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Liga dos Campeões – 1/8 Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Monaco - Manchester City 3-1 3-5 6-6 Napoli - Real Madrid 1-3 1-3 2-6 B. Dortmund - Benfica 4-0 0-1 4-1 Arsenal - Bayern 1-5 1-5 2-10 Juventus - FC Porto 1-0 2-0 3-0 At. Madrid - B. Leverkusen 0-0 4-2 4-2 Barcelona - Paris St.-Germain 6-1 0-4 6-5 Leicester - Sevilla 2-0 1-2 3-2
O grande destaque desta eliminatória vai para a sensacional recuperação do Barcelona, culminada com três golos apontados depois dos 87 minutos da 2.ª mão, após o PSG ter reduzido para 1-3, parecendo ter então sentenciado o desfecho da eliminatória.
Realce ainda para a excelente campanha do Monaco, treinado por Leonardo Jardim, que, tendo sido infeliz na 1.ª mão, teve ainda a capacidade de reagir de forma cabal, impondo-se categoricamente à formação de Pep Guardiola.
Também o Bayern eliminou outra equipa inglesa, o Arsenal, com um duplo 5-1, de que resulta um humilhante desfecho global de 10-2!
Tal como a Inglaterra – que, ainda assim, subsiste representada pelo Campeão, Leicester – também Portugal viu os seus dois clubes ficarem pelo caminho.
Nos 1/4 de final teremos portanto um contingente de 3 clubes espanhóis (o Sevilla foi eliminado, depois de ter triunfado nas três últimas edições da Liga Europa), 2 da Alemanha, sendo os restantes de França, Itália e Inglaterra.
Liga dos Campeões – 1/8 final (2.ª mão) – B. Dortmund – Benfica
B. Dortmund – Roman Bürki, Łukasz Piszczek, Sokratis Papastathopoulos (88m – Matthias Ginter), Marc Bartra, Erik Durm, Julian Weigl, Gonzalo Castro, Marcel Schmelzer, Ousmane Dembélé (81m – Shinji Kagawa), Christian Pulišić e Pierre-Emerick Aubameyang (86m – André Schürrle)
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Eliseu, André Almeida, Andreas Samaris (74m – Andrija Živković), Pizzi, Eduardo Salvio (64m – Jonas), Franco Cervi (82m – Raúl Jiménez) e Kostas Mitroglou
1-0 – Pierre-Emerick Aubameyang – 4m
2-0 – Christian Pulišić – 59m
3-0 – Pierre-Emerick Aubameyang – 61m
4-0 – Pierre-Emerick Aubameyang – 85m
Cartões amarelos – Gonzalo Castro (31m), Ousmane Dembélé (38m) e Łukasz Piszczek (65m); Andreas Samaris (33m)
Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)
O “sonho” começou a esfumar-se bem cedo, logo aos 4 minutos, quando o Borussia Dortmund, na primeira investida perigosa, igualou a eliminatória, na sequência de um pontapé de canto.
A equipa portuguesa, submetida a intensa pressão, manteria, a custo, a desvantagem mínima, que lhe poderia ainda, em caso de conseguir chegar ao golo, fazer reverter a seu favor o desfecho deste confronto.
E, tendo conseguido ensaiar alguns lances de contra-ataque, o golo até poderia ter surgido, logo a abrir a segunda metade do encontro, quando um remate de Cervi foi bloqueado por Piszczek.
Porém, à passagem da hora de jogo, dois golos de “rajada” da formação alemã sentenciariam a eliminatória, a aproveitar da melhor forma as desatenções da defensiva benfiquista.
Já “entregue”, a equipa do Benfica não evitaria o “hat-trick” de Aubameyang, a “desforrar-se” da inoperância que denotara no Estádio da Luz, consumando a goleada, um resultado pesado para a turma portuguesa, mas com um vencedor incontestado.
