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Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Fenerbahce - BATE Borisov 1-0 0-0 1-0 CFR Cluj - Inter 0-3 0-2 0-5 Olympiakos - Levante 0-1 0-3 0-4 Liverpool - Zenit 3-1 0-2 3-3 Bordeaux - D. Kyiv 1-0 1-1 2-1 Benfica - Bayer Leverkusen 2-1 1-0 3-1 Metalist Kharkiv - Newcastle 0-1 0-0 0-1 Genk - Stuttgart 0-2 1-1 1-3 Rubin Kazan - At. Madrid 0-1 2-0 2-1 Steaua - Ajax 2-0 0-2(4-2gp) 2-2 Dnipro - Basel 1-1 0-2 1-3 Hannover - Anzhi 1-1 1-3 2-4 Chelsea - Sparta Praha 1-1 1-0 2-1 Lazio - B. Monchengladbach 2-0 3-3 5-3 Lyon - Tottenham 1-1 1-2 2-3 Viktoria Plzen - Napoli 2-0 3-0 5-0
Numa eliminatória com algumas surpresas, como as eliminações do actual detentor do troféu, At. Madrid, e do Napoli (esmagado pela equipa checa que tinha vencido o Grupo da Académica… precisamente à frente do At. Madrid) – tendo o Tottenham evitado a eliminação no último minuto, tal como o Chelsea conseguiu evitar o prolongamento, já em período de descontos, frente a outra equipa checa – realce ainda para a eliminação de equipas de grande tradição, como Liverpool, Ajax, Lyon, Olympiakos e D. Kyiv, assim como do Bayer Leverkusen, num excelente desempenho competitivo do Benfica.
De entre as equipas que avançam para a eliminatória seguinte, destaque para os contingentes da Inglaterra e Rússia (ambas com três clubes cada, respectivamente Chelsea, Tottenham e Newcastle; e Zenit, Rubin Kazan e Anzhi – com as equipas russas a surgirem em grande forma neste seu novo arranque de temporada), mantendo a Itália dois emblemas em prova (Inter e Lazio); Portugal, Espanha, Alemanha, França, R. Checa, Roménia, Suíça e Turquia contam apenas com um único representante.
Ao invés, a Alemanha (com as eliminações de Bayer Leverkusen, B. Monchengladbach e Hannover) e a Ucrânia (D. Kyiv, Metalist Kharkiv e Dnipro) foram os maiores perdedores desta eliminatória.
Ainda duas curiosidades finais: das oito equipas que haviam transitado da Liga dos Campeões, apenas Benfica, Chelsea e Zenit conseguiram qualificar-se; por outro lado, dos 12 vencedores de Grupo da fase inicial da competição, foram agora já afastados Liverpool, Dnipro, Genk (que triunfara no Grupo do Sporting), Lyon, Metalist Kharkiv e Hannover.
Os 1/8 Final, a disputar já nos próximos dias 7 e 14 de Março, têm o seguinte alinhamento:
Viktoria Plzen – Fenerbahce
Benfica – Bordeaux
Anzhi – Newcastle
Stuttgart – Lazio
Tottenham – Inter
Levante – Rubin Kazan
Basel – Zenit
Steaua – Chelsea
Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão) – Benfica – Bayer Leverkusen
Benfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Garay, Melgarejo, Carlos Martins (53m – Eduardo Salvio), Enzo Pérez, Nemanja Matić, Nico Gaitán, Ola John (90m – Jardel) e Óscar Cardozo (64m – Lima)
Bayer Leverkusen – Bernd Leno, Daniel Carvajal, Philipp Wollscheid, Omer Toprak, Sebastian Boenisch, Gonzalo Castro, Stefan Reinartz (74m – Arkadiusz Milik), Simon Rolfes, Lars Bender (57m – Jens Hegeler), André Schürrle e Stefan Kiessling
1-0 – Ola John – 60m
1-1 – André Schürrle – 75m
2-1 – Nemanja Matić – 77m
Cartões amarelos – Enzo Pérez (54m), Ola John (61m) e Nemanja Matić (90m); Bender (28m) e Carvajal (45m)
Árbitro – Pavel Kralovec (R. Checa)
Num arriscado exercício de equilibrismo, visando a gestão da equipa, com legítimas ambições em várias competições, mas com ênfase particular no campeonato nacional (para além da Taça de Portugal e da Taça da Liga, em que, em ambos os casos, marca presença nas 1/2 finais), o Benfica jogou forte e ganhou.
