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“Jácome Ratton” – 140 anos de vivências, da Escola e da Cidade





5 Outubro, 2024 at 9:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 2ª Jornada

(“O Templário”, 26.09.2024)

Será, por ora, líder à condição (dado Alcanenense e Ferreira do Zêzere terem tido, ambos, um jogo adiado), mas o Mação, único clube a somar duas vitórias nas duas jornadas iniciais, surge destacado no comando do campeonato.

Destaques – O principal destaque da 2.ª ronda vai para o triunfo do Fazendense em Torres Novas, por 2-0, com a turma das Fazendas, de alguma forma, a rectificar a perda de pontos (empate caseiro cedido) da estreia. Os visitantes cedo se colocaram em vantagem, à passagem do quarto de hora, vindo a fixar o resultado ainda antes do intervalo, não tendo permitido veleidades aos torrejanos até final da partida.

Em evidência esteve também o Alcanenense, que teve um bom arranque de prova, indo ganhar por números categóricos (3-0) a Salvaterra de Magos. Depois da goleada sofrida em Abrantes, o Salvaterrense não podia ter entrado pior em jogo, sofrendo um golo logo no primeiro minuto. Os forasteiros ampliaram a contagem aos 25 minutos, estabelecendo o resultado final a três minutos do termo do tempo regulamentar. Ainda sem ter conseguido marcar qualquer golo, e somando já sete tentos sofridos, este é um muito mau início de temporada do grupo de Salvaterra.

Depois de um jogo bem conseguido na semana anterior, frente ao Cartaxo, o Amiense voltou a dar boa conta de si, tendo ido vencer ao terreno do Glória do Ribatejo, mercê de um solitário golo, apontado por Diogo Ismail, já dentro do último quarto de hora. O conjunto dos Amiais integra o quarteto de vice-líderes, a par de Abrantes e Benfica, Fazendense e Samora Correia, emblemas que se perfilam como sérios candidatos aos lugares cimeiros.

O U. Tomar tinha uma difícil deslocação a Ourém, para defrontar o At. Ouriense, e tudo parecia muito bem encaminhado, quando, depois de ter inaugurado o marcador logo aos seis minutos, Wemerson Silva bisou, logo no primeiro minuto da segunda metade, proporcionando aos unionistas uma importante vantagem de dois golos.

Todavia, algo inesperadamente, ao contrário do que sucedera na semana anterior, os tomarenses pareceram claudicar em termos físicos na última meia hora de jogo, permitindo aos locais exercer forte pressão, mesmo que baseada em sucessivos cruzamentos para a área, mas que viria a frutificar: primeiro, reduzindo para 1-2, por volta dos 70 minutos; depois, acabando por chegar à igualdade (2-2) já com três (de sete) minutos de tempo de compensação decorridos.

Até final, o União teve de sofrer ainda bastante, tendo estado à mercê de um possível terceiro golo do adversário, que, com alguma fortuna para as suas cores, acabou por não suceder.

Confirmações – No embate que, à partida, se antevia como sendo o principal desta jornada, o Cartaxo voltou a não ir além do empate, na recepção ao Abrantes e Benfica, equipa igualmente com forte ambição, tendo o nulo no marcador subsistido até final. Os cartaxeiros repartem uma posição, precisamente a meio da tabela, com o U. Tomar, contando ambos por empates os jogos até agora disputados.

O líder, Mação, tendo voltado a triunfar, fê-lo, outra vez, por margem tangencial, desta feita em casa, e perante um adversário em teoria menos apetrechado, o recém-promovido Entroncamento AC. Os maçaenses marcaram perto da meia hora de jogo (por intermédio de Chrystian Pedroso), não tendo, durante todo o tempo restante, conseguido ampliar a contagem, de forma a assegurar absoluta tranquilidade quanto ao desfecho da partida.

O Samora Correia, recebendo outro dos novos primodivisionários, Águias de Alpiarça, venceu com naturalidade, por 2-0, com golos quase a abrir (12 minutos)… e quase a fechar (80 minutos).

O encontro sobrante desta 2.ª ronda, colocando frente-a-frente o Ferreira do Zêzere e o Coruchense, foi agendado para esta quarta-feira, dia 25 de Setembro, devido ao facto de os ferreirenses terem disputado, no Domingo, a 2.ª eliminatória da Taça de Portugal. Para além da alteração de data, foi também invertida a ordem dos jogos, deslocando-se a turma do Zêzere à vila do Sorraia.

Após a realização das duas primeiras jornadas (ainda sem contar com os dois jogos adiados), para além de Wemerson Silva (U. Tomar), também Chrystian Pedroso (At. Ouriense), Leonardo Lista (Alcanenense) e Torres Gomez (Fazendense) marcaram já dois golos, cada um deles.

Taça de Portugal – Os três clubes representantes do Distrito que subsistiam ainda em prova não deslustraram, mas a verdade é que apenas o U. Santarém avança para a 3.ª eliminatória (1/32 avos de final) da Taça de Portugal, na qual entrarão em liça os emblemas da I Liga.

Os escalabitanos beneficiaram do facto de terem defrontado um adversário dos Distritais, Monção (A. F. Viana do Castelo), tendo vencido, pese embora por tangencial 2-1 (tendo o golo dos visitantes sido apontado já no minuto noventa).

Os outros dois encontros, tendo tido desfecho análogo, tiveram algumas vicissitudes específicas.

No caso do Fátima, recebendo a Sanjoanense (equipa que milita na Liga 3), manteve o empate a zero, não só até final do tempo regulamentar, como também do prolongamento, decidindo-se a eliminatória, a favor da formação de São João da Madeira, apenas no desempate da marca de grande penalidade.

Já o Ferreira do Zêzere, tal como os outros dois emblemas do Distrito, actuando também na condição de visitante, mas, neste caso, em partida realizada em Alvaiázere, defrontando Os Sandinenses (do Campeonato de Portugal), praticamente entrou a ganhar (marcando ao quarto minuto). Porém, ainda antes do intervalo, ficou reduzido a dez elementos, tendo jogado até final do tempo regulamentar em inferioridade numérica.

Ainda assim, os visitantes só viriam a chegar ao tento do empate a escassos dois minutos do fim da partida. No prolongamento, apesar de Os Sandinenses terem tido também um jogador expulso logo no minuto inicial, alcançariam o golo que lhes conferiu o triunfo (2-1), a fechar a primeira metade desse tempo extra.

Antevisão – A 3.ª ronda do Distrital, agendada para este Domingo, terá como jogo de maior cartaz o Coruchense-Samora Correia (com o conjunto do Sorraia a realizar o terceiro jogo sucessivo no seu reduto). O líder, Mação, tem uma sempre difícil visita ao Campo da Azenha, nos Amiais; deslocando-se o Ferreira do Zêzere ao Entroncamento. Outros jogos de interesse serão o Alcanenense-U. Tomar e o Fazendense-At. Ouriense.

Na Liga 3, já na 7.ª jornada, o U. Santarém enfrenta um aliciante desafio, recebendo o histórico Belenenses, comandante destacado da respectiva série. Por seu lado, no Campeonato de Portugal (5.ª ronda), cabe ao Fátima visitar a Marinha Grande, para defrontar o Marinhense (actual 5.º classificado), que segue nesta altura, com um registo de um único triunfo e três empates.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Setembro de 2024)

29 Setembro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 1ª Jornada

(“O Templário”, 19.09.2024)

A dois meses de se completar o centenário da Associação de Futebol de Santarém, teve início no passado Domingo a 101.ª edição do seu principal campeonato, cuja ronda inaugural fica assinalada pelos quatro empates averbados, no total de sete jogos disputados. Apenas o Abrantes e Benfica, o Ferreira do Zêzere e o Mação conseguiram vencer, partilhando, pois, a liderança.

Destaques – A equipa de Mação esteve em particular evidência, tendo vencido, em terreno alheio, o Coruchense, equipa que tinha finalizado a época anterior em bom momento de forma. Num desafio que opunha o 5.º e 6.º classificados do precedente campeonato, visando ambos os clubes os lugares cimeiros da tabela, os maçaenses cedo se colocaram em vantagem, estavam decorridos apenas dez minutos. À passagem dos dez minutos, mas do segundo tempo, a turma do Sorraia restabeleceu a igualdade, mas o grupo de Mação reporia a vantagem, ainda a cerca de vinte minutos do final, não se tendo alterado o 1-2 até ao termo do desafio.

Também vencedor fora de casa foi o Ferreira do Zêzere, vice-campeão distrital e recente vencedor da Taça do Ribatejo, renovando a sua forte ambição para esta temporada, que se impôs por convincente marca de 3-1 em Alpiarça, ante o último Campeão Distrital da II Divisão, Águias. Os ferreirenses chegaram à vantagem de dois golos pouco depois da meia hora de jogo, não tendo os alpiarcenses conseguido melhor que reduzir à beira do intervalo. Seria já em período de compensação, após os noventa minutos, que os visitantes fixariam o marcador.

