Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Benfica – Manchester United

BenficaBenfica – Mile Svilar, Douglas, Luisão, Rúben Dias, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (83m – Franco Cervi), Pizzi (59m – Andrija Živković), Filipe Augusto, Diogo Gonçalves (69m – Jonas) e Raúl Jiménez

Manchester UnitedManchester United – David de Gea, Antonio Valencia, Victor Lindelöf, Chris Smalling, Daley Blind, Juan Mata (83m – Jesse Lingard), Ander Herrera, Nemanja Matić, Marcus Rashford (76m – Anthony Martial), Henrikh Mkhitaryan (90m – Scott McTominay) e Romelu Lukaku

0-1 – Marcus Rashford – 64m

Cartões amarelos – Luisão (5m) e Diogo Gonçalves (54m); Antonio Valencia (41m) e Jesse Lingard (90m)

Cartão vermelho – Luisão (90m)

Árbitro – Felix Zwayer (Alemanha)

Uma equipa do Benfica distante da sua melhor forma, ainda à procura dos melhores “acertos tácticos”, mas sobretudo carenciada de confiança, que só as vitórias podem proporcionar, enfrentava hoje uma difícil missão, atendendo à conjuntura – duas derrotas das duas rondas iniciais da prova – e ao adversário.

Rui Vitória praticamente operou uma “revolução” no onze inicial, confiando a baliza a um jovem guarda-redes, acabado de fazer 18 anos, que se estreava ao mais alto nível (o guardião mais jovem de sempre em jogos da Liga dos Campeões), para além de ter apostado também em Douglas (que ainda não jogara no campeonato) e nos jovens Rúben Dias e Diogo Gonçalves.

A estratégia adoptada foi a de reforçar o meio-campo (com Filipe Augusto junto a Fejsa), procurando ganhar em segurança defensiva, o que, porém, teria contraponto, na enorme dificuldade patenteada em estender o jogo, o que, no final da partida, se saldaria por nenhum remate enquadrado com a baliza adversária!

Para além disso, depois de uma meia-hora inicial em que o Benfica ainda procurou repartir a iniciativa, viria a baixar as linhas, cedendo o controlo do jogo ao Manchester United, começando, nos últimos dez minutos, a sofrer uma intensa pressão na sua zona defensiva.

Na segunda metade os contornos do jogo não se alterariam muito, com a turma inglesa confiante que o golo acabaria por surgir, mais tarde ou mais cedo.

E acabaria mesmo por chegar, da forma porventura mais inesperada, pelo caricato da situação: depois de ter já ensaiado dois cantos directos, Rashford, na sequência de um livre, rematou em profundidade, aproveitando o adiantamento de Svilar, que, inadvertidamente, ao recuar para conseguir segurar a bola, entraria notoriamente pela baliza dentro, numa infantilidade incrível, própria de um guarda-redes sem qualquer experiência…

Até final, o marcador não se alteraria, dado que o Manchester United estava satisfeito com o resultado.

A derrota benfiquista ficava indelevelmente associada ao erro de Svilar, mas, a verdade, é que, ao longo dos noventa minutos, a ideia que prevaleceu sempre foi de que, em qualquer outra oportunidade, os ingleses acabariam por marcar.

18 Outubro, 2017 at 9:39 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 3ª Jornada

Pulsar-03

(“O Templário”, 12.10.2017)

Após a disputa da 3.ª jornada da I Divisão Distrital, registo para uma situação peculiar: a notória clivagem entre o pelotão dos oito primeiros classificados, compactados num intervalo de apenas três pontos, e o lote dos cinco últimos, que somaram derrotas em todos os três jogos já realizados, caso de que não existe memória recente, assumindo o Cartaxo – que, curiosamente, ainda não se estreou a jogar em casa – uma posição de charneira entre os dois grupos.

