Mundial 2026 – Resultados e Classificações – 1ª jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt México-África Sul.....2-0
México 1 1 - - 2-0 3 Coreia Sul-Chéquia....2-1
Coreia do Sul 1 1 - - 2-1 3 Chéquia-África Sul....---
Chéquia 1 - - 1 1-2 - México-Coreia Sul.....---
África do Sul 1 - - 1 0-2 - Chéquia-México........---
África Sul-Coreia Sul.---
GRUPO B Jg V E D G Pt Canadá-Bósnia-Herzeg..1-1
Bósnia-Herzeg. 1 - 1 - 1-1 1 Qatar-Suíça...........1-1
Canadá 1 - 1 - 1-1 1 Suíça-Bósnia-Herzeg...---
Qatar 1 - 1 - 1-1 1 Canadá-Qatar..........---
Suíça 1 - 1 - 1-1 1 Suíça-Canadá..........---
Bósnia-Herzeg.-Qatar..---
GRUPO C Jg V E D G Pt Brasil-Marrocos.......1-1
Escócia 1 1 - - 1-0 3 Haiti-Escócia.........0-1
Brasil 1 - 1 - 1-1 1 Escócia-Marrocos......---
Marrocos 1 - 1 - 1-1 1 Brasil-Haiti..........---
Haiti 1 - - 1 0-1 - Escócia-Brasil........---
Marrocos-Haiti........---
GRUPO D Jg V E D G Pt EUA-Paraguai..........4-1
EUA 1 1 - - 4-1 3 Austrália-Turquia.....2-0
Austrália 1 1 - - 2-0 3 EUA-Austrália.........---
Turquia 1 - - 1 0-2 - Turquia-Paraguai......---
Paraguai 1 - - 1 1-4 - Turquia-EUA...........---
Paraguai-Austrália....---
GRUPO E Jg V E D G Pt Alemanha-Curaçau......7-1
Alemanha 1 1 - - 7-1 3 Costa Marfim-Equador..1-0
Costa do Marfim 1 1 - - 1-0 3 Alemanha-Costa Marfim.---
Equador 1 - - 1 0-1 - Equador-Curaçau.......---
Curaçau 1 - - 1 1-7 - Curaçau-Costa Marfim..---
Equador-Alemanha......---
GRUPO F Jg V E D G Pt Países Baixos-Japão...2-2
Suécia 1 1 - - 5-1 3 Suécia-Tunísia........5-1
Japão 1 - 1 - 2-2 1 Países Baixos-Suécia..---
Países Baixos 1 - 1 - 2-2 1 Tunísia-Japão.........---
Tunísia 1 - - 1 1-5 - Japão-Suécia..........---
Tunísia-Países Baixos.---
GRUPO G Jg V E D G Pt Bélgica-Egipto........---
Bélgica - - - - --- - Irão-Nova Zelândia....---
Egipto - - - - --- - Bélgica-Irão..........---
Irão - - - - --- - Nova Zelândia-Egipto..---
Nova Zelândia - - - - --- - Egipto-Irão...........---
Nova Zelândia-Bélgica.---
GRUPO H Jg V E D G Pt Espanha-Cabo Verde....---
Espanha - - - - --- - A. Saudita-Uruguai....---
Cabo Verde - - - - --- - Espanha-A. Saudita....---
Arábia Saudita - - - - --- - Uruguai-Cabo Verde....---
Uruguai - - - - --- - Cabo Verde-A. Saudita.---
Uruguai-Espanha.......---
GRUPO I Jg V E D G Pt França-Senegal........---
França - - - - --- - Iraque-Noruega........---
Senegal - - - - --- - França-Iraque.........---
Iraque - - - - --- - Noruega-Senegal.......---
Noruega - - - - --- - Noruega-França........---
Senegal-Iraque........---
GRUPO J Jg V E D G Pt Argentina-Argélia.....---
Argentina - - - - --- - Áustria-Jordânia......---
Argélia - - - - --- - Argentina-Áustria.....---
Áustria - - - - --- - Jordânia-Argélia......---
Jordânia - - - - --- - Argélia-Áustria.......---
Jordânia-Argentina....---
GRUPO K Jg V E D G Pt Portugal-R.D.Congo....---
Portugal - - - - --- - Uzbequistão-Colômbia..---
R. D. Congo - - - - --- - Portugal-Uzbequistão..---
Uzbequistão - - - - --- - Colômbia-R.D.Congo....---
Colômbia - - - - --- - Colômbia-Portugal.....---
R.D.Congo-Uzbequistão.---
GRUPO L Jg V E D G Pt Inglaterra-Croácia....---
Inglaterra - - - - --- - Ghana-Panamá..........---
Croácia - - - - --- - Inglaterra-Ghana......---
Ghana - - - - --- - Panamá-Croácia........---
Panamá - - - - --- - Panamá-Inglaterra.....---
Croácia-Ghana.........---
Melhores Marcadores:
- 2 golos – Kai Havertz (Alemanha); Folarin Balogun (EUA); e Yasin Ayari (Suécia)
O Pulsar do Campeonato – Supertaça

(“O Templário”, 11.06.2026)
Tal como sucedera na época passada (entre Ferreira do Zêzere e Samora Correia), os dois confrontos realizados em semanas sucessivas entre os mesmos clubes, na final da Taça do Ribatejo e da Supertaça, voltaram a ter vencedor distinto. Se não houvera surpresa na Taça, ela ficou reservada para o reencontro entre o Campeão Distrital da I Divisão e o actual líder do Distrital da II Divisão, com o Moçarriense a conquistar o seu primeiro troféu de nível absoluto (depois de se ter sagrado já Campeão do escalão secundário por duas vezes: em 2017 e 2023).
