Mundial 2026 – 1/4 de final – Resultados
09.07.2026 (21h00) - França - Marrocos 2-0 10.07.2026 (20h00) - Espanha - Bélgica 2-1
11.07.2026 (22h00) - Noruega - Inglaterra (a.p. - 1-1) 1-2 12.07.2026 (02h00) - Argentina - Suíça (a.p. - 1-1) 3-1
Melhores Marcadores:
- 8 golos – Kylian Mbappé (França); e Lionel Messi (Argentina)
- 7 golos – Erling Haaland (Noruega)
- 6 golos – Harry Kane (Inglaterra); e Jude Bellingham (Inglaterra)
- 5 golos – Ousmane Dembélé (França)
- 4 golos – Ismaïla Sarr (Senegal); Julián Quiñones (México); Mikel Oyarzabal (Espanha); e Vinícius Júnior (Brasil)
- 3 golos – Brian Brobbey (Países Baixos); Charles De Ketelaere (Bélgica); Cody Gakpo (Países Baixos); Cristiano Ronaldo (Portugal); Deniz Undav (Alemanha); Elijah Just (Nova Zelândia); Folarin Balogun (EUA); Ismael Saibari (Marrocos); Johan Manzambi (Suíça); Jonathan David (Canadá); Kai Havertz (Alemanha); Matheus Cunha (Brasil); Raúl Jiménez (México); Romelu Lukaku (Bélgica); e Yoane Wissa (R. D. Congo)
É o seguinte o alinhamento dos jogos das 1/2 finais:
- 14.07.2026 (20h00) – França – Espanha (Arlington – Dallas)
- 15.07.2026 (20h00) – Inglaterra – Argentina (Atlanta)
Mundial 2026 – 1/8 de final – Resultados
04.07.2026 (22h00) - Paraguai - França 0-1 04.07.2026 (18h00) - Canadá - Marrocos 0-3 06.07.2026 (20h00) - Portugal - Espanha 0-1 07.07.2026 (01h00) - EUA - Bélgica 1-4
05.07.2026 (21h00) - Brasil - Noruega 1-2 06.07.2026 (01h00) - México - Inglaterra 2-3 07.07.2026 (17h00) - Argentina - Egipto 3-2 07.07.2026 (21h00) - Suíça - Colômbia (4-3 gp) 0-0
Melhores Marcadores:
- 8 golos – Lionel Messi (Argentina)
- 7 golos – Erling Haaland (Noruega); e Kylian Mbappé (França)
- 6 golos – Harry Kane (Inglaterra)
- 4 golos – Ismaïla Sarr (Senegal); Jude Bellingham (Inglaterra); Julián Quiñones (México); Mikel Oyarzabal (Espanha); Ousmane Dembélé (França); e Vinícius Júnior (Brasil)
- 3 golos – Brian Brobbey (Países Baixos); Cody Gakpo (Países Baixos); Cristiano Ronaldo (Portugal); Deniz Undav (Alemanha); Elijah Just (Nova Zelândia); Folarin Balogun (EUA); Ismael Saibari (Marrocos); Johan Manzambi (Suíça); Jonathan David (Canadá); Kai Havertz (Alemanha); Matheus Cunha (Brasil); Raúl Jiménez (México); Romelu Lukaku (Bélgica); e Yoane Wissa (R. D. Congo)
É o seguinte o alinhamento dos jogos dos 1/4 de final:
- 09.07.2026 (21h00) – França – Marrocos (Foxborough – Boston)
- 10.07.2026 (20h00) – Espanha – Bélgica (Inglewood – Los Angeles)
- 11.07.2026 (22h00) – Noruega – Inglaterra (Miami Gardens)
- 12.07.2026 (02h00) – Argentina – Suíça (Kansas City)
Mundial 2026 – Portugal – Espanha
0-1
Diogo Costa, João Cancelo (71m – Diogo Dalot), Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes (56m – Nélson Semedo), João Neves, Vítor Ferreira “Vitinha” (83m – Bernardo Silva), Pedro Neto (83m – Francisco Conceição), Bruno Fernandes, João Félix (71m – Rafael Leão) e Cristiano Ronaldo
Unai Simón, Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte, Marc Cucurella, Rodrigo “Rodri” Hernández, Daniel “Dani” Olmo (85m – Mikel Merino), Pedro “Pedri” González (85m – Fabián Ruiz), Lamine Yamal, Alejandro “Álex” Baena (75m – Ferran Torres) e Mikel Oyarzabal (90m+7 – Borja Iglesias)
0-1 – Mikel Merino – 90m+1
Cartões amarelos – Bernardo Silva (89m) e Renato Veiga (90m+4); Ferran Torres (90m+8)
Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)
AT&T Stadium, Arlington – Dallas (14h00 / 20h00)
O que mais poderá ter surpreendido neste (há bastante anunciado) desfecho da participação da selecção portuguesa no Mundial foi o golo ter chegado tão tarde, já depois do tempo regulamentar.