Destaques – O principal destaque desta ronda vai para a soberba goleada (5-0) imposta pelo Fazendense face a um irreconhecível Riachense, actual “lanterna vermelha”, culminando uma semana terrível, depois do desaire na Glória do Ribatejo, para a Taça do Ribatejo. Um desfecho que contribui para duas faces da mesma moeda: por um lado, coloca a turma das Fazendas de Almeirim como a mais realizadora da prova, a par do Samora Correia, ao mesmo tempo que implica que o conjunto de Riachos seja, por agora, o mais batido, em parceria com o Ferreira do Zêzere, acumulando cada uma das equipas já uma dezena de tentos sofridos!

E pegando precisamente por aí, pelos referidos “parceiros”, encontraram-se ambos em Samora Correia, com os samorenses a aplicar também “chapa” 5 aos ferreirenses (mas, neste caso, com o marcador final a cifrar-se num inusual 5-2), com a particularidade suplementar de o conjunto de Ferreira do Zêzere ter ainda desperdiçado duas grandes penalidades, que poderiam ter colorido o “placard” de forma ainda mais extraordinaria…

Assim, Fazendense, Samora Correia e U. Almeirim formam agora um trio de perseguição aos líderes, entretanto reduzido ao par constituído por Mação e Amiense, únicas equipas a somar por vitórias as três partidas realizadas. Neste âmbito merece também realce o triunfo averbado pelos almeirinenses na Ribeira de Santarém, batendo os Caixeiros por 2-0.

Para o desmembramento do anterior trio de comandantes, contribuiu um desconcertante At. Ouriense, que vem intervalando os severos desaires sofridos ante o Mação (0-4 para o campeonato, e 1-4, em casa, para a Taça do Ribatejo) com outros desfechos bem positivos, como foi agora o caso da vitória alcançada na deslocação a Torres Novas, impondo-se por categórica marca de 3-1.

Confirmações – Numa ronda sem surpresas a assinalar, o Amiense manteve a “folha limpa”, recebendo e batendo o Cartaxo, mercê de um solitário tento, o suficiente para continuar a liderar a prova. Como referido, este foi o terceiro desafio sucessivo que os cartaxeiros realizaram em terreno alheio, tendo, até ao momento, vencido um, empatado outro e perdido este.

O Mação confirmou o favoritismo, ganhando ao Moçarriense por 3-1, cotando-se, para já, com a entrada mais afirmativa neste arranque de época, comandando o campeonato, e tendo obtido uma notável vitória em Ourém, para a Taça (isto, depois de ter conquistado já a Supertaça).

Os mesmos números (3-1) se verificaram no União de Tomar-U. Abrantina, numa réplica quase integral do encontro dos tomarenses ante o Ferreira do Zêzere, da jornada inaugural, marcando cedo, chegando a vantagem de dois golos, consentindo depois o tento de honra do adversário, antes de confirmar a vitória. Os nabantinos partilham assim o 6.º posto com Torres Novas e At. Ouriense, mantendo-se a três pontos dos guias.

Ao invés, na cauda da tabela, ainda sem pontuar, para além dos três recém-promovidos, Moçarriense, U. Abrantina e Ferreira do Zêzere, também os Empregados do Comércio parecem começar a ver-se novamente envolvidos na zona aflitiva da classificação, um sector que era até agora desconhecido do Riachense, a maior surpresa pela negativa nesta fase inicial da prova.

II Divisão Distrital – Esta época abrangendo um total de 21 clubes participantes, repartidos em duas séries (uma de dez equipas e outra com onze), o segundo escalão do futebol distrital teve o seu arranque no passado fim-de-semana, apenas na série mais a Sul (Série B), com destaque para as vitórias das duas formações do município de Benavente, ambas por 2-0: o recém-despromovido Benavente bateu o regressado Pontével; o Barrosense impôs-se ao Forense. Menção ainda para a reedição do “derby” Salvaterrense-Marinhais (três dias apenas após o jogo da Taça, que opôs ambos os grupos), desta feita saldando-se por uma igualdade a um golo.

Campeonato de Portugal – Na 6.ª jornada do Nacional, o grande destaque vai para a goleada aplicada pelo Alcanenense em Sintra, ante o Sintrense, ganhando por 5-1, o que lhe permite ascender ao lote de vice-líderes, a dois pontos do Mafra.