Liga dos Campeões – 1/8 de Final (1.ª mão)
21.02.2017 – Manchester City – Monaco – 5-3
15.02.2017 – Real Madrid – Napoli – 3-1
14.02.2017 – Benfica – B. Dortmund – 1-0
15.02.2017 – Bayern – Arsenal – 5-1
22.02.2017 – FC Porto – Juventus – 0-2
21.02.2017 – B. Leverkusen – At. Madrid – 2-4
14.02.2017 – Paris St.-Germain – Barcelona – 4-0
22.02.2017 – Sevilla – Leicester – 2-1
Liga dos Campeões – 1/8 final (1.ª mão) – Benfica – B. Dortmund
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Eliseu, Eduardo Salvio, Pizzi, Ljubomir Fejsa, André Carrillo (45m – Filipe Augusto), Rafa Silva (67m – Franco Cervi) e Kostas Mitroglou (75m – Raúl Jiménez)
B. Dortmund – Roman Bürki, Łukasz Piszczek, Sokratis Papastathopoulos, Marc Bartra, Marcel Schmelzer, Erik Durm, Ousmane Dembélé, Julian Weigl, Raphaël Guerreiro (82m – Gonzalo Castro), Marco Reus (82m – Christian Pulišić) e Pierre-Emerick Aubameyang (62m – André Schürrle)
1-0 – Kostas Mitroglou – 48m
Cartões amarelos – Ljubomir Fejsa (63m); Marcel Schmelzer (74m), Christian Pulišić (85m) e Marc Bartra (90m)
Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)
Foi uma vitória (muito) feliz a do Benfica…
Assim o dizem, friamente, os números: 35%/65% em termos de posse de bola, 4-14 em remates, 1(!)-4 em remates à baliza, 3-10 em cantos; todos os dados em favor da formação germânica.
Mas, para além da absoluta eficácia concretizadora do Benfica, marcando o golo no seu único remate enquadrado com a baliza, fica também o registo do extraordinário desperdício do Borussia, que dispôs de diversas oportunidades de perigo / ocasiões de golo, de que se destacam:
- aos 11 minutos (na primeira de quatro perdidas de Aubameyang, isolado frente a Ederson, a rematar por cima);
- aos 24 minutos, com Lindelöf, “in-extremis”, a bloquear um remate de Dembélé;
- aos 39 minutos, novamente Aubameyang, a chegar atrasado a um passe de Raphaël Guerreiro, já com Ederson fora da baliza;
- já no segundo tempo, e depois do golo benfiquista, num período de extrema pressão alemã, aos 52, 54 (outra vez Aubameyang, na cara de Ederson, de novo por cima), 56 e 58 minutos (com Aubameyang a permitir a Ederson a defesa de uma grande penalidade, na sequência de um remate para o centro da baliza);
- aos 84 minutos, mais uma fantástica intervenção do guardião benfiquista, com magníficos reflexos, a negar o golo a Pulišić, após traiçoeiro desvio da bola em Raúl Jiménez.
No jogo n.º 500 de Luisão, a defesa do Benfica teve de evidenciar grande solidariedade, mas, acima, de tudo, contar com uma inspiradíssima exibição do guarda-redes brasileiro, para manter a sua baliza inviolada.
Com um Benfica excessivamente cauteloso e a denotar bastante passividade, acantonado no seu meio-campo, concedendo a iniciativa ao adversário, a primeira parte fora já de intenso sufoco, dada a dinâmica e intensidade de jogo do Borussia Dortmund, com Rui Vitória a ansiar pelo intervalo, como que um “time-out”, para rever posicionamentos e a organização táctica, dada a incapacidade revelada pela sua equipa em, sequer, sair para o contra-ataque.
Para a segunda metade, a troca de André Carrillo por Filipe Augusto, permitiria reforçar o segmento defensivo da equipa, com o brasileiro a apoiar Fejsa, possibilitando paralelamente alguma libertação a Pizzi, do que resultariam, ainda nessa fase inicial, dois cantos, após combinação com Salvio. No segundo deles, logo ao terceiro minuto, ao cruzamento de Pizzi, surgiria Luisão a desviar a bola de cabeça, com Mitroglou, em esforço, a conseguir fazer anichar o esférico nas malhas da baliza alemã.
Vendo-se em desvantagem, o Borussia intensificaria então ainda mais o seu “pressing”, encostando, nos dez minutos seguintes, o Benfica “às cordas”. Não obstante, após a sucessão de oportunidades desperdiçadas, culminando com a falha da grande penalidade, a moral benfiquista cresceu, enquanto, em paralelo, e à medida que o tempo ia correndo, os alemães começariam a descrer e, inevitavelmente, a baixar o ritmo.
