Mundial 2026 – 1/16 de final – Resultados
29.06.2026 (21h30) - Alemanha - Paraguai (3-4 gp) 1-1 30.06.2026 (22h00) - França – Suécia 3-0 28.06.2026 (20h00) - África do Sul - Canadá 0-1 30.06.2026 (02h00) - Países Baixos - Marrocos (2-3 gp) 1-1 03.07.2026 (00h00) - Portugal - Croácia 2-1 02.07.2026 (20h00) - Espanha - Áustria 3-0 02.07.2026 (01h00) - EUA - Bósnia-Herzegovina 2-0 01.07.2026 (21h00) - Bélgica - Senegal (a.p. - 2-2 90m) 3-2
29.06.2026 (18h00) - Brasil - Japão 2-1 30.06.2026 (18h00) - Costa do Marfim - Noruega 1-2 01.07.2026 (02h00) - México - Equador 2-0 01.07.2026 (17h00) - Inglaterra - R. D. Congo 2-1 03.07.2026 (23h00) - Argentina - Cabo Verde --- 03.07.2026 (19h00) - Austrália - Egipto --- 03.07.2026 (04h00) - Suíça - Argélia 2-0 04.07.2026 (02h30) - Colômbia - Gana ---
Melhores Marcadores:
- 6 golos – Lionel Messi (Argentina); e Kylian Mbappé (França)
- 5 golos – Erling Haaland (Noruega); e Harry Kane (Inglaterra)
- 4 golos – Ismaïla Sarr (Senegal); Mikel Oyarzabal (Espanha); Ousmane Dembélé (França); e Vinícius Júnior (Brasil)
- 3 golos – Brian Brobbey (Países Baixos); Cody Gakpo (Países Baixos); Cristiano Ronaldo (Portugal); Deniz Undav (Alemanha); Elijah Just (Nova Zelândia); Folarin Balogun (EUA); Ismael Saibari (Marrocos); Johan Manzambi (Suíça); Jonathan David (Canadá); Julián Quiñones (México); Kai Havertz (Alemanha); Matheus Cunha (Brasil); e Yoane Wissa (R. D. Congo)
É o seguinte o alinhamento dos jogos dos 1/8 de final:
- 04.07.2026 (18h00) – Canadá – Marrocos (Houston)
- 04.07.2026 (22h00) – Paraguai – França (Philadelphia)
- 05.07.2026 (21h00) – Brasil – Noruega (East Rutherford – New York City)
- 06.07.2026 (01h00) – México – Inglaterra (Ciudad México)
- 06.07.2026 (20h00) – Portugal – Espanha (Arlington)
- 07.07.2026 (01h00) – EUA – Bélgica (Seattle)
- 07.07.2026 (17h00) – Argentina/Cabo Verde – Austrália/Egipto (Atlanta)
- 07.07.2026 (21h00) – Suíça – Colômbia/Gana (Vancouver)
Mundial 2026 – Portugal – Croácia
2-1
Diogo Costa, João Cancelo (62m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes, João Neves, Vítor Ferreira “Vitinha” (62m – Bernardo Silva), Pedro Neto (62m – Francisco Conceição), Bruno Fernandes (62m – Gonçalo Ramos), Rafael Leão e Cristiano Ronaldo (81m – Rúben Neves)
Dominik Livaković, Josip Stanišić, Josip Šutalo, Marin Pongračić, Ivan Perišić, Luka Modrić, Mateo Kovačić (90m+6 – Andrej Kramarić), Nikola Vlašić (90m+2 – Joško Gvardiol), Petar Sučić, Martin Baturina (68m – Mario Pašalić) e Ante Budimir (45m – Igor Matanović)
0-1 – Ivan Perišić – 53m
1-1 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 68m
2-1 – Gonçalo Ramos – 90m+4
Cartões amarelos – Rúben Dias (17m); Luka Modrić (59m) e Ivan Perišić (90m+8)
Árbitro – Espen Eskås (Noruega)
BMO Field, Toronto (19h00 / 00h00)
Este viria a revelar-se – à medida que o tempo avançava (e a contagem prolongou-se até aos 90m+19!) – um jogo caótico, em que Portugal acabou por ter maior dose de felicidade, alcançando uma vitória, que (pese embora tenha feito por isso durante largos períodos) chegou a ter colocada em causa, podendo, aliás, ter sofrido forte dissabor.
Naturalmente noutro patamar, mas com alguma similitude com o que se verificara na partida com o Uzbequistão, a selecção nacional voltou a entrar em campo com boa atitude, dominadora, assumindo a iniciativa desde início, perante um opositor que denotava privilegiar a defesa, procurando apostar em rápidas transições.
À excepção de um muito curto intervalo de tempo (não mais do que três minutos), logo após a pausa para hidratação, em que a Croácia pegou na bola e fez dela o que quis, perante a passividade contrária, a equipa portuguesa controlou toda a primeira parte, chegando ao intervalo a dever a si própria não estar em situação de vantagem, tendo desaproveitado cinco oportunidades para marcar. Tinha sido um bom exemplo de uma modalidade “inventada”, a do “futebol sem baliza”.
No recomeço, logo no minuto inicial, Nuno Mendes pecou por falta de “egoísmo”, talvez na mais flagrante ocasião de golo, já dentro da área, ao tentar fazer a assistência (lateral) para Cristiano Ronaldo, ao invés de, como se impunha em tal circunstância tão favorável, rematar, permitindo à defensiva croata afastar a bola.
Mas, de imediato, foi a Croácia a criar perigo, em jogadas consecutivas. E, ainda antes de completados dez minutos, a formação croata chegava mesmo ao golo, aproveitando o espaço concedido, quer do lado esquerdo da defesa, a permitir o cruzamento, quer no flanco oposto, onde surgiu, “à vontade”, Perišić a empurrar para a baliza.
Rafael Leão, desligado das tarefas defensivas, com dificuldade na recuperação, esteve em evidência num par de ocasiões, determinantes para a história do jogo, primeiro, só cinco minutos volvidos após o tento sofrido, com um notável remate a embater na trave (um par de centímetros mais abaixo e seria um “golaço”).
Para, pouco depois, Cristiano Ronaldo, num lance de excelente execução técnica (numa recepção de elevado grau de dificuldade), a “picar” a bola para o fundo das redes, lance que, todavia, seria invalidado pelo “VAR”, por deslocação, “à pele”.
Ainda a decisão não tinha sido comunicada e já Roberto Martínez surpreendia com uma revolução no “onze”, numa espécie de “tudo ou nada”: de uma assentada, efectuou quatro substituições, apostando no ataque, com as imprevistas saídas de Vitinha e Bruno Fernandes (para além de Cancelo e Pedro Neto), fazendo entrar Gonçalo Ramos, para formar dupla de ataque com Ronaldo.