Por seu lado, Coruchense e Fátima, pese embora actuando nos respectivos terrenos, não conseguiram ir além do empate, um nulo no Coruchense-Pêro Pinheiro, e a duas boas, no Fátima-Vilafranquense, resultados que não são os ideais para as necessidades de ambos os clubes; a turma do Sorraia ocupa agora a 7.ª posição, somente dois pontos acima da “linha de água”, enquanto os fatimenses, tendo somado o segundo ponto, mantém a indesejada “lanterna vermelha”, cinco pontos abaixo do último lugar que dará direito à manutenção.

Antevisão – Os campeonatos voltam a sofrer nova paragem no próximo fim-de-semana, para disputa das Taças. Na Taça Ribatejo, na sua 2.ª jornada, o jogo de maior cartaz será, indubitavelmente, o Mação-U. Tomar, um sério teste para os unionistas. Realce ainda para as seguintes partidas: Empregados do Comércio-Samora Correia, U. Almeirim-Glória do Ribatejo, assim como para a curiosidade do reencontro de dois históricos, Torres Novas-Tramagal.

Na Taça de Portugal, já nos 1/32 de final, o Fátima tem um aliciante encontro com o Chaves, enquanto o Coruchense se desloca a Arouca, para defrontar uma equipa que disputava também, na época passada, a I Liga. Missões bem espinhosas para as equipas representantes do Distrito.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Outubro de 2017)

15 Outubro, 2017 at 11:00 am Deixe um comentário

Mundial 2018 – Qualificação – Zona Europeia

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10 Outubro, 2017 at 9:52 pm Deixe um comentário

Portugal – Suíça (Mundial 2018 – Qualif.)

Portugal Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, José Fonte, Eliseu (68m – Antunes), William Carvalho, João Mário (90m – Danilo Pereira), João Moutinho, Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e André Silva (75m – André Gomes)

Suíça Suíça – Yann Sommer, Stephan Lichtsteiner, Fabian Schär, Johan Djourou, Ricardo Rodríguez, Remo Freuler (45m – Denis Zakaria), Blerim Džemaili (66m – Steven Zuber), Granit Xhaka, Xherdan Shaqiri, Haris Seferović e Admir Mehmedi (66m – Breel Embolo)

1-0 – Johan Djourou (p.b.) – 41m
2-0 – André Silva – 57m

Cartões amarelos – Eliseu (45m); Remo Freuler (27m) e Denis Zakaria (69m)

Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)

Culminando duas excelentes campanhas, em paralelo, com o pleno de vitórias face aos restantes adversários do grupo – pese embora se tenha revelado de nível geral bastante fraco, sobretudo no que respeita à Hungria e à Letónia, muito aquém das expectativas -, Portugal e Suíça tinham encontro marcado para esta espécie de “final”, que ditaria qual dos dois garantiria o apuramento directo, em prejuízo do outro, forçado a “horas extraordinárias”, num sempre imprevisível “play-off”.

A selecção suíça, com a vantagem teórica de poder jogar com dois resultados – apenas a derrota não servia as suas aspirações – apresentou-se muito coesa, com um forte sentido de colectivo, bem posicionada, jogando “olhos nos olhos” com os portugueses, mas, efectivamente, sem criar especial perigo.

Por seu lado, a equipa lusa, ambicionando a vitória, sabia que teria de ser paciente e não conceder qualquer espécie de facilidades ao oponente. Assim, com o jogo muito equilibrado a meio-campo, o primeiro lance de maior “frisson” surgiria já próximo dos 40 minutos, num remate de Bernardo Silva, a que o guardião suíço deu a melhor resposta para as suas cores.

Quando se esperava que o intervalo chegasse com o nulo no marcador, Portugal viria então a ser feliz: na sequência de um centro de Eliseu, João Mário atrapalhou Sommer e Djorou, tendo o guarda-redes desviado a bola contra o defesa, que, involuntariamente, fez auto-golo.

À saída para o descanso os papéis invertiam-se: era Portugal que passava a estar “qualificado”, cabendo aos suíços ir em busca do prejuízo.

