Liga Europa – 2021-22 – Sorteio da Fase de Grupos

Grupo A         Grupo B         Grupo C         Grupo D
Lyon            Monaco          Napoli          Olympiakos
Rangers         PSV             Leicester       E. Frankfurt
Sparta Praha    Real Sociedad   Sp. Moskva      Fenerbahçe
Brøndby         Sturm Graz      Legia Warsaw    Antwerp

Grupo E         Grupo F         Grupo G         Grupo H
Lazio           Sp. Braga       B. Leverkusen   D. Zagreb
Lok. Moskva     Crvena zvezda   Celtic          Genk
Marseille       Ludogorets      Betis           West Ham
Galatasaray     Midtjylland     Ferencváros     Rapid Wien

A primeira jornada disputa-se já no próximo dia 16 de Setembro, estando agendado para 9 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.

A Final da Liga Europa desta temporada disputa-se no Estádio “Ramón Sánchez Pizjuán”, em Sevilha, prevista para 18 de Maio de 2022.

27 Agosto, 2021 at 11:39 am Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2021-22 – Sorteio da Fase de Grupos

Grupo A         Grupo B         Grupo C         Grupo D
Man. City       At. Madrid      Sporting        Inter
P. St.-Germain  Liverpool       B. Dortmund     Real Madrid
RB Leipzig      FC Porto        Ajax            Sh. Donetsk
Brugge          AC Milan        Beşiktaş        Sheriff Tir.

Grupo E         Grupo F         Grupo G         Grupo H
Bayern München  Villarreal      Lille           Chelsea
Barcelona       Man. United     Sevilla         Juventus
Benfica         Atalanta        Salzburg        Zenit
D. Kyiv         Young Boys      Wolfsburg       Malmö

A primeira jornada está agendada para os próximos dias 14 e 15 de Setembro, estando agendado para 7 e 8 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.

A Final da Liga dos Campeões desta temporada deverá disputar-se no “Krestovsky Stadium”, em S. Peterburgo, na Rússia, prevista para 28 de Maio de 2022.

26 Agosto, 2021 at 6:15 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Play-off – PSV Eindhoven – Benfica

PSV EindhovenPSV Eindhoven – Joël Drommel, Phillipp Mwene (89m – Ryan Thomas), André Ramalho Silva, Olivier Boscagli (70m – Armando Obispo), Philipp Max (89m – Jordan Teze), Ibrahim Sangaré, Mario Götze, Wulfert “Marco” van Ginkel (70m – Armindo Bangna “Bruma”), Chukwunonso “Noni” Madueke (70m – Yorbe Vertessen), Cody Gakpo e Eran Zahavi

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (61m – André Almeida), Nicolás Otamendi, Lucas Veríssimo (32m – exp.), Felipe Silva “Morato”, João Mário (74m – Everton Soares), Julian Weigl, Alejandro “Álex” Grimaldo, Adel Taarabt (54m – Jan Vertonghen), Rafael “Rafa” Silva (74m – Soualiho Meïté) e Roman Yaremchuk (61m – Gonçalo Ramos)

Cartões amarelos – Olivier Boscagli (64m), André Ramalho Silva (85m) e Ryan Thomas (90m); Lucas Veríssimo (8m), João Mário (66m), Gonçalo Ramos (82m) e Odysseas Vlachodimos (90m)

Cartão vermelho – Lucas Veríssimo (32m)

Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)

O objectivo essencial – apuramento para a fase de Grupos da Liga dos Campeões – foi conseguido, a muito custo, por uma equipa que, em momento de grande dificuldade, se mostrou bastante solidária.

Mas foi um resultado obtido num limiar muito ténue entre o sucesso e o fracasso. No conjunto das duas mãos, o factor “sorte” revelou-se de excessiva preponderância, demasiada para que se possa rejubilar com o êxito obtido.

