O Pulsar do Campeonato – 4ª Jornada

(“O Templário”, 08.10.2026)
Não há memória de um início de temporada similar – pelo menos nos últimos quinze anos, nunca se tinha chegado à quarta jornada do Distrital da I Divisão com três clubes com o pleno de vitórias! O mais aproximado tinha sido o arranque da época de 2019-20 (a qual não viria a chegar ao seu termo, devido à pandemia), mas, na ocasião, só com dois clubes a atingir o pleno de doze pontos.
No que respeita, em específico, ao U. Tomar, é preciso recuar até 2005-06 para encontrar quatro triunfos consecutivos na abertura do campeonato (pese embora, então, na II Divisão Distrital); no escalão principal, a única ocasião em que os unionistas haviam tido tal êxito fora há mais de oito décadas, na época de 1942-43, tendo os tomarenses vencido os sete primeiros desafios da prova, mas integrando uma série (“Zona Norte”) sem os clubes da região de Santarém.
Isto dito, “quem de quatro tira um”, a novidade da semana foi o facto de o Mação ter deixado de integrar o grupo de líderes, dado não ter conseguido ir além do nulo na deslocação a Coruche – pelo que subsistem agora, no lote de comandantes, Torres Novas, U. Tomar e Samora Correia.
Destaques – Comecemos, pois, por realçar o embate entre Coruchense e Mação, dois emblemas históricos, com aspirações aos lugares cimeiros, no qual os maçaenses, dispondo de superiores argumentos, não conseguiram, porém, materializar em golos (e pontos) tal supremacia. Foi, aliás, o grupo do Sorraia que teve a primeira soberana oportunidade para marcar, numa primeira parte repartida. Na segunda metade, os forasteiros intensificaram a pressão – em busca de um tento que acabaria por não chegar –, forçando os anfitriões a recuar linhas, mas sem efeito prático, o que resultou, portanto, nos primeiros pontos cedidos pelo Mação.
O Samora Correia, despromovido do Nacional na temporada finda, mantém a sua caminhada segura, neste regresso ao Distrital, tendo ido vencer à Moçarria por 2-0, desfecho alcançado com tentos seguidos, apontados no quarto de hora inicial da segunda metade do desafio. Recorde-se que o Moçarriense tinha sido também batido, no seu reduto, pelo Mação, por tangencial 0-1.
Em evidência esteve também o Porto Alto, que, depois do deslize caseiro na estreia, somou terceira vitória sucessiva, carimbada igualmente em terreno alheio, em Alpiarça, tendo operado reviravolta no marcador, com dois tentos num intervalo de quinze minutos (aos 51 e 65), após a formação do Águias ter começado por se adiantar à passagem da meia hora de jogo. O conjunto alpiarcense passou, agora, a ser o único que soma por derrotas as rondas já disputadas, todas elas pela diferença mínima (três vezes por 1-2, para além de um 0-1).
Realce ainda, por fim, para o Torres Novas, de novo a assumir a posição de comandante (pela diferença de golos): não só preserva as suas redes invioladas (à semelhança do que sucede também com o Mação), como passou a totalizar onze golos marcados, após bater, sem apelo nem agravo, por categórico 3-0, o Amiense, até então ainda invicto: os torrejanos abriram o activo aos 18 minutos, confirmaram a vantagem logo no recomeço, sentenciando o resultado aos 72 minutos.
Surpresa – O desfecho menos expectável do passado fim-de-semana ocorreu em Ourém, com o empate a três bolas entre At. Ouriense e Entroncamento AC – e a surpresa poderia ter sido maior, dado que os visitados só em tempo de compensação lograram evitar a derrota. Foi uma partida de cariz incomum, não só pelas sucessivas cambiantes, como, essencialmente, pelo “festival” de auto-golos, nada menos de três!
O grupo oureense praticamente entrou a ganhar, mercê de um tento na própria baliza, por parte da equipa da cidade ferroviária, logo no minuto inicial. A turma do Entroncamento ripostou de pronto, igualando apenas com cinco minutos jogados. O segundo auto-golo, ainda na primeira metade da etapa inicial do encontro, possibilitou aos forasteiros a reviravolta no marcador. O At. Ouriense viria a empatar a meio do segundo tempo, voltando os visitantes à superioridade já dentro dos dez minutos derradeiros. Aos 93, o terceiro auto-golo igualou a contenda (3-3), o que proporcionou aos homens da casa averbar o primeiro ponto no campeonato.
