O Pulsar do Campeonato – 8ª Jornada

(“O Templário”, 11.11.2021)

Dos vencedores da semana anterior apenas o Amiense conseguiu repetir o triunfo, prosseguindo a (algo imprevista) ascensão na tabela – ocupando, agora, o 3.º degrau do pódio –, o que, em paralelo, em função dos desaires sofridos por Abrantes e Benfica e Salvaterrense (que viu enfim quebrada, com “estrondo”, a sua invencibilidade), proporcionou aos dois primeiros, U. Tomar e Rio Maior, voltar a alargar a vantagem sobre a concorrência.

Destaques – O primeiro destaque da 8.ª jornada vai para o Alcanenense, que não só colocou termo à série até agora invicta do Salvaterrense, como o fez de forma categórica, goleando por inapelável 5-0, somando importantes pontos que lhe permitem afastar-se da zona mais perigosa da classificação.

Num embate entre dois dos principais candidatos, o Mação recebeu e bateu o Abrantes e Benfica, por 2-1 (apenas a segunda vitória dos visitados e, em paralelo, a segunda derrota dos visitantes, depois de terem perdido no Cartaxo), do que decorre a baixa dos abrantinos ao 4.º lugar, por troca com a formação de Amiais de Baixo, enquanto os maçaenses – ainda com um jogo em atraso – repartem agora o 9.º posto com o At. Ouriense, a nove pontos do topo.

O líder, U. Tomar – que preserva esta condição desde a ronda inaugural –, impôs-se por sofrido 3-2 na deslocação a Ourém, face ao At. Ouriense, somando o sexto triunfo em oito desafios.

Com uma entrada de rompante os unionistas criaram, logo nos minutos iniciais, três ocasiões de perigo, pese embora não materializadas, quer devido a intervenção atenta do guardião contrário, como a algum “excesso de pontaria”, com a bola a embater no poste.

Mas o(s) golo(s) não tardaria(m), com Wemerson Silva a bisar no espaço de sete minutos (entre os 18 e os 25), igualando o registo de Raul Águas (este, entre 1972 e 1975, em jogos na I e na II Divisão Nacional), na 5.ª posição dos melhores marcadores de sempre do clube, ambos com 57 golos, agora a seis tentos da marca de Alberto Mota (de 1966 a 1971, também nos Nacionais).

Todavia, a meia hora de vincada superioridade nabantina, ripostaria o grupo de Ourém, repondo de pronto a igualdade, com dois golos obtidos em menos de cinco minutos.

A história repetir-se-ia na segunda metade, outra vez com o União a entrar mais forte, cedo voltando a colocar-se em vantagem no marcador (por Luís Alves), desperdiçando, no quarto de hora imediato uma “mão cheia” de oportunidades. Na fase final, o At. Ouriense pressionaria bastante, em busca do tento do empate, o que, contudo, não conseguiria alcançar, com o desfecho a saldar-se por uma merecida vitória dos tomarenses, por tangencial 3-2.

Conforme referido, o principal beneficiado – subindo de 5.º para 3.º – foi o Amiense, ganhando por 2-0 na Glória do Ribatejo, contribuindo para agravar ainda mais a crise de resultados dos locais, somente com um ponto angariado, partilhando a “lanterna vermelha” com o Ferreira do Zêzere, ambos já a sete pontos do 13.º classificado, e a quatro do 14.º, Torres Novas.

Quase sem se dar por ele, o Cartaxo vai de novo subindo posições na tabela, aproximando-se da frente, partilhando agora o 5.º posto com o Fazendense e com o Salvaterrense – todos a seis pontos do guia –, mercê do bom triunfo averbado em Samora Correia, por 3-1, com a particularidade de os samorenses, afinal, em quatro jogos em casa, só terem vencido o União…

Confirmações – Nos restantes três encontros os favoritos confirmaram o seu superior potencial, vencendo, com maior ou menor margem.

O Rio Maior – agora a única equipa que subsiste ainda invicta – mantém a estreita perseguição ao U. Tomar, somente a um ponto, após ter vencido, com tranquilidade, o Torres Novas, por 2-0.

No “derby”, o Fazendense levou a melhor sobre o U. Almeirim, graças a um solitário golo, o suficiente para atestar a manutenção do estatuto de candidato dos donos da casa, ao invés do que sucede com os forasteiros, que caíram para 13.º, já a onze pontos do comandante (não obstante tenham ainda um jogo por disputar), pelo que o U. Almeirim estará este ano, aparentemente, “fora da corrida” ao título.

O Benavente, que vem realizando campanha regular (terceiro triunfo em casa, a que junta empates no Cartaxo e em Salvaterra), ganhou, por 3-1, ao Ferreira do Zêzere, também em situação difícil.

II Divisão Distrital – As equipas do Forense (ganhando em casa, por 3-1, ao Porto Alto) e do Moçarriense (goleando o Pego por 4-0) continuam a só saber vencer (quatro triunfos em outras tantas partidas disputadas), mantendo a liderança isolada das respectivas séries.

Na outra série, tendo o Vasco da Gama adiado o compromisso com o Fátima, cedeu a liderança, ainda que à condição, a favor do Entroncamento AC, que ganhou por tangencial 1-0 nos Riachos.

Anotam-se ainda os seguintes desfechos: as goleadas do Espinheirense (8-1), face ao histórico Alferrarede, e do Águias de Alpiarça (2.º na série A), por 6-1, frente à equipa “B” do Coruchense; assim como, por outro lado, os triunfos “fora de portas”, de U. Atalainse (4-1 nas Caxarias) e do U. Tomar “B” (3-2, em Vilar dos Prazeres), na estreia dos tomarenses a ganhar nesta temporada.

Liga 3 – O U. Santarém voltou, enfim, a pontuar, empatando a uma bola com o Amora, o que, porém, não foi suficiente para se libertar da 12.ª e última posição, dado o Oliveira do Hospital – um ponto acima – ter empatado também com a equipa do Oriental Dragon.

