EURO 2020 – Grupo D – 1ª jornada – Inglaterra – Croácia

1-0
Jordan Pickford, Kyle Walker, John Stones, Tyrone Mings, Kieran Trippier, Kalvin Phillips, Declan Rice, Raheem Sterling (90m – Dominic Calvert-Lewin), Mason Mount, Phil Foden (71m – Marcus Rashford) e Harry Kane (82m – Jude Bellingham)
Dominik Livaković, Šime Vrsaljko, Domagoj Vida, Duje Ćaleta-Car, Joško Gvardiol, Marcelo Brozović (70m – Nikola Vlašić), Andrej Kramarić (70m – Josip Brekalo), Luka Modrić, Mateo Kovačić (85m – Mario Pašalić), Ivan Perišić e Ante Rebić (78m – Bruno Petković)
1-0 – Raheem Sterling – 57m
“Melhor em campo” – Raheem Sterling
Amarelos – Phil Foden (64m); Duje Ćaleta-Car (42m), Mateo Kovačić (48m) e Marcelo Brozović (66m)
Árbitro – Daniele Orsato (Itália)
Wembley Stadium – Londres (14h00)
O mínimo que se poderá dizer é que o resultado tangencial não reflecte, de todo, o desnível verificado neste encontro, em que apenas uma equipa pretendeu ganhar – não obstante não ter feito grande exibição -, face a outra que, mesmo com Modrić a procurar “remar contra a maré”, pouco mais visou que procurar preservar a sua baliza, estranhamente denotando incapacidade em, sequer, construir oportunidades de golo.
Um resultado que, em paralelo, permite enfim quebrar uma “tradição”, a de a Inglaterra não conseguir vencer no seu desafio de estreia em fases finais dos Europeus: nas nove participações anteriores, registara cinco empates e quatro derrotas!
EURO 2020 – Grupo B – 1ª jornada – Bélgica – Rússia

3-0
Thibaut Courtois, Toby Alderweireld, Dedryck Boyata, Jan Vertonghen (77m – Thomas Vermaelen), Timothy Castagne (27m – Thomas Meunier), Leander Dendoncker, Youri Tielemans, Thorgan Hazard, Dries Mertens (72m – Eden Hazard), Yannick Ferreira-Carrasco (77m – Dennis Praet) e Romelu Lukaku
Anton Shunin, Mário Fernandes, Andrei Semenov, Georgi Dzhikiya, Yuri Zhirkov (43m – Vyacheslav Karavaev), Magomed Ozdoev, Dmitri Barinov (45m – Igor Diveev), Roman Zobnin (63m – Maksim Mukhin), Aleksandr Golovin, Daler Kuzyaev (30m – Denis Cheryshev) (63m – Aleksei Miranchuk) e Artem Dzyuba
1-0 – Romelu Lukaku – 10m
2-0 – Thomas Meunier – 34m
3-0 – Romelu Lukaku – 88m
“Melhor em campo” – Romelu Lukaku
Amarelos – Não houve
Árbitro – Antonio Mateu Lahoz (Espanha)
Krestovsky Stadium – S. Petersburgo (20h00)
Depois da Itália, também a Bélgica a evidenciar uma categórica “prova de força”, para mais, em terreno alheio, derrotando inapelavelmente uma equipa da Rússia, que deixou transparecer alguns equívocos tácticos.