O 3.º classificado do campeonato anterior, Abrantes e Benfica, teve também uma entrada fulgurante, goleando, por 4-0, o Salvaterrense, com a particularidade de o resultado ao intervalo (2-0) ter sido alcançado por via de dois golos apontados na própria baliza pelos homens de Salvaterra. Na etapa complementar, a contagem foi ampliada até aos quatro tentos, quando restavam ainda mais de vinte minutos por jogar. Um triunfo categórico e tranquilo, ficando por aquilatar, mais adiante, o peso relativo do binómio fortaleza abrantina / fragilidade salvaterrense.

Mas o jogo histórico nesta ronda inicial disputou-se em Tomar, no “clássico dos clássicos”, colocando frente-a-frente, pela 100.ª vez em encontros oficiais, desde o prélio de estreia em 1945 – a contar para Campeonatos Nacionais (II e III Divisão) e Distritais, Taça de Portugal, Taça do Ribatejo e Supertaça Dr. Alves Vieira – o União de Tomar e o Torres Novas. Após este embate, o balanço geral dessas 100 partidas salda-se por ligeira vantagem dos unionistas, com um total de 42 vitórias, face a 38 dos torrejanos, tendo-se registado o 20.º empate entre os dois emblemas.

Foi também bem repartido este 100.º desafio, no retorno dos unionistas ao Distrital após breve passagem pelo Campeonato de Portugal. Apresentando-se com uma equipa renovada, num plantel ainda em reconstrução, enfrentando um adversário bastante rotinado, os tomarenses começaram por conceder a iniciativa aos forasteiros. Tendo serenado, seriam até os unionistas a chegar primeiro ao golo, logo aos 24 minutos, vantagem que lograram manter durante largo tempo, depois de terem também conseguido controlar o jogo.

Na segunda metade, naturalmente, os torrejanos surgiram mais afoitos, empurrando o adversário para o seu meio-campo, porfiando, até restabelecerem a igualdade, a vinte minutos do final. Refrescando o onze, com a entrada em campo de alguns jovens elementos, o União viria a superiorizar-se em termos físicos, tendo criado mais perigo até final, sem que, contudo, o desfecho se alterasse. Um resultado justo, que traduz apropriadamente os diversos cambiantes do encontro.

Surpresas – Não terão sido enormes surpresas, mas não seriam porventura os resultados mais expectáveis, outros dois empates (igualmente a uma bola): em Amiais de Baixo, entre o Amiense e o Cartaxo; e nas Fazendas de Almeirim, entre Fazendense e Samora Correia.

O Fazendense, que, tradicionalmente, se perfila como um dos principais candidatos, recebendo um bom conjunto, de Samora, viu-se inclusivamente a perder, a sete minutos do termo da partida, apenas tendo alcançado o tento do empate mercê de uma penalidade já em tempo de compensação.

Nos Amiais, a turma local esteve em vantagem durante mais de uma hora, frente ao Cartaxo, assumido candidato ao título – pese embora tenha sofrido, ainda antes do arranque da competição, um revés, com a renúncia de Jorge Peralta às funções de responsável técnico –, que não fez melhor do que empatar, também com um golo “fora de horas”, ao minuto 97.

Confirmação – Entroncamento AC e Glória do Ribatejo, os outros dois recém-promovidos (a par do Águias de Alpiarça) – por curiosidade, como que reeditando, neste arranque de temporada, o último jogo oficial que tinham realizado, na derradeira jornada da fase final do Distrital da II Divisão da época precedente, também entre ambos –, neutralizaram-se, não tendo desfeito o nulo.

Ficou pendente, tendo sido adiado, previsto para 31 de Outubro, o último jogo desta ronda, no qual o Alcanenense deverá receber o At. Ouriense.

Liga 3 – Após seis jornadas – mas contando um jogo em atraso – o U. Santarém posiciona-se, por ora, num bom 5.º posto (somando duas vitórias, um empate e duas derrotas), somente a um ponto dos lugares de acesso à disputa da fase final. Os escalabitanos averbaram, no passado fim-de-semana, um resultado positivo, empatando a um golo em terreno alheio, face ao 1.º Dezembro.

Campeonato de Portugal – Esta outra prova, também de âmbito nacional, atingiu já a sua 4.ª ronda, sendo o único representante do Distrito, o Fátima, actual penúltimo classificado da sua série, não tendo ido além de dois empates, tendo visto escapar mais um ponto, no Domingo, na recepção ao Peniche, tendo sofrido o único golo do desafio já “ao cair do pano”.

Antevisão – Na 2.ª jornada do Distrital o União de Tomar desloca-se a Ourém, para defrontar o At. Ouriense, clube que, na passada época, lutou pela permanência até ao último jogo. Destacam-se também os seguintes desafios: Cartaxo-Abrantes e Benfica; Torres Novas-Fazendense; e Coruchense-Ferreira do Zêzere (este, agendado para quarta-feira, dia 25, em Coruche, devido a inversão da condição de visitante e visitado, em função do compromisso dos ferreirenses na Taça).

De facto, realizam-se, neste fim-de-semana, as partidas da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, em função do que a Liga 3 e o Campeonato de Portugal estarão em pausa.

Dos quatro representantes que o Distrito de Santarém contava à partida na prova, apenas o Abrantes e Benfica foi afastado na eliminatória inicial (no fim-de-semana de 8 de Setembro), tendo perdido (0-2), no seu reduto, ante o Operário de Lagoa (Açores); por seu lado, U. Santarém e Ferreira do Zêzere (que registou a sua estreia absoluta em competições de índole nacional) foram bem-sucedidos, tendo vencido, ambos, por 2-0, frente a opositores do Distrital, respectivamente o Sacavenense e o Ac. Fundão. O Fátima ficara isento dessa ronda inicial, por sorteio.

Os três clubes do Distrito actuarão, de novo, na condição de visitados: cabe agora ao Fátima receber a Sanjoanense (da Liga 3); enquanto o U. Santarém terá a visita do Monção (Distrital de Viana do Castelo); por seu lado, o Ferreira do Zêzere será anfitrião d’Os Sandinenses (município de Guimarães – Campeonato de Portugal), mas em encontro previsto realizar em Alvaiázere.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Setembro de 2024)

22 Setembro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Supertaça Dr. Alves Vieira

(“O Templário”, 06.06.2024)

Chegou ao seu termo a segunda fase do Campeonato de Portugal, de apuramento dos clubes a promover à “Liga 3” (Amarante, São João de Ver, V. Setúbal e Lusitânia haviam assegurado já, na ronda anterior, a subida) e dos finalistas da competição (sendo que, nesta última jornada, se defrontavam, em cada zona, os dois clubes já promovidos, para definir os vencedores de série).

A Norte, o Amarante precisava apenas de um ponto, na recepção ao São João de Ver, mas fez melhor, ganhando por 2-1, com um bis de Abdoul Zangre, a abrir o marcador mesmo em cima do intervalo, e repondo a vantagem, que subsistiria até final, aos dez minutos do segundo tempo, depois de os forasteiros terem igualado logo no arranque dessa etapa complementar.

No outro encontro da série, o Pevidém foi derrotado, em casa, pelo Limianos, por 0-1, com a turma de Ponte de Lima a terminar a prova igualada em pontos (10) com o São João de Ver, mas em desvantagem no confronto directo, pelo que ficara já relegada para o 3.º lugar.

A Sul, o Lusitânia necessitaria ganhar ao V. Setúbal por dois golos de diferença para se qualificar para a Final; porém, seriam inclusivamente os sadinos a marcar primeiro, na ilha Terceira, não tendo os açorianos conseguido ir além da reviravolta no marcador, acabando por triunfar por insuficiente marca de 2-1. Os dois clubes concluíram esta fase também empatados em pontos (13), mas o Vitória vencera em casa por 3-1, factor que prevaleceu no apuramento do finalista.

O U. Santarém, já conformado, não evitou o desaire no Algarve, perdendo por 1-0 ante o Moncarapachense, que somou os seus primeiros pontos nesta fase final, tendo os escalabitanos (que obtiveram apenas cinco pontos neste torneio) terminado num inglório 3.º lugar da sua série.

Supertaça Dr. Alves Vieira – Esta Final podia ser vista, de alguma forma, como uma espécie de “tira-teimas”, dado tratar-se não “apenas” de um embate entre o Campeão Distrital e o vencedor da Taça do Ribatejo, mas, adicionalmente, entre os dois primeiros classificados do campeonato, que disputaram o título, “taco a taco”, até ao último dia.