Campeonato de Portugal – O Coruchense esteve em especial evidência, impondo ao líder destacado, Pêro Pinheiro, o primeiro desaire, com a turma do Sorraia a ganhar por 2-0. Numa série pautada por enorme equilíbrio, o representante do Distrito subiu a 4.º (integrando um pelotão de cinco clubes), somente a um ponto do duo que reparte agora o 2.º lugar (Belenenses e Loures), mas tendo abaixo de si (a três pontos) apenas as equipas do Rabo de Peixe e do Sacavenense.

Antevisão – Na Divisão principal do futebol distrital, o realce vai para os embates Cartaxo-Fazendense, Amiense-Mação e Salvaterrense-Rio Maior, para além, claro está, do sempre muito aguardado “quase derby” entre Ferreira do Zêzere e U. Tomar.

No escalão secundário destacam-se os seguintes encontros: Porto Alto-Águias de Alpiarça; Entroncamento AC-Fátima; U. Tomar “B”-Riachense; e Moçarriense-Pego.

Quanto à Liga 3 e ao Campeonato de Portugal, com um calendário algo irregular, voltam a ter dois fins-de-semana de interregno: primeiro, devido aos dois derradeiros jogos da selecção, de apuramento para o Mundial; depois, para disputa de mais uma eliminatória da Taça de Portugal.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 11 de Novembro de 2021)

14 Novembro, 2021 at 11:00 am Deixe um comentário

Irlanda – Portugal (Mundial 2022 – Qualif.)

Aviva Stadium, Dublin

Irlanda Irlanda – Gavin Bazunu, Matt Doherty, Seamus Coleman, Shane Duffy, John Egan, Enda Stevens (78m – James McClean), Chiedozie Ogbene (90m – William Keane), Josh Cullen, Jeff Hendrick (78m – Conor Hourihane), Jamie McGrath (61m – Adam Idah) e Callum Robinson

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Pepe, Danilo Pereira, Diogo Dalot, João Palhinha, Matheus Nunes (57m – João Moutinho), Bruno Fernandes (75m – Renato Sanches), Cristiano Ronaldo, Gonçalo Guedes (56m – Rafael Leão) (83m – José Fonte) e André Silva (75m – João Félix)

Cartões amarelos – Chiedozie Ogbene (29m), Seamus Coleman (54m) e Matt Doherty (90m); Danilo Pereira (71m) e Pepe (72m)

Cartão vermelho – Pepe (82m)

Árbitro – Jesús Gil Manzano (Espanha)

Para o “bem” (título de Campeão Europeu em 2016) e para o “mal”, Fernando Santos deixou que se lhe colasse a imagem de jogar para o empate – é o próprio que, implicitamente, há muito tempo o reconheceu, com a sua “frase-chave”, de que é difícil a qualquer equipa do mundo ganhar a Portugal…

Ora, faltando disputar dois jogos nesta fase de qualificação, sendo que a selecção portuguesa tinha a garantia de que dois empates nessas partidas lhe garantiriam o apuramento, estava completo o círculo.

Ainda para mais, quando, efectivamente, para tais contas do apuramento, era indiferente ganhar ou empatar esta noite, uma vez que, em qualquer caso, será sempre necessário evitar a derrota frente à Sérvia.

Isto dito, o seleccionador português preocupou-se, em primeira instância, em procurar preservar os jogadores que estavam à beira de poder ser excluídos do decisivo embate de Domingo (entre eles João Cancelo, Rúben Dias e Diogo Jota), por terem visto já cartão amarelo; e, em paralelo, na escolha do “onze” que entrou de início em Dublin, apostando na componente física, para enfrentar uma equipa cujo ponto forte é precisamente esse.

Em função do contexto do jogo e das condicionantes apontadas – acresce ainda a indisponibilidade, por lesão, de Bernardo Silva -, foi muito pobre a exibição do conjunto português, num encontro entediante, que parecia nunca mais acabar. Foram raros os lances articulados que a equipa nacional conseguiu explanar no relvado, praticamente sem criar qualquer efectiva ocasião de golo, expondo-se, por outro lado, ao jogo directo e vertical dos irlandeses.

As substituições operadas, logo a partir de uma fase ainda relativamente prematura do jogo, não surtiriam também efeito. E as coisas conseguiriam piorar quando Pepe – que se tornou, aos 38 anos e 8 meses, no jogador mais velho de sempre a jogar pela selecção – viu, com um intervalo de apenas dez minutos, dois cartões amarelos, deixando a equipa em inferioridade numérica (ao mesmo tempo que ficava arredado do próximo jogo).

Fernando Santos não arriscou, recorrendo, de imediato, a José Fonte – em detrimento de Rafael Leão, que entrou e saiu de jogo, apenas após 27 minutos em campo, sinalizando bem da importância em manter o nulo… que seria preservado, não sem passar por alguns sustos, o último dos quais um lance de “golo” invalidado por contacto de Keane em Rui Patrício, na pequena área.

Foram, verdadeiramente, serviços mínimos. E a necessidade de, rapidamente, “mudar o chip”, para o desafio de Domingo… mesmo que o desfecho necessário seja o mesmo.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Portugal     7   5   2   -  16 - 4  17
2º Sérvia       7   5   2   -  16 - 8  17
3º Luxemburgo   7   3   -   4   8 -15   9
4º Irlanda      7   1   3   3   8 - 8   6
5º Azerbaijão   8   -   1   7   5 -18   1

9ª jornada

11.11.2021 – Azerbaijão – Luxemburgo – 1-3
11.11.2021 – Irlanda – Portugal – 0-0
(mais…)

11 Novembro, 2021 at 10:40 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 7ª Jornada

(“O Templário”, 04.11.2021)

Quatro empates nos sete jogos disputados nesta jornada, especialmente nas partidas em que intervieram quatro dos candidatos (U. Tomar-Rio Maior e Cartaxo-Mação), traduzem um bom sinal do equilíbrio vigente neste campeonato, agora com os cinco primeiros classificados separados, entre cada um deles, por um único ponto, “em escadinha” – tendo beneficiado de tais resultados, principalmente, os três clubes vitoriosos no passado fim-de-semana (Abrantes e Benfica, Salvaterrense e Amiense), escalonados, justamente, entre o 3.º e o 5.º lugar.

