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O Pulsar do Campeonato – 14ª Jornada

(“O Templário”, 16.01.2025)
No regresso dos campeonatos distritais, três semanas decorridas desde a ronda precedente, o Salvaterrense – alcançando enfim, prestes a findar a primeira metade da prova, o seu primeiro triunfo (quebrando uma série de oito derrotas consecutivas) – e o Águias de Alpiarça obtiveram vitórias que poderão vir a revelar-se determinantes, em duas partidas em que estiveram em confronto directo os quatro últimos da tabela, a lutar afincadamente para escapar à descida.
No topo, nada de novo, com o trio de candidatos ao título a sair vencedor, com maiores ou menores dificuldades: de forma bastante expressiva, por parte do líder, Ferreira do Zêzere; com um desfecho tangencial, no caso do Samora Correia; “in extremis”, pelo 3.º classificado, Fazendense.
Destaques – O Salvaterrense – a comemorar o Centenário, que se completou a 6 de Janeiro – aproveitou a deslocação ao terreno do Entroncamento AC (14.º e antepenúltimo classificado, que regista também uma única vitória, na 9.ª ronda, tendo averbado só um ponto nas últimas cinco partidas que disputou) para garantir o seu primeiro triunfo no campeonato, o que, no imediato, lhe proporcionou (saltando de um para quatro pontos), colar-se aos mais directos rivais, Glória do Ribatejo (cinco pontos) e o adversário do passado Domingo, Entroncamento (seis pontos), o que não deixará de proporcionar novo (e, porventura, decisivo) ânimo ao emblema de Salvaterra.
A turma da cidade ferroviária até marcou primeiro, tendo chegado ao intervalo em vantagem, mas os visitantes operariam a reviravolta, vindo a estabelecer o 2-1, a seu favor, já na parte final.
Bem mais fácil se revelou a tarefa do Águias de Alpiarça, que, recebendo o conjunto da Glória do Ribatejo, goleou por 5-1, impondo aos forasteiros décimo desaire sucessivo, na pior série da competição. Os alpiarcenses chegaram a 2-0, tendo consentido a redução para 2-1, saindo para o descanso a ganhar por 3-1. Na segunda parte, ampliaram ainda a contagem com mais dois tentos.
Com os três pontos averbados, os alpiarcenses (passando a somar dez) afastaram-se da zona perigosa, mantendo o 13.º lugar, mas posicionando-se apenas a três pontos do Amiense e Cartaxo.
Pela mesma marca (5-1) se desembaraçou, de forma categórica, o Coruchense do Cartaxo, com a formação do Sorraia a isolar-se no 4.º posto, pese embora a considerável distância do trio da dianteira (a sete pontos do Fazendense, a nove do Samora Correia, e a onze do Ferreira do Zêzere).
O grupo de Coruche chegou aliás a 5-0 (tendo apontado os três primeiros golos até meio do primeiro tempo), antes de os cartaxeiros obterem, em período de compensação, o ponto de honra.
O vice-líder, Samora Correia, que mantém apertada perseguição ao comandante, não vacilou, continuando a estender a sua magnífica série triunfal, agora já de onze jogos consecutivos!
Tinha, não obstante, uma difícil saída, até Ourém, para defrontar o At. Ouriense, onde se impôs por tangencial 2-1: os samorenses colocaram-se em vantagem aos 25 minutos, tendo permitido a igualdade já perto do termo da metade inicial; mas, reagindo de pronto, tendo conseguido repor a vantagem (e fixando o resultado) ainda antes do intervalo.
Concludente foi o triunfo do Ferreira do Zêzere, ganhando, pela primeira vez na história, após 13 confrontos (desde a estreia, no ano de 1998 – e após um total de dez derrotas e dois empates), em Tomar, ao União, por pesada marca de 4-0. Um desfecho que, porém, mesmo que por números excessivos, terá tido o seu quê de expectável, dado o potencial das duas equipas nesta fase.
Os ferreirenses abriram o activo aos doze minutos, tendo o U. Tomar, já próximo do descanso, disposto de possibilidade de marcar. Porém, o segundo golo dos visitantes, logo a abrir a segunda parte, sentenciou o resultado. Outros dois tentos, aos 72 e 78 minutos, selaram o marcador final.
Confirmações – Confirmando o seu favoritismo, o Fazendense bateu o Mação por 3-2, uma vitória, todavia, “arrancada a ferros”: depois de ter inaugurado o marcador logo aos cinco minutos, a turma das Fazendas possibilitou aos maçaenses a reviravolta, com golos aos 18 e aos 84 minutos. Um bis do melhor marcador do campeonato (Torres Gomez) aos 88 e 90+4 minutos, acabaria por proporcionar nova e decisiva reviravolta no “placard”, desta feita a favor dos visitados.
Numa partida que se antecipava equilibrada, o Alcanenense fez valer o factor casa, ganhando ao Torres Novas, mercê de um solitário golo, alcançado já na etapa complementar.
O Amiense voltou a empatar (desfecho que averbou em metade das 14 rondas), pela quarta vez nos cinco últimos desafios para o campeonato… tendo voltado a deixar escapar o triunfo já nos minutos derradeiros. Tendo o 0-0 subsistido até ao intervalo, e depois dos donos da casa terem chegado ao golo, o Abrantes e Benfica conseguiria ainda arrancar um ponto, com o score de 1-1.
II Divisão Distrital – A Norte, destaca-se o primeiro desaire sofrido pelo Tramagal, tendo visto interrompida uma notável série de oito vitórias consecutivas, nos oito jogos que, até então, disputara na presente edição deste campeonato.
Alcançou tal proeza o Riachense, que se impôs por 2-0, sendo agora (com cinco vitórias e quatro empates) o único concorrente invicto, nesta série; mantém, contudo, a 4.ª posição, a três pontos do Vasco da Gama e do Vilarense (contando este um total de dez encontros já realizados), que se defrontaram nesta ronda, com triunfo da turma de Boleiros, por 3-2, em desafio muito disputado.
Mais a Sul, o Porto Alto prossegue num bem-sucedido trilho, tendo, ao fim de nove jornadas, cedido um único empate (em casa, ante o Marinhais, precisamente o novo 2.º classificado, beneficiando da derrota sofrida pelo Pontével (3-1) no terreno do… comandante.
De facto, e por seu lado, a turma de Marinhais não teve dificuldades, goleando (5-0) o Benfica do Ribatejo, mantendo-se a cinco pontos do guia, relegando o Pontével para o último lugar do pódio, agora a par do Forense (que goleou também por 4-1, na recepção ao Rebocho).
Liga 3 – Tendo a prova sido retomada no dia 5 de Janeiro, o U. Santarém tinha alcançado importante triunfo (1-0), em casa, ante o 1.º Dezembro (então no 2.º lugar da classificação), o que lhe proporcionara subir ao 5.º lugar, a escassos dois pontos dos lugares de acesso à fase final.
Defrontava, na 16.ª (antepenúltima) ronda, precisamente, o 4.º classificado, Belenenses, em embate de cariz determinante nessa disputa. Só que os “azuis” do Restelo, cuja última vitória datava já do final de Setembro (!), por curiosidade obtida em Santarém, conseguiram enfim quebrar uma “seca” de oito jogos sem ganhar, batendo os escalabitanos por 2-0, um revés nas aspirações do clube da capital do Distrito, que baixou ao 6.º posto, a quatro pontos do 4.º lugar.
Campeonato de Portugal – Não tendo ido além do nulo na recepção ao Mortágua, finalizando a primeira volta no grupo dos 6.º classificados (a par desse adversário e do Marinhense), o Fátima obteve convincente vitória (4-0) na abertura da segunda volta, também em casa, ante o Marialvas, ascendendo à 4.ª posição (que partilha com o conjunto da Marinha Grande), mas, principalmente, dilatando para cinco pontos a sua margem de segurança em relação à “linha de água”.
Antevisão – Na I Divisão Distrital, o jogo grande da última jornada da primeira volta coloca frente-a-frente o líder, Ferreira do Zêzere, ao 3.º classificado, Fazendense, num embate que poderá revelar-se definidor. O Samora Correia, recebendo o U. Tomar, dispõe de natural favoritismo.
No escalão secundário, destacam-se as partidas: Moçarriense-Porto Alto, Pontével-Marinhais e Benavente-Forense; assim como, a Norte, o duelo dos dois primeiros, Tramagal e Vasco da Gama.
Na penúltima ronda da Liga 3, o U. Santarém recebe o seu parceiro de subida da última temporada, actual “lanterna vermelha”, Lusitânia. No Campeonato de Portugal, o Fátima desloca-se a Alcains, em desafio importante, justamente face à primeira equipa em zona de despromoção.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Janeiro de 2025)
O Pulsar do Campeonato – 13ª Jornada

(“O Templário”, 26.12.2024)
Depois de ter goleado por 7-1 na semana anterior, o U. Tomar voltou a ser interveniente directo na “chuva de golos” que fez com que a 13.ª jornada passasse a ser a mais profícua da presente temporada (com um total de 36 tentos apontados). Só que, desta feita, o União ficou do “lado errado”, tendo sofrido pesado desaire na deslocação a Mação, onde foi goleado por 6-1.
Por coincidência, o mesmo desfecho que se registou no Abrantes e Benfica-Entroncamento AC, a favor dos abrantinos; mas o desafio com mais golos (oito) jogou-se em Salvaterra de Magos, onde o Coruchense foi bater o “lanterna vermelha”, Salvaterrense, por 5-3!
Destaques – O primeiro destaque vai, ainda assim, para a 10.ª vitória consecutiva do Samora Correia, que, de forma impositiva, bateu o até então 4.º classificado, Torres Novas, por 3-0, mantendo acesa perseguição ao líder, só a dois pontos. Anota-se, aliás, que, em função dos desfechos desta última ronda do ano – tendo também o Alcanenense cedido pontos – se terá reduzido a três o lote de candidatos ao título, incluindo o Fazendense, dois pontos mais abaixo.
