Posts tagged ‘Futebol’
Portugal – I. Norte (Mundial-2014 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, João Pereira (74m – Eder), Bruno Alves, Pepe, Miguel Lopes (45m – Ruben Amorim), Ruben Micael (61m – Silvestre Varela), Cristiano Ronaldo, João Moutinho, Miguel Veloso, Nani e Hélder Postiga
I. Norte – Roy Carroll, Ryan McGivern, Craig Cathcart, Jonny Evans, Christopher Baird, Steven Davis, Kyle Lafferty, Corry Evans, Niall McGinn, Oliver Norwood e Aaron Hughes
0-1 – Niall McGinn – 30m
1-1 – Hélder Postiga – 79m
Cartões amarelos – Pepe (80m); Aaron Hughes (84m)
Árbitro – Thorsten Kinhöfer (Alemanha)
Uma péssima exibição de uma equipa desconexa, com uma surpreendente incapacidade de dominar a bola – fruto do temporal que se abateu sobre o Estádio do Dragão? – e um inesperado empate com uma selecção de fracos recursos, como a da Irlanda do Norte, a colocar o 1º lugar do Grupo bastante longe ainda antes de atingir a metade desta fase de qualificação.
Uma má forma de recordar a centésima internacionalização de Cristiano Ronaldo, num encontro em que, nos últimos 20 minutos, a selecção portuguesa mais não conseguiu que bombear bolas para a área do adversário, mas de forma absolutamente inconsequente.
Segue-se, apenas já no próximo ano, uma dupla – e porventura a assumir cariz de decisiva – jornada, com deslocações a Israel e ao Azerbaijão.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Rússia 4 4 - - 8- 0 12 2º Israel 4 2 1 1 10- 5 7 3º Portugal 4 2 1 1 6- 3 7 4º I. Norte 4 - 3 1 3- 5 3 5º Azerbaijão 4 - 2 2 2- 6 2 6º Luxemburgo 4 - 1 3 2-12 1
4ª jornada
16.10.12 – Rússia – Azerbaijão – 1-0
16.10.12 – Israel – Luxemburgo – 3-0
16.10.12 – Portugal – I. Norte – 1-1
(mais…)
Rússia – Portugal (Mundial-2014 – Qualif.)
Rússia – Igor Akinfeev, Alexander Anyukov, Sergei Ignashevich, Igor Denisov, Alexander Kokorin, Alexander Kerzhakov (65m – Andrey Eshchenko), Vasili Berezutskiy, Roman Shirokov, Vladimir Bystrov (83m – Alexander Samedov), Victor Faizulin (45m – Denis Glushakov) e Dmitry Kombarov
Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Fábio Coentrão (20m – Miguel Lopes), Ruben Micael (67m – Silvestre Varela), Cristiano Ronaldo, João Moutinho, Miguel Veloso, Nani e Hélder Postiga (75m – Eder)
1-0 – Alexander Kerzhakov – 6m
Cartões amarelos – Roman Shirokov (89m) e Alexander Kokorin (90m); Miguel Veloso (43m)
Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)
Defrontando o mais sério (único) rival na disputa da vitória no grupo de apuramento e consequente apuramento directo para o Mundial 2014, a selecção portuguesa estava bem avisada da importância de que se revestia esta partida.
Porém, uma falha individual, logo nos primeiros minutos de jogo, com um passe errado quando a equipa portuguesa se balanceava para o ataque, permitindo um rápido contra-ataque russo, desde logo decidiria o desfecho do encontro.
A partir daí, com praticamente todo o tempo para procurar inverter a situação, naturalmente Portugal assumiria o controlo do jogo (domínio também consentido pela Rússia), concluindo o desafio com estatísticas esmagadoras a nível de posse de bola (mais de 75%). Mas seria um domínio mais quantitativo, que qualitativo, improfícuo, esbarrando sempre na bem organizada teia defensiva da selecção russa.
Na segunda parte, e com o decorrer do tempo, a equipa nacional foi ficando mais intranquila, e acabaria por não criar efectivo perigo, nem ocasiões de golo.
A inevitável sensação de injustiça do resultado tem necessariamente de ser mitigada pela falta de eficácia do futebol ofensivo da selecção de Portugal.
