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Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão)
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto (77m – Fábio Coentrão), Javi García, Ramires, Pablo Aimar (65m – Carlos Martins), Di María, Saviola (88m – Eder Luís) e Óscar Cardozo
Marseille – Steve Mandanda, Laurent Bonnart, Souleymane Diawara, Stéphane Mbia, Taye Taiwo, Fabrice Abriel (70m – Mathieu Valbuena), Lucho González, Édouard Cissé, Benoît Cheyrou, Mamadou Niang (75m – Hatem Ben Arfa) e Brandão
1-0 – Maxi Pereira – 76m
1-1 – Hatem Ben Arfa – 90m
Cartões amarelos – Maxi Pereira (66m); Lucho González (48m) e Brandão (72m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
Frente a uma equipa consistente, o Benfica sentiu esta noite inusitadas dificuldades para exercer o domínio que tem caracterizado o seu jogo ao longo da presente época, com o habitual “empurrar” dos adversários para a sua zona defensiva.
Desde cedo o encontro seria bastante repartido, sem um claro controlo de nenhuma das equipas, sem uma superioridade de um meio-campo sobre o outro. O Benfica parecia aliás não conseguir assentar o seu jogo, com passes transviados, permitindo muitos espaços ao adversário, que, ainda no quarto de hora inicial, teve duas ocasiões de grande perigo junto da baliza benfiquista.
Gradualmente, o Benfica iria assumindo a iniciativa do jogo, criando também uma ou outra oportunidade, com uma soberana possibilidade de marcar à passagem dos 40 minutos, que contudo não aproveitaria.
No segundo período, o Marselha parecia satisfeito com o nulo (não me recordo de assistir a uma cena algo caricata, que sucedeu hoje pelo menos duas vezes: um livre e um canto a favor do Marselha, sem que, num primeiro momento, ninguém fizesse menção de se aproximar da bola para dar seguimento ao lance).
Como que num sistema de vasos comunicantes, à medida que a equipa francesa adoptava uma toada de maior contenção, o Benfica foi-se soltando e avançando no terreno.
Imprimindo alta velocidade ao seu jogo, o Benfica acabaria por conseguir chegar ao golo já no quarto de hora final, na sequência de uma jogada algo confusa, com Maxi Pereira a aproveitar da melhor forma uma perda de bola do guarda-redes, empurrando para a baliza; com a confiança reforçada, teria então a sua melhor fase no encontro, culminando com um potente remate de Ramires a esbarrar com estrondo na trave, um lance que poderia ter praticamente ditado o desfecho da eliminatória.
Algo temeroso durante a primeira parte – perante os “avisos” transmitidos pelas iniciativas adversárias – , o Benfica terá exagerado na auto-confiança, entusiasmado em busca do segundo golo, quando seria talvez altura de jogar mais pelo seguro.
Em contra-ciclo, o Marselha viria – com alguma dose de felicidade, já com o nonagésimo minuto a findar -, na sequência de mais um venenoso contra-ataque, a chegar ao golo, empatando o jogo, e colocando-se em vantagem na eliminatória… um final de partida com um “amargo de boca” que o Benfica poderá inverter em França, sabendo logo de entrada que terá necessidade de marcar.
Hamburg – Anderlecht – 3-1
Rubin Kazan – Wolfsburg – 1-1
At. Madrid – Sporting – 0-0
Benfica – Marseille – 1-1
Panathinaikos – Standard Liège – 1-3
Lille – Liverpool – 1-0
Juventus – Fulham – 3-1
Valencia – Werder Bremen – 1-1
Em Madrid, o Sporting, jogando uma hora com um jogador a menos – e os 3 minutos de descontos, no final da partida, com menos 2 elementos – devido a duas expulsões, arrancou um nulo. Um tão bom como perigoso resultado na perspectiva da 2ª mão, a disputar na próxima semana em Alvalade.
