Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins – 2026
Tem hoje início, em Assunção (Paraguai), a 47.ª edição do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, o qual passou, deste há quatro edições, a ser disputado em novos moldes, integrado nos “Jogos Mundiais de Patinagem” da Federação Internacional de “Roller Sports” (FIRS), os quais englobam ainda provas de patinagem artística, “freestyle”, patins em linha, velocidade e “skateboarding”, entre outras.
Neste novo modelo competitivo, vigente desde 2017, o Campeonato Mundial é disputado, numa primeira fase, por oito selecções, repartidas em dois grupos de quatro equipas.
As restantes equipas (registando-se apenas seis participantes nesta edição – África do Sul, Austrália, Áustria, Brasil, Colômbia e México) disputam o designado “Intercontinental Championship”.
Assim, na primeira fase do Mundial de Hóquei em Patins, os 8 países participantes foram repartidos nos seguintes grupos:
- Grupo A – Espanha, Itália, Portugal e Suíça (respectivamente 1.º, 3.º, 4.º e 7.º classificados na edição anterior)
- Grupo B – Argentina, França, Angola e Chile (respectivamente 2.º, 5.º, 6.º e 9.º classificados na edição anterior)
Nas 46 edições anteriores, Portugal sagrou-se Campeão do Mundo por 16 vezes (1947, 1948, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1960, 1962, 1968, 1974, 1982, 1991, 1993, 2003 e 2019); tendo sido entretanto superado pela Espanha, que soma 18 títulos (1951, 1954, 1955, 1964, 1966, 1970, 1972, 1976, 1980, 1990, 2001, 2005, 2007, 2009, 2011, 2013, 2017 e 2024); a Argentina foi Campeã por 6 vezes (1978, 1984, 1995, 1999, 2015 e 2022); a Itália conquistou 4 títulos (1953, 1986, 1988 e 1997); e, por fim, a Inglaterra foi 2 vezes Campeã Mundial, nas duas edições inaugurais da competição (1936 e 1939).
À excepção da edição disputada em 2007 na Suíça, a selecção de Portugal conseguiu alcançar um lugar de honra em todas as edições da prova; para além dos 16 títulos de Campeã do Mundo, foi vice-campeã mundial por 11 vezes (1951, 1953, 1954, 1964, 1966, 1970, 1972, 1990, 1995, 2017 e 2022); classificou-se em 3.º lugar em 15 ocasiões (1936, 1939, 1955, 1976, 1978, 1980, 1984, 1986, 1988, 1999, 2005, 2009, 2011, 2013 e 2015); apenas por 4 vezes não atingiu o pódio, quedando-se na 4.ª posição (1997, 2001 e 2024), e em 6.º lugar (em 2007).
Prémio Nobel da Economia – 2026
O prémio Nobel da Economia 2026 foi hoje atribuído a Robert E. Hall e Michael Woodford (EUA), “pelo estudo das bases microeconómicas da estabilização macroeconómica”.
O Pulsar do Campeonato – 4ª Jornada

(“O Templário”, 08.10.2026)
Não há memória de um início de temporada similar – pelo menos nos últimos quinze anos, nunca se tinha chegado à quarta jornada do Distrital da I Divisão com três clubes com o pleno de vitórias! O mais aproximado tinha sido o arranque da época de 2019-20 (a qual não viria a chegar ao seu termo, devido à pandemia), mas, na ocasião, só com dois clubes a atingir o pleno de doze pontos.
No que respeita, em específico, ao U. Tomar, é preciso recuar até 2005-06 para encontrar quatro triunfos consecutivos na abertura do campeonato (pese embora, então, na II Divisão Distrital); no escalão principal, a única ocasião em que os unionistas haviam tido tal êxito fora há mais de oito décadas, na época de 1942-43, tendo os tomarenses vencido os sete primeiros desafios da prova, mas integrando uma série (“Zona Norte”) sem os clubes da região de Santarém.
Isto dito, “quem de quatro tira um”, a novidade da semana foi o facto de o Mação ter deixado de integrar o grupo de líderes, dado não ter conseguido ir além do nulo na deslocação a Coruche – pelo que subsistem agora, no lote de comandantes, Torres Novas, U. Tomar e Samora Correia.