Isto, apesar de, em termos gerais, na primeira metade, se ter registado alguma toada de equilíbrio, com as duas equipas a mostrar respeito mútuo – não obstante a maior posse de bola da Espanha, mas falha de eficácia –, e pese embora tenha havido boas oportunidades de ambos os lados.
Logo aos sete minutos, anota-se uma tentativa de João Cancelo, com um remate de meia distância, por alto. Na resposta, a Espanha teria a primeira ocasião soberana para marcar, com um remate cruzado de Oyarzabal (que se conseguira isolar), sem hipótese para Diogo Costa, mas a sair ligeiramente ao lado.
Aos 16 minutos, Yamal, também a surgir solto, desta vez pelo flanco direito do ataque, a internar-se e a rematar sem oposição, com o guardião atento, a fazer uma primeira defesa de recurso, a soco, tendo a bola ressaltado para os pés de Baena, que rematou um arco, a solicitar nova sensacional estirada de Diogo Costa, a salvar o golo.
À passagem da meia hora, outra vez Diogo Costa em acção, desta feita a defender qual guarda-redes de andebol, com a perna esticada, tendo a recarga saído fraca e desenquadrada.
Seis minutos volvidos, Cristiano Ronaldo, com um remate algo acrobático, em posição muito difícil, a sair frouxo, possibilitando a recuperação de Unai Simón.
Até que, estavam completados 40 minutos, Portugal teve a sua melhor oportunidade de marcar, num excelente remate de Nuno Mendes, em cima da linha de grande área, quase no seu vértice direito (no sentido atacante), com a bola ainda a desviar num adversário, antes de embater com estrondo na trave, estando o guardião “batido”.
Ao intervalo, Diogo Costa parecia bastante moralizado pela forma como lhe correra a primeira parte; bem precisaríamos que o jogo lhe continuasse de feição.
Porém, a configuração do desafio mudaria substancialmente na etapa complementar, sobretudo a partir da saída de Nuno Mendes, por lesão, com 55 minutos jogados.
A partir daí, Portugal ver-se-ia forçado a recuar no terreno, perante a sucessão das investidas contrárias, em paralelo com a fadiga que os seus jogadores-chave iam denotando, em especial Bruno Fernandes – também em função das substituições operadas por Martínez, que provocariam que a equipa ficasse como que “partida”, sem conseguir interligar os seus sectores, primeiro com a entrada de Rafael Leão, e, já nos últimos dez minutos, de Francisco Conceição e Bernardo Silva.
Logo à hora de jogo, outra ocasião de perigo para a Espanha, mas com um remate desastrado de Pedri, muito por alto. E, aos 65 minutos, nova jogada de insistência, após uma série de “carambolas”, com a bola a morrer nas mãos de Diogo Costa.
A selecção portuguesa estava, notoriamente, necessitada da “pausa para hidratação”…
Aos 73 minutos, mais uma intervenção atenta do guardião português, a desviar para canto um remate de Yamal, na marcação de um livre, sensivelmente na mesma posição do remate de Nuno Mendes à barra.
