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Liga Europa – Final – Sevilla – Benfica
Juventus Stadium, Turim – Itália
Sevilla – Beto, Coke, Nicolas Pareja, Federico Fazio, Alberto Moreno, Daniel Carriço, José Antonio Reyes (78m – Marko Marin) (104m – Kevin Gameiro), Stéphane Mbia, Vitolo (110m – Diogo Figueiras), Ivan Rakitić e Carlos Bacca
Benfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira (99m – Óscar Cardozo), Rúben Amorim, Miralem Sulejmani (25m – André Almeida), André Gomes, Nico Gaitán (119m – Ivan Cavaleiro), Rodrigo e Lima
Desempate da marca de grande penalidade
0-1 – Lima
1-1 – Carlos Bacca
Óscar Cardozo permitiu a defesa a Beto
2-1 – Stéphane Mbia
Rodrigo permitiu a defesa a Beto
3-1 – Coke
3-2 – Luisão
4-2 – Kevin Gameiro
Cartões amarelos – Fazio (11m), Moreno (13m) e Coke (98m); Siqueira (30m) e André Almeida (100m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
É fácil agora concluir que o Benfica começou a perder esta Final no momento em que ganhou o direito a nela participar, precisamente em Turim, há menos de duas semanas, quando Enzo Pérez, Lazar Marković e Eduardo Salvio, por motivos disciplinares, ficaram privados de a jogar.
Sobretudo no caso de Enzo Pérez, a sua ausência fez-se sentir de forma notória, pela incapacidade revelada pela equipa em “pensar” o jogo de forma serena, sendo sistematicamente traída pela ansiedade da procura do golo, acusando em demasia a condição – porventura inédita no seu historial, em dez Finais europeias disputadas – de favorita.
Mas o Benfica pode queixar-se de vários outros factores, que justificam esta oportunidade perdida – traduzindo-se na oitava Final sucessiva em que fica marcado pelo inêxito, igualando a Juventus em número de finais falhadas -, mas, neste caso, com a nítida sensação de desperdício, que, inevitavelmente, deixa, mais que um travo amargo, uma verdadeira “azia”.
Desde logo, a lesão sofrida por Sulejmani apenas com pouco mais de 10 minutos de jogo, o que fez com que Jorge Jesus hesitasse durante quase quinze minutos, até se decidir pela opção que entendeu ser a mais apropriada para o substituir (fazendo avançar Maxi Pereira no terreno, e colocando André Almeida como defesa direito – depois de ter chegado a equacionar fazer entrar, de imediato, Ivan Cavaleiro). Pior do que ter jogado esse período em “inferioridade numérica” (Sulejmani estava, então, apenas a fazer figura de “corpo presente”), foi a sensação de desnorte que transmitiu à equipa, completamente perdida em campo, passando por alguns “maus bocados” até cerca dos 35 minutos do primeiro tempo.
Só nos derradeiros cinco minutos desta metade inicial o Benfica voltou a crer em si próprio e nas suas possibilidades, empurrando o Sevilla para o seu reduto defensivo, e desperdiçando a oportunidade de marcar.
O que se intensificaria no primeiro quarto de hora da segunda parte, período em que – aliada a alguma falta de tranquilidade – a incapacidade de concretizar em golo as diversas ocasiões de perigo de que dispôs (quatro sucessivas, à passagem do terceiro minuto), com a bola a fazer várias “carambolas” na defensiva sevilhana, ou com Beto em intervenções de grande “aperto”.
Mas, para além dos erros próprios – de novo, na fase final do jogo, Jesus voltaria a hesitar, assim como, depois, já no prolongamento, não teria a capacidade de arriscar, de forma a procurar evitar o desempate da marca de grande penalidade (Ivan Cavaleiro apenas entraria em campo aos 119 minutos (!), demasiado tarde para aproveitar a debilidade física que a equipa do Sevilla patenteava) -, e de alguma “falta de competência” para ganhar esta Final, houve um outro factor determinante, que não é possível escamotear.
