Liga das Nações da UEFA – 2022/23 – 6.ª Jornada

LIGA A

Grupo 1 – Aústria-Croácia – 1-3 / Dinamarca-França – 2-0

1º Croácia, 13; 2º Dinamarca, 12; 3º França, 5; 4º Áustria, 4 

Grupo 2 – Portugal-Espanha – 0-1 / Suíça-R. Checa – 2-1

1º Espanha, 11; 2º Portugal, 10; 3º Suíça, 9; 4º R. Checa, 4

Grupo 3 – Hungria-Itália – 0-2 / Inglaterra-Alemanha – 3-3

1º Itália, 11; 2º Hungria, 10; 3º Alemanha, 7; 4º Inglaterra, 3

Grupo 4 – País Gales-Polónia – 0-1 / Países Baixos-Bélgica – 1-0

1º Países Baixos, 16; 2º Bélgica, 10; 3º Polónia, 7; 4º País Gales, 1

Os vencedores de cada um dos grupos (Croácia, Espanha, Itália e Países Baixos) disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA, prevista realizar em Junho de 2023. Os últimos classificados de cada grupo (Áustria, R. Checa, Inglaterra e País de Gales) são despromovidos à Liga B (edição de 2024/25).

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27 Setembro, 2022 at 9:44 pm Deixe um comentário

Portugal – Espanha (Liga das Nações – 6.ª Jornada)

Portugal Portugal – Diogo Costa, João Cancelo, Danilo Pereira, Rúben Dias, Nuno Mendes, William Carvalho (78m – Rafael Leão), Rúben Neves (89m – João Félix), Bruno Fernandes, Bernardo Silva (73m – João Mário), Diogo Jota (78m – Vitinha) e Cristiano Ronaldo

Espanha Espanha – Unai Simón, Dani Carvajal, Hugo Guillamón (45m – Sergio Busquets), Pau Torres, José Gayà, Carlos Soler (60m – Pedri), Rodri, Koke (60m – Gavi), Ferran Torres (73m – Nico Williams), Pablo Sarabia (60m – Yéremy Pino) e Álvaro Morata

0-1 – Álvaro Morata – 88m

Cartões amarelos – Bernardo Silva (46m), Nuno Mendes (83m) e João Félix (90m); Hugo Guillamón (31m) e Dani Carvajal (55m)

Árbitro – Daniele Orsato (Itália)

O que mais surpreendeu nesta partida não foi o seu desfecho, mas, em contraponto, a forma como a Espanha se apresentou em Braga, com uma exibição muito distante dos seus melhores dias, denotando insuspeitas fragilidades, decorrentes de alguma menor qualidade a nível individual, comparativamente a outros conjuntos espanhóis recentes.

De facto, durante toda a primeira parte, a equipa espanhola, com uma posse de bola estereotipada e completamente estéril, não deu, nunca, sinais daquela selecção afirmativa, que se impunha frente a qualquer adversário, tendo, ao invés, sido Portugal a criar os lances de maior perigo, como foi o caso, mais flagrante, do remate de Bruno Fernandes à malha lateral, tendo também Cristiano Ronaldo mostrado desinspiração num par de outros lances.

Este estado de coisas foi-se mantendo durante o quarto de hora inicial do segundo tempo, altura em que Luis Enrique – sem nada a perder – começou a “agitar as águas”, colocando sucessivamente em campo os jovens Pedri (19 anos), Gavi (18 anos), Pino (19 anos) e Nico Williams (20 anos).

A partir daí, se a selecção portuguesa já fora dando indícios de que o resultado a satisfazia – actuando quase sempre na expectativa –, passou, assumidamente, a “especular” com o jogo, procurando fazer a gestão do tempo; não tendo as substituições, tardias (em especial as entradas de Vitinha e Rafael Leão), resultado na alteração desse estado de espírito, não se tendo conseguido, sequer, aproveitar o maior balanceamento ofensivo espanhol.