É, por outro lado, inevitável realçar a goleada aplicada pelo Mação ao U. Tomar. Os maçaenses foram “parceiros” directos nos dois últimos troféus conquistados pelo clube: a Taça do Ribatejo, em 2018, em que o União ganhou, na Final, ao Mação; e o título de Campeão Distrital, em 2023, tendo os unionistas festejado tal conquista, com o triunfo, na derradeira ronda, ante tal adversário.
No passado Domingo, porém – vindo o oponente de uma incrível série de seis derrotas sucessivas (incluindo um jogo da Taça), o que originou a substituição do seu responsável técnico – os tomarenses, que se esperaria se apresentassem motivados com o resultado da jornada precedente, tiveram uma entrada em jogo verdadeiramente desastrada, com três golos sofridos num espaço de apenas cinco minutos, nas três primeiras ofensivas do Mação, aos três, cinco e oito minutos!
Ainda antes dos dez minutos, o União tinha o jogo perdido. Mesmo procurando reagir, ou, pelo menos, controlar os danos, não evitaria que o marcador subisse até aos 5-0, ainda antes do intervalo. Na segunda metade a partida teve contornos distintos, com o Mação já algo em gestão, não tendo os tomarenses nunca abdicado de lutar pelo ponto de honra, que chegaria próximo do final, já depois de os donos da casa terem somado ainda mais um golo à sua contagem.
6-1 foi também o “placard” final do Abrantes e Benfica-Entroncamento AC, com os abrantinos a confirmarem, cabalmente, o seu favoritismo, ante um adversário que até vinha de um resultado animador frente ao Amiense, mas que, de facto, conta apenas uma vitória na prova, do que decorre preocupante antepenúltima posição.
Precisamente, o Amiense, que deixara escapar dois pontos ao cair do pano, no Entroncamento, esteve agora em evidência, arrancando um empate a uma bola numa sempre difícil deslocação a Alcanena. Passo a passo, o grupo dos Amiais vai-se distanciando das (quatro) equipas da cauda da tabela. Já o Alcanenense confirma o momento menos positivo – tendo obtido um único triunfo nas últimas cinco rondas, baixando ao 6.º posto, ultrapassado pelo Coruchense.
Por fim, assinala-se o regresso do Cartaxo às vitórias, de que se encontrava arredado há sete longas jornadas. Mas não foi nada fácil levar de vencida o Águias de Alpiarça: o desfecho de 2-1 a favor dos cartaxeiros apenas foi alcançado já na fase derradeira do encontro.
Confirmações – As equipas do Ferreira do Zêzere, Fazendense e Coruchense confirmaram, com maior ou menor dificuldade, o favoritismo que lhes era atribuído, defrontando adversários de potencial inferior – em especial, no que respeita aos casos da Glória do Ribatejo e do Salvaterrense, que ocupam, nesta altura, as duas posições de despromoção ao escalão secundário.
Não obstante, e tal como no caso do Cartaxo, também os ferreirenses tiveram de se empregar a fundo para garantir que chegavam ao fim do ano de 2024 isolados na liderança. Recebendo uma moralizada turma do At. Ouriense, a igualdade a um golo só seria desfeita, pelo conjunto de Ferreira, igualmente na parte final do prélio.
Mais afirmativas foram as vitórias do Fazendense, na Glória (com os visitados a somarem nono desaire sucessivo no campeonato), por inequívoca margem de 3-0; e do Coruchense, em Salvaterra de Magos, pelo tal inusitado “score” de 5-3, numa partida com vários lances de grande penalidade (no que, por seu turno, constitui a oitava derrota seguida do Salvaterrense na prova).
Na viragem do ano, em comparação com o campeonato da época anterior (então com 14 jornadas disputadas, até final do mês de Dezembro de 2023), assinalam-se as seguintes evoluções mais relevantes: tal como há um ano, o Ferreira do Zêzere (que soma, agora, mais um ponto) é o líder; tal como há um ano, regista dois pontos de avanço sobre o seu mais imediato perseguidor – desta vez o Samora Correia (5.º em 2023); então o Abrantes e Benfica (actualmente na 7.ª posição).
O Fazendense progrediu de 4.º (atrás do Fátima, que acabaria por se vir a sagrar Campeão) para 3.º, e reduzindo a diferença face ao líder, de sete, para quatro pontos. Aparentemente já fora das contas do título (tal como no ano passado, a onze pontos do guia), o Coruchense passou do 6.º ao 4.º posto. O Torres Novas subiu de 8.º a 5.º; ao invés, o Mação baixou do 7.º ao 8.º lugar. Num contexto de estabilidade dos clubes melhor classificados, o Alcanenense evoluiu de 9.º para 6.º.
II Divisão Distrital – Em dia de goleadas, nos dois escalões do Distrital, o “record” foi do Espinheirense, que bateu a jovem equipa “B” do Abrantes e Benfica por inusitada marca de 10-1! O Porto Alto, que lidera destacado a sua série, foi ganhar por 7-1, fora de casa, ante o Benfica do Ribatejo. Por seu lado, o Vasco da Gama foi também golear, a Minde, neste caso por 6-2.
Assinalam-se ainda os empates registados no Forense-Marinhais e no Vilarense-Riachense (ambos com o resultado de 1-1). O Tramagal (ganhando por 3-0 à formação da Ortiga) isolou-se no comando da sua série, continuando a somar o pleno de (oito) vitórias, tendo beneficiado do “deslize” do Vilarense, agora dois pontos atrás (e com um jogo a mais que os tramagalenses).
Mais a Sul, o Pontével (triunfo por 2-1 ante o QT-SC Rio Maior) tirou partido da igualdade registada nos Foros de Salvaterra, isolando-se na perseguição ao Porto Alto. Anota-se ainda um algo imprevisto triunfo (4-3) do U. Almeirim na Moçarria.
Antevisão – Os campeonatos apenas serão retomados no novo ano, de 2025. No caso da I Divisão Distrital, a 14.ª ronda está agendada para dia 12 de Janeiro, destacando-se o “clássico” U. Tomar-Ferreira do Zêzere, tendo o Samora Correia uma saída difícil, para defrontar o At. Ouriense, enquanto o Fazendense recebe o Mação, num confronto sempre disputado.
Na divisão secundária, também a 12, o Porto Alto recebe o Pontével, num aliciante embate entre os dois primeiros classificados da Série A. Mais a Norte, realce para as partidas Riachense-Tramagal e Vasco da Gama-Vilarense.
Quanto à Liga 3, terá a sua 15.ª jornada (do total de 18 desta primeira fase) no dia 5 de Janeiro, cabendo ao U. Santarém receber o vice-líder, 1.º Dezembro.
O Campeonato de Portugal regressará também no mesmo fim-de-semana, com o Fátima a ter a visita do Mortágua, emblema que, por curiosidade, reparte com os fatimenses a 4.ª posição.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Dezembro de 2024)
O Pulsar do Campeonato – 12ª Jornada

(“O Templário”, 19.12.2024)
Culminando um selectivo marco histórico, alcançado em 85 temporadas de participação em competições oficiais, de índole Nacional e Distrital, o União de Tomar averbou, no passado Domingo, frente à equipa da Glória do Ribatejo – ganhando com uma retumbante goleada de 7-1 –, a 1.000.ª vitória do seu historial, nos 2.379 jogos oficiais que disputou (aprestando-se, em paralelo, a atingir igualmente as cinco centenas de empates).
Porque se trata de um evento de notável raridade, vale bem a pena fixar uma breve súmula relativa a estes 1.000 triunfos (465 em provas de âmbito nacional; e 535 em competições de cariz regional), indicando-se: o número de vitórias, por (i) competição, (ii) adversário e (iii) treinador; assim como o total de golos marcados pelos melhores goleadores, em jogos ganhos pelo União:

Destaques – Quanto ao jogo propriamente dito, e não obstante o significativo desnível do marcador, foi até pródigo em “histórias”: desde logo, o facto de ter sido a equipa da Glória – que somou a oitava derrota consecutiva, pior série registada no presente campeonato – a inaugurar o marcador, pouco depois do quarto de hora; de seguida, o U. Tomar a desperdiçar uma grande penalidade, antes de, já com meia hora de jogo, conseguir restabelecer a igualdade, para vir a consumar a reviravolta, ainda antes do intervalo. Na segunda metade, mais três golos de “rajada”, aos 55, 58 e 60 minutos, sentenciaram o desfecho da partida, confirmado aos 78 e 90 minutos.
Com a peculiaridade de Siaka Bamba e Wemerson Silva (este, totalizando agora 83 golos, a igualar Camolas como 3.º melhor marcador de sempre da história do clube) terem assinado dois “hat-tricks”, o U. Tomar obteve terceiro triunfo sucessivo no seu reduto (quinto, se contarmos os desafios da Taça), consolidando posição, mantendo o 10.º posto, mas apenas a dois pontos do 7.º.
Nos principais embates, entre os clubes do topo da tabela, o Ferreira do Zêzere reagiu da melhor forma ao desaire da semana anterior, não vacilando na deslocação a Torres Novas, onde averbou convincente vitória, por 2-0, marca que, aliás, se registava já ao intervalo, não tendo sofrido alteração, mesmo com os torrejanos reduzidos a dez unidades nos últimos quarenta minutos.
Também o Samora Correia saiu vencedor, na recepção ao Alcanenense, por tangencial 2-1, mantendo a perseguição ao líder, somente a dois pontos. Os samorenses resolveram a contenda em pouco mais de cinco minutos, com dois golos, aos 50 e 57 minutos, tendo sofrido ainda nos momentos finais, depois de os visitantes terem reduzido para a diferença mínima aos 84 minutos.
Num duelo entre os até então dois últimos (que, nas sete rondas anteriores, tinham somado um único ponto, acumulando seis desaires cada), o Águias de Alpiarça bateu, por categórico 4-0, o Salvaterrense, conseguindo sair da zona de despromoção, e “afundando” ainda mais o rival.
