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O Pulsar do Campeonato – 22ª Jornada

(“O Templário”, 27.03.2025)

À 22.ª jornada, e pela primeira vez neste campeonato, foram mais as vitórias (quatro) dos clubes classificados na segunda metade da tabela, que as obtidas pelas equipas posicionadas nos oito primeiros lugares (só três triunfos, de Ferreira do Zêzere, Samora Correia e Torres Novas). Estiveram, pois, em evidência o At. Ouriense, U. Tomar, Águias de Alpiarça e Glória do Ribatejo, que somaram pontos cruciais para os seus objectivos de se afastarem da zona de despromoção.

Sem alterações substanciais no topo – não obstante o Torres Novas tenha aproveitado o empate entre Fazendense e Coruchense para ascender à 4.ª posição –, a equipa do Águias foi a mais beneficiada pelos desfechos desta ronda, em contraponto ao Entroncamento AC (o mais prejudicado), passando os alpiarcenses a dispor agora de uma margem de segurança de sete pontos em relação à “linha de água”; por seu lado, At. Ouriense (16 pontos de vantagem) e U. Tomar (13 pontos) terão praticamente selado a continuidade no principal escalão do futebol distrital.

Destaques – Recebendo a visita da formação do Alcanenense, aparentemente já algo em descompressão, o Águias de Alpiarça arrancou uma importante vitória, por 2-1; depois de terem chegado ao intervalo já em vantagem, os alpiarcenses marcariam o tento da vitória já no quarto de hora final do desafio, obtendo o quinto triunfo na prova, apenas o segundo na segunda volta, depois de, surpreendentemente, terem derrotado o Samora Correia, na 17.ª jornada.

Em destaque esteve também o Torres Novas, implacável na recepção ao Abrantes e Benfica, tendo assegurado a vitória nos vinte primeiros minutos, com o 3-0 que então se verificava, perante um adversário apático, sem capacidade de reacção. A contagem foi ainda ampliada antes do descanso, vindo o “placard” a ser fixado em 5-0 já nos últimos quinze minutos. O registo de cinco triunfos e dois empates dos torrejanos, na segunda volta do campeonato, apenas é superado pelo líder.

Surpresa – A grande surpresa da jornada chegou-nos de Mação, onde o conjunto local (a atravessar fase muito positiva, vindo de quatro vitórias e um empate nos cinco encontros anteriores) foi batido pela turma da Glória do Ribatejo, por imprevisto 3-1. Os forasteiros, depois de inaugurarem o marcador à beira do intervalo, chegaram inclusivamente a dispor de vantagem de três golos (!), com outros dois tentos, entre os 54 e 67 minutos, não tendo os maçaenses conseguido melhor que o “ponto de honra”. Um resultado que, por ora, permite à Glória “respirar” acima da “linha de água”, pese embora com curta vantagem de três pontos face ao Entroncamento.

Confirmações – Nas restantes cinco partidas os resultados enquadram-se no que seriam as expectativas, mesmo que os dois primeiros, ambos a jogar em casa – Ferreira do Zêzere (vitória por 2-0 ante o Cartaxo, com golos aos 55 e 86 minutos) e Samora Correia (triunfo por tangencial 2-1 ante o Salvaterrense) – tenham experimentado mais dificuldades do que esperariam.

No caso dos samorenses, a recuperar do impacto anímico do desaire sofrido em Abrantes, que os terá afastado da corrida pelo título, e depois de terem chegado a 2-0 no início do segundo tempo, sofreriam ainda pequeno “susto”, quando o “lanterna vermelha” reduziu para a diferença mínima, faltando jogar vinte minutos. Uma derrota que tem como consequência directa o cavar do fosso, agora já para consideráveis sete pontos, que separa o Salvaterrense do último emblema em zona de manutenção (o rival Glória do Ribatejo), vendo, pois, complicar-se deveras “as contas”.

Fazendense e Coruchense, até então 3.º e 4.º classificados, empataram a uma bola (tendo a formação do Sorraia entrado praticamente a ganhar, marcando logo aos três minutos), ampliando para seis o número de embates entre ambos, nas Fazendas, na última década, sem que os visitados tenham conseguido chegar à vitória! Este foi, ainda assim, um desfecho que não terá agradado por completo a nenhum dos contendores: o Fazendense volta a ver o Samora Correia distanciar-se no 2.º lugar (quatro pontos), enquanto o Coruchense foi ultrapassado pelo Torres Novas.

Em Ourém, o grupo local, que atravessara longo jejum de oito jornadas sem ganhar, bisou o triunfo em duas semanas seguidas: depois de ter ido vencer ao Entroncamento, superiorizou-se, pela margem mínima (1-0 – golo apontado ainda no quarto de hora inicial) ante o Amiense, subindo ao 9.º posto, mas, mais importante, tendo, com boa dose de certeza, assegurado a tranquilidade até final da época, dado ser virtualmente insuperável a diferença pontual que regista.

Situação análoga se poderá dizer do U. Tomar, obtendo, num intervalo de quinze dias, dois triunfos (depois de ter goleado o Águias de Alpiarça na 20.ª ronda), somando seis preciosos pontos, que lhe proporcionaram fixar-se no 10.º lugar, apenas três pontos abaixo do At. Ouriense, e com avanço de treze pontos em relação ao adversário que derrotou, Entroncamento AC.

Num confronto de tradicional rivalidade histórica, em que muito estava em jogo, as duas equipas adoptaram abordagem com muitas cautelas, tendo ficado bem patenteada, no caso dos visitantes, a necessidade de, pelo menos, somar um ponto. A estratégia de risco mínimo, conjugada com o factor vento (que se fazia sentir com intensidade), resultou num jogo sem primores técnicos, e, também, sem soberanas oportunidades de golo.

Na segunda metade, com o Entroncamento AC a procurar preservar o nulo no marcador, tal resultaria, mesmo que instintivamente, no recuar das suas linhas, em paralelo, como que convidando os unionistas a assumir a iniciativa. Os tomarenses iam, então, criando mais lances junto da área contrária, acabando mesmo por chegar ao solitário golo que lhes conferiu a vitória, apontado à entrada para o derradeiro quarto de hora. Até final nenhuma das formações teve já engenho para alterar o marcador, que muito serve os interesses dos nabantinos.

II Divisão Distrital – Jogou-se apenas na série mais a Norte, numa ronda sem especiais novidades, tendo os três primeiros averbado vitórias em terreno alheio: o líder Tramagal, no Pego (2-1), mantendo os cinco pontos de vantagem sobre o Vasco da Gama (triunfo por 4-2 na Ortiga), e confortáveis onze pontos de avanço sobre o Vilarense (que ganhou por 1-0 em Pernes). O Riachense, que folgou, baixou ao 4.º lugar, já a oito pontos do vice-líder… a oito jornadas do fim.

Liga 3 – Em partida de acerto de calendário, o U. Santarém obteve um resultado positivo, empatando 1-1 (com os dois tentos apontados nos primeiros cinco minutos, após os escalabitanos terem “entrado a ganhar”) em Angra do Heroísmo, ante o Lusitânia, mantendo assim o 2.º lugar, somente a um ponto do guia, Académica, e, mais relevante, virando para a segunda volta deste mini-torneio (cinco jogos finais) com margem de sete pontos em relação à zona de descida.