À terceira jornada, começamos já a ter de fazer as habituais “contas de cabeça”: na eventualidade de um empate pontual no final da fase de qualificação, o primeiro critério de desempate é o da diferença de golos… para já (para além dos 3 pontos de desvantagem), o défice atinge 4 golos.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Rússia 3 3 - - 7- 0 9 2º Portugal 3 2 - 1 5- 2 6 3º Israel 3 1 1 1 7- 5 4 4º I. Norte 3 - 2 1 2- 4 2 5º Azerbaijão 3 - 2 1 2- 5 2 6º Luxemburgo 3 - 1 2 2- 9 1
3ª jornada
12.10.12 – Rússia – Portugal – 1-0
12.10.12 – Luxemburgo – Israel – 0-6
14.11.12 – I. Norte – Azerbaijão – 1-1
(mais…)
Liga Europa – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo B
At. Madrid – Viktoria Plzen – 1-0
Académica – Happoel Tel-Aviv – 1-1
1º At. Madrid, 6; 2º Viktoria Plzen, 3; 3º Académica e Happoel Tel-Aviv, 1
Grupo D
Newcastle – Bordeaux – 3-0
Brugge – Marítimo – 2-0
1º Newcastle, 4; 2º Brugge e Bordeaux, 3; 4º Marítimo, 1
Grupo G
Videoton – Sporting – 3-0
Basel – Genk – 2-2
1º Genk, 4; 2º Videoton, 3; 3º Basel, 2; 4º Sporting, 1
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
FC Porto – Paris St.-Germain – 1-0
D. Kyiv – D. Zagreb – 2-0
1º FC Porto, 6; 2º Paris St.-Germain e D. Kyiv, 3; 4º D. Zagreb, 0
Grupo B
Arsenal – Olympiakos – 3-1
Schalke – Montpellier – 2-2
1º Arsenal, 6; 2º Schalke, 4; 3º Montpellier, 1; 4º Olympiakos, 0
Grupo C
Anderlecht – Málaga – 0-3
Zenit – AC Milan – 2-3
1º Málaga, 6; 2º AC Milan, 4; 3º Anderlecht, 1; 4º Zenit, 0
Grupo D
Ajax – Real Madrid – 1-4
Manchester City – B. Dortmund – 1-1
1º Real Madrid, 6; 2º B. Dortmund, 4; 3º Manchester City, 1; 4º Ajax, 0
Grupo E
Nordsjælland – Chelsea – 0-4
Juventus – Shakhtar Donetsk – 1-1
1º Chelsea e Shakhtar Donetsk, 4; 3º Juventus, 2; 4º Nordsjælland, 0
Grupo F
BATE Borisov – Bayern – 3-1
Valencia – Lille – 2-0
1º BATE Borisov, 6; 2º Valencia e Bayern, 3; 4º Lille, 0
Grupo G
Benfica – Barcelona – 0-2
Spartak Moskva – Celtic – 2-3
1º Barcelona, 6; 2º Celtic, 4; 3º Benfica, 1; 4º Spartak Moskva, 0
Grupo H
Galatasaray – Sp. Braga – 0-2
CFR Cluj – Manchester United – 1-2
1º Manchester United, 6; 2º CFR Cluj e Sp. Braga, 3; 4º Galatasaray, 0
Nesta segunda jornada, destaque para a excelente vitória do Sp. Braga, frente ao campeão turco, Galatasaray, com o FC Porto a conseguir também confirmar o triunfo obtido na ronda inaugural, frente ao principal rival na luta pelo 1º lugar do Grupo de apuramento. O Benfica, perdendo com naturalidade, perante um Barcelona de outra galáxia, tem, não obstante, as contas relativamente fixadas: terá de vencer os jogos em casa frente ao Celtic e Sp. Moscovo, esperando que a equipa catalã mantenha elevado o nível de competitividade nos restantes jogos com os outros rivais.