P. S. O meu agradecimento à Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa e à Feel Green.
Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Happoel Tel-Aviv - Rubin Kazan 0-0 0-3 (0-3) Anderlecht - Athletic Bilbao 4-0 1-1 (5-1) Marseille - Kobenhavn 3-1 3-1 (6-2) Roma - Panathinaikos 2-3 2-3 (4-6) Galatasaray - At. Madrid 1-2 1-1 (2-3) Juventus - Ajax 0-0 2-1 (2-1) Valencia - Brugge a.p. 3-0 0-1 (3-1) Shakhtar Donestsk - Fulham 1-1 1-2 (2-3) Unirea Urziceni - Liverpool 1-3 0-1 (1-4) PSV Eindhoven - Hamburg 3-2 0-1 (3-3) Wolfsburg - Villarreal 4-1 2-2 (6-3) Salzburg - Standard Liège 0-0 2-3 (2-3) Werder Bremen - Twente 4-1 0-1 (4-2) Fenerbahce - Lille 1-1 1-2 (2-3) Sporting - Everton 3-0 1-2 (4-2) Benfica - Hertha Berlin (23.02.2010) 4-0 1-1 (5-1)
Com uma boa exibição, o Sporting conseguiu regressar às vitórias no momento certo, goleando o Everton (também já goleado pelo Benfica na Fase de Grupos), com ambas as equipas de Lisboa a avançar para os 1/8 Final desta primeira edição da Liga Europa.
Destacam-se as eliminações de Roma, Ajax, PSV Eindhoven, Twente, Galatasaray e Fenerbahce. Na fase seguinte da competição, a Alemanha mantém 3 equipas; Portugal, Espanha, Inglaterra, França e Bélgica têm 2 representantes; com a Itália, Rússia e Grécia com apenas uma equipa ainda em prova.
O alinhamento dos jogos dos 1/8 Final – partidas a disputar nos próximos dias 11 e 18 de Março -, já previamente sorteado, é o seguinte:
Hamburg – Anderlecht
Rubin Kazan – Wolfsburg
At. Madrid – Sporting
Benfica – Marseille
Panathinaikos – Standard Liège
Lille – Liverpool
Juventus – Fulham
Valencia – Werder Bremen
Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ruben Amorim, Pablo Aimar (66m – Carlos Martins), Di María (74m – Nuno Gomes), Saviola (69m – César Peixoto) e Óscar Cardozo
Hertha Berlin – Jaroslav Drobný, Łukasz Piszczek (72m – Nemanja Pejčinović), Arne Friedrich, Steve Von Bergen, Florian Kringe, Patrick Ebert, Christoph Janker, Cícero, Maximilian Nicu, Raffael (63m – Artur Wichniarek) e Adrián Ramos (63m – Theofanis Gekas)
1-0 – Pablo Aimar – 25m
2-0 – Óscar Cardozo – 48m
3-0 – Javi García – 59m
4-0 – Óscar Cardozo – 62m
Cartões amarelos – Arne Friedrich (14m) e Steve Von Bergen (75m)
Árbitro – Pieter Vink (Holanda)
Depois de uma 1ª mão em que o Benfica ficara a dever a si próprio ter antecipadamente decidido a eliminatória, a equipa portuguesa adoptou desde início uma toada determinada, em busca da vitória, desfrutando de vários lances de ataque com algum perigo; a vantagem mínima ao intervalo era lisonjeira para o conjunto alemão.
No segundo tempo, marcando cedo, o Benfica praticamente sentenciou o desfecho da eliminatória; em pouco mais de um quarto de hora, o marcador subiria com naturalidade – dada a débil oposição do Hertha de Berlin – até aos 4-0, possibilitando assinalar da melhor forma a 150ª vitória benfiquista nas provas da UEFA.
Na meia hora final, ambas as equipas se revelaram conformadas com o resultado, tendo aproveitado para poupar alguns jogadores.
Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão)
Hertha Berlin – Jaroslav Drobný, Łukasz Piszczek, Arne Friedrich, Steve Von Bergen, Levan Kobiashvili, Patrick Ebert, Christoph Janker, Cícero, Maximilian Nicu (61m – Florian Kringe), Raffael (88m – Theofanis Gekas) e Adrián Ramos
Benfica – Júlio César, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Ramires (63m – Felipe Menezes), Carlos Martins (63m – Pablo Aimar), Javi García, Di María, Saviola (83m – Miguel Vítor) e Óscar Cardozo
0-1 – Di María – 4m
1-1 – Javi García (p.b.) – 33m
Cartões amarelos – César Peixoto (24m), Ramires (43m) e Júlio César (75m)
Árbitro – Terje Hauge (Noruega)
Afrontando o fantasma de não ter conseguido nunca uma vitória na Alemanha, em paralelo com a circunstância de defrontar o último classificado do campeonato germânico, a felicidade de ter marcado um golo praticamente a abrir o jogo – com Di María, com uma execução perfeita, a dar a melhor sequência a um excelente lançamento em profundidade, para as costas da defensiva contrária – não terá sido, porventura, o que melhor poderia ter acontecido ao Benfica.
A equipa portuguesa terá interiorizado algumas facilidades para o restante da partida, relaxou em demasia, não aproveitando a dinâmica que aquele golo poderia potenciar.
Ao contrário, o Hertha foi-se tranquilizando, começando a ganhar confiança, que aumentaria substancialmente no decurso da segunda parte, já depois da infelicidade de um auto-golo de Javi García (desviando a bola na direcção da sua baliza, para onde estava virado, na sequência de um cruzamento), chegando mesmo, à passagem da hora de jogo, em dois lances consecutivos – perante a passividade benfiquista -, a rematar ao poste e, quase de imediato, a obrigar Júlio César a intervenção difícil.
Algo paradoxalmente, quando o Benfica, já no último quarto de hora, parecia voltar a assumir o controlo do jogo, e eventualmente procurar a vitória, Jorge Jesus daria, com a substituição de Saviola por Miguel Vítor, um sinal contrário, privilegiando a segurança do empate (com golos) – que confere ao Benfica a vantagem mínima para a 2ª mão; mas que, conjugado com o sinal de sentido oposto dado pelo treinador da equipa alemã, ao fazer entrar Gekas a dois minutos do termo do tempo regulamentar, culminaria num final algo sufocante para a equipa portuguesa, com a bola a rondar com perigo a sua baliza.
Rubin Kazan – Happoel Tel-Aviv – 3-0
Athletic Bilbao – Anderlecht – 1-1
Kobenhavn – Marseille – 1-3
Panathinaikos – Roma – 3-2
At. Madrid – Galatasaray – 1-1
Ajax – Juventus – 1-2
Brugge – Valencia – 1-0
Fulham – Shakhtar Donestsk – 2-1
Liverpool – Unirea Urziceni – 1-0
Hamburg – PSV Eindhoven – 1-0
Villarreal – Wolfsburg – 2-2
Standard Liège – Salzburg – 3-2
Twente – Werder Bremen – 1-0
Lille – Fenerbahce – 2-1
Everton – Sporting – 2-1 (16.02.2010)
Hertha Berlin – Benfica – 1-1
Liga Europa – Sorteio dos 1/16 Final e 1/8 Final
1/16 Final (18 e 25.02.2010)
Rubin Kazan – Happoel Tel-Aviv
Athletic Bilbao – Anderlecht
Kobenhavn – Marseille
Panathinaikos – Roma
At. Madrid – Galatasaray
Ajax – Juventus
Brugge – Valencia
Fulham – Shakhtar Donestsk
Liverpool – Unirea Urziceni
Hamburg – PSV Eindhoven
Villarreal – Wolfsburg
Standard Liège – Salzburg
Twente – Werder Bremen
Lille – Fenerbahce
Everton – Sporting
Hertha Berlin – Benfica
1/8 Final (11 e 18.03.2010)
Hamburg/PSV Eindhoven – Athletic Bilbao/Anderlecht
Rubin Kazan/Happoel Tel-Aviv – Villarreal/Wolfsburg
At. Madrid/Galatasaray – Everton/Sporting
Hertha Berlin/Benfica – Kobenhavn/Marseille
Panathinaikos/Roma – Standard Liège/Salzburg
Lille/Fenerbahce – Liverpool/Unirea Urziceni
Ajax/Juventus – Fulham/Shakhtar Donestsk
Brugge/Valencia – Twente/Werder Bremen
Liga Europa (6ª Jornada) – Act.
