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Liga dos Campeões – 1/2 Finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total At. Madrid - Real Madrid 2-1 0-3 2-4 Juventus - Monaco 2-1 2-0 4-1
Real Madrid e Juventus garantiram o apuramento para a Final, fase que a equipa espanhola atinge pela terceira vez nas últimas quatro épocas, enquanto os italianos repetem a presença de há duas temporadas.
Nos jogos da 2.ª mão, a Juventus rapidamente confirmou a qualificação, com dois tentos, ampliando a vantagem já adquirida no Mónaco, não tendo os monegascos conseguido melhor que apontar o golo de honra.
Hoje, o Atlético Madrid, com dois golos de “rajada”, aos 12 e aos 16 minutos, ainda chegou a dar a sensação de poder discutir a eliminatória frente ao Real Madrid, mas tinha sempre, sobre si, qual “espada de Dâmocles”, a eventualidade de sofrer um golo que sentenciaria as suas esperanças, o que acabaria por vir a consumar-se, praticamente a concluir a primeira parte.
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (1ª mão)
Real Madrid – At. Madrid – 3-0
Monaco – Juventus – 0-2
Com uma exibição soberba de um Cristiano Ronaldo em toda a sua pujança física, autor de um “hat-trick” (que soma aos cinco golos apontados nos 1/4 de final, ante o Bayern), o Real Madrid perfila-se para a sua terceira final nos últimos quatro anos, onde, muito provavelmente, terá por opositor a Juventus (finalista em 2015, então batida pelo Barcelona).
Liga dos Campeões – Sorteio das 1/2 Finais
Real Madrid – At. Madrid
Monaco – Juventus
Os jogos da primeira mão serão disputados nos próximos dias 2 e 3 de Maio de 2017. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 9 e 10 de Maio.
Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Leicester - At. Madrid 1-1 0-1 1-2 Monaco – B. Dortmund 3-1 3-2 6-3 Real Madrid - Bayern 4-2 (a.p.) 2-1 6-3 Barcelona - Juventus 0-0 0-3 0-3
Uma espécie de “Taça Latina” (infelizmente sem qualquer representante português) é o programa que teremos nas meias-finais da Liga dos Campeões desta temporada, com as duas equipas de Madrid acompanhadas pelo campeão de Itália e pelo Monaco.
Depois da épica “remontada” dos 1/4 de final, o Barcelona não teve, desta feita, capacidade para recuperar da pesada derrota sofrida em Turim. Por seu lado, o Real Madrid teve de sofrer bastante, vendo-se em desvantagem no final dos 90 minutos, apenas conseguindo confirmar o apuramento já no prolongamento, beneficiando de alguns erros crassos de arbitragem, que expulsou o chileno Arturo Vidal (Bayern), ao mesmo tempo que perdoava a expulsão a Casemiro, tendo ainda dois dos golos do Real (segundo e terceiro) sido obtidos em posição irregular.
Menção particular a dois portugueses: Cristiano Ronaldo, que, com um “hat-trick” (a somar aos dois tentos já apontados em Munique) alcança a marca dos 100 golos na “Champions League” (para além de um outro na fase de qualificação, ainda ao serviço do Manchester United), totalizando já 103 golos nas competições europeias (incluindo dois na Supertaça), sendo o primeiro jogador de sempre a atingir estas três marcas; também Leonardo Jardim se vai afirmando como um dos melhores treinadores do mundo, com o Monaco a evidenciar soberba capacidade ofensiva.
Liga dos Campeões – 1/4 Final (1ª mão)
At. Madrid – Leicester – 1-0
B. Dortmund – Monaco – 2-3
Bayern – Real Madrid – 1-2
Juventus – Barcelona – 3-0
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/4 de Final
At. Madrid – Leicester
B. Dortmund – Monaco
Bayern – Real Madrid
Juventus – Barcelona
Os jogos da primeira mão serão disputados a 11 e 12 de Abril de 2017. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 18 e 19 de Abril.
Liga dos Campeões – 1/8 Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Monaco - Manchester City 3-1 3-5 6-6 Napoli - Real Madrid 1-3 1-3 2-6 B. Dortmund - Benfica 4-0 0-1 4-1 Arsenal - Bayern 1-5 1-5 2-10 Juventus - FC Porto 1-0 2-0 3-0 At. Madrid - B. Leverkusen 0-0 4-2 4-2 Barcelona - Paris St.-Germain 6-1 0-4 6-5 Leicester - Sevilla 2-0 1-2 3-2
O grande destaque desta eliminatória vai para a sensacional recuperação do Barcelona, culminada com três golos apontados depois dos 87 minutos da 2.ª mão, após o PSG ter reduzido para 1-3, parecendo ter então sentenciado o desfecho da eliminatória.