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Benfica – Barcelona
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić, Eduardo Salvio, Enzo Peréz (60m – Pablo Aimar), Bruno César (45m – Carlos Martins), Nico Gaitán (75m – Nolito) e Lima
Barcelona – Victor Valdés, Daniel Alves, Carles Puyol (78m – Alex Song), Javier Mascherano, Jordi Alba, Sergio Busquets, Xavi Hernández, Pedro Rodríguez (82m – David Villa), Alexis Sánchez, Cesc Fàbregas (72m – Andrés Iniesta) e Lionel Messi
0-1 – Alexis Sánchez – 6m
0-2 – Cesc Fàbregas – 55m
Cartões amarelos – Cesc Fàbregas (19m) e Pedro Rodríguez (28m); Bruno César (38m), Carlos Martins (84m), Nemanja Matić (86m) e Jardel (89m)
Cartão vermelho – Sergio Busquets (88m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Entrando em campo com um posicionamento porventura mais ousado do que o que se poderia antecipar, tendo em consideração o poderio e a fama do adversário, o Benfica surgiu desinibido, a procurar jogar o jogo pelo jogo.
Porém, a envolvente da partida ficaria desde muito cedo condicionada pelo golo madrugador obtido pelo Barcelona, com Alexis Sánchez, muito oportuno, a antecipar-se à defesa benfiquista, na zona da pequena área, a dar a melhor conclusão a um bom cruzamento de Messi, do lado esquerdo. Bastara uma desconcentração, para a equipa catalã, com eficácia extraordinária, se colocar desde logo em vantagem.
Não acusando o golo sofrido, com uma muito boa reacção, a equipa benfiquista construiria pouco depois os seus dois lances de maior perigo, a rondar os 10 minutos, primeiro por Bruno César, depois através de Lima, em ambos os casos, a não conseguir concretizar as oportunidades de que desfrutaram.
Num jogo repartido – pese embora a inevitável tradicional superioridade do Barcelona a nível de posse de bola (no termo da partida cifrar-se-ia em 75%!) – os catalães teriam, aos 21 minutos, a melhor ocasião de golo, com Artur, com uma soberba intervenção, a evitar que o marcador se desnivelasse mais.
Até final da primeira parte, o Benfica continuou a explanar um bom futebol, não abdicando de procurar a sorte. De que poderia ter ficado mais próximo, caso o árbitro não tivesse perdoado, apenas com 40 minutos decorridos, o segundo cartão amarelo e consequente expulsão a Cesc Fàbregas, na sequência de uma entrada faltosa, a justificar maior rigor disciplinar (o mesmo acontecera aliás, dois minutos antes, com outro jogador da equipa espanhola).
Logo no segundo minuto após o recomeço, nova desconcentração na defesa benfiquista deu espaço a Alexis Sánchez, que, face a Artur Moraes, embora descaído sobre a esquerda, desperdiçou o que poderia ter sido o segundo golo, com a bola a sair ligeiramente ao lado do poste mais distante.
Aos 55 minutos, numa fase em que o Barcelona, com o domínio completo da bola durante um bom período de tempo, tinha adormecido o Benfica, subitamente imprimindo velocidade ao seu jogo, num rápido contra-ataque, com Messi a conduzir a bola, rompendo pela defesa benfiquista, levando-a até Fàbregas, que não teria dificuldade em ampliar o marcador.
Com o jogo anunciadamente perdido, o Benfica não se entregou, e, num gesto de inconformismo, Salvio teria, quase de pronto, um excelente remate, de longe, a obrigar Valdés (que minutos antes tivera uma desconcentração que podia ter sido comprometedora) a boa intervenção.
Na fase final da partida, a equipa benfiquista – acumulando já grande fadiga de tanto correr em busca da bola – de alguma forma perdeu o norte, desuniu-se, e não mais foi capaz de construir jogo ofensivo, podendo o Barcelona ter aproveitado para dilatar o marcador.
Contudo, também a equipa catalã ficou desconcentrada, com a cabeça ausente do jogo, a partir do momento em que o seu capitão, Carles Puyol – caindo mal na sequência de um lance em que tinha subido à grande área do Benfica, e após se ter elevado perigosamente para tentar cabecear a bola, devendo ter fracturado o braço -, teve de abandonar o relvado.
