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Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão)
22.04.2010 – At. Madrid – Liverpool – 1-0
22.04.2010 – Hamburgo – Fulham – 0-0
Esta noite em Madrid defrontaram-se nas 1/2 Finais da primeira edição da Liga Europa as duas equipas que eliminaram Benfica e Sporting da prova, com a vitória a pertencer ao conjunto liderado por Quique Flores, onde milita Simão Sabrosa.
Na outra meia-final, nem o facto de o jogo decisivo da competição de disputar em Hamburgo levou a que a equipa alemã conseguisse o suplemento de motivação para alcançar o triunfo, subsistindo em aberto a possibilidade de uma final entre equipas inglesas…
Liga Europa – 1/4 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total 08.04.10 - Liverpool - Benfica 4-1 1-2 (5-3) 08.04.10 - Wolfsburg - Fulham 0-1 1-2 (1-3) 08.04.10 - Standard Liège - Hamburger 1-3 1-2 (2-5) 08.04.10 - At. Madrid - Valencia 0-0 2-2 (2-2)
Liverpool – Pepe Reina, Glen Johnson, Jamie Carragher, Sotirios Kyrgiakos, Daniel Agger, Javier Mascherano, Lucas, Steven Gerrard (88m – Alberto Aquilani), Dirk Kuyt, Yossi Benayoun (90m – Nabil El Zhar) e Fernando Torres (86m – David Ngog)
Benfica – Júlio César (81m – Moreira), Ruben Amorim, Luisão, Sidnei, David Luiz, Javi García, Ramires, Carlos Martins (67m – Alan Kardec), Di María, Pablo Aimar (87m – Fábio Coentrão) e Óscar Cardozo
1-0 – Dirk Kuyt – 27m
2-0 – Lucas – 34m
3-0 – Fernando Torres – 59m
3-1 – Óscar Cardozo – 70m
4-1 – Fernando Torres – 82m
Cartões amarelos – Yossi Benayoun (75m); Pablo Aimar (84m)
Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)
No jogo da 2ª mão dos 1/4 Final da Liga Europa, a equipa do Benfica teria uma entrada personalizada, pressionante, com posse de bola e investindo no meio-campo adversário, conseguindo mesmo os dois primeiros pontapés de canto da partida.
A partir do quarto de hora, o Liverpool começaria a inverter a tendência, ganhando alguma superioridade, que culminaria com a concretização de um golo algo controverso, primeiro anulado e só num momento subsequente validado pelo árbitro, aparentemente por indicações contraditórias dos árbitros assistentes, dada a entrada de rompante de Dirk Kuyt na área de protecção do guarda-redes.
Pouco depois, numa falha de concentração da defesa benfiquista, com uma excelente diagonal da ofensiva do Liverpool, surgindo Lucas isolado perante um Júlio César hesitante na saída da baliza, a ficar a meio caminho, com o jogador da equipa inglesa a não ter grande dificuldade para ampliar a vantagem.
Abanando um pouco, o Benfica começou a procurar um jogo mais directo, de lançamentos em profundidade para a zona defensiva do Liverpool; paradoxalmente teria então, a findar a primeira parte, a melhor oportunidade de marcar, com Sidnei, na esquerda, no enfiamento da linha de pequena área, a rematar/centrar, com a bola a cruzar toda a área de baliza… sem que Cardozo conseguisse ter a frieza necessária para, encostando o pé na bola, a empurrar para o fundo das redes.
No segundo tempo, quando o Benfica tentava dar organização ao seu jogo ofensivo, e no momento em que beneficiou de um livre na zona atacante, teria uma perda de bola fatal, proporcionando um rapidíssimo contra-ataque, com o Liverpool a não perdoar e a elevar para 3-0!
Com Jesus a apostar no ataque – única alternativa viável -, com Kardec a substituir Carlos Martins, o episódio poderia ter-se repetido aos 68 minutos, na sequência de mais um canto a favor do Benfica, em que, perdida a bola, foi bem patente a dificuldade de recuperação e reposicionamento defensivo da equipa.
Quase de imediato o Benfica começaria a colher frutos dessa aposta, quando Cardozo, na sequência de um livre, reduziu o marcador para 1-3, reentrando na disputa da eliminatória. E, aos 76 minutos, um lance bastante similar ao da primeira parte, com a bola a cruzar toda a grande área do Liverpool, desta vez, da direita para a esquerda… sem que Cardozo conseguisse desviar para o golo uma vez mais.