Num desafio, em campo neutro – tradicionalmente disputado em Torres Novas, no Estádio que porta o mesmo nome do troféu em disputa, em homenagem ao reputado dirigente desportivo torrejano, também antigo Presidente da Associação de Futebol de Santarém –, Fátima e Ferreira do Zêzere confirmaram as credenciais de equipas mais cotadas do Distrital na presente temporada, proporcionando um interessante jogo de futebol, em que a incerteza sobre o desfecho da contenda subsistiu até ao último segundo.

Ao intervalo mantinha-se o nulo, desfeito nos minutos iniciais do segundo tempo, com o golo ferreirense, apontado por Chrystian Pedroso. Seria, porém, de curta duração a vantagem do clube do Zêzere, dado que, menos de dez minutos volvidos, o jovem João Escoval restabeleceu o empate, sendo que o 1-1 perduraria até final, pese embora a maior iniciativa demonstrada pelos vencedores da Taça do Ribatejo.

No desempate da marca de grande penalidade, o Fátima seria mais eficaz, convertendo em golo cinco das suas seis tentativas, face a quatro remates com sucesso por parte do Ferreira do Zêzere.

Por curiosidade, anota-se que os ferreirenses viram quebrada uma notável série de nove jogos sem sofrer golos… enquanto, no caso dos fatimenses, tiveram também interrompido um ciclo de nove triunfos consecutivos (averbados nas nove últimas jornadas do campeonato).

O Fátima junta, assim, ao título de Campeão Distrital, também a conquista da Supertaça, a segunda do seu historial (depois da estreia como vencedor da prova em 2016), igualando o palmarés de Alcanenense, Ferroviários, Mação, Samora Correia e U. Rio Maior – sendo que Coruchense, Fazendense, Riachense e Torres Novas venceram a competição por três vezes cada.

II Divisão Distrital – O Glória do Ribatejo, que tinha “a faca e o queijo na mão”, dado depender de si próprio, confirmou a subida ao escalão principal do futebol distrital, quando resta disputar ainda a última jornada da fase final, de apuramento de Campeão e de promoção.

Fê-lo, porém, com um pesado desaire caseiro (0-4), sofrido ante o novo Campeão, Águias de Alpiarça, e, consequentemente, mercê dos pontos perdidos pelo seu concorrente directo na disputa pela promoção, Tramagal, que “se deixou” empatar a três golos, na deslocação a Marinhais.

Numa ronda em que a verdade desportiva terá sido salvaguardada a patamar bem elevado, a equipa da Glória, que necessitava apenas um ponto, recebendo o já descansado Campeão, não logrou evitar a derrota, face um adversário que fez questão de dar continuidade a uma campanha de invulgar supremacia, na qual, em nove jogos, cedeu um único empate, no Entroncamento.

O Glória do Ribatejo acabou, pois, por beneficiar da “ajuda” do que será o seu maior rival, o Marinhais, que recuperou de uma desvantagem de dois golos (1-3) até chegar à igualdade, tendo, deste modo, o Tramagal deixado escapar a oportunidade de adiar a decisão para o derradeiro dia.

O outro encontro da 9.ª ronda não teve história, tal a superioridade do Entroncamento AC, que foi golear (5-2) ao Pego (equipa que obteve, nesta fase final, um único ponto, ao empatar na Glória).

À entrada para a última jornada, o Águias de Alpiarça lidera, destacado, com 25 pontos, seguido pelo Entroncamento AC (19) e Glória do Ribatejo (14) – os três emblemas que garantiram a promoção à I Divisão Distrital (por troca com Forense, Moçarriense e Vasco da Gama); Tramagal (10 pontos), Marinhais (8) e Pego (1) terão de realizar nova tentativa na próxima temporada.

O escalão principal do futebol distrital terá, pois, em 2024-25, o seguinte alinhamento, continuando a integrar 16 clubes: U. Tomar, Ferreira do Zêzere, Abrantes e Benfica, Fazendense, Coruchense, Mação, Samora Correia, Torres Novas, Alcanenense, Cartaxo, Amiense, Salvaterrense, At. Ouriense, Águias de Alpiarça, Entroncamento AC e Glória do Ribatejo.

Antevisão – Disputa-se, no feriado de 10 de Junho, no Estádio do Jamor, a Final do Campeonato de Portugal, colocando frente-a-frente o Amarante e o V. Setúbal, vencedores, respectivamente, das séries Norte e Sul, para apurar o terceiro Campeão neste novo formato da prova (respeitando ao 4.º escalão), depois dos títulos conquistados pelo Paredes (2021-22) e pelo Atlético (2022-23).

No mesmo dia conclui-se também o Distrital da II Divisão, só para “cumprir calendário”, com as partidas: Águias de Alpiarça-Marinhais, Entroncamento AC-Glória do Ribatejo e Tramagal-Pego.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Junho de 2024)

9 Junho, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Final

(“O Templário”, 30.05.2024)

Faltando realizar apenas a última jornada da fase de promoção do Campeonato de Portugal, estão definidos os clubes que ascenderão à “Liga 3”: Amarante, S. João de Ver,  V. Setúbal e Lusitânia garantiram já, matematicamente, uma posição entre os dois primeiros classificados de cada série. Subsiste apenas por decidir quem serão os dois finalistas da prova.

A Norte, o Amarante foi ganhar a Ponte de Lima, por 2-0, somando dez pontos, o mesmo registo do São João de Ver, que recebeu e bateu o Pevidém por 2-1, após operar reviravolta no marcador. Ambos os conjuntos vencedores dispõem de três pontos de vantagem sobre o Limianos, tendo também superioridade no confronto directo face a este rival. Na derradeira ronda, o Amarante terá a visita do São João de Ver, bastando aos anfitriões o empate para se apurarem para o Jamor.

Mais a Sul, o U. Santarém jogava a sua última cartada, frente ao Lusitânia, necessitando vencer; até começou por marcar primeiro, pouco antes do intervalo, mas essa vantagem seria de muito escassa duração: logo aos cinco minutos da segunda metade a turma açoriana restabeleceu a igualdade, resultado que subsistiria até final, ficando assim os escalabitanos arredados de qualquer pretensão à subida, dados os cinco pontos que continuam a separar os dois concorrentes na tabela.

O V. Setúbal recebeu o Moncarapachense, impondo aos algarvios a quinta derrota em outros tantos desafios, tendo os sadinos vencido por tangencial 1-0. Também neste caso os dois grupos que alcançaram já a posição de subida se defrontam no último jogo deste torneio, sendo que o Lusitânia necessitaria ganhar por dois golos de diferença para se qualificar para a Final.

Anota-se a curiosidade de dois dos quatro promovidos haverem militado já, na época precedente, de 2022-23, na “Liga 3”, tendo então descido a este 4.º escalão: São João de Ver e V. Setúbal. O Amarante ficara, então, a um ponto da subida. O Lusitânia alcança segunda promoção sucessiva, depois de, na referida temporada, ter vencido o campeonato regional dos Açores.

Fica, pois, confirmado que, na época de 2024-25, o Distrito de Santarém terá ambos os seus representantes nos Nacionais – U. Santarém e Fátima – a participar no Campeonato de Portugal.

Taça do Ribatejo – O vice-campeão distrital, Ferreira do Zêzere, fez jus ao favoritismo que lhe era atribuído, conquistando, pela segunda vez no seu historial, a Taça do Ribatejo, na Final disputada em Abrantes, ao ganhar ao 9.º classificado do campeonato, Alcanenense, por 2-0, com golos de “Zé” Maria e Tomás Antunes, apontados um em cada parte do desafio.

Foi um embate bem disputado, com domínio repartido, tendo a turma de Alcanena assumido a iniciativa durante algumas fases do jogo, em especial na segunda metade. Os ferreirenses, denotando maior experiência, foram também mais eficazes, materializando em golo as principais oportunidades de que beneficiaram, potenciando, em paralelo, a sua notável solidez defensiva, tendo completado fantástica série de nove jogos consecutivos de inviolabilidade da sua baliza.

Após a conquista do troféu, no ano de 1990 (então numa Final face ao Salvaterrense), o emblema do Zêzere passou, pois, a integrar um lote, agora constituído por nove clubes (Águias de Alpiarça, Alferrarede, Cartaxo, Mação, Samora Correia, U. Rio Maior, U. Santarém, Torres Novas e Ferreira do Zêzere), cada um com dois triunfos na prova, só superados pelos três títulos averbados por Tramagal, Riachense, Amiense e Coruchense, e pelas cinco Taças do palmarés do Fazendense.

Sob o comando técnico de Mário Nelson, o Ferreira do Zêzere (prestes a completar nove décadas de existência) realiza a melhor época de sempre de toda a sua história, somando ao 2.º lugar no campeonato (superando a melhor classificação até então obtida, o 4.º lugar, da temporada de 2017-18) a Taça agora conquistada, tendo, consequentemente, garantido o inédito apuramento para a próxima edição da Taça de Portugal, em que fará a sua estreia em competições de índole nacional.