Destaques – Comecemos, pois, por realçar o embate entre Coruchense e Mação, dois emblemas históricos, com aspirações aos lugares cimeiros, no qual os maçaenses, dispondo de superiores argumentos, não conseguiram, porém, materializar em golos (e pontos) tal supremacia. Foi, aliás, o grupo do Sorraia que teve a primeira soberana oportunidade para marcar, numa primeira parte repartida. Na segunda metade, os forasteiros intensificaram a pressão – em busca de um tento que acabaria por não chegar –, forçando os anfitriões a recuar linhas, mas sem efeito prático, o que resultou, portanto, nos primeiros pontos cedidos pelo Mação.
O Samora Correia, despromovido do Nacional na temporada finda, mantém a sua caminhada segura, neste regresso ao Distrital, tendo ido vencer à Moçarria por 2-0, desfecho alcançado com tentos seguidos, apontados no quarto de hora inicial da segunda metade do desafio. Recorde-se que o Moçarriense tinha sido também batido, no seu reduto, pelo Mação, por tangencial 0-1.
Em evidência esteve também o Porto Alto, que, depois do deslize caseiro na estreia, somou terceira vitória sucessiva, carimbada igualmente em terreno alheio, em Alpiarça, tendo operado reviravolta no marcador, com dois tentos num intervalo de quinze minutos (aos 51 e 65), após a formação do Águias ter começado por se adiantar à passagem da meia hora de jogo. O conjunto alpiarcense passou, agora, a ser o único que soma por derrotas as rondas já disputadas, todas elas pela diferença mínima (três vezes por 1-2, para além de um 0-1).
Realce ainda, por fim, para o Torres Novas, de novo a assumir a posição de comandante (pela diferença de golos): não só preserva as suas redes invioladas (à semelhança do que sucede também com o Mação), como passou a totalizar onze golos marcados, após bater, sem apelo nem agravo, por categórico 3-0, o Amiense, até então ainda invicto: os torrejanos abriram o activo aos 18 minutos, confirmaram a vantagem logo no recomeço, sentenciando o resultado aos 72 minutos.
Surpresa – O desfecho menos expectável do passado fim-de-semana ocorreu em Ourém, com o empate a três bolas entre At. Ouriense e Entroncamento AC – e a surpresa poderia ter sido maior, dado que os visitados só em tempo de compensação lograram evitar a derrota. Foi uma partida de cariz incomum, não só pelas sucessivas cambiantes, como, essencialmente, pelo “festival” de auto-golos, nada menos de três!
O grupo oureense praticamente entrou a ganhar, mercê de um tento na própria baliza, por parte da equipa da cidade ferroviária, logo no minuto inicial. A turma do Entroncamento ripostou de pronto, igualando apenas com cinco minutos jogados. O segundo auto-golo, ainda na primeira metade da etapa inicial do encontro, possibilitou aos forasteiros a reviravolta no marcador. O At. Ouriense viria a empatar a meio do segundo tempo, voltando os visitantes à superioridade já dentro dos dez minutos derradeiros. Aos 93, o terceiro auto-golo igualou a contenda (3-3), o que proporcionou aos homens da casa averbar o primeiro ponto no campeonato.
Confirmações – Os desfechos dos outros três confrontos enquadram-se nas expectativas.
Começando pelo U. Tomar, depois de três triunfos em terreno alheio, estreou-se a jogar em casa, mas numa “casa emprestada”, na Atalaia. Recebendo adversário mais valoroso, o Alcanenense, os nabantinos estabeleceram o que viria a ser o resultado final logo ao segundo minuto! Pelo tempo fora, o jogo foi decorrendo na gestão entre a tentativa de alcançar margem mais segura, e, a partir de dada fase da partida, a de minimizar o risco, procurando preservar a vantagem. Por seu turno, a turma de Alcanena não conseguiria levar efectivo perigo junto das redes contrárias.
E se as quatro vitórias na abertura desta temporada constituem já registo sem paralelo no historial do União (pelo menos no presente formato da competição), haverá séries triunfais mais difíceis de alcançar: desde logo, as cinco vitórias obtidas sob o comando técnico de Marco Marques em 2022-23 (época em que os tomarenses se sagraram Campeões Distritais); mas, porventura mais inatingíveis serão os registos alcançados pelos treinadores Filipe Pinto e Mário Ruas (11 triunfos consecutivos, respectivamente em 2021-22 e em 1997-98), com o “record” absoluto a pertencer a Vítor Esmoriz, com um total de 14 vitórias (11 nas últimas onze jornadas do Distrital de 1987-88, a que se somaram outras três no arranque do Nacional da III Divisão, de 1988-89)!
