Posts tagged ‘Liga Europa’

Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão) – Benfica – PSV

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio, Pablo Aimar (78m – César Peixoto), Nico Gaitán (78m – Franco Jara), Javier Saviola e Óscar Cardozo (90m – Felipe Menezes)

PSV Eindhoven – Andreas Isaksson, Stanislav Manolev, Marcelo, Wilfred Bouma, Erik Pieters (72m – Stijn Wuytens), Atiba Hutchinson, Otman Bakkal, Orlando Engelaar, Jeremain Lens, Balázs Dzsudzsák e Marcus Berg (78m – Zakaria Labyad)

1-0 – Pablo Aimar – 37m
2-0 – Eduardo Salvio – 45m
3-0 – Eduardo Salvio – 52m
3-1 – Zakaria Labyad – 80m
4-1 – Javier Saviola – 90m

Cartões amarelos – Orlando Engelaar (54m) e Erik Pieters (68m); Javi García (86m)

Árbitro – Paolo Tagliavento (Itália)

Um remate de belo efeito, de Saviola, ao poste, dava o mote, logo aos 7 minutos, evidenciando uma atitude de conquista por parte do Benfica. Que manteria o controlo do jogo pelo tempo fora, com o PSV a dar o primeiro sério aviso, apenas já com 20 minutos decorridos, numa desconcentração da defesa benfiquista, com Berg a falhar o alvo.

Por volta da meia-hora, o Benfica intensificaria a pressão, e, de forma quase consecutiva, fez perigar por várias vezes o último reduto da equipa holandesa.

Aos 29 minutos, Cardozo, “enchendo o pé”, rematou do “meio da rua”, obrigando Isaksson a mostrar toda a sua atenção, com uma bela estirada. E, no minuto seguinte, um remate de Saviola, a cruzar a pequena área a meia altura, com Gaitán, de cabeça, a não conseguir desviar da melhor forma, numa jogada de grande perigo. E, mais 3 minutos decorridos, Cardozo a introduzir mesmo a bola na baliza, mas em clara posição de “fora-de-jogo”, já na pequena área.

Tanto ameaçou a equipa benfiquista, que o golo acabaria mesmo por chegar, estavam decorridos 37 minutos, com Aimar, muito oportuno, a aproveitar uma bola que Cardozo, em queda, não conseguira dominar.

Culminando um quarto de hora de bom nível, já mesmo a fechar o primeiro tempo, e após mais um lance sem a melhor finalização, por parte de Salvio, seria o próprio a conseguir finalizar uma boa jogada colectiva, ampliando a vantagem para 2-0, estabelecendo uma margem bastante apetecível na eliminatória.

Na abertura da etapa complementar, o Benfica continuaria a mostrar uma boa disposição; aos 6 minutos, criou mais uma boa oportunidade, a que faltou apenas a finalização, para, no minuto imediato, surgir novamente Salvio, com uma excelente execução, tirando dois adversários do caminho, e rematando cruzado, sem hipóteses de defesa para Isaksson, elevando a marca para 3-0.

Ao longo de todo o período até então decorrido, a equipa do PSV parecia ausente do jogo, sem evidenciar capacidade para criar qualquer lance ofensivo; apenas já próximo da hora de jogo voltaria a criar perigo, com Luisão a evitar que Berg pudesse marcar.

Aos 63 minutos, mais uma bela iniciativa de Salvio, com Saviola, do lado esquerdo, a não conseguir cabecear da melhor forma. O jogo animava, e o PSV criaria então, no minuto seguinte, de forma consecutiva, dois lances de muito perigo para a baliza benfiquista.

Para aos 66 minutos, mais um excelente pontapé de Cardozo, e Isaksson, de novo,  a corresponder com uma magnífica intervenção. Pouco depois, aos 69, um livre, rematado em força por Cardozo, cruzou toda a área do PSV, entre uma “floresta de pernas”, sem tabelar em ninguém… que a fizesse anichar nas redes.

Aos 73 minutos, ocorreria um lance com alguma similitude, mas agora na defesa benfiquista, com a bola a percorrer de forma transversal, toda a área, sem que ninguém aparecesse a desviar.

O Benfica não teria então a capacidade para acalmar o ritmo de jogo, refreando o impulso de atacar, que, em contraponto, começava a proporcionar a PSV a possibilidade de rápidos contra-ataques… que acabariam por frutificar, aos 80 minutos, com mais uma intervenção deficiente de Roberto, a não segurar uma bola centrada do lado esquerdo, deixando-a à mercê do desvio fatal de Labyad, já na zona da pequena área.

