O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Meias-finais

(“O Templário”, 09.04.2026)
Em fim-de-semana de Páscoa, os campeonatos Distritais estiveram em pausa (apenas com a realização de dois jogos de acerto de calendário na divisão secundária, a par da antecipação de um outro encontro, do escalão principal), dando lugar à realização, na passada sexta-feira, da 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, tendo ambas as partidas tido desfecho idêntico (1-1), acabando por resultar no apuramento para a final das equipas do Fazendense e do Moçarriense.
O “Rei da Taça”, Fazendense, com um “record” de cinco troféus conquistados (em 2006, 2012, 2014, 2016 e 2022) disputará a sua sétima final (apenas tendo sido batido na primeira, no ano de 1989, por coincidência, pelo Vasco da Gama); quanto ao Moçarriense, emblema a militar nesta época na II Divisão Distrital, atinge o jogo decisivo da competição pela primeira vez no seu historial, sendo que, até agora, o melhor registo que obtivera fora a presença nos quartos-de-final, por três vezes (2006, 2010 e 2016), para além de dez outras participações nos 1/8 de final.
A turma das Fazendas disputou até agora, na presente edição, apenas quatro jogos, tendo vencido, dentro de campo, uma única vez, contando três igualdades: começou por empatar a zero em Coruche, na pré-eliminatória (impondo-se no desempate da marca de grande penalidade); beneficiou da falta de comparência do Cartaxo nos 1/8 de final, goleando o At. Pernes (5-0) nos quartos-de-final; por fim, nas meias-finais, ante o Mação, registou outros dois empates (ambos por 1-1) e, de novo, garantindo maior eficácia da marca dos onze metros.
Por seu turno, o Moçarriense, com um total de seis desafios realizados, averbou quatro triunfos, e dois empates: na fase de grupos, vitória por 2-0 em Salvaterra de Magos e goleada, também por 5-0, na recepção ao Caxarias; isento por sorteio na pré-eliminatória; foi “tomba-gigantes” nos 1/8 de final, indo ganhar aos Amiais por 2-0; repetiu o feito nos quartos-de-final, afastando o Torres Novas, no desempate por “penalties”, após 2-2 no final dos noventa minutos; nas meias-finais quebrou a invencibilidade do Vasco da Gama, vencendo por 2-1 em casa, empatando em Boleiros.
Destaques – Começando, então, pela “final antecipada”, entre os dois primeiros classificados do campeonato, depois da igualdade a uma bola em Mação, cabia ao Fazendense receber o rival. Não obstante, seria a formação maçaense a entrar melhor em jogo, assumindo a iniciativa e dominando em termos de posse de bola, mesmo que não tenha criado soberanas ocasiões de golo; contra a corrente do jogo, os donos da casa colocar-se-iam em vantagem à passagem do quarto de hora.
Acusando o tento sofrido, os visitantes passaram por fase de menor acerto posicional, tendo, a partir daí, proporcionado aos anfitriões, apostando em rápidas transições, diversas situações de perigo, mas – incluindo remate ao poste, defesas do guardião contrário e desacerto na finalização – também sem que o Fazendense tivesse conseguido “fechar o jogo” (e a eliminatória).
No segundo tempo, em que a intensidade, naturalmente, se foi reduzindo, os anfitriões tiveram ainda nova (tripla) oportunidade de marcar, com o “keeper” Afonso Pissarreira a grande nível. Por curiosidade, acabaria por ser o Mação a empatar, já nos minutos finais, levando a decisão para a marca de grande penalidade, com o Fazendense, então, com o pleno de eficácia, e o seu guarda-redes, André Cotovio, a defender uma das tentativas contrárias, garantindo a qualificação (5-3).
Num embate entre os dois emblemas que lideram, destacados, as séries da II Divisão Distrital, o Vasco da Gama – que regista 18 vitórias em 18 jogos disputados no campeonato –, exerceu, desde início, forte pressão, colocando-se em vantagem ante o Moçarriense logo aos cinco minutos, igualando a eliminatória. Contudo, não tendo ampliado o marcador, viria a ser penalizado com o golo que restabeleceu o empate (1-1), alcançado pelos visitantes à passagem da meia hora de jogo.
Na segunda parte o grupo da Moçarria reequilibrou a tendência do jogo, sabendo gerir a vantagem adquirida na eliminatória, em contraponto com alguma ansiedade dos homens da casa, que necessitavam de voltar a marcar, não tendo, todavia, o “placard” sofrido qualquer nova alteração.
I Divisão Distrital – Em encontro antecipado da 27.ª ronda, o Coruchense recebeu e bateu o Alcanenense por 2-1 – com todos os tentos apontados na meia hora inicial, tendo o grupo do Sorraia chegado a dispor de vantagem de dois golos –, o que proporcionou aos visitados reduzir para apenas três pontos a diferença entre ambos os concorrentes, na disputa pelo 5.º lugar.
II Divisão Distrital – Em prélio que se encontrava em atraso da 13.ª jornada, QT-SC Rio Maior e Salvaterrense empataram a uma bola, o que deixou os dois clubes mais longe de poderem aspirar ainda ao 3.º lugar, distando agora, respectivamente, seis e a cinco pontos do Forense.