Para tal teve de começar por sofrer, com a forte equipa alemã a entrar melhor no jogo, de forma pressionante, criando uma ou outra ocasião de perigo.
O Benfica ia concedendo a iniciativa ao adversário, nem sempre conseguindo controlar da melhor forma o jogo, mas, pacientemente, procurou, no segundo tempo, crescer no terreno – depois de passar por mais alguns calafrios, com o Bayer Leverkusen a poder ter inaugurado o marcador, o que foi também soberbamente impedido por duas excelentes intervenções de Artur Moraes -, acabando por ver as suas iniciativas de contra-ataque coroadas de êxito com um golo de excelente execução de Ola John.
Poderia pensar-se que a eliminatória estaria decidida, mas o resultado continuava a ser muito perigoso. Bastaria um golo dos alemães, para relançar a disputa do apuramento. E o golo surgiria mesmo, numa falha da defesa benfiquista.
O momento determinante da partida surgiria, para felicidade do Benfica, apenas dois minutos decorridos, em mais um lance rápido, com Matić a conseguir surgir desmarcado frente à baliza e a não desperdiçar a soberana ocasião de golo que se lhe proporcionou.
Com a formação alemã a tentar arriscar ainda uma última cartada, seria o Benfica a dispor então de algumas oportunidades para ampliar o marcador.
Uma equipa realista e concentrada, premiada pelo seu esforço e eficácia, justifica plenamente – tendo triunfado em ambos os jogos, das duas mãos – o apuramento para a eliminatória seguinte, frente a uma equipa muito consistente e poderosa (que ocupa o 3º lugar do campeonato alemão, a um escasso ponto do Campeão em título Borussia Dortmund), que nunca abdicou de discutir a eliminatória, assim valorizando o sucesso benfiquista.
Pela terceira vez consecutiva (depois das épocas 2009-10 e 2010-11), o Benfica cruza-se no seu caminho, nos 1/8 Final desta competição, com equipas francesas: depois de Marseille e Paris St.-Germain, será agora a vez do Bordeaux. Só podemos desejar que o desfecho se repita.
Liga dos Campeões – 1/8 Final (1ª mão)
20.02.2013 – Galatasaray – Schalke 04 – 1-1
12.02.2013 – Celtic – Juventus – 0-3
19.02.2013 – Arsenal – Bayern – 1-3
13.02.2013 – Shakhtar Donetsk – B. Dortmund – 2-2
20.02.2013 – AC Milan – Barcelona – 2-0
13.02.2013 – Real Madrid – Manchester United – 1-1
12.02.2013 – Valencia – PSG – 1-2
19.02.2013 – FC Porto – Málaga – 1-0
Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão)
BATE Borisov – Fenerbahce – 0-0
Inter – CFR Cluj – 2-0
Levante – Olympiakos – 3-0
Zenit – Liverpool – 2-0
D. Kyiv – Bordeaux – 1-1
Bayer Leverkusen – Benfica – 0-1
Newcastle – Metalist Kharkiv – 0-0
Stuttgart – Genk – 1-1
At. Madrid – Rubin Kazan – 0-2
Ajax – Steaua – 2-0
Basel – Dnipro – 2-0
Anzhi – Hannover – 3-1
Sparta Praha – Chelsea – 0-1
B. Monchengladbach – Lazio – 3-3
Tottenham – Lyon – 2-1
Napoli – Viktoria Plzen – 0-3
Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão) – Bayer Leverkusen – Benfica
Bayer Leverkusen – Bernd Leno, Hajime Hosogai (82m – Sebastian Boenisch), Philipp Wollscheid, Daniel Schwaab, Michal Kadlec, Lars Bender, Simon Rolfes, Jens Hegeler, Gonzalo Castro (70m – Arkadiusz Milik), André Schürrle (45m – Sidney Sam) e Stefan Kiessling
Benfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Garay, Melgarejo, Urretavizcaya (57m – Eduardo Salvio), Nico Gaitán, Nemanja Matić, André Gomes (42m – Enzo Pérez), Ola John e Óscar Cardozo (72m – Lima)
0-1 – Óscar Cardozo – 61m
Cartões amarelos – Bender (53m), Kiessling (76m) e Milik (81m); Melgarejo (45m) e Nico Gaitán (73m)
Árbitro – Antonio Mateu Lahoz (Espanha)
Num terreno sob a suave queda de neve, bastante apoiado pelos seus adeptos, o Benfica obteve, nesta primeira mão dos 1/16 Final da Liga Europa, uma excelente vitória (a segunda da sua história, em território germânico), que lhe pode abrir o caminho para a fase seguinte, assim a equipa consiga confirmar a boa atitude e desempenho hoje alcançados.
