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Centenário da Associação de Futebol de Santarém (1924-2024)
1. Participação dos clubes filiados em Campeonatos Nacionais

A Associação de Futebol de Santarém (“AFS”) completa, no próximo dia 19 de Novembro, 100 anos de existência. Evocando esta efeméride, “O Templário” publicará um conjunto de três artigos: o primeiro com uma resenha das participações dos clubes da Associação em Campeonatos Nacionais (I, II e III Divisão, Liga 3 e Campeonato de Portugal); outro com uma súmula das participações dos representantes do Distrito na Taça de Portugal; e um último, com breve síntese do palmarés de cem temporadas de provas distritais já disputadas, desde o ano de 1924.
Em nove décadas de Campeonatos Nacionais (desde o seu arranque, sob a égide da Federação Portuguesa de Futebol, na temporada de 1934-35) regista-se um total de sete centenas de clubes que disputaram tais competições, dos quais 39 filiados na Associação de Futebol de Santarém (com a particularidade de se incluírem os casos do Alhandra e do Alverca, até ao ano de 1947).
Desde os pioneiros U. Entroncamento, Sport Coruchense e U. Operária de Santarém, que participaram na edição inaugural da II Liga (abrangendo um total de 34 clubes), na referida época de 1934-35, até ao U. Santarém (Liga 3) e Fátima (Campeonato de Portugal), únicos representantes do Distrito nos Nacionais presentemente em curso, ascende a um total de 544 o número de presenças de filiados da “AFS” em campeonatos de cariz nacional.
Encabeça a lista de participações o Torres Novas, com um total de 52 campeonatos nacionais disputados, sendo o rival mais próximo o U. Tomar, com 42; logo abaixo na tabela surgem, precisamente, o U. Santarém (38) e o Fátima (37). Alcanenense e “Os Leões” de Santarém (32 cada), e U. Almeirim (31) completam o leque de emblemas com mais de três dezenas de presenças – anotando-se a sucessão (por fusão) operada, em 1969, a nível do clube escalabitano.
No que respeita, estritamente, ao número de clubes a disputar tais campeonatos, o “apogeu” do Distrito (também fruto da orgânica de competições então vigente, alargando a mais de duas centenas o total de participantes – o que compara com os actuais 112) registou-se na década de 90, com um máximo de dez clubes do Distrito nas épocas de 1990-91, 1995-96, 1997-98, 1998-99, 1999-00 (e 2000-01) – integrando, fundamentalmente, a então III Divisão Nacional.
Neste âmbito, terá de assinalar-se o significativo declínio verificado a partir da temporada de 2008-09, com uma queda abrupta, de cinco clubes, para apenas dois na época imediata, sendo que, no último decénio, a representação do Distrito tem sido, sistematicamente, limitada a dois ou três emblemas. Lastima-se, pois, a dificuldade de permanência em tal grau de competitividade por parte da generalidade dos recentes Campeões Distritais – casos do Riachense (2013), At. Ouriense (2014), Coruchense (2015, 2017 e 2021), Mação (2018), U. Almeirim (2020), Rio Maior SC (2022) e, por último, do U. Tomar (2023).
Em termos qualitativos, mais profícua se revelou a década de 70 (oscilando geralmente entre os sete e os nove representantes do Distrito), tendo chegado a ter um clube na I Divisão e outros três na II Divisão (na temporada de 1969-70); um no escalão principal e dois no secundário (1971-72, 1972-73 e 1975-76); ou três na II Divisão Nacional (1970-71, 1973-74, 1976-77 e 1977-78). Na época de 1991-92 (já noutro esquema competitivo) foram quatro os clubes na “II Divisão B”.
A nível individual, o U. Tomar justifica posição de singular destaque, dado ter sido o único clube do Distrito a militar (por seis vezes, em três ciclos de duas temporadas) na I Divisão Nacional, no seu auge, entre os anos de 1968 e 1976 – com um sublinhado especial para as vitórias averbadas ante FC Porto e Sporting –, fase coroada com a glória maior do título de Campeão Nacional da II Divisão (1973-74), a que junta ainda a disputa da Final dessa prova em 1967-68 (num total de 16 participações neste escalão); para além de se ter sagrado igualmente Campeão Nacional da III Divisão de 1964-65 (tendo sido ainda vencedor de Série nas épocas de 1982-83 e 1989-90).
Por seu turno, os clubes que mais próximo estiveram de poder aspirar a chegar ao escalão máximo do futebol português foram: (i) Torres Novas (total de 24 presenças na II Divisão), justamente na temporada de 1967-68 (2.º classificado da Zona Norte, imediatamente após o U. Tomar); (ii) “Os Leões” de Santarém (25 participações no escalão secundário), vencedor da Série B em 1953-54 (tendo sido 4.º na fase final) e 3.º classificado da Zona Norte em 1954-55 (5.º na fase final); (iii) G. D. Coruchense (5 presenças na II Divisão), 2.º classificado da Zona Sul em 1955-56 (5.º na fase final) e 3.º da Zona Sul em 1956-57 (6.º na fase final); e, mais recentemente, (iv) Fátima, único a disputar (por três vezes) a actual Liga 2 (registando mais 14 presenças na II Divisão “B”), tendo sido 8.º classificado em 2009-10, ainda assim algo distante dos dois lugares de promoção.
Relativamente a conquistas, a nível nacional – e para além do já citado caso do U. Tomar –, detalha-se da seguinte forma o palmarés dos emblemas do Distrito:
- Fátima – Campeão Nacional da II Divisão “B” (2008-09); Vencedor da Série C e vice-campeão Nacional da II Divisão “B” (2006-07); Vencedor da Zona Sul da II Divisão “B” (2011-12); Vencedor da Série D da III Divisão (1990-91 e 1999-00);
- U. Santarém – Campeão Nacional da III Divisão (1974-75 e 1984-85); Vencedor da Série C do Campeonato de Portugal (2023-24); Vencedor da Série D da III Divisão (1993-94);
- “Os Leões” de Santarém – Campeão Nacional da III Divisão (1962-63); Vencedor da Série C da III Divisão (1967-68);
- G. D. Coruchense – Campeão Nacional da III Divisão (1953-54);
- Tramagal – Vencedor da Série C e vice-campeão Nacional da III Divisão (1966-67);
- Cartaxo – Vencedor da Série D da III Divisão (1976-77 e 1979-80):
- Torres Novas – Vencedor da Série C da III Divisão (1965-66);
- U. Rio Maior – Vencedor da Série D da III Divisão (1980-81);
- Samora Correia – Vencedor da Série E da III Divisão (1988-89);
- Alcanenense – Vencedor da Série D da III Divisão (1995-96);
- Abrantes FC – Vencedor da Série D da III Divisão (2003-04);
- Monsanto – Vencedor da Série D da III Divisão (2007-08 e 2010-11).
Num prisma histórico – e para além de “Os Leões” – começaram por notabilizar-se a U. Operária de Santarém, Académica de Santarém, Matrena, Águia Vilafranquense, Operário Vilafranquense, Ferroviários e Alhandra, com várias presenças na II Divisão Nacional, na década de 40.
Precisamente, tendo em consideração a sucessão de “Os Leões” por parte do U. Santarém, a agremiação escalabitana regista a mais extensa série de participações em campeonatos nacionais, num total de 63 épocas consecutivas, entre 1938-39 e 2000-01. Após um interregno de 18 temporadas, o U. Santarém é actualmente o clube preponderante do Distrito, militando na Liga 3.
Nos anos 60 predominaram, ainda “Os Leões”, bem como Torres Novas, Tramagal, Matrena e U. Tomar; para, na década de 70, e para além de tomarenses, escalabitanos (então já por via do U. Santarém) e torrejanos, despontarem igualmente o Alferrarede, U. Almeirim, Amiense, Cartaxo e Alcanenense; vindo a evidenciar-se, no decénio de 80, U. Rio Maior, Samora Correia e Fátima.
Só a partir dos anos 90 se tornam mais assíduos nos Nacionais o Benavente, G. D. Coruchense, At. Riachense e Fazendense, surgindo já na década de 2000 epifenómenos como o Abrantes FC e Monsanto. Mais recentemente, o Alcanenense teve também um novo ciclo, entre 2012 e 2018.
No quadro em anexo apresenta-se síntese de todas as 544 participações dos emblemas filiados na “AFS” em campeonatos de índole nacional, nos seus vários escalões, indicando-se a pontuação obtida por cada clube, época a época, no respectivo escalão – as pontuações indicadas a cor verde traduzem casos de promoção; as apresentadas a cor vermelha correspondem a descidas de divisão.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Novembro de 2024)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Pré-eliminatória

(“O Templário”, 07.11.2024)
Dos nove clubes da II Divisão Distrital que disputaram a pré-eliminatória da Taça do Ribatejo apuraram-se três para os 1/8 de final; não obstante, apenas um deles, o Vilarense, logrou impor-se a um adversário de escalão superior, o Amiense. Para além da formação de Vilar dos Prazeres, avançam também na prova o Porto Alto e o U. Almeirim (que afastaram equipas do seu campeonato), juntando-se assim à U. Atalaiense, emblema que, por sorteio, ficara isento.
Ao invés, quedaram-se por esta ronda prévia quatro clubes da I Divisão: para além do Amiense, também o Coruchense, At. Ouriense e Salvaterrense, eliminados por primodivisionários.