Em Abrantes, “pé ante pé”, o conjunto local, alcandorou-se à 6.ª posição (mesmo que em igualdade pontual com Amiense e Entroncamento AC), mercê da vitória obtida ante o Ouriquense, por 4-2. A formação da casa chegou ao intervalo já com confortável diferencial de dois golos, que reporia (após os visitantes terem reduzido) a meio da segunda parte, tendo inclusivamente ampliado para 4-1 à beira dos minutos finais, antes de os forasteiros fixarem o “placard” em 4-2, já no período de descontos. Com um total de 14 golos sofridos (todos eles consentidos nas três últimas partidas), o Ouriquense denota clara necessidade de se reorganizar dentro de campo.
As turmas do Pontével e Vasco da Gama “dividiram” os pontos (tendo os pontevelenses averbado também o primeiro ponto na competição): os forasteiros marcaram à passagem dos vinte minutos, tendo os donos da casa estabelecido o marcador final (1-1) mesmo a fechar a primeira parte.
Taça do Ribatejo – Concluiu-se, no passado Domingo, a “fase de grupos” da Taça do Ribatejo, tendo sido vencedores de cada uma das seis séries os seguintes clubes: Pego, Salvaterrense, U. Almeirim, Ac. Santarém, Tramagal e Glória do Ribatejo. A estes juntar-se-ão os quatro melhores de entre os 2.º classificados (em cálculos de alguma complexidade, excluindo-se os resultados obtidos ante os 4.º classificados das Séries 1 a 5), ainda por confirmar por parte da Associação de Futebol de Santarém, mas que se projecta serem: Vilarense, Forense, Bairrense e Benavente.
Na ronda decisiva, nos confrontos directos entre Bairrense-Académica de Santarém e Glória do Ribatejo-Caxarias, os escalabitanos levaram a melhor, por 3-1, garantindo o 1.º lugar, o mesmo se tendo verificado em relação à equipa da Glória do Ribatejo, tendo vencido, neste caso, por 2-0. A maior surpresa terá sido a eliminação do Ferreira do Zêzere, inesperadamente goleado (2-5), no seu próprio terreno, pelo Vilarense.
Antevisão – Destaca-se, na 5.ª jornada da I Divisão Distrital, o aliciante desafio entre Mação e Torres Novas, os dois clubes ainda sem qualquer golo sofrido. As partidas Amiense-U. Tomar e Porto Alto-Coruchense concitam também atenções; enquanto o Samora Correia recebe o Águias.
No arranque do campeonato do escalão secundário, realce para os seguintes prélios: U. Almeirim-Ac. Santarém, Ferreira do Zêzere-Pego e At. Riachense-U. Atalaiense.
Na Liga 3, o U. Santarém recebe o Lusitano de Évora. No Campeonato de Portugal, o Fátima tem a visita do “lanterna-vermelha”, Nazarenos, cabendo ao Fazendense visitar a Malveira.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Outubro de 2026)
Prémio Nobel da Paz – 2026
O prémio Nobel da Paz 2026 foi hoje atribuído a Navanethem “Navi” Pillay (África do Sul), “pelos seus esforços para promover a paz e o direito internacional”.
Prémio Nobel da Literatura – 2026
O prémio Nobel da Literatura 2026 foi hoje atribuído a Anne Carson (Canadá), “pela sua obra ousada e inventiva que, em diálogo lúdico com a tradição clássica, criou novas formas para a literatura contemporânea”.
Em Portugal foram editados vários dos seus livros, nomeadamente: A Beleza do Marido; Águalisa; Autobiografia do Vermelho; Eros, o Amargo e Doce; Homens nas Horas Vagas; Vidro, Ironia e Deus.
Prémio Nobel da Química – 2026
O prémio Nobel da Química 2026 foi hoje atribuído aos investigadores Henri B. Kagan (França) e Kenso Soai (Japão) pela “pela descoberta de efeitos não lineares e autocatálise em síntese orgânica assimétrica”.
