Liga Europa – 6ª jornada – Standard Liège – Benfica

Standard de LiègeStandard de Liège – Arnaud Bodart, Laurent Jans, Merveille Bokadi, Konstantinos “Kostas” Laifis, Nicolas Gavory, Gojko Cimirot, Samuel Bastien, Nicolas Raskin (80m – Joachim Carcela-Gonzalez), Eden Shamir (59m – Collins Fai), Michel-Ange Balikwisha (59m – Jackson Muleka) e Abdoul­-Fessal Tapsoba (72m – Obbi Oularé)

BenficaBenfica – Helton Leite, João Ferreira, Jan Vertonghen, Jardel Vieira, Nuno Tavares (80m – Franco Cervi), Julian Weigl (80m – Gabriel Pires), Pedro “Pedrinho” da Silva (64m – Rafael “Rafa” Silva), Adel Taarabt (83m – Haris Seferović), Everton Soares, Gian-Luca Waldschmidt (64m – Luís Fernandes “Pizzi”) e Darwin Núñez

1-0 – Nicolas Raskin – 12m
1-1 – Everton Soares – 16m
2-1 – Abdoul Tapsoba – 60m
2-2 – Luís Fernandes “Pizzi” (pen.) – 67m

Cartões amarelos – Gojko Cimirot (65m); João Ferreira (53m) e Franco Cervi (90m)

Árbitro – Aleksei Kulbakov (Bielorrússia)

Seria pouco crível que o Rangers não ganhasse na Polónia e pudesse deixar escapar a liderança do grupo. Tal não invalida a sensação de alguma frustração decorrente do facto de o Benfica nem a sua parte ter cumprido, não conseguindo vencer em Liège, no termo de uma sofrível campanha, em que é magra a consolação de – perante opositores de fraco nível – ter mantido a invencibilidade nesta fase (num grupo em que seria talvez exigível obter, pelo menos, cinco vitórias e um empate – em Glasgow).

Evidenciando de forma declarada que este jogo não constituía uma prioridade, Jesus fez alinhar um “onze” inicial em que mais de metade dos habituais titulares ficou “em repouso” – o que é tão mais difícil de compreender quando, perante as fragilidades defensivas que têm sido constantes, improvisou uma defesa com quatro “reservistas” (incluindo o guardião). Os sinais transmitidos pela “liderança” acabam, inevitavelmente, por se fazer sentir dentro de campo…

E, contudo, há que sublinhar que a equipa benfiquista até entrou em jogo com uma atitude muito positiva, assumindo a iniciativa, aparentemente apostada em resolver rapidamente a contenda a seu favor, só que, esta noite, os avançados estiveram tão desinspirados quanto costumam estar os defesas, e foram desperdiçando sucessivas oportunidades de golo. Apenas no primeiro quarto de hora foram, pelo menos, três. Ao contrário, o Standard, na primeira investida à zona defensiva contrária marcou, aproveitando as tais facilidades…

O Benfica não se descompôs e Darwin rematou, de ângulo muito apertado, ao poste, no minuto imediato; bastariam mais três minutos para chegar ao golo, restabelecendo a igualdade, curiosamente numa cabeçada pouco ortodoxa de Everton, com a bola a ser impelida para o relvado, ressaltando para o fundo das redes, sem hipótese de defesa para Bodart.

A equipa portuguesa prosseguiu o controlo do jogo até próximo da meia hora, fase a partir da qual a turma belga começou a libertar-se mais, pese embora actuasse de forma bastante “caótica” nas saídas para o meio-campo adversário, permitindo diversas situações de “contra-golpe”, nunca aproveitadas.

No início da segunda parte, o Benfica perdera já o domínio, pelo que acabaria por não surpreender novo tento do Standard, após uma perda de bola de Taarabt, com Tapsosa, muito expedito, a rematar de longe, tendo a felicidade de a bola embater ainda em Vertonghen, traindo Helton Leite.