Nos 1/8 de final teremos, pois, quatro embates entre clubes do escalão principal (Mação-Ferreira do Zêzere, Fazendense-Cartaxo, Samora Correia-Glória do Ribatejo e Abrantes e Benfica-Torres Novas), e outros quatro entre formações de divisão diferente (U. Tomar-Porto Alto, Alcanenense-U. Atalaiense, Entroncamento AC-U. Almeirim e Águias de Alpiarça-Vilarense).
Destaques – A principal nota de realce do passado Domingo foi a imprevista vitória do Vilarense, na recepção ao Amiense, por renhido 3-2; o grupo dos Amiais esteve em vantagem por duas ocasiões, tendo os homens da casa restabelecido a igualdade outras tantas vezes, chegando ao 2-2 aos 45 minutos. Quando se antecipava que a decisão fosse adiada para a marca de grande penalidade, a turma de Vilar apontaria o tento da vitória, em cima do minuto noventa.
O “jogo grande” desta eliminatória inicial, colocando frente-a-frente dois dos clubes com melhor palmarés na prova (o “recordista” Fazendense, com cinco troféus conquistados, e o Coruchense, com três taças ganhas) saldou-se por um nulo, com as duas formações a neutralizar-se, o que, todavia, mais não seria que o adiar da “desforra” do conjunto das Fazendas, mais eficaz no termo de uma longa série de tentativas da marca de grande penalidade, vencendo por 8-7.
Nos outros dois desafios entre emblemas da I Divisão, o Mação superou, com aparente tranquilidade, o At. Ouriense, ganhando por 2-0, tendo o desfecho sido definido em curto intervalo de cinco minutos, entre os 17 e os 22; já o U. Tomar experimentou maiores dificuldades do que se poderia supor, para levar de vencida (3-1) o “lanterna vermelha” do campeonato, Salvaterrense.
Os tomarenses começaram por voltar a ser surpreendidos, vendo-se em desvantagem pouco depois da meia hora de jogo. Tal como sucedera no Entroncamento, outra vez com reacção positiva, bastaram cinco minutos para repor a igualdade, para, no início do segundo tempo, com mais dois golos apontados, confirmarem o triunfo, fixando o “placard” final por volta da hora de jogo. Daí até final, os unionistas optaram por gerir o resultado, não permitindo outras veleidades.
As maiores emoções estavam, ainda assim, reservadas para os confrontos entre clubes de escalão diferente. Começando pelo desafio em que o actual detentor do troféu, Ferreira do Zêzere (líder destacado do campeonato, com o pleno de sete vitórias), recebendo o Moçarriense, correu sérios riscos de, sensacionalmente, poder ser afastado da prova, vendo-se em desvantagem durante largo período, apenas na fase final conseguindo operar a recuperação, acabando por triunfar por 2-1.
Situação análoga se registou nos Riachos, onde a turma local, Riachense, esteve também a ganhar por 1-0 até próximo do final do encontro, por curiosidade, ante o finalista vencido da última edição da prova, o Alcanenense, mas tendo os visitantes revertido tal desvantagem, vencendo igualmente por 2-1.
Merece ainda nota de saliência a goleada aplicada pelo Porto Alto (próximo adversário do U. Tomar) na receção ao Rebocho, ganhando por categórica marca de 6-0. A formação da “AREPA” segue com quatro vitórias na presente edição da Taça (incluindo os três jogos da fase de Grupos, entre clubes da II Divisão), somando já quinze golos marcados, face a apenas dois tentos sofridos.
Surpresa – Para além da proeza do Vilarense, eliminando o Amiense, o desfecho mais imprevisto terá sido o verificado no U. Almeirim-Tramagal, em que os almeirinenses (que ocupam, por agora, modesto 7.º lugar na sua série da II Divisão) golearam por 5-2, e isto depois de os tramagalenses terem, com aparente facilidade, chegado a dispor de vantagem de dois golos, até perto do intervalo, com os anfitriões a reduzir aos 42 minutos. Na segunda metade, dois tentos entre os 73 e 76 minutos, e outros dois apontados já em período de compensação estabeleceram o resultado.
Confirmações – O Águias de Alpiarça, vencendo no terreno do Pontével por 2-0, assim como o Abrantes e Benfica, superando, em casa, o Forense, por igual marca, confirmaram o favoritismo que lhes era atribuído, perante rivais de escalão inferior.
Liga 3 – Depois de, há pouco mais de quinze dias, ter ido ganhar a Oliveira do Hospital (em encontro que se encontrava em atraso da 1.ª ronda), o U. Santarém não conseguiu melhor que empatar a duas bolas, na recepção a este mesmo adversário, na abertura da segunda volta do campeonato (10.ª jornada), e mercê de um tento apontado somente ao minuto 90+7, depois de, por duas vezes, os escalabitanos terem estado a perder.
Este foi já o quarto jogo sucessivo em que o U. Santarém não logrou ganhar em casa, depois dos desaires sofridos ante o Caldas, Belenenses e Sp. Covilhã. Em função deste resultado, baixou ao 6.º lugar (a par do Caldas), não obstante apenas a um ponto do 3.º e 4.º (Atlético e Académica).
Campeonato de Portugal – A atravessar fase muito positiva, o Fátima somou terceiro triunfo sucessivo (após ter batido o União 1919 e o Sertanense), batendo o vice-líder, Alverca “B”, por inesperada marca de 3-0, o que proporcionou aos fatimenses – somando agora 12 pontos em oito jogos – escalar até à 5.ª posição, já com alguma margem de segurança (quatro pontos) em relação à “linha de água”, mesmo que estejamos ainda no primeiro terço da prova, isto tendo por objectivo a realização de uma época o mais tranquila possível, afastando-se da zona perigosa da tabela.
Antevisão – Na retoma da I Divisão Distrital, para disputa da 8.ª ronda, o maior ponto de interesse para os tomarenses será o desafio U. Tomar-Amiense, que marcará o retorno de Marco Marques a uma casa onde obteve grandes sucessos, ao serviço do emblema unionista, quer enquanto jogador, tal como treinador (“bisando” a conquista do título de Campeão Distrital pelo União).
As atenções estarão também centradas no embate entre o vice-líder, Mação, e o Alcanenense, assim como no Samora Correia-Cartaxo. Por seu lado, o comandante, Ferreira do Zêzere, dispõe de amplo favoritismo na recepção à equipa da Glória do Ribatejo, como sucede também no Fazendense-Entroncamento AC, partidas em que não se antecipam eventuais surpresas.
No escalão secundário destacam-se, na 4.ª jornada, os seguintes desafios: Pontével-Moçarriense e Porto Alto-Benavente (Série A); Alferrarede-Caxarias e Pego-Vilarense (Série B).
Na Liga 3, o U. Santarém viaja até Lisboa, para defrontar o Atlético, actual 3.º classificado. Por seu turno, o Fátima, no Campeonato de Portugal, desloca-se ao terreno do Pêro Pinheiro, que, algo inesperadamente, ocupa, por agora, o penúltimo lugar (igualado com o 11.º classificado).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Novembro de 2024)
O Pulsar do Campeonato – 7ª Jornada

(“O Templário”, 31.10.2024)
Qual “rolo compressor”, parecendo perseguir a senda triunfal registada pelo U. Almeirim há cinco anos – que, então, vencera todos os quinze jogos da primeira volta do campeonato – o Ferreira do Zêzere, não só somou sétimo triunfo consecutivo (nas sete rondas realizadas), como o fez no terreno de um dos adversários teoricamente mais fortes, no que constitui já a quinta vitória extra-muros por parte dos ferreirenses, que, até à data, contam só duas partidas disputadas no seu reduto.
Em paralelo, os rivais não denotam ter capacidade para acompanhar o ritmo imposto pelo líder, vindo, gradualmente, a ceder pontos, registando já o 2.º classificado (agora, o Mação) um atraso de quatro pontos, enquanto Fazendense e Samora Correia distam cinco pontos do comandante. Mais atrasados, ainda: o Cartaxo ficou a longínquos doze pontos; o Abrantes e Benfica está a 13!
Destaques – O primeiro destaque vai, pois, para a vitória averbada pelo Ferreira do Zêzere no Cartaxo, por 2-0, com tentos na parte final de cada uma das partes, em mais uma grande demonstração de força por parte dos ferreirenses, que não dão mostras de poder vacilar.
Com impacto relevante no posicionamento dos primeiros classificados realça-se também o (algo imprevisto) desfecho registado no Coruchense-Fazendense, com a turma do Sorraia a impor a primeira derrota ao grupo das Fazendas, e logo por números bem convincentes (3-0)! Em apenas cerca de quinze minutos a equipa de Coruche arredou o adversário de qualquer veleidade de pontuar: tendo inaugurado o marcador aos quarenta minutos, bastaram dez minutos da segunda parte para fixar o “placard”, sem que os visitantes tivessem conseguido esboçar reacção.
Em evidência pela positiva – parecendo sair da crise de resultados – esteve, enfim, o Abrantes e Benfica, a bater o Torres Novas por renhido 3-2: os torrejanos cedo se colocaram em vantagem, estavam apenas completados os cinco minutos iniciais do desafio, mas os abrantinos tiveram boa reacção, empatando outros escassos cinco minutos volvidos, e concretizando a reviravolta no marcador pouco depois da meia hora de jogo. Numa altura em que estava já reduzido a dez elementos, o Torres Novas ainda conseguiria restabelecer a igualdade (2-2), mesmo em cima do intervalo. A equipa da casa viria a obter o tento da vitória… a cinco minutos do termo do encontro.