A partida do passado sábado, disputada, como vem constituindo tradição, no Estádio Municipal Dr. Alves Vieira, em Torres Novas, não teve configuração muito distinta da realizada sete dias antes, em Fátima, com o Fazendense, naturalmente, a registar maior iniciativa e posse de bola.
Até ao intervalo o grupo das Fazendas teve três soberanas oportunidades, que, contudo, não conseguiu materializar – com destaque para as intervenções do guardião, Bernardo Piedade. Depois, à medida que o tempo ia decorrendo e o nulo subsistia, o Moçarriense foi acreditando cada vez mais nas suas possibilidades, enquanto, ao invés, o Fazendense ia perdendo intensidade.
Nuns dez minutos finais bem recheados de incidências, também a equipa da Moçarria se poderia lamentar de ter desperdiçado uma grande penalidade (defendida pelo guarda-redes, Diogo Sousa), tendo, por seu lado, o conjunto das Fazendas rematado ainda aos ferros da baliza contrária.
O solitário golo, que conferiu – pela primeira vez na história desta competição (em 32 edições já disputadas) – o triunfo de um emblema a militar na II Divisão Distrital, foi apontado a escassos dois minutos do termo do tempo regulamentar, com o jovem Afonso Zibaia a ser o “herói” que deixa o seu nome gravado na história do clube.
A agremiação dos arredores de Santarém, à beira de completar 70 anos de existência, e que, até à data, conta oito participações na divisão principal, todas elas nas duas últimas décadas (2006-07, 2011-12, 2012-13, 2015-16, 2017-18, 2019-20, 2020-21 e 2023-24 – tendo por melhor classificação o 9.º lugar em 2012), alcançou o ponto mais alto do seu palmarés desportivo.
Anota-se, desta forma, que, já há onze anos, nenhuma equipa consegue alcançar o “triplete” de troféus (Campeonato Distrital, Taça do Ribatejo e Supertaça Dr. Alves Vieira), desde que o Coruchense obteve tal proeza, em 2015; antes, outros cinco emblemas já o tinham realizado também: At. Riachense (2010); Monsanto (2004); Abrantes FC (2003); U. Rio Maior (2002); e Samora Correia (1994) – sendo que, desde que a Supertaça passou a ser disputada no final da época (a partir de 2018-19), ainda nenhum clube logrou conquistar as três provas em disputa.
Passa a ser o seguinte o resumo do Palmarés do futebol a nível distrital, desde a temporada inaugural, de 1924-25, até à época agora finda, de 2025-26, ao longo de mais de um século de competições (com um total de 37 clubes com troféus conquistados – 31 dos quais de Campeão Distrital; tendo sido 25 os vencedores da Taça do Ribatejo; e 17 os que ganharam já a Supertaça), com o Fazendense, mercê dos dois títulos este ano alcançados, a aproximar-se da liderança:

Nota – Não é consensual a “atribuição” dos títulos de “Campeão Distrital” nos primórdios, a qual varia consoante as fontes, desde logo, entre o que se encontra publicitado no site oficial da Associação de Futebol de Santarém e outras publicações da mesma entidade, assim como de investigadores como João Carlos Lopes (por último, no seu livro “O Futebol no Ribatejo e os 100 Anos do Torres Novas”) ou Frederico Trancoso (divulgada no blogue https://futebolarquivadopt.blogspot.com/) – até porque, em rigor, tal conceito não existiria então, sendo atribuídos títulos com base em diferentes modelos competitivos: relativos ao campeonato (da cidade) de Santarém; títulos da província do Ribatejo (por vezes enquadrados no âmbito do Campeonato Nacional da II Divisão); ou, mais simplesmente, jogos entre vencedores de “zonas” (inicialmente, entre os vencedores dos campeonatos de Santarém e da “Liga Tomarense”); até épocas (1939-40 a 1945-46) em que apenas a série de Santarém era designada de “I Divisão”.
São as seguintes as temporadas em que se constata a existência de dissensões (tendo sido retida, como hipótese de trabalho, nos casos em apreço, a lista publicada por João Carlos Lopes):

Por outro lado, se se considerar a extensão do âmbito de análise, também à conquista de troféus de âmbito nacional, teríamos, adicionalmente, os seguintes títulos por clube:

II Divisão Distrital – A 6.ª jornada ficou marcada por um importante triunfo (2-1) do Salvaterrense, na recepção ao Ouriquense, o que veio nivelar ainda mais as pontuações dos quatro primeiros classificados, agora concentrados num intervalo de somente dois pontos, faltando disputar ainda quatro rondas (tendo sido adiado o encontro entre Moçarriense e Vasco da Gama).
De facto – e pese embora tal jogo em atraso – Moçarriense e Salvaterrense repartem o comando, com doze pontos, seguidos de perto por Vasco da Gama e Ouriquense (dez pontos), sendo que, como sabido, apenas três destes emblemas virão a ser premiados com a subida de escalão.
Na fuga ao último lugar, Pego e U. Atalaiense empataram a zero, mantendo-se os pegachos no 5.º posto, com quatro pontos; e a formação da Atalaia no 6.º, tendo averbado o seu primeiro ponto.