À medida que o tempo se escoava, a Espanha foi empurrando cada vez mais a equipa portuguesa para o seu reduto defensivo, de onde, praticamente, não conseguiu sair nos derradeiros dez minutos.

O golo – com Morata a surgir completamente solto na zona da pequena área, a empurrar a bola, sem dificuldade, para o fundo da baliza –, que se ia já antecipando, apenas acabou por chegar tarde no jogo, mas, claro, no “timing” perfeito para a formação espanhola.

Depois do que sucedera na fase de qualificação para o Mundial, Portugal – tendo-se “posto a jeito” de novo – voltava a deixar escapar o apuramento (directo), nos últimos instantes do desafio final, quando, em ambos os casos (frente à Sérvia e à Espanha), apenas necessitava de empates caseiros.

Depois do “brilharete” de Praga, este jogo de Braga deixou “más sensações” para o Mundial, com início daqui a menos de dois meses. Têm a palavra os responsáveis, que deverão reflectir, nomeadamente sobre o modelo de jogo e atitude, e agir de forma atempada.

27 Setembro, 2022 at 9:41 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 1ª Jornada

(“O Templário”, 22.09.2022)

Duas igualdades e quatro triunfos tangenciais deram a primeira nota do equilíbrio que se antecipa para esta temporada, a nível do Distrital da I Divisão da Associação de Futebol de Santarém. Assinala-se, na estreia, o desempenho positivo dos emblemas recém-promovidos ao principal escalão, com duas vitórias (uma delas a única obtida extra-muros) e um empate.

Destaques – Os primeiros destaques da temporada, nesta ronda inaugural, vão para os triunfos de U. Tomar e Fazendense (2.º e 3.º classificados no campeonato findo), face a adversários de poderio comparável, respectivamente, Abrantes e Benfica (pese embora o 9.º posto em 2021-22) e Mação (5.º), também eles candidatos aos lugares cimeiros da prova.

Começando pelo Fazendense, um golo madrugador, logo ao 2.º minuto, foi quanto bastou para garantir a vitória, perante a incapacidade de ripostar dos maçaenses. Tal como na época passada, o grupo das Fazendas entra na competição com o “pé direito”, mostrando “ao que vem”.

Quanto ao U. Tomar, afigura-se que o resultado terá sido melhor do que a exibição. Os tomarenses procuraram assumir a iniciativa, mas os abrantinos, bastante consistentes, repartiram o jogo.

A turma unionista chegaria à vantagem mesmo a findar o primeiro tempo, mas, na etapa complementar, os visitantes controlaram, justificando o tento do empate, alcançado logo nos minutos iniciais, por João Marchão (jogador que fizera a segunda metade da temporada anterior em Tomar), tendo, adicionalmente, ameaçado marcar de novo, com a bola a embater nos ferros.

Só já, de novo, na parte final, beneficiando então de melhor condição física, os locais chegariam ao golo da vitória (2-1), num desafio em que, ao contrário do sucedido na semana anterior, tiveram bom nível de eficácia. Quanto ao Abrantes e Benfica promete ser competidor à altura.

Realce ainda para o Entroncamento AC, especialmente pela veia goleadora demonstrada, ganhando, neste seu regresso à I Divisão Distrital, por 4-2, na recepção ao Torres Novas – depois de, num único minuto, ter chegado a vantagem de 2-0, vindo a consentir o restabelecer da igualdade, para, no último quarto de hora, repor a diferença de dois tentos a seu favor –, assumindo, por isso, e para já, a condição de (inesperado) líder.

Surpresas – As surpresas desta jornada inicial terão sido, em primeiro lugar, a vitória (2-1) averbada pelo Águias de Alpiarça (outro recém-promovido, comandado por Jorge Peralta), no terreno do Benavente; e, por outro lado, o empate (1-1) caseiro cedido pelo At. Ouriense face ao Salvaterrense – isto, pese embora se trate de dois clubes que terminaram o campeonato anterior igualados pontualmente, respectivamente no 11.º e 12.º lugares da tabela final.

