Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Midtjylland – Benfica

MidtjyllandMidtjylland – Elías Rafn Ólafsson, Henrik Dalsgaard, José “Juninho” Carlos Júnior, Mads Thychosen, Joel Andersson, Raphael Onyedika, Evander Ferreira (45m – Oliver Sørensen), Paulo Victor da Silva “Paulinho” (87m – Nikolas Dyhr), Anders Dreyer (69m – Gustav Isaksen), Pione Sisto (76m – Edward Chilufya) e Sory Kaba (70m – José Francisco dos Santos Júnior “Brumado”)

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (75m – Alexander Bah), Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández, João Mário (89m – Diego Moreira), Rafael “Rafa” Silva (45m – Henrique Araújo), Francisco “Chiquinho” Machado (78m – Diogo Gonçalves) e Gonçalo Ramos (45m – Roman Yaremchuk)

0-1 – Enzo Fernández – 23m
0-2 – Henrique Araújo – 56m
1-2 – Pione Sisto – 63m
1-3 – Diogo Gonçalves – 88m

Cartões amarelos – Raphael Onyedika (69m); Gonçalo Ramos (29m) e Rafael “Rafa” Silva (40m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Com o triunfo na eliminatória já praticamente selado em Lisboa, Roger Schmidt optou por manter o “onze” que tinha iniciado o jogo da 1.ª mão, apenas com a alteração forçada decorrente da lesão de Neres, substituído por Chiquinho, como que a mostrar a “seriedade” com que este desafio foi encarado.

Naturalmente disputado a ritmo menos intenso, o Benfica controlou sempre o jogo, acabando por repetir a vitória, de forma relativamente tranquila.

Já depois de Gonçalo Ramos não ter conseguido êxito num cabeceamento, o argentino Enzo Fernández – após combinação com o mesmo Gonçalo – marcaria o seu terceiro golo em outros tantos encontros oficiais disputados ao serviço do clube, colocando a sua equipa em vantagem.

Os dinamarqueses, actuando em casa (ainda que “emprestada”), revelando-se mais inconformados, não abdicaram de procurar chegar ao golo, tendo beneficiado de duas ocasiões flagrantes, na sequência de falhas da defesa contrária, a primeira delas negada por Vlachodimos, tendo, depois, Evander falhado incrivelmente.

Fazendo a gestão física do plantel, o técnico benfiquista começaria, logo ao intervalo, a fazer a rotação, colocando em campo Henrique Araújo e Yaremchuk.

E seria o próprio Henrique Araújo – recente Campeão Europeu e grande figura da equipa que conquistou a “Youth League” – a ampliar a contagem, apenas cerca de dez minutos depois de entrar no jogo, dando a melhor sequência a cruzamento de João Mário. Faltava ainda mais de meia-hora para o final, mas o parcial agregado de 6-1 era clarificador.

O Benfica passou a gerir o tempo, possibilitando ao Midtjylland, para, outra vez por intermédio de Pione Sisto, marcar o seu “ponto de honra”, numa recarga, depois de um primeiro remate de Sory Kaba à trave.

O vice-campeão da Dinamarca poderia inclusivamente ter marcado de novo, mas, já próximo do termo da partida, Diogo Gonçalves, com um portentoso remate, restabeleceria a diferença de dois golos, em mais uma importante vitória para o Benfica, numa eliminatória que soube tornar bastante fácil.

Segue-se o D. Kyiv, último obstáculo a superar no trajecto para a fase de grupos da Liga dos Campeões – por curiosidade o primeiro adversário em tal fase, na edição da temporada anterior –, desta feita com a formação ucraniana a ter de realizar os seus jogos em casa na Polónia.

9 Agosto, 2022 at 10:10 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Benfica – Midtjylland

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Nicolás Otamendi, Felipe Silva “Morato”, Alejandro “Álex” Grimaldo, Florentino Luís, Enzo Fernández, João Mário, David Neres (86m – Francisco “Chiquinho” Machado), Rafael “Rafa” Silva (79m – Henrique Araújo) e Gonçalo Ramos (79m – Roman Yaremchuk)

MidtjyllandMidtjylland – Elías Rafn Ólafsson, Henrik Dalsgaard, Erik Sviatchenko, José “Juninho” Carlos Júnior, Nikolas Dyhr (62m – Paulo Victor da Silva “Paulinho”), Joel Andersson (67m – Mads Thychosen), Oliver Sørensen, Charles Matos (78m – Chris Kouakou), Anders Dreyer (45m – Edward Chilufya), Pione Sisto e Sory Kaba (67m – Gustav Isaksen)

