4.ª vitória de Christopher Froome no “Tour”

Se a prova do ano passado havia sido já bastante equilibrada, a deste ano – 104.ª edição da mais importante competição velocipédica mundial – caracterizou-se por um extremo equilíbrio, com os três primeiros separados por menos de 30 segundos até ao derradeiro contra-relógio, ontem disputado, situação porventura inaudita.

Não obstante, controlando toda a corrida – sabedor da sua vantagem em tal especialidade do contra-relógio, em relação aos seus mais directos concorrentes -, o ciclista britânico Christopher Froome garantiu o triunfo pela quarta vez na Volta a França em Bicicleta (sendo agora o único a deter tal registo, superado por apenas quatro “mitos” do ciclismo), terceira consecutiva, confirmando o seu actual domínio a nível do panorama mundial da modalidade, apenas por uma vez tendo falhado a vitória nos últimos cinco anos (devido a queda, em 2014).

Numa prova em que alguns dos principais nomes cedo ficariam afastados, na sequência de quedas, casos de Richie Porte, Alejandro Valverde (respectivamente 5.º e 6.º classificados há um ano), Geraint Thomas ou Mark Cavendish (para além do líder da classificação por pontos e vencedor de cinco etapas, Marcel Kittel), a grande desilusão foi o colombiano Nairo Quintana (3.º lugar no ano passado e 2.º do “Giro” em 2017), apenas 12.º na geral final. Ao invés, destaque, pela positiva, para o seu compatriota, Rigoberto Uran, surpreendente vice-líder, enquanto Romain Bardet, que, até ao penúltimo dia, mantinha o 2.º lugar (que alcançara na edição precedente), salvava uma posição no pódio… por um segundo.

Nesta edição apenas um português integrou o pelotão do “Tour”, Tiago Machado, registando uma discreta posição, pese embora na primeira metade da tabela classificativa, não obstante todo o trabalho que, quase diariamente, desenvolveu na frente da corrida, procurando apoiar o seu colega Alexander Kristoff, que, contudo, acabaria por ver goradas as suas ambições de poder chegar à vitória numa etapa.

Classificação geral final:

1º Christopher Froome (Grã-Bretanha) – Team Sky – 86h 20′ 55”
2º Rigoberto Uran (Colômbia) – Cannondale Drapac – a 00′ 54”
3º Romain Bardet (França) – AG2R La Mondiale – a 02′ 20”
4º Mikel Landa (Espanha) – Team Sky – a 02′ 21′
5º Fabio Aru (Itália) – Astana – a 03′ 05′
6º Daniel Martin (Irlanda) – Quick Step Floors – a 04′ 42”
7º Simon Yates (Grã-Bretanha) – Orica – Scott – a 06′ 14”
8º Louis Meintjes (África do Sul)) – UAE – Team Emirates  – a 08′ 20”
9º Alberto Contador (Espanha) – Trek – Segafredo – a 08′ 49”
10º Warren Barguil (França) – Team Sunweb – a 09′ 25′

74º Tiago Machado (Portugal) – Team Katusha Alpecin – a 02h 43′ 36”

É a seguinte a lista completa dos vencedores da maior prova de ciclismo mundial:

