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Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Maccabi Haifa
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández, David Neres (65m – Fredrik Aursnes), João Mário (79m – Francisco “Chiquinho” Machado), Rafael “Rafa” Silva (79m – Diogo Gonçalves) e Gonçalo Ramos (45m – Petar Musa)
Maccabi Haifa – Joshua Cohen, Daniel Sundgren, Dylan Batubinsika, Abdoulaye Seck (67m – Suf Podgoreanu) (79m – Sun Menachem), Sean Goldberg, Ali Mohamed (31m – Mohammad Abu Fani), Neta Lavi, Tjaronn Chery, Din David (45m – Omer Atzili), Dolev Haziza e Frantzdy Pierrot (79m – Nikita Rukavytsya)
1-0 – Rafael “Rafa” Silva – 50m
2-0 – Alejandro “Álex” Grimaldo – 54m
Cartões amarelos – Gonçalo Ramos (45m); Neta Lavi (59m) e Abdoulaye Seck (63m)
Árbitro – Andreas Ekberg (Suécia)
Poderá até considerar-se que o resultado foi melhor que a exibição, mas a verdade é que o Benfica cumpriu, com distinção, o que era pretendido para esta ronda inaugural da presente edição da “Champions League”: venceu, com naturalidade, sem especial sobressalto, e mantendo a sua baliza inviolada, um desfecho que, no imediato, lhe confere a liderança do Grupo, pese embora tal seja uma situação ainda de pouco significado, nesta fase prematura.
Mais, o Benfica somou, sob a direcção de Roger Schmidt, a 10.ª vitória consecutiva, em outros tantos desafios disputados neste arranque de temporada, cinco a contar para a I Liga e outros tantos nesta competição europeia.
A formação israelita – considerada a menos cotada, não só do Grupo, mas de entre todos os 32 clubes participantes na fase de grupos – até começou por surpreender, prometendo não se remeter a uma defesa porfiada, de alguma forma perturbando a iniciativa benfiquista, cuja equipa se revelou, na fase inicial, algo presa de movimentos, em regime de baixa intensidade.
O Benfica dominou, claro, durante toda a primeira parte, mas foi um controlo de jogo improfícuo, reduzindo-se a uma oportunidade de golo, por Rafa, à passagem da meia hora.
No recomeço, Roger Schmidt mexeu no “onze”, fazendo entrar Musa para o lugar de Gonçalo Ramos (que vira cartão amarelo a fechar a primeira metade), procurando alterar o posicionamento e atitude da equipa. Mas seria até o Maccabi, logo no minuto inicial, a provocar o único grande calafrio, aproveitando uma falha defensiva, mas com Vlachodimos, atento, a cumprir a sua missão.
Depois, bastaram cinco minutos para selar o triunfo “encarnado”: primeiro, Rafa, muito oportuno, a desviar subtilmente para a baliza, um passe de Grimaldo. O mesmo Grimaldo teria o melhor momento da noite, com um fulminante remate de pé esquerdo, bem fora da área, a fazer anichar a bola nas redes, sem hipóteses para o guardião contrário.
Jogando pelo seguro, com os três pontos “na mão”, o técnico benfiquista fez entrar o estreante Fredrik Aursnes (de início estreara-se também, a defesa central, António Silva, aproveitando a oportunidade suscitada pela lesão de Morato), adoptando uma táctica de maior contenção, fazendo a gestão do resultado e do tempo restante, como que concedendo a iniciativa ao Maccabi – que, contudo, não conseguiria criar efectivo perigo –, procurando beneficiar de situações de transição, podendo ter ampliado a contagem, em especial, mesmo no final da partida, por Enzo Fernández, que rematou ao poste.
Um triunfo seguro e incontestado, mesmo que sem grande exuberância, mas com uma exibição serena, de uma equipa que revelou estar ciente do que deve fazer dentro de campo, respirando confiança.
Liga dos Campeões – 2022-23 – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D Ajax FC Porto Bayern München E. Frankfurt Liverpool At. Madrid Barcelona Tottenham Napoli B. Leverkusen Inter Sporting Rangers Brugge V. Plzen Marseille Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H AC Milan Real Madrid Man. City P. St.-Germain Chelsea RB Leipzig Sevilla Juventus Salzburg Sh. Donetsk B. Dortmund Benfica D. Zagreb Celtic København Maccabi Haifa
A primeira jornada está agendada para os próximos dias 6 e 7 de Setembro, estando previsto para 1 e 2 de Novembro o termo desta fase de Grupos.
