Roger Federer – 20 títulos “Grand Slam”

Ao vencer, hoje, o “Open” da Austrália (ganhando, na final, ao croata Marin Čilić), Roger Federer alcançou um número “mágico” de 20 títulos em provas do “Grand Slam” de ténis, numa já bem longa carreira, repleta de êxitos, que parece ter ganho novo “fôlego”, numa altura em que se encaminha para os 37 anos:

  • Open da Austrália (6) – 2004, 2006, 2007, 2010, 2017 e 2018
  • Roland Garros (1) – 2009
  • Wimbledon (8) – 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2012 e 2017
  • Open dos EUA (5) – 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008

Roger-Federer-20

A estes 20 troféus, acrescem ainda mais 10 presenças em finais (1 na Austrália, 4 em França, 3 em Wimbledon e 2 nos EUA), para além de 13 vezes em que se quedou pelas meias-finais. Um registo absolutamente impressionante e sem paralelo!

São os seguintes os outros quatro tenistas com, pelo menos, dez títulos em torneios do “Grand Slam”: Rafael Nadal (16), Pete Sampras (14), Novak Djokovic (12) e Björn Borg (11).

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28 Janeiro, 2018 at 10:32 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 14ª Jornada

Pulsar-14

(“O Templário”, 25.01.2018)

Com mais uma afirmativa demonstração de força e beneficiando do deslize nabantino, o Mação volta a distanciar-se na liderança do campeonato distrital da I Divisão, tendo ampliado para oito pontos o seu avanço face aos mais imediatos concorrentes (U. Tomar e Fazendense), numa altura em que, com a disputa da 14.ª jornada, teve início a segunda metade da competição.

Destaques – O primeiro destaque vai para mais uma goleada averbada pelos maçaenses em Ourém, frente ao At. Ouriense: depois do 4-1 registado no jogo da Taça do Ribatejo, o Mação repetiu agora a marca de 4-0 com que havia já vencido este mesmo adversário na ronda inaugural do campeonato; decididamente, a turma oureense não conseguiu, nesta época, encontrar antídoto para travar o ímpeto maçaense. Depois de uma primeira parte equilibrada, em que os visitantes apenas conseguiriam chegar ao golo já em período de compensação, no segundo tempo tudo seria diferente, com o marcador a avolumar-se progressivamente.

A segunda nota de realce é a vitória do Ferreira do Zêzere frente ao U. Tomar (2-1), fazendo história neste duelo particular, dado que, apenas ao 15.º confronto entre ambos os clubes, os ferreirenses conseguem alcançar o primeiro triunfo (depois de 12 vitórias unionistas), uma derrota bem amarga para os tomarenses, pelas circunstâncias e no momento em que ocorre.

Num desafio de cariz muito especial, entre clubes vizinhos, com diversos elementos da equipa da casa que vestiram já as cores unionistas (desde os técnicos Eduardo Fortes e Jacob Vieira, aos jogadores Telmo Rodrigues, André Silva e Tiago Vieira), este encontro teria alguns pontos de contacto com o anterior dos tomarenses, nos Riachos. Consciente da relevância desta partida, e das dificuldades a ela associadas, a equipa do U. Tomar assumiu, desde início, a iniciativa do jogo, procurando o golo, que poderia ter alcançado em mais de um par de boas oportunidades, mas que, porém, não conseguiu concretizar. Ao intervalo, o nulo era penalizador para o labor desenvolvido pelos “rubro-negros”, não fazendo jus à superioridade evidenciada.

A segunda metade abriria, praticamente, com o primeiro golo dos ferreirenses, na sequência de uma grande penalidade, convertida por Tiago Vieira, também a cimentar a sua liderança dos melhores marcadores. E, tal como sucedera na ronda anterior, este tento traduziria um ponto de viragem no jogo, com os nabantinos, a partir daí, a perderem a fluidez que tinham demonstrado, não tendo conseguido, no imediato, voltar a criar ocasiões de perigo. Com o tempo a correr contra os tomarenses, o Ferreira do Zêzere, em contra-ataque, chegaria ao segundo golo, agravando ainda mais as dificuldades da equipa contrária. Até final, pouco mais se jogaria, com sucessivas interrupções de jogo, para assistência a jogadores da casa. O ponto de honra dos unionistas, obtido já na parte final, acabaria por ser curto para as suas pretensões e necessidades.

Num jogo em que voltou a falhar alguma felicidade ao União, há que dar o mérito ao grupo de Ferreira do Zêzere pela forma como conseguiu interpretar a estratégia que tinha delineado – o que lhe proporciona ocupar um magnífico 5.º lugar –, enquanto os tomarenses saem de cabeça erguida, pelo esforço desenvolvido, devendo focar-se já no próximo desafio.

