Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 2021 – 5ª jornada

19.11.21 – Itália – Alemanha – 4-1
19.11.21 – França – Espanha – 1-3
19.11.21 – Portugal – Andorra – 12-1

                  Jg     V     E     D       G       Pt
1º Espanha         5     3     1     1    38 - 17    10
2º França          5     3     1     1    24 - 18    10
3º Portugal        5     3     1     1    39 - 19    10
4º Itália          5     2     2     1    27 - 18     8
5º Alemanha        5     1     -     4    10 - 31     3
6º Andorra         5     -     1     4     8 - 43     1

Os jogos de apuramento da classificação final, a disputar amanhã, terão o seguinte alinhamento:

Final – Espanha – França
3º / 4º – Portugal – Itália
5º / 6º – Alemanha – Andorra

Na sequência do resultado do embate de ontem, entre Portugal e Espanha, e não obstante ter arrancado uma vitória “épica”, Portugal não evitou ficar dependente de terceiros, encontrando-se numa posição bastante ambígua: em função das regras de desempate (com base nos resultados do confronto directo entre as equipas empatadas em pontos) seria apurado para a final do campeonato caso a França não perdesse com a Espanha (nesse cenário, em detrimento de “nuestros hermanos”), ou, alternativamente, se os espanhóis vencessem, apenas desde que o fizessem por mais de dois golos de diferença (eliminando assim a França).

Rapidamente se perceberia que a contenda acabaria por cair para o lado espanhol, com a Espanha a chegar a vantagem de 2-0 à passagem dos 15 minutos, marcador que se registava ao intervalo. Só que começariam, então, a suceder coisas algo estranhas: primeiro, um livre directo disparatado da Espanha, com a bola a sair desastradamente ao lado da baliza, o que levaria o árbitro a sancionar o jogador espanhol com um cartão azul (entendendo ter sido deliberado o falhanço!), e consequente livre directo, do qual resultou o 1-2, a 13 minutos do final.

A Espanha prontamente reporia a diferença de dois golos, a 11 minutos e meio do termo do encontro. Portugal via-se, então, num completo “limbo”: para se apurar, antes, necessitava de um golo mais para a França… a partir daí, ansiava por mais um golo para a Espanha.

Mas a verdade é que, como sucede não raras vezes, perante um resultado que servia as aspirações das duas equipas, o tempo foi rolando, sem que qualquer dos contendores pretendesse assumir riscos – pese embora a arbitragem tivesse intervindo de novo, sancionando um jogador de cada formação com cartão azul, por jogo passivo… mas demasiado tarde, faltando jogar apenas dois minutos.

E o afastamento de Portugal da final acabaria mesmo por se consumar. Não se podendo falar de “resultado combinado”, de facto a Espanha não tinha qualquer “incentivo” em arriscar na procura de ampliar a vantagem que angariara e que lhe garantia já o objectivo. A equipa portuguesa não se poderá queixar do que se passou neste jogo, devendo antes “queixar-se” de si própria: começou por falhar na partida com a França (foi a 2.ª derrota ante este adversário nos últimos 50 jogos entre ambos!); falhou de novo com a Itália; e, ontem, num jogo épico, poderia ter definitivamente resolvido as coisas a seu favor… se tivesse vencido por dois golos de diferença.

Por seu lado, a França alcançava – 90 anos depois – a qualificação para a final de uma grande competição internacional de Hóquei em Patins, um justo prémio para o desempenho evidenciado ao longo desta fase de grupos (aliás, não fora o incrível deslize ante Andorra teria já garantido de antemão tal apuramento ).

19 Novembro, 2021 at 11:03 pm Deixe um comentário

Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 2021 – 4ª jornada

18.11.21 – França – Alemanha – 5-2
18.11.21 – Itália – Andorra – 10-1
18.11.21 – Espanha – Portugal – 9-10

1º França, 10; 2º Portugal e Espanha, 7; 4º Itália, 5; 5º Alemanha, 3; 6º Andorra, 1

Foi um jogo verdadeiramente histórico, aquele a que pudemos assistir esta noite: em praticamente 75 anos de embates Portugal-Espanha (desde 1947, com um total de 70 jogos disputados em Campeonatos do Mundo, Campeonatos da Europa e Jogos Olímpicos), nunca se tinham marcado tantos golos (19 – sendo que o máximo anterior era de 12, com um empate 6-6 em 2014)! Mais, nunca antes Portugal conseguira marcar mais de seis golos à Espanha (6-0 em 1990; 6-1 em 2006; 6-2 em 2008, para além do referida igualdade 6-6)…

Uma verdadeira festa do Hóquei em Patins, com duas equipas abertamente a lutar pela vitória, com “bola cá, bola lá”, repleta de reviravoltas no marcador, culminando com uma épica recuperação da equipa portuguesa, a chegar, “in extremis”, à vitória.

