Posts tagged ‘Liga Europa’
Liga Europa (4ª Jornada)
Grupo C
Gent – Sporting – 3-1
Levski – Lille – 2-2
1º Sporting, 9; 2º Lille, 5; 3º Gent e Levski, 4
Grupo L
Rapid Wien – CSKA Sofia – 1-2
FC Porto – Beşiktaş – 1-1
1º FC Porto, 10; 2º Beşiktaş, 7; 3º Rapid Wien e CSKA Sofia, 3
Liga Europa (3ª Jornada)
Grupo C
Sporting – Gent – 5-1
Lille – Levski – 1-0
1º Sporting, 9; 2º Lille, 4; 3º Levski, 3; 4º Gent, 1
Grupo L
CSKA Sofia – Rapid Wien – 0-2
Beşiktaş – FC Porto – 1-3
1º FC Porto, 9; 2º Beşiktaş, 6; 3º Rapid Wien, 3; 4º CSKA Sofia, 0
Liga Europa (2ª Jornada)
Grupo C
Gent – Lille – 1-1
Sporting – Levski – 5-0
1º Sporting, 6; 2º Levski, 3; 3º Gent e Lille, 1
Grupo L
Rapid Wien – Beşiktaş – 1-2
CSKA Sofia – FC Porto – 0-1
1º FC Porto e Beşiktaş, 6; 3º CSKA Sofia e Rapid Wien, 0
Liga Europa (1ª Jornada)
Grupo C
Lille – Sporting – 1-2
Levski – Gent – 3-2
1º Levski e Sporting, 3; 3º Gent e Lille, 0
Grupo L
Beşiktaş – CSKA Sofia – 1-0
FC Porto – Rapid Wien – 3-0
1º FC Porto e Beşiktaş, 3; 3º CSKA Sofia e Rapid Wien, 0
Final da Liga Europa – At. Madrid – Fulham
O Atlético de Madrid conquistou esta noite a primeira edição da novel Liga Europa, ao vencer por 2-1 a equipa inglesa do Fulham, com dois golos de Diego Forlán, com o tento decisivo a ser apontado já no prolongamento (aos 116 minutos), na Final disputada em Hamburgo. No termo do tempo regulamentar registava-se um empate a um golo, tendo os madrilenos inaugurado o marcador aos 32 minutos, com Simon Davies a empatar decorridos apenas 5 minutos.
Para alcançar este triunfo, a equipa treinada por Quique Flores e onde militam os portugueses Simão Sabrosa (titular nesta partida, tendo sido substituído na segunda parte), e Tiago (que não participou na prova, dado ter iniciado a época na Juventus), eliminara – depois de afastada da Liga dos Campeões pelo FC Porto, com duas inequívocas vitórias da equipa portuguesa – nomeadamente, para além do Valencia (nos 1/4 Final), o Sporting (1/8 Final, com dois empates…) e o Liverpool (1/2 Finais – clube que, por sua vez, afastara o Benfica).
Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total 29.04.10 - Fulham - Hamburgo 2-1 0-0 (2-1) 29.04.10 - Liverpool - At. Madrid 2-1 0-1 (2-2)
De forma algo surpreendente, At. Madrid (marcando já no prolongamento) e Fulham marcarão presença na Final da primeira edição da Liga Europa, eliminando os favoritos Hamburgo – cidade que acolherá o jogo decisivo – e Liverpool, assim se gorando a hipótese de uma “final inglesa”.
Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão)
22.04.2010 – At. Madrid – Liverpool – 1-0
22.04.2010 – Hamburgo – Fulham – 0-0
Esta noite em Madrid defrontaram-se nas 1/2 Finais da primeira edição da Liga Europa as duas equipas que eliminaram Benfica e Sporting da prova, com a vitória a pertencer ao conjunto liderado por Quique Flores, onde milita Simão Sabrosa.