As opções tácticas de Jesus reduziam-se quando Júlio César, indisposto, com notórias dificuldades de visão – depois de um choque com um adversário que, na queda, caiu sobre ele – teve de ser substituído por Moreira… que, na primeira investida do Liverpool, em mais um rápido contra-ataque, seria batido, com Fernando Torres a bisar, colocando o Benfica novamente com 3 golos de desvantagem, assim decidindo o desfecho desta eliminatória.
Um Benfica já muito “espremido”, com inesperadas falhas de concentração e grandes dificuldades de recuperação, acaba por sofrer uma dura penalização, reflectindo o bom aproveitamento por parte do Liverpool das oportunidades de que beneficiou, assim terminando a (boa) carreira europeia benfiquista desta época.
Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão)
Benfica – Liverpool – 2-1
Fulham – Wolfsburg – 2-1
Hamburger – Standard Liège – 2-1
Valencia – At. Madrid – 2-2
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira (66m – Nuno Gomes), Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ramires, Carlos Martins (72m – Ruben Amorim), Di María, Pablo Aimar (87m – Airton) e Óscar Cardozo
Liverpool – Pepe Reina, Glen Johnson, Daniel Agger, Jamie Carragher, Emiliano Insúa, Lucas, Javier Mascherano, Steven Gerrard (90m – Benayoun), Ryan Babel, Dirk Kuyt e Fernando Torres (82m – Ngog)
0-1 – Daniel Agger – 9m
1-1 – Cardozo – 59m (pen.)
2-1 – Cardozo – 79m (pen.)
Ainda as equipas se encontravam naquela fase baptizada como de “estudo mútuo” e já o Liverpool – na sua primeira investida – inaugurava o marcador, logo aos 9 minutos, num livre descaído sobre a esquerda da área, com a bola a ser atrasada para o miolo do terreno, onde, com um toque de calcanhar, surgiu Agger – recuado em relação à defesa, portanto livre de marcação – a desviar subtilmente a bola para o fundo da baliza.
Praticamente na resposta, Cardozo – na zona da pequena área, descaído junto ao poste direito da baliza adversária – teve nos pés o golo do empate, mas não conseguiu dominar bem a bola, que saiu sem a direcção devida. O mesmo Cardozo que não daria a melhor sequência a um par de outros lances (aos 12 e 17 minutos), antes de Ramires e Di María, próximo da meia hora de jogo, ameaçarem a baliza defendida por Reina, com remates espontâneos, o primeiro de cabeça, a sair por alto, o segundo, de meia-distância, em força, a criar grande frisson, mas a sair ligeiramente descentrado. O Benfica criava bastantes situações ofensivas, mas não tinha eficácia na finalização.
Até que, precisamente em cima dos 30 minutos, Babel, em discussão com Luisão – que cometera falta, na sequência da qual viu o cartão amarelo – colocou a mão na cara do defesa benfiquista, gesto pouco digno, em que de imediato reincidiria, levando o árbitro a exibir-lhe, de forma ajustada, o cartão vermelho.
Com menos um jogador, curiosamente, o Liverpool surgiria de seguida mais afoito, primeiro introduzindo a bola na baliza benfiquista, na sequência da marcação de um livre, sendo o lance anulado por fora de jogo já previamente sancionado pelo árbitro assistente, e, no minuto seguinte, com a bola de novo a rondar perigosamente a baliza de Júlio César. Não obstante, até final da primeira parte, haveria ainda tempo para Pepe Reina ver colocada à prova a sua concentração, em mais um bom lance de ataque construído pela equipa do Benfica.
Cardozo confirmaria estar numa noite de desacerto, novamente, mais duas vezes, quase de seguida, a abrir a segunda parte, ainda antes dos 50 minutos. E, ainda, uma vez mais, quando, na conversão de um livre perigoso, praticamente em cima da linha da área – punindo uma falta sobre ele cometida – rematou forte, com a bola a embater estrondosamente no poste, imediatamente antes de, na sequência da jogada, Aimar ser derrubado por Insúa, originando a grande penalidade… que, desta feita, Cardozo não desperdiçaria, empatando o jogo! Na oportunidade, a falha seria do árbitro, ao não mostrar o segundo amarelo a Insúa, que colocaria o Liverpool a jogar apenas com 9 elementos.