Só então surgiu a ordem do banco para entrarem em campo reforços (Rafa e Pizzi), que prontamente imprimiram maior ritmo ao jogo, forçando o erro do adversário, beneficiando ainda da “colaboração” do árbitro, a assinalar grande penalidade, num lance em que o defesa da formação belga pouco mais fez do que colocar os braços em torno do adversário, praticamente sem contacto, para repor o empate. Foi o sexto golo de Pizzi nestes seis jogos da fase de grupos da Liga Europa (apenas não marcou na Luz, ante o Rangers – jogo em que fora substituído logo aos 21 minutos, devido à expulsão de Otamendi – tendo bisado no jogo em casa ante este mesmo Standard de Liège).

O Benfica voltou a forçar no quarto de hora final, não conseguindo, porém, finalizar nenhuma de várias ocasiões de perigo criadas, em especial já nos derradeiros minutos, pelo que o resultado não se alteraria.

Em função do 2.º lugar averbado, o Benfica irá a sorteio com a condicionante de não ser “cabeça-de-série”, à mercê da possibilidade de se lhe poder deparar no caminho, logo nos 1/16 de final, um opositor do calibre de Manchester United, Arsenal, Tottenham, Leicester, AC Milan, Napoli, Roma, Bayer Leverkusen, Villarreal, Shakhtar Donetsk ou Ajax. Restando, pois, poucas alternativas “mais acessíveis”, talvez restringidas a Hoffenheim, Brugge, D. Zagreb e PSV Eindhoven.

10 Dezembro, 2020 at 8:42 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
RB Salzburg – At. Madrid – 0-2
Bayern – Lokomotiv Moskva – 2-0

1º Bayern, 16; 2º At. Madrid, 9; 3º RB Salzburg, 4; 4º Lokomotiv Moskva, 3

Grupo B
Real Madrid – B. M’Gladbach – 2-0
Inter – Shakhtar Donetsk – 0-0

1º Real Madrid, 10; 2º B. M’Gladbach, 8; 3º Shakhtar Donetsk, 8; 4º Inter, 6

Grupo C
Manchester City – Marseille – 3-0
Olympiakos – FC Porto – 0-2

1º Manchester City, 16; 2º FC Porto, 13; 3º Olympiakos, 3; 4º Marseille, 3

Grupo D
Midtjylland – Liverpool – 1-1
Ajax – Atalanta – 0-1

1º Liverpool, 13; 2º Atalanta, 11; 3º Ajax, 7; 4º Midtjylland, 2

Grupo E
Chelsea – Krasnodar – 1-1
Rennes – Sevilla – 1-3

1º Chelsea, 14; 2º Sevilla, 13; 3º Krasnodar, 5; 4º Rennes, 1

Grupo F
Zenit – B. Dortmund – 1-2
Lazio – Brugge – 2-2

1º B. Dortmund, 13; 2º Lazio, 10; 3º Brugge, 8; 4º Zenit, 1

Grupo G
Barcelona – Juventus – 0-3
D. Kyiv – Ferencváros – 1-0

1º Juventus, 15; 2º Barcelona, 15; 3º D. Kyiv, 4; 4º Ferencváros, 1

Grupo H
RB Leipzig – Manchester United – 3-2
Paris St.-Germain – Istanbul Başakşehir – 5-1

1º Paris St.-Germain, 12; 2º RB Leipzig, 12; 3º Manchester United, 9; 4º Istanbul Başakşehir, 3

As equipas do Bayern, At. Madrid, Real Madrid, Borussia M’Gladbach, Manchester City, FC Porto, Liverpool, Atalanta, Chelsea, Sevilla, Borussia Dortmund, Lazio, Juventus, Barcelona, RB Leipzig e Paris St.-Germain qualificaram-se para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.

Teremos, portanto, 4 clubes da Alemanha e da Espanha, 3 de Inglaterra e Itália, 1 de França e Portugal.

