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A SORTE PROCURA-SE…
José Mourinho é um homem que “respira” futebol.
As suas equipas revelam um profundo, intenso e rigoroso “trabalho de casa”.
Em termos motivacionais e de liderança de um grupo de trabalho, Mourinho é um verdadeiro mestre.
Hoje, frente ao poderosíssimo Barcelona – que dominou praticamente todo o jogo, à parte 12 minutos à deriva (entre os 8 e os 20 minutos – período que o Chelsea aproveitou para marcar 3 golos!) – Mourinho (a sua equipa) teve bastante “sorte”.
Um grau de eficácia absolutamente incomum (4 golos em 6 oportunidades) fazem o Chelsea “sonhar” com tudo.
Nenhuma equipa do mundo pode garantir que pode ser Campeã Europeia, mas, com o nível de trabalho, motivação… e felicidade de Mourinho, todos os sonhos são legítimos.
Mourinho enfrentou e venceu hoje o seu maior desafio de sempre: eliminar “este” Barcelona, com 4-2 (depois do 1-2 de Barcelona), é tarefa que não estaria, provavelmente, ao alcance de mais nenhuma equipa do mundo!
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FC PORTO BI-CAMPEÃO EUROPEU
Uma final é sempre um jogo .muito especial.; as equipas transfiguram-se e dificilmente conseguem explanar o seu jogo habitual. Inevitavelmente, a tensão sobrepõe-se. O FC Porto não conseguiu .jogar o seu jogo., mas controlou, dominou e venceu.
E, mais uma vez, impressiona a naturalidade com que o FC Porto vence os jogos; esta final .não podia. ter outro vencedor!
Parabéns ao FC Porto e a Mourinho, o maior obreiro desta vitória, que concretizou o seu sonho; é dele o trabalho de construir esta equipa, a mais sólida e solidária da Europa.
Vitor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Deco, Pedro Mendes, Maniche, Carlos Alberto, Derlei, Alenitchev, McCarthy e Pedro Emanuel entram na história do futebol português, com o FC Porto a sagrar-se bi-Campeão Europeu.
Sem querer apropriar-me do que pertence aos portistas, saboreemos todos um pouco desta vitória que é igualmente de Portugal, com 9 jogadores portugueses (Deco incluído) no .onze. inicial . no quarto título máximo de clubes da Europa para Portugal.
Aqui fica um breve .filme do jogo.:
(mais…)
UMA "EQUIPA"…
… Confiante.
… Personalizada.
… Solidária.
… Serena.
… Compacta.
… Tranquila.
… Dominadora.
… Sóbria (sem necessidade de ser Exuberante).
… Sólida.
… “Ultra-competitiva”.
… (naturalmente) Vitoriosa. “Tão natural como beber um copo de água”.
Numa palavra, uma EQUIPA!
Parabéns FC Porto.
P. S. Há cerca de duas semanas escrevera que tinha duas “certezas” e duas “convicções”: (i) que o jogo da 2ª mão seria (muito) melhor; foi bastante melhor; (ii) que o árbitro dirigiria (muito) melhor o jogo; Collina foi “infinitamente” melhor (ao nível do que é o melhor árbitro do mundo); (iii) que o jogo da 2ª mão teria (muito provavelmente) golos; foi só um… e (iv) que acreditava no FC Porto; obviamente, ficou demonstrado que tinha(mos) todas as razões para acreditar!
P. S. 2 – Em Setúbal, há um homem bom com toda a razão para se sentir o “pai mais orgulhoso do mundo”: chama-se Félix Mourinho e eu gostava muito que ele tivesse a maior alegria da sua vida no final do jogo de Gelsenkirchen.
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ACREDITAR…
Sobre o FC Porto – D. Coruña, duas “certezas”, duas “convicções”, uma interrogação, uma constatação e uma exclamação:
1ª “certeza” – O jogo da 2ª mão será (muito) melhor que o de hoje.
2ª “certeza” – O árbitro da 2ª mão dirigirá (muito) melhor o jogo que o de hoje.
1ª “convicção” – O jogo da 2ª mão terá (muito provavelmente) golos.
Interrogação – Como é possível que, em consciência, o trio de arbitragem – no final do jogo – se cumprimente efusivamente (como aconteceu hoje), em sinal de quem sente o “dever cumprido”?
