Grandes clássicos das competições europeias – (13) Barcelona – Inter

Barcelona Internazionale

 Época Prova Ronda       1.ª Mão                2.ª mão
1958-60 TCF   1/4  Barcelona-Inter  4-0   Inter-Barcelona  2-4
1969-70 TCF   1/8  Barcelona-Inter  1-2   Inter-Barcelona  1-1
2002-03 LCE  Grupo Barcelona-Inter  3-0   Inter-Barcelona  0-0
2009-10 LCE  Grupo Inter-Barcelona  0-0   Barcelona-Inter  2-0
2009-10 LCE   1/2  Inter-Barcelona  3-1   Barcelona-Inter  1-0
2018-19 LCE  Grupo Barcelona-Inter  2-0   Inter-Barcelona  1-1
2019-20 LCE  Grupo Barcelona-Inter  2-1   Inter-Barcelona  1-2

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Barcelona - Internazionale         14    8    4    2   24 – 11

É uma história longa, já de 60 anos – tendo-se disputado, em Maio e em Setembro de 1959, os primeiros jogos entre ambos -, a da rivalidade entre entre estes dois colossos do futebol europeu, com o Barcelona, com dois triunfos (goleando na Catalunha, e somando um agregado de 8-2 na eliminatória), a avançar então para as meias-finais da segunda edição (1958-60) da Taça das Cidades com Feiras, troféu que viria a revalidar, após a vitória na estreia desta competição (1955-58).

Para além do claro domínio do Barcelona (oito vitórias a duas e um “score” global de 24-11), ressalta ainda o relativamente escasso número de golos marcados pelo Inter – tendo ficado “em branco” em metade dos 14 jogos realizados.

Anota-se também a particularidade de os dois clubes se terem enfrentado por quatro vezes na época de 2009-10, com o Inter – então sob o comando técnico de José Mourinho – a “rectificar” o balanço da fase de grupos, vencendo a eliminatória correspondente às meias-finais, antes de bater, na Final, no “Santiago Bernabéu”, em Madrid, o Bayern, para se sagrar Campeão Europeu pela 3.ª vez no seu historial.

Nessa eliminatória de boa memória para os nerazzurri, depois de vencer, em Milão, por 3-1 (numa partida arbitrada por Olegário Benquerença), tendo inclusivamente operado reviravolta no marcador, o Inter conseguiu, na 2.ª mão – reduzido a dez elementos durante mais de uma hora, por expulsão de Thiago Motta – aguentar o nulo em “Camp Nou” praticamente até aos cinco minutos finais, vindo a consentir um único golo, insuficiente para que o Barcelona (liderado por Pep Guardiola) evitasse ser afastado da prova.

Nas outras ocasiões em que se haviam encontrado na fase de grupos da Liga dos Campeões – em 2002-03 e, precisamente, na época passada -, o Inter alcançou as meias-finais no primeiro caso (eliminado pelo AC Milan, que viria a conquistar o troféu), quedando-se o Barcelona pelos 1/4 de final (superado pelo outro finalista, Juventus); na última temporada, o Inter não foi além dessa fase de grupos (3.º classificado, atrás do Barcelona e do Tottenham), enquanto os catalães veriam o seu percurso interrompido nas meias-finais (com a incrível goleada de 4-0 sofrida ante o actual Campeão Europeu, Liverpool, depois da vitória por 3-0, averbada na 1.ª mão).

Por capricho do sorteio, Barcelona e Inter reencontraram-se já na fase de grupos da presente época – a última vez, ontem mesmo -, repetindo os duelos do ano passado. O Inter praticamente entrou a ganhar em Camp Nou, onde, ao 5.º jogo aí disputado no âmbito da Liga dos Campeões, marcou pela primeira vez, mas não conseguiria evitar a reviravolta no marcador por parte do Barcelona. A repetição da vitória do Barcelona, em Milão, traduziu-se no afastamento do clube italiano da Liga dos Campeões, superado pelos catalães e pelo Borussia Dortmund.

11 Dezembro, 2019 at 7:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 6ª jornada – Benfica – Zenit

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Tomás Tavares, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi”, Adel Taarabt, Gabriel Pires (81m – Andreas Samaris), Franco Cervi (81m – Haris Seferović), Francisco “Chiquinho” Machado e Carlos Vinicius (89m – Caio Lucas)

Zenit S. PetersburgoZenit S. Petersburgo – Mikhail Kerzhakov, Yordan Osorio, Branislav Ivanović, Douglas Santos, Vyacheslav Karavaev, Aleksandr Erokhin (66m – Aleksei Sutormin), Wílmar Barrios, Magomed Ozdoev (60m – Igor Smolnikov), Oleg Shatov (89m – Róbert Mak), Sardar Azmoun e Artem Dzyuba

1-0 – Franco Cervi – 47m
2-0 – Luís Fernandes “Pizzi” (pen.) – 60m
3-0 – Sardar Azmoun (p.b.) – 79m

Cartões amarelos – Gabriel Pires (19m); Douglas Santos (17m), Magomed Ozdoev (43m) e Aleksandr Erokhin (55m)

Cartão vermelho – Douglas Santos (56m)

Árbitro – Antonio Mateu Lahoz (Espanha)

Não se afigurava linear o apuramento do Benfica para a Liga Europa, uma vez que pressupunha uma vitória por 2-0, ou, alternativamente, por três (ou mais) golos de diferença, de modo a não ficar dependente de uma derrota caseira do Lyon (caso em que bastaria o triunfo benfiquista, por qualquer margem).

E, não obstante, até começaram cedo a chegar boas notícias de Lyon, com o RB Leipzig a inaugurar o marcador logo aos 9 minutos, vantagem que viria a consolidar pouco depois da meia hora… O caminho da formação portuguesa parecia, por essa via, “atapetado”: um golo prometia, então, poder chegar para garantir o objectivo.