Antevisão – A 23.ª ronda da I Divisão Distrital apresenta saídas de algum risco para os quatro primeiros classificados: o Ferreira do Zêzere viaja até à Glória do Ribatejo, onde encontrará uma equipa fortemente moralizada; o Samora Correia visita o Cartaxo; o Fazendense defronta um conjunto do Entroncamento AC, muito carenciado de pontos; enquanto o Torres Novas se desloca também ao Sul do Distrito, para defrontar o Salvaterrense, já em fase de “tudo ou nada”.

Por seu lado, o U. Tomar actua também em reduto alheio, num reencontro com o treinador (Marco Marques) Campeão há duas épocas, sendo que o Amiense ainda não poderá estar descansado.

Na II Divisão, destaque para o embates entre Marinhais e Porto Alto, e Vasco da Gama-Riachense.

Na Liga 3 o U. Santarém recebe o Sp. Covilhã, podendo, em caso de êxito, praticamente confirmar a manutenção. Quanto ao Fátima, no Campeonato de Portugal, visita o terreno do guia, O Elvas (já com o 1.º lugar matematicamente garantido), em compromisso de elevado grau de dificuldade.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Março de 2025)

30 Março, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 21ª Jornada

(“O Templário”, 20.03.2025)

Com dez pontos de avanço, a nove jornadas do final, a questão que se coloca já não é, nesta altura, se o Ferreira do Zêzere se sagrará Campeão Distrital na presente temporada, mas sim, quando festejará este inédito título no seu historial. O comandante necessitará agora, no máximo, de ganhar seis dos nove desafios que lhe resta disputar, para confirmar tal conquista.

Os desfechos da 21.ª ronda foram assaz clarificadores, no que respeita aos dois primeiros classificados, com os ferreirenses a golear em Salvaterra, somando a 10.ª vitória consecutiva no campeonato, enquanto o Samora Correia claudicou em Abrantes, tendo vencido só metade dos seis encontros disputados na 2.ª volta, depois de uma excelente série de doze triunfos sucessivos.

Destaques – Numa partida em que os “extremos se tocaram”, o líder, Ferreira do Zêzere, mesmo reduzido a dez, suplantou o “lanterna vermelha”, Salvaterrense, no reduto deste, goleando por categórica marca de 5-0, em mais um passo da sua caminhada triunfal, elevando a pontuação para 60 pontos (num máximo de 63 pontos possíveis), ao registar a 20.ª vitória na prova!

O Abrantes e Benfica reagiu de forma assertiva ao duplo desaire sofrido ante os ferreirenses (para a Taça e para o campeonato), “passando a factura” ao Samora Correia, precisamente o mais directo perseguidor do guia, tendo os abrantinos vencido por 3-1, alimentando assim a expectativa de poder vir a subir ainda alguns degraus na pauta classificativa, agora a cinco pontos do 4.º posto.

Quem aproveitou o deslize dos samorenses foi, também, o Fazendense, consolidando a 3.ª posição, e aproximando-se bastante do vice-líder, somente a dois pontos. Para tal, o grupo das Fazendas, enfrentando deslocação de algum risco, a Alpiarça, triunfou por seguro 2-0, depois de ter aberto o activo à passagem dos dez minutos, obtendo o tento da confirmação já perto do final.

Num fim-de-semana em que os anteriores quatro clubes do topo da tabela actuaram, todos eles, em terreno alheio, o Torres Novas, de visita aos Amiais, não logrou também levar a melhor, não tendo ido além do empate a uma bola, pese embora tenha ripostado de pronto ao golo dos visitados, obtido aos 65 minutos. Aliás, dos nove primeiros, apenas samorenses e torrejanos não venceram; ao invés, dos sete últimos classificados, só o Amiense conseguiu pontuar (um ponto).

Merece sublinhado especial a vitória (1-0) alcançada pelo At. Ouriense, no terreno do Entroncamento AC, mercê de um tento apontado pouco depois da meia hora de jogo, a conseguir, enfim, colocar termo a uma longa “seca” de oito jogos sem ganhar (desde 15 de Dezembro); um resultado muito penalizador para os visitados, que acumularam quinta derrota consecutiva, tendo averbado, até à data, um único ponto na segunda volta, subsistindo em zona de despromoção.

Surpresa – O cariz surpreendente do desfecho do embate entre Cartaxo e Mação está, em boa verdade, mais nos números (0-4), ou seja, na expressão do triunfo dos maçaenses, do que, propriamente, no vencedor, atendendo ao bom momento que os forasteiros parecem vir atravessando, em contraponto a um desempenho que persiste irregular, da parte dos cartaxeiros. A turma de Mação reparte o 7.º lugar com o Abrantes e Benfica, podendo ainda aspirar a melhorar.

Confirmações – O Alcanenense confirmou, na recepção à equipa da Glória do Ribatejo, o favoritismo que lhe era creditado, mas, em fase menos confiante, os anfitriões não se mostraram muito convincentes, tendo subsistido o nulo até ao intervalo, chegando à vitória mercê de um solitário golo, logo no recomeço do desafio, o suficiente, ainda assim, para igualar o Torres Novas na 5.º posição, somente um ponto atrás do 4.º classificado.

Um lugar que o Coruchense voltou a ostentar, ao vencer em casa, também como seria, em boa medida, expectável, frente ao U. Tomar, por 2-0. Com os nabantinos a confirmar a subida de rendimento que vêm patenteando nas últimas semanas, também neste encontro o 0-0 se manteve, e não só até final da primeira parte, mas, inclusivamente, até próximo dos 70 minutos, traduzindo as dificuldades sentidas pela formação do Sorraia em criar soberanas ocasiões para marcar.

Só um inspirado bis de Carl Kevin Roxenborg (entrado em campo para a última meia hora) conseguiria desbloquear a resistência tomarense, anotando-se, inclusivamente, que o segundo tento foi obtido decorridos já dez minutos do tempo de compensação (devido a interrupção de alguns minutos, para assistência a jogadores, na sequência de um choque entre cabeças).

Nesse entretempo, os unionistas haviam procurado ainda chegar à igualdade, não tendo, contudo, conseguido materializar um ou outro lance em que chegaram a dar maior sensação de perigo.

II Divisão Distrital – Mais uma jornada passada, e não há novidades na frente, em ambas as séries, o que, por conseguinte, significará que, também neste caso, os líderes, Porto Alto (dispondo de nove pontos de vantagem) e Tramagal (com cinco pontos de avanço, e beneficiando de ter um jogo disputado a menos) se encaminham a passos largos para o regresso ao principal escalão.

Neste âmbito, o Porto Alto obteve um importante triunfo, em Benavente, por claro 3-0, por coincidência a mesma marca registada pelo Tramagal, na recepção à U. Atalaiense. Forense (goleando por 5-0, em Santarém, ante a equipa “B” do União local) e Pontével (ganhando 2-1 na Moçarria) são vice-líderes, na série a Sul, disputando com o Marinhais (dois pontos abaixo) o 2.º lugar, que dará acesso ao confronto decisivo, pela subida, ante o 2.º classificado da outra série.

Nesta, o Vasco da Gama não teve dificuldade para bater o Abrantes e Benfica “B”, por 4-1, mantendo uma margem de cinco pontos face ao Riachense (3.º), vencedor por 2-0 ante a Ortiga.

Liga 3 – O U. Santarém não conseguiu desfazer o nulo na recepção ao Caldas, mas segurando a 2.ª posição, a dois pontos da Académica (que foi empatar 2-2 a Oliveira do Hospital), tendo, ainda assim, os escalabitanos (que contam um jogo em atraso) preservado os seis pontos de vantagem face à “linha de água”, mercê também do desaire (2-0) sofrido pelo Sp. Covilhã nos Açores.