Mas, contrariamente ao que sucedera há três dias em Andorra, desta feita o segundo tento surgiria cedo, ainda antes do quarto de hora da segunda metade, com André Silva, muito oportuno, a finalizar um lance criado por João Moutinho e Bernardo Silva.

Desde logo se sentiu que o apuramento já não nos escaparia. A equipa portuguesa, muito segura e confiante, controlou o jogo a seu bel-prazer, anulando qualquer veleidade que os suíços pudessem ter.

Ao invés, na parte final do desafio, seria inclusivamente Portugal a dispor de oportunidades para ampliar a marca, com Cristiano Ronaldo, isolado frente a Sommer, a permitir a defesa (80 minutos), e, já em período de compensação, Bernardo Silva, a perder o “timing” de uma assistência para Ronaldo, que, provavelmente, teria resultado em mais um golo, que lhe teria proporcionado igualar o polaco Lewandowski como melhor goleador desta fase de qualificação europeia para o Mundial.

Portugal, superior no momento decisivo, cumpria o seu destino: privilegiando o “jogar bem”, em detrimento do “jogar bonito”, completava uma série perfeita de nove vitórias, garantindo assim a 10.ª presença consecutiva em fases finais de grandes competições internacionais, desde 2000 (cinco Campeonatos da Europa e cinco Campeonatos do Mundo)!

GRUPO B        Jg   V   E   D     G    Pt
1º Portugal    10   9   -   1  32 - 4  27
2º Suíça       10   9   -   1  23 - 7  27
3º Hungria     10   4   1   5  14 -14  13
4º I. Faroé    10   2   3   5   4 -16   9
5º Letónia     10   2   1   7   7 -18   7
6º Andorra     10   1   1   8   2 -23   4

10ª jornada

10.10.2017 – Hungria – I. Faroé – 1-0
10.10.2017 – Letónia – Andorra – 4-0
10.10.2017 – Portugal – Suíça – 2-0

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10 Outubro, 2017 at 9:35 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Economia – 2017

O prémio Nobel da Economia 2017 foi hoje atribuído a Richard H. Thaler (EUA), pelos “seus contributos para a economia comportamental”.

9 Outubro, 2017 at 2:17 pm Deixe um comentário

Andorra – Portugal (Mundial 2018 – Qualif.)

Andorra Andorra – Josep Antoni Gomes, Jesús “Chus” Rubio, Ildefons Lima, Max Llovera, Moisès San Nicolas, Victor Rodríguez (87m – Juli Sánchez), Marc Rebés, Marc Vales, Ludovic Clemente (79m – Alex Martínez), Márcio Vieira (90m – Sergi Moreno) e Jordi Aláez

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Pepe, Luís Neto, Eliseu, Danilo, Gelson Martins (45m – Cristiano Ronaldo), João Mário, Ricardo Quaresma (79m – William Carvalho), Bernardo Silva e André Silva (90m – Gonçalo Guedes)

0-1 – Cristiano Ronaldo – 63m
0-2 – André Silva – 86m

Cartões amarelos – Jordi Aláez (37m), Moisès San Nicolas (57m), Victor Rodríguez (75m) e Sergi Moreno (90m)

Árbitro – Miroslav Zelinka  (R. Checa)

Não foi um bom jogo esta última etapa da selecção portuguesa, a caminho da “final” com a Suíça, mas, pode dizer-se “missão cumprida” na tarefa – que se confirmou ser imprescindível – de, após o “passo em falso” na estreia desta fase de qualificação, vencer todas as partidas, em ordem a continuar a depender exclusivamente de si própria.

Pese embora a imperiosa necessidade de vencer – caso tal não sucedesse, esvaziar-se-ia de conteúdo o derradeiro encontro, ante a Suíça, dado que tudo teria ficado já antecipadamente definido, a favor dos suíços – a realidade competitiva sobrepôs-se e Fernando Santos optou mesmo por preservar alguns dos titulares, poupando-os ao esforço e a eventuais “cartões amarelos”, que os poderiam afastar do prélio decisivo.