Mas o melhor estava guardado para o fim: uma fantástica execução de Javier Saviola, dando a melhor sequência a mais uma assistência de Fábio Coentrão (que também oferecera já um golo a Salvio) a fixar o resultado final em 4-1, assim conferindo ao marcador uma expressão mais ajustada ao efectivo desenrolar desta partida.

7 Abril, 2011 at 9:57 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão)

FC Porto – Spartak Moskva – 5-1
Benfica – PSV Eindhoven – 4-1
Villarreal – Twente – 5-1
D. Kyiv – Braga – 1-1

Numa jornada extraordinariamente produtiva em termos de golos (19 hoje, a somar aos 18 da Liga dos Campeões, com uma média global de 4,63 golos por jogo!), mais um excelente desempenho das equipas portuguesas, numa eloquente prova de afirmação na Europa – ocupando o 3º lugar no ranking da presente época, a seguir à Inglaterra e próximo da Espanha -, com goleadas do FC Porto e Benfica e um bom resultado do Braga em Kiev, a caminho das 1/2 Finais, sendo que uma delas se encontra já praticamente definida: a que oporá FC Porto e Villarreal. Na outra, está mais próxima a possibilidade de um inédito confronto entre duas equipas portuguesas – Benfica-Braga -, que aspiramos seja confirmada nos jogos da 2ª mão.

7 Abril, 2011 at 9:56 pm Deixe um comentário

Liga Europa – Sorteio dos 1/4 Final e das 1/2 Finais

1/4 Final (07 e 14.04.2011)

FC Porto – Spartak Moskva
Benfica – PSV Eindhoven
Villarreal – Twente
Braga – D. Kyiv

1/2 Finais (28.04.2011 e 05.05.2011)

Braga/D. Kyiv – Benfica/PSV Eindhoven
FC Porto/Spartak Moskva – Villarreal/Twente

18 Março, 2011 at 12:16 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão) – Paris St.-Germain – Benfica

Paris St.-Germain – Apoula Edel, Ceará (78m – Jean-Eudes Maurice), Sylvain Armand, Mamadou Sakho, Siaka Tiéné, Claude Makélélé, Clément Chantôme, Christophe Jallet, Nenê, Mathieu Bodmer (68m – Ludovic Giuly) e Mevlüt Erdinç (68m – Guillaume Hoarau)

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio, Pablo Aimar (80m – César Peixoto), Nico Gaitán (90m – Jardel), Javier Saviola (64m – Carlos Martins) e Óscar Cardozo

0-1 – Nico Gaitán – 27m
1-1 – Mathieu Bodmer – 35m

Cartões amarelos – Clément Chantôme (72m) e Sylvain Armand (82m); Pablo Aimar (29m) e Maxi Pereira (78m)

Árbitro – William Collum (Escócia)

A partida decorria em toada morna, sem uma tendência definida, quando – já com 27 minutos de jogo – um remate cruzado de NIco Gaitán, mas que saiu ao primeiro poste, traiu o guarda-redes da equipa francesa, parecendo ser o tónico ideal para elevar os níveis de confiança do Benfica (que chegava a Paris com a vantagem mínima e com a ameaça de ter concedido um golo em casa), não obstante, no entretanto, Roberto tenha sido chamado a intervenção apertada no minuto imediato ao golo benfiquista.

Porém, poucos minutos depois, o Paris St.-Germain, numa boa iniciativa, num remate de boa execução de Bodmer, chegaria mesmo ao golo, restabelecendo o empate, assim prontamente reentrando na disputa da eliminatória.

E o Benfica voltaria a mostrar alguma intranquilidade e desconcentração defensiva quase ao findar da primeira parte, por duas vezes, primeiro numa bola que cruzou toda a área, acabando por se perder, e, pouco depois, com um remate perigoso que não saiu muito distante da baliza.

O mínimo que se poderia dizer era que o resultado de 1-1 ao intervalo não era mau para o Benfica… que, numa atitude de expectativa, muito pouco tinha feito para merecer mais, perante uma enorme falange de apoio de adeptos nas bancadas (estimada em cerca de 30 mil, do total de 44 mil espectadores). Até porque, um hipotético segundo golo benfiquista, sentenciaria muito provavelmente o desfecho da eliminatória.

