Viegas admite “aperfeiçoar” Acordo Ortográfico até 2015

O secretário de Estado da Cultura entende que existe a “possibilidade” de, até 2015, se mudarem algumas normas inscritas no novo Acordo Ortográfico (AO). “Temos essa possibilidade e eu acho que vamos usá-la. Temos de aperfeiçoar aquilo que há para aperfeiçoar”, disse Francisco José Viegas, nesta terça-feira à noite. […]

“A mim parece-me que é um não-problema. Os materiais impressos e oficiais do Centro Cultural de Belém obedecem a uma norma geral, que é a mesma que vigor em todos os organismos sob a tutela do Estado. Portanto, é um assunto encerrado. O dr. Vasco Graça Moura escreverá como quiser. Como eu posso escrever”, continuou, sublinhando que “não há uma polícia da língua, há um acordo que não implica sanções graves para cada um de nós”.

Viegas lembrou que há jornais que não adoptaram o novo AO (como o PÚBLICO) e que não são punidos por isso. “Há uma resolução do Conselho de Ministros já de 2010, que impõe o AO. De acordo com essa resolução, o AO entraria em vigor nos organismos sob tutela do Estado em Janeiro 2011. Parte da imprensa já utiliza o AO, a TVI utiliza o AO. Há alguns jornais que não o fazem e, como imagina, não há coimas, não há multas para quem não suprime algumas das consoantes mudas.”

“O que é bom considerar é o seguinte: do ponto de vista teórico, a ortografia é uma coisa artificial, provavelmente, e portanto, se é artificial, nós podemos mudá-la. Mas temos uma vantagem. É que até 2015, podemos corrigi-la. Temos essa possibilidade e eu acho que vamos usá-la”, afirmou, já depois de lamentar a forma como o processo foi conduzido, mas também o que entende ser uma discussão de “última hora”. “Temos de aperfeiçoar aquilo que há para aperfeiçoar. Temos algum tempo, temos três anos para o fazer.”

(Público)

29 Fevereiro, 2012 at 1:24 pm Deixe um comentário

10 anos do fim do Escudo



















A “teoria da relatividade” aplicada ao dinheiro: no dia 28 de Fevereiro de 2002 todas estas notas foram trocadas por… 220,92 €!

O Decreto-Lei n.º 117/2001, de 17 de Abril, determinou a cessação do curso legal das notas e moedas expressas em escudos, deixando – a partir de 1 de Março de 2002 – de ter curso legal e poder liberatório, sendo consequentemente retiradas da circulação as notas denominadas em Escudos, emitidas pelo Banco de Portugal, tal como as moedas metálicas.

Para quem ainda disponha destas notas “em carteira”, podem algumas das mesmas ser ainda trocadas, no Banco de Portugal, até dia 28 de Fevereiro de 2022

Não obstante, tal apenas é aplicável aos seguintes modelos, que tinham curso legal há 10 anos, aquando do último dia de vida do Escudo:

  • 500$00, CH 13, efígie «João de Barros»;
  • 1000$00, CH 13, efígie «Pedro Álvares Cabral»;
  • 2000$00, CH 02, efígie «Bartolomeu Dias»;
  • 5000$00, CH 03, efígie «Vasco da Gama»;
  • 10000$00, CH 02, efígie «Infante D. Henrique».

28 Fevereiro, 2012 at 8:45 am 2 comentários

10 anos de “Jornalismo Digital”

O blogue “Jornalismo Digital“, criado por Elisabete Barbosa, completa hoje dez anos de existência. Parabéns pela perseverança!

27 Fevereiro, 2012 at 7:55 pm Deixe um comentário

Óscares – 2012 – Vencedores


E os vencedores dos Óscares foram:

  • Melhor filme – “O Artista” (The Artist)
  • Melhor realizador –  Michael Hazanavicius (The Artist)
  • Melhor actor – Jean Dujardin (The Artist)
  • Melhor actriz – Meryl Streep (“A Dama de Ferro” – The Iron Lady)
  • Melhor actor secundário – Christopher Plummer (“Assim é o amor” – Begginers)
  • Melhor actriz secundária – Octavia Spencer (“As Serviçais” – The Help)

Consultar a lista completa aqui.