A Final da Liga dos Campeões desta temporada deverá disputar-se no “Atatürk Olimpiyat Stadyumu”, em Istambul, na Turquia, a 10 de Junho de 2023.
Liga dos Campeões – Play-off – Benfica – D. Kyiv
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís (70m – Julian Weigl), Enzo Fernández (90m – Paulo Bernardo), João Mário, David Neres (70m – Diogo Gonçalves), Rafael “Rafa” Silva (70m – Henrique Araújo) e Gonçalo Ramos (52m – Petar Musa)
D. Kyiv – Heorhiy Bushchan, Tomasz Kędziora, Illia Zabarnyi, Oleksandr Syrota, Kostyantyn Vivcharenko (63m – Vladyslav Dubinchak), Oleksandr Karavayev (87m – Oleksandr Tymchyk), Serhiy Sydorchuk, Mykola Shaparenko, Volodymyr Shepelyev (87m – Anton Tsarenko), Vitaliy Buyalskiy (90m – Oleksandr Yatsyk) e Artem Besedin (63m – Vladyslav Vanat)
1-0 – Nicolás Otamendi – 27m
2-0 – Rafael “Rafa” Silva – 40m
3-0 – David Neres – 42m
Cartões amarelos – Petar Musa (85m); Mykola Shaparenko (81m)
Árbitro – Clément Turpin (França)
A eliminatória já vinha muito bem encaminhada de Lodz e rapidamente ficaria decidida, com o Benfica a revelar-se muito superior, face a uma equipa ucraniana cujas fragilidades, já denotadas na 1.ª mão, ficaram agora ainda bem mais expostas, não se encontrando, nesta fase, capacitada para disputar jogos deste nível de exigência.
O Benfica teve, sobretudo, o mérito de não “facilitar”, encarando a partida com grande seriedade, e de forma muito focada, o que lhe proporcionou aproveitar as falhas contrárias, para, num curto intervalo de cerca de um quarto de hora, marcar por três vezes.
Assumindo a iniciativa desde o começo do jogo, a equipa portuguesa remeteu o D. Kyiv para a sua zona defensiva, apenas muito timidamente na expectativa de poder lançar algum contra-ataque rápido.
Nesta perspectiva, o primeiro golo demorou até mais do que seria “normal”, atendendo ao caudal ofensivo da formação benfiquista, tendo Grimaldo rematado ao poste, e David Neres visto negar-lhe um golo por uma intervenção providencial do guardião contrário.
Revelando trabalho de casa, o marcador seria inaugurado na sequência de mais um lance de bola parada, com Neres a cruzar, numa espécie de canto mais curto, surgindo Otamendi “a dizer que sim” à bola, desviando-a para o fundo das redes.
Com o Dinamo muito recuado, um “ingénuo” passe lateral, em “zona proibida”, do defesa Syrota, foi aproveitado da melhor forma por um muito oportuno Rafa. E, apenas dois minutos volvidos, seria Neres a fechar a contagem, por curiosidade, beneficiando de uma situação de desposicionamento da defesa ucraniana.
Com a saída forçada de Gonçalo Ramos, primeiro, devido a um choque com Rafa, que seria também substituído alguns minutos depois, a par de Florentino e Neres, e com o resultado “feito”, a intensidade do jogo diminuiu com naturalidade, ainda que Musa tenha tentado deixar a sua marca, tendo Bushchan feito ainda um par de defesas.
O Benfica volta a passar, com distinção, o “play-off” – desta feita, com inesperadas facilidades, ante adversários menos cotados, ganhando os quatro desafios –, selando o apuramento para a fase final da “Liga dos Campeões”. Pelo caminho ficaram, entre outros, o PSV Eindhoven (também afastado, no ano passado, pelo emblema português), Monaco e Fenerbahçe.