As equipas do Mação – agora, a par do comandante, a única também ainda invicta – e do Samora Correia confirmaram o favoritismo de que eram creditadas, frente a opositores da parte baixa da tabela, mas com números e contornos bem distintos.
Os maçaenses, goleando, com aparente facilidade (4-0, não obstante com dois golos obtidos nos cinco minutos finais), um grupo da Glória do Ribatejo, que vem denotando algumas fragilidades, tendo somado já o terceiro desaire caseiro (em quatro jogos realizados no seu terreno).
O conjunto de Salvaterra, batido pelos samorenses por tangencial 2-3, oferecendo boa réplica, começando por abrir o activo, e, já depois de os visitantes terem operado a reviravolta no marcador, tendo ainda reposto o empate (a dois golos), para, de imediato, sofrer o tento decisivo.
Surpresa – Não poderá deixar de considerar-se de algum modo surpreendente o desfecho registado no encontro entre Entroncamento AC e U. Tomar, que se saldou por uma igualdade a duas bolas, sendo que a surpresa esteve mesmo à beira de ser ainda maior.
Até então “lanterna vermelha”, com o pior ataque (apenas um golo marcado) e a defesa mais batida da prova (19 golos sofridos), contando um único ponto, averbado logo na estreia, mercê de um nulo caseiro ante o Glória do Ribatejo, registando, pois, uma série de cinco derrotas sucessivas (a última delas, em Ourém, por impactante marca de 7-0), não se projectaria que o Entroncamento AC pudesse sair vencedor deste embate, mesmo que se saiba que “não há dois jogos iguais”.
Pois, foi o que esteve prestes a suceder: apesar de o União ter entrado melhor na partida, a verdade é que seriam os visitados a marcar, logo à passagem dos dez minutos, tendo, no decurso do tempo, desaproveitado outras ocasiões, mas vindo a aumentar, ainda assim, a vantagem para 2-0, aos 65 minutos. Com o jogo aparentemente perdido, já dentro do último quarto de hora, valeria aos tomarenses uma reacção bem positiva, reduzindo para 1-2, tendo, na sequência do intensificar da pressão, Wemerson Silva bisado, estabelecendo o marcador final, na conversão de uma grande penalidade, no derradeiro lance, já com os seis minutos de tempo de compensação cumpridos.
Confirmações – Nas outras duas partidas, o Alcanenense confirmou o favoritismo, derrotando o Águias de Alpiarça por convincente 4-1, mesmo depois de ter começado por sofrer um pequeno susto, tendo os forasteiros marcado o primeiro golo da contenda, chegando-se ao intervalo em situação de igualdade; por seu lado, Amiense e At. Ouriense dividiram os pontos, numa animada disputa, concluída com o “placard” em 3-3, depois de a turma da casa ter chegado a dispor, por duas vezes, de dois golos de vantagem (2-0 ao intervalo; 3-1 aos 75 minutos) – tendo os visitantes marcado o golo da igualdade no nono minuto do tempo de compensação!
Na metade inferior da pauta classificativa – e tendo o Abrantes e Benfica dado um pequeno “pulo”, até aos oito pontos, pese embora mantenha o 9.º posto –, temos, agora, Amiense e U. Tomar emparelhados na 10.ª posição, ambos com seis pontos, um a mais que o duo formado por At. Ouriense (este com um jogo ainda em atraso) e Glória do Ribatejo; nos três últimos lugares, encontram-se o Águias de Alpiarça (três pontos), Entroncamento AC (dois) e Salvaterrense (um).
II Divisão Distrital – Na série mais a Sul continuam a ser três os clubes com o pleno de pontos (nove), após a disputa das três primeiras jornadas: Porto Alto (que foi golear a Rio Maior, por 4-0), Forense (também com goleada, por 5-0, no Paço dos Negros) e Marinhais (2-1 em Almeirim). Mas o resultado mais em destaque terá sido o 0-4 registado no Benavente-Pontével, agora com estas duas formações imediatamente abaixo do trio da liderança, a par do Moçarriense.
A Norte o guia, Vasco da Gama, cedeu um empate caseiro (3-3) ante o Alferrarede, tendo visto Caxarias, Vilarense e Tramagal (todos vencedores nesta ronda) aproximar-se, só a um ponto. O Riachense goleou a jovem equipa “B” do Abrantes e Benfica por inapelável 9-1!
Liga 3 – O U. Santarém foi surpreendido, tendo sido derrotado, em casa, pelo Sp. Covilhã, por tangencial 1-0, partilhando, no final da primeira volta da prova, o 3.º posto com Caldas e Sporting “B”, a dois pontos do vice-líder, Atlético, e a cinco do comandante, Belenenses (que sofreu o seu primeiro desaire, num reencontro de históricos, em Coimbra, frente à Académica).
Campeonato de Portugal – Foram boas as notícias chegadas da Sertã, onde o Fátima conseguiu arrancar três preciosos pontos, mercê, igualmente, de um solitário golo, que lhe permitem subir à 7.ª posição, pese embora apenas dois pontos acima da “linha de água”.
Antevisão – Os Distritais sofrem a primeira interrupção, para disputa da pré-eliminatória da Taça do Ribatejo, em que se realçam os seguintes confrontos (únicos três – do total de dez jogos – entre emblemas primodivisionários): um aliciante Fazendense-Coruchense (numa espécie de “desforra” do encontro do passado Domingo), Mação-At. Ouriense e U. Tomar-Salvaterrense.
Na Liga 3, na abertura da segunda volta (10.ª ronda), o U. Santarém volta a actuar no seu terreno, tendo a visita do Oliveira do Hospital, actual penúltimo classificado (9.º), apresentando-se como favorito. Na 8.ª jornada do Campeonato de Portugal o Fátima recebe o vice-líder, Alverca “B”, ainda invicto na competição, em jogo que, portanto, se antevê de elevado grau de dificuldade.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Outubro de 2024)
O Pulsar do Campeonato – 6ª Jornada

(“O Templário”, 24.10.2024)
É verdade que estamos ainda numa fase inicial do campeonato (decorridos 20%), mas não será usual o significativo diferencial de pontuação entre os clubes da parte cimeira e os da segunda metade da tabela: abriu-se um fosso, já de oito pontos (à 6.ª ronda), entre o 5.º e o 9.º classificado!
Tal decorre do conjugar de duas tendências antagónicas: por um lado, para além do trio da frente (Ferreira do Zêzere, Fazendense e Mação) subsistir invicto, mantendo, aliás, os ferreirenses o pleno de triunfos (tendo os mais directos rivais cedido um e dois empates, respectivamente), também Torres Novas e Samora Correia têm tido bom desempenho; em contraposição com o arranque titubeante, sobretudo do Abrantes e Benfica (que reparte a tal 9.ª posição com Amiense, U. Tomar e Glória do Ribatejo), todos, agora, já a quatro pontos do 8.º classificado, Coruchense.
Destaques – O principal realce da jornada vai, precisamente, para a categórica derrota infligida ao Abrantes e Benfica pelo Samora Correia, com os samorenses a marcar três golos sem resposta: abrindo o activo ainda no quarto de hora inicial; aumentando a contagem à beira do intervalo; e fixando o 3-0 final também com quinze minutos decorridos no segundo tempo, não tendo os abrantinos revelado capacidade de reagir à adversidade, pelo menos em termos de efectividade. Este foi o terceiro desaire do Abrantes e Benfica, que conta uma única vitória, logo na estreia.
Também em evidência esteve o Mação, que continua a registar trajectória de solidez, tendo recebido e batido o Cartaxo, que, por seu lado, vem denotando alguma instabilidade, mesmo que o desfecho tenha sido um tangencial 2-1, e com o tento da vitória a ser apontado já em período de compensação. Também os cartaxeiros se voltaram a atrasar, partilhando o 7.º posto com o Coruchense, já a distantes nove pontos do comandante. Não será uma desvantagem insuperável, mas começa a ser de recuperação problemática.
Justamente, o Coruchense, que tivera má entrada na prova, com dois desaires caseiros nas duas primeiras partidas (frente ao Mação e ao Ferreira do Zêzere), tendo, de seguida, vencido o Samora Correia, ainda em casa, por 4-1, somou agora segundo triunfo sucessivo, depois de, na semana anterior, ter derrotado o At. Ouriense. Só que, desta feita, tal vitória foi obtida em terreno alheio, em Tomar, ante o União, que volta a dar um “passo atrás”.
Os unionistas até tiveram um bom início de desafio, assumindo a iniciativa, mas demasiadas falhas deitaram tudo a perder: à passagem dos quinze minutos, a turma do Sorraia vencia já por 2-0. Os tomarenses ainda reduziram, pouco depois da meia hora, mas, noutro erro, originando a sanção com segunda grande penalidade, viram-se novamente com desvantagem de dois golos (1-3), mesmo a findar a primeira parte. O 2-3, alcançado logo aos cinco minutos do segundo tempo, fez ressurgir a esperança, perante as fragilidades defensivas que o Coruchense ia denotando. Mas, na parte final, a equipa nabantina, parecendo apresentar alguma quebra em termos físicos, não conseguiria evitar a derrota, perante um adversário que parecia poder estar ao seu alcance.
Confirmações – Numa ronda sem grandes surpresas a assinalar, os outros cinco desfechos enquadram-se na lógica, mesmo que haja a assinalar a expressão da goleada (7-0) aplicada pelo At. Ouriense ao Entroncamento AC: depois de 2-0 ao intervalo, no segundo tempo os golos sucederam-se a uma cadência inapelável, aos 48, 60, 70, 73 e 87 minutos.
