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Liga Europa – 1/8 de Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Young Boys - Ajax 0-2 0-3 0-5 Villarreal - D. Kyiv 2-0 2-0 4-0 Shakhtar Donetsk - Roma 1-2 0-3 1-5 Arsenal - Olympiakos 0-1 3-1 3-2 D. Zagreb - Tottenham 3-0 (a.p.) 0-2 3-2 AC Milan - Manchester United 0-1 1-1 1-2 Rangers - Slavia Praha 0-2 1-1 1-3 Molde - Granada 2-1 0-2 2-3
Dois clubes de Inglaterra e Espanha, um de Itália, Holanda, Croácia e R. Checa são os apurados para os 1/4 de final da “Liga Europa”, na sequência de uma eliminatória em que a grande surpresa foi a eliminação do Tottenham, sendo de notar também o afastamento do Rangers e do AC Milan, assim como, por outro lado, dos dois representantes da Ucrânia.
Liga Europa – 1/8 de final (1.ª mão)
Ajax – Young Boys – 3-0
D. Kyiv – Villarreal – 0-2
Roma – Shakhtar Donetsk – 3-0
Olympiakos – Arsenal – 1-3
Tottenham – D. Zagreb – 2-0
Manchester United – AC Milan – 1-1
Slavia Praha – Rangers – 1-1
Granada – Molde – 2-0
Liga Europa – Sorteio dos 1/8 de Final
Ajax – Young Boys
D. Kyiv – Villarreal
Roma – Shakhtar Donetsk
Olympiakos – Arsenal
D. Zagreb – Tottenham
Manchester United – AC Milan
Slavia Praha – Rangers
Granada – Molde
Os jogos da primeira mão serão disputados a 11 de Março, estando a segunda mão agendada para 18 de Março.
Liga Europa – 1/16 Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Tottenham - Wolfsberger 4-0 4-1 8-1 Brugge - D. Kyiv 0-1 1-1 1-2 Manchester United - Real Sociedad 0-0 4-0 4-0 Arsenal - Benfica 3-2 1-1 4-3 AC Milan - Crvena Zvezda 1-1 2-2 3-3 Rangers - Antwerp 5-2 4-3 9-5 Leicester - Slavia Praha 0-2 0-0 0-2 Villarreal - Salzburg 2-1 2-0 4-1 Roma - Sp. Braga 3-1 2-0 5-1 D. Zagreb - Krasnodar 1-0 3-2 4-2 Bayer Leverkusen - Young Boys 0-2 3-4 3-6 Hoffenheim - Molde 0-2 3-3 3-5 Napoli - Granada 2-1 0-2 2-3 Shakhtar Donetsk - Mac. Tel-Aviv 1-0 2-0 3-0 Ajax - Lille 2-1 2-1 4-2 PSV Eindhoven - Olympiakos 2-1 2-4 4-5
Com a eliminação das duas equipas portuguesas, Portugal deixa de ter representação na presente edição da prova, ainda numa fase relativamente prematura da competição (o que sucede também, por exemplo, à Alemanha e à França), sendo de notar, por outro lado, os surpreendentes afastamentos de Leicester, Bayer Leverkusen e Napoli.
Avançam para os 1/8 de final representantes dos seguintes contingentes principais: Inglaterra, com três clubes (Tottenham, Manchester United e Arsenal) e Espanha (Villarreal e Granada), Itália (AC Milan e Roma) e Ucrânia (D. Kyiv e Shakhtar Donetsk), cada um com duas equipas.
Liga Europa – 1/16 de final – Arsenal – Benfica
Estádio Geórgios Κaraïsκáκis, Pireu (Atenas)
Arsenal – Bernd Leno, Héctor Bellerín (77m – Alexandre Lacazette), David Luiz, Gabriel Magalhães, Kieran Tierney, Daniel “Dani” Ceballos (63m – Willian Silva), Granit Xhaka, Martin Ødegaard (90m – Calum Chambers), Emile Smith Rowe (63m – Thomas Partey), Bukayo Saka (90m – Mohamed Elneny) e Pierre-Emerick Aubameyang
Benfica – Helton Leite, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Diogo Gonçalves, Adel Taarabt (58m – Gabriel Pires), Julian Weigl (90m – Gian-Luca Waldschmidt), Alejandro “Álex” Grimaldo (85m – Nuno Tavares), Luís Fernandes “Pizzi” (57m – Everton Soares), Rafael “Rafa” Silva e Haris Seferović (57m – Darwin Nuñez)
1-0 – Pierre-Emerick Aubameyang – 21m
1-1 – Diogo Gonçalves – 43m
1-2 – Rafael “Rafa” Silva – 61m
2-2 – Kieran Tierney – 67m
3-2 – Pierre-Emerick Aubameyang – 87m
Cartão amarelo – Adel Taarabt (5m)
Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)
Entrando em campo, nesta 2.ª mão, em desvantagem na eliminatória, em função do golo sofrido na partida disputada em Roma, na condição de visitado, o Benfica sabia que seria necessário marcar para poder manter aspirações a seguir em frente na competição.