Na outra meia-final, nem o facto de o jogo decisivo da competição de disputar em Hamburgo levou a que a equipa alemã conseguisse o suplemento de motivação para alcançar o triunfo, subsistindo em aberto a possibilidade de uma final entre equipas inglesas…
Liga Europa – 1/4 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total 08.04.10 - Liverpool - Benfica 4-1 1-2 (5-3) 08.04.10 - Wolfsburg - Fulham 0-1 1-2 (1-3) 08.04.10 - Standard Liège - Hamburger 1-3 1-2 (2-5) 08.04.10 - At. Madrid - Valencia 0-0 2-2 (2-2)
Liverpool – Pepe Reina, Glen Johnson, Jamie Carragher, Sotirios Kyrgiakos, Daniel Agger, Javier Mascherano, Lucas, Steven Gerrard (88m – Alberto Aquilani), Dirk Kuyt, Yossi Benayoun (90m – Nabil El Zhar) e Fernando Torres (86m – David Ngog)
Benfica – Júlio César (81m – Moreira), Ruben Amorim, Luisão, Sidnei, David Luiz, Javi García, Ramires, Carlos Martins (67m – Alan Kardec), Di María, Pablo Aimar (87m – Fábio Coentrão) e Óscar Cardozo
1-0 – Dirk Kuyt – 27m
2-0 – Lucas – 34m
3-0 – Fernando Torres – 59m
3-1 – Óscar Cardozo – 70m
4-1 – Fernando Torres – 82m
Cartões amarelos – Yossi Benayoun (75m); Pablo Aimar (84m)
Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)
No jogo da 2ª mão dos 1/4 Final da Liga Europa, a equipa do Benfica teria uma entrada personalizada, pressionante, com posse de bola e investindo no meio-campo adversário, conseguindo mesmo os dois primeiros pontapés de canto da partida.
A partir do quarto de hora, o Liverpool começaria a inverter a tendência, ganhando alguma superioridade, que culminaria com a concretização de um golo algo controverso, primeiro anulado e só num momento subsequente validado pelo árbitro, aparentemente por indicações contraditórias dos árbitros assistentes, dada a entrada de rompante de Dirk Kuyt na área de protecção do guarda-redes.
Pouco depois, numa falha de concentração da defesa benfiquista, com uma excelente diagonal da ofensiva do Liverpool, surgindo Lucas isolado perante um Júlio César hesitante na saída da baliza, a ficar a meio caminho, com o jogador da equipa inglesa a não ter grande dificuldade para ampliar a vantagem.
Abanando um pouco, o Benfica começou a procurar um jogo mais directo, de lançamentos em profundidade para a zona defensiva do Liverpool; paradoxalmente teria então, a findar a primeira parte, a melhor oportunidade de marcar, com Sidnei, na esquerda, no enfiamento da linha de pequena área, a rematar/centrar, com a bola a cruzar toda a área de baliza… sem que Cardozo conseguisse ter a frieza necessária para, encostando o pé na bola, a empurrar para o fundo das redes.
No segundo tempo, quando o Benfica tentava dar organização ao seu jogo ofensivo, e no momento em que beneficiou de um livre na zona atacante, teria uma perda de bola fatal, proporcionando um rapidíssimo contra-ataque, com o Liverpool a não perdoar e a elevar para 3-0!
Com Jesus a apostar no ataque – única alternativa viável -, com Kardec a substituir Carlos Martins, o episódio poderia ter-se repetido aos 68 minutos, na sequência de mais um canto a favor do Benfica, em que, perdida a bola, foi bem patente a dificuldade de recuperação e reposicionamento defensivo da equipa.
Quase de imediato o Benfica começaria a colher frutos dessa aposta, quando Cardozo, na sequência de um livre, reduziu o marcador para 1-3, reentrando na disputa da eliminatória. E, aos 76 minutos, um lance bastante similar ao da primeira parte, com a bola a cruzar toda a grande área do Liverpool, desta vez, da direita para a esquerda… sem que Cardozo conseguisse desviar para o golo uma vez mais.
As opções tácticas de Jesus reduziam-se quando Júlio César, indisposto, com notórias dificuldades de visão – depois de um choque com um adversário que, na queda, caiu sobre ele – teve de ser substituído por Moreira… que, na primeira investida do Liverpool, em mais um rápido contra-ataque, seria batido, com Fernando Torres a bisar, colocando o Benfica novamente com 3 golos de desvantagem, assim decidindo o desfecho desta eliminatória.
Um Benfica já muito “espremido”, com inesperadas falhas de concentração e grandes dificuldades de recuperação, acaba por sofrer uma dura penalização, reflectindo o bom aproveitamento por parte do Liverpool das oportunidades de que beneficiou, assim terminando a (boa) carreira europeia benfiquista desta época.
Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão)
Benfica – Liverpool – 2-1
Fulham – Wolfsburg – 2-1
Hamburger – Standard Liège – 2-1
Valencia – At. Madrid – 2-2
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira (66m – Nuno Gomes), Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ramires, Carlos Martins (72m – Ruben Amorim), Di María, Pablo Aimar (87m – Airton) e Óscar Cardozo
Liverpool – Pepe Reina, Glen Johnson, Daniel Agger, Jamie Carragher, Emiliano Insúa, Lucas, Javier Mascherano, Steven Gerrard (90m – Benayoun), Ryan Babel, Dirk Kuyt e Fernando Torres (82m – Ngog)
0-1 – Daniel Agger – 9m
1-1 – Cardozo – 59m (pen.)