O Alcanenense, em deslocação à Glória do Ribatejo, terá sentido algumas dificuldades para levar de vencida o adversário, mas, para tal, acabaria por bastar o solitário golo marcado logo aos dez minutos. A formação de Alcanena, que soma dez pontos, é agora 6.ª classificada, subsistindo o emblema da Glória a par de abrantinos, tomarenses e amienses.
O Torres Novas impôs-se por 3-2 ao Amiense, tendo-se colocado em vantagem por três vezes: o grupo dos Amiais ainda empatou em duas ocasiões, mas acabaria por sair derrotado devido ao terceiro golo sofrido, já dentro dos cinco minutos finais.
O vice-líder, Fazendense, teve uma tarde relativamente tranquila, pese embora o sobressalto sofrido com o tento do Águias de Alpiarça, a abrir o marcador; mas os homens das Fazendas restabeleceriam a igualdade no minuto imediato, livrando-se de maiores sustos. Pouco depois (mais sete minutos volvidos), consumavam a reviravolta, estabelecendo o 3-1 final à meia hora.
Os últimos são, neste caso, também os primeiros: o líder, Ferreira do Zêzere goleou também, com alguma naturalidade, o Salvaterrense (um dos “lanternas vermelhas”, a par do Entroncamento AC) por inequívoca marca de 4-0: ao fim do minuto inicial já os ferreirenses assumiam a condição de vencedor, que confirmaram com outros dois golos a fechar o primeiro tempo, chegando ao 4-0 à passagem da hora de jogo.
II Divisão Distrital – Não ficou aquém das expectativas o embate entre os dois recém-despromovidos, e supostos candidatos a retornar ao escalão principal, com o Forense a ganhar ao Moçarriense por renhido 4-3, isto depois de os forasteiros terem ensaiado o que, a concretizar-se, teria sido uma sensacional recuperação, a partir da desvantagem de 1-4.
Benavente e Marinhais (com goleadas de 5-1 em Rio Maior e de 4-0 face à equipa “B” do U. Santarém) integram, a par de Porto Alto e Forense, um quarteto de líderes, na Série A, com vitórias nas duas jornadas iniciais. Na Série B, só o Vasco da Gama conseguiu tal registo, sendo guia isolado, à frente do Alferrarede (empate a uma bola com o Riachense), que conta quatro pontos.
Assinala-se ainda o triunfo do Vilarense no reduto do Espinheirense, por 5-3, depois de ter chegado a estar a perder por 1-3!
Taça de Portugal – Como seria expectável, já não subsiste qualquer representante do Distrito na “prova rainha”. O U. Santarém, último resistente, foi batido pelo Moreirense (que milita na I Liga), por tangencial 1-2, na 3.ª eliminatória (1/32 avos de final) da competição.
Antevisão – Na 7.ª ronda do escalão principal, as atenções estarão focadas, sobretudo, no confronto entre Cartaxo e Ferreira do Zêzere, com a liderança a ser colocada à prova. Outro ponto de especial interesse será o Coruchense-Fazendense, enfrentando o perseguidor do guia também uma difícil saída. Anota-se ainda o encontro entre Abrantes e Benfica e Torres Novas. Quanto ao U. Tomar, com uma curta deslocação ao Entroncamento, terá boa oportunidade de poder voltar a somar pontos, mas, para tal, será necessário maior rigor.
Na divisão secundária do Distrital, destacam-se as partidas U. Almeirim-Marinhais, Benavente-Pontével, Tramagal-Espinheirense e Vasco da Gama-Alferrarede.
Na retoma da Liga 3, para disputa da 9.ª jornada (já a encerrar a primeira volta), o U. Santarém recebe o Sp. Covilhã, que oferecerá certamente mais dificuldades do que a sua posição na pauta classificativa (8.º e antepenúltimo) poderia deixar adivinhar.
O Campeonato de Portugal é igualmente reatado, com a 7.ª ronda, na qual o Fátima se desloca à Sertã, para defrontar uma equipa do Sertanense, também a passar por dificuldades, actualmente a fechar a classificação da série (a par do Mortágua), mas, afinal, apenas dois pontos abaixo dos fatimenses, pelo que se tratará de um embate que se antevê repartido.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Outubro de 2024)
O Pulsar do Campeonato – 5ª Jornada

(“O Templário”, 17.10.2024)
Cinco jogos, cinco vitórias, com a particularidade de quatro (!) delas terem sido obtidas em terreno alheio, guia isolado do campeonato, melhor ataque (13 golos marcados) e melhor defesa (3 golos sofridos) – números que, por coincidência partilha com o vice-líder Fazendense –, o Ferreira do Zêzere promete uma época que poderá vir a ser memorável para as suas cores.
Por seu lado, o U. Tomar reencontrou-se, enfim, com as vitórias, de que estivera arredado durante sete jogos, desde há… sete meses; um triunfo determinante para que possa serenar.
Destaques – Depois de ter vencido já em Coruche, o Ferreira do Zêzere volta a estar em destaque, tendo ido ganhar, desta feita, no reduto de um dos clubes de maior potencial da competição, o Abrantes e Benfica, por 2-1. Foi uma vitória difícil, suada, “arrancada a ferros”, depois de os abrantinos se terem colocado em vantagem pouco depois da meia hora de jogo. Os ferreirenses restabeleceram a igualdade logo a abrir a segunda parte, mas o tento decisivo só chegaria aos 90+3 minutos. Em qualquer caso, o mais importante foi conseguido.
Não desarmando na perseguição ao comandante, o Fazendense obteve também um bom triunfo, igualmente por 2-1, na deslocação a Alcanena, numa partida com contornos diferenciados: os visitantes marcaram logo aos seis minutos, tendo ampliado a contagem já nos derradeiros dez minutos; o Alcanenense não conseguiria ir além do “ponto de honra”, também já em período de compensação. A turma das Fazendas – que conta já três vitórias fora de casa, frente a adversários renomados como são os casos de U. Tomar, Torres Novas e Alcanenense – apenas cedeu pontos no empate caseiro ante o Samora Correia.
Precisamente, os samorenses estiveram também em evidência, ao ir ganhar a Amiais de Baixo, por renhido 3-2, o que lhes proporciona continuar a partilhar o 4.º posto com o Torres Novas, agora apenas um ponto abaixo do Mação, a três do Fazendense, e a cinco do líder.
Anota-se que foi, aliás, a turma do Amiense a marcar primeiro, logo aos quatro minutos, tendo, inclusivamente, ampliado a contagem para 2-0, apenas cinco minutos volvidos. Porém, não conseguiria segurar essa vantagem, com o Samora Correia rapidamente a reduzir para 1-2, à passagem do quarto de hora; e, num período frenético, a empatar a meio da primeira parte! Na etapa complementar, consumar-se-ia a inversão no marcador, pouco depois da hora de jogo.
Numa ronda com cinco vitórias extra-muros, o Torres Novas obteve a marca mais dilatada, goleando uma fragilizada equipa do Entroncamento AC por 5-0, números bastante pesados, a denotar um “baixar de braços” na parte final do desafio por parte dos visitados.
O último triunfo fora de casa, que se realça, foi averbado pelo U. Tomar, tendo ido ganhar a Alpiarça, batendo o Águias por 2-1, obtendo um sucesso fora de portas, o que os unionistas não alcançavam há quinze jogos, desde Maio de 2023 (em Salvaterra, na penúltima ronda da época 2022-23, na “antecâmara” da conquista do título de Campeão Distrital).
Não tendo tido boa entrada em jogo, concedendo a iniciativa ao adversário, os tomarenses viram os alpiarcenses adiantar-se no marcador à meia hora, saindo para o descanso em desvantagem. Não obstante, no segundo tempo, num intervalo de apenas quatro minutos, entre os 51 e os 55, o União operou a reviravolta, com dois tentos, que lhe proporcionaram tão importante triunfo, não sem que a equipa tivesse ainda de sofrer, para preservar a vantagem até final.
Surpresa – Em função do desempenho evidenciado até esta jornada, não se esperaria que o Salvaterrense lograsse pontuar ante um dos, até então, 2.º classificados, Mação. Os maçaenses até começaram por marcar cedo, por volta dos doze minutos, e, quando esperariam ter os três pontos “garantidos”, acabariam por vir a sofrer o tento do empate (1-1) aos 90+6 minutos, no que constitui o primeiro ponto somado pelos homens da Salvaterra de Magos neste campeonato.
Confirmações – Ao invés, eram expectáveis as vitórias: do Coruchense, pese embora por magro 1-0, mercê de um golo alcançado já no último quarto de hora; assim como do Cartaxo, que se esmerou, obtendo o seu melhor resultado desta época, goleando o Glória do Ribatejo por 5-1.
Na sequência dos desfechos do passado Domingo, temos agora um trio na cauda da tabela, somente com um ponto somado (cada), integrando At. Ouriense (ainda com um jogo em atraso), Salvaterrense e Entroncamento AC; imediatamente acima, posiciona-se o Águias de Alpiarça (três pontos); tendo-se formado um quarteto, entre o 9.º e o 12.º lugar, igualado a cinco pontos, do qual fazem parte ilustres nomes como os de U. Tomar, Abrantes e Benfica e Amiense, para além da formação da Glória do Ribatejo. O Coruchense é 8.º classificado, com mais um ponto (seis).