Campeonato de Portugal – O Fátima concretizou o que vinha “prometendo” há semanas, conseguindo alcandorar-se ao 2.º lugar – vaga de apuramento para a fase final –, com mais um categórico triunfo, por 3-0, em Pombal, beneficiando da derrota (2-0) do Arronches e Benfica em Alverca, perante a respectiva equipa “B”, tendo agora um ponto à maior, face aos alentejanos.

Entretanto, faltando realizar apenas as três últimas rondas da fase regular da competição, está já matematicamente confirmada a descida aos Distritais de União 1919, Alcains, Sertanense e Pêro Pinheiro, faltando apurar o último emblema a despromover, disputa que envolve ainda seis clubes.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, na 22.ª jornada, o encontro de maior cartaz será o que coloca frente-a-frente o Fazendense e Coruchense, respectivamente 3.º e 4.º classificados. Ferreira do Zêzere, recebendo o Cartaxo, e Samora Correia, que terá a visita do Salvaterrense, perfilam-se com amplo favoritismo a somar mais três pontos. O U. Tomar enfrenta mais um importante desafio, recebendo o Entroncamento AC, com a expectativa de poder voltar a ganhar.

No escalão secundário joga-se apenas na série mais a Norte, com o líder, Tramagal, numa curta viagem até ao Pego, enquanto o Vasco da Gama se desloca ao terreno da Ortiga.

A normal sequência das jornadas da Liga 3 e do Campeonato de Portugal regista ligeira pausa, sendo o fim-de-semana aproveitado para acerto de calendário, com o U. Santarém a voar até aos Açores, para defrontar o Lusitânia, que ocupa o último lugar, a quatro pontos da “linha de água”.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Março de 2025)

23 Março, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 20ª Jornada

(“O Templário”, 13.03.2025)

Quase três meses depois da goleada (7-1) aplicada à equipa da Glória do Ribatejo, a 15 de Dezembro, na que fora a histórica 1.000.ª vitória do clube em jogos oficiais, o União voltou a ganhar, outra vez com uma goleada, num resultado de grande relevância, dado ter sido obtido ante um rival directo, permitindo, em simultâneo, ampliar para dez pontos (20 vs. 10) o diferencial face à “linha de água”, o que deverá proporcionar um final de temporada de maior tranquilidade.

A 20.ª jornada pautou-se, por outro lado, pelos triunfos obtidos pelos agora cinco primeiros classificados (Ferreira do Zêzere, Samora Correia, Fazendense, Torres Novas e Coruchense), com o Alcanenense como principal derrotado (tendo baixado do 4.º ao 6.º posto), salientando-se, em paralelo, a forma categórica como o líder “despachou”, uma vez mais, o Abrantes e Benfica.

Destaques – A principal nota de realce vai, justamente, para a vitória do Ferreira do Zêzere, na recepção ao Abrantes e Benfica, impondo robusta goleada, por 5-1 (isto, imediatamente após ter ido ganhar a Abrantes, no fim-de-semana precedente, para a Taça, por 3-0), no que constitui o 19.º triunfo do comandante, em vinte desafios disputados para o campeonato na presente época!

Parecendo conseguir tornar tudo fácil, nesta sua caminhada rumo a um inédito título de Campeão Distrital, os ferreirenses chegaram a vantagem de 2-0, com dois tentos apontados entre os 33 e os 53 minutos, tendo os abrantinos ripostado ainda, reduzindo a um quarto de hora do final; não vacilando, os anfitriões de imediato reporiam a diferença de dois golos (3-1), apenas dois minutos volvidos, vindo ainda a fechar a contagem com mais outros dois tentos, nos cinco minutos finais, não consentindo veleidades aos forasteiros, impotentes face ao poderio do opositor.

Nas Fazendas de Almeirim defrontavam-se o 3.º e 4.º classificados, até então separados por cinco pontos, com o Alcanenense a jogar uma “última cartada” nas suas aspirações de poder vir ainda a chegar ao pódio. O Fazendense assegurou, com aparente naturalidade, os três pontos, com dois golos sem resposta, aos 25 minutos da 1.ª… e da 2.ª parte, consolidando assim o seu 3.º lugar, passando a dispor de avanço de seis pontos sobre o mais próximo perseguidor, Torres Novas.

O Coruchense superou um mini-ciclo de três rondas sem ganhar, tendo ido bater o At. Ouriense, por tangencial 2-1, pese embora tenha beneficiado de vantagem de dois golos logo no início da segunda parte. Este foi o oitavo jogo consecutivo dos visitados sem conhecer o sabor da vitória – o maior jejum presentemente em curso –, período no qual somaram apenas três pontos (pior registo de entre todos os concorrentes), caindo do 8.º ao 10.º lugar (partilhado com o U. Tomar).

Precisamente, o União, entrando em campo procurando dar sequência ao bom desempenho que apresentara na partida ante o Samora Correia, para a Taça, sentiu, não obstante, dificuldades em assumir o controlo do jogo, perante a exibição desinibida da turma do Águias de Alpiarça. A espaços com toada repartida, os tomarenses viriam a revelar-se mais eficazes, inaugurando o marcador à passagem da meia hora.

Na segunda parte, intensificou-se a pressão dos alpiarcenses, em busca da reposição da igualdade, o que, depois de muito porfiar, e aproveitando o instintivo recuo dos unionistas, viriam a materializar à entrada para os dez minutos finais, isto depois de terem já seriamente ameaçado poder chegar ao golo num par de ocasiões anteriores.

Embalados com o golo obtido, os visitantes, almejando chegar ainda ao triunfo, terão descurado a sua organização defensiva, vindo a permitir que, de forma incrível, o U. Tomar marcasse três golos num curto intervalo de cinco minutos, entre os 88 e os 93! Num desfecho deveras feliz, os nabantinos não só garantiam uma suada vitória, como, inclusivamente, acabaram por golear.

Confirmações – Numa jornada sem surpresas significativas, o vice-líder, Samora Correia, bateu, com tranquilidade, o Amiense, por 2-0, tendo sido também de dois golos (3-1) a diferença registada no “placard” final do Torres Novas-Entroncamento AC, tendo, aliás, os torrejanos chegado ao 3-0, antes de os visitantes marcarem o seu “ponto de honra”.

Mais renhido foi o confronto entre Mação e Salvaterrense, com o “lanterna vermelha” – a quatro pontos da zona de manutenção – a procurar mostrar que não se entregou ainda: os maçaenses abriram o activo logo aos quatro minutos, mas os homens de Salvaterra, com notável resposta, inverteram o resultado, para 1-2, marcando aos 17 e vinte minutos. Porém, o Mação viria a operar outra reviravolta, até aos 4-2, com três tentos obtidos em dez minutos, entre os 26 e 36. Até final, os visitantes já não conseguiriam melhor do que atenuar a derrota para a diferença mínima (4-3).

Na Glória, depois do importante triunfo alcançado precisamente em Salvaterra, no “derby”, o grupo local voltou a pontuar, apesar de, desta feita, não ter sido desfeito o nulo, ante o Cartaxo.