O risco seria retribuído cinco minutos depois, quando o “VAR”, desta feita a “proteger” Portugal, assinalou grande penalidade, na sequência de contacto (tentativa de “agarrão”), a fazer cair Renato Veiga, no seu impulso para tentar cabecear a bola, na conversão de um pontapé de canto (dos muitos de que a turma portuguesa dispôs). Cristiano, sem vacilar, rematou muito seguro, pela zona central, quando o guardião já caía para o seu lado direito, restabelecendo a igualdade.
Entrava-se na fase decisiva, e o jogo estava “partido”, muito como consequência de Portugal estar praticamente sem meio-campo – jogava como que em “4-2-4”, com Francisco Conceição e Rafael Leão nas alas, a apoiar os pontas-de-lança, Cristiano e Gonçalo Ramos -, sem que João Neves e Bernardo Silva conseguissem, só por si, “dar conta do recado”.
Foi o momento de sorte da selecção nacional, quando a Croácia desperdiçou, por três vezes sucessivas, a possibilidade de se recolocar em vantagem, duas delas por Kovačić (na “mesma” acção ofensiva) e outra por Matanović (que viria, também ele, a ter papel decisivo…), com Diogo Costa, atento, a “salvar” a sua baliza – ficam na retina as defesas “in extremis”, com uma palmada a desviar a bola, que ainda embateu no poste, e, de seguida, a crescer para fazer a “mancha”.
De tal forma que Martínez foi forçado a operar “marcha atrás”, fazendo sair Cristiano Ronaldo, por troca com Rúben Neves, para procurar repor algum equilíbrio defensivo. E a mudança resultaria.
Depois de um lance de golo invalidado à Croácia, Renato Veiga teve ocasião para marcar, na sequência de mais um canto.
Quando se esperava o prolongamento, já no quarto dos dez minutos de tempo de compensação determinados pelo árbitro, Portugal chegaria ao golo da vitória, na tal intervenção de Rafael Leão, com um cruzamento perfeito, teleguiado para a cabeça de Gonçalo Ramos, com magnífico sentido de oportunidade, a elevar-se entre os centrais contrários, a desviar a bola fora do alcance de Livaković, inapelavelmente para lá da linha de baliza.
Só que os episódios “hitchcockianos” ainda não tinham terminado. Passavam já doze minutos e meio dos noventa, quando o recém-entrado Gvardiol bateu Diogo Costa. Era um “balde de água gelada”.
Mas o “VAR” teria ainda uma palavra final: a bola terá desviado (de acordo com o sensor nela introduzido) na cabeça de Matanović, antes de chegar a Pašalić (que fizera a assistência para Gvardiol), que, nesse caso, se encontrava em posição irregular, pelo que este lance foi também invalidado, perante o desalento dos croatas.
Seria preciso sofrer ainda até aos 108 minutos e cinquenta, até que o norueguês Espen Eskås confirmasse o apuramento de Portugal!
Foi um comportamento demasiado instável da turma portuguesa para que se possa classificar como boa a exibição. Roberto Martínez arriscou, aparente e estranhamente em desespero – faltava jogar ainda mais de meia hora – e acabaria premiado.
Porém – e sem esquecer o amplo domínio exercido pela selecção na primeira parte –, o resultado poderia ter caído para qualquer dos lados, com Portugal a colocar-se demasiado à mercê de poder ter sido eliminado, perante um adversário que, em teoria, não lhe será superior.
Em função das incidências do jogo, não surpreenderia se este desafio tivesse terminado com um resultado de 4-4, ou outro similar, com a vitória de uma ou da outra formação.
Foi indisfarçável a sensação de que a equipa estará fatigada física e mentalmente, com vários jogadores, em diversas ocasiões, a jogar a passo, a denotar alguma falta de solidariedade e espírito de colectivo.
Será preciso muito maior rigor, mais intensidade e objectividade no encontro dos oitavos-de-final, frente à Espanha. Mas, em paralelo, ficaram também sinais positivos, o principal o de que há soluções de ataque no banco.
Mundial 2026 – Resultados e Classificações – 3ª jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt México-África Sul.....2-0
México 3 3 - - 6-0 9 Coreia Sul-Chéquia....2-1
África do Sul 3 1 1 1 2-3 4 Chéquia-África Sul....1-1
Coreia do Sul 3 1 - 2 2-3 3 México-Coreia Sul.....1-0
Chéquia 3 - 1 2 2-6 1 Chéquia-México........0-3
África Sul-Coreia Sul.1-0
GRUPO B Jg V E D G Pt Canadá-Bósnia-Herzeg..1-1
Suíça 3 2 1 - 7-3 7 Qatar-Suíça...........1-1
Canadá 3 1 1 1 8-3 4 Suíça-Bósnia-Herzeg...4-1
Bósnia-Herzeg. 3 1 1 1 5-6 4 Canadá-Qatar..........6-0
Qatar 3 - 1 2 2-10 1 Suíça-Canadá..........2-1
Bósnia-Herzeg.-Qatar..3-1
GRUPO C Jg V E D G Pt Brasil-Marrocos.......1-1
Brasil 3 2 1 - 7-1 7 Haiti-Escócia.........0-1
Marrocos 3 2 1 - 6-3 7 Escócia-Marrocos......0-1
Escócia 3 1 - 2 1-4 3 Brasil-Haiti..........3-0
Haiti 3 - - 3 2-8 - Escócia-Brasil........0-3
Marrocos-Haiti........4-2
GRUPO D Jg V E D G Pt EUA-Paraguai..........4-1
EUA 3 2 - 1 8-4 6 Austrália-Turquia.....2-0
Austrália 3 1 1 1 2-2 4 EUA-Austrália.........2-0
Paraguai 3 1 1 1 2-4 4 Turquia-Paraguai......0-1
Turquia 3 1 - 2 3-5 3 Turquia-EUA...........3-2
Paraguai-Austrália....0-0
GRUPO E Jg V E D G Pt Alemanha-Curaçau......7-1
Alemanha 3 2 - 1 10-4 6 Costa Marfim-Equador..1-0
