandar Kolarov (77m – Ivan Obradović), Zoran Tošić (84m – Miralem Sulejmani), Luka Milivojević, Nemanja Matić, Dušan Tadić, Adem Ljajić e Aleksandar Mitrović (85m – Petar Škuletić)
Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, José Fonte, Bruno Alves (45m – Luís Neto), Eliseu, Danilo Pereira, Nani, André André, Miguel Veloso (70m – João Moutinho), Ricardo Quaresma e Danny (57m – Éder)
0-1 – Nani – 5m
1-1 – Zoran Tošić – 65m
1-2 – João Moutinho – 78m
Cartões amarelos – A. Mitrović (50m), D. Tošić (78m), Kolarov (79m); Nélson Semedo (28m), Danny (42m), Nani (42m), Danilo Pereira (50m) e André André (82m)
Cartões vermelhos – Kolarov (80m) e Matić (81m)
Árbitro – David Fernández Borbalán (Espanha)
Encerrando com chave de ouro esta fase de apuramento, a selecção de Portugal conseguiu mesmo superar o record de vitórias consecutivas em jogos oficiais, completando uma série de sete triunfos (em todos os jogos, à excepção da partida inaugural desta qualificação).
Tendo garantido a qualificação já na ronda anterior – desta vez, evitando a “máquina de calcular” até ao último dia, e os sempre incertos “play-off” – o seleccionador Fernando Santos teve inclusivamente a oportunidade para fazer rodar alguns jogadores, renovando a equipa neste último desafio em que apenas a honra estava em causa – para além do tal “record” de vitórias.
Por seu lado, a Sérvia, também sem nada a ganhar (nem a perder…), abordou a partida sem grande responsabilidade, vendo-se surpreendida com o tento de Nani, logo aos cinco minutos de jogo.
Em situação de desvantagem, caberia naturalmente aos sérvios reagir, procurando o golo do empate, que viriam a alcançar já no segundo tempo, então repondo alguma justiça no marcador.
Mesmo sem fazer uma boa exibição, a equipa portuguesa acabaria por ter a felicidade de chegar à vitória, já na fase final, com mais um golo de João Moutinho. Um resultado bem melhor do que a exibição, afinal, à imagem do que foi toda esta fase de qualificação de Portugal.
Beneficiando da segurança defensiva, ganhando todos os (sete) jogos pela margem mínima, a equipa nacional afirma-se como “resultadista”, conseguindo maximizar os pontos obtidos com o relativamente escasso número de golos apontados.
Agora será oportunidade de, com tempo, preparar a presença na Fase Final, a disputar em França no próximo ano, na qual terá a inesperada companhia da Albânia, que assegurou hoje um inédito apuramento, relegando a Dinamarca para a disputa do indesejável “play-off”.
GRUPO I Jg V E D G Pt 1º Portugal 8 7 - 1 11 - 5 21 2º Albânia 8 4 2 2 10 - 5 14 3º Dinamarca 8 3 3 2 8 - 5 12 4º Sérvia 8 2 1 5 8 -13 4* 5º Arménia 8 - 2 6 5 -14 2
* Sérvia penalizada em 3 pontos pela UEFA, devido aos acontecimentos do jogo com a Albânia
10ª jornada
11.10.15 – Arménia – Albânia – 0-3
11.10.15 – Sérvia – Portugal – 1-2
Portugal – Dinamarca (Europeu 2016 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Fábio Coentrão, Danilo Pereira, João Moutinho (90m – José Fonte), Bernardo Silva (76m – Danny), Tiago, Nani (82m – Quaresma) e Cristiano Ronaldo
Dinamarca – Kasper Schmeichel, Lars Jacobsen, Simon Kjær, Daniel Agger, Riza Durmisi, Pierre Højbjerg (45m – William Kvist), Martin Braithwaite, Daniel Wass (69m – Nicolai Jørgensen), Michael Krohn-Dehli, Christian Eriksen (82m – Yussuf Poulsen) e Nicklas Bendtner
1-0 – João Moutinho – 66m
Cartões amarelos – Rui Patrício (83m) e Danilo Pereira (90m); Pierre Højbjerg (25m), Christian Eriksen (43) e Daniel Wass (69m)
Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)
Portugal está no EURO 2016!
Somando a sexta vitória consecutiva – curiosamente obtidas, todas elas, pela margem mínima – a selecção portuguesa garantiu o 1.º lugar no seu grupo de apuramento, e consequente qualificação automática para a fase final do Campeonato da Europa, a disputar em França no próximo ano.
Com uma exibição ao nível do que tem realizado ao longo desta fase de qualificação, sem grandes exuberâncias, procurando mais controlar o jogo, minimizando os riscos – era aos dinamarqueses que competia arriscar em busca do golo e da vitória – do que, em boa verdade, uma aposta deliberada no ataque,
Premiada pela segurança defensiva, que lhe permitiu manter inviolada a sua baliza, a selecção nacional alcançaria mesmo o triunfo, na sequência de uma oportuna intervenção de João Moutinho, estabelecendo um resultado que se ajusta ao que ambas as equipas apresentaram em campo.