Numa primeira parte repartida, sem notórias oportunidades de golo para nenhum dos contendores, a primeira ocasião de golo surgiria logo a abrir o segundo tempo, com Kadlec a não conseguir aproveitar da melhor forma uma falha da defesa benfiquista.
Já depois de a equipa portuguesa ter ameaçado, por Urretavizcaya, na sequência de um livre, o Benfica chegaria mesmo ao golo, numa excelente execução técnica de Cardozo, a dar a melhor sequência a uma boa abertura de André Almeida, como que “picando” ligeiramente a bola sobre o guardião adversário, isto depois de já ter deixado fora do lance um defesa contrário.
Em situação de desvantagem, a equipa alemã procuraria intensificar as iniciativas atacantes, mas, em duas ocasiões em que foi chamado a intervir, Artur Moraes mostraria concentração. E, por outro lado, seria ainda Ola John a dispor de oportunidade para ampliar o marcador.
Já em período de compensação, o golo esteve iminente na baliza benfiquista, com Melgarejo, em esforço, a conseguir evitar – sobre a linha de golo, em arrojado golpe de cabeça, impelindo a bola por cima da barra – que o Bayer Leverkusen chegasse à igualdade, depois de o guarda-redes do Benfica se ter deixado antecipar.
Liga Europa – Sorteio dos 1/16 Final e dos 1/8 Final
1/16 Final
BATE Borisov – Fenerbahce
Inter – CFR Cluj
Levante – Olympiakos
Zenit – Liverpool
D. Kyiv – Bordeaux
Bayer Leverkusen – Benfica
Newcastle – Metalist Kharkiv
Stuttgart – Genk
At. Madrid – Rubin Kazan
Ajax – Steaua
Basel – Dnipro
Anzhi – Hannover
Sparta Praha – Chelsea
B. Monchengladbach – Lazio
Tottenham – Lyon
Napoli – Viktoria Plzen
1/8 Final
Napoli / Viktoria Plzen – BATE Borisov / Fenerbahce
Bayer Leverkusen / Benfica – D. Kyiv / Bordeaux
Anzhi / Hannover – Newcastle / Metalist Kharkiv
Stuttgart / Genk – B. Monchengladbach / Lazio
Tottenham / Lyon – Inter / CFR Cluj
Levante / Olympiakos – At. Madrid / Rubin Kazan
Basel / Dnipro – Zenit / Liverpool
Ajax / Steaua – Sparta Praha / Chelsea
Os jogos da primeira mão dos 1/16 Final serão disputados a 14 de Fevereiro de 2013, estando a segunda mão agendada para 21 de Fevereiro.
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/8 Final
Galatasaray – Schalke 04
Celtic – Juventus
Arsenal – Bayern
Shakhtar Donetsk – B. Dortmund
AC Milan – Barcelona
Real Madrid – Manchester United
Valencia – PSG
FC Porto – Málaga
Os jogos da primeira mão serão disputados nas seguintes datas: 12, 13, 19 ou 20 de Fevereiro de 2013. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 5, 6, 12 ou 13 de Março.
No que respeita ao FC Porto, começará por receber o Málaga, a 19 de Fevereiro, deslocando-se a Espanha a 13 de Março.