EURO 2020 – Grupo B – 1ª jornada – Dinamarca – Finlândia

0-1
Kasper Schmeichel, Daniel Wass (76m – Jens Stryger), Simon Kjær (63m – Jannik Vestergaard), Andreas Christensen, Joakim Mæhle, Christian Eriksen (43m – Mathias Jensen), Pierre-Emile Højbjerg, Thomas Delaney (76m – Andreas Cornelius), Yussuf Poulsen, Martin Braithwaite e Jonas Wind (63m – Andreas Skov Olsen)
Lukas Hradecky, Jukka Raitala (90m – Leo Väisänen), Paulus Arajuuri, Daniel O’Shaughnessy, Jere Uronen, Robin Lod, Glen Kamara, Tim Sparv (76m – Rasmus Schüller), Joona Toivio, Joel Pohjanpalo (84m – Marcus Forss) e Teemu Pukki (76m – Joni Kauko)
0-1 – Joel Pohjanpalo – 60m
“Melhor em campo” – Christian Eriksen
Amarelos – Robin Lod (4m) e Tim Sparv (51m)
Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)
Telia Parken – Copenhaga (17h00)
Ao terceiro jogo do “EURO 2020”, foi intenso o drama que se viveu, tendo pairado a sombra da tragédia, quando, aos 43 minutos, Christian Eriksen caiu inanimado no relvado – tendo-se, de imediato, receado o pior -, vindo a ser sujeito a demorado processo de reanimação, com recurso a desfibrilhador e massagem cardíaca.
O jogador dinamarquês viria a ser transportado para o hospital, de que chegariam entretanto notícias esperançosas. Após quase duas horas de suspensão, o jogo seria retomado, segundo comunicação da UEFA, a pedido dos jogadores de ambas as equipas, e após terem recebido contacto de Eriksen.
Mas, necessariamente perturbados, com a cabeça mais no hospital do que no campo, e, inevitavelmente, os pensamentos centrados na situação do colega, em momento tão crítico, os dinamarqueses acabariam – pese embora tenham registado estatísticas que evidenciam clara supremacia (23-1 (!) em remates e 9-0 em cantos) – por ser penalizados por uma inesperada derrota, na estreia absoluta da Finlândia em fases finais de grandes competições, com Kasper Schmeichel a ser algo “mal batido”, tendo ainda Pierre-Emile Højbjerg desperdiçado uma grande penalidade.

Esperando que Christian Eriksen possa ter um completo restabelecimento, a imagem forte que fica deste jogo é a de uma equipa da Dinamarca que – num momento de angústia e ansiedade extremas – agiu enquanto tal, procurando proteger o seu companheiro da morbidez das câmaras de televisão.
EURO 2020 – Grupo A – 1ª jornada – P. Gales -Suíça

1-1
Danny Ward, Connor Roberts, Joe Rodon, Ben Davies, Chris Mepham, Joe Morrell, Joe Allen, Aaron Ramsey (90m – Ethan Ampadu), Daniel James (75m – David Brooks), Gareth Bale e Kieffer Moore
Yann Sommer, Nico Elvedi, Fabian Schär, Manuel Akanji, Kevin Mbabu, Granit Xhaka, Remo Freuler, Ricardo Rodríguez, Breel Embolo, Xherdan Shaqiri (66m – Denis Zakaria) e Haris Seferović (84m – Mario Gavranović)
0-1 – Breel Embolo – 49m
1-1 – Kieffer Moore – 74m
“Melhor em campo” – Breel Embolo
Amarelos – Kieffer Moore (47m); Fabian Schär (30m) e Kevin Mbabu (63m)
Árbitro – Clément Turpin (França)
Bakı Olimpiya Stadionu – Baku (14h00)
Numa partida em que se mostrou superior, a Suíça foi penalizada pela sua falta de ambição, optando por defender a vantagem alcançada em vez de a procurar consolidar, acabando por vir a sofrer o tento do empate, deixando assim escapar preciosos pontos.
