EURO 2016 – 1/2 Finais – Alemanha – França

AlemanhaFrança0-2

Alemanha Manuel Neuer, Joshua Kimmich, Jérôme Boateng (61m – Shkodran Mustafi), Benedikt Höwedes, Jonas Hector, Mesut Özil, Emre Can (67m – Mario Götze), Bastian Schweinsteiger (79m – Leroy Sané), Toni Kroos, Julian Draxler e Thomas Müller

França Hugo Lloris, Bacary Sagna, Laurent Koscielny, Samuel Umtiti, Patrice Evra, Moussa Sissoko, Paul Pogba, Blaise Matuidi, Dimitri Payet (71m – N’Golo Kanté), Antoine Griezmann (90m – Yohan Cabaye) e Olivier Giroud (78m – André-Pierre Gignac)

0-1 – Antoine Griezmann (pen.) – 45m
0-2 – Antoine Griezmann – 72m

“Melhor em campo” – Antoine Griezmann

Amarelos – Emre Can (36m), Bastian Schweinsteiger (45m), Mesut Özil (45m) e Julian Draxler (50m); Patrice Evra (43m) e N’Golo Kanté (75m)

Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)

Stade Vélodrome – Marseille (20h00)

Um jogo aparentemente pautado pelo equilíbrio a nível estatístico (17-16 em remates, dos quais, 6-7 em remates à baliza; e 6-5 em cantos, a favor da Alemanha), teve de facto fases em que foi bastante desequilibrado, em especial no primeiro tempo, no qual a equipa alemã – pese embora ter alinhado sem três dos habituais titulares (Sami Kedhira e Mario Gomez lesionados e Mats Hummels sancionado disciplinarmente) – dominou por completo a partida. A sinalizar esta tendência, o tempo de posse de bola, com uma avassaladora superioridade dos germânicos (65-35%), curiosamente mantida nas duas metades do encontro.

Mas, o desequilíbrio que efectivamente conta, o dos golos obtidos, fica indelevelmente associado a um lance, a findar a primeira parte, em que, saltando na área com um adversário, Schweinsteiger viu a bola embater-lhe no braço (que tinha aberto, afastado do corpo, numa normal dinâmica de salto), o que originou a sanção com a grande penalidade, que proporcionou aos franceses inaugurar o marcador.

Na etapa complementar do encontro, a França, agora bem mais sólida e confortável na sua organização defensiva e a meio-campo, poucas hipóteses concederia aos alemães, desde cedo notoriamente pressionados pelo rápido avançar do cronómetro. Só depois de, na sequência de mais uma falha defensiva (uma “oferta” alemã, ainda com Neuer com intervenção deficiente), o conjunto da casa ter ampliado o marcador para 2-0 – que praticamente lhe garantia, já então, a presença na Final -, a Alemanha teria, já no ocaso do prélio, ocasião para chegar ao golo, negada por soberba intervenção de Lloris.

Depois de a Itália ter eliminado a Espanha, para vir a ser eliminada pela Alemanha, era agora a vez de serem os alemães a não conseguirem voltar a ter êxito (os Campeões do Mundo somam o quinto insucesso consecutivo em edições do Campeonato da Europa, que não conquistam já há 20 anos)… espera-se que a série se possa prolongar com a França, e que a formação do país organizador possa vir a ser surpreendida pela selecção de Portugal no jogo decisivo do torneio.

7 Julho, 2016 at 8:53 pm Deixe o seu comentário

Portugal na Final!

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7 Julho, 2016 at 2:21 pm Deixe o seu comentário

EURO 2016 – 1/2 Finais – Portugal – P. Gales

PortugalPaís de Gales2-0

Portugal Rui Patrício, Cédric Soares, Bruno Alves, José Fonte, Raphaël Guerreiro, Danilo Pereira, João Mário, Renato Sanches (74m – André Gomes), Adrien Silva (79m – João Moutinho), Nani (86m – Ricardo Quaresma) e Cristiano Ronaldo

País de Gales Wayne Hennessey, James Chester, James Collins (66m – Jonathan Williams), Ashley Williams, Chris Gunter, Joe Allen, Joe Ledley (58m – Sam Vokes), Andy King, Neil Taylor, Hal Robson-Kanu (63m – Simon Church) e Gareth Bale

1-0 – Cristiano Ronaldo – 50m
2-0 – Nani – 53m

“Melhor em campo” – Cristiano Ronaldo

Amarelos – Bruno Alves (71m) e Cristiano Ronaldo (72m); Joe Allen (8m), James Chester (62m) e Gareth Bale (88m)

Árbitro – Jonas Eriksson (Suécia)

Stade de Lyon – Lyon (20h00)

Ronaldo-PGales

Estamos na Final!