Em Eindhoven, neste jogo da 2.ª mão em particular – e depois de o Benfica se ter visto em inferioridade numérica, decisivamente condicionado na sua actuação -, foram quatro os factores que conduziram ao desfecho pretendido: sorte; outra noite inspirada de Vlachodimos; a forma como Jesus soube reagir à contrariedade; conjugado com um estilo de jogo estereotipado do PSV, incapaz de tornear uma barreira defensiva que, no último quarto de hora, chegou a ser constituída por uma linha de seis elementos agrupados na faixa central do terreno, com outros dois apenas poucos metros mais à frente, e só Gonçalo Ramos mais próximo da linha de meio-campo!

Desde início, a equipa da casa desde logo procurou impor alta intensidade, com pressão muito forte, empurrando o Benfica para o seu sector mais recuado, mas – para além do primeiro amarelo a Lucas Veríssimo, logo ao oitavo minuto – não extrairia qualquer efeito prático, com o lance de maior “perigo” a ser um remate à malha lateral da baliza.

Numa das raras ocasiões em que conseguiu ensaiar o contra-ataque o Benfica até tinha criado a melhor oportunidade, com Rafa a rematar com perigo, mas a bola a embater num opositor, acabando por sair por cima. Até que surgiu – demasiado cedo, condenando a equipa a jogar mais de uma hora em situação desvantajosa – o segundo cartão para o central benfiquista, imprudente na abordagem a um lance na zona intermediária, saltando e atingindo o adversário com o cotovelo.

Jesus começou por resistir à tentação de alterar de imediato a equipa em campo, recompondo a defesa com a baixa de Weigl. Só já à passagem dos 10 minutos do segundo tempo, assumiria definitivamente a opção pela defesa porfiada da sua baliza, trocando Taarabt – cuja entrada em campo, de início, de alguma forma surpreendera e “confundira” o PSV – por Vertonghen, ainda algo condicionado pela recente lesão.

Até final, estiveram em grande evidência, Weigl, o elemento mais lúcido e com maior inteligência emocional da equipa, Otamendi, a comandar a defesa, e, sobretudo, Vlachodimos, obviamente determinante, com pelo menos três intervenções a evitar o golo que se adivinhava, a defender in-extremis, por instinto, com os pés, a remates quase à “queima-roupa”.

E voltamos à sorte do jogo – para além da dose necessária de felicidade que um guarda-redes sempre necessita quando “faz a mancha” -, quando, com 63 minutos, Zahavi, com a baliza completamente à sua mercê, a curta distância, acertou na trave… quase um “milagre”.

A partir desse lance, e, principalmente, dos 70 minutos, sentiu-se como que um ascendente psicológico do Benfica, com o tempo a começar, então, a correr a seu favor, mesmo de que forma “demasiado lenta”.

À medida que os minutos avançavam e que o PSV não conseguia desbloquear o jogo, começou a ficar patente a sua falta de soluções, perante uma extremamente bem afinada linha defensiva de seis, com a equipa de Eindhoven a não saber aproveitar o espaço concedido pelo Benfica nas faixas laterais, incapaz de furar aquela muralha.

A formação dos Países Baixos evidenciou ser muito forte fisicamente, assumindo o controlo e a iniciativa do jogo (nas duas mãos), tem bons executantes tecnicamente… mas faltou-lhe qualquer coisa extra.

Foi uma vitória (empate, neste jogo) do tipo “sangue, suor e lágrimas”. O Benfica atinge, pela 11.ª vez nos últimos 12 anos (14.ª nos últimos 17 – apenas tendo falhado em 2008-09, 2009-10 e 2020-21), a fase de Grupos da Liga dos Campeões. Mas vai ter de elevar o seu nível competitivo para enfrentar os desafios que se antecipam, dada a sua posição no “3.º pote” do sorteio…

24 Agosto, 2021 at 10:05 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Play-off – Benfica – PSV Eindhoven

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Diogo Gonçalves (71m – André Almeida), Nicolás Otamendi, Lucas Veríssimo, Felipe Silva “Morato”, Julian Weigl (71m – Everton Soares), João Mário (86m – Adel Taarabt), Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (71m – Soualiho Meïté), Rafael “Rafa” Silva e Roman Yaremchuk (71m – Gonçalo Ramos)