EURO 2020 – Grupo A – 1ª jornada – Turquia – Itália

0-3
Uğurcan Çakır, Zeki Çelik, Merih Demiral, Çağlar Söyüncü, Umut Meraş, Kenan Karaman (76m – Halil Dervişoğlu), Ozan Tufan (64m – Kaan Ayhan), Okay Yokuşlu (65m – İrfan Can Kahveci), Yusuf Yazıcı (45m – Cengiz Ünder), Hakan Çalhanoğlu e Burak Yılmaz
Gianluigi Donnarumma, Alessandro Florenzi (45m – Giovanni Di Lorenzo), Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Leonardo Spinazzola, Nicolò Barella, Jorge Frello Filho “Jorginho”, Manuel Locatelli (74m – Bryan Cristante), Domenico Berardi (85m – Federico Bernardeschi), Lorenzo Insigne (81m – Federico Chiesa) e Ciro Immobile (81m – Andrea Belotti)
0-1 – Merih Demiral (p.b.) – 53m
0-2 – Ciro Immobile – 66m
0-3 – Lorenzo Insigne – 79m
“Melhor em campo” – Leonardo Spinazzola
Amarelos – Çağlar Söyüncü (88m) e Halil Dervişoğlu (90m)
Árbitro – Danny Makkelie (Países Baixos)
Stadio Olimpico – Roma (20h00)
Perante um adversário preocupado, sobretudo, em defender, a Itália começou por denotar, no primeiro tempo, dificuldades para transpor a organização defensiva contrária, apenas tendo conseguido três remates enquadrados.
A partida mudaria radicalmente de configuração depois de inaugurado o marcador, num auto-golo do antigo defesa do Sporting (onde fez a transição das camadas de formação para o escalão de seniores) – actualmente a alinhar na Juventus -, com a selecção italiana, muito afirmativa, rapidamente a sentenciar o desfecho do encontro, acabando mesmo por “golear” (na primeira vez que, no seu historial, vence por mais de dois golos num encontro de fases finais de Europeus), evidenciando ser “demasiado forte” para uma selecção turca aquém das expectativas.
Com o pleno de nove vitórias nos últimos nove encontros que disputou, com um score agregado de 28-0 (!), a Itália promete muito…
Belenenses promovido aos Campeonatos Nacionais
Três anos depois de os seus sócios, por vontade maioritariamente expressa, terem adoptado a corajosa decisão de recomeçar a constituir direitos desportivos, a partir do escalão mais baixo do futebol português (na altura o 6.º, mas que, entretanto, se virá a converter no 7.º, com a criação da “Liga 3”), o Belenenses garantiu hoje o regresso aos campeonatos nacionais, tendo matematicamente assegurado – ainda com três jornadas por disputar – a promoção ao Campeonato de Portugal, para a próxima época, de 2021-22.
Esta é a terceira subida de divisão consecutiva do Belenenses: após se ter sagrado Campeão Distrital do 3.º escalão da Associação de Futebol de Lisboa em 2018-19 e de, na temporada de 2019-20, ter sido o 1.º classificado do campeonato distrital do 2.º escalão, à data da sua interrupção, devido à pandemia, o Belenenses sagrou-se esta tarde virtual vencedor da I Divisão Distrital da época de 2020-21, com um magnífico registo de 14 vitórias, 1 empate e 1 derrota, nas 16 jornadas disputadas (tendo, nesta altura, 15 pontos de vantagem sobre os mais directos perseguidores, a três jornadas do fim – sendo que, a equipa do Restelo apenas terá mais dois jogos a realizar, dada a desistência do Vialonga).
Com estas três promoções em outros tantos anos, o Belenenses atinge – com pleno êxito, sem “falhas” – a metade do caminho de enorme dignidade que decidiu trilhar, dando um primeiro grande “salto”, desde as provas distritais, regressando às competições de índole nacional.
Tendo visto entretanto a sua caminhada “alongada” em função da introdução, a partir da próxima época, de um novo escalão (“Liga 3”), que se intercalará entre a 2.ª Liga e o Campeonato de Portugal, serão necessárias ainda outras três subidas de divisão, para o ambicionado regresso à I Liga. Que o Belenenses continue a ter sucesso nas cada vez mais desafiantes e exigentes etapas que tem pela frente, neste brioso percurso.