Depois de ter perdido por dois golos de diferença ante a França – e, perante a conjugação de resultados das restantes jornadas (com os algo imprevistos empates cedidos por Portugal e Espanha frente à Itália, e, sobretudo, os deveras surpreendentes deslizes de Portugal, perdendo com a França, e da equipa francesa, empatando com Andorra), sabendo-se que ficaria ainda por disputar, na última jornada desta fase de grupos, amanhã, o Espanha-França, projectando-se a possibilidade de um empate pontual a três no final -, a Portugal era de toda a “conveniência” não só vencer, como fazê-lo com margem de, pelo menos, dois golos, de forma a “saldar” a diferença de golos negativa que transportava daquele desaire.

Mas, uma vez mais, as coisas começariam da pior maneira, com a Espanha a marcar primeiro, ainda não estava decorrido o minuto inicial do jogo. No que viria a constituir um padrão em toda a partida, a equipa portuguesa nunca se descompôs, empatando logo aos três minutos, por João Rodrigues. E, ao 2-1 dos espanhóis, aos 6 minutos, retorquiria Portugal com uma série de três golos (por Gonçalo Alves, Rafa Costa e Hélder Nunes), a virar o marcador para 4-2, a seu favor. Já no minuto final da primeira parte, a equipa nacional conseguia a vantagem (“mínima”) que ambicionava.

Porém, passando por um período de descontrolo emocional – primeiro, com uma desatenção, com os espanhóis a marcar de pronto um livre, reduzindo para 3-4 -, permitiria à Espanha, em apenas 40 segundos, repor a igualdade, a quatro golos…

No início da segunda parte tudo parecia perdido, quando a Espanha chegou ao 6-4, com oito minutos decorridos. Reagindo de forma personalizada, a equipa portuguesa chegaria aos 6-6 (dois golos de Gonçalo Alves), com 16 minutos de jogo. Mas, os dois minutos imediatos resultariam noutros tantos tentos da selecção espanhola, voltando a beneficiar de vantagem de dois golos, a 8-6.

Portugal reduziria, uma vez mais, para 7-8 (de novo por Hélder Nunes), a quatro minutos do termo do encontro; para, no mesmo minuto, a Espanha fazer o 9-7, que perduraria até aos dois derradeiros minutos.

Quando, num lance de alguma felicidade, com um remate de “longa” distância, Gonçalo Alves fez o 8-9, pensou-se que “a sorte” chegara tarde demais.

Não obstante, de forma sensacional – replicando o que a Espanha tinha feito na metade inicial – seria, desta vez, Portugal a marcar dois golos, ambos apontados por Rafa Costa (a 47 segundos e a 14 segundos do fim), culminando um desafio fantástico, com o triunfo de Portugal por 10-9!

Um fabuloso espectáculo de Hóquei em Patins, uma extraordinária propaganda para a modalidade. Um jogo que será recordado por muitos anos.

18 Novembro, 2021 at 11:43 pm Deixe um comentário

Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 2021 – 3ª jornada

17.11.21 – Alemanha – Espanha – 2-11
17.11.21 – Andorra – França – 5-5
17.11.21 – Portugal – Itália – 4-4

1º Espanha e França, 7; 3º Portugal, 4; 4º Alemanha, 3; 5º Itália, 2; 6º Andorra, 1

A equipa portuguesa voltou a ficar aquém das expectativas – e das necessidades – ao não conseguir melhor que o empate ante a Itália.

Voltando a entrar mal no jogo, sofrendo o primeiro golo logo aos 2 minutos, Portugal apenas empataria aos 23 minutos. Mas, logo no recomeço, nova vantagem para os transalpinos. A selecção portuguesa teria então o seu melhor período, operando reviravolta no marcador, para 3-2. Mas os italianos fariam o mesmo, repondo a vantagem a seu favor, a 4-3, antes de Portugal fechar o marcador, a pouco mais de três minutos do final.

Mas, nesta jornada, regista-se um absolutamente inacreditável empate de França frente à muito modesta selecção de Andorra – “baralhando as contas” do apuramento para a final, que parecia segura para os franceses -, aparentando não ter conseguido lidar da melhor forma com a pressão de serem líderes do torneio.

Tendo entrado também a perder, chegariam, com alguma naturalidade, ao 3-1, ainda na metade inicial do primeiro tempo, vindo, contudo, a consentir uma completamente imprevista reviravolta, em particular com dois tentos sofridos entre o minuto 33 e 34, a colocar o “placard” em 4-3, a favor da equipa dos Pirinéus.

Mesmo depois de terem novamente empatado, somente a dois minutos do fim, sofreriam ainda o 5.º golo, no penúltimo minuto, tendo evitado o que teria sido o “descalabro” já no minuto final (no qual a equipa de Andorra viria ainda a desperdiçar dois lances de bola parada, que lhe poderiam ter dado a vitória!).

Para Portugal, em função dos resultados desta ronda, a possibilidade de apuramento para a final passará, necessariamente, pela vitória frente à Espanha, no jogo de amanhã.