Na pauta classificativa, completados 2/3 do campeonato, o Ferreira do Zêzere, com sete pontos de avanço sobre o Samora, parece estar cada vez mais próximo do objectivo. Anota-se o equilíbrio entre a 4.ª e a 6.ª posição, com Torres Novas, Coruchense e Alcanenense separados, entre cada um deles, por apenas um ponto – Mação e Abrantes e Benfica (que repartem 7.º e 8.º lugar) distam quatro pontos do conjunto de Alcanena, abrindo-se depois um fosso de doze pontos (!) para o trio seguinte: Cartaxo, 9.º, com 21 pontos; At. Ouriense e U. Tomar, ambos com 20.

Na zona mais aflitiva da tabela, o Águias de Alpiarça (13.º, com 14 pontos) regista ainda escassa margem de quatro pontos sobre Glória do Ribatejo e Entroncamento AC, com o Salvaterrense, outros quatro pontos mais abaixo – sendo que estes clubes tiveram a boa nova da confirmação de que serão apenas dois os despromovidos ao segundo escalão no final desta temporada.

II Divisão Distrital – A Sul, o trio da dianteira (Porto Alto, Forense e Pontével) obteve vitórias tangenciais, mantendo posições, destacando-se a goleada (7-0) do Moçarriense no terreno do Benfica do Ribatejo (que sofrera, há um mês, derrota por igual marca, ante o Benavente).

A Norte, Tramagal e Vasco da Gama saíram também vencedores, beneficiando do desaire do Vilarense, batido na Atalaia, por 2-1. O Riachense, goleando, em Abrantes, a equipa “B” local, por 7-2, aproveitou para ascender à 3.ª posição, a cinco pontos do Vasco da Gama, e a dez do guia.

Liga 3 – O U. Santarém foi obter importante triunfo à Serra da Estrela, batendo o Sp. Covilhã por 1-0, mercê de um golo já na fase derradeiro do encontro, na conversão de uma grande penalidade. Os escalabitanos, aproveitando o desaire do Caldas com o Oliveira do Hospital, subiram ao 2.º lugar, subsistindo, todavia, inalterada a margem de seis pontos face à “linha de água”.

Campeonato de Portugal – O Fátima voltou a ganhar, goleando o último classificado, Pêro Pinheiro, por categórico 4-0, mantendo o 3.º lugar. Com uma vantagem de 17 pontos para a zona de despromoção, a quatro jornadas do final da primeira fase, está já garantida, no mínimo, a continuidade neste escalão. União 1919, Alcains, Sertanense e Pêro Pinheiro parecem encaminhar-se, inapelavelmente, para os Distritais, restando determinar o último despromovido.

Antevisão – Os extremos tocam-se, com a visita do Ferreira do Zêzere a Salvaterra de Magos, tendo o Samora Correia saída de elevado grau de dificuldade, a Abrantes. Tal como sucede, por maioria de razão, com o U. Tomar, que viaja até Coruche, para defrontar o actual 5.º classificado.

Benavente-Porto Alto e Moçarriense-Pontével concitam atenções na próxima ronda da II Divisão.

Na Liga 3, cabe ao U. Santarém receber o Caldas, que se lhe segue de imediato, na classificação, somente a dois pontos. No Campeonato de Portugal, o Fátima desloca-se a Pombal, ainda com a mira num possível 2.º lugar, que lhe proporcionaria o apuramento para a fase final da competição.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Março de 2025)

16 Março, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/2 finais

(“O Templário”, 06.03.2025)

O U. Tomar prossegue a sua boa campanha na Taça do Ribatejo: depois de ter afastado o Fazendense, voltou a surpreender pela positiva, empatando, no jogo da 1.ª mão das meias-finais, com o vice-líder do campeonato, Samora Correia – equipa que, nos últimos 17 jogos disputados, ganhou quinze! E o resultado da partida do passado domingo até poderia ter sido de maior sensação, dado que só a dez minutos do final os nabantinos deixaram escapar a vitória.

Implacável continua o Ferreira do Zêzere, comandante incontestado do Distrital, actual detentor da Taça do Ribatejo, e que tem já “pé e meio” no que será a sua segunda final consecutiva na competição, terceira no historial do clube, tendo ido ganhar categoricamente a Abrantes, por diferencial que não deverá possibilitar recuperação aos abrantinos.

Destaques – Por curiosidade, U. Tomar e Samora Correia como que reataram uma disputa que, pese embora num contexto distinto, havia sido bruscamente coarctada há cinco anos, também nas meias-finais da Taça do Ribatejo, então suspensas, devido à pandemia, depois de os tomarenses terem ido vencer a Samora por 1-0, no final de Fevereiro de 2020 – não tendo as duas equipas voltado a cruzar-se nesta prova, desde essa altura.

Outra vez com entrada afirmativa em campo, à semelhança do que sucedera na semana anterior, nas Fazendas de Almeirim, o União cedo inaugurou o marcador, desta feita, colocando-se em vantagem ainda antes de decorridos os dez minutos iniciais, na sequência de um pontapé de canto, com o defesa, Renato Cruz, recente reforço do clube, a rematar para o fundo da baliza.

E, perante uma algo entorpecida equipa samorense, os unionistas criariam ainda outras situações de perigo, por via de sucessivos lançamentos em profundidade, destacando-se o remate à trave, por Miguel Abreu, cerca dos 40 minutos, que poderia ter originado um muito inesperado 2-0.

Na segunda parte, a fisionomia do jogo alterou-se, como seria expectável, com o Samora Correia a assumir decididamente o controlo, forçando o oponente a recuar no terreno, também face às dificuldades físicas dos seus elementos, mesmo que não tenham sido muitas as ocasiões soberanas para marcar, apenas tendo evitado o desaire já na parte final, fixando o resultado em 1-1.

Pelo que, em suma, mantendo-se claro favoritismo dos samorenses na eliminatória, os nabantinos podem continuar ainda a sonhar com o que, a ocorrer, se constituiria numa grande surpresa.

Em encontro antecipado para Sábado, 1 de Março, o Ferreira do Zêzere deslocou-se a Abrantes, tendo, por coincidência, repetido exactamente o resultado que ali obtivera, em circunstâncias análogas (1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo), no ano anterior (no final de Março de 2024), voltando a derrotar a formação do Abrantes e Benfica por 3-0!

Os ferreirenses colocaram-se em vantagem pouco depois do primeiro quarto de hora, praticamente sentenciando o desfecho da eliminatória com mais dois tentos, obtidos num curto intervalo de três minutos, logo no reatamento da partida, aos 52 e 55 minutos, não tendo concedido hipótese de reagir aos donos da casa, os quais, não se “entregando”, estarão já decerto algo conformados.

Numa breve retrospectiva do historial dos quatro semi-finalistas na Taça, Samora Correia e Ferreira do Zêzere contam dois troféus conquistados, cada (1983 e 1994, pelos samorenses; 1990 e 2024, pelos ferreirenses); face a um título do U. Tomar (2018), enquanto o Abrantes e Benfica não conseguiu melhor que uma presença na Final (2022), não obstante ter atingido as meias-finais pela quarta época sucessiva (depois de ter alcançado a mesma fase já no ano de 2019).

Por seu lado, esta é a oitava presença dos samorenses nas meias-finais, fase que os ferreirenses atingem pela sexta vez, tendo o U. Tomar chegado a esta fase em cinco ocasiões, quatro delas nas últimas oito épocas (2018, 2020, 2021 e 2025), depois da estreia, em 2003.

Liga 3 – O U. Santarém realizou o seu segundo jogo na fase de disputa de manutenção da Liga 3, tendo, num embate crucial, ante o Oliveira do Hospital, averbado muito importante triunfo, para mais, por boa margem, de 2-0 (golos obtidos na parte final de cada uma das partes).