Resumem-se da seguinte forma os números-chave de cada uma das últimas três temporadas (actualização após o termo do campeonato):
Época Escalão Classif. J V E D GM GS P 2018-19 3.º 1.º 30 27 1 2 143 - 17 82 2018-19 Final Campeão 1 1 - - 3 - 2 3 2019-20 2.º 1.º 20 18 - 2 62 - 16 54 2020-21 1.º 1.º 18 15 2 1 38 - 10 47 Total 69 61 3 5 246 - 45 186
O Pulsar do Campeonato – 15ª Jornada

(“O Templário”, 10.06.2021)
É verdade que o Coruchense fez um campeonato “à parte” (apenas tendo cedido um empate, ante o Mação, e sofrido uma única derrota, na Glória do Ribatejo, nos 15 jogos disputados), sagrando-se destacadíssimo vencedor da prova, assim como o Abrantes e Benfica realizou muito boa campanha (tendo assegurado já, com o 2.º lugar obtido, a presença na próxima edição da Taça de Portugal – sendo que está, igualmente, bem encaminhado na Taça do Ribatejo), mas o Amiense, com uma notável “recta final”, ascendendo a um absolutamente inesperado 4.º lugar, tal como o emblema da Glória, com uma excelente 7.ª posição (em igualdade pontual com o 6.º, U. Tomar), merecem especial realce no balanço global do Distrital da I Divisão desta atípica temporada.
Destaques – O primeiro destaque da 15.ª e última ronda do campeonato vai precisamente para um impressionante desempenho do Amiense, que, muito motivado pela perspectiva de alcançar um sensacional 4.º lugar, conseguiu, já nos derradeiros dez minutos, uma então já inesperada reviravolta, acabando por vencer o Cartaxo, por 3-2, relegando assim o adversário para o 5.º posto.
Por seu lado, a turma da Glória do Ribatejo culminou de forma exemplar uma admirável época (está, também, ainda em prova na Taça do Ribatejo) – tendo sido, conforme referido, a única a conseguir derrotar o vencedor da competição –, impondo um empate a dois golos na recepção ao Mação (3.º classificado), terminando o campeonato apenas com três derrotas, fixando-se num brilhante 7.º lugar na tabela final, a par do 6.º classificado, U. Tomar.
Em jogo claramente de “fim de estação”, ainda assim o Abrantes e Benfica fez questão de não deixar os seus créditos por mãos alheias, goleando por robusta marca de 7-0 o já despromovido Moçarriense (penúltimo classificado), confirmando, pois, a posição de vice-líder.
Digno de realce foi também o triunfo averbado pelo Torres Novas, frente ao U. Tomar, impondo-se por 3-2 num desafio de características incomuns. Quando, aos 9 minutos, os tomarenses, chegaram à vantagem de 2-0, poucos poderiam adivinhar a reviravolta que viria a suceder, que premeia a abnegação com que os torrejanos encararam esta partida (o que, contudo, não lhes permitiu melhor que o 11.º lugar final, não obstante em igualdade pontual com o 9.º e o 10.º).
De forma algo “inexplicável”, tão depressa como obtivera tal superioridade – tendo, adicionalmente, desperdiçado mais uma “mão cheia” de ocasiões para ampliar a contagem – a equipa nabantina a deixaria escapar, também num período de apenas cerca de cinco minutos, após a meia hora de jogo. Para, na segunda metade, pese embora a insistência, os unionistas não só não conseguirem voltar a transpor com sucesso a barreira defensiva contrária, como, expondo-se ao risco, acabarem por sofrer o decisivo contra-golpe – não tendo tido já, nos cerca de 20 minutos que se jogaram ainda até final, o necessário “sangue frio” para ripostar a tal contrariedade.
Um desfecho inesperado, a deixar uma imagem bastante negativa neste fecho de campeonato – três desaires sucessivos nas três últimas jornadas, provocando uma queda do 3.º ao 6.º lugar, posição muito aquém das expectativas para esta época (o União teria sido 5.º classificado caso tivesse vencido) –, a qual urge procurar rectificar na Taça do Ribatejo.
Surpresa – A “surpresa” da jornada registou-se no Entroncamento, onde a equipa local, desanimada pela confirmação da despromoção, e num encontro do qual sabia não poder resultar já qualquer alteração na sua classificação (14.º) não conseguiu melhor que a igualdade (2-2) ante o “lanterna vermelha”, Riachense, que, nos onze jogos anteriores, sofrera dez derrotas (apenas tendo obtido um empate, já no final de 2020, ante o Moçarriense). Por curiosidade, o grupo dos Riachos conseguiu, neste campeonato, uma única vitória, sobre o 4.º classificado, Amiense.
