O pulsar do campeonato – 9ª jornada
(“O Templário”, 12.12.2013)
No regresso dos campeonatos Distritais, na I Divisão confirmou-se o que já se vinha prenunciando desde há algumas jornadas, com o Torres Novas a ser igualado na liderança pelo Fazendense. Efectivamente, mesmo jogando no seu terreno, os torrejanos não foram além da igualdade a um golo, na recepção ao At. Ouriense, enquanto a formação das Fazendas de Almeirim obteve um bom triunfo, graças a um solitário tento, na difícil deslocação a Pontével.
Nesta aproximação aos lugares do topo da tabela, também o Coruchense prossegue uma campanha muito segura, apenas tendo registado, até à data, uma única derrota, em Tomar. Desta feita, impôs-se por categórica margem de 3-0 na visita a Abrantes, frente a um conjunto da U. Abrantina que se afunda na classificação (acumulando já quatro derrotas consecutivas), continuando na indesejável posição de “lanterna vermelha”.
De alguma forma surpreendente terá sido o desaire sofrido pelo Amiense em Benavente, perdendo por 3-2, assim como os números do triunfo da turma dos Empregados do Comércio (que, assim, confirma estar já superado o impacto da goleada sofrida perante o União de Tomar) em Assentiz, ganhando por 4-2 (tendo inclusivamente chegado a 3-0 no início do segundo tempo), frente a um grupo que, curiosamente, vinha também de uma goleada, neste caso a seu favor, na Taça Ribatejo (6-0), mas que, no campeonato, somou o terceiro desaire sucessivo.
A normalidade imperou em Mação, com a equipa da casa a vencer por 2-1 perante o U. Chamusca. Por fim, o União de Tomar, depois dos 13 tentos obtidos nas duas partidas anteriores, terá visto “secar a fonte” dos golos – espera-se que apenas neste desafio –, não tendo conseguido, pela primeira vez nesta temporada, marcar qualquer golo, registando portanto um nulo, que, nestas circunstâncias, soube a pouco; numa óptica pela positiva, este foi, não obstante, o quarto desafio consecutivo sem que o grupo unionista tivesse sofrido qualquer golo, ampliando para seis o número de jogos sem perder.
Assim, olhando para a pauta classificativa, os seis primeiros estão agora separados por apenas cinco pontos, agrupados em três pares: Torres Novas e Fazendense partilham o comando, com vinte pontos, dispondo de uma vantagem de quatro pontos sobre o duo formado por At. Ouriense e Coruchense, enquanto Amiense e Pontével (nesta ronda, a cair, devido ao desaire caseiro averbado) estão somente um ponto mais abaixo.
Depois, em posição intermédia, surge um quarteto, num intervalo de apenas dois pontos: o Mação subiu ao 7.º posto, com 13 pontos, seguido pelo União de Tomar, com doze, com Benavente e Empregados do Comércio bem próximos, apenas também um ponto atrás.
Por fim, um outro quarteto, na cauda da tabela, mas com trajectórias distintas: o Assentis, que soma oito pontos, atravessa a referida série negativa de três jogos, enquanto o Cartaxo, com um ponto a menos, começou a recuperar posições; U. Chamusca, com cinco pontos, e U. Abrantina, somente com quatro pontos, começam a passar por situações aflitivas.
Na próxima ronda, já a décima desta competição, o Torres Novas enfrenta mais um sério teste à sua liderança, numa difícil deslocação a Coruche, ao mesmo tempo que o Fazendense recebe a visita do Benavente. Numa jornada em que o equilíbrio parece reinar, há ainda outros confrontos de desfecho imprevisível, como o Amiense-Mação, At. Ouriense-Pontével (a não ser que se confirme uma quebra da equipa do município do Cartaxo), ou, no que mais directamente interessa aos tomarenses, o U. Chamusca-União de Tomar. Finalmente, nas restantes partidas, à partida, parece haver notório favoritismo das equipas da casa, no Cartaxo-Assentis e no Empregados do Comércio-U. Abrantina, mas as surpresas estão aí sempre “à espreita”…
Na II Divisão Distrital, com oito jornadas disputadas, os líderes mantiveram as respectivas posições, com o Pego e Atalaiense a repartirem o comando da série mais a Norte (ampliando de um para três pontos a ainda curta vantagem sobre Tramagal e Caxarias), enquanto o Barrosense continua como guia da série a Sul, com U. Almeirim e Porto Alto a manterem-se também a três pontos, uma vez que este trio registou igualdades na última ronda (tendo aliás o Porto Alto empatado na Barrosa).