E a verdade é que a equipa surgiu mais desinibida, como a que querer jogar o “jogo pelo jogo”, discutindo com o adversário o controlo do meio-campo, pese embora continuasse a ser notória uma flagrante falta de inteligência emocional no último terço do terreno, perdendo-se a bola com muita facilidade, não conseguindo dar efectiva sequência a qualquer perspectiva de lance ofensivo, falho de definição no momento da transição meio-campo / ataque.
De facto este não foi um jogo bem jogado, de ambas as partes, entre duas equipas em crise. O Arsenal pareceu, de alguma forma, ter subestimado o valor do Benfica, confiando que a vitória não lhe escaparia, actuando sem grande intensidade, dando mesmo a ideia de displicência. Não obstante o predomínio em termos de posse de bola a formação inglesa também não criava situações de perigo, tendo realizado um único remate à baliza nos vinte minutos iniciais.
Até que, na primeira oportunidade, os arsenalistas se colocaram em vantagem no marcador, com Aubameyang, dando a melhor sequência a uma boa assistência de Saka, a isolar-se e a fazer a bola passar por cima do guardião contrário.
O Benfica não se descompôs – o tento sofrido não alterava substancialmente a sua posição, sendo que continuava a necessitar de um golo, agora para igualar a eliminatória – e acabaria por ser feliz, já à beira do intervalo: sem que, até então, tivesse feito algo por isso, aproveitaria um livre directo, a sancionar falta sobre Weigl, à entrada da área, para, com uma soberba execução de Diogo Gonçalves, marcar mesmo, restabelecendo o empate no desafio e na eliminatória.
Mais, a partir daí, era o Arsenal – actuando neste jogo na condição de visitado – a passar a ficar condicionado pela eventualidade de um segundo golo benfiquista, que, a suceder, implicaria a necessidade de os ingleses marcarem mais dois golos…
A toada de jogo não se alteraria substancialmente após a retoma, até que, logo após a passagem do quarto de hora do segundo tempo, o Benfica – até então a revelar eficácia extrema – beneficiaria de um tremendo erro da defensiva contrária, num mau atraso para o guarda-redes, com Rafa a interceptar a bola, a tornear Bernd Leno, e – fugindo ao risco -, praticamente, a entrar com a bola pela baliza dentro!
O Benfica passava a ganhar e, num ápice, parecia agora ter a eliminatória “na mão”, assim conseguisse manter a serenidade. Por coincidência, Jorge Jesus tinha acabado de fazer, menos de cinco minutos antes do segundo tento benfiquista, três substituições, as quais, contudo, não surtiriam efeito para a meia hora final.
A vantagem da turma portuguesa no jogo não duraria mais de seis minutos, tendo sido, desta vez, Tierney a tirar partido das facilidades concedidas pela defesa contrária – com Everton a proporcionar-lhe todo o espaço, para manobrar à vontade -, para igualar o “placard” a duas bolas… o que, não obstante, mantinha o Benfica em vantagem na eliminatória.
Como tantas vezes sucede, começando a sentir-se “acossado”, num instinto de preservação, o Benfica foi recuando no terreno, aproximando-se gradualmente da sua linha de grande área. E, depois de dois momentos de alguma dose de “felicidade”, a equipa portuguesa acabaria por vir a passar por outras duas situações de “infelicidade”.
Primeiro, no que poderia ter sido o “momento do jogo”, com Darwin Nuñez, a surgir desmarcado, na sequência de um lance de transição, mas a desperdiçar o que seria o terceiro golo, que, certamente, teria sentenciado o desfecho da eliminatória a favor do Benfica; o jovem avançado uruguaio, na “Hora H”, no frente-a-frente com um último opositor, atrapalhou-se, acabando por nem rematar em condições, nem cruzar a bola para outros colegas que acompanhavam o lance, também em boa posição.
Por fim, a escassos três minutos do termo do encontro – tendo-se “posto a jeito”, e mesmo que o Arsenal não tivesse sido fortemente ameaçador -, o Benfica viria a sofrer o golo que ditaria a derrota e consequente eliminação. Já em período de compensação, haveria ainda uma oportunidade para o 3-3, que, contudo, não se concretizou.
