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Liga dos Campeões – 1/8 de Final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Manchester City - RB Leipzig 7-0 1-1 8-1 Benfica - Club Brugge 5-1 2-0 7-1 Real Madrid - Liverpool 1-0 5-2 6-2 Tottenham - AC Milan 0-0 0-1 0-1 Napoli - E. Frankfurt 3-0 2-0 5-0 Chelsea - B. Dortmund 2-0 0-1 2-1 FC Porto - Inter 0-0 0-1 0-1 Bayern München - P. St.-Germain 2-0 1-0 3-0
Liga dos Campeões – 1/8 final (2.ª mão) – Benfica – Club Brugge
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Alexander Bah (63m – Gilberto Moraes), António Silva (89m – Lucas Veríssimo), Nicolás Otamendi (74m – Felipe Silva “Morato”), Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Francisco “Chiquinho” Machado (63m – David Neres), João Mário (74m – João Neves), Rafael “Rafa” Silva, Fredrik Aursnes e Gonçalo Ramos
Club Brugge – Simon Mignolet, Clinton Mata (62m – Denis Odoi), Brandon Mechele, Abakar Sylla, Tajon Buchanan, Casper Nielsen, Hans Vanaken (74m – Mats Rits), Kamal Sowah (75m – Antonio Nusa), Bjorn Meijer, Noa Lang (45m – Raphael Onyedika) e Roman Yaremchuk (62m – Ferran Jutglà)
1-0 – Rafael “Rafa” Silva – 38m
2-0 – Gonçalo Ramos – 45m
3-0 – Gonçalo Ramos – 57m
4-0 – João Mário (pen.) – 71m
5-0 – David Neres – 77m
5-1 – Bjorn Meijer – 87m
Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (29m); Roman Yaremchuk (17m) Noa Lang (20m), Abakar Sylla (43m) e Bjorn Meijer (48m)
Árbitro – Halil Umut Meler (Turquia)
O Benfica tinha a eliminatória “ganha”, mas era importante manter o foco: na eventualidade de o Brugge poder marcar primeiro, a “quase certeza” transformar-se-ia, de imediato, numa “grande dúvida”.
E o Benfica cedo mostrou ao que vinha: estava decorrido apenas um minuto quando João Mário, com um subtil toque de calcanhar, introduziu a bola na baliza de Mignolet; porém o golo não seria validado, devido a posição de “fora-de-jogo” no início da jogada, de Gonçalo Ramos, que fizera a assistência.
Seguir-se-iam, durante cerca de 20 minutos, várias oportunidades desaproveitadas, por Florentino, Rafa e João Mário, com o adversário sem conseguir acertar com as marcações. Até que o Brugge parecia ter começado a equilibrar a contenda, conseguindo enfim sair do seu reduto defensivo.
A equipa belga ia prolongando a inviolabilidade da sua baliza – depois de dois nulos e da goleada infligida ao FC Porto, no Estádio do Dragão, por 4-0 –, mas, já na parte final do primeiro tempo, não evitaria o golo de Rafa, numa soberba execução técnica.
O 2-0, que confirmava o sentenciar da eliminatória, chegaria ainda antes do intervalo, com Gonçalo Ramos, deambulando pela área, internando-se, até encontrar o espaço para desferir o remate certeiro, a tirar três adversários do caminho.
A segunda metade do desafio teria sido um “pro-forma”, não fosse o Benfica, numa demonstração de grande personalidade e afirmação competitiva, nunca ter abdicado de continuar a aumentar o “score”, até chegar a um robusto 5-0 (que teria sido a sua maior goleada na era “Champions”, a par do 6-1 aplicado em Israel, frente ao Maccabi Haifa).
Gonçalo Ramos, com dois golos e uma assistência (que seriam duas, caso tivesse sido validado o golo a João Mário, logo no arranque do jogo), “mostrou-se” uma vez mais à Europa, numa “noite europeia” ao mais alto nível, também numa excelente actuação do colectivo.