Surpresa – A surpresa será mais pela expressão do resultado, com que o At. Ouriense impôs ao Mação o que constitui já a quinta derrota consecutiva, num absolutamente imprevisto ciclo, para uma equipa que, a par do guia, Ferreira do Zêzere, fora a única a manter a invencibilidade nas sete primeiras jornadas. Neste embate, os golos como que surgiram aos pares: o grupo de Ourém chegou a 2-0 (12 e 17 minutos), tendo o Mação igualado o marcador com tentos aos 20 e 22 minutos; os anfitriões repuseram a vantagem (4-2) com outros dois golos, aos 33 e 34 minutos; a fechar, os maçaenses reduziram para 3-4 aos 89… e o At. Ouriense fixou o 5-3 aos 90 minutos!
Confirmações – Fazendense e Coruchense confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, vencendo, pela mesma marca (2-0), o Cartaxo e o Abrantes e Benfica, respectivamente.
Também de alguma forma enquadrado no que seria a expectativa acabou por ser o desfecho do confronto entre Entroncamento AC e Amiense: os forasteiros começaram por colocar-se em vantagem ainda antes da meia hora, vindo, mais uma vez, a ver escapar-se dois pontos, já em tempo de compensação, tendo a turma da casa estabelecido o empate (1-1) aos 90+7 minutos.
II Divisão Distrital – O Porto Alto impôs-se na recepção ao Forense, mercê de um solitário tento, o bastante para manter o comando da sua série, três pontos acima do Pontével e Marinhais, com o grupo dos Foros de Salvaterra agora já com um atraso de quatro pontos. Realce ainda para as goleadas obtidas por QT-SC Rio Maior (6-0, na recepção ao Benfica do Ribatejo) e Moçarriense (6-1 em Santarém, frente à equipa “B” do União local).
Na Série B, o Tramagal prossegue a sua senda triunfal (6-0 em Abrantes, também ante a equipa “B” do Abrantes e Benfica), somando sétima vitória em outros tantos desafios disputados; igualmente com 21 pontos (mas em oito jogos) segue o Vilarense, que ganhou 3-2 na Ortiga.
Liga 3 – O U. Santarém surpreendeu pela positiva, tendo ido ganhar por 3-0 às Caldas, subsistindo no 6.º posto, mas encurtando distâncias: agora, só a dois pontos do 5.º, precisamente o rival que derrotou, e a quatro pontos do… Belenenses (4.º classificado, sem ganhar há sete jornadas!).
Campeonato de Portugal – O Fátima, apesar de derrotado em Arronches (vice-líder) por tangencial 1-0, manteve a 4.ª posição (em igualdade com o Mortágua), assim como o diferencial de quatro pontos sobre a “linha de água”, à entrada para a derradeira ronda da primeira volta.
Antevisão – Na 13.ª ronda do Distrital da I Divisão destaca-se o encontro entre Samora Correia e Torres Novas, com os samorenses com maior favoritismo, tal como sucede com o Ferreira do Zêzere, que joga igualmente em casa, ante o At. Ouriense, e com o Fazendense, na visita à Glória.
Por seu lado, o U. Tomar viaja até Mação, procurando tirar partido da fase difícil que o adversário vem atravessando, no derradeiro desafio do ano de 2024.
Na II Divisão, destacam-se as seguintes partidas: Forense-Marinhais e Vilarense-Riachense.
A Liga 3, tal como o Campeonato de Portugal, apenas serão retomados no início de Janeiro.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Dezembro de 2024)
O Pulsar do Campeonato – 11ª Jornada

(“O Templário”, 12.12.2024)
Após um ciclo de doze vitórias consecutivas (das quais dez em outras tantas jornadas do Distrital), o líder, Ferreira do Zêzere, soçobrou no embate em que recebia o seu mais directo perseguidor, Samora Correia, que infligiu aos ferreirenses a primeira derrota, estreitando-se, assim, para apenas dois pontos, a diferença entre ambos na pauta classificativa. Tendo triunfado nos respectivos compromissos, também Fazendense, Torres Novas e Alcanenense se reaproximaram do comandante, agora, respectivamente, a quatro, cinco e sete pontos. Temos campeonato!
Destaques – Bastou um tento, apontado bem cedo, logo aos dez minutos, para o Samora Correia colocar travão na notável campanha, até então 100% vitoriosa, do Ferreira do Zêzere. Os ferreirenses já por várias ocasiões tinham começado por estar em desvantagem (tal sucedera nas partidas ante o Amiense, Abrantes e Benfica, Glória do Ribatejo e Alcanenense, e, ainda, em jogo da Taça, com o Moçarriense), mas sempre tinham conseguido reagir e operar a reviravolta no marcador, o que, desta vez, perante um forte opositor, não lograram alcançar.
Em especial evidência esteve também, uma vez mais, o Torres Novas, que foi ganhar (quarto triunfo consecutivo, oitavo nas últimas nove rondas do campeonato) ao terreno do Mação, por 3-2, consolidando, pois, a sua posição entre os cinco concorrentes do topo da tabela, enquanto os maçaenses (que, ao invés, somaram quarto desaire sucessivo) prosseguem a sua trajectória descendente, tendo baixado já ao 8.º posto, a distantes treze pontos do guia.
Defrontando um rival em posição difícil – Glória do Ribatejo, um escasso ponto acima da “linha de água” (soma cinco pontos, fruto de um único triunfo averbado, a que junta dois empates) –, o At. Ouriense não desperdiçou a oportunidade de, vencendo, se afastar da parte baixa da classificação, totalizando agora 14 pontos, o que, aliás, lhe proporcionou ascender ao 9.º lugar.
O U. Tomar deslocou-se ao Cartaxo, onde, defrontando um adversário que tem atravessado fase de alguma “turbulência”, vindo de uma série muito negativa, de seis desaires sucessivos (pese embora quatro deles ante adversários que ocupam, nesta altura, os quatro primeiros lugares), obteve um ponto, preservando a sua baliza inviolada, mas sem criar grandes oportunidades.
Numa partida que, de modo geral, não foi bem jogada (o estado do relvado, natural, mas apresentando sinais de degradação, não permitiria que o jogo tivesse boa fluidez – registando-se em paralelo forte ventania), os tomarenses equilibraram a contenda durante largo período do primeiro tempo, mas, à medida que o tempo decorria, os cartaxeiros, sobretudo em lances rápidos, iam ameaçando, colocando, em diversas situações, vários elementos na área contrária.
Valeu a actuação do guarda-redes unionista, Luís Sousa, sobretudo com duas intervenções já perto do final do desafio, uma mais espectacular, em voo, a desviar a bola, com a ponta dos dedos, para canto, e outra, em que lhe surgia adversário isolado pela frente, fazendo a mancha, uma vez mais a negar o golo. Do lado do União, Wemerson Silva não conseguiu ser expedito o suficiente, para, numa ocasião de maior perigo, rematar com êxito à baliza do Cartaxo.
Surpresa – Para além dos algo imprevistos desfechos dos encontros de Ferreira do Zêzere e de Mação, a grande surpresa da 11.ª jornada sucedeu nos Amiais de Baixo, onde o Amiense, impondo-se ante o Coruchense por 2-0, obteve aquela que é apenas a sua segunda vitória no campeonato (um sucesso de que estava arredado desde a 2.ª ronda, quando fora ganhar ao reduto da Glória do Ribatejo). Tal proporcionou aos comandados de Marco Marques igualar o Cartaxo no 11.º posto, mas, sobretudo, ampliar para seis pontos o diferencial face à zona de despromoção.
Confirmações – Nos restantes três encontros confirmaram-se, mais golo, menos golo, os desfechos que seriam previsíveis. com Fazendense, Alcanenense e Abrantes e Benfica a derrotarem, respectivamente, as formações do Salvaterrense, Entroncamento AC e Águias de Alpiarça, que continuam, pois, a ocupar os três lugares da cauda da tabela.
A marca mais dilatada (4-1) foi, aliás, obtida pela equipa que actuou em terreno alheio, tendo o Fazendense goleado o “lanterna vermelha”, Salvaterrense, que acumulou o décimo desaire em onze jornadas, não tendo ainda conseguido estrear-se a vencer nesta edição do campeonato.
Nos outros dois desafios registou-se resultado idêntico (3-1), com a particularidade de, em ambos os casos, terem sido os forasteiros a abrir o activo, por volta dos vinte minutos, para, depois, os conjuntos de Alcanena e de Abrantes apontarem três tentos cada: o Alcanenense chegou ao intervalo já em posição de vantagem, selando o desfecho ainda antes do quarto de hora da segunda parte; os abrantinos apenas na etapa complementar chegariam aos golos, operando a reviravolta aos 47 e 53 minutos, fixando o “placard” em tempo de compensação.
II Divisão Distrital – O Porto Alto, que tão boa impressão deixara em Tomar na semana anterior, em jogo da Taça, alcandorou-se à liderança da Série A, goleando por 6-0 no terreno do Rebocho; e beneficiando do inesperado desaire caseiro sofrido pelo anterior comandante, Forense, batido por 1-2 pelo QT-SC Rio Maior, que, continuando a ocupar discreto 7.º lugar, volta a surpreender pela positiva, depois de, há cerca de um mês, ter ido também vencer ao reduto do Marinhais.
Na frente da classificação temos, agora, Porto Alto (16 pontos), seguido de muito perto por Forense e Pontével (15) e Marinhais (13). Mas o Moçarriense, Benavente e Rio Maior (todos, nesta altura, só com nove pontos), não poderão ser ainda, liminarmente, afastados da corrida.
Mais a Norte, o Tramagal segue de vento em popa, tendo somado a sexta vitória em outros tantos jogos disputados, batendo, por categórico 3-0, o Alferrarede, no reeditar de um velho “clássico”. Tem, não obstante, a mesma pontuação (18 pontos) que o Vilarense (este com um jogo a mais), turma que goleou a equipa “B” do Abrantes e Benfica por 6-1. O Vasco da Gama, que folgou, viu-se igualado, a 13 pontos, pelo Caxarias (que não foi além de um empate, 2-2, com o Riachense).