Antevisão – Tendo sido agendada para o feriado de 10 de Junho a 7.ª ronda da fase final do Distrital da II Divisão, a prova avançará para a sua antepenúltima (8.ª) jornada, neste domingo, com os desafios: Salvaterrense-Moçarriense, Ouriquense-U. Atalaiense e Pego-Vasco da Gama. Nas duas rondas finais, calendarizadas para dias 21 e 28 de Junho, destaque para as partidas entre candidatos à subida: Vasco da Gama-Ouriquense (9.ª); e Ouriquense-Moçarriense (10.ª) – faltando também realizar (17 de Junho) o jogo em atraso entre Moçarriense e Vasco da Gama.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 11 de Junho de 2026)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Final

(“O Templário”, 04.06.2026)
Não houve surpresa no passado sábado, no Estádio Municipal Papa Francisco, em Fátima, com o novo Campeão Distrital a superiorizar-se, com naturalidade, a um adversário que milita no escalão secundário. Em sete finais da Taça do Ribatejo disputadas, a equipa do Fazendense conquistou o seu sexto troféu na prova (apenas fora batida – no desempate da marca de grande penalidade – na primeira presença no jogo decisivo, em 1989), ampliando a sua vantagem sobre a concorrência em termos de palmarés na competição, agora com o dobro dos títulos dos mais directos seguidores (Tramagal, At. Riachense, Amiense, Coruchense e Ferreira do Zêzere, cada um com três Taças).
Após os triunfos alcançados em 2006, 2012, 2014, 2016 e 2022, o Fazendense confirma a tendência de ganhar a prova em (vários) ciclos de dez anos – tendo “falhado” apenas na edição de 2024, época em que se quedou pelas meias-finais, então superado pelo Alcanenense (finalista).
Esta foi já a 14.ª vez que o Campeão se sagrou também vencedor da Taça, fazendo a “dobradinha”, repetindo os feitos de: Amiense (1977); Samora Correia (1983 e 1994); Águias de Alpiarça (1985); Benavente (1991); U. Rio Maior (2002); Abrantes FC (2003); Monsanto (2004); At. Riachense (2009 e 2010); Coruchense (2015); U. Santarém (2019); e Ferreira do Zêzere (2025).
Taça do Ribatejo – Num prélio entre dois emblemas com histórico (e palmarés) tão díspar na competição – com o Moçarriense a marcar presença na final da Taça pela primeira vez no historial do clube (o melhor registo que, até então, obtivera fora a presença nos quartos-de-final, por três vezes, nos anos de 2006, 2010 e 2016) – e que integraram, nesta época, diferentes escalões (pese embora a equipa da Moçarria se encontre activamente a disputar a promoção à I Divisão Distrital), projectava-se já um claro favoritismo do recentemente sagrado Campeão Distrital, Fazendense.
O conjunto das Fazendas, tendo disputado um total de cinco desafios, assegurou a invencibilidade na presente edição, mas registando apenas duas vitórias dentro de campo (5-0 ao At. Pernes, nos quartos-de-final, e 2-0 ao Moçarriense… na final); para além de três empates (em Coruche, na pré-eliminatória, assim como nas duas partidas das meias-finais, ante o Mação – tendo, de ambas as ocasiões, sido mais eficaz no desempate da marca de grande penalidade). Beneficiara ainda da falta de comparência do Cartaxo no encontro dos 1/8 de final.
Por seu lado, o Moçarriense chegava ao derradeiro embate também ainda invicto, tendo somado quatro triunfos e dois empates, tendo, por duas vezes, envergado a veste de “tomba-gigantes”: indo ganhar ao Amiense, no Campo da Azenha, por 2-0, nos 1/8 de final; e repetindo a proeza, nos 1/4 de final, superando o Torres Novas, mesmo que no desempate por “penalties”.
A estratégia que o grupo da Moçarria teria delineado para este confronto cedo ficou abalada, com o primeiro tento sofrido, apontado pelo Fazendense ao 13.º minuto, o que, desde logo, proporcionou maior tranquilidade à equipa que, à partida, dispunha já de superiores argumentos.
Tendo a diferença mínima no marcador subsistido até final do primeiro tempo, o desfecho desta final ficou praticamente sentenciado no recomeço do desafio, com o segundo golo da turma das Fazendas de Almeirim, decorria o segundo minuto da etapa complementar.
Dando forte réplica, o Moçarriense ia esboçando tentativas de contrariar a supremacia do adversário, deixando imagem bem positiva, não tendo o marcador voltado a funcionar, traduzindo o resultado de 2-0 certo equilíbrio a nível do desempenho dos dois contendores, mesmo que seja inquestionável a vitória do Fazendense, que foi controlando o desenrolar da partida.
II Divisão Distrital – A encerrar a primeira volta da fase final deste campeonato, ficou, necessariamente, adiado (agendado para esta quarta-feira, dia 3 de Junho) o que seria o “jogo-grande” da jornada, entre os então dois primeiros classificados, Moçarriense-Ouriquense.
Nas duas partidas disputadas no último domingo, os candidatos à subida confirmaram o favoritismo, mas tiveram de correr bem mais do que esperariam, obtendo árduos triunfos.
O Vasco da Gama, recebendo o “lanterna vermelha”, U. Atalaiense (que viria a somar o quinto desaire em outros tantos encontros realizados), experimentou grandes dificuldades para conseguir desbloquear o jogo, com o nulo a subsistir até ao intervalo, só já em fase adiantada vindo a chegar ao solitário golo que lhe conferiu os três pontos.
Em Salvaterra, a formação local, enfrentando o Pego (5.º e penúltimo classificado, que, até agora, apenas conseguiu vencer na Atalaia), arrancou uma vitória “in extremis”, quase ao “cair do pano”. Os pegachos marcaram primeiro, chegando ao descanso em vantagem. Com dois golos apontados em curto período de cinco minutos, a meio da segunda parte, poderia julgar-se que o mais difícil estaria feito, por parte do Salvaterrense. Mas não: a turma do Pego prontamente repôs a igualdade, que só viria a ser desfeita, com o 3-2 para os donos da casa, a três minutos do fim.
