Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins – 2019

Tem hoje início, na Catalunha (Espanha), a 44.ª edição do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, o qual passou, deste a edição precedente, a ser disputado em novos moldes, integrado nos “Jogos Mundiais de Patinagem” da Federação Internacional de “Roller Sports” (FIRS), os quais englobam ainda provas de patinagem artística, “freestyle”, patins em linha, velocidade e “skateboarding”, entre outras.

Neste novo modelo competitivo, vigente desde 2017, o Campeonato Mundial é disputado, numa primeira fase, por oito selecções, repartidas em dois grupos de quatro equipas (apuradas tendo em consideração contingentes por continente, em função da classificação nos respectivos torneios continentais, tendo a Europa quatro representantes, a América, três, e África, um).

As seguintes oito equipas (4 da Europa, 2 de África, 1 da América e 1 da Ásia/Oceania) disputam o agora designado “Intercontinental Championship”, enquanto as restantes selecções participantes (no caso do Hóquei em Patins, nesta 2.ª edição dos “World Roller Games”, num total de onze) disputam o agora denominado “Challenger’s Championship”.

Assim, na primeira fase do Mundial de Hóquei em Patins, com jogos disputados em Barcelona (“Palau Blaugrana”) e em Vilanova i la Geltrú (“CEM Isaac Gálvez”), os 8 países participantes foram repartidos nos seguintes grupos:

  • Grupo A – Espanha, Itália, Angola e França (respectivamente 1.º, 4.º, 5.º e 9.º classificados na edição anterior do Campeonato do Mundo)
  • Grupo B – Portugal, Argentina, Colômbia e Chile (respectivamente 2.º, 3.º, 6.º e 7.º classificados na edição anterior do Campeonato do Mundo)

Por seu lado, é o seguinte o ordenamento dos grupos do “Intercontinental Championship”:

  • Grupo A – Moçambique (8.º), Egipto (16.º), Andorra e Inglaterra
  • Grupo B – Alemanha (10.º), Austrália (20.º), Suíça e Brasil

Por fim, participam no “Challenger’s Championship” as seguintes onze selecções:

  • Grupo A – Áustria (12.º), Japão (19.º), Taiwan (21.º), Nova Zelândia (22.º), Bélgica e Uruguai
  • Grupo B – Holanda (11.º), Macau (14.º), Índia (18.º), EUA e China

Regista-se o regresso de selecções como as de Suíça, Brasil, Andorra, Inglaterra, Bélgica e EUA, que não haviam participado na edição anterior.

Na 1.ª fase da prova, Portugal defrontará sucessivamente: a Colômbia (amanhã), a Argentina (segunda-feira) e o Chile (terça-feira)

Num peculiar sistema de apuramento, qualificam-se para os 1/4 de final os três primeiros classificados de cada grupo, sendo que os dois quartos classificados disputarão com os vencedores dos dois grupos do “Intercontinental Championship” a continuidade / “promoção” à fase do “Mundial”.

Nas 43 edições anteriores, Portugal sagrou-se Campeão do Mundo por 15 vezes (1947, 1948, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1960, 1962, 1968, 1974, 1982, 1991, 1993 e 2003); tendo sido recentemente superado pela Espanha, que soma 17 títulos (1951, 1954, 1955, 1964, 1966, 1970, 1972, 1976, 1980, 1990, 2001, 2005, 2007, 2009, 2011, 2013 e 2017); a Argentina foi Campeã por 5 vezes (1978, 1984, 1995, 1999 e 2015); a Itália conquistou 4 títulos (1953, 1986, 1988 e 1997); e, por fim, a Inglaterra foi 2 vezes Campeã Mundial (1936 e 1939).

À excepção da edição disputada em 2007 na Suíça, a selecção de Portugal conseguiu alcançar um lugar de honra em todas as edições da prova; para além dos 15 títulos de Campeã do Mundo, foi vice-campeã mundial por 10 vezes (1951, 1953, 1954, 1964, 1966, 1970, 1972, 1990, 1995 e 2017); classificou-se em 3.º lugar em 15 ocasiões (1936, 1939, 1955, 1976, 1978, 1980, 1984, 1986, 1988, 1999, 2005, 2009, 2011, 2013 e 2015); apenas por 3 vezes não atingiu o pódio, quedando-se na 4.ª posição (1997 e 2001), e em 6.º lugar (em 2007).