Confirmações – Os desfechos dos outros três confrontos enquadram-se nas expectativas.
Começando pelo U. Tomar, depois de três triunfos em terreno alheio, estreou-se a jogar em casa, mas numa “casa emprestada”, na Atalaia. Recebendo adversário mais valoroso, o Alcanenense, os nabantinos estabeleceram o que viria a ser o resultado final logo ao segundo minuto! Pelo tempo fora, o jogo foi decorrendo na gestão entre a tentativa de alcançar margem mais segura, e, a partir de dada fase da partida, a de minimizar o risco, procurando preservar a vantagem. Por seu turno, a turma de Alcanena não conseguiria levar efectivo perigo junto das redes contrárias.
E se as quatro vitórias na abertura desta temporada constituem já registo sem paralelo no historial do União (pelo menos no presente formato da competição), haverá séries triunfais mais difíceis de alcançar: desde logo, as cinco vitórias obtidas sob o comando técnico de Marco Marques em 2022-23 (época em que os tomarenses se sagraram Campeões Distritais); mas, porventura mais inatingíveis serão os registos alcançados pelos treinadores Filipe Pinto e Mário Ruas (11 triunfos consecutivos, respectivamente em 2021-22 e em 1997-98), com o “record” absoluto a pertencer a Vítor Esmoriz, com um total de 14 vitórias (11 nas últimas onze jornadas do Distrital de 1987-88, a que se somaram outras três no arranque do Nacional da III Divisão, de 1988-89)!
Em Abrantes, “pé ante pé”, o conjunto local, alcandorou-se à 6.ª posição (mesmo que em igualdade pontual com Amiense e Entroncamento AC), mercê da vitória obtida ante o Ouriquense, por 4-2. A formação da casa chegou ao intervalo já com confortável diferencial de dois golos, que reporia (após os visitantes terem reduzido) a meio da segunda parte, tendo inclusivamente ampliado para 4-1 à beira dos minutos finais, antes de os forasteiros fixarem o “placard” em 4-2, já no período de descontos. Com um total de 14 golos sofridos (todos eles consentidos nas três últimas partidas), o Ouriquense denota clara necessidade de se reorganizar dentro de campo.
As turmas do Pontével e Vasco da Gama “dividiram” os pontos (tendo os pontevelenses averbado também o primeiro ponto na competição): os forasteiros marcaram à passagem dos vinte minutos, tendo os donos da casa estabelecido o marcador final (1-1) mesmo a fechar a primeira parte.
Taça do Ribatejo – Concluiu-se, no passado Domingo, a “fase de grupos” da Taça do Ribatejo, tendo sido vencedores de cada uma das seis séries os seguintes clubes: Pego, Salvaterrense, U. Almeirim, Ac. Santarém, Tramagal e Glória do Ribatejo. A estes juntar-se-ão os quatro melhores de entre os 2.º classificados (em cálculos de alguma complexidade, excluindo-se os resultados obtidos ante os 4.º classificados das Séries 1 a 5), ainda por confirmar por parte da Associação de Futebol de Santarém, mas que se projecta serem: Vilarense, Forense, Bairrense e Benavente.
Na ronda decisiva, nos confrontos directos entre Bairrense-Académica de Santarém e Glória do Ribatejo-Caxarias, os escalabitanos levaram a melhor, por 3-1, garantindo o 1.º lugar, o mesmo se tendo verificado em relação à equipa da Glória do Ribatejo, tendo vencido, neste caso, por 2-0. A maior surpresa terá sido a eliminação do Ferreira do Zêzere, inesperadamente goleado (2-5), no seu próprio terreno, pelo Vilarense.
Antevisão – Destaca-se, na 5.ª jornada da I Divisão Distrital, o aliciante desafio entre Mação e Torres Novas, os dois clubes ainda sem qualquer golo sofrido. As partidas Amiense-U. Tomar e Porto Alto-Coruchense concitam também atenções; enquanto o Samora Correia recebe o Águias.