Em qualquer caso, os resultados da 5.ª ronda vêm confirmar que, de facto, há quatro candidatos assumidos às três vagas de promoção à I Divisão Distrital, agora separados por um único ponto – mesmo atendendo a que há dois concorrentes com um jogo a menos – Ouriquense e Vasco da Gama lideram, com dez pontos; seguindo-se de imediato Moçarriense e Salvaterrense, com nove!
Liga 3 – Não houve golos no Restelo, no jogo da 2.ª mão do “play-off”, entre Belenenses (3.º da Liga 3) e Farense (16.º classificado da II Liga), pelo que a turma algarvia – que se havia imposto, na 1.ª mão, por 1-0 – mantém a sua posição na segunda divisão do futebol profissional; ao invés, o Belenenses perde a eliminatória de acesso a esse escalão pelo segundo ano sucessivo (depois de, na temporada precedente, ter sido superado pelo Paços de Ferreira), subsistindo na Liga 3.
Campeonato de Portugal – Terminada a segunda fase, é de destacar o notável desempenho do V. Sernache, vencedor da Zona Sul, garantindo uma fantástica presença na final desta prova, a disputar no Estádio do Jamor, no próximo dia 10 de Junho, ante o Leça (vencedor da Zona Norte).
Na última jornada, a turma de Cernache do Bonjardim, recebendo o Louletano – dispondo até da faculdade de, no limite, perder por um golo de diferença –, obteve um empate a uma bola (golo do “tomarense” Mauro Santos, igualando o desafio, à entrada do último quarto de hora), confirmando o 1.º lugar na sua série, com doze pontos, mais três que a formação do Algarve. No outro jogo, Oliveira do Hospital (3.º) e At. Malveira (4.º) empataram também a um golo.
Garantiram a subida à Liga 3 os dois primeiros classificados de cada uma das séries: Leça e Vianense (Série A), tendo-se superiorizado face à concorrência de Bragança e Rebordosa; e V. Sernache e Louletano (Série B).
Antevisão – A culminar a época de 2025-26 do futebol distrital, teremos, já este sábado, o pronto reencontro entre Fazendense (Campeão Distrital e vencedor da Taça, almejando a conquista de um possível “triplete”) e Moçarriense (finalista da Taça do Ribatejo, que garantiu também já a presença na próxima edição da Taça de Portugal), para disputa da Supertaça Dr. Alves Vieira, desafio tradicionalmente realizado em Torres Novas, no Estádio com o mesmo nome.
Tal implicará novo adiamento (para dia 17 de Junho), do jogo da 6.ª ronda da fase final da II Divisão Distrital, de apuramento de Campeão e de promoção, entre Moçarriense e Vasco da Gama. Pelo que, para domingo, estão calendarizadas as seguintes duas partidas: Salvaterrense-Ouriquense, embate que se reveste de cariz determinante, na luta pela subida; e Pego-U. Atalaiense, com os dois clubes a procurar escapar à cauda da pauta classificativa
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 4 de Junho de 2026)
Afonso Eulálio 6.º no “Giro” de Itália
Há um novo nome português que desponta e se afirma na mais “alta roda internacional”, aos 24 anos de idade: Afonso Eulálio.
Depois de ter já “dado nas vistas”, em Setembro do ano passado, ao terminar a prova do Campeonato do Mundo, num extremamente selectivo circuito em Kigali, no Ruanda, com um notável 9.º lugar, foi nesta edição do “Giro” de Itália que saltou para os escaparates.
Integrante de uma fuga na 5.ª etapa, ao longo de cerca de 180 km, que terminou na 2.ª posição, tendo adquirido uma vantagem de cerca de sete minutos face ao lote das principais figuras, envergou então a “maglia rosa”, de líder da classificação geral, que defendeu corajosamente durante nove etapas.
Tendo cedido a liderança na 14.ª etapa, manteve, não obstante, até ao final da prova, em Roma, a “camisola branca”, símbolo do líder da classificação da “Juventude”, concluindo a prova num notável 6.º lugar da classificação geral.
A forma abnegada como foi à luta, permitindo-se inclusivamente, num vislumbre de categoria, esboçar alguns ataques, em tentativas de se voltar a isolar e ganhar tempo – o que conseguiria, na penúltima etapa, face aos seus mais directos perseguidores (Storer, na classificação geral; e Piganzoli, na disputa pela camisola branca) – é reveladora de grande fibra e bastante promissora.

Afonso Eulálio é o 10.º ciclista português a posicionar-se no “Top 10” de uma das grandes voltas: Joaquim Agostinho (“Tour” e “Vuelta”), João Almeida (“Tour”, “Giro” e “Vuelta”), José Azevedo (“Tour” e “Giro”), Alves Barbosa (“Tour”), Acácio da Silva (“Giro”), João Rebelo (“Vuelta”), Ribeiro da Silva (“Vuelta”), Fernando Mendes (“Vuelta”), José Martins (“Vuelta”), e, agora, Afonso Eulálio (“Giro”).
Quanto ao vencedor, Jonas Vingegaard, terá tido um dos mais “fáceis” triunfos da sua carreira: tendo, paulatinamente, recuperado o atraso face ao português – apesar do mau contra-relógio que realizou -, após ter alcançado a liderança, fez uma gestão exemplar, acabando com um total de cinco vitórias em etapas (de montanha), a dar bem nota de uma vitória absolutamente incontestável, posicionando-se num patamar acima face a toda a restante concorrência.