É dificilmente compreensível que se possa ter tratado de incompetência o facto de, uma, duas, três vezes, o árbitro (e seus auxiliares, incluindo os de baliza), não terem visto – ou, pelo menos, não tenham assinalado – outras três situações de grandes penalidades, reclamadas pelo Benfica, uma, a findar a primeira parte, por evidente toque em Gaitán, outra, por derrube a Lima, aos 56 minutos (ambas originariam, adicionalmente, a expulsão dos infractores, dado que veriam o segundo cartão amarelo, respectivamente Fazio e Moreno!), e, ainda, uma terceira, por toque com o braço de Carriço, a desviar remate benfiquista na área de rigor.
Tendo deixado a decisão chegar aos pontapés da marca de grande penalidade, o ascendente passava automaticamente para a equipa espanhola – que, assim, alcançava o que pretendia desde há largos minutos, inclusivamente já no decurso do tempo regulamentar … -, pelo que nem valeria a pena referir a forma, à margem das regras, como Beto se posicionou para defender duas tentativas de conversão do Benfica, adiantando-se até à linha de pequena área; no fundo, beneficiando do “pavor” denotado por Cardozo, que, depois de ter ensaiado, por duas vezes, a “paradinha”, sem que o guardião português se deixasse enganar, ficou automaticamente “desarmado”, acabando por ter de rematar sem balanço, sem convicção, sem força, à figura, assim como da extrema fadiga que Rodrigo denotava já.
Depois de ter eliminado, nomeadamente, o Tottenham e a favorita Juventus, sem perder um único jogo na prova, o Benfica viu – uma vez mais – escapar-se a Taça, pela segunda vez consecutiva em dois anos. Muito duro de engolir… E, o pior, a inevitável sensação de uma flagrante oportunidade desperdiçada – face à notória superioridade demonstrada em relação ao adversário -, oportunidade que não sabemos quando poderá voltar a repetir-se… Há que continuar a porfiar!
Classificação Final – Campeonato Nacional Futebol 2013-14
Equipa J V E D GM GS P 1 Benfica 30 23 5 2 58 - 18 74 2 Sporting 30 20 7 3 54 - 20 67 3 FC Porto 30 19 4 7 57 - 25 61 4 Estoril 30 15 9 6 42 - 26 54 5 Nacional 30 11 12 7 43 - 33 45 6 Marítimo 30 11 8 11 40 - 44 41 7 V. Setúbal 30 10 9 11 41 - 41 39 8 Académica 30 9 10 11 25 - 35 37 9 Sp. Braga 30 10 7 13 39 - 37 37 10 V. Guimarães 30 10 5 15 30 - 35 35 11 Rio Ave 30 8 8 14 21 - 35 32 12 Arouca 30 8 7 15 28 - 42 31 13 Gil Vicente 30 8 7 15 23 - 37 31 14 Belenenses 30 6 10 14 19 - 33 28 15 Paços Ferreira 30 6 6 18 28 - 59 24 16 Olhanense 30 6 6 18 21 - 49 24
Campeão – Benfica – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2º classificado – Sporting – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
3º classificado – FC Porto – “Play-off” de acesso à Fase Grupos Liga dos Campeões
4º classificado – Estoril – Entrada directa na Fase Grupos da Liga Europa
5º classificado – Nacional – “Play-off” de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
Finalista Taça – Rio Ave – 3ª eliminatória de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
Vencedor Taça – Benfica
Despromovido – Olhanense
Promovidos – Moreirense, Penafiel e Boavista (reintegração na 1.ª Liga)
Paços de Ferreira – Manutenção via play-off
Melhores marcadores:
1. Jackson Martinez – FC Porto – 20
2. Derley – Marítimo – 16
3. Rafael Martins – V. Setúbal – 16
Palmarés – Campeões:
Benfica (33) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14
FC Porto (27) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13
Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02
Belenenses (1) – 1945-46
Boavista (1) – 2000-01
Liga Europa – 1/2 Finais (2ª mão) – Juventus – Benfica
Juventus – Gianluigi Buffon, Martín Cáceres, Leonardo Bonucci (73m – Sebastian Giovinco), Giorgio Chiellini, Andrea Pirlo, Stephan Lichsteiner, Paul Pogba, Arturo Vidal (78m – Pablo Osvaldo), Kwadwo Asamoah, Carlos Tévez e Fernando Llorente (78m – Claudio Marchisio)
Benfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Ruben Amorim, Lazar Marković (86m – Miralem Sulejmani), Enzo Pérez, Nicolás Gaitán (76m – Eduardo Salvio), Rodrigo (69m – André Almeida) e Lima
Cartões amarelos – Kwadwo Asamoah (64m); Rodrigo (56m), Enzo Pérez (61m) e Eduardo Salvio (90m)
Cartões vermelhos – Mirko Vučinić (89m – no banco); Enzo Pérez (67m) e Lazar Marković (89m – depois de ter sido substituído, por desentendimento com Vučinić)
Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)
Partindo para o que viria a ser a sua primeira viagem a Turim nesta edição da Liga Europa beneficiando da escassa vantagem de um golo adquirida na primeira mão, o Benfica terá de alguma forma começado por surpreender uma algo sobranceira Juventus – porventura excessivamente confiante no seu favoritismo – pela forma como entrou no desafio desta noite, com a equipa muito personalizada, assumindo a iniciativa do jogo, instalando-se, logo desde os primeiros minutos, próximo da baliza adversária.