Desde que, a partir da época de 2018-19, passaram a ser apenas duas as vagas de qualificação para os clubes “não campeões” nacionais, o Benfica é “recordista”, com três apuramentos (juntamente com o Ajax, em 2018; o Shakhtar Donetsk, em 2021; e o Rangers, agora); os outros qualificados foram: Brugge e Olympiakos (2019); e Dynamo Kyiv e Krasnodar (2020).
Liga dos Campeões – Play-off – D. Kyiv – Benfica
D. Kyiv – Heorhiy Bushchan, Tomasz Kędziora, Illia Zabarnyi, Denys Popov (80m – Oleksandr Syrota), Vladyslav Dubinchak (63m – Kostyantyn Vivcharenko), Viktor Tsyhankov (63m – Oleksandr Karavayev), Oleksandr Andriyevskyi, Mykola Shaparenko, Volodymyr Shepelyev (74m – Anton Tsarenko), Vitaliy Buyalskiy e Artem Besedin (74m – Vladyslav Vanat)
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (69m – Alexander Bah), Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández, João Mário, Rafael “Rafa” Silva (84m – Francisco “Chiquinho” Machado), David Neres (63m – Henrique Araújo) e Gonçalo Ramos (63m – Roman Yaremchuk)
0-1 – Gilberto Moraes – 9m
0-2 – Gonçalo Ramos – 37m
Cartão amarelo – Oleksandr Andriyevskyi (40m)
Árbitro – Felix Zwayer (Alemanha)
Evidenciando uma inesperadamente flagrante superioridade face ao adversário – condicionado por ter de disputar os seus jogos na condição de visitante em terreno neutro, a par da ausência de competição interna, dada a situação de guerra que persiste na Ucrânia, invadida pela Rússia – o Benfica poderia ter resolvido, já esta noite, a eliminatória, ficando a dever a si próprio um triunfo por números bem mais expressivos. Ainda assim, averbou um resultado que oferece excelentes perspectivas de qualificação para a fase de grupos da “Liga dos Campeões”.
Foi, sobretudo na primeira metade, uma exibição categórica, assenhoreando-se por completo da iniciativa e do domínio do jogo. O Benfica beneficiou de, logo nos minutos iniciais, se ter colocado em vantagem, com João Mário, bem a pautar o jogo, a assistir um “improvável” Gilberto, que fuzilou a baliza, sem hipótese para o guardião ucraniano.
Não obstante, e ainda dentro dos primeiros dez minutos, valeria também a concentração de Vlachodimos, com duas defesas apertadas, na sequência de rápidos lances de transição, a manter as suas redes invioladas.
Já depois de João Mário ter estado muito perto de marcar, David Neres, regressado ao “onze”, voltaria a espalhar o seu “perfume”, combinando novamente com Gonçalo Ramos, com o jovem avançado benfiquista, muito eficaz, a somar o seu quarto golo em três jogos na presente edição da prova.
O mesmo Neres poderia ter também ampliado a vantagem, com um remate a sair muito próximo do poste, tendo também Rafa visto uma soberana ocasião de golo salva pelo desvio de Zabarnyi.
Dando a sensação de parecer surpreendido com tantas “facilidades”, a equipa portuguesa não conseguiria, na segunda parte, manter os níveis de intensidade, pese embora tenha sempre conservado o controlo do jogo, em zonas relativamente afastadas do seu último reduto.
Já na parte final, após as substituições operadas por Schmidt, com o D. Kyiv a não abdicar de procurar reduzir a diferença, nomeadamente por via de lançamentos em profundidade, o guarda-redes benfiquista confirmaria uma noite muito segura, com outras duas boas intervenções.
Cabe agora ao Benfica confirmar também, no Estádio da Luz, a sua superioridade, buscando não só nova vitória, como, fundamentalmente, o tão almejado apuramento.
Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Midtjylland – Benfica
Midtjylland – Elías Rafn Ólafsson, Henrik Dalsgaard, José “Juninho” Carlos Júnior, Mads Thychosen, Joel Andersson, Raphael Onyedika, Evander Ferreira (45m – Oliver Sørensen), Paulo Victor da Silva “Paulinho” (87m – Nikolas Dyhr), Anders Dreyer (69m – Gustav Isaksen), Pione Sisto (76m – Edward Chilufya) e Sory Kaba (70m – José Francisco dos Santos Júnior “Brumado”)
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (75m – Alexander Bah), Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández, João Mário (89m – Diego Moreira), Rafael “Rafa” Silva (45m – Henrique Araújo), Francisco “Chiquinho” Machado (78m – Diogo Gonçalves) e Gonçalo Ramos (45m – Roman Yaremchuk)
0-1 – Enzo Fernández – 23m
0-2 – Henrique Araújo – 56m
1-2 – Pione Sisto – 63m
1-3 – Diogo Gonçalves – 88m
Cartões amarelos – Raphael Onyedika (69m); Gonçalo Ramos (29m) e Rafael “Rafa” Silva (40m)
Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)
Com o triunfo na eliminatória já praticamente selado em Lisboa, Roger Schmidt optou por manter o “onze” que tinha iniciado o jogo da 1.ª mão, apenas com a alteração forçada decorrente da lesão de Neres, substituído por Chiquinho, como que a mostrar a “seriedade” com que este desafio foi encarado.
Naturalmente disputado a ritmo menos intenso, o Benfica controlou sempre o jogo, acabando por repetir a vitória, de forma relativamente tranquila.
Já depois de Gonçalo Ramos não ter conseguido êxito num cabeceamento, o argentino Enzo Fernández – após combinação com o mesmo Gonçalo – marcaria o seu terceiro golo em outros tantos encontros oficiais disputados ao serviço do clube, colocando a sua equipa em vantagem.
Os dinamarqueses, actuando em casa (ainda que “emprestada”), revelando-se mais inconformados, não abdicaram de procurar chegar ao golo, tendo beneficiado de duas ocasiões flagrantes, na sequência de falhas da defesa contrária, a primeira delas negada por Vlachodimos, tendo, depois, Evander falhado incrivelmente.
Fazendo a gestão física do plantel, o técnico benfiquista começaria, logo ao intervalo, a fazer a rotação, colocando em campo Henrique Araújo e Yaremchuk.
E seria o próprio Henrique Araújo – recente Campeão Europeu e grande figura da equipa que conquistou a “Youth League” – a ampliar a contagem, apenas cerca de dez minutos depois de entrar no jogo, dando a melhor sequência a cruzamento de João Mário. Faltava ainda mais de meia-hora para o final, mas o parcial agregado de 6-1 era clarificador.
O Benfica passou a gerir o tempo, possibilitando ao Midtjylland, para, outra vez por intermédio de Pione Sisto, marcar o seu “ponto de honra”, numa recarga, depois de um primeiro remate de Sory Kaba à trave.
O vice-campeão da Dinamarca poderia inclusivamente ter marcado de novo, mas, já próximo do termo da partida, Diogo Gonçalves, com um portentoso remate, restabeleceria a diferença de dois golos, em mais uma importante vitória para o Benfica, numa eliminatória que soube tornar bastante fácil.
Segue-se o D. Kyiv, último obstáculo a superar no trajecto para a fase de grupos da Liga dos Campeões – por curiosidade o primeiro adversário em tal fase, na edição da temporada anterior –, desta feita com a formação ucraniana a ter de realizar os seus jogos em casa na Polónia.
Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Benfica – Midtjylland
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández, João Mário, David Neres (86m – Francisco “Chiquinho” Machado), Rafael “Rafa” Silva (79m – Henrique Araújo) e Gonçalo Ramos (79m – Roman Yaremchuk)
Midtjylland – Elías Rafn Ólafsson, Henrik Dalsgaard, Erik Sviatchenko, José “Juninho” Carlos Júnior, Nikolas Dyhr (62m – Paulo Victor da Silva “Paulinho”), Joel Andersson (67m – Mads Thychosen), Oliver Sørensen, Charles Matos (78m – Chris Kouakou), Anders Dreyer (45m – Edward Chilufya), Pione Sisto e Sory Kaba (67m – Gustav Isaksen)
1-0 – Gonçalo Ramos – 17m
2-0 – Gonçalo Ramos – 33m
3-0 – Enzo Fernández – 40m
4-0 – Gonçalo Ramos – 61m
4-1 – Pione Sisto (pen.) – 78m
Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (22m) e Felipe Silva “Morato” (77m)
Árbitro – Alejandro Hernández (Espanha)
Para jogo de estreia da temporada, não foi nada mau… O resultado final acaba, até, por “saber a pouco”.