Por seu lado, RB Salzburg, Shakhtar Donetsk, Olympiakos, Ajax, Krasnodar, Brugge, D. Kyiv e Manchester United transitam para a Liga Europa.

9 Dezembro, 2020 at 10:56 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – Sorteio da Fase de Qualificação

Realizou-se hoje, em Zurique, o sorteio da Fase de Qualificação para o Mundial 2022 de Futebol, no que respeita à zona europeia, com a seguinte constituição dos Grupos:

Grupo A         Grupo B         Grupo C

Portugal        Espanha         Itália
Sérvia          Suécia          Suíça
Irlanda         Grécia          Irlanda Norte
Luxemburgo      Geórgia         Bulgária
Azerbaijão      Kosovo          Lituânia

Grupo D         Grupo E           Grupo F

França          Bélgica         Dinamarca
Ucrânia         País da Gales   Áustria
Finlândia       R. Checa        Escócia
Bósnia-Herzeg.  Bielorrússia    Israel
Cazaquistão     Estónia         Ilhas Faroé
                                Moldávia

Grupo G         Grupo H         Grupo I         Grupo J

Países Baixos   Croácia         Inglaterra      Alemanha
Turquia         Eslováquia      Polónia         Roménia
Noruega         Rússia          Hungria         Islândia
Montenegro      Eslovénia       Albânia         Macedónia N.
Letónia         Chipre          Andorra         Arménia
Gibraltar       Malta           San Marino      Liechtenstein

Tendo a Europa direito a 13 selecções na Fase Final do Mundial, das 55 participantes na qualificação, apenas o vencedor de cada um dos 10 Grupos de Qualificação terá acesso directo à referida Fase Final; os dez segundos classificados disputarão (juntamente com duas selecções a apurar com base na Liga das Nações), em sistema de “play-off”, as restantes três vagas de apuramento.

7 Dezembro, 2020 at 6:46 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo D
Benfica – Lech Poznań – 4-0
Rangers – Standard Liège – 3-2

1º Rangers e Benfica, 11; 3º Lech Poznań e Standard Liège, 3

Grupo G
Zorya Luhansk – Leicester – 1-0
AEK – Sp. Braga – 2-4

1º Leicester e Sp. Braga, 10; 3º Zorya Luhansk, 6; 4º AEK, 3

As equipas da Roma, Arsenal, Bayer Leverkusen, Slavia Praha, Rangers, Benfica, Granada, PSV Eindhoven, Leicester, Sp. Braga, Lille, AC Milan, Villarreal, Antwerp, Tottenham, D. Zagreb, Hoffenheim e Crvena Zvezda garantiram já – ainda com uma ronda por disputar – o apuramento para os 1/16 de final.
(mais…)

3 Dezembro, 2020 at 11:03 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 5ª jornada – Benfica – Lech Poznań

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Jan Vertonghen, Nicolás Otamendi, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (59m – Gian-Luca Waldschmidt), Gabriel Pires, Rafael “Rafa” Silva (77m – Franco Cervi), Francisco “Chiquinho” Machado (60m – Julian Weigl), Everton Soares (70m – Pedro “Pedrinho” da Silva) e Darwin Núñez (60m – Haris Seferović)

Lech PoznańLech Poznań – Filip Bednarek, Bogdan Butko, Ľubomír Šatka, Tomasz Dejewski, Tymoteusz Puchacz, Michał Skóraś (63m – Alan Czerwiński), Karlo Muhar, Filip Marchwiński (82m – Jakub Moder), Jan Sýkora (63m – Vasyl Kravets), Mohammad Awaed (63m – Daniel Ramirez) e Nikoloz “Nika” Kacharava (42m – Mikael Ishak)

1-0 – Jan Vertonghen – 36m
2-0 – Darwin Núñez – 57m
3-0 – Luís Fernandes “Pizzi” – 58m
4-0 – Julian Weigl – 89m

Cartões amarelos – Nikoloz “Nika” Kacharava (2m) e Filip Marchwiński (72m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Certamente ninguém se iludirá com o resultado “gordo” esta noite alcançado, uma goleada com uma amplitude que não se registava nas provas europeias, a favor do Benfica, já há mais de dez anos (desde idêntico resultado, ante o Hertha Berlin, averbado em Fevereiro de 2010).

