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Liga Europa – 2020-21 – Sorteio da Fase de Grupos
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A primeira jornada disputa-se já no próximo dia 22 de Outubro, estando agendado para 10 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.
A Final da Liga Europa desta temporada disputa-se no “Stadion Energa Gdańsk”, na Polónia, prevista para 26 de Maio de 2021.
Liga Europa – Final – Sevilla-Inter

Na final da Liga Europa, hoje disputada em Colónia (no RheinEnergieStadion), o Sevilla reforçou a sua supremacia nesta competição, na qual tem registado particular domínio, ao vencer por 3-2, frente ao Inter.
A equipa italiana até começou por se colocar em vantagem logo nos minutos iniciais, mas os espanhóis não vacilaram, tendo operado a reviravolta ainda no primeiro tempo. Apesar de o Inter ter restabelecido a igualdade antes do intervalo, o Sevilla chegaria, na fase final do encontro ao golo que lhe garantiu o triunfo.
No Palmarés da prova, após as 11 edições já disputadas sob o formato de “Liga Europa”, é a seguinte a lista de vencedores: Sevilla (2014, 2015, 2016 e 2020), At. Madrid (2010, 2012 e 2018), Chelsea (2013 e 2019), FC Porto (2011) e Manchester United (2017).
Nas 38 edições anteriores (nas temporadas de 1971-72 a 2008-09), com a denominação da Taça UEFA, sagraram-se vencedores: Juventus (1977, 1990 e 1993), Inter (1991, 1994 e 1998) e Liverpool (1973, 1976 e 2001), com três títulos cada; Borussia Mönchengladbach (1975 e 1979), Tottenham (1972 e 1984), Real Madrid (1985 e 1986), Goteborg (1982 e 1987), Parma (1995 e 1999), Feyenoord (1974 e 2002) e Sevilla (2006 e 2007), cada um com dois troféus; PSV Eindhoven (1978), Eintracht Frankfurt (1980), Ipswich Town (1981), Anderlecht (1983), Bayer Leverkusen (1988), Napoli (1989), Ajax (1992), Bayern München (1996), Schalke 04 (1997), Galatasaray (2000), FC Porto (2003), Valencia (2004), CSKA Moscovo (2005), Zenit St. Petersburg (2008) e Shakhtar Donetsk (2009).
Antes disso, criada em 1955, a par com a Taça dos Campeões Europeus, disputou-se, até à época de 1970-71, em 13 edições, a designada Taça das Cidades com Feiras, prova que seria precursora da Taça UEFA, apesar de não ser reconhecida a nível oficial pela UEFA, que teve por vencedores: Barcelona (1958, 1960 e 1966); Valencia (1962 e 1963) e Leeds United (1968 e 1971); Roma (1961), Zaragoza (1964), Ferencvaros (1965), D. Zagreb (1967), Newcastle (1969) e Arsenal (1970).
Num exercício de “consolidação” dos vencedores da competição nas suas três fórmulas/designações, temos os seguintes clubes que conquistaram mais do que um troféu: Sevilla (6); Barcelona, Juventus, Inter, Liverpool, Valencia e At. Madrid (3 cada); Leeds United, Borussia Mönchengladbach, Tottenham, Real Madrid, Goteborg, Parma, Feyenoord, FC Porto e Chelsea (2 cada).