Constatação – É que, se realmente o árbitro e os seus assistentes chegam ao fim deste jogo com a consciência de que fizeram um bom trabalho é porque, de facto, se torna urgente que a FIFA e a UEFA adoptem medidas (“tecnológicas”) que auxiliem os árbitros e que permitam evitar erros “crassos”. Os jogos a este nível são de tal forma competitivos, que os árbitros (como seres humanos com limitações) não terão capacidade para julgar com rigor e verdade tudo o que se passa; ao mesmo tempo que, neles se “jogando tanto”, não podem os clubes ficar à mercê de um dia mais ou menos “inspirado” dos árbitros. Não devíamos falar tanto dos árbitros, mas, provavelmente, eles precisarão mesmo de apoio na sua complexa e exigente missão.
Exclamação – Maniche “merecia” aquele golo!
2ª “convicção” – Acredito no FC Porto!
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48′ E 15”… OU A MAGIA DO FUTEBOL
Decorria o 48º minuto (!) do “Telejornal” da TVI, quando Miguel Sousa Tavares colocou ponto final no primeiro tema do dia: “A Europa sabe lá quem é Valentim Loureiro!…”
… 15 segundos foi o tempo que Nonda (avançado do Monaco) necessitou para, entrando em campo aos 83 minutos, tocar pela primeira vez na bola, e marcar o 3º golo da sua equipa que – mesmo jogando meia hora com apenas 10 jogadores – conseguiu passar o resultado de 1-1 para 3-1, no jogo Monaco-Chelsea das 1/2 finais da Liga dos Campeões Europeus, entrando na “rota da Final”, assim fazendo reviver a magia do futebol… que já experimentara na eliminatória anterior, ao eliminar o “todo poderoso” Real Madrid.
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“A MAGIA DO FUTEBOL OU O SONHO DE MOURINHO”
A “magia do futebol” é o que permite que o Coruña, necessitando de marcar 3 golos a um “avisado” Milan, o tenha conseguido em menos de 45 minutos.
E o “sonho de Mourinho” começa a estar mesmo “aqui à mão”!
FC PORTO VENCE MANCHESTER UNITED
Três palavras: Justiça; Estrelinha; Campeão!
Não foi um jogo bonito, mas, no conjunto das duas partidas, fez-se justiça: o FC Porto jogou mais, foi superior e mereceu inteiramente a vitória na eliminatória.
A estrelinha de marcar o golo do empate no último minuto da eliminatória, quando já poucos acreditariam (o Manchester não se pode queixar… já ganhou uma Liga dos Campeões com dois golos nos “descontos”!).
O FC Porto (vencedor da Taça UEFA, é conveniente recordá-lo…) vai fazendo o seu caminho, até à final, até ser… campeão (!?).
Esta vitória perante o clube mais rico do mundo faz-me recordar outras duas eliminatórias: uma, em 1985, quando o FC Porto, a caminho da final da Taça das Taças eliminou o Aberdeen (um golo de Vermelhinho…), então a melhor equipa da Europa; a outra, logo em 1987, em Kiev, dias após o desastre de Tchernobyl, frente ao D. Kiev (também, na época, a equipa mais poderosa da Europa), abrindo portas à conquista da Taça dos Campeões Europeus e ao título de Campeão do Mundo.
Esta exuberância toda (de um benfiquista) parece-me justificada – normalmente, serão precisos muitos anos para que uma equipa portuguesa volte a eliminar – em Old Trafford – o Manchester United!
E, paradoxalmente, este FC Porto faz lembrar o Benfica dos anos 60 ou o de Eriksson (de 1983/84), quando transmitia a confiança de ser capaz de vencer qualquer adversário!
Parabéns FC Porto! Gostava de “tirar o meu chapéu” a José Mourinho (um verdadeiro líder de homens), mas gostaria de o fazer com (“o arrogante”) Mourinho como campeão europeu.
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1961 – BENFICA EUROPEU
“O Benfica conquista, em Berna, a Taça dos Campeões Europeus de Futebol, batendo o Barcelona por 3-2. No ano seguinte, repete a façanha em Amesterdão, ao vencer o Real Madrid por 5-3”.
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