Benfica – Júlio César, Luís Filipe, Miguel Vítor, Roderick Miranda, Shaffer, Fábio Coentrão (45m – César Peixoto), Felipe Menezes (65m – Javi Garcia), Carlos Martins, Di María, Nuno Gomes (72m – Óscar Cardozo) e Weldon
A.E.K. – Diego Sebastian Saja, Carlos Araújo, Daniel Majstorovic (45m – Sanel Jahic), Geraldo Alves, Nikos Georgeas, Youssouf Hersi, Grigoris Makos (45m – Tam Nsaliwa), Pantelis Kafes, Savvas Gentzoglou, Gustavo Manduca (78m – Ilie Iordache) e Ismael Blanco
1-0 – Di María – 44m
2-0 – Di María – 73m
2-1 – Ismael Blanco – 84m
Cartões amarelos – Carlos Araújo (14m), Geraldo Alves (90m) e Nikos Georgeas (90m); Felipe Menezes (42m), Shaffer (75m) e Carlos Martins (90m)
Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)
A finalizar a Fase de Grupos da Liga Europa, em que ambas as equipas tinham já o seu destino na prova traçado – Benfica, vencedor do Grupo, segue em frente; AEK já eliminado – o Benfica, com um importante jogo frente ao FC Porto a disputar dentro de três dias, aproveitou para fazer uma gestão do plantel, colocando em campo jogadores menos rodados.
Perante uma equipa grega denotando algumas debilidades – não se apresentando também na “máxima força” -, o Benfica beneficiaria, logo aos 13 minutos, de uma grande penalidade, que Felipe Menezes converteria, com excesso de precisão, fazendo a bola embater na base do poste, assim se desperdiçando a oportunidade de golo.
Até final da primeira parte, o jogo decorreria em toada morna, sem grandes momentos de entusiasmo… até que, à entrada do derradeiro minuto, Di María inauguraria o marcador.
No início do segundo tempo, logo aos 9 minutos, o mesmo Di María faria a bola embater com estrondo na trave. Mas seria ainda Di María a bisar, à passagem da meia-hora.
Até final, o AEK remataria também aos ferros da baliza de Júlio César, antes de Blanco reduzir o marcador para a diferença mínima. E, num jogo em que a vitória parecia um dado adquirido, o guarda-redes benfiquista seria ainda chamado a intervir, já depois do minuto 90, para salvar o triunfo.
Grupo D
Hertha Berlin – Sporting – 1-0
Heerenveen – Ventspils – 5-0
1º Sporting, 11; 2º Hertha Berlin, 10; 3º Heerenveen, 8; 4º Ventspils, 3
Grupo I
Everton – BATE Borisov – 0-1
Benfica – AEK Athens – 2-1
1º Benfica, 15; 2º Everton, 9; 3º BATE Borisov, 7; 4º AEK Athens, 4
Grupo L
Athletic Bilbao – Werder Bremen – 0-3
Nacional – Austria Wien – 5-1
1º Werder Bremen, 16; 2º Athletic Bilbao, 10; 3º Nacional, 5; 4º Austria Wien, 2
Liga Europa – 5ª Jornada
BATE Borisov – Sergei Veremko, Aleksandr Yurevich, Sergei Sosnovski, Aleksandr Volodko, Maksim Bordachov, Dmitri Likhtarovich (61m – Maksim Skavysh), Aleksandr Pavlov (56m – Aleksandr Alumona), Sergei Krivets, Vitali Rodionov (79m – Hovannes Goaryan), Pavel Nekhaychik e Artyom Radkov
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira (90m – Ruben Amorim), David Luiz, Miguel Vítor, César Peixoto, Javi García, Ramires, Felipe Menezes, Fábio Coentrão (79m – Di María), Saviola (67m – Pablo Aimar) e Cardozo
0-1 – Saviola – 46m
0-2 – Fábio Coentrão – 63m
1-2 – Miguel Vítor (p.b.) – 68m
Cartões amarelos – Maksim Bordachov (70m) e Pavel Nekhaychik (80m); David Luiz (23m) e Ramires (84m)
Árbitro – Thomas Einwaller (Áustria)
Numa partida em que o Benfica apenas necessitava de um ponto para garantir matematicamente, e de forma antecipada, o apuramento para a fase seguinte da prova, a primeira parte seria jogada em toada “morna”, sem grandes eventos a registar, não obstante o predomínio benfiquista (com uma oportunidade de Cardozo, à passagem do quarto de hora).