Classificação geral final:
1.º Jonas Vingegaard (Dinamarca) – Team Visma – Lease a Bike – 83h 22′ 51”
2.º Felix Gall (Áustria) – Decathlon CMA CGM Team – a 05′ 22”
3.º Jai Hindley (Austrália) – Red Bull – Bora-Hansgrohe – a 06′ 25”
4.º Thymen Arensman (Países Baixos) – Netcompany Ineos – a 07′ 02”
5.º Derek Gee (Canadá) – LIDL – Trek – a 07′ 56”
6.º Afonso Eulálio (Portugal) – Bahrain Victorious – a 09′ 39”
7.º Michael Storer (Austrália) – Tudor Pro Cycling Team – a 10′ 13”
8.º Davide Piganzoli (Itália) – Team Visma – Lease a Bike – a 10′ 52”
9.º Damiano Caruso (Itália) – Bahrain Victorious – a 11′ 24”
10.º Egan Bernal (Colômbia) – Netcompany Ineos – a 12′ 54”
É a seguinte a lista completa dos vencedores da “Volta à Itália”:
- 5 vitórias – Alfredo Binda (1925, 1927, 1928, 1929 e 1933); Fausto Coppi (1940, 1947, 1949, 1952 e 1953); e Eddy Merckx (1968, 1970, 1972, 1973 e 1974)
- 3 vitórias – Giovanne Brunero (1921, 1922 e 1926); Gino Bartali (1936, 1937 e 1946); Florenzo Magni (1948, 1951 e 1955); Felice Gimondi (1967, 1969 e 1976); e Bernard Hinault (1980, 1982 e 1985)
- 2 vitórias – Carlo Galetti (1910 e 1911); Costante Girardengo (1919 e 1923); Giovanni Valetti (1938 e 1939); Charly Gaul (1956 e 1959); Jacques Anquetil (1960 e 1964); Franco Balmamion (1962 e 1963); Giuseppe Saronni ((1979 e 1983); Miguel Indurain (1992 e 1993); Ivan Gotti (1997 e 1999); Gilberto Simoni (2001 e 2003); Paolo Salvoldelli (2002 e 2005); Ivan Basso (2006 e 2010); Alberto Contador (2008 e 2015); e Vincenzo Nibali (2013 e 2016)
- 1 vitoria – Luigi Ganna (1909); Carlo Oriani (1913); Alfonso Calzolari (1914); Gaetano Belloni (1920); Giuseppe Enrici (1924); Luigi Marchisio (1930); Francesco Camusso (1931); Antonio Pesenti (1932); Learco Guerra (1934); Vasco Bergamaschi (1935); Hugo Koblet (1950); Carlo Clerici (1954); Gastone Nencini (1957); Ercole Baldini (1958); Arnaldo Pambianco (1961); Vittorio Adorni (1965); Gianni Motta (1966); Gösta Pettersson (1971); Fausto Bertoglio (1975); Michel Pollentier (1977); Johan De Muynck (1978); Giovanni Battaglin (1981); Francesco Moser (1984); Roberto Visentini (1986); Stephen Roche (1987); Andrew Hampsten (1988); Laurent Fignon (1989); Gianni Bugno (1990); Franco Chioccioli (1991); Evgeni Berzin (1994); Tony Rominger (1995); Pavel Tonkov (1996); Marco Pantani (1998); Stefano Garzelli (2000); Damiano Cunego (2004), Danilo Di Luca (2007); Denis Menchov (2009); Michele Scarponi (2011); Ryder Hesjedal (2012); Nairo Quintana (2014); Tom Dumoulin (2017); Chris Froome (2018); Richard Carapaz (2019); Tao Geoghegan Hart (2020); Egan Bernal (2021); Jai Hindley (2022); Primož Roglič (2023); Tadej Pogačar (2024); Simon Yates (2025); e Jonas Vingegaard (2026)
Liga dos Campeões – Final – Paris Saint-Germain – Arsenal
Paris St.-Germain – Matvey Safonov, Achraf Hakimi, Marcos Corrêa “Marquinhos” (105m – Illya Zabarnyi), Willian Pacho, Nuno Mendes, João Neves, Vítor Ferreira “Vitinha” (105m – Lucas Beraldo), Fabián Ruiz (95m – Warren Zaïre-Emery)), Désiré Doué, Ousmane Dembélé (90m – Gonçalo Ramos) e Khvicha Kvaratskhelia (83m – Bradley Barcola)
Arsenal – David Raya, Cristhian Mosquera (66m – Jurriën Timber), William Saliba, Gabriel Magalhães, Piero Hincapié, Declan Rice, Myles Lewis-Skelly (91m – Martín Zubimendi), Bukayo Saka (83m – Chukwunonso “Noni” Madueke), Martin Ødegaard (67m – Viktor Gyökeres), Leandro Trossard (83m – Gabriel Martinelli) e Kai Havertz (91m – Eberechi Eze)
0-1 – Kai Havertz – 6m
1-1 – Ousmane Dembélé (pen.) – 65m
Cartões amarelos – Cristhian Mosquera (47m), Bukayo Saka (54m), Viktor Gyökeres (98m) e Declan Rice (103m); João Neves (90m) e Nuno Mendes (118m)
Árbitro – Daniel Siebert (Alemanha)
Puskás Aréna, Budapeste – Hungria
Desempate da marca de grande penalidade:
1-0 – Gonçalo Ramos
1-1 – Viktor Gyökeres
2-1 – Désiré Doué
Eberechi Eze rematou ao lado
Nuno Mendes permitiu a defesa a David Raya
2-2 – Declan Rice
3-2 – Achraf Hakimi
3-3 – Gabriel Martinelli
4-3 – Lucas Beraldo
Gabriel Magalhães rematou por alto
O Paris Saint-Germain sagrou-se bi-Campeão Europeu, ao bater o Arsenal, no desempate da marca de grande penalidade, num desafio em que manifestou superioridade em todos os dados estatísticos, com um domínio esmagador em termos de posse de bola (75% / 25%), para além de 21-7 em remates, 4-1 em remates à baliza e 11-3 em cantos.