O Benfica ia empurrando o Liverpool para a sua zona defensiva e Jorge Jesus, percebendo isso, reforçou a mensagem, substituindo o lateral direito por mais um elemento de ataque, Nuno Gomes. Viria a reequilibrar a equipa pouco depois, com a entrada de Ruben Amorim.
O elemento mais determinante da equipa inglesa, Fernando Torres apenas por duas vezes criaria perigo: primeiro, surgindo lançado, sendo desarmado por um irrepreensível David Luiz; depois, aproveitando o desequilíbrio provocado por um mau passe (atrasado) de Nuno Gomes, num rapidíssimo contra-ataque, quando a equipa benfiquista estava toda balanceada no ataque, mas rematando de forma deficiente, ao lado da baliza.
Em mais uma ofensiva do Benfica, com Di María em cima da linha de fundo, já quase sem ângulo, conseguiria ainda fazer o cruzamento, interceptado por Carragher, já em queda, com o braço, originando a segunda grande penalidade assinalada (após dois outros lances terem sido já perdoados pelo árbitro). Depois de um remate em força, Cardozo fecharia uma exibição menos conseguida, com o segundo golo, convertendo o lance com uma espécie de tentativa de “folha seca” ou “penalty à Panenka”, traindo o guarda-redes espanhol do Liverpool.
Até final, a equipa portuguesa preocupou-se mais em segurar a vitória, do que continuar a arriscar na exploração da inferioridade numérica do Liverpool. Com uma excelente exibição, em que teve de assumir desde cedo as “despesas do jogo”, apenas pecando na concretização, o Benfica consegue uma boa vitória, uma vantagem importante para a batalha que se antevê muito disputada, em Anfield Road, já na próxima semana.
Cartões amarelos – Luisão (29m) e David Luiz (37m); Emiliano Insúa (45m), Pepe Reina (74m) e Jamie Carragher (78m)
Cartão vermelho – Ryan Babel (30m)
Árbitro – Jonas Eriksson (Suécia)
Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Anderlecht - Hamburg 4-3 1-3 (5-6) Wolfsburg - Rubin Kazan a.p. 2-1 1-1 (3-2) Sporting - At. Madrid 2-2 0-0 (2-2) Marseille - Benfica 1-2 1-1 (2-3) Standard Liège - Panathinaikos 1-0 3-1 (4-1) Liverpool - Lille 3-0 0-1 (3-1) Fulham - Juventus 4-1 1-3 (5-4) Werder Bremen - Valencia 4-4 1-1 (5-5)
Marseille – Steve Mandanda, Laurent Bonnart, Souleymane Diawara, Stéphane Mbia, Taye Taiwo, Fabrice Abriel (44m – Bakari Koné – 90m – Hatem Ben Arfa), Lucho González, Édouard Cissé, Benoît Cheyrou (76m – Charles Kaboré), Mamadou Niang e Brandão
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira (90m – Miguel Vítor), Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ramires, Carlos Martins (86m – Alan Kardec), Di María, Saviola (77m – Pablo Aimar) e Óscar Cardozo
1-0 – Mamadou Niang – 70m
1-1 – Maxi Pereira – 75m
1-2 – Alan Kardec – 90m
Cartões amarelos – Bakari Koné (55m), Taye Taiwo (83m) e Stéphane Mbia (90m); Óscar Cardozo (33m), Di María (54m), Luisão (81m), Javi García (83m), Alan Kardec (90m) e Pablo Aimar (90m)
Cartão vermelho – Hatem Ben Arfa (90m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
Iniciando a partida com uma boa disposição – sabendo que necessitava imperiosamente de marcar (o golo sofrido no último minuto da partida da 1ª mão, no Estádio da Luz, pode ter sido, nessa perspectiva, virtuoso) – o Benfica assumiu a iniciativa do jogo, dispondo de uma soberana oportunidade logo depois dos 20 minutos, com Cardozo a rematar ao poste.
A partir da meia hora de jogo, a equipa de Marselha começou a equilibrar a partida, não deixando de procurar o ataque, embora sabendo que o tempo jogava a seu favor, dado o nulo no marcador, e considerando o resultado registado na semana passada.