Liga Europa – 1/2 Finais
16.08.2020 – Sevilla – Manchester United – 2-1 (Köln)
17.08.2020 – Inter – Shakhtar Donetsk – 5-0 (Düsseldorf)
Liga Europa – 1/4 de Final
11.08.2020 – Shakhtar Donetsk – Basel – 4-1 (Gelsenkirchen)
10.08.2020 – Manchester United – København – 1-0 (a.p.) (Köln)
10.08.2020 – Inter – Bayer Leverkusen – 2-1 (Düsseldorf)
11.08.2020 – Wolverhampton – Sevilla – 0-1 (Duisburg)
O alinhamento dos jogos das 1/2 finais, previamente sorteado, é o seguinte:
16.08.2020 – Sevilla – Manchester United (Köln)
17.08.2020 – Inter – Shakhtar Donetsk (Düsseldorf)
Liga Europa – 1/8 de Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total København - Istanbul Başakşehir 3-0 0-1 3-1 Wolverhampton - Olympiakos 1-0 1-1 2-1 Bayer Leverkusen - Rangers 1-0 3-1 4-1 Shakhtar Donetsk - Wolfsburg 3-0 2-1 5-1 Inter – Getafe (Gelsenkirchen) 2-0 n.a. 2-0 Sevilla – Roma (Duisburg) 2-0 n.a. 2-0 Basel - E. Frankfurt 1-0 3-0 4-0 Manchester United - LASK Linz 2-1 5-0 7-1
O alinhamento dos jogos dos 1/4 de final, previamente sorteado, é o seguinte:
11.08.2020 – Shakhtar Donetsk – Basel (Gelsenkirchen)
10.08.2020 – Manchester United – København (Köln)
10.08.2020 – Inter – Bayer Leverkusen (Düsseldorf)
11.08.2020 – Wolverhampton – Sevilla (Duisburg)
Liga Europa – Sorteio dos 1/4 de final e das 1/2 finais
Realizou-se também hoje o sorteio dos 1/4 de final e das 1/2 finais da Liga Europa:
1/4 de final
11.08.2020 – Wolfsburg/Shakhtar Donetsk – Eintracht Frankfurt/Basel (Gelsenkirchen)
10.08.2020 – LASK/Manchester United – Istanbul Başakşehir/København (Köln)
10.08.2020 – Inter/Getafe – Rangers/Bayer Leverkusen (Düsseldorf)
11.08.2020 – Olympiakos/Wolverhampton – Sevilla/Roma (Duisburg)
1/2 finais
16.08.2020 – Olympiakos/Wolverhampton ou Sevilla/Roma – LASK/Manchester United ou Istanbul Başakşehir/København (Köln)
17.08.2020 – Inter/Getafe ou Rangers/Bayer Leverkusen – Wolfsburg/Shakhtar Donetsk – Eintracht Frankfurt/Basel (Düsseldorf)
Liga Europa – 1/8 de Final (1.ª mão)
Istanbul Başakşehir – København – 1-0
Olympiakos – Wolverhampton – 1-1
Rangers – Bayer Leverkusen – 1-3
Wolfsburg – Shakhtar Donetsk – 1-2
Inter – Getafe – (Adiado)
Sevilla – Roma – (Adiado)
E. Frankfurt – Basel – 0-3
LASK Linz – Manchester United – 0-5
Liga Europa – Sorteio dos 1/8 de Final
Istanbul Başakşehir – København
Olympiakos – Wolverhampton
Rangers – Bayer Leverkusen
Wolfsburg – Shakhtar Donetsk
Inter – Getafe
Sevilla – Roma
E. Frankfurt/RB Salzburg – Basel
LASK Linz – Manchester United
Os jogos da primeira mão serão disputados a 12 de Março, estando a segunda mão agendada para 19 de Março.
Liga Europa – 1/16 Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Espanyol - Wolverhampton 3-2 0-4 3-6 Istanbul Başakşehir - Sporting 4-1 (a.p.) 1-3 5-4 Ajax - Getafe 2-1 0-2 2-3 FC Porto - Bayer Leverkusen 1-3 1-2 2-5 Celtic - København 1-3 1-1 2-4 Basel - APOEL 1-0 3-0 4-0 Sevilla - CFR Cluj 0-0 1-1 1-1 Arsenal - Olympiakos 1-2 (a.p.) 1-0 2-2 LASK Linz - AZ Alkmaar 2-0 1-1 3-1 Manchester United - Brugge 5-0 1-1 6-1 Inter - Ludogorets 2-1 2-0 4-1 RB Salzburg - E. Frankfurt 2-2 1-4 3-6 Benfica - Shakhtar Donetsk 3-3 1-2 4-5 Malmö - Wolfsburg 0-3 1-2 1-5 Gent - Roma 1-1 0-1 1-2 Sp. Braga - Rangers 0-1 2-3 2-4
Um (inesperado) descalabro total, com as quatro equipas portuguesas a serem eliminadas!
