O pulsar do campeonato – 2013-14 – 2ª jornada
(“O Templário”, 03.10.2013)
Não foi feliz o União de Tomar na sua partida de estreia da época em que comemora o seu centenário. Numa das suas mais longas deslocações neste campeonato, até ao sul do Distrito, a Pontével, onde não tinha boas recordações do encerramento da temporada anterior, o União – que vencera recentemente (há três semanas) a equipa pontevelense, em encontro a contar para a 16.ª edição do Torneio Fernando Matias, por 2-1, o que lhe proporcionara, aliás, a conquista desse troféu – não conseguiu, desta feita, evitar novo desaire, perdendo… por 1-2.
A demonstrar que “não há dois jogos iguais”, e que os encontros de cariz particular ou amigável são bem distintos da “competição a doer”, a turma unionista, pese embora tenha entrado em campo com uma boa disposição, cedo se veria em desvantagem, vítima de um lance de desconcentração defensiva, logo à passagem do quarto de hora.
Não acusando em demasia o tento sofrido, o União prosseguiria em boa toada; assim, por volta da meia de hora de jogo, num lance rápido de contra-ataque, com um jogador nabantino a isolar-se na direcção da baliza contrária, apenas seria travado em falta, mesmo antes de entrar na área de rigor… foi assim evitado o golo tomarense, mas tendo por “contrapartida” a expulsão do jogador do Pontével, que, desta forma, teria de actuar, durante mais de uma hora em inferioridade numérica.
Até final do primeiro tempo, a formação rubro-negra daria ideia de que a reviravolta no marcador poderia estar ao seu alcance, tendo desperdiçado mesmo uma soberana ocasião para repor a igualdade. Porém, logo a abrir a segunda metade do desafio, o lance culminante, de infelicidade para o União, resultando num auto-golo, que, conforme desde logo se poderia recear, viria a ser determinante no desfecho da partida. A perder por 0-2, a equipa, naturalmente, perderia boa parte da tranquilidade necessária, que lhe permitisse construir jogadas com “princípio, meio e fim” e, sobretudo, denotando alguma dificuldade na zona da concretização.
O golo que os unionistas tanto procuraram apenas surgiria a cerca de dez minutos do termo do encontro. Tarde demais; a partir daí, mesmo contando com cinco minutos de tempo de compensação, já pouco se jogaria, tantas e com tanta frequência foram as interrupções de jogo, com o Pontével, naturalmente, tentando perder o máximo de tempo útil, visando preservar este importante triunfo. Para o União, o sabor amargo da derrota, associado à sensação de que tinha condições para regressar a casa com um resultado positivo.
Nos outros jogos desta segunda ronda, destaque para a categórica margem da vitória do Mação em Abrantes (3-0), que possibilita aos maçaenses partilharem o comando, precisamente com o Pontével, únicas equipas a averbarem duas vitórias nas duas partidas iniciais da competição. Segue-se-lhes outro dueto, formado por Amiense e Fazendense; o grupo de Amiais de Baixo, depois da vitória, em terreno alheio, frente aos Empregados do Comércio, não foi agora além do empate (1-1) na recepção ao Cartaxo; já a turma de Fazendas de Almeirim, que começara por empatar em Coruche, recebeu agora e bateu, curiosamente, também aquela mesma equipa de Santarém (2-0).
O U. Chamusca, que registara um mau arranque, com o desaire caseiro ante o Pontével, surpreendeu agora com a vitória em Benavente (1-0); reparte o 5.º lugar com o Torres Novas, que, com um jogo a menos, fez também a sua estreia, vencendo, em casa, a vizinha formação do Assentiz (2-0).
Fruto dos dois empates obtidos, Cartaxo e Coruchense posicionam-se a meio da pauta classificativa. Na parte baixa da tabela, integrando um quarteto com apenas um ponto, situam-se, de forma algo imprevista, At. Ouriense e Benavente, e, porventura com menor surpresa, Assentiz e U. Abrantina. Finalmente, na cauda, ainda em branco no que respeita a pontos, U. Tomar (com um jogo a menos) e Empregados do Comércio.