No segundo tempo, o jogo começaria por ter uma toada mais morna, para acelerar definivamente nos últimos 20 minutos. Perante uma arbitragem tendenciosa (caseira), o Benfica não veria sancionada uma grande penalidade a seu favor, assistindo-se, por outro lado, a um verdadeiro festival de cartões amarelos, num jogo que, à excepção do tempo de descontos, o não justificaria.
Um pouco contra a corrente do jogo, o Marselha acabaria mesmo por marcar, iam decorridos 70 minutos. De imediato, não mudava grande coisa: o Benfica continuava a ter de marcar se pretendia continuar a ter aspirações a prosseguir na prova.
E, embora se pudesse recear que a equipa oscilasse um pouco, depois de não ter estado bem na concretização de jogadas ofensivas, acabaria por beneficiar da inspiração de Maxi Pereira, que, num remate de longe, com um efeito algo caprichoso, a trair o guarda-redes adversário, fazia o seu segundo golo nesta eliminatória, igualando o encontro, anulando a vantagem que o Marselha levara de Lisboa.
Até final, seria o Benfica a mostrar-se mais afoito, vindo a ser recompensado – quando se esperava já o prolongamento – com o primeiro golo de Alan Kardec ao serviço da equipa portuguesa, surgindo no melhor momento, no último minuto, sentenciando a eliminatória.
De cabeça perdida, num tempo de compensação extremamente agitado, para além de 3 cartões amarelos, haveria ainda lugar a uma expulsão, precisamente do autor do golo do Marselha em Lisboa, Hatem Ben Arfa, que entrara em campo no minuto anterior!
Com uma boa exibição, afirmativa da sua actual capacidade, a equipa do Benfica garantia uma importante vitória, e consequente apuramento para os 1/4 Final da novel Liga Europa, no seu ano de estreia, repetindo o desfecho de há duas décadas.
Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão)
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, César Peixoto (77m – Fábio Coentrão), Javi García, Ramires, Pablo Aimar (65m – Carlos Martins), Di María, Saviola (88m – Eder Luís) e Óscar Cardozo
Marseille – Steve Mandanda, Laurent Bonnart, Souleymane Diawara, Stéphane Mbia, Taye Taiwo, Fabrice Abriel (70m – Mathieu Valbuena), Lucho González, Édouard Cissé, Benoît Cheyrou, Mamadou Niang (75m – Hatem Ben Arfa) e Brandão
1-0 – Maxi Pereira – 76m
1-1 – Hatem Ben Arfa – 90m
Cartões amarelos – Maxi Pereira (66m); Lucho González (48m) e Brandão (72m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
Frente a uma equipa consistente, o Benfica sentiu esta noite inusitadas dificuldades para exercer o domínio que tem caracterizado o seu jogo ao longo da presente época, com o habitual “empurrar” dos adversários para a sua zona defensiva.
Desde cedo o encontro seria bastante repartido, sem um claro controlo de nenhuma das equipas, sem uma superioridade de um meio-campo sobre o outro. O Benfica parecia aliás não conseguir assentar o seu jogo, com passes transviados, permitindo muitos espaços ao adversário, que, ainda no quarto de hora inicial, teve duas ocasiões de grande perigo junto da baliza benfiquista.
Gradualmente, o Benfica iria assumindo a iniciativa do jogo, criando também uma ou outra oportunidade, com uma soberana possibilidade de marcar à passagem dos 40 minutos, que contudo não aproveitaria.
No segundo período, o Marselha parecia satisfeito com o nulo (não me recordo de assistir a uma cena algo caricata, que sucedeu hoje pelo menos duas vezes: um livre e um canto a favor do Marselha, sem que, num primeiro momento, ninguém fizesse menção de se aproximar da bola para dar seguimento ao lance).
Como que num sistema de vasos comunicantes, à medida que a equipa francesa adoptava uma toada de maior contenção, o Benfica foi-se soltando e avançando no terreno.
Imprimindo alta velocidade ao seu jogo, o Benfica acabaria por conseguir chegar ao golo já no quarto de hora final, na sequência de uma jogada algo confusa, com Maxi Pereira a aproveitar da melhor forma uma perda de bola do guarda-redes, empurrando para a baliza; com a confiança reforçada, teria então a sua melhor fase no encontro, culminando com um potente remate de Ramires a esbarrar com estrondo na trave, um lance que poderia ter praticamente ditado o desfecho da eliminatória.