Destaques – O desafio de maior cartel da 7.ª ronda, colocando frente-a-frente os dois primeiros classificados, U. Tomar e Rio Maior, confirmou-se mesmo como um “grande jogo”, entre duas (boas) equipas que se respeitaram mutuamente, com dois treinadores que, na análise pós-jogo, não hesitaram em valorizar os pontos fortes do respectivo adversário (destacando-se a qualidade individual de alguns dos jogadores riomaiorenses), reconhecendo como ajustada a repartição de pontos, num encontro, verdadeiramente, com duas partes distintas.

Os tomarenses começariam por beneficiar de uma primeira ocasião logo à passagem dos cinco minutos, mas, durante toda a primeira metade, seria a turma de Rio Maior a superiorizar-se, assumindo o controlo do jogo, forçando o adversário a correr atrás da bola, o que se materializaria num golo, pouco depois dos 35 minutos.

Ao invés, no segundo tempo, os unionistas entrariam em campo com atitude mais aguerrida, fazendo valer o seu colectivo, empurrando o adversário para o seu meio-campo, o que seria retribuído com o tento da igualdade. Na parte final, o União, sentindo o ascendente psicológico, procurou ainda consumar a reviravolta no marcador, mas o “placard” não se alteraria.

Por seu lado, outros dois candidatos aos lugares cimeiros, Cartaxo e Mação, neutralizaram-se também, não tendo conseguido desfazer o nulo, no que se constitui no quarto empate para cada uma destas equipas (sendo que os maçaenses, com um jogo em atraso, ainda só venceram por uma vez no presente campeonato). Em função de mais estes pontos perdidos, os cartaxeiros partilham agora o 6.º posto com Fazendense e At. Ouriense (este com menos um jogo), a seis pontos da liderança; enquanto o Mação se posiciona bastante mais baixo, no 12.º lugar…

O outro grande destaque da jornada voltou a vir de Salvaterra de Magos, onde, não só o o grupo local mantém – após sete jogos – a invencibilidade, como se superiorizou, por categórica marca de 4-2, ante a poderosa turma do Fazendense, a qual, por ora, alia o registo de ataque mais concretizador da prova (total de vinte golos) a um dos piores desempenhos a nível defensivo (quinze tentos sofridos, marca apenas superada por Torres Novas e Glória do Ribatejo).

Surpresa – Terá sido, com maior propriedade, uma “meia-surpresa”, a igualdade averbada pelo Samora Correia em Almeirim, ante o União local, a duas bolas – sendo que os almeirinenses, por agora na 10.ª posição, já a oito pontos do líder, parecem muito distantes do fulgor que tinham evidenciado na sua última participação no Distrital, há apenas duas épocas.

Confirmações – Tal como, aliás, se poderia projectar já à partida para esta ronda, o Abrantes e Benfica foi o principal beneficiado com os desfechos dos outros jogos, ao cumprir, com aparente tranquilidade, o seu papel, recebendo e batendo a equipa da Glória do Ribatejo por 4-1; os abrantinos, pese embora mantenham inalterado o seu lugar (3.º) na pauta classificativa, reduziram para um único ponto o atraso face ao Rio Maior, estando somente a dois pontos do U. Tomar.

Conforme referido, também o Amiense tirou dividendos do triunfo obtido na recepção ao Benavente, por 3-1, num jogo com arbitragem muito contestada pelos visitantes, em especial no que respeita à validação do terceiro tento dos homens de Amiais de Baixo.

Em Torres Novas, num encontro que ficou marcado por erros de parte a parte, resultando em golos para o adversário, os torrejanos empataram, também a dois tentos, face ao Alcanenense; estes dois emblemas históricos persistem em situação bastante periclitante na tabela, partilhando a 13.ª posição (antepenúltimos, apenas à frente de Ferreira do Zêzere e Glória do Ribatejo).

A partida entre Ferreira do Zêzere e At. Ouriense foi adiada devido ao facto de a turma de Ourém ter sido afectada pela “COVID-19”, subsistindo em dúvida se poderá (ou não) retomar a competição já neste próximo fim-de-semana, em que teria a visita do comandante.

II Divisão Distrital – Após a disputa das três jornadas iniciais há apenas três clubes com o pleno de vitórias, liderando, pois, cada uma das respectivas séries: Forense (4-0, fora de casa, ante a equipa “B” do Coruchense); o surpreendente Vasco da Gama, a retirar proveito do investimento na formação, que bateu o Riachense, num “electrizante” desafio, por 5-4; e o Moçarriense, goleando, no terreno do Ortiga, por 5-1.

De registar, ainda, o triunfo (2-0) do Fátima na Atalaia, assim como as goleadas impostas por Porto Alto (6-0) e Entroncamento AC (5-0), respectivamente ao Benfica do Ribatejo e Vilarense. A equipa “B” do U. Tomar sofreu o segundo desaire, perdendo, em casa, 1-3, com o Goleganense.

Liga 3 – O U. Santarém continua a “marcar passo”, tendo somado a quinta derrota em seis jogos, perdendo por 3-1 em Alverca, ficando isolado no último lugar, em função do inesperado empate alcançado pelo Oliveira do Hospital ante o U. Leiria (um dos líderes, a par de Torreense e Real).

Campeonato de Portugal – A 5.ª ronda da prova foi também negativa para o Coruchense, batido por tangencial 1-0 nos Açores, pelo “lanterna vermelha”, Rabo de Peixe. A formação do Sorraia baixou ao 8.º lugar, somente um ponto acima dos dois últimos classificados.