Confirmações – O Amiense – com o reforço de alguns elementos que, recentemente, se sagraram Campeões Distritais em Rio Maior – confirmou o favoritismo de que era creditado, face à jovem formação do Cartaxo, ganhando por 3-1, repartindo, pois, a liderança com o Entroncamento. O grupo de Amiais de Baixo passou ainda por um pequeno “susto”, quanto, a abrir o segundo tempo, os cartaxeiros empataram a contenda, não tendo, contudo, conseguido suster a ofensiva contrária.

Também o muito reforçado Ferreira do Zêzere saiu vencedor ante o Alcanenense, pese embora mercê de um solitário golo, obtido também logo no recomeço (um remate potente e colocado, desferido à entrada da área), depois do nulo registado ao intervalo. Os ferreirenses, que se apresentam com forte ambição nesta temporada, desperdiçaram ainda ocasião soberana, não tendo convertido uma grande penalidade de que beneficiaram.

Por fim, o Fátima (clube regressado à divisão principal, depois de se ter visto forçado a recomeçar a competição pelo escalão secundário, de que conquistou o título de Campeão na última época), contando também com reforços angariados junto do Campeão Distrital da Associação de Futebol de Leiria (União da Serra) e o Samora Correia (notável 4.º classificado em 2021-22) neutralizaram-se, não tendo conseguido desfazer o nulo, repartindo, portanto, os pontos.

Campeonato de Portugal – Não começou bem esta competição de índole nacional para os três representantes do Distrito: U. Santarém (despromovido da Liga 3), Coruchense (que assegurou a manutenção no Campeonato de Portugal) e Rio Maior SC (Campeão Distrital, promovido aos Nacionais) – nenhum tendo conseguido vencer, tendo, aliás, somado dois desaires.

Terá surpreendido mais a derrota sofrida pelo U. Santarém em Castelo Branco, ante o Benfica local, por 1-0, pese embora os albicastrenses sejam equipa a levar em conta nesta prova.

Já a vitória (2-1) do Marinhense na recepção ao Coruchense, apenas foi obtida mesmo “ao cair do pano”, depois de os homens do Sorraia terem mantido o empate até aos derradeiros instantes.

Por seu lado, o Rio Maior SC, em jogo de estreia a este nível competitivo, recebendo o Sintrense, deixou escapar também o que teria sido uma importante vitória, nos cinco minutos finais, terminando com um empate a duas bolas – isto depois de ter operado reviravolta no marcador.

Antevisão – A 2.ª jornada da I Divisão Distrital apresenta-se repleta de embates de forte interesse.

Desde logo, os desafios envolvendo equipas com aspirações aos lugares da frente, como serão o Abrantes e Benfica-Fazendense e o Samora Correia-Amiense.

Por seu lado, U. Tomar e Ferreira do Zêzere enfrentarão saídas que não deixarão de constituir importantes testes: os tomarenses visitam Torres Novas, para reeditar o maior clássico do Distrito, defrontando-se, em jogos oficiais, a contar para campeonatos e taças (de Portugal e do Ribatejo), pela 97.ª vez; os ferreirenses vão de longada até ao sul do Distrito, a Salvaterra de Magos.

Salienta-se ainda o At. Ouriense-Mação (por inversão da ordem do sorteio), assim como a curiosidade do reencontro entre Águias de Alpiarça e Fátima, que, na última temporada, disputaram, praticamente até ao fim, o título de Campeão da II Divisão Distrital.

O Campeonato de Portugal terá também a sua segunda ronda, com o aliciante do confronto entre Coruchense e Rio Maior – por curiosidade, os dois últimos vencedores do Campeonato Distrital –, perfilando-se o U. Santarém com claro favoritismo, na recepção ao Arronches e Benfica.