A saída de Aubameyang era o reconhecimento de uma noite de incapacidade total, mas as substituições operadas pelo técnico alemão, Thomas Tuchel, acabariam mesmo por não resultar.
É bem evidente que o resultado não traduz, “com justiça”, o que se passou em campo durante os 90 minutos, nesta que foi a 400.ª partida disputada pelo Benfica em competições europeias (tendo em conta que, na época de 1987-88, foi suspenso o jogo da 2.ª mão ante o Partizan de Tirana) – e que a vitória resulta da conjugação de uma grande felicidade, com uma soberba actuação de Ederson, e, sobretudo, com a extrema ineficácia alemã -, mas, perante o notório desnível de argumentos entre ambas as equipas, poderia o Benfica ter tido sucesso com outro tipo de abordagem ao jogo?
O jogo da 2.ª mão terá decerto outra história, mas, entrando no Westfalenstadion em vantagem, sem ter sofrido golos no seu reduto, o Benfica poderá, com uma exibição muito concentrada e com o reforço dos níveis de confiança, e algum necessário atrevimento, que lhe possa proporcionar marcar em terreno alheio, sonhar com o “milagre”…
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/8 de Final
Manchester City – Monaco
Real Madrid – Napoli
Benfica – B. Dortmund
Bayern – Arsenal
FC Porto – Juventus
B. Leverkusen – At. Madrid
Paris St.-Germain – Barcelona
Sevilla – Leicester
Os jogos da primeira mão serão disputados nas seguintes datas: 14, 15, 21 e 22 de Fevereiro de 2017. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 6, 7, 13 e 14 de Março.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Basel – Arsenal – 1-4
Paris St.-Germain – Ludogorets – 2-2
1º Arsenal, 14; 2º Paris St.-Germain, 12; 3º Ludogorets, 3; 4º Basel, 2
Grupo B
Benfica – Napoli – 1-2
D. Kyiv – Beşiktaş – 6-0
1º Napoli, 11, 2º Benfica, 8; 3º Beşiktaş, 7; 4º D. Kyiv, 5
Grupo C
Manchester City – Celtic – 1-1
Barcelona – B. Mönchengladbach – 4-0
1º Barcelona, 15; 2º Manchester City, 9; 3º B. Mönchengladbach, 5; 4º Celtic, 3
Grupo D
PSV Eindhoven – Rostov – 0-0
Bayern – At. Madrid – 1-0
1º At. Madrid, 15; 2º Bayern, 12; 3º Rostov, 5; 4º PSV Eindhoven, 2
Grupo E
Tottenham – CSKA Moskva – 3-1
Bayer Leverkusen – Monaco – 3-0
1º Monaco, 11; 2º Bayer Leverkusen, 10; 3º Tottenham, 7; 4º CSKA Moskva, 3
Grupo F
Legia Warsaw – Sporting – 1-0
Real Madrid – B. Dortmund – 2-2
1º B. Dortmund, 14; 2º Real Madrid, 12; 3º Legia Warsaw, 4; 4º Sporting, 3
Grupo G
FC Porto – Leicester – 5-0
Brugge – København – 0-2
1º Leicester, 13; 2º FC Porto, 11; 3º København, 9; 4º Brugge, 0
Grupo H
Juventus – D. Zagreb – 2-0
Lyon – Sevilla – 0-0
1º Juventus, 14; 2º Sevilla, 11; 3º Lyon, 8; 4º D. Zagreb, 0
Garantiram o apuramento para os 1/8 de final as seguintes equipas: Arsenal, Paris St.-Germain, Napoli, Benfica, Barcelona, Manchester City, At. Madrid, Bayern, Monaco, Bayer Leverkusen, B. Dortmund, Real Madrid, Leicester, FC Porto, Juventus e Sevilla.
Mantêm-se portanto em prova apenas formações de seis países: Espanha (4), Alemanha (3), Inglaterra (3), Portugal (2), França (2) e Itália (2).
Transitam para a Liga Europa os seguintes clubes: Ludogorets, Beşiktaş, Borussia Mönchengladbach, Rostov, Tottenham, Legia Warsaw, København e Lyon.