Realce ainda para a excelente campanha do Monaco, treinado por Leonardo Jardim, que, tendo sido infeliz na 1.ª mão, teve ainda a capacidade de reagir de forma cabal, impondo-se categoricamente à formação de Pep Guardiola.
Também o Bayern eliminou outra equipa inglesa, o Arsenal, com um duplo 5-1, de que resulta um humilhante desfecho global de 10-2!
Tal como a Inglaterra – que, ainda assim, subsiste representada pelo Campeão, Leicester – também Portugal viu os seus dois clubes ficarem pelo caminho.
Nos 1/4 de final teremos portanto um contingente de 3 clubes espanhóis (o Sevilla foi eliminado, depois de ter triunfado nas três últimas edições da Liga Europa), 2 da Alemanha, sendo os restantes de França, Itália e Inglaterra.
Liga dos Campeões – 1/8 final (2.ª mão) – B. Dortmund – Benfica
B. Dortmund – Roman Bürki, Łukasz Piszczek, Sokratis Papastathopoulos (88m – Matthias Ginter), Marc Bartra, Erik Durm, Julian Weigl, Gonzalo Castro, Marcel Schmelzer, Ousmane Dembélé (81m – Shinji Kagawa), Christian Pulišić e Pierre-Emerick Aubameyang (86m – André Schürrle)
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Eliseu, André Almeida, Andreas Samaris (74m – Andrija Živković), Pizzi, Eduardo Salvio (64m – Jonas), Franco Cervi (82m – Raúl Jiménez) e Kostas Mitroglou
1-0 – Pierre-Emerick Aubameyang – 4m
2-0 – Christian Pulišić – 59m
3-0 – Pierre-Emerick Aubameyang – 61m
4-0 – Pierre-Emerick Aubameyang – 85m
Cartões amarelos – Gonzalo Castro (31m), Ousmane Dembélé (38m) e Łukasz Piszczek (65m); Andreas Samaris (33m)
Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)
O “sonho” começou a esfumar-se bem cedo, logo aos 4 minutos, quando o Borussia Dortmund, na primeira investida perigosa, igualou a eliminatória, na sequência de um pontapé de canto.
A equipa portuguesa, submetida a intensa pressão, manteria, a custo, a desvantagem mínima, que lhe poderia ainda, em caso de conseguir chegar ao golo, fazer reverter a seu favor o desfecho deste confronto.
E, tendo conseguido ensaiar alguns lances de contra-ataque, o golo até poderia ter surgido, logo a abrir a segunda metade do encontro, quando um remate de Cervi foi bloqueado por Piszczek.
Porém, à passagem da hora de jogo, dois golos de “rajada” da formação alemã sentenciariam a eliminatória, a aproveitar da melhor forma as desatenções da defensiva benfiquista.
Já “entregue”, a equipa do Benfica não evitaria o “hat-trick” de Aubameyang, a “desforrar-se” da inoperância que denotara no Estádio da Luz, consumando a goleada, um resultado pesado para a turma portuguesa, mas com um vencedor incontestado.
Liga dos Campeões – 1/8 de Final (1.ª mão)
21.02.2017 – Manchester City – Monaco – 5-3
15.02.2017 – Real Madrid – Napoli – 3-1
14.02.2017 – Benfica – B. Dortmund – 1-0
15.02.2017 – Bayern – Arsenal – 5-1
22.02.2017 – FC Porto – Juventus – 0-2
21.02.2017 – B. Leverkusen – At. Madrid – 2-4
14.02.2017 – Paris St.-Germain – Barcelona – 4-0
22.02.2017 – Sevilla – Leicester – 2-1
Liga dos Campeões – 1/8 final (1.ª mão) – Benfica – B. Dortmund
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Eliseu, Eduardo Salvio, Pizzi, Ljubomir Fejsa, André Carrillo (45m – Filipe Augusto), Rafa Silva (67m – Franco Cervi) e Kostas Mitroglou (75m – Raúl Jiménez)
B. Dortmund – Roman Bürki, Łukasz Piszczek, Sokratis Papastathopoulos, Marc Bartra, Marcel Schmelzer, Erik Durm, Ousmane Dembélé, Julian Weigl, Raphaël Guerreiro (82m – Gonzalo Castro), Marco Reus (82m – Christian Pulišić) e Pierre-Emerick Aubameyang (62m – André Schürrle)
1-0 – Kostas Mitroglou – 48m
Cartões amarelos – Ljubomir Fejsa (63m); Marcel Schmelzer (74m), Christian Pulišić (85m) e Marc Bartra (90m)
Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)
Foi uma vitória (muito) feliz a do Benfica…
Assim o dizem, friamente, os números: 35%/65% em termos de posse de bola, 4-14 em remates, 1(!)-4 em remates à baliza, 3-10 em cantos; todos os dados em favor da formação germânica.