27 Fevereiro, 2012 at 8:00 am Deixe um comentário

Fim da publicação do jornal espanhol “Público”

24 Fevereiro, 2012 at 11:30 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)

                                 2ª mão     1ª mão      Total
Manchester City - FC Porto         4-0        2-1        6-1
Manchester United - Ajax           1-2        2-0        3-2
Athletic Bilbao - Lok. Moskva      1-0        1-2        2-2
Metalist Kharkiv - Salzburg        4-1        4-0        8-1
Valencia - Stoke City              1-0        1-0        2-0
Olympiakos - Rubin Kazan           1-0        1-0        2-0
Anderlecht - AZ Alkmaar            0-1        0-1        0-2
At. Madrid - Lazio                 1-0        3-1        4-1
Twente - Steaua                    1-0        1-0        2-0
Schalke 04 - Viktoria Plzen        3-1 (a.p.) 1-1        4-2
Standard Liège - Wisla Krakow      0-0        1-1        1-1
Besiktas - Sp. Braga               0-1        2-0        2-1
PAOK - Udinese                     0-3        0-0        0-3
PSV Eindhoven - Trabzonspor        4-1        2-1        6-2
Brugge - Hannover                  0-1        1-2        1-3
Sporting - Legia Warsaw            1-0        2-2        3-2

Os finalistas da edição anterior da prova, FC Porto e Braga, foram afastados na primeira ronda a eliminar, apesar da vitória do Braga em Istambul (frente ao Besiktas, equipa na qual alinharam 4 portugueses: Manuel Fernandes, Ricardo Quaresma, Simão Sabrosa e Hugo Almeida – orientados por Carlos Carvalhal), pela margem mínima, insuficiente para reverter o desaire da 1ª mão, não obstante ter beneficiado de oportunidades para ampliar a marca. Má imagem continua o FC Porto a deixar em Inglaterra, com a 13ª derrota em 16 jogos, mais uma vez vergado ao peso de uma goleada (depois de 4-0 e 5-0, nas últimas deslocações, frente ao Arsenal).

O Sporting, com um difícil triunfo, confirmou a posição de vantagem que trazia de Varsóvia, sendo agora o único representante português na prova, tendo a oportunidade de poder vingar o FC Porto, na próxima eliminatória, em que defrontará o Manchester City.

Entre o lote de 16 equipas que prosseguem em prova, destaque para os contingentes: espanhol (At. Madrid, At. Bilbao e Valencia) e holandês (AZ, PSV e Twente), ambos com 3 representantes; inglês (as duas equipas de Manchester, que transitaram da Liga dos Campeões) e alemão (Hannover e Schalke 04). Com a eliminação da Lazio, de Itália subsiste apenas a Udinese. Tal como Portugal (e Itália), também Bélgica, Grécia, Turquia e Ucrânia mantêm um único representante na competição.

Os 1/8 Final, a disputar já nos próximos dias 8 e 15 de Março, têm o seguinte alinhamento:

Metalist Kharkiv – Olympiakos
Sporting – Manchester City
Twente – Schalke 04
Standard Liège – Hannover
Valencia – PSV Eindhoven
AZ Alkmaar – Udinese
At. Madrid – Besiktas
Manchester United – Athletic Bilbao

23 Fevereiro, 2012 at 7:55 pm Deixe um comentário

Processo Casa Pia – Decisão sobre o Recurso

Há quase ano e meio, o acórdão do processo Casa Pia – na ausência de provas materiais –, fundamentava-se em provas inevitavelmente controversas, deixando naturalmente campo aberto a uma forte margem de subjectividade, constando no seu espírito:

  • Basicamente, a desmontagem dos alibis apresentados pela defesa, a interrogação permanente sobre se poderiam as vítimas «estar a mentir», a demonstração de que não era inviável que fosse verdade, culminando com uma convicção íntima, formada através de uma interminável série de interrogatórios e contra-interrogatórios – sendo a forma «como foi dito» considerada essencial para avaliar «o que foi dito» – atribuindo à «ressonância emocional» dos testemunhos um cariz de «ressonância de verdade».
  • Sem certezas absolutas – não obstante se referir ter sido adoptado o standard requerido na circunstância, de um elevado nível de exigência, da «prova para além de qualquer dúvida razoável» -, ouvidos arguidos, vítimas, peritos, consultores técnicos, e cerca de nove centenas de testemunhas, o Tribunal foi formando uma convicção, baseada nos depoimentos das vítimas, na sua aparente genuinidade – incluindo as suas contradições, inconsistências e “passos em falso” -, em que, necessariamente, a palavra de Carlos Silvino da Silva não terá deixado de ser decisiva no desequilibrar dos “pratos da balança”.

Hoje, foi conhecida a decisão sobre o Recurso apresentado pelos réus: o Tribunal da Relação de Lisboa veio confirmar no essencial as decisões do primeiro julgamento; porém, decidiu considerar nulo o acórdão da 1ª instância (devido à alteração do intervalo de datas em que os crimes teriam sido praticados, considerada no decurso do julgamento, face às datas inicialmente apontadas) no que se refere à parte relativa a crimes alegadamente praticados em Elvas por Hugo Marçal, Carlos Cruz e Carlos Silvino, reenviando para 1.ª instância a sentença desses crimes, determinando assim a repetição de parte do julgamento.