Num campo de dimensões reduzidas e com relvado sintético, a equipa portuguesa denotou muita dificuldade em contornar a barreira defensiva andorrana, muito compacta, preenchendo todos os espaços, não tendo conseguido impor a velocidade necessária para poder fazer desequilibrar a organização contrária.

No final do primeiro tempo podia dizer-se que se “alugava meio terreno”, mas as ocasiões de perigo junto da área de Andorra rarearam, destacando-se a tentativa de Quaresma, aos 26 minutos, e um remate de meia distância de Pepe, aos 40 minutos.

Com o nulo teimosamente a manter-se – nula altura em que, paralelamente, na Suíça, os nossos mais directos rivais tinham decidido já, em seu proveito, a contenda face aos húngaros -, Cristiano Ronaldo seria chamado a entrar em acção para o segundo tempo.

E, não obstante a toada do jogo não se tivesse alterado substancialmente, bastaria pouco mais de um quarto de hora para que, numa sobra de bola, Cristiano Ronaldo, muito eficaz, não perdoasse, apontando o seu 15.º tento nesta fase de qualificação, desbloqueando assim o problema que se vinha perfilando.

Inaugurado o marcador, Portugal beneficiaria então, na fase final da partida, de mais espaço, proporcionado também pela fadiga que se ia acumulando nos jogadores da casa, acabando por obter o golo da tranquilidade já bem próximo do termo do encontro.

Confirmava-se a “final”, com a Suíça, “pré-agendada” há mais de um ano…

GRUPO B        Jg   V   E   D     G    Pt
1º Suíça        9   9   -   -  23 - 5  27
2º Portugal     9   8   -   1  30 - 4  24
3º Hungria      9   3   1   5  13 -14  10
4º I. Faroé     9   2   3   4   4 -15   9
5º Letónia      9   1   1   7   3 -18   4
6º Andorra      9   1   1   7   2 -19   4

9ª jornada

07.10.2017 – I. Faroé – Letónia – 0-0
07.10.2017 – Andorra – Portugal – 0-2
07.10.2017 – Suíça – Hungria – 5-2

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7 Outubro, 2017 at 9:34 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Paz – 2017

O prémio Nobel da Paz 2017 foi hoje atribuído à Campanha Internacional para Abolição de Armas Nucleares, pelo trabalho desenvolvido para chamar a atenção para as consequências humanitárias catastróficas do uso de armas nucleares e pelos esforços inovadores para alcançar um acordo de proibição de tais armas.

6 Outubro, 2017 at 3:25 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Literatura – 2017

O prémio Nobel da Literatura 2017 foi hoje atribuído a Kazuo Ishiguro (Inglaterra, nascido no Japão), pelos seus “romances de grande força emocional, que revelam o abismo da nossa ilusória sensação de conforto em relação ao mundo”.

Ishiguro é autor dos seguintes livros:

  • As Colinas de Nagasaki (1982)
  • Os Despojos do Dia (1989)
  • Os Inconsolados (1995)
  • Quando Éramos Órfãos (2000)
  • Nunca me Deixes (2005)
  • Nocturnos (2009)
  • O Gigante Enterrado (2015)

5 Outubro, 2017 at 5:46 pm Deixe um comentário

Prémio Nobel da Química – 2017

O prémio Nobel da Química 2017 foi hoje atribuído aos investigadores Jacques Dubochet (Suíça),  Joachim Frank (Alemanha/EUA) e Richard Henderson (Escócia), pelos desenvolvimentos na microscopia crio-electrónica, para determinação da estrutura de biomoléculas em solução com alta resolução.

4 Outubro, 2017 at 10:59 am Deixe um comentário

“Relatório e Contas”

Com a tomada de posse dos novos membros da ECFP – Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, cessaram as funções que neste órgão exerci ao longo do mandato que se iniciou a 9 de Abril de 2013, há cerca de quatro anos e meio, na sequência da eleição, em sessão plenária do Tribunal Constitucional, de 2 de Abril de 2013.