Costa do Marfim 3 2 - 1 4-2 6 Alemanha-Costa Marfim.2-1
Equador 3 1 1 1 2-2 4 Equador-Curaçau.......0-0
Curaçau 3 - 1 2 1-9 1 Curaçau-Costa Marfim..0-2
Equador-Alemanha......2-1
GRUPO F Jg V E D G Pt Países Baixos-Japão...2-2
Países Baixos 3 2 1 - 10-4 7 Suécia-Tunísia........5-1
Japão 3 1 2 - 7-3 5 Países Baixos-Suécia..5-1
Suécia 3 1 1 1 7-7 4 Tunísia-Japão.........0-4
Tunísia 3 - - 3 2-12 - Japão-Suécia..........1-1
Tunísia-Países Baixos.1-3
GRUPO G Jg V E D G Pt Bélgica-Egipto........1-1
Bélgica 3 1 2 - 6-2 5 Irão-Nova Zelândia....2-2
Egipto 3 1 2 - 5-3 5 Bélgica-Irão..........0-0
Irão 3 - 3 - 3-3 3 Nova Zelândia-Egipto..1-3
Nova Zelândia 3 - 1 2 4-10 1 Egipto-Irão...........1-1
Nova Zelândia-Bélgica.1-5
GRUPO H Jg V E D G Pt Espanha-Cabo Verde....0-0
Espanha 3 2 1 - 5-0 7 A. Saudita-Uruguai....1-1
Cabo Verde 3 - 3 - 2-2 3 Espanha-A. Saudita....4-0
Uruguai 3 - 2 1 3-4 2 Uruguai-Cabo Verde....2-2
Arábia Saudita 3 - 2 1 1-5 2 Cabo Verde-A. Saudita.0-0
Uruguai-Espanha.......0-1
GRUPO I Jg V E D G Pt França-Senegal........3-1
França 3 3 - - 10-2 9 Iraque-Noruega........1-4
Noruega 3 2 - 1 8-7 6 França-Iraque.........3-0
Senegal 3 1 - 2 8-6 3 Noruega-Senegal.......3-2
Iraque 3 - - 3 1-12 - Noruega-França........1-4
Senegal-Iraque........5-0
GRUPO J Jg V E D G Pt Argentina-Argélia.....3-0
Argentina 3 3 - - 8-1 9 Áustria-Jordânia......3-1
Áustria 3 1 1 1 6-6 4 Argentina-Áustria.....2-0
Argélia 3 1 1 1 5-7 4 Jordânia-Argélia......1-2
Jordânia 3 - - 3 3-8 - Argélia-Áustria.......3-3
Jordânia-Argentina....1-3
GRUPO K Jg V E D G Pt Portugal-R.D.Congo....1-1
Colômbia 3 2 1 - 4-1 7 Uzbequistão-Colômbia..1-3
Portugal 3 1 2 - 6-1 5 Portugal-Uzbequistão..5-0
R. D. Congo 3 1 1 1 4-3 4 Colômbia-R.D.Congo....1-0
Uzbequistão 3 - - 3 2-11 - Colômbia-Portugal.....0-0
R.D.Congo-Uzbequistão.3-1
GRUPO L Jg V E D G Pt Inglaterra-Croácia....4-2
Inglaterra 3 2 1 - 6-2 7 Gana-Panamá...........1-0
Croácia 3 2 - 1 5-5 6 Inglaterra-Gana.......0-0
Gana 3 1 1 1 2-2 4 Panamá-Croácia........0-1
Panamá 3 - - 3 0-4 - Panamá-Inglaterra.....0-2
Croácia-Gana..........2-1
Melhores Marcadores:
- 6 golos – Lionel Messi (Argentina)
- 4 golos – Erling Haaland (Noruega); Kylian Mbappé (França); Ousmane Dembélé (França); e Vinícius Júnior (Brasil)
- 3 golos – Brian Brobbey (Países Baixos); Deniz Undav (Alemanha); Elijah Just (Nova Zelândia); Harry Kane (Inglaterra); Ismael Saibari (Marrocos); Ismaïla Sarr (Senegal); Johan Manzambi (Suíça); Jonathan David (Canadá); Matheus Cunha (Brasil); e Yoane Wissa (R. D. Congo)
- 2 golos – Anthony Elanga (Suécia); Ayase Ueda (Japão); Cody Gakpo (Países Baixos); Cristiano Ronaldo (Portugal); Crysencio Summerville (Países Baixos); Cyle Larin (Canadá); Daichi Kamada (Japão); Daniel Muñoz (Colômbia); Ermin Mahmić (Bósnia-Herzegovina); Folarin Balogun (EUA); Jude Bellingham (Inglaterra); Julián Quiñones (México); Kai Havertz (Alemanha); Leandro Trossard (Bélgica); Marko Arnautović (Áustria); Maximiliano “Maxi” Araújo (Uruguai); Mikel Oyarzabal (Espanha); Nicolas Pépé (Costa do Marfim); Pape Gueye (Senegal); Ramin Rezaeian (Irão); Rubén Vargas (Suíça); Riyad Mahrez (Argélia); e Yasin Ayari (Suécia)
É o seguinte o alinhamento dos jogos dos 1/16 de final:
- 28.06.2026 (20h00) – África do Sul – Canadá (Inglewood – Los Angeles)
- 29.06.2026 (18h00) – Brasil – Japão (Houston)
- 29.06.2026 (21h30) – Alemanha – Paraguai (Foxborough – Boston)
- 30.06.2026 (02h00) – Países Baixos – Marrocos (Guadalupe – Monterrey)
- 30.06.2026 (18h00) – Costa do Marfim – Noruega (Arlington)
- 30.06.2026 (22h00) – França – Suécia (East Rutherford – New York City)
- 01.07.2026 (02h00) – México – Equador (Ciudad de México)
- 01.07.2026 (17h00) – Inglaterra – R. D. Congo (Atlanta)
- 01.07.2026 (21h00) – Bélgica – Senegal (Seattle)
- 02.07.2026 (01h00) – EUA – Bósnia-Herzegovina (Santa Clara)
- 02.07.2026 (20h00) – Espanha – Áustria (Inglewood – Los Angeles)
- 03.07.2026 (00h00) – Portugal – Croácia (Toronto)
- 03.07.2026 (04h00) – Suíça – Argélia (Vancouver)
- 03.07.2026 (19h00) – Austrália – Egipto (Arlington)
- 03.07.2026 (23h00) – Argentina – Cabo Verde (Miami Gardens – Miami)
- 04.07.2026 (02h30) – Colômbia – Gana (Kansas City)
Mundial 2026 – Colômbia – Portugal
0-0
Camilo Vargas, Santiago Arias (87m – Daniel Muñoz), Davinson Sánchez, Jhon Lucumí, Deiver Machado, Jhon Arias (76m – Kevin Castaño), Jefferson Lerma (60m – Richard Ríos), Gustavo Puerta, James Rodríguez (76m – Juan Quintero), Luis Díaz e Jhon Córdoba (60m – Luis Suárez)
Diogo Costa, João Cancelo (45m – Diogo Dalot), Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes (90m – Matheus Nunes), Rúben Neves (45m – João Neves), Vítor Ferreira “Vitinha” (70m – Samuel “Samú” Costa), Pedro Neto, Bruno Fernandes, João Félix (70m – Rafael Leão) e Cristiano Ronaldo
Cartão amarelo – Gustavo Puerta (86m)
Árbitro – Alireza Faghani (Austrália)
Hard Rock Stadium, Miami Gardens (19h30 / 00h30)
Oscilando entre o “8 e o 80”, a imagem que ficou não foi nada boa: bastou o nível de exigência aumentar um pouco e Portugal não logrou estar à altura; estivemos sempre mais perto de perder do que outra coisa.