Surpresa – A (meia-)surpresa da jornada ocorreu precisamente nos Riachos, onde o conjunto da casa, que já “ameaçara” na semana passada, conseguiu mesmo chegar ao triunfo (apenas o terceiro na prova), uma vitória (2-1) ante o Torres Novas, tão mais saborosa por se tratar de um “derby”, dando nova esperança ao Riachense, agora só três pontos abaixo da “linha de água”.

Confirmações – Nos restantes quatro encontros, os desfechos acabaram por, de alguma forma, confirmar as expectativas, com realce para a vitória (2-1) da U. Abrantina sobre o Amiense, com a turma de Amiais de Baixo com muita dificuldade em libertar-se da zona perigosa, em que, ao invés, se vê cada vez mais envolvida. No Fazendense-Samora Correia e no Moçarriense-U. Almeirim, os conjuntos almeirinenses triunfaram mercê de um solitário tento em cada um dos embates (quinto desaire sucessivo dos samorenses, sétimo nos últimos oito jogos no campeonato!), enquanto o Cartaxo conseguiu a primeira vitória categórica (3-0) no seu reduto, ante os Empregados do Comércio, outra vez com a indesejada posição de “lanterna vermelha”.

II Divisão Distrital – A Norte, destaca-se o triunfo do Caxarias sobre o Rio Maior (3-1), proporcionando-lhe subir ao 5.º posto, a cinco pontos do 3.º classificado, Aldeiense. Merece igualmente menção a goleada (5-0) do Pego ante o Espinheirense. Por seu lado, o At Pernes conseguiu, enfim, obter o seu primeiro ponto, com um inesperado empate (3-3) na Atalaia.

Na série a Sul, realce para a vitória (1-0) do Marinhais, no “derby”, ante o Salvaterrense, reforçando o 2.º lugar, a três pontos do guia, Glória, que continua a vencer (2-0 no terreno do Vale da Pedra). O Porto Alto registou a sua primeira vitória (1-0), ante o Benfica do Ribatejo.

Campeonato de Portugal – Continua difícil a situação dos clubes do Distrito, que apenas somaram um ponto nesta ronda, mercê do empate (1-1) do Coruchense em Sintra, frente ao 1.º Dezembro; de facto, Fátima e Alcanenense saíram derrotados das deslocações efectuadas, respectivamente, aos Açores (0-1, perante o Lusitânia) e a Loures (0-3).

A turma de Alcanena subsiste em posição de despromoção (12.º), não obstante continuar a distar um ponto dos fatimenses (10.º lugar), imediatamente antecedidos pelo grupo do Sorraia.

Antevisão – Os campeonatos distritais voltam a sofrer breve paragem, para disputa dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, em que avulta o embate entre o Mação e Samora Correia, uma oportunidade para os samorenses procurarem, enfim, voltar a conseguir algo de positivo, tendo, para tal, de contrariar o favoritismo do líder. Em Tomar, o União recebe o Glória do Ribatejo, equipa do segundo escalão, mas que ostenta praticamente um ano de invencibilidade (desde a eliminação nos 1/8 de final da edição precedente da competição!); sendo um outro objectivo que os tomarenses muito anseiam conquistar, este desafio será mais uma etapa crucial a superar.

No Nacional, o Coruchense recebe o líder, Vilafranquense, em jogo de elevado grau de dificuldade, cabendo ao Fátima ser visitado pelo Torreense (5.º); quando ao Alcanenense, actua novamente fora de casa, em Pêro Pinheiro, precisamente a equipa que se lhe segue na tabela.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 25 de Janeiro de 2018)

28 Janeiro, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

Benfica / FC Porto / Sporting – Títulos

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28 Janeiro, 2018 at 12:58 am Deixe um comentário

Liga das Nações da UEFA – 2018/19

LIGA A

Grupo 1 – Alemanha, França e Holanda
Grupo 2 – Bélgica, Suíça e Islândia
Grupo 3 – Portugal, Itália e Polónia
Grupo 4 – Espanha, Inglaterra e Croácia

Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta nova competição da UEFA. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2020/21). Os quatro melhores classificados da Liga A que não tenham obtido a qualificação para o EURO 2020 participarão no “play-off”, a disputar em Março de 2020, para preenchimento de uma vaga na fase final dessa competição.

LIGA B

Grupo 1 – Eslováquia, Ucrânia e R. Checa
Grupo 2 – Rússia, Suécia e Turquia
Grupo 3 – Áustria, Bósnia-Herzegovina e I. Norte
Grupo 4 – P. Gales, Irlanda e Dinamarca

Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga A de 2020/21. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga C (edição de 2020/21). Os quatro melhores classificados da Liga B que não tenham obtido a qualificação para o EURO 2020 participarão no “play-off”, a disputar em Março de 2020, para preenchimento de uma vaga na fase final dessa competição.

LIGA C

Grupo 1 – Escócia, Albânia e Israel
Grupo 2 – Hungria, Grécia, Finlândia e Estónia
Grupo 3 – Eslovénia, Noruega, Bulgária e Chipre
Grupo 4 – Roménia, Sérvia, Montenegro e Lituânia

Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga B de 2020/21. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga D (edição de 2020/21). Os quatro melhores classificados da Liga C que não tenham obtido a qualificação para o EURO 2020 participarão no “play-off”, a disputar em Março de 2020, para preenchimento de uma vaga na fase final dessa competição.