No arranque do campeonato do escalão secundário, realce para os seguintes prélios: U. Almeirim-Ac. Santarém, Ferreira do Zêzere-Pego e At. Riachense-U. Atalaiense.
Na Liga 3, o U. Santarém recebe o Lusitano de Évora. No Campeonato de Portugal, o Fátima tem a visita do “lanterna-vermelha”, Nazarenos, cabendo ao Fazendense visitar a Malveira.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Outubro de 2026)
Prémio Nobel da Paz – 2026
O prémio Nobel da Paz 2026 foi hoje atribuído a Navanethem “Navi” Pillay (África do Sul), “pelos seus esforços para promover a paz e o direito internacional”.
Prémio Nobel da Literatura – 2026
O prémio Nobel da Literatura 2026 foi hoje atribuído a Anne Carson (Canadá), “pela sua obra ousada e inventiva que, em diálogo lúdico com a tradição clássica, criou novas formas para a literatura contemporânea”.
Em Portugal foram editados vários dos seus livros, nomeadamente: A Beleza do Marido; Águalisa; Autobiografia do Vermelho; Eros, o Amargo e Doce; Homens nas Horas Vagas; Vidro, Ironia e Deus.
Prémio Nobel da Química – 2026
O prémio Nobel da Química 2026 foi hoje atribuído aos investigadores Henri B. Kagan (França) e Kenso Soai (Japão) pela “pela descoberta de efeitos não lineares e autocatálise em síntese orgânica assimétrica”.
Liga das Nações da UEFA – 2026/27 – 4.ª Jornada
LIGA A
Grupo 1 – França-Bélgica – 4-1 / Itália-Turquia – 3-1
1º França, 10; 2º Itália, 7; 3º Bélgica, 6; 4º Turquia, 0
Grupo 2 – Grécia-Alemanha – 0-0 / Países Baixos-Sérvia – 2-1
1º Países Baixos e Grécia, 8; 3º Alemanha, 5; 4º Sérvia, 0
Grupo 3 – Croácia-Espanha – 1-2 / Inglaterra-Chéquia – 3-0
1º Espanha, 12; 2º Inglaterra, 9; 3º Croácia, 3; 4º Chéquia, 0
Grupo 4 – Portugal-Noruega – 2-1 / País de Gales-Dinamarca – 0-1
1º Portugal, 12; 2º Dinamarca, 6; 3º Noruega e País de Gales, 3
Os dois primeiros classificados de cada um dos grupos qualificam-se para os 1/4 de final, a disputar em Março de 2027. Os dois melhores dos 3.º classificados garantem a manutenção na Liga A, disputando os outros dois o “play-off” de manutenção/promoção com um dos 2.º classificados da Liga B. Os dois melhores dos 4.º classificados disputarão também esse “play-off”, enquanto os restantes dois serão despromovidos à Liga B (edição de 2028/29 – a partir da qual os concorrentes passarão a ser repartidos em três Ligas de 18 países cada).
Prémio Nobel da Física – 2026
O prémio Nobel da Física 2026 foi hoje atribuído a Francis Halzen (Bélgica) “por contribuições decisivas para o Observatório de Neutrinos IceCube e para a descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica”.
Prémio Nobel da Medicina – 2026
O prémio Nobel da Medicina 2026 foi hoje atribuído a Karl Deisseroth (EUA), Peter Hegemann e Georg Nagel (Alemanha), “pela sua investigação sobre canais iónicos sensíveis à luz e optogenética”.