Por seu turno, o Ferreira do Zêzere, recebendo o Caxarias, foi algo inesperadamente batido, por categórico 4-1 (e depois de até ter marcado primeiro), pouco mais lhe restando que remotas possibilidades matemáticas de apuramento para a fase final, devido ao atraso de oito pontos para o trio formado por At. Pernes, Caxarias e Pego. Os ferreirenses, ainda actuais Campeões Distritais em título, deverão ter de passar mais um ano no escalão inferior do futebol do Distrito.
Liga 3 – Na 8.ª ronda (primeira da segunda volta) da fase de apuramento de Campeão e de promoção à II Liga, o U. Santarém, deslocando-se a Mafra, deixou escapar a oportunidade de pontuar, tendo sofrido o golo decisivo já em tempo de compensação, saindo derrotado por tangencial 2-1. Este foi o sexto desaire dos escalabitanos, que averbaram apenas dois triunfos, precisamente ante este mesmo oponente, em casa, e na Trofa, ocupando a 7.ª (penúltima posição), só à frente do Trofense, já a distantes dez pontos do 3.º classificado, Académica; tendo o Amarante reforçado a liderança, dois pontos adiante do Belenenses (e três à maior face aos “estudantes”).
Campeonato de Portugal – Acabou por ser positiva a 24.ª jornada (antepenúltima) desta prova: o Fátima, recebendo o líder, V. Sernache, começou por inaugurar o marcador, logo na fase inicial, mas permitiu a reviravolta ao adversário, que chegou ao intervalo já em vantagem por 2-1; não se dando por vencidos, os fatimenses, porfiando, lograram chegar ao empate final (2-2) já dentro dos derradeiros cinco minutos, obtendo um ponto que poderá vir a revelar-se determinante nas contas finais (para já, no imediato, voltando a colocar o Fátima acima da “linha de água”).
Por seu turno, o Samora Correia, motivado pela goleada aplicada ao Peniche, jogando de novo no seu reduto, impôs-se “in extremis” ao Eléctrico de Ponte de Sor, ganhando por 2-1. Neste caso, foram os forasteiros a marcar primeiro, tendo os samorenses reposto o empate no início do segundo tempo. Mesmo tendo ficado em inferioridade numérica já no período de “descontos”, o Samora Correia conseguiria chegar ainda à vitória, mercê de uma grande penalidade, aos 90+6.
Tratava-se, aliás, de um confronto em que o empate não serviria a nenhum dos contendores, que, a ter subsistido, praticamente condenaria ambos à despromoção; tendo sido derrotado, o Eléctrico viu confirmado o regresso ao Distrital de Portalegre (tendo também o Lusitânia descido já).
A duas rondas do termo da fase regular, há cinco clubes envolvidos na luta pela permanência, apenas dois podendo ser “premiados”: o Peniche é 8.º, com 27 pontos, mais um que Fátima e Juv. Lajense (com vantagem dos fatimenses no desempate), estando o Marinhense (11.º) dois pontos mais abaixo, seguido pelo Samora Correia, ainda um ponto atrás (portanto, a três da “salvação”).
Antevisão – Na retoma do campeonato Distrital da I Divisão, com a realização da 24.ª jornada, destacam-se as seguintes partidas: Alcanenense-Porto Alto; Amiense-U. Tomar; e o clássico Torres Novas-Tramagal. Fazendense (deslocando-se ao Cartaxo) e Mação (visitado pelo Águias de Alpiarça) perfilam-se com grande dose de favoritismo nos respectivos compromissos.
Antes disso, agendado para esta quarta-feira (8 de Abril), para acerto de calendário, em embate de grande importância para a definição dos lugares cimeiros, o U. Tomar recebia o Fazendense.
No escalão secundário (20.ª ronda) realce para os seguintes desafios: o “derby” Forense-Marinhais; Glória do Ribatejo-QT-SC Rio Maior; At. Pernes-Pego; e U. Atalaiense-Caxarias.
Na Liga 3, o U. Santarém recebe o “lanterna vermelha”, Trofense, na expectativa de poder obter mais uma vitória. Na penúltima jornada do Campeonato de Portugal os clubes do Distrito enfrentam saídas de grau de dificuldade diferenciado, mas em que terão de procurar superar-se, para poder angariar pontos cruciais: o Fátima viaja até Ponte de Sor, onde encontrará o já despromovido Eléctrico; o Samora Correia visita Castelo Branco, com o Benfica local em luta pelo acesso à fase final (ocupa o 2.º posto, dois pontos acima da Naval e do Oliveira do Hospital).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Abril de 2026)
Liga Conferência – 1/4 de final (1.ª mão)
09.04.2026 - Shakhtar Donetsk – AZ Alkmaar 3-0 09.04.2026 - Crystal Palace – Fiorentina 3-0 09.04.2026 - Rayo Vallecano – AEK Athens 3-0 09.04.2026 - Mainz – Racing Strasbourg 2-0
Liga Europa – 1/4 de final (1.ª mão)
08.04.2026 - Sp. Braga – Betis 1-1 09.04.2026 - Freiburg – Celta de Vigo 3-0 09.04.2026 - FC Porto – Nottingham Forest 1-1 09.04.2026 - Bologna – Aston Villa 1-3
Liga dos Campeões – 1/4 de final (1.ª mão)
08.04.2026 - Paris Saint-Germain – Liverpool 2-0 07.04.2026 - Real Madrid – Bayern München 1-2 08.04.2026 - Barcelona – At. Madrid 0-2 07.04.2026 - Sporting – Arsenal 0-1
O Pulsar do Campeonato – 23ª Jornada

(“O Templário”, 02.04.2026)
Ao contrário do sucedido na semana anterior, desta feita todos os cinco primeiros da pauta classificativa saíram vencedores dos respectivos desafios, mesmo que, em alguns jogos, os triunfos tenham sido “arrancados a ferros” (em especial nos casos do Mação e do Torres Novas), não se podendo, aliás, dizer que algum deles tenha tido vida facilitada. Tudo “ficou na mesma”, excepto que passa a faltar menos uma jornada para o termo do campeonato, agora já com mais de metade da segunda volta cumprida, a entrar em contagem decrescente, para as sete rondas finais.