Subindo até ao Campeonato Nacional de Seniores, depois de uma tripla derrota na ronda anterior, desta feita tivemos um triplo empate (a zero) das equipas representantes do Distrito de Santarém, num fim-de-semana em que, aliás, apenas o guia (Mafra) saiu vencedor (frente ao Lourinhanense), tendo todos os restantes quatro encontros resultado em igualdades: nulos no Alcanenense-Torreense, no U. Leiria-Fátima, e no Portomosense-Riachense; e empate a três golos no Carregado-Caldas.
Seriam resultados positivos para o Riachense e para o Fátima, não fora a circunstância de a formação de Riachos manter oito pontos de atraso face ao antepenúltimo classificado, Torreense, (tendo o penúltimo, Portomosense, a seis pontos); e, por outro lado, a muito delicada situação financeira com que se debate o grupo fatimense, com um Passivo que excederá os 400 mil euros, e em situação de ruptura de tesouraria, com vencimentos dos jogadores em atraso, o que poderá colocar em risco não só a continuidade da equipa na prova, mas inclusivamente a própria sobrevivência do clube, caso não sejam encontradas soluções alternativas a breve prazo. Mais um forte alerta a toda a comunidade futebolística, com a austera realidade a impor-se e a ditar os imprescindíveis ajustamentos.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Dezembro de 2013)
Maria Manuel Mota – “Prémio Pessoa” 2013
Maria Manuel Mota, cientista de 42 anos, investigadora do Instituto de Medicina Molecular, foi hoje distinguida com o “Prémio Pessoa”, no valor de 60 mil euros, nomeadamente pela sua investigação e estudo da malária.
Nas edições anteriores do “Prémio Pessoa”, foram premiados:
2012 – Richard Zenith (investigador, escritor e tradutor)
2011 – Eduardo Lourenço (ensaísta e filósofo)
2010 – Maria do Carmo Fonseca (cientista)
2009 – D. Manuel Clemente (bispo)
2008 – Carrilho da Graça (arquitecto)
2007 – Irene Pimentel (historiadora e investigadora)
2006 – António Câmara (professor catedrático, empresário e investigador)
2005 – Luís Miguel Cintra (actor e encenador)
2004 – Mário Cláudio (escritor)
2003 – José Gomes Canotilho (constitucionalista)
2002 – Manuel Sobrinho Simões (investigador)
2001 – João Bénard da Costa (crítico e historiador de cinema)
2000 – Emmanuel Nunes (compositor)
1999 – Manuel Alegre (poeta) e José Manuel Rodrigues (fotógrafo)
1998 – Eduardo Souto de Moura (arquitecto)
1997 – José Cardoso Pires (escritor)
1996 – João Lobo Antunes (neurocirurgião)
1995 – Vasco Graça Moura (ensaísta)
1994 – Herberto Hélder (poeta)
1993 – Fernando Gil (filósofo)
1992 – Hannah e António Damásio (neurocientistas)
1991 – Cláudio Torres (arqueólogo)
1990 – Menez (pintora)
1989 – Maria João Pires (pianista)
1988 – António Ramos Rosa (poeta)
1987 – José Mattoso (historiador)
Liga Europa – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Obtiveram o apuramento para os 1/16 Final da Liga Europa as seguintes equipas: Valencia, Swansea, Ludogorets, Chernomorets Odessa, Salzburg, Esbjerg, Rubin Kazan, Maribor, Fiorentina, Dnipro, E. Frankfurt, Maccabi Tel-Aviv, Genk, D. Kyiv, Sevilla, Slovan Liberec, Lyon, Betis, Trabzonspor, Lazio, Tottenham, Anzhi, AZ e PAOK.