Enfim, ao sexto jogo do Europeu, a vitória nos noventa minutos. Justa, cristalina, incontestável.

Portugal entrava em campo – pela primeira vez no seu historial, na 7.ª presença em meias-finais de grandes competições a nível internacional (5.ª em fases finais de Campeonatos da Europa) – como favorito, frente a um “estreante” nestas andanças, País de Gales.

Pese embora privada de Pepe (ausente por lesão, substituído por Bruno Alves, curiosamente o único jogador de campo que ainda não se estreara na prova) e de William Carvalho, a cumprir suspensão disciplinar (rendido por Danilo), a selecção nacional assumiria, desde o primeiro minuto, tal condição, lançando-se desenfreadamente sobre o meio-campo contrário, mas com um ritmo e dinâmica demasiado impulsivos, falhos da necessária organização.

Após um quarto de hora inicial de grandes “correrias”, mas completamente ineficaz (nem um único remate enquadrado com a baliza, para amostra) – tendo entretanto os portugueses reclamado mais uma grande penalidade, por “gravata” de um defesa galês sobre Ronaldo, a terceira não sancionada, em outros tantos jogos -, seria inevitável um abaixamento da intensidade do jogo, o que, de imediato seria aproveitado pelos galeses, para, sem alardes, em lances de grande pragmatismo, se acercarem da área portuguesa e criarem perigo, com três remates num período de menos de dez minutos.

Com o avançar do tempo, as equipas pareciam ir encaixando cada vez mais uma na outra, anulando-se mutuamente; ao intervalo – e não obstante Portugal ter criado o lance de maior perigo no derradeiro minuto, com Cristiano Ronaldo a cabecear sobre a trave, após centro de Adrien -, computava-se um único remate à baliza, e, curiosamente, a favor de Gales.

Os portugueses sofriam e começavam a impacientar-se, recordando os jogos com Islândia e Áustria, na fase de grupos, quando, logo ao quinto minuto do segundo período, Portugal conseguiu enfim “desatar o nó”: na conversão de mais um canto, João Mário colocaria a bola, com um passe curto, em Raphaël Guerreiro, o qual, com um centro perfeito para a zona de intervenção de Ronaldo, lhe proporcionou, com um sensacional impulso, voando acima dos centrais, cabecear de forma imparável para o fundo da baliza de Hennessey.

Estava feito o mais difícil: o golo que permitiria ao grupo português serenar, e passar a explanar de forma mais ordenada e consequente o seu futebol. A equipa nacional seria então feliz, na medida em que, apenas três minutos volvidos – ainda antes de a turma de Gales sequer pensar em esboçar qualquer tipo de reacção -, praticamente sentenciaria o desfecho desta meia-final.

Uma vez mais Ronaldo, ainda de fora da área, a tentar o remate, que, contudo, parecia sair fraco e denunciado, à figura do guardião contrário, quando Nani, liberto – aproveitando ainda uma simulação de Renato Sanches, a deixar passar a bola, sem lhe tocar -, a desviou subtilmente, ampliando a vantagem lusa para 2-0.

Não obstante faltassem ainda cerca de 40 minutos por jogar, desde logo se anteviu que o ascendente motivacional português seria determinante até final do desafio, não permitindo ao opositor qualquer veleidade.

De forma rápida, o País de Gales esgotou as três substituições, alterando o seu sistema táctico, o que abriria espaço para o contra-golpe português, que dispôs então de algumas oportunidades para dilatar a vantagem: logo aos 65 minutos, com Nani a obrigar o guarda-redes galês a defesa incompleta, tendo João Mário, na recarga, rematado ao lado do poste, desperdiçando o golo de forma incrível; apenas cinco minutos volvidos, na sequência de um canto, Fonte a rematar de cabeça, com boa intervenção de Hennessey; e aos 73 minutos, em mais um lance de contra-ataque, Renato Sanches, a rematar algo precipitadamente, ainda de fora da área, gorando-se a possibilidade de marcar.