O Benfica defrontou um adversário com muitas limitações, que, no entanto, até começaria por surpreender com a sua postura “atrevida” em campo, podendo até ter inaugurado o marcador, ainda antes do quarto de hora de jogo, não fosse Pione Sisto, isolado, ter rematado ao lado.
Mas a dupla David Neres-Gonçalo Ramos desbloquearia algum estado de ansiedade da formação benfiquista, com o jovem avançado a dar a melhor sequência, com um remate de cabeça – com notável sentido de antecipação –, à forma como o brasileiro se desenvencilhara da defesa contrária.
Uma combinação que praticamente repetiriam, passados outros 16 minutos, desde logo proporcionando a tranquilidade que advinha da confiança de que a vitória no jogo não escaparia… assim como na eliminatória.
Tudo corria pelo melhor, o que seria exponenciado, ainda antes do final da primeira metade, com João Mário, num canto, a servir atrasado (com a bola a meia-altura) para excelente gesto técnico, de primeira, “enchendo o pé”, de Enzo Fernández, que se estreava a marcar.
Insaciável, o Benfica voltou para o segundo tempo querendo ampliar a vantagem, mas Gonçalo Ramos passaria, então, um período perdulário, falhando duas ou três oportunidades, a primeira delas, soberana, logo aos dois minutos.
Já depois de Neres ter rematado, com estrondo, à trave, Gonçalo chegaria mesmo ao “hat-trick”, noutro lance de grande craveira técnica – pese embora beneficiando de alguma passividade da defesa dinamarquesa -, recebendo a bola (assistência de Rafa) em plena área, rodando e rematando sem apelo para o fundo da baliza.
Dando alguns sinais de menor frescura nos derradeiros minutos, o Benfica concederia ao Midtjylland, na sequência de uma grande penalidade (apontada “à Panenka”), a sancionar contacto de Morato, reduzir o marcador para uma diferença que não espelha o que se passou dentro de campo, perante a notória superioridade da equipa portuguesa.
A inspiração de David Neres e Gonçalo Ramos, bem secundados por exibição segura de Enzo Fernández, terá deixado já definida a equipa que seguirá em frente, para o play-off. Ainda assim, há um jogo para disputar, e ganhar, na próxima semana, na Dinamarca.
Liga dos Campeões – Final – Liverpool – Real Madrid
Liverpool – Alisson Becker, Trent Alexander-Arnold, Ibrahima Konaté, Virgil van Dijk, Andrew Robertson, Jordan Henderson (77m – Naby Keïta), Fábio Tavares “Fabinho”, Thiago Alcântara (77m – Roberto Firmino), Mohamed Salah, Sadio Mané e Luis Díaz (65m – Diogo José “Jota”)
Real Madrid – Thibaut Courtois, Daniel “Dani” Carvajal, Éder Militão, David Alaba, Ferland Mendy, Luka Modrić (90m – Daniel “Dani” Ceballos), Carlos Casimiro “Casemiro”, Toni Kroos, Federico “Fede” Valverde (86m – Eduardo Camavinga), Karim Benzema e Vinícius Júnior (90m – Rodrygo Goes)
0-1 – Vinícius Júnior – 59m
Cartões amarelos – Fábio Tavares “Fabinho” (62m)
Árbitro – Clément Turpin (França)
Stade de France – Saint-Denis – Paris – França
É relativamente fácil a síntese desta Final: o Real Madrid a ser Real Madrid e a conquistar o seu 14.º troféu de Campeão Europeu!
A equipa espanhola fez dois remates à baliza… e marcou por duas vezes (na primeira delas, praticamente a fechar a metade inicial do jogo, tendo o golo sido, possivelmente, mal invalidado pelo “VAR”, assinalando um controverso fora-de-jogo, numa interpretação dúbia sobre a intencionalidade do último toque – de um jogador do Liverpool – antes da bola chegar aos pés de Benzema).
Por seu lado, o Liverpool, que dominou durante a maior parte do tempo, “ensaiou” 24 remates (contra apenas quatro do adversário), tendo nove deles tido a direcção da baliza, acabou por ficar “em branco”.