Depois de ter sido afastado da Liga dos Campeões, ainda numa pré-eliminatória, em Salónica, o Benfica viu fechar-se a sua participação europeia nesta temporada – quedando-se, outra vez, tal como na época passada, pelos 1/16 de final da Liga Europa – em Atenas, guardando, pois, más recordações da Grécia. Pior de tudo: a sensação de que se desperdiçou uma rara ocasião para suplantar um adversário com a nomeada do Arsenal, afinal – na sua condição actual – ao alcance de um Benfica que pudesse também dispor de um pouco mais de auto-confiança.
Liga Europa – 1/16 de final (1.ª mão)
Wolfsberger – Tottenham – 1-4 (1.ª mão em Budapeste)
D. Kyiv – Brugge – 1-1
Real Sociedad – Manchester United – 0-4 (1.ª mão em Turim)
Benfica – Arsenal – 1-1 (1.ª mão em Roma)
Crvena Zvezda – AC Milan – 2-2
Antwerp – Rangers – 3-4
Slavia Praha – Leicester – 0-0
Salzburg – Villarreal – 0-2
Sp. Braga – Roma – 0-2
Krasnodar – D. Zagreb – 2-3
Young Boys – Bayer Leverkusen – 4-3
Molde – Hoffenheim – 3-3 (1.ª mão em Villarreal)
Granada – Napoli – 2-0
Maccabi Tel-Aviv – Shakhtar Donetsk – 0-2
Lille – Ajax – 1-2
Olympiakos – PSV Eindhoven – 4-2
Liga Europa – 1/16 de final – Benfica – Arsenal
Estádio Olímpico de Roma
Benfica – Helton Leite, Lucas Veríssimo (85m – Francisco “Chiquinho” Machado), Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Diogo Gonçalves, Adel Taarabt (77m – Gabriel Pires), Julian Weigl, Luís Fernandes “Pizzi” (63m – Everton Soares), Alejandro “Álex” Grimaldo, Gian-Luca Waldschmidt (45m – Rafael “Rafa” Silva) e Darwin Nuñez (63m – Haris Seferović)
Arsenal – Bernd Leno, Héctor Bellerín, David Luiz, Gabriel Magalhães, Cédric Soares (63m – Kieran Tierney), Martin Ødegaard (90m – Willian Silva), Daniel “Dani” Ceballos (90m – Mohamed Elneny), Granit Xhaka, Bukayo Saka, Pierre-Emerick Aubameyang (77m – Nicolas Pépé) e Emile Smith Rowe (77m – Gabriel Martinelli)
1-0 – Luís Fernandes “Pizzi” (pen.) – 55m
1-1 – Bukayo Saka – 57m
Cartão amarelo – Emile Smith Rowe (54m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Num muito particular contexto pandémico, que originou o agendamento dos jogos envolvendo clubes ingleses para terreno neutro, o Benfica teve de disputar em Roma o encontro que lhe cabia jogar em casa – sendo que a 2.ª mão será jogada em Atenas -, com o ajustamento mental que tal implicará, numa eliminatória em que, ainda assim, subsiste em aplicação a regra geral do desempate com base nos golos marcados “fora de casa”.
Neste âmbito, as duas equipas procuraram adaptar-se, ficando bem patente, desde o começo, que a principal preocupação da equipa portuguesa seria a de procurar manter inviolada a sua baliza, assinalando-se a aposta de Jesus num trio de centrais, coincidindo com a estreia absoluta do reforço de Inverno, Lucas Veríssimo. Mas, efectivamente, nenhuma das equipas se mostrou disposta a arriscar, adoptando atitude conservadora, pese embora o Arsenal tivesse assumido o controlo do jogo, bem expresso pelas estatísticas de “posse de bola” (mais de 70% nessa fase inicial).
Ao longo de toda a primeira parte, em que o Benfica praticamente se limitou a ficar na expectativa, muito recuado, meramente reactivo face à iniciativa contrária, houve apenas uma soberana ocasião de golo a assinalar, logo aos 18 minutos, incrivelmente desperdiçada por Aubameyang – isto já depois de, no minuto precedente, Helton Leite ter saído da sua área para interceptar de cabeça um outro lance ofensivo.