Após a 3.ª das dez rondas – registando, todavia, um jogo a menos (adiado para 22 de Março, nos Açores) –, os escalabitanos, somando onze pontos, ocupam a 3.ª posição, a um do Caldas e a dois do líder, Académica (vencedor, ante o Sp. Covilhã), mas, mais importante, tendo ampliado para seis pontos o diferencial face ao adversário que defrontaram no passado domingo, que é, nesta altura, a primeira equipa em zona de despromoção ao Campeonato de Portugal; mantendo-se o Lusitânia (derrotado nas Caldas) no último lugar da classificação, somente com dois pontos.

Campeonato de Portugal – Melhor continua a ser a trajectória do Fátima no Campeonato de Portugal, tendo averbado mais um triunfo, em Alverca, frente à equipa “B” do emblema local, por 1-0, subsistindo os fatimenses nos lugares do pódio, dois pontos atrás do vice-líder, Arronches e Benfica – com o comandante, O Elvas, a garantir praticamente o apuramento para a fase final, dado dispor de mais dez pontos que o Fátima, a cinco jornadas do termo da fase regular.

Por seu turno, o Fátima, com um invejável total de 40 pontos, tem virtualmente assegurada, no mínimo, a manutenção neste escalão, dispondo de 14 pontos de vantagem face à “linha de água”.

Antevisão – No regresso da I Divisão Distrital, realce para o reencontro, de imediato, agora em Ferreira, entre o Ferreira do Zêzere e o Abrantes e Benfica, com os abrantinos a procurarem alguma “desforra”; quanto ao Samora Correia, é claro favorito na recepção ao Amiense.

Também de interesse serão as partidas entre Fazendense e Alcanenense, respectivamente 3.º e 4.º classificados, separados por cinco pontos, jogando a turma de Alcanena importante cartada no âmbito das suas eventuais esperanças de alcançar ainda um lugar no pódio; assim como, noutro plano, da busca da tranquilidade, o U. Tomar-Águias de Alpiarça, em que se espera que os unionistas possam confirmar, de forma mais consistente, os sinais positivos que vêm transmitindo.

No escalão secundário, o líder da Série A, Porto Alto, deverá somar mais três pontos, recebendo a visita da agremiação de Rio Maior, destacando-se o confronto entre Pontével e Benavente. A Norte, o comandante, Tramagal tem uma difícil saída, ao terreno do Espinheirense, anotando-se ainda o U. Atalaiense-Vilarense, com os visitantes a não poder desperdiçar pontos.

Na Liga 3, o U. Santarém viaja até à Serra da Estrela, para defrontar o Sp. Covilhã, equipa que se lhe segue, de imediato, na pauta classificativa (4.ª), com dois pontos de diferença.

No Campeonato de Portugal, o Fátima, recebendo o “lanterna vermelha”, Pêro Pinheiro, terá todas as condições para garantir definitivamente a tranquilidade, e poder aspirar ainda a mais altos voos.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Março de 2025)

9 Março, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 19ª Jornada

(“O Templário”, 27.02.2025)

Com o triunfo das três equipas da frente, voltou a ampliar-se a distância face ao grupo “perseguidor”, salientando-se a particularidade de, entre os clubes anteriormente classificados entre o 4.º e o 15.º lugar, só o Cartaxo ter também vencido na 19.ª ronda – num desfecho, aliás, imprevisto, alcançado no terreno do 4.º classificado (Alcanenense); enquanto o 5.º e o 6.º (Torres Novas e Coruchense), tal como o 7.º e o 8.º (Abrantes e Benfica e Mação), empataram entre si.

Destaques – A grande “novidade” veio de Salvaterra de Magos, do “derby” municipal, onde a equipa da Glória do Ribatejo conseguiu, enfim, regressar às vitórias, de que se encontrava arredada há já mais de quatro meses, voltando a ganhar, uma volta inteira decorrida da prova – depois de um terrível ciclo em que somou treze derrotas e um único empate –, outra vez frente ao rival, Salvaterrense, adversário frente ao qual obteve os seus únicos triunfos neste campeonato: depois do 2-1 em casa, 3-2 no reduto contrário, no passado domingo.

Os visitantes começaram por inaugurar o marcador, logo no quarto de hora inicial, tendo, contudo, consentido o empate ainda antes da meia hora de jogo. Já em período de compensação do primeiro tempo, mais dois golos, um para cada lado, com a Glória a recolocar-se em vantagem, e o Salvaterrense a igualar de imediato. Na segunda metade, os forasteiros colocar-se-iam, pela terceira vez (desta feita definitiva) em superioridade no marcador.

Um êxito que é tão mais importante atendendo a que estes dois grupos partilhavam a condição de “lanterna vermelha”, tendo a turma da Glória do Ribatejo obtido notável impulso anímico, vendo reduzir-se para apenas um ponto a desvantagem face à “linha de água” (Entroncamento AC).

Outra nota a destacar, pelo inusitado desfecho, é a do empate (4-4) na recepção do Águias de Alpiarça ao At. Ouriense, numa partida empolgante, com as duas equipas – ambas ainda em situação não tranquila a nível pontual – a “dar o litro” em prol do melhor resultado possível.

Os alpiarcenses cedo chegaram a dispor de vantagem de dois golos, tentos apontados ainda no quarto de hora inicial, tendo, depois, chegado ainda ao 3-1, à passagem da meia hora. Porém, o grupo de Ourém, não desarmando, operou sensacional reviravolta, para 3-4, tendo marcado aos 40, 60 e 75 minutos. Já na fase derradeira, o Águias estabeleceria a igualdade final, a quatro bolas.

No que respeita ao topo da tabela, o comandante, Ferreira do Zêzere, cujo desafio nos Amiais fora antecipado para a passada quinta-feira, deparou-se com um “osso duro de roer”, tendo o nulo no marcador subsistido até cerca dos 70 minutos. A resistência dos donos da casa apenas então foi quebrada, com dois golos dos ferreirenses em menos de dez minutos, sendo que o Amiense viria a chegar ainda ao ponto de honra (1-2), já em tempo de compensação. Depois de uma série de dez vitórias nas dez primeiras rondas, o guia segue, agora, com oito triunfos sucessivos!

Mais tranquila foi a missão do vice-líder, Samora Correia, que não teve grandes dificuldades para levar de vencida, também em terreno alheio, a equipa do Entroncamento AC, impondo-se por convincente 3-0, com tentos apontados aos 20, 50 e 90 minutos), repondo, pois, o diferencial para o 1.º lugar em sete pontos (chegara a ser de dez pontos, entre quinta-feira e domingo…).

Surpresa – O Cartaxo volta a marcar presença neste segmento da “surpresa da jornada”, mas, desta vez, pela positiva, tendo ido vencer ao reduto do Alcanenense por 2-1; sendo que dispôs, aliás, de vantagem de dois golos (marcados aos quatro e aos quarenta minutos) durante toda a segunda parte, com a formação de Alcanena a reduzir já depois dos noventa. Foi assim quebrado o ciclo de três vitórias do Alcanenense, no imediato com implicações no dilatar do atraso face ao 3.º lugar (ocupado pelo Fazendense, agora a cinco pontos), minoradas dado os quatro concorrentes seguintes na pauta classificativa terem empatado, nos encontros entre eles disputados.