Confirmações – Nas restantes três partidas, confirmou-se o favoritismo de (i) Coruchense (triunfando por 3-1 em Samora Correia), (ii) Fazendense (minimizando o decepcionante desempenho no campeonato, recuperando até ao 8.º lugar, ao bater por 4-1 uma equipa de Ferreira do Zêzere, que surgiu, nesta retoma da competição, claramente em esforço, denotando grandes dificuldades, mas tendo conseguido, ainda assim, ganhar a sua “final”, ante o Entroncamento AC, garantindo a permanência na I Divisão – isto, após a A. F. Santarém ter confirmado que a insolvente SAD do Fátima não poderia inscrever-se nas provas Distritais), e (iii) de Rio Maior (1-0, ante o Alcanenense), com os riomaiorenses, ao invés, a evidenciar, neste final de temporada, uma surpreendente vitalidade, com três vitórias em quatro jogos, o que lhes proporcionou subir até ao 10.º lugar.
Uma palavra final para o incontestável mérito do Coruchense na conquista do 1.º lugar: para além dos 10 pontos de vantagem sobre o mais “próximo” rival, goleou o vice-líder, Abrantes e Benfica, por 5-1; o Cartaxo (5.º), por 7-1; tendo vencido, nomeadamente, em Amiais de Baixo (4.º), Tomar (6.º), Fazendas de Almeirim (8.º – também com goleada, por 4-0) e Samora Correia (9.º).
II Divisão Distrital – Na série Norte, em jogo em atraso, o At. Ouriense derrotou o Espinheirense por 3-0, bastando-lhe apenas mais um ponto para confirmar o 1.º lugar e consequente promoção
A Sul, o Salvaterrense viu o seu jogo com o Águias de Alpiarça adiado, o que possibilitou ao Benavente (vencedor do Porto Alto, por tangencial 1-0) retomar, à condição, a liderança – mas, mais importante, somou pontos que poderão eventualmente, no cenário menos favorável, vir a revelar-se determinantes na definição do que virá a ser o melhor dos 2.º classificados das duas séries, o qual será também promovido à I Divisão Distrital.
Antevisão – Para o próximo fim-de-semana estão agendados os jogos dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, cujo alinhamento, porém, depende ainda da conclusão da eliminatória precedente, com a disputa, prevista para esta quinta-feira, do Fazendense-Riachense (favoritismo total para os visitados), Rio Maior-Alcanenense (com a curiosidade de reeditarem o confronto de há apenas quatro dias) e Entroncamento-Glória do Ribatejo.
Pelo que o único embate já com ambos os adversários definidos, é o U. Tomar-Fátima, com os tomarenses – depois de terem goleado, nas eliminatórias anteriores, em Marinhais e no Espinheiro – a receberem outra equipa do escalão secundário, 2.º classificado da série Norte (que se estreia nesta edição da Taça), necessitando, pois, confirmar dentro de campo o seu natural favoritismo.
Na II Divisão Distrital (em que se disputa, também nesta quinta-feira, a 15.ª jornada, e, no Domingo, a 16.ª e antepenúltima ronda), estavam agendados para aquele mesmo dia (13 de Junho), por coincidência, os embates entre 1.º e 2.º classificados de ambas as séries (At. Ouriense-Fátima e o decisivo Benavente-Salvaterrense), os quais deverão, assim, ter de ser adiados; destacam-se ainda, a Norte, o Fátima-Caxarias (já esta quinta-feira) e o Caxarias-Espinheirense (no Domingo); e, na série Sul, também neste dia 10, o Benfica do Ribatejo-Benavente.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Junho de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 14ª Jornada

(“O Templário”, 03.06.2021)
Com o 1.º lugar já garantido pelo Coruchense, mantém-se acesa a disputa pelo 2.º lugar – da qual, porém, o U. Tomar se viu entretanto já arredado, restringindo-se agora os candidatos a tal posição a Abrantes e Benfica, Mação e, remotamente, Cartaxo –, assim como pela manutenção, após ter sido jogada já a penúltima ronda do campeonato (o qual tem o seu termo agendado para o próximo Domingo), pese embora subsistam ainda três encontros em atraso, a disputar precisamente nesta quinta-feira, para acerto de calendário, e que poderão assumir cariz determinante em tal luta.