Sem realmente ter feito muito por isso, a turma benfiquista colocar-se-ia em vantagem, aproveitando uma grande penalidade, a sancionar um corte com o braço (na sequência de um “canto curto”), que proporcionou a Pizzi chegar aos sete golos, em outros tantos desafios da Liga Europa na presente temporada. Porém, tal situação não duraria mais de dois minutos, com o Arsenal prontamente a restabelecer a igualdade, beneficiando de um ressalto de bola em Otamendi, com Bukayo Saka a conseguir escapar à marcação dos centrais.
Na última meia hora de jogo o Benfica, porventura a acreditar que poderia discutir o resultado, mostrou-se mais “solto”, conseguindo enfim repartir a posse de bola, pese embora sem criar flagrantes oportunidades, com o momento de maior “frisson” a resultar de um remate de Everton, aos 73 minutos. Ao contrário, seria Aubameyang a falhar novamente, por duas vezes (aos 63 e aos 75 minutos, neste último com oportuna acção de Lucas Veríssimo).
O desfecho desta partida acabaria por revelar-se lisonjeiro para o Benfica, bem melhor que a exibição da equipa, sem “chama”, longe de qualquer rasgo – em paralelo a penalizar a ineficácia inglesa, com o Arsenal, a dada altura, também a parecer satisfeito com o resultado (o qual lhe confere vantagem no tal critério de desempate), mas que adia a decisão da eliminatória para… Atenas.
Liga Europa – Sorteio dos 1/16 de Final
Wolfsberger – Tottenham
D. Kyiv – Brugge
Real Sociedad – Manchester United
Benfica – Arsenal
Crvena Zvezda – AC Milan
Antwerp – Rangers
Slavia Praha – Leicester
RB Salzburg – Villarreal
Sp. Braga – Roma
Krasnodar – D. Zagreb
Young Boys – Bayer Leverkusen
Molde – Hoffenheim
Granada – Napoli
Maccabi Tel-Aviv – Shakhtar Donetsk
Lille – Ajax
Olympiakos – PSV Eindhoven
Os jogos da primeira mão serão disputados a 18 de Fevereiro de 2021, estando a segunda mão agendada para 25 de Fevereiro.
Liga Europa – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo D
Lech Poznań – Rangers – 0-2
Standard Liège – Benfica – 2-2
1º Rangers, 14; 2º Benfica, 12; 3º Standard Liège, 4; 4º Lech Poznań, 3
Grupo G
Leicester – AEK – 2-0
Sp. Braga – Zorya Luhansk – 2-0
1º Leicester, 13; 2º Sp. Braga, 13; 3º Zorya Luhansk, 6; 4º AEK, 3
As equipas da Roma, Young Boys, Arsenal, Molde, Bayer Leverkusen, Slavia Praha, Rangers, Benfica, PSV Eindhoven, Granada, Napoli, Real Sociedad, Leicester, Sp. Braga, AC Milan, Lille, Villarreal, Maccabi Tel-Aviv, Tottenham, Antwerp, D. Zagreb, Wolfsberger, Hoffenheim e Crvena Zvezda apuraram-se para os 1/16 de final.
A estes juntam-se os oito clubes que transitam da Liga dos Campeões: RB Salzburg, Shakhtar Donetsk, Olympiakos, Ajax, Krasnodar, Brugge, D. Kyiv e Manchester United.
Assim, serão os seguintes os contingentes principais, por país: 4 de Inglaterra (Arsenal, Leicester, Tottenham e Manchester United); 3 de Espanha (Granada, Real Sociedad e Villarreal) e Itália (Roma, Napoli e AC Milan); 2 da Alemanha (Bayer Leverkusen e Hoffenheim), Áustria (RB Salzburg e Wolfsberger), Bélgica (Antwerp e Brugge), Países Baixos (PSV Eindhoven e Ajax), Portugal (Benfica e Sp. Braga) e Ucrânia (Shakhtar Donetsk e D. Kyiv).