Deverá atentar-se que, dos 14 clubes que compõem cada uma das quatro séries na presente edição, apenas os dois primeiros se qualificam para a fase final, de promoção e apuramento de Campeão, sendo que os seis últimos de cada série serão automaticamente despromovidos aos regionais.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Setembro de 2022)

25 Setembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga das Nações da UEFA – 2022/23 – 5.ª Jornada

LIGA A

Grupo 1 – Croácia-Dinamarca – 2-1 / França-Aústria – 2-0

1º Croácia, 10; 2º Dinamarca, 9; 3º França, 5; 4º Áustria, 4 

Grupo 2 – R. Checa-Portugal – 0-4 / Espanha-Suíça – 1-2

1º Portugal, 10; 2º Espanha, 8; 3º Suíça, 6; 4º R. Checa, 4

Grupo 3 – Alemanha-Hungria – 0-1 / Itália-Inglaterra – 1-0

1º Hungria, 10; 2º Itália, 8; 3º Alemanha, 6; 4º Inglaterra, 2

Grupo 4 – Polónia-Países Baixos – 0-2  / Bélgica-País Gales – 2-1

1º Países Baixos, 13; 2º Bélgica, 10; 3º Polónia, 4; 4º País Gales, 1

Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA, prevista realizar em Junho de 2023. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2024/25).

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24 Setembro, 2022 at 9:43 pm Deixe um comentário

R. Checa – Portugal (Liga das Nações – 5.ª Jornada)

R. Checa R. Checa – Tomáš Vaclík, David Zima, Jakub Brabec (22m – Ondřej Kúdela), Václav Jemelka, Vladimír Coufal, Tomáš Souček (77m – Jan Kuchta), Alex Král, Jaroslav Zelený (63m – Adam Vlkanova), Antonín Barák (63m – Petr Ševčík), Adam Hložek (63m – Václav Černý) e Patrik Schick

Portugal Portugal – Diogo Costa, Diogo Dalot, Rúben Dias, Danilo Pereira (83m – João Mário), Mário Rui, William Carvalho (77m – João Palhinha), Bruno Fernandes (77m – Matheus Nunes), Rúben Neves, Bernardo Silva (67m – Ricardo Horta), Cristiano Ronaldo e Rafael Leão (67m – Diogo Jota)

0-1 – Diogo Dalot – 33m
0-2 – Bruno Fernandes – 45m
0-3 – Diogo Dalot – 52m
0-4 – Diogo Jota – 82m

Cartões amarelos – Não houve

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

É difícil fazer a “leitura” de um jogo sem deixar que, de alguma forma, a mesma seja “contaminada” pelo resultado.

Os números finais – sendo que ficaram, ainda, mais alguns “golos” por marcar – expressam uma superioridade incontestável da equipa portuguesa, em reflexo de uma boa exibição, em especial a nível do sector nevrálgico do meio-campo.

Mas o jogo não foi pleno de facilidades. Poderá até especular-se: se a R. Checa tem convertido a grande penalidade, que, já em período de compensação do primeiro tempo, lhe permitira reduzir a desvantagem para 1-2, como teria evoluído a partida na segunda metade?

Depois de uma meia hora inicial em que não houve um claro domínio de qualquer das equipas, Portugal inaugurou o marcador na sequência de um lance iniciado por Diogo Dalot, com o próprio defesa lateral direito a ir conclui-lo: após ter passado a Bruno Fernandes, este cruzou, não tendo Cristiano Ronaldo conseguido desviar, escapando-se a bola para a zona do segundo poste, onde surgiu Rafael Leão – que teve o mérito de não dar o lance por perdido – a assistir Diogo Dalot, que tinha acompanhado o ataque.

E quando se pensava ir para o intervalo com 1-0, uma jogada colectiva, com William Carvalho a “descobrir” Mário Rui no flanco esquerdo, que faria um bom cruzamento, para Bruno Fernandes, na zona da pequena área, desviar para o fundo da baliza.

E, num ápice, lance na grande área portuguesa, com a bola a bater na mão de Ronaldo (que pareceu procurar proteger a face), originando a sanção de grande penalidade (por via do “VAR”), que Schick remataria por alto. Um lance que terá (pelo seu desfecho) reforçado a confiança da selecção nacional, enquanto, em paralelo, impediu um maior estímulo do conjunto adversário.