O jogo começou de feição para o Arsenal, que marcou estavam apenas completados os cinco minutos iniciais, apostando, desde logo, numa táctica de risco mínimo, procurando preservar o seu sector recuado, não obstante tenha tido uma ou outra ocasião de poder ter ampliado a vantagem. Denotando dificuldades em desmontar o posicionamento do adversário, a equipa francesa não conseguiria mais do que uma oportunidade no primeiro tempo.
Na segunda metade, a pressão intensificou-se, acabando por, de alguma forma, se fazer justiça com o tento do empate. Até final do tempo regulamentar a toada de jogo não se alteraria substancialmente.
Seria já no prolongamento que se registaria um maior “desencaixe” entre as duas formações, numa fase já de menor controlo, a resultar em alguns lances de perigo de parte a parte, mas sem que o marcador se alterasse.
No desempate da marca de grande penalidade, apesar de ter sido o guardião do Arsenal a conseguir a única defesa, dois dos seus colegas não lograram acertar na baliza, culminando na conquista do título pelo emblema parisiense.
O forte núcleo português – com Nuno Mendes, João Neves e Vitinha a alinhar de início, tendo ainda Gonçalo Ramos entrado no último minuto do segundo tempo – sagra-se também bi-Campeão da Europa!
Uma curiosidade, muito rara no historial da competição: o Paris Saint-Germain alinhou nesta Final exactamente com os mesmos (10) jogadores de campo que tinham iniciado a Final de há um ano, portanto, com uma única alteração no “onze” titular, a do guarda-redes (Safonov, em vez de Donnarumma)! (Anteriormente, o Real Madrid repetira o “onze” na totalidade, nas Finais de 2017 e 2018; o Ajax alterara um jogador de campo entre 1972 e 1973; tal como o AC Milan entre 1989 e 1990).
Depois de Real Madrid, Benfica, Inter, Ajax, Bayern, Liverpool, Nottingham Forest e AC Milan, o Paris Saint-Germain é apenas o nono clube a repetir a conquista da principal prova do futebol europeu em épocas sucessivas, sendo que, na “Era Champions” (desde 1993) apenas o Real Madrid o conseguira até agora.
A lista de vencedores, nas 71 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:
- Real Madrid – 15 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17, 2017-18, 2021-22 e 2023-24)
- AC Milan – 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
- Liverpool – 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
- Bayern München – 6 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01, 2012-13 e 2019-20)
- Barcelona – 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
- Ajax – 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
- Inter – 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
- Manchester United – 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
- Benfica – 2 (1960-61 e 1961-62)
- Nottingham Forest – 2 (1978-79 e 1979-80)
- Juventus – 2 (1984-85 e 1995-96)
- FC Porto – 2 (1986-87 e 2003-04)
- Chelsea – 2 (2011-12 e 2020-21)
- Paris Saint-Germain – 2 (2024-25 e 2025-26)
- Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); Borussia Dortmund (1996-97); e Manchester City (2022-23).
O Pulsar do Campeonato – 30ª Jornada

(“O Templário”, 28.05.2026)
No termo de um campeonato disputado “ponto a ponto”, o Fazendense conquistou o seu 3.º título de Campeão Distrital, repetindo as proezas das temporadas de 1995-96 (em que tivera a primazia face ao Coruchense e ao Tramagal) e 2006-07 (na qual batera, numa Final a duas mãos, o Torres Novas), garantindo, pois, a promoção ao Campeonato de Portugal, escalão em que se estreará.
Afinal, a derradeira ronda acabou por não gerar grande “frisson”: o Mação, vice-líder, na perseguição ao comandante, um único ponto atrás, cedo “resolveu” o seu desafio, com dois tentos apontados ainda no quarto de hora inicial – tendo marcado antes do Fazendense, chegara, por breves instantes, a ser “guia virtual”; mas o novo Campeão não vacilou, inaugurando o “placard” nos Amiais no minuto imediato, repondo o posicionamento com que se iniciara a jornada, o qual não se alteraria até final, vindo as duas equipas a chegar à “chapa 4” nos respectivos jogos.
Tendo completado a prova a um único ponto do vencedor, a turma maçaense poderá lamentar-se do empate cedido em Ourém, três semanas antes. Mas, por outro lado, só lograra manter-se na corrida até ao último dia, mercê também de um imprevisto desaire sofrido pelo grupo das Fazendas, no Entroncamento, na semana precedente. No cômputo geral, tendo ambos os rivais sofrido alguns deslizes, não é possível recorrer a uma qualquer espécie de “wild card” ou “joker”, que permitisse descartar os resultados desfavoráveis (e o Fazendense até começara por ter duas derrotas nas três primeiras rondas, que lhe haviam provocado, logo aí, atraso de seis pontos…).