Por outro lado, enquanto o Fazendense se desembaraçou de mais um adversário em terreno alheio, os seus principais concorrentes na luta pelo título ficaram com menos um jogo em casa – pese embora até seja o grupo das Fazendas quem terá ainda mais deslocações a realizar (a Tomar, em partida em atraso; e ao Cartaxo, Entroncamento, Pontével e Amiais de Baixo); tendo o Mação de ir ainda a Tomar, Ourém e Coruche; e, a AREPA, com visitas a Alcanena, Mação e Ourém.
Destaques – A primeira nota de destaque vai, precisamente, para a vitória, averbada de modo categórico, goleando por 4-1, do Fazendense em Alpiarça, não obstante o nulo tivesse subsistido até ao intervalo. Um golo logo a abrir a segunda parte desbloqueou a contenda, tendo o líder chegado a 3-0, antes de, já nos minutos derradeiros, cada uma das equipas ter ainda marcado. Essa foi, também, uma das particularidades desta 23.ª ronda, com uma catadupa de golos no último quarto de hora (do total de 26 golos apontados, só seis haviam sido obtidos no primeiro tempo).
Bem mais difícil foi o triunfo do Torres Novas em Ourém, mercê de um solitário tento, mesmo ao “cair do pano”, quando se antecipava já que o nulo poderia prevalecer. Os torrejanos, continuando a realizar boa campanha, não desarmam na disputa por um lugar no pódio.
Também o Alcanenense foi a Tomar somar mais três pontos, firmando a 5.ª posição, beneficiando amplamente de apenas o Abrantes e Benfica ter também vencido, de entre as (onze) equipas que se posicionam abaixo na tabela. Num desafio bastante repartido, o conjunto de Alcanena só logrou chegar ao golo igualmente já dentro dos últimos dez minutos, e num lance de contra-ataque.
E, por curiosidade, os forasteiros até poderiam ter marcado logo no primeiro minuto, tendo, na metade inicial, rematado por duas vezes aos ferros da baliza tomarense. Recompondo-se, os unionistas obrigariam o guardião contrário a intervenções apertadas, para preservar as suas redes. Na segunda metade, a toada não se alterou substancialmente, com ocasiões de parte a parte, mas outra vez com o guarda-redes José Guilherme em maior destaque. Numa partida cujo desfecho poderia ter pendido para qualquer dos lados, talvez a repartição de pontos se pudesse ajustar.
Realce, por fim, para o entretido encontro entre Tramagal e Entroncamento AC, que se saldou por um empate a três golos, numa jornada em que três dos quatro últimos classificados somaram mais um “pontinho”, em qualquer caso, magro pecúlio face às respectivas necessidades – quando cresce o risco de poderem vir a ser quatro os clubes a despromover ao escalão secundário, no cenário em que Fátima e Samora Correia não consigam alcançar a manutenção no Nacional.
Os tramagalenses marcaram primeiro, tendo a turma da cidade ferroviária operado reviravolta ainda antes do descanso. No segundo tempo, seriam os donos da casa a passar o resultado de 1-2 para 3-2, acabando o Entroncamento AC por vir a repor a igualdade, já mesmo a findar a partida.
Surpresa – Não seria previsível, atendendo ao desempenho das duas equipas, que o Riachense conseguisse pontuar em Coruche, onde manteve o nulo até final. Com o Tramagal (que conta só cinco pontos – quatro deles nos últimos três jogos) prestes a ter a confirmação matemática da descida, o grupo dos Riachos (penúltimo) reduziu a um ponto a diferença face ao Cartaxo, continuando a três do Entroncamento AC, e – porventura inacessível – a nove do Pontével (12.º).
Confirmações – Os restantes três encontros registaram desfechos que confirmaram o favoritismo dos visitados, mas em que, numa das situações, a surpresa pareceu poder estar à espreita.
O caso mais simples foi o do Abrantes e Benfica, que goleou, com naturalidade, o Cartaxo, por 5-0 (2-0 ao intervalo), no que constitui a 11.ª derrota sucessiva dos cartaxeiros, cada vez mais ameaçados pela descida à II Divisão, não se afigurando provável que adreguem vir a recuperar.