Dentro de campo, algo alheia ao que se ia passando em Lyon, a equipa do Benfica – personalizada e confiante como ainda não se tinha visto na presente edição da prova –  assumiu, logo desde início, a iniciativa do jogo, que viria a dominar, de princípio a fim.

O primeiro sinal de inconformismo seria dado, apenas com três minutos jogados, por Taarabt, rematando ainda fora da área. Mas, com a equipa do Zenit aglomerada no seu meio-campo, na expectativa do erro do adversário, o golo tardava em chegar, apesar dos esforços benfiquistas, na tentativa de desbloquear o marcador.

Sem se deixar abater animicamente, o Benfica regressou para a segunda parte a grande ritmo, tendo então a felicidade de chegar ao golo logo aos dois minutos, com um oportuno Cervi, sem dificuldade, a empurrar a bola para a baliza, a solicitação de Pizzi.

Mantendo-se o resultado de Lyon, o Zenit continuava em posição de apuramento para a fase seguinte da “Liga dos Campeões”, com o clube francês a cair para o último posto do grupo, por troca com o Benfica.

Pelo que se torna algo difícil compreender o desnorte então evidenciado pela equipa russa, primeiro, com Erokhin, depois de ludibriado por Taarabt, a recorrer a uma “placagem”, para, no minuto imediato, ser Douglas Santos a interceptar a bola com o braço, na sua grande área, o que lhe valeu segundo amarelo e consequente expulsão, a par da grande penalidade, de que resultou o segundo golo benfiquista, numa boa conversão de Pizzi, a enganar Kerzhakov.

Tudo corria “sobre rodas”, pese embora o Lyon tivesse já, entretanto, reduzido a desvantagem ante o RB Leipzig para 1-2.

O Benfica aproveitava a desorientação do Zenit para ir em busca de um terceiro golo,  tendo mesmo desperdiçado um par de flagrantes oportunidades, mas, num lance de contra-ataque, viria ainda a sofrer um calafrio, quando Azmoun, com um remate muito perigoso, proporcionou a Vlachodimos a defesa da noite, com uma excelente estirada.

No lance imediato, Carlos Vinicius, isolado frente ao guardião contrário, não foi eficaz, permitindo a defesa para canto, de cuja conversão, surgiria, num corte desastrado, também de Azmoun, o terceiro golo benfiquista.

Faltavam pouco mais de dez minutos e a missão do Benfica parecia cumprida na perfeição. Mas tal sentimento de tranquilidade não duraria cinco minutos, altura em que o Lyon empatava o seu jogo com o RB Leipzig (entrando assim em posição de apuramento, trocando com o Zenit, então relegado para o 4.º lugar do grupo); um golo sofrido poderia significar a eliminação do Benfica…

No entretanto – entre o terceiro golo benfiquista e o segundo do Lyon -, Bruno Lage optara já por reforçar o meio-campo, com a entrada de Samaris, trocando, em paralelo, Cervi por Seferović, procurando, desta forma, explorar a (que passava a ser necessária) assumpção de risco por parte dos russos.

Porém, reduzida a dez elementos, algo atordoada pelo que se estava a passar (quer na Luz, quer em Lyon), a turma do Zenit não conseguiria, nesses dez minutos finais, provocar qualquer efectivo perigo para a baliza portuguesa.

Mesmo acabando por ter de sofrer nesses minutos derradeiros – perante a ameaça que subsistia de poder eventualmente sofrer um golo nalgum lance de bola parada, ou ressalto fortuito -, o Benfica fecharia a sua presença nesta edição da “Liga dos Campeões” com a sua melhor exibição e um categórico triunfo por 3-0 sobre o líder destacado do campeonato russo (dez pontos de vantagem sobre o 2.º classificado, Krasnodar, a onze jornadas do fim), garantindo assim, por mérito próprio, não dependente de terceiros, a qualificação para a Liga Europa.

Num balanço final, num grupo equilibrado como se antevia que este seria, o que se veio a confirmar, é inevitável a sensação de que o apuramento para os 1/8 de final da “Champions” estava perfeitamente ao alcance, tendo acabado por ficar à “mão de semear”, não fossem, em última instância, os dois golos consentidos na fase final do jogo de Leipzig…

10 Dezembro, 2019 at 10:52 pm Deixe um comentário

Grandes clássicos das competições europeias – (14) Barcelona – Juventus

Barcelona Juventus

 Época Prova Ronda       1.ª Mão               2.ª mão
1970-71 TCF   1/16 Barcelona-Juvent. 1-2 Juvent.-Barcelona 2-1
1985-86 TCE   1/4  Barcelona-Juvent. 1-0 Juvent.-Barcelona 1-1
1990-91 TVT   1/2  Barcelona-Juvent. 3-1 Juvent.-Barcelona 1-0
2002-03 LCE   1/4  Juvent.-Barcelona 1-1 Barcelona-Juvent. 1-2
2014-15 LCE  Final Barcelona-Juvent. 3-1 (Est. Olímp. Berlim)
2016-17 LCE   1/4  Juvent.-Barcelona 3-0 Barcelona-Juvent. 0-0
2017-18 LCE  Grupo Barcelona-Juvent. 3-0 Juvent.-Barcelona 0-0

      Balanço global                J    V    E    D   GM   GS
Barcelona - Juventus               13    4    4    5   15 – 14

Num confronto de extremo equilíbrio, regista-se uma ligeira superioridade da Juventus em termos de vitórias, pese embora o “score” global lhe seja desfavorável.

Os dois clubes defrontaram-se na Final da Liga dos Campeões de 2014-15, com triunfo do Barcelona, que conquistou então o seu 5.º título de Campeão Europeu (último, até à data), culminando a época de estreia de Luís Enrique no banco, coincidindo igualmente com o último jogo do “maestro”, Xavi, pela equipa catalã.