Confirmações – As confirmações advêm, nesta semana, do equilíbrio entre as turmas que, em confronto directo, disputavam o 5.º e 6.º lugares (Coruchense e Torres Novas), assim como a 7.ª e 8.ª posições (Abrantes e Benfica e Mação).

Em Coruche, foram os torrejanos a marcar primeiro, tendo o grupo do Sorraia fixado o empate (1-1) já na compensação. Em Abrantes, o nulo manteve-se até final, o que, por ora, não possibilita, quer a Abrantes e Benfica, quer a Mação, ascender na classificação. Por curiosidade, também o Torres Novas, assim como o emblema de Abrantes, viram igualmente interrompidas séries de três triunfos (tal como sucedeu com o Alcanenense); ao invés, o Coruchense avançou para o terceiro jogo sem ganhar, depois dos expressivos desaires sofridos ante os dois primeiros classificados.

São agora sete os pontos que separam o 4.º (Alcanenense – 37) do 8.º classificado (Mação – 30), distando o Torres Novas (5.º) um ponto do conjunto de Alcanena, com o Coruchense (6.º) outro ponto mais abaixo, enquanto o Abrantes e Benfica (7.º) passou a contar 33. Por seu lado, continua a ser de dez pontos o fosso entre o 8.º e o 9.º posto (agora partilhado entre At. Ouriense e Cartaxo).

Resta a ingrata missão de abordar a campanha do U. Tomar neste campeonato, outra vez goleado (5-0), nas Fazendas de Almeirim – tendo encaixado nada menos de trinta golos (!), nos oito jogos que leva sem conseguir ganhar (desde a goleada aplicada à Glória do Ribatejo, em meados de Dezembro), nos quais acumulou seis derrotas, continuando estacionado nos 17 pontos, o que não lhe permitirá ainda descansar quanto ao objectivo primordial da continuidade no escalão principal.

O União até teve boa entrada em jogo, assumindo a iniciativa no quarto de hora inicial, mas, a partir do primeiro golo sofrido (próximo da meia hora) não mais conseguiria reagir, assistindo ao implacável avolumar do “placard”, com outros quatro golos, aos 38, 52, 55 e 87 minutos, anotando-se a singularidade de o Fazendense ter sido o único visitado a ganhar nesta ronda.

II Divisão Distrital – O Porto Alto, ganhando por tangencial 1-0 em Almeirim, beneficiou do desaire do Pontével (0-3, na Moçarria), dispondo agora de um já confortável avanço de oito pontos sobre o duo de perseguidores (Forense e Pontével) – sendo que Marinhais, Moçarriense e Benavente poderão ainda acalentar a aspiração de vir eventualmente a chegar ao 2.º lugar.

A Norte, o líder, Tramagal, folgou, vendo reduzir-se para cinco pontos a vantagem sobre o Vasco da Gama (triunfo por 4-2, ante o At. Pernes), destacando-se a soberba goleada (8-1!) imposta pelo Vilarense (agora, outra vez, na 3.ª posição) ao anterior 3.º classificado, Espinheirense.

Liga 3 – O jogo que o U. Santarém deveria ter disputado nos Açores, ante o Lusitânia, foi adiado. Em função dos (outros) resultados da 2.ª ronda, os escalabitanos caíram até ao 4.º lugar, somente com três pontos mais que o Oliveira do Hospital, primeira equipa em zona de despromoção.

Campeonato de Portugal – O Fátima, recebendo o Sertanense, foi penalizado pelo facto de, muito cedo (vinte minutos), se ter visto em inferioridade numérica, tendo, ainda assim, resistido, e conseguido pontuar, por via do empate a um golo, do que decorreu, todavia, a baixa à 3.ª posição.

Antevisão – Os campeonatos distritais sofrem uma pausa, para disputa da 1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, com U. Tomar e Samora Correia a “retomarem” uma contenda que, há exactos cinco anos, ficara abruptamente interrompida pela pandemia, nesta mesma eliminatória, de apuramento de finalista (então, depois de os tomarenses terem vencido em Samora). O Ferreira do Zêzere desloca-se a Abrantes, para o primeiro de dois embates sucessivos entre ambos.

Na Liga 3, o U. Santarém enfrenta outro desafio crucial, tendo a visita, precisamente, do Oliveira do Hospital. No Campeonato de Portugal, o Fátima desloca-se a Alverca, para defrontar a equipa “B” do clube local, esta temporada menos exuberante que no ano anterior, ocupando o 6.º posto.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Fevereiro de 2025)

2 Março, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 18ª Jornada

(“O Templário”, 20.02.2025)

Com 60% da prova disputada, o campeonato da presente época apresenta uma configuração algo inusual, com notória partição da pauta classificativa em duas metades iguais, com o 8.º e o 9.º classificado separados por dez pontos! A 18.ª ronda foi, aliás, bem paradigmática a este respeito: dos oito primeiros, sete saíram vencedores (só o Coruchense perdeu); dos oitos últimos, nenhum logrou vencer e só Cartaxo e Salvaterrense não perderam … dado terem jogado entre si.

Destaques – Foi, pois, uma jornada sem grandes surpresas, em que os clubes teoricamente mais apetrechados confirmaram o seu favoritismo. Começando pela forma natural como o líder, Ferreira do Zêzere arrumou a contenda a seu favor, na recepção ao Entroncamento AC, aplicando uma goleada por 5-0, rapidamente tendo despachado o seu trabalho, com o 3-0 que se registava já ao intervalo, no que constitui o 7.º triunfo consecutivo no campeonato (ou, de modo ainda mais ilustrativo da superioridade que vem patenteando, o 17.º, nos 18 jogos até à data realizados).

Categórica foi também a vitória averbada pelo Samora Correia, que bateu o Coruchense por 3-0 (hat-trick do nigeriano Mathew Okoro), com a turma do Sorraia a encaixar, em apenas oito dias, nada menos de sete golos sem resposta (praticamente metade dos que sofrera em toda a primeira volta – quinze), nas deslocações aos terrenos dos dois primeiros classificados, o que, para já, lhe custou descer da 4.ª à 6.ª posição (e, agora, apenas com dois pontos sobre o 7.º classificado).

O Fazendense superou um mini-ciclo de três jogos sem ganhar, impondo-se, não sem experimentar dificuldades, na visita a Ourém, onde ganhou ao At. Ouriense por tangencial 1-0, golo apontado à passagem da meia hora de jogo, preservando assim o último lugar do pódio.

Em Tomar, o União voltou a entrar a perder – tal como sucedera em Mação e em Torres Novas – , sofrendo o primeiro golo do Alcanenense somente com um minuto decorrido, ou seja, mais cedo ainda do que sucedera nesses dois desaires. Todavia, este foi um encontro com cariz bem distinto, com os tomarenses a dar muito boa réplica, empatando a meio do primeiro tempo… para se verem de novo em desvantagem pouco depois da meia hora, e, outra vez, restabelecer a igualdade (2-2) apenas três minutos volvidos. Só que a formação de Alcanena, muito oportuna a explorar as falhas contrárias, chegaria ao 3-2, logo outros quatro minutos depois, isto é, ainda antes dos quarenta!

Em qualquer caso, numa partida que, pela toada de “parada e resposta” no marcador, terá tido mais similitudes com o jogo da Taça, ante o Fazendense, os unionistas só acabariam por sair derrotados (2-3) devido a um lapso de apreciação do lance em que fariam o 3-3, já próximo do final do tempo regulamentar – no qual, conforme reconhecido pela generalidade dos intervenientes (incluindo o responsável pelo emblema de Alcanena, José Torcato) e observadores diversos, terá havido um equívoco grosseiro, ao ser sancionado um “fora-de-jogo” inexistente.