O mesmo Renato seria então substituído, e, por alguns minutos, Portugal pareceu ter dificuldades em fazer os devidos ajustamentos tácticos (cinco minutos mais tarde seria Adrien a ceder também o seu lugar no meio-campo português), surgindo então a fase de maior perigo do País de Gales, a obrigar Rui Patrício a mostrar concentração, aos 77 e 80 minutos.

No entretanto, Danilo, a surgir isolado frente ao guardião contrário, poderia ter também colocado o marcador em 3-0, o que, a concretizar-se, teria dado sequência lógica à tendência do jogo, sempre com Portugal mais perto do terceiro tento, do que o País de Gales de reduzir a desvantagem. Finalmente, já a quatro minutos do termo da partida, Ronaldo, perdendo o ângulo, acabaria por rematar à malha lateral da baliza galesa.

As estatísticas do jogo constituem apenas mais um indicador da clara superioridade manifestada pela turma portuguesa nesta partida, perante um brioso e digno grupo galês: 17-9 em remates; 6-3 em remates à baliza; 6-2 em cantos; pese embora uns ilusórios 46-54% em posse de bola.

Fazendo história, pela segunda vez a selecção de Portugal atinge a Final do Campeonato da Europa de Futebol, uma nova oportunidade, a não desperdiçar, de se poder sagrar Campeã!

6 Julho, 2016 at 8:49 pm Deixe o seu comentário

EURO 2016 – 1/4 Final

    1/8 FINAL              1/4 FINAL         1/2 FINAIS             FINAL

SuíçaPolónia1-1 PolóniaPortugal1-1 CroáciaPortugal0-1 PortugalPaís de Gales---

País de GalesI. Norte1-0 Vencedor do Portugal-País de Gales- País de GalesBélgica3-1 HungriaBélgica0-4


AlemanhaEslováquia3-0 AlemanhaItália1-1 ItáliaEspanha2-0 ...-

FrançaIrlanda2-1 AlemanhaFrança--- FrançaIslândia5-2 InglaterraIslândia1-2

Melhores marcadores:

4 golos – Antoine Griezmann (França)

3 golos – Álvaro Morata (Espanha), Olivier Giroud (França), Dimitri Payet (França) e Gareth Bale (País de Gales)

2 golos – Hal Robson-Kanu (P. Gales), Bogdan Stancu (Roménia), Mario Gomez (Alemanha), Balázs Dzsudzsák (Hungria), Graziano Pellè (Itália), Robbie Brady (Irlanda), Radja Nainggolan (Bélgica), Ivan Perišić (Croácia), Romelu Lukaku (Bélgica), Kolbeinn Sigthórsson (Islândia), Jakub Błaszczykowski (Polónia), Birkir Bjarnason (Islândia), Nani (Portugal) e Cristiano Ronaldo (Portugal)

3 Julho, 2016 at 8:51 pm Deixe o seu comentário

EURO 2016 – 1/4 de final – França – Islândia

FrançaIslândia5-2

França Hugo Lloris, Bacary Sagna, Samuel Umtiti, Laurent Koscielny (72m – Eliaquim Mangala), Patrice Evra, Moussa Sissoko, Paul Pogba, Blaise Matuidi, Dimitri Payet (80m – Kingsley Coman), Antoine Griezmann e Olivier Giroud (60m – André-Pierre Gignac)

Islândia Hannes Halldórsson, Birkir Sævarsson, Kári Árnason (45m – Sverrir Ingason), Ragnar Sigurdsson, Ari Skúlason, Johann Gudmundsson, Aron Gunnarsson, Gylfi Sigurdsson, Birkir Bjarnason, Kolbeinn Sigthórsson (83m – Eidur Gudjohnsen) e Jón Dadi Bödvarsson (45m – Alfred Finnbogason)

1-0 – Olivier Giroud – 12m
2-0 – Paul Pogba – 20m
3-0 – Dimitri Payet – 43m
4-0 – Antoine Griezmann – 45m
4-1 – Kolbeinn Sigthórsson – 56m
5-1 – Olivier Giroud – 59m
5-2 – Birkir Bjarnason – 84m

“Melhor em campo” – Olivier Giroud

Amarelos – Samuel Umtiti (75m); Birkir Bjarnason (58m)

Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)

Stade de France – Paris (20h00)

A grande sensação deste Europeu, Islândia – deixou pelo caminho, até chegar aos 1/4 de final, selecções como as da Holanda (ainda na fase de qualificação), Áustria ou Inglaterra – “desceu à terra”, mas sai da prova de cabeça erguida, com um desempenho de grande dignidade.

