Liga das Nações da UEFA – 2020/21 – 4.ª Jornada

LIGA A

Grupo 1 – Polónia-Bósnia-Herzegovina – 3-0 / Itália-Países Baixos – 1-1

1.º Polónia, 7; 2.º Itália, 6; 3º Países Baixos, 5; 4.º Bósnia-Herzegovina, 2

Grupo 2 – Inglaterra-Dinamarca – 0-1 / Islândia-Bélgica – 1-2

1.º Bélgica, 9; 2º Dinamarca e Inglaterra, 7; 4º Islândia, 0

Grupo 3 – Croácia-França – 1-2 / Portugal-Suécia – 3-0

1.º Portugal e França, 10; 3.º Croácia, 3; 4º Suécia, 0

Grupo 4 – Ucrânia-Espanha – 1-0 / Alemanha-Suíça – 3-3

1.º Espanha, 7; 2.º Alemanha e Ucrânia, 6; 4.º Suíça, 2

Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2022/23).

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14 Outubro, 2020 at 9:42 pm Deixe um comentário

Portugal – Suécia (Liga das Nações – 4.ª Jornada)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, William Carvalho (80m – João Moutinho), Danilo Pereira, Bruno Fernandes (88m – Renato Sanches), Diogo Jota (88m – Rafa Silva), Bernardo Silva (75m – André Silva) e João Félix (75m – Daniel Podence)

Suécia Suécia – Robin Olsen, Mikael Lustig (54m – Mattias Johansson), Pontus Jansson, Victor Lindelöf, Pierre Bengtsson, Dejan Kulusevski (88m – Sebastian Larsson), Kristoffer Olsson, Albin Ekdal, Viktor Claesson, Marcus Berg (88m – Martin Olsson) e Robin Quaison (62m – Alexander Isak)

1-0 – Bernardo Silva – 21m
2-0 – Diogo Jota – 44m
3-0 – Diogo Jota – 72m

Cartões amarelos – Diogo Jota (52m) e Bruno Fernandes (85m); Albin Ekdal (36m), Kristoffer Olsson (57m), Pontus Jansson (62m), Jan Andersson (Treinador – 72m) e Marcus Berg (79m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Depois do animador resultado obtido em França, a selecção nacional recebia a Suécia, actual último classificado do grupo, com a responsabilidade de ser favorita. E, assumindo-se, não enjeitou tal responsabilidade.

Mesmo privada de Cristiano Ronaldo, em isolamento, após ter acusado positivo em teste relativo ao COVID-19, a equipa portuguesa teve sempre mais iniciativa e domínio do jogo, pese embora os suecos se terem também apresentado de forma desinibida, sem excessivas cautelas defensivas, e provocando mesmo alguns calafrios no último reduto português, sobretudo na fase final do primeiro tempo, com a bola, caprichosamente, a bater nos ferros da baliza de Rui Patrício.

Já depois de não ter dado a melhor sequência a um par de oportunidades, Portugal chegaria mesmo ao golo, por Bernardo Silva, após boa assistência de Diogo Jota. Estava dado o mote para o que seria a grande figura desta partida, com um jogo memorável: o “substituto” de Cristiano Ronaldo, precisamente Diogo Jota, que viria ainda a ser o autor dos outros dois golos de Portugal.

Em função dos perigosos contra-ataques da Suécia, o segundo tento da selecção portuguesa, obtido mesmo a findar os primeiros 45 minutos, revelar-se-ia determinante em termos da evolução do encontro.

Ainda assim, a formação sueca voltou para a segunda parte mantendo em mira, em primeira instância, a possibilidade de reduzir a desvantagem, forçando a equipa nacional a agrupar-se no seu meio campo, com Rui Patrício, outra vez, a grande nível. Até que, aproveitando também os espaços, num lance de grande talento de Diogo Jota, desenvencilhando-se dos adversários que lhe surgiram no caminho, marcou um golo de belo efeito, selando a convincente vitória portuguesa.