Na última edição do Mundial, a equipa portuguesa disputou a Final da competição, tendo empatado 3-3 com a Espanha, perdendo apenas no desempate da marca de grande penalidade.

6 Julho, 2019 at 11:50 am Deixe um comentário

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28 Junho, 2019 at 11:23 am Deixe um comentário

Belenenses Campeão Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Lisboa

BelenensesO Belenenses tomou – de acordo com a vontade maioritariamente expressa pelos seus sócios – a corajosa decisão de recomeçar a constituir direitos desportivos, a partir do escalão mais baixo do futebol português.

Esta tarde, culminando a primeira época desta longa mas briosa caminhada – por curiosidade, no ano do centenário do clube – o Belenenses sagrou-se Campeão da I Divisão Distrital da Associação de Futebol de Lisboa (6.º escalão), ao vencer na final, disputada no Estádio 1.º de Maio, em Lisboa, perante uma bem preenchida bancada, a equipa da Associação Cultural e Desportiva do Bocal – Mafra, por 3-2, após prolongamento, depois de um empate a dois golos no termo do tempo regulamentar.

Uma palavra de apreço para a forma como se exibiu o seu adversário, dignificando esta final, começando por inaugurar o marcador, logo ao segundo minuto, com o Belenenses a empatar aos oito minutos; tendo inclusivamente a formação do Bocal estado novamente em vantagem (desde o oitavo minuto da segunda parte) até três minutos antes dos noventa, altura em que o clube do Restelo restabeleceu a igualdade, na conversão de uma grande penalidade. No prolongamento, os “azuis” chegaram enfim ao tento da vitória, a pouco mais de dez minutos do fim.

15 Junho, 2019 at 10:01 pm Deixe um comentário

Europeu 2020 – Qualificação – 4ª Jornada

GRUPO B           Jg     V     E     D       G      Pt
1º Ucrânia         4     3     1     -     8 - 1    10
2º Luxemburgo      4     1     1     2     4 - 5     4
3º Sérvia          3     1     1     1     5 - 7     4
4º Portugal        2     -     2     -     1 - 1     2
5º Lituânia        3     -     1     2     3 - 7     1

4ª jornada

10.06.2019 – Sérvia – Lituânia – 4-1
10.06.2019 – Ucrânia – Luxemburgo – 1-0
(mais…)

10 Junho, 2019 at 11:50 pm Deixe um comentário

“Dia de Portugal”

Portugal Campeão Liga Nações - 2019
(Foto no Expresso)

10 Junho, 2019 at 11:00 am Deixe um comentário

Portugal Campeão da Liga das Nações da UEFA

UEFA Nations League
Portugal Campeão Liga Nações
(Foto no Público)

9 Junho, 2019 at 9:34 pm Deixe um comentário

Portugal – Holanda – Liga das Nações da UEFA – Final

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Rúben Dias, José Fonte, Raphaël Guerreiro, Danilo Pereira, William Carvalho (90m – Rúben Neves), Bruno Fernandes (81m – João Moutinho), Bernardo Silva, Gonçalo Guedes (75m – Rafa Silva) e Cristiano Ronaldo

Holanda Jasper Cillessen, Denzel Dumfries, Matthijs de Ligt, Virgil van Dijk, Daley Blind, Marten de Roon (81m – Luuk de Jong), Frenkie de Jong, Georginio Wijnaldum, Steven Bergwijn (60m – Donny van de Beek), Ryan Babel (45m – Quincy Promes) e Memphis Depay

1-0 – Gonçalo Guedes – 60m

Cartões amarelos – Denzel Dumfries (88m) e Virgil van Dijk (90m)

Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)

Estádio do Dragão, Porto

Final Liga Nações - 2019
(Foto via Twitter)

Portugal conquistou a edição inaugural da nova “Liga das Nações da UEFA” – troféu que junta ao título de Campeão Europeu -, ao vencer na Final da prova a selecção da Holanda.