A Dinamarca – que disputou o seu último jogo nesta fase de grupos – fica assim dependente do que fará a Albânia no seu derradeiro encontro, na Arménia, sendo que apenas a vitória dos albaneses lhe proporcionará uma inédita qualificação directa.
Para além do país organizador (França) e de Portugal, estão também já apurados os seguintes países (metade dos finalistas): Islândia, R. Checa, Inglaterra, I. Norte e Áustria; Espanha e Suíça; Itália, Bélgica e País de Gales [actualização a 10.10.2015].
À entrada para a derradeira ronda, garantiram já, pelo menos, a presença no “play-off” as seguintes selecções: Eslováquia, Ucrânia, Alemanha, Polónia, Irlanda, Roménia, Hungria, Rússia, Suécia, Noruega, Croácia, Dinamarca e Albânia.
GRUPO I Jg V E D G Pt 1º Portugal 7 6 - 1 9 - 4 18 2º Dinamarca 8 3 3 2 8 - 5 12 3º Albânia 7 3 2 2 7 - 5 11 4º Sérvia 7 2 1 4 7 -11 4* 5º Arménia 7 - 2 5 5 -11 2
* Sérvia penalizada em 3 pontos pela UEFA, devido aos acontecimentos do jogo com a Albânia
9ª jornada
08.10.15 – Albânia – Sérvia – 0-2
08.10.15 – Portugal – Dinamarca – 1-0
Albânia – Portugal (Europeu 2016 – Qualif.)
Albânia – Etrit Berisha, Berat Djimsiti, Lorik Cana, Arlind Ajeti, Ansi Agolli, Burim Kukeli, Taulant Xhaka, Sokol Çikalleshi (86m – Bekim Balaj), Amir Abrashi (54m – Migjen Basha), Shkelzen Gashi (70m – Odise Roshi) e Ermir Lenjani
Portugal – Rui Patrício, Vieirinha (54m – Cédric Soares), Pepe, Ricardo Carvalho, Eliseu, Danilo, Miguel Veloso, Bernardo Silva (65m – Ricardo Quaresma), Danny (76m – Éder), Nani e Cristiano Ronaldo
0-1 – Miguel Veloso – 90m
Cartões amarelos – Berat Djimsiti (23m) e Amir Abrashi (44m); Nani (82m)
Árbitro – Jonas Eriksson (Suécia)
No dia em que se cumpria exactamente um ano de um inesperado desaire caseiro ante a Albânia, a selecção de Portugal, com alguma felicidade – marcando novamente em período de compensação, tal como sucedera na Dinamarca, igualmente na sequência de um cruzamento de Ricardo Quaresma -, tirou a sua desforra, obtendo uma tão escassa como crucial vitória, que a coloca à beira da qualificação para a Fase Final do Europeu, necessitando apenas de um ponto nos dois jogos que lhe falta disputar.
Numa campanha que se tem pautado por um desempenho sofrível na generalidade dos desafios, mas que, não obstante, se tem traduzido numa boa série de (cinco) vitórias consecutivas, a primeira metade deste jogo na Albânia terá sido o período em que a selecção portuguesa melhor esteve, assumindo a iniciativa do jogo, sabendo que o empate poderia ser um desfecho arriscado, dado que deixaria os três primeiros classificados muito nivelados.
Dessa fase mais positiva, realce para um lance que deixou toda a ideia de grande penalidade não sancionada pela arbitragem. Pese embora as estatísticas do jogo continuassem a denotar a superioridade portuguesa em campo (no final, registaria uma vantagem de 7-1 em remates à baliza), a verdade é que, à medida que o tempo ia decorrendo, o nível exibicional foi decrescendo, tendo o guardião Rui Patrício apanhado um enorme susto, quando, sem hipóteses de defesa, viu a bola embater no poste da sua baliza.
Já na fase final do desafio, seria Eliseu, a não ser feliz, num subtil “chapéu” ao guarda-redes contrário, com a bola a sair muito ligeiramente ao lado do poste. E, quando porventura já não se acreditaria que o marcador funcionasse, na sequência de um canto, já no minuto 92, Miguel Veloso, antecipando-se a toda a defesa albanesa, cabecearia de forma imparável, obtendo o tento da vitória lusa.
Noutros grupos, garantiram já o apuramento a Inglaterra (até agora com uma campanha “perfeita”, com triunfos em todos os oito encontros realizados), R. Checa, Islândia (uma estreia absoluta em fases finais de grandes competições a nível do escalão de seniores) e Áustria. Para além de Portugal, também País de Gales, Bélgica, Espanha, Alemanha e Irlanda do Norte estão à beira de marcar presença em França no próximo ano.