  • 5 vitórias – Jacques Anquetil (1957, 1961, 1962, 1963 e 1964), Eddy Merckx (1969, 1970, 1971, 1972 e 1974), Bernard Hinault (1978, 1979, 1981, 1982 e 1985) e Miguel Indurain (1991, 1992, 1993, 1994 e 1995);
  • 4 vitórias – Christopher Froome (2013, 2015, 2016 e 2017)
  • 3 vitórias – Philippe Thys (1913, 1914 e 1920), Louison Bobet (1953, 1954 e 1955) e Greg Lemond (1986, 1989 e 1990)
  • 2 vitórias – Lucien Petit-Breton (1907 e 1908), Firmin Lambot (1919 e 1922), Ottavio Bottecchia (1924 e 1925), Nicolas Frantz (1927 e 1928), André Leducq (1930 e 1932), Antonin Magne (1931 e 1934), Sylvère Maes (1936 e 1939), Gino Bartali (1938 e 1948), Fausto Coppi (1949 e 1952), Bernard Thévenet (1975 e 1977), Laurent Fignon (1983 e 1984) e Alberto Contador (2007 e 2009);
  • 1 vitória – Maurice Garin (1903), Henri Cornet (1904), Louis Trousselier (1905), René Pottier (1906), François Faber (1909), Octave Lapize (1910), Gustave Garrigou (1911), Odile Defraye (1912), Léon Scieur (1921), Henri Pélissier (1923), Lucien Buysse (1926), Maurice De Waele (1929), Georges Speicher (1933), Romain Maes (1935), Roger Lapébie (1937), Jean Robic (1947), Ferdi Kubler (1950), Hugo Koblet (1951), Roger Walkowiak (1956), Charly Gaul (1958), Federico Bahamontes (1959), Gastone Nencini (1960), Felice Gimondi (1965), Lucien Aimar (1966), Roger Pingeon  (1967), Jan Janssen (1968), Luis Ocaña (1973), Lucien Van Impe (1976), Joop Zoetemelk (1980), Stephen Roche (1987), Pedro Delgado (1988), Bjarne Riis (1996), Jan Ullrich (1997), Marco Pantani (1998), Oscar Pereiro (2006), Carlos Sastre (2008), Andy Schleck (2010), Cadel Evans (2011), Bradley Wiggins (2012) e Vincenzo Nibali (2014).

A competição não se disputou nas épocas das duas Guerras Mundiais (1915 a 1918 e 1940 a 1946). Foram anuladas as classificações (7 vitórias) de Lance Armstrong nas edições de 1999 a 2005.

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23 Julho, 2017 at 6:36 pm Deixe um comentário

Martin Landau (1928-2017)

17 Julho, 2017 at 10:32 am Deixe um comentário

10.07.2016 – Campeões para a eternidade

10 Julho, 2017 at 10:27 pm Deixe um comentário

Chile – Alemanha (Taça Confederações – Final)

Chile Chile – Claudio Bravo, Mauricio Isla, Gary Medel, Gonzalo Jara, Jean Beausejour, Marcelo Diaz (53m – Leonardo Valencia), Charles Aranguiz (81m – Angelo Sagal), Arturo Vidal, Pablo Hernández, Eduardo Vargas (81m – Edson Puch) e Alexis Sanchez

Alemanha Alemanha – Marc-Andre Ter Stegen, Matthias Ginter, Shkodran Mustafi, Antonio Ruediger, Joshua Kimmich, Lars Stindl, Sebastian Rudy, Jonas Hector, Leon Goretzka (90m – Niklas Süle), Julian Draxler e Timo Werner (79m – Emre Can)

0-1 – Lars Stindl – 20m

Cartões amarelos – Arturo Vidal (59m), Gonzalo Jara (66m), Eduardo Vargas (75m) e Claudio Bravo (90m); Joshua Kimmich (59m), Emre Can (90m) e Sebastian Rudy (90m)

Árbitro – Milorad Mažić (Sérvia)

Após uma avassaladora entrada em campo da selecção do Chile – muito mais experiente que a alemã, a qual apresentou um grupo muito jovem, com média de idade inferior em mais de cinco anos e meio ao adversário -, criando diversas ocasiões de perigo, bastaria afinal um erro da defesa chilena (um “brinde”, que Stindl, de “baliza aberta”, não desperdiçou) para que a Alemanha conquistasse o seu primeiro troféu nesta competição.

Na segunda parte, os sul-americanos, “vendendo cara a derrota”, porfiaram, tudo procurando fazer para chegar ao golo, mas, para além de se terem mostrado excessivamente perdulários, acabaram por se desequilibrar em campo, concedendo espaços para várias investidas da turma germânica, a justificar assim o triunfo na prova.