De facto, defrontando a amplamente favorita selecção do país organizador, França, e vendo-se a perder por 0-2 logo aos 20 minutos, o seu destino estava traçado. Seria compreensível um certo “baixar a guarda”, que proporcionaria o dilatar da vantagem francesa para números “mentirosos”, como era o 4-0 ao intervalo.

Na primeira parte, contrariamente ao que vinha acontecendo até agora, foram os islandeses a cometer diversos erros e a França a ter um elevadíssimo nível de eficácia.

Mas, sendo um conjunto, que, pese embora não ser formado por grandes estrelas do futebol europeu, não é, nem tão forte quanto se chegou a dizer nos últimos dias, nem tão fraco quanto se poderia pensar em função do resultado no final do primeiro tempo, a Islândia, nunca desistindo, colocou em campo, na segunda metade, a sua mais-valia, por via de perigosos contra-ataques, sendo premiada com dois golos, tendo desperdiçado ainda uma soberana ocasião para reduzir o marcador para 3-5 (isto depois de ter sido já perdoada uma grande penalidade aos franceses).

Em síntese, depois das falhas evidenciadas nos primeiros 45 minutos, a Islândia acabaria por deixar bem vincada a sua força, que a fez chegar superar-se, e chegar até aqui, num processo de aprendizagem que está ainda na sua fase inicial.

Para a França, uma sensação algo ambígua: por um lado, a aparente facilidade com que resolveu esta eliminatória, atingindo mesmo a goleada; por outro, o amargo de dois golos sofridos (que poderiam, aliás, ter sido mais…), efeito mitigado pelo facto de não ter alinhado com a sua linha defensiva titular completa.

Segue-se, nas meias-finais, um desafio bem mais sério, para aquilatar das reais capacidades da selecção francesa, a qual, até este momento, não se cruzou com adversários mais poderosos do que aqueles que a selecção portuguesa ultrapassou.

3 Julho, 2016 at 8:50 pm Deixe o seu comentário

EURO 2016 – 1/4 de final – Alemanha – Itália

AlemanhaItália1-1 (6-5 g.p.)

Alemanha Manuel Neuer, Benedikt Höwedes, Jérôme Boateng, Mats Hummels, Jonas Hector, Joshua Kimmich, Sami Kedhira (16m – Bastian Schweinsteiger), Toni Kroos, Mesut Özil, Thomas Müller e Mario Gomez (72m – Julian Draxler)

Itália Gianluigi Buffon, Andrea Barzagli, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini (120m – Simone Zaza), Alessandro Florenzi (86m – Matteo Darmian), Stefano Sturaro, Marco Parolo, Emanuele Giaccherini, Mattia De Sciglio, Graziano Pellè e Éder (108m – Lorenzo Insigne)

1-0 – Mesut Özil – 65m
1-1 – Leonardo Bonucci (pen.) – 78m

Desempate da marca de grande penalidade:

0-1 – Lorenzo Insigne
1-1 – Toni Kroos
Simone Zaza rematou por cima
Thomas Müller permitiu a defesa a Gianluigi Buffon
1-2 – Andrea Barzagli
Mesut Özil rematou ao poste
Graziano Pellè rematou ao lado
2-2 – Julian Draxler
Leonardo Bonucci permitiu a defesa a Manuel Neuer
Bastian Schweinsteiger rematou por cima
2-3 – Emanuele Giaccherini
3-3 – Mats Hummels
3-4 – Marco Parolo
4-4 – Joshua Kimmich
4-5 – Mattia De Sciglio
5-5 – Jérôme Boateng
Matteo Darmian permitiu a defesa a Manuel Neuer
6-5 – Jonas Hector

“Melhor em campo” – Manuel Neuer

Amarelos – Mats Hummels (90m) e Bastian Schweinsteiger (112m); Stefano Sturaro (56m), Mattia De Sciglio (57m), Marco Parolo (59m), Graziano Pellè (91m) e Emanuele Giaccherini (103m)

Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)

Stade de Bordeaux – Bordeaux (20h00)

Num jogo entre dois grandes colossos, a Alemanha acabou – com alguma felicidade (“salvou” três matchpoints no desempate da marca de grande penalidade, o último deles por um corajoso/inconsciente Boateng) – por justificar a qualificação para as meias-finais.