1-0 – Gonçalo Ramos – 17m
2-0 – Gonçalo Ramos – 33m
3-0 – Enzo Fernández – 40m
4-0 – Gonçalo Ramos – 61m
4-1 – Pione Sisto (pen.) – 78m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (22m) e Felipe Silva “Morato” (77m)

Árbitro – Alejandro Hernández (Espanha)

Para jogo de estreia da temporada, não foi nada mau… O resultado final acaba, até, por “saber a pouco”.

O Benfica defrontou um adversário com muitas limitações, que, no entanto, até começaria por surpreender com a sua postura “atrevida” em campo, podendo até ter inaugurado o marcador, ainda antes do quarto de hora de jogo, não fosse Pione Sisto, isolado, ter rematado ao lado.

Mas a dupla David Neres-Gonçalo Ramos desbloquearia algum estado de ansiedade da formação benfiquista, com o jovem avançado a dar a melhor sequência, com um remate de cabeça – com notável sentido de antecipação –, à forma como o brasileiro se desenvencilhara da defesa contrária.

Uma combinação que praticamente repetiriam, passados outros 16 minutos, desde logo proporcionando a tranquilidade que advinha da confiança de que a vitória no jogo não escaparia… assim como na eliminatória.

Tudo corria pelo melhor, o que seria exponenciado, ainda antes do final da primeira metade, com João Mário, num canto, a servir atrasado (com a bola a meia-altura) para excelente gesto técnico, de primeira, “enchendo o pé”, de Enzo Fernández, que se estreava a marcar.

Insaciável, o Benfica voltou para o segundo tempo querendo ampliar a vantagem, mas Gonçalo Ramos passaria, então, um período perdulário, falhando duas ou três oportunidades, a primeira delas, soberana, logo aos dois minutos.

Já depois de Neres ter rematado, com estrondo, à trave, Gonçalo chegaria mesmo ao “hat-trick”, noutro lance de grande craveira técnica – pese embora beneficiando de alguma passividade da defesa dinamarquesa -, recebendo a bola (assistência de Rafa) em plena área, rodando e rematando sem apelo para o fundo da baliza.

Dando alguns sinais de menor frescura nos derradeiros minutos, o Benfica concederia ao Midtjylland, na sequência de uma grande penalidade (apontada “à Panenka”), a sancionar contacto de Morato, reduzir o marcador para uma diferença que não espelha o que se passou dentro de campo, perante a notória superioridade da equipa portuguesa.

A inspiração de David Neres e Gonçalo Ramos, bem secundados por exibição segura de Enzo Fernández, terá deixado já definida a equipa que seguirá em frente, para o play-off. Ainda assim, há um jogo para disputar, e ganhar, na próxima semana, na Dinamarca.

2 Agosto, 2022 at 9:55 pm Deixe um comentário

Jonas Vingegaard vence o “Tour de France”

Numa das mais disputadas edições do “Tour” dos últimos anos, o vencedor nos dois anos precedentes viu-se destronado do lugar mais alto do pódio, pelo dinamarquês Jonas Vingegaard, a confirmar plenamente o poderio de que já dera mostras no ano passado, ocasião em que, apesar de ter começado por trabalhar em prol do seu chefe-de-fila, Primož Roglič, terminaria a prova no 2.º posto.

Este ano, não obstante Pogačar tenha chegado a vestir o “maillot jaune”, as posições inverteram-se, com Vingegaard – curiosamente, numa volta que teve o seu início em Copenhaga, na Dinamarca – a revelar-se mais forte na montanha, e, inclusivamente, no contra-relógio final, no qual apenas foi superado pelo também colega de equipa e jovem prodígio, o belga Wout van Aert (que chegou igualmente a liderar a geral, entre a 2.ª e a 5.ª etapa).

O esloveno venceu a 6.ª e a 7.ª etapas, tendo, nessa altura (até à 10.ª etapa), envergado a camisola amarela, mas nunca conseguindo ir além de 39 segundos de vantagem face a Vingegaard. Este triunfaria então na 11.ª etapa – tendo deixado, nesse dia, Pogačar distanciado quase a três minutos – e assumindo a liderança, que não mais deixaria até final (dando-se ainda ao “luxo” de chegar 51 segundos atrasado na etapa da consagração, em Paris).