LIGA D

Grupo 1 – Geórgia, Letónia, Cazaquistão e Andorra
Grupo 2 – Bielorrússia, Luxemburgo, Moldávia e S. Marino
Grupo 3 – Azerbaijão, I. Faroé, Malta e Kosovo
Grupo 4 – Macedónia, Arménia, Liechtenstein e Gibraltar

Os vencedores de cada um dos grupos serão promovidos à Liga C de 2020/21. Os quatro melhores classificados da Liga D que não tenham obtido a qualificação para o EURO 2020 participarão no “play-off”, a disputar em Março de 2020, para preenchimento de uma vaga na fase final dessa competição.

A fase regular da Liga das Nações será disputada em três jornadas duplas, em Setembro, Outubro e Novembro de 2018, estando a fase final agendada para Junho de 2019. Os “play-off” de apuramento para o EURO 2020 decorrerão em Março de 2020.

24 Janeiro, 2018 at 3:35 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 13ª Jornada

5.ª vitória consecutiva do U. Tomar

(“O Templário”, 18.01.2018)

Mação e U. Tomar continuam firmes nos dois primeiros postos da classificação, com os unionistas a alcançarem um magnífico registo de cinco triunfos sucessivos no campeonato (seis, se incluirmos também a Taça) – uma proeza que não alcançavam desde a temporada de 2008-09 (na altura, atingindo uma fabulosa série de dez vitórias consecutivas no campeonato), ficando agora a apenas um êxito do “record” fixado pelos maçaenses nas seis rondas iniciais da prova.

Destaques – A primeira nota vai para o líder, Mação, pela forma como conseguiu ultrapassar um adversário difícil, como é o Ferreira do Zêzere nesta época, no seu reduto (até agora, apenas o Torres Novas tinha desfeiteado os ferreirenses, na condição de visitados), ganhando por 4-2, um desfecho que aparenta ilusórias facilidades, dado que, durante muito tempo, o marcador esteve em 2-3, obrigando o líder a aplicar-se para garantir tão preciosa vantagem.

Quanto ao U. Tomar, sofreu a bom sofrer para “arrancar” os três pontos na historicamente difícil visita aos Riachos. Pese embora tenha entrado com a boa atitude que tem caracterizado as suas últimas exibições, assumindo, desde início, a iniciativa do jogo, foram grandes as dificuldades sentidas para ultrapassar a bem organizada defensiva riachense, que, em contra-ataque, acabaria mesmo por inaugurar o marcador. Um tento que os tomarenses “acusaram”, tendo demorado a reencontrar-se; entretanto, o obstáculo a transpor tinha-se avolumado significativamente, com o segundo golo da turma da casa.

Não vacilando, com muita garra e forte crença, os unionistas começaram a dar volta ao marcador logo no minuto inicial do segundo tempo. Um tónico vital para reforçar a confiança; contudo, seria necessário porfiar ainda largos minutos para que o empate fosse alcançado, na sequência de uma grande penalidade convertida por Wemerson Silva (soma oito golos nas últimas três partidas no campeonato). A reviravolta apenas seria consumada já em período de compensação, com o terceiro tento, que proporcionou aos rubro-negros uma crucial vitória por 3-2, paralelamente, remetendo de novo o Riachense para a posição de “lanterna vermelha”.

Mas, ao atingir-se o termo da primeira metade do campeonato, há outros candidatos à disputa do título que não atiraram ainda a “toalha” ao chão, em particular os dois clubes do município de Almeirim: desde logo, o Fazendense, retomando os resultados positivos, ganhando ao Torres Novas por 1-0, recuperando o 3.º lugar, três pontos apenas abaixo do União de Tomar; assim como o U. Almeirim, com uma também difícil (2-1), mas importante vitória em Abrantes.

Noutro plano, realce ainda para novo triunfo (2-1) do Moçarriense, na recepção ao irregular Cartaxo, que lhe proporcionou saltar acima da “linha de água”, ao mesmo tempo que volta a colocar os cartaxeiros mais próximos dessa zona perigosa da tabela do que dos lugares da frente.

Surpresa – A grande surpresa da ronda (última da primeira volta) foi a vitória dos Empregados do Comércio em Samora Correia (também por 2-1), somente o segundo triunfo dos “Caixeiros” no campeonato, que volta a fazer “sonhar” com a possibilidade de manutenção, agora apenas a dois pontos da U. Abrantina. Quanto aos samorenses, em inesperada “queda livre” (repartiam o 2.º lugar há apenas quatro jornadas), ocupando, após quatro desaires sucessivos, o 9.º posto (em igualdade pontual com o Cartaxo), com quatro pontos à maior face ao Moçarriense.