Palmarés da Taça das Confederações:

1992 – Argentina
1995 – Dinamarca
1997 – Brasil
1999 – México
2001 – França
2003 – França
2005 – Brasil
2009 – Brasil
2013 – Brasil
2017 – Alemanha

2 Julho, 2017 at 8:53 pm Deixe um comentário

Portugal – México (Taça Confederações – 3.º/4.º lugar)

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Pepe, Luís Neto, Eliseu, Danilo (82m – André Gomes), Gelson Martins, João Moutinho (82m – Adrien Silva), Pizzi (91m – William Carvalho), Nani (70m – Ricardo Quaresma) e André Silva

México México – Guillermo Ochoa, Miguel Layun, Néstor Araujo, Hector Moreno, Luis Reyes, Hector Herrera, Rafael Marquez (106m – Marco Fabián),   Andres Guardado (80m – Jonathan dos Santos), Carlos Vela, Javier Hernández “Chicharito” (85m – Raúl Jiménez) e Oribe Peralta (61m – Hirving Lozano)

0-1 – Luís Neto (p.b.) – 54m
1-1 – Pepe – 90m
2-1 – Adrien Silva (pen.) – 104m

Cartões amarelos – Nélson Semedo (26m); Rafael Marquez (16m), Raúl Jiménez (94m) e Hector Moreno (98m)

Cartões vermelhos – Nélson Semedo (106m); Raúl Jiménez (112m)

Árbitro – Fahad Al Mirdasi (Arábia Saudita)

Não valerá a pena perder muito tempo com este tal jogo “sem razão de existir”. Conseguiu-se (“in extremis”) o mais importante: ampliar para 14 o total de jogos consecutivos sem derrota em fases finais de grandes competições internacionais. Paralelamente, o triunfo final e consequente 3.º lugar do pódio dão também um sabor mais “doce” e confiante à selecção nacional, na saída desta prova e antes de se abalançar à derradeira e decisiva fase de qualificação para o Mundial de 2018.

Mas, ademais desses factores, relevante terá sido também a demonstração de que temos disponíveis muitas e válidas soluções para reforçar o grupo: foram oito as alterações face ao jogo anterior, frente ao Chile (para além guarda-redes, Rui Patrício, apenas dois jogadores de campo se mantiveram, Eliseu e André Silva – até porque não estavam já disponíveis alternativas para as posições específicas que ocupam, dadas as ausências de Raphaël Guerreiro e Cristiano Ronaldo).

Dando expressão à máxima de que “não há dois jogos iguais”, foi bastante distinto o cariz deste encontro, comparativamente ao desafio inicial antes esta mesma selecção do México (muito mais conservadora em termos de “rotação” de jogadores), com Portugal a entrar muito melhor no jogo, de forma desinibida, que poderia ter resultado numa posição de vantagem logo à passagem do quarto de hora, não fora André Silva ter sido o quarto jogador luso a desperdiçar, de forma sucessiva, neste torneio, uma grande penalidade, permitindo a defesa ao guardião contrário.

Até final da primeira metade, sentindo de alguma forma a “malapata”, a selecção não conseguiria manter o bom nível exibicional com se apresentara de início. Não obstante, continuava a controlar o jogo, com o México a procurar apostar no contra-ataque.

Na segunda parte, cedo a selecção nacional se viu em desvantagem, com mais um lance infeliz, num auto-golo, dado a bola ter tabelado em Luís Neto, traindo o guarda-redes português.

A equipa acusou o tento, de alguma forma descompensou-se, permitindo então espaços aos mexicanos, que, por mais de uma vez, poderiam ter ampliado o marcador, não fora a excelente actuação de Rui Patrício, com um par de soberbas intervenções, positivamente a negar o golo aos norte-americanos.

Até final, por vezes “mais com o coração que com a cabeça”, a formação portuguesa buscaria o golo que lhe possibilitasse evitar o desaire, acabando por ser premiada já no início do tempo de compensação (como que “retribuindo” o tento do empate mexicano na ronda inaugural, também averbado após os 90 minutos).

No prolongamento, agora impulsionado pela força mental de ter conseguido aquele golo tardio, foi o conjunto luso a entrar novamente mais afirmativo, arrancando nova grande penalidade, desta feita bem convertida por Adrien Silva, colocando Portugal em vantagem.

Depois de uma grande penalidade desperdiçada, um golo na própria baliza, Portugal conseguiria uma inédita e altamente improvável “tripla” conjugação adversa, com Nélson Semedo a ver o segundo cartão amarelo, sendo expulso, apenas dois minutos volvidos. Preparávamo-nos para sofrer de novo, quando, num lance entre dois benfiquistas, Jiménez, inadvertidamente, atingiu Eliseu, resultado no mesmo desfecho do seu colega na Luz, Nélson Semedo, ficando as equipas novamente igualadas em número de elementos, acabando dez contra dez.