PSV EindhovenPSV Eindhoven – Joël Drommel, Phillipp Mwene, André Ramalho Silva, Olivier Boscagli (64m – Armando Obispo), Philipp Max (89m – Jordan Teze), Ibrahim Sangaré, Mario Götze, Wulfert “Marco” van Ginkel (64m – David “Davy” Pröpper), Chukwunonso “Noni” Madueke (71m – Armindo Bangna “Bruma”), Cody Gakpo e Eran Zahavi (89m – Yorbe Vertessen)

1-0 – Rafael “Rafa” Silva – 10m
2-0 – Julian Weigl – 42m
2-1 – Cody Gakpo – 51m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (58m), Rafael “Rafa” Silva (61m), André Almeida (75m), Soualiho Meïté (86m), Jorge Jesus (Treinador – 90m) e Gonçalo Ramos (90m); Wulfert “Marco” van Ginkel (57m) e Armando Obispo (88m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Indo directo ao assunto: foi um resultado bem lisonjeiro o que o Benfica conseguiu obter, somando a sua quinta vitória consecutiva em outros tantos desafios disputados neste arranque de época (tendo marcado, sempre, dois golos em cada jogo), impondo ao PSV a primeira derrota, após uma sucessão de seis triunfos (quatro deles nas eliminatórias anteriores desta competição europeia).

Se os benfiquistas podiam ter ficado apreensivos com a excessivamente perdulária exibição ante o Arouca, esta noite a equipa portuguesa atingiu excelente índice de eficácia.

Desde logo, entrando praticamente a ganhar, aos 10 minutos, numa fase em que ainda não tinha criado qualquer situação de perigo, com Rafa a surgir, muito oportuno, mesmo que com um remate algo enrolado, mas a desviar a bola do alcance do guardião contrário, a cruzar a linha de baliza junto ao poste mais distante.

E, não obstante, a formação de Eindhoven até começara por dividir a tentativa de controlo de jogo, assumindo mesmo – praticamente desde início – preponderância em termos de tempo de posse de bola. O que, naturalmente, se intensificaria a partir do momento em que se viu em desvantagem no marcador.

O jovem Madueke era um “perigo público”, para o qual Grimaldo não conseguia arranjar antídoto, sendo os sucessivos cruzamentos desfeitos por um atento Otamendi, bem auxiliado por Lucas Veríssimo e por Morato. E, quando estes não chegavam, Vlachodimos diria “presente”, com uma notável intervenção, a opor-se a remate, de fora da área, de Gakpo. Por seu lado, o Benfica revelava grande dificuldade na procura de aproveitar possíveis lances de transição.

Seria, pois, contra a tradicionalmente denominada “corrente do jogo” que a turma da casa viria, praticamente a fechar a primeira metade, a ampliar a contagem. Um remate potente de Lucas Veríssimo obrigou Drommel a apertada defesa para canto, na sequência do qual, Otamendi começaria por fazer o cabeceamento, sobrando a bola para Weigl, liberto de marcação, que teve todo o tempo para a empurrar para a baliza.

A etapa complementar seria ainda mais intensa, com a equipa dos Países Baixos a forçar o ritmo, levando por várias vezes o perigo até à área contrária. O PSV ameaçava, Vlachodimos, por instinto, voltaria ainda a adiar o inevitável, até que Gakpo acabaria mesmo por marcar, com pouco mais de cinco minutos decorridos.

A pressão era enorme; parecia adivinhar-se o tento do empate… que só não surgiria devido à inspirada actuação do guardião benfiquista, sendo que até Rafa seria chamado a um corte providencial.

Fazendo operar quatro substituições em simultâneo – de tal forma confusa que até se chegou a hesitar se poderiam efectivamente ocorrer todas ao mesmo tempo, o que provocou uma paragem no jogo de quase dois minutos -, Jorge Jesus procurava minorar o diferencial de capacidade física entre as duas equipas, com o Benfica a parecer não dispor de “gás” para jogar 90 minutos ao ritmo imposto pelo PSV.