Liga 3 – O U. Santarém voltou a perder, desta vez em casa, ante a Académica, por algo pesada marca de 0-3, mantendo a 7.ª posição, mas, nesta altura, já a seis pontos do 4.º classificado, e somente com um ponto à maior face a Sp. Covilhã e Oliveira do Hospital.
Nota de realce para mudança no comando: a atravessar um ciclo muito negativo, sem conseguir ganhar há seis jogos (nos quais averbou apenas quatro pontos), o Belenenses cedeu a liderança ao Atlético e Académica (ambos com 22 pontos), tendo, inclusivamente, caído, numa só ronda, até ao 4.º lugar (igualado a 21 pontos com o 1.º Dezembro – e, ambos, só um ponto acima do Caldas).
Campeonato de Portugal – Foi uma ronda (11.ª) que se caracterizou pelo insólito de doze dos 14 clubes concorrentes da Série C terem empatado! Só o Mortágua conseguiu sair vencedor, em Alverca (2-1). Quanto ao Fátima, não desfez o nulo na recepção ao guia, O Elvas, mantendo a 4.ª posição, mas, agora, somente com margem de quatro pontos sobre a “linha de água”.
Antevisão – Na 12.ª jornada do Distrital da I Divisão prosseguem os embates a suscitar grande interesse, desde logo o Torres Novas (4.º) – Ferreira do Zêzere (1.º), assim como o Samora Correia (2.º) – Alcanenense (5.º), ou o Coruchense (6.º) – Abrantes e Benfica (7.º). Por seu lado, o Fazendense volta a receber, apenas quinze dias volvidos, o Cartaxo, enquanto o U. Tomar terá a visita do Glória do Ribatejo, buscando um triunfo que poderá ser crucial.
Na divisão secundária as atenções estarão centradas, a Sul, no embate entre Porto Alto e Forense. Na série B, destaca-se o Vasco da Gama-Caxarias, sendo Tramagal e Vilarense favoritos nas deslocações, respectivamente, a Abrantes e Ortiga.
Na Liga 3, o U. Santarém viaja até às Caldas da Rainha, para defrontar o actual 5.º classificado, que aspira também a integrar o quarteto de apurados para a fase final. No Campeonato de Portugal, o Fátima visita Arronches, onde encontrará um dos vice-líderes.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Dezembro de 2024)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/8 de final

(“O Templário”, 05.12.2024)
Após a disputa dos 1/8 de final da Taça do Ribatejo não subsiste já qualquer clube do escalão secundário em prova, tendo prevalecido a lógica, com os primodivisionários (que beneficiaram ainda da vantagem de actuar no respectivo reduto) a vencer os quatro desafios que disputaram ante equipas da II Divisão Distrital.
Não terá havido também surpresa no desfecho das quatro partidas entre emblemas da I Divisão; depois da eliminação, na ronda prévia, do Coruchense, At. Ouriense, Amiense e Salvaterrense, também Torres Novas, Mação, Cartaxo e Glória do Ribatejo ficaram já afastados da competição.
Assim, é o seguinte o alinhamento dos jogos dos quartos-de-final, previamente sorteado: Entroncamento AC (14.º) – Ferreira do Zêzere (1.º); Águias de Alpiarça (15.º) – Samora Correia (2.º); U. Tomar (9.º) – Fazendense (3.º); e Abrantes e Benfica (8.º) – Alcanenense (5.º).
Destaques – O actual detentor do troféu, Ferreira do Zêzere, continua a estender a sua série triunfal: às dez vitórias no campeonato soma mais duas na Taça do Ribatejo, totalizando, agora, doze êxitos consecutivos. Repetiu, desta feita por tangencial 1-0, o triunfo que havia averbado quinze dias antes em Mação, tendo bastado, para tal, um tento obtido no início da segunda parte.
Em evidência esteve também o Fazendense, que recebeu e goleou o Cartaxo, por 4-0: dois golos apontados a fechar o primeiro tempo decidiram a contenda, o que foi confirmado com outros dois tentos, entre os 67 e os 75 minutos, sem que os cartaxeiros conseguissem esboçar reacção.
Em Abrantes o conjunto local superiorizou-se ao Torres Novas, mercê de um golo alcançado ainda no quarto de hora inicial, tendo o Abrantes e Benfica beneficiado, por outro lado, do facto de os torrejanos terem actuado em inferioridade numérica a partir dos 40 minutos.
No outro encontro entre clubes da I Divisão, o Samora Correia venceu o Glória do Ribatejo, por 2-1, resultado mais “apertado” do que seria expectável, mas, efectivamente, nunca o triunfo dos homens da casa terá estado em causa, uma vez que chegaram rapidamente a vantagem de dois golos, marcados aos 5 e 24 minutos. Os visitantes apenas obteriam o “ponto de honra” ao sexto minuto do período de compensação, demasiado tarde para poder ainda assustar.
Confirmações – Nas outras quatro partidas, em que emblemas do principal escalão foram anfitriões de oponentes da divisão secundária, confirmou-se o favoritismo dos visitados.
Não houve, pois, surpresa, mas ela até esteve perto de poder suceder, em Tomar, com o União a experimentar grandes dificuldades para suplantar a bem orientada turma do Porto Alto. Os unionistas começaram, aliás, por ser surpreendidos pela forma assertiva como o grupo do Sul do Distrito entrou em campo, com grande dinâmica e assumindo a iniciativa, tendo aberto o activo decorridos os dez minutos iniciais, na conversão de uma grande penalidade.
Durante vinte minutos os tomarenses não conseguiam acertar com as marcações, e o Porto Alto criou ainda um ou outro lance de perigo, antes de os visitados conseguirem rectificar o posicionamento. No cômputo geral, as coisas acabariam por correr bastante de feição ao U. Tomar, sobretudo a partir da expulsão, logo no primeiro minuto da segunda metade, de um adversário.
Igualmente de “penalty”, os nabantinos empataram (80.º golo de Wemerson Silva ao serviço do União), acabando por chegar ao triunfo, por sofrido 2-1, já no último minuto, mercê de um auto-golo. Ficou, não obstante, patente a qualidade de jogo do conjunto da II Divisão.
Também o Entroncamento AC se desembaraçou, aparentemente sem dificuldades de maior, do U. Almeirim, ganhando por 2-0, marcando o primeiro tento a abrir a segunda parte e confirmando a vitória com outro golo, já à entrada dos dez minutos finais.
Em Alpiarça, onde, porventura, poderia ser mais susceptível uma eventual surpresa (depois de o Vilarense ter, na ronda anterior, afastado o Amiense), o Águias obteve convincente vitória ante a formação de Vilar dos Prazeres, por 3-0, chegando ao intervalo já com dois tentos de vantagem.
Assinala-se ainda uma outra goleada, esta bem mais robusta, por 8-0, no Alcanenense-U. Atalaiense, um jogo sem outra história que não a da sequência dos golos: após ter chegado ao intervalo com (magra) vantagem de 2-0, a formação de Alcanena marcou mais cinco tentos num curto espaço de quinze minutos (entre os 46 e os 61), portanto, logo a abrir a segunda etapa da partida, numa fase de grande desnorte do adversário, sem argumentos para contrariar o significativo diferencial entre as duas equipas. O oitavo golo surgiria já no derradeiro minuto.
Liga 3 – Num encontro repleto de cambiantes, o U. Santarém acabou por empatar (3-3) em Alcochete, ante a equipa “B” do Sporting: os escalabitanos inauguraram o marcador ainda antes dos dez minutos, mas permitiram a reviravolta, com dois tentos dos sportinguistas, entre os 30 e os 38 minutos. Na segunda parte, a turma de Santarém recolocar-se-ia em vantagem (3-2), tendo marcado aos 65 e 77 minutos, vindo a conceder o golo que fixou o “placard” final aos 90+4…
Após a realização da 12.ª jornada (de um total de 18, nesta primeira fase), a classificação da Série B traduz uma invulgar situação de equilíbrio, apenas com sete pontos a separar o 1.º e o penúltimo (o mesmo diferencial que se regista entre este e o 10.º e último classificado, Lusitânia dos Açores).
O U. Santarém (15 pontos) mantém o 7.º posto, somente três pontos abaixo do último lugar (4.º) de apuramento para a fase de promoção. Ao líder Belenenses (21) – que não vence há cinco jogos! –, seguem-se: Atlético e Académica (19), 1.º Dezembro (18), Sporting “B” e Caldas (17).
Campeonato de Portugal – A interrupção do campeonato não terá sido favorável ao Fátima, que viu também interrompido um excelente ciclo de quatro vitórias consecutivas, não tendo conseguido desfazer o nulo na recepção ao Sp. Pombal, na retoma da competição (10.ª ronda).
Os fatimenses (16 pontos) mantêm também a posição (4.ª), igualmente a três pontos dos lugares de acesso à fase final – numa série comandada por dois emblemas alentejanos: O Elvas (25 pontos) e Arronches e Benfica (19) – subsistindo a margem de cinco pontos face à “linha de água”.
Antevisão – Na retoma da I Divisão Distrital, para disputa da 11.ª jornada, as atenções estarão concentradas no embate entre os dois primeiros classificados, com o Ferreira do Zêzere a receber o Samora Correia, num desafio que poderá ser definidor para o futuro do campeonato.
De interesse será também o Mação-Torres Novas, enquanto o Fazendense procurará confirmar o favoritismo na visita a Salvaterra de Magos. O U. Tomar desloca-se ao Cartaxo, para defrontar um adversário que acumula seis derrotas consecutivas, sendo de notar, não obstante, que quatro delas foram averbadas perante os clubes que ocupam, nesta altura, os quatro primeiros lugares.