Apenas mais três minutos decorridos, a única ocasião em que a selecção nacional como que “estrebucharia”, com o remate de Bruno Fernandes a poder dar a ilusão de golo, mas a bola embater nas malhas laterais.
Outros três minutos, Diogo Costa chamado a interceptar a bola, num cruzamento perigoso, na conversão de um canto, e, na continuação da jogada, a ter de intervir novamente. Ainda esse mesmo minuto 79, como que numa “terceira vaga”, outra vez a sensação de perigo na área portuguesa, com um corte de um defesa.
Quando parecia expectável o prolongamento, tudo se “desmoronou”, apenas oito segundos após se ter completado o minuto noventa: boa triangulação pela faixa central do terreno, à entrada da área, a isolar Merino (recém-entrado em campo, cinco minutos antes) entre os centrais portugueses, que, à saída de Diogo Costa, lhe desviou a bola do alcance, inapelavelmente para o fundo das redes.
O árbitro determinara que se jogassem seis minutos de tempo de compensação, e as notícias não eram boas para Portugal: por um lado, a Espanha ultrapassara já os 600 minutos consecutivos sem sofrer golos em encontros do “Mundial”; por outro, tendo sido, entretanto, esgotadas já as cinco substituições, o único “ponta-de-lança”, Gonçalo Ramos, ficara refém no banco de suplentes.
Ainda assim, já em desespero, só nos cinco derradeiros minutos Portugal tentaria “jogar à bola”, então forçado a atacar…
Aos 90m+6, um bom centro de Francisco Conceição, para a cabeça de Bernardo Silva, à entrada da pequena área, mas com a bola a sair mal direccionada, por cima. Para, já aos 90m+9, na marcação de um livre para a área, João Neves a surgir muito oportuno, antecipando-se à defesa contrária, e a cabecear, mas ao lado… mesmo no último suspiro do jogo (aos 98:39, tendo o árbitro apitado pela última vez aos 98:42!).
Numa partida em que a Espanha estivera praticamente sempre na “mó de cima”, não se pode dizer que o golo sofrido tivesse sido por “azar”, pelo que o resultado terá de se considerar justo.
Portugal queda-se pelos 1/8 de final, mesmo que eliminado pelo Campeão Europeu em título, com um desempenho aquém das expectativas, sobretudo em termos exibicionais.
Na conferência “pós-jogo”, de imediato Roberto Martínez anunciaria a sua saída, num fim de ciclo, em que, porventura, terá sido mais vítima da sua dificuldade de afirmação, nomeadamente perante o impacto mediático e financeiro de uma figura central e omnipresente como foi Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, necessariamente já distante das suas melhores épocas, incapaz de cumprir como titular de uma selecção com ambições; a verdade é que, terminado o desafio, havia 9 câmeras em torno de Cristiano, em pleno relvado…
Ao seleccionador agora demissionário fica, inevitavelmente, associada uma interrogação determinante: porque é que praticamente todos os jogadores estiveram aquém da bitola exibicional que, regularmente, apresentam nos seus clubes? Tal deveu-se a questões tácticas ou estratégicas? De organização e posicionamento dentro de campo? De sistema de jogo? De opções a nível do grupo de seleccionados? Ou do “onze” titular?
Parece, por outro lado, haver alguma tendência genérica de sobrevalorizar a excelência dos jogadores portugueses (mesmo que alguns militem nos principais clubes europeus, tendo-se, quatro deles, sagrado recentemente bicampeões europeus pelo Paris Saint-Germain) – mas, por exemplo (e para além do caso singular de Cristiano Ronaldo), também Bruno Fernandes, Bernardo Silva e João Cancelo não estão já no auge; Rafael Leão e João Félix (que não fez um mau torneio) pecam pela falta de consistência; Pedro Neto revela-se inconsequente, etc..
Mas, fundamentalmente, o mais determinante terá sido a falta de colectivo que pudesse potenciar a valia das individualidades.