Confirmação – Em Ourém, o At. Ouriense impôs-se com naturalidade frente ao Amiense, pese embora por tangencial marca de 1-0, mantendo-se numa confortável 6.ª posição, contrariamente ao grupo de Amiais de Baixo (10.º lugar), cada vez mais intranquilo – é a equipa que está há mais tempo sem ganhar, desde a 8.ª jornada, a 19 de Novembro) –, agora com a turma da Moçarria a um escasso ponto, e com uma curta margem de quatro pontos face à U. Abrantina.

II Divisão Distrital – Na série a Norte, Tramagal (3-0 ao “lanterna vermelha”, At. Pernes) e Rio Maior (3-1 frente ao Espinheirense) prosseguem a sua senda de triunfos, reforçando as respectivas posições no topo da classificação. Menção ainda para a vitória do Aldeiense sobre o Pego (3-2), assim como para a marca do Caxarias (5-0) perante o Ortiga (terceira goleada consecutiva dos comandados de Marco Marques, com um “score” acumulado de 13-1!).

A Sul, o destaque vai para o triunfo (3-2) do Marinhais face ao U. Santarém, o que lhe permite continuar a repartir a vice-liderança com o Benavente, mas, mais importante, ampliar a vantagem para o conjunto escalabitano para quatro pontos, numa altura em que se atinge também a metade da prova. O líder, Glória, goleou (4-0) na curta viagem até ao Porto Alto.

Campeonato de Portugal – Na primeira ronda da segunda volta, só o Fátima voltou a conseguir pontuar, empatando (1-1) com o agora ex-líder, Mafra (ultrapassado pelo Vilafranquense). O Alcanenense não conseguiu evitar a derrota (0-1) na recepção ao 3.º classificado (Praiense), não tendo o Coruchense conseguido melhor frente ao clube sensação da Taça de Portugal, Caldas (semi-finalista dessa competição), perdendo também por 0-1.

Em função destes resultados, o Fátima conseguiu, enfim, transpor a barreira da “linha de água”, ocupando agora o 10.º posto, um ponto abaixo do Coruchense (9.º); o Alcanenense mantém-se em posição de despromoção (12.º), não obstante distar também um único ponto dos fatimenses.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, os dois primeiros classificados abrem a segunda volta voltando a jogar fora de casa, tendo, uma vez mais, de enfrentar sérios desafios, perante fortes opositores: o Mação desloca-se a Ourém, para defrontar o At. Ouriense, cabendo ao União de Tomar seguir as pisadas do líder, visitando Ferreira do Zêzere, num especialmente aliciante “derby”. Também nos Riachos haverá “derby”, com o Riachense a receber o Torres Novas. O mesmo sucede, igualmente, no escalão secundário, no Marinhais-Salvaterrense.

No Nacional, os clubes do Distrito actuam todos em reduto alheio: o Fátima viaja até aos Açores (ilha Terceira, Angra do Heroísmo), para defrontar o Lusitânia; o Coruchense visita Sintra, onde encontrará o 1.º Dezembro; por seu lado, o Alcanenense joga em Loures.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 18 de Janeiro de 2018)

21 Janeiro, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 12ª Jornada

Pulsar-12

(“O Templário”, 11.01.2018)

5-2 na Ribeira de Santarém, 5-0 em Samora Correia, 5-0 em Tomar, ante o Fazendense; pelo “meio”, 3-0 na recepção ao Torres Novas: estes são os absolutamente impressionantes números dos quatro últimos jogos do União de Tomar no campeonato, somando o pleno de doze pontos, depois da deslocação ao terreno do líder, afirmando de forma bem categórica a sua ambição.

Destaques – O primeiro grande realce da 12.ª ronda vai, necessariamente, para a fantástica goleada (5-0) imposta pelos unionistas ao até então seu parceiro na vice-liderança, Fazendense, que chegava a Tomar ainda invicto no campeonato. Desta feita sem “casos de arbitragem”, jogando “onze para onze” (aliás, seriam os nabantinos a acabar o jogo reduzidos a dez elementos, por expulsão do seu guarda-redes, já no último minuto, por intercepção da bola fora da área, substituído no lance derradeiro da partida por um dos seus colegas do meio-campo, que ainda defendeu o correspondente livre).

No que se vem tornando uma imagem de marca do grupo tomarense, cedo se colocando em vantagem no marcador, “acabaria” com o jogo num curto espaço de tempo, com a obtenção, praticamente sucessiva, do segundo e do terceiro tentos. Depois, até final, foi só gerir, tendo ainda desperdiçado outras ocasiões de perigo, para além dos dois golos adicionais apontados. Em mais uma excelente exibição do colectivo, é justo individualizar o fantástico desempenho de Wemerson, acabado de chegar do Brasil, após as “mini-férias” de Natal e Ano Novo, autor de quatro golos (a somar aos três que obtivera na ronda anterior), que, num ápice, o catapultaram para o terceiro lugar na lista de melhores marcadores!