Obviamente, não seria viável, no âmbito destes comentários semanais à evolução do campeonato, ter uma percepção objectiva sobre o eventual impacto que as arbitragens pudessem ter tido no desfecho de algumas partidas, situação relativamente à qual os suplantados vocalizam reiterado protesto. Isto dito, reconhecendo o mérito do Fazendense, há que endereçar os Parabéns e expressar os votos de boa época de 2026-27, em competição de cariz exigente, de índole nacional.
Destaques – A primeira nota de destaque vai, necessariamente, para a goleada aplicada pelo Fazendense, no tradicionalmente difícil Campo da Azenha, nos Amiais de Baixo, e, para mais, frente a um Amiense que realizou boa segunda volta, e que não perdia há seis jornadas! Tendo aberto o activo à passagem dos doze minutos, os forasteiros ampliariam a contagem antes do intervalo; para, entre os 72 e os 75 minutos, com mais dois golos, fixando o resultado num desnivelado 4-0, ratificar definitivamente a conquista do título – num desafio com a particularidade de três dos tentos terem sido apontados na conversão de grandes penalidades.
De pouco valeu, portanto, a goleada também imposta pelo Mação ao Abrantes e Benfica: dois golos de rajada, aos onze e treze minutos; e, de novo, outros dois, aos quatro e seis minutos da segunda metade, antes de os abrantinos reduzirem para 4-1. O grupo maçaense, enquanto vice-campeão, terá, como “lenitivo”, o apuramento para a próxima edição da Taça de Portugal, em que marcará presença apenas pela terceira vez no seu historial (após 2017-18 e 2018-19).
O U. Tomar – sabendo-se de antemão que enfrentava uma missão difícil – não foi capaz de alcançar o único resultado (a vitória) que lhe teria proporcionado ascender até à 8.ª posição, acabando por quedar-se pelo 10.º posto, aquém dos objectivos – pese embora, ainda assim, numa época de absoluta tranquilidade quanto à meta essencial, a da permanência no principal escalão.
Recebendo o Coruchense, que almejava ainda o 5.º lugar, os unionistas tiveram uma primeira parte positiva, assumindo a iniciativa, mas sem concretizar, com o nulo a subsistir ao intervalo. Na etapa complementar, o conjunto do Sorraia, com dois tentos, aos 59 e 67 minutos, sentenciou o desfecho, que reforçaria, ainda com um terceiro golo, já nos últimos dez minutos. Um resultado que, porém, não alterou a classificação, dada a natural vitória obtida pelo Alcanenense no Cartaxo.
Uma vez mais em evidência, o Águias de Alpiarça venceu, por 1-0, na visita a Ourém – sendo que o At. Ouriense vinha de três empates, dois deles ante o 2.º e o 4.º classificado –, finalizando a prova num assinalável e bem afirmativo 7.º posto, com quatro triunfos nas cinco últimas rondas.
Surpresa – Tal como na semana anterior, também neste caso se terá tratado, com maior propriedade, de uma semi-surpresa, a vitória do At. Riachense em Pontével, por 3-2. As duas equipas tinham já a respectiva situação definida: os visitados, tendo assegurado a manutenção, os forasteiros, com a despromoção consumada – sendo que vinham, em ambos os casos, de cinco jornadas sem conhecer o sabor da vitória, nas quais não foram além de duas igualdades, cada qual.
O conjunto dos Riachos marcou primeiro, à passagem da meia hora, mas o Pontével operou a reviravolta na fase inicial do segundo tempo; antes de os forasteiros restabelecerem a igualdade, para acabar mesmo por chegar ao triunfo, a cinco minutos do final. O Riachense termina o campeonato somente a um ponto da “linha de água”, mas foi tardia a sua tentativa de recuperação.
Confirmações – De outra forma, não houve qualquer surpresa nos outros três prélios da 30.ª jornada: o Torres Novas recebeu e goleou, por 4-0, o Entroncamento AC, precisamente o último clube a alcançar a permanência – tendo sido determinantes os seis pontos angariados entre a 25.ª e a 28.ª ronda, incluindo o tal triunfo ante o futuro Campeão, Fazendense, assim como os empates nos confrontos directos com dois dos clubes despromovidos (Cartaxo e At. Riachense). Os torrejanos confirmaram, deste modo, uma excelente classificação, integrando o pódio (3.º lugar).
Também o Porto Alto completou a sua melhor temporada de sempre nos campeonatos distritais – após se ter sagrado, na época anterior, Campeão da II Divisão, ao vencer o Tramagal na Final –, com um notável 4.º posto (a escassos três pontos do Torres Novas), tendo batido… o Tramagal, por via de um solitário golo, num “adeus” com dignidade, por parte do “lanterna vermelha”.
Pelo contrário, o Cartaxo, agora já de “braços caídos”, teve uma triste despedida da I Divisão, recebendo o Alcanenense, voltando a sofrer retumbante goleada, de 0-8 (depois dos 0-9 e dos 0-6 nos dois jogos com o Torres Novas); foi caso de “virar aos quatro”, e “acabar aos oito”, sem contemplações da turma de Alcanena, que, assim, preservou a 5.ª posição na pauta classificativa.
II Divisão Distrital – Após a quarta jornada (de um total de dez) da fase final deste campeonato, parece haver quatro pretendentes para três vagas de subida: Ouriquense, Moçarriense, Vasco da Gama e Salvaterrense – nesta altura separados (entre o 1.º e 4.º classificado) só por quatro pontos. Ao invés, a U. Atalaiense, batida no seu terreno, por 1-4, pelo conjunto de Salvaterra, somou quarto desaire em outras tantas partidas; enquanto o Pego sofreu também pesada derrota (0-4), igualmente no seu reduto, ante a formação da Moçarria. Num embate directo entre dois dos candidatos à subida, Ouriquense e Vasco da Gama neutralizaram-se, empatando a uma bola.