Aliás, num balanço geral, tendo em consideração a forma como a selecção portuguesa quase acabou por se “auto-sabotar” nos últimos três anos, os resultados obtidos (1/4 de final no “EURO”, eliminada pela França no desempate por penalties; vitória na Liga das Nações; e, agora, os 1/8 de final no Mundial), acabam até por ser bastante positivos. Claro, almejávamos mais…
Mundial 2026 – 1/16 de final – Resultados
29.06.2026 (21h30) - Alemanha - Paraguai (3-4 gp) 1-1 30.06.2026 (22h00) - França – Suécia 3-0 28.06.2026 (20h00) - África do Sul - Canadá 0-1 30.06.2026 (02h00) - Países Baixos - Marrocos (2-3 gp) 1-1 03.07.2026 (00h00) - Portugal - Croácia 2-1 02.07.2026 (20h00) - Espanha - Áustria 3-0 02.07.2026 (01h00) - EUA - Bósnia-Herzegovina 2-0 01.07.2026 (21h00) - Bélgica - Senegal (a.p. - 2-2 90m) 3-2
29.06.2026 (18h00) - Brasil - Japão 2-1 30.06.2026 (18h00) - Costa do Marfim - Noruega 1-2 01.07.2026 (02h00) - México - Equador 2-0 01.07.2026 (17h00) - Inglaterra - R. D. Congo 2-1 03.07.2026 (23h00) - Argentina - Cabo Verde (a.p. - 1-1) 3-2 03.07.2026 (19h00) - Austrália - Egipto (2-4 gp) 1-1 03.07.2026 (04h00) - Suíça - Argélia 2-0 04.07.2026 (02h30) - Colômbia - Gana 1-0
Melhores Marcadores:
- 7 golos – Lionel Messi (Argentina)
- 6 golos – Kylian Mbappé (França)
- 5 golos – Erling Haaland (Noruega); e Harry Kane (Inglaterra)
- 4 golos – Ismaïla Sarr (Senegal); Mikel Oyarzabal (Espanha); Ousmane Dembélé (França); e Vinícius Júnior (Brasil)
- 3 golos – Brian Brobbey (Países Baixos); Cody Gakpo (Países Baixos); Cristiano Ronaldo (Portugal); Deniz Undav (Alemanha); Elijah Just (Nova Zelândia); Folarin Balogun (EUA); Ismael Saibari (Marrocos); Johan Manzambi (Suíça); Jonathan David (Canadá); Julián Quiñones (México); Kai Havertz (Alemanha); Matheus Cunha (Brasil); e Yoane Wissa (R. D. Congo)
É o seguinte o alinhamento dos jogos dos 1/8 de final:
- 04.07.2026 (18h00) – Canadá – Marrocos (Houston)
- 04.07.2026 (22h00) – Paraguai – França (Philadelphia)
- 05.07.2026 (21h00) – Brasil – Noruega (East Rutherford – New York City)
- 06.07.2026 (01h00) – México – Inglaterra (Ciudad México)
- 06.07.2026 (20h00) – Portugal – Espanha (Arlington – Dallas)
- 07.07.2026 (01h00) – EUA – Bélgica (Seattle)
- 07.07.2026 (17h00) – Argentina – Egipto (Atlanta)
- 07.07.2026 (21h00) – Suíça – Colômbia (Vancouver)
Mundial 2026 – Portugal – Croácia
2-1
Diogo Costa, João Cancelo (62m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes, João Neves, Vítor Ferreira “Vitinha” (62m – Bernardo Silva), Pedro Neto (62m – Francisco Conceição), Bruno Fernandes (62m – Gonçalo Ramos), Rafael Leão e Cristiano Ronaldo (81m – Rúben Neves)
Dominik Livaković, Josip Stanišić, Josip Šutalo, Marin Pongračić, Ivan Perišić, Luka Modrić, Mateo Kovačić (90m+6 – Andrej Kramarić), Nikola Vlašić (90m+2 – Joško Gvardiol), Petar Sučić, Martin Baturina (68m – Mario Pašalić) e Ante Budimir (45m – Igor Matanović)
0-1 – Ivan Perišić – 53m
1-1 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 68m
2-1 – Gonçalo Ramos – 90m+4
Cartões amarelos – Rúben Dias (17m); Luka Modrić (59m) e Ivan Perišić (90m+8)
Árbitro – Espen Eskås (Noruega)
BMO Field, Toronto (19h00 / 00h00)
Este viria a revelar-se – à medida que o tempo avançava (e a contagem prolongou-se até aos 90m+19!) – um jogo caótico, em que Portugal acabou por ter maior dose de felicidade, alcançando uma vitória, que (pese embora tenha feito por isso durante largos períodos) chegou a ter colocada em causa, podendo, aliás, ter sofrido forte dissabor.