Portugal – Noruega (Liga das Nações – 4.ª Jornada)
Portugal – Diogo Costa, João Cancelo (63m – Diogo Dalot), Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes, João Palhinha (62m – Rúben Neves), Vítor Ferreira “Vitinha” (86m – Bernardo Silva), Francisco Conceição, João Félix (90m – Nuno Tavares), Bruno Fernandes (90m – Francisco Trincão) e Gonçalo Ramos
Noruega – Egil Selvik, Fredrik Aursnes, Kristoffer Ajer, Leo Østigård, David Møller Wolfe, Martin Ødegaard, Sander Berge, Patrick Berg (87m – Thelonious “Thelo” Aasgaard), Andreas Schjelderup, Antonio Nusa (74m – Oscar Bobb) e Erling Haaland (67m – Jørgen Strand Larsen)
0-1 – Kristoffer Ajer – 36m
1-1 – João Cancelo – 38m
2-1 – Gonçalo Ramos – 79m
Cartões amarelos – João Cancelo (12m), Francisco Conceição (86m) e Bruno Fernandes (88m)
Cartão vermelho – Francisco Conceição (86m)
Árbitro – Maurizio Mariani (Itália)
Necessitando apenas de empatar para garantir, desde já – ainda com duas rondas por disputar – o apuramento para os quartos-de-final, a selecção nacional não teve um desempenho ao nível do registado na Dinamarca, mas fez o “q.b.” para, não só pontuar, como, inclusivamente, somar a quarta vitória noutros tantos jogos.
Ainda assim, voltou a mostrar sentido de colectivo, o que, por paradoxal que possa parecer, não deixa de permitir às individualidades libertar-se para alcançar maior rendimento.
A Noruega marcou primeiro, com um fantástico golo de Ajer, num impetuoso remate, pleno de potência e colocação, em arco (“banana”), ao poste mais distante, sem hipóteses para Diogo Costa.
E, uma vez mais, tal como sucedera nos dois encontros anteriores, Portugal ripostaria de pronto, com João Cancelo a não querer ficar atrás do seu colega de sector recuado (da equipa contrária), com um pontapé de primeira, da meia-lua, directo para o fundo da baliza.
Depois de João Félix ter marcado nos três primeiros jogos, Gonçalo Ramos marcaria também nos últimos três desafios, a partir do momento em que assumiu a titularidade como “ponta-de-lança”, desta feita, por curiosidade, com uma execução “à Cristiano Ronaldo”, de forma muita oportuna, a “encostar” para as redes.
Tal como na partida da “primeira volta”, a Noruega voltou a mostrar-se mais ameaçadora que a Dinamarca, o que, aliás, levara já Jesus a proceder a alguns ajustamentos pontuais, para reforçar a agressividade da equipa a nível defensivo. Mas, se tivemos que sofrer, a criatividade dos sectores mais adiantados desequilibraria a contenda a nosso favor.
O Pulsar do Campeonato – 3ª Jornada

(“O Templário”, 01.10.2026)
A terceira jornada da divisão principal do futebol distrital reforçou o estatuto dos clubes que se perfilam na disputa pelos lugares cimeiros. Assinala-se a curiosidade de todos os emblemas vitoriosos no passado Domingo ocuparem, nesta altura, precisamente os sete primeiros postos, começando, desde muito cedo, a cavar-se um fosso face às equipas da parte inferior da tabela.
O U. Tomar ascendeu à condição de líder da prova, em função da diferença geral de golos e do ataque mais concretizador (doze tentos já apontados, com a incrível média de quatro por jogo), pese embora em igualdade pontual (nove pontos) com Torres Novas, Samora Correia e Mação – sendo que torrejanos e maçaenses subsistem com as respectivas balizas invioladas.
Destaques – O primeiro sublinhado vai, necessariamente, para a impressiva goleada (5-0) aplicada pelo U. Tomar na deslocação a Vila Chã de Ourique – repetindo, aliás, o mesmo desfecho que o Torres Novas ali alcançara na semana precedente (mas, desta feita, jogando onze para onze…). Depois de se ter colocado em vantagem à passagem da meia hora, como corolário do domínio que vinha exercendo, a turma unionista resolveu a contenda com quatro golos “de rajada” na segunda metade, entre os 68 e os 79 minutos, continuando a afirmar a sua capacidade finalizadora, com o valor acrescentado de, pela primeira vez, ter mantido as suas redes em branco.
Potenciando o calendário favorável com que se deparou nesta fase inicial do campeonato, o União materializou em pontos (100% vitorioso) a superioridade de argumentos face aos rivais. Adicionalmente, é de realçar que tais triunfos foram alcançados, todos eles, em reduto alheio (dado o Estádio Municipal de Tomar ter ainda em fase de acabamento a substituição do sintético).