Se era à equipa portuguesa que competiria ir em busca da vitória, único resultado que lhe serviria para alcançar o 1.º lugar do Grupo, o que se passou dentro de campo foi tudo ao contrário.
Contra a sua suposta matriz e identidade, a selecção nacional não conseguiu ter a bola, voltou a não mostrar qualquer tipo de “futebol associativo”, mais não lhe restando que procurar ir dando alguns esporádicos (mas quase sempre inconsequentes) esticões, pelos flancos.
A Colômbia teve sempre mais iniciativa, maior intensidade e amplo domínio, controlando praticamente todo o jogo, e, por várias ocasiões, ameaçando a baliza, com Diogo Costa com uma “mão cheia” de atentas defesas, a justificar o prémio de “Homem do jogo” (isto para além das vezes em que os defesas centrais tiveram que intervir qual “pronto socorro”).
As raras excepções ocorreram num curto período, após a pausa a meio da primeira parte, em que a turma portuguesa terá tido um par de oportunidades, mas que não materializou em golo. Fora isso, a sensação foi de que a equipa esteve ausente do jogo, como que adormecida, conformada com o resultado e consequente ordenação da tabela classificativa.
Na segunda metade, em especial na fase final, após as substituições operadas pelos dois responsáveis técnicos, o desequilíbrio acentuou-se ainda mais, a favor dos colombianos, que pareciam ter outro tipo de combustível.
Os lances de perigo sucediam-se – por exemplo, pelo benfiquista Richard Ríos, logo depois de ter entrado em campo, a que seguiram algumas outras, quase sempre pelo flanco direito do ataque da Colômbia. Adivinhava-se o golo, o que viria a suceder já em tempo de compensação, invalidado pelo VAR, por milimétrico fora-de-jogo.
O nulo final foi bastante lisonjeiro para a Portugal. Foi um princípio de madrugada muito mal-empregada. A não ser que o grupo português volte a “mudar de cara” (e de atitude, e de um conjunto de várias outras vertentes) serão mínimas as expectativas para o jogo dos 1/16 avos de final, frente à Croácia.
Mundial 2026 – Resultados e Classificações – 2ª jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt México-África Sul.....2-0
México 2 2 - - 3-0 6 Coreia Sul-Chéquia....2-1
Coreia do Sul 2 1 - 1 2-2 3 Chéquia-África Sul....1-1
Chéquia 2 - 1 1 2-3 1 México-Coreia Sul.....1-0
África do Sul 2 - 1 1 1-3 1 Chéquia-México........---
África Sul-Coreia Sul.---
GRUPO B Jg V E D G Pt Canadá-Bósnia-Herzeg..1-1
Canadá 2 1 1 - 7-1 4 Qatar-Suíça...........1-1
Suíça 2 1 1 - 5-2 4 Suíça-Bósnia-Herzeg...4-1
Bósnia-Herzeg. 2 - 1 1 2-5 1 Canadá-Qatar..........6-0
Qatar 2 - 1 1 1-7 1 Suíça-Canadá..........---
Bósnia-Herzeg.-Qatar..---
GRUPO C Jg V E D G Pt Brasil-Marrocos.......1-1
Brasil 2 1 1 - 4-1 4 Haiti-Escócia.........0-1
Marrocos 2 1 1 - 2-1 4 Escócia-Marrocos......0-1
Escócia 2 1 - 1 1-1 3 Brasil-Haiti..........3-0
Haiti 2 - - 2 0-4 - Escócia-Brasil........---
Marrocos-Haiti........---
GRUPO D Jg V E D G Pt EUA-Paraguai..........4-1
EUA 2 2 - - 6-1 6 Austrália-Turquia.....2-0
Austrália 2 1 - 1 2-2 3 EUA-Austrália.........2-0
Paraguai 2 1 - 1 2-4 3 Turquia-Paraguai......0-1
Turquia 2 - - 2 0-3 - Turquia-EUA...........---
Paraguai-Austrália....---
GRUPO E Jg V E D G Pt Alemanha-Curaçau......7-1
Alemanha 2 2 - - 9-2 6 Costa Marfim-Equador..1-0
Costa do Marfim 2 1 - 1 2-2 3 Alemanha-Costa Marfim.2-1
Equador 2 - 1 1 0-1 1 Equador-Curaçau.......0-0
Curaçau 2 - 1 1 1-7 1 Curaçau-Costa Marfim..---
Equador-Alemanha......---
GRUPO F Jg V E D G Pt Países Baixos-Japão...2-2
Países Baixos 2 1 1 - 7-3 4 Suécia-Tunísia........5-1
Japão 2 1 1 - 6-2 4 Países Baixos-Suécia..5-1
Suécia 2 1 - 1 6-6 3 Tunísia-Japão.........0-4
Tunísia 2 - - 2 1-9 - Japão-Suécia..........---
Tunísia-Países Baixos.---
GRUPO G Jg V E D G Pt Bélgica-Egipto........1-1
Egipto 2 1 1 - 4-2 4 Irão-Nova Zelândia....2-2
Irão 2 - 2 - 2-2 2 Bélgica-Irão..........0-0
Bélgica 2 - 2 - 1-1 2 Nova Zelândia-Egipto..1-3
Nova Zelândia 2 - 1 1 3-5 1 Egipto-Irão...........---
Nova Zelândia-Bélgica.---
GRUPO H Jg V E D G Pt Espanha-Cabo Verde....0-0
Espanha 2 1 1 - 4-0 4 A. Saudita-Uruguai....1-1
Uruguai 2 - 2 - 3-3 2 Espanha-A. Saudita....4-0
Cabo Verde 2 - 2 - 2-2 2 Uruguai-Cabo Verde....2-2
Arábia Saudita 2 - 1 1 1-5 1 Cabo Verde-A. Saudita.---
Uruguai-Espanha.......---
GRUPO I Jg V E D G Pt França-Senegal........3-1
França 2 2 - - 6-1 6 Iraque-Noruega........1-4
Noruega 2 2 - - 7-3 6 França-Iraque.........3-0
Senegal 2 - - 2 3-6 - Noruega-Senegal.......3-2
Iraque 2 - - 2 1-7 - Noruega-França........---
Senegal-Iraque........---
GRUPO J Jg V E D G Pt Argentina-Argélia.....3-0
Argentina 2 2 - - 5-0 6 Áustria-Jordânia......3-1
Áustria 2 1 - 1 3-3 3 Argentina-Áustria.....2-0
Argélia 2 1 - 1 2-4 3 Jordânia-Argélia......1-2
Jordânia 2 - - 2 2-5 - Argélia-Áustria.......---
Jordânia-Argentina....---
GRUPO K Jg V E D G Pt Portugal-R.D.Congo....1-1
Colômbia 2 2 - - 4-1 6 Uzbequistão-Colômbia..1-3
Portugal 2 1 1 - 6-1 4 Portugal-Uzbequistão..5-0
R. D. Congo 2 - 1 1 1-2 1 Colômbia-R.D.Congo....1-0
Uzbequistão 2 - - 2 1-8 - Colômbia-Portugal.....---
R.D.Congo-Uzbequistão.---
GRUPO L Jg V E D G Pt Inglaterra-Croácia....4-2