No Porto Alto, a turma local impôs-se, também de acordo com a lógica, por 3-1 (com um “hat-trick” do melhor marcador do campeonato, Filipe Cabaço, que soma já 16 golos), ante o Pontével, que apenas obteve um ponto nas seis rondas mais recentes. Tal como ocorreu em Alpiarça, também neste jogo se chegou ao final da primeira parte sem golos. Depois de inaugurado o “placard”, a diferença mínima subsistiria ainda durante largo período, até à aceleração final: o 2-0 ao abeirar-se o último quarto de hora, e, igualmente, ainda um golo para cada emblema até final.
Resta tratar do Mação-Amiense, em que os donos da casa foram para o descanso em desvantagem, vendo complicar-se sobremaneira a sua tarefa, perante um oponente que tinha sido derrotado uma única vez nesta segunda volta (em casa, ante o Alcanenense). E o espectro de um inesperado desaire subsistiu até próximo do fim, altura em que os maçaenses, num último “forcing”, alcançaram, com dois golos de rajada (aos 83 e 84 minutos), a reviravolta, vindo ainda, já em tempo de compensação, a confirmar o triunfo, ampliando a contagem para 3-1. Perante as (grandes) dificuldades, o grupo local deu cabal “prova de vida”, mantendo-se colado à liderança.
II Divisão Distrital – Tal como na I Divisão, também os clubes de topo da tabela das duas séries saíram vitoriosos, pese embora com graus de dificuldade diferenciados: o Moçarriense, goleando em Rio Maior por assertivo 5-0, enquanto o Ouriquense teve de reverter o resultado, com dois tentos num minuto, acabando por ganhar por 3-2 em Marinhais; a Norte, o Vasco da Gama venceu no Espinheiro por 2-0. Na disputa pelo apuramento para a fase final, anotam-se os empates entre Salvaterrense e Forense (1-1) e Pego e U. Atalaiense (0-0), mais vantajosos para os visitantes. O Ferreira do Zêzere voltou a triunfar: depois da Atalaia, agora em casa, com o At. Pernes (4-2).
Restando três rondas (mas alguns jogos em atraso), está acesa a luta pela qualificação: a Sul, entre Forense (3.º com 39 pontos), Salvaterrense (33), Rio Maior e Glória do Ribatejo (32); a Norte, entre U. Atalaiense (2.º, com 37), At. Pernes e Pego (35), Caxarias (32) e Ferreira do Zêzere (27).
Liga 3 – Com a prova em pausa no passado fim-de-semana, realizou-se um único jogo, de acerto de calendário, que se encontrava em atraso desde a 2.ª jornada, colocando frente-a-frente os actuais líderes, Amarante e Académica, que se neutralizaram, empatando a uma bola, dispondo – no termo da primeira volta desta fase de apuramento de Campeão – de dois pontos de vantagem face ao Belenenses (3.º classificado) e já seis pontos à maior em relação ao 4.º, V. Guimarães “B”.
Campeonato de Portugal – Também em recuperação de partidas que se encontravam em atraso, o Fátima sofreu muito comprometedora derrota caseira, ante o Oliveira do Hospital por 2-0; em contraponto, o Samora Correia goleou o Peniche por 5-2, obtendo um triunfo que poderá ainda fazer alimentar a esperança. Também com três por rondas por disputar, a situação é delicada: os fatimenses são os primeiros abaixo da “linha de água” (10.º), a um ponto da Juv. Lajense e a dois do Peniche, enquanto os samorenses subiram ao 12.º posto, a seis pontos da zona de “salvação”.
Antevisão – O Distrital sofre breve interregno neste fim-de-semana, abrindo espaço à disputa – já esta sexta-feira – dos jogos da 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, com o Fazendense a receber o Mação (1-1 na 1.ª mão) e o Vasco da Gama a ter a visita do Moçarriense (tendo a turma da Moçarria vencido, em casa, por 2-1). Estão também agendados para 3 de Abril os prélios: Coruchense-Alcanenense (antecipado da 27.ª jornada da I Divisão Distrital); e QT-SC Rio Maior-Salvaterrense e Ferreira do Zêzere-Caxarias (em atraso, da 13.ª ronda do escalão secundário).
A contar para a 8.ª jornada (primeira da segunda volta) da fase final da Liga 3, o U. Santarém desloca-se a Mafra, para defrontar o “lanterna vermelha”. Quanto ao Campeonato de Portugal, realiza-se, no Sábado, a 24.ª (antepenúltima) ronda, com o Fátima a receber o líder, V. Sernache, cabendo ao Samora Correia ter a visita do penúltimo classificado, Eléctrico de Ponte de Sor.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Abril de 2026)
Mundial 2026 – Qualificação da Zona Europeia – Play-off (“Finais”)
A – Bósnia e Herzegovina – Itália – 1-1 (1-1 a.p.) (4-1 g.p.)
B – Suécia – Polónia – 3-2
C – Kosovo – Turquia – 0-1
D – Chéquia – Dinamarca – 1-1 (2-2 a.p.) (3-1 g.p.)
A Bósnia e Herzegovina integra o Grupo B da Fase Final do Mundial (com Canadá, Suíça e Qatar); a Suécia integra o Grupo F (com Países Baixos, Japão e Tunísia); a Turquia integra o Grupo D (com EUA, Austrália e Paraguai); e a Chéquia integra o Grupo A (com México, Coreia do Sul e África do Sul).