De facto, as debilidades competitivas desta equipa do Lech Poznań haviam ficado já bem patentes no jogo da primeira volta, na Polónia, sendo que as únicas dúvidas que poderiam subsistir quanto ao resultado seriam sobre a expressão da vitória benfiquista e se conseguiria manter a sua baliza a zeros.

Frente a um opositor que – dada a sua posição no grupo – optou também por fazer algumas “poupanças” (mudando nada menos de sete dos dez jogadores de campo que tinham iniciado a partida em casa), o Benfica beneficiaria ainda de mais “facilidades”, instalando-se, a maior parte do tempo, no meio-campo contrário, mas, durante largos períodos, falho de objectividade e intensidade, jogando a ritmo lento, facilitando a tarefa defensiva dos polacos.

A primeira ocasião de perigo surgiria apenas já a meio da metade inicial do encontro, com Bednarek a suster o remate de Pizzi, mas a bola a sobrar para Darwin, o qual, porém, remataria muito por alto. Pelo que só já numa fase relativamente tardia o Benfica conseguiria inaugurar o marcador, na sequência de um canto apontado por Pizzi, com o central Vertonghen, de cabeça, a antecipar-se à defensiva contrária.

Ao intervalo, o resultado tangencial era claramente demasiado escasso para o desnível competitivo entre as duas formações, vislumbrando-se que, perante um oponente de topo do futebol europeu, o Lech dificilmente poderia escapar a uma robusta goleada.

Fosse pela maior tranquilidade alcançada em função do golo ou efeito da pausa, o Benfica entraria para a segunda metade bastante mais liberto, impondo uma intensidade de jogo que desmontou por completo a estrutura polaca.

Ainda antes do segundo golo, já Pizzi tivera duas tentativas de longe, assim como Chiquinho levara também perigo ao reduto contrário.  A viragem do minuto 57 para o 58 acabaria por ser demolidora para o Lech, com dois golos sofridos “de rajada”, primeiro por Darwin (a passe de Pizzi); logo de seguida, uma recuperação de bola de Chiquinho, permitindo a Rafa uma aceleração, assistindo Pizzi, para o 3-0.

De imediato seria o Benfica a fazer rodar jogadores, com três substituições, fazendo repousar Pizzi, Chiquinho e Darwin (pouco depois sairiam também os restantes elementos da frente, Rafa e Everton).

Numa fase final em que o ritmo de jogo se ressentiu com as várias substituições, de parte a parte, o Benfica continuaria a provocar várias situações de perigo, destacando-se uma perdida de Seferović. O quarto golo acabaria por chegar em cima do derradeiro minuto, pelo substituto Weigl. Seria já em tempo de descontos que o conjunto polaco teria a sua única oportunidade, com uma bola a embater na trave.

No cômputo geral, uma noite descansada para os benfiquistas, que selaram já, matematicamente, o apuramento para a fase seguinte da prova, mas sem deslumbrar, podendo considerar-se mesmo como mais positiva a manutenção da inviolabilidade da sua baliza do que, propriamente, o número de golos alcançados.