Na divisão secundária, destacam-se os seguintes encontros: Marinhais-Benavente e Caxarias-Riachense. Os líderes são claramente favoritos, recebendo, respectivamente, o QT-SC Rio Maior (Forense) e o Alferrarede (Tramagal), no reviver de um clássico do futebol distrital.
Na Liga 3, o U. Santarém terá um jogo de elevado grau de dificuldade, recebendo a histórica Académica (um dos vice-líderes), que vinha também de quatro triunfos sucessivos, antes da paragem, tendo cedido um empate caseiro ante o Oliveira do Hospital no passado fim-de-semana.
Por seu lado, o Fátima, no Campeonato de Portugal, enfrentará também um compromisso da maior exigência competitiva, recebendo precisamente o guia destacado, O Elvas.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Dezembro de 2024)
O Pulsar do Campeonato – 10ª Jornada

(“O Templário”, 28.11.2024)
Três vitórias e um empate nos últimos cinco jogos disputados (incluindo o da Taça), subida à 9.ª posição, com média superior a um ponto por jogo (doze em dez rondas), agora com margem de oito pontos (12-4) face à “linha de água”; mesmo que tenha defrontado rivais da parte baixa da tabela e sem ter apresentado grandes primores exibicionais, o União vai fazendo a sua caminhada, acercando-se decididamente de uma marca histórica. O reforço da confiança, e à medida que puder dispor de todo o plantel, deverão proporcionar uma progressiva melhoria de desempenho.
Na frente, a novidade foi a perda de pontos do Fazendense, que não conseguiu melhor do que o empate, na recepção ao Abrantes e Benfica, do que resultou que o Samora Correia passasse a ficar isolado na perseguição ao triunfal líder, Ferreira do Zêzere, que soma trinta pontos em dez jogos.
Destaques – A décima vitória dos ferreirenses foi, todavia, arrancada “in extremis”: recebendo a bem organizada equipa do Alcanenense, a turma da casa foi surpreendida, vendo-se em desvantagem de dois golos ainda antes de meio da primeira parte, depois de os visitantes terem entrado praticamente a ganhar, inaugurando o marcador logo aos quatro minutos.
Os anfitriões reduziram para 1-2 antes do intervalo, mas a desvantagem subsistiria até aos derradeiros minutos, tendo o golo do empate chegado apenas aos 83 minutos. Visando contrariar a intensa pressão dos ferreirenses, José Torcato faria ainda quatro substituições de uma assentada, no penúltimo minuto do tempo regulamentar, mas que acabaram por se revelar infrutíferas, dado que o grupo de Ferreira do Zêzere consumaria a reviravolta, estabelecendo o “placard” final de 3-2 a seu favor, em tempo de compensação, já passados cinco minutos dos noventa.
Em evidência esteve também o vice-líder, Samora Correia, a demonstrar consistência, somando sétimo triunfo consecutivo (só empatou, na ronda inaugural, com o Fazendense, tendo perdido um único encontro, na 3.ª jornada, em Coruche), ganhando por 2-0 ao Mação, que, ao invés, sofreu terceiro desaire seguido, depois das derrotas com o Alcanenense e Ferreira do Zêzere.
Num embate entre dois dos conjuntos de maior potencial, Fazendense e Abrantes e Benfica neutralizaram-se, empatando a uma bola: marcaram primeiro os donos da casa, logo aos seis minutos; tendo os abrantinos restabelecido a igualdade aos… seis minutos do segundo tempo. Este deslize provocou o ampliar do atraso do grupo das Fazendas, face ao comandante, para sete pontos, enquanto o Abrantes e Benfica mantém a 8.ª posição, agora já a quinze pontos do guia, dois pontos abaixo do Mação (que desceu a 7.º) e, afinal, somente três pontos acima do U. Tomar.
Em destaque, mas pela negativa, continua o Cartaxo, que acumulou quinta derrota sucessiva (após ter sido também batido pelo Mação, Ferreira do Zêzere, Samora Correia e Torres Novas), tendo, desta feita, perdido em Ourém, ante o Atlético local, mercê de um tento apontado pelos oureenses cinco minutos para além do tempo regulamentar. Muito distantes dos ambiciosos objectivos inicialmente declarados, os cartaxeiros ganharam apenas duas vezes, tendo baixado ao 11.º lugar!
Confirmações – Quase sem se dar por ela, “pé ante pé”, a equipa do Torres Novas vai somando triunfos (terceiro seguido, num total de sete vitórias nas últimas oito rondas), que lhe têm possibilitado ir, gradualmente, subindo na pauta classificativa, até um notável 4.º posto, um único ponto atrás do Fazendense. Recebendo a formação da Glória do Ribatejo, os torrejanos não tiveram dificuldades em resolver a contenda a seu favor, ganhando por categórica marca de 3-0.
Também expectável era a vitória do Coruchense ante o Entroncamento AC, selada com concludente goleada de 5-0: quebrada a resistência dos forasteiros apenas à beira do intervalo, na segunda metade a turma do Sorraia beneficiou de maiores facilidades, tendo marcado mais quatro tentos na última meia hora do desafio.
Águias de Alpiarça e Amiense, dois emblemas a sentir as agruras da tentativa de escapar aos indesejados lugares de despromoção, disputaram intenso confronto, que finalizaria com a repartição de pontos, confirmando um desfecho que se poderia projectar. Os alpiarcenses estiveram em vantagem por duas vezes, tendo marcado o 2-1 ao minuto noventa; porém, o autor dos dois tentos da equipa da casa, João Atela, seria de imediato expulso, por acumulação de amarelos, o que o conjunto dos Amiais aproveitaria para restabelecer o empate, aos 90+6 minutos.
Um desfecho mais penalizador para o Águias, que subsiste em zona de descida (15.º e penúltimo classificado, à frente do Salvaterrense), mantendo o Amiense o 12.º posto, três pontos acima.
A concluir esta resenha da jornada, recuperemos então a vitória do U. Tomar, precisamente na recepção ao Salvaterrense, repetindo o triunfo averbado três semanas antes, em partida a contar para a Taça do Ribatejo, mas, desta vez, mercê de um solitário golo, marcado aos 66 minutos, resultado deveras escasso atendendo às oportunidades de que dispôs, principalmente após ter chegado à vantagem. Depois de uma primeira parte “morna”, os unionistas mostraram sempre maior iniciativa na etapa complementar, em relação a um opositor muito necessitado de pontuar.
II Divisão Distrital – Na Série A, o Forense isolou-se no comando, após cinco jornadas, mantendo o pleno de vitórias, com uma retumbante goleada de 5-0, aplicada no terreno do U. Almeirim. Beneficiou, para tal, do empate (1-1) entre Porto Alto e Marinhais, respectivamente 2.º e 4.º classificados, assinalando-se que a equipa do Porto Alto sofreu o seu primeiro golo na prova.
A notar, igualmente, o desfecho do embate entre Benavente e Moçarriense (1-0 para os visitados), com a turma da Moçarria a atrasar-se significativamente, já a nove pontos do líder.
Mais a Norte, na Série B, já na sexta ronda, o Tramagal saltou para o 1.º lugar, tendo ido golear a Pernes por 4-0, somando também cinco vitórias nos cinco jogos já realizados. Os tramagalenses aproveitaram o desaire sofrido pelo anterior guia, Vasco da Gama, batido por 3-1 nos Riachos.
O Vilarense soma, tal como o Tramagal, 15 pontos, depois de ter ido vencer por 3-0 a Alferrarede, mas contando já com seis encontros disputados (tendo concedido uma única derrota, logo na jornada de abertura, precisamente na recepção ao agora novo líder, num empolgante 3-4).
Por seu turno, o Caxarias, que se encontrava em igualdade pontual com o Tramagal e Vilarense, sofreu muito inesperada derrota, perdendo com o conjunto da Ortiga (até então último classificado, tendo perdido todas as cinco partidas anteriores), por 2-1.
Antevisão – Os campeonatos distritais estarão em pausa neste fim-de-semana, para disputa dos 1/8 de final da Taça do Ribatejo, em que avultam os seguintes embates: Abrantes e Benfica-Torres Novas, Fazendense-Cartaxo e, sobretudo, o Mação-Ferreira do Zêzere. Em jogos de cariz sempre especial, a eliminar, a surpresa poderá estar à espreita em qualquer campo.
Também o U. Tomar, que recebe o Porto Alto, 2.º classificado na Série A do escalão secundário, deverá ter presente a campanha que o adversário vem realizando, muito sólido a nível defensivo.
Na retoma da Liga 3, o U. Santarém desloca-se a Alcochete, para defrontar a equipa “B” do Sporting, no 5.º posto, dois degraus (e dois pontos) acima da posição dos escalabitanos. Por seu lado, no Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o Sp. Pombal (9.º classificado), procurando dar sequência à fase muito positiva que vinha atravessando antes da interrupção da prova, em que averbou quatro vitórias consecutivas, que o catapultaram para um bem meritório 4.º lugar.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Novembro de 2024)
Centenário da Associação de Futebol de Santarém (1924-2024)
3. Palmarés Distrital

No terceiro e último artigo desta pequena série, a pretexto dos 100 anos da Associação de Futebol de Santarém (“AFS”), aniversário celebrado a 19 de Novembro, o mote é o palmarés distrital.
Desde a criação do Campeonato de futebol por parte da “AFS”, no ano de 1925, em cem edições disputadas, são trinta os clubes que se sagraram vencedores da sua principal competição:
- 9 vezes – Torres Novas (incluindo-se nesta contagem o título conquistado pelo então denominado Torres Novas F.C., em 1928-29);
- 8 – U. Operária de Santarém;
- 7 – Tramagal;
- 6 – Ac. Santarém; e U. Tomar;
- 5 – “Os Leões” de Santarém; e Ferroviários;
- 4 – Cartaxo; Alcanenense; At. Riachense; U. Almeirim; e Coruchense;
- 3 – Alferrarede; Marinhais; Benavente; Samora Correia, U. Rio Maior; e Fátima;
- 2 – Rossiense; Matrena; Amiense; e Fazendense;
- 1 – Águias de Alpiarça; Abrantes FC; Monsanto; Ouriquense; At. Ouriense; Mação; U. Santarém; e Rio Maior SC.