Em paralelo, da Croácia até chegaram a ser positivas as notícias, quando os croatas empataram a um golo; todavia, a França acabaria por vencer por 2-1, mantendo-se, pois, a liderança partilhada do grupo, antes do derradeiro ciclo de dois jogos, primeiro com Portugal a receber os Campeões do Mundo em título – num desafio que poderá revestir-se de cariz decisivo (em caso de vitória de uma das equipas, a que ganhar garante automaticamente o apuramento para a fase final) -, antes de se deslocar ao terreno dos… vice-campeões do Mundo.

Não obstante mantenha um excelente desempenho nesta fase de qualificação da Liga das Nações, a missão que Portugal tem pela frente continua a ser tudo menos fácil…

14 Outubro, 2020 at 9:39 pm Deixe um comentário

Eleições Presidenciais EUA – 2020 (VII)

As sondagens podem vir a revelar-se erradas – no sentido em que os resultados poderão vir a divergir de forma relevante das tendências actuais -, mas, a apenas três semanas das eleições, só uma grande reviravolta (inclusivamente maior do que a sucedida há quatro anos) poderá retirar a vitória a Joe Biden.

Com o tempo a começar a escassear para uma eventual recuperação por parte de Donald Trump – que, por agora, parece em nada ter beneficiado da situação de “COVID-19”, de que, em termos pessoais, prontamente se mostrou restabelecido -, o candidato democrata reforça posições determinantes em alguns dos Estados em que tinha uma vantagem ainda relativamente frágil, como eram os casos do Arizona (11 “Grandes Eleitores”), Wisconsin (10) e Nevada (6), para além de uma das circunscrições do Nebraska. Ao invés, Trump cede no Iowa (6), que parece estar agora em situação de “empate técnico”, vendo, pois, reduzir-se ainda mais a sua base de sustentação.

Contando com os Estados em que detém claro favoritismo, e com aqueles em que apresenta, nesta altura, vantagens relevantes, Biden somaria 290 “Grandes Eleitores”, o suficiente para garantir a eleição (sendo necessários 270 para a vitória).

Resume-se no mapa abaixo a actualização das tendências apontadas pelas sondagens, a seguir detalhadas:


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  • Joe Biden – Claro favoritismo em 16 Estados, num total correspondente a 203 “Grandes eleitores”: California (55); New York (29); Illinois (20); New Jersey (14); Virginia (13); Washington (12); Massachussetts (11); Maryland (10); Connecticut (7); Oregon (7); New Mexico (5); Hawaii (4); Rhode Island (4); Delaware (3); Maine (3, do total de 4); e Vermont (3); para além do District of Columbia (3).
  • Donald Trump – Claro favoritismo em 17 Estados, num total correspondente a 109 “Grandes eleitores”: Indiana (11); Tennessee (11); Alabama (9); Carolina do Sul (9); Kentucky (8); Lousiana (8); Oklahoma (7); Arkansas (6); Kansas (6); Mississippi (6); Utah (6); West Virginia (5); Idaho (4); Nebraska (4, do total de 5); Dakota do Norte (3); Dakota do Sul (3); e Wyoming (3).

Considerando outros Estados, em que parece forte a probabilidade das respectivas vitórias, Biden somaria mais 87 “Grandes eleitores” (Pennsylvania – 20; Michigan – 16; Arizona – 11; Minnesota – 10; Wisconsin – 10; Colorado – 9; Nevada – 6; e New Hampshire – 4; a que acresce 1 do Nebraska); enquanto Trump alcançaria outros 16 “Grandes eleitores” (Missouri – 10; Alaska – 3; e Montana – 3).

Neste novo cenário, os resultados dos 6 restantes Estados, com disputas mais “renhidas”, correspondendo a um total de 123 “Grandes eleitores”, apenas poderiam ser relevantes caso Biden não viesse a confirmar a vitória em alguns dos Estados anteriores (teria de perder, pelo menos, no Arizona e no Wisconsin – caso em que poderíamos ter um empate absoluto):

  • Actualmente com ligeira tendência a favor do candidato democrata – 1 Estado, num total correspondente a 29 “Grandes eleitores”:
    • Florida (29)
  • Actualmente com ligeira tendência a favor do candidato republicano – 1 Estado, num total correspondente a 38 “Grandes eleitores”:
    • Texas (38)
  • Actualmente em situação de “empate” – 4 Estados, num total correspondente a 55 “Grandes eleitores” (a que acresce 1 “Grande Eleitor” no Estado do Maine):
    • Ohio (18)
    • Georgia (16)
    • Carolina do Norte (15)
    • Iowa (6)

13 Outubro, 2020 at 9:30 am Deixe um comentário

Prémio Nobel da Economia – 2020

O prémio Nobel da Economia 2020 foi hoje atribuído a Paul R. Milgrom (EUA) e Robert B. Wilson (EUA), “pelas melhorias na teoria dos leilões e invenções de novos formatos de leilão”.