No balanço geral, três vitórias em etapas para Pogačar e van Aert, tendo Vingegaard ficado bem satisfeito com os seus dois triunfos (o último, em Hautacam, numa etapa em que sofrera múltiplos ataques do rival, beneficiando também da inestimável ajuda do belga, a colocar ponto final na dúvida sobre o vencedor da prova). O dinamarquês foi também o vencedor do prémio da montanha, com Wout van Aert a ganhar a camisola verde.

Destaque ainda para o 3.º lugar de Geraint Thomas; e para Alexey Lutsenko, o único – à parte os dois primeiros – a repetir a presença no “Top 10” (depois do 7.º lugar do ano passado).

Com a desistência forçada de Ruben Guerreiro (por doença), Nélson Oliveira foi o único português a chegar a Paris, obtendo, ainda assim, uma posição razoável na classificação geral final.

Classificação geral final:

1.º Jonas Vingegaard (Dinamarca) – Jumbo – Visma – 79h 33′ 20”
2.º Tadej Pogačar (Eslovénia) – UAE Team Emirates – a 02′ 43”
3.º Geraint Thomas (Grã-Bretanha) – Ineos Grenadiers – a 07′ 22”
4.º David Gaudu (França) – Groupama – FDJ – a 13′ 39”
5.º Aleksandr Vlasov (Rússia) – Bora – Hansgrohe – a 15′ 46”
6.º Nairo Quintana (Colômbia) – Team Arkea – Samsic – a 16′ 33”
7.º Romain Bardet (França) – Team DSM – a 18′ 11”
8.º Louis Meintjes (África Sul) – Intermarché – Wanty – Gobert Matériaux – a 18′ 44”
9.º Alexey Lutsenko (Cazaquistão) – Astana – Qazaqstan Team – a 22′ 56”
10.º Adam Yates (Grã-Bretanha) – Ineos Grenadiers – a 24′ 52”

52.º Nelson Oliveira – Movistar Team – a 2h 57′ 39”

É a seguinte a lista completa dos vencedores da maior prova de ciclismo mundial:

  • 5 vitórias – Jacques Anquetil (1957, 1961, 1962, 1963 e 1964), Eddy Merckx (1969, 1970, 1971, 1972 e 1974), Bernard Hinault (1978, 1979, 1981, 1982 e 1985) e Miguel Indurain (1991, 1992, 1993, 1994 e 1995);
  • 4 vitórias – Christopher Froome (2013, 2015, 2016 e 2017)
  • 3 vitórias – Philippe Thys (1913, 1914 e 1920), Louison Bobet (1953, 1954 e 1955) e Greg Lemond (1986, 1989 e 1990)
  • 2 vitórias – Lucien Petit-Breton (1907 e 1908), Firmin Lambot (1919 e 1922), Ottavio Bottecchia (1924 e 1925), Nicolas Frantz (1927 e 1928), André Leducq (1930 e 1932), Antonin Magne (1931 e 1934), Sylvère Maes (1936 e 1939), Gino Bartali (1938 e 1948), Fausto Coppi (1949 e 1952), Bernard Thévenet (1975 e 1977), Laurent Fignon (1983 e 1984), Alberto Contador (2007 e 2009) e Tadej Pogačar (2020 e 2021);
  • 1 vitória – Maurice Garin (1903), Henri Cornet (1904), Louis Trousselier (1905), René Pottier (1906), François Faber (1909), Octave Lapize (1910), Gustave Garrigou (1911), Odile Defraye (1912), Léon Scieur (1921), Henri Pélissier (1923), Lucien Buysse (1926), Maurice De Waele (1929), Georges Speicher (1933), Romain Maes (1935), Roger Lapébie (1937), Jean Robic (1947), Ferdi Kubler (1950), Hugo Koblet (1951), Roger Walkowiak (1956), Charly Gaul (1958), Federico Bahamontes (1959), Gastone Nencini (1960), Felice Gimondi (1965), Lucien Aimar (1966), Roger Pingeon  (1967), Jan Janssen (1968), Luis Ocaña (1973), Lucien Van Impe (1976), Joop Zoetemelk (1980), Stephen Roche (1987), Pedro Delgado (1988), Bjarne Riis (1996), Jan Ullrich (1997), Marco Pantani (1998), Oscar Pereiro (2006), Carlos Sastre (2008), Andy Schleck (2010), Cadel Evans (2011), Bradley Wiggins (2012), Vincenzo Nibali (2014), Geraint Thomas (2018), Egan Bernal (2019) e Jonas Vingegaard (2022).