Assinala-se ainda, por fim, a eliminação do Basel, Dínamo de Kiev, Celtic, PSV Eindhoven, CSKA Moscovo, Sporting, Brugge e D. Zagreb.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Napoli
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, André Almeida, Eduardo Salvio (89m – Kostas Mitroglou), Pizzi, Ljubomir Fejsa, Franco Cervi (68m – André Carrillo), Gonçalo Guedes (57m – Rafa Silva) e Raúl Jiménez
Napoli – Pepe Reina, Elseid Hysaj, Raúl Albiol, Kalidou Koulibaly, Faouzi Ghoulam, Allan, Amadou Diawara, Marek Hamšík (72m – Piotr Zieliński), José Callejón, Manolo Gabbiadini (57m – Dries Mertens) e Lorenzo Insigne (80m – Marko Rog)
0-1 – José Callejón – 60m
0-2 – Dries Mertens – 79m
1-2 – Raúl Jiménez – 87m
Cartões amarelos – Pizzi (89m); Kalidou Koulibaly (15m)
Árbitro – Antonio Mateu Lahoz (Espanha)
Dependendo do resultado que se verificasse na Ucrânia, entre o D. Kyiv e o Beşiktaş, o Benfica-Napoli poderia ser como que uma “final”, para apuramento de uma equipa, em detrimento da outra.
Mas, tal cenário apenas se colocaria ao longo de cerca de meia hora, pois, desde cedo, as notícias que ia chegando da Ucrânia eram bem positivas, acabando por limitar de forma determinante a importância do jogo da Luz, em que passava a estar em causa apenas a definição do vencedor do grupo.
Efectivamente, numa espécie de “hara-kiri”, aos 33 minutos a equipa turca perdia já por 0-3 (a marca continuaria a subir, até se fixar num “arrepiante” 0-6), tendo o Beşiktaş terminado o desafio apenas com nove jogadores em campo, podendo eventualmente queixar-se do lance de grande penalidade que deu origem ao segundo tento do D. Kyiv e à primeira expulsão.
Assim, foi uma partida algo “descomprometida” a que ia decorrendo em Lisboa, jogada de forma “aberta”, a proporcionar diversas ocasiões de perigo, de parte a parte. Mas seriam sempre os italianos os mais afoitos e, também, mais eficazes, não obstante a boa exibição do guardião benfiquista, Ederson, a negar alguns outros lances de golo iminente.
Efectivamente, quando o golo acabou por surgir, para os napolitanos, à passagem da hora de jogo, já o D. Kyiv ganhava então por 5-0, estando a formação turca reduzida já a nove elementos. Depois, enquanto o Benfica ensaiava algumas tentativas de repor a igualdade, expunha-se mais às contra-ofensivas italianas, acabando por sofrer segundo tento, evidenciando debilidades defensivas, numa noite em que a dupla de centrais revelou desacerto nas marcações.
Já depois de o Napoli ter tido oportunidade para dilatar ainda mais o marcador, o Benfica acabaria enfim por chegar ao “golo de honra”, por Raúl Jiménez, a três minutos do final, reduzindo para marca tangencial o desfecho de uma exibição desinspirada e algo desconcentrada.