Antes disso, já neste Sábado, num aliciante confronto, com o recente Campeão Distrital, disputará a Supertaça, troféu que procura conquistar pela primeira vez (sendo que o Fátima conta um triunfo nesta prova, no ano de 2016, averbado perante o Fazendense, por curiosidade, nessa altura, sob a orientação de Gonçalo Carvalho, actual treinador dos fatimenses).

Em contraponto, esta foi a quinta Final da Taça do Ribatejo perdida pelo Alcanenense (depois das disputadas em 2002, 2009, 2010 e 2023). O técnico (também Presidente da agremiação), José Torcato, que confirmou ter sido este o seu último jogo como treinador, lamentava-se, no termo do desafio, por não ter conseguido conquistar o troféu para o palmarés do emblema de Alcanena, mas tem razões de orgulho no trabalho desenvolvido ao longo de muitos anos, com vários plantéis jovens. Também a sua equipa assegurou o regresso, sete épocas volvidas, à Taça de Portugal.

II Divisão Distrital – Faltando disputar as duas últimas rondas da prova, o Águias de Alpiarça sagrou-se já, virtualmente, Campeão da II Divisão Distrital, dado ter passado a dispor de seis pontos de vantagem sobre o vice-líder, Entroncamento AC (sobre o qual tem superioridade no confronto directo), sendo que este grupo irá igualmente acompanhar os alpiarcenses na subida ao escalão principal, a que regressam, ambos, após terem sido despromovidos na época precedente.

Em desafio emotivo, entre esses dois primeiros classificados, a formação de Alpiarça impôs-se por 3-2 frente à turma da cidade ferroviária: os visitados inauguraram o marcador apenas com quatro minutos decorridos, tendo os forasteiros empatado no minuto imediato; na segunda metade, o Águias voltou a ganhar vantagem, para ser reposta a igualdade a oito minutos do final; só no quinto minuto do período de compensação o Águias de Alpiarça chegaria ao golo que lhe confere, desde já, antecipadamente, o título de Campeão.

No Tramagal, o conjunto local enfrentava desafio crucial para as suas aspirações, recebendo o 3.º classificado, Glória do Ribatejo. Viria, contudo, já na parte final do encontro, a sofrer o golo que ditou a derrota, passando a distar cinco pontos do rival… quando restam só seis pontos em disputa.

Tudo parecendo apontar para que o Glória do Ribatejo possa vir a subir à I Divisão Distrital, deverá, não obstante, atentar-se no calendário que resta aos dois competidores pela última vaga de promoção: o Glória recebe o novo Campeão, terminando a prova no terreno do 2.º classificado, Entroncamento AC; enquanto o Tramagal se desloca a Marinhais (5.º) e recebe o Pego (6.º).

Em jogo que se veio a revelar servir para “cumprir calendário”, precisamente entre os dois últimos, agora já sem hipóteses matemáticas de subida, o Marinhais foi ganhar ao Pego, por 3-1.

Antevisão – Conforme referido, teremos, este Sábado, em Torres Novas, a disputa da Supertaça Dr. Alves Vieira, colocando frente-a-frente o novo Campeão Distrital, Fátima, e o vencedor da Taça do Ribatejo (e, também, vice-campeão), Ferreira do Zêzere, num verdadeiro “jogo de tripla”.

Anota-se que, nas 29 edições da prova, o Campeão Distrital conquistou o troféu em 17 ocasiões; face a 12 vezes em que saiu vencedor o detentor (ou finalista da Taça do Ribatejo) – incluindo as três últimas edições, ganhas por Coruchense (2019), Fazendense (2022) e Torres Novas (2023).

A II Divisão Distrital terá a 9.ª e penúltima jornada da sua fase final, de apuramento de Campeão e de promoção, integrando os seguintes jogos: Glória do Ribatejo-Águias de Alpiarça, Marinhais-Tramagal e Pego-Entroncamento. À equipa da Glória bastará um empate para garantir a subida.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Maio de 2024)

1 Junho, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 30ª Jornada (Distrital)

(“O Templário”, 23.05.2024)

Na retoma do Campeonato de Portugal, iniciando-se a disputa da segunda volta da sua fase final, o U. Santarém registou um deslize, tendo cedido um empate a zero ante o V. Setúbal, o que, desde logo, assegura aos sadinos à promoção à “Liga 3”, ao mesmo tempo que deixa os escalabitanos sem margem de erro, a necessitar de ganhar os dois jogos finais para manter ainda a esperança.

Tendo o Lusitânia ido vencer (1-0) ao Algarve, frente ao Moncarapachense, os açorianos ampliaram para cinco pontos a vantagem face ao U. Santarém, subsistindo seis pontos em disputa.

A Norte, o triunfo (2-1) averbado pelo São João de Ver na recepção ao Limianos originou o reequilíbrio dos três primeiros (igualados na tabela, com sete pontos), com o Pevidém (que conta um único ponto), derrotado por 2-0 em Amarante, já quase arredado da possibilidade de subida.

I Divisão Distrital – Não vacilando, tendo fechado a prova com uma série de nove vitórias consecutivas, confirmando o que, já há algumas semanas, se vinha projectando, o Fátima sagrou-se Campeão Distrital, conquistando a 100.ª edição do campeonato promovido pela A. F. Santarém, somando terceiro título no principal escalão (precisamente 40 anos após o primeiro, e oito épocas decorridas do anterior), o que junta ao título da divisão secundária de há duas temporadas – retornando ao Campeonato de Portugal, após curta passagem de quatro anos pelos Distritais.

Com uma equipa que, à partida, não seria a principal favorita – tendo, aliás, obtido, na derradeira ronda, o seu único triunfo em seis desafios face aos principais rivais (Ferreira do Zêzere, Abrantes e Benfica e Fazendense) – o Fátima, sob a orientação técnica de Gonçalo Carvalho (que volta a vencer o campeonato, dois anos depois de ter alcançado tal feito em Rio Maior), potenciou o rendimento obtido face aos restantes concorrentes, totalizando 21 vitórias e dois empates nos outros 24 encontros (apenas perdeu em Alcanena; tendo empatado em Samora Correia e Ourém).

A chave do título esteve, em boa medida, no triunfo alcançado em Coruche, há cerca de dois meses (23.ª ronda), arrancado “in extremis”, com um golo ao minuto 97, o que proporcionou aos fatimenses alcandorar-se à liderança, que não mais deixariam escapar até final; em notório contraponto face aos desfechos averbados pelos outros candidatos, nas três últimas jornadas, ante a turma do Sorraia (que derrotou o Abrantes e Benfica e o Fazendense, tendo empatado em Ferreira do Zêzere), deixando já o Coruchense (5.º) fortes credenciais para a próxima temporada.

Em 100 anos de competições organizadas pela Associação (celebrando este organismo o seu centenário no próximo dia 19 de Novembro) são trinta os clubes que se sagraram vencedores do seu principal campeonato: 9 vezes – Torres Novas; 8 – U. Operária de Santarém; 7 – Tramagal; 6 – Ac. Santarém e U. Tomar; 5 – Os Leões de Santarém e Ferroviários; 4 – Cartaxo, Alcanenense, Riachense, U. Almeirim e Coruchense; 3 – Alferrarede, Marinhais, Benavente, Samora Correia, U. Rio Maior e Fátima; 2 – Rossiense, Matrena, Amiense e Fazendense; 1 título – Águias Alpiarça, Abrantes FC, Monsanto, Ouriquense, At. Ouriense, Mação, U. Santarém e Rio Maior SC.

No “jogo do título”, que colocava frente-a-frente o 3.º (Abrantes e Benfica) e o 1.º (Fátima) classificados, a igualdade a zero subsistiu durante mais de uma hora, até que, em três escassos minutos (entre os 65 e os 68), os fatimenses, apontando dois tentos (o primeiro deles por Cristiano Aniceto, melhor marcador do campeonato, com um total de 28 golos), logo decidiram a contenda a seu favor. O “ponto de honra” dos abrantinos chegaria já tarde (aos 78 minutos), revelando-se escasso para as necessidades dos anfitriões, que viram confirmada a última posição do pódio.

Em Ferreira do Zêzere, sonhava-se ainda com a conquista do título, mas, de facto, os ferreirenses não conseguiram cumprir o seu papel, não tendo sido capazes de desfazer o nulo na recepção a um forte adversário como, neste final de época, se revelou o Coruchense. Com o 2.º lugar obtido na pauta classificativa, o emblema do Zêzere alcança, não obstante, o melhor desempenho da sua história, tendo garantido já uma inédita estreia na Taça de Portugal, na próxima temporada. Acresce que disputará ainda, já neste Sábado, a Final da Taça do Ribatejo, ante o Alcanenense.