Logo a abrir o segundo tempo, o Benfica chegaria à vantagem, por intermédio de Javier Saviola, com um excelente golo, colocando termo à resistência dos tetra-campeões da Bielorrussia.
A equipa portuguesa, sempre mais dominadora, ampliaria a marca, com um golo de Fábio Coentrão (que tivera já acção determinante no primeiro tento, e combinando novamente com Saviola), pouco antes de Miguel Vítor, num lance infeliz, ter marcado na própria baliza – na sequência de mais uma combinação entre a dupla Krivets e Sosnovski -, fixando o resultado em 2-1.
Daí até final, a equipa do BATE procuraria ainda evitar a derrota, mas sem efectivas ocasiões de perigo; o Benfica confirmava o triunfo, que lhe permite assegurar desde já a vitória no Grupo.
Grupo D
Sporting – Heerenveen – 1-1
Ventspils – Hertha Berlin – 0-1
1º Sporting, 11; 2º Hertha Berlin, 7; 3º Heerenveen, 5; 4º Ventspils, 3
Sporting garantiu já o apuramento para os 1/16 Final.
Grupo I
BATE Borisov – Benfica – 1-2
AEK Athens – Everton – 0-1
1º Benfica, 12; 2º Everton, 9; 3º BATE Borisov e AEK Athens, 4
Benfica e Everton garantiram já o apuramento para os 1/16 Final.
Grupo L
Austria Wien – Athletic Bilbao – 0-3
Werder Bremen – Nacional – 4-1
1º Werder Bremen, 13; 2º Athletic Bilbao, 10; 3º Nacional e Austria Wien, 2
Werder Bremen e Athletic Bilbao garantiram já o apuramento para os 1/16 Final.
Liga Europa – 4ª Jornada
Everton – Tim Howard, Tony Hibbert, Joseph Yobo, Sylvain Distin, Leighton Baines, Jack Rodwell, Marouane Fellaini, Dan Gosling (69m – Jô), Tim Cahill, Diniyar Bilyaletdinov e Yakubu Ayegbeni (81m – Kieran Agard)
Benfica – Júlio César, Ruben Amorim, Luisão, Sidnei, David Luiz, Javi García, Di María, Ramires (45m – Maxi Pereira), Saviola (87m – Felipe Menezes), Fábio Coentrão (61m – Pablo Aimar) e Cardozo
0-1 – Saviola – 63m
0-2 – Cardozo – 76m
Cartões amarelos – Yakubu Ayegbeni (20m), Jack Rodwell (51m) e Tony Hibbert (79m); Júlio César (87m)
Árbitro – Said Ennjimi (França)
Depois da inesperada goleada no Estádio da Luz, o Benfica adoptou no início desta partida, disputada no famoso Goodison Park, em Liverpool (onde Eusébio havia marcado 6 golos, frente ao Brasil e à Coreia do Norte, no Mundial de 1966), uma atitude conservadora, concedendo a iniciativa ao Everton, que foi, ao longo da primeira parte, a equipa a criar mais perigo.
Apenas aos 40 minutos, o Benfica, começando a ganhar confiança, teria uma soberana oportunidade, primeiro com a bola a embater com estrondo no poste, e, logo de seguida, na recarga, uma extraordinária defesa do guarda-redes do Everton.
