Memória Virtual – 10 anos


Há dez anos nascia este blogue. Nos próximos dias, tendo por mote o seu lema, da Memória, aqui serão recuperados alguns textos publicados ao longo destes anos.
Recordo perfeitamente este dia, de há 10 anos. Era Sábado. Saí manhã cedo de Lisboa, em direcção a Leiria, onde – algures a meio caminho para a Marinha Grande – tínhamos um jogo-treino de futebol, de preparação para as “Mazariades 2003“, com a equipa da Leirisic (actual ínCentea – que, sendo um grupo de convívio da empresa, chegara mesmo a participar no Campeonato Distrital de Futebol da A. F. Leiria).
Do resultado será melhor não falar (não me lembro já do marcador final, mas sei que teve bastantes golos…); jogávamos, de facto, em divisões diferentes. Mas, a seguir ao jogo, houve um muito agradável “piquenique”, no pinhal, oferecido pelos nossos simpáticos anfitriões.
De regresso a casa, ao final da tarde, peguei então na revista Visão, de quinta-feira, 26 de Junho de 2003, que publicava um artigo (da autoria de Gabriela Lourenço e Mário Rui Cardoso) que – para além de constituir a minha entrada neste admirável mundo novo – contribuiu activamente para a “explosão” da blogosfera nacional:
Bem-vindo à blogosfera: “Um espaço de liberdade total ou um exercício de narcisismo? Com sarcasmo, humor ou seriedade, os pensamentos de centenas de portugueses revelam-se na Internet. Uns mais mediáticos do que outros – todos os autores têm algo a dizer. Está na hora de actualizar os dicionários: a palavra blogue entrou no léxico nacional”.
Depois, foi só seguir as instruções detalhadas, conhecer a ferramenta Blogger.com e o Blogspot, e, alguns minutos depois (pelas 18h03, dizem os arquivos…), nascia este blogue, então ainda não com a denominação actual, e noutra plataforma.
Foram dez anos bastante intensos, com muitas mudanças, com o blogue a passar também, naturalmente, por diferentes fases (agora, tendencialmente, num período de alguma maior hibernação), instalado em diversas plataformas (Blogspot, Weblog.com.pt, WordPress, rede TubarãoEsquilo, até se fixar finalmente na presente morada), e com vários lay-outs.
Um balanço extremamente enriquecedor, aos mais variados níveis, sintetizado, em termos quantitativos (os menos relevantes, mas mais facilmente mensuráveis… e divulgáveis), em números esmagadores, vistos à luz daquele singelo começo, de há dez anos: 6.430 posts, mais de 1 milhão e meio de visitantes, 2,2 milhões de visitas!
Dez anos! Já é “qualquer coisa”, nas nossas vidas…
“Redes sociais” na Roma antiga e no século XVII
Tom Standage, autor de “Writing on the Wall: Social Media – The First 2,000 Years“, escreve sobre as “redes sociais” na Roma antiga, e da forma como os autores utilizavam essas redes para difundir e publicar as suas obras:
- Share it like Cicero: How Roman authors used social networking – One of the stories I tell in “Writing on the Wall” is about the way the Roman book-trade worked. There were no printing presses, so copying of books, which took the form of multiple papyrus rolls, was done entirely by hand, by scribes, most of whom were slaves. There were no formal publishers either, so Roman authors had to rely on word-of-mouth recommendations and social distribution of their works via their networks of friends and acquaintances.
E, também, sobre as coffeehouses dos finais do século XVII, em Inglaterra:
- Social Networking in the 1600s – Like coffee itself, coffeehouses were an import from the Arab world. England’s first coffeehouse opened in Oxford in the early 1650s, and hundreds of similar establishments sprang up in London and other cities in the following years. People went to coffeehouses not just to drink coffee, but to read and discuss the latest pamphlets and news-sheets and to catch up on rumor and gossip.
Coffeehouses were also used as post offices. Patrons would visit their favorite coffeehouses several times a day to check for new mail, catch up on the news and talk to other coffee drinkers, both friends and strangers. Some coffeehouses specialized in discussion of particular topics, like science, politics, literature or shipping. As customers moved from one to the other, information circulated with them.
(via Kottke)
Michelle Larcher de Brito vence Maria Sharapova em Wimbledon
A tenista portuguesa Michelle Larcher de Brito acaba de obter uma sensacional vitória, frente à russa Maria Sharapova, n.º 3 do ranking mundial, na segunda ronda do Torneio de Wimbledon, com os parciais de 6-3 e 6-4, em cerca de 95 minutos!
Universidade de Coimbra – Alta e Sofia – Património da humanidade da UNESCO

A Universidade de Coimbra é, a partir de hoje, considerada património da humanidade pela UNESCO, por deliberação do Comité do Património da Humanidade, reunido no Cambodja.
Livros de história da arte online – The Metropolitan Museum of Art