Antes da antevisão da próxima jornada, uma breve referência aos resultados das equipas representantes do Distrito no Campeonato Nacional de Seniores, com o Alcanenense, venturoso, a ganhar ao Fátima com um golo já em período de descontos, enquanto o Riachense perdeu 2-3 em Leiria, com o União local. As formações de Alcanena (com um jogo em atraso) e Fátima, tendo somado 7 pontos em quatro jornadas, integram um trio que ocupa o 3.º lugar; o grupo de Riachos, com um único ponto somado, ocupa um outro terceto, o do fundo da tabela.
Na terceira ronda do Distrital, o União de Tomar recebe o Benavente, num desafio em que se deseja seja preservada a tranquilidade, e, se possível, com um triunfo unionista. O Mação, recebendo o Coruchense, poderá eventualmente isolar-se no comando, uma vez que o Pontével terá uma difícil deslocação até Assentiz. Nas restantes partidas, em que a tendência de equilíbrio parece imperar, com encontros de interesse, como são os casos, em particular, do U. Chamusca – Amiense e do Cartaxo – Fazendense, será difícil antecipar o desfecho, não obstante algum ligeiro favoritismo que possa ser atribuído a Torres Novas e At. Ouriense, que, contudo, actuarão ambos em terreno adversário, respectivamente frente a U. Abrantina e Empregados do Comércio.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Outubro de 2013)
Liga Europa – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo E
Paços Ferreira – Pandurii – 1-1
Dnipro – Fiorentina – 1-2
1º Fiorentina, 6; 2º Dnipro, 3; 3º Pandurii e Paços Ferreira, 1
Grupo H
Slovan Liberec – Estoril – 2-1
Sevilla – Freiburg – 2-0
1º Sevilla, 6; 2º Slovan Liberec, 4; 3º Freiburg, 1; 4º Estoril, 0
Grupo I
Lyon – Guimarães – 1-1
Rijeka – Betis – 1-1
1º Guimarães, 4; 2º Betis e Lyon, 2; 4º Rijeka, 1
100 Perguntas sobre Factos, Dúvidas e Curiosidades dos Descobrimentos
Tudo partiu de um desafio da própria editora: escrever um livro sobre “mitos” e “ideias feitas” dos Descobrimentos (para não dizer “disparates incrustados”). Vai não volta, o tema lá aparece nas páginas dos jornais: ou descobriram mais uma pista da “Flor de la mar”, ou a estafadíssima historieta do “Colombo português” conhece mais um novo capítulo, ou surgem novíssimas (e incontestáveis) “provas” de que os portugueses descobriram a Austrália. Para não falar de quando alguém repesca a Escola de Sagres, a Pedra de Dighton ou outra balela. De facto, era um desafio. Mas eis que este conheceu um inesperado refinamento: “o melhor era mesmo pergunta/resposta”. “Quantas? 50?”. “100”. Eu teria preferido 97, 103 ou “um chorrilho delas” (para não usar outro vernáculo). “Um Chorrilho de Perguntas sobre Descobrimentos” seria um bom título. Mas não, 100 seriam, 100 ficaram. Depois, impus a mim mesmo uma disciplina draconiana: as respostas teriam todas o mesmo tamanho; simples ou complexas, teria que responder e descalçar a bota em X linhas. E assim foi. A lista, o alinhamento e a escrita foram mais ou menos anárquicas, até chegar à centena que foi, posteriormente, dividida por temas. Ei-los:
I. O “arranque” dos Descobrimentos
II. Mitos de ontem e de hoje
III. Homens dos Descobrimentos
IV. Mistérios e controvérsias
V. Expansão portuguesa e expansão europeia
VI. Rumos, políticas e tratados
VII. «E se mais mundo houvera, lá chegara»
VIII. Histórias de encontros e desencontros
IX. Dúvidas e curiosidades
X. Descobrimentos e memória