No segundo tempo, o Benfica entrou mais liberto, começando, em rápidas transições para o ataque, a ameaçar a baliza da equipa inglesa, acabando por alcançar o golo, numa expedita iniciativa de Saviola, aumentando para três a sua conta frente ao Everton…
Óscar Cardozo não quis “ficar atrás” e, pouco depois, ampliando a vantagem do Benfica, marcava também o seu terceiro golo nos dois jogos com a equipa inglesa.
Numa altura em que o Everton se apresentava já derrotado, acabaria por ter o seu “canto do cisne” aos 85 minutos, num bom remate de cabeça, com uma espectacular defesa de Júlio César.
Perante o 5º classificado do último campeonato inglês (apenas superado pelos “big four” Manchester United, Chelsea, Liverpool e Arsenal), o Benfica consegue duas excelentes e categóricas vitórias, que lhe permitem ascender à liderança isolada do Grupo.
Grupo D
Sporting – Ventspils – 1-1
Heerenveen – Hertha Berlin – 2-3
1º Sporting, 10; 2º Hertha Berlin e Heerenveen, 4; 4º Ventspils, 3
Grupo I
AEK Athens – BATE Borisov – 2-2
Everton – Benfica – 0-2
1º Benfica, 9; 2º Everton, 6; 3º BATE Borisov e AEK Athens, 4
Grupo L
Werder Bremen – Austria Wien – 2-0
Nacional – Athletic Bilbao – 1-1
1º Werder Bremen, 10; 2º Athletic Bilbao, 7; 3º Nacional e Austria Wien, 2
Liga Europa – 3ª Jornada
Benfica – Júlio César, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Ramires, Aimar (69m – Carlos Martins), Saviola (84m – Weldon), Di María e Cardozo (77m – Fábio Coentrão)
Everton – Tim Howard, Dan Gosling, Tony Hibbert, Sylvain Distin, Seamus Coleman, Marouane Fellaini, Tim Cahill, Jack Rodwell, Diniyar Bilyaletdinov (60m – Louis Saha), Jô e Yakubu Ayegbeni (71m – Jose Baxter)
1-0 – Saviola – 14m
2-0 – Cardozo – 47m
3-0 – Cardozo – 48m
4-0 – Luisão – 52m
5-0 – Saviola – 83m
Cartões amarelos – Gosling (32m) e Louis Saha (76m)
Árbitro – Nikolay Ivanov (Rússia)
Há dias assim: em que tudo (ou quase tudo) “sai bem”!
Desde cedo o Benfica revelou uma atitude determinada, procurando o golo e a vitória, com a primeira ocasião de perigo a surgir por intermédio de Luisão, logo a abrir o encontro. Nos primeiros minutos, o Everton parecia ser capaz de responder à altura, enfrentando a equipa portuguesa de “olhos nos olhos”.
Até ao minuto 14, em que, na segunda oportunidade, o Benfica não desperdiçou, com Saviola a inaugurar o marcador. Até final da primeira parte, o ritmo de jogo seria mais pausado, sem grandes ocasiões de golo a assinalar.
Até que, subitamente, no recomeço, passado apenas 1 minuto e meio, Cardozo ampliava para 2-0… para, no minuto imediato, dilatar para 3-0. De forma fulminante, perante uma atónita e completamente sem reacção equipa do Everton, o Benfica chegaria ainda, decorridos mais 5 minutos, ao quarto golo!
E não parecia ir ficar por aí, dado que, pouco depois, remataria ainda à trave, criando nova situação de perigo ainda antes do quarto de hora.
Passada a hora de jogo, Jorge Jesus começaria a gerir o jogo, substituindo alguns dos elementos que têm registado maior carga de esforço nesta fase inicial da época, dando oportunidade a jogadores menos “rodados”.
Apenas aos 78 minutos, já com Saha em campo, o Everton daria finalmente “sinal de si”, com o francês a rematar, de forma acrobática, ao poste.
E, quando se pensaria que o resultado estava feito, Saviola, bisando (tal como Cardozo), fixaria a goleada nuns absolutamente imprevisíveis 5-0, resultado mais dilatado do Benfica a nível europeu dos últimos 11 anos, desde a vitória de 6-0 ao Beitar de Jerusalém, em Agosto de 1998!