Esse período inicial poderá ter sido determinante no desfecho que a eliminatória viria a ter, dado que possibilitou à equipa portuguesa refrear o que poderia ter sido um ímpeto avassalador da formação da casa, com a motivação suplementar de a Final da competição se disputar no seu próprio terreno. E, assim, mantendo a sua baliza inviolada nos primeiros vinte minutos, tradicionalmente os mais temidos nestas circunstâncias, o Benfica começaria a reforçar os seus níveis de confiança, na mesma medida em que a Juventus começaria, gradualmente, a ver aumentar os seus níveis de intranquilidade e ansiedade.
No último quarto de hora do primeiro tempo, a Juventus intensificaria a pressão, empurrando o Benfica para trás, quase encostando a equipa portuguesa às “cordas”, mas, paradoxalmente, sem que tivesse criado efectivas e flagrantes oportunidades de golo, para além do lance salvo por Luisão, de cabeça, em cima do risco de golo, e de uma ou outra situação em que Jan Oblak, extremamente confiante, concentrado e seguro, mostrou a sua frieza, com verdadeiros “nervos de aço” (de que daria ainda maior exemplo no segundo tempo, em função das vicissitudes do desafio, com o terreno pesado, pela inclemente chuva que caiu nesse período, com a bola molhada, mas em que o guardião benfiquista revelou um controlo absoluto da bola), com destaque para a resposta a um potente remate de Pilro, a desviar subtilmente a bola por cima da trave.
A segunda parte faria apelo à capacidade de sacrifício e superação do Benfica. A equipa italiana voltou a entrar muito forte, com alta pressão, quase sufocando o adversário, incapaz de ter posse de bola, obrigado a recuar para a sua linha de grande área, limitando-se a aliviar a bola, para nova e imediata investida da Juventus, que, não obstante, nunca revelou capacidade de contrariar a organização defensiva portuguesa, não conseguindo ultrapassar esse bloqueio.
A situação complicar-se-ia quando Enzo Pérez, vendo dois cartões amarelos num curtíssimo intervalo de tempo, provocou que a sua equipa – pela terceira vez nos últimos jogos (depois dos dois encontros contra o FC Porto, para a Taça de Portugal e para a Taça da Liga) – ficasse em inferioridade numérica. Curiosamente, a jogar com dez, e tal como acontecera nesses dois desafios, a equipa benfiquista uniu-se, denotando um forte sentido de grupo e colectivismo, ao mesmo tempo que a Juventus se ia deixando trair pela crescente ansiedade, resultante da combinação de dois factores: por um lado, o facto de se encontrar com um homem a mais; por outro, de sinal contrário, o tempo que começava a fugir-lhe para inverter o rumo da eliminatória.