Algo temeroso durante a primeira parte – perante os “avisos” transmitidos pelas iniciativas adversárias – , o Benfica terá exagerado na auto-confiança, entusiasmado em busca do segundo golo, quando seria talvez altura de jogar mais pelo seguro.
Em contra-ciclo, o Marselha viria – com alguma dose de felicidade, já com o nonagésimo minuto a findar -, na sequência de mais um venenoso contra-ataque, a chegar ao golo, empatando o jogo, e colocando-se em vantagem na eliminatória… um final de partida com um “amargo de boca” que o Benfica poderá inverter em França, sabendo logo de entrada que terá necessidade de marcar.
Hamburg – Anderlecht – 3-1
Rubin Kazan – Wolfsburg – 1-1
At. Madrid – Sporting – 0-0
Benfica – Marseille – 1-1
Panathinaikos – Standard Liège – 1-3
Lille – Liverpool – 1-0
Juventus – Fulham – 3-1
Valencia – Werder Bremen – 1-1
Em Madrid, o Sporting, jogando uma hora com um jogador a menos – e os 3 minutos de descontos, no final da partida, com menos 2 elementos – devido a duas expulsões, arrancou um nulo. Um tão bom como perigoso resultado na perspectiva da 2ª mão, a disputar na próxima semana em Alvalade.
P. S. O meu agradecimento à Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa e à Feel Green.
Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Happoel Tel-Aviv - Rubin Kazan 0-0 0-3 (0-3) Anderlecht - Athletic Bilbao 4-0 1-1 (5-1) Marseille - Kobenhavn 3-1 3-1 (6-2) Roma - Panathinaikos 2-3 2-3 (4-6) Galatasaray - At. Madrid 1-2 1-1 (2-3) Juventus - Ajax 0-0 2-1 (2-1) Valencia - Brugge a.p. 3-0 0-1 (3-1) Shakhtar Donestsk - Fulham 1-1 1-2 (2-3) Unirea Urziceni - Liverpool 1-3 0-1 (1-4) PSV Eindhoven - Hamburg 3-2 0-1 (3-3) Wolfsburg - Villarreal 4-1 2-2 (6-3) Salzburg - Standard Liège 0-0 2-3 (2-3) Werder Bremen - Twente 4-1 0-1 (4-2) Fenerbahce - Lille 1-1 1-2 (2-3) Sporting - Everton 3-0 1-2 (4-2) Benfica - Hertha Berlin (23.02.2010) 4-0 1-1 (5-1)
Com uma boa exibição, o Sporting conseguiu regressar às vitórias no momento certo, goleando o Everton (também já goleado pelo Benfica na Fase de Grupos), com ambas as equipas de Lisboa a avançar para os 1/8 Final desta primeira edição da Liga Europa.
Destacam-se as eliminações de Roma, Ajax, PSV Eindhoven, Twente, Galatasaray e Fenerbahce. Na fase seguinte da competição, a Alemanha mantém 3 equipas; Portugal, Espanha, Inglaterra, França e Bélgica têm 2 representantes; com a Itália, Rússia e Grécia com apenas uma equipa ainda em prova.
O alinhamento dos jogos dos 1/8 Final – partidas a disputar nos próximos dias 11 e 18 de Março -, já previamente sorteado, é o seguinte:
Hamburg – Anderlecht
Rubin Kazan – Wolfsburg
At. Madrid – Sporting
Benfica – Marseille
Panathinaikos – Standard Liège
Lille – Liverpool
Juventus – Fulham
Valencia – Werder Bremen
Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ruben Amorim, Pablo Aimar (66m – Carlos Martins), Di María (74m – Nuno Gomes), Saviola (69m – César Peixoto) e Óscar Cardozo
Hertha Berlin – Jaroslav Drobný, Łukasz Piszczek (72m – Nemanja Pejčinović), Arne Friedrich, Steve Von Bergen, Florian Kringe, Patrick Ebert, Christoph Janker, Cícero, Maximilian Nicu, Raffael (63m – Artur Wichniarek) e Adrián Ramos (63m – Theofanis Gekas)
1-0 – Pablo Aimar – 25m
2-0 – Óscar Cardozo – 48m
3-0 – Javi García – 59m
4-0 – Óscar Cardozo – 62m
Cartões amarelos – Arne Friedrich (14m) e Steve Von Bergen (75m)
Árbitro – Pieter Vink (Holanda)
Depois de uma 1ª mão em que o Benfica ficara a dever a si próprio ter antecipadamente decidido a eliminatória, a equipa portuguesa adoptou desde início uma toada determinada, em busca da vitória, desfrutando de vários lances de ataque com algum perigo; a vantagem mínima ao intervalo era lisonjeira para o conjunto alemão.