Nos embates a eliminar, a Juventus seguiu em frente por três vezes (tendo inclusivamente ganho os jogos das duas mãos na Taça das Cidades com Feiras, em 1970-71), face a apenas duas eliminatórias ganhas pelo Barcelona (em 1985-86 e em 1990-91).

Naquela que foi a derradeira edição da Taça das Cidades com Feiras (1970-71), a formação italiana superaria ainda os húngaros do Pécsi, o Twente e o Köln, vindo contudo a perder a Final, ante o Leeds United (com duas igualdades, a dois golos em Turim, e 1-1 em Leeds).

Em 1986, o Barcelona eliminaria, nas meias-finais da Taça dos Campeões Europeus, o Göteborg (no desempate da marca de grande penalidade, após duas vitórias caseiras por 3-0), acabando por ter uma das maiores desilusões da sua história (tendo adiado, ainda por mais alguns anos, a conquista do seu primeiro título de Campeão europeu) ao perder a Final, disputada em Sevilha, ante o Steaua… no desempate da marca de grande penalidade (não tendo conseguido bater o guardião Helmuth Ducadam uma única vez!).

Melhor não seria a sorte dos catalães em 1991, tendo perdido também a Final da Taça das Taças, ante o Manchester United.

Em 2002-03, nos 1/4 de final da Liga dos Campeões, o empate averbado em Turim (golo de Saviola) parecia conferir vantagem aos catalães; porém, na 2.ª mão, depois de ter começado por inaugurar o marcador, e apesar de se ter visto reduzida a dez unidades (por expulsão de Edgar Davids), a “Vecchia Signora” forçaria ainda o prolongamento, período no qual viria mesmo a superiorizar-se, com Buffon em grande evidência. O grupo então comandado por Marcello Lippi viria contudo a perder igualmente a Final, ante o AC Milan… no desempate da marca de grande penalidade.

Em 2016-17, o triunfo dos transalpinos seria ainda mais concludente, ganhando por 3-0 em Turim, o que, praticamente, definiu o desfecho da eliminatória. Porém, como que numa espécie de “maldição” associada aos embates entre Barcelona e Juventus – e depois de terem ultrapassado o Monaco nas 1/2 finais -, os italianos voltariam a ser batidos na Final, derrotados pelo Real Madrid por categórica marca de 4-1, no que corresponde já à sétima final da Taça / Liga dos Campeões perdida pela Juventus, um “record” destacado (face a cinco finais perdidas por Bayern e Benfica).

Registe-se ainda a curiosidade de o Barcelona nunca ter conseguido ganhar na 2.ª mão  / 2.ª volta (sendo que jogou quatro vezes em terreno alheio e apenas duas em casa).

Por uma única vez estes dois emblemas integraram o mesmo grupo da Liga dos Campeões, há duas temporadas. Nessa ocasião, a turma da Catalunha “retribuiria” o 3-0 com que fora brindada na época imediatamente precedente, em partida disputada apenas cinco meses antes.

Os dois clubes prosseguiriam para a fase a eliminar (à frente do Sporting, 3.º classificado do grupo): a Juventus eliminaria ainda o Tottenham, antes de ser afastada nos 1/4 de final pelo Real Madrid, futuro vencedor da prova; quanto ao Barcelona, depois de ultrapassar o Chelsea, permitiria à Roma uma inesperada reviravolta (perdendo 0-3 em Itália, desperdiçando a vantagem de 4-1 obtida em Camp Nou), caindo, pois, naquela mesma eliminatória.

10 Dezembro, 2019 at 7:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 12ª Jornada

O pulsar do campeonato - 2019-20 - 12jornada

(“O Templário”, 05.12.2019)

Com o líder, U. Almeirim, a ampliar a sua histórica série de vitórias para doze, enquanto o U. Tomar ganhou todos os seus últimos sete jogos frente aos restantes adversários, seguindo o Corcuchense com quatro triunfos sucessivos, tal traduz também o desequilíbrio que vem caracterizando este campeonato, bastante partido (já com nove pontos de diferença entre o 6.º e o 9.º lugares; e, em paralelo, com oito pontos entre esse 9.º classificado e a “linha de água”).

Destaques – O principal sublinhado da 12.ª jornada vai para a vitória averbada pelo U. Tomar em Amiais de Baixo, no regresso a casa da equipa do Amiense, tendo inaugurado novo relvado sintético no Campo da Azenha, num significativo investimento na melhoria das infra-estruturas.

Com uma entrada forte em campo, a turma da casa dominou na metade inicial do primeiro tempo, não concedendo espaço aos tomarenses, que tiveram, nessa fase, de ser bastante solidários, para salvaguardar a sua baliza. Revelando grande maturidade, os unionistas, foram, desta feita, eficazes, inaugurando o marcador numa das primeiras ocasiões de que beneficiaram, com Wemerson Silva a apontar o seu 50.º golo ao serviço do U. Tomar – o que, em paralelo, com os 40 tentos marcados na I Divisão Distrital, lhe proporciona igualar Bernardino (que alinhou pelos nabantinos no final da década de 80) como o melhor marcador do clube neste escalão.

Na segunda parte o Amiense voltou a procurar assumir a iniciativa, mas sem criar efectivas oportunidades de golo, perante uma bem organizada equipa tomarense, que ampliaria ainda a vantagem para 2-0, assim confirmando um importante triunfo, numa envolvente muito difícil.

Também digna de realce é, naturalmente, a vitória (2-0) do Coruchense sobre o Fazendense, colocando termo a um ciclo de três triunfos da formação das Fazendas, um desfecho que, possibilitando ainda o subsistir das esperanças do grupo do Sorraia, afasta o adversário de um eventual cenário de poder vir a discutir o lugar do topo da tabela.