Inglaterra 2 1 1 - 4-2 4 Gana-Panamá...........1-0
Gana 2 1 1 - 1-0 4 Inglaterra-Gana.......0-0
Croácia 2 1 - 1 3-4 3 Panamá-Croácia........0-1
Panamá 2 - - 2 0-2 - Panamá-Inglaterra.....---
Croácia-Gana..........---
Melhores Marcadores:
- 5 golos – Lionel Messi (Argentina)
- 4 golos – Erling Haaland (Noruega); e Kylian Mbappé (França)
- 3 golos – Deniz Undav (Alemanha); e Jonathan David (Canadá);
- 2 golos – Ayase Ueda (Japão); Brian Brobbey (Países Baixos); Cody Gakpo (Países Baixos); Cristiano Ronaldo (Portugal); Crysencio Summerville (Países Baixos); Cyle Larin (Canadá); Daichi Kamada (Japão); Daniel Muñoz (Colômbia); Elijah Just (Nova Zelândia); Folarin Balogun (EUA); Harry Kane (Inglaterra); Ismael Saibari (Marrocos); Ismaïla Sarr (Senegal); Johan Manzambi (Suíça); Kai Havertz (Alemanha); Matheus Cunha (Brasil); Maximiliano “Maxi” Araújo (Uruguai); Mikel Oyarzabal (Espanha); Vinícius Júnior (Brasil); e Yasin Ayari (Suécia)
Mundial 2026 – Portugal – Uzbequistão
5-0
Diogo Costa, João Cancelo (45m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes, João Neves (76m – Bernardo Silva), Vítor Ferreira “Vitinha” (83m – Rafael Leão), Pedro Neto (45m – Francisco Conceição), Bruno Fernandes, João Félix (63m – Francisco Trincão) e Cristiano Ronaldo
Abduvohid Nematov, Abdukodir Khusanov, Abdulla Abdullaev, Rustam Ashurmatov, Bekhruzdjon Karimov (90m – Ruslanbek Jiyanov), Odiljon Hamrobekov (45m – Akmal Mozgovoy), Otabek Shukurov (90m – Sherzod Esanov), Sherzod Nasrullayev (45m – Khojiakbar Alijonov), Abbosbek Fayzullaev (73m – Igor Sergeev), Azizjon Ganiev e Eldor Shomurodov
1-0 – Cristiano Ronaldo – 6m
2-0 – Nuno Mendes – 17m
3-0 – Cristiano Ronaldo – 39m
4-0 – Abduvohid Nematov (p.b.) – 60m
5-0 – Rafael Leão – 87m
Cartões amarelos – Renato Veiga (68m); Odiljon Hamrobekov (14m)
Árbitro – Jalal Jayed (Marrocos)
NRG Stadium, Houston (12h00 / 18h00)
Como não poderia deixar de ser, a selecção de Portugal reagiu de forma positiva, realizou um jogo sério, competente (peso embora tenha ainda pecado na finalização) e, desta vez, a mostrar “trabalho de casa”. E, naturalmente, o resultado é o reflexo de uma boa actuação, mas, também, necessariamente, de um opositor com notórias debilidades.
A atitude foi a melhor, desde início, com uma entrada a “todo o gás”, a empurrar a equipa do Uzbequistão para as imediações da sua área, e, tendo a selecção nacional, por coincidência, voltado a chegar ao golo logo aos seis minutos (tal como sucedera na partida inaugural), já antes disso criara um par de situações de perigo, primeiro numa excelente execução de Bruno Fernandes, mas com um defesa a oferecer o corpo à bola, salvando “in extremis”, e, de seguida, Cristiano Ronaldo a ficar a centímetros de conseguir desviar para o golo.
O mesmo Cristiano, num remate ao seu melhor estilo, “em raquete”, estreava-se a marcar – depois da sofrível exibição no primeiro desafio, em que, praticamente, “passara ao lado” do jogo – , o que o levaria, no final, a gritar, para as câmaras: “I’m back”. Mesmo que tal não corresponda à realidade, a verdade é que se tornou no primeiro jogador a marcar em 6 edições do Campeonato do Mundo (num período de [mais de] vinte anos ao mais alto nível, entre 2006 e 2026), uma proeza fantástica, porventura insuperável!
A turma portuguesa, imbuída de uma forte vontade de mostrar serviço, continuou a acelerar, criando um turbilhão de lances ofensivos – quase se esquecendo de defender, o que, neste caso em concreto, acabou por não se revelar necessário –, não surpreendendo que tenha ampliado a contagem pouco depois de completado o primeiro quarto de hora. Num livre, de que o árbitro demorou eternidades a autorizar a sua marcação, o guarda-redes Nematov foi surpreendido pela postura de Ronaldo, com todo um demorado ritual de preparação, acabando por, subitamente, ser Nuno Mendes a desferir um inapelável tiro, muito colocado, directo para o fundo da baliza.
A famigerada pausa para hidratação, adoptada nos jogos deste “Mundial” (na prática a fazer dividir os encontros em “quatro partes”, com evidente aproveitamento com intuitos comerciais) teve associada, nos minutos seguintes, alguma quebra de foco e de intensidade. Mas por pouco tempo, porque, ainda antes do intervalo, Cristiano Ronaldo, numa boa desmarcação, sobre o lado direito da grande área, bisava, chegando aos dez golos em “Mundiais”, superando a marca de nove tentos apontados por Eusébio (este, numa única edição, em 1966!…).
E poderia bem ter chegado ao “hat-trick” (ou mais!…), noutras oportunidades, uma delas em que houve uma “embrulhada” com a defesa contrária, no momento em que procurava visar as redes contrárias, com a bola ainda a ressaltar, tendo Khusanov salvado em cima da linha de golo; e, noutro livre, em que, de novo, ficou patente a preparação das “bolas paradas”, desta feita com Cristiano (sempre ele!) como que a desinteressar-se do lance, mas a correr rapidamente por entre a barreira, surpreendendo todos os adversários, e o livre a ser marcado com a bola “picada”, para Ronaldo ir captar mais à frente, isolado frente ao guardião, com o qual chocaria, acabando a bola por se perder.