12 Outubro, 2020 at 11:39 am Deixe um comentário

LA Lakers igualam record dos Boston Celtics

12 Outubro, 2020 at 8:05 am Deixe um comentário

Lewis Hamilton iguala record de Michael Schumacher

Ao vencer o Grande Prémio de “Eifel” (cadeia montanhosa), em Nürburgring (Alemanha), o britânico Lewis Hamilton igualou o extraordinário record de 91 vitórias em Grandes Prémios de Fórmula 1 do alemão Michael Schumacher:

91 vitórias de Lewis Hamilton:

  • Abu Dhabi (5) – 2011, 2014, 2016, 2018, 2019
  • Alemanha (4) – 2008, 2011, 2016, 2018
  • Eifel – Alemanha (1) – 2020
  • Austrália (2) – 2008, 2015
  • Áustria (1) – 2016
  • Estíria – Áustria (1) – 2020
  • Azerbaijão (1) – 2018
  • Bahrain (3) – 2014, 2015, 2019
  • Bélgica (4) – 2010, 2015, 2017, 2020
  • Brasil (2) – 2016, 2018
  • Canadá (7) – 2007, 2010, 2012, 2015, 2016, 2017, 2019
  • China (6) – 2008, 2011, 2014, 2015, 2017, 2019
  • Espanha (5) – 2014, 2017, 2018, 2019, 2020
  • EUA (6) – 2007, 2012, 2014, 2015, 2016, 2017
  • França (2) – 2018, 2019
  • Grã-Bretanha (7) – 2008, 2014, 2015, 2016, 2017, 2019, 2020
  • Hungria (8) – 2007, 2009, 2012, 2013, 2016, 2018, 2019, 2020
  • Itália (5) – 2012, 2014, 2015, 2017, 2018
  • Toscânia – Itália (1) – 2020
  • Japão (5) – 2007, 2014, 2015, 2017, 2018
  • Malásia (1) – 2014
  • México (2) – 2016, 2019
  • Mónaco (3) – 2008, 2016, 2019
  • Rússia (4) – 2014, 2015, 2018, 2019
  • Singapura (4) – 2009, 2014, 2017, 2018
  • Turquia (1) – 2010

91 vitórias de Michael Schumacher:

  • Alemanha (4) – 1995, 2002, 2004, 2006
  • Europa – Alemanha (5) – 1995, 2000, 2001, 2004, 2006
  • Argentina (1) – 1998
  • Austrália (4) – 2000, 2001, 2002, 2004
  • Áustria (2) – 2002, 2003
  • Bahrain (1) – 2004
  • Bélgica (6) – 1992, 1995, 1996, 1997, 2001, 2002
  • Brasil (4) – 1994, 1995, 2000, 2002
  • Canadá (7) – 1994, 1997, 1998, 2000, 2002, 2003, 2004
  • China (1) – 2006
  • Espanha (6) – 1995, 1996, 2001, 2002, 2003, 2004
  • Europa – Espanha (1) – 1994
  • EUA (5) – 2000, 2003, 2004, 2005, 2006
  • França (8) – 1994, 1995, 1997, 1998, 2001, 2002, 2004, 2006
  • Grã-Bretanha (3) – 1998, 2002, 2004
  • Hungria (4) – 1994, 1998, 2001, 2004
  • Itália (5) – 1996, 1998, 2000, 2003, 2006
  • Japão (6) – 1995, 1997, 2000, 2001, 2002, 2004
  • Pacífico – Japão (2) – 1994, 1995
  • Malásia (3) – 2000, 2001, 2004
  • Mónaco (5) – 1994, 1995, 1997, 1999, 2001
  • Portugal (1) – 1993
  • S. Marino (7) – 1994, 1999, 2000, 2002, 2003, 2004, 2006

Na corrida de hoje o finlandês Kimi Raikkonen fixou o record de maior número de Grandes Prémios disputados (323), superando o registo do brasileiro Rubens Barrichello (322), tendo Fernando Alonso 311. Michael Schumacher participou em 306 provas, enquanto que Lewis Hamilton disputou já 261 Grandes Prémios.