II Divisão Distrital – No arranque do campeonato do escalão secundário – este ano englobando 25 concorrentes, repartidos em duas séries, sendo que, ao contrário do que vinha sendo habitual, não haverá fase final, de apuramento de Campeão, mas sim, directamente, a Final entre o vencedor de cada série, disputando os dois 2.º classificados a terceira vaga de promoção – esteve em grande evidência o Moçarriense, ao golear, por 7-1, o Rebocho.
Ainda na Série A, o Forense obteve também um bom triunfo (por tangencial 1-0) em Pontével. Já na Série B, foi impróprio para cardíacos o Vilarense-Tramagal, tendo os forasteiros acabado por se impor, por disputado 4-3. Por seu lado, o Caxarias bateu a U. Atalaiense por 4-1. O outro recém-despromovido da I Divisão, Vasco da Gama, foi mais comedido, ganhando por 2-1 ao Pego.
Liga 3 – Em jogo de acerto de calendário, o U. Santarém voltou a averbar importante vitória na condição de visitante, desta feita em Tábua, frente ao Oliveira do Hospital, por 2-1, em encontro da 1.ª jornada, que tinha sido adiado. Os escalabitanos ascenderam assim a um notável 3.º lugar, somente a dois pontos do Atlético, e a seis do comandante, Belenenses.
Antevisão – A 6.ª jornada da I Divisão Distrital integra alguns aliciantes embates, nomeadamente o U. Tomar-Coruchense (dois recentes Campeões Distritais, esta temporada distantes dos lugares cimeiros), o Samora Correia-Abrantes e Benfica, o Mação-Cartaxo (envolvendo quatro clubes com aspirações), ou o Torres Novas-Amiense, entre emblemas com largo historial na prova.
Na II Divisão Distrital, que avança para a sua 2.ª ronda, destacam-se as partidas: Forense-Moçarriense (um embate entre candidatos à subida, depois de terem disputado, na época anterior, o escalão principal); Porto Alto-U. Almeirim; Espinheirense-Vilarense; e Pego-Caxarias.
A Liga 3, assim como o Campeonato de Portugal, continuam em pausa, para disputa da 3.ª eliminatória (1/32 de avos de final da Taça de Portugal), fase da competição em que o Distrito conta um único representante, o U. Santarém – que, depois de ter afastado dois adversários dos Distritais (Sacavenense e Monção) enfrenta agora (no seu terreno) o Moreirense, da I Liga.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Outubro de 2024)
O Pulsar do Campeonato – 4ª Jornada

(“O Templário”, 10.10.2024)
Depois de dois empates, duas derrotas, em Alcanena, e em casa, ante o Fazendense. Por curiosidade – e embora as temporadas não sejam comparáveis, dado o U. Tomar não ser, esta época, mais do que candidato a fazer um campeonato tranquilo – também em 2022-23, quando se sagraram Campeões, os unionistas haviam perdido em Alcanena e, em Tomar, com o Fazendense.
Destaques – Porém, mesmo que estes desaires não sejam comprometedores em termos pontuais, urge, em termos anímicos, começar a somar pontos. Até porque a derrota do passado Domingo poderá, de alguma forma, deixar marca, dados os seus expressivos números (1-4) – tendo, aliás, a turma das Fazendas chegado mesmo ao 4-0 –, em qualquer caso, margem que terá sido demasiado dilatada face ao que as duas equipas exibiram dentro de campo.
Os forasteiros colocaram-se em vantagem próximo da meia hora de jogo, tendo ampliado a contagem ainda antes dos dez minutos da segunda metade; para, com outros dois tentos de rajada, aos 70 e 72 minutos, selarem o desfecho da partida – destaca-se o segundo jogo seguido de Carlos Bacalhau a bisar, somando já cinco tentos, liderando a tabela de goleadores. O União, não se entregando, viria a obter o seu ponto de honra já no derradeiro quarto de hora.
Ao invés, o Ferreira do Zêzere prossegue a sua senda triunfal, tendo goleado, pela mesma marca (4-1) o até então ainda invicto Amiense. E até foram os homens dos Amiais a provocar um susto, marcando primeiro; valeu, em primeira instância, um auto-golo, em cima do intervalo, a restabelecer a igualdade. Na etapa complementar os ferreirenses impuseram os seus argumentos, com mais três golos apontados, mantendo a liderança isolada, com dois pontos de avanço.
Em destaque esteve também o Mação – o outro vice-líder, a par do Fazendense – que, num embate entre aspirantes aos lugares de topo, acabou por ter alguma felicidade, derrotando o Abrantes e Benfica por 2-0, com os dois tentos apontados já em período de compensação (aos 91m, também mercê de um tento na própria baliza, confirmando a vitória aos 90+8 minutos). Foi o primeiro desaire dos abrantinos, mas que, tendo cedido outros dois empates, baixaram ao 8.º lugar.
O Torres Novas obteve um bom triunfo ante o Coruchense, por tangencial 2-1, com a singularidade de todos os três golos terem sido concentrados num intervalo de apenas quatro minutos: os torrejanos abriram o activo à meia hora; o grupo do Sorraia ainda empatou, apenas três minutos volvidos; para, logo no minuto imediato, os visitados chegarem ao golo da vitória.
No Cartaxo, os locais continuam a ceder pontos (terceiro empate em quatro rondas disputadas), tendo, aliás, evitado a derrota, outra vez, praticamente ao cair do pano, empatando a duas bolas na recepção ao Alcanenense, que mantém o bom desempenho que vem registando, partilhando a 4.ª posição com o Samora Correia e o Torres Novas, mas contando um jogo em atraso.
Os comandados de José Torcato entraram “a todo o gás”, marcando logo no primeiro minuto, e dilatando a vantagem para 2-0 aos nove minutos. Terá sido muito importante o facto de os cartaxeiros terem logrado reduzir no minuto seguinte; porém, só conseguiriam restabelecer a igualdade já dentro dos cinco minutos finais.
Surpresa – Não seria porventura expectável que o Águias de Alpiarça, que vinha de três desaires sofridos em outros tantos desafios disputados, pudesse sair vitorioso da deslocação a Ourém. Pois, foi o que sucedeu, tendo o At. Ouriense (goleado na semana anterior nas Fazendas) perdido por 1-2: os alpiarcenses chegaram mesmo ao 2-0, aos nove e 58 minutos; tendo os donos da casa reduzido para a diferença mínima apenas com seis minutos decorridos no tempo de compensação.
Com este triunfo o Águias deu um salto, para o 12.º posto, relegando o U. Tomar para o 13.º lugar, enquanto o At. Ourém (menos um jogo) partilha a penúltima posição com o Entroncamento AC.
Confirmações – Nos restantes dois jogos assinalam-se triunfos caseiros, mais previsível o do Samora Correia ante o Entroncamento AC (por 3-1, anotando-se que os visitantes ainda chegaram ao intervalo empatados a um), mas também dentro do expectável, no “derby” do município de Salvaterra de Magos, com a turma da Glória do Ribatejo a bater o Salvaterrense por 2-1, depois, de, também nesta partida, as duas formações terem ido para o descanso igualadas a uma bola.
O conjunto da Glória, com um arranque positivo, emparceira na tabela com equipas cotadas como são as do Abrantes e Benfica ou do Amiense, igualados a cinco pontos, à frente do Coruchense (11.º classificado), que soma apenas três, fruto de uma vitória, tendo sofrido já três desaires. Já o Salvaterrense mantém a posição de “lanterna vermelha”, só com derrotas (quatro).
Taça do Ribatejo – Chegou ao fim a fase prévia desta prova (três jornadas), na qual participaram os clubes da II Divisão Distrital, tendo garantido o apuramento os seis vencedores de série (Forense, Vilarense, Tramagal, Porto Alto, Riachense e Rebocho), assim como os quatro melhores de entre os 2.º classificados, a determinar de acordo com regras de alguma complexidade.
Liga 3 – O U. Santarém, em viagem aos Açores, obteve um bom triunfo em Angra do Heroísmo, ante o Lusitânia (seu rival na disputa pela subida na época passada), por 2-1, tendo o tento decisivo sido apontado já em período de “descontos”, isto depois de, logo aos vinte minutos, os escalabitanos terem começado por se colocar em vantagem.
Ainda com um jogo em atraso, o U. Santarém subiu ao 5.º posto, somente a dois pontos do trio que reparte a vice-liderança – Atlético, Sporting “B” e Caldas, estes já seis pontos abaixo do comandante destacado, Belenenses.
Campeonato de Portugal – O Fátima deu a melhor resposta às inquietações que poderiam começar a pairar, tendo, por fim, à 6.ª jornada, averbado a primeira vitória, por 1-0, ante o União 1919. Somando aos três empates registados, os fatimenses totalizam agora seis pontos, o suficiente para, pela primeira vez, transpor a “linha de água” (ocupam agora o 9.º lugar, a par com o Benfica e Castelo Branco), tendo, pois, deixado a zona de despromoção… o que, no final da temporada, será igualmente relevante para as contas do Distrital (caso o Fátima venha a conseguir assegurar a manutenção, serão apenas dois os clubes a despromover à II Divisão Distrital).
Antevisão – Na 5.ª ronda do escalão principal do Distrital destaca-se o confronto entre Abrantes e Benfica e Ferreira do Zêzere, um sério desafio à campanha triunfal do guia, mesmo que os ferreirenses entrem em campo bastante mais moralizados. Outro embate que se projecta de alta intensidade será o Alcanenense-Fazendense.