Naturalmente noutro patamar, mas com alguma similitude com o que se verificara na partida com o Uzbequistão, a selecção nacional voltou a entrar em campo com boa atitude, dominadora, assumindo a iniciativa desde início, perante um opositor que denotava privilegiar a defesa, procurando apostar em rápidas transições.
À excepção de um muito curto intervalo de tempo (não mais do que três minutos), logo após a pausa para hidratação, em que a Croácia pegou na bola e fez dela o que quis, perante a passividade contrária, a equipa portuguesa controlou toda a primeira parte, chegando ao intervalo a dever a si própria não estar em situação de vantagem, tendo desaproveitado cinco oportunidades para marcar. Tinha sido um bom exemplo de uma modalidade “inventada”, a do “futebol sem baliza”.
No recomeço, logo no minuto inicial, Nuno Mendes pecou por falta de “egoísmo”, talvez na mais flagrante ocasião de golo, já dentro da área, ao tentar fazer a assistência (lateral) para Cristiano Ronaldo, ao invés de, como se impunha em tal circunstância tão favorável, rematar, permitindo à defensiva croata afastar a bola.
Mas, de imediato, foi a Croácia a criar perigo, em jogadas consecutivas. E, ainda antes de completados dez minutos, a formação croata chegava mesmo ao golo, aproveitando o espaço concedido, quer do lado esquerdo da defesa, a permitir o cruzamento, quer no flanco oposto, onde surgiu, “à vontade”, Perišić a empurrar para a baliza.
Rafael Leão, desligado das tarefas defensivas, com dificuldade na recuperação, esteve em evidência num par de ocasiões, determinantes para a história do jogo, primeiro, só cinco minutos volvidos após o tento sofrido, com um notável remate a embater na trave (um par de centímetros mais abaixo e seria um “golaço”).
Para, pouco depois, Cristiano Ronaldo, num lance de excelente execução técnica (numa recepção de elevado grau de dificuldade), a “picar” a bola para o fundo das redes, lance que, todavia, seria invalidado pelo “VAR”, por deslocação, “à pele” (no momento do passe, os pés estavam “em jogo”, mas não a cabeça…).
Ainda a decisão não tinha sido comunicada e já Roberto Martínez surpreendia com uma revolução no “onze”, numa espécie de “tudo ou nada”: de uma assentada, efectuou quatro substituições, apostando no ataque, com as imprevistas saídas de Vitinha e Bruno Fernandes (para além de Cancelo e Pedro Neto), fazendo entrar Gonçalo Ramos, para formar dupla de ataque com Ronaldo.
O risco seria retribuído cinco minutos depois, quando o “VAR”, desta feita a “proteger” Portugal, assinalou grande penalidade, na sequência de contacto (tentativa de “agarrão”), a fazer cair Renato Veiga, no seu impulso para tentar cabecear a bola, na conversão de um pontapé de canto (dos muitos de que a turma portuguesa dispôs). Cristiano, sem vacilar, rematou muito seguro, pela zona central, quando o guardião já caía para o seu lado direito, restabelecendo a igualdade.
Entrava-se na fase decisiva, e o jogo estava “partido”, muito como consequência de Portugal estar praticamente sem meio-campo – jogava como que em “4-2-4”, com Francisco Conceição e Rafael Leão nas alas, a apoiar os pontas-de-lança, Cristiano e Gonçalo Ramos –, com João Neves e Bernardo Silva, desamparados, a experimentar muitas dificuldades em “dar conta do recado”.