Também a merecer especial destaque outra notável goleada (6-1), aplicada pelo Torres Novas ao Samora Correia, que, afinal, não conseguiu redimir-se do pesado desaire caseiro sofrido na jornada precedente, ante o U. Tomar. O facto de se ter privado dos dois elementos então expulsos poderá justificar parcialmente este novo descalabro; o acumular do marcador e o inevitável “atirar de toalha ao chão” no que respeita a hipotéticas expectativas de disputar ainda o 1.º lugar (agora já a inacessíveis doze pontos) terão feito o resto… isto, claro, conjugado com o mérito que, inegavelmente, terá de se atribuir ao desempenho dos torrejanos, a subir, novamente, ao pódio da pauta classificativa (apenas dois pontos abaixo dos tomarenses).

Surpresas – Outros três desfechos desta ronda poderão ser categorizados como “surpresa” ou, pelo menos, “meia-surpresa”. Assinalam-se os resultados positivos averbados por: At. Ouriense (forçando o nulo na visita a Almeirim, ante o União local, fazendo atrasar, porventura irremediavelmente, os visitados, caindo para o 5.º posto, agora a nove pontos do guia, paralelamente confirmando o bom campeonato que a turma de Ourém vem realizando); U. Abrantina (também com um empate a zero, no Cartaxo, que tarda em (re)encontrar-se com os êxitos no seu reduto); e Ferreira do Zêzere (1-1, no sempre difícil terreno de Amiais de Baixo, prosseguindo a sua notável campanha, nesta altura partilhando a posição na tabela com os almeirinenses, já com uma confortável margem de dez pontos em relação à “linha de água”).

Confirmações – Com maiores dificuldades do que seria expectável, o comandante, Mação, levou finalmente de vencida o Riachense (2-1) – foi a primeira vez que os maçaenses conseguiram derrotar este adversário, nos últimos oito anos!

Por seu lado, na Ribeira de Santarém, no “derby” escalabitano, os Empregados do Comércio confirmaram a sua crise de resultados, acumulando a quinta derrota consecutiva, batidos por 0-2 pelo Moçarriense, que não desperdiçou a oportunidade de somar três preciosos pontos.

II Divisão Distrital – Na série mais a Norte, para além do triunfo (3-1) do líder, Tramagal, no “derby”, em Alferrarede, destaca-se a goleada (4-1) do “renascido” Pego (afinal, ainda na disputa de um lugar entre os três primeiros) frente à U. Atalaiense, assim como o triunfo do Aldeiense, fora de casa, ante o Espinheirense, contribuindo para animar a concorrência pelo 3.º lugar, numa altura em que tramagalenses e Rio Maior parecem ganhar alguma vantagem.

A Sul, anota-se a surpresa do nulo do guia, Glória do Ribatejo, na recepção ao Pontével, assim como a vitória do Benavente no “derby”, impondo-se por 3-1 ao Barrosense; menção ainda ao desfecho de 4-3 no interessante Benfica do Ribatejo-Forense. Na frente, para além do Glória, líder destacado, um único ponto separa o trio formado por Benavente, Marinhais e U. Santarém.

Campeonato de Portugal – Na 15.ª jornada, apenas o Fátima conseguiu um resultado positivo, com uma tangencial vitória (2-1) ante o Eléctrico de Ponte de Sôr. De facto, o Alcanenense foi incapaz de oferecer resistência ao vice-líder, Vilafranquense, perdendo, em casa, por 1-4. Pior ainda fez o Coruchense, goleado, também no seu reduto, por 0-4, pelo Torreense.

Assim, cumprida a metade inicial da competição, Fátima e Alcanenense ocupam preocupantes posições abaixo da “linha de água” (não obstante em igualdade pontual com o 1.º Dezembro, a um único ponto de Caldas e Sintrense, e a dois pontos de Coruchense e Loures). Tudo em aberto portanto para a segunda volta, numa série de grande equilíbrio, com o 6º e 12.º classificados separados somente por dois pontos; mas, paralelamente, um alerta para a relevância de cada ponto conquistado, numa prova em que os fatimenses procuram recuperar posições, numa trajectória inversa à da formação de Alcanena, em aparente decréscimo de rendimento.

Antevisão – No Distrital, a próxima jornada marca também o final da primeira volta. Na I Divisão, destacam-se os confrontos Fazendense-Torres Novas (4.º e 3.º classificados, respectivamente), Ferreira do Zêzere-Mação e Riachense-U. Tomar, em que os clubes que ocupam os lugares de topo da tabela terão de se “aplicar a fundo” se quiserem sair vitoriosos.

Na II Divisão, realce para os embates Rio Maior-Espinheirense, Aldeiense-Pego e Marinhais-U. Santarém, em que estará sob mira a disputa das posições de apuramento para a fase final.