Grupo D
Ventspils – Sporting – 1-2
Hertha Berlin – Heerenveen – 0-1
1º Sporting, 9; 2º Heerenveen, 4; 3º Ventspils, 2; 4º Hertha Berlin, 1
Grupo I
BATE Borisov – AEK Athens – 2-1
Benfica – Everton – 5-0
1º Benfica e Everton, 6; 3º BATE Borisov e AEK Athens, 3
Grupo L
Austria Wien – Werder Bremen – 2-2
Athletic Bilbao – Nacional – 2-1
1º Werder Bremen, 7; 2º Athletic Bilbao, 6; 3º Austria Wien, 2; 4º Nacional, 1
Liga Europa – 2ª Jornada
A.E.K. – Diego Sebastian Saja, Nikos Georgeas, Daniel Majstorovic, Nicolas Bianchi Arce, Juanfran, Sanel Jahic, Youssouf Hersi (78m – Leonardo), Pantelis Kafes (69m – Savvas Gentzoglou), Manduca, Ignacio Martin Scocco (89m – Nikos Karabelas) e Ismael Blanco
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira (59m – Fábio Coentrão), Luisão, David Luiz, César Peixoto, Javi García, Ramires, Aimar (80m – Nuno Gomes), Saviola (59m – Weldon), Di María e Cardozo
1-0 – Majstorovic – 43m
Cartões amarelos – Georgeas (9m), Jahic (66m) e Gentzoglou (87m); Maxi Pereira (48m), Ramires (74m) e Cardozo (87m)
Cartão vermelho – Georgeas (86m)
Árbitro – Stefan Johannesson (Suécia)
Perante uma equipa a atravessar um período de alguma quebra de confiança e descrença (duas derrotas consecutivas em casa, frente aos grandes rivais Olympiakos e Panathinaikos – a par da goleada sofrida em Liverpool, frente ao Everton, na jornada inaugural desta competição), o Benfica não quis ou não soube aproveitar a retracção inicial do A.E.K., algo receoso do poder ofensivo demonstrado no Benfica nesta fase de arranque da época.
Ao longo da primeira parte, a maior ocasião do Benfica seria o remate ao poste de Di María. Em paralelo, o A.E.K. foi-se soltando, subindo no terreno, começando a empurrar a equipa portuguesa para a sua zona defensiva, ameaçando uma, duas, três vezes, até que, peranta a apatia adversária, acabaria mesmo por chegar ao golo, já prestes a findar o primeiro tempo.
No início da etapa complementar, o Benfica parecia denotar uma nova atitude, obrigando o guarda-redes Saja – num intervalo de apenas dois minutos – a duas extraordinárias intervenções, a evitar o golo, na sequência de remates de Di María e Saviola.
Contudo, o A.E.K. recompôs-se, e voltaria a sair do seu meio-campo, com algum perigo, numa fase em que a partida se apresentou mais dividida, com Saja a nova defesa de elevado grau de dificuldade, à passagem dos 65 minutos, numa altura em que Jorge Jesus pretendera já transmitir um claro sinal de inconformismo, fazendo entrar Fábio Coentrão e Weldon.
Nos derradeiros minutos do encontro, encontro cartões amarelos e vermelho, e substituições, pouco se jogou efectivamente. O Benfica acabaria por não dispor de novas oportunidades para evitar a derrota, numa das suas mais cinzentas exibições da temporada.
Grupo D
Ventspils – Heerenveen – 0-0
Sporting – Hertha Berlin – 1-0
1º Sporting, 6; 2º Ventspils, 2; 3º Heerenveen e Hertha Berlin, 1
Grupo I
BATE Borisov – Everton – 1-2
AEK Athens – Benfica – 1-0
1º Everton, 6; 2º AEK Athens e Benfica, 3; 4º BATE Borisov, 0
Grupo L
Austria Wien – Nacional – 1-1
Werder Bremen – Athletic Bilbao – 3-1
1º Werder Bremen, 6; 2º Athletic Bilbao, 3; 3º Nacional e Austria Wien, 1