O “herói” improvável seria Diogo Dalot, a bisar na partida, poucos minutos depois do recomeço, sentenciando definitivamente o desfecho do encontro. Atrevendo-se novamente em zonas mais adiantadas do terreno, tirou mesmo um adversário do caminho, antes de rematar com êxito para a baliza.

A intensidade de jogo cairia, com naturalidade, com as duas formações “conformadas” com o resultado. Só já próximo do final Diogo Jota voltaria a “agitar as águas”, ampliando para um robusto 4-0, dando perfeita sequência a desvio de cabeça de Cristiano Ronaldo, ao primeiro poste.

Voltando ao início: uma vitória categórica, por números inusuais, frente a adversários desta craveira, e, para mais, em terreno alheio, de uma equipa personalizada, a carburar bem, e a dar sinais de grande confiança.

Beneficiando do imprevisto desaire da Espanha, derrotada, em casa, pela Suíça, Portugal retoma a liderança do grupo, abordando assim a “final” da próxima terça-feira, recebendo a turma espanhola, em vantagem, necessitando apenas de um empate para garantir o apuramento para a “Final 4” da Liga das Nações.

24 Setembro, 2022 at 9:40 pm Deixe um comentário

Roger Federer – Último jogo da carreira



Roger Federer disputou, esta noite, na “Laver Cup” (torneio que coloca frente-a-frente a selecção da Europa face à selecção do “Mundo”) o 1.750.º encontro da sua carreira (1.526 em singulares, dos quais venceu 1.251; e 224 em pares, tendo vencido 131), fazendo dupla com o seu maior rival de sempre, Rafael Nadal, no qual o resultado foi o menos importante (tendo perdido, ante o par formado por Jack Sock e Frances Tiafoe, por 6-4, 6-7 e 9-11).

Conquistou um total de 103 torneios, entre 2001 e 2019, dos quais 20 “Grand Slam” e 6 finais dos “Masters” (2003, 2004, 2006, 2007, 2010 e 2011), liderando o ranking “ATP” por seis ocasiões, ao longo de um total de 310 semanas (237 das quais consecutivamente, entre 02.02.2004 e 17.08.2008).

Disputou, sucessivamente, 10 finais de torneios do “Grand Slam”, desde Wimbledon 2005 até ao US Open 2007, das quais apenas perdeu as de Roland Garros de 2006 e 2007. Participou em todas as quatro finais desses torneios nos anos de 2006, 2007 e 2009.

Jogou 23 meias-finais consecutivas, entre Wimbledon 2004 e o Australian Open de 2010; com 36 presenças sucessivas em quartos-de-final, entre Wimbledon 2004 e Roland Garros 2013.

Nesses quatro torneios mais importantes do Mundo participou num total de 31 Finais, 46 meias-finais, tendo atingido os 1/4 de final por 58 vezes (18 em Wimbledon, 15 na Austrália, 13 no US Open e 12 em Roland Garros) – num total de 81 participações.

Em termos globais, em 429 encontros realizados nesses torneios, venceu 369 (86%): 105 em Wimbledon, 102 na Austrália, 89 no US open e 73 em Roland Garros. Acrescem ainda outras quatro ocasiões em que seguiu em frente no torneio (2 vezes no US Open, e uma na Austrália e em Wimbledon) por “falta de comparência” do adversário.

No ano de 2006 estabeleceu um “record” de 12 títulos em torneios “ATP”. É também recordista de títulos, nomeadamente, nos torneios de Basel (10), Halle (10), Wimbledon (8), Dubai (8), Cincinnati (7) e Indian Wells (5).