Ficara também reservada para a derradeira ronda a decisão noutra frente, a da luta pela permanência. Todos os três clubes envolvidos triunfaram, mantendo-se, pois, as posições: apenas o At. Ouriense conseguiu a “redenção”, confirmando o 13.º posto, enquanto Forense e Moçarriense acompanham o Vasco da Gama, no imediato regresso ao escalão secundário, depois de, por curiosidade, terem sido precisamente estes os três promovidos no final da época passada.

O At. Ouriense até tinha, em teoria, saída de maior grau de dificuldade, a Mação, para defrontar o 6.º classificado (já com a sua posição fixada desde a ronda anterior); mais envolvida num desafio que assumia, para as suas cores, contornos decisivos, a turma de Ourém viria a ganhar por 2-0.

Tal tornou infrutíferas as vitórias do Forense (3-0, na recepção ao Alcanenense) e do Moçarriense (2-0, no terreno do último classificado, Vasco da Gama), que pagaram a irregularidade revelada ao longo da época: no caso do Forense, os 19 pontos somados na segunda volta não foram suficientes, perante os apenas nove angariados na metade inicial; por seu lado, o Moçarriense registou importante quebra, dos 17 pontos da primeira volta, para apenas dez na segunda metade.

Anota-se o deveras frágil desempenho do Vasco da Gama, tendo obtido um único ponto (empate com o Alcanenense, na 5.ª jornada), acumulando 29 derrotas (25 das quais consecutivas, desde 15 de Outubro), o pior registo de sempre em campeonatos com, pelo menos, oito concorrentes. Fica a esperança num futuro melhor, prometida pelas campanhas das suas equipas dos escalões de formação nesta época: Campeão Distrital de Juvenis e vice-campeão Distrital de Juniores.

As restantes três partidas da 30.ª jornada serviram, principalmente, para cumprir calendário, dado que muito pouco estaria já em jogo. Ainda assim, em disputa directa, o Amiense, ganhando ao Salvaterrense por 3-1 – terceira vitória em cinco jogos sob o comando de Marco Marques, somando-se às cinco que havia averbado até à 25.ª ronda – ultrapassou esse adversário na tabela, terminando a prova no 11.º lugar, afinal quatro pontos acima da “linha de água”.

O Samora Correia teve uma saída airosa, batendo o Cartaxo por categórico 4-1, a fazer “esquecer” a goleada sofrida na semana anterior em Fátima. Por fim, o Torres Novas repetiu o triunfo, pela mesma marca (3-2) que se registara na primeira volta, ante o Fazendense, finalizando mais uma época pautada por grande tranquilidade, terminando no 8.º posto, só a dois pontos do 6.º (Mação).

Uma última curiosidade: o total de golos marcados na competição ascendeu a 820 (média de 3,4), com repartição rigorosamente equitativa (410 golos) pela primeira e pela segunda volta!

II Divisão Distrital – Ainda com três jornadas por realizar, o Águias de Alpiarça (que cedeu apenas um empate em sete encontros disputados, no Entroncamento, somando seis vitórias) garantiu já a promoção à I Divisão Distrital, depois de ter recebido e batido o Tramagal por 3-0.

Também o Entroncamento parece bastante bem caminhado para o mesmo objectivo, tendo “arrancado a ferros” (golo na conversão de grande penalidade, ao minuto 97) o triunfo (1-0) frente ao Marinhais. Surpreendente terá sido o deslize do Glória do Ribatejo, que não foi além do empate (1-1) na recepção ao “lanterna vermelha”, Pego, que registou o primeiro ponto nesta fase final.

Antevisão – No Campeonato de Portugal, o U. Santarém vê-se “forçado” a ganhar, em casa, ao Lusitânia. Neste Sábado (13 horas) disputa-se, em Abrantes, a Final da Taça do Ribatejo, entre Ferreira do Zêzere (vice-campeão) e Alcanenense (9.º classificado no campeonato). No escalão secundário, Tramagal e Glória do Ribatejo têm embate crucial na luta pela 3.ª vaga de promoção.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Maio de 2024)

25 Maio, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 29ª Jornada (Distrital)

(“O Templário”, 16.05.2024)

Tal como na época passada – então, envolvendo U. Tomar, Amiense e Fazendense – também nesta temporada chegamos à derradeira jornada do Campeonato Distrital da I Divisão com três clubes a lutar ainda pela conquista do título, desta vez: Fátima, Ferreira do Zêzere e Abrantes e Benfica.

Com um “jogo do título”, colocando frente-a-frente o líder, Fátima, e o 3.º classificado, Abrantes e Benfica (separados por três pontos), os cenários são, este ano, mais simples, dado haver apenas nove combinações de resultados possíveis: cinco das quais favorecem as pretensões do Fátima (face a duas para o Ferreira do Zêzere, e uma para o Abrantes e Benfica); subsistindo ainda uma outra combinação – de igualdade pontual a três, no final das 30 jornadas – em que a decisão do Campeão (entre Ferreira do Zêzere e Abrantes) dependeria da diferença de golos no tal embate.

O apuramento no novo Campeão Distrital resume-se aos seguintes desfechos possíveis:

  • Fátima (1.º, com 68 pontos) será Campeão: (a) ganhando em Abrantes; ou (b) empatando, mas, neste caso, só se o Ferreira do Zêzere não vencer o seu desafio;
  • Ferreira do Zêzere (2.º, com 67 pontos) será Campeão: (a) ganhando ao Coruchense, mas apenas desde que o Fátima não vença; ou (b) empatando, desde que o Abrantes e Benfica ganhe ao Fátima, mas não por mais de dois golos de diferença;
  • Abrantes e Benfica (3.º, com 65 pontos) será Campeão: ganhando ao Fátima e (a) desde que o Ferreira do Zêzere seja derrotado pelo Coruchense; ou (b) se o Ferreira do Zêzere empatar, necessitando, nesse caso, ganhar ao Fátima, pelo menos, por três golos à maior.

No outro pólo da tabela, são também três as equipas a procurar alcançar a única vaga de “salvação”, visando a permanência, partindo o At. Ouriense (13.º, com 26 pontos) em vantagem, face a Forense (14.º com 25 pontos) e Moçarriense (15.º, com 24 pontos). Todavia, em caso de empate pontual, o grupo de Ourém perderia no confronto directo com ambos os adversários.

Das 27 combinações possíveis de resultados, nos três desafios que envolvem estes clubes, o At. Ouriense beneficia de quinze delas, face a oito a favorecer o Forense, e quatro para o Moçarriense.

I Divisão Distrital – Somando a sua oitava vitória consecutiva, o Fátima teve, desta vez, uma abordagem algo distinta, na partida com o Samora Correia: o primeiro golo chegou relativamente “tarde” (estavam decorridos 27 minutos) e só à beira do intervalo os fatimenses ampliaram a vantagem. Para, na segunda metade, entrarem a “todo o gás”, com mais três golos (a estabelecer o 5-0) em dez minutos. Com um “poker” do melhor marcador do campeonato, Cristiano Aniceto (totaliza já 27 golos) a contagem só pararia aos 7-0 (um quarto de hora antes do final)!

A dúvida que usualmente se suscita nestas circunstâncias é se poderão vir a fazer falta, na última ronda, os golos agora “esbanjados”. Quanto ao Samora fica a curiosidade de ter sido interveniente em várias goleadas neste campeonato: vitórias por 7-0 em Alcanena, 6-0 nos Foros de Salvaterra e 6-2 no campo do Vasco da Gama; derrotas por 1-6 em Mação, para além deste 0-7.

O perseguidor mais directo, Ferreira do Zêzere, não vacilou, triunfando pela quarta vez na Moçarria, em outras tantas visitas, desde o ano de 2018, por categórico 3-0. Os ferreirenses, com uma missão difícil no último dia, esperam poder tirar partido do confronto entre abrantinos e fatimenses para conquistarem um inédito título, tal como o seria a inerente subida aos Nacionais.

Depois do imprevisto desaire caseiro da semana anterior, ante o Coruchense – que lhe custou a possibilidade de ter a decisão, nas suas mãos, perante o seu público, na derradeira ronda –, o Abrantes e Benfica reagiu da melhor forma, entrando praticamente a ganhar em Torres Novas, onde venceu por 3-1, depois de ter chegado a dispor de vantagem de 3-0 até ao último minuto.

Pela segunda semana seguida o Coruchense desferiu rude golpe nas aspirações dos candidatos ao título: primeiro, com a vitória em Abrantes; agora, tendo batido o Fazendense por tangencial 1-0, o suficiente para afastar a formação das Fazendas, não só de qualquer esperança no título, como, inclusivamente, no 2.º lugar e à almejada qualificação para disputar a Taça de Portugal.