17 Novembro, 2021 at 11:18 pm Deixe um comentário

Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 2021 – 2ª jornada

16.11.21 – Itália – Espanha – 4-4
16.11.21 – Andorra – Alemanha – 1-5
16.11.21 – França – Portugal – 5-3

1º França, 6; 2º Espanha, 4; 3º Portugal e Alemanha, 3; 5º Itália, 1; 6º Andorra, 0

Mesmo estando já de “pré-aviso” pelo resultado ontem averbado pela equipa francesa, a selecção de Portugal não conseguiu encontrar antídoto para contrariar o adversário, tendo, praticamente, entrado a perder, passando por situações de desvantagem de 0-2 (resultado ao intervalo) e de 1-4 – mesmo após ter reduzido logo a abrir a segunda metade -, mas consentindo mais dois golos entre os 45 e os 47 minutos.

Já na fase derradeira da partida, o melhor que a equipa nacional conseguiu foi atenuar o marcador, primeiro para 2-4, fechando com o terceiro tento, a fixar o 3-5 final, numa partida em que estiveram em especial evidência os irmãos Carlo e Roberto do Benedetto (este, actualmente a militar no Liceo, na Corunha), respectivamente com dois e três tentos apontados.

Terá valido a Portugal, para manter ainda algumas aspirações, o empate registado no Itália-Espanha, o que, em paralelo, proporciona uma tão inesperada quanto sensacional posição de liderança à selecção de França, com um inusitado apuramento para a final da competição em perspectiva.

16 Novembro, 2021 at 11:23 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – Qualificação – Zona Europeia


(clicar na imagem para ampliar)

As selecções da Sérvia, Espanha, Suíça, França, Bélgica, Dinamarca, Países Baixos, Croácia, Inglaterra e Alemanha garantiram o apuramento directo para a fase final do Mundial 2022, no Qatar.

Por seu lado, disputarão os play-off de qualificação, para preenchimento das três vagas restantes, as seguintes selecções:

Portugal – 17p. (17-6)       Turquia – 15p. (18-16)
Escócia – 17p. (14-7)        Polónia – 14p. (18-10)
Itália – 16p. (13-2)         Macedónia do Norte – 12p. (14-11)
Rússia – 16p. (14-5)         Ucrânia – 12p. (11-8)
Suécia – 15p. (12-6)         Áustria – (via Liga das Nações)
País de Gales – 15p. (14-9)  R. Checa – (via Liga das Nações)

Estas doze selecções serão emparelhadas (por sorteio) em três “vias” de apuramento, cada uma com quatro participantes, sendo disputadas, em cada uma dessas vias, dois jogos de “meias-finais”, a que se seguirá a respectiva “final”, entre os vencedores da eliminatória prévia.

As seis selecções da coluna da esquerda serão “cabeças-de-série”, jogando em casa nas “meias-finais”; depois, nas três “finais”, não será já aplicável tal estatuto, sendo sorteado quem jogará em casa.

Os jogos estão agendados para 24 e 25 de Março (“meias-finais”) e 28 e 29 de Março de 2022 (“finais”).

Por razões de índole política, a Rússia e a Ucrânia não poderão defrontar-se.

16 Novembro, 2021 at 11:22 pm Deixe um comentário

Campeonato da Europa de Hóquei em Patins – 2021 – 1ª jornada

15.11.21 – Itália – França – 5-8
15.11.21 – Espanha – Andorra – 11-0
15.11.21 – Portugal – Alemanha – 10-0

1º Espanha, Portugal e França, 3; 4º Itália, Alemanha e Andorra, 0

A primeira grande surpresa deste torneio foi o categórico triunfo da selecção francesa ante a favorita equipa italiana, com os gauleses, que subiram muito de nível nos últimos anos – tendo dois dos seus elementos a actuar em equipas portuguesas (casos de Carlo Di Benedetto, no FC Porto, e de Rémi Herman, na Juv. Viana) -, a mostrar que terão de ser um adversário a ter em conta.

15 Novembro, 2021 at 11:12 pm Deixe um comentário

Portugal – Sérvia (Mundial 2022 – Qualif.)

Estádio da Luz, Lisboa

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, José Fonte, Rúben Dias, Nuno Mendes, Renato Sanches (84m – Rúben Neves), Danilo Pereira (90m – André Silva), João Moutinho (64m – João Palhinha), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva (64m – Bruno Fernandes) e Diogo Jota (83m – João Félix)

Sérvia Sérvia – Predrag Rajković, Nikola Milenković, Miloš Veljković (65m – Uroš Spajić), Strahinja Pavlović, Andrija Živković (69m – Nemanja Radonjić), Saša Lukić, Nemanja Gudelj (45m – Aleksandar Mitrović), Sergej Milinković-­Savić, Filip Kostić (89m – Luka Jović), Dušan Tadić e Dušan Vlahović

1-0 – Renato Sanches – 2m
1-1 – Dušan Tadić – 33m
1-2 – Aleksandar Mitrović – 90m

Cartões amarelos – João Cancelo (8m), João Moutinho (61m) e Renato Sanches (67m); Nemanja Gudelj (13m), Strahinja Pavlović (66m),  Nikola Milenković (70m) e Aleksandar Mitrović (90m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

Integrado num grupo demasiado fraco, sem efectiva oposição, a selecção de Portugal não conseguiu, porém, evitar chegar ao último dia sem ter a situação resolvida – não tendo descolado da Sérvia, que foi “replicando” os resultados da turma portuguesa face aos restantes adversários – o que deixaria tudo em aberto para uma espécie de “final”, na qual, à excepção do factor casa, tudo parecia jogar já a favor dos sérvios, quer em termos anímicos, como, inclusivamente, a nível do estado de forma presente das duas equipas.