Haviam já garantido o apuramento directo para a fase final do Mundial 2026 os vencedores dos doze grupos de qualificação: Alemanha, Suíça, Escócia, França, Espanha, Portugal, Países Baixos, Áustria, Noruega, Bélgica, Inglaterra e Croácia.
O Pulsar do Campeonato – 22ª Jornada

(“O Templário”, 26.03.2026)
O 4.º e o 3.º classificados, Torres Novas e AREPA, teriam decerto a aspiração (que, aliás, ainda acalentarão) de poder chegar mais acima na pauta classificativa, porventura, até ao degrau mais alto do pódio; porém, num jogo “inflamado”, no qual acabaram por se neutralizar, ficaram mais longe desse desiderato, agora, respectivamente, a sete e a quatro pontos do novo guia (Fazendense), que, adicionalmente, poderá vir ainda a beneficiar do facto de manter uma partida em atraso, a disputar em Tomar (entretanto agendada, para a noite do próximo 8 de Abril).
Mas esta ronda foi ainda bem mais favorável à turma das Fazendas, uma vez que foi a única a sair vencedora de entre os anteriores seis primeiros da tabela, tendo aproveitado o deslize do comandante, Mação, em Alcanena, para recuperar a liderança, com um ponto de vantagem (e o tal jogo de “reserva”); de facto, para além das igualdades registadas nos embates entre 5.º e 1.º e entre 4.º e 3.º, o Águias de Alpiarça (até então 6.º classificado) foi derrotado nos Amiais de Baixo.
Destaques – A principal nota de destaque terá, pois, de ir para o empate a zero cedido pelo Mação ante o Alcanenense (tal como se registara, três semanas antes, em Torres Novas), o que – acrescendo às derrotas sofridas nos terrenos do Fazendense e do Porto Alto – denota bem as dificuldades que os maçaenses vêm patenteando no confronto directo com as outras quatro equipas do topo, frente às quais deixaram escapar treze dos quinze pontos até agora perdidos no campeonato (tendo averbado oito pontos, nos sete embates já realizados).
Em Torres Novas, a turma do Porto Alto logrou alargar – já para 22 jogos – a sua excelente série de invencibilidade, tendo somado o nono empate na prova. Os torrejanos por duas vezes se colocaram em vantagem (marcando aos quinze e aos 35 minutos); os forasteiros, outras tantas, de pronto restabeleceram a igualdade, por coincidência, de ambas as ocasiões, apenas seis minutos volvidos. Com 2-2 ao intervalo, antecipava-se uma segunda parte intensa, mas, não sendo possível manter o ritmo, o apetite pelo risco decresceu, e o “placard” acabaria por não se alterar até final.
O Fazendense, recebendo o Abrantes e Benfica, enfrentava talvez – mesmo que no seu terreno – um dos maiores obstáculos com que terá de se deparar até à conclusão do campeonato (sem esquecer que terá ainda de receber Torres Novas e Alcanenense e deslocar-se aos Amiais… e a Tomar). Mas, bastante afirmativo, tal como sucedera na semana anterior em Coruche, o grupo das Fazendas, ripostou de pronto ao tento inaugural dos abrantinos, operando a reviravolta no marcador em cerca de dez minutos, e tendo chegado ao intervalo já em vantagem de dois golos (3-1). Na segunda metade, teria ainda de sofrer, perante o cenário da vantagem mínima (tendo, entretanto, os visitantes reduzido a meio dessa etapa complementar, para 3-2), mas o mais importante foi assegurado, com a conquista de três preciosos pontos.
A última nota de realce vai para a notável vitória obtida pelo U. Tomar num reduto tradicionalmente difícil como o de Pontével, impondo-se por categórico 3-0, mesmo que o desfecho aparente maiores facilidades do que o que, efectivamente, se verificou dentro de campo. Cedo se tendo colocado em vantagem (logo ao segundo minuto), os nabantinos ampliariam para 2-0 à passagem dos dez minutos, firmando, desde logo, a forte possibilidade de êxito final.
No segundo tempo, porém, os anfitriões chegaram a assustar, podendo, caso tivessem concretizado um golo, de alguma forma ter mudado o rumo do desafio. As veleidades do Pontével seriam afastadas, todavia, ainda em fase relativamente prematura, com o terceiro tento unionista, fixando o desfecho que lhes confere o quarto triunfo em cinco jogos, agora somente a um ponto do sexto lugar… e a cinco do tal objectivo (5.º) declarado no início da temporada, posição ocupada precisamente pelo próximo adversário dos tomarenses, Alcanenense.
Confirmações – Numa jornada sem especiais surpresas, confirmou-se o favoritismo dos visitados, nos restantes quatro encontros, realçando-se, ainda assim, o regresso às vitórias por parte do At. Riachense, após uma série de cinco derrotas, e, em contraponto, o quinto desaire sucessivo do Entroncamento AC, para além da décima derrota consecutiva do Cartaxo.
Precisamente, o Coruchense, batendo os cartaxeiros por 3-0 – tendo, praticamente, entrado a ganhar, estabelecendo o resultado final ainda antes do intervalo – ascendeu à 6.ª posição, beneficiando do desaire sofrido (terceiro, nos últimos quatro jogos) pelo Águias de Alpiarça, perante o Amiense, com os visitados a levar a melhor, por 2-0, com um tento em cada parte.