João Mário, marcando pelo 5.º jogo consecutivo na prova, igualou o “record” de José Águas, na época de 1960-61 (marcaria também nos dois jogos seguintes, da temporada de 1961-62), e de Zoran Filipović, em 1982-83 (este, em jogos na Taça UEFA).
Faltavam três minutos para o termo da partida quando o Brugge desenhou o seu melhor lance de toda a eliminatória, alcançando o “ponto de honra”.
Esta é a segunda temporada sucessiva que o Benfica, tendo iniciado a competição na 3.ª pré-eliminatória, atinge os 1/4 de final – um feito sem igual na história da “Liga dos Campeões” – e se, na época passada, tal causou grande surpresa (com a imprevista eliminação do Ajax), a qualificação deste ano é o reflexo natural da superioridade da equipa portuguesa, numa eliminatória ganha com um contundente “placard” final agregado de 7-1!
Liga dos Campeões – 1/8 de Final (1.ª mão)
22.02.2023 – RB Leipzig – Manchester City – 1-1
15.02.2023 – Club Brugge – Benfica – 0-2
21.02.2023 – Liverpool – Real Madrid – 2-5
14.02.2023 – AC Milan – Tottenham – 1-0
21.02.2023 – E. Frankfurt – Napoli – 0-2
15.02.2023 – B. Dortmund – Chelsea – 1-0
22.02.2023 – Inter – FC Porto – 1-0
14.02.2023 – Paris Saint-Germain – Bayern München – 0-1
Liga dos Campeões – 1/8 final (1.ª mão) – Club Brugge – Benfica
Club Brugge – Simon Mignolet, Clinton Mata, Jack Hendry, Brandon Mechele, Bjorn Meijer, Denis Odoi (65m – Casper Nielsen), Raphael Onyedika, Tajon Buchanan, Hans Vanaken, Kamal Sowah (79m – Ferran Jutglà) e Noa Lang
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Alexander Bah, António Silva, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Francisco “Chiquinho” Machado, Fredrik Aursnes, João Mário (90m – João Neves), Rafael “Rafa” Silva (65m – David Neres) e Gonçalo Ramos (65m – Gonçalo Guedes)
0-1 – João Mário (pen.) – 51m
0-2 – David Neres – 88m
Cartões amarelos – Denis Odoi (9m), Kamal Sowah (29m); Nicolás Otamendi (44m)
Árbitro – Davide Massa (Itália)
Na retoma da Liga dos Campeões, agora numa fase ainda “mais a doer”, já sem poder contar com Enzo Fernández (transferência “milionária” para o Chelsea – tendo a sua posição no terreno sido ocupada por Chiquinho), e com Rafa e Gonçalo Ramos de regresso ao “onze”, mesmo que ainda não a 100% (relegando David Neres e o entretanto “retornado” Gonçalo Guedes para o banco), o Benfica conseguiu um excelente resultado, em mais uma prova de afirmação europeia.
Foi uma equipa muito pragmática a que se apresentou esta noite na Bélgica: ciente da sua superioridade, e da importância de ganhar – no terreno do adversário – este jogo da 1.ª mão, teve uma actuação paciente, começando mesmo por ter de suster a pressão contrária, durante cerca de um quarto de hora, entre os 10 e os 25 minutos, para acabar, no cômputo global do desafio, por exibir amplo predomínio.
O Brugge só foi efectivamente ameaçador, num remate de Buchanan, logo aos cinco minutos, sem contar com o lance de golo invalidado, por fora-de-jogo, mesmo à beira do intervalo. Entretanto já a equipa portuguesa se tinha mostrado bastante perdulária, pelo menos em três oportunidades, aos 24 (Otamendi), 26 (António Silva) e 37 minutos, a que acresce o remate ao poste, por Rafa, à passagem da meia hora.