O Metropolitan Museum of Art disponibiliza a consulta gratuita, online, de um total de 372 livros de história da arte, que podem ser consultados neste link.
Diário da primeira viagem de Vasco da Gama à Índia integra lista dos Registos da Memória do Mundo da UNESCO
O diário da primeira viagem de Vasco da Gama à Índia, entre 1497 e 1499, atribuído a Álvaro Velho, propriedade da Biblioteca Municipal do Porto, foi inscrito na lista dos Registos da Memória do Mundo da UNESCO.
A candidatura do documento a este reconhecimento internacional teve como fundamento o facto de se tratar de um “testemunho da viagem marítima pioneira […], um dos documentos decisivos que mudaram o curso da história”.
Integram esta lista da UNESCO outros três documentos portugueses, do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT): carta de Pêro Vaz de Caminha ao rei de Portugal D. Manuel I sobre a chegada ao Brasil (Terra de Vera Cruz, Brasil, 1 de maio de 1500); Tratado de Tordesillas (na versão castelhana), de 7 de junho de 1494; assim como um conjunto de 83.212 documentos, datados de 1161 a 1699, que tratam da “informação e esclarecimento sobre as relações entre os europeus, sobretudo as dos portugueses com os povos africanos, asiático e latino-americanos”.
Rui Costa vence Volta a Suíça em bicicleta

(foto via Record)
O ciclista português Rui Costa, de 26 anos, sagrou-se hoje vencedor, pelo segundo ano consecutivo, da Volta a Suíça em bicicleta, após ter vencido o contra-relógio final da prova, triunfo que soma ao obtido igualmente na antepenúltima etapa. Foi a seguinte a classificação geral final da prova:
1.º Rui Costa (Portugal) – Movistar – 31:08.11
2.º Bauke Mollema (Holanda) – Blanco – a 1.02
3.º Roman Kreuziger (R. Checa) – Saxo-Tinkoff – a 1.10
4.º Thibaut Pinot (França) – FDJ – a 1.26
5.º Mathias Frank (Suíça) – BMC – a 1.43
6.º Tanel Kangert (Estónia) – Astana – a 1.51
7.º Tejay van Garderen (EUA) – BMC – a 2.23
8.º Daniel Martin (Irlanda) – Garmin-Sharp – a 2.42
9.º Simon Spilak (Eslovénia) – Katusha – a 2.42
10.º Cameron Meyer (Austrália) – Orica-GreenEdge – a 3.44
João Pinto e Castro
A minha singela homenagem a João Pinto e Castro, recuperando a memória da sua escrita, no:
As minhas condolências à família.
Estas são sempre notícias brutais, pelo que têm de inesperado e de irreversível. É uma sensação estranha esta a de perdermos uma voz que, neste mundo virtual, nos habituámos a ouvir diariamente, há cerca de dez anos.
Tribunal Constitucional – O que é / Para que serve / Como funciona
No âmbito das comemorações do seu 30.º aniversário, o Tribunal Constitucional divulga publicação intitulada: «Tribunal Constitucional – O Que É / Para Que Serve / Como Funciona», que pode ser consultada neste link, podendo ser igualmente descarregada em versão PDF.
Portugal – Rússia (Mundial-2014 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Luís Neto, Fábio Coentrão, Raul Meireles (73m – Ruben Amorim), Vieirinha (90m – Custódio), João Moutinho, Miguel Veloso, Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga (66m – Nani)
Rússia – Igor Akinfeev, Alexander Anyukov (31m – Alexey Kozlov), Sergey Ignashevich, Igor Denisov, Yury Zhirkov, Alexander Kerzhakov (67m – Fedor Smolov), Vasili Berezutskiy, Roman Shirokov, Vladimir Bystrov, Victor Faizulin (21m – Denis Glushakov) e Dmitry Kombarov
1-0 – Hélder Postiga – 9m
Cartão amarelo – Luís Neto (88m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
Numa fase de qualificação para o Mundial em que a “margem de erro” (tendo o 2.º lugar em mira) é muito escassa, Portugal teve a felicidade de ter conseguido marcar o solitário golo que lhe daria o triunfo – o primeiro sofrido pela Rússia nesta fase de apuramento – logo nos minutos iniciais, aproveitando com eficácia a boa entrada em campo.
Depois, à medida que o tempo ia decorrendo, a selecção portuguesa foi decaindo, denotando encontrar-se, em termos físicos, em “fim de estação”, acabando por sofrer nos derradeiros minutos para manter a preciosa vantagem.
Não obstante uma vitória que poderá vir a revelar-se crucial, o 1.º lugar do Grupo continua a não passar de uma quimera (dados os 2 jogos a menos da Rússia); quanto à 2.ª posição, as coisas parecem bem encaminhadas, com a selecção nacional a receber o seu competidor directo, Israel, em casa, tendo contudo, ainda antes desse jogo, uma deslocação a enfrentar com cuidados, até à Irlanda do Norte, fechando o Grupo, também em Portugal, com o Luxemburgo.
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Portugal 7 4 2 1 12- 6 14 2º Rússia 5 4 - 1 8- 1 12 3º Israel 6 3 2 1 15- 8 11 4º Azerbaijão 7 - 4 3 3- 9 4 5º I. Norte 5 - 3 2 3- 7 3 6º Luxemburgo 6 - 3 3 3-13 3
7ª jornada
07.06.13 – Azerbaijão – Luxemburgo – 1-1
07.06.13 – Portugal – Rússia – 1-0
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