No segundo tempo, marcando cedo, o Benfica praticamente sentenciou o desfecho da eliminatória; em pouco mais de um quarto de hora, o marcador subiria com naturalidade – dada a débil oposição do Hertha de Berlin – até aos 4-0, possibilitando assinalar da melhor forma a 150ª vitória benfiquista nas provas da UEFA.
Na meia hora final, ambas as equipas se revelaram conformadas com o resultado, tendo aproveitado para poupar alguns jogadores.
Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão)
Hertha Berlin – Jaroslav Drobný, Łukasz Piszczek, Arne Friedrich, Steve Von Bergen, Levan Kobiashvili, Patrick Ebert, Christoph Janker, Cícero, Maximilian Nicu (61m – Florian Kringe), Raffael (88m – Theofanis Gekas) e Adrián Ramos
Benfica – Júlio César, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, César Peixoto, Ramires (63m – Felipe Menezes), Carlos Martins (63m – Pablo Aimar), Javi García, Di María, Saviola (83m – Miguel Vítor) e Óscar Cardozo
0-1 – Di María – 4m
1-1 – Javi García (p.b.) – 33m
Cartões amarelos – César Peixoto (24m), Ramires (43m) e Júlio César (75m)
Árbitro – Terje Hauge (Noruega)
Afrontando o fantasma de não ter conseguido nunca uma vitória na Alemanha, em paralelo com a circunstância de defrontar o último classificado do campeonato germânico, a felicidade de ter marcado um golo praticamente a abrir o jogo – com Di María, com uma execução perfeita, a dar a melhor sequência a um excelente lançamento em profundidade, para as costas da defensiva contrária – não terá sido, porventura, o que melhor poderia ter acontecido ao Benfica.
A equipa portuguesa terá interiorizado algumas facilidades para o restante da partida, relaxou em demasia, não aproveitando a dinâmica que aquele golo poderia potenciar.
Ao contrário, o Hertha foi-se tranquilizando, começando a ganhar confiança, que aumentaria substancialmente no decurso da segunda parte, já depois da infelicidade de um auto-golo de Javi García (desviando a bola na direcção da sua baliza, para onde estava virado, na sequência de um cruzamento), chegando mesmo, à passagem da hora de jogo, em dois lances consecutivos – perante a passividade benfiquista -, a rematar ao poste e, quase de imediato, a obrigar Júlio César a intervenção difícil.
Algo paradoxalmente, quando o Benfica, já no último quarto de hora, parecia voltar a assumir o controlo do jogo, e eventualmente procurar a vitória, Jorge Jesus daria, com a substituição de Saviola por Miguel Vítor, um sinal contrário, privilegiando a segurança do empate (com golos) – que confere ao Benfica a vantagem mínima para a 2ª mão; mas que, conjugado com o sinal de sentido oposto dado pelo treinador da equipa alemã, ao fazer entrar Gekas a dois minutos do termo do tempo regulamentar, culminaria num final algo sufocante para a equipa portuguesa, com a bola a rondar com perigo a sua baliza.
