Eleições Presidenciais EUA – 2020 (I)
A cerca de dois meses das eleições presidenciais nos EUA (agendadas para o próximo dia 3 de Novembro), dou início a uma série de simulações – a actualizar semanalmente – tendo por base as tendências indicadas pelas sondagens, resumidas no seguinte mapa:
A posição que é possível antecipar neste momento resume-se da seguinte forma:
- Joe Biden – Claro favoritismo em 14 Estados, num total correspondente a 185 “Grandes eleitores”: California (55); New York (29); Illinois (20); New Jersey (14); Washington (12); Massachussetts (11); Maryland (10); Connecticut (7); Oregon (7); Hawaii (4); Rhode Island (4); Maine (3, do total de 4); Delaware (3); e Vermont (3); para além do District of Columbia (3).
- Donald Trump – Claro favoritismo em 18 Estados, num total correspondente a 110 “Grandes eleitores”: Indiana (11); Tennessee (11); Missouri (10); Alabama (9); Kentucky (8); Lousiana (8); Oklahoma (7); Arkansas (6); Kansas (6); Mississippi (6); West Virginia (5); Idaho (4); Nebraska (4, do total de 5); Alaska (3); Dakota do Norte (3); Dakota do Sul (3); Montana (3); e Wyoming (3).
Considerando outros Estados, em que parece forte a probabilidade das respectivas vitórias, Biden somaria mais 24 “Grandes eleitores” (Virginia – 13; Nevada – 6; e New Mexico – 5); enquanto Trump alcançaria outros 15 “Grandes eleitores” (Carolina do Sul – 9; e Utah – 6).
As eleições poderão, assim, decidir-se nos restantes 13 Estados, ainda de tendência algo indefinida, aos quais corresponde um total de 204 “Grandes eleitores”:
- Actualmente com ligeira tendência a favor do candidato democrata – 6 Estados, num total correspondente a 69 “Grandes eleitores”:
- Pennsylvania (20)
- Michigan (16)
- Wisconsin (10)
- Minnesota (10)
- Colorado (9)
- New Hampshire (4)
- Actualmente com ligeira tendência a favor do candidato republicano – 3 Estados, num total correspondente a 62 “Grandes eleitores”:
- Texas (38)
- Ohio (18)
- Iowa (6)
- Actualmente em situação de “empate” – 4 Estados, num total correspondente a 71 “Grandes eleitores” (a que acrescem 2 “Grandes Eleitores” nos Estados de Maine e Nebraska – 1 de cada):
- Florida (29);
- Georgia (16);
- Carolina do Norte (15)
- Arizona (11)
Nesta altura, Joe Biden parece ter a possibilidade de vitória nas mãos – “bastando-lhe” confirmar a vitória nos 23 Estados em que, presentemente, as sondagens lhe são favoráveis (perfilando-se como determinantes os Estados dos “Grandes Lagos”, nomeadamente os da Pennsylvania, Michigan, Wisconsin e Minnesota) -, dependente da evolução que se vier a verificar durante o período final de campanha, sobretudo em função dos debates televisivos a realizar entre os candidatos.
Miguel Oliveira vencedor do Grande Prémio da Estíria (Áustria) em MotoGP

Na corrida n.º 900 de “MotoGP” (5.ª prova da presente temporada), disputada no “Red Bull Ring”, em Spielberg (Áustria), Miguel Oliveira, pilotando a sua KTM, obteve um feito histórico para o desporto português, com a sua primeira vitória num Grande Prémio da principal categoria do motociclismo, a nível mundial, com uma fenomenal arrancada, na derradeira curva, ultrapassando os dois pilotos que o precediam, os quais, em disputa directa, alargaram a trajectória, possibilitando a brilhante manobra do português.
Partindo da 7.ª posição da grelha, Miguel Oliveira seria ainda ultrapassado na fase inicial da prova, vindo a recuperar – numa prova interrompida e depois retomada, quando faltavam 12 voltas – até ao 3.º lugar, em que estabilizaria praticamente até final, antes da arrojada ultrapassagem que lhe conferiu um notável triunfo.