O At. Ouriense, depois da vitória ante o Riachense, voltou a ganhar, agora por 2-0 (igualmente com um golo em cada metade, um a fechar o primeiro tempo, e outro antes da hora de jogo), na recepção ao Entroncamento AC, partilhando a formação de Ourém o 8.º posto com o U. Tomar.
No frente-a-frente, entre os dois últimos classificados, o At. Riachense, ainda com esperança na manutenção, não terá tido grandes dificuldades para se desembaraçar do já conformado Tramagal, triunfando por 3-0: os donos da casa marcaram mesmo à beira do descanso, confirmando a vantagem logo nos minutos iniciais da etapa complementar, fixando o resultado com cerca de meia hora decorrida no segundo tempo. Passando a somar 14 pontos, o conjunto dos Riachos reduziu para dois a diferença para o Cartaxo, e, para três, em relação ao Entroncamento AC – sendo, nesta altura, virtualmente, quatro os emblemas em posição de eventual descida.
II Divisão Distrital – Os factos mais relevantes da 18.ª ronda foram: o empate (2-2) no Ouriquense-Salvaterrense, com os visitados a recuperar de desvantagem de dois tentos; a estrondosa goleada (outro 10-0…) aplicada pelo At. Pernes à equipa “B” do Abrantes e Benfica; e, a inesperada derrota do vice-líder da Série B, U. Atalaiense, na recepção ao Ferreira do Zêzere: os ferreirenses chegaram ao 4-0, consentiriam ainda dois golos, acabando por golear por 5-2!
Taça do Ribatejo – Intercalada a meio da passada semana, disputou-se a 1.ª mão das meias-finais, com igualdade (1-1) no embate entre Mação e Fazendense; tendo, num confronto entre líderes da II Divisão, o Moçarriense quebrado a invencibilidade do Vasco da Gama (após um total de 21 jogos, com o pleno de 16 vitórias no campeonato, e só dois empates na Taça), ganhando por 2-1.
Liga 3 – O U. Santarém voltou a ser derrotado (1-0), na Póvoa de Varzim, mesmo “in extremis”: na conversão de uma grande penalidade, já aos oito minutos do tempo de compensação – tendo, desde modo, baixado à 6.ª posição, já a considerável distância (oito pontos) do 3.º classificado, Belenenses (e a nove do par da liderança, Académica e Amarante), no termo da primeira volta.
Campeonato de Portugal – Vai-se complicando a situação dos clubes do Distrito, derrotados na 23.ª ronda: o Fátima, por 2-0, em Cantanhede, pelo Marialvas; o Samora Correia, no campo do líder, V. Sernache, por tangencial 1-0. Com quatro jogos por disputar, os samorenses estão já a quase insuperáveis nove pontos da “linha de água”; tendo os fatimenses (mesmo que igualmente com um jogo em atraso) caído também em zona de despromoção, a um ponto da Juv. Lajense (vencedora face ao Lusitânia) e a dois do Peniche (8.º, este outrossim com um jogo a menos).
Antevisão – Na 23.ª jornada da I Divisão Distrital, as atenções estarão centradas nas partidas: Águias de Alpiarça-Fazendense; Mação-Amiense; e U. Tomar-Alcanenense (em que uma vitória dos nabantinos poderia ser determinante para avivar a “chama” da disputa pelo 5.º lugar).
Na divisão secundária, realce, a Sul, para os desafios: Marinhais-Ouriquense, QT-SC Rio Maior-Moçarriense, e mais um “derby” municipal, entre Salvaterrense e Forense. A Norte, destacam-se o Espinheirense-Vasco da Gama, Ferreira do Zêzere-At. Pernes e Pego-U. Atalaiense.
A Liga 3, tal como o Campeonato de Portugal, terão o respectivo curso regular em pausa, aproveitando-se o fim-de-semana para acerto de calendário: teremos um aliciante confronto entre os guias da Liga 3, Amarante-Académica, em atraso da 2.ª jornada; no quarto escalão (ronda 17), o Fátima recebe o Oliveira do Hospital, enquanto o Samora Correia terá a visita do Peniche.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Março de 2026)
Mundial 2026 – Qualificação da Zona Europeia – Play-off (“Meias-finais”)
Play-off A
Itália – I.Norte – 2-0
País de Gales – Bósnia e Herzegovina – 1-1 (1-1 a.p.) (2-4 g.p.)
Play-off B
Ucrânia – Suécia – 1-3
Polónia – Albânia – 2-1
Play-off C
Turquia – Roménia – 1-0
Eslováquia – Kosovo – 3-4
Play-off D
Dinamarca – Macedónia do Norte – 4-0
Chéquia – Irlanda – 2-2 (2-2 a.p.) (4-3 g.p.)