Por seu lado, o U. Tomar desloca-se a Alpiarça, onde encontrará uma equipa do Águias muito mais confiante, depois da vitória arrancada em Ourém.
Arranca neste Domingo o campeonato do escalão secundário, realçando-se os encontros: Pontével-Forense (Série A), Vilarense-Tramagal (Série B)
Na Liga 3 estará em pausa a sequência regular do campeonato, aproveitando-se para colocar em dia jogos em atraso, como é o caso do Oliveira do Hospital-U. Santarém, da 1.ª jornada. Também o Campeonato de Portugal sofre um interregno, com a 6.ª ronda agendada apenas para dia 27.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Outubro de 2024)
“Jácome Ratton” – 140 anos de vivências, da Escola e da Cidade
“Jácome Ratton” – 140 anos de vivências, da Escola e da Cidade
O Pulsar do Campeonato – 3ª Jornada

(“O Templário”, 03.10.2024)
Tendo vencido, na quarta-feira da passada semana, em Coruche (1-0), e, no Domingo, no Entroncamento (3-0), o Ferreira do Zêzere segue com o pleno de três triunfos, com a particularidade de terem sido obtidos, todos eles, em terreno alheio (depois da vitória em Alpiarça, no arranque do campeonato). Comanda, agora, o campeonato, de forma destacada, apenas o Alcanenense podendo (em caso de ganhar o jogo que tem em atraso) igualar tal registo.
Destaques – Começa, portanto, por realçar-se a forma categórica como o Ferreira do Zêzere se impôs no Entroncamento, ganhando com aparente tranquilidade, confirmando cabalmente o favoritismo que lhe era atribuído: os ferreirenses inauguraram o marcador aos 25 minutos, vindo a fechar a contagem com outros dois tentos, apontados já nos últimos dez minutos da partida.
No que poderia ser considerado como jogo de maior cartaz da 3.ª ronda, o Coruchense, realizando o terceiro jogo sucessivo no seu reduto, recebia o Samora Correia, procurando rectificar os resultados negativos averbados nos dois primeiros desafios, em que fora derrotado pelo Mação e pelo Ferreira do Zêzere. Pois, as coisas voltaram a começar mal para a formação do Sorraia, que se viu em desvantagem ainda antes da meia hora. Não obstante, com excelente reacção, o Coruchense operou a reviravolta ainda antes do intervalo. No segundo tempo, mais dois golos selaram uma moralizadora goleada, por 4-1.
Outra goleada, esta por 4-0, foi o desfecho do embate entre Fazendense e At. Ouriense, impressionando a facilidade com que o grupo das Fazendas se desenvencilhou da turma de Ourém, que vinha de uma notável recuperação (de 0-2 para 2-2), ante o U. Tomar. Com este triunfo, o Fazendense – que começara com um ligeiro “passo em falso”, ao ceder um empate caseiro, precisamente ante o Samora Correia – alcandorou-se já à vice-liderança, (re)afirmando a sua candidatura aos lugares de topo.
A destacar também – mesmo que pudesse ser, de certo modo, um resultado expectável – a vitória alcançada pelo Torres Novas na deslocação a Alpiarça, ante o Águias, mercê de um solitário golo, apontado a findar a primeira metade do encontro, proporcionando aos torrejanos posicionar-se a meio da tabela. Por seu lado, os alpiarcences, com um início de campeonato de elevado grau de dificuldade (tinham defrontado, antes, o líder, Ferreira do Zêzere, e o Samora), situam-se na cauda da tabela, a par do Salvaterrense, tendo somado três desaires em outras tantas jornadas.
Surpresa – O desfecho mais inesperado registou-se no Abrantes e Benfica-Glória do Ribatejo, não tendo o até então 3.º classificado conseguido ganhar ao 11.º, saldando-se este confronto por uma igualdade a um golo. Foram, aliás, os visitantes a marcar primeiro, na parte final do primeiro tempo, não tendo os abrantinos logrado melhor do que restabelecer o empate, com cerca de vinte minutos decorridos na segunda parte. O Abrantes está agora no 5.º lugar, enquanto a turma da Glória passou a repartir a 11.ª posição com o U. Tomar.
Confirmações – Os resultados dos três restantes jogos enquadram-se no que seriam as projecções, mesmo que tenham tido incidências diferenciadas.
Começando pelo Amiense-Mação, os comandados de Marco Marques continuam a dar boa conta de si, tendo feito um dos anteriores guias, Mação, perder pontos, face ao resultado de 1-1. Também neste caso, e à semelhança do que se verificara no primeiro dia, ante o Cartaxo, o grupo dos Amiais esteve a ganhar praticamente até ao fim, tendo deixado escapar a vitória a cinco minutos do termo do prélio. O Amiense integra um trio, com Abrantes e Benfica e Cartaxo, no 5.º posto.
Justamente, o Cartaxo, que, ainda antes do arranque da temporada, se perfilou como candidato, obteve a sua primeira vitória, outra vez com um golo “in extremis”, na visita a Salvaterra de Magos: os cartaxeiros marcaram o tento decisivo (único da partida) ao minuto 90+7… numa altura em que, paradoxalmente, se encontravam reduzidos a nove elementos, após terem sofrido duas expulsões, aos 80 e 90+5 minutos! Esta foi a terceira derrota do Salvaterrense, depois das goleadas sofridas ante o Abrantes e Benfica e o Alcanenense.
Deixamos para o fim, precisamente, o desafio que colocou frente-a-frente as equipas de Alcanena – a única que, a par do comandante, conta por vitórias os jogos disputados (neste caso, apenas dois), posicionando-se, mesmo com um jogo a menos, no 4.º lugar da tabela – e de Tomar.
O Alcanenense, ainda sob o comando técnico de José Torcato, patenteou superioridade exibicional durante quase todo o tempo, acabando por ser natural o desfecho de 2-0 a seu favor, no que constitui a primeira derrota do U. Tomar, ainda sem ter conseguido estrear-se a ganhar. Em qualquer caso não será este desaire de molde a causar maior “alarme”, se recordarmos que, também no último embate entre os dois emblemas, há duas épocas – quando o União se sagrou Campeão – fora o conjunto de Alcanena a levar a melhor, ali tendo vencido, então, por 3-2.
Liga 3 – O U. Santarém tinha um tão aliciante quão difícil compromisso, recebendo o líder, o histórico Belenenses. Os azuis do Restelo cedo adquiriram vantagem, à passagem do quarto de hora, mas os escalabitanos ripostariam, empatando por volta dos trinta minutos. Na segunda parte, depois de o Belenenses se ter recolocado na posição de vencedor, o U. Santarém não teria já argumentos para contrariar a superioridade adversária, traduzida no 1-2 final.
O Belenenses segue destacadíssimo no comando, após a disputa da 7.ª jornada, com cinco pontos a mais que o 2.º classificado, Caldas – e já com “margem” de oito pontos face à linha que traça os quatro clubes que se apurarão para a fase final, mesmo que haja alguns concorrentes com um jogo em atraso, caso do U. Santarém, actual 6.º classificado, com sete pontos (a dois do 4.º lugar).
Campeonato de Portugal – Começam a ser de alguma forma inquietantes os sinais que o Fátima vem transmitindo, na esteira do que tem sido o desempenho geral dos emblemas do Distrito nesta competição: após cinco rondas, os fatimenses não conseguiram ainda vencer, não tendo ido além de três empates, partilhando a última posição da série com o Mortágua.
Deslocando-se à Marinha Grande, o Fátima chegou a dispor de dois tentos de vantagem, mas isto numa fase em que o seu guardião defendera já duas grandes penalidades! Depois, com o Marinhense em inferioridade numérica durante toda a segunda parte, tal não obstou a que a equipa da casa conseguisse chegar ainda à igualdade (2-2) com dois golos entre os 60 e os 80 minutos.
Antevisão – A 4.ª jornada do Distrital integra um lote de bem interessantes confrontos, desde logo o U. Tomar-Fazendense, mais um teste de elevado grau de dificuldade para os unionistas; mas, também, o Mação-Abrantes e Benfica, o Cartaxo-Alcanenense ou o Torres Novas-Coruchense.
O Ferreira do Zêzere é favorito, não obstante tenha a visita do ainda invicto Amiense. Uma nota ainda para o sempre aliciante “derby” municipal, entre Glória do Ribatejo e Salvaterrense.
Na 8.ª ronda da Liga 3, o U. Santarém viaja até aos Açores, a Angra do Heroísmo, para defrontar o Lusitânia (9.º), reeditando os embates da época passada, em que foram estes os dois emblemas promovidos na Zona Sul do Campeonato de Portugal. Nesta outra prova, na sua 6.ª jornada, o Fátima procura alcançar o primeiro triunfo, recebendo o União 1919 (actual 5.º classificado).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Outubro de 2024)
“Jácome Ratton” – 140 anos de vivências, da Escola e da Cidade

De que se constrói a história de uma escola? Que ingredientes entram na confecção deste prato?
De tão intuitivas que são as respostas, não perdemos tempo, sequer, a reflectir sobre elas.
Uma escola é feita, em primeira instância, dos seus espaços (de vivências, aprendizagem e convívio), e, igualmente, dos seus tempos ou eras. De agentes vivos, professores, alunos, directores e restante pessoal não docente. Mas, também, claro, dos seus cursos, disciplinas, programas, matérias, exames, prémios, assim como de excursões, visitas de estudo e actividades extra-curriculares, de cariz lúdico-cultural. Outrossim, dos livros, manuais escolares e bibliotecas. Ainda, de orçamentos, contas de receitas e despesas, tal qual, necessariamente, das leis que enquadram e regem o seu funcionamento.