A formação inglesa assumiu sempre a iniciativa do jogo, buscando incessantemente o golo, negado um punhado de vezes por uma soberba actuação do guardião Thibaut Courtois. Após o tento sofrido, o Liverpool viria a denotar, na meia hora que lhe restava, alguma dificuldade em serenar, sobretudo à medida que o tempo corria veloz para o termo da partida. Mas não deixou, ainda assim, de criar ocasiões mais do que suficientes para poder ter marcado.
Sobre a justiça de mais esta conquista do Real Madrid, é difícil questioná-la, quando, para tal, teve de afastar, sucessivamente, o Paris Saint-Germain, o anterior Campeão, Chelsea, e o Manchester City – em todas as situações com épicas reviravoltas, já mesmo na fase derradeira dos desafios, depois de ter chegado a registar desvantagens de dois ou mais golos (no jogo ou na eliminatória), nos dois últimos casos apenas após prolongamento –, para, na Final, acabar por superar o Liverpool!
A lista de vencedores, nas 67 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:
- Real Madrid – 14 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17, 2017-18 e 2021-22)
- AC Milan – 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
- Liverpool – 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
- Bayern München – 6 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01, 2012-13 e 2019-20)
- Barcelona – 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
- Ajax – 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
- Inter – 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
- Manchester United – 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
- Benfica – 2 (1960-61 e 1961-62)
- Nottingham Forest – 2 (1978-79 e 1979-80)
- Juventus – 2 (1984-85 e 1995-96)
- FC Porto – 2 (1986-87 e 2003-04)
- Chelsea – 2 (2011-12 e 2020-21)
- Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); e Borussia Dortmund (1996-97).
Liga dos Campeões – 1/2 finais (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Real Madrid - Manchester City 3-1 (a.p.) 3-4 6-5 Villarreal - Liverpool 2-3 0-2 2-5
Aconteceu “Champions” no Santiago Bernabéu! Chegados aos 90 minutos, o Manchester City ganhava por 1-0 e todos teremos pensado que iríamos ver, a 28 de Maio, uma “final inglesa” em Paris. Até que o jovem (21 anos) brasileiro Rodrygo marcou por duas vezes, aos 90 e aos 91 minutos, forçando o prolongamento, em mais uma épica “remontada”, a cimentar a lenda do Real Madrid nesta competição. No tempo extra, uma grande penalidade proporcionaria aos merengues marcar presença na final pela 17.ª vez!
Um extremamente perdulário Manchester City (nos jogos das duas mãos), também a ver colocadas a nu insuspeitas fragilidades defensivas (tendo consentido três golos ao adversário em dois jogos sucessivos), por quatro vezes deixou escapar, de forma absolutamente inacreditável, vantagens de dois golos na eliminatória (2-0 – logo aos 11 minutos do encontro em Manchester, depois de ter entrado praticamente a ganhar, inaugurando o marcador aos dois minutos –, 3-1, 4-2 e o 5-3, que subsistia até ao fatídico minuto 90 da 2.ª mão)!
Já ontem, em Villarreal, tínhamos tido um desafio empolgante, com a equipa espanhola a surpreender, chegando ao intervalo a ganhar por 2-0, igualando então a eliminatória. Só que, neste caso, foi o Liverpool a marcar por três vezes em menos de um quarto de hora, sentenciando o desfecho a seu favor, apurando-se para a sua 10.ª final da prova.
Liga dos Campeões – 1/2 finais (1.ª mão)
Manchester City – Real Madrid – 4-3
Liverpool – Villarreal – 2-0
Liga dos Campeões – 1/4 de final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Real Madrid - Chelsea 2-3 (a.p.) 3-1 5-4 At. Madrid - Manchester City 0-0 0-1 0-1 Bayern - Villarreal 1-1 0-1 1-2 Liverpool - Benfica 3-3 3-1 6-4
O alinhamento das meias-finais, previamente sorteado, será o seguinte – jogos a disputar a 26 e 27 de Abril (1.ª mão) e 3 e 4 de Maio (2.ª mão):
Manchester City – Real Madrid
Liverpool – Villarreal