Assinala-se ainda o desfecho do desafio entre Torres Novas e Águias de Alpiarça, em que os torrejanos, beneficiando de grande eficácia – pese embora defrontando um adversário que tem evidenciado alguma subida de rendimento –, chegaram a estar a golear por 4-0 (!), acabando o “placard” final (4-2) por, de alguma forma, ficar amenizado, por via dos dois tentos apontados pelos alpiarcenses na parte derradeira do jogo, aos 85 minutos e já em tempo de compensação.

Perfilando-se os três emblemas do pódio com relativamente significativo diferencial pontual (sete pontos entre 1.º e 2.º classificados, sendo de doze pontos o atraso do Fazendense), houve como que um reagrupamento nas posições imediatamente a seguir: o Alcanenense (4.º) está apenas a dois pontos do conjunto das Fazendas; o Torres Novas, outros dois pontos mais abaixo, sendo seguido de perto (somente a um ponto) pelo Coruchense; com o Abrantes (7.º) também próximo.

Surpresa – Se surpresa (ainda que relativa) houve no passado Domingo, ela registou-se no Cartaxo, onde a turma local, a distância muito longínqua do que prometia no arranque da temporada, voltou a ter desempenho aquém do que seria expectável, não tendo conseguido desfazer o nulo, na recepção ao até então “lanterna vermelha”, Salvaterrense.

Confirmações – Para além dos casos relativos a outras partidas já antes mencionadas, também o Abrantes e Benfica (ganhando por 3-2 na Glória do Ribatejo) e o Mação (vitória por 2-0, na recepção ao Amiense) confirmaram cabalmente o favoritismo que lhes era conferido, com abrantinos e maçaenses, paulatinamente em recuperação, posicionados ainda no 7.º e 8.º lugares, respectivamente (separados por três pontos), mas tendo reduzido de forma significativa a desvantagem face aos clubes acima, com o Abrantes somente a dois pontos do 6.º classificado.

Por seu lado, o Amiense partilha com o Cartaxo e o U. Tomar, o 10.º posto, cada qual com 17 pontos, com margem de onze pontos face à “linha de água”, ainda sem poder repousar; subsistindo Salvaterrense e Glória do Ribatejo (agora igualados na cauda da tabela) em zona de despromoção.

II Divisão Distrital – Jogou-se, no último fim-de-semana, apenas na Série B (14.ª jornada, primeira da segunda volta), com o Tramagal a dar mais um importante passo rumo a um ansiado regresso ao principal escalão, tendo recebido e batido o Vilarense (então um dos vice-líderes) por convincente marca de 3-0.

Os tramagalenses dispõem de avanço de oito pontos sobre o Vasco da Gama (com difícil triunfo, por 2-1, no Pego), tendo o Espinheirense ascendido à 3.ª posição (após golear o Mindense por 6-0), mas já a dez pontos do guia. Riachense e Vilarense estão ainda mais atrasados (onze pontos).

Liga 3 – No arranque da fase de disputa da manutenção (com a realização da primeira de dez jornadas), o U. Santarém recebeu a Académica, tendo o 0-0 subsistido até final do prélio. Os escalabitanos foram alcançados na 2.ª posição pelo Sp. Covilhã, ambos dois pontos abaixo dos academistas, e, agora, com (ainda curta) vantagem de quatro pontos em relação à zona de descida.

Campeonato de Portugal – Começam a faltar adjectivos para qualificar a prestação do Fátima, que segue agora num magnífico ciclo de seis vitórias consecutivas, tendo ido vencer – por curiosidade, frente a outro emblema de Coimbra – ao terreno do União 1919, por 2-1, na 19.ª ronda da prova, continuando a repartir a vice-liderança com o Arronches e Benfica.

Perante um desempenho de muito bom nível, será hora de “olhar para cima” e já não para baixo, com a “linha de água” a distantes 14 pontos, a sete jogos do termo da fase regular do campeonato.

Antevisão – A 19.ª jornada do Distrital da I Divisão tem início agendado para esta quinta-feira, dia 20, com a visita do comandante, Ferreira do Zêzere, ao sempre difícil reduto dos Amiais de Baixo, não obstante os ferreirenses disponham de claro favoritismo. No Domingo, o Samora Correia viaja até ao Entroncamento, sendo também de interesse a disputa directa em jogo no Coruchense-Torres Novas. Por seu lado, o U. Tomar tem mais uma complicada saída, às Fazendas.

De sublinhar ainda o “derby” municipal entre o par que ocupa o último lugar, Salvaterrense-Glória do Ribatejo, em que uma eventual vitória poderá constituir importante suplemento de ânimo; mas, ao invés, uma derrota poderá significar o princípio do ditar da sentença de baixa de escalão.

Na Liga 3, o U. Santarém viaja até aos Açores, à cidade de Angra do Heroísmo, para defrontar o último (6.º) classificado, Lusitânia, sendo fulcral pontuar.

No Campeonato de Portugal, que avança já para a 20.ª ronda, o Fátima terá a visita do Sertanense, em posição muito precária, actual penúltimo classificado, a seis pontos do último lugar de manutenção (Sp. Pombal, 9.º na tabela), que poderá surgir motivado pela vitória obtida ante o Pêro Pinheiro, último da classificação – sendo os fatimenses, ainda assim, favoritos a ganhar.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Fevereiro de 2025)

23 Fevereiro, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 17ª Jornada

(“O Templário”, 13.02.2025)

Recebendo um adversário em bom momento de forma – que consigo partilhava a melhor série de vitórias então em curso (cinco) –, o Ferreira do Zêzere desembaraçou-se de forma categórica do Coruchense, impondo-lhe uma inapelável goleada. Qual “rolo compressor”, com 16 vitórias em 17 jornadas (a deixar transparecer que terá sido de alguma forma incidental o desaire caseiro ante o Samora Correia), o emblema ferreirense parece lançado na senda de um inédito título.

É que, em conjugação com um desempenho muito afirmativo do comandante, os seus mais imediatos perseguidores dão indícios de claudicar, numa ronda em que as equipas que se posicionavam no 2.º, 3.º e 4.º lugares foram, todas elas, derrotadas! No caso do Fazendense (3.º), o atraso, agora de doze pontos, será já irremediável; por seu turno, o surpreendente desaire do vice-líder, Samora Correia, tem como implicação directa ter passado a distar sete pontos do guia.

Como bem evidencia o sucedido com o grupo das Fazendas – oito pontos perdidos nos três últimos jogos (!) – ninguém poderá estar imune a fases menos produtivas, mas o Ferreira só perderia este campeonato se tivesse, pelo menos, três dias maus, nas 13 partidas restantes.

Depois de, há menos de dois meses, ter atingido a histórica marca de 1.000 vitórias em jogos oficiais, o União de Tomar chegou, no passado fim-de-semana, aos 500 empates. Regista, nesta altura, um total de 1.000 vitórias, 500 empates e 885 derrotas, em 2.385 desafios disputados.

A propósito de estatísticas, aqui fica ainda uma outra, de cariz mais pessoal, sendo este o 400.º artigo sobre “O Pulsar do Campeonato”, publicado em “O Templário”, desde há doze anos e meio.