No recomeço, Gonçalo Ramos também não teria a eficácia devida, logo aos 47 minutos, mas estaria na origem do lance de que resultou a grande penalidade, que possibilitaria ao Benfica inaugurar o marcador, por João Mário, a marcar pelo quarto jogo consecutivo na prova.
Daí até final, ao longo de toda a segunda metade do desafio, “só deu” Benfica, tendo assumido por completo o controlo do jogo, mesmo que não tivesse construído soberanas ocasiões de golo. Num jogo parco em substituições, Roger Schmidt entendeu, aos 65 minutos, refrescar o seu sector atacante, com uma dupla substituição, fazendo sair os já desgastados Rafa e Ramos, por troca com Neres e Guedes.
A diferença de qualidade entre as duas equipas – bem evidenciada com os argumentos que cada uma delas tinha ao dispor, no banco de suplentes – ficaria mais apropriadamente traduzida, em termos do desfecho do encontro, com o segundo tento, de grande relevância, a conferir uma significativa vantagem, apontado por Neres, apenas a dois minutos do final, numa jogada precisamente com a intervenção da referida dupla de substitutos.
Num jogo em que pairou a sensação de nem sequer se ter empregado “a fundo”, o Benfica regressa de Brugges com “pé e meio” nos quartos-de-final. O que, não obstante, terá necessariamente de confirmar na segunda mão, na Luz, em que, caso a normalidade impere, será expectável novo triunfo benfiquista.
Com o resultado de hoje o Benfica fixa novo máximo de 12 jogos consecutivos sem perder nas competições europeias (desde 5 de Abril do ano passado – todos na Liga dos Campeões, mesmo que esta série inclua quatro partidas de eliminatórias prévias), nos quais defrontou, entre outros, o Liverpool (fora de casa), o D. Kyiv, a Juventus e o Paris Saint-Germain (duas vezes cada um deles, em casa e fora).
Este registo supera os 11 jogos sucessivos sem derrota na época de 2013-14 (os dois últimos encontros da fase de Grupos da Liga dos Campeões, e nove na Liga Europa, incluindo a final perdida com o Sevilla no desempate da marca de grande penalidade); os 10 jogos sem perder na Liga dos Campeões de 2011-12 (quatro de eliminatórias prévias e toda a fase de Grupos); e os 10 jogos de invencibilidade na excelente campanha até à final da Taça UEFA de 1982-83.
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/8 de Final
RB Leipzig – Manchester City
Brugge – Benfica
Liverpool – Real Madrid
AC Milan – Tottenham
E. Frankfurt – Napoli
B. Dortmund – Chelsea
Inter – FC Porto
Paris Saint-Germain – Bayern München
Os jogos da primeira mão serão disputados nas seguintes datas: 14, 15, 21 e 22 de Fevereiro de 2023. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 7, 8, 14 e 15 de Março.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Rangers – Ajax – 1-3
Liverpool – Napoli – 2-0
1º Napoli, 15; 2º Liverpool, 15; 3º Ajax, 6; 4º Rangers, 0
Grupo B
FC Porto – Atlético Madrid – 2-1
Bayer Leverkusen – Brugge – 0-0
1º FC Porto, 12; 2º Brugge, 11; 3º Bayer Leverkusen, 5; 4º At. Madrid, 5
Grupo C
Viktoria Plzeň – Barcelona – 2-4
Bayern München – Inter – 2-0
1º Bayern München, 18; 2º Inter, 10; 3º Barcelona, 7; 4º Viktoria Plzeň, 0
Grupo D
Sporting – E. Frankfurt – 1-2
Marseille – Tottenham – 1-2
1º Tottenham, 11; 2º E. Frankfurt, 10; 3º Sporting, 7; 4º Marseille, 6
Grupo E
Chelsea – D. Zagreb – 2-1
AC Milan – Salzburg – 4-0
1º Chelsea, 13; 2º AC Milan, 10; 3º Salzburg, 6; 4º D. Zagreb, 4
Grupo F
Real Madrid – Celtic – 5-1
Shakhtar Donetsk – RB Leipzig – 0-4
1º Real Madrid, 13; 2º RB Leipzig, 12; 3º Shakhtar Donetsk, 6; 4º Celtic, 2
Grupo G
København – B. Dortmund – 1-1
Manchester City – Sevilla – 3-1
1º Manchester City, 14; 2º B. Dortmund, 9; 3º Sevilla, 5; 4º København, 3
Grupo H
Juventus – Paris Saint-Germain – 1-2
Maccabi Haifa – Benfica – 1-6
1º Benfica, 14; 2º Paris St.-Germain, 14; 3º Juventus, 3; 4º Maccabi Haifa, 3
Garantiram o apuramento para os 1/8 de final os seguintes clubes: Napoli, Liverpool, FC Porto, Brugge, Bayern München, Inter, Tottenham, E. Frankfurt, Chelsea, AC Milan, Real Madrid, RB Leipzig, Manchester City, B. Dortmund, Benfica e Paris Saint-Germain.