Por países, teremos portanto os seguintes contingentes nos 1/16 Final da prova (incluindo as oito equipas que transitam da Liga dos Campeões):
- Itália (4) – Fiorentina, Lazio, Juventus e Napoli
- Ucrânia (4) – Chernomorets Odessa, Dnipro, D. Kyiv e Shakhtar Donetsk
- Espanha (3) – Valencia, Sevilla e Betis
- Inglaterra (2) – Swansea e Tottenham
- Rússia (2) – Rubin Kazan e Anzhi
- R. Checa (2) – Slovan Liberec e Viktoria Plzeň
- Portugal (2) – Benfica e FC Porto
- Holanda (2) – AZ e Ajax
- Alemanha (1) – E. Frankfurt
- França (1) – Lyon
- Bélgica (1) – Genk
- Grécia (1) – PAOK
- Áustria (1) – Salzburg
- Turquia (1) – Trabzonspor
- Suíça (1) – Basel
- Israel (1) – Maccabi Tel-Aviv
- Bulgária (1) – Ludogorets
- Dinamarca (1) – Esbjerg
- Eslovénia (1) – Maribor
Grupo E
Fiorentina – Dnipro – 2-1
Pandurii – Paços Ferreira – 0-0
1º Fiorentina, 16; 2º Dnipro, 12; 3º Paços Ferreira, 3; 4º Pandurii, 2
Grupo H
Freiburg – Sevilla – 0-2
Estoril – Slovan Liberec – 1-2
1º Sevilla, 12; 2º Slovan Liberec, 9; 3º Freiburg, 6; 4º Estoril, 3
Grupo I
Betis – Rijeka – 0-0
Guimarães – Lyon – 1-2
1º Lyon, 12; 2º Betis, 9; 3º Guimarães, 5; 4º Rijeka, 4
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Real Sociedad – Bayer Leverkusen – 0-1
Manchester United – Shakhtar Donetsk – 1-0
1º Manchester United, 14; 2º Bayer Leverkusen, 10; 3º Shakhtar Donetsk, 8; 4º Real Sociedad, 1
Grupo B
København – Real Madrid – 0-2
Galatasaray – Juventus – 1-0
1º Real Madrid, 16; 2º Galatasaray, 7; 3º Juventus, 6; 4º København, 4
Grupo C
Olympiakos – Anderlecht – 3-1
Benfica – Paris St.-Germain – 2-1
1º Paris St.-Germain, 13, 2º Olympiakos, 10; 3º Benfica, 10; 4º Anderlecht, 1
Grupo D
Viktoria Plzeň – CSKA Moskva – 2-1
Bayern – Manchester City – 2-3
1º Bayern, 15; 2º Manchester City, 15; 3º Viktoria Plzeň, 3; 4º CSKA Moskva, 3
Grupo E
Chelsea – Steaua – 1-0
Schalke 04 – Basel – 2-0
1º Chelsea, 12; 2º Schalke 04, 10; 3º Basel, 8; 4º Steaua, 3
Grupo F
Napoli – Arsenal – 2-0
Marseille – B. Dortmund – 1-2
1º B. Dortmund, 12; 2º Arsenal, 12; 3º Napoli, 12; 4º Marseille, 0
Grupo G
At. Madrid – FC Porto – 2-0
Austria Wien – Zenit – 4-1
1º At. Madrid, 16; 2º Zenit, 6; 3º FC Porto, 5; 4º Austria Wien, 5
Grupo H
Barcelona – Celtic – 6-1
AC Milan – Ajax – 0-0
1º Barcelona, 13; 2º AC Milan, 9; 3º Ajax, 8; 4º Celtic, 3
Foram apuradas para os 1/8 Final da Liga dos Campeões dois quartetos, de Inglaterra (Manchester United, Manchester City, Chelsea e Arsenal) e Alemanha (Bayer Leverkusen, Bayern, Schalke 04 e B. Dortmund) – com ambos os países a fazerem o pleno -, um trio de Espanha (Real Madrid, At. Madrid e Barcelona – tendo perdido a Real Sociedad), e, por fim, mais cinco representantes de outros tantos países, AC Milan (de Itália, principal perdedora desta fase, em que foram eliminados a Juventus e o Napoli), Paris St.-Germain (França, tendo o outro representante do hexágono tido a pior prestação de todos os concorrentes, com derrotas em todos os seis jogos disputados), Galatasaray (Turquia), Olympiakos (Grécia) e Zenit (Rússia), estes dois a expensas dos clubes portugueses, que, sendo notoriamente superiores, ficam a dever a si próprios a eliminação da prova.