Antevisão – Na I Divisão Distrital destacam-se os seguintes embates de maior aliciante e imprevisibilidade quanto ao desfecho: o “derby” Fazendense-U. Almeirim; Mação-Abrantes e Benfica; Samora Correia-Cartaxo; e, caso seja possível realizar-se, o At. Ouriense-U. Tomar.

No escalão secundário realce para os seguintes desafios: Forense-Porto Alto; Fátima-Vasco da Gama; Riachense-Entroncamento AC; e Moçarriense-Pego. Por seu lado, a equipa “B” do U. Tomar visita Vilar dos Prazeres.

Na Liga 3 o U. Santarém recebe o Amora, actual 4.º classificado, mas apenas um ponto abaixo do trio de comandantes, pelo que terá mais uma tarefa que se antevê difícil.

No Campeonato de Portugal o Coruchense actua também em casa, mas não terá missão de menor exigência, defrontando o líder destacado, Pêro Pinheiro, que, até agora, apenas cedeu um empate.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 4 de Novembro de 2021)

7 Novembro, 2021 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga Conferência Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
LASK Linz – Alashkert – 2-0
Maccabi Tel-Aviv – HJK Helsinki – 3-0

1º Maccabi Tel-Aviv e LASK Linz, 10; 3º HJK Helsinki, 3; 4º Alashkert, 0

Grupo B
Gent – Partizan – 1-1
Flora Tallinn – Anorthosis – 2-2

1º Gent, 10; 2º Partizan, 7; 3.º Flora Tallinn e Anorthosis, 2

Grupo C
Zorya Luhansk – CSKA-Sofia – 2-0
Roma – Bodø/Glimt – 2-2

1º Bodø/Glimt, 8; 2º Roma, 7; 3º Zorya Luhansk, 6; 4º CSKA-Sofia, 1

Grupo D
AZ Alkmaar – CFR Cluj – 2-0
Randers – Jablonec – 2-2

1º AZ Alkmaar, 10; 2º Jablonec, 5; 3º Randers, 4; 4º CFR Cluj, 1

Grupo E
Union Berlin – Feyenoord – 1-2
Slavia Praha – Maccabi Haifa – 1-0

1º Feyenoord, 10; 2º Slavia Praha, 6; 3º Maccabi Haifa, 4; 4º Union Berlin, 3

Grupo F
PAOK – København – 1-2
Lincoln Red Imps – Slovan Bratislava – 1-4

1º København, 9; 2º Slovan Bratislava e PAOK, 7; 4º Lincoln Red Imps, 0

Grupo G
Tottenham – Vitesse – 3-2
Rennes – Mura Murska – 1-0

1º Rennes, 10; 2º Tottenham, 7; 3º Vitesse, 6; 4º Mura Murska, 0

Grupo H
Omonia – Basel – 1-1
Kairat Almaty – Qarabağ – 1-2

1º Qarabağ, 10; 2º Basel, 8; 3º Omonia, 2; Kairat Almaty, 1

4 Novembro, 2021 at 10:59 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
O. Lyon – Sparta Praha – 3-0
Brøndby – Rangers – 1-1

1º O. Lyon, 12; 2º Rangers e Sparta Praha, 4; 4º Brøndby, 2

Grupo B
Real Sociedad – Sturm Graz – 1-1
Monaco – PSV – 0-0

1º Monaco, 8; 2º Real Sociedad, 6; 3º PSV, 5; 4º Sturm Graz, 1

Grupo C
Legia Warsaw – Napoli – 1-4
Leicester – Spartak Moskva – 1-1

1º Napoli, 7; 2º Legia Warsaw, 6; 3º Leicester, 5; 4º Spartak Moskva, 4

Grupo D
Antwerp – Fenerbahçe – 0-3
Olympiakos – E. Frankfurt – 1-2

1º E. Frankfurt, 10; 2º Olympiakos, 6; 3º Fenerbahçe, 5; 4º Antwerp, 1

Grupo E
O. Marseille – Lazio – 2-2
Galatasaray – Lokomotiv Moskva – 1-1

1º Galatasaray, 8; 2º Lazio, 5; 3º O. Marseille, 4; 4º Lokomotiv Moskva, 2

Grupo F
Sp. Braga – Ludogorets – 4-2
Crvena zvezda – Midtjylland – 0-1

1º Sp. Braga, 9; 2º Crvena zvezda, 7; 3º Midtjylland, 5; 4º Ludogorets, 1

Grupo G
Ferencváros – Celtic – 2-3
B. Leverkusen – Betis – 4-0

1º B. Leverkusen, 10; 2º Betis, 7; 3º Celtic, 6; 4º Ferencváros, 0

Grupo H
Genk – West Ham – 2-2
D. Zagreb – Rapid Wien – 3-1

1º West Ham, 10; 2º D. Zagreb, 6; 3º Genk, 4; 4º Rapid Wien, 3

O Lyon é a primeira equipa a garantir, desde já – ainda com duas rondas por disputar nesta fase de grupos -, o 1.º lugar do seu grupo e consequente apuramento directo para os 1/8 de final.

4 Novembro, 2021 at 10:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
RB Leipzig – Paris Saint-Germain – 2-2
Manchester City – Brugge – 4-1