Destaques – O principal destaque da 14.ª jornada vai para o categórico triunfo do Abrantes e Benfica no terreno do Cartaxo, por 4-1, o que possibilitou aos abrantinos não só retomar o 2.º posto, como colocar-se em situação privilegiada para garantir essa classificação, que proporcionará a qualificação para a próxima edição da Taça de Portugal, dado a turma de Abrantes receber, na derradeira partida, o Moçarriense, já com a sua situação (despromoção) definida.
Não obstante, a turma da Moçarria esteve justamente em evidência no passado fim-de-semana, ganhando por 2-1 a uma irreconhecível equipa do Fazendense (2.º classificado do campeonato precedente, à data da sua suspensão), a qual somou um único ponto desde a retoma da competição, tendo, consequentemente, baixado ao 10.º lugar – e que, em situação limite, poderá inclusivamente vir a ver-se ainda inesperadamente envolvida na disputa pela manutenção! Ao invés, o Moçarriense, com grande dignidade e brio, operando, nos dez minutos finais, sensacional reviravolta no marcador, alcançou aquele que foi, apenas, o seu segundo triunfo na prova.
Destaque ainda, pela positiva, para a excelente campanha que o grupo da Glória do Ribatejo vem realizando, tendo vencido, com alguma naturalidade, nos Riachos, frente ao agora “lanterna vermelha”, Riachense (que acompanhará o Moçarriense na descida ao escalão secundário), mas por convincente marca de 3-0, ascendendo a um notável 6.º lugar na pauta classificativa… somente um ponto abaixo do U. Tomar!
Por seu lado, o Samora Correia realizou também boa operação, na visita a Alcanena, derrotando o Alcanenense por tangencial 1-0, subindo à 7.ª posição, igualmente a um ponto de distância da equipa da Glória.
Surpresa – O desfecho mais imprevisto foi o desaire caseiro do U. Tomar, batido por 1-2 pelo Amiense, num jogo com características algo peculiares: o União chegou ao intervalo já em desvantagem (0-1), e em inferioridade numérica; ainda assim, não virando a cara à luta, porfiou em busca da igualdade, vindo, contudo, a ser penalizado pela decisão da equipa de arbitragem, de Beja, em “exame” para acesso aos Nacionais, ao assinalar uma muito contestada grande penalidade, que originou o 2-0. Até final, os unionistas, não “entregando os pontos”, tudo fizeram para procurar evitar o resultado negativo, mas mais não conseguiriam que o ponto de honra.
Um resultado que afasta os nabantinos dos lugares de topo, tendo baixado ao 5.º posto, não podendo agora aspirar já a melhor que o 4.º lugar, e, mesmo esse, dependente do… Amiense (que, entretanto, fez já a “festa” da manutenção em Tomar) derrotar o Cartaxo na última jornada (para além de um indispensável triunfo do U. Tomar em Torres Novas, frente a um adversário que se defronta com posição ainda bastante delicada na tabela).
Confirmações – Nos outros desafios, o Coruchense não teve dificuldade em vencer, precisamente ante o Torres Novas, por 3-1, tendo o Mação batido também o Rio Maior, neste caso por tangencial 1-0, uma margem mínima que não estaria nas expectativas gerais.
Por fim, o Ferreira do Zêzere fez valer o factor casa para se impor, também por 1-0, frente ao Entroncamento, em partida que poderá ter sido crucial para as – nesta altura muito complexas – contas da manutenção, atendendo nomeadamente aos jogos em atraso, a disputar ainda por Ferreira do Zêzere (recebe o Rio Maior), Torres Novas (visitado pelo Riachense, num “derby” do município) e Entroncamento (recebe o Amiense).