3 Dezembro, 2020 at 10:52 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Lokomotiv Moskva – RB Salzburg – 1-3
At. Madrid – Bayern – 1-1

1º Bayern, 13; 2º At. Madrid, 6; 3º RB Salzburg, 4; 4º Lokomotiv Moskva, 3

Grupo B
Shakhtar Donetsk – Real Madrid – 2-0
B. M’Gladbach – Inter – 2-3

1º B. M’Gladbach, 8; 2º Shakhtar Donetsk e Real Madrid, 7; 4º Inter, 5

Grupo C
FC Porto – Manchester City – 0-0
Marseille – Olympiakos – 2-1

1º Manchester City, 13; 2º FC Porto, 10; 3º Olympiakos e Marseille, 3

Grupo D
Atalanta – Midtjylland – 1-1
Liverpool – Ajax – 1-0

1º Liverpool, 12; 2º Atalanta, 8; 3º Ajax, 7; 4º Midtjylland, 1

Grupo E
Sevilla – Chelsea – 0-4
Krasnodar – Rennes – 1-0

1º Chelsea, 13; 2º Sevilla, 10; 3º Krasnodar, 4; 4º Rennes, 1

Grupo F
Brugge – Zenit – 3-0
B. Dortmund – Lazio – 1-1

1º B. Dortmund, 10; 2º Lazio, 9; 3º Brugge, 7; 4º Zenit, 1

Grupo G
Ferencváros – Barcelona – 0-3
Juventus – D. Kyiv – 3-0

1º Barcelona, 15; 2º Juventus, 12; 3º D. Kyiv e Ferencváros, 1

Grupo H
Istanbul Başakşehir – RB Leipzig – 3-4
Manchester United – Paris St.-Germain – 1-3

1º Manchester United, Paris St.-Germain e RB Leipzig, 9; 4º Istanbul Başakşehir, 3

As equipas do Bayern, Manchester City, FC Porto, Liverpool, Chelsea, Sevilla, Borussia Dortmund, Barcelona e Juventus garantiram já – ainda com uma ronda por disputar – a qualificação para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.

As restantes sete vagas serão decididas entre: RB Salzburg e At. Madrid (confronto directo, na Áustria); B. M’Gladbach, Shakhtar Donetsk, Real Madrid e Inter (apurando-se dois destes quatro clubes); Atalanta e Ajax (confronto directo, em Amesterdão); Lazio e Brugge (confronto directo, em Roma); Manchester United, Paris St.-Germain e RB Leipzig (apurando-se dois destes três clubes), com o RB Leipzig a receber o Manchester United.

Por seu lado, o Krasnodar tem já assegurada a transferência para a Liga Europa.

2 Dezembro, 2020 at 10:52 pm Deixe um comentário

COVID-19 – Evolução no mês de Novembro






30 Novembro, 2020 at 6:56 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 8ª Jornada

(“O Templário”, 26.11.2020)

Bastaram sete rondas para que os candidatos ao título se agrupassem na frente da pauta classificativa, monopolizando já, nesta altura, os cinco primeiros lugares: Abrantes e Benfica (100% vitorioso, contando um jogo a menos) e Coruchense, os quais partilham a liderança; U. Tomar a quatro pontos; Mação a seis; e Fazendense a sete pontos dos comandantes. Acresce ainda o Cartaxo, por agora 7.º classificado, também com um jogo a menos; não esquecendo, por outro lado, que o Alcanenense (no 10.º posto, a dez pontos dos guias) regista três jogos em atraso – constituindo, a par dos abrantinos, os únicos clubes ainda invictos.

Assim como, noutra perspectiva, posicionam-se já na cauda da tabela várias das equipas que, à partida, se antevia tivessem como meta primordial a luta pela manutenção no escalão principal, casos do Entroncamento, Torres Novas, Riachense e Moçarriense.

Destaques – Numa jornada sem especiais motivos de realce, a principal nota vai para o empate (1-1) alcançado pelo Torres Novas no Cartaxo, numa partida que reunia dois conjuntos que vinham de uma ronda traumática. Atendendo às distintas pretensões dos dois contendores, tal não deixa de traduzir mais um desfecho negativo para os cartaxeiros, que, até agora, apenas venceram metade dos jogos, um desempenho muito aquém do necessário a um efectivo candidato.