1º Manchester City, 9; 2º Paris Saint-Germain, 8; 3º Brugge, 4; 4º RB Leipzig, 1

Grupo B
AC Milan – FC Porto – 1-1
Liverpool – Atlético Madrid – 2-0

1º Liverpool, 12; 2º FC Porto, 5; 3º Atlético Madrid, 4; 4º AC Milan, 1

Grupo C
Borussia Dortmund – Ajax – 1-3
Sporting – Beşiktaş – 4-0

1º Ajax, 12; 2º Sporting e Borussia Dortmund, 6; 4º Beşiktaş, 0

Grupo D
Real Madrid – Shakhtar Donetsk – 2-1
Sheriff Tiraspol – Inter – 1-3

1º Real Madrid, 9; 2º Inter, 7; 3º Sheriff Tiraspol, 6; 4º Shakhtar Donetsk, 1

Grupo E
Bayern München – Benfica – 5-2
Dynamo Kyiv – Barcelona – 0-1

1º Bayern München, 12; 2º Barcelona, 6; 3º Benfica, 4; 4º Dynamo Kyiv, 1

Grupo F
Atalanta – Manchester United – 2-2
Villarreal – Young Boys – 2-0

1º Villarreal e Manchester United, 7; 3º Atalanta, 5; 4º Young Boys, 3

Grupo G
Wolfsburg – Salzburg – 2-1
Sevilla – Lille – 1-2

1º Salzburg, 7; 2º Lille e Wolfsburg, 5; 4º Sevilla, 3

Grupo H
Juventus – Zenit – 4-2
Malmö – Chelsea – 0-1

1º Juventus, 12; 2º Chelsea, 9; 3º Zenit, 3; 4º Malmö, 0

Ainda com duas jornadas por disputar, Liverpool, Ajax, Bayern e Juventus – todos com o pleno de vitórias – garantiram já o apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.

3 Novembro, 2021 at 9:57 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Bayern – Benfica

BayernBayern München – Manuel Neuer, Benjamin Pavard, Nianzou Tanguy-Austin, Dayotchanculle “Dayot” Upamecano, Alphonso Davies (64m – Omar Richards), Serge Gnabry (85m – Bouna Sarr), Leon Goretzka, Leroy Sané (72m – Thomas Müller), Joshua Kimmich (72m – Marcel Sabitzer), Kingsley Coman (64m – Jamal Musiala) e Robert Lewandowski

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Lucas Veríssimo, Jan Vertonghen, Felipe Silva “Morato”, João Mário (77m – Paulo Bernardo), Soualiho Meïté, Alejandro “Álex” Grimaldo (77m – Gonçalo Ramos), Luís Fernandes “Pizzi” (64m – Rafael “Rafa” Silva), Everton Soares (64m – Diogo Gonçalves) e Roman Yaremchuk (64m – Darwin Núñez)

1-0 – Robert Lewandowski – 26m
2-0 – Serge Gnabry – 32m
2-1 – Felipe Silva “Morato” – 38m
3-1 – Leroy Sané – 49m
4-1 – Robert Lewandowski – 61m
4-2 – Darwin Núñez – 74m
5-2 – Robert Lewandowski – 84m

Cartões amarelos – Dayotchanculle “Dayot” Upamecano (51m) e Nianzou Tanguy-Austin (69m); Lucas Veríssimo (45m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Não há volta a dar: a sexta deslocação do Benfica a Munique traduziu-se na quinta goleada sofrida (duas vezes 1-4, outras duas vezes 1-5, e, agora, o 2-5) – apenas se salvou o jogo da temporada de 2015-16, com uma derrota por tangencial 0-1.

Mas, este duplo confronto com o Bayern (também com goleada sofrida no Estádio da Luz), passa a integrar, no seu agregado, um dos três piores registos de sempre da longa história europeia do Benfica: depois do somatório de 0-7 com o Basel em 2017-18 e de 1-8 com o Celta de Vigo em 1999-00, esta (2-9) foi apenas a terceira vez que a equipa portuguesa averbou uma desvantagem de 7 golos no conjunto dos dois jogos.

Sobre esta verdadeira Némesis da história do Benfica, o Bayern München, basta atentar que, em todo o seu historial europeu, só por dez vezes o emblema da Luz registou desvantagem superior a três golos no somatório das duas “mãos”, tendo quatro delas sido ante os bávaros: os 2-9 desta época sucedem-se ao 1-7 de 2018-19, aos 2-7 de 1995-96 e ao 1-5 de 1975-76 (isto, para além do 1-4 de 1981-82).

No total, doze jogos com o Bayern – agora o parceiro mais repetido nas lides europeias (ultrapassando os onze embates dos benfiquistas com o Manchester United) -, sem que o Benfica tivesse conseguido vencer uma única vez: o melhor foram três empates (dois nulos, em 1975-76 e em 1981-82, e o 2-2 de 2015-16), tendo perdido nove vezes (acumulando seis goleadas), com um score agregado de 9-35 em golos marcados e sofridos.

Posto tudo isto não se pode dizer que o resultado desta noite tenha sido algo de “anormal” ou de inesperado. O que, só por si, não deixa de constituir mais uma página muito negativa da história do Benfica, que, ainda uma vez mais, foi incapaz de evitar nova goleada.

Ficou por perceber cabalmente a ideia de Jorge Jesus para este jogo: se assumiu, à partida, que estava perdido; se, sobretudo, procurou preservar alguns jogadores em risco de exclusão do próximo (e determinante) encontro ante o Barcelona, casos de Otamendi, Weigl e Rafa (dando, também, descanso a Darwin); se acreditou que as entradas de Meïté, Pizzi e Everton poderiam de algum modo contribuir para interpretar a sua estratégia de “pressão alta”.

A verdade é que o Benfica até começou por ter uma entrada positiva em campo, com Pizzi a ameaçar a baliza de Neuer logo nos minutos iniciais, para, à passagem do quarto de hora, chegar mesmo ao “golo”, por Lucas Veríssimo, num lance que, contudo, não seria validado pelo “VAR”, por controversa deslocação (“milimétrica”?) de Pizzi.

Mas a estratégia, que passaria por procurar evitar uma aglomeração defensiva concentrada junto da grande área benfiquista, tinha também associados grandes riscos, ainda para mais perante um adversário deste calibre, que, com grande sentido prático, aproveitou os espaços que se geravam nas costas do meio-campo e da defesa para, rapidamente – outra vez, num curto espaço de apenas seis minutos -, sentenciar, em termos práticos, o desfecho do jogo, com os dois primeiros tentos.

Com uma linha defensiva “improvisada”, com Grimaldo impotente para travar Coman, enquanto Kimmich tinha grande liberdade de movimentos, para solicitar a profundidade de Gnabry e Sané, sucediam-se os lances de perigo para a baliza de Vlachodimos, que ia fazendo o melhor que podia.

