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FC Porto Campeão Nacional Futebol 2010-11
23 vitórias e 2 empates à 25ª jornada são números suficientemente elucidativos – de tal forma “falam por si” – sobre o merecimento da conquista do 25º título de Campeão Nacional pelo FC Porto, vencendo hoje o Benfica, no Estádio da Luz, por 2-1.
Como benfiquista, não só não me posso reconhecer, como, acima de tudo, tenho vergonha da atitude absolutamente indigna e deplorável da Direcção do Benfica, de desligar as luzes do Estádio no momento em que se iniciaram as comemorações portistas. O meu lamento.
Euro-2012 – Qualificação
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Noruega 4 3 1 - 6- 3 10 2º Portugal 4 2 1 1 10- 7 7 3º Dinamarca 4 2 1 1 5- 4 7 4º Chipre 4 - 2 2 5- 8 2 5º Islândia 4 - 1 3 2- 6 1
5ª jornada
26.03.11 – Chipre – Islândia – 0-0
26.03.11 – Noruega – Dinamarca – 1-1
Liga Europa – Sorteio dos 1/4 Final e das 1/2 Finais
1/4 Final (07 e 14.04.2011)
FC Porto – Spartak Moskva
Benfica – PSV Eindhoven
Villarreal – Twente
Braga – D. Kyiv
1/2 Finais (28.04.2011 e 05.05.2011)
Braga/D. Kyiv – Benfica/PSV Eindhoven
FC Porto/Spartak Moskva – Villarreal/Twente
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/4 Final e das 1/2 Finais
1/4 Final (05 e 06 e 12 e 13.04.2011)
Real Madrid – Tottenham
Chelsea – Manchester United
Barcelona – Shakhtar Donestsk
Inter – Schalke 04
1/2 Finais (26 e 27.04.2011 e 03 e 04.05.2011)
Inter/Schalke 04 – Chelsea/Manchester United
Real Madrid/Tottenham – Barcelona/Shakhtar Donestsk
Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão) – Paris St.-Germain – Benfica
Paris St.-Germain – Apoula Edel, Ceará (78m – Jean-Eudes Maurice), Sylvain Armand, Mamadou Sakho, Siaka Tiéné, Claude Makélélé, Clément Chantôme, Christophe Jallet, Nenê, Mathieu Bodmer (68m – Ludovic Giuly) e Mevlüt Erdinç (68m – Guillaume Hoarau)
Benfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio, Pablo Aimar (80m – César Peixoto), Nico Gaitán (90m – Jardel), Javier Saviola (64m – Carlos Martins) e Óscar Cardozo
0-1 – Nico Gaitán – 27m
1-1 – Mathieu Bodmer – 35m
Cartões amarelos – Clément Chantôme (72m) e Sylvain Armand (82m); Pablo Aimar (29m) e Maxi Pereira (78m)
Árbitro – William Collum (Escócia)
A partida decorria em toada morna, sem uma tendência definida, quando – já com 27 minutos de jogo – um remate cruzado de NIco Gaitán, mas que saiu ao primeiro poste, traiu o guarda-redes da equipa francesa, parecendo ser o tónico ideal para elevar os níveis de confiança do Benfica (que chegava a Paris com a vantagem mínima e com a ameaça de ter concedido um golo em casa), não obstante, no entretanto, Roberto tenha sido chamado a intervenção apertada no minuto imediato ao golo benfiquista.
Porém, poucos minutos depois, o Paris St.-Germain, numa boa iniciativa, num remate de boa execução de Bodmer, chegaria mesmo ao golo, restabelecendo o empate, assim prontamente reentrando na disputa da eliminatória.
E o Benfica voltaria a mostrar alguma intranquilidade e desconcentração defensiva quase ao findar da primeira parte, por duas vezes, primeiro numa bola que cruzou toda a área, acabando por se perder, e, pouco depois, com um remate perigoso que não saiu muito distante da baliza.
O mínimo que se poderia dizer era que o resultado de 1-1 ao intervalo não era mau para o Benfica… que, numa atitude de expectativa, muito pouco tinha feito para merecer mais, perante uma enorme falange de apoio de adeptos nas bancadas (estimada em cerca de 30 mil, do total de 44 mil espectadores). Até porque, um hipotético segundo golo benfiquista, sentenciaria muito provavelmente o desfecho da eliminatória.