Começou por vincar superioridade a equipa de “Os Leões” de Santarém, que ganhou os três primeiros torneios (1925 a 1927 – tendo vencido também em 1930), a que se seguiu a supremacia da U. Operária de Santarém (com seis títulos conquistados, logo entre 1928 e 1935, os cinco últimos consecutivos). O predomínio dos grupos da capital do Distrito prosseguiria, depois, com o triunfo, noutras cinco edições (entre 1936 e 1941), por parte da Académica de Santarém.
Até 1946, ano em que se registou a unificação do campeonato (até então, geralmente repartido em diferentes zonas), apenas o mencionado Torres Novas F.C., Matrena (1938) e U. Tomar (1942 e 1943) se tinham intrometido na dominância dos clubes escalabitanos, que, nessa altura, somavam já 18 títulos (U. Operária, com oito; Académica, com seis; e “Os Leões”, com quatro)!
Surgiria então, como novo vencedor, o Ferroviários, com três campeonatos conquistados até 1952. Já depois do primeiro título ganho (1950) pelo ressurgido C. D. Torres Novas – e do último de “Os Leões” (1953) – assinalam-se outros dois ciclos de cinco títulos sucessivos, primeiro por parte do emblema torrejano (de 1955 a 1959), e, de imediato, do Tramagal (de 1960 a 1964).
Num período em que o Campeão Distrital não dispunha da prerrogativa de disputar exclusivamente os Nacionais, os tramagalenses somariam ainda mais dois títulos (1966 e 1967).
De facto, até ao ano de 1968, apuravam-se os primeiros classificados (geralmente quatro) do Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Santarém para participar, nessa mesma época, na III Divisão Nacional – tendo o U. Tomar sido o único clube a conseguir, em 1964-65, sagrar-se, numa única temporada, Campeão Distrital e Campeão Nacional da III Divisão (sendo, então, promovido à II Divisão); por curiosidade, também o Coruchense (1953-54) e “Os Leões” (1962-63) haviam sido Campeões da III Divisão, em épocas em que, no Distrital, não tinham ido além do 4.º e do 2.º lugar, respectivamente. O Tramagal viria a ser vice-campeão da III Divisão na temporada de 1966-67, garantindo também, por fim, a subida à II Divisão Nacional.
Só a partir da época de 1968-69 se iniciou novo modelo, com a promoção do Campeão Distrital (em alguns anos, também do vice-campeão, como ocorreu em 1976, 1987, 1990, 1995, 1997, 2004, 2005 e 2012) aos Nacionais (III Divisão; actualmente, ao “Campeonato de Portugal”), deixando, pois, de integrar o lote de concorrentes ao Distrital na temporada subsequente.
A partir daí, a conquista do título de Campeão como que se “democratizou”, apenas o At. Riachense tendo tido oportunidade de – para além dos triunfos de 2001 e 2013 – bisar o 1.º lugar (2009 e 2010), e isto, somente pelo facto de ter abdicado da promoção, na primeira destas épocas.
Não obstante, vários outros clubes se evidenciaram, vencendo também o campeonato por mais de uma vez em relativamente curtos intervalos de tempo, em especial nos seguintes casos: Alferrarede (1970, 1973 e 1980); Marinhais (1982, 1987 e 1990); Samora Correia (1983, 1994 e 1997); Coruchense (2015, 2017 e 2021); Alcanenense (1969 e 1974); Amiense (1971 e 1977); U. Tomar (1988 e 1998); U. Rio Maior (1992 e 2002); U. Almeirim (1993 e 2000); Fazendense (1996 e 2007); Cartaxo (2006 e 2011); e, por último, o Fátima, actual detentor do título (2016 e 2024).
Não se encontrarão disponíveis estatísticas fiáveis sobre a integralidade dos campeonatos promovidos pela “AFS”, destacando-se, com base nas pesquisas realizadas, os seguintes “rankings”, de entre cerca de uma centena de equipas que disputaram o principal escalão de futebol do Distrito:
- No que respeita a participações, o extinto Ferroviários, do Entroncamento, é líder, com, pelo menos, 60 presenças, seguindo-se os também históricos Benavente (pelo menos 56), Tramagal (51), Amiense (50), Coruchense e Alcanenense (46 cada), D. Torres Novas e U. Tomar (43 cada), Cartaxo (41) e At. Riachense (40).
- Em relação a vitórias (e, inerentemente, pontuação total), o Amiense é o comandante destacado, a rondar as sete centenas de vitórias (num pouco mais de 1.400 jogos realizados, o que constituirá também “record”), seguido por Ferroviários e Benavente (próximos de seis centenas de triunfos cada), Coruchense, Torres Novas, Riachense, Tramagal e Cartaxo (cerca de cinco centenas); U. Tomar (442) e Alcanenense (cerca de 430).
- No que concerne a golos marcados, só Amiense (mais de 2.200), Benavente (com um total acumulado de ordem similar) e Ferroviários superaram já a marca dos dois mil golos obtidos, de que Coruchense e Torres Novas se aproximarão. Por seu turno, o Benavente é o grupo com mais golos sofridos (cerca de dois mil), seguindo-se o Ferroviários (cerca de 1.800).
Virando agulha para a Taça do Ribatejo, competição introduzida pela “AFS” na temporada de 1976-77, tem em curso a disputa da 48.ª edição, constando do seu palmarés, todavia, apenas 46 troféus atribuídos, dado ter sido suspensa, nas meias-finais, a prova de 2020, devido à pandemia.
O “rei” incontestável da designada “prova rainha” é o Fazendense, com cinco Taças ganhas (2006, 2012, 2014, 2016 e 2022). Seguem-se-lhe, com três troféus conquistados, o Tramagal, At. Riachense, Amiense e Coruchense. Por seu lado, Águias de Alpiarça, Alferrarede, Samora Correia, Cartaxo, U. Rio Maior, Mação, U. Santarém, Torres Novas e Ferreira do Zêzere (actual detentor da Taça) venceram a competição por duas vezes cada. Por fim, com um título, temos: Lagartos do Sardoal, Pego, Vasco da Gama, Benavente, Ferroviários, Azinhaga, Abrantes FC, Monsanto, Ouriquense, U. Tomar e Glória do Ribatejo – num total de 25 emblemas laureados.
Foram também, entretanto, já disputadas, desde a época de 1992-93, trinta edições da “Supertaça Dr. Alves Vieira”, com o seguinte palmarés: At. Riachense, Coruchense, Fazendense e Torres Novas (3 troféus cada); Samora Correia, Ferroviários, U. Rio Maior, Alcanenense, Mação e Fátima (2 cada); Alferrarede, Abrantes FC, Monsanto, Amiense, Cartaxo e At. Ouriense (1 cada).
Num exercício teórico de “consolidação” das três competições, são os seguintes (de um total de 36 titulares) os clubes mais galardoados a nível Distrital, no seio da Associação de Futebol de Santarém:
- 14 Troféus – Torres Novas (9 Campeonatos + 2 Taças + 3 Supertaças);
- 10 – Tramagal (7+3+0), Riachense (4+3+3), Coruchense (4+3+3) e Fazendense (2+5+3);
- 8 – Operária de Santarém (8+0+0) e Ferroviários (5+1+2);
- 7 – Tomar (6+1+0), Cartaxo (4+2+1), Samora Correia (3+2+2) e U. Rio Maior (3+2+2);
- 6 – Santarém (6+0+0), Alcanenense (4+0+2), Alferrarede (3+2+1) e Amiense (2+3+1);
- 5 – “Os Leões” de Santarém (5+0+0), Fátima (3+0+2) e Mação (1+2+2).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Novembro de 2024)

O Pulsar do Campeonato – 9ª Jornada

(“O Templário”, 21.11.2024)
O líder destacado, Ferreira do Zêzere, superou com distinção mais uma prova que se colocava na sua caminhada, tendo ido vencer, com alguma naturalidade, a Mação, no que constitui já o sexto triunfo dos ferreirenses extra-muros, tendo disputado, até agora, apenas três encontros em casa.
A consistência que vem patenteando, semana após semana, é um forte indício da probabilidade de sucesso no cumprimento do objectivo para esta temporada, mesmo que estejamos ainda em fase relativamente prematura do campeonato.
Destaques – O Ferreira do Zêzere, com um golo praticamente a abrir (logo aos dez minutos) e outro quase a fechar (a cinco minutos do final), não deu possibilidade ao Mação – que vinha de uma goleada (0-4) sofrida em casa, ante o Alcanenense – de rectificar tal desaire com um desfecho positivo, tendo os visitantes, até agora com desempenho muito afirmativo nesta temporada, triunfado por 2-0, relegando o seu adversário para desvantagem já substancial, de dez pontos.
A este afastar de um competidor pelos lugares cimeiros, aliou-se o nulo registado no embate entre Alcanenense e Coruchense, duas formações que vêm dando muito boa conta de si nas últimas semanas (ambos tinham vencido os respectivos quatro últimos jogos), mas, que, desta feita, se neutralizaram, ampliando-se a diferença da turma de Alcanena face ao comandante para sete pontos; por seu turno, o grupo do Sorraia, penalizado pelo mau arranque, dista já onze pontos.
Pelo que, nesta altura, Fazendense e Samora Correia se perfilam como os mais directos concorrentes do guia, não obstante se posicionem cinco pontos atrás do conjunto ferreirense.
A formação das Fazendas deslocou-se ao reduto do Amiense, onde triunfou inapelavelmente, por convincente 3-0, tendo marcado no termo da primeira parte e a findar o tempo regulamentar, isto já depois de ter confirmado a vantagem, chegando aos 2-0 à entrada do último quarto de hora. O Fazendense apenas cedeu pontos no empate caseiro, precisamente ante os samorenses, e pela derrota sofrida em Coruche, somando, pois, sete triunfos nas nove rondas disputadas.