Dos restantes encontros da 29.ª jornada, a nota de maior realce vai para o triunfo, por 2-0, do Amiense, no terreno do Alcanenense, o que proporcionou aos comandados de Marco Marques garantir, desde já, a permanência no principal escalão, podendo, enfim, respirar de alívio.

Para além do Moçarriense, também o Forense foi derrotado, por 1-2, na deslocação ao Cartaxo, não dando a sequência pretendida à notável recuperação empreendida, o que lhe custou ter voltado a cair em zona de despromoção.

E isto porque o At. Ouriense, recebendo o “lanterna vermelha”, Vasco da Gama, não desperdiçou a oportunidade de somar três preciosos pontos, ganhando por 3-1 (marcando só na segunda parte, após os forasteiros terem chegado ao intervalo em vantagem), voltando a transpor a “linha de água”, fugindo aos lugares de descida em que estivera durante quase toda a segunda volta.

Num jogo pouco mais do que para cumprir calendário, o Mação (que, entretanto, se isolou na 6.ª posição) foi vencer a Salvaterra de Magos por 2-1, mantendo-se o Salvaterrense num seguro 11.º lugar, já absolutamente tranquilo.

II Divisão Distrital – Na abertura da segunda volta da fase final o Glória do Ribatejo foi vencer a Marinhais, no “derby”, por 2-0; o mesmo desfecho averbado pelo líder, Águias de Alpiarça, na deslocação ao Pego, frente a uma equipa que soma por derrotas os seis encontros disputados.

Por seu lado, o Tramagal obteve importante triunfo, mercê de um solitário tento, na recepção ao Entroncamento. A disputa pelas três vagas de promoção parece reservada aos quatro primeiros: Águias (16 pontos), com mais três pontos que o Entroncamento AC, seguindo-se, outros três pontos mais abaixo, o Glória do Ribatejo, que mantém um ponto de vantagem face ao Tramagal.

Antevisão – Após um breve interregno, é retomada a fase final do Campeonato de Portugal, com a ronda de abertura da sua segunda metade, cabendo ao U. Santarém receber a visita do V. Setúbal, líder isolado, que conta por vitórias os três jogos até agora disputados. Com margem de erro limitada, os escalabitanos necessitam imperiosamente de pontuar, de preferência, vencendo.

No Distrital, as atenções estarão focadas em duas frentes: na luta pelo título e promoção ao Campeonato de Portugal, nos embates Abrantes e Benfica-Fátima (sendo os fatimenses os únicos a depender de si próprios, “bastando-lhes” vencer) e Ferreira do Zêzere-Coruchense; na disputa pela permanência, no Mação-At. Ouriense, Forense-Alcanenense e Vasco da Gama-Moçarriense.

Na divisão secundária, destaca-se o Águias de Alpiarça-Tramagal, parecendo o Entroncamento AC e o Glória do Ribatejo favoritos a somar os três pontos, recebendo, respectivamente, o Marinhais e o Pego.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Maio de 2024)

19 Maio, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 28ª Jornada (Distrital)

(“O Templário”, 09.05.2024)

A fechar a primeira volta de um mini-torneio (composto por seis jornadas), de promoção à “Liga 3”, o U. Santarém conseguiu, no seu primeiro jogo em casa, estrear-se a ganhar, recebendo e batendo o Moncarapachense, por 2-1. Desfeiteados nas duas rondas iniciais, os escalabitanos entraram praticamente a perder, frente aos algarvios, que marcaram logo ao terceiro minuto. Reagindo de forma positiva, os santarenos empataram próximo do intervalo, para, ainda na fase inicial da segunda metade, chegar ao golo que lhes proporcionou uma importante vitória.

No embate entre os dois primeiros, o histórico V. Setúbal levou a melhor, somando o terceiro êxito em outros tantos desafios nesta fase final, impondo-se por 3-1 face ao Lusitânia, somando o pleno de (nove) pontos. A turma açoriana dispõe, agora, de três pontos de vantagem sobre o conjunto escalabitano, sendo que o U. Santarém poderá vir a beneficiar de ter duas partidas no seu terreno na segunda volta, recebendo precisamente os actuais dois primeiros classificados.

A Norte, igualmente nesta fase final do Campeonato de Portugal, o Limianos lidera, com duas vitórias e um empate, depois de ter derrotado o Pevidém (4.º e último classificado, que conta apenas um ponto) por tangencial 2-1. O Amarante “rectificou” o desaire caseiro da semana anterior, tendo ido vencer a São João de Ver, mercê de um solitário tento, com estas duas equipas a partilhar a 2.ª posição, a três pontos do comandante.

I Divisão Distrital – Faltando disputar apenas duas jornadas, e mesmo que o Fátima tenha de enfrentar uma espécie de “final”, em Abrantes, no derradeiro dia, não se afigurará fácil vir a retirar os fatimenses do 1.º lugar. O desembaraço com que têm resolvido a seu favor, logo nos minutos iniciais, os sucessivos desafios que vêm enfrentando denota uma equipa com elevado grau de confiança, sendo, aliás, a partir desta jornada, a única a depender exclusivamente de si própria.

Numa deslocação de risco aos Foros de Salvaterra, para defrontar um adversário (Forense) que vem empreendendo notável recuperação (o que lhe proporcionou sair da zona de despromoção), o Fátima somou sétimo triunfo sucessivo (acumulando dez vitórias e um empate nas últimas onze jornadas). E fê-lo, outra vez, com mais uma impressiva prova de força: antes do quarto de hora tinha já dois golos de vantagem; aos vinte minutos ampliou a marca para 3-0, tendo vindo a consentir o único tento já na parte final do encontro, saindo vencedor por confortável 3-1.

Ao invés, o Abrantes e Benfica, que vinha também de seis vitórias consecutivas, sofreu um deslize que poderá vir a ter impacto significativo nas contas finais, ao perder, no seu reduto, ante uma boa equipa do Coruchense (5.º classificado, com a posição final já definida), por 2-1, um desfecho que parece apontar para um equilíbrio que não terá sido real: a formação do Sorraia, que ganhou pela quarta ronda seguida, marcou cedo, e controlou todo o jogo, apontando segundo tento ainda antes do intervalo; o ponto de honra dos abrantinos apenas chegaria já em tempo de compensação.

O Ferreira do Zêzere, fazendo o seu papel (tendo em curso uma série de seis triunfos), venceu com tranquilidade (2-0) ante o At. Ouriense, entrando a ganhar, e confirmando a vitória à beira do intervalo, num bis de “Zé” Maria. Os ferreirenses beneficiaram, pois, do desaire dos abrantinos (que baixaram ao 4.º posto, em igualdade pontual com o 3.º classificado, Fazendense), para ascender à vice-liderança, mantendo a diferença de apenas um ponto face ao comandante, Fátima.

O Fazendense (que somou quinta vitória seguida), mantendo o atraso de três pontos em relação ao líder, continua a sonhar em poder chegar ao topo – mesmo que tenha, em teoria, calendário mais difícil –, tendo vencido, na recepção ao também aflito Moçarriense, por 3-1. O grupo das Fazendas ainda apanhou um susto, quando os forasteiros empataram a uma bola, mesmo a findar a primeira parte, mas, na etapa complementar, com mais dois golos, selou o triunfo.

É, pois, ocasião, para recordar o percurso que os quatro candidatos terão de enfrentar até final: o Fátima (65 pontos) recebe o Samora Correia, tendo o possível “jogo do título” em Abrantes; o Ferreira do Zêzere (64 pontos) desloca-se à Moçarria, tendo ainda a visita do Coruchense; o Fazendense (62 pontos) terá duas deslocações, a Coruche e a Torres Novas; o Abrantes e Benfica (62 pontos) vai também a Torres Novas, recebendo o Fátima, no tal embate “decisivo”.

Num confronto entre os clubes que ocupavam o 6.º e 7.º lugares, em Samora Correia, com a equipa local a receber a visita do Torres Novas, a repartição de pontos terá sido um desfecho lógico, atendendo também à fase menos positiva que os dois conjuntos vinham atravessando. Marcaram primeiro os samorenses, tendo os torrejanos fixado o 1-1 ainda antes do intervalo.

Quem, no imediato, tirou partido de tal empate, foi o Mação, vencedor por tangencial 1-0 ante o Amiense, mercê de um tento apontado ainda no quarto de hora inicial. Os maçaenses igualaram o Samora Correia na 6.ª posição, deixando para trás o Torres Novas.

Nas outras duas partidas da 28.ª jornada, Salvaterrense e Cartaxo confirmaram matematicamente a permanência no principal escalão: os homens de Salvaterra foram vencer ao terreno do “lanterna vermelha”, Vasco da Gama (que continua a registar um único ponto averbado na pauta classificativa), por 2-0; já os cartaxeiros conseguiram resgatar um ponto, empatando 1-1, com um golo no derradeiro minuto, em Alcanena, com o Alcanenense, no 9.º lugar, a três pontos do 6.º.