Transitam para a Liga Europa: Shakhtar Donetsk, Juventus, Benfica, Viktoria Plzeň, Basel, Napoli, FC Porto e Ajax.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Paris St.-Germain
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Sílvio, Ljubomir Fejsa, Nemanja Matić, Enzo Pérez (90m – André Gomes), Lazar Marković (69m – Ivan Cavaleiro), Nico Gaitán (77m – Miralem Sulejmani) e Lima
Paris St.-Germain – Salvatore Sirigu, Kalifa Traoré, Marquinhos, Zoumana Camara, Lucas Digne, Thiago Motta (61m – Blaise Matuidi), Adrien Rabiot, Lucas, Javier Pastore, Jérémy Ménez e Edinson Cavani (61m – Ezequiel Lavezzi)
0-1 – Edinson Cavani – 37m
1-1 – Lima (pen.) – 45m
2-1 – Nico Gaitán – 58m
Cartões amarelos – Maxi Pereira (30m) e Sílvio (87m); Thiago Motta (50m), Jérémy Ménez (70m) e Adrien Rabiot (77m)
Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)
Denotando uma atitude mental, competitiva e física que não tem tido a constância desejada, superando-se a esses vários níveis, a equipa do Benfica realizou esta noite uma excelente exibição, aproveitando também a menor aplicação de um adversário já qualificado e com algumas “poupanças” de jogadores, como foi o caso mais notável de Ibrahimovic, obtendo uma tão justa quão insuficiente vitória.
Insuficiente nos números – à semelhança do que se passara em Atenas, na partida contra o Olympiakos, os dianteiros benfiquistas desperdiçaram inúmeras ocasiões de perigo, tanto procurando colocar a bola, subtraindo-a ao alcance do guardião contrário (depois de uma primeira defesa “afirmativa”), que ela acabava por sair invariavelmente ao lado, mesmo que muito próximo da baliza – e também amargamente insuficiente para o objectivo de apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, numa edição tão mais especial dado o simbolismo de a Final ser disputada no Estádio da Luz.
De facto, procurando ignorar que o seu destino dependia do que o Olympiakos fizesse, o Benfica entrou determinado a fazer a sua parte do contrato, ou seja, garantir a vitória. Com grande intensidade, assumindo o jogo, correndo riscos, ostensivamente remetendo os parisienses à sua defesa, a equipa benfiquista acabaria por vir a ser penalizada num dos raros momentos de desconcentração, com Cavani, muito oportuno, a não desaproveitar a oportunidade que se lhe deparou para inaugurar o marcador.
As notícias que chegavam de Atenas também não eram nada animadoras – o Olympiakos já ganhava por 1-0 – mas nem assim o Benfica se desuniu, mantendo a sua toada de jogo, que seria recompensada, mesmo ao cair do pano do primeiro tempo, com o golo do empate, obtido por Lima, na conversão irrepreensível de uma grande penalidade, a sancionar uma falta grosseira (e perigosa, dado ter-se tratado de uma cabeçada no jogador português) cometida sobre Sílvio, após uma magnífica simulação, a procurar tirar o adversário do seu caminho.
Entretanto, o Anderlecht empatara o jogo em Atenas; porém, logo a abrir a segunda parte, ficava em desvantagem numérica, reduzido a dez elementos, por expulsão. Até que, aos 58 minutos, Saviola, que, depois de ter inaugurado o marcador, falhara já uma grande penalidade, recolocava o Olympiakos em vantagem.