2-1 – Cardozo – 79m (pen.)
Ainda as equipas se encontravam naquela fase baptizada como de “estudo mútuo” e já o Liverpool – na sua primeira investida – inaugurava o marcador, logo aos 9 minutos, num livre descaído sobre a esquerda da área, com a bola a ser atrasada para o miolo do terreno, onde, com um toque de calcanhar, surgiu Agger – recuado em relação à defesa, portanto livre de marcação – a desviar subtilmente a bola para o fundo da baliza.
Praticamente na resposta, Cardozo – na zona da pequena área, descaído junto ao poste direito da baliza adversária – teve nos pés o golo do empate, mas não conseguiu dominar bem a bola, que saiu sem a direcção devida. O mesmo Cardozo que não daria a melhor sequência a um par de outros lances (aos 12 e 17 minutos), antes de Ramires e Di María, próximo da meia hora de jogo, ameaçarem a baliza defendida por Reina, com remates espontâneos, o primeiro de cabeça, a sair por alto, o segundo, de meia-distância, em força, a criar grande frisson, mas a sair ligeiramente descentrado. O Benfica criava bastantes situações ofensivas, mas não tinha eficácia na finalização.
Até que, precisamente em cima dos 30 minutos, Babel, em discussão com Luisão – que cometera falta, na sequência da qual viu o cartão amarelo – colocou a mão na cara do defesa benfiquista, gesto pouco digno, em que de imediato reincidiria, levando o árbitro a exibir-lhe, de forma ajustada, o cartão vermelho.
Com menos um jogador, curiosamente, o Liverpool surgiria de seguida mais afoito, primeiro introduzindo a bola na baliza benfiquista, na sequência da marcação de um livre, sendo o lance anulado por fora de jogo já previamente sancionado pelo árbitro assistente, e, no minuto seguinte, com a bola de novo a rondar perigosamente a baliza de Júlio César. Não obstante, até final da primeira parte, haveria ainda tempo para Pepe Reina ver colocada à prova a sua concentração, em mais um bom lance de ataque construído pela equipa do Benfica.
Cardozo confirmaria estar numa noite de desacerto, novamente, mais duas vezes, quase de seguida, a abrir a segunda parte, ainda antes dos 50 minutos. E, ainda, uma vez mais, quando, na conversão de um livre perigoso, praticamente em cima da linha da área – punindo uma falta sobre ele cometida – rematou forte, com a bola a embater estrondosamente no poste, imediatamente antes de, na sequência da jogada, Aimar ser derrubado por Insúa, originando a grande penalidade… que, desta feita, Cardozo não desperdiçaria, empatando o jogo! Na oportunidade, a falha seria do árbitro, ao não mostrar o segundo amarelo a Insúa, que colocaria o Liverpool a jogar apenas com 9 elementos.
O Benfica ia empurrando o Liverpool para a sua zona defensiva e Jorge Jesus, percebendo isso, reforçou a mensagem, substituindo o lateral direito por mais um elemento de ataque, Nuno Gomes. Viria a reequilibrar a equipa pouco depois, com a entrada de Ruben Amorim.
O elemento mais determinante da equipa inglesa, Fernando Torres apenas por duas vezes criaria perigo: primeiro, surgindo lançado, sendo desarmado por um irrepreensível David Luiz; depois, aproveitando o desequilíbrio provocado por um mau passe (atrasado) de Nuno Gomes, num rapidíssimo contra-ataque, quando a equipa benfiquista estava toda balanceada no ataque, mas rematando de forma deficiente, ao lado da baliza.
Em mais uma ofensiva do Benfica, com Di María em cima da linha de fundo, já quase sem ângulo, conseguiria ainda fazer o cruzamento, interceptado por Carragher, já em queda, com o braço, originando a segunda grande penalidade assinalada (após dois outros lances terem sido já perdoados pelo árbitro). Depois de um remate em força, Cardozo fecharia uma exibição menos conseguida, com o segundo golo, convertendo o lance com uma espécie de tentativa de “folha seca” ou “penalty à Panenka”, traindo o guarda-redes espanhol do Liverpool.