Ou seja, mercê de uma sucessão de variados equívocos próprios – e também, necessariamente, de grave falha alheia, não podendo escamotear-se a situação do golo não validado, que teria resultado no triunfo português na Sérvia – a equipa nacional foi-se – ao longo de toda a campanha de qualificação – “pondo a jeito”.

O que teria o seu corolário, precisamente, neste derradeiro e decisivo embate. Necessitando “apenas” de empatar, e tendo entrado praticamente a ganhar – beneficiando de uma má saída de jogo por parte do guarda-redes, interceptada por Bernardo Silva, que assistiu um isolado Renato Sanches, a rematar sem dificuldade para o fundo da baliza –, Portugal quase tudo faria de errado, a partir daí, ao longo de quase noventa minutos.

Efectivamente, a partir dos 10 minutos, a Sérvia mandou no jogo, perante um adversário perdido dentro de campo, falho de orientação. E, também neste caso, não pode fugir-se a apontar o claro principal responsável deste grande fiasco: obviamente, Fernando Santos.

O jogo na Irlanda fizera já “soar” as campainhas de alarme; era necessário mudar o “chip”, mas a selecção portuguesa não só não o conseguiu fazer, como, inclusivamente, agravou o já fraco desempenho, e, ainda pior, a atitude demonstrada dentro de campo.

Os equívocos começaram logo na formação do “onze” inicial: fazendo entrar Danilo Pereira, para posição mais recuada (em detrimento de João Palhinha) e Renato Sanches (em vez de Bruno Fernandes), Fernando Santos denotava, “por actos e omissões”, que privilegiava a defesa do empate, apostando numa estratégia de contenção, procurando surpreender o adversário, com lances de rompante mais esporádico e eventuais oportunidades de rápidas transições, em alternativa ao assumir efectivo do jogo, sendo que a equipa portuguesa se encontra perfeitamente capacitada para tal, devendo ter tomado a iniciativa em vez de se limitar a ser reactiva.

O resultado foi que, praticamente durante todo o jogo, Portugal não conseguiu “ter bola”, convidando o adversário a “vir para cima” da sua área, pelo que não surpreenderia que a Sérvia – já depois de ter desperdiçado outras ocasiões de perigo – chegasse, ainda cedo no jogo, ao golo do empate, num lance infeliz de Rui Patrício, que não conseguiu deter a bola, o que proporcionava aos visitantes ainda um suplemento anímico extra para acreditar, com maior convicção, de que seria possível o apuramento.

Tal intensificar-se-ia – depois de, aparentemente, se ter ainda conseguido, durante certo período da segunda parte, como que “adormecer o jogo” –, com a saída de Bernardo Silva (porventura acusando desgaste ou sequelas da lesão que o impediram de jogar na Irlanda), o que se traduziu em retirar de campo o único elemento que ainda ia procurando a bola, coincidindo, em paralelo, com um ainda maior recuo da posição de Danilo Pereira, para junto dos centrais. Definitivamente, Portugal “chamava” pelos cruzamentos – nem sempre com o melhor discernimento – dos sérvios.

A entrada de Rúben Neves, a cerca de cinco minutos do fim, visava, declaradamente, a preservação do empate; André Silva só demasiado tarde seria chamado a jogo, em situação de desespero, já em período de compensação, após o segundo tento da Sérvia.

Esse golo, sofrido em cima do minuto 90, foi, de certo modo, cruel, na forma como, “in extremis”, afastava Portugal do 1.º lugar no grupo, mas o que se pode até estranhar é que não tenha surgido mais cedo.

De facto, também neste desafio, a equipa portuguesa se foi “pondo a jeito”, à mercê de qualquer lance mais fortuito, que sempre poderia surgir… como acabaria por acontecer, com Mitrović a aparecer, livre de marcação, descaído sobre o lado esquerdo, a cabecear com todo o “à vontade” para a baliza, na sequência de um cruzamento de longa distância, do lado contrário. A Sérvia confirmava o apuramento para a fase final do Mundial.

Para Portugal, a qualificação directa, a ter sido alcançada – e, afinal, estivemos a um minuto de a consumar -, já seria com muito pouco “brilho”. Assim, fica uma amarga sensação de enorme desperdício de talento de uma notável geração, mal orientado, e com opções tácticas e estratégicas completamente desajustadas.

De ter o apuramento “garantido” – o que, mesmo que algo inconscientemente, sempre acreditámos ser o desfecho natural ao longo de toda esta campanha – passámos, “num ápice”, para uma situação que pode ser muito complexa, de disputa de play-off, em moldes inovadores: dos 12 participantes em tal fase de qualificação, apenas três serão premiados com o apuramento para a fase final.