1.º Miguel Oliveira (Portugal) – Red Bull KTM Tech 3
2.º Jack Miller (Austrália) – Pramac Racing
3.º Pol Espargaro (Espanha) – Red Bull KTM Factory Racing
4.º Joan Mir (Espanha) – Team Suzuki Ecstar
5.º Andrea Dovizioso (Itália) – Ducati Team
6.º Alex Rins (Espanha) – Team Suzuki Ecstar
7.º Takaaki Nakagami (Japão) – LCR Honda Idemitsu
8.º Brad Binder (África do Sul) – Red Bull KTM Factory Racing
9.º Valentino Rossi (Itália) – Monster Energy Yamaha MotoGP
10.º Iker Lecuona (Espanha) – Red Bull KTM Tech 3
A classificação do Mundial de pilotos é liderada pelo francês Fabio Quartararo (Yamaha), com 70 pontos, à frente de Andrea Dovizioso (67), Jack Miller (56), Brad Binder (49) e Maverick Viñales (48), com Miguel Oliveira agora no 9.º posto, somando 43 pontos.
Liga dos Campeões – Ranking global (1992-2020)

(Ranking completo aqui)
Liga dos Campeões – Final – Paris St.-Germain – Bayern München
Paris St.-Germain – Keylor Navas, Thilo Kehrer, Thiago Silva, Presnel Kinpembe, Juan Bernat (80m – Layvin Kurzawa), Ander Herrera (72m – Julian Draxler), Marquinhos, Leandro Paredes (65m – Marco Verratti), Ángel Di María (80m – Maxim Choupo-Moting), Kylian Mbappé e Neymar
Bayern München – Manuel Neuer, Joshua Kimmich, Jérôme Boateng (25m – Niklas Süle), David Alaba, Alphonso Davies, Serge Gnabry (68m – Philippe Coutinho), Thiago Alcântara (86m – Corentin Tolisso), Leon Goretzka, Kingsley Coman (68m – Ivan Perišić), Thomas Müller e Robert Lewandowski
0-1 – Kingsley Coman – 59m
Cartões amarelos – Leandro Paredes (52m), Neymar (81m), Thiago Silva (84m) e Layvin Kurzawa (86m); Alphonso Davies (28m), Serge Gnabry (52m), Niklas Süle (56m) e Thomas Müller (90m)
Árbitro – Daniele Orsato (Itália)
Na segunda Final da Liga dos Campeões disputada no Estádio da Luz, em Lisboa, num intervalo de apenas seis anos, o Bayern evidenciou um colectivo superior ao do Paris Saint-Germain, mais dependente das suas individualidades, culminando uma fantástica campanha, de 11 triunfos em outros tantos jogos disputados na presente edição da “Champions League” – um record inédito. O 500.º golo dos bávaros na prova permitiu ao clube de Munique sagrar-se Campeão Europeu pela sexta vez no seu historial (terceira conquista no actual fomato).
A lista de vencedores, nas 65 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:
- Real Madrid – 13 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17 e 2017-18)
- AC Milan – 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
- Liverpool – 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
- Bayern München – 6 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01, 2012-13 e 2019-20)
- Barcelona – 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
- Ajax – 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
- Inter – 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
- Manchester United – 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
- Benfica – 2 (1960-61 e 1961-62)
- Nottingham Forest – 2 (1978-79 e 1979-80)
- Juventus – 2 (1984-85 e 1995-96)
- FC Porto – 2 (1986-87 e 2003-04)
- Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); Borussia Dortmund (1996-97); e Chelsea (2011-12).
Liga Europa – Final – Sevilla-Inter

Na final da Liga Europa, hoje disputada em Colónia (no RheinEnergieStadion), o Sevilla reforçou a sua supremacia nesta competição, na qual tem registado particular domínio, ao vencer por 3-2, frente ao Inter.