Também o Torres Novas tem percurso idêntico – aliás, os tomarenses têm vindo a jogar com o adversário que os torrejanos enfrentaram na ronda anterior –, igualmente com três vitórias na condição de forasteiro, já com oito tentos marcados, e ainda sem qualquer golo sofrido. A formação do Almonda carimbou o resultado no terreno do Alcanenense, pela margem mínima de 1-0, mercê da conversão de uma grande penalidade, mesmo à beira do intervalo.
Em destaque esteve também o Porto Alto, não concedendo veleidades ao Moçarriense, goleando por 5-1 – como que a querer asseverar que o desaire caseiro da ronda inaugural terá sido algo fortuito –, porventura tirando também partido do facto de a turma da Moçarria ter jogado a meio da semana, altura em que recebeu o Mação (tendo sido, nesse caso, desfeiteada devido a um solitário golo sofrido). O desfecho da partida rapidamente ficou sentenciado, com três tentos apontados, aos 6, 13 e 25 minutos. A AREPA ampliou mesmo a contagem até aos 5-0, aos 38 e 79 minutos, tendo os visitantes alcançado o seu ponto de honra já em período de compensação.
Surpresa – Terá sido, de facto, apenas “meia-surpresa”, a divisão de pontos entre Vasco da Gama e Abrantes e Benfica (isto, se atentarmos que, há cerca de dois anos e meio, os abrantinos tinham ido a Boleiros golear por 5-0) – numa prova, até agora, com muito poucas igualdades, somente duas –, tendo, inclusivamente, a equipa da casa começado por se adiantar, próximo do final do primeiro tempo, logrando os forasteiros igualar (1-1) à entrada do quarto de hora final.
Confirmações – Nos restantes desafios os anfitriões levaram a melhor, confirmando o favoritismo que, com base, no potencial de cada um, a par do factor casa, lhes seria creditado.
O Samora Correia, um dos integrantes do quarteto do topo da pauta classificativa, só com vitórias, bateu, por convincente 3-1, o At. Ouriense, tendo resolvido este compromisso na fase inicial do prélio (com tentos obtidos aos 15 e 25 minutos), chegando a confortável vantagem de três golos logo no recomeço. O conjunto de Ourém não conseguiria melhor do que reduzir o diferencial, à entrada para os dez derradeiros minutos.
Outro dos guias, Mação, tem sido, neste início de época, menos exuberante do que nos vinha habituando: após o 2-0 ao At. Ouriense, no arranque, repetiu, no Domingo, o triunfo por magro 1-0 (que alcançara igualmente a meio da semana na Moçarria), agora recebendo o Águias de Alpiarça, apenas na segunda metade tido conseguido desbloquear o marcador. Mantém, tal como o Torres Novas, a inviolabilidade das suas redes, numa importante afirmação de solidez defensiva, que é atributo de um candidato ao título.
Num confronto entre dois clubes que partilharão como objectivo fundamental comum, o de procurar evitar maiores aflições, o Entroncamento AC, com pragmatismo, saiu vencedor ante o Pontével, por 1-0. O tento foi apontado de “penalty”, nos minutos iniciais da segunda parte, proporcionando um precioso desfecho, que lhe permite inclusivamente posicionar-se na parte superior da classificação, com seis pontos somados – e, consequentemente, já com seis pontos de margem face à zona de despromoção (tendo em conta que o trio constituído por Águias de Alpiarça, Pontével e At. Ouriense não conseguiu ainda pontuar).
Fica para o fim o desafio entre Amiense e Coruchense, com o grupo dos Amiais a impor o factor casa, superiorizando-se por categórico 2-0 (“placard” que se registava já ao intervalo), sendo, por ora, o imediato perseguidor do quarteto de líderes, apenas com um empate cedido. Após o triunfo caseiro ante o Alcanenense, a formação do Sorraia volta a baquear de forma algo imprevista, outra vez por diferença de dois golos, tal como sucedera em Vila Chã de Ourique.