Na segunda metade a toada do jogo não se alteraria, mesmo que a ritmo mais moderado, vindo Portugal a chegar ao 4-0 à passagem do quarto de hora, na sequência de um pontapé de canto, com a bola, depois de um toque subtil de Cristiano na pequena área, a tabelar num defesa e, ainda, no guarda-redes, acabando por anichar-se no fundo das redes.
Aos 74 minutos, Cristiano Ronaldo – desta feita muito em jogo –, teve mais uma notável acção, com dois toques dentro da área e um remate bem direccionado, a requerer apertada intervenção de Nematov, a evitar o que poderia ter sido mais um golo. Mais dez minutos volvidos seria também Bruno Fernandes a testar a atenção do guarda-redes, com um pontapé de meia distância.
O quinto golo acabaria mesmo por chegar, numa exímia intervenção de Rafael Leão, a rematar de baixo para cima, com a bola a sair muito colocada, sem hipóteses de defesa. E, a fechar, já em tempo de compensação, num remate cruzado de Francisco Trincão, a bola sairia muito ligeiramente ao lado do poste mais distante.
Em síntese, foram cinco, poderiam ter sido até dez. O corolário de uma boa exibição da equipa portuguesa, a querer demonstrar que sabe jogar bem mais do que tinha feito na abertura. Mas, terá de assinalar-se, perante uma oposição bastante frágil.
Em qualquer caso, o mais importante nesta fase – o apuramento para os 1/16 avos de final – deverá ter sido já assegurado, com os quatro pontos já averbados (dependendo das pontuações finais que os 3.º classificados dos vários grupos venham a obter, mas não sendo crível que – para mais com a boa margem de golos de que dispõe – possa haver oito dessas selecções com melhor registo).
Mundial 2026 – Resultados e Classificações – 1ª jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt México-África Sul.....2-0
México 1 1 - - 2-0 3 Coreia Sul-Chéquia....2-1
Coreia do Sul 1 1 - - 2-1 3 Chéquia-África Sul....---
Chéquia 1 - - 1 1-2 - México-Coreia Sul.....---
África do Sul 1 - - 1 0-2 - Chéquia-México........---
África Sul-Coreia Sul.---
GRUPO B Jg V E D G Pt Canadá-Bósnia-Herzeg..1-1
Suíça 1 - 1 - 1-1 1 Qatar-Suíça...........1-1
Canadá 1 - 1 - 1-1 1 Suíça-Bósnia-Herzeg...---
Qatar 1 - 1 - 1-1 1 Canadá-Qatar..........---
Bósnia-Herzeg. 1 - 1 - 1-1 1 Suíça-Canadá..........---
Bósnia-Herzeg.-Qatar..---
GRUPO C Jg V E D G Pt Brasil-Marrocos.......1-1
Escócia 1 1 - - 1-0 3 Haiti-Escócia.........0-1
Marrocos 1 - 1 - 1-1 1 Escócia-Marrocos......---
Brasil 1 - 1 - 1-1 1 Brasil-Haiti..........---
Haiti 1 - - 1 0-1 - Escócia-Brasil........---
Marrocos-Haiti........---
GRUPO D Jg V E D G Pt EUA-Paraguai..........4-1
EUA 1 1 - - 4-1 3 Austrália-Turquia.....2-0
Austrália 1 1 - - 2-0 3 EUA-Austrália.........---
Turquia 1 - - 1 0-2 - Turquia-Paraguai......---
Paraguai 1 - - 1 1-4 - Turquia-EUA...........---
Paraguai-Austrália....---
GRUPO E Jg V E D G Pt Alemanha-Curaçau......7-1
Alemanha 1 1 - - 7-1 3 Costa Marfim-Equador..1-0
Costa do Marfim 1 1 - - 1-0 3 Alemanha-Costa Marfim.---
Equador 1 - - 1 0-1 - Equador-Curaçau.......---
Curaçau 1 - - 1 1-7 - Curaçau-Costa Marfim..---
Equador-Alemanha......---
GRUPO F Jg V E D G Pt Países Baixos-Japão...2-2
Suécia 1 1 - - 5-1 3 Suécia-Tunísia........5-1
Japão 1 - 1 - 2-2 1 Países Baixos-Suécia..---
Países Baixos 1 - 1 - 2-2 1 Tunísia-Japão.........---
Tunísia 1 - - 1 1-5 - Japão-Suécia..........---
Tunísia-Países Baixos.---
GRUPO G Jg V E D G Pt Bélgica-Egipto........1-1
Nova Zelândia 1 - 1 - 2-2 1 Irão-Nova Zelândia....2-2
Irão 1 - 1 - 2-2 1 Bélgica-Irão..........---
Bélgica 1 - 1 - 1-1 1 Nova Zelândia-Egipto..---
Egipto 1 - 1 - 1-1 1 Egipto-Irão...........---
Nova Zelândia-Bélgica.---
GRUPO H Jg V E D G Pt Espanha-Cabo Verde....0-0
Uruguai 1 - 1 - 1-1 1 A. Saudita-Uruguai....1-1
Arábia Saudita 1 - 1 - 1-1 1 Espanha-A. Saudita....---
Espanha 1 - 1 - 0-0 1 Uruguai-Cabo Verde....---
Cabo Verde 1 - 1 - 0-0 1 Cabo Verde-A. Saudita.---
Uruguai-Espanha.......---
GRUPO I Jg V E D G Pt França-Senegal........3-1
Noruega 1 1 - - 4-1 3 Iraque-Noruega........1-4
França 1 1 - - 3-1 3 França-Iraque.........---
Senegal 1 - - 1 1-3 - Noruega-Senegal.......---
Iraque 1 - - 1 1-4 - Noruega-França........---
Senegal-Iraque........---
GRUPO J Jg V E D G Pt Argentina-Argélia.....3-0
Argentina 1 1 - - 3-0 3 Áustria-Jordânia......3-1
Áustria 1 1 - - 3-1 3 Argentina-Áustria.....---
Jordânia 1 - - 1 1-3 - Jordânia-Argélia......---
Argélia 1 - - 1 0-3 - Argélia-Áustria.......---
Jordânia-Argentina....---
GRUPO K Jg V E D G Pt Portugal-R.D.Congo....1-1
Colômbia 1 1 - - 3-1 3 Uzbequistão-Colômbia..1-3
R. D. Congo 1 - 1 - 1-1 1 Portugal-Uzbequistão..---
Portugal 1 - 1 - 1-1 1 Colômbia-R.D.Congo....---
Uzbequistão 1 - - 1 1-3 - Colômbia-Portugal.....---
R.D.Congo-Uzbequistão.---
GRUPO L Jg V E D G Pt Inglaterra-Croácia....4-2
Inglaterra 1 1 - - 4-2 3 Gana-Panamá...........1-0
Gana 1 1 - - 1-0 3 Inglaterra-Gana.......---
Panamá 1 - - 1 0-1 - Panamá-Croácia........---
Croácia 1 - - 1 2-4 - Panamá-Inglaterra.....---
Croácia-Gana..........---
Melhores Marcadores:
- 3 golos – Lionel Messi (Argentina)
- 2 golos – Elijah Just (Nova Zelândia); Erling Haaland (Noruega); Folarin Balogun (EUA); Harry Kane (Inglaterra); Kai Havertz (Alemanha); Kylian Mbappé (França); e Yasin Ayari (Suécia)
Mundial 2026 – Portugal – R. D. Congo
1-1
Diogo Costa, João Cancelo, Tomás Araújo, Renato Veiga, Nuno Mendes (72m – Nélson Semedo), João Neves, Vítor Ferreira “Vitinha” (83m – Gonçalo Ramos), Bernardo Silva (45m – Francisco Conceição), Bruno Fernandes, Pedro Neto (72m – Rafael Leão) e Cristiano Ronaldo
