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“TOUR DE FRANCE”
Confirmou-se a grande proeza de Lance Armstrong, com José Azevedo a concluir também uma brilhante prestação nesta “Volta a França”:
1 ARMSTRONG Lance USA USP em 83h 36' 02" 2 KLÖDEN Andréas GER TMO a 06' 19" 3 BASSO Ivan ITA CSC a 06' 40" 4 ULLRICH Jan GER TMO a 08' 50" 5 AZEVEDO José POR USP a 14' 30" 6 MANCEBO Franc. ESP IBB a 18' 01" 7 TOTSCHNIG Georg AUT GST a 18' 27" 8 SASTRE Carlos ESP CSC a 19' 51" 9 LEIPHEIMER Levi USA RAB a 20' 12" 10 PEREIRO S.Oscar ESP PHO a 22' 54"
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LANCE ARMSTRONG X 6 – CRÓNICA DE UMA VITÓRIA ANUNCIADA
Pressupondo que nada de anormal sucederá na etapa de consagração, com o termo em Paris, na tradicional “parada” pelos Champs Elysées, o norte-americano Lance Armstrong, alcançando a sua 6ª vitória consecutiva no “Tour de France” – maior prova de ciclismo do mundo – converte-se no maior campeão de sempre, superando as grandes “lendas” Eddy Merckx, Miguel Indurain, Bernard Hinault e Jacques Anquetil.
Uma proeza histórica, porventura irrepetível. Desde 1999, ano após ano, mostrando sucessivamente ser o ciclista mais completo do pelotão, tornou-se praticamente imbatível em contra-relógios e muitas vezes vencedor de etapas de montanha (onde nunca denotou sintomas de que pudesse “fraquejar”), uma combinação perfeita para o sucesso.
Mais três outros campeões a destacar nesta véspera de conclusão do Tour…
Primeiro, o “delfim”, o “eterno segundo” (por 5 vezes; tendo alcançado a vitória em 1997), Jan Ullrich; teve um dia mau nesta prova, que o relegou para o 4º lugar, a 2m10s do pódio (e a 2m31s do “seu” 2º lugar) – atrás de dois valores de futuro: Andreas Kloden e Ivan Basso. De qualquer forma, o mérito de lutar até ao fim (2º lugar na “prova da verdade”, nos contra-relógios do Alpe d’Huez e de hoje), mostrando que – se Armstrong é de “outra galáxia” – ele será o melhor dos ciclistas ditos “normais”.
Depois, Richard Virenque. A cada ano, traça o seu objectivo: vencer a classificação da Montanha; sabendo que já não tem a frescura e força que lhe permitam lutar diariamente pelos primeiros lugares nas etapas de montanha, lança uma fuga que, sistematicamente, vê coroada de êxito (este ano, conseguindo a vitória num dia especial, o 14 de Julho) e, nas restantes etapas, procura amealhar o máximo de pontos nas contagens de montanha antes do fim da etapa. 7 vezes vencedor desta classificação, bate também um “record”.
Por fim, o “nosso grande campeão”, José Azevedo. Uma prova magnífica, de esforço, trabalho, dedicação e glória. Não só deu todo o apoio que Armstrong necessitou para vencer esta prova – ganhando direito a “saborear” um pouco da magnífica proeza de Armstrong – , como conseguiu ainda marcar presença de destaque entre os melhores (com um magnífico 4º lugar no mítico Alpe d’Huez), finalizando num brilhante 5º lugar na classificação geral, imediatamente após Jan Ullrich. Uma proeza ao nível de Joaquim Agostinho; a melhor classificação de sempre de um português, desde o 3ºlugar de Agostinho de há 25 anos atrás.
A propósito, leiam-se as palavras do Director da Equipa:
“Le directeur sportif de l’US.Postal Johan Bruynel ne tarit pas d’éloges sur son équipe.
Hincapie d’abord, Beltran ensuite, Landis hier qui a fournit un travail considérable pour Lance Armstrong, notamment ont contribué à son sixième sacre. Mais surtout Bruynel salue les performances de José Azevedo, le Portugais, omniprésent aux côtés du patron dans toutes les ascensions des Pyrénées et des Alpes, et par ailleurs cinquième au classement général. « S’il était leader dans une autre équipe, Azevedo aurait les moyens de jouer le podium” explique-t-il.”