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Bayer Leverkusen – Real Sociedad – 2-1
Shakhtar Donetsk – Manchester United – 1-1
1º Manchester United e Shakhtar Donetsk, 4; 3º Bayer Leverkusen, 3; 4º Real Sociedad, 0
Grupo B
Real Madrid – København – 4-0
Juventus – Galatasaray – 2-2
1º Real Madrid, 6; 2º Juventus, 2; 3º København e Galatasaray, 1
Grupo C
Anderlecht – Olympiakos – 0-3
Paris St.-Germain – Benfica – 3-0
1º Paris St.-Germain, 6, 2º Olympiakos e Benfica, 3; 4º Anderlecht, 0
Grupo D
CSKA Moskva – Viktoria Plzeň – 3-2
Manchester City – Bayern – 1-3
1º Bayern, 6; 2º Manchester City e CSKA Moskva, 3; 4º Viktoria Plzeň, 0
Grupo E
Steaua – Chelsea – 0-4
Basel – Schalke 04 – 0-1
1º Schalke 04, 6; 2º Chelsea e Basel, 3; 4º Steaua, 0
Grupo F
Arsenal – Napoli – 2-0
B. Dortmund – Marseille – 3-0
1º Arsenal, 6; 2º B. Dortmund e Napoli, 3; 4º Marseille, 0
Grupo G
FC Porto – At. Madrid – 1-2
Zenit – Austria Wien – 0-0
1º At. Madrid, 6; 2º FC Porto, 3; 3º Austria Wien e Zenit, 1
Grupo H
Celtic – Barcelona – 0-1
Ajax – AC Milan – 1-1
1º Barcelona, 6; 2º AC Milan, 4; 3º Ajax, 1; 4º Celtic, 0
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Paris St.-Germain – Benfica
Paris St.-Germain – Salvatore Sirigu, Gregory Van der Wiel, Alex (78m – Zoumana Camara), Marquinhos, Maxwell, Thiago Motta, Marco Verratti (70m – Adrien Rabiot), Blaise Matuidi, Edinson Cavani, Ezequiel Lavezzi (70m – Lucas) e Zlatan Ibrahimović
Benfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Ljubomir Fejsa (29m – André Gomes), Nemanja Matić, Enzo Pérez, Filip Đuričić (45m – Lazar Marković), Nico Gaitán (66m – Miralem Sulejmani) e Óscar Cardozo
1-0 – Zlatan Ibrahimović – 5m
2-0 – Marquinhos – 25m
3-0 – Zlatan Ibrahimović – 30m
Cartões amarelos – Van der Wiel (36m) e Alex (47m); Nico Gaitán (32m)
Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)
No regresso a Paris, dois anos e meio depois – mas para defrontar uma formação parisiense que é hoje radicalmente diferente – num encontro em que, logo à partida, as equipas se apresentavam com um importante desnível, começando pelo valor dos respectivos orçamentos – e como perfeito reverso do que sucedera na ronda inaugural -, o pior que podia acontecer a um Benfica algo falho de confiança era sofrer um golo logo aos cinco minutos.
Acusando o toque – na verdade, a equipa nunca deu indicações de que pudesse operar qualquer tipo de inversão na tendência do jogo, ou seja, de que fosse possível evitar a derrota -, a formação benfiquista desuniu-se, com os seus jogadores muito “longe” uns dos outros.
Quando, no espaço de cinco minutos, entre os 25 e os 30 minutos, o marcador se elevou para 3-0, temeu-se que o Benfica pudesse ter hoje uma noite negra.
Valeu que, na segunda parte, a equipa de alguma forma se conseguiu recompor a nível defensivo, assim como a baixa de intensidade de jogo por parte do conjunto francês.
Numa das piores exibições dos últimos tempos em competições europeias, o Benfica escapou à goleada, mas impõe-se uma séria reflexão – que terá de ser realizada a breve prazo, dados os dois jogos que se seguem com o Olympiakos, que serão decisivos para determinar quem deverá acompanhar o Paris St.-Germain nos 1/8 Final da Liga dos Campeões – sobre as opções tácticas, a nível de escolha de jogadores titulares e coerência de substituições, assim como sobre a condição física (e agora também psicológica) em que a equipa se apresenta neste início de temporada.