O jogo acabaria por ficar ainda manchado, mesmo nos derradeiros minutos, por uma sucessão de cartões amarelos, e um vermelho a Busquets, por atitudes de indisciplina, tendo o Benfica acabado por ver o árbitro perdoar também o vermelho a Matić, já em período de descontos…
Liga Europa – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo B
Viktoria Plzen – Académica – 3-1
Happoel Tel-Aviv – At. Madrid – 0-3
1º At. Madrid e Viktoria Plzen, 3; 3º Académica e Happoel Tel-Aviv, 0
Grupo D
Bordeaux – Brugge – 4-0
Marítimo – Newcastle – 0-0
1º Bordeaux, 3; 2º Marítimo e Newcastle, 1; 4º Brugge, 0
Grupo G
Sporting – Basel – 0-0
Genk – Videoton – 3-0
1º Genk, 3; 2º Basel e Sporting, 1; 4º Videoton, 0
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – D. Kyiv – 4-1
D. Zagreb – FC Porto – 0-2
1º Paris St.-Germain e FC Porto, 3; 3º D. Zagreb e D. Kyiv, 0
Grupo B
Olympiakos – Schalke – 1-2
Montpellier – Arsenal – 1-2
1º Arsenal e Schalke, 3; 3º Montpellier e Olympiakos, 0
Grupo C
AC Milan – Anderlecht – 0-0
Málaga – Zenit – 3-0
1º Málaga, 3; 2º AC Milan e Anderlecht, 1; 4º Zenit, 0
Grupo D
Real Madrid – Manchester City – 3-2
B. Dortmund – Ajax – 1-0
1º Real Madrid e B. Dortmund, 3; 3º Manchester City e Ajax, 0
Grupo E
Chelsea – Juventus – 2-2
Shakhtar Donetsk – Nordsjælland – 2-0
1º Shakhtar Donetsk, 3; 2º Chelsea e Juventus, 1; 4º Nordsjælland, 0
Grupo F
Bayern – Valencia – 2-1
Lille – BATE Borisov – 1-3
1º BATE Borisov e Bayern, 3; 3º Valencia e Lille, 0
Grupo G
Celtic – Benfica – 0-0
Barcelona – Spartak Moskva – 3-2
1º Barcelona, 3; 2º Benfica e Celtic, 1; 4º Spartak Moskva, 0
Grupo H
Sp. Braga – CFR Cluj – 0-2
Manchester United – Galatasaray – 1-0
1º CFR Cluj e Manchester United, 3; 3º Galatasaray e Sp. Braga, 0
No regresso da Liga dos Campeões, uma boa operação do FC Porto, vencendo fora, em Zagreb, podendo ainda vir a beneficiar da goleada sofrida pelo D. Kyiv, numa ronda inaugural em que se destaca o trepidante jogo de Madrid, com uma primeira parte em que o Manchester City se remeteu à defesa, para, no segundo tempo, o jogo ser “dinamitado”, com o aliciante extra de três golos nos derradeiros cinco minutos (todos os cinco golos foram marcados nos últimos 22 minutos), tendo o Real Madrid conseguido, “in-extremis”, inverter a posição de desvantagem (1-2) em que se encontrava a 3 minutos do termo da partida. Decepcionante foi a estreia do Zenit, goleado em Málaga.