Por seu lado, Ajax, Bayer Leverkusen, Barcelona, Sporting, Salzburg, Shakhtar Donetsk, Sevilla e Juventus transitam para a Liga Europa, onde disputarão o “play-off” intercalar com um dos 2.º classificados da fase de grupos dessa competição.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Maccabi Haifa – Benfica
Maccabi Haifa – Joshua Cohen, Yosef Raz Meir (63m – Omer Atzili), Abdoulaye Seck, Sean Goldberg, Pierre Cornud (85m – Sun Menachem), Mohammad Abu Fani, Neta Lavi, Ali Mohamed (77m – Ofri Arad), Din David (63m – Mavis Tchibota), Tjaronn Chery e Frantzdy Pierrot (77m – Nikita Rukavytsya)
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Alexander Bah, António Silva (88m – Lucas Veríssimo), Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Fredrik Aursnes (32m – Francisco “Chiquinho” Machado), David Neres (82m – Diogo Gonçalves), Rafael “Rafa” Silva (82m – Henrique Araújo), João Mário e Gonçalo Ramos (32m – Petar Musa)
0-1 – Gonçalo Ramos – 20m
1-1 – Tjaronn Chery (pen.) – 26m
1-2 – Petar Musa – 59m
1-3 – Alejandro “Álex” Grimaldo – 69m
1-4 – Rafael “Rafa” Silva – 73m
1-5 – Henrique Araújo – 88m
1-6 – João Mário – 90m
Cartões amarelos – Mohammad Abu Fani (85m), Sun Menachem (89m) e Omer Atzili (90m); David Neres (45m)
Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)
Para ser franco as expectativas para este jogo eram singelas: tentar ganhar, esperando por um deslize (pelo menos o empate) do Paris Saint-Germain em Turim.
Sabia-se que o Maccabi tinha derrotado a Juventus e que até tinha começado por estar em vantagem ante a equipa francesa, e que acalentava ainda esperanças de qualificação para a Liga Europa, pelo que, incentivado pelo seus adeptos, não seria um adversário fácil. Isto, conjugado com outros factores, tal como a logística de uma deslocação longa, a par de ter sido batido nas duas anteriores viagens a Israel, alertava para a necessidade de o Benfica estar ao seu melhor nível.
Depois de um primeiro susto sofrido logo aos cinco minutos, a equipa portuguesa demonstraria boa atitude, procurando assenhorear-se da bola, vindo a inaugurar o marcador aos 20 minutos (num bom cabeceamento de Gonçalo Ramos), já depois de, cerca dos 10 minutos, ter rematado ao poste da baliza contrária.