Seria preciso sofrer ainda bastante, nos derradeiros minutos, pese embora o adversário viesse denotando também menor lucidez à medida que o jogo se aproximava do final.

O resultado acabaria por não se alterar, mas fica a incógnita sobre qual o perfil que poderá ter o jogo da 2.ª mão: tendo de defender uma vantagem tangencial – mesmo que, a partir desta época, sem aplicação do tradicional factor de desempate dos golos marcados fora – será o Benfica capaz de suster o ímpeto adversário? Ou, idealmente, poderá até vir porventura a beneficiar de ainda maior exposição ao risco por parte do grupo de Eindhoven?

18 Agosto, 2021 at 9:59 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Benfica – Spartak Moskva

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen (45m – Felipe Silva “Morato”), Diogo Gonçalves (77m – Gilberto Moraes), João Mário, Julian Weigl, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (64m – Everton Soares), Rafael “Rafa” Silva (86m – Adel Taarabt) e Gonçalo Ramos (64m – Roman Yaremchuk)

Spartak MoskvaSpartak Moskva – Aleksandr Maksimenko, Nikolai Rasskazov, Georgi Dzhikiya, Samuel Gigot, Ayrton Lucas Medeiros, Nail Umyarov (65m – Alex Král), Roman Zobnin, Aleksandr Lomovitski, Zelimkhan Bakaev (65m – Reziuan Mirzov), Jordan Larsson (81m – Mikhail Ignatov) e Ezequiel Ponce (81m – Aleksandr Sobolev)

1-0 – João Mário – 58m
2-0 – Samuel Gigot (p.b.) – 90m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (16m) e Julian Weigl (71m); Aleksandr Lomovitski (25m) e Jordan Larsson (68m)

Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)

Em completo contraponto ao que se verificara na época anterior, foi de absoluta tranquilidade a passagem do Benfica pela 3.ª eliminatória prévia de acesso à “Liga dos Campeões”. Depois do categórico triunfo obtido em Moscovo, não houve o menor indício de que pudesse vir a suceder alguma surpresa nesta 2.ª mão.

No regresso do público ao Estádio da Luz – desde Março de 2020, apenas havia sido efectuada uma experiência, na recepção ao Standard de Liège, no final de Outubro, então com acesso limitado a menos de 5.000 adeptos -, tendo contado com mais de 15.000 espectadores nas bancadas (com certificado de vacinação ou de teste negativo à “COVID-19”), o Benfica repetiu o desfecho da partida disputada na Rússia, selando o apuramento para a fase seguinte com um score agregado de 4-0, o qual poderia ter sido ainda mais dilatado.

E isto apesar de o Benfica não ter feito uma grande exibição, nem sequer ter beneficiado de tantas oportunidades como na semana passada.

O técnico da equipa russa, Rui Vitória, optou por privilegiar a acção defensiva, procurando bloquear as investidas adversárias, na expectativa de que um hipotético golo a favor do Spartak pudesse ainda fazer duvidar o seu opositor. Mas, se tal estratégia permitiu suster as ofensivas benfiquistas, revelar-se-ia absolutamente estéril em termos de criação de lances de perigo, com Vlachodimos a ser pouco mais que um “espectador”.

O Benfica voltou a exercer flagrante superioridade em termos de posse de bola e de domínio territorial, empurrando o grupo russo para o seu meio-campo. E, confirmando o ditado, “água mole em pedra dura…”, a formação portuguesa acabaria mesmo por chegar ao(s) golo(s): primeiro, com Rafa a combinar com Diogo Gonçalves, acabando por ser João Mário, na recarga, a abrir o activo; já em período de compensação, o estreante Yaremchuk rematou, com a bola aparentemente desenquadrada da baliza, mas a tabelar em Gigot.