Mas, curiosamente, mais pelo que fez durante os noventa minutos iniciais de jogo, do que em tal desempate, em que teve nada mais nada menos de três falhanços!

Durante todo o tempo regulamentar, foram sempre os alemães a assumir a iniciativa e o risco, procurando a vitória, com os italianos mais na expectativa, privilegiando o rigor defensivo, destacando-se, para além da sempre notável actuação de Buffon, a defesa “in-extremis” de Florenzi (com a sola da bota, em jeito de toque de calcanhar), a “dobrar” o seu guardião, e isto não obstante terem beneficiado de uma dupla oportunidade de golo num único lance, já no termo da primeira metade do desafio.

Tendo chegado ao golo já em fase adiantada da partida, a Alemanha continuaria a praticar um futebol confiante, em busca do segundo golo, que poderia ter alcançado… até que, numa infantilidade de Boateng, a saltar, na sua área, com os braços erguidos, o contacto com a bola foi inevitável, de que resultou a grande penalidade que proporcionou o empate à Itália.

No prolongamento, a toada já seria mais de contenção, começando, desde cedo, a adivinhar-se o desempate da marca de grande penalidade, pese embora tivesse sido ainda a Alemanha a única a tentar evitar essa sorte.

O que não se poderia prever é que, no final da série de cinco tentativas para cada lado, apenas tivessem sido concretizadas duas por cada uma das formações, tendo Schweinsteiger desperdiçado o primeiro matchpoint (depois de Müller e Özil, este, infeliz, a acertar no poste, terem também falhado – como, do lado italiano, Zaza, que até entrara, no último minuto do prolongamento, com a finalidade de tentar converter a sua tentativa, Pellè e Bonucci, o qual, depois de ter convertido o penalty que resultou no tento do empate, não seria já capaz de “enganar” Neuer uma segunda vez).

A partir daí, já em regime de “morte súbita”, paradoxalmente a eficácia subiu de forma exponencial, apenas tendo sido falhada uma das oito tentativas, sendo de salientar a referida coragem de Boateng (que, depois de ter ficado ligado ao golo do empate do adversário, se sujeitou a ser “crucificado” caso tivesse falhado novamente); no final, após 18 remates da marca dos onze metros, com duas defesas nesta fórmula de desempate, o “herói” viria a ser Manuel Neuer…

2 Julho, 2016 at 9:48 pm Deixe o seu comentário

EURO 2016 – 1/4 de final – P. Gales – Bélgica

País de GalesBélgica3-1

País de Gales Wayne Hennessey, James Chester, Ashley Williams, Ben Davies, Neil Taylor, Joe Allen,  Joe Ledley (78m – Andy King), Aaron Ramsey (90m – James Collins), Chris Gunter, Hal Robson-Kanu (80m – Sam Vokes) e Gareth Bale

Bélgica Thibaut Courtois, Thomas Meunier, Toby Alderweireld, Jason Denayer, Jordan Lukaku (75m – Dries Mertens), Yannick Ferreira Carrasco (45m – Marouane Fellaini), Radja Nainggolan, Axel Witsel, Kevin De Bruyne, Eden Hazar e Romelu Lukaku (83m – Michy Batshuayi)

0-1 – Radja Nainggolan – 13m
1-1 – Ashley Williams – 31m
2-1 – Hal Robson-Kanu – 55m
3-1 – Sam Vokes – 86m

“Melhor em campo” – Hal Robson-Kanu

Amarelos – Ben Davies (5m), James Chester (16m), Chris Gunter (24m) e Aaron Ramsey (75m); Marouane Fellaini (59m) e Toby Alderweireld (85m)

Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)

Stade Pierre Mauroy – Lille (20h00)

A favorita selecção da Bélgica foi esta noite surpreendida pelo conjunto do País de Gales, que soube reagir da melhor forma a uma situação de desvantagem no marcador ainda na fase inicial do jogo – na sequência de um potente e colocado remate de “meio da rua” de Nainggolan , vindo a aproveitar da melhor forma as falhas defensivas dos belgas, hoje com o seu sector mais recuado adaptado devido a lesões de dois dos habituais titulares.

Após o segundo tento galês – uma acção de espectacular efeito de Hal Robson-Kanu, sozinho dentro da área, a rodar e a libertar-se de toda a marcação – a equipa belga procurou, de forma insistente, o golo do empate, podendo queixar-se de erros da arbitragem, deixando uma falta para grande penalidade por sancionar.