Porém, tal como sucedera frente à Juventus, seria de muito curta duração essa vantagem, com o Maccabi, um pouco contra a “corrente”, a empatar de pronto, beneficiando de uma grande penalidade, devido ao facto de a bola ter embatido no braço de Bah.
A formação israelita tinha uma atitude bastante aguerrida e viril, e Roger Schmidt logo se viu impelido a duas substituições, por problemas físicos, de Aursnes e Gonçalo Ramos, estava decorrida apenas meia hora de jogo.
Até final da primeira metade o jogo foi algo incaracterístico, com pouca fluidez e sem claro domínio de qualquer das partes. Ao intervalo, registava-se resultado idêntico nos dois campos: duas igualdades a um golo.
Tudo mudaria na última meia hora da partida, a partir do segundo tento dos encarnados (num notável mergulho de Musa) – numa altura em que, continuando as equipas empatadas em Itália, o Benfica assumia (por escassos minutos) a liderança do grupo.
O terceiro golo, numa soberba execução de um livre directo, por Grimaldo, a fazer a bola sobrevoar a barreira, sentenciou o desfecho do encontro. A turma israelita conformou-se com o seu destino (eliminação das provas europeias), não conseguindo suster o turbilhão gerado pela aceleração de jogo por parte do Benfica.
Só que, entretanto, pouco antes desse terceiro golo benfiquista, o Paris Saint-Germain se recolocara novamente em vantagem frente à Juventus, pelo que voltava a liderar o grupo. Pelo que, faltando jogar 20 minutos, não seria crível que – mantendo uma vantagem de três golos na diferença global de golos – fosse possível vir a perder essa posição, isto, claro, no pressuposto de que mantivesse a condição de vencedor nesse encontro.
Mesmo com o 4-1, somente mais quatro minutos volvidos (com Rafa a “picar” a bola sobre o guardião), a situação não parecia ter-se alterado substancialmente. Faltavam ainda dois golos, e poucos acreditariam numa reviravolta. Até porque não seria do conhecimento geral a globalidade dos critérios de desempate, pelo que se terá porventura pensado que poderiam ser ainda necessários mais três golos para ultrapassar os franceses.
E, de facto, nunca se sentiu uma ansiedade (no sentido de uma pressão negativa) do Benfica por marcar, mantendo a mesma toada de jogo, agora sim, claramente dominadora, mas sem “pressas”, nunca jogando de forma atabalhoada, ou por qualquer tipo de recurso a “chuveirinhos”.
A chama da crença só se acendeu efectivamente quando, a dois minutos do termo do tempo regulamentar o Benfica chegou ao 5-1, por Henrique Araújo (logo depois de Diogo Gonçalves ter rematado ao poste). Aí sim, a equipa sentiu que era determinante marcar mais um golo.
O que viria mesmo a ocorrer – já depois de Vlachodimos ter evitado o que teria sido o 5-2… – num bela conclusão de João Mário (remate de meia distância, colocado e rasteiro), no segundo de três minutos de período de compensação. De imediato, o próprio soltou uma interrogação que ficará na memória: «Dá?» – manifestando a disposição para, se necessário, ir ainda à procura de um golo extra.
Mas, nessa altura, já Roger Schmidt estava perfeitamente conhecedor do 7.º factor de desempate (alínea g) do regulamento), privilegiando a equipa com maior número de golos marcados fora de casa em toda a fase de grupos.
De forma absolutamente inédita, em 30 anos da competição, dois clubes concluíam esta fase rigorosamente igualados: 14 pontos (“record” do Benfica na prova), 4 vitórias e dois empates para cada; empate nos dois jogos entre as duas equipas, em Lisboa e em Paris, e ambos por 1-1; mesma diferença global de golos (9); mesmo número total de golos marcados (16); mesmo número total de golos sofridos (7). O Benfica marcara 9 golos fora de casa, face a apenas 6 do Paris Saint-Germain…
Em Haifa o árbitro dera por findo o jogo, mas, em Turim, ainda se jogariam mais dois a três minutos, com sensações diametralmente opostas: desolada, a equipa francesa acabara de perceber, contra todas as expectativas, que perdera o 1.º lugar do Grupo; em Israel, o Benfica aguardava apenas a confirmação do final dessa outra partida, para, enfim, dar largas a uma explosão de alegria, bem estampada no rosto de todos, técnicos, jogadores e adeptos.