Assinala-se, por outro lado, o primeiro triunfo do U. Tomar em terreno alheio – após ter cedido uma derrota e dois empates –, tendo vencido por 2-1 no Entroncamento, um resultado “arrancado a ferros”, mercê de dois tentos de Tiago Vieira, com a particularidade de terem sido obtidos ambos já em tempo de compensação, ainda que em cada uma das partes do desafio.

Pese embora os nabantinos tenham, durante larga parte do tempo, assumido a iniciativa e o controlo do jogo, permitiram algumas rápidas e muito perigosas transições, com a formação da cidade ferroviária a desaproveitar, pelo menos, três soberanas oportunidades para chegar ao golo. Depois de um tento para cada lado, resultantes da conversão de grandes penalidades, os tomarenses intensificaram a pressão na última meia hora, mas de forma muito espartilhada por uma bem organizada equipa do Entroncamento, vindo a ver os seus esforços coroados de êxito com um muito oportuno desvio de cabeça do avançado unionista, já mesmo a findar o encontro.

O Fazendense, que vinha patenteando alguma irregularidade, “despachou” de forma categórica a, até agora, surpresa pela positiva, Glória do Ribatejo, goleando já, ao intervalo, por quatro golos sem resposta, não tendo os visitantes conseguido melhor que reduzir a desvantagem para 4-1.

Dando sinais de regressão em relação ao desempenho que tinha atingido nas partidas iniciais, o Riachense, não só acumulou quarto desaire sucessivo, como vai somando goleadas: depois do 1-7 em Tomar, foi agora batido, em casa, por 1-5, pelo Mação, seguindo com uma média superior a três golos sofridos por jogo, tendo caído na penúltima posição, apenas à frente do Moçarriense.

Confirmações – Considerando-se que houve apenas uma “surpresa” (no Cartaxo), o desfecho dos restantes desafios enquadrou-se dentro do que seria expectável.

Desde logo, com mais uma vitória do Abrantes e Benfica, não obstante por tangencial 2-1, na recepção ao Rio Maior. Tal como na semana passada, um triunfo difícil, alcançado já nos derradeiros dez minutos, depois de os riomaiorenses terem conseguido chegar ao empate.

O outro líder, Coruchense, venceu também com naturalidade, na Moçarria, frente ao “lanterna vermelha”, por 2-0, com o Moçarriense numa já extensa série de seis derrotas consecutivas, em todos os jogos que disputou até à data, com uma fraca média de 0,5 golos marcados por jogo.

Em Amiais de Baixo, o Amiense ganhou ao Samora Correia por 1-0, o que proporcionou aos locais ascender ao 6.º lugar da tabela, em contraponto a uma descida dos samorenses a uma já algo inquietante 12.ª posição, fruto de um negativo ciclo de quatro desaires sucessivos.

Num fim-de-semana em que foram realizados todos os oito jogos agendados – apenas a segunda vez em que tal se verifica, depois da ronda inaugural – na oitava partida não foi desfeito o nulo entre Ferreira do Zêzere e Alcanenense, dois emblemas que seguem tranquilos a meio da tabela.

II Divisão Distrital – Numa ronda com alguns encontros de especial aliciante, o Espinheirense bateu o Caxarias por 3-2 (depois de ter chegado a 3-0), mantendo o pleno de vitórias (seis). Quem também abriu espaço em relação aos perseguidores foi o At. Ouriense, vencedor em Fátima por 2-0, com os fatimenses, no 3.º posto, agora já a seis pontos do adversário desta jornada.

Na outra série, num embate entre os agora dois primeiros classificados, Salvaterrense e Benavente terminaram igualados a dois golos, numa partida que, no seu decurso, foi registando todos os desfechos possíveis. Destaque ainda para a goleada (4-1) sofrida pelo anterior líder (Forense) no Porto Alto, assim como para o convincente triunfo (3-0) do Benfica do Ribatejo ante o Marinhais.