Eleições Autárquicas – Resultados Câmaras Municipais
PS PSD CDU CDS BE PSD/CDS Ind. Aveiro 24,4 - 3,7 - 4,0 48,6 10,1 Beja 41,7 - 43,4 - - 6,2 4,4 Braga 32,8 - 8,8 - - 46,7 5,3 Bragança 26,0 47,2 2,0 2,1 1,0 - 16,5 Cast. Branco 61,9 20,0 5,2 3,0 2,6 - - Coimbra 35,5 29,7 11,1 3,9 - - 9,3 Évora 26,0 - 49,3 - 3,9 14,7 - Faro 32,3 - 12,8 - 4,8 33,9 5,7 Guarda 30,4 - 3,9 - 3,7 51,4 - Leiria 46,3 27,9 4,4 4,7 3,3 - - Lisboa 50,9 - 9,9 - 4,6 22,4 - Portalegre 23,9 - 17,5 - 0,9 10,6 42,4 Porto 22,7 21,1 7,4 - 3,6 - 39,3 Santarém 32,3 40,3 10,3 2,6 2,9 - - Setúbal 26,4 - 41,9 - 5,7 12,9 - V. Castelo 47,7 26,6 10,6 4,3 - - - Vila Real 44,0 42,3 2,4 4,8 2,0 - - Viseu 25,8 46,9 4,2 9,5 4,0 - - Almada 25,7 13,9 38,7 2,5 5,4 - - Amadora 45,5 - 19,2 - 5,4 18,0 - Barcelos 46,0 - 1,6 - 1,9 35,0 10,2 Cascais 21,6 - 11,2 - 4,6 42,7 7,6 V.N.Famalicão 31,8 - 3,7 - 1,6 58,6 - Guimarães 47,6 - 8,3 - 2,0 35,6 0,9 Gondomar 46,4 - 12,2 - 3,6 22,1 - Loures 31,2 16,0 34,7 3,1 3,2 - - Maia 25,6 - 7,7 - 6,0 50,2 - Matosinhos 25,3 9,3 7,3 1,9 3,6 - 43,4 Odivelas 39,5 18,5 21,3 4,1 5,0 - - Oeiras 18,3 19,2 9,2 3,8 3,7 - 33,5 Sta. M. Feira 35,3 44,5 4,2 3,8 4,0 - - Seixal 23,8 10,8 43,4 2,8 6,6 - - Sintra 26,9 - 12,5 - 4,5 13,8 25,4 V. F. Xira 37,8 13,6 30,7 3,1 5,7 - - V. N. Gaia 38,2 - 6,4 - 3,1 20,0 19,7 Funchal 39,2* 32,4 8,4 14,6 * - - Ponta Delgada 41,8 49,8 2,1 0,9 2,2 - -
Presidentes de Câmara eleitos:
Rui Costa Campeão do Mundo de Ciclismo
(foto Reuters, via “MaisFutebol” – ver galeria aqui)
O português Rui Costa sagrou-se hoje Campeão do Mundo de Ciclismo, vencendo ao sprint, sobre a linha de meta, o espanhol Joaquim Rodriguez, no termo de uma prova extremamente exigente, com a extensão de 272 km, disputada na região da Toscânia, em Itália, com a meta em Florença.
Confirmando ser um mestre da táctica da gestão da corrida, o ciclista português deixara já para trás, a cerca de 1,5 km, os mais perigosos rivais, o italiano Vincenzo Nibali e o espanhol Alejandro Valverde (até agora seu chefe-de-fila na equipa Movistar), com os quais (juntamente com Rodriguez) formara um grupo de quatro ciclistas que se isolara na frente, na última escalada do percurso (ver “filme da corrida”, no L’Équipe).
Depois dos triunfos na Volta a Suíça nos últimos dois anos, das duas vitórias em etapas na Volta a França deste ano, Rui Costa culmina uma brilhante temporada com o maior feito da história do ciclismo português. Absolutamente fantástico!
1.º Rui Costa – Portugal – 7:25:44
2.º Joaquim Rodriguez – Espanha – m.t.
3.º Alejandro Valverde – Espanha – a 00:15
4.º Vincenzo Nibali – Itália – a 00:15
5.º Andriy Grivko – Ucrânia – 00:31
6.º Peter Sagan – Eslováquia – a 00:34
7.º Simon Clarke – Austrália – a 00:34
8.º Maxim Iglinskiy – Cazaquistão – a 00:34
9.º Philippe Gilbert – Bélgica – a 00:34
10.º Fabian Cancellara – Suíça – a 00:34
U. Tomar – Centenário (I)
(“O Templário”, 26.09.2013)
Fundado a 4 de Maio de 1914 – inicialmente sob outra denominação – o União Futebol Comércio e Indústria de Tomar comemora, dentro de poucos meses, o seu centenário.