Numa “prestação de contas”, aqui fica, de forma sumária, o balanço da actividade desenvolvida – em que se destacam cerca de quatro centenas de Relatórios e “Pareceres” emitidos, sobre contas anuais e contas de campanha -, anotando que o exercício de tais funções foi por mim assegurado em regime de não exclusividade, portanto a tempo parcial (50%).

	   CONTAS ANUAIS	   CONTAS DE CAMPANHA
			    ALRAA AL   PE ALRAM  AR   AL   PR
	2011 2012 2013 2014 2012 2013 2014 2015 2015 2016 2016
B.E.	  X    X    X    X    X    X    X    X    X    X
CDS-PP	  X    X    X    X    X	   X         X    X
JPP     n.a. n.a. n.a. n.a.	             X    X
LIVRE	n.a. n.a. n.a.   X		X	  X
MAS	n.a. n.a.   X    X		X    X
MEP	  X    X  n.a. n.a.
MPT	  X    X    X    X    X    X    X	  X
NÓS,CID.n.a. n.a. n.a. n.a.                       X
PAN	  X    X    X    X    X    X    X         X
PCP	  X    X    X    X
PCTP-MRPP X    X    X    X    X    X    X    X    X
PDA		              X	        X
PDR	n.a. n.a. n.a. n.a.		          X
PEV	  X    X    X    X
P.H.	  X    X    X    X
PLD	  X    X
PND				   X    X     X
PNR	  X    X    X    X	   X    X     X   X
POUS	  X    X    X    X		X
PPD/PSD	  X    X    X    X    X    X	      X   X
PPM	  X    X	 X    X    X	X	  X
PPV/CDC	  X    X    X	 X	   X	X	  X
PS	  X    X    X    X    X    X    X	  X    X
PTP	  X    X    X	 X    X    X	X	  X
PURP	n.a. n.a. n.a. n.a.			  X

CDU                           X    X    X     X   X    X 
OUT. COLIG.                   1   14    1     2   3    1 
GCE's                             30                   1  
CAND. PRESID.                                              10 
TOTAL    17   17   15   17   12   57   16    11  20    5   10
  • 11 lotes de Auditorias – 4 de contas anuais (2011 a 2014) e 7 de contas de campanha, relativas aos seguintes actos eleitorais: Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (2012); Autárquicas (2013); Parlamento Europeu (2014); Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira (2015); Assembleia da República (2015); Intercalar para a C. M. São João da Madeira (2016); e Presidenciais (2016)
  • 197 Relatórios (66 de contas anuais e 131 de contas de campanha)
  • 177 “Pareceres” (66 de contas anuais e 111 de contas de campanha – Encontrando-se ainda em curso o período para exercício do direito ao contraditório relativamente aos respectivos Relatórios por parte das diversas candidaturas, não foram preparados os 20 “Pareceres” referentes às contas de campanha para as eleições para a Assembleia da República)
  • 4 Pareceres de Omissão de prestação de contas anuais
  • Preparação de concurso público para adjudicação de auditoria externa às contas anuais
  • 7 conjuntos de Recomendações da ECFP, relativas à prestação de contas de campanha de cada acto eleitoral
  • Sessões de esclarecimento gerais sobre a prestação de contas anuais
  • Sessões de esclarecimento gerais sobre a prestação de contas de campanha, relativamente a cada um dos actos eleitorais
  • Reuniões com Partidos políticos e mandatários financeiros de campanha (no âmbito das campanhas relativas aos diversos actos eleitorais)
  • Resposta a consultas telefónicas e por e-mail, de cidadãos e representantes de candidaturas no âmbito de campanhas eleitorais
  • Acções de monitorização de campanhas eleitorais
  • Publicação de Glossário de meios de campanha eleitoral e propaganda política
  • Preparação de lista indicativa de preços (2013) e sua actualização (2017)
  • Publicação de Brochura comemorativa do 10.º aniversário da ECFP (2015)
  • Colóquio público comemorativo do 10.º aniversário da ECFP: “O Financiamento Partidário e Eleitoral em Portugal: Balanço e Perspetivas”
  • Publicitação (no site da ECFP) de: (i) Orçamentos de campanha; (ii) Contas anuais;(iii) Contas de campanha; (iv) Listas de acções e meios anuais; e (v) Listas de acções e meios de campanha.