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VITOR BAÍA / JOSÉ AZEVEDO
Vítor Baía foi eleito pelo Grupo de Estudo Técnico da UEFA (integrando figuras como Roy Hodgon, Gérard Houllier, Anghel Iordanescu e Andy Roxburgh) como o melhor guarda-redes das competições europeias na época finda, consagrando a sua carreira, no ano em que conquistou o título máximo de Campeão Europeu. Sucede ao italiano Buffon na conquista desta distinção.
Independentemente das polémicas sobre a convocatória de Scolari para o Campeonato da Europa, importa sublinhar o reconhecimento internacional da categoria de Vítor Baía, integrante do restrito membro do “clube” dos vencedores das 3 provas da UEFA: Liga dos Campeões Europeus, Taça dos Vencedores de Taças e Taça UEFA (juntamente com Gianluca Vialli, Fabio Cudicini, António Cabrini, Gaetano Scirea, Marco Tardelli, Sérgio Brio, Stefano Tacconi, Arnold Muhren e Danny Blind).
P. S. Aproveitando a oportunidade, para destacar (mais uma vez) o magnífico desempenho de José Azevedo, hoje no “Tour de France”, em contra-relógio individual com o final no cume do Alpe d’Huez, “etapa-rainha” da maior prova de ciclismo do mundo. José Azevedo foi 4º classificado, logo após as maiores figuras do ciclismo mundial da actualidade: Lance Armstrong, Jan Ullrich, Andreas Kloden – uma proeza ao nível das realizadas por Joaquim Agostinho! – tendo ascendido ao 5º lugar da classificação geral. Brilhante!
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JOSÉ AZEVEDO
Estamos hoje no segundo e último dia de descanso do “Tour de France”, quando estão já decorridos 2/3 da prova.
Na véspera da chegada aos Alpes, aqui deixo uma breve nota sobre a forma como esta competição tem decorrido, com destaque para o papel assumido pelo português José Azevedo.
Porque, se Lance Armstrong – obviamente com grande mérito – se prepara para definitivamente entrar na “lenda do TOUR”, aproximando-se, dia a dia, de uma inédita 6ª vitória consecutiva, há que atribuir uma parcela dessa vitória à brilhante prestação do português.
Quem teve a oportunidade de acompanhar a “épica” etapa de Sábado, com a chegada ao Plateau de Beille, não pode ter deixado de se entusiasmar com o trabalho de José Azevedo, abrindo caminho ao seu “chefe-de-fila” para uma extraordinária vitória, “destroçando” toda a concorrência (resta o italiano Ivan Basso como último obstáculo para Armstrong).
…Como não pode ter deixado de se emocionar com o “drama” de Iban Mayo (à partida, um dos principais candidatos), a correr entre o “seu povo”, basco, a querer desistir e os companheiros “a obrigá-lo a continuar”, para chegar ao fim com mais de 37 minutos de atraso… ou com a tremenda “máscara de esforço” desse enorme lutador de “antes quebrar que torcer”, que é o grande campeão Jan Ullrich, dando “tudo o que tinha”, mas perdendo precioso tempo que o coloca já a 7 minutos de Armstrong; Ullrich era o perfeito rosto dos “forçados da estrada”, num misto de raiva, frustração, impotência, mas, ao mesmo tempo, querer e força de vontade.
Voltando a José Azevedo: poderia ter ido ainda mais longe, não fossem as “ordens” da equipa? É possível… contudo, dificilmente Azevedo poderia lutar por uma vitória final no “Tour”; seria porventura possível chegar ao pódio, mas o seu actual 7º lugar é já uma demonstração de grande classe, de nível mundial. Esperemos que consiga manter o mesmo nível até final da semana, na consagração em Paris… e, já agora, que – por via de Armstrong – experimente também o “doce sabor” da vitória, que será também um pouco sua.
P. S. Uma palavra de apreço e estímulo para o jovem nadador Tiago Venâncio, medalha de bronze no Campeonato da Europa de Juniores em Natação.