Os jogos das “Finais” dos play-off de qualificação para o Mundial, da Zona Europeia, agendados para o próximo dia 31 de Março, terão o seguinte alinhamento:
A – Bósnia e Herzegovina – Itália
B – Suécia – Polónia
C – Kosovo – Turquia
D – Chéquia – Dinamarca
Haviam já garantido o apuramento directo para a fase final do Mundial 2026 os vencedores dos doze grupos de qualificação: Alemanha, Suíça, Escócia, França, Espanha, Portugal, Países Baixos, Áustria, Noruega, Bélgica, Inglaterra e Croácia.
O Pulsar do Campeonato – 21ª Jornada

(“O Templário”, 19.03.2026)
A “notícia” da 21.ª jornada do Distrital foi a primeira vitória do Tramagal no campeonato, nesta temporada, no regresso ao escalão principal, após longo interregno de 18 épocas, de um clube histórico, com um palmarés dos mais ricos do Distrito. De resto, Mação e Porto Alto voltaram a golear; o Fazendense obteve crucial triunfo em Coruche; e, no “clássico dos clássicos”, o Torres Novas foi ganhar a Tomar, nivelando o “frente-a-frente” entre os dois emblemas: em 103 desafios entre ambos, os torrejanos passam a contar 41 vitórias, face a 42 dos unionistas (e vinte empates).
Destaques – Desta feita os últimos são os primeiros: o Tramagal, que, até então, havia averbado um único ponto (empate caseiro com o At. Riachense, na já distante 7.ª ronda), não só quebrou uma série extremamente negativa, de treze desaires consecutivos, como, por fim, se estreou a ganhar, impondo-se frente ao Cartaxo, por 2-1, com uma reviravolta nos últimos minutos. Os cartaxeiros ainda chegaram a colocar-se em vantagem, pouco antes da hora de jogo, mas, muito fragilizados, não conseguiram evitar que os tramagalenses marcassem por duas vezes, aos 87 e 93 minutos, comprometendo ainda mais os seus anseios à manutenção na I Divisão.
Antecipava-se que o Fazendense teria de enfrentar um sério desafio na deslocação a Coruche, ante um oponente que atravessa bom momento, tendo somado três triunfos e um único empate nas quatro rondas anteriores, sendo que os forasteiros não tinham logrado ainda vencer no Sorraia, em cinco partidas realizadas na última década. Pois, o grupo das Fazendas, muito focado, não vacilando perante o “deslize” caseiro da passada semana, ante o Porto Alto, fez questão de “tornar fácil” o que se afigurava difícil, tendo chegado ao intervalo já com vantagem de dois golos. Só mesmo a fechar o encontro o Coruchense reduziria para o 1-2 final, mas não evitando a derrota.
Não foi um jogo bonito o que U. Tomar e Torres Novas disputaram, que se saldou por um triunfo dos visitantes, por tangencial 1-0. Vindo de três triunfos nas três rondas anteriores, os nabantinos não conseguiram, no último domingo, impedir que os torrejanos, a disputar os lugares de topo da tabela, assumissem maior controlo, assente, desde logo, na solidez do seu sector recuado (defesa menos batida da prova, somente com dez golos sofridos). O solitário tento da partida foi apontado à beira do intervalo, na rápida marcação de um livre, aproveitando a desatenção contrária.
Na segunda parte, tendo os forasteiros ficado reduzidos a dez elementos desde cedo, os tomarenses disso procuraram tirar partido para restabelecer a igualdade, mas faltou-lhes discernimento, denotando alguma precipitação: um pouco mais de paciência e de calma na elaboração de lances ofensivos poderia ter gerado melhor efeito. É verdade que o grupo de Torres Novas, experiente, usou as armas de que dispunha, de modo a reduzir a fluidez do jogo, que se tornou numa disputa com muitas quezílias, acabando o União por ver também um seu jogador expulso, já em tempo de compensação. Pese embora os esforços, o resultado não se alterou.
Surpresas – Terão sido, com maior propriedade, duas “meias surpresas” as vitórias, alcançadas fora de portas, de Alcanenense (nos Amiais de Baixo) e de Abrantes e Benfica (em Alpiarça).
No que respeita ao Amiense-Alcanenense, um confronto entre vizinhos e rivais, registava-se a curiosidade de os donos da casa virem exercendo completa supremacia, tendo vencido todos os cinco encontros anteriores entre ambos em anos recentes, sem que o conjunto de Alcanena tivesse conseguido, sequer, obter um golo. Pois, desta vez, os visitantes conseguiram mesmo marcar esse golo, ainda no quarto de hora inicial, que lhes proporcionou saboroso triunfo – perante um adversário em boa fase, que contava quatro vitórias e um empate na segunda volta –, consolidando assim o seu 5.º lugar, beneficiando ainda da derrota dos três perseguidores mais próximos.
Quanto ao Águias de Alpiarça, denotando algum decrescendo de forma, somente com uma vitória nos seis jogos da segunda volta, foi derrotado por 1-2 por uma equipa do Abrantes e Benfica, que vinha tardando em alcançar regularidade no seu desempenho competitivo. Os alpiarcenses marcaram primeiro, próximo do intervalo; mas os abrantinos não acusaram o toque, e ripostaram, igualando a contenda antes de completado o primeiro quarto de hora da etapa complementar, vindo a culminar a reviravolta com o segundo tento, a quinze minutos do termo do desafio. Um desfecho que abre novos horizontes à turma de Abrantes (subindo do 12.º ao 10.º posto), agora a dois pontos do U. Tomar e At. Ouriense, e a três do Coruchense (7.º classificado).