Excerto do Discurso de Sua Excelência o Presidente do Tribunal Constitucional,  Conselheiro Manuel da Costa Andrade:

1. Ao iniciar esta breve fala, vem-me à mente um verso da canção, Encontros e despedidas, do compositor e cantor brasileiro Milton Nascimento: “Chegar e partir são só dois lados da mesma viagem / O trem da chegada é o mesmo trem da partida“. Alegoria em que o encantamento da poesia e da sonoridade ganha uma ressonância quase filosófica, como uma espécie de leitura fenomenológica da vida, das pessoas e das instituições. Onde todo o ponto de chegada é invariavelmente um ponto de partida.

Também é assim na presente circunstância. Em que a cadenciada espiral do tempo nos convocou para assinalar o termo do mandato e fim de funções duma Entidade das Contas e Financiamentos Políticos e, simultaneamente, celebrar a tomada de posse de uma nova Entidade.

2. Como soa avisado, há de começar-se pelo princípio. E o princípio é aqui o fim do mandato de V. Exas., Senhora Professora Margarida Salema, Senhores Drs. Leonel Vicente e José Gamito Carrilho. A quem, por isso, dirijo a minha primeira palavra.

Uma palavra que, no plano do exame crítico, só pode ser decididamente encomiástica e, no plano institucional, só pode ser de agradecimento. Convicto como estou, como está o Tribunal Constitucional, de que o mesmo Tribunal e, numa perspetiva mais alargada, o País e as suas instituições democráticas contraíram perante V. Exas. uma dívida que não se antolha fácil saldar. Pela lealdade, dedicação e entrega – quase pela paixão – com que, sem hesitações e sem hiatos, exerceram as suas competências e ajudaram a consolidar a democracia.

Sempre à custa da renúncia a muitas e legítimas gratificações nos campos pessoal, familiar e profissional.

E a verdade é que, do ponto de vista da transparência – valor que, em primeira linha, nos cabe servir e prosseguir -, a democracia portuguesa vem registando avanços significativos. Não desconhecemos que, em se tratando de valores com esta dignidade e exigência, nunca verdadeiramente tocaremos o fim. Teremos de progredir num terreno em que a linha do horizonte se vai permanentemente alongando e afastando à nossa frente, à medida e ao ritmo dos nossos passos. Em termos tais que quando acreditamos que a temos ao alcance da mão, ela acaba teimosamente por marcar um novo e irritante distanciamento. Mas é irrecusável que, do ponto de vista da transparência e reflexamente da legitimação intersubjetiva e comunitária do sistema e dos procedimentos democráticos, hoje estamos melhor do que ontem. Um avanço que ficou a dever-se à convergência dos esforços de muitos. Entre os quais cabe, por imperativo de justiça, contar a ação de V. Exas., a desdobrar-se tanto em advertências de caráter pedagógico e em intervenções de sentido preventivo, como em reações de censura mais ou menos acentuada.

Todo um mandato que viria a ser coroado pelo modo exemplar como asseguraram a transição de funções. Não encerrando os dossiers nem batendo as portas ao tempo em que o calendário marcava já o termo formal da responsabilidade e do dever. Assumindo, numa 25.a hora de inexigível generosidade, o exercício das competências e o adimplemento das obrigações da Entidade no complexíssimo processo eleitoral que, para nós, Tribunal e Entidade, continua ainda a seguir o seu curso.

Excerto do Discurso do (novo) Presidente da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, Prof. Doutor José Eduardo de Oliveira Figueiredo Dias:

Queria expressar, de igual modo, o reconhecimento à minha antecessora no cargo, a Profª Doutora Margarida Salema dOliveira Martins e, nela, à equipa que dirigiu. A Entidade das Contas tem cumprido escrupulosamente as suas atribuições, sendo meu desejo manter os níveis de desempenho e de realização do interesse público a cuja satisfação esta Entidade está preordenada.

3 Outubro, 2017 at 7:30 pm 1 comentário

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