Seguem para os 1/8 de final três clubes da Alemanha; dois da Espanha, Inglaterra e da Itália; e um da Áustria, Dinamarca, Escócia, Grécia, Suíça, Turquia e Ucrânia.
Assinalam-se também as surpreendentes eliminações do Ajax, finalista da Liga Europa em 2017 e semi-finalista da Liga dos Campeões da época passada, e do Arsenal, também finalista na última edição da Liga Europa, duas das equipas que tinham fortes aspirações nesta competição.
Liga Europa – 1/16 de final – Benfica – Shakhtar Donetsk
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Francisco “Chiquinho” Machado (67m – Haris Seferović), Julian Weigl, Adel Taarabt, Rafael “Rafa” Silva, Luís Fernandes “Pizzi” (79m – João Filipe “Jota”) e Dyego Sousa (79m – Carlos Vinícius)
Shakhtar Donetsk – Andriy Pyatov, Domilson dos Santos “Dodô”, Serhiy Kryvtsov, Mykola Matviyenko, Ismaily dos Santos, Marcos Antônio, Taras Stepanenko, Marlos Bonfim (62m – Mateus “Tetê” Martins), Alan Patrick Lourenço (90m – Davit Khocholava), Taison Freda (86m – Yevhen Konoplyanka) e Júnior Moraes
1-0 – Luís Fernandes “Pizzi” – 9m
1-1 – Rúben Dias (p.b.) – 12m
2-1 – Rúben Dias – 36m
3-1 – Rafael “Rafa” Silva – 47m
3-2 – Taras Stepanenko – 49m
3-3 – Alan Patrick Lourenço – 71m
Cartões amarelos – Rafael “Rafa” Silva (50m); Ismaily dos Santos (43m), Taison Freda (83m) e Yevhen Konoplyanka ((87m)
Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)
Frustração e apreensão são as palavras que prevalecem no fim deste jogo, desta eliminatória e de mais uma campanha europeia do Benfica.
Ser eliminado assim – por um adversário supostamente ao alcance, de nível reconhecidamente inferior, e de forma tão prematura (logo no primeiro confronto a eliminar) – custa bastante.
A forma como se consumou o desfecho – depois de, por três vezes, o Benfica ter estado em vantagem na eliminatória (a primeira delas ainda na Ucrânia, aquando do golo do empate), e, de igualmente, ter visto esfumar-se tal posição em menos de cinco minutos, em cada uma dessas três ocasiões -, a par do histórico recente na Europa, suscita dupla inquietude: de forma mais lata, sobre a dificuldade que o clube vem manifestando em se afirmar a este nível competitivo; no imediato, para o que resta desta temporada, e depois de um mês de Fevereiro bastante negativo, se será possível a equipa “regenerar-se” a tempo de conseguir ainda segurar o 1.º lugar no campeonato…
Vindo da Ucrânia com uma desvantagem, mesmo que pela margem mínima, mas, pelo menos, tendo marcado fora, o Benfica sabia que o 1-0 seria suficiente para seguir em frente, mas também estava consciente – o próprio Bruno Lage o reconheceu – dos riscos que a equipa adversária (uma bem trabalhada miscelânea ucraniano-brasileira) apresentava, pelo que, em bom rigor, seria expectável a necessidade de marcar mais do que o tal golo solitário.