Em Glasgow, não foi ainda desta vez que o Benfica quebrou o enguiço, não conseguindo marcar golos, frente a um Celtic actualmente mais débil do que o seu nível histórico. Muito mau foi o arranque do Sp. Braga, perdendo em casa com o CFR Cluj. Surpreendente também a derrota caseira do Lille, por números inequívocos, assim como as dificuldades que Barcelona e Manchester United experimentaram para levar de vencida os seus adversários nesta primeira jornada.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Celtic – Benfica
Celtic – Fraser Forster, Adam Matthews, Kelvin Wilson, Charlie Mulgrew, Mikael Lustig (63m – Thomas Rogne), Kris Commons, Victor Wanyama, Scott Brown, Emilio Izaguirre (66m – Gary Hooper), James Forrest e Miku Fedor
Benfica – Artur Moraes, André Almeida, Ezequiel Garay, Jardel, Melgarejo, Nemanja Matić, Pablo Aimar (63m – Óscar Cardozo), Enzo Peréz, Nico Gaitán (83m – Nolito), Eduardo Salvio e Rodrigo (70m – Bruno César)
Cartões amarelos – Victor Wanyama (21m), Emilio Izaguirre (34m) e Scott Brown (89m); Nemanja Matić (47m), Pablo Aimar (57m) e Bruno César (90m)
Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)
Com uma verdadeira “revolução” no onze escalado para iniciar esta partida em Glasgow (na sequência da venda dos passes de Javi García e Witsel e dos castigos de Maxi Pereira e Luisão), e ainda com um lateral esquerdo tentativo, o Benfica começou por enfrentar um determinado e agressivo Celtic, demorando a conseguir encaixar no estilo de jogo adoptado pelos escoceses, que criaram, desde logo, alguns desequilíbrios, obtendo dois pontapés de canto nos minutos iniciais.
A partir do quarto de hora, o Benfica começou, gradualmente, a equilibrar o jogo, por via de um melhor controlo da posse de bola. Faltar-lhe-ia contudo, à medida que o tempo ia avançando, a confiança necessária para assumir o risco de procurar ganhar.
No segundo tempo, o jogo foi bastante mais animado, com sucessivas alternâncias de pendor ofensivo, ora com o Celtic na mó de cima, ora com o Benfica a responder afirmativamente, numa partida aberta, como o traduz o elevado número de cantos, repartidos praticamente de forma equitativa (10-9, para o Benfica).
Porém, ambas as equipas continuariam a ser bastante inconsequentes, não conseguindo criar efectivas ocasiões de golo. O nulo no marcador final acaba por ser o resultado mais ajustado, num encontro em que o Benfica – a disputar o seu 200º jogo na competição (Taça / Liga dos Campeões Europeus) – deveria ter sido mais ousado.
Portugal – Azerbaijão (Mundial-2014 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Fábio Coentrão, Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, João Moutinho, Miguel Veloso (63m – Silvestre Varela), Nani (76m – Ruben Amorim) e Hélder Postiga (87m – Eder)
Azerbaijão – Kamran Agayev, Ali Gokdemir (89m – Aleksandr Chertoganov), Mahir Shukurov, Elnur Allahverdiyev, Jihan Ozkara (72m – Branimir Subasic), Rashad Sadigov, Ruslan Abishov, Javid Huseynov (59m – Afran Ismailov), Maksim Medvedev, Rahid Amirguliyev e Volodimir Levin
1-0 – Silvestre Varela – 64m
2-0 – Hélder Postiga – 85m
3-0 – Bruno Alves – 88m
Cartões amarelos – Cristiano Ronaldo (90m); Kamran Agayev (45m)
Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)
Avisada dos perigos que os adversários teoricamente (e na prática) mais fracos poderão provocar aos candidatos ao apuramento, a selecção nacional parece ter escutado Paulo Bento e assumiu este jogo com uma partida em que era necessário “arregaçar as mangas”, trabalhar, e procurar marcar cedo, para resolver desde logo a questão.
O problema foi que, por um lado, a pontaria não estava afinada (nada mais, nada menos que 5 remates nos ferros da baliza), e, por outro, o guardião adversário esteve numa noite verdadeiramente inspirada, com um lote de algumas soberbas defesas.
À medida que o tempo ia passando, o nervoso miudinho começava a aumentar e só a ansiedade, a vontade de antecipar o fim do sofrimento, objectou precisamente a que o golo surgisse mais cedo.
Mas, tanta era a insistência – num jogo de sentido único, praticamente disputado no meio-campo do Azerbaijão -, tantas eram os lances de ataque, a levar o perigo até à área defensiva, que o golo acabaria mesmo por acontecer, numa aposta ganha de Paulo Bento (um daqueles momentos de inspiração): Silvestre Varela tinha acabado de entrar e teve a capacidade de acreditar que, na sequência de mais um desses lances, a bola poderia sobrar para um espaço vazio, em que se conseguira isolar; e, no momento decisivo, com grande tranquilidade, não falhou.