Desta forma – excluindo-se o efeito decorrente de tais alegados crimes, a ser novamente objecto de apreciação – a pena de Carlos Silvino foi (provisoriamente) reduzida de 18 para 15 anos, sendo a de Carlos Cruz reduzida de 7 para 6 anos. Mantêm-se as penas dos arguidos Jorge Ritto, Manuel Abrantes e Ferreira Dinis. Em relação a Hugo Marçal, que havia sido condenado em 1.ª instância apenas por tais crimes, alegadamente praticados em Elvas, terá de se submeter a novo julgamento, não lhe sendo fixada, para já, qualquer pena. O mesmo acontece com Gertrudes Nunes, que enfrentará novo julgamento em relação aos casos de Elvas.

23 Fevereiro, 2012 at 4:27 pm Deixe um comentário

Zeca – 25 anos



23 Fevereiro, 2012 at 10:18 am Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 Final (1ª mão)

14.02.2012 - Olympique Lyonnais - APOEL               1-0
21.02.2012 - Napoli - Chelsea                         3-1
15.02.2012 - AC Milan - Arsenal                       4-0
22.02.2012 - Basel - Bayern München                   1-0
14.02.2012 - Bayer Leverkusen - Barcelona             1-3
21.02.2012 - CSKA Moskva - Real Madrid                1-1
15.02.2012 - Zenit St. Petersburg - Benfica           3-2
22.02.2012 - Olympique Marseille - Inter              1-0

Nesta 1ª mão, destaque para a goleada do AC Milan, praticamente apurado para os 1/4 Final, tal como o Barcelona, com uma confortável vitória fora de casa. Em grandes dificuldades parece estar a equipa do Chelsea, com Bayern e Inter a terem também de enfrentar tarefas difíceis na 2ª mão. Real Madrid e Lyon reúnem favoritismo, enquanto o Benfica terá de vencer para alcançar a qualificação.

As partidas da segunda mão estão agendadas para 6, 7, 13 ou 14 de Março, recebendo o Benfica a equipa russa do Zenit, no Estádio da Luz, no próximo dia 6 de Março.

22 Fevereiro, 2012 at 10:40 pm Deixe um comentário

António Feijó: “A Faculdade de Letras não pode ter uma política de ortografia”

Enquanto director da faculdade, a minha posição é agnóstica em relação ao acordo. Entendo que a direcção de uma faculdade de Letras, onde há linguistas, alguns deles associados à implementação do acordo, não deve tomar posição sobre o acordo. Na FL não impomos nem impedimos que alguém exerça a grafia que entender. Mas também justamente por isso porque não temos uma política de ortografia, não alterámos o site da FL, que está na grafia pré-acordo, pois fazê–lo seria tomar uma posição política sobre o acordo, coisa que precisamente não queremos fazer. É a posição da direcção da FL nesta fase de transição. […]

Pessoalmente, sou absolutamente contra o acordo. Mas esta posição é política, antes de discutir seja o que for em ortografia. Não vejo como é que o Estado se pode arrogar legislar sobre ortografia. Temos uma tradição política iliberal de o Estado se arrogar uma série de decisões que não lhe competem. O Estado abstém-se de entrar em certos domínios da economia porque entende que não tem vocação para o fazer. Então porque é que há-de entrar nas consoantes mudas? É um contra-senso. […]

Já estamos em altura de fazer um balanço de custo/benefício relativo à implementação do acordo. Os custos são imensos: a alteração de compêndios, conversores ortográficos, coexistência de duas ortografias, etc. Gostaria muito de saber quais são os benefícios, pois são-me completamente imperceptíveis. Isto do ponto de vista económico. […]

Há um lado cultural profundo – as pessoas são culturalizadas e socializadas por imersão, através da escolarização, através do contacto, pela leitura, com um certo tipo de ortografia. E essa imersão cultural cria uma relação quase visceral com a ortografia. Porque é que tenho de sofrer subitamente a violência de ver tudo isto alterado? […]

Mas há dois estados signatários que não ratificaram o acordo. A entrada em vigor pressupõe a ratificação por todos os estados signatários. Ainda recentemente o “Jornal de Angola” dizia que o acordo é abusivo e que não o irá adoptar. Países onde a cultura política é mais iliberal que a nossa dizem estar contra o acordo. Se virmos outras experiências como, por exemplo, o inglês entre os EUA e a Inglaterra, que tolera grafias diferentes, seria impensável para eles que a ortografia fosse homogeneizada. Nem num país nem noutro ninguém presume que pudesse ser objecto de um acordo. Porque isso violaria uma série de afinidades locais, pessoais, etc., transformando numa questão política o que não é político. […]

(António Feijó, Director da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa – entrevista ao jornal i)

21 Fevereiro, 2012 at 3:47 pm Deixe um comentário

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