GRUPO I Jg V E D G Pt 1º Portugal 6 5 - 1 8 - 4 15 2º Dinamarca 7 3 3 1 8 - 4 12 3º Albânia 6 3 2 1 7 - 3 11 4º Arménia 7 - 2 5 5 -11 2 5º Sérvia 6 1 1 4 5 -11 1*
* Sérvia penalizada em 3 pontos pela UEFA, devido aos acontecimentos do jogo com a Albânia
8ª jornada
07.09.15 – Arménia – Dinamarca – 0-0
07.09.15 – Albânia – Portugal – 0-1
Mundial 2018 – Sorteio da Fase de Qualificação
Realizou-se hoje, em S. Petersburgo, na Rússia, o sorteio da Fase de Qualificação para o Mundial 2018 de Futebol. É a seguinte a constituição dos Grupos da Zona Europeia:
Grupo A Grupo B Grupo C Holanda Portugal Alemanha França Suíça R. Checa Suécia Hungria I. Norte Bulgária Ilhas Faroé Noruega Bielorrússia Letónia Azerbaijão Luxemburgo Andorra S. Marino Grupo D Grupo E Grupo F País de Gales Roménia Inglaterra Áustria Dinamarca Eslováquia Sérvia Polónia Escócia Irlanda Montenegro Eslovénia Moldávia Arménia Lituânia Geórgia Cazaquistão Malta Grupo G Grupo H Grupo I Espanha Bélgica Croácia Itália Bósnia-Herzegovina Islândia Albânia Grécia Ucrânia Israel Estónia Turquia Macedónia Chipre Finlândia Liechtenstein
Portugal – beneficiando da sua posição no ranking da FIFA (7.º lugar a nível mundial e 4.º europeu), o que lhe confere o estatuto de “cabeça-de-série” (juntamente com Alemanha, Bélgica, Holanda, Roménia, Inglaterra, País de Gales, Espanha e Croácia) – vê-se enquadrado num Grupo em que terá de se assumir como claro favorito à vitória e ao apuramento directo.
Tendo a Europa direito a 13 selecções na Fase Final do Mundial, das 52 participantes na qualificação, apenas o vencedor de cada um dos 9 Grupos de Qualificação terá acesso directo à referida Fase Final; os 8 melhores segundos classificados de entre os vários Grupos disputarão entre si (em sistema de “play-off”) mais 4 vagas de apuramento.
Portugal vice-campeão da Europa de sub-21

No termo de uma fantástica campanha, com 15 jogos de invencibilidade, somando 12 vitórias (dez delas em todos os desafios disputados na fase de apuramento) – coroadas com a estrondosa goleada de 5-0 à Alemanha – e três empates, a selecção nacional acabou por, ingloriamente (depois de ter afastado selecções como a da Holanda, Itália, Inglaterra e Alemanha), deixar escapar o título de Campeã da Europa a favor da Suécia, no desempate da marca de grande penalidade (3-4), depois de 0-0 no final dos 120 minutos de tempo regulamentar e prolongamento.
Na final de hoje, disputada em Praga, na R. Checa, a equipa portuguesa, assumindo o favoritismo que lhe era concedido, procurou, desde início, controlar o jogo, tomando a iniciativa, em busca do golo, de que é bom indício a contagem do número de cantos, em que Portugal chegou a ter uma vantagem de 8-0 (fixando-se, no final, em 9-2), com um diferencial de 57% face a 43% em termos de posse de bola. Porém, alguma infelicidade (uma bola na trave, logo nos minutos iniciais, e duas a rasar o poste, uma delas num excelente remate em arco, sem hipóteses para o guardião contrário), a par do bom desempenho do guarda-redes sueco, não permitiram concretizar em golo a superioridade então manifestada.
Todavia, à medida que o tempo foi decorrendo, o grupo português foi decaindo, de forma bem notória a nível físico, mas, porventura, também animicamente, sentindo a incapacidade de resolver a seu favor o jogo. E, nos minutos finais, e, a espaços, no prolongamento, seriam mesmo os adversários a superiorizar-se e a ameaçar a baliza, onde José Sá respondeu sempre a alto nível.
Fica a, por agora, magra consolação de apuramento para os Jogos Olímpicos do próximo ano. Que a (enorme) desilusão desta noite possa constituir o ponto de partida para futuros sucessos!
Para a história, os nomes dos jogadores que integraram este grupo, que esteve tão perto do sucesso: José Sá, Daniel Fernandes, Bruno Varela, Ricardo Esgaio, Tiago Ilori, Paulo Oliveira, Raphael Guerreiro, João Cancelo, Tobias Figueiredo, Frederico Venâncio, William Carvalho, Rafa Silva, Sérgio Oliveira, Bernardo Silva, Rúben Neves, Tozé, João Mário, Gonçalo Paciência, Iuri Medeiros, Carlos Mané, Ivan Cavaleiro, Ricardo Horta e Ricardo, dirigidos pelo seleccionador Rui Jorge.