E isto porque um imparável U. Almeirim cumpriu cabalmente o seu papel de comandante, batendo por convincente 3-1 o Mação (equipa que, tal como o Fazendense, vinha em crescendo, igualmente com vitórias nos três desafios anteriores), tendo voltado a beneficiar de novos deslizes de alguns dos mais próximos contendores (Fazendense e Cartaxo, no caso) para ampliar, já para treze pontos, o diferencial face a esse duo, que reparte agora a 5.ª posição.

Por fim, ainda uma nota para o regresso às vitórias do Abrantes e Benfica (agora 4.º classificado, a dez pontos do guia), ganhando na Moçarria por 2-0, no que constitui já o sexto desaire consecutivo do “lanterna vermelha”, Moçarriense.

Surpresa – A grande surpresa da jornada chegou precisamente do Cartaxo, onde os locais não conseguiram superiorizar-se ao Rio Maior, não tendo ido além da igualdade a um golo, vendo-se, desde já, praticamente forçados a abdicar da candidatura ao título assumida no início da época.

Confirmações – Nas outras três partidas os resultados confirmaram as expectativas, sendo, porém, de notar as dificuldades sentidas pelo Torres Novas para se impor (por tangencial 2-1) no “derby”, ante um Riachense que procura libertar-se dos lugares indesejados da cauda da tabela.

Em Ferreira do Zêzere, num encontro entre duas equipas de forças equilibradas, que dão passos seguros a caminho da tranquilidade, o Samora Correia impôs um empate a duas bolas, tendo inclusivamente chegado a dispor de vantagem no marcador.

Por fim, a formação da Glória do Ribatejo obteve um bom resultado (2-1) frente a um rival directo na disputa pela manutenção, o Pego, que não conseguiu, pois, dar sequência ao resultado positivo da semana anterior.

II Divisão Distrital – O Alcanenense parece atravessar período de menor fulgor, tendo empatado no terreno da Ortiga, também a dois golos, tendo agora o Tramagal (que goleou a U. Atalaiense por 5-2) a um escasso ponto, sendo que os tramagalenses têm um jogo disputado a menos. A equipa “B” do U. Tomar, assim como o novo clube do Entroncamento prosseguem a contenda pelo 3.º lugar, ambos também com robustas goleadas (6-1 no caso dos tomarenses, em Abrantes; 7-2 pela equipa ferroviária, recebendo também a equipa “B” do Ferreira do Zêzere).

A Sul, os líderes, Pontével e Marinhais, obtiveram boas vitórias em terreno alheio, respectivamente em Benavente (2-1) e no Porto Alto (1-0), consolidando a posição que ocupam, agora já com cinco pontos de vantagem sobre Espinheirense (batido na Golegã) e Forense (que ganhou 4-2 em Benfica do Ribatejo).

Campeonato de Portugal – Tal como se antecipava a 12.ª ronda foi bem positiva para os clubes do Distrito, com dois importantes triunfos: o Fátima, por difícil 3-2, ante o Torreense; o U. Santarém, por 3-1, na recepção ao V. Sernache.

Os fatimenses integram agora o quarteto que partilha o 3.º ao 6.º lugar, somente a dois pontos do Beira-Mar (2.º), mas, por outro lado, apenas com uma margem de cinco pontos sobre a “linha de água”; por seu lado os escalabitanos subiram ao 12.º lugar, somente um ponto acima de tal linha.

Antevisão – Na próxima jornada do Distrital da I Divisão os três emblemas da frente terão tarefas de grau de dificuldade diferenciado, mas em que não poderão desconcentrar-se, sob risco de poderem vir a ceder pontos: o U. Almeirim desloca-se ao Pego, sendo claro favorito, mas tendo, claro, de confirmar tal favoritismo dentro de campo; o jogo grande da ronda está agendado para Tomar, opondo U. Tomar e Cartaxo, um teste de exigência máxima para as duas formações; quanto ao Coruchense, não esperará decerto facilidades na visita a Rio Maior.

Na II Divisão, destacam-se os seguintes embates: uma cimeira de líderes, no Alcanenense-Tramagal; o U. Tomar “B”-Entroncamento AC; e o Espinheirense-Benavente.

No Campeonato de Portugal, as equipas do Distrito terão saídas difíceis, mas em que será possível regressar a casa com pontos: o Fátima viaja até a Anadia (8.º); o U. Santarém visita a Marinha Grande, para defrontar o 9.º classificado, Marinhense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Dezembro de 2019)

8 Dezembro, 2019 at 11:00 am Deixe um comentário

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – 2019

Completou-se hoje a edição de 2019 do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, com o britânico Lewis Hamilton a sagrar-se Campeão do Mundo pela sexta vez, depois dos títulos conquistados em 2008, 2014, 2015, 2017 e 2018 – superando assim o palmarés do mítico Juan Manuel Fangio, aproximando-se do “record” de Michael Schumacher (7 títulos).

Ao longo desta temporada, o campeão venceu 11 Grandes Prémios (repetindo o registo do ano passado) – passando a totalizar 84 triunfos, marca também apenas ultrapassada por Schumacher (91 vitórias) -, face a 4 triunfos de Valtteri Bottas, 3 de Max Verstappen, 2 de Charles Leclerc e 1 de Sebastian Vettel.