De forma absolutamente meritória, com um final de jogo épico, o Benfica das “grandes noites europeias” sagrava-se, invicto nos seis jogos disputados (acrescendo aos quatro das eliminatórias de qualificação), vencedor de um Grupo que integrava dois “colossos” como o Paris Saint-Germain ou a Juventus!
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Napoli – Rangers – 3-0
Ajax – Liverpool – 0-3
1º Napoli, 15; 2º Liverpool, 12; 3º Ajax, 3; 4º Rangers, 0
Grupo B
Brugge – FC Porto – 0-4
Atlético Madrid – Bayer Leverkusen – 2-2
1º Brugge, 10; 2º FC Porto, 9; 3º At. Madrid, 5; 4º Bayer Leverkusen, 4
Grupo C
Inter – Viktoria Plzeň – 4-0
Barcelona – Bayern München – 0-3
1º Bayern München, 15; 2º Inter, 10; 3º Barcelona, 4; 4º Viktoria Plzeň, 0
Grupo D
Tottenham – Sporting – 1-1
E. Frankfurt – Marseille – 2-1
1º Tottenham, 8; 2º Sporting e E. Frankfurt, 7; 3º Marseille, 6
Grupo E
Salzburg – Chelsea – 1-2
D. Zagreb – AC Milan – 0-4
1º Chelsea, 10; 2º AC Milan, 7; 3º Salzburg, 6; 4º D. Zagreb, 4
Grupo F
RB Leipzig – Real Madrid – 3-2
Celtic – Shakhtar Donetsk – 1-1
1º Real Madrid, 10; 2º RB Leipzig, 9; 3º Shakhtar Donetsk, 6; 4º Celtic, 2
Grupo G
Sevilla – København – 3-0
B. Dortmund – Manchester City – 0-0
1º Manchester City, 11; 2º B. Dortmund, 8; 3º Sevilla, 5; 4º København, 2
Grupo H
Benfica – Juventus – 4-3
Paris Saint-Germain – Maccabi Haifa – 7-2
1º Paris St.-Germain e Benfica, 11; 3º Juventus e Maccabi Haifa, 3
A uma ronda do final da fase de grupos garantiram já o apuramento para os 1/8 de final os seguintes doze clubes: Napoli, Liverpool, Brugge, FC Porto, Bayern München, Inter, Chelsea, Real Madrid, Manchester City, B. Dortmund, Paris Saint-Germain e Benfica.
As quatro vagas que subsistem por atribuir serão disputadas entre: Tottenham, Sporting, E. Frankfurt e Marseille (2 vagas); AC Milan e Salzburg; e RB Leipzig e Shakhtar Donetsk.