No reinício, o Benfica teria a sua melhor iniciativa de jogo, logo aos 52 minutos, com Cardozo e Fábio Coentrão a levarem o perigo até bem perto da baliza da equipa da casa, mas Saviola a não conseguir concretizar. Pouco depois, beneficiaria ainda, de forma consecutiva, de dois pontapés de canto, mas que seriam inconsequentes.

E, aos 60 minutos, numa boa combinação, envolvendo uma vez mais Fábio Coentrão e Cardozo, o avançado benfiquista obrigaria o guardião adversário a uma boa intervenção, a que se seguiu novo canto, em mais uma ocasião de perigo.

Logo depois de uma perigosa ofensiva do Paris St.-Germain, um endiabrado Coentrão conseguiria fugir aos alas do lado direito, mas o companheiro que seguia a jogada não compreendeu o lance, não se tendo desmarcado para o local apropriado. E, de imediato, novamente Cardozo a rematar à baliza.

O ritmo de jogo tivera uma forte aceleração; começariam então as substituições. Apenas aos 78 e 79 minutos, voltaria a haver frisson, primeiro com uma jogada já em plena pequena área, com uma atabalhoada defesa benfiquista com grandes dificuldades para aliviar a bola, e, de imediato, na sequência do respectivo canto.

Em mais uma imparável arrancada de Coentrão, já jogando pelo meio (depois da entrada de César Peixoto para lateral esquerdo), o benfiquista só seria parado pelo recurso a uma falta grosseira (que custou um cartão amarelo / alaranjado a Sylvain Armand), de cuja conversão do respectivo livre resultaria mais um lance de perigo, todavia não aproveitado pelo Benfica.

Já a 3 minutos do final, Nico Gaitán ainda ensaiaria uma imitação da jogada antes protagonizada pelo companheiro, mas não seria bem sucedido.

Ao longo de 5 compridos minutos de período de compensação, um Parque dos Príncipes verdadeiramente ao rubro começara já a festejar exuberantemente a sofrida (até ao último segundo…) passagem do Benfica aos 1/4 Final da Liga Europa.

17 Março, 2011 at 7:53 pm 1 comentário

Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão)

                                         2ª mão    1ª mão    Total
Paris Saint-Germain - Benfica              1-1       1-2      2-3
Manchester City - Dynamo Kyiv              1-0       0-2      1-2
Zenit - Twente                             2-0       0-3      2-3
FC Porto - CSKA Moskva                     2-1       1-0      3-1
Glasgow Rangers - PSV Eindhoven            0-1       0-0      0-1
Villarreal - Bayer Leverkusen              2-1       3-2      5-3
Spartak Moskva - Ajax                      3-0       1-0      4-0
Liverpool - Braga                          0-0       0-1      0-1

Com o devido destaque para o sensacional feito do Braga, eliminando o outrora “todo-poderoso” Liverpool (depois de ter já, nesta mesma temporada, superado também o Celtic e o Sevilla, na fase de qualificação para a Liga dos Campeões), Portugal consegue um extraordinário pleno de três equipas apuradas para os 1/4 Final da Liga Europa, conjuntamente com Benfica e FC Porto.

A Holanda, com 2 clubes a prosseguir em prova, marca também uma posição de relevo na competição desta época, em que os restantes qualificados provêm de Espanha, Rússia e Ucrânia. Consequentemente, e ao invés, países como a Inglaterra, Itália, Alemanha e França não marcam já presença na edição deste ano da Liga Europa.

17 Março, 2011 at 4:16 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão) – Benfica – Paris St.-Germain

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio (66m – Franco Jara), Nico Gaitán (71m – Pablo Aimar), Carlos Martins (85m – César Peixoto), Javier Saviola e Óscar Cardozo

Paris St.-Germain – Apoula Edel, Ceará, Sammy Traoré, Sylvain Armand, Tripy Makonda (75m – Florian Makhedjouf), Zoumana Camara, Clément Chantôme, Péguy Luyindula (44m – Jean-Eudes Maurice), Nenê, Mevlüt Erdinç e Mathieu Bodmer (70m – Neeskens Kebano)

0-1 – Péguy Luyindula – 14m
1-1 – Maxi Pereira – 42m
2-1 – Franco Jara – 81m

Cartões amarelos – Eduardo Salvio (26m); Sylvain Armand (30m), Ceará (39m), Nenê (83m) e Zoumana Camara (90m)

Árbitro – Pavel Kralovec (R. Checa)

Numa partida em que o Benfica denotou algum nervosismo  e ansiedade, a par de falta de concentração na defesa, não acertando com as marcações, repetiu-se o sucedido nos últimos 4 encontros disputados no Estádio da Luz: começar a perder, conseguir a reviravolta no marcador, e acabar por vencer por 2-1 (assim sucedeu nos jogos com o Stuttgart, Marítimo e Sporting).