E as coisas até começaram da melhor forma, com uma entrada assertiva, com uma equipa a procurar mostrar-se “mandona”, e, melhor que isso, a conseguir resultados práticos ainda não estavam decorridos dez minutos, com o golo de Pizzi, num remate que surpreendeu a defensiva contrária – sendo que, já antes, Taarabt dispusera de oportunidade flagrante para ameaçar a baliza contrária.
Contudo, logo de seguida, começaria a manifestar-se o que, afinal, seria a tónica desta eliminatória: a incapacidade benfiquista em preservar a vantagem. Apenas três minutos volvidos, na primeira descida do Shakhtar, na sequência de um cruzamento perigoso, numa embrulhada na área com Júnior Moraes e Ferro, Rúben Dias acabaria por ser infeliz, com o contacto na bola a provocar que ela se introduzisse na sua própria baliza.
O Benfica acusou o toque, passou por uma fase de alguma instabilidade, que o Shakthar aproveitou para voltar a criar perigo – Ismaiy rematou ao poste -, valendo então, principalmente, as intervenções atentas de Vlachodimos.
Conseguindo serenar, e voltando a assumir a iniciativa do jogo, o Benfica veria os seus esforços recompensados com o segundo golo, com o mesmo Rúben Dias a redimir-se, marcando de novo, desta vez na “baliza certa”, com um excelente cabeceamento, na sequência de um canto. A eliminatória estava empatada.
Até final do primeiro tempo, o Benfica manteria a toada ofensiva, mas Dyego Sousa permitira a defesa a Pyatov, quanto tinha Pizzi na expectativa da assistência.
Após uma boa exibição do conjunto benfiquista, jogando com intensidade, o resultado tangencial ao intervalo era até algo lisonjeiro para a formação ucraniana…
E se o jogo tinha começado sob bons auspícios, seria difícil que a segunda parte tivesse melhor início, com o Benfica a ampliar a vantagem para 3-1, logo ao segundo minuto!
Num atraso mal medido para o guardião, surgiu, muito oportuno, Dyego Sousa, a interceptar a bola, e, tendo perdido o “timing” para visar as redes, teve ainda a lucidez para, num centro atrasado, solicitar o remate fulgurante de Rafa.
Porém, este “desafogo” do Benfica – com a eliminatória então ganha, e quando se esperaria que pudesse continuar a dominar e, porventura, voltar a marcar, um pouco à imagem do jogo precedente, com o Zenit – não duraria outros dois minutos, altura em que sucedeu o momento determinante da partida e, consequentemente, da eliminatória; Vlachodimos ainda começou por sacudir para canto uma bola que levava muito perigo, mas – há sempre um “mas”… -, também na sequência desse lance de bola parada, Stepanenko voltou a colocar a diferença num tangencial 3-2, o que acabaria por ser decisivo.
O Benfica voltava a necessitar marcar – e, bem vistas as coisas, até tinha quase toda a segunda parte para tal -, mas a verdade é que nunca mais conseguiu explanar o futebol que apresentara na metade inicial do encontro, ao mesmo tempo que continuava a denotar intranquilidade no sector defensivo.
A meio desssa etapa complementar, Bruno Lage arriscou, fazendo entrar Seferović – que, de imediato, até teria uma boa ocasião para chegar ao tal ansiado quarto golo, todavia cabeceando ao lado -, e, desta feita, não obstante o Benfica não tenha marcado, bastariam dois minutos para, em mais um de vários contra-ataques rápidos, o Shakhtar marcar o seu terceiro golo, num cruzamento atrasado de Taison, com Alan Patrick a empatar a 3-3, e, virtualmente, a sentenciar o desfecho da eliminatória.
As apostas ofensivas do Benfica para os derradeiros dez minutos seriam já em “desespero de causa” e, como é regra nestas situações, não frutificariam (pese embora Vinícius pudesse ter sido mais feliz). Chegou, aliás, a pairar a eventual ameaça de a turma portuguesa poder mesmo acabar por vir a perder o jogo, o que, a ter ocorrido, seria castigo excessivo. O empate já foi suficientemente amargo…