No Nacional, a abrir a segunda volta, o Fátima recebe o líder, Mafra, enquanto o Alcanenense terá a visita do Praiense (3.º classificado); o Coruchense defrontará, também em casa, o Caldas.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 11 de Janeiro de 2018)

14 Janeiro, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça Ribatejo – 1/8 final

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(“O Templário”, 28.12.2017)

Com a disputa, no passado Sábado, dos (quatro) jogos que se encontravam em falta – adiados da ronda do passado 10 de Dezembro –, completou-se a eliminatória correspondente aos 1/8 de final da Taça do Ribatejo, resultando no apuramento de seis clubes do principal escalão e de dois da divisão secundária: Glória do Ribatejo e U. Santarém.

Destaques – O primeiro destaque vai para o reencontro entre Mação e Fazendense, agora no reduto dos maçaenses, na semana imediata após se terem defrontado em partida a contar para o campeonato, na qual fora quebrada a invencibilidade do líder dessa prova. Num desafio em que estiveram frente a frente o actual detentor do troféu, Mação (que já ganhou por duas vezes) e o clube recordista em conquistas na Taça do Ribatejo, o Fazendense (que já por quatro vezes venceu a competição), os maçaenses conseguiram desforrar-se, vencendo por categórica marca de 3-0, assim quebrando também a invencibilidade do adversário na presente época, garantindo, portanto, a qualificação para os 1/4 de final, fase em que terão a visita do Samora Correia.

Outro “jogo-grande” desta (segunda metade da) ronda realizou-se em Amiais de Baixo, onde o Amiense – já por três vezes vencedor do troféu – recebeu o União de Tomar, clube ainda em busca da sua primeira Taça do Ribatejo, que, mercê de um solitário tento (do defesa Diogo Gaspar), obteve o seu quarto triunfo consecutivo naquele difícil terreno, nas deslocações que ali fez nos últimos quatro anos. Foi, paralelamente, a quarta vitória sucessiva dos tomarenses, após as três averbadas nas mais recentes jornadas do campeonato.

Os unionistas têm agora encontro marcado – na próxima eliminatória, agendada para 28 de Janeiro de 2018 – com uma das equipas do escalão secundário que resistem ainda em prova, a do Glória do Ribatejo, emblema que não perde há 17 jogos, desde… a eliminação nos 1/8 de final da Taça da temporada anterior, ante o At. Ouriense, a 5 de Fevereiro de 2017 (e que, aliás, mantém em curso uma excelente série de seis vitórias sucessivas, no campeonato e na Taça).

Surpresa – Em bom rigor, tratou-se apenas de uma “meia-surpresa”, o empate que o Riachense forçou na deslocação a Ferreira do Zêzere (1-1), vindo, não obstante, os ferreirenses, a alcançar o apuramento, por via de tal desempate da marca de grande penalidade. Nos 1/4 de final, o Ferreira do Zêzere viajará até à Ribeira de Santarém, para defrontar o actual “lanterna vermelha” do campeonato, o grupo dos Empregados do Comércio.

Confirmação – No único encontro do passado fim-de-semana em que actuou um representante da II Divisão, o Benavente, visitando Torres Novas, sofreu uma goleada, baqueando por 2-7 frente aos torrejanos, um desfecho inequívoco, confirmando o seu notório favoritismo, claramente distinto do registado nas duas vezes em que estas formações se tinham cruzado em edições anteriores desta Taça, curiosamente com dois empates a duas bolas: em 2009-10, então com os benaventenses a conseguir o apuramento no desempate da marca de grande penalidade, e, na época imediata, de 2010-11, dessa feita, com a “lotaria” das grandes penalidades a favorecer os torrejanos, que viriam a conquistar o troféu. De acordo com o sorteio, o Torres Novas defrontará, de seguida, outro clube da divisão secundária, o U. Santarém.

Do leque de oito “sobreviventes” na presente edição da Taça do Ribatejo, não consta já nenhum dos clubes mais titulados na competição: Fazendense (quatro troféus); Tramagal, Riachense e Amiense (três cada).

De facto, de entre os apurados para os 1/4 de final, apenas o Mação, actual detentor do galardão, e o Samora Correia bisaram já a conquista da prova (2007-08 e 2016-17 no caso dos maçaenses; e nas já distantes temporadas de 1982-83 e 1993-94, no caso dos samorenses); U. Santarém (1978-79), Ferreira do Zêzere (1989-90) e Torres Novas (2010-11) ganharam esta Taça por uma vez cada; U. Tomar (semi-finalista em 2002-03), Glória do Ribatejo (semi-finalista em 2013-14 e em 2014-15) e Empregados do Comércio (finalista em 2011-12 e semi-finalista em 2014-15) ainda não se estrearam na lista dos vencedores.

Antevisão – Os campeonatos (Distritais e Nacional) manter-se-ão em pausa no fim-de-semana de final de ano, apenas sendo retomados já em 2018, com o principal cartaz a ser o desafio em que se cruzam os actuais vice-líderes da I Divisão, União de Tomar e Fazendense, enquanto o guia, Mação, recebendo o Riachense, projectará a possibilidade de – em caso de vitória – voltar a distanciar-se de, pelo menos, um daqueles seus mais directos perseguidores.