Isto numa altura em que não estará ainda definido se serão três os clubes a despromover (caso em que restaria por preencher uma indesejada “vaga”) – em função da descida do U. Almeirim ao Distrital – ou quatro, dependendo de a insolvente SAD do Fátima, prematura desistente do Campeonato de Portugal, poder eventualmente vir a retomar a actividade, caso em que seria (re)integrada na I Divisão Distrital. A verdade é que são nada menos do que cinco os clubes (Fazendense, Ferreira do Zêzere, Rio Maior, Torres Novas e Entroncamento) que não podem ainda “dormir descansados”…
II Divisão Distrital – Na série Norte, disputou-se um único encontro, com o At. Ouriense a golear o Vasco da Gama por 7-0, cimentando a sua posição de liderança. A Sul, o Salvaterrense – que, entretanto, em função de acerto de calendário, ascendeu ao 1.º lugar – ganhou em Samora Correia (4-2), enquanto o Benavente, agora dois pontos atrás, goleou o Rebocho por inusitados 11-0!
Campeonato de Portugal – Chegou ao termo esta “maratona”, que, à partida, envolveu um total de 96 equipas, das quais apenas duas alcançaram o ambicionado prémio máximo, da promoção à II Liga (Trofense e C.F. Estrela da Amadora), enquanto outras 22 – entre elas o U. Santarém (que, já apurado, empatou 1-1 com o Marinhense, na derradeira partida) – tiveram a “terminação”, com a qualificação para a nova “Liga 3”, escalão em estreia na estrutura orgânica do futebol nacional na próxima época, o qual será intercalado entre a II Liga e o Campeonato de Portugal.
Antevisão – Ainda antes do fecho do campeonato, disputa-se, também esta quinta-feira, a eliminatória correspondente aos 1/8 de final da Taça, contudo, apenas com quatro jogos agendados, com destaque para o Abrantes e Benfica-Mação e Espinheirense-U. Tomar, sendo de anotar a singular desistência do 1.º classificado da I Divisão Distrital, Coruchense.
Na última jornada do principal escalão, as atenções estarão centradas no Abrantes e Benfica-Moçarriense, Glória do Ribatejo-Mação e Amiense-Cartaxo (disputa pelo 2.º lugar) e, noutro plano, no Torres Novas-U. Tomar, Fazendense-Ferreira do Zêzere, Rio Maior-Alcanenense e Entroncamento-Riachense (na luta pela “sobrevivência” na I Divisão).
Na II Divisão Distrital, sem qualquer jogo agendado na série Norte, o Salvaterrense desloca-se a Alpiarça, para defrontar o Águias, cabendo ao Benavente receber o Porto Alto.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Junho de 2021)
João Almeida 6.º no “Giro de Itália”
Ao contrário do que sucedera na estreia, no ano passado, desta feita João Almeida começou mal a prova, perdendo, logo de início, bastante tempo. Não obstante, mostrou uma enorme fibra, recuperando lugares sobre lugares, até ao último dia, surgindo entre os primeiros nas etapas de alta montanha (duas vezes 2.º classificado), culminado com o 5.º lugar no contra-relógio final, que só não lhe permitiu concluir na 5.ª posição final na geral por 5 centésimos de segundo de diferença, em relação a um notável Daniel Martínez, “gregário de luxo” do grande vencedor do “Giro” de 2021, o colombiano Egan Bernal, o qual, aos 24 anos, junta mais uma grande volta ao seu palmarés, depois de ter vencido o “Tour” em 2019.
No caso de João Almeida – mesmo tendo sido penalizado por algumas contradições e hesitações a nível da definição do “chefe-de-fila” da equipa -, mais este brilhante desempenho é a cabal confirmação de um grande “voltista”, como o próprio assumiu, candidato aos lugares de topo das principais competições por etapas do mundo. É de notar ainda a curiosidade de ter sido o único ciclista a repetir a presença no “Top-10” nas duas últimas edições do “Giro”.