Campeonato de Portugal – Em encontro de acerto de calendário, o Fazendense foi goleado (5-0) em Alverca, pela equipa “B” local, quedando-se no penúltimo lugar após a 4.ª jornada.
Taça do Ribatejo – Na 2.ª ronda desta curta fase de grupos, destacam-se as vitórias averbadas pelos líderes das Séries 2, 3 e 5, respectivamente: Salvaterrense (imponente goleada de 7-1, frente aos “Lagartos” do Sardoal), U. Almeirim (3-1, nos Foros de Salvaterra) e Tramagal (1-0, em casa, perante o At. Riachense). Estes três clubes bisaram o triunfo da jornada inicial, virtualmente selando o apuramento para a fase a eliminar (ressalvando a eventualidade de empate final entre três concorrentes, a seis pontos, nas Séries 2 e 3).
Nas restantes séries, subsiste a indefinição, tudo ficando para decidir no próximo fim-de-semana, quanto ao apuramento dos seis vencedores de série e dos quatro melhores de entre os segundos classificados: Ferreira do Zêzere e Pego lideram na Série 1, com quatro pontos, depois de terem empatado, no Pego, a duas bolas; o mesmo sucede com a Académica de Santarém (4-0, na recepção ao Benfica do Ribatejo) e o Bairrense (1-0, à Ortiga) na Série 4. Por fim, na Série 6, apenas com três concorrentes, a equipa da Glória do Ribatejo superou a marca do Caxarias (na primeira jornada), tendo ido ganhar a Pernes por esclarecedor 3-0. Realce ainda para a goleada (6-1) obtida pelo Vilarense (em disputa pela qualificação), no reduto do histórico Alferrarede.
Antevisão – As atenções estarão focadas, na 4.ª ronda do Distrital, nos embates em que marcam presença os actuais quatro comandantes: o U. Tomar defronta o Alcanenense (tendo, previsivelmente, de recorrer à Atalaia, como sua “casa emprestada”), enquanto o Torres Novas se estreia no seu terreno, recebendo o Amiense; não menos desafiantes serão as missões de Samora Correia (visitando a Moçarria) e Mação (que viaja até Coruche).
A jornada decisiva da fase de Grupos da Taça do Ribatejo tem agendadas várias partidas determinantes, como são os casos, em especial, dos confrontos directos entre Bairrense-Académica de Santarém e Glória do Ribatejo-Caxarias. Na série mais equilibrada, o Ferreira do Zêzere terá a visita do Vilarense, enquanto o Pego se desloca a Alferrarede.
Quer a Liga 3 como o Campeonato de Portugal subsistem em pausa, apenas sendo retomadas estas competições no fim-de-semana de 10 e 11 de Outubro.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Outubro de 2026)
Liga das Nações da UEFA – 2026/27 – 3.ª Jornada
LIGA A
Grupo 1 – Bélgica-Turquia – 3-0 / França-Itália – 1-1
1º França, 7; 2º Bélgica, 6; 3º Itália, 4; 4º Turquia, 0
Grupo 2 – Alemanha-Sérvia – 2-0 / Grécia-Países Baixos – 2-2
1º Grécia, 7; 2º Países Baixos, 5; 3º Alemanha, 4; 4º Sérvia, 0
Grupo 3 – Croácia-Inglaterra – 0-7 / Espanha-Chéquia – 3-1
1º Espanha, 9; 2º Inglaterra, 6; 3º Croácia, 3; 4º Chéquia, 0
Grupo 4 – Dinamarca-Portugal – 2-4 / País de Gales-Noruega – 2-1
1º Portugal, 9; 2º Dinamarca, Noruega e País de Gales, 3
Os dois primeiros classificados de cada um dos grupos qualificam-se para os 1/4 de final, a disputar em Março de 2027. Os dois melhores dos 3.º classificados garantem a manutenção na Liga A, disputando os outros dois o “play-off” de manutenção/promoção com um dos 2.º classificados da Liga B. Os dois melhores dos 4.º classificados disputarão também esse “play-off”, enquanto os restantes dois serão despromovidos à Liga B (edição de 2028/29 – a partir da qual os concorrentes passarão a ser repartidos em três Ligas de 18 países cada).