A equipa italiana até começou por se colocar em vantagem logo nos minutos iniciais, mas os espanhóis não vacilaram, tendo operado a reviravolta ainda no primeiro tempo. Apesar de o Inter ter restabelecido a igualdade antes do intervalo, o Sevilla chegaria, na fase final do encontro ao golo que lhe garantiu o triunfo.
No Palmarés da prova, após as 11 edições já disputadas sob o formato de “Liga Europa”, é a seguinte a lista de vencedores: Sevilla (2014, 2015, 2016 e 2020), At. Madrid (2010, 2012 e 2018), Chelsea (2013 e 2019), FC Porto (2011) e Manchester United (2017).
Nas 38 edições anteriores (nas temporadas de 1971-72 a 2008-09), com a denominação da Taça UEFA, sagraram-se vencedores: Juventus (1977, 1990 e 1993), Inter (1991, 1994 e 1998) e Liverpool (1973, 1976 e 2001), com três títulos cada; Borussia Mönchengladbach (1975 e 1979), Tottenham (1972 e 1984), Real Madrid (1985 e 1986), Goteborg (1982 e 1987), Parma (1995 e 1999), Feyenoord (1974 e 2002) e Sevilla (2006 e 2007), cada um com dois troféus; PSV Eindhoven (1978), Eintracht Frankfurt (1980), Ipswich Town (1981), Anderlecht (1983), Bayer Leverkusen (1988), Napoli (1989), Ajax (1992), Bayern München (1996), Schalke 04 (1997), Galatasaray (2000), FC Porto (2003), Valencia (2004), CSKA Moscovo (2005), Zenit St. Petersburg (2008) e Shakhtar Donetsk (2009).
Antes disso, criada em 1955, a par com a Taça dos Campeões Europeus, disputou-se, até à época de 1970-71, em 13 edições, a designada Taça das Cidades com Feiras, prova que seria precursora da Taça UEFA, apesar de não ser reconhecida a nível oficial pela UEFA, que teve por vencedores: Barcelona (1958, 1960 e 1966); Valencia (1962 e 1963) e Leeds United (1968 e 1971); Roma (1961), Zaragoza (1964), Ferencvaros (1965), D. Zagreb (1967), Newcastle (1969) e Arsenal (1970).
Num exercício de “consolidação” dos vencedores da competição nas suas três fórmulas/designações, temos os seguintes clubes que conquistaram mais do que um troféu: Sevilla (6); Barcelona, Juventus, Inter, Liverpool, Valencia e At. Madrid (3 cada); Leeds United, Borussia Mönchengladbach, Tottenham, Real Madrid, Goteborg, Parma, Feyenoord, FC Porto e Chelsea (2 cada).
Liga dos Campeões – 1/2 Finais
18.08.2020 – RB Leipzig – Paris St.-Germain – 0-3 (Estádio da Luz)
19.08.2020 – Lyon – Bayern – 0-3 (Estádio José Alvalade)
Liga Europa – 1/2 Finais
16.08.2020 – Sevilla – Manchester United – 2-1 (Köln)
17.08.2020 – Inter – Shakhtar Donetsk – 5-0 (Düsseldorf)
Liga dos Campeões – 1/4 de Final
12.08.2020 – Atalanta – Paris St.-Germain – 1-2 (Estádio da Luz)
13.08.2020 – RB Leipzig – At. Madrid – 2-1 (Estádio José Alvalade)
14.08.2020 – Barcelona – Bayern – 2-8 (Estádio da Luz)
15.08.2020 – Manchester City – Lyon – 1-3 (Estádio José Alvalade)

O alinhamento dos jogos das 1/2 finais, previamente sorteado, é o seguinte:
18.08.2020 – RB Leipzig – Paris St.-Germain (Estádio da Luz)
19.08.2020 – Lyon – Bayern (Estádio José Alvalade)


