Seria nessa fase que o Benfica acabaria inclusivamente por conseguir libertar-se do espartilho a que se vira submetido, procurando a sua sorte, em dois ou três contra-ataques rápidos. E, já na entrada do tempo de compensação (estendido até aos oito minutos), quando Garay teve de sair de campo, depois de ter sido atingido por um pontapé na cara, passando a jogar apenas com nove elementos, a resistência benfiquista tornou-se então heróica, culminando com a eufórica satisfação do alcançar de uma Final europeia pelo segundo ano consecutivo – 10.ª Final da sua história –, no que se traduzirá no seu regresso a Turim, já no próximo dia 14 de Maio, para defrontar o Sevilla… infelizmente, sem poder contar com Enzo Pérez, Markovic (ambos expulsos, o segundo já após ter sido substituído) e Salvio, esperando-se que Garay possa recuperar em tempo útil.
Liga Europa – 1/2 Finais (1ª mão) – Benfica – Juventus
Benfica – Artur, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, André Gomes (82m – Ivan Cavaleiro), Lazar Marković, Enzo Pérez, Miralem Sulejmani (60m – André Almeida), Rodrigo e Óscar Cardozo (62m – Lima)
Juventus – Gianluigi Buffon, Martín Cáceres, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Andrea Pirlo, Stephan Lichsteiner, Paul Pogba, Claudio Marchisio, Kwadwo Asamoah, Carlos Tévez (82m – Pablo Osvaldo) e Mirko Vučinić (65m – Sebastian Giovinco)
1-0 – Ezequiel Garay – 3m
1-1 – Carlos Tévez – 73m
2-1 – Lima – 84m
Cartões amarelos – André Gomes (34m), Artur (71m) e André Almeida (88m); Pogba (45m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Enfrentando um adversário poderosíssimo, a fazer um campeonato verdadeiramente “à parte” em Itália (8 pontos de vantagem sobre a Roma, 22 em relação ao 3.º classificado, Napoli, com as equipas de Milão, Inter e AC Milan, respectivamente a 34 e a 39 pontos!), o Benfica – agora finalmente aureolado com o título de Campeão Nacional, já virtualmente garantido – teve uma entrada em jogo de sonho, quando, apenas com dois minutos decorridos, na sequência de um pontapé de canto, Garay, de cabeça, deu a melhor sequência, desviando a bola do alcance do guardião italiano, Buffon, inaugurando o marcador.
Sem poder contar com os lesionados Gaitán, Fejsa e Salvio, três elementos fulcrais na manobra da equipa, o golo logo a abrir constituiria decisivo tónico para uma excelente exibição do colectivo benfiquista durante o primeiro tempo, não dando grandes oportunidades ao adversário de criar perigo.
Contudo, na etapa complementar do desafio, começando a indiciar alguns sinais de desgaste, o Benfica foi perdendo o controlo do jogo, começando a ser ameaçado por sucessivas investidas da Juventus. A equipa portuguesa ia procurando resistir, mas começara já a adivinhar-se o golo… que acabaria por surgir já próximo da meia hora.
Entretanto já o Benfica tivera razões de queixa da arbitragem, ao não assinalar uma notória grande penalidade, com o árbitro a pecar também no critério disciplinar, bastante largo para os jogadores da equipa italiana.
Desta forma, acabaria por ser com alguma felicidade que o Benfica chegaria, a cerca de cinco minutos do termo da partida, ao segundo golo, numa magnífica execução do Lima, proporcionando à turma portuguesa um excelente triunfo, com a formação italiana a sofrer o primeiro desaire na presente edição da prova (nas eliminatórias anteriores, ante Trabzonspor, Fiorentina e Lyon, nos seis encontros disputados, apenas cedera um único empate).
Uma vitória que poderá significar o abrir do caminho para a 10.ª final europeia do historial do Benfica, a qual seria disputada… em Turim. Antes disso, a formação portuguesa terá de deslocar-se a Turim, sabendo que terá de registar concentração máxima e, se possível, marcar, para alcançar tal objectivo, no que seria um fantástico reeditar da campanha do ano passado, em que atingiu também a Final.