A competição não se disputou nas épocas das duas Guerras Mundiais (1915 a 1918 e 1940 a 1946). Foram anuladas as classificações (7 vitórias) de Lance Armstrong nas edições de 1999 a 2005.

24 Julho, 2022 at 10:00 pm Deixe um comentário

Liga das Nações da UEFA – 2022/23 – 4.ª Jornada

LIGA A

Grupo 1 – Dinamarca-Aústria – 2-0 / França-Croácia – 0-1

1.º Dinamarca, 9; 2º Croácia, 7; 3º Áustria, 4; 4º França, 2

Grupo 2 – Espanha-R. Checa – 2-0 / Suíça-Portugal – 1-0

1.º Espanha, 8; 2º Portugal, 7; 3º R. Checa, 4; 4º Suíça, 3

Grupo 3 – Inglaterra-Hungria – 0-4 / Alemanha-Itália – 5-2

1.º Hungria, 7; 2º Alemanha, 6; 3º Itália, 5; 4º Inglaterra, 2

Grupo 4 – Países Baixos-País Gales – 3-2 / Polónia-Bélgica – 0-1

1.º Países Baixos, 10; 2º Bélgica, 7; 3º Polónia, 4; 4º País Gales, 1

Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA, prevista realizar em Junho de 2023. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2024/25).

A Liga das Nações apenas será retomada, para disputa das duas últimas rondas da fase de grupos, a partir do próximo dia 22 de Setembro.

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14 Junho, 2022 at 9:42 pm Deixe um comentário

Suíça – Portugal (Liga das Nações – 4.ª Jornada)

Suíça Suíça – Jonas Omlin, Silvan Widmer (45m – Renato Steffen), Manuel Akanji, Nico Elvedi, Ricardo Rodríguez (79m – Leonidas Stergiou), Remo Freuler, Granit Xhaka, Djibril Sow (79m – Michel Aebischer), Xherdan Shaqiri (21m – Noah Okafor), Breel Embolo (65m – Steven Zuber) e Haris Seferović

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Danilo Pereira, Nuno Mendes, Bruno Fernandes (74m – Mattheus Nunes), Rúben Neves (82m – Ricardo Horta), Otávio (45m – Gonçalo Guedes), Rafael Leão (62m – Diogo Jota), Vitinha (62m – Bernardo Silva) e André Silva

1-0 – Haris Seferović – 1m

Cartões amarelos – Silvan Widmer (34m) e Jonas Omlin (80m); Danilo Pereira (13m) e João Cancelo (59m)

Árbitro – Fran Jović  (Croácia)

Bastou um golo de Seferović, ainda antes de completado o minuto inicial da partida, para a configuração do grupo de Portugal ter mudado bastante, com a Espanha a assumir a liderança, o que deverá ditar a necessidade de a equipa portuguesa derrotar os espanhóis, na derradeira ronda desta fase de apuramento, para poder qualificar-se para a “Final Four”.

Entrando a perder, a selecção nacional não conseguiria, durante toda a primeira parte, assentar o jogo, de forma a poder impor a sua superioridade técnica. Na segunda metade, perante uma já inofensiva equipa da Suíça, Portugal insistiu bastante na tentativa de ataque à baliza contrária, mas acabaria por se impor a segurança defensiva, em especial com o guardião Omlin a negar uma “mão cheia” de oportunidades de golo aos avançados portugueses, também desinspirados na finalização.

O desfecho – que vem complicar bastante as contas – acaba por ser um castigo pesado para a inoperância atacante da turma portuguesa, em contraponto à grande eficácia suíça. A Liga das Nações apenas será retomada em Setembro, com Portugal a passar a necessitar, agora, de empatar na R. Checa e ganhar à Espanha, em casa.