Por seu lado, têm já confirmada a passagem para a Liga Europa: Barcelona e Sevilla. O Ajax apenas não teria também o mesmo desfecho num cenário hipotético em que perdesse, na Escócia, com o Rangers, por, pelo menos, cinco golos de diferença.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Benfica – Juventus
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Alexander Bah (81m – Gilberto Moraes), António Silva, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández, João Mário (90m – Francisco “Chiquinho” Machado), Fredrik Aursnes, Rafael “Rafa” Silva (87m – Petar Musa) e Gonçalo Ramos (87m – David Neres)
Juventus – Wojciech Szczęsny, Danilo Silva, Leonardo Bonucci (60m – Alex Sandro), Federico Gatti, Juan Cuadrado (60m – Fabio Miretti), Weston McKennie, Manuel Locatelli, Adrien Rabiot, Filip Kostić (70m – Samuel Iling-Junior), Dušan Vlahović (70m – Matías Soulé) e Moise Kean (45m – Arkadiusz Milik)
1-0 – António Silva – 17m
1-1 – Moise Kean – 21m
2-1 – João Mário (pen.) – 28m
3-1 – Rafael “Rafa” Silva – 35m
4-1 – Rafael “Rafa” Silva – 50m
4-2 – Arkadiusz Milik – 77m
4-3 – Weston McKennie – 79m
Cartões amarelos – Enzo Fernández (84m); Danilo Silva (62m)
Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)
Tal como sucede noutras ocasiões é difícil destrinçar a análise de um jogo face ao seu resultado final. A verdade é que, neste caso em concreto, o desfecho acaba por ser bastante “mentiroso”, não traduzindo de modo nenhum a flagrante superioridade exercida pelo Benfica – pelo menos até aos 75 minutos -, em função do que o “placard” podia muito bem ter atingido números absolutamente históricos.
A golear por 4-1 aos 50 minutos, a contagem final poderia ter sido ampliada, pelo menos, até aos sete golos, sem que tal surpreendesse minimamente quem teve oportunidade de assistir a esta magnífica exibição do Benfica!
Depois, sofrendo dois golos em apenas dois minutos, seria impossível não vacilar – mesmo sabendo que o empate era o bastante para consumar o objectivo do apuramento para os 1/8 de final da “Champions” (e tal até poderia ter acontecido, mesmo a findar a partida…).
Isto na que terá sido, porventura, a melhor exibição de Rafa ao serviço do Benfica, fazendo “gato-sapato” da defesa da Juventus – mas desperdiçando, só à sua conta, pelo menos dois “golos feitos” (teriam sido o 5-1… ou, mais tarde, o 5-3) –, beneficiando da liberdade concedida pelo equilíbrio e solidez que Aursnes proporcionou ao meio-campo encarnado, e potenciando a sua velocidade, que, a dada altura, fez com que parecesse estar “por todo o lado”.
O primeiro quarto de hora do jogo até nem faria suspeitar da aceleração que viria a ter, com as duas equipas como que algo expectantes, não obstante a maior iniciativa benfiquista, com ambas as formações a procurar pressionar alto.
O golo inaugural, na estreia de António Silva a marcar (numa boa antecipação de cabeça), foi o desbloqueador perfeito para uma partida de alta intensidade. Mas não haveria muito tempo para saborear a vantagem, dado que a Juventus restabeleceria a igualdade apenas quatro minutos volvidos.
Pelo que a oportunidade de, sete minutos depois, voltar a posição de superioridade – na conversão de uma grande penalidade – constituiria determinante catalisador dos níveis de confiança e do acreditar que a vitória era bem plausível. A equipa italiana acusou o toque, e o ritmo imposto pelo Benfica fez com que nunca mais conseguisse organizar-se, incapaz de acompanhar e de encontrar antídoto face à alta rotação do adversário.
Começava então o “festival Rafa”, a ampliar a contagem, logo aos 35 minutos, para 3-1, numa excelente execução técnica, com um toque de calcanhar. E, a abrir a segunda metade, sentenciando a qualificação, a alargar ainda mais a vantagem benfiquista, “picando” a bola sobre o categorizado guardião contrário.
Frente a uma equipa desorientada, mesmo “perdida” dentro de campo, o mesmo Rafa, num lance de “baliza aberta”, mas de elevado grau de dificuldade, a receber uma bola que saíra algo alta, tentou, de primeira, fazer um desvio subtil, que, contudo, saiu ligeiramente por alto, gorando-se o que teria sido um fantástico “hat-trick”… e o 5.º golo do Benfica, estavam decorridos 75 minutos.
Aliás, já antes, à passagem da hora de jogo, também Gonçalo Ramos desfrutara de duas boas ocasiões para marcar, uma delas salva por instinto pelo guarda-redes, tendo, no outro caso, a bola saído ligeiramente ao lado.