Com a dificuldade acrescida de ter de “jogar simultaneamente em dois campos”, com os “pés” na Luz e a “cabeça” em Atenas, a equipa portuguesa, muito motivada e altamente envolvida no jogo, prosseguia a sua bela exibição, com elementos a atingir elevada craveira, como os casos particulares de Matić, Enzo Pérez ou Gaitán. E, praticamente ao mesmo tempo do segundo golo dos gregos, o Benfica replicava o resultado, fazendo também o 2-1 a seu favor.
Até final, a tendência do jogo não se alteraria significativamente (o Paris St.-Germain teria uma flagrante ocasião de golo, com a bola a cruzar toda a linha de baliza, e a sair rente ao poste mais distante, num grande calafrio), mas foi sempre o Benfica a dar sinal mais.
Entretanto, num jogo completamente atípico, em Atenas, o Olympiakos beneficiava – e desperdiçava – de uma segunda grande penalidade (aos 71 minutos). Já depois de uma fase de grande pressão do Anderlecht, com os gregos remetidos à defesa… e ao contra-ataque, aos 88 minutos, o Olympiakos ficaria a jogar contra nove, assim sentenciando as aspirações dos belgas (e dos portugueses). Mas a história não ficaria por aqui: já em período de descontos, e com as substituições já esgotadas, surgiria a terceira grande penalidade a favor da equipa grega, e a terceira expulsão, desta vez com o guarda-redes do Anderlecht (que defendera as duas anteriores), a ser substituído por um improvisado guardião, que não conseguiria evitar o 3-1 para o Olympiakos.
No Estádio da Luz, o Benfica despedia-se ingloriamente da Liga dos Campeões, severamente penalizado pela fraca exibição no jogo em casa com esta formação da Grécia, e pela infelicidade e falta de eficácia manifestadas em Atenas; numa cruel ironia, os seus antigos jogadores Roberto (em particular nesse jogo Olympiakos-Benfica) e Saviola (com os dois golos hoje apontados) teriam acção determinante nesta eliminação benfiquista, que, uma vez mais, terá de procurar alguma consolo na Liga Europa.
U. Tomar – Centenário (X)
(“O Templário”, 05.12.2013)
Tendo regressado à I Divisão Distrital em 1958, o União de Tomar demoraria três anos até conseguir, pela primeira vez na sua história, apurar-se para o Campeonato Nacional da III Divisão, o que alcançaria na época de 1960-61, na sequência do 5.º lugar obtido no Distrital (atrás dos então “quatro grandes” do Distrito, Tramagal, Torres Novas, “Os Leões” de Santarém e Coruchense).
Tal como sucedera, vinte anos antes, na temporada de 1940-41 – então na estreia do clube no Campeonato Nacional da II Divisão –, o União teria uma excelente estreia no Nacional da III Divisão, a 15 de Janeiro de 1961, indo vencer a Coruche, por 4-3, num jogo frenético, alcançando o golo da vitória a dois minutos do fim, depois de a equipa Coruchense por três vezes ter estado em vantagem, com os dois últimos tentos a serem apontados por Eduardo Corona, antiga glória do Benfica, integrante da equipa que venceu a Taça Latina de 1949-50.
Mas, chegados a este patamar, seria necessário porfiar ainda, ao longo de cinco anos, para, enfim, a turma unionista conquistar um título de Campeão Nacional, matéria para uma próxima coluna. Antes disso, também na época de 1964-65, o União reconquistaria o título de Campeão Distrital. O calendário da prova ditara como adversário, para a antepenúltima ronda, o Alferrarede, que fora derrotado em Tomar com uma concludente goleada (8-1). E, naturalmente, com margem substancialmente mais reduzida, os “rubro-negros” voltariam a vencer:
«Dentro do critério que ultimamente vem utilizando, o União ganhou mais um encontro, fazendo uma exibição calma e sem preocupações no resultado.