Lionel Mpasi-Nzau, Aaron Wan-Bissaka (85m – Gédéon Kalulu), Chancel Mbemba, Axel Tuanzebe, Steve Kapuadi, Fuka-Arthur Masuaku (74m – Joris Kayembe), Samuel Moutoussamy, Ngal’ayel Mukau (57m – Noah Sadiki), Edouard “Edo” Kayembe (74m – Charles Pickel), Cédric Bakambu (85m – Simon Banza) e Yoane Wissa
1-0 – João Neves – 6m
1-1 – Yoane Wissa – 45m
Cartões amarelos – Bernardo Silva (13m), Nélson Semedo (88m) e Tomás Araújo (90m); Chancel Mbemba (32m)
Árbitro – Abdulrahman Al-Jassim (Qatar)
NRG Stadium, Houston (12h00 / 18h00)
Na estreia portuguesa no Mundial, o resultado foi mau. Poderia ter sido pior; poderia ter sido melhor. Mas, pior que o resultado foi a exibição, completamente desinspirada.
Como ponto prévio, de enquadramento, deverá atentar-se que, dos 16 jogadores que alinharam pela equipa da R. D. Congo, somente três são naturais do país (os defesas centrais Mbemba e Tuanzebe, e Kayembe); sendo nada menos de oito os nascidos em França, para além de três originários da Bélgica. Por seu lado, quinze deles militam em clubes europeus (a única excepção é Banza, ex-Braga, actualmente no Al Jazira, nos Emiratos Árabes Unidos): destacam-se os contingentes de Inglaterra (cinco, no Newcastle, Sunderland, West Ham, Burnley e Watford) e de França (quatro jogadores, dois no Lille, Lens e Havre).
Isto dito, não se trata de uma selecção “qualquer”, mas, que, obviamente, não justifica que a turma nacional não tivesse tido a competência para se impor em termos do desfecho da partida.
Até porque, completados apenas os cinco minutos iniciais, Portugal logo se colocou em vantagem, num oportuno desvio de cabeça de João Neves, mais rápido (e melhor posicionado) que os defesas contrários. Esse golo não alterou a toada de jogo da formação congolesa, que persistiu remetida à sua zona recuada, oferecendo a iniciativa – e a bola – ao conjunto português. Os dados estatísticos eram avassaladores, quase a aproximar-se de 80% de posse bola, mas uma posse absolutamente estéril, com escasso número de remates à baliza.
A equipa nacional ter-se-á (mesmo que subconscientemente) mentalizado que outro(s) golo(s) acabariam por surgir, em contraponto à falta de criatividade que, sobre o relvado, ia evidenciando, notoriamente falha de dinâmica e intensidade, e com elementos que pareciam como que alheados do jogo, em que nada lhes saía bem (com exemplos mais evidentes nos péssimos desempenhos de Bernardo Silva, Nuno Mendes e João Cancelo). Do lado do opositor, o seu guarda-redes, Mpasi-Nzau, tinha uma tarde “descansada”, como porventura não imaginaria.
Há, necessariamente, que abordar ainda o “elefante na sala”: o grande problema que, hoje em dia, Cristiano Ronaldo representa, sem participação a nível de futebol associativo, sem o fulgor (físico e de explosão) que o caracterizou, e, objectivamente, ineficaz.
Cristiano não soube “sair a tempo”, com a ânsia dos records, e até nisso (do maior número de golos marcados na carreira) é bem provável que acabe também por vir a ser ultrapassado (a “breve prazo”, por Messi).
Ronaldo foi, neste desafio, quase que “um jogador a menos”… ou, pior, ao interpor-se, com um remate falhado, num lance em que a bola iria sobrar para Bruno Fernandes, muito melhor posicionado para visar a baliza. Na minha perspectiva, uma opção inconcebível para alinhar como titular, numa selecção com aspirações a fazer (boa) figura na prova.
Voltando ao colectivo, perante a exibição efectuada, suscita-se igualmente a interrogação: o que farão nos treinos?… Uma vez que não foi visível qualquer “trabalho de casa”, tal a falta de ligação entre sectores, parecendo cada um por si. E, também aqui, há um inevitável “bode expiatório”, Roberto Martínez.
E, naturalmente, à medida que o tempo ia passando, o conjunto congolês ia adquirindo maior confiança, começando, aqui e ali, a despontar, e a conseguir levar algumas investidas até ao sector defensivo contrário.
Estávamos a entrar já no último dos cinco minutos de tempo de compensação concedido pelo árbitro, quando, na sequência de um pontapé de canto, mas com uma jogada trabalhada, de alguma envolvência, a R. D. Congo chegou ao golo do empate, num lance em que, pela passividade demonstrada, não saindo dos postes, Diogo Costa também não poderá passar incólume, a par, claro está, dos centrais, que permitiram que Wissa tivesse todo o espaço disponível para visar com êxito a baliza.
Na segunda parte, o jogo continuou a arrastar-se, agora já sem uma tendência de “domínio” tão definida, sendo que o grupo africano ia ameaçando, a espaços, em mais de um par de ocasiões, poder tentar chegar de novo ao golo. O futebol estereotipado da equipa portuguesa, com insistentes lateralizações (e algumas vãs tentativas de cruzamento para a área), não dava sinais de uma reacção positiva, e, na realidade, o lance de maior perigo terá sido o tal em que a bola acabou por não chegar a Bruno Fernandes…
Se Portugal foi “superior” em termos de controlo de jogo, sim, claro. Se essa “superioridade” seria de molde a justificar a vitória, será decerto mais discutível.
Os sinais transmitidos são preocupantes, tanto mais que não se vislumbra, em Roberto Martínez (tradicionalmente muito conservador), o necessário “golpe de asa”, que permita à equipa ter outro tipo de desempenho, muito mais assertivo e efectivo, perante adversários que, tendencialmente, privilegiam o risco mínimo e a protecção da sua baliza.