Campeonato de Portugal – Noutro fim-de-semana aproveitado para acerto de calendário, o U. Santarém foi empatar (1-1) a Pêro Pinheiro, em encontro adiado da 5.ª ronda, um desfecho positivo (ante o actual 4.º classificado), reforçando a sua 7.ª posição.

Antevisão – Atingindo-se já a 9.ª jornada, o “jogo grande” será o que coloca frente-a-frente U. Tomar (3.º) e Mação (4.º), dois dos principais candidatos assumidos ao título, em partida de desfecho imprevisível, para mais numa altura em que o factor casa se apresenta muito limitado.

Por seu lado, os líderes terão tarefas de grau de dificuldade distinto, com o Coruchense claramente favorito na recepção ao Ferreira do Zêzere, enquanto o Abrantes e Benfica visita a Glória do Ribatejo, restando saber se os homens da casa conseguirão manter a consistência exibicional que já lhes permitiu derrotar a formação do Sorraia e impor um empate aos tomarenses.

De interesse será também o Samora Correia-Cartaxo, entre dois grupos que denotam não atravessar o melhor período, com os cartaxeiros a verem reduzir-se a “margem de erro”.

Na II Divisão, teremos vários motivos de interesse, em particular no At. Ouriense-Espinheirense (reunindo os dois actuais primeiros classificados da série A) e no Vasco da Gama-Fátima; e, a Sul, com o “derby” Marinhais-Salvaterrense e o Forense-Benfica do Ribatejo.

Na retoma do calendário regular do Campeonato de Portugal, o U. Santarém desloca-se a Torres Vedras, para defrontar o vice-líder, Torreense, portanto uma saída de elevado grau de dificuldade; por seu lado, Fátima SAD e U. Almeirim cruzam-se, com aparente favoritismo dos almeirinenses.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Novembro de 2020)

29 Novembro, 2020 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo D
Rangers – Benfica – 2-2
Standard Liège – Lech Poznań – 2-1

1º Rangers e Benfica, 8; 3º Lech Poznań e Standard Liège, 3

Grupo G
AEK – Zorya Luhansk – 0-3
Sp. Braga – Leicester – 3-3

1º Leicester, 10; 2º Sp. Braga, 7; 3º AEK e Zorya Luhansk, 3

As equipas da Roma, Arsenal, Leicester e Hoffenheim garantiram já – ainda com duas rondas por disputar – o apuramento para os 1/16 de final.
(mais…)

26 Novembro, 2020 at 10:57 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 4ª jornada – Rangers – Benfica

RangersRangers – Allan McGregor, James Tavernier, Connor Goldson, Leon-Aderemi Balogun, Borna Barišić, Glen Kamara, Steven Davis, Scott Arfield, Kemar Roofe, Ryan Kent e Alfredo Morelos

BenficaBenfica – Helton Leite, Gilberto Moraes (69m – Gonçalo Ramos), Jardel Vieira, Jan Vertonghen, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva, Gabriel Pires, Francisco “Chiquinho” Machado (56m – Luís Fernandes “Pizzi”), Everton Soares, Gian-Luca Waldschmidt (56m – Diogo Gonçalves) e Haris Seferović (90m – Francisco Ferreira “Ferro”)

1-0 – Scott Arfield – 7m
2-0 – Kemar Roofe – 69m
2-1 – James Tavernier (p.b.) – 78m
2-2 – Luís Fernandes “Pizzi” – 81m

Cartões amarelos – Glen Kamara (80m); Gabriel Pires (16m), Francisco “Chiquinho” Machado (42m) e Jan Vertonghen (83m)

Árbitro – Radu Petrescu (Roménia)

Poderá até invocar-se que as ausências forçadas de Otamendi, Weigl, Taarabt e Darwin Nuñez, os últimos três afectados pela COVID-19 (para além da prolongada lesão de André Almeida) forçaram a diversas adaptações no “onze” (complementadas, por vontade própria do treinador, com as entradas de Helton Leite e Chiquinho para os lugares habitualmente ocupados por Vlachodimos – que viu interrompida uma série de 28 jogos consecutivos do Benfica nas competições europeias – e Pizzi).