Conjugando o mérito próprio com algum demérito alheio – o Spartak revelou-se um adversário muito acessível, completamente inofensivo – o Benfica garantiu o apuramento para o play-off com grande segurança defensiva (mantendo a sua baliza a “zeros”), que terá de estar no seu máximo, perante um ameaçador PSV Eindhoven (já com quatro triunfos em quatro jogos nas eliminatórias prévias desta temporada, frente a Galatasaray e Midtjylland, brindados, respectivamente, com sete e quatro golos).

10 Agosto, 2021 at 9:51 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Spartak Moskva – Benfica

Spartak MoskvaSpartak Moskva – Aleksandr Maksimenko, Nikolai Rasskazov, Samuel Gigot, Georgi Dzhikiya, Ayrton Lucas Medeiros, Roman Zobnin (59m – Mikhail Ignatov), Jorrit Hendrix (77m – Ezequiel Ponce), Nail Umyarov, Zelimkhan Bakaev (68m – Victor Moses), Jordan Larsson (77m – Alex Král) e Aleksandr Sobolev

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Diogo Gonçalves (65m – Gilberto Moraes), Julian Weigl, João Mário, Alejandro “Álex” Grimaldo (84m – Gil Dias), Luís Fernandes “Pizzi” (65m – Everton Soares), Rafael “Rafa” Silva (83m – Adel Taarabt) e Haris Seferović (37m – Gonçalo Ramos)

0-1 – Rafael “Rafa” Silva – 51m
0-2 – Gilberto Moraes – 74m

Cartões amarelos – Aleksandr Sobolev (33m) e Mikhail Ignatov (87m); Jan Vertonghen (48m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Com uma exibição bastante bem conseguida em jogo inaugural de temporada, o Benfica impôs-se categoricamente ao Spartak de Moscovo, equipa que denotou debilidades, acabando mesmo por, de alguma forma, se desestruturar após ter sofrido o primeiro golo.

Ao longo de toda a partida, a turma portuguesa foi sempre claramente superior, instalando-se no meio campo adversário, não concedendo margem de manobra para que o Spartak pudesse sequer ameaçar a zona defensiva portuguesa.

Por seu lado, para além dos dois golos marcados, o Benfica ficou ainda a dever a si próprio mais um par de boas ocasiões (com uma entrada muito afirmativa, logo no quarto de hora inicial, para além de poder ter também selado já o desfecho da eliminatória na fase final desta 1.ª mão), assim como apresentou motivos de queixa da arbitragem, a não sancionar lance passível de grande penalidade.

Apostando na estabilidade no “onze” inicial, face ao que apresentara nas provas europeias na época passada, a nota de principal realce foi a forma como João Mário se integrou no grupo, formando boa parceria com Weigl.

A primeira etapa desta fase de qualificação para a Liga dos Campeões parece praticamente decidida, salvo alguma espécie de “hecatombe”, a premiar uma atitude bem mais positiva do que a demonstrada em idêntica fase da temporada anterior.

4 Agosto, 2021 at 11:53 pm Deixe um comentário

COVID-19 – Evolução no mês de Julho

31 Julho, 2021 at 7:48 pm Deixe um comentário

Tadej Pogačar bisa vitória no “Tour de France”

Numa edição (108.º) praticamente “sem história”, tal foi a esmagadora superioridade do jovem fenómeno esloveno, Tadej Pogačar bisou o triunfo no “Tour de France” – tendo somado ainda mais três vitórias em etapas (uma no primeiro contra-relógio e duas consecutivas nos Pirinéus), e terminando meramente “em gestão” no último contra-relógio.

Repetindo os feitos do ano passado, Pogačar conquistou, de novo, para além do “maillot jaune”, também a camisola branca (classificação dos “jovens”), assim como o prémio da montanha!

Para além do vencedor, apenas outros dois ciclistas bisaram o “top 10”: Enric Mas, que fora 5.º em 2020, foi agora 6.º; e Rigoberto Uran, que baixou do 8.º ao 10.º lugar.