Seria, pois, já “contra-a-corrente” que o Benfica conseguiria reduzir para 1-2, na sequência de um lance de bola parada, com Morato a dar, de cabeça, a melhor sequência a um cruzamento de Grimaldo. Tal pouco afectaria o Bayern, que teve ocasião para repor a diferença de dois tentos ainda no primeiro tempo, na conversão de uma grande penalidade, mas Vlachodimos, com boa intervenção, negaria o golo a Lewandowski.

O que, porém, não tardaria: logo a abrir a segunda metade, Sané apontava o terceiro ponto dos bávaros, para, pouco mais de dez minutos volvidos, aproveitando as facilidades concedidas, Lewandowski bisar, elevando a contagem para um já pesado 4-1, num típico lance de transição rápida, aproveitando o adiantamento da defesa benfiquista. Receou-se que o “placard” pudesse continuar a subir, tais as dificuldades do Benfica em suster a intensidade contrária.

As coisas como que “acalmariam” com as várias substituições operadas – sobretudo entre o minuto 64 e o 72 -, com Jesus a dar alguns minutos a Rafa e a Darwin, e o Benfica conseguiria mesmo marcar pela segunda vez, por intermédio do uruguaio, a finalizar uma excelente iniciativa individual de João Mário, dando um “nó” em Upamecano, retirando toda a oposição do seu caminho. Haveria ainda tempo para a estreia absoluta de Paulo Bernardo na equipa principal do Benfica.

Mas o jogo terminaria da “pior maneira” – a “cereja no topo do bolo” da humilhação -, com Neuer, com caminho livre, a sair da sua baliza e a fazer um lançamento longo para Lewandowski, em velocidade, a isolar-se, deixando para trás todos os adversários, chegando, sem dificuldade ao “hat-trick” no seu 100.º jogo na Liga dos Campeões. Por seu lado, o Bayern fechava com “chave de ouro” o seu jogo n.º 500 em competições internacionais (somando aos 493 encontros em provas europeias, os 3 na “Taça Intercontinental” e os 4 no “Campeonato do Mundo de clubes”).

Entretanto, com a vitória obtida pelo Barcelona em Kiev, o Benfica baixou ao 3.º lugar do grupo, dependendo agora a sua continuidade na prova de um resultado positivo (sendo indispensável, no mínimo, um empate) em Barcelona.

2 Novembro, 2021 at 10:51 pm Deixe um comentário

COVID-19 – Evolução no mês de Outubro

31 Outubro, 2021 at 4:21 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 6ª Jornada

(“O Templário”, 28.10.2021)

Numa ronda em que, em geral, as equipas teoricamente mais apetrechadas confirmaram o favoritismo – com a notória excepção do Cartaxo – os dois primeiros da tabela aproveitaram o desaire do At. Ouriense (precisamente em Rio Maior), assim como o empate do Salvaterrense em Samora (mantendo, ainda assim, a invencibilidade) para descolar dos mais directos perseguidores, sendo o último lugar no pódio agora ocupado pelo Abrantes e Benfica, a quatro pontos do guia.

É claro que “a procissão ainda vai no adro” – está disputado apenas o primeiro quinto do campeonato –, sendo que, em paralelo, é, naturalmente, numeroso o lote de concorrentes na disputa dos lugares da frente: Fazendense, Salvaterrense e At. Ouriense, todos somente a um ponto do emblema abrantino; e Amiense e Cartaxo um degrau mais abaixo. Anota-se, além disso, que U. Almeirim e Mação, por ora mais atrasados, terão ainda de realizar o seu jogo desta jornada.

Destaques – O U. Tomar volta a estar em destaque, pelo segundo triunfo obtido “fora de portas”, desta feita ganhando por 2-0 em Alcanena. Depois de uma fase em que denotou dificuldades a nível defensivo (seis tentos sofridos nas quatro primeiras jornadas – sendo que, então, só três das 16 equipas apresentavam pior registo), os nabantinos conseguiram, nas duas últimas partidas, manter a sua baliza “a zeros”, traduzindo reforço da solidez defensiva.

Tal foi tão mais significativo quanto, neste desafio em especial, foram os tomarenses submetidos a pressão a que não estariam “habituados” nos encontros anteriores. Depois da usual boa entrada em campo, com atitude ambiciosa, procurando assumir a iniciativa e controlo do jogo, a verdade é que, decorrido o quarto de hora inicial, o Alcanenense conseguiria “furtar” a bola ao adversário, superiorizando-se em termos do tempo de posse, forçando os unionistas a recuar no terreno.

Esse domínio dos visitados seria, porém, improfícuo. Justamente o contraponto do que sucederia com o União logo no arranque da segunda metade: entrada a todo o “gás”, com três ocasiões de perigo nos três primeiros minutos, sendo que a terceira delas resultou na abertura do marcador. De imediato os locais teriam a mais soberana oportunidade de marcar, com Filipe Cotovio a salvar sobre a linha de golo. Uma vez mais, seria na sequência de um contra-ataque que os tomarenses fixariam o resultado. Havia ainda mais de um quarto de hora de jogo, mas logo se percebeu que a vitória dificilmente escaparia. Um importante triunfo, perante um grupo de boa qualidade.

Também o Rio Maior manteve a sua baliza inviolada, o que consegue pela quarta vez em seis jogos, apresentando a defesa menos batida da prova, somente com dois golos sofridos (precisamente em Alcanena e, em casa, no empate ante o Mação). E, emulando o resultado do U. Tomar na semana anterior, bateu por categórica marca de 3-0 o At. Ouriense, que já surpreendera em Mação e nas Fazendas de Almeirim, mas que, desta vez, não teve argumentos para contrariar a superioridade de um adversário que vem demonstrando forte consistência, ainda invicto.

Em evidência esteve também o Abrantes e Benfica, averbando o seu primeiro triunfo na condição de visitante, em Benavente, perante um opositor que ganhara nas suas duas anteriores partidas no “Portas do Sol”, mercê de um solitário tento, o bastante para ascender ao pódio.