Classificação Final do Mundial de Pilotos:

1º Lewis Hamilton (Grã-Bretanha) – Mercedes – 413
2º Valtteri Bottas (Finlândia) – Mercedes – 326
Max Verstappen (Holanda) – Red Bull Racing-Honda – 278
4º Charles Leclerc (Mónaco) – Ferrari – 264
5º Sebastian Vettel (Alemanha) – Ferrari – 240
6º Carlos Sainz (Espanha) – McLaren-Renault – 96
7º Pierre Gasly (França) – Scuderia Toro Rosso-Honda – 95
8º Alexander Albon (Tailândia) – Red Bull Racing-Honda – 92
9º Daniel Ricciardo (Austrália) – Renault – 54
10º Sergio Perez (México) – Racing Point-BWT Mercedes  – 52
11º Lando Norris (Grã-Bretanha) – McLaren-Renault – 49
12º Kimi Räikkönen (Finlândia) – Alfa Romeo Racing-Ferrari – 43
13º Daniil Kvyat (Rússia) – Scuderia Toro Rosso-Honda – 37
14º Nico Hulkenberg (Alemanha) – Renault – 37
15º Lance Stroll (Canadá) – Racing Point-BWT Mercedes  – 21
16º Kevin Magnussen (Dinamarca) – Haas-Ferrari – 20
17º Antonio Giovinazzi (Itália) – Alfa Romeo Racing-Ferrari – 14
18º Romain Grosjean (França) – Haas-Ferrari – 8
19º Robert Kubica (Polónia) – Williams-Mercedes – 1

Classificação do Mundial de Construtores:

1º Mercedes – 739
2º Ferrari – 504
3º Red Bull Racing-Honda – 417
4º McLaren-Renault – 145
5º Renault – 91
6º Scuderia Toro Rosso-Honda – 85
7º Racing Point-BWT Mercedes – 73
8º Alfa Romeo Racing-Ferrari – 57
9º Haas-Ferrari – 28
10º Williams-Mercedes – 1

Nota – Os pontos averbados por Pierre Gasly (63) nos doze primeiros Grandes Prémios da temporada (incluindo 2 “voltas mais rápidas”), foram obtidos em representação da equipa “Red Bull Racing-Honda”; por seu lado, os pontos de Alexander Albon (16), obtidos também nessas doze provas, foram registados em representação da “Scuderia Toro Rosso-Honda” – tendo estes dois pilotos trocado de equipa a partir do Grande Prémio da Bélgica.

É o seguinte o palmarés de Campeões do Mundo: Michael Schumacher (7); Lewis Hamilton (6); Juan Manuel Fangio (5); Alain Prost e Sebastien Vettel (4); Jack Brabham, Jackie Stewart, Niki Lauda, Nelson Piquet e Ayrton Senna (3); Alberto Ascari, Graham Hill, Jim Clark, Emerson Fittipaldi, Mika Häkkinen e Fernando Alonso (2); Giuseppe Farina, Mike Hawthorn, Phil Hill, John Surtees, Denis Hulme, Jochen Rindt, James Hunt, Mario Andretti, Jody Scheckter, Alan Jones, Keke Rosberg, Nigel Mansell, Damon Hill, Jacques Villeneuve, Kimi Räikkönen, Jenson Button e Nico Rosberg (1).

1 Dezembro, 2019 at 10:19 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 11ª Jornada

O pulsar do campeonato - 2019-20 - 11jornada

(“O Templário”, 28.11.2019)

Com o acumular da sucessão triunfal do U. Almeirim a começar a “não ser notícia”, a novidade passa pelas perdas de pontos de Abrantes e Benfica e Cartaxo, que os fazem descolar dos dois primeiros, agora com atrasos já dificilmente recuperáveis face ao líder (dez e onze pontos, respectivamente). Com a prova a avançar para o termo da sua primeira metade parece já imprevisível que o Campeão possa vir a ser outro que não U. Almeirim, U. Tomar ou Coruchense.

Destaques – O principal destaque da 11.ª jornada vai, pois, para a vitória (2-1) do Fazendense sobre o Cartaxo, um desfecho que, paradoxalmente, até nem deveria constituir já motivo de menção especial, dado ter-se tratado do 7.º jogo consecutivo entre ambos os clubes, nas Fazendas de Almeirim, ganho pela equipa da casa (todos os desafios disputados desde a época de 2013-14!). Não obstante, tal resultado proporciona à turma das Fazendas ascender a um excelente 4.º posto, a par da formação abrantina, e um único ponto abaixo do Coruchense.

Apesar de não ser imprevisto, terá de sublinhar-se o 11.º triunfo do U. Almeirim em outros tantos desafios, ainda para mais num campo difícil, frente ao Samora Correia, onde os almeirinenses não tinham conseguido ter sucesso nas três ocasiões em que, na última década, ali se tinham deslocado. Mais, a “facilidade” com que o comandante chegou à vantagem de 3-0, expressa uma consistência que parece difícil de abalar, em nada afectada pelo tento de honra dos visitados.

Merece igualmente realce a vitória (2-0) averbada pelo Amiense em Rio Maior, com o grupo de Amiais de Baixo agora a integrar um quarteto (juntamente com Torres Novas, Samora Correia e Ferreira do Zêzere), a meio da pauta classificativa, a começar a adquirir alguma tranquilidade, decorrente da margem de segurança (sete pontos) de que dispõe em relação à “linha de água”.

Ainda uma nota para o embate entre os dois últimos classificados, Pego e Moçarriense, com os pegachos a alcançarem um triunfo (1-0) que se revelava crucial, reentrando de “pleno direito” na luta pela manutenção, a qual, entretanto, parece circunscrever-se ao quinteto formado por Glória do Ribatejo, Rio Maior, Pego, Riachense e Moçarriense, separados entre si por apenas três pontos.

Surpresa – Atendendo ao desempenho que ambas as equipas vêm apresentando no campeonato, o empate (1-1) averbado pelo Torres Novas em Abrantes, ante o Abrantes e Benfica, não deixa de constituir, pelo menos, uma “meia-surpresa”, considerando que os donos da casa se perfilavam como teóricos favoritos, isto pese embora pareçam vir, paulatinamente, a perder algum “gás”, tendo vencido apenas uma das quatro últimas partidas.