Mas, independentemente da maior pressão contrária, a partir de determinada altura já algo desordenada, o País de Gales, actuando como um bloco, soube sempre controlar de forma tranquila o jogo, aproveitando ainda o balanceamento atacante belga para marcar o golo que sentenciou o desfecho desta eliminatória.

De forma inesperada, os galeses acabam por confirmar a vantagem que tinham registado já na fase de qualificação, perante este mesmo adversário, tendo empatado a zero em Bruxelas e ganho (1-0) em Cardiff.

Na próxima quarta-feira, nas meias-finais, em Lyon, um sensacional Portugal-País de Gales.

1 Julho, 2016 at 8:50 pm Deixe o seu comentário

EURO 2016 – 1/4 de final – Polónia – Portugal

PolóniaPortugal1-1 (3-5 g.p.)

Polónia Łukasz Fabiański, Łukasz Piszczek, Kamil Glik, Michał Pazdan, Artur Jędrzejczyk, Jakub Błaszczykowski, Grzegorz Krychowiak, Krzysztof Mączyński (98m – Tomasz Jodłowiec), Kamil Grosicki (82m – Bartosz Kapustka), Arkadiusz Milik e Robert Lewandowski

Portugal Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, José Fonte, Eliseu, João Mário (80m – Ricardo Quaresma), William Carvalho (96m – Danilo Pereira), Renato Sanches, Adrien Silva (73m – João Moutinho), Nani e Cristiano Ronaldo

1-0 – Robert Lewandowski – 2m
1-1 – Renato Sanches – 33m

Desempate da marca de grande penalidade:

0-1 – Cristiano Ronaldo
1-1 – Robert Lewandowski
1-2 – Renato Sanches
2-2 – Arkadiusz Milik
2-3 – João Moutinho
3-3 – Kamil Glik
3-4 – Nani
Jakub Błaszczykowski permitiu a defesa a Rui Patrício
3-5 – Ricardo Quaresma

“Melhor em campo” – Renato Sanches

Amarelos – Artur Jędrzejczyk (42m), Kamil Glik (66m) e Bartosz Kapustka (89m); Adrien Silva (70m) e William Carvalho (90m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

Stade Vélodrome – Marseille (20h00)

Era legítima a expectativa que seria desta: Portugal – assumindo a sua condição de favorito – poderia, enfim, vencer um jogo neste Europeu, durante o tempo regulamentar de 90 minutos.

Porém, e pese embora os alertas do seleccionador antes da partida, a selecção nacional entraria praticamente a perder, consentindo um golo logo no segundo minuto: uma desatenção de Cédric, a falhar a intercepção, permitindo a Grosicki ir à linha de fundo cruzar, atrasado, para Lewandovski, livre de oposição, de primeira, marcar sem dificuldade.

Seria difícil pior começo. Nos minutos seguintes, a equipa portuguesa tardou a serenar, procurando algo precipitadamente construir lances ofensivos, mas, paralelamente, colocando em risco a sua zona mais recuada, devido a diversas perdas de bola, com Milik (remate ao lado) e Lewandowski (a testar a concentração de Rui Patrício) a ameaçar, à passagem do quarto de hora de jogo.

Só na viragem do primeiro terço do tempo regulamentar Portugal conseguiria tornar-se mais efectivo, com uma sequência de três lances: primeiro, aos 29 minutos, Ronaldo, em posição frontal, a rematar rasteiro, mas pouco potente (não “pegou” bem na bola), com Fabianski também atento; logo de seguida, apenas dois minutos volvidos, de novo Ronaldo, na área, a ser travado em falta, por carga pelas costas de Pazdan, outra vez sem a correspondente sanção, de grande penalidade, por parte de um árbitro que, até ao momento, dispunha da melhor avaliação global neste Europeu; para, outros dois minutos decorridos, surgir mesmo o tão ansiado golo do empate.

O “rebelde” Renato Sanches, a combinar na perfeição com Nani, a quem passou a bola, com este a devolver de primeira, e o jovem médio português a receber com o pé direito, rematando com o esquerdo, de forma colocada, beneficiando ainda de um desvio em Krychowiak, sem hipóteses para o guardião polaco.

No segundo tempo a toada de jogo não se alteraria, sempre com a selecção portuguesa mais afoita, a assumir a iniciativa do jogo, na sequências de rápidos lances de ataque.