12 Junho, 2022 at 10:02 pm Deixe um comentário

Liga das Nações da UEFA – 2022/23 – 3.ª Jornada

LIGA A

Grupo 1 – Aústria-França – 1-1 / Dinamarca-Croácia – 0-1

1.º Dinamarca, 6; 2º Áustria e Croácia, 4; 4º França, 2

Grupo 2 – Portugal-R. Checa – 2-0 / Suíça-Espanha – 0-1

1.º Portugal, 7; 2º Espanha, 5; 3º R. Checa, 4; 4º Suíça, 0

Grupo 3 – Inglaterra-Itália – 0-0 / Hungria-Alemanha – 1-1

1.º Itália, 5; 2º Hungria, 4; 3º Alemanha, 3; 4º Inglaterra, 2

Grupo 4 – Países Baixos-Polónia – 2-2 / País Gales-Bélgica – 1-1

1.º Países Baixos, 7; 2º Bélgica e Polónia, 4; 4º País Gales, 1

Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA, prevista realizar em Junho de 2023. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2024/25).

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11 Junho, 2022 at 9:43 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Final da Taça do Ribatejo

(“O Templário”, 09.06.2022)

O Fazendense sagrou-se vencedor da “Prova Rainha” da Associação de Futebol de Santarém, a Taça do Ribatejo, ao superar (no desempate da marca de grande penalidade) na Final o Abrantes e Benfica, conquistando o seu quinto troféu – quarto nas últimas dez edições –, destacando-se ainda mais como clube com maior número de triunfos nesta competição.

Destaque – Tendo concluído o campeonato num assertivo 3.º lugar – impondo ao novo Campeão (Rio Maior) a única derrota sofrida em toda a temporada, ganhando igualmente, no seu reduto, ao vice-campeão (U. Tomar) – o Fazendense perfilava-se como favorito para esta final, perante uma formação do Abrantes e Benfica que, aquém das expectativas, se quedara por modesta 9.ª posição no Distrital.

No Domingo, outra vez em horário matinal (início do desafio pelas 11 horas), em Santarém, no Campo Chã das Padeiras, estavam decorridos apenas os dez minutos iniciais quando os abrantinos se colocaram em vantagem no marcador. Mas os homens das Fazendas ripostaram de pronto, restabelecendo a igualdade somente mais um quarto de hora volvido.

Num jogo repartido, com alternância de momentos de superioridade de cada uma das equipas, o desfecho podia ter pendido para um ou outro lado, mas o “placard” acabaria por não se alterar até final da segunda parte, ainda assim com o Fazendense a parecer mais satisfeito com o resultado.

Não estando prevista no regulamento a realização de prolongamento, avançou-se de imediato para o desempate da marca de grande penalidade: ambas as formações falharam a respectiva segunda tentativa, permitindo a defesa aos jovens guardiões Ricardo Canais e João Sardinha, tendo, portanto, a primeira série de cinco remates terminado com um empate a 4-4. No sexto pontapé do Abrantes e Benfica, Sardinha conseguiu nova defesa, com a bola a ressaltar para o poste, dando início à festa dos homens das Fazendas, que assim consumavam a vitória (5-4).

Ausente da final desde 2016, o Fazendense – que, para chegar a esta partida decisiva, eliminara o Porto Alto e o Benavente (em ambos os casos ganhando por 2-1, em terreno alheio), assim como, nos quartos-de-final, o vencedor do campeonato, Rio Maior (também no desempate da marca de grande penalidade), e, nas meias-finais, o Amiense – repete as conquistas de 2012, 2014 e 2016 (a que soma ainda a vitória alcançada na edição de 2006).

No palmarés da competição, após as 44 edições entretanto concluídas, o emblema das Fazendas de Almeirim soma agora, pois, cinco títulos conquistados, seguido por um quarteto (constituído por Tramagal, Riachense, Amiense e Coruchense), cada um com três troféus, e um pequeno “pelotão” de sete clubes, cada qual com duas vitórias na Taça do Ribatejo.

O Fazendense acompanhará assim o U. Tomar (para além de U. Santarém, Coruchense e Rio Maior – clubes que disputarão o Campeonato de Portugal) na próxima edição da Taça de Portugal, formando o contingente em representação do Distrito.

Campeonato de Portugal – Numa Final, disputada no sábado no Estádio do Jamor, bastante mais desequilibrada do que seria expectável, o Paredes sagrou-se Campeão, goleando o Fontinhas (vencedor da Zona Sul) por categórico 4-0, tirando partido de, praticamente, ter entrado a ganhar, inaugurando o marcador longo nos segundos iniciais – vindo a ampliar a marca com mais três tentos averbados no segundo tempo (o último deles, aliás, já em período de compensação).