Confirmações – Não houve “história” nos restantes três prélios da jornada: novas goleadas do Mação (5-1 ao Pontével) e do Porto Alto (4-0 ao Entroncamento AC); tendo o At. Ouriense batido o At. Riachense pela margem mínima, mercê de um único golo, apontado cerca dos vinte minutos.
II Divisão Distrital – A 17.ª jornada da Série A ficou marcada por uma rara coincidência de empates em todos os cinco jogos disputados (e, isto, porque não se realizou o QT-SC Rio Maior-Samora Correia “B”, por falta de comparência dos visitantes). Anota-se, ainda assim, as perdas de pontos dos dois primeiros classificados: o Moçarriense, não tendo desfeito o nulo na recepção ao Marinhais; o Ouriquense, com uma igualdade a duas bolas em Benavente, no que constitui já o terceiro empate sucessivo da turma de Vila Chã de Ourique.
A Norte, esteve prestes a acontecer “surpresa”, com o que poderia ter sido a primeira derrota do Vasco da Gama no campeonato, no Pego, tendo o comandante operado, “in extremis”, reviravolta no marcador (de 2-1 para 2-3, a seu favor) já nos derradeiros instantes (igualando aos 88 minutos, e só em tempo de compensação acabando por chegar ao seu 16.º triunfo em 16 jogos)!
Liga 3 – A fase final, de apuramento de Campeão e de promoção à Segunda Liga, vem-se revelando de índice competitivo muito exigente, tendo o U. Santarém sofrido o quarto desaire em seis rondas, desfeiteado, no seu reduto, por um dos guias, Amarante. Os escalabitanos adiantaram-se, e mantiveram mesmo a vantagem até à entrada dos derradeiros dez minutos, ocasião em que consentiram o empate, vindo a sofrer o golo decisivo em cima do final do tempo regulamentar.
O comando é partilhado por Académica e Amarante (com um jogo a menos, entre ambos, em atraso da 2.ª ronda), com doze pontos, mais um que o Belenenses, seguindo-se o V. Guimarães “B”, um ponto mais abaixo, repartindo o U. Santarém (seis pontos) o 5.º lugar com o Varzim.
Campeonato de Portugal – A 22.ª jornada foi aziaga para os clubes do Distrito, ambos derrotados, em casa, por igual marca (0-1): o Fátima, recebendo a Naval 1893 (3.º), não conseguiu ripostar ao golo apontado pelos figueirenses à passagem dos vinte minutos; por seu turno, o Samora Correia deixou escapar um ponto, ante o Marialvas (7.º), mesmo ao “cair do pano”.
Sendo que, quer fatimenses, quer samorenses (com um jogo em atraso), têm ainda cinco encontros por disputar, a situação vai-se complicando, em especial no caso do Samora, já a oito pontos do último classificado acima da “linha de água”, justamente o Fátima (que dispõe de muito escassa margem, de dois pontos, face aos dois mais directos perseguidores, Marinhense e Juv. Lajense).
Antevisão – O “jogo grande” da 22.ª ronda coloca frente-a-frente o 4.º e o 3.º classificados, separados por três pontos, com o Torres Novas a receber o Porto Alto; o Mação não esperará tarefa fácil na visita a Alcanena, também o Fazendense estando em alerta, mesmo actuando no seu terreno, ante o Abrantes e Benfica. Por seu lado, o U. Tomar visita o Sul do Distrito (Pontével).
Na II Divisão, realce para o embate Ouriquense-Salvaterrense (2.º e 4.º classificados da Série A), assim como para o desafio entre Vasco da Gama e Caxarias (5.º da Série B).
A fechar a 1.ª volta da fase final da Liga 3, o U. Santarém desloca-se à Póvoa de Varzim, para defrontar precisamente o rival com o qual partilha a posição. No Campeonato de Portugal, aproximando-se a hora das decisões, Fátima e Samora Correia enfrentam deslocações difíceis: no caso dos fatimenses, viajam até Cantanhede, para defrontar o Marialvas, sendo importante pontuar; para os samorenses, parece começar a perspectivar-se uma “missão (quase) impossível”, de longada até Cernache do Bonjardim, onde encontrarão o guia destacado da série, V. Sernache.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Março de 2026)
Liga Conferência – 1/8 de final (2.ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Shakhtar Donetsk - Lech Poznań 1-2 3-1 4-3 Sparta Praha - AZ Alkmaar 0-4 1-2 1-6 AEK Larnaca - Crystal Palace 1-1 (1-2ap) 0-0 1-2 Raków Częstochowa - Fiorentina 1-2 1-2 2-4 Rayo Vallecano - Samsunspor 0-1 3-1 3-2 AEK Athens - Celje 0-2 4-0 4-2 Mainz - Sigma Olomouc 2-0 0-0 2-0 Racing Strasbourg - Rijeka 1-1 2-1 3-2
O alinhamento dos jogos dos 1/4 de final, agendados para dias 9 e 16 de Abril, será o seguinte:
Shakhtar Donetsk – AZ Alkmaar Crystal Palace – Fiorentina Rayo Vallecano – AEK Athens Mainz – Racing Strasbourg