Por seu lado, o Samora Correia somou sexta vitória consecutiva, num ciclo muito positivo, ao ganhar, também em terreno alheio, na Glória do Ribatejo, por 2-1, mas com a particularidade de o tento decisivo ter sido alcançado cinco minutos para além dos noventa, em período de compensação, no que, em paralelo, constitui o quinto desaire sucessivo dos visitantes. Com desempenho muito similar ao do Fazendense, e para além da igualdade na partida entre ambos, o conjunto samorense apenas perdeu um jogo, por coincidência, também com o Coruchense.
A última nota de realce vai para a primeira vitória do Entroncamento AC no presente campeonato, na recepção ao Águias de Alpiarça (tal como a equipa da Glória, com uma série de cinco desaires), igualmente por 2-1, o que proporcionou à turma da cidade ferroviária sair da zona de despromoção, em que ficara imersa desde a 3.ª ronda, precisamente por troca com o adversário.
Surpresa – Hesitei quanto à categorização a atribuir ao desfecho da partida entre Cartaxo e Torres Novas, mas que, em qualquer caso, não deixará de constituir surpresa, mesmo que a confirmar, quer a tendência histórica do confronto entre ambos os emblemas, como a evolução recente do respectivo desempenho: os torrejanos ganharam, por tangencial 1-0, resolvendo bem cedo (estavam decorridos dez minutos) a contenda a seu favor, tal como sucedera na semana anterior.
Sucede que, por um lado, numa estatística verdadeiramente incrível, esta foi a 11.ª vez consecutiva, desde o ano de 2014, em que o Cartaxo não conseguiu, no seu reduto, ganhar ao Torres Novas, tendo-se registado quatro empates, e, agora, a 7.ª vitória dos torrejanos! Acresce, por outro, que os cartaxeiros, com trajectória irreconhecível nesta época, acumularam a quarta derrota sucessiva no presente campeonato, ao passo que os forasteiros somaram seis triunfos nas sete rondas mais recentes, o que lhes proporcionou ascender a um notável 5.º lugar na tabela.
Confirmações – Os outros dois resultados enquadram-se no que seriam as expectativas, com a vitória do Abrantes e Benfica (terceira sucessiva no campeonato) frente ao U. Tomar, e o triunfo do At. Ouriense no terreno do “lanterna vermelha”, Salvaterrense (quarto desaire sucessivo).
Em Abrantes, o União terá tido a melhor entrada em campo, desde o início da temporada, com a equipa, de forma personalizada, a assumir a iniciativa, surpreendendo o adversário. Porém, não se tendo tal materializado em golos, o tento abrantino, apontado aos 17 minutos, logo numa das suas primeiras investidas, não terá deixado de abalar a confiança dos tomarenses.
A partir daí, os anfitriões, mais seguros, como que “pegaram no jogo”, acabando por não surpreender o ampliar da contagem, à passagem dos 40 minutos, na sequência de um pontapé de canto, a aproveitar com eficácia mais uma falha de concentração dos opositores. Na segunda parte, o Abrantes optou por gerir o resultado, concedendo posse de bola aos unionistas, que, contudo, revelaram limitada objectividade.
Em Salvaterra de Magos, o At. Ouriense chegou, até com bastante maior facilidade do que seria previsível, a uma categórica vantagem de 3-0, com tentos averbados aos 20, 27 e 55 minutos. A meritória, e digna de nota, reacção dos donos da casa, com dois golos de “rajada”, pouco depois da hora de jogo, ficou aquém das necessidades do Salvaterrense, que não evitou mais uma derrota, outra vez pela diferença mínima, de 2-3, como sucedera em Torres Novas (0-1), e, pelo mesmo “placard” de 2-3, também quinze dias antes, na recepção ao Samora Correia.
II Divisão Distrital – Jogou-se apenas na Série B (Norte), com destaque para a goleada (4-0) do Tramagal na recepção ao Pego, prosseguindo os tramagalenses um percurso totalmente vitorioso nos quatro jogos já realizados. Não obstante, o guia continua a ser o Vasco da Gama (já com cinco partidas disputadas), tendo vencido o Ortiga por 4-1, dispondo de um ponto de vantagem.
Também o Caxarias e Vilarense registam – tal como o Tramagal – doze pontos (mas, à semelhança do Vasco da Gama, tendo jogado nas cinco jornadas já decorridas), depois de terem batido, respectivamente, a equipa “B” do Abrantes (3-1) e o At. Pernes (3-0).
Antevisão – No Distrital da I Divisão, que atinge a 10.ª jornada, destacam-se, principalmente, os seguintes três desafios: Ferreira do Zêzere-Alcanenense, Samora Correia-Mação e Fazendense-Abrantes e Benfica, envolvendo seis das equipas com maior potencial, nos quais, sendo os anfitriões favoritos, se projecta que os visitantes possam oferecer forte réplica.
Quanto ao U. Tomar, reencontra, três semanas depois, o Salvaterrense, procurando repetir o triunfo, que, a ocorrer, poderá revelar-se de crucial importância para o desenrolar da época.
Tendo a Série A da divisão secundária tido um breve interregno no passado fim-de-semana, o realce vai, na retoma da prova, com a 5.ª jornada, para a partida entre Porto Alto e Marinhais. Na Série B (que avança para a 6.ª ronda) as atenções estarão centradas no Riachense-Vasco da Gama.
A Liga 3 e o Campeonato de Portugal continuam em pausa, dado disputar-se a eliminatória relativa aos 1/16 avos de final da Taça de Portugal, já sem qualquer representante do Distrito.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Novembro de 2024)
Centenário da Associação de Futebol de Santarém (1924-2024)
2. Participação dos clubes filiados na Taça de Portugal

Neste segundo artigo evocando o Centenário da Associação de Futebol de Santarém (“AFS”) apresenta-se uma súmula das participações dos seus representantes na Taça de Portugal.
Nas 85 edições da “prova rainha”, desde a estreia na época de 1938-39, participaram na competição cerca de 750 clubes, de Norte a Sul, estendendo-se às ilhas, e, até 1974, alargando-se inclusivamente às então designadas “províncias ultramarinas”. Desse número, 40 correspondem a emblemas com filiação na “AFS”, tendo somado um total de 439 participações, ao longo de 69 temporadas, desde a presença inaugural, do Operário Vilafranquense, em 1940-41.
Tal como sucede a nível de presenças nos campeonatos nacionais, também o Torres Novas é o clube com maior número (42) de participações na Taça de Portugal, sendo, neste caso, seguido de perto pelo U. Tomar (39), Fátima e U. Santarém (38 cada). U. Almeirim (30), Alcanenense (28), Cartaxo (25) e U. Rio Maior (22) registam também mais de vinte presenças.
Tendo começado por dispor de um único representante nas primeiras nove edições em que participaram formações do Distrito (até ao ano de 1965), o “record” é de 14 equipas (na época de 1990-91), tendo-se reduzido, desde 2012, a um lote de quatro ou cinco participantes – depois de, entre 1977 e 2002 ter oscilado, na quase totalidade das temporadas, entre nove e onze.
Nas 439 participações, em 170 delas os clubes filiados não lograram superar a 1.ª eliminatória, sendo que, noutras 97, se quedaram pela 2.ª ronda. Registam-se, pela positiva, 89 participações em estágios mais adiantados do torneio, a partir dos 1/32 avos de final (num total de 55 vezes nesta fase – incluídas duas presenças na 4.ª eliminatória, na época de 1970-71).
Se restringirmos a análise a partir do patamar dos 1/16 avos de final, a amostra reduz-se, pois, a 34 presenças, sendo que a última delas ocorreu já há dez anos, por via do At. Riachense.
Dessas 34 rondas em fase mais avançada, destaca-se o U. Tomar, com cinco participações nos 1/4 de final (1969, 1970, 1973, 1974 e 1975), uma nos 1/8 de final (1976) e uma nos 1/16 avos de final (1972). Só “Os Leões” de Santarém (em 1956) conseguiram alcançar igualmente os 1/4 de final, contando ainda com outras três ocasiões (1948, 1949 e 1969) em disputa de ronda equivalente aos 1/16 avos de final. Nas cinco oportunidades dos tomarenses de poder aceder às meias-finais, viram-se arredados pelo Sporting (duas vezes), Leixões, CUF e Olhanense; tendo “Os Leões” de Santarém (depois de superarem V. Setúbal e Atlético) sido afastados pelo FC Porto.
Marcaram ainda presença nos 1/8 de final: (i) o Torres Novas, por duas vezes (1973 e 1976) – tendo os torrejanos disputado igualmente os 1/16 avos de final noutras duas ocasiões (1992 e 1995); (ii) o Fátima (1993), sendo que os fatimenses chegaram aos 1/16 avos de final noutras três vezes (2006, 2009 e 2010); para além (iii) do Operário Vilafranquense, na estreia, em 1941.
A eliminatória correspondente aos 1/16 avos de final foi também atingida por: U. Almeirim (1971, 1975 e 1986); Benavente (1977 e 1978); Cartaxo (1980 e 1987); Samora Correia (1985 e 1987); At. Riachense (1989 e 2015); Abrantes FC (2006 e 2008); e G. D. Coruchense (1955).
Nos 870 desafios realizados envolvendo equipas da “AFS” ficaram memoráveis, especialmente, as vitórias obtidas frente a adversários a militar na I Divisão: os mencionados triunfos de “Os Leões” de Santarém (1955-56) ante V. Setúbal (4-1) e Atlético (3-2); 1-0 no Marinhais-Salgueiros (1982-83); 1-0 no U. Santarém-Belenenses (1976-77); 2-1 no Cartaxo-Sp. Braga (1986-87); tendo o U. Tomar vencido o Leixões (4-2 em 1967-68; e 2-1 em 1975-76) e a CUF (1-0 em 1969-70).