Frente a uma equipa que se caracteriza pelo seu perigoso contra-ataque, que, por regra, consegue marcar golos nos jogos fora de casa – e depois de, logo a abrir o jogo, a equipa benfiquista ter obrigado o guardião do conjunto francês a excelente intervenção (o que, aliás, viria a repetir, aos 25 minutos, com Edel a dar a melhor resposta a um potente remate de Cardozo, na conversão de um livre) -, o Paris St.-Germain, para além de ter inaugurado o marcador, ainda antes dos 15 minutos, teria pelo menos mais duas flagrantes oportunidades de golo, com o Benfica a revelar dificuldades em controlar o jogo.

A equipa portuguesa acabaria por ter a felicidade de, nessa fase menos boa, conseguir, ainda antes do intervalo, o golo da igualdade, que, naturalmente, contribuiria para encarar a segunda parte com outra tranquilidade e confiança.

E, efectivamente, nessa metade complementar, o rumo do encontro viria a alterar-se substancialmente, em virtude do ritmo e velocidade impostos pela equipa do Benfica.

O curso do jogo ficaria então ainda marcado por um lance que o árbitro não sancionou com grande penalidade, aos 72 minutos, por claro derrube a um benfiquista em plena área.

Tal não impediu – ou terá porventura contribuído ainda mais – para um decisivo acelerar da equipa portuguesa, à entrada para o quarto de hora final, com o Benfica a carregar bastante, exercendo tal pressão que ameaçava fazer vacilar os parisienses, empurrando-os para as imediações da sua baliza, fazendo lembrar a fase final do recente jogo com o Sporting para as 1/2 Finais da Taça da Liga.

À semelhança do sucedido nesse jogo, adivinhava-se claramente o golo do Benfica, que acabaria por surgir com naturalidade.

Curiosamente – talvez recordando-se da similitude da evolução do jogo e do marcador da eliminatória anterior, frente ao Stuttgart -, a equipa benfiquista acabaria, nos minutos derradeiros, por procurar sobretudo conservar a vantagem, que, sendo mínima, poderá ser decisiva para o jogo da próxima semana em Paris, em que, se antecipa, irá “jogar em casa”, com o apoio de uma grande mole de emigrantes portugueses.

10 Março, 2011 at 10:02 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão)

Benfica - Paris Saint-Germain                         2-1
Dynamo Kyiv - Manchester City                         2-0
Twente - Zenit                                        3-0
CSKA Moskva - FC Porto                                0-1
PSV Eindhoven - Glasgow Rangers                       0-0
Bayer Leverkusen - Villarreal                         2-3
Ajax - Spartak Moskva                                 0-1
Braga - Liverpool                                     1-0

Três jogos, três vitórias, o excelente balanço das equipas portuguesas nesta 1ª mão dos 1/8 Final da Liga Europa, a conseguir fazer o pleno, com destaque particular para os triunfos do FC Porto em Moscovo e do Braga frente ao Liverpool. Meio caminho está percorrido; falta confirmar nas partidas da 2ª mão, a vantagem adquirida, para garantir o que seria um magnífico triplo apuramento para os 1/4 Final.

Uma jornada em que, dos outros países com maior representação, apenas a Holanda não teve saldo negativo, com as suas 3 equipas a repartirem os resultados pelos 3 desfechos possíveis (uma vitória, um empate, e uma derrota), enquanto os clubes da Rússia registam uma vitória e duas derrotas, com os dois conjuntos ingleses a serem também derrotados.

10 Março, 2011 at 10:01 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão) – Stuttgart – Benfica

Stuttgart – Marc Ziegler (52m – Sven Ulreich), Khalid Boulahrouz (61m – Timo Gebhart), Georg Niedermeier, Matthieu Delpierre, Cristian Molinaro, Christian Trasch, Zdravko Kuzmanovic, Martin Harnik, Tamás Hajnal (78m – Élson), Shinji Okazaki e Sven Schipplock

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Airton, Eduardo Salvio, Nico Gaitán, Pablo Aimar (73m – Carlos Martins), Franco Jara (90m – Alan Kardec) e Óscar Cardozo (88m – Felipe Menezes)