No reinício, o Benfica teria a sua melhor iniciativa de jogo, logo aos 52 minutos, com Cardozo e Fábio Coentrão a levarem o perigo até bem perto da baliza da equipa da casa, mas Saviola a não conseguir concretizar. Pouco depois, beneficiaria ainda, de forma consecutiva, de dois pontapés de canto, mas que seriam inconsequentes.
E, aos 60 minutos, numa boa combinação, envolvendo uma vez mais Fábio Coentrão e Cardozo, o avançado benfiquista obrigaria o guardião adversário a uma boa intervenção, a que se seguiu novo canto, em mais uma ocasião de perigo.
Logo depois de uma perigosa ofensiva do Paris St.-Germain, um endiabrado Coentrão conseguiria fugir aos alas do lado direito, mas o companheiro que seguia a jogada não compreendeu o lance, não se tendo desmarcado para o local apropriado. E, de imediato, novamente Cardozo a rematar à baliza.
O ritmo de jogo tivera uma forte aceleração; começariam então as substituições. Apenas aos 78 e 79 minutos, voltaria a haver frisson, primeiro com uma jogada já em plena pequena área, com uma atabalhoada defesa benfiquista com grandes dificuldades para aliviar a bola, e, de imediato, na sequência do respectivo canto.
Em mais uma imparável arrancada de Coentrão, já jogando pelo meio (depois da entrada de César Peixoto para lateral esquerdo), o benfiquista só seria parado pelo recurso a uma falta grosseira (que custou um cartão amarelo / alaranjado a Sylvain Armand), de cuja conversão do respectivo livre resultaria mais um lance de perigo, todavia não aproveitado pelo Benfica.
Já a 3 minutos do final, Nico Gaitán ainda ensaiaria uma imitação da jogada antes protagonizada pelo companheiro, mas não seria bem sucedido.
Ao longo de 5 compridos minutos de período de compensação, um Parque dos Príncipes verdadeiramente ao rubro começara já a festejar exuberantemente a sofrida (até ao último segundo…) passagem do Benfica aos 1/4 Final da Liga Europa.
Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Paris Saint-Germain - Benfica 1-1 1-2 2-3 Manchester City - Dynamo Kyiv 1-0 0-2 1-2 Zenit - Twente 2-0 0-3 2-3 FC Porto - CSKA Moskva 2-1 1-0 3-1 Glasgow Rangers - PSV Eindhoven 0-1 0-0 0-1 Villarreal - Bayer Leverkusen 2-1 3-2 5-3 Spartak Moskva - Ajax 3-0 1-0 4-0 Liverpool - Braga 0-0 0-1 0-1
Com o devido destaque para o sensacional feito do Braga, eliminando o outrora “todo-poderoso” Liverpool (depois de ter já, nesta mesma temporada, superado também o Celtic e o Sevilla, na fase de qualificação para a Liga dos Campeões), Portugal consegue um extraordinário pleno de três equipas apuradas para os 1/4 Final da Liga Europa, conjuntamente com Benfica e FC Porto.
A Holanda, com 2 clubes a prosseguir em prova, marca também uma posição de relevo na competição desta época, em que os restantes qualificados provêm de Espanha, Rússia e Ucrânia. Consequentemente, e ao invés, países como a Inglaterra, Itália, Alemanha e França não marcam já presença na edição deste ano da Liga Europa.
Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total 08.03.2011 - Shakhtar Donetsk – Roma 3-0 3-2 6-2 09.03.2011 - Tottenham – AC Milan 0-0 1-0 1-0 09.03.2011 - Schalke 04 – Valencia 3-1 1-1 4-2 15.03.2011 - Bayern München – Inter 2-3 1-0 3-3 16.03.2011 - Real Madrid – Ol. Lyonnais 3-0 1-1 4-1 08.03.2011 - Barcelona – Arsenal 3-1 1-2 4-3 15.03.2011 - M. United – Ol. Marseille 2-1 0-0 2-1 16.03.2011 - Chelsea – København 0-0 2-0 2-0
Avançam para os 1/4 Final da prova três equipas inglesas, duas espanholas e uma da Alemanha, Itália e Ucrânia. Sete anos depois o Real Madrid conseguiu quebrar o “enguiço”, superando a eliminatória dos 1/8 Final (depois de – por seis vezes consecutivas – se ter quedado nesta fase da prova, sucessivamente eliminado por Juventus, Arsenal, Bayern, Roma, Liverpool e Lyon).
Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão) – Benfica – Paris St.-Germain
Benfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi García, Eduardo Salvio (66m – Franco Jara), Nico Gaitán (71m – Pablo Aimar), Carlos Martins (85m – César Peixoto), Javier Saviola e Óscar Cardozo
Paris St.-Germain – Apoula Edel, Ceará, Sammy Traoré, Sylvain Armand, Tripy Makonda (75m – Florian Makhedjouf), Zoumana Camara, Clément Chantôme, Péguy Luyindula (44m – Jean-Eudes Maurice), Nenê, Mevlüt Erdinç e Mathieu Bodmer (70m – Neeskens Kebano)
0-1 – Péguy Luyindula – 14m
1-1 – Maxi Pereira – 42m
2-1 – Franco Jara – 81m
Cartões amarelos – Eduardo Salvio (26m); Sylvain Armand (30m), Ceará (39m), Nenê (83m) e Zoumana Camara (90m)
Árbitro – Pavel Kralovec (R. Checa)
Numa partida em que o Benfica denotou algum nervosismo e ansiedade, a par de falta de concentração na defesa, não acertando com as marcações, repetiu-se o sucedido nos últimos 4 encontros disputados no Estádio da Luz: começar a perder, conseguir a reviravolta no marcador, e acabar por vencer por 2-1 (assim sucedeu nos jogos com o Stuttgart, Marítimo e Sporting).
Frente a uma equipa que se caracteriza pelo seu perigoso contra-ataque, que, por regra, consegue marcar golos nos jogos fora de casa – e depois de, logo a abrir o jogo, a equipa benfiquista ter obrigado o guardião do conjunto francês a excelente intervenção (o que, aliás, viria a repetir, aos 25 minutos, com Edel a dar a melhor resposta a um potente remate de Cardozo, na conversão de um livre) -, o Paris St.-Germain, para além de ter inaugurado o marcador, ainda antes dos 15 minutos, teria pelo menos mais duas flagrantes oportunidades de golo, com o Benfica a revelar dificuldades em controlar o jogo.
A equipa portuguesa acabaria por ter a felicidade de, nessa fase menos boa, conseguir, ainda antes do intervalo, o golo da igualdade, que, naturalmente, contribuiria para encarar a segunda parte com outra tranquilidade e confiança.
E, efectivamente, nessa metade complementar, o rumo do encontro viria a alterar-se substancialmente, em virtude do ritmo e velocidade impostos pela equipa do Benfica.
O curso do jogo ficaria então ainda marcado por um lance que o árbitro não sancionou com grande penalidade, aos 72 minutos, por claro derrube a um benfiquista em plena área.
Tal não impediu – ou terá porventura contribuído ainda mais – para um decisivo acelerar da equipa portuguesa, à entrada para o quarto de hora final, com o Benfica a carregar bastante, exercendo tal pressão que ameaçava fazer vacilar os parisienses, empurrando-os para as imediações da sua baliza, fazendo lembrar a fase final do recente jogo com o Sporting para as 1/2 Finais da Taça da Liga.
À semelhança do sucedido nesse jogo, adivinhava-se claramente o golo do Benfica, que acabaria por surgir com naturalidade.
Curiosamente – talvez recordando-se da similitude da evolução do jogo e do marcador da eliminatória anterior, frente ao Stuttgart -, a equipa benfiquista acabaria, nos minutos derradeiros, por procurar sobretudo conservar a vantagem, que, sendo mínima, poderá ser decisiva para o jogo da próxima semana em Paris, em que, se antecipa, irá “jogar em casa”, com o apoio de uma grande mole de emigrantes portugueses.
Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão)
Benfica - Paris Saint-Germain 2-1 Dynamo Kyiv - Manchester City 2-0 Twente - Zenit 3-0 CSKA Moskva - FC Porto 0-1 PSV Eindhoven - Glasgow Rangers 0-0 Bayer Leverkusen - Villarreal 2-3 Ajax - Spartak Moskva 0-1 Braga - Liverpool 1-0
Três jogos, três vitórias, o excelente balanço das equipas portuguesas nesta 1ª mão dos 1/8 Final da Liga Europa, a conseguir fazer o pleno, com destaque particular para os triunfos do FC Porto em Moscovo e do Braga frente ao Liverpool. Meio caminho está percorrido; falta confirmar nas partidas da 2ª mão, a vantagem adquirida, para garantir o que seria um magnífico triplo apuramento para os 1/4 Final.