Num percurso que atravessou bastantes trilhos sinuosos – em particular, os dois encontros com a equipa turca, assim como os desaires nos jogos com o Napoli – o Benfica, sob o comando de Rui Vitória, acaba por garantir a qualificação para os 1/8 de final da Liga dos Campeões pelo segundo ano sucessivo, potenciando os decisivos triunfos obtidos frente à formação ucraniana.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Ludogorets – Basel – 0-0
Arsenal – Paris St.-Germain – 2-2
1º Paris St.-Germain e Arsenal, 11; 3º Ludogorets e Basel, 2
Grupo B
Beşiktaş – Benfica – 3-3
Napoli – D. Kyiv -0-0
1º Napoli e Benfica, 8; 3º Beşiktaş, 7; 4º D. Kyiv, 2
Grupo C
B. Mönchengladbach – Manchester City – 1-1
Celtic – Barcelona – 0-2
1º Barcelona, 12; 2º Manchester City, 8; 3º B. Mönchengladbach, 5; 4º Celtic, 2
Grupo D
At. Madrid – PSV Eindhoven – 2-0
Rostov – Bayern – 3-2
1º At. Madrid, 15; 2º Bayern, 9; 3º Rostov, 4; 4º PSV Eindhoven, 1
Grupo E
Monaco – Tottenham – 2-1
CSKA Moskva – Bayer Leverkusen – 1-1
1º Monaco, 11; 2º Bayer Leverkusen, 7; 3º Tottenham, 4; 4º CSKA Moskva, 3
Grupo F
B. Dortmund – Legia Warsaw – 8-4
Sporting – Real Madrid – 1-2
1º B. Dortmund, 13; 2º Real Madrid, 11; 3º Sporting, 3; 4º Legia Warsaw, 1
Grupo G
København – FC Porto – 0-0
Leicester – Brugge -2-1
1º Leicester, 13; 2º FC Porto, 8; 3º København, 6; 4º Brugge, 0
Grupo H
Sevilla – Juventus – 1-3
D. Zagreb – Lyon – 0-1
1º Juventus, 11; 2º Sevilla, 10; 3º Lyon, 7; 4º D. Zagreb, 0
Ainda com uma ronda por disputar garantiram já o apuramento para os 1/8 de final as seguintes equipas: Arsenal, Paris St.-Germain, Barcelona, Manchester City, At. Madrid, Bayern, Monaco, Bayer Leverkusen, B. Dortmund, Real Madrid, Leicester e Juventus.
Restam portanto apenas quatro vagas por definir, a disputar entre Napoli, Benfica e Beşiktaş (duas), FC Porto ou København e entre Sevilla e Lyon.
O Borussia Mönchengladbach garantiu já a transição para a Liga Europa.
O Benfica e o FC Porto asseguraram já a continuidade nas provas europeias desta temporada, no pior dos cenários, pelo menos por via da Liga Europa.
Estão já virtualmente eliminadas as equipas do D. Kyiv, Celtic, Brugge e D. Zagreb.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Beşiktaş – Benfica
Beşiktaş – Fabri Ramírez, Gökhan Gönül (45m – Cenk Tosun), Marcelo, Duško Tošić (60m – Atinc Nukan), Andreas Beck, Ricardo Quaresma, Tolgay Arslan (45m – Gokhan Inler), Atiba Hutchinson, Adriano, Oğuzhan Özyakup e Vincent Aboubakar
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Eliseu, Eduardo Salvio, Pizzi, Ljubomir Fejsa, Franco Cervi (64m – Rafa Silva), Gonçalo Guedes (75m – Andreas Samaris) e Kostas Mitroglou (86m – Raúl Jiménez)
0-1 – Gonçalo Guedes – 10m
0-2 – Nélson Semedo – 25m
0-3 – Ljubomir Fejsa – 31m
1-3 – Cenk Tosun – 58m
2-3 – Ricardo Quaresma (pen.) – 83m
3-3 – Vincent Aboubakar – 89m
Cartões amarelos – Tolgay Arslan (29m) e Vincent Aboubakar (90m); Pizzi (34m) e Luisão (77m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
É tradicional do jargão futebolístico a célebre referência ao facto de os jogos terem duas partes distintas. Uma máxima que foi levada ao extremo neste encontro.
Que, desde cedo, pareceu oferecer ao Benfica inesperadas facilidades, quando, no curto intervalo de apenas cerca de 20 minutos, e apenas com pouco mais de meia hora decorrida de jogo, na sequência de uma exibição avassaladora, na sua ofensiva, chegou a uma confortável… e que se esperava absolutamente tranquila e definitiva vantagem de 3-0 (tendo ainda desperdiçado outra soberana ocasião de golo, com um remate ao poste), tendo o terceiro golo surgido na sequência de um absolutamente incrível lance: um primeiro cabeceamento de Mitroglou à trave, na recarga o grego a cabecear outra vez à trave, na segunda recarga, Salvio, também de cabeça, a acertar no poste, até que, enfim, na terceira recarga, Fejsa rematou para o fundo da baliza.
Um lance bem ilustrativo da apatia até então revelada pelo conjunto turco, a deixar que os jogadores do Benfica ganhassem todos os lances de antecipação.