A demonstrar constituir uma equipa “confiável”, o Salvaterrense preserva igualmente a sua invencibilidade, tendo empatado a uma bola em Samora Correia (quarta igualdade do grupo de Salvaterra), ante uma aguerrida formação samorense, que, no jogo precedente em casa, tinha imposto ao líder a sua única derrota na prova.

Surpresa – Perante os resultados anteriores, em que acumulara cinco desaires (a que se soma, ainda, a derrota no desafio que disputou a contar para a Taça de Portugal), foi de alguma forma surpreendente o desfecho alcançado pela turma da Glória do Ribatejo, por duas vezes recuperando de desvantagem no marcador, para impor uma igualdade a dois golos na recepção ao Cartaxo, por agora aquém das expectativas, partilhando o 7.º posto com o Amiense, mas, em bom rigor, somente a dois pontos do 3.º classificado… e a seis do comandante.

Confirmações – Em função de tal resultado, conjugado com a expectável derrota sofrida em Amiais de Baixo, ante o Amiense (2-0), o Ferreira do Zêzere passou à indesejada condição de “lanterna vermelha”, somente com um ponto (tal como o conjunto da Glória), mas com pior diferença de golos (um único golo marcado, face a um total de 14 tentos sofridos).

Também previsível, embora não por números tão contundentes, foi a vitória do Fazendense, na recepção ao Torres Novas, goleando (outra vez, depois do que fizera na jornada inicial, em Ferreira do Zêzere) por 6-2, o que, para já, mantém os torrejanos na parte baixa da pauta classificativa, em zona de risco, repartindo o 13.º lugar com o Alcanenense.

O antecipado duelo entre dois dos últimos vencedores do campeonato distrital (em 2018 e em 2020), respectivamente Mação e U. Almeirim, foi adiado para dia 15 de Dezembro.

II Divisão Distrital – Na segunda ronda do campeonato do escalão secundário, o realce maior vai para a goleada (4-0) aplicada pelo Forense à equipa “B” do U. Santarém.

Nas três séries registam-se cinco clubes que repetiram o triunfo da semana anterior, tendo o pleno de seis pontos conquistados: para além do Forense, também o Águias de Alpiarça (ganhando por margem bem mais apertada do que seria expectável – 3-2 – ao Paço dos Negros), Vasco da Gama (3-0 em Vilar dos Prazeres), Moçarriense (goleando por 5-0 o At. Pernes, no “derby” municipal) e Espinheirense (5-1 em Abrantes, face à equipa “sub-23” dos locais).

Digno de menção é também o nulo imposto pelo Goleganense na recepção ao Entroncamento AC, assim como a goleada (4-0) num outro “derby”, entre Fátima e Caxarias, a favor dos fatimenses.

Liga 3 – Depois da vitória na estreia, o U. Santarém somou o quarto desaire sucessivo, tendo perdido, em casa, com o Cova de Piedade, por 0-2. Subsistindo ainda um jogo em atraso, ante o V. Setúbal, os escalabitanos repartem, nesta altura, a última posição com o Oliveira do Hospital.

Campeonato de Portugal – Na 4.ª jornada, o Coruchense empatou a um golo, no seu reduto, ante o Sintrense, partilhando o 5.º posto com O Elvas, ambos a um ponto de outro duo, constituído por Belenenses e Loures, e já a cinco pontos do actual líder, Pêro Pinheiro.

Antevisão – A 7.ª jornada da I Divisão Distrital terá, inevitavelmente, as atenções focadas no aliciante embate entre os dois primeiros, com o U. Tomar a receber o Rio Maior, na expectativa de poder consolidar a sua posição, mas ciente da exigência competitiva que o rival lhe colocará. Outros pontos de interesse serão, especialmente, o Cartaxo-Mação, no qual se enfrentam dois candidatos, assim como o Salvaterrense-Fazendense – ambos os jogos de desfecho imprevisível.

No escalão secundário destacam-se o U. Santarém “B”-Águias Alpiarça e U. Atalaiense-Fátima.

Na Liga 3 o U. Santarém desloca-se a Alverca (7.º); enquanto, no Campeonato de Portugal, o Coruchense viaja até aos Açores, para defrontar o “lanterna vermelha”, Rabo de Peixe.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Outubro de 2021)

31 Outubro, 2021 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 5ª Jornada

(“O Templário”, 21.10.2021)

Pela terceira semana sucessiva o União de Tomar mantém a liderança isolada do Distrital da I Divisão, o que não sucedia há 24 anos, desde a época de 1997-98 (a última vez que o emblema tomarense tinha sido assim comandante isolado de um campeonato fora na temporada de 2005-06, mas, então, no segundo escalão). E – depois do “tropeção” da ronda anterior – os unionistas fizeram uma clara demonstração de força, batendo inapelavelmente o Fazendense (que, recorde-se, arrancara a prova a golear em Ferreira do Zêzere, por 7-1, tendo ainda empatado em Rio Maior).

Destaques – No seu jogo n.º 800 na I Divisão Distrital, em 34 participações neste campeonato (com um balanço global de 368 vitórias, 163 empates e 269 derrotas), o U. Tomar impôs-se por categórico 3-0 face ao Fazendense (equipa que, antes deste jogo, encabeçava o grupo posicionado no 4.º lugar da tabela, somente dois pontos abaixo dos nabantinos).

Encarando este desafio com forte personalidade, a equipa da casa assumiu, desde início, a iniciativa do jogo, em busca do golo, o qual até podia ter chegado logo aos dois minutos. Não obstante a boa réplica que o conjunto forasteiro ia oferecendo – inclusivamente com fases de maior tempo de posse de bola –, os “rubro-negros” teriam ainda um par de boas oportunidades, antes de, espaçados por pouco mais de dois minutos, à passagem da meia-hora, surgirem dois tentos quase de “rajada”, a conferir vantagem que proporcionou confiança acrescida no triunfo.