Numa primeira eliminatória, teremos ainda a vantagem de jogar em casa, frente a adversário teoricamente menos cotado, mercê da nossa condição de “cabeça-de-série” nesse sorteio; mas, depois, na eliminatória final, não só poderá ter de vir a ser disputada em terreno alheio (dependendo do sorteio), como poderemos vir a enfrentar adversários do nível de exigência de uma Suíça (que eliminou os Campeões do Mundo em título, França, no Europeu, apenas caindo no desempate da marca de grande penalidade ante a Espanha) – ou, eventualmente ainda pior, se for a Campeão da Europa, Itália, a terminar esse grupo no 2.º lugar –, Suécia, Rússia, Polónia, possivelmente a Ucrânia, ou, ainda, a Turquia ou a Noruega (ou, no limite, até os Países Baixos).

Para tal – beneficiando de termos ainda até Março de 2022 para nos prepararmos – será imprescindível, primeiro, começar por recuperar animicamente a equipa do tremendo choque agora sofrido, e, em paralelo, assentar ideias sobre a forma mais apropriada de enfrentar tais adversários, em função das características dos jogadores portugueses, definindo e colocando em prática o sistema de jogo mais ajustado.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       8   6   2   -  18 - 9  20
2º Portugal     8   5   2   1  17 - 6  17
3º Irlanda      8   2   3   3  11 - 8   9
4º Luxemburgo   8   3   -   5   8 -18   9
5º Azerbaijão   8   -   1   7   5 -18   1

10ª jornada

14.11.2021 – Portugal – Sérvia – 1-2
14.11.2021 – Luxemburgo – Irlanda – 0-3
(mais…)

14 Novembro, 2021 at 10:47 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 8ª Jornada

(“O Templário”, 11.11.2021)

Dos vencedores da semana anterior apenas o Amiense conseguiu repetir o triunfo, prosseguindo a (algo imprevista) ascensão na tabela – ocupando, agora, o 3.º degrau do pódio –, o que, em paralelo, em função dos desaires sofridos por Abrantes e Benfica e Salvaterrense (que viu enfim quebrada, com “estrondo”, a sua invencibilidade), proporcionou aos dois primeiros, U. Tomar e Rio Maior, voltar a alargar a vantagem sobre a concorrência.

Destaques – O primeiro destaque da 8.ª jornada vai para o Alcanenense, que não só colocou termo à série até agora invicta do Salvaterrense, como o fez de forma categórica, goleando por inapelável 5-0, somando importantes pontos que lhe permitem afastar-se da zona mais perigosa da classificação.

Num embate entre dois dos principais candidatos, o Mação recebeu e bateu o Abrantes e Benfica, por 2-1 (apenas a segunda vitória dos visitados e, em paralelo, a segunda derrota dos visitantes, depois de terem perdido no Cartaxo), do que decorre a baixa dos abrantinos ao 4.º lugar, por troca com a formação de Amiais de Baixo, enquanto os maçaenses – ainda com um jogo em atraso – repartem agora o 9.º posto com o At. Ouriense, a nove pontos do topo.

O líder, U. Tomar – que preserva esta condição desde a ronda inaugural –, impôs-se por sofrido 3-2 na deslocação a Ourém, face ao At. Ouriense, somando o sexto triunfo em oito desafios.

Com uma entrada de rompante os unionistas criaram, logo nos minutos iniciais, três ocasiões de perigo, pese embora não materializadas, quer devido a intervenção atenta do guardião contrário, como a algum “excesso de pontaria”, com a bola a embater no poste.

Mas o(s) golo(s) não tardaria(m), com Wemerson Silva a bisar no espaço de sete minutos (entre os 18 e os 25), igualando o registo de Raul Águas (este, entre 1972 e 1975, em jogos na I e na II Divisão Nacional), na 5.ª posição dos melhores marcadores de sempre do clube, ambos com 57 golos, agora a seis tentos da marca de Alberto Mota (de 1966 a 1971, também nos Nacionais).

Todavia, a meia hora de vincada superioridade nabantina, ripostaria o grupo de Ourém, repondo de pronto a igualdade, com dois golos obtidos em menos de cinco minutos.

A história repetir-se-ia na segunda metade, outra vez com o União a entrar mais forte, cedo voltando a colocar-se em vantagem no marcador (por Luís Alves), desperdiçando, no quarto de hora imediato uma “mão cheia” de oportunidades. Na fase final, o At. Ouriense pressionaria bastante, em busca do tento do empate, o que, contudo, não conseguiria alcançar, com o desfecho a saldar-se por uma merecida vitória dos tomarenses, por tangencial 3-2.

Conforme referido, o principal beneficiado – subindo de 5.º para 3.º – foi o Amiense, ganhando por 2-0 na Glória do Ribatejo, contribuindo para agravar ainda mais a crise de resultados dos locais, somente com um ponto angariado, partilhando a “lanterna vermelha” com o Ferreira do Zêzere, ambos já a sete pontos do 13.º classificado, e a quatro do 14.º, Torres Novas.