Campeão

Palmarés – Campeões:
Benfica (33) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14
FC Porto (27) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13
Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02
Belenenses (1) – 1945-46
Boavista (1) – 2000-01
Liga Europa – 1/4 Final (2ª mão) – Benfica – AZ
Benfica – Artur, Sílvio (4m – André Almeida), Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Ljubomir Fejsa (64m – Enzo Pérez), André Gomes, Miralem Sulejmani (70m – Lazar Marković), Eduardo Salvio, Rodrigo e Óscar Cardozo
AZ – Esteban Alvarado, Mattias Johansson, Jeffrey Gouweleeuw, Nick Viergever, Jan Wuytens, Roy Beerens (77m – Thom Haye), Nemanja Gudelj, Celso Ortiz (79m – Markus Henriksen), Viktor Elm, Steven Berghuis (77m – Jóhann Gudmundsson) e Aron Jóhannsson
1-0 – Rodrigo – 39m
2-0 – Rodrigo – 71m
Cartões amarelos – Eduardo Salvio (31m) e André Gomes (73m); Steven Berghuis (23m)
Árbitro – Pavel Královec (R. Checa)
Raramente o Benfica terá tido, em todo o seu longo historial nas competições europeias, e a este nível, de disputa de acesso às meias-finais, uma eliminatória tão tranquila, em que nunca esteve em causa a sua superioridade e a confirmação do favoritismo que lhe era atribuído.
Entrando na segunda mão já com o conforto do resultado alcançado em Alkmaar, a equipa portuguesa prosseguiu a sua política de gestão do plantel, com sistemática rotatividade e alternância de jogadores (face aos que alinham geralmente nos jogos do campeonato nacional, que continua – até à sua conquista matemática – a ser a prioridade fundamental).
Tal não impediu que demonstrasse o seu notório maior poderio e capacidade, aos mais variados níveis, pelo que foi sem surpresa que chegou ao primeiro golo, não obstante já na parte final do primeiro tempo. Esse golo praticamente “selava”, logo aí, a garantia do apuramento.
Até final, o Benfica manteve, sem dificuldade, o domínio do jogo, tendo disposto de mais oportunidades para além do segundo golo, também apontado por um Rodrigo a atravessar excelente período de forma.
Com esta vitória, e com os golos obtidos, o Benfica torna-se no clube mais vitorioso da história (ainda recente) da prova, com um excelente registo de 25 vitórias, 6 empates e apenas 6 derrotas, em 37 jogos disputados, em quatro edições em que participou, assim como a equipa com mais golos marcados (score global de 71-33).
Em paralelo, marca presença nas 1/2 Finais da competição pela terceira vez consecutiva (depois de 2010-11 e 2012-13), apenas tendo visto a sua carreira interrompida mais cedo (1/4 Final) na Liga dos Campeões de 2011-12 e na Liga Europa de 2009-10, isto no período das últimas cinco épocas, sob o comando técnico de Jorge Jesus. O Benfica amplia assim para 14 o número de meias-finais em que participa, partindo em busca da sua 10.ª Final europeia!
Liga Europa – 1/4 Final (1ª mão) – AZ – Benfica
AZ – Esteban Alvarado, Mattias Johansson, Jeffrey Gouweleeuw, Nick Viergever, Simon Poulsen (49m – Jóhann Gudmundsson), Roy Beerens, Nemanja Gudelj (80m – Markus Henriksen), Celso Ortiz, Viktor Elm, Steven Berghuis e Aron Jóhannsson
Benfica – Artur, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Rúben Amorim (39m – André Almeida), André Gomes, Eduardo Salvio, Nico Gaitán, Rodrigo (77m – Lazar Marković) e Óscar Cardozo (64m – Lima)
0-1 – Eduardo Salvio – 48m
Cartões amarelos – Mattias Johansson (79m); Nico Gaitán (61m), Siqueira (90m), Eduardo Salvio (90m) e Maxi Pereira (90m)
Árbitro – Svein Oddvar Moen (Noruega)
Defrontando o 7.º classificado do campeonato holandês, a larga distância dos lugares de topo da tabela, o Benfica assumia-se como favorito, não só para a eliminatória, mas, inclusivamente, para este jogo.
Porém, nos minutos iniciais seria de alguma forma surpreendido por uma entrada determinada da equipa holandesa, apenas conseguindo reequilibrar a partida após o quarto de hora inicial. A partir daí, sempre numa toada repartida, o Benfica foi, não obstante, dando sinais de que poderia chegar ao golo, o que não conseguiria contudo concretizar até final do primeiro tempo.