Dando a aparência de ter entrado em campo algo retraída, começando por conceder a iniciativa de jogo ao adversário, a equipa portuguesa conseguiu “soltar-se” a partir do quarto de hora, dominando, até final, em praticamente todas as vertentes (pese embora o maior tempo de posse de bola por parte dos holandeses), tendo chegado ao intervalo com uma dúzia de remates e seis cantos, contra apenas um remate e um canto a favor do seu opositor.

No primeiro tempo, esteve em evidência Bruno Fernandes, pela espontaneidade de remate, porém sem conseguir materializar as várias tentativas em golo, com Cilessen a mostrar-se concentrado. Perante uma posse de bola inconsequente por parte da Holanda, Portugal, com um futebol mais vertical, em transições rápidas, beneficiou da liberdade concedida por Fernando Santos a Bernardo Silva, grande desequilibrador desta Final.

Na segunda metade, com os holandeses sem profundidade no seu futebol, não conseguindo penetrar na área portuguesa, com Rúben Dias a destacar-se no comando da defensiva portuguesa, bem apoiada, na zona intermediária, pela dupla Danilo Pereira e William Carvalho, a turma portuguesa aproveitou para imprimir mais intensidade no jogo, frente a um adversário que começava a denotar o efeito de menos 24 horas de recuperação (e um prolongamento jogado, na meia-final).

À passagem da hora de jogo, dando sequência a uma excelente triangulação com Bernardo Silva, Gonçalo Guedes, de primeira, sem preparação, rematou forte e colocado, batendo inapelavelmente Cilessen, que, estirando-se, ainda tocaria na bola, mas impotente para travar a sua marcha para as redes da baliza.

A equipa nacional, que dominara a partida durante a maior parte do tempo, tendo criado oportunidades para alcançar marca mais tranquilizadora, acabaria, na parte final, por, algo instintivamente, ir recuando, na defesa da preciosa vantagem, tendo, então, a Holanda, com espaço para progredir no terreno, chegado ainda a assustar, em especial por Depay e van de Beek, com Rui Patrício a negar o golo.

A formação “laranja”, já em fase de desespero, terminaria o encontro com os centrais de Ligt e van Dijk, quais “ponta-de-lança”, mas sem conseguir criar outras situações de perigo, tendo Portugal sustido esse ímpeto final.

Com inteiro mérito – mercê de uma substancial melhoria exibicional, da meia-final para a Final – e justiça, Portugal repete a glória da conquista de um título europeu, numa competição que, pese embora a novidade, foi encarada com grande seriedade e ambição pelos quatro semi-finalistas, também louváveis vencedores dos respectivos grupos de qualificação, depois de terem deixado para trás selecções como a da França (actual Campeã do Mundo), Alemanha, Espanha, Itália, Croácia ou Bélgica.

Aureolada com os últimos dois troféus disputados a nível europeu, a selecção lusa – a atravessar a fase mais exuberante da sua história – afirma-se, assim, definitivamente, como “grande”, entre as “maiores” da Europa.

9 Junho, 2019 at 9:33 pm Deixe um comentário

Suíça – Inglaterra – Liga das Nações da UEFA – 3.º/4.º lugar

Suíça Suíça – Yann Sommer, Fabian Schär, Manuel Akanji, Nico Elvedi, Kevin Mbabu, Granit Xhaka, Remo Freuler, Ricardo Rodríguez (87m – Josip Drmić), Xherdan Shaqiri (65m – Steven Zuber), Edimilson Fernandes (61m – Denis Zakaria) e Haris Seferović (113m – Noah Okafor)

Inglaterra Jordan Pickford, Trent Alexander-Arnold, Joe Gomez, Harry Maguire, Danny Rose (70m – Kyle Walker), Eric Dier, Dele Alli, Fabian Delph (106m – Ross Barkley), Jesse Lingard (106m – Jadon Sancho), Raheem Sterling e Harry Kane (75m – Callum Wilson)

Desempate da marca de grande penalidade:

