Sobre o FC Porto – D. Coruña, duas “certezas”, duas “convicções”, uma interrogação, uma constatação e uma exclamação:
1ª “certeza” – O jogo da 2ª mão será (muito) melhor que o de hoje.
2ª “certeza” – O árbitro da 2ª mão dirigirá (muito) melhor o jogo que o de hoje.
1ª “convicção” – O jogo da 2ª mão terá (muito provavelmente) golos.
Interrogação – Como é possível que, em consciência, o trio de arbitragem – no final do jogo – se cumprimente efusivamente (como aconteceu hoje), em sinal de quem sente o “dever cumprido”?
Constatação – É que, se realmente o árbitro e os seus assistentes chegam ao fim deste jogo com a consciência de que fizeram um bom trabalho é porque, de facto, se torna urgente que a FIFA e a UEFA adoptem medidas (“tecnológicas”) que auxiliem os árbitros e que permitam evitar erros “crassos”. Os jogos a este nível são de tal forma competitivos, que os árbitros (como seres humanos com limitações) não terão capacidade para julgar com rigor e verdade tudo o que se passa; ao mesmo tempo que, neles se “jogando tanto”, não podem os clubes ficar à mercê de um dia mais ou menos “inspirado” dos árbitros. Não devíamos falar tanto dos árbitros, mas, provavelmente, eles precisarão mesmo de apoio na sua complexa e exigente missão.
Decorria o 48º minuto (!) do “Telejornal” da TVI, quando Miguel Sousa Tavares colocou ponto final no primeiro tema do dia: “A Europa sabe lá quem é Valentim Loureiro!…”
… 15 segundos foi o tempo que Nonda (avançado do Monaco) necessitou para, entrando em campo aos 83 minutos, tocar pela primeira vez na bola, e marcar o 3º golo da sua equipa que – mesmo jogando meia hora com apenas 10 jogadores – conseguiu passar o resultado de 1-1 para 3-1, no jogo Monaco-Chelsea das 1/2 finais da Liga dos Campeões Europeus, entrando na “rota da Final”, assim fazendo reviver a magia do futebol… que já experimentara na eliminatória anterior, ao eliminar o “todo poderoso” Real Madrid.
A “magia do futebol” é o que permite que o Coruña, necessitando de marcar 3 golos a um “avisado” Milan, o tenha conseguido em menos de 45 minutos.
E o “sonho de Mourinho” começa a estar mesmo “aqui à mão”!
Não foi um jogo bonito, mas, no conjunto das duas partidas, fez-se justiça: o FC Porto jogou mais, foi superior e mereceu inteiramente a vitória na eliminatória.
A estrelinha de marcar o golo do empate no último minuto da eliminatória, quando já poucos acreditariam (o Manchester não se pode queixar… já ganhou uma Liga dos Campeões com dois golos nos “descontos”!).
O FC Porto (vencedor da Taça UEFA, é conveniente recordá-lo…) vai fazendo o seu caminho, até à final, até ser… campeão (!?).
Esta vitória perante o clube mais rico do mundo faz-me recordar outras duas eliminatórias: uma, em 1985, quando o FC Porto, a caminho da final da Taça das Taças eliminou o Aberdeen (um golo de Vermelhinho…), então a melhor equipa da Europa; a outra, logo em 1987, em Kiev, dias após o desastre de Tchernobyl, frente ao D. Kiev (também, na época, a equipa mais poderosa da Europa), abrindo portas à conquista da Taça dos Campeões Europeus e ao título de Campeão do Mundo.
Esta exuberância toda (de um benfiquista) parece-me justificada – normalmente, serão precisos muitos anos para que uma equipa portuguesa volte a eliminar – em Old Trafford – o Manchester United!
E, paradoxalmente, este FC Porto faz lembrar o Benfica dos anos 60 ou o de Eriksson (de 1983/84), quando transmitia a confiança de ser capaz de vencer qualquer adversário!
Parabéns FC Porto! Gostava de “tirar o meu chapéu” a José Mourinho (um verdadeiro líder de homens), mas gostaria de o fazer com (“o arrogante”) Mourinho como campeão europeu.
“O Benfica conquista, em Berna, a Taça dos Campeões Europeus de Futebol, batendo o Barcelona por 3-2. No ano seguinte, repete a façanha em Amesterdão, ao vencer o Real Madrid por 5-3”.
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