Para o segundo tempo, perante a imagem que ambas as equipas haviam transmitido na metade inicial, a expectativa seria a de que o resultado se viesse ainda a avolumar a favor da formação portuguesa, convertendo-se numa goleada histórica…
Um engano crasso. Depois de cerca de uma hora em que controlou por completo o jogo, a equipa portuguesa, como que assustada, desunir-se-ia logo após ter sofrido o primeiro golo, não conseguindo suster a reacção da formação turca, impulsionada pelo seu público, com uma deliberada aposta no ataque, após a entrada em campo de Tosun (substituindo o lateral direito) e de Inler, logo no recomeço do desafio.
Infelizmente, Mitroglou acabara de desperdiçar, escassos momentos antes, o que seria o quarto tento benfiquista, isolado face ao guarda-redes, mas a rematar ligeiramente ao lado.
Ao invés, o Benfica, recuando no terreno, incapaz de construir jogo – ou, sequer, de concretizar um único lance de contra-ataque -, viria ainda, a um quarto de hora do final, com a substituição de Gonçalo Guedes por Andreas Samaris, a transmitir às duas equipas um mesmo sinal, pese embora de duplo sentido: para os portugueses, que era tempo de defender, paradoxalmente, na zona do campo onde tem revelado maiores dificuldades; para o Besiktas, um verdadeiro convite ao derradeiro “assalto”, instalando-se de forma permanente nas imediações da grande área contrária.
E, quando Ricardo Quaresma, na conversão de uma grande penalidade- resultante de um erro capital da defesa, com Lindelöf a abordar o lance com os braços abertos, não evitando o contacto com a bola -, já dentro dos dez minutos finais da partida, reduziu para a desvantagem mínima, desde logo se receou o pior… que acabaria por vir a confirmar-se praticamente no derradeiro minuto.
Repetia-se o “filme” que fora já “exibido” no Estádio da Luz, com o Benfica a deixar escapar duas vitórias que parecia ter “na mão”, o que poderá ter custos elevadíssimos.
Passando de uma posição em que chegou a ter, durante largo período, o apuramento “garantido”, ao ceder a igualdade, o Benfica – não obstante continue a depender de si próprio – enfrenta agora uma partida final, quase que “a eliminar”, ante o Napoli, caso o Besiktas vença na Ucrânia. O cenário será bem mais favorável caso a formação turca não consiga vencer, o que, desde logo, qualificará portugueses e italianos para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Ludogorets – Arsenal – 2-3
Basel – Paris St.-Germain – 1-2
1º Arsenal e Paris St.-Germain, 10; 3º Basel e Ludogorets, 1
Grupo B
Beşiktaş – Napoli – 1-1
Benfica – D. Kyiv – 1-0
1º Napoli e Benfica, 7; 3º Beşiktaş, 6; 4º D. Kyiv, 1
Grupo C
B. Mönchengladbach – Celtic – 1-1
Manchester City – Barcelona – 3-1
1º Barcelona, 9; 2º Manchester City, 7; 3º B. Mönchengladbach, 4; 4º Celtic, 2
Grupo D
At. Madrid – Rostov – 2-1
PSV Eindhoven – Bayern – 1-2
1º At. Madrid, 12; 2º Bayern, 9; 3º PSV Eindhoven e Rostov, 1
Grupo E
Monaco – CSKA Moskva – 3-0
Tottenham – Bayer Leverkusen – 0-1
1º Monaco, 8; 2º Bayer Leverkusen, 6; 3º Tottenham, 4; 4º CSKA Moskva, 2
Grupo F
B. Dortmund – Sporting – 1-0
Legia Warsaw – Real Madrid – 3-3
1º B. Dortmund, 10; 2º Real Madrid, 8; 3º Sporting, 3; 4º Legia Warsaw, 1
Grupo G
København – Leicester – 0-0
FC Porto – Brugge – 1-0
1º Leicester, 10; 2º FC Porto, 7; 3º København, 5; 4º Brugge, 0
Grupo H
Sevilla – D. Zagreb -4-0
Juventus – Lyon – 1-1
1º Sevilla, 10; 2º Juventus, 8; 3º Lyon, 4; 4º D. Zagreb, 0
Ainda com duas jornadas por disputar garantiram já o apuramento para os 1/8 de final as seguintes equipas: Arsenal, Paris St.-Germain, At. Madrid, Bayern e B. Dortmund. O Benfica e o FC Porto asseguraram já a continuidade nas provas europeias desta temporada, no pior dos cenários, pelo menos por via da Liga Europa.