Ainda não estavam decorridos os primeiros quinze minutos da segunda parte quando Ronaldo, isolado, mas descaído sobre a esquerda, acabou por rematar, já de ângulo reduzido, à malha lateral, quando tinha João Mário em posição privilegiada para marcar…

E, à passagem dos 60 minutos, depois de Ronaldo falhar novamente o remate, já em plena área adversária, a bola sobraria para Adrien, o qual, contudo, na recarga, veria o remate interceptado por um defesa polaco. Para, aos 65 minutos, ser Cédric a surgir liberto na meia-direita, ainda fora de área, a rematar cruzado… muito próximo do poste.

Da parte dos polacos, só próximo dos 70 minutos voltariam a importunar a defesa portuguesa, quando Milik surgiu ao primeiro poste, a desviar com perigo, para a defesa de Rui Patrício.

Até final dos 90 minutos o ritmo e intensidade de jogo começariam gradualmente a cair, mas Portugal teria ainda mais algumas oportunidades para materializar o seu melhor futebol: aos 79 minutos, José Fonte, a cabecear à figura de Fabiański; apenas dois minutos depois, numa investida de Pepe pelo centro, a tentar desmarcar Ronaldo, um defesa polaco antecipou-se, cortando o lance, mas de forma perigosa, na direcção da sua baliza, quase fazendo auto-golo; para, finalmente, a menos de cinco minutos do final da partida, na sequência de excelente passe de João Moutinho, aparecer Ronaldo, isolado na área, a dispor da “vitória nos pés”, mas a falhar o remate, dando um pontapé… na atmosfera!

Desperdiçada que fora a supremacia manifestada pelos portugueses, contudo – uma vez mais – sem tradução no marcador, chegava-se assim ao que constituía o segundo prolongamento para ambas as equipas, em dois jogos da fase a eliminar. Mais, para Portugal, era o quinto empate consecutivo em outros tantos jogos (nos 90 minutos) nesta edição da competição (sexta igualdade sucessiva, contando com as 1/2 finais do “EURO” 2012)!

Esperava-se, de novo, que fosse a selecção nacional a ir em busca do golo, procurando beneficiar da condição física dos jogadores contrários, que acusavam já notórios sinais de fadiga. Contudo, e não obstante a rotação que Fernando Santos tem imprimido no “onze” português, rapidamente se veria que Portugal não conseguiria impedir o que a Polónia, desde cedo – jogando na expectativa do erro adversário – passou a ter como objectivo prioritário: manter a igualdade, e levar o desempate para a marca de grande penalidade (fórmula que lhes proporcionara o triunfo ante a Suíça).

Efectivamente, em todo o período de trinta minutos do prolongamento, há apenas a salientar uma ocasião soberana de golo, logo após a passagem do primeiro minuto, outra vez com Ronaldo, livre de marcação, a não acertar bem na bola, não conseguindo completar o desvio para as malhas… A registar ainda o esforço do sacrificado Nani, a cabecear ao lado (aos 98 minutos), e, aos 103 minutos, a rematar novamente à figura do guarda-redes polaco.

Não querendo – ou não tendo frescura física – para arriscar ganhar o jogo no prolongamento, tempo que assim acabaria por “desperdiçar”, Portugal arriscava a decisão da marca de grande penalidade, de alguma forma favorecendo as pretensões polacas, que, deste modo, passavam a dispor de 50% de probabilidades de êxito, bem mais do que o que denotavam em termos de jogo jogado, de que, neste caso, as estatísticas nem dão a mais apropriada tradução: 21-14 em remates (embora apenas 6-5 em remates à baliza); 7-2 em cantos; e uns curiosos 46-54% em termos de posse de bola.

Mas, então, necessariamente sempre com alguma dose de felicidade, os portugueses deram mostra de grande eficácia – e inteligência na opção pela sequência dos marcadores, com Ronaldo a apontar o primeiro, e ficando reservados Nani e Quaresma (outra vez a marcar o tento da vitória, tal como no desafio ante a Croácia) para os remates decisivos -, conseguindo converter todas as suas cinco tentativas, já depois de, no quarto remate polaco, Rui Patrício se ter oposto de forma notável, detendo a bola, garantindo assim a preciosa vantagem que coloca Portugal na sua quinta meia-final de Campeonatos da Europa (nas sete vezes em que marcou presença na fase final) – quarta nas últimas cinco edições da competição (2000, 2004, 2012 e 2016)!

30 Junho, 2016 at 9:44 pm Deixe o seu comentário

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