0-1 – Harry Maguire
1-1 – Steven Zuber
1-2 – Ross Barkley
2-2 – Granit Xhaka
2-3 – Jadon Sancho
3-3 – Manuel Akanji
3-4 – Raheem Sterling
4-4 – Kevin Mbabu
4-5 – Jordan Pickford
5-5 – Fabian Schär
5-6 – Eric Dier
Josip Drmić permitiu a defesa a Jordan Pickford

Cartões amarelos – Granit Xhaka (116m); Danny Rose (23m) e Jesse Lingard (27m)

Árbitro – Ovidiu Haţegan (Roménia)

Estádio D. Afonso Henriques (Guimarães)

9 Junho, 2019 at 5:28 pm Deixe um comentário

Europeu 2020 – Qualificação – 3ª Jornada

GRUPO B           Jg     V     E     D       G      Pt
1º Ucrânia         3     2     1     -     7 - 1     7
2º Luxemburgo      3     1     1     1     4 - 4     4
3º Portugal        2     -     2     -     1 - 1     2
4º Lituânia        2     -     1     1     2 - 3     1 
5º Sérvia          2     -     1     1     1 - 6     1

3ª jornada

07.06.2019 – Lituânia – Luxemburgo – 1-1
07.06.2019 – Ucrânia – Sérvia – 5-0
(mais…)

7 Junho, 2019 at 9:52 pm Deixe um comentário

Holanda – Inglaterra – Liga das Nações da UEFA – 1/2 finais

Holanda Jasper Cillessen, Denzel Dumfries, Matthijs de Ligt, Virgil van Dijk, Daley Blind, Marten de Roon (68m – Donny van de Beek), Frenkie de Jong (114m – Kevin Srootman), Georginio Wijnaldum, Steven Bergwijn (90m – Davy Pröpper), Ryan Babel (68m – Quincy Promes) e Memphis Depay

Inglaterra Jordan Pickford, Kyle Walker, John Stones, Harry Maguire, Ben Chilwell, Declan Rice (106m – Dele Alli), Fabian Delph (77m – Jordan Henderson), Ross Barkley, Jadon Sancho (61m – Jesse Lingard), Raheem Sterling e Marcus Rashford (45m – Harry Kane)

0-1 – Marcus Rashford (pen.) – 32m
1-1 – Matthijs de Ligt – 73m
2-1 – Kyle Walker (p.b.) – 97m
3-1 – Quincy Promes – 114m

Cartões amarelos – Matthijs de Ligt (30m), Denzel Dumfries (45m) e Donny van de Beek (106m); Harry Kane (70m)

Árbitro – Clément Turpin (França)

Estádio D. Afonso Henriques (Guimarães)

Sob o apoio dominante de público afecto à Inglaterra, a Holanda foi, não obstante, a equipa que, em termos gerais, assumiu o controlo do jogo, dispondo de maior tempo de posse de bola, embora sem criar oportunidades de golo no decurso da meia hora inicial.

Seriam aliás os ingleses, beneficiando de uma falha de Matthijs de Ligt, que se viu forçado a fazer falta na área, a inaugurar o marcador, na conversão de uma grande penalidade. A Inglaterra poderia, entretanto, ter ampliado a contagem, ainda antes do final do primeiro tempo, tendo disposto ainda de outra ocasião de perigo logo no início da segunda metade.

A pressão holandesa intensificar-se-ia a partir da hora de jogo, vindo a ser premiada com o tento da igualdade, com de Ligt a redimir-se, marcando de cabeça, na sequência de um canto.

Com uma boa reacção, a Inglaterra chegaria mesmo a introduzir novamente a bola na baliza contrária, mas o golo não seria validado, por um “fora-de-jogo” arrancado “in-extremis”.

Até final, ambas as equipas procurariam ainda evitar o prolongamento, mas o resultado não se alteraria.

Só já no período complementar os golos surgiriam e – não obstante a boa entrada da selecção de Inglaterra – a favor da Holanda, decorrendo de erros da defensiva inglesa: primeiro, com John Stones a perder a bola, e, depois de um remate defeituoso de Quincy Promes, a bola a tabelar em Kyle Walker e a anichar-se na sua própria baliza; depois, outra perda de bola, de Ross Barkley, desta feita concretizada em golo directamente por Promes.

6 Junho, 2019 at 10:24 pm Deixe um comentário

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