Na parte final do prolongamento, os mexicanos, já de “cabeça perdida”, não teriam o discernimento para forçar nova igualdade, o que proporciona a Portugal uma saída airosa desta prova, em que – conforme o “balanço” já anteriormente realizado – registou bom desempenho, dignificando o título de Campeão Europeu que ostenta, dando alento para a continuidade de resultados muito positivos, beneficiando da renovação que se começa a fazer sentir, com jovens talentos de grande valor.

2 Julho, 2017 at 2:51 pm Deixe um comentário

Taça das Confederações – 1/2 Finais

Portugal – Chile – 0-0 (0-3 g.p.)
Alemanha – México – 4-1

29 Junho, 2017 at 9:57 pm Deixe um comentário

Portugal – Chile (Taça Confederações – 1/2 finais)

Portugal Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Bruno Alves, José Fonte, Eliseu, William Carvalho, Bernardo Silva (83m – Ricardo Quaresma), Adrien Silva (102m – João Moutinho), André Gomes (116m – Gelson Martins), Cristiano Ronaldo e André Silva (76m – Nani)

Chile Chile – Claudio Bravo, Mauricio Isla (120m – José Fuenzalida), Gary Medel, Gonzalo Jara, Jean Beausejour, Marcelo Diaz, Charles Aranguiz, Arturo Vidal, Pablo Hernández (112m – Francisco Silva), Eduardo Vargas (86m – Martín Rodríguez) e Alexis Sanchez

Desempate da marca de grande penalidade:

0-1 – Arturo Vidal
Ricardo Quaresma permitiu a defesa a Claudio Bravo
0-2 – Charles Aranguiz
João Moutinho permitiu a defesa a Claudio Bravo
0-3 – Alexis Sanchez
Nani permitiu a defesa a Claudio Bravo

Cartões amarelos – William Carvalho (31m), André Silva (43m), José Fonte (96m) e Bruno Alves (111m) e Cédric Soares (115m); Gonzalo Jara (23m) e Pablo Hernández (51m)

Árbitro – Alireza Faghani (Irão)

Antes da análise a este jogo em concreto, aqui deixo algumas notas prévias, relativas a esta competição – que, não estando ainda terminada para Portugal, efectivamente o deveria estar já, dado que o jogo de disputa do 3.º/4.º lugar, sem razão de ser, está claramente “a mais” numa prova desta natureza.

Assim, num balanço geral, este foi mais um excelente desempenho da selecção nacional – mais afirmativa mesmo do que o que se tinha revelado há um ano, no Europeu -, tendo averbado uma goleada, uma convincente vitória frente ao anfitrião (Rússia), e dois empates, com as duas selecções representativas das confederações americanas. Mais, Portugal ampliou já para 13 jogos consecutivos a sua magnífica série de invencibilidade em fases finais de grandes competições internacionais (2 no Mundial, 7 no Europeu e 4 na Taça das Confederações), datando o último desaire de 16 de Junho de 2014.

A classificação final – independentemente de ser o 3.º ou o 4.º lugar – traduz, com maior relevância, o atingir das meias-finais das principais provas de selecções pela 8.ª vez no seu historial (depois dos Mundiais de 1966 e 2006 e dos Europeus de 1984, 2000, 2004, 2012 e 2016).

Isto dito, não deslustra, de forma nenhuma, a eliminação frente ao Chile, bi-campeão da “Copa América” (torneio que venceu, em 2015 e em 2016, em ambos os casos, ganhando a final frente à Argentina… no desempate da marca de grande penalidade, depois de outros dois nulos no final do tempo regulamentar e do prolongamento).

Nem, por outro lado, poderá ser minimamente justificada alguma contestação a Fernando Santos, pese embora não tenha estado feliz nas opções tácticas que tomou, sem que nenhuma das quatro substituições que operou – uma estreia, a nível internacional, com a quarta substituição a passar a ser permitida no prolongamento – tivesse resultado, não acrescentando nada, talvez antes pelo contrário. Poderá até dizer-se que os três “Silvas” (André, Bernardo e Adrien) terão sido inclusivamente dos melhores jogadores em campo.