Em qualquer caso, não passará pela cabeça de ninguém repetir um desempenho tão fraco, e, sobretudo, não ganhar o próximo jogo, frente ao Uzbequistão…
O Pulsar do Campeonato – Supertaça

(“O Templário”, 11.06.2026)
Tal como sucedera na época passada (entre Ferreira do Zêzere e Samora Correia), os dois confrontos realizados em semanas sucessivas entre os mesmos clubes, na final da Taça do Ribatejo e da Supertaça, voltaram a ter vencedor distinto. Se não houvera surpresa na Taça, ela ficou reservada para o reencontro entre o Campeão Distrital da I Divisão e o actual líder do Distrital da II Divisão, com o Moçarriense a conquistar o seu primeiro troféu de nível absoluto (depois de se ter sagrado já Campeão do escalão secundário por duas vezes: em 2017 e 2023).
A partida do passado sábado, disputada, como vem constituindo tradição, no Estádio Municipal Dr. Alves Vieira, em Torres Novas, não teve configuração muito distinta da realizada sete dias antes, em Fátima, com o Fazendense, naturalmente, a registar maior iniciativa e posse de bola.
Até ao intervalo o grupo das Fazendas teve três soberanas oportunidades, que, contudo, não conseguiu materializar – com destaque para as intervenções do guardião, Bernardo Piedade. Depois, à medida que o tempo ia decorrendo e o nulo subsistia, o Moçarriense foi acreditando cada vez mais nas suas possibilidades, enquanto, ao invés, o Fazendense ia perdendo intensidade.
Nuns dez minutos finais bem recheados de incidências, também a equipa da Moçarria se poderia lamentar de ter desperdiçado uma grande penalidade (defendida pelo guarda-redes, Diogo Sousa), tendo, por seu lado, o conjunto das Fazendas rematado ainda aos ferros da baliza contrária.
O solitário golo, que conferiu – pela primeira vez na história desta competição (em 32 edições já disputadas) – o triunfo de um emblema a militar na II Divisão Distrital, foi apontado a escassos dois minutos do termo do tempo regulamentar, com o jovem Afonso Zibaia a ser o “herói” que deixa o seu nome gravado na história do clube.
A agremiação dos arredores de Santarém, à beira de completar 70 anos de existência, e que, até à data, conta oito participações na divisão principal, todas elas nas duas últimas décadas (2006-07, 2011-12, 2012-13, 2015-16, 2017-18, 2019-20, 2020-21 e 2023-24 – tendo por melhor classificação o 9.º lugar em 2012), alcançou o ponto mais alto do seu palmarés desportivo.
Anota-se, desta forma, que, já há onze anos, nenhuma equipa consegue alcançar o “triplete” de troféus (Campeonato Distrital, Taça do Ribatejo e Supertaça Dr. Alves Vieira), desde que o Coruchense obteve tal proeza, em 2015; antes, outros cinco emblemas já o tinham realizado também: At. Riachense (2010); Monsanto (2004); Abrantes FC (2003); U. Rio Maior (2002); e Samora Correia (1994) – sendo que, desde que a Supertaça passou a ser disputada no final da época (a partir de 2018-19), ainda nenhum clube logrou conquistar as três provas em disputa.
Passa a ser o seguinte o resumo do Palmarés do futebol a nível distrital, desde a temporada inaugural, de 1924-25, até à época agora finda, de 2025-26, ao longo de mais de um século de competições (com um total de 37 clubes com troféus conquistados – 31 dos quais de Campeão Distrital; tendo sido 25 os vencedores da Taça do Ribatejo; e 17 os que ganharam já a Supertaça), com o Fazendense, mercê dos dois títulos este ano alcançados, a aproximar-se da liderança:

Nota – Não é consensual a “atribuição” dos títulos de “Campeão Distrital” nos primórdios, a qual varia consoante as fontes, desde logo, entre o que se encontra publicitado no site oficial da Associação de Futebol de Santarém e outras publicações da mesma entidade, assim como de investigadores como João Carlos Lopes (por último, no seu livro “O Futebol no Ribatejo e os 100 Anos do Torres Novas”) ou Frederico Trancoso (divulgada no blogue https://futebolarquivadopt.blogspot.com/) – até porque, em rigor, tal conceito não existiria então, sendo atribuídos títulos com base em diferentes modelos competitivos: relativos ao campeonato (da cidade) de Santarém; títulos da província do Ribatejo (por vezes enquadrados no âmbito do Campeonato Nacional da II Divisão); ou, mais simplesmente, jogos entre vencedores de “zonas” (inicialmente, entre os vencedores dos campeonatos de Santarém e da “Liga Tomarense”); até épocas (1939-40 a 1945-46) em que apenas a série de Santarém era designada de “I Divisão”.
São as seguintes as temporadas em que se constata a existência de dissensões (tendo sido retida, como hipótese de trabalho, nos casos em apreço, a lista publicada por João Carlos Lopes):

Por outro lado, se se considerar a extensão do âmbito de análise, também à conquista de troféus de âmbito nacional, teríamos, adicionalmente, os seguintes títulos por clube:

II Divisão Distrital – A 6.ª jornada ficou marcada por um importante triunfo (2-1) do Salvaterrense, na recepção ao Ouriquense, o que veio nivelar ainda mais as pontuações dos quatro primeiros classificados, agora concentrados num intervalo de somente dois pontos, faltando disputar ainda quatro rondas (tendo sido adiado o encontro entre Moçarriense e Vasco da Gama).
De facto – e pese embora tal jogo em atraso – Moçarriense e Salvaterrense repartem o comando, com doze pontos, seguidos de perto por Vasco da Gama e Ouriquense (dez pontos), sendo que, como sabido, apenas três destes emblemas virão a ser premiados com a subida de escalão.
Na fuga ao último lugar, Pego e U. Atalaiense empataram a zero, mantendo-se os pegachos no 5.º posto, com quatro pontos; e a formação da Atalaia no 6.º, tendo averbado o seu primeiro ponto.
Antevisão – Tendo sido agendada para o feriado de 10 de Junho a 7.ª ronda da fase final do Distrital da II Divisão, a prova avançará para a sua antepenúltima (8.ª) jornada, neste domingo, com os desafios: Salvaterrense-Moçarriense, Ouriquense-U. Atalaiense e Pego-Vasco da Gama. Nas duas rondas finais, calendarizadas para dias 21 e 28 de Junho, destaque para as partidas entre candidatos à subida: Vasco da Gama-Ouriquense (9.ª); e Ouriquense-Moçarriense (10.ª) – faltando também realizar (17 de Junho) o jogo em atraso entre Moçarriense e Vasco da Gama.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 11 de Junho de 2026)