Liga Europa – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Garantiram o apuramento para os 1/16 Final da prova as equipas do Liverpool, Anzhi Makhachkala, Viktoria Plzen, At. Madrid, Fenerbahce, Borussia Monchengladbach, Bordeaux, Newcastle, Steaua, Stuttgart, Dnipro, Napoli, Genk, Basel, Rubin Kazan, Inter, Lyon, Sparta Praha, Lazio, Tottenham, Metalist Kharkiv, Bayer Leverkusen, Hannover e Levante.
A estas equipas juntam-se as 8 que transitam da Liga dos Campeões, 3º classificados nos respectivos Grupos: D. Kyiv, Olympiakos, Zenit, Ajax, Chelsea, BATE Borisov, Benfica e CFR Cluj.
Na próxima eliminatória (1/16 Final) destacam-se os contingentes de: Inglaterra (Liverpool, Newcastle, Tottenham e Chelsea); Alemanha (Borussia Monchengladbach, Stuttgart, Bayer Leverkusen e Hannover); Itália (Napoli, Inter e Lazio); Rússia (Anzhi, Rubin Kazan e Zenit); Ucrânia (Dnipro, Metalist Kharkiv e D. Kyiv); Espanha (At. Madrid e Levante); França (Bordeaux e Lyon); R. Checa (Viktoria Plzen e Sparta Praha); e Roménia (Steaua e CFR Cluj).
Em relação às equipas portuguesas, o balanço global não pode deixar de ser decepcionante, dado terem sido todas eliminadas – destaca-se, pela negativa, o desempenho do Sporting, remetido para a última posição de um grupo… que até era fácil; o Marítimo, com um grupo de maior dificuldade, acabaria por fixar-se no 3º lugar, tal como a Académica (no seu regresso às provas europeias, 41 anos depois da última participação), “cumprindo os mínimos”, tendo obtido um honroso triunfo sobre o At. Madrid, e empatando os outros dois jogos em Coimbra. Desta forma, apenas o Benfica – transitando da Liga dos Campeões – representará Portugal nos 1/16 Final da prova.
Destaque ainda para as eliminações da Udinese, Marseille, Brugge, PSV e Twente, Athletic Bilbao e Panathinaikos.
Grupo B
Viktoria Plzen – At. Madrid – 1-0
Happoel Tel-Aviv – Académica – 2-0
1º Viktoria Plzen, 13; 2º At. Madrid, 12; 3º Académica, 5; 4º Happoel Tel-Aviv, 4
Grupo D
Bordeaux – Newcastle – 2-0
Marítimo – Brugge – 2-1
1º Bordeaux, 13; 2º Newcastle, 9; 3º Marítimo, 6; 4º Brugge, 4
Grupo G
Sporting – Videoton – 2-1 (07.12.2012)
Genk – Basel – 0-0
1º Genk, 12; 2º Basel, 9; 3º Videoton, 6; 4º Sporting, 5
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – FC Porto – 2-1
D. Zagreb – D. Kyiv – 1-1
1º Paris St.-Germain, 15; 2º FC Porto, 13; 3º D. Kyiv, 5; 4º D. Zagreb, 1
Grupo B
Olympiakos – Arsenal – 2-1
Montpellier – Schalke – 1-1
1º Schalke, 12; 2º Arsenal, 10; 3º Olympiakos, 9; 4º Montpellier, 2
Grupo C
AC Milan – Zenit – 0-1
Málaga – Anderlecht – 2-2
1º Málaga,12; 2º AC Milan, 8; 3º Zenit, 7; 4º Anderlecht, 5
Grupo D
Real Madrid – Ajax – 4-1
B. Dortmund – Manchester City – 1-0
1º B. Dortmund, 14; 2º Real Madrid, 11; 3º Ajax, 4; 4º Manchester City, 3
Grupo E
Chelsea – Nordsjælland – 6-1
Shakhtar Donetsk – Juventus – 0-1
1º Juventus, 12; 2º Shakhtar Donetsk, 10; 3º Chelsea, 10; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Bayern – BATE Borisov – 4-1
Lille – Valencia – 0-1
1º Bayern, 13; 2º Valencia, 13; 3º BATE Borisov, 6; 4º Lille, 3
Grupo G
Celtic – Spartak Moskva – 2-1
Barcelona – Benfica – 0-0
1º Barcelona, 13; 2º Celtic, 10; 3º Benfica, 8; 4º Spartak Moskva, 3
Grupo H
Sp. Braga – Galatasaray – 1-2
Manchester United – CFR Cluj – 0-1
1º Manchester United, 12; 2º Galatasaray, 10; 3º CFR Cluj, 10; 4º Sp. Braga, 3
Confirmaram o apuramento para os 1/8 Final as equipas do Paris St.-Germain, FC Porto, Schalke, Arsenal, Málaga, AC Milan, B. Dortmund, Real Madrid, Juventus, Shakhtar Donetsk, Bayern, Valencia, Barcelona, Celtic, Manchester United e Galatasaray.