O grande concorrente de Pogačar no ano pssado, o também esloveno Primož Roglič, viu-se prematuramente forçado a abandonar a corrida, na sequência de quedas que o deixaram maltratado fisicamente, numa altura em que, em paralelo, perdera já demasiado tempo para os primeiros. Egan Bernal, vencedor do “Giro” deste ano e anterior vencedor do “Tour”, há dois anos, abdicou de participar, devido a lesão.

Por outro lado, também o britânico Mark Cavendish reforça a sua posição na história do “Tour”, ao igualar, aos 36 anos, o record do campeoníssimo Eddy Merckx, com 34 vitórias em etapas, das quais quatro na presente edição, garantindo ainda, pela segunda vez, o 1.º lugar na classificação por pontos (camisola verde).

Entre os portugueses, Rúben Guerreiro, pese embora não se tenha evidenciado como no “Giro” do ano passado (no qual se sagrara vencedor na montanha), conclui a prova num bastante meritório 18.º lugar na classificação geral, precisamente à frente da “estrela emergente”, o belga Wout van Aert, Campeão da Bélgica, o qual triunfou na etapa final, nos Champs-Elysées (depois de, ontem mesmo, ter sido também o 1.º no contra-relógio, e de ter vencido ainda outra etapa, de montanha, com dupla escalada do mítico Mont Ventoux).

Já Rui Costa, muito mais discreto – este ano também com a missão de trabalhar para a equipa do “camisola amarela” – terminou a competição na 77.ª posição (de entre os 141 ciclistas que chegaram a Paris).

Muito pior esteve o irreconhecível Christopher Froome – quádruplo vencedor do “Tour”, entre 2016 e 2017 -, que, também já com 36 anos, se quedou agora pelo 133.º lugar, a mais de 4 horas do líder, somente à frente de oito concorrentes!

Classificação geral final:

1.º Tadej Pogačar (Eslovénia) – UAE Team Emirates – 82h 56′ 36”
2.º Jonas Vingegaard (Dinamarca) – Jumbo – Visma – a 05′ 20”
3.º Richard Carapaz (Equador) – Ineos Grenadiers – a 07′ 03”
4.º Ben O’Connor (Austrália) – AG2R Citroën Team – a 10′ 02”
5.º Wilco Kelderman (Países Baixos) – a 10′ 13”
6.º Enric Mas (Espanha) – Movistar Team – a 11′ 43”
7.º Alexey Lutsenko (Cazaquistão) – Astana – Premier Tech – a 12′ 23”
8.º Guillaume Martin (França) – Cofidis – a 15′ 33”
9.º Pello Bilbao (Reino Unido) – Bahrain – Victorious – a 16′ 04”
10.º Rigoberto Uran (Colômbia) – EF Education – Nippo – a 18′ 34”

18.º Rúben Guerreiro (Portugal) – EF Education – Nippo – a 54′ 10”
77.º Rui Costa (Portugal) – UAE Team Emirates – a 2h 58′ 29”

É a seguinte a lista completa dos vencedores da maior prova de ciclismo mundial:

  • 5 vitórias – Jacques Anquetil (1957, 1961, 1962, 1963 e 1964), Eddy Merckx (1969, 1970, 1971, 1972 e 1974), Bernard Hinault (1978, 1979, 1981, 1982 e 1985) e Miguel Indurain (1991, 1992, 1993, 1994 e 1995);
  • 4 vitórias – Christopher Froome (2013, 2015, 2016 e 2017)
  • 3 vitórias – Philippe Thys (1913, 1914 e 1920), Louison Bobet (1953, 1954 e 1955) e Greg Lemond (1986, 1989 e 1990)
  • 2 vitórias – Lucien Petit-Breton (1907 e 1908), Firmin Lambot (1919 e 1922), Ottavio Bottecchia (1924 e 1925), Nicolas Frantz (1927 e 1928), André Leducq (1930 e 1932), Antonin Magne (1931 e 1934), Sylvère Maes (1936 e 1939), Gino Bartali (1938 e 1948), Fausto Coppi (1949 e 1952), Bernard Thévenet (1975 e 1977), Laurent Fignon (1983 e 1984), Alberto Contador (2007 e 2009) e Tadej Pogačar (2020 e 2021);
  • 1 vitória – Maurice Garin (1903), Henri Cornet (1904), Louis Trousselier (1905), René Pottier (1906), François Faber (1909), Octave Lapize (1910), Gustave Garrigou (1911), Odile Defraye (1912), Léon Scieur (1921), Henri Pélissier (1923), Lucien Buysse (1926), Maurice De Waele (1929), Georges Speicher (1933), Romain Maes (1935), Roger Lapébie (1937), Jean Robic (1947), Ferdi Kubler (1950), Hugo Koblet (1951), Roger Walkowiak (1956), Charly Gaul (1958), Federico Bahamontes (1959), Gastone Nencini (1960), Felice Gimondi (1965), Lucien Aimar (1966), Roger Pingeon  (1967), Jan Janssen (1968), Luis Ocaña (1973), Lucien Van Impe (1976), Joop Zoetemelk (1980), Stephen Roche (1987), Pedro Delgado (1988), Bjarne Riis (1996), Jan Ullrich (1997), Marco Pantani (1998), Oscar Pereiro (2006), Carlos Sastre (2008), Andy Schleck (2010), Cadel Evans (2011), Bradley Wiggins (2012), Vincenzo Nibali (2014), Geraint Thomas (2018) e Egan Bernal (2019).

A competição não se disputou nas épocas das duas Guerras Mundiais (1915 a 1918 e 1940 a 1946). Foram anuladas as classificações (7 vitórias) de Lance Armstrong nas edições de 1999 a 2005.

18 Julho, 2021 at 6:59 pm Deixe um comentário

EURO 2020 – 1/8 Final – 1/4 Final – 1/2 Finais – Final

   1/8 FINAL          1/4 FINAL        1/2 FINAIS       FINAL

BélgicaPortugal1-0 BélgicaItália1-2 ItáliaÁustria2-1 ItáliaEspanha1-1 FrançaSuíça3-3 SuíçaEspanha1-1 Itália1 CroáciaEspanha3-5


SuéciaUcrânia1-2 UcrâniaInglaterra0-4 Inglaterra1 InglaterraAlemanha2-0 InglaterraDinamarca2-1 Países BaixosR. Checa0-2 R. ChecaDinamarca1-2 País de GalesDinamarca0-4

Melhores marcadores

  • 5 golos – Cristiano Ronaldo (Portugal); e Patrik Schick (R. Checa)
  • 4 golos – Karim Benzema (França); Emil Forsberg (Suécia); Romelu Lukaku (Bélgica); e Harry Kane (Inglaterra)
  • 3 golos – Georginio Wijnaldum (Países Baixos); Robert Lewandowski (Polónia); Haris Seferović (Suíça); Raheem Sterling (Inglaterra); Xherdan Shaqiri (Suíça); Kasper Dolberg (Dinamarca); e Álvaro Morata (Espanha)

11 Julho, 2021 at 10:55 pm Deixe um comentário

EURO 2020 – Final – Itália – Inglaterra

ItáliaInglaterra1-1 (3-2 g.p.)

Itália Gianluigi Donnarumma, Giovanni Di Lorenzo, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Emerson dos Santos (118m – Alessandro Florenzi), Nicolò Barella (54m – Bryan Cristante), Jorge Frello Filho “Jorginho”, Marco Verratti (96m – Manuel Locatelli), Federico Chiesa (86m – Federico Bernardeschi), Lorenzo Insigne (90m – Andrea Belotti) e Ciro Immobile (54m – Domenico Berardi)

Inglaterra Jordan Pickford, Kyle Walker (120m – Jadon Sancho), John Stones, Harry Maguire, Kieran Trippier (70m – Bukayo Saka), Kalvin Phillips, Declan Rice (74m – Jordan Henderson) (120m – Marcus Rashford), Luke Shaw, Mason Mount (99m – Jack Grealish), Raheem Sterling e Harry Kane