Visando evocar um evento histórico de grande significado, não apenas para o clube, mas também para a própria cidade de Tomar, “O Templário” associa-se também, desde já, às comemorações, dando hoje início à recuperação de algumas das memórias dos momentos mais significativos do longo e glorioso historial do União de Tomar, com a transcrição de breves excertos de artigos publicados em jornais da época, quer de índole local, quer de jornais nacionais, nomeadamente os especializados em desporto, os quais, semanalmente, por aqui irão proporcionar como que um “reviver” desses tempos.
Com base nas pesquisas à imprensa local do início do século XX, as notícias sobre futebol eram ainda, nesses primórdios, relativamente escassas. Efectivamente, apenas a 29 de Julho de 1915, ou seja, já mais de um ano decorrido desde a data da fundação do clube, era noticiada a realização de um histórico desafio-treino do então chamado “Grupo dos Empregados no Comércio” [o nosso União de Tomar] – o primeiro de que dispomos de menção escrita –, defrontando outra das pioneiras agremiações tomarenses:
«Jogou no passado domingo [25 de Julho de 1915] em desafio treino, o Grupo dos Empregados no Comercio, e o Grupo Foot-Ball Gloria, ficando este vencedor por 2 goals a 0, sendo um marcado com um penalty.»(1)
Avançando um pouco no tempo, até Setembro de 1919, o segundo momento que aqui se recorda corresponde à ronda inaugural do designado “Campeonato de Tomar” – no que constituía então a sua edição de estreia, na época de 1919-20 –, opondo os dois grandes rivais da cidade, num aliciante derby que perduraria durante décadas, até ao início dos anos 50, altura em que o Sporting de Tomar suspenderia a prática do futebol. Nesta ocasião ainda denominado “União Foot-Ball dos Caixeiros de Tomar”, o desfecho não seria o mais agradável para os unionistas:
«O S. C. T. vence o U. F. C. T. por 3 a 0.
Foi no passado domingo, 21, que se realizou o primeiro desafio do campeonato desta cidade. Nesta prova sportiva, recentemente organizada, acham-se inscritos, além dos dois teams que neste dia jogaram, o V. F. C. T.
Os dois primeiros são já conhecidos dos amadores dêste sport, por terem assistido a vários desafios que estes clubs teem tido com teams do distrito.
O Vitória, é um club novo, formado por jovens entusiastas d’association e que ainda não tivemos o prazer de vêr em campo.»(2)
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(2) Cf. “Páginas Moças”, 1 de Outubro de 1919 – Crónica de Amorim Rosa
O pulsar do campeonato – 2013-14 – 1ª jornada
(“O Templário”, 26.09.2013)
Está de regresso o futebol distrital. Nesta temporada, com o aliciante, para os tomarenses, de se tratar da época em que o União de Tomar comemora o seu centenário, a 4 de Maio do próximo ano de 2014, pelo que, a partir de hoje, passamos a ter também, em coluna autónoma, a recuperação de algumas das memórias dos momentos mais significativos do historial do União de Tomar, com a transcrição de breves excertos de artigos publicados em jornais da época, quer de índole local, quer de jornais nacionais, nomeadamente os especializados.
Na I Divisão Distrital (recuperando assim a sua designação tradicional) teremos este ano um novo formato, de regresso ao sistema clássico de “todos contra todos”, a duas voltas, numa única fase, tendo sido o número de concorrentes alargado para 14, portanto com um total de 26 jornadas, propiciando porventura uma maior justiça e equidade no ordenamento final a nível de classificações, uma vez que cessa a situação – vigente nos últimos anos – de os pontos que eram obtidos na primeira fase apenas contarem em metade para a fase decisiva.