Confirmações – Nos restantes três encontros, os resultados foram os esperados, com o Mação – ganhando, com naturalidade, por 2-0, à formação da Glória do Ribatejo – a ser um dos mais beneficiados desta ronda, tendo somado terceira vitória consecutiva, descolando dos mais próximos perseguidores (já a seis pontos), ao mesmo tempo que se aproxima do pelotão da frente (dista agora apenas três pontos do Cartaxo).

Em Tomar, num reencontro entre dois grupos que se conhecem muito bem, desde técnicos a jogadores, o União, a necessitar vencer para superar o “trauma” do desaire sofrido em Almeirim, não entrou bem no jogo, começando por ser surpreendido pela determinação do bem organizado conjunto de Ferreira do Zêzere, que dificultou sobremaneira a saída para o ataque por parte dos locais, tendo chegado a ameaçar numa ou outra ocasião.

Por curiosidade, em duas semanas seguidas, os tomarenses jogariam em superioridade numérica durante cerca de 70 minutos, o que, desta feita, aproveitaram, para, desde logo, na conversão da grande penalidade decorrente do lance que motivou a expulsão do guarda-redes contrário, inaugurar o marcador. A partir daí, os unionistas controlaram o jogo, tendo insistentemente procurado ampliar a vantagem, o que, perante a notável exibição de um “improvisado” guardião (o treinador de guarda-redes, Pedro Pardal), apenas conseguiriam por uma vez, fixando o “placard” em 2-0, acabando o jogo em toada mais conservadora, minimizando eventuais riscos.

Nos Riachos, perante uma equipa do Riachense que continua a sua “travessia no deserto” – tal como o Moçarriense somou quinta derrota consecutiva –, o Coruchense aproveitou para se impor pela primeira vez em tal reduto, ganhando por 2-0, ascendendo assim à 3.ª posição da tabela.

II Divisão Distrital – O empate (1-1) alcançado pelo Entroncamento AC em Alcanena, mesmo que não lhe traga, no imediato, grandes dividendos a nível pontual, constitui, não obstante, um indicador positivo, de que este novo clube será, a par do líder, Alcanenense, e do Tramagal, um dos principais candidatos a integrar o trio que avançará para a fase final, de disputa do título e da promoção ao principal escalão – isto se o U. Tomar “B”, que prossegue uma boa campanha, tendo vencido o Caxarias por 2-1, não persistir em intrometer-se nos lugares do pódio.

Na série mais a Sul, o Marinhais foi surpreendido, em casa, pelo Benavente, perdendo 0-1, vendo-se igualado no comando pelo Pontével (vitória tangencial, por 1-0, ante o Goleganense), com o Espinheirense (3-0 ao Fazendense “B”) somente a dois pontos… e o Benavente a três.

Antevisão – A próxima jornada do Distrital da I Divisão integra quatro encontros de maior chamariz: desde logo, o U. Almeirim-Mação, em que se defrontam o actual líder isolado, 100% vitorioso, e um anterior Campeão Distrital, relegado do Nacional, mas que vem em crescendo, podendo eventualmente causar surpresa; por seu lado, Coruchense e Fazendense disputam um desafio que assume cariz de grande relevância, principalmente para a turma do Sorraia, “impedida” de perder pontos; em Monsanto, o Amiense, que parece revitalizado, constituirá decerto um difícil obstáculo para o U. Tomar, a solicitar empenho total por parte dos unionistas. Noutro plano, o “derby” Torres Novas-Riachense não deixa de constituir um jogo sempre de interesse, apesar de os torrejanos serem, no contexto actual, claros favoritos à vitória.

No escalão secundário, realce para as seguintes partidas: Ortiga-Alcanenense, Tramagal-U. Atalaiense, Benavente-Pontével e Porto Alto-Marinhais.

Após o interregno para disputa dos 1/16 de final da Taça de Portugal, é retomado o Campeonato de Portugal, com o Fátima, recebendo o Torreense, com o qual partilha o 7.º lugar, a ter boa oportunidade para consolidar a sua posição; também o U. Santarém, que terá a visita do V. Sernache (actual 16.º classificado), poderá somar mais três importantes pontos ao seu pecúlio.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Novembro de 2019)

1 Dezembro, 2019 at 11:00 am Deixe um comentário

Europeu 2020 – Sorteio da Fase Final

Realizou-se hoje o sorteio da Fase Final do Europeu 2020 de Futebol. É a seguinte a constituição dos Grupos:

Grupo A                Grupo B                Grupo C
Itália                 Bélgica                Ucrânia
Suíça                  Rússia                 Holanda
Turquia                Dinamarca              Áustria
País de Gales          Finlândia              Play-off D/A

Grupo D                Grupo E                Grupo F
Inglaterra             Espanha                Alemanha
Croácia                Polónia                França
R. Checa               Suécia                 Portugal
Play-off C             Play-off B             Play-off A/D

Apuram-se para os 1/8 de final os 2 primeiros classificados de cada grupo, assim como os quatro melhores dos 3.º classificados.

Os jogos serão disputados nas seguintes cidades: Baku e Roma (Grupo A); Copenhaga e S. Petersburgo (Grupo B); Amesterdão e Bucareste (Grupo C); Glasgow e Londres (Grupo D); Bilbao e Dublin (Grupo E); Budapeste e Munique (Grupo F).

A selecção de Portugal estreia-se a 16 de Junho, em Budapeste, frente ao apurado do “play-off”; joga com a Alemanha em Munique a 20 de Junho; concluindo a fase de grupos, a 24 de Junho, com a França, novamente em Budapeste.

A quarta selecção do grupo de Portugal sairá do trio Islândia/Bulgária/Hungria, excepto se for a Roménia a ser apurada nesse “Play-off A”, cenário em que os romenos seriam integrados no Grupo C, saindo o adversário de Portugal do lote Geórgia/Bielorrússia/Macedónia do Norte/Kosovo.