A luta pela manutenção ficou limitada a quatro equipas – também concentradas num intervalo de três pontos, como sucede com o quarteto da frente – das quais duas acabarão por vir a ser despromovidas (acompanhando o Vasco da Gama): Amiense (26 pontos); Forense (25 pontos); e, nesta altura, abaixo da “linha de água”, Moçarriense (24 pontos) e At. Ouriense (23 pontos).

Nas duas derradeiras semanas da competição, teremos o seguinte calendário: o Amiense desloca-se a Alcanena e recebe o Salvaterrense; o Forense viaja até ao Cartaxo e terá a visita do Alcanenense; o Moçarriense recebe o Ferreira do Zêzere, terminando o campeonato no campo do Vasco da Gama; o At. Ouriense recebe o Vasco da Gama e finaliza a prova em Mação.

II Divisão Distrital – A última ronda da primeira volta da fase final ficou assinalada por triunfos dos visitantes: Águias de Alpiarça e Entroncamento AC parecem embalados para a promoção à divisão principal, tendo ido vencer, respectivamente, a Marinhais (2-0) e à Glória do Ribatejo (2-1). Por seu turno, o Tramagal, mesmo com maiores dificuldades do que poderia ser expectável, levou de vencida o Pego (2-1), com o tento decisivo apontado apenas em tempo de compensação, somando três pontos, indispensáveis para poder continuar a acalentar esperanças na subida.

Antevisão – O Campeonato de Portugal estará em pausa esta semana. Na I Divisão Distrital, cabe ao Fátima, desta feita, ser o único dos candidatos a jogar em casa, recebendo o Samora Correia, perfilando-se os fatimenses com natural favoritismo. Os outros três emblemas do topo da tabela enfrentarão certamente dificuldades, mesmo que de grau diferenciado, com realce para o Coruchense-Fazendense; em Torres Novas, o Abrantes e Benfica procurará reagir de pronto ao desaire caseiro da passada semana; o Ferreira do Zêzere viaja até à Moçarria, enfrentando um adversário a precisar de pontuar, sendo, ainda assim, mais provável que volte com os três pontos.

No escalão secundário, destaca-se o “derby” Marinhais-Glória do Ribatejo, crucial para as aspirações dos visitados; como determinante poderá ser também o Tramagal-Entroncamento AC.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Maio de 2024)

12 Maio, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Meias-finais

(“O Templário”, 02.05.2024)

Com duas derrotas sofridas nos dois primeiros encontros disputados (ambos em reduto alheio) na fase final do Campeonato de Portugal, de promoção e apuramento dos finalistas, e pese embora nada esteja ainda decidido, começam a fragilizar-se as aspirações do U. Santarém ao regresso à Liga 3. Para poder chegar ainda a tal desiderato os escalabitanos (que receberão ainda os três rivais) necessitariam de um percurso praticamente sem falhas daqui até ao termo deste torneio.

De facto, depois da tangencial derrota, no arranque, em Setúbal, ante o histórico Vitória, o U. Santarém, de viagem até Angra do Heroísmo, foi novamente desfeiteado, pelo Lusitânia, desta feita por 3-1 (tendo, aliás, os visitados chegado a dispor de vantagem de 3-0, logo nos minutos iniciais da segunda metade). Por seu lado, tendo averbado segundo triunfo (os dois no seu terreno), os açorianos perfilam-se como candidatos à subida.

E isto porque, no outro jogo da série mais a Sul, também os vitorianos voltaram a vencer, outra vez por 2-1, agora no Algarve, diante do Moncarapachense, frente ao qual tiveram também vantagem de 2-0. Desta forma, Lusitânia e V. Setúbal, tendo somado, cada um, seis pontos, parecem beneficiar de posição privilegiada face à concorrência, ainda sem pontuar.

A Norte, tivemos outros dois empolgantes desafios, disputados “taco-a-taco”, em toada de parada e resposta, com os forasteiros a imporem-se, pelo mesmo desfecho, de 3-2: o S. João de Ver, ganhando em Pevidém, destacando-se por ter realizado já duas partidas na condição de visitante; o Limianos, triunfando em Amarante.

Também neste caso temos, na pauta classificativa, dois pares, por ora mais equilibrados: os vencedores desta 2.ª ronda, somando quatro pontos; os vencidos, com o ponto que tinham averbado na estreia, no jogo em que se cruzaram directamente.

Taça do Ribatejo – Os clubes que jogaram a 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo em casa confirmaram, com maiores ou menores dificuldades, a qualificação para a Final, mercê dos triunfos que, um mês antes, haviam obtido, respectivamente, nas Fazendas e em Abrantes.

O Ferreira do Zêzere garantiu, apenas pela segunda vez no seu historial – depois de ter conquistado o troféu em 1990 – a presença em tal Final da Taça do Ribatejo, agendada para o próximo dia 25 de Maio (a disputar em Abrantes), na qual enfrentará o Alcanenense, que repete a presença no desafio decisivo, que registara na última temporada, avançando para a sua quinta Final da “prova-rainha”, mas ainda em busca de se estrear como vencedor.

Em anos recentes – e antes de ter sido finalista na época precedente – a turma de Alcanena não tinha ido além dos 1/8 de final, por três vezes sucessivas, entre 2020 e 2022. Nesta temporada, para chegar ao jogo decisivo, o Alcanenense afastou sucessivamente o Pontével, o Tramagal e o Marinhais, acabando por superar o Fazendense, emblema com maior palmarés na competição, acumulando um total de cinco troféus conquistados (nos anos de 2006, 2012, 2014, 2016 e 2022).

Mas teve ainda de sofrer um pouco: partindo para a 2.ª mão com uma vantagem de dois golos, o grupo de Alcanena parecia ter o “assunto arrumado” quando, à passagem dos dez minutos da segunda parte, se colocou novamente a vencer por 2-0, portanto com um diferencial agregado de quatro tentos, em seu favor. Até que, na derradeira meia hora, “puxando dos galões”, o Fazendense apontou três golos, operando sensacional reviravolta no marcador, que só não foi mais extraordinária, porque lhe ficou a faltar mais um, para forçar o desempate.

O resultado final de 2-3 não impediu o Alcanenense de, para já, fazer a festa. Resta-lhe, agora, a parte (ainda mais) difícil, que será a de tentar contrariar uma tendência bastante negativa, de quatro finais perdidas, em 2002, 2009, 2010 e 2023.

Por seu turno, o Ferreira do Zêzere teve uma tarde bastante mais tranquila, ancorado na realisticamente insuperável vitória de 3-0 que arrancara em Abrantes. Num encontro em que os abrantinos deram, como seria expectável, mostras de maior inconformismo, procurando assumir a iniciativa, os ferreirenses preocuparam-se, sobretudo, em gerir o tempo, que corria a seu favor. Apesar de todo o labor da formação do Abrantes e Benfica, o nulo não se alteraria até final.

Tendo vencido a Taça na já distante temporada de 1989-90, e depois de ter sido semi-finalista por três vezes seguidas, entre 1999 e 2001, o melhor que os ferreirenses haviam conseguido, desde então, tinham sido as presenças nos quartos-de-final, em 2016, 2018 e 2019.

Agora, com um percurso deveras avassalador na presente edição da Taça do Ribatejo, o emblema do Zêzere – também em acesa disputa por um inédito título de Campeão Distrital – perfila-se como o principal candidato à conquista do troféu, depois de ter goleado por 7-1 frente ao Vasco da Gama, e por 6-1, em Ourém, ante o At. Ouriense, culminando com o 3-0 da 1.ª mão das meias-finais; em contraponto a uma equipa do Alcanenense, que ocupa discreto 9.º lugar no campeonato.

A propósito da I Divisão Distrital, por lapso meu, na passada semana, não estava a incluir, na indicação relativa às séries de vitórias actualmente em curso por parte do quarteto da frente, os triunfos da jornada em causa (27.º), pelo que, efectivamente, Fátima e Abrantes e Benfica tinham somado então a respectiva 6.ª vitória consecutiva (9.ª nas dez últimas rondas); o Ferreira do Zêzere averbou o 5.º triunfo sucessivo; tendo o Fazendense ganho pela quarta vez seguida!

Antevisão – No Campeonato de Portugal, o U. Santarém recebe o Moncarapachense, sem “margem de erro”, sendo fundamental a vitória. No outro encontro da série, quem sair vencedor do V. Setúbal-Lusitânia terá dado um passo decisivo para a subida à Liga 3.

No regresso da I Divisão Distrital, para o seu tramo final, com três decisivas jornadas, agendadas para os dias 5, 12 e 19 de Maio, o Fátima começa por enfrentar uma ameaçadora saída até aos Foros de Salvaterra, com o Forense empenhado em preservar a posição (acima da “linha de água”) que tanto lhe custou alcançar.