Mas, logo a abrir a metade complementar do desafio, Eduardo Salvio regressava aos golos, após longa paragem, devido a lesão, colocando a equipa portuguesa em vantagem. Até final, o Benfica poderia ainda ter ampliado o marcador, mas não seria eficaz na concretização de algumas ocasiões de perigo de que dispôs. Acabaria por preocupar-se mais em gerir a vantagem do que aumentá-la.
Alcançou, não obstante, o terceiro triunfo em terreno alheio, em outras tantas eliminatórias da presente edição da “Liga Europa”, partindo assim, pela terceira vez, em vantagem para a partida da 2.ª mão, onde terá de confirmar a sua superioridade, de forma a evitar os sustos que passou na ronda anterior, face ao Tottenham.
Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão) – Benfica – Tottenham
Benfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Rúben Amorim, Filip Djuričić (71m – Enzo Pérez), Eduardo Salvio, André Gomes, Miralem Sulejmani (90m – Lazar Marković) e Óscar Cardozo (76m – Lima)
Tottenham – Brad Friedel, Kyle Naughton, Sandro, Zeki Fryers, Danny Rose, Aaron Lennon, Gylfi Sigurdsson, Nabil Bentaleb, Andros Townsend (76m – Christian Eriksen), Nacer Chadli e Roberto Soldado (71m – Harry Kane)
1-0 – Ezequiel Garay – 34m
1-1 – Chadli – 78m
1-2 – Chadli – 79m
2-2 – Lima (pen.) – 90m
Cartões amarelos – Luisão (10m) e Enzo Pérez (90m); Kyle Naughton (90m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
Excessivamente confiante na sequência do categórico triunfo alcançado na semana passada em Londres, em pleno White Hart Lane, a que se somou o golo obtido por Garay, culminando uma primeira meia-hora de superioridade benfiquista, frente a um Tottenham algo desfalcado, nomeadamente por lesões, a equipa do Benfica (também a prosseguir a política de rotação de jogadores, continuando a dar prioridade ao campeonato nacional), limitando-se, no segundo tempo, a deixar correr o tempo, segura de que a eliminatória estava absolutamente garantida, acabaria por sofrer um grande susto no derradeiro quarto de hora.
De facto, ao tento do empate da formação inglesa, seguiu-se, no minuto imediato, segundo golo, que deixava o Tottenham a apenas um golo de, sensacionalmente, poder igualar a eliminatória. E, aí, com cerca de dez minutos para jogar, o Benfica tremeu, com os londrinos a reclamar ainda um lance de grande penalidade, praticamente a findar o tempo regulamentar, e com o guardião Oblak, com uma defesa de belo efeito, a preservar a preciosa vantagem no conjunto das duas mãos, assim evitando um imprevisível prolongamento.
Já em período de descontos, o penalty surgiria, sim, mas a favor da turma portuguesa, num lance indiscutível, em que Lima foi grosseiramente derrubado na grande área; o mesmo Lima, com uma serena conversão, possibilitaria, finalmente, o “respirar de alívio” de todos os benfiquistas.
Mais uma lição que deverá ser retida, a de que os jogos duram até aos 90 minutos (na realidade, para lá deles, mesmo), e que, em alta competição, não há lugar a poupanças excessivas, e, muito menos, ao “desligar dos motores”; é que, depois de as coisas se complicarem, é, geralmente, muito mais difícil, retomar o ritmo perdido.
No conjunto das duas mãos o Benfica foi claramente superior, merecendo, com toda a justiça, o apuramento para os 1/4 Final da Liga Europa, fase que atinge, a nível das provas europeias, pela quinta vez consecutiva, portanto em todos os anos do consulado do técnico Jorge Jesus. Apenas por distracção, se viu hoje obrigado a sofrer, durante cerca de um quarto de hora, sem qualquer necessidade de ter passado por tal. Um importante aviso para este final de época, de modo a não repetir erros de um passado recente.
Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão) – Tottenham – Benfica
Tottenham – Hugo Lloris, Kyle Walker (76m – Danny Rose), Younès Kaboul, Jan Vertonghen, Kyle Naughton, Aaron Lennon, Paulinho, Sandro (82m – Nabil Bentaleb), Christian Eriksen, Harry Kane (75m – Roberto Soldado) e Emmanuel Adebayor
Benfica – Jan Oblak, Sílvio, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Ljubomir Fejsa, Lazar Marković, Rúben Amorim, Miralem Sulejmani (65m – Enzo Pérez), Rodrigo (87m – Lima) e Óscar Cardozo (66m – Nico Gaitán)
0-1 – Rodrigo – 30m
0-2 – Luisão – 58m
1-2 – Eriksen – 64m
1-3 – Luisão – 84m
Cartões amarelos – Sandro (9m) e Jan Vertonghen (81m); Sílvio (63m) e Rúben Amorim (81m)
Árbitro – Jonas Eriksson (Suécia)
Cerca de 52 anos depois da vitória nas 1/2 Finais da Taça dos Campeões Europeus, que proporcionou ao clube português o acesso à sua primeira Final nessa competição (que viria a vencer, frente ao Real Madrid, sagrando-se assim Campeão Europeu), o Benfica voltou hoje a defrontar a equipa do Tottenham, num regresso às grandes “noites europeias”, em que construiu e cimentou a sua glória, impondo-se, em pleno White Hart Lane, por categórica margem de 3-1 (que, inclusivamente, podia ter ainda ampliado, precisamente no derradeiro lance do desafio).
Uma equipa personalizada, com um grupo formando um verdadeiro colectivo, em que praticamente não se faz sentir a rotação de jogadores que o técnico Jorge Jesus vem colocando em prática (alinhando, de início, por exemplo, com Sílvio, na lateral direita, Rúben Amorim – que se viria a cotar com uma das principais figuras, com duas assistências para golo -, Sulejmani, ou o regressado Óscar Cardozo; e, desta forma, “poupando” Maxi Pereira, Enzo Pérez, Nico Gaitán ou Lima), o grande destaque vai para a solidariedade entre todos os jogadores, a par da invulgar proeza de Luisão, um defesa central a bisar, com dois golos de belo efeito.
Um magnífico resultado, que faz recordar um outro, precisamente pela mesma marca, obtido na época de 1991-92, igualmente em Londres, no terreno do Arsenal, e que, salvo um “cataclismo”, coloca o Benfica com “pé e meio” na eliminatória seguinte. Em Lisboa, bastará gerir a preciosa vantagem adquirida esta noite.
Denotando boa atitude desde início, num jogo bastante movimentado, em toada de parada e resposta, com o Tottenham a procurar a iniciativa do jogo, mas o Benfica a corresponder, acabaria por não surpreender o primeiro golo, à passagem da meia hora, numa excelente execução técnica de Rodrigo, a desmarcar-se em corrida, a partir da linha de meio-campo, e, ao aproximar-se da zona de acção do guarda-redes, a fazer a bola desferir uma trajectória, como que contornando o guardião adversário, para o poste mais distante, sem hipóteses.
No segundo tempo, o cariz do jogo não se alteraria significativamente, com a equipa portuguesa confiante, e a chegar mesmo ao 2-0, na sequência de um canto – após magnífica defesa de Lloris, a evitar o golo de Rúben Amorim -, em que Luisão, oportuno, surgiu a desviar de cabeça, inapelavelmente, para o fundo das redes.
O Tottenham procuraria reagir e, pouco depois, na sequência de um livre directo, próximo da grande área, o dinamarquês Eriksen, com uma execução perfeita, reduziu a desvantagem, dando ânimo à sua equipa, que, nos minutos imediatos, procurou carregar mais, em busca do tento da igualdade.
Mas a formação portuguesa rapidamente se recomporia, e, já depois de um primeiro remate, que o guardião francês, susteve com dificuldade, Luisão “encheu o pé” e disparou um remate fulminante, também sem hipótese de defesa, fixando o 3-1 final (que, conforme referido, poderia ter sido ainda dilatado no último lance do desafio).
Uma excelente exibição, de uma equipa confiante em si própria, a juntar mais uma noite de glória ao seu palmarés.