11 Outubro, 2020 at 11:32 pm Deixe um comentário

Rafael Nadal iguala record de Roger Federer

Ao vencer pela 13.ª vez o Torneio de Roland Garros, em França, o espanhol Rafael Nadal igualou o fantástico record de 20 títulos do “Grand Slam” do suíço Roger Federer!


(ver quadro completo de (270) títulos ATP conquistados por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic)

11 Outubro, 2020 at 10:32 pm Deixe um comentário

Liga das Nações da UEFA – 2020/21 – 3.ª Jornada

LIGA A

Grupo 1 – Bósnia-Herzegovina-Países Baixos – 0-0 / Polónia-Itália – 0-0

1.º Itália, 5; 2.º Polónia e Países Baixos, 4; 4.º Bósnia-Herzegovina, 2

Grupo 2 – Inglaterra-Bélgica – 2-1 / Islândia-Dinamarca – 0-3

1.º Inglaterra, 7; 2º Bélgica, 6; 3.º Dinamarca, 4; 4º Islândia, 0

Grupo 3 – Croácia-Suécia – 2-1 / França-Portugal – 0-0

1.º Portugal e França, 7; 3.º Croácia, 3; 4º Suécia, 0

Grupo 4 – Ucrânia-Alemanha – 1-2 / Espanha-Suíça – 1-0

1.º Espanha, 7; 2.º Alemanha, 5; 3º Ucrânia, 3; 4.º Suíça, 1

Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2022/23).

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11 Outubro, 2020 at 9:40 pm Deixe um comentário

França – Portugal (Liga das Nações – 3.ª Jornada)

França França – Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Raphaël Varane, Presnel Kimpembe, Lucas Hernández, N’Golo Kanté, Adrien Rabiot, Paul Pogba, Kylian Mbappé (84m – Kingsley Coman), Antoine Griezmann e Olivier Giroud (74m – Anthony Martial)

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Rúben Dias, Pepe, Raphaël Guerreiro (89m – João Cancelo), Danilo Pereira, Bruno Fernandes (80m – Renato Sanches), William Carvalho (88m – João Moutinho), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva (61m – Diogo Jota) e João Félix (89m – Francisco Trincão)

Cartões amarelos – Rúben Dias (2m)

Árbitro – Carlos del Cerro Grande (Espanha)

Numa cimeira ao mais alto nível, entre o Campeão do Mundo e o Campeão da Europa em título, Portugal regressou ao Stade de France em defesa do 1.º lugar no grupo, sendo que as duas selecções vinham de resultados díspares nos “amigáveis” disputados a meio da semana: a França, tendo imposto uma retumbante goleada de 7-1, frente à Ucrânia; Portugal, com um nulo ante a credenciada Espanha (tendo, aliás, interrompido uma fantástica série da equipa espanhola, de 42 jogos consecutivos sempre a marcar, desde Março de 2016).

Não obstante, a selecção nacional enfrentou este desafio evidenciando grande personalidade, surpreendendo a equipa gaulesa, pela forma como, desde cedo, assumiu a iniciativa e o controlo do jogo; porém, sem efeitos práticos para a baliza de Lloris, salvaguardado por um bem organizado sector defensivo, destacando-se a intercepção de Lucas Hernández a remate de Cristiano Ronaldo. Do outro lado, com a França também muito condicionada na sua manobra, Rui Patrício teve igualmente uma primeira parte “descansada”.

Na segunda metade, a selecção da casa surgiu mais determinada, começando então a colocar em desassossego o equilíbrio da equipa portuguesa, com o guardião luso a ser chamado a excelente intervenção, a salvar lance de Mbappé que levava “selo de golo”, numa altura em que se adivinhava que a resistência de Portugal poderia ser quebrada.