Caberá aos outros três candidatos jogar em casa nesta 28.ª ronda: Ferreira do Zêzere e Fazendense serão, em condições normais, amplamente favoritos, face ao At. Ouriense e ao Moçarriense – não ignorando, todavia, que se trata de outros dois conjuntos com grande necessidade de pontuar, para procurar escapar à sentença da despromoção ao escalão secundário; por seu lado, o Abrantes e Benfica encontra uma boa equipa, não obstante já tranquila no seu 5.º lugar, o Coruchense.

No fecho da primeira volta da fase final da II Divisão, realce para as partidas Glória do Ribatejo-Entroncamento AC e Marinhais-Águias de Alpiarça (cruzando-se os quatro primeiros classificados); enquanto o Tramagal visita o Pego, onde também apenas o triunfo lhe poderá servir.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Maio de 2024)

5 Maio, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 27ª Jornada (Distrital)

(“O Templário”, 25.04.2024)

O Campeonato de Portugal teve a sua jornada de arranque da fase final, de promoção e de apuramento dos finalistas da prova, com sortes distintas para os dois clubes que se apuraram na Série C, tendo o Lusitânia entrado com o “pé direito”, enquanto o U. Santarém foi desfeiteado. Por seu lado, a Norte, temos, para já, os quatro concorrentes igualados, mercê de dois empates.

O Lusitânia recebeu o grupo algarvio do Moncarapachense – que visa o regresso à Liga 3, após ter sido despromovido no final da época passada – e esteve em evidência, triunfando por 2-0. Os açorianos entraram praticamente a ganhar, confirmando a vitória a meio do segundo tempo.

Já o U. Santarém, enfrentando um exigente desafio, no terreno de um histórico do futebol português, terá abordado o encontro de forma algo inibida, tendo o V. Setúbal inaugurado o marcador à passagem do primeiro quarto de hora. Os escalabitanos deram boa resposta, restabelecendo a igualdade menos de dez minutos volvidos. Porém, logo na abertura da etapa complementar, os sadinos marcariam novo golo, que fixaria o resultado, a seu favor, em 2-1.

Limianos e São João de Ver proporcionaram uma partida empolgante, com os forasteiros a colocar-se em vantagem à beira do intervalo, para, na segunda parte, em cerca de um quarto de hora, os homens de Ponte de Lima operarem reviravolta no marcador. Já nos derradeiros cinco minutos, a turma de São João de Ver chegaria ao tento do empate, a duas bolas.

Pevidém e Amarante repartiram também os pontos no embate que disputaram, pese embora não tenham conseguido desfazer o nulo.

I Divisão Distrital – Mais uma jornada passada (já 27) e nada de novo na frente. Os dois emblemas da liderança, Fátima e Abrantes e Benfica, somaram, ambos, a respectiva 6.ª vitória consecutiva (num total de nove nas últimas dez rondas); o Ferreira do Zêzere averbou 5.º triunfo sucessivo (sete nas oito jornadas mais recentes); o Fazendense ganhou pela quarta vez seguida.

Fatimenses e abrantinos continuam igualados no comando, seguidos de imediato, somente a um ponto, por ferreirenses; a turma das Fazendas posiciona-se apenas dois pontos mais abaixo.

Num campeonato renhido como não haverá memória, esta será, pois, ocasião propícia a recordar o que reserva o calendário aos quatro candidatos, para as três rondas finais:

  • Fátima – Deslocação a Foros de Salvaterra; recepção ao Samora Correia; e um eventual “jogo do título”, em Abrantes;
  • Abrantes e Benfica – Recepção ao Coruchense; visita a Torres Novas; e o tal confronto “especial” com o Fátima, no reduto abrantino;
  • Ferreira do Zêzere – Recepção ao At. Ouriense; deslocação à Moçarria; e recepção ao Coruchense;
  • Fazendense – Recepção ao Moçarriense; deslocações a Coruche e Torres Novas (neste caso, para defrontar dois adversários que, na primeira volta, lhe impuseram duas inesperadas derrotas caseiras, que poderão fazer toda a diferença nas contas finais).

Ou seja, o Fazendense parece, nesta altura, em situação menos “privilegiada” para alcançar o título, desde logo pelo atraso de três pontos face aos guias, e, também, por ter apenas mais um jogo em casa. Também o Fátima terá duas saídas, de grau de exigência distinto, mas, seguramente, nas quais não esperará encontrar facilidades. Veremos qual o impacto que poderá ter o facto de ser dirigido por Gonçalo Carvalho, que conhece bem a situação de ter de defender a liderança nas jornadas derradeiras, missão de que teve pleno sucesso, há duas temporadas, em Rio Maior.

Anota-se a particularidade de o tal “jogo do título”, agendado para o último dia da prova, poder, paradoxalmente, acabar por não propiciar a qualquer dos clubes que o irão disputar sagrar-se Campeão: em caso de empate entre Abrantes e Benfica e Fátima – e no pressuposto de que averbem desfechos idênticos aos do Ferreira do Zêzere nas próximas duas rondas – poderiam ser, nesse cenário, os ferreirenses a fazer a grande festa de uma inédita promoção aos Nacionais!

Regressemos, por ora, ao passado (recente): o Fátima, tal como tinha feito nos Amiais de Baixo e no Cartaxo, voltou, agora em casa, frente ao Alcanenense, a “entrar a todo o gás”, marcando logo no primeiro minuto. As coisas terão acalmado até final do primeiro tempo, para, no arranque da segunda metade, mais dois tentos em três minutos terem sentenciado o desfecho a seu favor. Os fatimenses chegariam mesmo à goleada, ganhando por 4-0.

O Abrantes e Benfica chegou também a 3-0 na Moçarria, neste caso, ainda na primeira parte, ampliando igualmente para 4-0 antes da hora de jogo, mas, porventura, “relaxando” cedo demais, permitiria ao Moçarriense reduzir até à diferença tangencial, de 3-4 (pese embora o terceiro golo dos visitados tenha surgido já no sexto minuto do tempo de compensação)!

Bastantes mais dificuldades teve o Ferreira do Zêzere, para regressar de Salvaterra de Magos com os três pontos: mesmo com a turma da casa reduzida a dez elementos desde os 35 minutos, seriam precisos outros tantos para que os ferreirenses alcançassem o solitário golo que lhes garantiu uma preciosa vitória, numa fase em que “é proibido perder pontos”. Até final, os forasteiros preocuparam-se, sobretudo, em preservar tão magra vantagem.

Por seu turno, também o Fazendense, em visita a Ourém, se desembaraçou de um adversário em situação difícil na tabela, triunfando por categórica marca de 3-0.

O Coruchense colocou termo na disputa pelo 5.º lugar, ao receber e bater o Samora Correia por 3-1, dilatando para sete pontos o diferencial face a esse preciso rival, que mantém o 6.º posto.

Isto porque o Torres Novas foi surpreendido, no seu reduto, perdendo ante o Forense, por 2-3, após ter chegado, com aparente facilidade, a 2-0, a meio da primeira parte. Mas, abrandando a intensidade, permitiu aos forasteiros – que chegaram a ter, à 20.ª ronda, um atraso, aparentemente irrecuperável, de dez pontos face à linha de água (e 13 pontos em relação ao Moçarriense) – voltar a sair da zona de descida, pela primeira vez em quinze jornadas.

O Amiense não conseguiu melhor do que o empate (1-1) na recepção ao Cartaxo, resultado que servirá mais os interesses dos cartaxeiros, praticamente a salvo de maiores preocupações, ao contrário dos comandados de Marco Marques, com curta margem de dois pontos da zona perigosa.

Mação e Vasco da Gama cumpriram calendário, com os maçaenses a ganhar por 3-1, no 14.º desaire dos visitantes, em outros tantos desafios realizados “fora de portas”.

II Divisão Distrital – Águias de Alpiarça e Entroncamento AC, vencedores, respectivamente, frente ao Glória do Ribatejo (por 4-2) e Pego (3-1) destacam-se, contando já seis pontos de avanço face ao 4.º classificado, Marinhais, derrotado no Tramagal (também por 3-1). Faltam, todavia, ainda seis “longas jornadas” para as decisões finais sobre quem subirá ao escalão principal.

Antevisão – No Campeonato de Portugal, o U. Santarém viaja até aos Açores, para defrontar o líder, Lusitânia. As emoções da recta final dos Distritais estarão em pausa no próximo fim-de-semana, dando lugar à 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, com Ferreira do Zêzere e Alcanenense visando confirmar / preservar a vantagem que adquiriram, nas visitas a Abrantes (3-0) e Fazendas (2-0), portanto, aparentemente, já com tudo decidido… ou não será assim?

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 25 de Abril de 2024)

28 Abril, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

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