Numa época que fica igualmente assinalada, em termos regionais, pela retoma da competição a nível do futebol sénior por parte de alguns dos clubes históricos do Distrito (de que são exemplos nomeadamente os casos do U. Santarém, U. Almeirim, U. Rio Maior e Tramagal) – os quais, naturalmente, tiveram de recomeçar a sua actividade oficial na II Divisão Distrital –, com a estreia do novo Campeonato Nacional de Seniores, introduzido esta temporada pela Federação Portuguesa de Futebol (e consequente extinção das antigas II e III Divisões nacionais), as equipas que militam na I Divisão Distrital estão agora um pouco mais próximas dos Nacionais, uma vez que o Campeão Distrital terá acesso directo a tal escalão na próxima temporada.
O que, porém, tem também o consequente “reverso da medalha”: à partida, desconhece-se o número de concorrentes que virão a ser vítimas de despromoção à II Divisão Distrital, dependendo da manutenção ou não no referido Campeonato Nacional de Seniores das equipas que nele representam o Distrito: Fátima, Alcanenense e Riachense, integrados na Série F. Para já, com três jornadas disputadas (de um total de 18, na primeira fase da competição), tendo o Alcanenense um jogo em atraso, é ainda muito prematuro estar a fazer maiores conjecturas, mas o Fátima ocupa o 2.º lugar, com o Alcanenense em 5.º, integrando o Riachense o quarteto que ocupa os lugares do fundo da tabela.
Estas equipas, conjuntamente com a do Torres Novas (que foi despromovida da III Divisão na temporada finda) disputaram no passado fim-de-semana a 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, tendo tido sortes distintas: Fátima (com inesperadas dificuldades, apenas no prolongamento tendo conseguido vencer o Sporting Ideal, dos Açores, depois de 1-1 no final do tempo regulamentar) e Alcanenense (ganhando por 3-1 ao Barreirense) garantiram o apuramento para a fase seguinte; enquanto que Riachense (derrotado por 0-1 pelo Vilaverdense) e Torres Novas (goleado pelo Tondela, da Liga de Honra, por 1-5) terminaram assim a aventura nesta prova.
Pensando nesta época muito especial para as cores unionistas, visando uma participação condigna e tranquila, longe dos sustos e ansiedades do ano transacto, o União de Tomar – este ano beneficiando também da renovada relva sintética do Estádio Municipal – procurou reforçar-se com o regresso de alguns jogadores formados no clube, não tendo contudo sido possível evitar algumas saídas. Na primeira ronda do campeonato distrital, tendo o sorteio destinado como adversário dos nabantinos precisamente o Torres Novas, e em função da realização de tal encontro dos torrejanos a contar para a Taça de Portugal, a partida entre os velhos rivais foi adiada para o dia de Santa Iria, no próximo 20 de Outubro.
Em relação aos desafios já realizados nesta jornada inaugural, não sendo abundante a informação sobre o potencial de cada um dos concorrentes, nesta fase de arranque da temporada, poder-se-á considerar não ter havido grandes surpresas, com o triunfo das equipas teoricamente mais cotadas, com destaque para as vitórias em terreno alheio, de Amiense (3-1, perante os Empregados do Comércio, de Santarém) e do Pontével, na Chamusca (2-0) – dois recém-promovidos ao principal escalão distrital –, tendo, num confronto de desfecho sempre incerto, o Mação vencido o At. Ouriense, graças a um solitário tento.
Nos restantes encontros, como que querendo indiciar já uma ideia do que poderá vir a ser a tónica de equilíbrio dominante entre os diversos participantes na competição, registaram-se três igualdades: na recepção do outro promovido (Assentiz) à U. Abrantina; no jogo entre Cartaxo e Benavente (tendo ambos como desfecho o resultado de 1-1); não tendo o Coruchense e Fazendense desfeito o nulo com que iniciaram a partida em que foram oponentes.
Na próxima ronda, antecipada para sábado – devido ao acto eleitoral autárquico de domingo –, o União de Tomar fará a sua estreia no campeonato, com uma difícil deslocação ao terreno do Pontével, curiosamente onde realizou também o último encontro oficial da temporada anterior, na expectativa de que o resultado possa ser agora drasticamente melhorado, na procura de um começo auspicioso.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Setembro de 2013)


