Foi o momento de sorte da selecção nacional, quando a Croácia desperdiçou, por três vezes sucessivas, a possibilidade de se recolocar em vantagem, duas delas por Kovačić (na “mesma” acção ofensiva) e outra por Matanović (que viria, também ele, a ter papel decisivo…), com Diogo Costa, atento, a “salvar” a sua baliza – ficam na retina as defesas “in extremis”, com uma palmada a desviar a bola, que ainda embateu no poste, e, de seguida, a crescer para fazer a “mancha”.
De tal forma que Martínez foi forçado a operar “marcha atrás”, fazendo sair Cristiano Ronaldo, por troca com Rúben Neves, para procurar repor algum equilíbrio defensivo. E a mudança resultaria.
Depois de um lance de golo invalidado à Croácia, Renato Veiga teve ocasião para marcar, na sequência de mais um canto.
Quando se esperava o prolongamento, já no quarto dos dez minutos de tempo de compensação determinados pelo árbitro, Portugal chegaria ao golo da vitória, na tal intervenção de Rafael Leão, com um cruzamento perfeito, teleguiado para a cabeça de Gonçalo Ramos, com magnífico sentido de oportunidade, a elevar-se entre os centrais contrários, a desviar a bola fora do alcance de Livaković, inapelavelmente para lá da linha de baliza.
Só que os episódios “hitchcockianos” ainda não tinham terminado. Passavam já doze minutos e meio dos noventa, quando o recém-entrado Gvardiol bateu Diogo Costa. Era um “balde de água gelada”.
Mas o “VAR” teria ainda uma palavra final: a bola terá desviado (de acordo com o sensor nela introduzido) na cabeça de Matanović, antes de chegar a Pašalić (que fizera a assistência para Gvardiol), que, nesse caso, se encontrava em posição irregular, pelo que este lance foi também invalidado, perante o desalento dos croatas.
Seria preciso sofrer até aos 108 minutos e cinquenta, até que o norueguês Espen Eskås confirmasse o apuramento de Portugal!
Foi um comportamento demasiado instável da turma portuguesa para que se possa classificar como boa a exibição. Roberto Martínez arriscou, aparente e estranhamente em desespero – faltava jogar ainda mais de meia hora – e acabaria premiado.
Porém – e sem esquecer o amplo domínio exercido pela selecção na primeira parte –, o resultado poderia ter caído para qualquer dos lados, com Portugal a colocar-se demasiado à mercê de poder ter sido eliminado, perante um adversário que, em teoria, não lhe será superior.
Em função das incidências do jogo, não surpreenderia se este desafio tivesse terminado com um resultado de 4-4, ou outro similar, com a vitória de uma ou da outra formação.
Foi indisfarçável a sensação de que a equipa estará fatigada física e mentalmente, com vários jogadores, em diversas ocasiões, a jogar a passo, a denotar alguma falta de solidariedade e espírito de colectivo.
Será necessário muito maior rigor, mais intensidade e objectividade no encontro dos oitavos-de-final, frente à Espanha. Mas, em paralelo, ficaram também sinais positivos, o principal o de que há soluções de ataque no banco.