Na segunda metade a toada não se alteraria, com os unionistas a chegar ao 3-0 pouco depois da hora de jogo, aproveitando um rápido lance de transição. Pouco depois seria expulso o guardião contrário; até final, os homens das Fazendas de Almeirim não viraram a cara à luta, em busca do “ponto de honra”, mas seriam os locais a desperdiçar uma “mão-cheia” de boas ocasiões.

Foi apenas a 34.ª vez que o União ganhou por 3-0 nesta competição, o que não acontecia há dois anos (3-0 ao Samora Correia, em Outubro de 2019). Antes disso, e considerando apenas os cinco anos mais recentes, registam-se três vitórias por tal marca na época de 2017-18 (Amiense, Torres Novas e Empregados do Comércio); outro 3-0 ao Torres Novas em 2016-17; e ainda outro 3-0… ao Fazendense, em Março de 2016.

Mas o jogo de maiores emoções estava reservado para Salvaterra de Magos, a saldar-se por um empolgante 4-4 no final, no Salvaterrense-Mação, com os maçaenses – em que esteve em grande evidência Hélio Ocante, autor de todos os quatro golos da sua equipa – a deixarem escapar vantagens de que dispuseram, a 2-0, 3-1 e 4-3, consentindo o restabelecimento do empate (na conversão de grande penalidade, na sequência de lance do qual resultou lesão do guarda-redes, que teve de ser assistido no Hospital, por choque com um adversário) no derradeiro minuto, o que possibilitou aos visitados preservar a sua invencibilidade na prova, até à data.

Outra nota de destaque vai para o Rio Maior – o outro clube que subsiste também ainda invicto – que, tal como seria expectável, foi vencer a Ferreira do Zêzere, por 2-0 (terceiro triunfo em outros tantos encontros fora de casa, a que, por curiosidade, soma duas igualdades no seu terreno, ante o Mação e o Fazendense), mantendo a 2.ª posição, somente um ponto abaixo do U. Tomar.

Surpresas – De alguma forma surpreendentes se afiguram ter sido os empates (dois nulos) averbados por Amiense e Benavente, respectivamente nas deslocações a Abrantes (para defrontar o Abrantes e Benfica) e ao Cartaxo, com os visitados a não conseguirem desbloquear o marcador, infirmando, pois, o favoritismo que lhes poderia ser creditado. Abrantinos e cartaxeiros repartem agora o 5.º posto com os benaventenses, estando o Amiense mais abaixo, no 12.º lugar.

Também a igualdade registada no Torres Novas-Samora Correia, neste caso a duas bolas – com a particularidade de, por duas vezes, os torrejanos se terem colocado em vantagem (a segunda delas já em período de compensação), para de imediato virem a consentir o(s) golo(s) do empate – não seria o desfecho mais expectável, atendendo aos bons resultados dos samorenses nas duas semanas precedentes, com vitórias em Ourém (frente ao agora 3.º classificado, At. Ouriense) e ante o guia, U. Tomar.

Confirmações – Precisamente, o At. Ouriense, confirmando as boas indicações que vem transmitindo, derrotou, com alguma tranquilidade, o Alcanenense (que baixou a antepenúltimo), por 2-0. Por seu lado, o U. Almeirim teve de sofrer para se impor por tangencial 3-2 a uma sempre aguerrida turma da Glória do Ribatejo, apesar de não ter ainda conseguido pontuar nesta época.

II Divisão Distrital – Teve início o campeonato distrital do escalão secundário, com um total de 27 concorrentes (incluindo três equipas “B”, do U. Santarém e Coruchense – clubes a militar nos Nacionais – e do U. Tomar; para além do conjunto “Sub-23” do Abrantes e Benfica), repartidos em três séries de nove clubes cada, portanto, sempre com uma equipa a folgar, em cada série.

Na jornada inaugural começa já a verificar-se grande desfasamento em termos do nível competitivo de algumas equipas, com destaque para goleadas por “números que já não se usam”, no U. Santarém “B” – Benfica do Ribatejo (12-1) e no Paço dos Negros – Forense (0-9), ambos na série A; ainda neste agrupamento, menção ao bom triunfo (2-1) do Águias de Alpiarça no sempre difícil reduto do Marinhais. Na série B o U. Tomar “B” perdeu por 2-0 no Entroncamento, ante um dos principais candidatos à subida. Na série C salientam-se os êxitos obtidos “fora de portas”, pelo Moçarriense em Alferrarede (3-0) e pelo Tramagal em Pernes (2-0).

Antevisão – Na 6.ª ronda da divisão principal são múltiplos os pontos de interesse: desde o Mação-U. Almeirim (embate entre dois dos últimos vencedores do campeonato, em 2018 e em 2020), ao Rio Maior-At. Ouriense (colocando frente-a-frente os actuais 2.º e 3.º classificados), passando pelo Alcanenense-U. Tomar (mais um exigente teste ao líder); tal como se apresentam de desfecho algo incerto as partidas Samora Correia-Salvaterrense, Benavente-Abrantes e Benfica e Glória do Ribatejo-Cartaxo.

No escalão secundário temos um embate entre os dois grupos que obtiveram estrondosas goleadas na estreia, com o Forense-U. Santarém “B”, realçando-se ainda, por outro lado, a curiosidade de três “derbies”: Fátima-Caxarias; Vilarense-Vasco da Gama; e Moçarriense-At. Pernes.

No regresso da Liga 3 o U. Santarém (actualmente no 11.º e penúltimo lugar, contando um jogo em atraso) recebe o Cova da Piedade (recém-despromovido da II Liga, devido a questões financeiras, presentemente na 9.ª posição, apenas um ponto acima dos escalabitanos).

Também o Campeonato de Portugal é retomado, depois de paragem de duas semanas, com o Coruchense (4.º classificado, após as três jornadas iniciais) a ser visitado pelo Sintrense (8.º).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Outubro de 2021)

24 Outubro, 2021 at 11:00 am Deixe um comentário

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