A partir daí, logo se percebeu que o mais difícil estava feito, como quase sempre acontece neste tipo de jogos. O 2º e 3º golo (e mais poderiam ainda ter acontecido) foram o corolário lógico do domínio da selecção portuguesa, com uma excelente atitude, uma boa exibição, mas a precisar de aumentar os níveis de eficácia.
À 2ª jornada, situação bem rara: os 2 primeiros dispõem já de 5 (!) pontos de vantagem sobre as restantes selecções. É ainda tão cedo que pode parecer prematuro para tirar conclusões definitivas, mas, tudo o indica, Portugal e Rússia discutirão entre si, o 1º e 2º lugares. E já se vai percebendo que a margem de erro deverá ser mínima, uma vez que a equipa que ceder pontos perante as tais equipas menos poderosas poderá ficar irremediavelmente condenada ao play-off.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Rússia 2 2 - - 6- 0 6 2º Portugal 2 2 - - 5- 1 6 3º Luxemburgo 2 - 1 1 2- 3 1 4º I. Norte 2 - 1 1 1- 3 1 5º Azerbaijão 2 - 1 1 1- 4 1 6º Israel 2 - 1 1 1- 5 1
2ª jornada
11.09.12 – Israel – Rússia – 0-4
11.09.12 – I. Norte – Luxemburgo – 1-1
11.09.12 – Portugal – Azerbaijão – 3-0
Luxemburgo – Portugal (Mundial-2014 – Qualif.)
Luxemburgo – Jonathan Joubert, Guy Blaise, Tom Schnell, Gilles Bettmer, Daniel da Mota (79m – Maurice Deville), Ben Payal, Aurelien Joachim, Ante Bukvic, Mario Mutsch, Mathias Jaenisch e Lars Gerson
Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Fábio Coentrão, Raul Meireles (67m – Custódio), Cristiano Ronaldo, João Moutinho, Miguel Veloso (45m – Silvestre Varela), Nani (81m – Ruben Micael) e Hélder Postiga
1-0 – Daniel da Mota – 14m
1-1 – Cristiano Ronaldo – 27m
1-2 – Hélder Postiga – 54m
Cartões amarelos – Bruno Alves (78m) e Silvestre Varela (86m)
Árbitro – Kristo Tohver (Estónia)
No início da caminhada rumo ao Brasil, em 2014, tão avisada estava a selecção portuguesa sobre a necessidade de “levar a sério” este adversário, quão inevitável é algum relaxe, tão díspares as forças em presença.
E a verdade é que – tendo a equipa de Portugal adoptado uma toada lenta no quarto de hora inicial – o Luxemburgo começaria por provocar grande surpresa, ao inaugurar o marcador, colocando-se em vantagem, com um remate indefensável do luso-descendente Daniel da Mota.
A equipa nacional percebeu então que teria de trabalhar ainda mais do que porventura suspeitava, acabando por beneficiar do facto de o golo do empate não ter demorado em demasia, com Ronaldo a aproveitar da melhor forma uma desconcentração da defensiva luxemburguesa, a perder a bola em “zona proibida”, perante a insistência dos centro-campistas portugueses.
Sem nunca elevar de forma significativa o ritmo de jogo, Portugal, depois de obtido o segundo golo, pouco depois do recomeço, não iria além da margem mínima, nesta sua primeira vitória.
Em regime de “serviços mínimos”, a selecção portuguesa não evitaria persistir, até final do jogo, à mercê de um qualquer lance fortuito, que pudesse eventualmente hipotecar a necessária conquista dos 3 pontos. Segue-se o Azerbeijão, esperando-se exibição e resultado mais convincentes.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Rússia 1 1 - - 2- 0 3 2º Portugal 1 1 - - 2- 1 3 3º Azerbaijão 1 - 1 - 1- 1 1 4º Israel 1 - 1 - 1- 1 1 5º Luxemburgo 1 - - 1 1- 2 - 6º I. Norte 1 - - 1 0- 2 -
1ª jornada
07.09.12 – Rússia – I. Norte – 2-0
07.09.12 – Azerbaijão – Israel – 1-1
07.09.12 – Luxemburgo – Portugal – 1-2