O resultado de 2-0 é justo na medida em que o União, sem qualquer problema de classificação, se preocupou apenas com a vitória, actuando os jogadores em descontracção absoluta.»(1)
Em paralelo, a formação do Matrena era derrotada, em Santa Cita, pelo Tramagal, passando ambas estas equipas a registar um atraso de cinco pontos face ao guia. Assim, a 7 de Março de 1965, culminando uma bela campanha, o União de Tomar confirmava matematicamente a conquista do título – o terceiro do seu historial, no principal escalão do futebol distrital, depois dos títulos de Campeão Provincial alcançados nas já distantes épocas de 1941-42 e 1942-43:
«Se é certo que a vitória da equipa tomarense, mercê de uma carreira a todos os títulos brilhante no Campeonato Distrital era aguardada como consequência lógica de uma superioridade demonstrada em todo o Campeonato, a verdade é que beneficiando da derrota da Matrena, o União aumentou para cinco pontos o seu avanço sobre o segundo classificado, a duas jornadas do fim sagrando-se campeão mais cedo do que esperava.»(2)
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O pulsar do campeonato – Taça Ribatejo – 2ª jornada
(“O Templário”, 05.12.2013)
Os campeonatos distritais registaram mais um breve interregno, para disputa da segunda ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo, em que os principais destaques vão para a goleada do Assentis frente ao Goleganense (6-0) e, uma vez mais, em “maré alta” goleadora, para o categórico triunfo do União de Tomar em Pernes, perante o Atlético local, por 5-0.
Curiosamente, os Empregados do Comércio, que haviam sido vítimas da turma unionista na derradeira jornada do campeonato, “desforraram-se”, num derby muito especial, na cidade de Santarém, goleando por 4-0 o U. Santarém! O que, paralelamente, proporciona desde já àquele grupo escalabitano, a par das formações do Amiense, At. Ouriense, Assentis e Mação, matematicamente, a garantia do apuramento para os 1/8 Final.
De facto, tendo o Amiense batido a U. Abrantina (no único confronto entre equipas primodivisionárias) por 4-2, o At. Ouriense vencido na Sabacheira por 3-0 e o Mação derrotado o Mindense (2-0), todas as equipas antes mencionadas – tendo registado duas vitórias nas duas jornadas iniciais, somando portanto os correspondentes seis pontos –, serão vencedoras das respectivas séries (situação já confirmada pelo Amiense e pelos Empregados do Comércio), ou, no pior dos cenários, serão sempre um dos seis melhores segundos classificados.
Ao invés, estão já virtualmente eliminadas as formações da Sabacheira, Mindense, Goleganense, Atalaiense, At. Pernes, Rio Maior e Vale da Pedra, pelo que os restantes 22 clubes disputarão na última ronda desta fase inicial, a 29 de Dezembro, as onze vagas ainda em aberto.
Dos jogos disputados no passado fim-de-semana, saliência ainda para a dificuldade com que o líder da I Divisão Distrital, Torres Novas, venceu frente ao Atalaiense, por tangencial margem de 2-1, tendo de discutir com o Pego, na derradeira jornada, o apuramento (sendo que o empate deverá permitir a qualificação de ambas as equipas); assim como para a vitória pela diferença mínima (1-0) do Fazendense sobre o Barrosense; para além do triunfo, também por 2-1, da U. Chamusca sobre o Moçarriense; com o Cartaxo a não ir além do empate a duas bolas no Porto Alto. Os restantes encontros tiveram os seguintes desfechos: Ferreira Zêzere-Caxarias, 0-0; Samora Correia-Rio Maior, 2-0; U. Almeirim-Pontével, 0-0; e Muge-Vale da Pedra, 3-2.
Em relação ao União de Tomar, com a concludente vitória averbada, encontra-se em posição privilegiada para alcançar o apuramento para os 1/8 Final, para o que lhe deverá bastar o empate em casa com o Alferrarede, na partida que resta disputar na respectiva série de qualificação.