Eis, de uma forma bem singela, do que trata este livro.
Uma publicação desta natureza, narrando a história de uma instituição, não se submete a poder ser escrita à vontade do autor, a seu livre arbítrio e imaginação, maleável como se de uma obra de ficção se tratasse; é necessário cingir-nos aos factos. E, isto, numa óptica inevitavelmente parcelar, limitada à factualidade disponível, de que foi possível identificar e apurar as correspondentes bases.
Um trabalho que pressupõe pesquisar, coligir, sistematizar e sintetizar um vastíssimo conjunto de fontes, impressas (livros, teses de Doutoramento e Mestrado, artigos publicados em revistas de perfil académico e científico, relatórios técnicos, jornais, bem como a consulta de uma também ciclópica colectânea de legislação) e manuscritas (numerosos livros de actas, de diferentes órgãos colegiais da Escola) – para além do infindável manancial de informação que, ao dia de hoje, a Internet propicia (sem a qual, aliás, não teria sido possível, nos moldes em que é apresentado, a feitura deste livro) –, com inelutáveis descontinuidades e omissões, num quadro de investigação eminentemente individual, sem prazo ilimitado.
De Escola de Desenho a Escola Secundária, durante curto período com a inédita denominação de Escola de Carpintaria e Serralharia de Carruagens, acima de meio século Escola Industrial e Comercial, a (mais do que) centenária história deste estabelecimento de ensino – cuja existência se estende, aliás, já por três centúrias – abarca, como camadas camaleónicas, histórias de algumas diferenciadas escolas, numa lógica de complementaridade, em vários estágios, em que estão bem presentes as suas idiossincrasias, que lhe conferem uma individualidade e identidade próprias, tendo por missão prioritária uma formação vocacionada para a plena inserção dos seus alunos na sociedade.
Uma escola multifacetada, resiliente, sempre com a capacidade de se reinventar, constituindo-se num pólo de referência a nível regional. Sendo, inicialmente, uma escola técnica, de índole industrial, continua a ter hoje – 140 anos volvidos –, como seu bastião, os cursos técnico-profissionais que faculta.
Esta é uma história em que se optou por uma sequencialidade de tipo diarístico, abordando, tanto quanto possível, ano lectivo após ano lectivo.
Para tal começa este estudo por ser tributário dos circunstanciados “Relatórios anuais da Inspecção”, de Fonseca Benevides, na fase de arranque do ensino industrial em Portugal, de 1884 a 1891, integrando minuciosas descrições, quais pérolas imperdíveis que importa recuperar.
Recorre-se, também, em larga fase, a uma ampla selecção de trechos das actas do “Conselho Escolar” e do “Conselho Administrativo”, como de livros de registo de correspondência, por via dos quais é possível sentir com maior acuidade o pulsar do dia-a-dia da vida da escola, visando fixar e perenizar a sua memória.
Alicerçando-se esta história, simultaneamente, no precioso repositório facultado pela imprensa, numa pesquisa que se espraia por mais de um século de edições de diversos jornais locais.
***
O registo das vivências da escola – nas várias acomodações que foi ocupando, desde a inauguração das actividades lectivas, à luz de candeeiros a petróleo, na noite de 9 de Dezembro de 1884, num imóvel com peculiar ligação às invasões francesas, à breve passagem pela Rua Dr. Sousa (por curiosa coincidência um seu antigo professor) e, já no final dos anos 20, à transferência para a Rua da Graça, até à festiva inauguração das actuais instalações, a 27 de Abril de 1958 – é, em paralelo, acompanhado por pinceladas sobre as vivências da cidade, a par da necessária contextualização, em cada época, no devir da história do País.
Assim, para além do inventário das principais actividades comerciais e industriais à data do arranque da escola, no final do século XIX, podemos, revisitando Fernando Araújo (“Nini”) Ferreira, visualizar, qual tela animada, o bulício da Tomar da década de vinte da centúria passada. Assistimos, ainda, à apoteótica chegada do comboio inaugural à cidade, tal como à edificação de estruturantes obras públicas: balizas de cariz indelével, como a Barragem de Castelo do Bode, ou, noutra escala, o novo mercado, o então designado “Bairro Salazar”, o parque do Mouchão e o campo de jogos; a inauguração do Cine-Teatro e da piscina municipal “Vasco Jacob”, da nova ponte sobre o Nabão, do Palácio da Justiça, bem como dos Hospitais e das Bibliotecas municipais. Ou, no que respeita à iniciativa privada, do Hotel dos Templários.
Como “pano de fundo”, detemo-nos, necessariamente, em momentos marcantes da história contemporânea de Portugal, como o final da Monarquia, a vasta teia de implantação do regime do “Estado Novo”, as eleições para a Assembleia Nacional do final dos anos 30 e da década de 60, sinalizando períodos de profunda interpenetração entre a vida da escola e a política, a guerra colonial, e o 25 de Abril.
Noutra vertente, relativa ao sistema de educação e instrução, procura ainda recuperar-se, de forma inevitavelmente abreviada, a memória das origens e do percurso de outros estabelecimentos de ensino de Tomar, desde os emblemáticos Colégios Nun’Álvares ao frustrado Pólo Universitário de Tomar, passando pela Escola Primária Superior, Liceu Nacional de Tomar, Instituto Politécnico, ou Escola Profissional de Tomar, também com espaço para “pontos de situação” sobre o panorama do ensino no Município.
Enquanto grandes linhas delimitadoras, enquadrando e regendo o funcionamento da escola, ensaia-se, neste livro, uma súmula do vastíssimo conjunto de iniciativas legislativas respeitantes à área do ensino – distribuídas ao longo de todo o período, de cerca de século e meio, nele abarcado. Neste plano, por aqui se vão sucedendo: a profusa produção de diplomas da fase final da Monarquia e início da República; o delinear do sistema de educação do “Estado Novo”; a Reforma do Ensino Técnico, de 1947/1948; as tentativas modernizadoras do ministro Leite Pinto; a “Reforma Veiga Simão”; do mesmo modo que a introdução de inovações como o Ciclo Preparatório, a Telescola, o Ensino Unificado, o Serviço Cívico Estudantil e o regime de numerus clausus, o Ano Propedêutico e o 12.º ano de escolaridade, e, mais recentemente, a “Iniciativa Novas Oportunidades”, ou o Processo de Bolonha.
Regressando ao cenário mais específico da escola, para além de breves notas biográficas respeitantes ao seu patrono e a alguns dos directores com papel mais vincado, faz-se ainda menção ao respectivo património museológico, à Biblioteca Escolar Guilherme d’Oliveira Martins e ao “Bibliotecando em Tomar”, como também à inserção no Agrupamento de Escolas Templários.
Por fim, dá-se ainda voz a antigos alunos, por via da compilação de breves testemunhos, com base em excertos de entrevistas publicadas num dos periódicos tomarenses.
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Este livro encontra-se sistematizado em cinco partes, coincidindo com cada uma das designações que a escola teve desde a sua criação: (I) Escola de Desenho Industrial / Escola Industrial (1884-1919); (II) Escola de Artes e Ofícios – Escola de Carpintaria e Serralharia de Carruagens (1919-1924); (III) Escola Industrial e Comercial de Jácome Ratton (1924-1948); (IV) Escola Industrial e Comercial de Tomar (1948-1979); e (V) Escola Secundária de Jácome Ratton (desde 1979).
Com efeito, a actualmente denominada Escola Secundária de Jácome Ratton começou por ser, na sua génese, na parte final do século XIX, uma escola de desenho, a Escola de Desenho Industrial Jácome Ratton, logo integrando, nessa fase, a vanguarda do ensino técnico-profissional em Portugal, anotando-se que mediou menos de um ano entre a promulgação do acto jurídico instituidor de novo regime do ensino industrial em Portugal (em Janeiro de 1884) e a inauguração da sua actividade lectiva – a 9 de Dezembro desse mesmo ano –, após ter sido legalmente criada no mês de Maio.
Principiou por funcionar na Rua Direita da Várzea Pequena (actual Rua Silva Magalhães), em propriedade que corresponderia à então também designada “Casa Nova da Rua da Capela”, numa área em que se preserva, ainda hoje, um avarandado com grades feitas de canos de espingarda, com que os tomarenses se dispunham a resistir às invasões francesas, tendo, nessa ocasião, valido a providencial intervenção de Ângela Tamagnini.
Os primeiros alunos, em número de 38, estavam repartidos por duas classes: de Desenho Elementar, diurna, para crianças de seis a doze anos (com apenas dois discípulos, no ano de arranque); e de Desenho Industrial (abrangendo os ramos ornamental, arquitectural e mecânico), nocturna, destinada a adultos, tendo profissões diversas como carpinteiros, serralheiros ou pedreiros. Começariam por aprender os rudimentos do desenho, utilizando como material pequenos quadros de lousa, giz, papel estigmográfico, papel almaço, carvões e lápis.
Nos primórdios, entre os anos de 1884 e 1919, o seu estatuto vagueou entre “Escola de Desenho Industrial” e “Escola Industrial” – alargando-se a esfera do ensino, então na denominada Escola Industrial Jácome Ratton, às disciplinas de: Aritmética e geometria elementar; Princípios de física e elementos de mecânica; e Língua francesa; para além do Desenho industrial (sendo que, de facto, por vicissitudes externas, tal acabaria por vigorar apenas num muito efémero período, de 1889 a 1891).