Rubin Kazan – Happoel Tel-Aviv – 3-0
Athletic Bilbao – Anderlecht – 1-1
Kobenhavn – Marseille – 1-3
Panathinaikos – Roma – 3-2
At. Madrid – Galatasaray – 1-1
Ajax – Juventus – 1-2
Brugge – Valencia – 1-0
Fulham – Shakhtar Donestsk – 2-1
Liverpool – Unirea Urziceni – 1-0
Hamburg – PSV Eindhoven – 1-0
Villarreal – Wolfsburg – 2-2
Standard Liège – Salzburg – 3-2
Twente – Werder Bremen – 1-0
Lille – Fenerbahce – 2-1
Everton – Sporting – 2-1 (16.02.2010)
Hertha Berlin – Benfica – 1-1
Liga Europa – Sorteio dos 1/16 Final e 1/8 Final
1/16 Final (18 e 25.02.2010)
Rubin Kazan – Happoel Tel-Aviv
Athletic Bilbao – Anderlecht
Kobenhavn – Marseille
Panathinaikos – Roma
At. Madrid – Galatasaray
Ajax – Juventus
Brugge – Valencia
Fulham – Shakhtar Donestsk
Liverpool – Unirea Urziceni
Hamburg – PSV Eindhoven
Villarreal – Wolfsburg
Standard Liège – Salzburg
Twente – Werder Bremen
Lille – Fenerbahce
Everton – Sporting
Hertha Berlin – Benfica
1/8 Final (11 e 18.03.2010)
Hamburg/PSV Eindhoven – Athletic Bilbao/Anderlecht
Rubin Kazan/Happoel Tel-Aviv – Villarreal/Wolfsburg
At. Madrid/Galatasaray – Everton/Sporting
Hertha Berlin/Benfica – Kobenhavn/Marseille
Panathinaikos/Roma – Standard Liège/Salzburg
Lille/Fenerbahce – Liverpool/Unirea Urziceni
Ajax/Juventus – Fulham/Shakhtar Donestsk
Brugge/Valencia – Twente/Werder Bremen
Liga Europa (6ª Jornada) – Act.
Benfica – Júlio César, Luís Filipe, Miguel Vítor, Roderick Miranda, Shaffer, Fábio Coentrão (45m – César Peixoto), Felipe Menezes (65m – Javi Garcia), Carlos Martins, Di María, Nuno Gomes (72m – Óscar Cardozo) e Weldon
A.E.K. – Diego Sebastian Saja, Carlos Araújo, Daniel Majstorovic (45m – Sanel Jahic), Geraldo Alves, Nikos Georgeas, Youssouf Hersi, Grigoris Makos (45m – Tam Nsaliwa), Pantelis Kafes, Savvas Gentzoglou, Gustavo Manduca (78m – Ilie Iordache) e Ismael Blanco
1-0 – Di María – 44m
2-0 – Di María – 73m
2-1 – Ismael Blanco – 84m
Cartões amarelos – Carlos Araújo (14m), Geraldo Alves (90m) e Nikos Georgeas (90m); Felipe Menezes (42m), Shaffer (75m) e Carlos Martins (90m)
Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)
A finalizar a Fase de Grupos da Liga Europa, em que ambas as equipas tinham já o seu destino na prova traçado – Benfica, vencedor do Grupo, segue em frente; AEK já eliminado – o Benfica, com um importante jogo frente ao FC Porto a disputar dentro de três dias, aproveitou para fazer uma gestão do plantel, colocando em campo jogadores menos rodados.
Perante uma equipa grega denotando algumas debilidades – não se apresentando também na “máxima força” -, o Benfica beneficiaria, logo aos 13 minutos, de uma grande penalidade, que Felipe Menezes converteria, com excesso de precisão, fazendo a bola embater na base do poste, assim se desperdiçando a oportunidade de golo.
Até final da primeira parte, o jogo decorreria em toada morna, sem grandes momentos de entusiasmo… até que, à entrada do derradeiro minuto, Di María inauguraria o marcador.
No início do segundo tempo, logo aos 9 minutos, o mesmo Di María faria a bola embater com estrondo na trave. Mas seria ainda Di María a bisar, à passagem da meia-hora.
Até final, o AEK remataria também aos ferros da baliza de Júlio César, antes de Blanco reduzir o marcador para a diferença mínima. E, num jogo em que a vitória parecia um dado adquirido, o guarda-redes benfiquista seria ainda chamado a intervir, já depois do minuto 90, para salvar o triunfo.
Grupo D
Hertha Berlin – Sporting – 1-0
Heerenveen – Ventspils – 5-0
1º Sporting, 11; 2º Hertha Berlin, 10; 3º Heerenveen, 8; 4º Ventspils, 3
Grupo I
Everton – BATE Borisov – 0-1
Benfica – AEK Athens – 2-1
1º Benfica, 15; 2º Everton, 9; 3º BATE Borisov, 7; 4º AEK Athens, 4
Grupo L
Athletic Bilbao – Werder Bremen – 0-3
Nacional – Austria Wien – 5-1
1º Werder Bremen, 16; 2º Athletic Bilbao, 10; 3º Nacional, 5; 4º Austria Wien, 2