Recorde-se que as finais dos “play-off”, a disputar a 31.03.2020, terão o seguinte alinhamento:

Play-off A – Bulgária/Hungria – Islândia/Roménia
Play-off B – Bósnia-Herzegovina/I. Norte – Eslováquia/Irlanda
Play-off C – Noruega/Sérvia – Escócia/Israel
Play-off D – Geórgia/Bielorrússia – Macedónia do Norte/Kosovo

30 Novembro, 2019 at 6:53 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo D
Rosenborg – LASK Linz – 1-2
Sporting – PSV Eindhoven – 4-0

1º Sporting, 12; 2º LASK Linz, 10; 3º PSV Eindhoven, 7; 4º Rosenborg, 0

Grupo F
V. Guimarães – Standard Liège – 1-1
Arsenal – E. Frankfurt – 1-2

1º Arsenal, 10; 2º E. Frankfurt, 9; 3º Standard Liège, 7; 4º V. Guimarães, 2

Grupo G
Feyenoord – Rangers – 2-2
Young Boys – FC Porto – 1-2

1º Rangers, 8; 2º FC Porto e Young Boys, 7; 4º Feyenoord, 5

Grupo K
Sp. Braga – Wolverhampton – 3-3
Beşiktaş – Slovan Bratislava – 2-1

1º Sp. Braga, 11; 2º Wolverhampton, 10; 3º Slovan Bratislava, 4; 4º Beşiktaş, 3

Ainda com uma jornada por disputar, garantiram já o apuramento para os 1/16 de final os seguintes 13 clubes: Sevilla, APOEL, Basel, Sporting, LASK Linz, Celtic, Espanyol, Gent, Wolfsburg, Sp. Braga, Wolverhampton, Manchester United e AZ Alkmaar.
(mais…)

28 Novembro, 2019 at 8:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Real Madrid – Paris St.-Germain – 2-2
Galatasaray – Brugge – 1-1

1º Paris St.-Germain, 13; 2º Real Madrid, 8; 3º Brugge, 3; 4º Galatasaray, 2

Grupo B
Crvena Zvezda – Bayern – 0-6
Tottenham – Olympiakos – 4-2

1º Bayern, 15; 2º Tottenham, 10; 3º Crvena Zvezda, 3; 4º Olympiakos, 1

Grupo C
Atalanta – D. Zagreb – 2-0
Manchester City – Shakhtar Donetsk – 1-1

1º Manchester City, 11; 2º Shakhtar Donetsk, 6; 3º D. Zagreb, 5; 4º Atalanta, 4

Grupo D
Lokomotiv Moskva – Bayer Leverkusen – 0-2
Juventus – At. Madrid – 1-0

1º Juventus, 13; 2º At. Madrid, 7; 3º Bayer Leverkusen, 6; 4º Lokomotiv Moskva, 3

Grupo E
Liverpool – Napoli – 1-1
Genk – RB Salzburg – 1-4

1º Liverpool, 10; 2º Napoli, 9; 3º RB Salzburg, 7; 4º Genk, 1

Grupo F
Barcelona – B. Dortmund – 3-1
Slavia Praha – Inter – 1-3

1º Barcelona, 11; 2º Inter e B. Dortmund, 7; 4º Slavia Praha, 2

Grupo G
Zenit – Lyon – 2-0
RB Leipzig – Benfica – 2-2

1º RB Leipzig, 10; 2º Zenit e Lyon, 7; 4º Benfica, 4

Grupo H
Valencia – Chelsea – 2-2
Lille – Ajax – 0-2

1º Ajax, 10; 2º Valencia e Chelsea, 8; 4º Lille, 1

Ainda com uma ronda por disputar, garantiram já o apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões os seguintes oito clubes: Paris St.-Germain, Real Madrid, Bayern, Tottenham, Manchester City, Juventus, Barcelona e RB Leipzig.

27 Novembro, 2019 at 10:58 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª jornada – RB Leipzig – Benfica

RB LeipzigRB Leipzig – Péter Gulácsi (64m – Yvon Mvogo), Lukas Klostermann, Ethan Ampadu (56m – Nordi Mukiele), Dayot Upamecano, Marcelo Saracchi (70m – Patrik Schick), Marcel Sabitzer, Konrad Laimer, Diego Demme, Emil Forsberg, Christopher Nkunku e Timo Werner

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Francisco Ferreira “Ferro”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (90m+3 – Caio Lucas), Adel Taarabt, Gabriel Pires, Franco Cervi (90m+8 – João Filipe “Jota”), Francisco “Chiquinho” Machado e Carlos Vinicius (82m – Raúl de Tomás)

0-1 – Luís Fernandes “Pizzi” – 20m
0-2 – Carlos Vinicius – 59m
1-2 – Emil Forsberg (pen.) – 90m
2-2 – Emil Forsberg – 90m (+6)

Cartões amarelos – Julian Nagelsmann (Treinador – 90m); Adel Taarabt (52m) e Rúben Dias (89m)

Árbitro – Jesús Gil Manzano (Espanha)

Foi um empate de sabor bem amargo o desta noite, o 100.º no historial europeu do Benfica. Contando agora com 200 vitórias e 100 empates (em 429 encontros), o Benfica totaliza 500 pontos (na base de 2 pontos/vitória) em jogos das competições europeias, igualando nesse ranking histórico o AC Milan, marca apenas superada pelos “colossos” Barcelona, Real Madrid, Bayern, Juventus e Liverpool.

Mas foi também um empate que custou o afastamento da “Liga dos Campeões” da presente temporada, e que deixa apenas uma relativamente ténue esperança de transição para a Liga Europa (implicará ganhar ao Zenit por 2-0 ou, alternativamente, por três golos de diferença – excepto se o Lyon perder na última ronda com o RB Leipzig, caso em que um triunfo tangencial serviria à equipa portuguesa).