Em paralelo, a escola disporia, a partir de 1887, de uma oficina de trabalhos em madeira/carpintaria, a qual começou por funcionar no “Palácio dos Valles”, na Rua Larga (actual Rua Marquês de Pombal), tendo sido criada outra oficina, de trabalhos em metal/serralharia, no ano lectivo de 1890-1891.
Em função de nova orgânica legal entretanto estabelecida, viria a passar, entre 1919 e 1924, a “Escola de artes e ofícios”, com a designação de Escola de Carpintaria e Serralharia de Carruagens de Jácome Ratton, noutro curto ciclo, no qual, verdadeiramente, nunca chegou a materializar a que seria a sua vocação.
Quatro décadas após a instituição e entrada em funcionamento, a escola de Tomar registaria então, por Decreto de 21 de Novembro de 1924 – acerca-se agora, precisamente, o respectivo centenário –, assinalável evolução, com a extensão do seu âmbito, consubstanciando um primacial ponto de viragem na sua história, numa importante promoção no contexto do panorama dos estabelecimentos de ensino técnico em Portugal, decorrendo da elevação à categoria de escola industrial e comercial, com a denominação Escola Industrial e Comercial de Jácome Ratton.
Deste modo, na sua secção industrial, ministrar-se-ia, a partir do ano de 1925, o ensino da serralharia mecânica e civil, sejaria e trabalhos femininos; e, na nova secção comercial, o ensino das escolas comerciais (nesta primeira fase, o Curso Elementar do Comércio). Nessa oportunidade as aulas teóricas do curso Comercial foram transferidas para outras instalações, sitas na Rua Dr. Sousa, no designado “Palácio Alvim”.
Entretanto, em 1929, a escola – cujos cursos industriais teriam vindo a funcionar, desde o final de 1917, em imóvel sito na Rua Marquês de Pombal – passara a operar na Rua da Graça (actual Avenida Dr. Cândido Madureira), num prédio pertencente à firma Manuel Mendes Godinho & Filhos, mandado edificar com esse fim.
Já no decurso da década de 30 do século XX a escola dispunha então dos cursos de: Serralheiro mecânico; Carpinteiro-segeiro (depois comutado em curso de Marceneiro); Costura e bordados; e Comércio.
Em 1948 a sua designação converter-se-ia em Escola Industrial e Comercial de Tomar, passando, na esfera da Reforma do Ensino Técnico, a prover os seguintes cursos: Ciclo Preparatório; Curso complementar de Aprendizagem de Electricista (mais tarde, o Curso de Montador Electricista); e os Cursos de Formação de: (i) Serralheiro; (ii) Carpinteiro-marceneiro; e (iii) Formação Feminina; assim como o Curso Geral de Comércio (posteriormente, também o Curso complementar de Aprendizagem de Comércio); para além do Curso de mestrança de Encarregado de obras.
Só dez anos mais tarde, a 27 de Abril de 1958, seria inaugurada a nova edificação da escola, implantando-se no local em que subsiste até à actualidade, em imóvel especificamente construído (com base no modelo de projectos-tipo de escolas de ensino profissional então implementado), sito na Av. D. Maria II. Estas instalações foram, entre 2009 e 2011, sujeitas a amplos trabalhos de remodelação, compreendendo ainda a construção de raiz de dois novos edifícios.
Já no transcurso para os anos 60, foi introduzido na escola, numa inovação de âmbito nacional, o curso de Técnico Papeleiro. No início dessa mesma década passava-se a proporcionar também, aos estudantes, secções preparatórias para acesso aos Institutos Industriais e Comerciais.
Beneficiando, por um lado, da localização central no plano geográfico do País, e, por outro, da sua antiga fundação, a área de influência da escola estendia-se, tradicionalmente, a localidades mais ou menos distantes: até meio caminho de Coimbra (Figueiró dos Vinhos), a Norte; até próximo de Santarém, a Sul; a Ourém, a Oeste; ao triângulo formado por Sertã, Oleiros e Proença-a-Nova, a Nascente. Procurando uma maior proximidade, alargar-se-ia, também por essa época, tendo sido criadas Secções no Entroncamento (1964) e em Ourém (na viragem do decénio) – as quais viriam, anos depois, a autonomizar-se, respectivamente na Escola Industrial do Entroncamento (Dezembro de 1968) e na Escola Técnica de Vila Nova de Ourém (Outubro de 1971).
No ano lectivo de 1972-1973 a escola estaria na antecâmara do ensino politécnico em Tomar, ensaiando o lançamento do curso de “Habilitação Complementar para os Institutos”, orientado para as seguintes especialidades: Contabilidade e Administração; Electricidade e Máquinas; e Celulose e Papel, cuja aprovação constituiria habilitação de acesso a subsequentes estudos universitários.
Anunciando-se na imprensa, na abertura do ano imediato, no contexto da designada “Reforma Veiga Simão”, a introdução de cursos complementares do ensino técnico secundário – visando também o acesso ao ensino superior, assim como a formação profissional –, nos sectores Industrial (cursos de Mecanotecnia, Electrotecnia e Construção Civil), de Serviços (cursos de Contabilidade e Administração e de Secretariado e Relações Públicas) e das Artes Visuais (curso de Artes dos Tecidos).
Entrementes, na sequência do 25 de Abril, logo a partir do ano de 1975 (num processo que perpassaria até 1977), começara a ser instituído o “Ensino Secundário Unificado” (7.º ao 9.º anos de escolaridade), por meio da fusão, num tronco comum de estudos, das vias liceal e técnica – caracterizado por um perfil curricular predominantemente liceal, o que, em termos práticos, viria a resultar na abolição do ensino técnico tradicional, tal como fora praticado na escola de Tomar por largas décadas.
No ano lectivo de 1978-1979 seria igualmente unificado o “Ciclo Complementar do Ensino Secundário” (com a introdução dos 10.º e 11.º anos de escolaridade). Já antes (1977-1978) fora ainda criado o chamado “Ano Propedêutico”, de preparação para o ingresso no ensino superior – o qual acabaria por converter-se, a partir de Julho de 1980, no 12.º ano de escolaridade.
Por diploma legal de Abril de 1978 a própria denominação das escolas foi também uniformizada, passando a ter a designação genérica de “Escolas Secundárias”; para, no ano imediato, pela Portaria n.º 608/79, de 22 de Novembro, ser, então, atribuída à escola a denominação oficial que subsiste actualmente: Escola Secundária de Jácome Ratton.
Em 1987-1988 a escola de Tomar foi uma das pioneiras na implementação de novo sistema de ensino, designado por “3.º Ciclo do Ensino Básico por Unidades Capitalizáveis” (abarcando áreas como as de Administração, Serviços e Comércio; e de Comunicação e Animação Social). Em 1993-1994 começaria também a funcionar na escola o “Ensino Secundário por Unidades Capitalizáveis” (com cursos de cariz geral, orientados para o prosseguimento de estudos, e, por outro lado, cursos de índole profissionalizante). Já em 2001-2002 arrancava também, a título experimental, o “3.º Ciclo do Ensino Básico por Blocos Capitalizáveis” (área técnica de Tecnologias da Informação e Comunicação).
O ensino profissional era, a partir do ano de 2005, com o lançamento do programa “Iniciativa Novas Oportunidades” – incorporando dois eixos distintos, um relativo a vias profissionalizantes de qualificação para jovens; e um outro, orientado para a população adulta que não concluíra o ensino secundário, conferindo-lhe a possibilidade de terem as suas competências reconhecidas –, alargado às escolas secundárias.
A escola começaria por acolher os denominados “Cursos EFA – Cursos de Educação e Formação de Adultos”, destinados a pessoas com idade a partir de 18 anos, sem a qualificação adequada para efeitos de inserção ou progressão no mercado de trabalho e, prioritariamente, sem a conclusão do ensino básico ou do ensino secundário.
Já em 2021 foi firmado, em Tomar, inovador protocolo de cooperação, relativo à criação da designada “Escola de Segunda Oportunidade” – programa de intervenção direccionado para jovens (entre os 15 e os 25 anos) que tivessem abandonado o sistema educativo, e que se pudessem encontrar em risco de exclusão social –, com a participação do Agrupamento de Escolas Templários, de que a escola é sede.
No decurso de uma larga trajectória, a caminho de século e meio, vincaram actuação especialmente notável alguns dos seus directores, entre outros: Cipriano Martins (primeiro professor da escola, de 1884 a 1888), Manuel Henrique Pinto (1889-1911), José Maria Tamagnini (1925-1927 / 1941-1951), Samuel de Oliveira (1929-1939), Fernando Gonçalves da Silva (1939-1941), Júlio Dias das Neves (1956-1974) ou, em anos mais recentes, José António Rodrigues Possante (1985-1989 / 1991-1996 / 2009-2013).
Presentemente a oferta formativa da escola abrange, para além de várias turmas do 7.º ao 12.º ano de escolaridade (Cursos Científico-Humanísticos, como as Artes Visuais, Ciências e Tecnologias, Ciências Sócio-Económicas e Línguas e Humanidades, e Cursos Profissionais), também outras turmas, dos cursos EFA – Educação e Formação de Adultos, CEF – Cursos de Educação e Formação, assim como de Português para estrangeiros, com um total na ordem das oito centenas de estudantes (alargando-se a cerca de 2.200 alunos no conjunto do Agrupamento).