Liga das Nações da UEFA – 2026/27 – 4.ª Jornada
LIGA A
Grupo 1 – França-Bélgica – 4-1 / Itália-Turquia – 3-1
1º França, 10; 2º Itália, 7; 3º Bélgica, 6; 4º Turquia, 0
Grupo 2 – Grécia-Alemanha – 0-0 / Países Baixos-Sérvia – 2-1
1º Países Baixos e Grécia, 8; 3º Alemanha, 5; 4º Sérvia, 0
Grupo 3 – Croácia-Espanha – 1-2 / Inglaterra-Chéquia – 3-0
1º Espanha, 12; 2º Inglaterra, 9; 3º Croácia, 3; 4º Chéquia, 0
Grupo 4 – Portugal-Noruega – 2-1 / País de Gales-Dinamarca – 0-1
1º Portugal, 12; 2º Dinamarca, 6; 3º Noruega e País de Gales, 3
Os dois primeiros classificados de cada um dos grupos qualificam-se para os 1/4 de final, a disputar em Março de 2027. Os dois melhores dos 3.º classificados garantem a manutenção na Liga A, disputando os outros dois o “play-off” de manutenção/promoção com um dos 2.º classificados da Liga B. Os dois melhores dos 4.º classificados disputarão também esse “play-off”, enquanto os restantes dois serão despromovidos à Liga B (edição de 2028/29 – a partir da qual os concorrentes passarão a ser repartidos em três Ligas de 18 países cada).
Prémio Nobel da Física – 2026
O prémio Nobel da Física 2026 foi hoje atribuído a Francis Halzen (Bélgica) “por contribuições decisivas para o Observatório de Neutrinos IceCube e para a descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica”.
Prémio Nobel da Medicina – 2026
O prémio Nobel da Medicina 2026 foi hoje atribuído a Karl Deisseroth (EUA), Peter Hegemann e Georg Nagel (Alemanha), “pela sua investigação sobre canais iónicos sensíveis à luz e optogenética”.
Portugal – Noruega (Liga das Nações – 4.ª Jornada)
Portugal – Diogo Costa, João Cancelo (63m – Diogo Dalot), Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes, João Palhinha (62m – Rúben Neves), Vítor Ferreira “Vitinha” (86m – Bernardo Silva), Francisco Conceição, João Félix (90m – Nuno Tavares), Bruno Fernandes (90m – Francisco Trincão) e Gonçalo Ramos
Noruega – Egil Selvik, Fredrik Aursnes, Kristoffer Ajer, Leo Østigård, David Møller Wolfe, Martin Ødegaard, Sander Berge, Patrick Berg (87m – Thelonious “Thelo” Aasgaard), Andreas Schjelderup, Antonio Nusa (74m – Oscar Bobb) e Erling Haaland (67m – Jørgen Strand Larsen)
0-1 – Kristoffer Ajer – 36m
1-1 – João Cancelo – 38m
2-1 – Gonçalo Ramos – 79m
Cartões amarelos – João Cancelo (12m), Francisco Conceição (86m) e Bruno Fernandes (88m)
Cartão vermelho – Francisco Conceição (86m)
Árbitro – Maurizio Mariani (Itália)
Necessitando apenas de empatar para garantir, desde já – ainda com duas rondas por disputar – o apuramento para os quartos-de-final, a selecção nacional não teve um desempenho ao nível do registado na Dinamarca, mas fez o “q.b.” para, não só pontuar, como, inclusivamente, somar a quarta vitória noutros tantos jogos.
Ainda assim, voltou a mostrar sentido de colectivo, o que, por paradoxal que possa parecer, não deixa de permitir às individualidades libertar-se para alcançar maior rendimento.
A Noruega marcou primeiro, com um fantástico golo de Ajer, num impetuoso remate, pleno de potência e colocação, em arco (“banana”), ao poste mais distante, sem hipóteses para Diogo Costa.
E, uma vez mais, tal como sucedera nos dois encontros anteriores, Portugal ripostaria de pronto, com João Cancelo a não querer ficar atrás do seu colega de sector recuado (da equipa contrária), com um pontapé de primeira, da meia-lua, directo para o fundo da baliza.
Depois de João Félix ter marcado nos três primeiros jogos, Gonçalo Ramos marcaria também nos últimos três desafios, a partir do momento em que assumiu a titularidade como “ponta-de-lança”, desta feita, por curiosidade, com uma execução “à Cristiano Ronaldo”, de forma muita oportuna, a “encostar” para as redes.
Tal como na partida da “primeira volta”, a Noruega voltou a mostrar-se mais ameaçadora que a Dinamarca, o que, aliás, levara já Jesus a proceder a alguns ajustamentos pontuais, para reforçar a agressividade da equipa a nível defensivo. Mas, se tivemos que sofrer, a criatividade dos sectores mais adiantados desequilibraria a contenda a nosso favor.