Mas, para além da absoluta eficácia concretizadora do Benfica, marcando o golo no seu único remate enquadrado com a baliza, fica também o registo do extraordinário desperdício do Borussia, que dispôs de diversas oportunidades de perigo / ocasiões de golo, de que se destacam:
- aos 11 minutos (na primeira de quatro perdidas de Aubameyang, isolado frente a Ederson, a rematar por cima);
- aos 24 minutos, com Lindelöf, “in-extremis”, a bloquear um remate de Dembélé;
- aos 39 minutos, novamente Aubameyang, a chegar atrasado a um passe de Raphaël Guerreiro, já com Ederson fora da baliza;
- já no segundo tempo, e depois do golo benfiquista, num período de extrema pressão alemã, aos 52, 54 (outra vez Aubameyang, na cara de Ederson, de novo por cima), 56 e 58 minutos (com Aubameyang a permitir a Ederson a defesa de uma grande penalidade, na sequência de um remate para o centro da baliza);
- aos 84 minutos, mais uma fantástica intervenção do guardião benfiquista, com magníficos reflexos, a negar o golo a Pulišić, após traiçoeiro desvio da bola em Raúl Jiménez.
No jogo n.º 500 de Luisão, a defesa do Benfica teve de evidenciar grande solidariedade, mas, acima, de tudo, contar com uma inspiradíssima exibição do guarda-redes brasileiro, para manter a sua baliza inviolada.
Com um Benfica excessivamente cauteloso e a denotar bastante passividade, acantonado no seu meio-campo, concedendo a iniciativa ao adversário, a primeira parte fora já de intenso sufoco, dada a dinâmica e intensidade de jogo do Borussia Dortmund, com Rui Vitória a ansiar pelo intervalo, como que um “time-out”, para rever posicionamentos e a organização táctica, dada a incapacidade revelada pela sua equipa em, sequer, sair para o contra-ataque.
Para a segunda metade, a troca de André Carrillo por Filipe Augusto, permitiria reforçar o segmento defensivo da equipa, com o brasileiro a apoiar Fejsa, possibilitando paralelamente alguma libertação a Pizzi, do que resultariam, ainda nessa fase inicial, dois cantos, após combinação com Salvio. No segundo deles, logo ao terceiro minuto, ao cruzamento de Pizzi, surgiria Luisão a desviar a bola de cabeça, com Mitroglou, em esforço, a conseguir fazer anichar o esférico nas malhas da baliza alemã.
Vendo-se em desvantagem, o Borussia intensificaria então ainda mais o seu “pressing”, encostando, nos dez minutos seguintes, o Benfica “às cordas”. Não obstante, após a sucessão de oportunidades desperdiçadas, culminando com a falha da grande penalidade, a moral benfiquista cresceu, enquanto, em paralelo, e à medida que o tempo ia correndo, os alemães começariam a descrer e, inevitavelmente, a baixar o ritmo.
A saída de Aubameyang era o reconhecimento de uma noite de incapacidade total, mas as substituições operadas pelo técnico alemão, Thomas Tuchel, acabariam mesmo por não resultar.
É bem evidente que o resultado não traduz, “com justiça”, o que se passou em campo durante os 90 minutos, nesta que foi a 400.ª partida disputada pelo Benfica em competições europeias (tendo em conta que, na época de 1987-88, foi suspenso o jogo da 2.ª mão ante o Partizan de Tirana) – e que a vitória resulta da conjugação de uma grande felicidade, com uma soberba actuação de Ederson, e, sobretudo, com a extrema ineficácia alemã -, mas, perante o notório desnível de argumentos entre ambas as equipas, poderia o Benfica ter tido sucesso com outro tipo de abordagem ao jogo?
O jogo da 2.ª mão terá decerto outra história, mas, entrando no Westfalenstadion em vantagem, sem ter sofrido golos no seu reduto, o Benfica poderá, com uma exibição muito concentrada e com o reforço dos níveis de confiança, e algum necessário atrevimento, que lhe possa proporcionar marcar em terreno alheio, sonhar com o “milagre”…