O Cartaxo foi ainda o único a empatar (também em 1986-87) com o Benfica (que venceu os outros sete encontros com emblemas do Distrito). Em seis jogos frente ao Sporting, regista-se um único empate (do U. Tomar, em 1974-75). O FC Porto venceu todos os cinco desafios disputados.
Ao invés, não foi possível evitar alguns pesados desaires: 14-1 no Benfica-At. Riachense; 9-0 no V. Setúbal-U. Rio Maior, Paços de Ferreira-At. Riachense e Benfica e Castelo Branco-Amiense; 8-0 no Benfica-U. Almeirim, Sp. Espinho-Amiense, Olhanense-Fátima e Estarreja-U. Rio Maior; para além de dez derrotas por 0-7 (duas do Cartaxo, Torres Novas e do U. Tomar; uma do Amiense, Azinhaga, Matrena e “Os Leões” de Santarém).
Por outro lado, o U. Santarém regista a maior goleada a favor, tendo vencido, fora de casa, o Tabuense, por 10-0. O U. Tomar bateu o Condestável por 9-1; enquanto o Torres Novas ganhou ao Eléctrico de Ponte de Sôr por 8-0, a mesma marca obtida pelo Monsanto ante o Mirandense.
Fátima (em 93 jogos) e U. Tomar (97 jogos) são os que somam mais vitórias na prova (43 cada), seguidos por Torres Novas (35), U. Santarém (31), U. Almeirim (30) e Alcanenense (25).
No quadro em anexo apresenta-se síntese de todas as 439 participações dos clubes filiados na Associação na Taça de Portugal, indicando-se, para cada equipa, a fase atingida, época a época.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Novembro de 2024)
O Pulsar do Campeonato – 8ª Jornada

(“O Templário”, 14.11.2024)
O facto de ter registado um jogo em atraso, logo da ronda inaugural, tem feito com que o Alcanenense se posicionasse na tabela um pouco abaixo do que potencialmente poderia alcançar, em caso de triunfo em tal partida, agendada para esta quarta-feira, ante o At. Ouriense. É que, em tal cenário, a turma de Alcanena partilharia a vice-liderança com Fazendense e Samora Correia.
Isto não invalida, em qualquer caso, algum espanto pela categórica goleada (4-0) aplicada pelos pupilos de José Torcato em Mação, precisamente frente ao anterior 2.º classificado, que, num só desafio, sofreu tantos golos quantos concedera nas sete jornadas anteriores.
De resto, na frente, nada de novo, com o Ferreira do Zêzere a somar o oitavo triunfo em outros tantos desafios realizados no campeonato, ampliando para cinco pontos a vantagem sobre os seus mais directos perseguidores. Mas não foi “linear” essa vitória, como adiante se verá…
Destaques – A grande nota de realce foi, efectivamente, a goleada do Alcanenense em Mação, proporcionada por uma entrada “a todo o gás”: aos seis minutos, com dois golos de rajada, a formação de Alcanena tinha já (mais de) meio caminho andado para a vitória, tendo chegado a 3-0 ainda antes do intervalo. Perante a impossibilidade de reacção por parte dos maçaenses, a contagem viria a ser fixada pelos visitantes… aos seis minutos do segundo tempo.
Noutro embate que constituía um dos pontos de interesse do passado Domingo, o Samora Correia impôs-se ao Cartaxo, ganhando por 2-0, com golos aos 28 e 45 minutos, firmando a sua candidatura aos lugares de topo (somando quinto êxito consecutivo), enquanto, em paralelo, os cartaxeiros (terceiro desaire sucessivo) não deverão já poder esperar “milagres” deste campeonato, a longínquos quinze pontos do comandante, partilhando o 9.º lugar com o U. Tomar.
Justamente, os unionistas, noutro encontro de maior aliciante da última ronda, mercê do facto de receberem a equipa orientada pelo seu anterior responsável técnico, Marco Marques, voltaram a ganhar – depois da vitória alcançada em Alpiarça, e do triunfo do fim-de-semana precedente, para a Taça, ante o Salvaterrense –, desta feita por tangencial 1-0.
Após onze jogos sucessivos sem conseguir manter a sua baliza inviolada, desde o mês de Março, os tomarenses, num jogo sem grandes primores exibicionais, mostraram-se sempre mais inconformados com o nulo que perduraria até ao quinto minuto do tempo de compensação, altura em que, na sequência de um livre, conseguiram desfeitear o guardião contrário, desfazendo a expectativa de pontuar por parte dos homens dos Amiais, acabando por justificar o resultado.
Um desfecho favorável que possibilitou aos nabantinos distanciar-se da zona perigosa da tabela, agora já com uma margem de sete pontos (9-2) face à “linha de água” (penúltimo classificado).
O último destaque vai para o triunfo (2-1) do Abrantes e Benfica em Ourém, perante o At. Ouriense, tendo os abrantinos chegado, aliás, a dispor de dois tentos de vantagem, apontados em escassos três minutos, entre os 35 e os 38. A turma de Abrantes subiu ao 8.º posto, já afastada da parte inferior da classificação, pese embora diste quatro pontos do lugar imediatamente acima.
Confirmações – Numa jornada sem imprevistos de maior – à parte, claro, a expressão da vitória do Alcanenense em Mação – o Glória do Ribatejo não deixou, contudo, de começar por surpreender, no terreno do guia, em Ferreira do Zêzere.
De facto, os forasteiros colocaram-se em vantagem, não uma, mas por duas vezes: o grupo da Glória inaugurou o marcador aos nove minutos; os ferreirenses empataram aos quinze; tendo os visitantes marcado o 1-2 aos 33. Valeu aos anfitriões terem restabelecido de novo a igualdade apenas outros quatro minutos volvidos, tendo atingido o intervalo já em posição de vencedores, por 3-2. Na segunda metade, com maior normalidade, o Ferreira do Zêzere chegou aos 5-2.
Também dentro da lógica se pode enquadrar a vitória (quarta sucessiva) do Coruchense (só a quatro pontos do 2.º lugar), em Alpiarça, frente ao Águias (somando, por seu lado, quarta derrota consecutiva), por 3-0, mas num confronto que, necessariamente, ficou deveras condicionado pelo facto de os alpiarcenses se terem visto reduzidos a nove elementos, por via de duas expulsões, aos 25 e 35 minutos; só depois disso o conjunto do Sorraia chegaria aos (três) golos.
O Fazendense bateu, com aparente tranquilidade, o penúltimo classificado, Entroncamento AC, por 4-1, mas deverá atentar-se que as equipas saíram empatadas a um golo para o intervalo, apenas na etapa complementar se tendo desnivelado o marcador. Uma inaudita curiosidade se assinala: os vinte golos até agora marcados pelo grupo das Fazendas no campeonato foram apontados, todos eles, por apenas três jogadores (Carlos Bacalhau e Torres Gomez, sete cada, e Pedro Costa, que fez um “hat-trick, com seis tentos – perseguidores do ferreirense Rodrigo Antunes, com oito)!
Por fim, o Torres Novas bateu o “lanterna vermelha”, Salvaterrense, pela margem mínima, mercê de um golo obtido logo aos quinze minutos, não se tendo alterado o “placard” até final.
Outra curiosidade ainda: em função dos desfechos da 8.ª ronda, marcaram-se exactamente 200 golos, à média de 25 por jornada, equivalente, portanto, a uma média geral de 3,125/jogo.
II Divisão Distrital – Houve surpresa grande na Série A, com a derrota caseira (0-1) de um dos guias, Marinhais, ante o anterior “lanterna vermelha”, QT-SC Rio Maior. Forense e Porto Alto repartem agora o comando, mantendo, ambos, o pleno de quatro vitórias. Assinala-se também a vitória do Pontével (igualando o Marinhais no 3.º lugar) na recepção ao Moçarriense, por 2-1.
Na Série B, o Vasco da Gama, goleando (8-0) a equipa “B” do Abrantes e Benfica (com os três últimos golos apontados aos 86, 87 e 88 minutos…) mantém a liderança isolada, com dez pontos, um a mais que o Tramagal (vencedor por 3-1 na Atalaia), mas com a particularidade de os tramagalenses – que contam um jogo a menos – terem vencido os três encontros já disputados.
Vilarense (ganhando por 2-0 no Pego) e Caxarias (triunfo por 4-1 em Alferrarede) estiveram também em evidência, partilhando o 3.º posto, com o mesmo número de pontos do Tramagal.
Liga 3 – O U. Santarém, não tendo conseguido evitar novo desaire, perdendo, outra vez pela margem mínima (0-1), na Tapadinha, frente ao histórico Atlético, baixou à 6.ª posição, que, aliás, reparte com o 1.º Dezembro, a três pontos do lugar (4.º) de acesso à fase final; por seu turno, os alcantarenses partilham a vice-liderança com a Académica, só a dois pontos do Belenenses.
Campeonato de Portugal – O Fátima, em excelente fase, somou quarta vitória sucessiva, ganhando em Pêro Pinheiro por 1-0, ascendendo ao 4.º posto, apenas a dois pontos do par que ocupa a 2.ª posição (Arronches e Benfica e Peniche), numa série com o comando destacado de O Elvas. Os fatimenses (15 pontos) dispõem já de margem de cinco pontos face à “linha de água”.
Antevisão – Na I Divisão Distrital temos dois “jogos grandes” em perspectiva na 9.ª jornada: Mação-Ferreira do Zêzere, e Alcanenense-Coruchense. De especial interesse serão também o Abrantes e Benfica-U. Tomar, Amiense-Fazendense e Glória do Ribatejo-Samora Correia.
No escalão secundário destacam-se os embates: entre Porto Alto e Marinhais; e Tramagal e Pego.
Quer a Liga 3, como o Campeonato de Portugal, terão um interregno de duas semanas, apenas sendo retomadas as respectivas provas na viragem do mês de Novembro para Dezembro.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Novembro de 2024)