Quase sem se dar por ele, o Cartaxo vai de novo subindo posições na tabela, aproximando-se da frente, partilhando agora o 5.º posto com o Fazendense e com o Salvaterrense – todos a seis pontos do guia –, mercê do bom triunfo averbado em Samora Correia, por 3-1, com a particularidade de os samorenses, afinal, em quatro jogos em casa, só terem vencido o União…

Confirmações – Nos restantes três encontros os favoritos confirmaram o seu superior potencial, vencendo, com maior ou menor margem.

O Rio Maior – agora a única equipa que subsiste ainda invicta – mantém a estreita perseguição ao U. Tomar, somente a um ponto, após ter vencido, com tranquilidade, o Torres Novas, por 2-0.

No “derby”, o Fazendense levou a melhor sobre o U. Almeirim, graças a um solitário golo, o suficiente para atestar a manutenção do estatuto de candidato dos donos da casa, ao invés do que sucede com os forasteiros, que caíram para 13.º, já a onze pontos do comandante (não obstante tenham ainda um jogo por disputar), pelo que o U. Almeirim estará este ano, aparentemente, “fora da corrida” ao título.

O Benavente, que vem realizando campanha regular (terceiro triunfo em casa, a que junta empates no Cartaxo e em Salvaterra), ganhou, por 3-1, ao Ferreira do Zêzere, também em situação difícil.

II Divisão Distrital – As equipas do Forense (ganhando em casa, por 3-1, ao Porto Alto) e do Moçarriense (goleando o Pego por 4-0) continuam a só saber vencer (quatro triunfos em outras tantas partidas disputadas), mantendo a liderança isolada das respectivas séries.

Na outra série, tendo o Vasco da Gama adiado o compromisso com o Fátima, cedeu a liderança, ainda que à condição, a favor do Entroncamento AC, que ganhou por tangencial 1-0 nos Riachos.

Anotam-se ainda os seguintes desfechos: as goleadas do Espinheirense (8-1), face ao histórico Alferrarede, e do Águias de Alpiarça (2.º na série A), por 6-1, frente à equipa “B” do Coruchense; assim como, por outro lado, os triunfos “fora de portas”, de U. Atalainse (4-1 nas Caxarias) e do U. Tomar “B” (3-2, em Vilar dos Prazeres), na estreia dos tomarenses a ganhar nesta temporada.

Liga 3 – O U. Santarém voltou, enfim, a pontuar, empatando a uma bola com o Amora, o que, porém, não foi suficiente para se libertar da 12.ª e última posição, dado o Oliveira do Hospital – um ponto acima – ter empatado também com a equipa do Oriental Dragon.

Campeonato de Portugal – O Coruchense esteve em especial evidência, impondo ao líder destacado, Pêro Pinheiro, o primeiro desaire, com a turma do Sorraia a ganhar por 2-0. Numa série pautada por enorme equilíbrio, o representante do Distrito subiu a 4.º (integrando um pelotão de cinco clubes), somente a um ponto do duo que reparte agora o 2.º lugar (Belenenses e Loures), mas tendo abaixo de si (a três pontos) apenas as equipas do Rabo de Peixe e do Sacavenense.

Antevisão – Na Divisão principal do futebol distrital, o realce vai para os embates Cartaxo-Fazendense, Amiense-Mação e Salvaterrense-Rio Maior, para além, claro está, do sempre muito aguardado “quase derby” entre Ferreira do Zêzere e U. Tomar.

No escalão secundário destacam-se os seguintes encontros: Porto Alto-Águias de Alpiarça; Entroncamento AC-Fátima; U. Tomar “B”-Riachense; e Moçarriense-Pego.

Quanto à Liga 3 e ao Campeonato de Portugal, com um calendário algo irregular, voltam a ter dois fins-de-semana de interregno: primeiro, devido aos dois derradeiros jogos da selecção, de apuramento para o Mundial; depois, para disputa de mais uma eliminatória da Taça de Portugal.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 11 de Novembro de 2021)

14 Novembro, 2021 at 11:00 am Deixe um comentário

Irlanda – Portugal (Mundial 2022 – Qualif.)

Aviva Stadium, Dublin

Irlanda Irlanda – Gavin Bazunu, Matt Doherty, Seamus Coleman, Shane Duffy, John Egan, Enda Stevens (78m – James McClean), Chiedozie Ogbene (90m – William Keane), Josh Cullen, Jeff Hendrick (78m – Conor Hourihane), Jamie McGrath (61m – Adam Idah) e Callum Robinson

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Pepe, Danilo Pereira, Diogo Dalot, João Palhinha, Matheus Nunes (57m – João Moutinho), Bruno Fernandes (75m – Renato Sanches), Cristiano Ronaldo, Gonçalo Guedes (56m – Rafael Leão) (83m – José Fonte) e André Silva (75m – João Félix)

Cartões amarelos – Chiedozie Ogbene (29m), Seamus Coleman (54m) e Matt Doherty (90m); Danilo Pereira (71m) e Pepe (72m)

Cartão vermelho – Pepe (82m)

Árbitro – Jesús Gil Manzano (Espanha)

Para o “bem” (título de Campeão Europeu em 2016) e para o “mal”, Fernando Santos deixou que se lhe colasse a imagem de jogar para o empate – é o próprio que, implicitamente, há muito tempo o reconheceu, com a sua “frase-chave”, de que é difícil a qualquer equipa do mundo ganhar a Portugal…

Ora, faltando disputar dois jogos nesta fase de qualificação, sendo que a selecção portuguesa tinha a garantia de que dois empates nessas partidas lhe garantiriam o apuramento, estava completo o círculo.