0-1 – Eduardo Salvio – 31m
0-2 – Óscar Cardozo – 78m

Cartões amarelos – Matthieu Delpierre (46m), Shinji Okazaki (77m), Timo Gebhart (81m) e Cristian Molinaro (90m); Sidnei (44m) e Carlos Martins (81m)

Cartão vermelho – Zdravko Kuzmanovic (90m)

Árbitro – Mike Dean (Inglaterra)

Com uma vantagem mínima arrancada na primeira mão, o Benfica assumiu – tal como prometera Jorge Jesus – que necessitava de marcar na Alemanha para alcançar o apuramento. E entrou com boa disposição neste jogo, com Gaitán a ameaçar, logo aos 6 minutos, com um remate em jeito de “folha seca”, pleno de intencionalidade, a obrigar o guardião contrário a uma estirada para afastar a bola por sobre a barra.

E, novamente aos 18 minutos, com uma desmarcação na cara do guarda-redes, a fazer a mancha e a levar a melhor sobre Fábio Coentrão, que se conseguira isolar, não tendo contudo conseguido evitar o último obstáculo para o golo.

Golo que acabaria por surgir aos 31 minutos, culminando da melhor forma um pontapé de canto, com Salvio, a “encher o pé”, à entrada da área, a rematar forte e colocado, sem hipótese de defesa.

O Stuttgart obrigara também Roberto a intervir em dois ou três lances ofensivos, mas a nota dominante do primeiro tempo fora do Benfica.

No reinício, logo aos 2 minutos e, de imediato, no minuto seguinte, o guarda-redes alemão, com duas intervenções arrojadas, negaria novo golo ao Benfica, na segunda delas, sendo atingido de forma arrepiante, de forma involuntária, fruto da dinâmica do movimento corporal, primeiro por Gaitán (uma joelhada na cabeça) e, de imediato, por Delpierre, que caiu também sobre a cabeça do desamparado colega, que acabaria por ter de sair do estádio, para receber assistência hospitalar.

Aos 60 minutos, Luisão, na cara do guarda-redes, na zona da pequena área, desperdiçaria inacreditavelmente o golo, não obstante ter recebido a bola um pouco alta, rematando bastante por cima da baliza.

Cardozo replicaria o falhanço, aos 71 minutos, antes de Okazaki, por duas vezes, ter ameaçado seriamente a baliza benfiquista, primeiro com um remate a rasar a trave e, logo de seguida, obrigando Roberto a uma magnífica intervenção para conseguir defender a bola.

A eliminatória ficaria definitivamente sentenciada quando Cardozo, aos 78 minutos, na sequência de mais uma boa iniciativa de Franco Jara, rematou forte, com a bola ainda a embater no poste antes de se anichar no fundo das redes, sem hipóteses para o guarda-redes adversário.

Até final – jogar-se-ia até ao minuto 97 – não haveria muito mais a ser digno de nota especial, com o Benfica a gerir a vantagem no jogo e na eliminatória.

Alcançando, pela primeira vez no seu longo historial europeu, a vitória na Alemanha, o que conseguiu de forma muito segura – ampliando para 16 a sua fantástica série de vitórias consecutivas -, o Benfica avança na Liga Europa, prosseguindo para os 1/8 Final, em que reencontrará (depois de se terem defrontado já na época 2006-07) a equipa francesa do Paris Saint-Germain.

24 Fevereiro, 2011 at 10:04 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)

                                      2ª mão     1ª mão      Total
Villarreal - Napoli                     2-1        0-0        2-1
Sporting - Glasgow Rangers              2-2        1-1        3-3
Liverpool - Sparta Praha                1-0        0-0        1-0
Ajax - Anderlecht                       2-0        3-0        5-0
Braga - Lech Poznań                     2-0        0-1        2-1
Dynamo Kyiv - Beşiktaş                  4-0        4-1        8-1
Spartak Moskva - Basel                  1-1        3-2        4-3
Zenit - Young Boys                      3-1        1-2        4-3
Manchester City - Aris Thessaloniki     3-0        0-0        3-0
CSKA Moskva - PAOK                      1-1        1-0        2-1
FC Porto - Sevilla                      0-1        2-1        2-2
Twente - Rubin Kazan                    2-2        2-0        4-2
PSV Eindhoven - Lille                   3-1        2-2        5-3
Stuttgart - Benfica                     0-2        1-2        1-4
Paris Saint-Germain - BATE Borisov      0-0        2-2        2-2
Bayer Leverkusen - Metalist Kharkiv     2-0        4-0        6-0