Outros encontros de interesse serão o Torres Novas-Samora Correia – dois clubes que já marcaram presença no topo da tabela neste campeonato – e o “derby” escalabitano, entre os “aflitos” Empregados do Comércio e Moçarriense.

Na II Divisão, a Norte, realce para o aliciante “clássico” entre dois históricos, Alferrarede-Tramagal, assim como para o Pego-U. Atalaiense. A Sul, assinala-se outro “derby”, Benavente-Barrosense, tendo o líder, Glória do Ribatejo, um compromisso aparentemente acessível, recebendo o Pontével.

No Campeonato de Portugal, que atinge a última ronda (15.ª) da primeira volta, os três representantes do Distrito actuam, todos eles, nos respectivos terrenos. O Coruchense (no grupo dos 4.º classificados) recebe precisamente um dos integrantes desse lote, o Torreense; por seu lado, o Alcanenense (que partilha a 8.ª posição) terá a visita de um difícil opositor, o Vilafranquense, vice-líder da série; por fim, o Fátima, ainda a tentar libertar-se da zona abaixo da “linha de água”, defronta o Eléctrico de Ponte de Sôr, visando somar mais três pontos.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Dezembro de 2017)

30 Dezembro, 2017 at 12:00 pm Deixe um comentário

Alterações à Lei do Financiamento Partidário – Projeto de Lei n.º 708/XIII/3.ª

Foi aprovado na Assembleia da República, no passado dia 21 de Dezembro, o Projeto de Lei n.º 708/XIII/3.ª – Alteração à Lei n.º 28/82, de 15 de novembro (Lei da Organização, Funcionamento e Processo do Tribunal Constitucional), 2.ª alteração à Lei Orgânica n.º 2/2003, de 22 de agosto (Lei dos Partidos Políticos), 7.ª alteração à Lei n.º 19/2003, de 20 de junho (Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais), e 1.ª alteração à Lei Orgânica n.º 2/2005, de 10 de janeiro (Lei de Organização e Funcionamento da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos) -, aqui exaustivamente analisado, em termos comparativos, face à lei do financiamento partidário actualmente em vigor.

A pretexto da transferência de competências do Tribunal Constitucional para a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, que verá alargado e reforçado o seu âmbito de acção – «de modo a superar dúvidas de inconstitucionalidade dos procedimentos» de apreciação das contas anuais dos partidos e das contas de campanha eleitoral, passando o Tribunal Constitucional a intervir apenas em sede de recurso – foram introduzidas, adicionalmente, algumas «alterações pontuais cuja introdução se revelou necessária».

Para além de questões relacionadas com os prazos de pronúncia sobre as contas anuais dos partidos e as contas de campanha eleitoral, tais alterações pontuais centram-se nos seguintes aspectos:

  • Eliminação da restrição à isenção de IVA, anteriormente limitada às aquisições e transmissões de bens que visassem difundir a mensagem política ou identidade própria, passando a alargar-se à totalidade das aquisições de bens e serviços, independentemente da sua natureza (aplicável a partidos com votação superior a 50.000 votos em Eleições Legislativas, ou com representação parlamentar);
  • Eliminação do limite anual das receitas de angariação de fundos (1.500 vezes o valor do IAS) – limite actualmente em vigor, de 639.000 €/ano;
  • Possibilidade de cedências gratuitas de espaços que sejam geridos ou propriedade do Estado ou de pessoas coletivas de direito público, incluindo autarquias locais, de entidades do sector público empresarial ou de entidades da economia social;
  • Possibilidade de as despesas de campanha eleitoral de reduzido valor unitário passarem a ser pagas em numerário, por pessoas singulares, a título de adiantamento, sendo reembolsadas por instrumento bancário;
  • Consideração como despesas de campanha eleitoral de despesas realizadas no dia de eleições com a apresentação ao público e à comunicação social da reacção política aos resultados;
  • Consideração como receita de campanha dos adiantamentos efectuados por partidos, líquidos de eventuais reembolsos

A propósito destas matérias, recupera-se de seguida a jurisprudência do Tribunal Constitucional, expressa nos mais recentes Acórdãos sobre contas anuais e sobre contas de campanha eleitoral.