As equipas do Paredes, Länk Vilaverdense, Fontinhas e Moncarapachense (dois primeiros de cada uma das séries da fase final) garantiram a promoção à Liga 3, para a próxima época, de 2022-23 – subsistindo ainda pendente a confirmação da atribuição de uma eventual quinta vaga de subida ao Belenenses (3.º classificado da Zona Sul), por presumível impedimento de inscrição do Cova da Piedade em provas de âmbito nacional.

Antevisão – Para concluir a temporada a nível distrital restam apenas por disputar – para além da Supertaça Dr. Alves Vieira (que é retomada, após dois anos de interrupção), agendada já para o feriado, de dia 10 de Junho, colocando frente-a-frente o Campeão, Rio Maior, e o vencedor da Taça, Fazendense – as três últimas rondas da fase final do campeonato da II Divisão, agendadas para os próximos dias 12, 16 e 19 de Junho.

Com o Águias de Alpiarça isolado na liderança, dispondo de vantagem de três pontos sobre o Entroncamento AC, e de uma importante margem, já de cinco pontos, em relação a Moçarriense e Fátima, são, pois, ainda quatro os candidatos, em acesa disputa pelas três vagas disponíveis de promoção ao escalão principal.

Os alpiarcenses, sob o comando técnico de Jorge Peralta, poderão até, desde já, carimbar a subida à I Divisão Distrital (campeonato de que estão arredados há quinze épocas) no próximo fim-de-semana, caso confirmem o favoritismo que lhes é creditado, na recepção ao Espinheirense, e venham a somar os três pontos em jogo.

Por seu lado Moçarriense e Entroncamento AC terão um embate de crucial importância na definição do posicionamento final, enquanto o Fátima procurará manter-se também na discussão, para o que será importante ganhar no terreno do Forense.

Nas duas derradeiras jornadas sobressaem ainda os seguintes três confrontos, entre candidatos, nos quais tudo se deverá decidir: Fátima-Moçarriense, Entroncamento AC-Águias de Alpiarça (9.ª ronda) e, a fechar esta fase de apuramento de Campeão, o Águias de Alpiarça-Fátima.

Quanto ao “Pulsar do Campeonato”, após um total de 300 artigos publicados, ao longo de quase dez anos (desde Novembro de 2012), entrará agora em período de “férias”…

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Junho de 2022)

10 Junho, 2022 at 10:00 am Deixe um comentário

Portugal – R. Checa (Liga das Nações – 3.ª Jornada)

Portugal Portugal – Diogo Costa, João Cancelo, Pepe, Danilo Pereira, Raphaël Guerreiro, Gonçalo Guedes (88m – João Palhinha), William Carvalho (68m – Bruno Fernandes), Rúben Neves (88m – João Moutinho), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva (68m – Vitinha) e Diogo Jota (80m – Rafael Leão)

R. Checa R. Checa – Jindřich Staněk, David Zima, Jakub Brabec, Aleš Matějů (80m – Alex Král), Vladimír Coufal, Tomáš Souček, Michal Sadílek, Milan Havel (45m – Václav Jemelka), Ondřej Lingr (45m – Jakub Pešek), Adam Hložek (73m – Adam Vlkanova) e Jan Kuchta (45m – Václav Jurečka)

1-0 – João Cancelo – 33m
2-0 – Gonçalo Guedes – 38m

Cartões amarelos – William Carvalho (3m), Cristiano Ronaldo (52m), Rafael Leão (87m) e João Cancelo (90m); Tomáš Souček (24m) e Aleš Matějů (35m)

Árbitro – Matej Jug (Eslovénia)

Noutro bom jogo da selecção portuguesa – mesmo que sem a consistência exibicional do desafio anterior ante a Suíça – ficam, em especial, na retina, as excelentes assistências de Bernardo Silva, a combinar na perfeição com João Cancelo, primeiro, e Gonçalo Guedes, depois. Dois momentos de grande perfume do futebol de Bernardo, hoje por hoje, um dos melhores futebolistas do Mundo.

De resto, os dois golos de Portugal foram marcados, em termos de tempo decorrido, praticamente a “papel químico” do que sucedera com a Suíça (nesse caso, os dois tentos de Cristiano Ronaldo, segundo e terceiro da equipa nacional), desta vez com um intervalo de cinco minutos, ditando, praticamente, o que viria a ser o desfecho da partida.