Ainda para mais, quando, efectivamente, para tais contas do apuramento, era indiferente ganhar ou empatar esta noite, uma vez que, em qualquer caso, será sempre necessário evitar a derrota frente à Sérvia.

Isto dito, o seleccionador português preocupou-se, em primeira instância, em procurar preservar os jogadores que estavam à beira de poder ser excluídos do decisivo embate de Domingo (entre eles João Cancelo, Rúben Dias e Diogo Jota), por terem visto já cartão amarelo; e, em paralelo, na escolha do “onze” que entrou de início em Dublin, apostando na componente física, para enfrentar uma equipa cujo ponto forte é precisamente esse.

Em função do contexto do jogo e das condicionantes apontadas – acresce ainda a indisponibilidade, por lesão, de Bernardo Silva -, foi muito pobre a exibição do conjunto português, num encontro entediante, que parecia nunca mais acabar. Foram raros os lances articulados que a equipa nacional conseguiu explanar no relvado, praticamente sem criar qualquer efectiva ocasião de golo, expondo-se, por outro lado, ao jogo directo e vertical dos irlandeses.

As substituições operadas, logo a partir de uma fase ainda relativamente prematura do jogo, não surtiriam também efeito. E as coisas conseguiriam piorar quando Pepe – que se tornou, aos 38 anos e 8 meses, no jogador mais velho de sempre a jogar pela selecção – viu, com um intervalo de apenas dez minutos, dois cartões amarelos, deixando a equipa em inferioridade numérica (ao mesmo tempo que ficava arredado do próximo jogo).

Fernando Santos não arriscou, recorrendo, de imediato, a José Fonte – em detrimento de Rafael Leão, que entrou e saiu de jogo, apenas após 27 minutos em campo, sinalizando bem da importância em manter o nulo… que seria preservado, não sem passar por alguns sustos, o último dos quais um lance de “golo” invalidado por contacto de Keane em Rui Patrício, na pequena área.

Foram, verdadeiramente, serviços mínimos. E a necessidade de, rapidamente, “mudar o chip”, para o desafio de Domingo… mesmo que o desfecho necessário seja o mesmo.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Portugal     7   5   2   -  16 - 4  17
2º Sérvia       7   5   2   -  16 - 8  17
3º Luxemburgo   7   3   -   4   8 -15   9
4º Irlanda      7   1   3   3   8 - 8   6
5º Azerbaijão   8   -   1   7   5 -18   1

9ª jornada

11.11.2021 – Azerbaijão – Luxemburgo – 1-3
11.11.2021 – Irlanda – Portugal – 0-0
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11 Novembro, 2021 at 10:40 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 7ª Jornada

(“O Templário”, 04.11.2021)

Quatro empates nos sete jogos disputados nesta jornada, especialmente nas partidas em que intervieram quatro dos candidatos (U. Tomar-Rio Maior e Cartaxo-Mação), traduzem um bom sinal do equilíbrio vigente neste campeonato, agora com os cinco primeiros classificados separados, entre cada um deles, por um único ponto, “em escadinha” – tendo beneficiado de tais resultados, principalmente, os três clubes vitoriosos no passado fim-de-semana (Abrantes e Benfica, Salvaterrense e Amiense), escalonados, justamente, entre o 3.º e o 5.º lugar.

Destaques – O desafio de maior cartel da 7.ª ronda, colocando frente-a-frente os dois primeiros classificados, U. Tomar e Rio Maior, confirmou-se mesmo como um “grande jogo”, entre duas (boas) equipas que se respeitaram mutuamente, com dois treinadores que, na análise pós-jogo, não hesitaram em valorizar os pontos fortes do respectivo adversário (destacando-se a qualidade individual de alguns dos jogadores riomaiorenses), reconhecendo como ajustada a repartição de pontos, num encontro, verdadeiramente, com duas partes distintas.

Os tomarenses começariam por beneficiar de uma primeira ocasião logo à passagem dos cinco minutos, mas, durante toda a primeira metade, seria a turma de Rio Maior a superiorizar-se, assumindo o controlo do jogo, forçando o adversário a correr atrás da bola, o que se materializaria num golo, pouco depois dos 35 minutos.

Ao invés, no segundo tempo, os unionistas entrariam em campo com atitude mais aguerrida, fazendo valer o seu colectivo, empurrando o adversário para o seu meio-campo, o que seria retribuído com o tento da igualdade. Na parte final, o União, sentindo o ascendente psicológico, procurou ainda consumar a reviravolta no marcador, mas o “placard” não se alteraria.