Pese embora alguns sustos, Portugal acabaria, em paralelo, por dispor até de mais oportunidades de perigo a seu favor do que tivera nos primeiros 45 minutos, contudo com Cristiano Ronaldo a não ser eficaz – sendo que a ocasião mais flagrante, mesmo já a findar o desafio, esteve nos pés de Trincão, em “slalom” sobre a linha da grande área, procurando enquadrar-se com a baliza, mas que, hesitando, acabaria por perder o tempo de remate, oferecendo ainda a bola a Ronaldo, que, de ângulo menos favorável, rematou para defesa apertada de Lloris.

Perante dois seleccionadores – vencedores – que privilegiam a solidez defensiva como base do sucesso, a fantástica qualidade dos respectivos trios ofensivos foi neutralizada pelos sectores recuados contrários, num nulo que, no final, satisfez mais a selecção de Portugal, a manter a liderança, depois de superado este desafio do mais elevado grau de dificuldade. Mas tudo subsiste ainda por jogar – envolvendo também a vice-campeão mundial Croácia -, na segunda volta desta fase da Liga das Nações.

11 Outubro, 2020 at 9:39 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 1ª Jornada

(“O Templário”, 08.10.2020)

Ainda antes de entrar na matéria propriamente dita, uma nota para realçar a proactividade da Associação de Futebol de Santarém – cujos novos órgãos sociais, recentemente eleitos para o mandato de 2020 a 2024 (ano do centenário da instituição), tomaram posse no passado sábado, mantendo a Presidência do Eng.º Francisco Jerónimo –, a qual, perante as desistências do campeonato por parte do Pego e do Pontével, prontamente assumiu a iniciativa de convocar reunião extraordinária com os clubes, propondo o rearranjo do calendário da prova, retomando apenas 16 equipas concorrentes (e, portanto, repondo as 30 jornadas), tendo, sempre que possível, sido mantido o alinhamento dos jogos que haviam sido já previamente sorteados para a 1.ª ronda.

E, se na derradeira jornada disputada na (abruptamente interrompida) edição precedente tinha havido uma “chuva de golos” (total de 35), o arranque da I Divisão Distrital da época de 2020-21 foi ainda mais goleador, superando tal registo, atingindo-se a marca de 37 golos, traduzindo uma média superior a 4,6 golos/jogo! Também, inevitavelmente, um sintoma de um começo de temporada atípico – para já, ainda sem público nos campos –, em que subsistiram, até ao dia inaugural, muitas incertezas, com as equipas em distintos estágios de preparação, em função das respectivas datas de retoma da actividade e com recursos díspares.

Destaques – Por curiosa coincidência, se o Cartaxo tinha fechado a participação no último campeonato com uma goleada sofrida, por 2-5, frente ao Amiense, com outra goleada começou a nova época, perdendo, também pela mesma marca, de 5-2, em Tomar, ante o União, no que constituía, logo de entrada, um confronto directo entre dois dos principais candidatos aos lugares de topo da prova.

Um excelente resultado para os unionistas, que se apresentaram em muito bom plano – com a particularidade de os golos terem sido apontados por cinco marcadores diferentes –, mas que não deixa de ser algo ilusório. De facto, se os tomarenses começaram por dominar o jogo, tendo, com alguma naturalidade, chegado ao 2-0 ainda na primeira parte, a partir daí o Cartaxo evidenciou notável capacidade de reacção, assumindo a iniciativa, e causando alguns calafrios à defesa local.

A toada de jogo desse último quarto de hora da etapa inicial não se alteraria na segunda parte, até que, um pouco “contra a corrente”, aproveitando o risco assumido pelo adversário, o U. Tomar chegaria ao 3-0, definindo dessa forma o desfecho da partida, quanto à questão do vencedor. Não obstante, sem que o Cartaxo se “resignasse” – e, na fase final do encontro, com o jogo já mais “partido”, sem grandes preocupações defensivas de parte a parte –, os golos foram surgindo, numa e noutra baliza, de forma repartida (depois de o União ter inclusivamente chegado aos 4-0), tendo ainda havido tempo para assinaláveis intervenções de um e de outro guardião.