O Campeonato Nacional de Seniores não teve, ao contrário, qualquer pausa, tendo-se realizado já a 11.ª jornada, uma ronda muito negativa para as equipas do Distrito de Santarém, acumulando três desaires: o Alcanenense, perdendo 0-1 na Lourinhã; o Fátima, batido em casa, no derradeiro minuto, pelo Torreense, por 2-3; e, o Riachense, pese embora a “chicotada psicológica”, com Paulo Costa a substituir Pedro Monserrate no comando técnico da equipa, não evitou nova derrota (a nona, em onze jogos), perdendo em casa, com o Carregado, por 0-2.
A formação de Alcanena, apesar deste resultado (apenas a segunda derrota sofrida) mantém-se no 2.º posto, que continua a partilhar com o U. Leiria (também derrotado nesta jornada, em casa, pelo Portomosense, num desfecho surpreendente), mas agora ambos a seis pontos do guia, Mafra. O Fátima continua a ser 4.º, mas agora com apenas sete pontos de vantagem sobre o antepenúltimo; enquanto o grupo de Riachos está mais distante do penúltimo (a turma de Porto de Mós), já a seis pontos.
Antes de perspectivar a próxima jornada do Distrital, e tendo por mote as goleadas do União de Tomar nas suas duas últimas partidas, aqui fica o registo da memória dos mais volumosos resultados obtidos em todo o historial unionista: 13-1 frente ao Alcanenense (1942); 11-1 com o Tramagal (Taça de Honra de 1971); 10-0 perante o Operário de Tomar (Liga Tomarense, em 1925); 10-0 ao Vitória de Lisboa (1965); 9-0 com a Ac. Santarém (1942); 10-2 ante o Sporting de Tomar (1943); 9-1 face ao Condestável (Taça de Portugal, em 1977); 8-0 contra o Operário Vilafranquense (1943); 8-0 ao U. Almeirim (1963); 8-0 perante o Atouguiense (1982); 8-0 aos Empregados do Comércio (na semana passada, na tal maior goleada fora de casa); 8-1 ao Alferrarede (1964); 8-1 frente ao Beira-Mar (1973, na maior goleada obtida na I Divisão Nacional); e 8-1 com o At. Ouriense (Taça Ribatejo, em 1986).
Neste fim-de-semana, na retoma dos campeonatos distritais, as equipas do topo da classificação enfrentam tarefas árduas, com destaque para as duas partidas em que se defrontam quatro dos actuais cinco primeiros classificados (Torres Novas-At. Ouriense e Pontével-Fazendense); mas também o Amiense terá um difícil teste, na deslocação a Benavente.
Nos restantes desafios, o União de Tomar, em fase muito afirmativa a nível de golos – e registando, por outro lado, três encontros sucessivos sem sofrer qualquer tento –, recebe a visita do Cartaxo, esperando-se que, serenamente, possa confirmar o favoritismo que no momento actual se lhe reconhece. O Mação é também favorito na recepção à formação da U. Chamusca; de tendência mais repartida poderão ser os prélios entre U. Abrantina e Coruchense, por um lado, e, por outro, entre Assentiz e Empregados do Comércio, pressupondo que a turma da capital do Distrito terá já recuperado do desaire frente aos tomarenses, como parece decorrer da categórica vitória obtida na Taça do Ribatejo.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Dezembro de 2013)
Sorteio – Mundial 2014

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Itália Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H
Suíça
Argentina
Alemanha
Bélgica
Equador
Bósnia-Herz
Portugal
Argélia
França
Irão
Ghana
Rússia
Honduras
Nigéria
EUA
Coreia Sul
Portugal jogará a sua partida de estreia na Fase Final do Mundial, a 16 de Junho, em Salvador, frente à Alemanha (13 horas locais, 17 horas em Portugal); defrontará de seguida, a 22 de Junho, em Manaus, a selecção dos EUA (18 horas locais, 23 horas em Portugal); e, a concluir o grupo de apuramento, a 26 de Junho, em Brasília, jogará com o Ghana (13 horas locais, 17 horas em Portugal continental).
O jogo de abertura do Mundial, a 12 de Junho, disputa-se entre o país anfitrião, Brasil, e a Croácia, em São Paulo (17 horas locais, 21 horas em Portugal).


