Mundial 2026 – Resultados e Classificações – 3ª jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt México-África Sul.....2-0
México 3 3 - - 6-0 9 Coreia Sul-Chéquia....2-1
África do Sul 3 1 1 1 2-3 4 Chéquia-África Sul....1-1
Coreia do Sul 3 1 - 2 2-3 3 México-Coreia Sul.....1-0
Chéquia 3 - 1 2 2-6 1 Chéquia-México........0-3
África Sul-Coreia Sul.1-0
GRUPO B Jg V E D G Pt Canadá-Bósnia-Herzeg..1-1
Suíça 3 2 1 - 7-3 7 Qatar-Suíça...........1-1
Canadá 3 1 1 1 8-3 4 Suíça-Bósnia-Herzeg...4-1
Bósnia-Herzeg. 3 1 1 1 5-6 4 Canadá-Qatar..........6-0
Qatar 3 - 1 2 2-10 1 Suíça-Canadá..........2-1
Bósnia-Herzeg.-Qatar..3-1
GRUPO C Jg V E D G Pt Brasil-Marrocos.......1-1
Brasil 3 2 1 - 7-1 7 Haiti-Escócia.........0-1
Marrocos 3 2 1 - 6-3 7 Escócia-Marrocos......0-1
Escócia 3 1 - 2 1-4 3 Brasil-Haiti..........3-0
Haiti 3 - - 3 2-8 - Escócia-Brasil........0-3
Marrocos-Haiti........4-2
GRUPO D Jg V E D G Pt EUA-Paraguai..........4-1
EUA 3 2 - 1 8-4 6 Austrália-Turquia.....2-0
Austrália 3 1 1 1 2-2 4 EUA-Austrália.........2-0
Paraguai 3 1 1 1 2-4 4 Turquia-Paraguai......0-1
Turquia 3 1 - 2 3-5 3 Turquia-EUA...........3-2
Paraguai-Austrália....0-0
GRUPO E Jg V E D G Pt Alemanha-Curaçau......7-1
Alemanha 3 2 - 1 10-4 6 Costa Marfim-Equador..1-0
Costa do Marfim 3 2 - 1 4-2 6 Alemanha-Costa Marfim.2-1
Equador 3 1 1 1 2-2 4 Equador-Curaçau.......0-0
Curaçau 3 - 1 2 1-9 1 Curaçau-Costa Marfim..0-2
Equador-Alemanha......2-1
GRUPO F Jg V E D G Pt Países Baixos-Japão...2-2
Países Baixos 3 2 1 - 10-4 7 Suécia-Tunísia........5-1
Japão 3 1 2 - 7-3 5 Países Baixos-Suécia..5-1
Suécia 3 1 1 1 7-7 4 Tunísia-Japão.........0-4
Tunísia 3 - - 3 2-12 - Japão-Suécia..........1-1
Tunísia-Países Baixos.1-3
GRUPO G Jg V E D G Pt Bélgica-Egipto........1-1
Bélgica 3 1 2 - 6-2 5 Irão-Nova Zelândia....2-2
Egipto 3 1 2 - 5-3 5 Bélgica-Irão..........0-0
Irão 3 - 3 - 3-3 3 Nova Zelândia-Egipto..1-3
Nova Zelândia 3 - 1 2 4-10 1 Egipto-Irão...........1-1
Nova Zelândia-Bélgica.1-5
GRUPO H Jg V E D G Pt Espanha-Cabo Verde....0-0
Espanha 3 2 1 - 5-0 7 A. Saudita-Uruguai....1-1
Cabo Verde 3 - 3 - 2-2 3 Espanha-A. Saudita....4-0
Uruguai 3 - 2 1 3-4 2 Uruguai-Cabo Verde....2-2
Arábia Saudita 3 - 2 1 1-5 2 Cabo Verde-A. Saudita.0-0
Uruguai-Espanha.......0-1
GRUPO I Jg V E D G Pt França-Senegal........3-1
França 3 3 - - 10-2 9 Iraque-Noruega........1-4
Noruega 3 2 - 1 8-7 6 França-Iraque.........3-0
Senegal 3 1 - 2 8-6 3 Noruega-Senegal.......3-2
Iraque 3 - - 3 1-12 - Noruega-França........1-4
Senegal-Iraque........5-0
GRUPO J Jg V E D G Pt Argentina-Argélia.....3-0
Argentina 3 3 - - 8-1 9 Áustria-Jordânia......3-1
Áustria 3 1 1 1 6-6 4 Argentina-Áustria.....2-0
Argélia 3 1 1 1 5-7 4 Jordânia-Argélia......1-2