Mas tal pouco terá a ver com a forma amorfa como a equipa se apresentou em campo em Glasgow, com uma falta de “atitude” competitiva, completamente desadequada da importância deste jogo.

Pelo que não surpreenderia que o Rangers entrasse praticamente a ganhar, perante um opositor “macio”, sem intensidade nem agressividade, muito passivo nas acções defensivas. A forma como o golo inaugural foi apontado é bem sintomática – três remates sucessivos, com a defesa benfiquista a “ver jogar”: primeiro, Roofe a cabecear para defesa apertada de Helton Leite, que mais não conseguiu que sacudir a bola, mas sem a afastar da zona de perigo; de imediato, Tavernier, também de cabeça, a acertar na trave; culminando no remate decisivo de Arfield…

O Benfica procurou reagir, mas se, nas acções defensivas, denotava flagrantes fragilidades, a atacar não se mostrava melhor, nunca criando efectivas dificuldades ao adversário, que, confortavelmente, ia gerindo a vantagem… até a ampliar mesmo, já a meio da segunda parte, num forte remate de meia distância, aproveitando a passividade de Vertonghen.

A equipa portuguesa tinha passado mais de uma hora de jogo praticamente “ausente de campo”, senão em termos físicos, pelo menos a nível de “cabeça”.

Após o segundo tento sofrido, Jesus – certamente pensando nada mais ter a perder, num jogo que estava já “perdido” – arriscou, fazendo sair o lateral direito para a entrada de um avançado, o jovem Gonçalo Ramos (ao mesmo tempo que fazia recuar Diogo Gonçalves).

E acabaria bafejado pela “estrelinha”, perante um opositor que, no último quarto de hora, claudicou de forma drástica – paradoxalmente Steven Gerrard não faria qualquer substituição, o que, neste contexto, parece difícil de compreender -, desde logo com o próprio Gonçalo Ramos, menos de dez minutos depois de ter entrado, a ter intervenção directa no golo: na sequência de remate pouco efectivo de Seferović, o jovem benfiquista insistiria, com Tavernier, pressionado, a desviar inadvertidamente a bola para a sua baliza.

Terá então passado pela mente dos escoceses o “fantasma” da vantagem de dois golos perdida no Estádio da Luz e, a verdade, é que, decorridos somente mais três minutos, o Benfica restabelecia a igualdade, a dois tentos! Na mais bem conseguida acção do jogo, numa combinação entre Rafa e Pizzi, outra vez com Gonçalo Ramos a ter papel determinante, seria o próprio Pizzi, pleno de intencionalidade, a concretizar o golo.

Repetia-se a recuperação de há três semanas, ficando a pairar a sensação de que, com outra atitude e abordagem, teria sido possível ao Benfica chegar à vitória, frente a um adversário que – pese embora tenha derrotado, na época passada, o FC Porto e o Braga (este, por duas vezes) – não será assim tão “forte”, como o indiciam, para além destas duas vantagens de dois golos desperdiçadas, o próprio desempenho recente a nível nacional (ainda a restabelecer-se de uma traumática “viagem de ida e volta” ao 4.º escalão do futebol escocês, desde 2012-13) e, em particular, em termos europeus.

Ou, noutro prisma, pode também questionar-se: se o Benfica experimentou tantas dificuldades frente a um adversário com o gabarito actual do Rangers, como poderá esta equipa desenhada por Jesus ser competitiva ante adversários que se situem em patamares notoriamente superiores?

O apuramento para os 1/16 de final está praticamente definido, mas, para superar essa fase, será necessário “outro” Benfica…

26 Novembro, 2020 at 10:53 pm Deixe um comentário

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