Os 1/8 Final, a disputar já nos próximos dias 10 e 17 de Março, têm o seguinte alinhamento:

Benfica – Paris Saint-Germain
Dynamo Kyiv – Manchester City
Twente – Zenit
CSKA Moskva – FC Porto
PSV Eindhoven – Glasgow Rangers
Bayer Leverkusen – Villarreal
Ajax – Spartak Moskva
Liverpool – Braga

O Sporting perdeu – ao sofrer o golo do empate já no 2º minuto do período de compensação – a possibilidade de, qualificando-se, garantir o pleno para as equipas portuguesas; com o FC Porto a passar com mais dificuldades que esperado (devido ao facto de ter sido demasiado perdulário no jogo de ontem, não conseguindo concretizar nenhuma das várias ocasiões de golo de que dispôs), o Benfica a ter uma vitória autoritária na Alemanha, e o Braga a acabar por ser feliz, conseguindo resistir à desesperada ofensiva dos polacos nos últimos minutos, que desperdiçaram igualmente duas soberanas oportunidades para marcar, a última delas com um estrondoso remate à trave, também já em tempo de descontos.

Portugal prossegue na prova com um contingente de 3 representantes, no que é igualado apenas pela Rússia e Holanda, com a Inglaterra a manter duas equipas na competição, enquanto Espanha, Alemanha, França, Ucrânia e Escócia resistem apenas com um clube.

24 Fevereiro, 2011 at 8:46 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão) – Benfica – Stuttgart

BenficaBenfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio (75m – Alan Kardec), Nico Gaitán, Pablo Aimar (75m – Carlos Martins), Franco Jara (87m – Felipe Menezes) e Óscar Cardozo

Stuttgart – Sven Ulreich, Khalid Boulahrouz, Serdar Tasci, Matthieu Delpierre, Cristian Molinaro, Christian Trasch, Zdravko Kuzmanovic (76m – Georg Niedermeier), Martin Harnik, Tamás Hajnal (63m – Élson),Shinji Okazaki e Cacau

0-1 – Martin Harnik – 21m
1-1 – Óscar Cardozo – 70m
2-1 – Franco Jara – 81m

Cartões amarelos – Fábio Coentrão (42m), Javi García (88m) e Maxi Pereira (90m); Tasci (14m), Harnik (26m) e Delpierre (59m)

Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)

Com a confiança proporcionada por 13 vitórias consecutivas (desde a partida com o Schalke, a 7 de Dezembro) – 16 triunfos, se considerarmos apenas os jogos a nível interno (desde a derrota com o FC Porto, a 7 de Novembro) -, reforçada pela magnífica exibição do último jogo, frente ao Guimarães, o Benfica ver-se-ia de alguma forma surpreendido pelo atrevimento do Stuttgart (que, ao invés, luta desesperadamente por sair dos lugares de despromoção da bundesliga), que não mostrou temor, procurando jogar de igual para igual.

E, quando à passagem dos 20 minutos, a equipa alemã, com um chapéu de belo efeito sobre Roberto, se colocou em vantagem, a dúvida instalou-se na equipa benfiquista; até final da primeira parte, faltaria a tranquilidade necessária para uma reacção apropriada à tendência do jogo e do marcador.

No segundo tempo o Benfica surgiria transfigurado, para muito melhor. Talvez pela mentalização recebida ao intervalo, a equipa readquiriu a confiança, partindo deliberadamente para o ataque, em busca do golo.

Seria porém necessário porfiar bastante, até, por fim, conseguir, primeiro o empate – num excelente remate de meia-distância de Cardozo -, pouco depois a reviravolta no marcador, num magnífico balão de Franco Jara, de longa distância, a embater ainda na barra antes de cair sobre (para além d)a linha de golo, onde Cardozo surgiu a confirmar o golo.

Não faltava já muito tempo para o final do encontro, mas o Benfica criaria ainda diversas ocasiões de perigo, em particular nos minutos derradeiros, inclusivamente já em período de compensação, culminando mais uma boa exibição, e aumentando para 14 o número desta sua extraordinária série de triunfos (com um score global de 40 golos marcados e 7 sofridos).

Do “mal o menos”, a equipa portuguesa parte em vantagem para a segunda mão, onde a chave da eliminatória poderá estar numa atitude que não seja centrada na mera defesa da escassa margem hoje alcançada.

17 Fevereiro, 2011 at 8:32 pm Deixe um comentário

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Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

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