Quando se pensava que Massimiliano Allegri tinha “entregue os pontos”, conformado com a derrota, fazendo entrar em campo dois “meninos” de 19 anos, Matías Soulé e Samuel Iling-Junior, em especial este último tiraria partido de alguma fadiga de Bah, para criar jogadas de grande perigo, que, num ápice – apenas dois minutos depois do tal desperdício de Rafa -, converteram a goleada num resultado tangencial.
O Benfica precisava de manter a serenidade, procurar recompor-se desse abalo, e preservar a vitória, nos derradeiros dez minutos. Só então Roger Schmidt mexeria na equipa, fazendo entrar de imediato, Gilberto, para procurar estancar a torrente imprimida por Iling-Junior, tendo as restantes substituições tido já mais por objectivo a quebra de ritmo de jogo.
Ainda assim, Federico Gatti ficaria, já em período de compensação, a escassos centímetros de chegar ao que seria um absolutamente incrível 4-4…
Antes disso já Rafa tivera, na sua derradeira acção no jogo, numa rápida transição, o tal “5-3” nos pés, depois de correr com a bola, de área a área, cerca de 70 metros, surgindo isolado frente a Szczęsny, mas, infeliz, rematando de forma excessivamente enquadrada, ao poste. Teria sido o culminar de uma noite brilhante a nível individual, em mais uma das históricas “grandes noites” europeias do Benfica.
Com o apuramento garantido, fica ainda em aberto, para a última jornada, a definição do vencedor do grupo, para o que o Benfica – igualado em pontos, mas com menor diferença de golos – necessitará fazer melhor resultado em Israel do que o que o Paris Saint-Germain fizer na deslocação a Turim (com a Juventus ainda em compita com o Maccabi Haifa pela vaga de consolação na Liga Europa).
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Rangers – Liverpool – 1-7
Napoli – Ajax – 4-2
1º Napoli, 12; 2º Liverpool, 9; 3º Ajax, 3; 4º Rangers, 0
Grupo B
Bayer Leverkusen – FC Porto – 0-3
Atlético Madrid – Brugge – 0-0
1º Brugge, 10; 2º FC Porto, 6; 3º At. Madrid, 4; 4º Bayer Leverkusen, 3
Grupo C
Viktoria Plzeň – Bayern München – 2-4
Barcelona – Inter – 3-3
1º Bayern München, 12; 2º Inter, 7; 3º Barcelona, 4; 4º Viktoria Plzeň, 0
Grupo D
Sporting – Marseille – 0-2
Tottenham – E. Frankfurt – 3-2
1º Tottenham, 7; 2º Marseille e Sporting, 6; 4º E. Frankfurt, 4
Grupo E
AC Milan – Chelsea – 0-2
D. Zagreb – Salzburg – 1-1
1º Chelsea, 7; 2º Salzburg, 6; 3º D. Zagreb e AC Milan, 4
Grupo F
Shakhtar Donetsk – Real Madrid – 1-1
Celtic – RB Leipzig – 0-2
1º Real Madrid, 10; 2º RB Leipzig, 6; 3º Shakhtar Donetsk, 5; 4º Celtic, 1
Grupo G
København – Manchester City – 0-0
B. Dortmund – Sevilla – 1-1
1º Manchester City, 10; 2º B. Dortmund, 7; 3º Sevilla e København, 2
Grupo H
Maccabi Haifa – Juventus – 2-0
Paris Saint-Germain – Benfica – 1-1
1º Paris St.-Germain e Benfica, 8; 3º Juventus e Maccabi Haifa, 3
Ainda com duas jornadas por disputar garantiram já o apuramento para os 1/8 de final os seguintes cinco clubes: Napoli, Brugge, Bayern München, Real Madrid e Manchester City.