Uma jornada em que, dos outros países com maior representação, apenas a Holanda não teve saldo negativo, com as suas 3 equipas a repartirem os resultados pelos 3 desfechos possíveis (uma vitória, um empate, e uma derrota), enquanto os clubes da Rússia registam uma vitória e duas derrotas, com os dois conjuntos ingleses a serem também derrotados.
Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão) – Stuttgart – Benfica
Stuttgart – Marc Ziegler (52m – Sven Ulreich), Khalid Boulahrouz (61m – Timo Gebhart), Georg Niedermeier, Matthieu Delpierre, Cristian Molinaro, Christian Trasch, Zdravko Kuzmanovic, Martin Harnik, Tamás Hajnal (78m – Élson), Shinji Okazaki e Sven Schipplock
Benfica – Roberto, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Airton, Eduardo Salvio, Nico Gaitán, Pablo Aimar (73m – Carlos Martins), Franco Jara (90m – Alan Kardec) e Óscar Cardozo (88m – Felipe Menezes)
0-1 – Eduardo Salvio – 31m
0-2 – Óscar Cardozo – 78m
Cartões amarelos – Matthieu Delpierre (46m), Shinji Okazaki (77m), Timo Gebhart (81m) e Cristian Molinaro (90m); Sidnei (44m) e Carlos Martins (81m)
Cartão vermelho – Zdravko Kuzmanovic (90m)
Árbitro – Mike Dean (Inglaterra)
Com uma vantagem mínima arrancada na primeira mão, o Benfica assumiu – tal como prometera Jorge Jesus – que necessitava de marcar na Alemanha para alcançar o apuramento. E entrou com boa disposição neste jogo, com Gaitán a ameaçar, logo aos 6 minutos, com um remate em jeito de “folha seca”, pleno de intencionalidade, a obrigar o guardião contrário a uma estirada para afastar a bola por sobre a barra.
E, novamente aos 18 minutos, com uma desmarcação na cara do guarda-redes, a fazer a mancha e a levar a melhor sobre Fábio Coentrão, que se conseguira isolar, não tendo contudo conseguido evitar o último obstáculo para o golo.
Golo que acabaria por surgir aos 31 minutos, culminando da melhor forma um pontapé de canto, com Salvio, a “encher o pé”, à entrada da área, a rematar forte e colocado, sem hipótese de defesa.
O Stuttgart obrigara também Roberto a intervir em dois ou três lances ofensivos, mas a nota dominante do primeiro tempo fora do Benfica.
No reinício, logo aos 2 minutos e, de imediato, no minuto seguinte, o guarda-redes alemão, com duas intervenções arrojadas, negaria novo golo ao Benfica, na segunda delas, sendo atingido de forma arrepiante, de forma involuntária, fruto da dinâmica do movimento corporal, primeiro por Gaitán (uma joelhada na cabeça) e, de imediato, por Delpierre, que caiu também sobre a cabeça do desamparado colega, que acabaria por ter de sair do estádio, para receber assistência hospitalar.
Aos 60 minutos, Luisão, na cara do guarda-redes, na zona da pequena área, desperdiçaria inacreditavelmente o golo, não obstante ter recebido a bola um pouco alta, rematando bastante por cima da baliza.
Cardozo replicaria o falhanço, aos 71 minutos, antes de Okazaki, por duas vezes, ter ameaçado seriamente a baliza benfiquista, primeiro com um remate a rasar a trave e, logo de seguida, obrigando Roberto a uma magnífica intervenção para conseguir defender a bola.
A eliminatória ficaria definitivamente sentenciada quando Cardozo, aos 78 minutos, na sequência de mais uma boa iniciativa de Franco Jara, rematou forte, com a bola ainda a embater no poste antes de se anichar no fundo das redes, sem hipóteses para o guarda-redes adversário.
Até final – jogar-se-ia até ao minuto 97 – não haveria muito mais a ser digno de nota especial, com o Benfica a gerir a vantagem no jogo e na eliminatória.
Alcançando, pela primeira vez no seu longo historial europeu, a vitória na Alemanha, o que conseguiu de forma muito segura – ampliando para 16 a sua fantástica série de vitórias consecutivas -, o Benfica avança na Liga Europa, prosseguindo para os 1/8 Final, em que reencontrará (depois de se terem defrontado já na época 2006-07) a equipa francesa do Paris Saint-Germain.