24 Setembro, 2022 at 12:30 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça de Portugal (1.ª eliminatória)

(“O Templário”, 15.09.2022)

No arranque da nova temporada, com o início da 83.ª edição da “prova rainha” – correspondendo, em paralelo, à 100.ª edição de provas a eliminar de âmbito nacional, desde a criação, em Junho de 1922, do então designado “Campeonato de Portugal”, disputado em moldes idênticos, durante 17 épocas –, não tendo estado propriamente mal, a verdade é que, das quatro equipas do Distrito que disputaram a eliminatória inaugural da Taça de Portugal, apenas uma (U. Santarém) logrou avançar para a ronda seguinte.

Nesta jornada inicial tinham ido a sorteio 118 clubes (21 da Liga 3, excluindo-se as três equipas “B”, de Sporting, Sp. Braga e V. Guimarães; 54 do actual Campeonato de Portugal; e 43 dos Distritais), tendo ficado isentos 34 emblemas (entre eles os históricos Belenenses, Académica, V. Setúbal, Atlético e Fabril), sendo que também o Coruchense beneficiou de tal sorte.

Entraram, pois, em campo, os outros quatro representantes do Distrito: U. Santarém e Rio Maior SC (clubes que militam, nesta época de 2022-23, no Campeonato de Portugal), U. Tomar (vice-campeão distrital) e Fazendense (na sua condição de vencedor da Taça do Ribatejo).

Destaque – Reencontrando um adversário que não defrontava há mais de duas décadas (o último desafio entre ambos datava já de 1999), o U. Tomar deslocou-se a Pombal, oponente frente ao qual tinha um histórico animador a nível da Taça, com duas eliminatórias ganhas, nas temporadas de 1994-95 (1-0 em Pombal, a favor dos unionistas) e de 1995-96 (2-0 em Tomar).

Frente a um rival de escalão idêntico, o Sp. Pombal, também vice-campeão distrital, na Associação de Futebol de Leiria, as coisas até começaram bem, com os tomarenses a assumir, desde cedo, o controlo do jogo, colocando-se em vantagem à passagem dos vinte minutos, com um tento de Wemerson Silva (já o 4.º melhor marcador de sempre do União, com um total de 67 golos apontados), a estrear-se a marcar nesta competição nacional.

Ao intervalo o técnico dos pombalenses procurou inverter o rumo dos acontecimentos, operando três substituições de assentada, mas a tendência de jogo não se alteraria substancialmente, tendo os nabantinos desperdiçado ocasião de ampliar a contagem. Aguardava-se já o derradeiro apito do árbitro, mesmo a findar o 5.º e último minuto do tempo de compensação, quando a equipa da casa viria a conseguir restabelecer a igualdade, a uma bola, forçando assim o prolongamento.

O U. Tomar tivera o “pássaro na mão”, mas deixou-o escapar. No tempo extra, os visitantes, exibindo superior condição, tiveram ainda o benefício de se ver em superioridade numérica, logo aos seis minutos, situação que, contudo, perduraria por escassos dez minutos. Quando se esperaria que os tomarenses aproveitassem para sentenciar o desfecho da eliminatória, tendo sido desperdiçada essa outra situação vantajosa, as duas equipas acabariam como que por “conformar-se” com a decisão da marca de grande penalidade, evitando correr maiores riscos.

Nesse desempate – tal como ocorrera no momento derradeiro do tempo regulamentar, e, de novo, já no prolongamento – voltou a faltar alguma “fortuna” aos unionistas: o seu guardião, Ivo Cristo, defendera já, no final da primeira parte do jogo, uma grande penalidade; agora, seria a vez do guarda-redes local sair como herói, detendo todas as três tentativas dos nabantinos, em absoluto contraponto aos três remates com êxito dos pombalenses.

O U. Tomar foi a única das 42 equipas eliminadas da Taça de Portugal, nesta 1.ª eliminatória, que não foi derrotado dentro de campo, nos 120 minutos do tempo (extraordinário) de jogo…

Confirmações – Os outros três clubes do Distrito confirmaram a tendência esperada, com duas eliminações, ante adversários de escalão superior, e um apuramento, face a rival de nível abaixo.