Até final, a equipa portuguesa preocupou-se mais em segurar a vitória, do que continuar a arriscar na exploração da inferioridade numérica do Liverpool. Com uma excelente exibição, em que teve de assumir desde cedo as “despesas do jogo”, apenas pecando na concretização, o Benfica consegue uma boa vitória, uma vantagem importante para a batalha que se antevê muito disputada, em Anfield Road, já na próxima semana.
Cartões amarelos – Luisão (29m) e David Luiz (37m); Emiliano Insúa (45m), Pepe Reina (74m) e Jamie Carragher (78m)
Cartão vermelho – Ryan Babel (30m)
Árbitro – Jonas Eriksson (Suécia)
Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Anderlecht - Hamburg 4-3 1-3 (5-6) Wolfsburg - Rubin Kazan a.p. 2-1 1-1 (3-2) Sporting - At. Madrid 2-2 0-0 (2-2) Marseille - Benfica 1-2 1-1 (2-3) Standard Liège - Panathinaikos 1-0 3-1 (4-1) Liverpool - Lille 3-0 0-1 (3-1) Fulham - Juventus 4-1 1-3 (5-4) Werder Bremen - Valencia 4-4 1-1 (5-5)
Marseille – Steve Mandanda, Laurent Bonnart, Souleymane Diawara, Stéphane Mbia, Taye Taiwo, Fabrice Abriel (44m – Bakari Koné – 90m – Hatem Ben Arfa), Lucho González, Édouard Cissé, Benoît Cheyrou (76m – Charles Kaboré), Mamadou Niang e Brandão
Benfica – Júlio César, Maxi Pereira (90m – Miguel Vítor), Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ramires, Carlos Martins (86m – Alan Kardec), Di María, Saviola (77m – Pablo Aimar) e Óscar Cardozo
1-0 – Mamadou Niang – 70m
1-1 – Maxi Pereira – 75m
1-2 – Alan Kardec – 90m
Cartões amarelos – Bakari Koné (55m), Taye Taiwo (83m) e Stéphane Mbia (90m); Óscar Cardozo (33m), Di María (54m), Luisão (81m), Javi García (83m), Alan Kardec (90m) e Pablo Aimar (90m)
Cartão vermelho – Hatem Ben Arfa (90m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
Iniciando a partida com uma boa disposição – sabendo que necessitava imperiosamente de marcar (o golo sofrido no último minuto da partida da 1ª mão, no Estádio da Luz, pode ter sido, nessa perspectiva, virtuoso) – o Benfica assumiu a iniciativa do jogo, dispondo de uma soberana oportunidade logo depois dos 20 minutos, com Cardozo a rematar ao poste.
A partir da meia hora de jogo, a equipa de Marselha começou a equilibrar a partida, não deixando de procurar o ataque, embora sabendo que o tempo jogava a seu favor, dado o nulo no marcador, e considerando o resultado registado na semana passada.
No segundo tempo, o jogo começaria por ter uma toada mais morna, para acelerar definivamente nos últimos 20 minutos. Perante uma arbitragem tendenciosa (caseira), o Benfica não veria sancionada uma grande penalidade a seu favor, assistindo-se, por outro lado, a um verdadeiro festival de cartões amarelos, num jogo que, à excepção do tempo de descontos, o não justificaria.
Um pouco contra a corrente do jogo, o Marselha acabaria mesmo por marcar, iam decorridos 70 minutos. De imediato, não mudava grande coisa: o Benfica continuava a ter de marcar se pretendia continuar a ter aspirações a prosseguir na prova.
E, embora se pudesse recear que a equipa oscilasse um pouco, depois de não ter estado bem na concretização de jogadas ofensivas, acabaria por beneficiar da inspiração de Maxi Pereira, que, num remate de longe, com um efeito algo caprichoso, a trair o guarda-redes adversário, fazia o seu segundo golo nesta eliminatória, igualando o encontro, anulando a vantagem que o Marselha levara de Lisboa.
Até final, seria o Benfica a mostrar-se mais afoito, vindo a ser recompensado – quando se esperava já o prolongamento – com o primeiro golo de Alan Kardec ao serviço da equipa portuguesa, surgindo no melhor momento, no último minuto, sentenciando a eliminatória.
De cabeça perdida, num tempo de compensação extremamente agitado, para além de 3 cartões amarelos, haveria ainda lugar a uma expulsão, precisamente do autor do golo do Marselha em Lisboa, Hatem Ben Arfa, que entrara em campo no minuto anterior!
Com uma boa exibição, afirmativa da sua actual capacidade, a equipa do Benfica garantia uma importante vitória, e consequente apuramento para os 1/4 Final da novel Liga Europa, no seu ano de estreia, repetindo o desfecho de há duas décadas.