Assim, na próxima eliminatória (1/8 Final) destacam-se os contingentes de: Espanha (Málaga, Real Madrid, Valencia e Barcelona), Alemanha (Schalke, B. Dortmund e Bayern), Inglaterra (Arsenal e Manchester United) e Itália (AC Milan e Juventus). França, Portugal, Ucrânia, Escócia e Turquia mantêm apenas um representante.
Entretanto, garantiram a passagem para a Liga Europa as equipas do D. Kyiv, Olympiakos, Zenit, Ajax, Chelsea, BATE Borisov, Benfica e CFR Cluj (não obstante a equipa orientada pelo português Paulo Sérgio ter obtido uma sensacional vitória em Manchester).
As grandes surpresas desta fase de grupos foram o afastamento das provas europeias desta temporada, desde já, do Manchester City, campeão de Inglaterra – sem ter conseguido obter sequer uma vitória -, o que sucede também, entre outros, ao Anderlecht, Montpellier (campeão francês), Lille, Spartak Moscovo… e Sp. Braga (derrotado nos três jogos em casa!); assim como a eliminação do Campeão europeu em título (Chelsea), o que acontece pela primeira vez desde que a competição é disputada nesta fórmula, vendo-se relegado para a Liga Europa.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Barcelona – Benfica
Barcelona – José Manuel Pinto, Martín Montoya, Carles Puyol, Adriano (67m – Gerard Piqué), Carles Planas, Alex Song, Thiago Alcântara, Sergi Roberto, Cristian Tello (78m – Gerard Deulofeu), Rafinha (58m – Lionel Messi) e David Villa
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić, André Gomes, Ola John, Rodrigo (75m – André Almeida), Nolito (63m – Bruno César) e Lima (74m – Óscar Cardozo)
Cartões amarelos – Rafinha (49m) e Adriano (60m); Nolito (43m), Ezequiel Garay (56m), Luisão (59m) e Nemanja Matić (78m)
Árbitro – Svein Oddvar Moen (Noruega)
Entrando em Camp Nou para defrontar uma equipa reservista do Barcelona (na qual, dos habituais titulares, apenas Puyol e David Villa alinharam de início), o Benfica denotou, desde cedo, uma atitude assertiva, assumindo o controlo do jogo e espreitando amiúde o ataque, fosse em jogadas organizadas ou em lances rápidos, a desmarcar os seus avançados.
Aos 11 minutos, disporia de uma primeira soberana ocasião de golo, com Rodrigo, a surgir isolado, acompanhado por Nolito, mas, em vez de fazer o passe para o companheiro, que seria decerto fatal, de forma individualista tentou o remate à baliza, com a bola a sair ligeiramente ao lado.
Para, à passagem dos 20 minutos, nova boa oportunidade para a equipa portuguesa, com Nolito, algo desenquadrado com a baliza, não obstante dela muito próximo, a não conseguir dar a melhor direcção no remate de cabeça.
Entretanto, aos 21 minutos, o Celtic marcava o primeiro golo desta noite europeia e passava a estar em posição de vantagem face ao Benfica, na disputa da qualificação para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
O Barcelona só aos 23 minutos daria o primeiro aviso, conseguindo ultrapassar a defesa benfiquista, mas a bola perder-se-ia pela linha de fundo. Para, no minuto seguinte, Garay ter de cortar, em cima da linha de golo, um perigoso remate de cabeça da equipa catalã.