E, sobretudo, pela forma como foi concedido; em toda a longa história (59 temporadas) do Benfica nas provas europeias, nunca tinha deixado escapar uma vantagem de dois golos nos derradeiros minutos. Aliás, até hoje, somente por duas vezes o Benfica tinha consentido o empate em período de compensação: em 2016-17, com o Besiktas (1-1); e em 2009-10, no Estádio da Luz, ante o Marseille (também 1-1). Por outro lado, apenas em três ocasiões foi derrotado no tempo de “descontos”: duas vezes pelo Chelsea (nas temporadas de 2011-12 e 2012-13, na Final da Liga Europa, ambas por 1-2) e, na época passada, pelo Ajax (0-1).

Conhecedor do resultado do embate entre Zenit e Lyon (2-0 para o clube russo), disputado à tarde, o Benfica continuava a depender de si próprio, pese embora a tarefa que tinha pela frente fosse de elevadíssimo grau de dificuldade: seria necessário ganhar na Alemanha por dois golos de diferença, para obter vantagem no confronto directo com o RB Leipzig.

Com uma boa entrada em jogo, apostando na experiência (com o regresso ao “onze” titular de André Almeida e Pizzi), Taarabt e Gabriel no eixo do terreno e a dupla ofensiva formada por Chiquinho e Carlos Vinicius, a turma portuguesa apresentou-se compacta e personalizada; mesmo cedendo maior posse de bola ao adversário, que, nessa fase inicial, não constituiu grande perigo, ia espreitando a oportunidade de se aproximar da baliza contrária.

E o Benfica viria mesmo a chegar ao tento inaugural, ainda relativamente cedo, não estavam decorridos vinte minutos, após tentativa de combinação de Taarabt com Carlos Vinicius, com a bola, na sequência do corte do defesa do Leipzig, a sobrar para Pizzi, valendo o seu grande sentido de oportunidade, a rematar de primeira, sem hipótese de defesa para Gulácsi.

Na resposta, Vlachodimos foi chamado a testar os reflexos, mas, com o correr do tempo, o Benfica ia ganhando confiança, por um lado, condicionando a manobra ofensiva do opositor, por outro, beneficiando da estratégia de maior risco adoptada pela formação alemã. Até final do primeiro tempo, seriam repartidas as ocasiões de perigo, por Forsberg e, outra vez, Pizzi, com um remate em arco, que levou a bola a embater na trave, depois de ter desviado num defesa, num lance de grande “frisson”.

Na segunda metade, o Leipzig intensificaria a pressão, fazendo o Benfica passar por algumas situações de apuros. Mas, à passagem da hora de jogo, outra vez com grande concentração e muita classe, Carlos Vinicius aproveitou uma escorregadela de um adversário para se isolar, correu em passada enérgica durante largos metros, com a bola controlada e, à saída do guarda-redes, com grande frieza, desviou a bola do seu alcance, acabando ainda, inadvertidamente, por não conseguir evitar o contacto, de que resultaria a lesão que forçaria a substituição de Gulácsi, após paragem de cerca de cinco minutos.

Com o 2-0, o Benfica voltava a ser “dono do seu destino”: mantendo esse resultado até final, “bastar-lhe-ia” vencer a última partida em casa para garantir o apuramento para a fase seguinte da “Liga dos Campeões”. Faltava, porém, ainda muito tempo, mais de meia hora…

Frente a um adversário de grande valia (actual vice-líder da Bundesliga, a par do Bayern), com um intenso poderio ofensivo (média de quase 3 golos por jogo), a equipa portuguesa foi resistindo, e parecia poder conseguir “levar a água ao seu moinho”.

Até porque, com o jogo “partido”, com o Leipzig atirado para a frente, Raúl de Tomás, com grande clarividência, apercebendo-se do adiantamento do guardião substituto, desferiu um remate de muito longa distância, ainda antes do meio campo, que se encaminhava para a baliza, quando Mvogo, no último instante, conseguiu ainda, com uma estirada, desviar a bola para canto, salvando “in extremis” o que poderia ter sido o terceiro golo do Benfica.

Contudo, quando se poderia pensar que o período mais difícil estaria superado, praticamente em cima do final do tempo regulamentar, Rúben Dias terá feito falta sobre Schick, sancionada pelo árbitro com grande penalidade, de que resultou o golo do Leipzig.

E, na sequência das paragens para assistência aos guarda-redes do Benfica e do Leipzig, o árbitro atribuiria um período de compensação de nove minutos (acabariam por ser 10 minutos e meio, ou seja, para além dos 100 minutos de tempo total), o que se consubstanciou num decisivo suplemento anímico para a turma germânica.

Numa fase em que já não havia frescura física para manter uma organização defensiva que pudesse limitar os efeitos das investidas contrárias, com enormes dificuldades para suster o futebol directo, com bolas a serem sistematicamente lançadas sobre a área, o Benfica acabaria por “sucumbir” quando acabara de se completar o quinto minuto de “descontos”, com Werner a cruzar para o cabeceamento inapelável de Forsberg, à vontade, liberto de marcação.

Nos cinco minutos suplementares até final, o Benfica teria ainda a energia mental para procurar mais um par de lances de ataque, mas não teve, então, a felicidade pelo seu lado, num ou noutro ressalto de bola na zona defensiva do Leipzig.

No cômputo geral, atendendo ao desempenho das duas equipas dentro de campo, o resultado acaba por se ajustar às diferentes fases por que o desafio se caracterizou; porém, a forma como foi consentido, é deveras penalizadora e frustrante para os portugueses, não podendo evitar um sinal de impotência, enquanto, ao invés, para os alemães, se traduziu no festejo da qualificação para os 1/8 de final, garantida já “fora de horas”.

27 Novembro, 2019 at 10:56 pm Deixe um comentário

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