O Rio Maior SC – na sua estreia em desafios de provas de âmbito nacional, após curta passagem de três temporadas na II Divisão Distrital e outras tantas no principal escalão do Distrito, de que acabou de se sagrar Campeão, isto desde a fundação do clube em Julho de 2016 – tinha a exigente tarefa de se deslocar ao terreno do Alverca, da Liga 3 (equipa que perdera recentemente, em play-off disputado com o Sp. Covilhã, a possibilidade de promoção à II Liga), acabando por ser desfeiteado, com alguma naturalidade, por 2-0.

Também o Fazendense, na sua 15.ª presença na Taça de Portugal, não conseguiu aumentar o seu curto pecúlio de seis triunfos na competição, sendo derrotado, em Sintra, pelo Sintrense (do Campeonato de Portugal), pese embora por tangencial 1-0.

Já o U. Santarém, recebendo a visita de opositor de escalão inferior, Gavionenses (apenas 4.º classificado na última edição do Distrital de Portalegre, tendo, não obstante, conquistado a respectiva Taça), venceu por escasso 1-0, em tarde deveras perdulária, frente a um opositor que, pela sétima vez em outras tantas presenças, foi afastado na ronda inicial da Taça de Portugal.

Num balanço, em termos gerais, uma eliminatória com desfechos muito de acordo com a lógica, com o Juventude de Évora a ter a honra de ser o único a conseguir afastar adversário de escalão superior, batendo, por categórico 3-0, o Moncarapachense, da Liga 3.

Foram apurados 13 clubes da Liga 3 (mais sete que tinham ficado isentos no sorteio) – o único eliminado foi o referido emblema algarvio –, 24 do Campeonato de Portugal (mais os 14 isentos) e cinco do Distrital (mais 13 isentos); aos quais se juntarão, na 2.ª ronda, 16 da II Liga.

Antevisão – Após este “aperitivo”, começa no fim-de-semana mais uma edição do Distrital da I Divisão, competição sempre de renovado interesse, esta época com várias agremiações a apostar forte, num contexto em que, em paralelo, não houve qualquer despromoção do Nacional.

De entre as equipas melhor posicionadas na última temporada, o U. Tomar (2.º) abre a prova com a recepção ao credenciado Abrantes e Benfica, que, a par com o Fazendense-Mação (opondo o 3.º e 5.º classificados do último campeonato) merecem honras de cartaz da jornada.

Samora Correia (4.º) e Torres Novas (6.º) deslocam-se ao reduto de dois dos recém-promovidos ao principal escalão, Fátima (aureolado com o título de Campeão da II Divisão Distrital) e Entroncamento AC; cabendo ao outro promovido, Águias de Alpiarça, visitar Benavente.

Em Amiais de Baixo encontram-se dois dos clubes com maior historial, Amiense e Cartaxo. Por seu lado, o Ferreira do Zêzere, a prometer grande ambição, em função dos significativos reforços angariados, recebe outro dos clubes de maiores pergaminhos, o Alcanenense.

Por fim, a partida entre At. Ouriense e Salvaterrense será a primeira oportunidade de ambos para começar a somar importantes pontos visando um campeonato o mais “tranquilo” possível.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Setembro de 2022)

18 Setembro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

Liga Conferência Europa – 2ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Istanbul Basaksehir – Fiorentina – 3-0
RFS Riga – Heart Midlothian – 0-2