Tendo chegado a uma incrível marca de 7-0 em cantos a favor do Benfica, na primeira meia hora de jogo, aos 32 minutos, culminando excelente iniciativa, Lima surgiu novamente isolado frente a Pinto, rematando ao poste mais distante, mas o guardião do Barcelona conseguiu, com uma difícil e atenta estirada, desviar a bola… para o poste.
Ainda uma outra oportunidade, aos 35 minutos, com Ola John, descaído do lado direito, também a isolar-se, a rematar para nova defesa apertada de Pinto, para canto… o oitavo a favor Benfica!
Inesperadamente, o Barcelona via-se obrigado a jogar “de aflitos”, na sua zona defensiva, de que era exemplo o lance de Puyol a despachar de qualquer forma, aliviando a bola pelo ar, para fora da área.
Aos 40 minutos, o Spartak de Moscovo empatava em Glasgow, recolocando o Benfica em posição de apuramento…
Ao intervalo, com um absolutamente fantástico registo de 8-0 em cantos, e três a quatro soberanas ocasiões de golo desaproveitadas, pressentia-se que o Benfica podia estar a desperdiçar uma oportunidade única para ganhar em Barcelona…
Logo a abrir o segundo tempo, a equipa portuguesa perderia ainda outro lance de perigo, perante uma defesa catalã que não conseguia acertar as marcações aos rápidos dianteiros benfiquistas.
Contudo, a partir dos 50 minutos, a tendência do jogo parecia começar a inverter-se, com o Barcelona a soltar-se, e a chegar com mais frequência às imediações da área do Benfica, principalmente na sequência de iniciativas de Tello, numa delas a obrigar a apertada intervenção de Artur Moraes. Urgia fazer alterações na equipa… Mas, quem começaria por a fazer, seria Tito Vilanova, fazendo entrar Messi em campo, estavam decorridos 58 minutos.
À passagem da hora de jogo, o Benfica tentava parar a ofensiva catalã, agora com lances de ataque mais esporádicos, num deles, com Luisão a cabecear, fraco, para uma defesa fácil de Pinto. Aos 64 minutos, a equipa portuguesa ampliava a contagem de cantos para 9-0 (finalizaria o encontro com uma marca de 10-2)!
À entrada para os derradeiros 20 minutos, a formação benfiquista começava a perder, por completo, o controlo do jogo, apenas com dificuldade conseguindo sair do seu meio-campo; as investidas do Barcelona sucediam-se, cada vez mais ameaçadoras. Era necessário apelar à capacidade de união e sofrimento.
Os treinadores mexiam nas equipas: Vilanova retirava os elementos já com cartão amarelo; Jorge Jesus tentava refrescar a equipa, fazendo sair os jogadores mais desgastados.
Só que, a 8 minutos do final, chegavam más notícias de Glasgow: o Celtic voltava a colocar-se em vantagem no jogo e na classificação, face ao Benfica.
Haveria ainda tempo para uma extraordinária dupla intervenção de Artur Moraes, primeiro, arrojando-se aos pés de Messi, a roubar-lhe a bola, e, de imediato, na recarga, já em esforço, de parte a parte, com Messi a tentar o chapéu, mas o guarda-redes benfiquista conseguiria ir ainda resgatar a bola. Estavam decorridos 87 minutos, e, na sequência do lance (no choque com Artur), Messi sofreria uma lesão, tendo de sair de campo, ficando a equipa catalã reduzida a 10 unidades.
Jesus arriscava tudo: dava instruções a Luisão para subir no terreno. Mas, mesmo com cinco minutos de tempo de compensação, era tarde, e os jogadores não tinham já reservas físicas, nem disponibilidade mental para fazer a bola chegar lá à frente, de forma pensada. No último lance da partida, Cardozo não teve a serenidade para rematar à baliza, a bola sobrou ainda para Maxi Pereira, que remataria muito por alto. O Benfica caía de pé… por culpa própria.