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"LE TOUR"
Ainda não terminou a grande competição que está a ser o EURO 2004, e inicia-se já hoje (em Liège, na Bélgica) a edição do 101º ano do “Tour de France“, a maior prova velocipédica do mundo.
Ao longo de 100 anos, o “Tour” construiu alguns dos grandes ícones da história do desporto: Fausto Coppi, Jacques Anquetil, Eddie Merckx (o campioníssimo …), Bernard Hinault, Greg Lemond, Miguel Indurain e Lance Armstrong (recordistas com 5 vitórias consecutivas, respectivamente entre 1991 e 1995 e de 1999 a 2003).
O “Tour” deste ano conta, como habitualmente, com 5 épicas etapas de montanha, concentradas na última semana, e apenas 3 contra-relógios (um deles, de montanha, na subida ao mítico Alpe d’Huez); deverá portanto decidir-se nas etapas de dia 16 (La Mongie) e 17 (Plateau de Beille) – nos Pirinéus -, 20 (Villard-de-Lans) e 21 (Alpe d’Huez) – nos Alpes – e 24 (Besançon – contra-relógio individual com 60 km). A consagração ocorrerá no dia 25, em Paris, nos Champs Elysées.
Lance Armstrong tem perante si um (último?) grande desafio: o de, vencendo pela sexta vez consecutiva, se tornar no maior campeão de sempre.
Como habitualmente, contará com a oposição do “resto do pelotão”, em particular desse outro grande campeão, chamado Jan Ullrich (vencedor em 1997 e já por 5 vezes 2º classificado!); uma eventual surpresa poderá vir de Iban Mayo, Ivan Basso, Tyler Hamilton ou Roberto Heras.
Poderá contar apenas com o apoio da sua equipa, a US Postal, em que milita esta época o português José Azevedo, que terá provavelmente a seu cargo uma missão de grande sacrifício, que será a de apoiar o seu “chefe-de-fila” nos momentos mais difíceis.
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JOAQUIM AGOSTINHO
Há 20 anos, partia o grande campeão Joaquim Francisco Agostinho, o maior ciclista português de sempre.
Joaquim Agostinho nasceu em Brejenjas, freguesia de Silveira, concelho de Torres Vedras, a 7 de Abril de 1943. Foi quase por acaso que se iniciou no ciclismo, graças ao vizinho de Casalinhos de Alfaiata, João Roque (também ele um campeão), que o levou a treinar no Sporting.
Em 1968, consegue a sua primeira grande proeza, ao terminar a Volta a Portugal no 2º lugar, prova que venceria em 1970, 1971 (ano em foi eleito o melhor desportista português) e 1972.
Começando a sua gloriosa carreira internacional, ganha a primeira etapa no “Tour de France ” em 1969, terminando no 8º lugar da classificação geral. Nas presenças seguintes na maior prova velocipédica do mundo – onde venceria 5 etapas, entre elas a do “mítico” Alpe d’Huez -, seria 14° em 1970; 5° em 1971; 8° em 1972 e 1973; 6° em 1974; 15° em 1975; 13° em 1977; 3° em 1978 e 1979 (no auge da carreira, completando o pódio com os campeões Bernard Hinault e Joop Zoetemelk); 5° em 1980; e, já com 40 anos, 11° em 1983 (a escassos segundos do 10º lugar que lhe daria a glória nos Champs Elysées).
Na “Vuelta” à Espanha, foi também 2º em 1974, 6º em 1973, 7º em 1976 e 15º em 1977.
No início de Maio de 1984, na Volta ao Algarve, teria a sua última queda, provocada por um cão que se lhe atravessou à frente da bicicleta, ao cortar a meta em Quarteira. Aos 41 anos, Joaquim Agostinho vestia a camisola amarela de líder da prova. Foi com ela vestida que terminou a carreira e a vida.
Ainda foi para o hotel, mas as queixas fizeram suspeitar que a queda teria sido grave; devido à indisponibilidade de meios aéreos, foi transportado de ambulância para Lisboa. Ao fim de dez dias em coma, a 10 de Maio de 1984, o campeão entrava na imortalidade.