Jordânia 3 - - 3 3-8 - Argélia-Áustria.......3-3
Jordânia-Argentina....1-3
GRUPO K Jg V E D G Pt Portugal-R.D.Congo....1-1
Colômbia 3 2 1 - 4-1 7 Uzbequistão-Colômbia..1-3
Portugal 3 1 2 - 6-1 5 Portugal-Uzbequistão..5-0
R. D. Congo 3 1 1 1 4-3 4 Colômbia-R.D.Congo....1-0
Uzbequistão 3 - - 3 2-11 - Colômbia-Portugal.....0-0
R.D.Congo-Uzbequistão.3-1
GRUPO L Jg V E D G Pt Inglaterra-Croácia....4-2
Inglaterra 3 2 1 - 6-2 7 Gana-Panamá...........1-0
Croácia 3 2 - 1 5-5 6 Inglaterra-Gana.......0-0
Gana 3 1 1 1 2-2 4 Panamá-Croácia........0-1
Panamá 3 - - 3 0-4 - Panamá-Inglaterra.....0-2
Croácia-Gana..........2-1
Melhores Marcadores:
- 6 golos – Lionel Messi (Argentina)
- 4 golos – Erling Haaland (Noruega); Kylian Mbappé (França); Ousmane Dembélé (França); e Vinícius Júnior (Brasil)
- 3 golos – Brian Brobbey (Países Baixos); Deniz Undav (Alemanha); Elijah Just (Nova Zelândia); Harry Kane (Inglaterra); Ismael Saibari (Marrocos); Ismaïla Sarr (Senegal); Johan Manzambi (Suíça); Jonathan David (Canadá); Matheus Cunha (Brasil); e Yoane Wissa (R. D. Congo)
- 2 golos – Anthony Elanga (Suécia); Ayase Ueda (Japão); Cody Gakpo (Países Baixos); Cristiano Ronaldo (Portugal); Crysencio Summerville (Países Baixos); Cyle Larin (Canadá); Daichi Kamada (Japão); Daniel Muñoz (Colômbia); Ermin Mahmić (Bósnia-Herzegovina); Folarin Balogun (EUA); Jude Bellingham (Inglaterra); Julián Quiñones (México); Kai Havertz (Alemanha); Leandro Trossard (Bélgica); Marko Arnautović (Áustria); Maximiliano “Maxi” Araújo (Uruguai); Mikel Oyarzabal (Espanha); Nicolas Pépé (Costa do Marfim); Pape Gueye (Senegal); Ramin Rezaeian (Irão); Rubén Vargas (Suíça); Riyad Mahrez (Argélia); e Yasin Ayari (Suécia)
É o seguinte o alinhamento dos jogos dos 1/16 de final:
- 28.06.2026 (20h00) – África do Sul – Canadá (Inglewood – Los Angeles)
- 29.06.2026 (18h00) – Brasil – Japão (Houston)
- 29.06.2026 (21h30) – Alemanha – Paraguai (Foxborough – Boston)
- 30.06.2026 (02h00) – Países Baixos – Marrocos (Guadalupe – Monterrey)
- 30.06.2026 (18h00) – Costa do Marfim – Noruega (Arlington – Dallas)
- 30.06.2026 (22h00) – França – Suécia (East Rutherford – New York City)
- 01.07.2026 (02h00) – México – Equador (Ciudad de México)
- 01.07.2026 (17h00) – Inglaterra – R. D. Congo (Atlanta)
- 01.07.2026 (21h00) – Bélgica – Senegal (Seattle)
- 02.07.2026 (01h00) – EUA – Bósnia-Herzegovina (Santa Clara)
- 02.07.2026 (20h00) – Espanha – Áustria (Inglewood – Los Angeles)
- 03.07.2026 (00h00) – Portugal – Croácia (Toronto)
- 03.07.2026 (04h00) – Suíça – Argélia (Vancouver)
- 03.07.2026 (19h00) – Austrália – Egipto (Arlington – Dallas)
- 03.07.2026 (23h00) – Argentina – Cabo Verde (Miami Gardens – Miami)
- 04.07.2026 (02h30) – Colômbia – Gana (Kansas City)