Com uma entrada bem afirmativa, como que a querer dizer, desde logo, “ao que vem”, o Mação é o primeiro líder do campeonato, mercê de uma retumbante goleada, por 8-0, na (amarga) estreia do novel Entroncamento AC no escalão principal. Destaque, neste caso, para o “poker” (quatro golos) apontado por Cristiano Aniceto, com Ivan Alves também a bisar.

Mas, ainda mais impressiva, terá sido outra goleada (5-1), obtida pelo Abrantes e Benfica na deslocação a Ferreira do Zêzere, um “placard” que não estaria nas cogitações de ninguém, atendendo ao potencial reconhecido aos ferreirenses; resultado decorrente de um misto de “dia não” dos locais, conjugado com um “dia sim” dos forasteiros, a confirmar nos próximos desafios.

Ainda dentro do capítulo das goleadas, o Alcanenense teve uma boa entrada, no regresso ao principal escalão, vencendo por 4-1 no tradicionalmente difícil terreno da Glória do Ribatejo, enquanto o Amiense se impôs, na Moçarria, no “derby” escalabitano, por inequívoco 3-0.

Surpresa – A grande surpresa da jornada inaugural foi o empate (1-1) cedido pelo 2.º classificado do campeonato anterior (Fazendense) nos Riachos, ante o Riachense, que, sendo o último classificado à data da suspensão da competição, tinha denotado, nesta “pré-temporada”, grandes dificuldades competitivas. Para já, um ponto muito positivo, que poderá ser um importante tónico.

Confirmações – Nos restantes dois encontros, tivemos, por um lado, a confirmação do favoritismo do também candidato, Coruchense, na recepção ao Rio Maior, triunfando por 4-2, enquanto, por outro – destoando da tendência geral –, no único embate sem golos, Torres Novas e Samora Correia se “neutralizaram”.

Campeonato de Portugal – Tendo-se disputado já a 2.ª jornada desta competição – esta temporada, com novo formato, abrangendo oito séries de 12 clubes cada, sendo despromovidos os quatro últimos classificados de cada série, ao passo que os cinco primeiros disputarão o acesso à II Liga e à futura nova III Liga –, o realce vai para a (pese embora tangencial) vitória, por 3-2, do U. Almeirim, em casa, ante o 1.º Dezembro.

Isto, em contraponto ao muito problemático início de época da SAD do Fátima – nesta altura com pontuação negativa (!) de 3 pontos –, fruto da falta de comparência na ronda inaugural, na partida que deveria ter disputado nas Caldas da Rainha, a par de uma pesada goleada sofrida (0-4) ante o Torreense; na sequência do 0-3 para a Taça de Portugal, frente ao Oleiros, parecem ser bastante “carregadas” as nuvens sombrias que se adivinham no horizonte dos fatimenses, a jogar em “casa emprestada”, em Vila Chã de Ourique.

Quanto ao U. Santarém, ainda não se estrou em competição, tendo adiado os dois primeiros jogos do campeonato (tal como sucedera com a partida da Taça de Portugal).

Antevisão – Na 2.ª jornada da I Divisão Distrital, o cartaz compreende, especialmente, dois confrontos de maior interesse: um aliciante Fazendense-Mação e o Samora Correia-U. Tomar.

Terá entretanto início o segundo escalão do futebol distrital (duas séries de dez equipas cada – assinalando-se o regresso à competição de históricos como o At. Ouriense ou os Águias de Alpiarça, assim como a inscrição da equipa de clube do Fátima), destacando-se as partidas: Tramagal-Caxarias, U. Atalaiense-Espinheirense e o “derby” Samora Correia “B”-Benavente.

O Campeonato de Portugal terá a primeira pausa, para disputa da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal – sendo que faltava ainda disputar as partidas da ronda inicial por parte das duas equipas do Distrito que subsistiam em prova: Fazendense-1.º Dezembro (agendada para esta quarta-feira, dia 7) e Lourinhanense-U. Santarém (encontro previsto apenas para 21 de Outubro).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Outubro de 2020)

11 Outubro, 2020 at 11:00 am Deixe um comentário

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