Finda a primeira volta do torneio, Portugal encontra-se em posição privilegiada, destacado na liderança, e tendo defrontado já a Espanha em terreno alheio. Mas, claro, a margem é ainda estreita, continuando também os espanhóis a depender de si próprios – sendo que, para além de receber a Espanha, caberá à formação portuguesa deslocar-se, na segunda volta, à Suíça e à R. Checa.

9 Junho, 2022 at 9:36 pm Deixe um comentário

Liga das Nações da UEFA – 2022/23 – 2.ª Jornada

LIGA A

Grupo 1 – Aústria-Dinamarca – 1-2 / Croácia-França – 1-1

1.º Dinamarca, 6; 2º Áustria, 3; 3º França e Croácia, 1

Grupo 2 – R. Checa-Espanha – 2-2 / Portugal-Suíça – 4-0

1.º Portugal e R. Checa, 4; 2º Espanha, 2; 4º Suíça, 0

Grupo 3 – Alemanha-Inglaterra – 1-1 / Itália-Hungria – 2-1

1.º Itália, 4; 2º Hungria, 3; 3º Alemanha, 2; 4º Inglaterra, 1

Grupo 4 – Bélgica-Polónia – 6-1 / País Gales-Países Baixos – 1-2

1.º Países Baixos, 6; 2º Bélgica e Polónia, 3; 4º País Gales, 0

Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”) desta competição da UEFA, prevista realizar em Junho de 2023. O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2024/25).

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8 Junho, 2022 at 9:49 pm Deixe um comentário

Portugal – Suíça (Liga das Nações – 2.ª Jornada)

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Danilo Pereira, Nuno Mendes, Otávio (77m – Rafael Leão), William Carvalho (84m – Mattheus Nunes), Rúben Neves (77m – João Palhinha), Cristiano Ronaldo, Diogo Jota (67m – Ricardo Horta) e Bruno Fernandes (67m – Bernardo Silva)

Suíça Suíça – Gregor Kobel, Kevin Mbabu, Fabian Schär, Fabian Frei, Ricardo Rodríguez (62m – Noah Okafor), Djibril Sow (81m – Mario Gavranović), Granit Xhaka, Renato Steffen (69m – Mattia Bottani), Xherdan Shaqiri (69m – Remo Freuler), Jordan Lotomba e Haris Seferović (62m – Breel Embolo)

1-0 – William Carvalho – 15m
2-0 – Cristiano Ronaldo – 35m
3-0 – Cristiano Ronaldo – 39m
4-0 – João Cancelo – 68m

Cartões amarelos – Bruno Fernandes (32m); Fabian Schär (14m), Renato Steffen (49m) e Breel Embolo (80m)

Árbitro – Orel Grinfeeld (Israel)

A equipa portuguesa entrou mal no jogo, parecendo como que perdida dentro de campo, a correr atrás da bola, nos dez minutos iniciais, tendo começado mesmo por sofrer um susto, estavam apenas decorridos cinco minutos, quando Seferović  introduziu a bola na baliza de Rui Patrício; porém, o golo não seria validado, por contacto com a mão de um jogador suíço, antes da finalização do avançado do Benfica.

O golo de William Carvalho – muito oportuno, a fazer a recarga a um livre apontado por Cristiano Ronaldo, com um remate potente, que, com a bola a passar pela barreira, o guarda-redes defendera com dificuldade, deixando-a, contudo, escapar para a sua frente –, à passagem do quarto de hora, viria transfigurar tudo.

A partir daí a formação nacional ganhou confiança, em contraponto a um conjunto helvético, que, algo descompensado, ia abrindo espaços. Os dois golos de Cristiano Ronaldo, obtidos em menos de cinco minutos, foram apenas uma pequena parte das inúmeras oportunidades de que Portugal beneficiou, para poder ter alcançado um resultado (ainda mais) histórico.

Na segunda parte o rumo da partida não se alteraria, sempre com a selecção portuguesa mais perto de ampliar a vantagem, do que a suíça de chegar ao golo e, por essa via, poder esboçar uma tentativa de reentrar no jogo.

Mas, naturalmente, o ritmo baixaria, a intensidade seria menor, com o resultado a fixar-se num 4-0, que é, ainda assim, notável, frente a um adversário cuja característica distintiva é precisamente a consistência defensiva – coroando uma das melhores exibições da equipa nacional em anos recentes.

5 Junho, 2022 at 9:37 pm Deixe um comentário

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