Assim como não foi também feliz, no desempate da marca de grande penalidade, com três dos (quatro) jogadores que saíram do banco (Ricardo Quaresma, João Moutinho e Nani) a serem precisamente os autores dos remates, fracos e denunciados, praticamente à “figura”, que possibilitariam a Claudio Bravo, muito concentrado, 100% de eficácia na defesa de tais pontapés.

Mas, o maior “pecado” de Fernando Santos terá estado numa característica que o tinha levado ao sucesso no Europeu, a de “jogar pelo seguro”, de forma contida, controlando o jogo, não concedendo ao(s) adversário(s) grandes hipóteses de nos derrotar.

De facto, mesmo considerando que o Chile – actual 4.º classificado do ranking mundial da FIFA –  se posiciona, em tal tabela, acima de Portugal, a equipa nacional apresentava-se – num desafio que já se antevia de extremo equilíbrio – com um ligeiríssimo favoritismo.

O que esteve quase a confirmar, logo de entrada, com um bom arranque, dinâmico, a provocar grande perigo na zona defensiva contrária – beneficiando dos espaços proporcionados pela marcação muito adiantada que a turma chilena ia patenteando, logo a saída do meio-campo luso -, não tendo contudo André Silva conseguido concretizar em golo a oportunidade de que dispôs. Mas do mesmo se poderá queixar o Chile. Tendo começado por assumir a iniciativa, “mandando” no jogo, a selecção nacional veria a equipa chilena a conseguir equilibrar a toada do encontro, muito repartido até final do primeiro tempo, mas com um cariz inesperadamente aberto.

Na segunda parte as duas equipas surgiram mais “encaixadas” uma na outra, e as oportunidades soberanas rarearam, pese embora o Chile se fosse, gradualmente, mostrando mais atrevido, pese embora sem conseguir materializar em efectivas ocasiões os lances ofensivos que ia criando.

Tendo beneficiado de mais um dia de repouso, pensou-se que Portugal poderia capitalizar tal vantagem no prolongamento; um engano, uma vez que seria precisamente então que – de alguma forma tolhido pela indefinição de apostar no ataque, em busca da vitória, ou, de continuar a garantir a inviolabilidade da sua baliza (como se Fernando Santos estivesse à “espera para ver”, na expectativa de que o jogo se pudesse resolver por si, e lhe facilitasse a opção por reforçar o ataque… ou a defesa), apenas demasiado tarde procurando o “risco”, com a entrada de Gelson Martins somente a quatro minutos do final -, paradoxalmente, a selecção chilena acabaria por vir “ao de cima”, sobretudo nesses minutos derradeiros, em que, aproveitando algum desequilíbrio defensivo português, desperdiçou algumas flagrantes oportunidades, com duas bolas “miraculosamente” a embater nos ferros da baliza de Rui Patrício (que, pouco antes, tivera já notável intervenção, dando a melhor resposta a perigoso remate de Vidal), num espaço de cerca de cinco segundos (para além de um lance de grande penalidade não sancionado pelo árbitro)!

Depois deste sufoco, a expectativa seria de que – tal como sucedera no EURO 2016 – a “sorte” nos iria, uma vez mais, continuar a sorrir…

Mas, uma vez mais com uma opção discutível no que respeita à sequência dos marcadores dos pontapés da marca de grande penalidade, reservando Cristiano Ronaldo para o fim (tal como sucedera em 2012, acabaria por nem ter oportunidade de exercer a sua tentativa) – contrariamente ao Chile, que colocou os seus mais conceituados nomes como primeiros rematadores -, rapidamente a esperança desabaria, perante o perfeito contraponto entre a total eficácia chilena (de quem marcou, e de quem defendeu) e a absoluta ineficácia portuguesa, com os tais falhanços de três dos que até tinham feito parte dos “heróis” que tinham batido, nesta mesma fórmula de desempate, a Polónia, nos 1/4 de final do Europeu…

Numa partida em que Portugal podia (deveria) ter sido mais ambicioso, num balanço global, atendendo ao que as duas equipas exibiram em campo nas diversas fases do jogo, é justo o apuramento do Chile para a Final.

28 Junho, 2017 at 9:39 pm Deixe um comentário

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28 Junho, 2017 at 9:55 am Deixe um comentário

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