0-1 – Luke Shaw – 2m
1-1 – Leonardo Bonucci – 67m

Desempate da marca de grande penalidade:
1-0 – Domenico Berardi
1-1 – Harry Kane
Andrea Belotti permitiu a defesa a Jordan Pickford
1-2 – Harry Maguire
2-2 – Leonardo Bonucci
Marcus Rashford rematou ao poste
3-2 – Federico Bernardeschi
Jadon Sancho permitiu a defesa a Gianluigi Donnarumma
Jorge Frello Filho “Jorginho”permitiu a defesa a Jordan Pickford
Bukayo Saka permitiu a defesa a Gianluigi Donnarumma

“Melhor em campo” – Leonardo Bonucci

Amarelos – Nicolò Barella (47m), Leonardo Bonucci (55m), Lorenzo Insigne (84m), Giorgio Chiellini (90m) e Jorge Frello Filho “Jorginho” (114m); Harry Maguire (106m)

Árbitro – Björn Kuipers (Países Baixos)

Wembley Stadium – Londres (20h00)

Ficou bastante aquém, esta Final, em termos de qualidade de futebol jogado, em relação ao padrão desta fase final do Europeu.

Ficaria condicionada, praticamente logo de entrada, com o golo marcado pela Inglaterra, a reforçar a confiança da equipa da casa, em contraponto a alguma dúvida e inevitável perturbação provocada no adversário.

Com a selecção inglesa a poder actuar da forma que lhe era mais confortável, gerindo o jogo, a Itália denotou, durante largos minutos, incapacidade para assentar o seu futebol, surpreendentemente em perda na batalha do meio-campo.

Mas, a partir da meia hora, os ingleses como que se começaram a aburguesar – passando, mesmo que de forma algo inconsciente, a defender, notoriamente demasiado cedo, a vantagem alcançada. Tal proporcionaria à squadra azurra, primeiro, restabelecer o controlo emocional, e, logo depois, gradualmente, ir assumindo posição dominante, ancorada nas exibições de Jorginho e Verratti, com Chiesa a forçar no ataque.

Demoraria ainda bastante tempo, mas, depois de algumas ocasiões de perigo não concretizadas, a Itália acabaria mesmo por chegar à igualdade, aproveitando a forma como, durante mais de meia hora, a Inglaterra abdicara do jogo.

Até final do tempo regulamentar, seria ainda a Itália a beneficiar da melhor oportunidade para decidir esta Final, com Berardi a falhar frente a Pickford.

Tendo-se mostrado necessário recorrer ao prolongamento, desde logo se podia antecipar que o caminho dos “penalties” começava a estar traçado. A formação italiana dava mostras de cansaço, enquanto à Inglaterra faltava ambição, mesmo após a entrada de Grealish para os últimos vinte minutos.

Ainda assim seriam os transalpinos, num derradeiro esforço, a intensificar a pressão nos minutos finais, procurando evitar a “lotaria”, cenário com o qual os ingleses pareciam conviver bem. De tal forma que Southgate decidiu mesmo apostar em alterações especificamente com tal finalidade, já no minuto 120, fazendo entrar Marcus Rashford e Jadon Sancho.

Tal como no início do desafio, a Inglaterra ainda voltaria a estar em vantagem, tirando partido da defesa de Pickford a remate de Belotti… mas, precisamente, seriam Rashford e Sancho a falhar as suas tentativas (este último no “fatídico” 8.º penalty da série, do qual, nas 25 ocasiões em que se processou, em desempates nos Europeus e Mundiais, desde 2004, apenas 12 foram convertidas com sucesso).

Jorginho ainda desperdiçou o primeiro “match point”, mas o jovem Bukayo Saka possibilitaria a Gianluigi Donnarumma a consagração como melhor jogador do torneio e, da Itália, como nova Campeã da Europa, sucedendo a Portugal, repetindo o triunfo obtido em 1968. Com todo o mérito, daquela que, durante toda a prova, demonstrou ser a equipa mais consistente.

11 Julho, 2021 at 10:54 pm Deixe um comentário

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