Por seu lado, outros dois candidatos aos lugares cimeiros, Cartaxo e Mação, neutralizaram-se também, não tendo conseguido desfazer o nulo, no que se constitui no quarto empate para cada uma destas equipas (sendo que os maçaenses, com um jogo em atraso, ainda só venceram por uma vez no presente campeonato). Em função de mais estes pontos perdidos, os cartaxeiros partilham agora o 6.º posto com Fazendense e At. Ouriense (este com menos um jogo), a seis pontos da liderança; enquanto o Mação se posiciona bastante mais baixo, no 12.º lugar…

O outro grande destaque da jornada voltou a vir de Salvaterra de Magos, onde, não só o o grupo local mantém – após sete jogos – a invencibilidade, como se superiorizou, por categórica marca de 4-2, ante a poderosa turma do Fazendense, a qual, por ora, alia o registo de ataque mais concretizador da prova (total de vinte golos) a um dos piores desempenhos a nível defensivo (quinze tentos sofridos, marca apenas superada por Torres Novas e Glória do Ribatejo).

Surpresa – Terá sido, com maior propriedade, uma “meia-surpresa”, a igualdade averbada pelo Samora Correia em Almeirim, ante o União local, a duas bolas – sendo que os almeirinenses, por agora na 10.ª posição, já a oito pontos do líder, parecem muito distantes do fulgor que tinham evidenciado na sua última participação no Distrital, há apenas duas épocas.

Confirmações – Tal como, aliás, se poderia projectar já à partida para esta ronda, o Abrantes e Benfica foi o principal beneficiado com os desfechos dos outros jogos, ao cumprir, com aparente tranquilidade, o seu papel, recebendo e batendo a equipa da Glória do Ribatejo por 4-1; os abrantinos, pese embora mantenham inalterado o seu lugar (3.º) na pauta classificativa, reduziram para um único ponto o atraso face ao Rio Maior, estando somente a dois pontos do U. Tomar.

Conforme referido, também o Amiense tirou dividendos do triunfo obtido na recepção ao Benavente, por 3-1, num jogo com arbitragem muito contestada pelos visitantes, em especial no que respeita à validação do terceiro tento dos homens de Amiais de Baixo.

Em Torres Novas, num encontro que ficou marcado por erros de parte a parte, resultando em golos para o adversário, os torrejanos empataram, também a dois tentos, face ao Alcanenense; estes dois emblemas históricos persistem em situação bastante periclitante na tabela, partilhando a 13.ª posição (antepenúltimos, apenas à frente de Ferreira do Zêzere e Glória do Ribatejo).

A partida entre Ferreira do Zêzere e At. Ouriense foi adiada devido ao facto de a turma de Ourém ter sido afectada pela “COVID-19”, subsistindo em dúvida se poderá (ou não) retomar a competição já neste próximo fim-de-semana, em que teria a visita do comandante.

II Divisão Distrital – Após a disputa das três jornadas iniciais há apenas três clubes com o pleno de vitórias, liderando, pois, cada uma das respectivas séries: Forense (4-0, fora de casa, ante a equipa “B” do Coruchense); o surpreendente Vasco da Gama, a retirar proveito do investimento na formação, que bateu o Riachense, num “electrizante” desafio, por 5-4; e o Moçarriense, goleando, no terreno do Ortiga, por 5-1.

De registar, ainda, o triunfo (2-0) do Fátima na Atalaia, assim como as goleadas impostas por Porto Alto (6-0) e Entroncamento AC (5-0), respectivamente ao Benfica do Ribatejo e Vilarense. A equipa “B” do U. Tomar sofreu o segundo desaire, perdendo, em casa, 1-3, com o Goleganense.

Liga 3 – O U. Santarém continua a “marcar passo”, tendo somado a quinta derrota em seis jogos, perdendo por 3-1 em Alverca, ficando isolado no último lugar, em função do inesperado empate alcançado pelo Oliveira do Hospital ante o U. Leiria (um dos líderes, a par de Torreense e Real).

Campeonato de Portugal – A 5.ª ronda da prova foi também negativa para o Coruchense, batido por tangencial 1-0 nos Açores, pelo “lanterna vermelha”, Rabo de Peixe. A formação do Sorraia baixou ao 8.º lugar, somente um ponto acima dos dois últimos classificados.

Antevisão – Na I Divisão Distrital destacam-se os seguintes embates de maior aliciante e imprevisibilidade quanto ao desfecho: o “derby” Fazendense-U. Almeirim; Mação-Abrantes e Benfica; Samora Correia-Cartaxo; e, caso seja possível realizar-se, o At. Ouriense-U. Tomar.

No escalão secundário realce para os seguintes desafios: Forense-Porto Alto; Fátima-Vasco da Gama; Riachense-Entroncamento AC; e Moçarriense-Pego. Por seu lado, a equipa “B” do U. Tomar visita Vilar dos Prazeres.

Na Liga 3 o U. Santarém recebe o Amora, actual 4.º classificado, mas apenas um ponto abaixo do trio de comandantes, pelo que terá mais uma tarefa que se antevê difícil.

No Campeonato de Portugal o Coruchense actua também em casa, mas não terá missão de menor exigência, defrontando o líder destacado, Pêro Pinheiro, que, até agora, apenas cedeu um empate.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 4 de Novembro de 2021)

7 Novembro, 2021 at 11:00 am Deixe um comentário

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