1º Istanbul Başakşehir, 6; 2º Heart Midlothian, 3; 3º RFS Riga e Fiorentina, 1

Grupo B
Silkeborg – West Ham – 2-3
FCSB – Anderlecht – 0-0

1º West Ham, 6; 2º Anderlecht, 4; 3º FCSB, 1; 4º Silkeborg, 0

Grupo C
Lech Poznań – Austria Wien – 4-1
Hapoel Beer-Sheva – Villarreal – 1-2

1º Villarreal, 6; 2º Lech Poznań, 3; 3º Hapoel Beer-Sheva e Austria Wien, 1

Grupo D
Partizan – Nice – 1-1
Köln – Slovácko – 4-2

1º Köln, 4; 2º Partizan e Nice, 2; 4º Slovácko,, 1

Grupo E
Apollon Limassol – Dnipro-1 – 1-3
AZ Alkmaar – Vaduz – 4-1

1º AZ Alkmaar, 6; 2º Dnipro-1, 3; 3º Apollon Limassol e Vaduz, 1

Grupo F
Gent – Shamrock Rovers – 3-0
Djurgårdens – Molde – 3-2

1º Gent e Djurgårdens, 4; 3º Molde e Shamrock Rovers, 1

Grupo G
CFR Cluj – Sivasspor – 0-1
Slavia Praha – Ballkani – 3-2

1º Slavia Praha e Sivasspor, 4; 3º Ballkani e CFR Cluj, 1

Grupo H
Pyunik Yerevan – Slovan Bratislava – 2-0
Žalgiris Vilnius – Basel – 0-1

1º Basel, 6; 2º Pyunik Yerevan, 3; 3º Žalgiris Vilnius e Slovan Bratislava, 1

15 Setembro, 2022 at 9:58 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 2ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Arsenal – PSV Eindhoven – (Adiado)
Bodø/Glimt – Zürich – 2-1

1º Bodø/Glimt, 4; 2º Arsenal, 3; 3º PSV Eindhoven, 1; 4º Zürich, 0

Grupo B
Rennes – Fenerbahçe – 2-2
Dynamo Kyiv – AEK Larnaca – 0-1

1º Fenerbahçe e Rennes, 4; 3º AEK Larnaca, 3; 4º Dynamo Kyiv, 0

Grupo C
Roma – HJK Helsinki – 3-0
Betis – Ludogorets – 3-2

1º Betis, 6; 2º Roma e Ludogorets, 3; 4º HJK Helsinki, 0

Grupo D
Sp. Braga – Union Berlin – 1-0
Union Saint-Gilloise – Malmö – 3-2

1º Sp. Braga e Union St.-Gilloise, 6; 3º Union Berlin e Malmö, 0

Grupo E
Real Sociedad – Omonia – 2-1
Sheriff Tiraspol – Manchester United – 0-2

1º Real Sociedad, 6; 2º Sheriff Tiraspol e Manchester United, 3; 4º Omonia, 0

Grupo F
Feyenoord – Sturm Graz – 6-0
Midtjylland – Lazio – 5-1

1º Feyenoord, Midtjylland, Lazio e Sturm Graz, 3

Grupo G
Qarabağ – Nantes – 3-0
Olympiakos – Freiburg – 0-3

1º Freiburg, 6; 2º Qarabağ e Nantes, 3; 4º Olympiakos, 0

Grupo H
Monaco – Ferencváros – 0-1
Trabzonspor – Crvena zvezda – 2-1

1º Ferencváros, 6; 2º Trabzonspor e Monaco, 3; 4º Crvena zvezda, 0

15 Setembro, 2022 at 9:57 pm Deixe um comentário

Roger Federer – O adeus à competição

Roger Federer anunciou hoje o “adeus” à competição, aos 41 anos, fazendo a sua despedida na “Laver Cup”, a disputar nos próximos dias 23 a 25 de Setembro, em Londres, colocando frente-a-frente uma selecção da Europa e outra do resto do Mundo.

Eis um resumo da sua carreira, expoente máximo do Ténis a nível mundial, com um total de 103 torneios conquistados, entre 2001 e 2019, dos quais 20 “Grand Slam” e 6 “Masters” – tendo liderado o ranking “ATP” por seis ocasiões, ao longo de um total de 310 semanas:

  • 02.02.2004 a 17.08.2008 (237)
  • 06.07.2009 a 06.06.2010 (48)
  • 09.07.2012 a 04.11.2012 (17)
  • 19.02.2018 a 01.04.2018 (6)
  • 14.05.2018 a 20.05.2018 (1)
  • 18.06.2018 a 24.06.2018 (1).


15 Setembro, 2022 at 6:46 pm Deixe um comentário

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