Liga Europa – 6ª jornada – Standard Liège – Benfica
Standard de Liège – Arnaud Bodart, Laurent Jans, Merveille Bokadi, Konstantinos “Kostas” Laifis, Nicolas Gavory, Gojko Cimirot, Samuel Bastien, Nicolas Raskin (80m – Joachim Carcela-Gonzalez), Eden Shamir (59m – Collins Fai), Michel-Ange Balikwisha (59m – Jackson Muleka) e Abdoul-Fessal Tapsoba (72m – Obbi Oularé)
Benfica – Helton Leite, João Ferreira, Jan Vertonghen, Jardel Vieira, Nuno Tavares (80m – Franco Cervi), Julian Weigl (80m – Gabriel Pires), Pedro “Pedrinho” da Silva (64m – Rafael “Rafa” Silva), Adel Taarabt (83m – Haris Seferović), Everton Soares, Gian-Luca Waldschmidt (64m – Luís Fernandes “Pizzi”) e Darwin Núñez
1-0 – Nicolas Raskin – 12m
1-1 – Everton Soares – 16m
2-1 – Abdoul Tapsoba – 60m
2-2 – Luís Fernandes “Pizzi” (pen.) – 67m
Cartões amarelos – Gojko Cimirot (65m); João Ferreira (53m) e Franco Cervi (90m)
Árbitro – Aleksei Kulbakov (Bielorrússia)
Seria pouco crível que o Rangers não ganhasse na Polónia e pudesse deixar escapar a liderança do grupo. Tal não invalida a sensação de alguma frustração decorrente do facto de o Benfica nem a sua parte ter cumprido, não conseguindo vencer em Liège, no termo de uma sofrível campanha, em que é magra a consolação de – perante opositores de fraco nível – ter mantido a invencibilidade nesta fase (num grupo em que seria talvez exigível obter, pelo menos, cinco vitórias e um empate – em Glasgow).
Evidenciando de forma declarada que este jogo não constituía uma prioridade, Jesus fez alinhar um “onze” inicial em que mais de metade dos habituais titulares ficou “em repouso” – o que é tão mais difícil de compreender quando, perante as fragilidades defensivas que têm sido constantes, improvisou uma defesa com quatro “reservistas” (incluindo o guardião). Os sinais transmitidos pela “liderança” acabam, inevitavelmente, por se fazer sentir dentro de campo…
E, contudo, há que sublinhar que a equipa benfiquista até entrou em jogo com uma atitude muito positiva, assumindo a iniciativa, aparentemente apostada em resolver rapidamente a contenda a seu favor, só que, esta noite, os avançados estiveram tão desinspirados quanto costumam estar os defesas, e foram desperdiçando sucessivas oportunidades de golo. Apenas no primeiro quarto de hora foram, pelo menos, três. Ao contrário, o Standard, na primeira investida à zona defensiva contrária marcou, aproveitando as tais facilidades…
O Benfica não se descompôs e Darwin rematou, de ângulo muito apertado, ao poste, no minuto imediato; bastariam mais três minutos para chegar ao golo, restabelecendo a igualdade, curiosamente numa cabeçada pouco ortodoxa de Everton, com a bola a ser impelida para o relvado, ressaltando para o fundo das redes, sem hipótese de defesa para Bodart.
A equipa portuguesa prosseguiu o controlo do jogo até próximo da meia hora, fase a partir da qual a turma belga começou a libertar-se mais, pese embora actuasse de forma bastante “caótica” nas saídas para o meio-campo adversário, permitindo diversas situações de “contra-golpe”, nunca aproveitadas.
No início da segunda parte, o Benfica perdera já o domínio, pelo que acabaria por não surpreender novo tento do Standard, após uma perda de bola de Taarabt, com Tapsosa, muito expedito, a rematar de longe, tendo a felicidade de a bola embater ainda em Vertonghen, traindo Helton Leite.
Só então surgiu a ordem do banco para entrarem em campo reforços (Rafa e Pizzi), que prontamente imprimiram maior ritmo ao jogo, forçando o erro do adversário, beneficiando ainda da “colaboração” do árbitro, a assinalar grande penalidade, num lance em que o defesa da formação belga pouco mais fez do que colocar os braços em torno do adversário, praticamente sem contacto, para repor o empate. Foi o sexto golo de Pizzi nestes seis jogos da fase de grupos da Liga Europa (apenas não marcou na Luz, ante o Rangers – jogo em que fora substituído logo aos 21 minutos, devido à expulsão de Otamendi – tendo bisado no jogo em casa ante este mesmo Standard de Liège).
O Benfica voltou a forçar no quarto de hora final, não conseguindo, porém, finalizar nenhuma de várias ocasiões de perigo criadas, em especial já nos derradeiros minutos, pelo que o resultado não se alteraria.
Em função do 2.º lugar averbado, o Benfica irá a sorteio com a condicionante de não ser “cabeça-de-série”, à mercê da possibilidade de se lhe poder deparar no caminho, logo nos 1/16 de final, um opositor do calibre de Manchester United, Arsenal, Tottenham, Leicester, AC Milan, Napoli, Roma, Bayer Leverkusen, Villarreal, Shakhtar Donetsk ou Ajax. Restando, pois, poucas alternativas “mais acessíveis”, talvez restringidas a Hoffenheim, Brugge, D. Zagreb e PSV Eindhoven.