Quanto a Nélson Oliveira, tendo realizado uma prova relativamente discreta, sem se evidenciar na sua especialidade (contra-relógio), acabou por finalizar numa posição interessante na classificação geral.
Classificação geral final:
1.º Egan Bernal (Colômbia) – Ineos Grenadiers – 86h 17′ 28”
2.º Damiano Caruso (Itália) – Bahrain Victorious – a 01′ 29”
3.º Simon Yates (Reino Unido) – Team BikeExchange – a 04′ 15”
4.º Aleksandr Vlasov (Rússia) – Astana-Premier Tech – a 06′ 40”
5.º Daniel Martínez (Colômbia) – Ineos Grenadiers – a 07′ 24”
6.º João Almeida (Portugal) – Deceuninck-Quick-Step – a 07′ 24”
7.º Romain Bardet (França) – Team DSM – a 08′ 05”
8.º Hugh Carthy (Reino Unido) – EF Education-Nippo – a 08′ 56”
9.º Tobias Foss (Noruega) – Jumbo-Visma – a 11′ 44”
10.º Daniel Martin (Irlanda) – Israel Start-Up Nation – a 18′ 35”
…
27.º Nélson Oliveira (Portugal) – Movistar Team – a 1h 36′ 27”
É a seguinte a lista completa dos vencedores da “Volta à Itália”:
- 5 vitórias – Alfredo Binda (1925, 1927, 1928, 1929 e 1933); Fausto Coppi (1940, 1947, 1949, 1952 e 1953); e Eddy Merckx (1968, 1970, 1972, 1973 e 1974)
- 3 vitórias – Giovanne Brunero (1921, 1922 e 1926); Gino Bartali (1936, 1937 e 1946); Florenzo Magni (1948, 1951 e 1955); Felice Gimondi (1967, 1969 e 1976); Bernard Hinault (1980, 1982 e 1985)
- 2 vitórias – Carlo Galetti (1910 e 1911); Costante Girardengo (1919 e 1923); Giovanni Valetti (1938 e 1939); Charly Gaul (1956 e 1959); Jacques Anquetil (1960 e 1964); Franco Balmamion (1962 e 1963); Giuseppe Saronni ((1979 e 1983); Miguel Indurain (1992 e 1993); Ivan Gotti (1997 e 1999); Gilberto Simoni (2001 e 2003); Paolo Salvoldelli (2002 e 2005); Ivan Basso (2006 e 2010); Alberto Contador (2008 e 2015); Vincenzo Nibali (2013 e 2016)
- 1 vitoria – Luigi Ganna (1909); Carlo Oriani (1913); Alfonso Calzolari (1914); Gaetano Belloni (1920); Giuseppe Enrici (1924); Luigi Marchisio (1930); Francesco Camusso (1931); Antonio Pesenti (1932); Learco Guerra (1934); Vasco Bergamaschi (1935); Hugo Koblet (1950); Carlo Clerici (1954); Gastone Nencini (1957); Ercole Baldini (1958); Arnaldo Pambianco (1961); Vittorio Adorni (1965); Gianni Motta (1966); Gösta Pettersson (1971); Fausto Bertoglio (1975); Michel Pollentier (1977); Johan De Muynck (1978); Giovanni Battaglin (1981); Francesco Moser (1984); Roberto Visentini (1986); Stephen Roche (1987); Andrew Hampsten (1988); Laurent Fignon (1989); Gianni Bugno (1990); Franco Chioccioli (1991); Evgeni Berzin (1994); Tony Rominger (1995); Pavel Tonkov (1996); Marco Pantani (1998); Stefano Garzelli (2000); Damiano Cunego (2004), Danilo Di Luca (2007); Denis Menchov (2009); Michele Scarponi (2011); Ryder Hesjedal (2012); Nairo Quintana (2014); Tom Dumoulin (2017); Chris Froome (2018); Richard Carapaz (2019); Tao Geoghegan Hart (2020); Egan Bernal (2021)