  • Isenção / Reembolso de IVA – «Parte das despesas imputadas à campanha eleitoral […] foi considerada pelo respetivo valor sem IVA, sendo que o correspondente IVA associado às faturas foi evidenciado no balanço (no ativo) como IVA a recuperar […]. A ECFP não concorda com o procedimento adotado […] de apresentar as despesas eleitorais sem IVA e simultaneamente requerer o reembolso do mesmo. […] Sendo certo que não ocorreu qualquer “duplo reembolso”, impõe-se, uma vez mais, repristinar o que o Tribunal Constitucional afirmou no recente Acórdão n.º 261/2015 quanto ao entendimento da ECFP de que o pedido de reembolso do IVA e a respetiva restituição, total ou parcial, não têm fundamento legal: trata-se de questão que escapa à competência do Tribunal Constitucional em matéria de julgamento das contas dos partidos políticos, pois que respeita exclusivamente a matéria fiscal, não representando, em si mesma, qualquer ilegalidade ou irregularidade das contas, pelo que nada há a verificar» (Acórdão n.º 574/2015, ponto 9.12).
  • Angariação de fundos – «Tem o Tribunal Constitucional entendido […] que não obstante as dificuldades que a lei vigente apresenta para eventos deste tipo, está longe de se demonstrar que é impossível proceder ao controlo contabilístico das receitas e despesas envolvidas na realização do mesmo. Na verdade, a resposta escapa ao essencial: a necessidade de controlo contabilístico das receitas e despesas, como forma de garantir que os limites legais para as mesmas fixados não sejam ultrapassados. […] Deste modo, e na sequência da jurisprudência anterior, deve dar-se por verificada a imputação pela violação […], pelo menos, do dever genérico contido no artigo 12.º, n.º 1 da Lei n.º 19/2003.»  (Acórdão n.º 420/2016, ponto 10.5).
  • Cedência gratuita de espaços – «Nestes termos […] houve utilização gratuita de espaços. Ora, tratando-se aqui de ações partidárias correntes, que se regem pela lei do financiamento partidário, e não de ações de campanha eleitoral, não parece ser legalmente permitida a gratuitidade de utilização de espaços de entidades quaisquer que elas sejam, isto é, quer tenham ou não fins lucrativos. Com efeito, a Lei n.º 19/2003 não permite donativos de pessoas coletivas, sejam privadas ou públicas e qualquer que seja a sua natureza, nem tão pouco cedências de bens a título de empréstimo de pessoas coletivas, como resulta dos artigos 8.º, n,º 1, e 3.º.» (Acórdão n.º 420/2016, ponto 9.9 – B).
  • Pagamento de despesas de campanha por terceiros – «Foram identificadas nas contas da campanha […] despesas com combustíveis, telecomunicações, transportes, correios, refeições, hotéis e materiais diversos, pagas por terceiros. As faturas apresentadas (e melhor detalhadas no relatório de auditoria notificado ao Partido) […] foram pagas em numerário, multibanco ou cartão de crédito por várias pessoas. […] O Tribunal Constitucional já por diversas vezes se pronunciou quanto ao pagamento de despesas por terceiros, ainda que objeto de reembolso posterior – e que configura, na prática, um adiantamento para pagamento de despesas – afirmando que estes pagamentos, ao serem efetuados por terceiros e não terem sido efetuados através da conta bancária da campanha constituem donativos indiretos, os quais são proibidos por força da alínea c) do n.º 3 do artigo 8.º da Lei n.º 19/2003.» (Acórdão n.º 574/2015, ponto 9.4 – A)).
  • Despesas incorridas no dia das eleições – «De acordo com o n.º 1 do artigo 19.º da Lei n.º 19/2003, constituem despesas de campanha “as efetuadas pelas candidaturas, com intuito ou benefício eleitoral, dentro dos seis meses imediatamente anteriores à data do ato eleitoral respetivo”. No caso, trata-se de um evento de acompanhamento de resultados eleitorais e de comemoração dos mesmos resultados, necessariamente ocorrido após o ato eleitoral. Ora, as respetivas despesas não podem considerar-se ter sido contraídas com intuito ou benefício eleitoral: é certo que as mesmas ocorreram por razão da campanha, mas são já posteriores a ela, pelo que das mesmas nenhum benefício para a campanha pôde advir» (Acórdão n.º 574/2015, ponto 9.8 – D)).

Independentemente da forma como foi desenvolvida esta iniciativa legislativa e do seu calendário de aprovação, verifica-se que a mesma acaba por extravasar largamente o propósito a que se propunha – essencialmente, a transferência de competências do Tribunal Constitucional para a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos -, em favor dos partidos que subscreveram tal iniciativa, sendo que, por outro lado, não parece dar resposta cabal às necessidades expressas pelo Tribunal Constitucional, nomeadamente no que respeita ao reforço de meios da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos – situação com acuidade tão mais vincada, atento o alargamento das suas competências -, sendo também limitado o contributo para mitigar as dificuldades práticas dos partidos sem representação parlamentar, em função das suas reduzidas estruturas, meios e recursos, ficando, portanto, por fazer a necessária reforma, de um modo estruturado, da lei, visando também a própria remodelação da acção fiscalizadora, num desejado novo paradigma, em ordem à simplificação de procedimentos e objectividade acrescida, ajustando-a à realidade da generalidade dos partidos e candidaturas eleitorais.

“Disclaimer” – Exerci, entre Abril de 2013 e Outubro de 2017, as funções de vogal ROC da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.

28 Dezembro, 2017 at 12:01 am Deixe um comentário

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