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JOSÉ AZEVEDO NA "US POSTAL"
José Azevedo, o ciclista português com melhor palmarés depois do mítico Joaquim Agostinho (5º no “Giro de Itália” e 6º no “Tour de France”), acaba de ser contratado pela equipa norte-americana “US Postal”, que tem por “chefe-de-fila” Lance Armstrong, o penta-vencedor da maior prova mundial de ciclismo (“Tour”).
Esta contratação insere-se no âmbito de uma estratégia da equipa de proporcionar a Armstrong a 6ª vitória consecutiva na prova, o que constituiria um “record” inédito, devendo Azevedo assumir o principal papel no apoio ao norte-americano, sendo esta selecção uma prova de confiança nas capacidades do português e uma inegável honra desportiva.
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IGOR ASTARLOA – CAMPEÃO MUNDIAL DE CICLISMO
… O prometido é devido… Cá está o último campeão mundial do dia (três campeões num só dia, sinal de que o ano se aproxima a passos largos do seu final…), o espanhol Igor Astarloa, vencedor da prova de estrada realizada hoje em Hamilton, no Canadá; a Espanha conseguiu igualmente a medalha de prata, por intermédio de Alejandro Valverde; o 3º lugar foi obtido pelo belga Peter van Petegem.
P. S. Para além dos três campeões individuais referidos ao longo do dia, a equipa feminina de futebol da Alemanha conquistou também hoje, nos EUA, o título de Campeã Mundial, ao vencer na final a Suécia, por 2-1 (no prolongamento, com “golo dourado”); no 3º lugar, classificou-se a equipa dos EUA, vencedora do Canadá por 3-1.
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NUNO RIBEIRO
Escrevia há duas semanas, aquando do início da Volta a Portugal em bicicleta:
Nos últimos anos, os portugueses têm experimentado algumas dificuldades em impor-se ao enorme pelotão estrangeiro (principalmente de ciclistas espanhóis e italianos); na ausência do nosso actual melhor ciclista, José Azevedo, fica a expectativa de podermos assistir ao nascimento de um .novo campeão..
“Ele” aí está! Um jovem (quase) desconhecido que se impôs de forma categórica a toda a concorrência, revelando um largo potencial. Chama-se Nuno Ribeiro e, na sua segunda volta (após um 9º lugar na estreia, no ano passado), consegue logo obter a vitória máxima. Uma grande promessa de feitos futuros. Oxalá consiga levar “bem longe” o nome de Portugal!
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65ª VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA
Tem início hoje um grandioso espectáculo que percorrerá as estradas portuguesas nos próximos dias (até 17 de Agosto): a .serpente multicolor. constituída por um conjunto de .heróis. cuja capacidade de sacrifício será sujeita às mais duras provas.
Este é talvez o desporto de alta competição de maior .violência física., pelo desgaste acumulado de realizar, diariamente, ao longo de quase duas semanas, entre 150 a 200 km de bicicleta, praticamente sem pausas para recuperação.
Ocasião para relembrar os grandes campeões: de José Maria Nicolau e Alfredo Trindade; a Alves Barbosa; ao .maior. de todos, Joaquim Agostinho; passando pelo detentor do maior número de vitórias (4), Marco Chagas; chegando ao actual responsável pela organização (Director Técnico), Joaquim Gomes (também vencedor, por duas vezes; aliás um dos últimos portugueses a triunfar, a par de Orlando Rodrigues e Vítor Gamito).
Nos últimos anos, os portugueses têm experimentado algumas dificuldades em impor-se ao enorme pelotão estrangeiro (principalmente de ciclistas espanhóis e italianos); na ausência do nosso actual melhor ciclista, José Azevedo, fica a expectativa de podermos assistir ao nascimento de um .novo campeão..
A acompanhar diariamente. (Este ano, com uma .camisola da solidariedade., uma iniciativa que merece aplauso, visando a recolha de fundos para prestar apoio a quem mais sofreu com os acontecimentos dos últimos dias).
P. S. Ao falar de Joaquim Agostinho, que foi, a par de Carlos Lopes, uma das maiores figuras de todos os tempos do Sporting, não posso deixar de felicitar este clube, na pessoa dos seus adeptos, no dia da inauguração do novo Estádio Alvalade XXI, um símbolo de modernidade que . polémicas à parte . deverá constituir um motivo de orgulho para todos os portugueses, comprovando que somos capazes das maiores realizações.
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