Liga 3 – Já em “tempo extra” desta competição, na 1.ª mão do “play-off” de acesso à II Liga, entre o 16.º classificado desse escalão e o 3.º da “Liga 3”, o Farense levou a melhor, ganhando ao Belenenses por tangencial 1-0, subsistindo, pois, em aberto, a definição do clube apurado.
Campeonato de Portugal – Ainda com uma ronda por disputar, ficou já decidida a promoção à Liga 3 do V. Sernache (vencedor na Malveira, por categórico 3-0) e do Louletano (que bateu o Oliveira do Hospital por 2-1, com o tento decisivo apontado em período de compensação).
Antevisão – Concluído o campeonato do principal escalão, abre-se espaço à Final da “prova rainha”, a Taça do Ribatejo, desta feita com o especial aliciante de ser disputada por clubes das duas divisões, com o Campeão, Fazendense, naturalmente, como claro favorito a conquistar o que, em caso de triunfo, será o seu 6.º troféu, ante o Moçarriense, finalista em estreia absoluta.
A concluir a primeira volta da fase final da II Divisão Distrital, destaque para o Moçarriense-Ouriquense (que, em função da participação do emblema da Moçarria na disputa da Taça), foi agendado para dia 3 de Junho (quarta-feira). Vasco da Gama, recebendo a U. Atalaiense; e Salvaterrense, que terá a visita do Pego, apresentam-se com notório favoritismo a ganhar.
No Campeonato de Portugal, o V. Sernache defronta, em casa, no Estádio Municipal D. Nuno Álvares Pereira, o Louletano – podendo até, no limite, perder por um golo de diferença, que garantiria, ainda assim, uma sensacional presença no Jamor, na Final desta competição.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Maio de 2026)
Liga Conferência – Final – Crystal Palace – Rayo Vallecano

Um solitário golo, apontado no início da segunda parte, bastou para o Crystal Palace conquistar o primeiro título europeu da sua história, ao bater, na Final, disputada em Leipzig, o Rayo Vallecano.
Após a disputa de cinco edições da “Liga Conferência”, passamos a ter a seguinte lista de vencedores:
- 2021-22 – Roma
- 2022-23 – West Ham
- 2023-24 – Olympiacos
- 2024-25 – Chelsea
- 2025-26 – Crystal Palace
Títulos de Futebol – Clubes portugueses
Taça de Portugal – Palmarés
Vencedor Finalista Épocas (Vencedor / Finalista) Benfica 26 13 1939-40; 1942-43; 1943-44; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1954-55; 1956-57; 1958-59; 1961-62; 1963-64; 1968-69; 1969-70; 1971-72; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1985-86; 1986-87; 1992-93; 1995-96; 2003-04; 2013-14; 2016-17 1938-39; 1957-58; 1964-65; 1970-71; 1973-74; 1974-75; 1988-89; 1996-97; 2004-05; 2012-13; 2019-20; 2020-21; 2024-25 FC Porto 20 14 1955-56; 1957-58; 1967-68; 1976-77; 1983-84; 1987-88; 1990-91; 1993-94; 1997-98; 1999-00; 2000-01; 2002-03; 2005-06; 2008-09; 2009-10; 2010-11; 2019-20; 2021-22; 2022-23; 2023-24 1952-53; 1958-59; 1960-61; 1963-64; 1977-78; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1991-92; 2003-04; 2007-08; 2015-16; 2018-19 Sporting 18 14 1940-41; 1944-45; 1945-46; 1947-48; 1953-54; 1962-63; 1970-71; 1972-73; 1973-74; 1977-78; 1981-82; 1994-95; 2001-02; 2006-07; 2007-08; 2014-15; 2018-19; 2024-25 1951-52; 1954-55; 1959-60; 1969-70; 1971-72; 1978-79; 1986-87; 1993-94; 1995-96; 1999-00; 2011-12; 2017-18; 2023-24; 2025-26 Boavista 5 1 1974-75; 1975-76; 1978-79; 1991-92; 1996-97/ 1992-93 V. Setúbal 3 7 1964-65; 1966-67; 2004-05 1942-43; 1953-54; 1961-62; 1965-66; 1967-68; 1972-73; 2005-06 Belenenses 3 5 1941-42; 1959-60; 1988-89/ 1939-40; 1940-41; 1947-48; 1985-86; 2006-07 Sp. Braga 3 5 1965-66; 2015-16; 2020-21/ 1976-77; 1981-82; 1997-98; 2014-15; 2022-23 Académica 2 3 1938-39; 2011-12 1950-51; 1966-67; 1968-69 V. Guimarães 1 6 2012-13/ 1941-42; 1962-63; 1975-76; 1987-88; 2010-11; 2016-17 Leixões 1 1 1960-61/ 2001-02 Beira-Mar 1 1 1998-99/ 1990-91 Estrela Amadora 1 - 1989-90 D. Aves 1 - 2017-18 Torreense 1 - 2025-26 Atlético - 2 1945-46; 1948-49 Marítimo - 2 1994-95; 2000-01 Rio Ave - 2 1983-84; 2013-14 Estoril - 1 1943-44 Olhanense - 1 1944-45 Torreense - 1 1955-56 Covilhã - 1 1956-57 Farense - 1 1989-90 Campomaiorense - 1 1998-99 U. Leiria - 1 2002-03 Paços Ferreira - 1 2008-09 Chaves - 1 2009-10 Tondela - 1 2021-22