Destaques – A primeira nota de realce vai para a forma como o Ferreira do Zêzere bateu o Coruchense, grupo de muito bom potencial, mas impotente para travar a cavalgada do líder, que, com dois tentos apontados antes dos vinte minutos, praticamente sentenciou o desfecho a seu favor. Tal seria confirmado em cima do intervalo, quando a turma do Sorraia ficou, primeiro, reduzida a dez unidades, e, logo de seguida, consentindo o terceiro golo. Na etapa complementar, os ferreirenses limitaram-se a gerir, tendo fixado a contagem (um robusto 4-0) aos 70 minutos.

Em destaque esteve também o Torres Novas, embalado com a goleada aplicada ao U. Tomar, tendo, desta feita, ido ganhar às Fazendas de Almeirim, por 2-1, depois de ter chegado ao intervalo já em vantagem (1-0), que recuperaria próximo do final. Não obstante mantenham, por ora, o 6.º posto, os torrejanos têm agora o duo que reparte o 4.ª lugar (Alcanenense e Coruchense) só dois pontos acima, reduzindo-se para quatro pontos o diferencial face ao seu adversário, na 3.ª posição.

Não foi um desfecho que não pudesse ser expectável, mas, indo ao Entroncamento golear por 4-1, o Mação pode, por fim, ter sacudido a má fase que vinha atravessando (tendo acumulado sete derrotas nas nove jornadas precedentes), firmando-se na primeira metade da pauta classificativa (8.º classificado), e onde só poderá olhar para cima, dado dispor de sete pontos de avanço sobre o At. Ouriense. O conjunto da cidade ferroviária, a necessitar de pontos, ainda começou por se colocar em vantagem, logo à passagem dos dez minutos, mas os maçaenses, depois de empatarem perto da meia hora, arrancaram para a vitória, com mais três golos entre os 59 e os 78 minutos.

Surpresa – Afigura-se como bastante imprevisto o desaire sofrido pelo Samora Correia em Alpiarça, derrotado por 2-0 pelo Águias, que soma assim preciosos pontos para se afastar da zona de despromoção; com três triunfos nas seis rondas mais recentes, o grupo alpiarcense (13.º na tabela) dispõe agora de margem de segurança de sete pontos em relação à “linha de água”.

Confirmações – As restantes quatro partidas da 17.ª jornada tiveram resultados dentro da lógica, desde logo com os triunfos do Alcanenense (3-1, na recepção ao “lanterna vermelha”, Salvaterrense, tendo os donos da casa chegado a 2-0 ainda no quarto de hora inicial) e do Abrantes e Benfica (2-0, ante o Cartaxo, com os abrantinos a abrir o activo antes de completados os primeiros cinco minutos, confirmando a vitória, com o segundo tento, à beira do intervalo).

Bem mais dificuldades teve o Amiense para levar de vencida a turma da Glória do Ribatejo. Os forasteiros marcaram primeiro, a meio da primeira parte, e mantiveram-se em vantagem até aos derradeiros dez minutos, altura em que, com dois golos apontados, a formação dos Amiais conseguiria arrancar um ansiado êxito (2-1), no reencontro com as vitórias, cinco jornadas depois.

O Amiense partilha agora o 10.º posto com o U. Tomar, que, tendo a visita do At. Ouriense, repetiu, pelos mesmos números, o resultado do desafio da primeira volta (2-2 – por coincidência exactamente o desfecho averbado na véspera, pelas formações juniores dos dois emblemas).

Foi a quinta ronda sucessiva do campeonato sem ganhar – por parte de ambas as equipas –, mas, pelo menos, conseguiu travar-se um ciclo de quatro derrotas dos tomarenses. A turma unionista marcou primeiro, à passagem do quarto de hora, permitindo o restabelecimento da igualdade pouco tempo volvido, tendo o grupo de Ourém operado a reviravolta (1-2) próximo do intervalo.

Na etapa complementar o União assumiu a iniciativa do jogo, na procura de pontuar, vindo a fixar o empate à entrada do último quarto de hora, depois de ter já desperdiçado algumas outras ocasiões de golo. Perante um adversário que denotou fragilidades defensivas, os nabantinos ficaram a dever a si próprios não ter conseguido voltar aos triunfos.

II Divisão Distrital – A Série A teve uma jornada (12.ª, primeira da segunda volta) caracterizada pelas goleadas: 6-0 do líder, Porto Alto, frente à equipa “B” do U. Santarém; 7-0, do Benavente, no terreno do Benfica do Ribatejo; e, sobretudo, pelo inusitado da situação, o 7-1 com que o Forense “despachou” o Pontével, com o qual repartia a 2.ª posição da tabela classificativa!

A turma do Porto Alto tem agora seis pontos de vantagem sobre o Forense, e já nove pontos de avanço em relação ao Pontével (que baixou ao 3.º lugar, dois pontos acima do Marinhais).

Na Série B, o Tramagal, vencedor do Mindense por 4-2, dispõe já – neste caso, no final da primeira volta da prova (13.ª ronda) – de vantagem de oito pontos face a Vasco da Gama (vitória por 4-1 na Atalaia) e Vilarense (que folgou). Realce ainda para a imprevista derrota do Riachense no Pego.

Porto Alto e Tramagal parecem, pois, bem encaminhados para o regresso à divisão maior, bastantes anos depois das respectivas últimas participações nesse escalão.

Campeonato de Portugal – O Fátima “soma e segue”: quinta vitória (1-0) sucessiva, na recepção ao Marinhense, numa jornada (18.ª) com a singular particularidade de todos os restantes (seis) encontros terem terminado empatados!

Os fatimenses partilham agora a 2.ª posição com o Arronches e Benfica, com uma margem de doze pontos face à zona de despromoção, parecendo já seguro poder tirar-se a ilação de que serão apenas dois os clubes a despromover da I à II Divisão Distrital no final desta temporada.

Antevisão – No primeiro escalão destaca-se o embate entre Samora Correia e Coruchense, duas formações a “lamber as feridas” dos desaires do último Domingo. O guia, Ferreira do Zêzere, recebe o Entroncamento AC. O U. Tomar, jogando de novo em casa, tem a visita do Alcanenense. Na segunda divisão joga-se apenas na Série B, realçando-se o confronto Tramagal-Vilarense.

No arranque da fase de manutenção da Liga 3, o U. Santarém (que parte na 2.ª posição, entre os seis concorrentes da Série 2, apenas atrás da Académica – sendo que serão despromovidos os dois últimos classificados de cada série), começa por receber, precisamente, a turma coimbrã.

No Campeonato de Portugal, o Fátima defronta também (fora de casa) uma equipa conimbricense, o União 1919, que se encontra em zona de despromoção (actual antepenúltimo classificado).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Fevereiro de 2025)

16 Fevereiro, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 16ª Jornada

(“O Templário”, 06.02.2025)

Mais adiante se poderá aquilatar de forma cabal sobre o impacto do desfecho do embate entre Samora Correia e Fazendense (0-0), do que decorreu, por ora, o ampliar da distância destas duas equipas face ao comandante, com os ferreirenses a disporem, nesta altura, de avanço de quatro pontos sobre os samorenses, e já de nove pontos em relação ao conjunto das Fazendas.

Tal terá comprometido definitivamente as aspirações do Fazendense, ao mesmo tempo que poderá ter proporcionado importante folga para a “gestão” do resto do campeonato por parte do guia.

Destaques – No “jogo-grande” da ronda de arranque da segunda volta da prova, as equipas do Samora Correia e do Fazendense neutralizaram-se, não tendo desfeito o nulo, no que se afigura, pois, um resultado penalizador para ambos os emblemas, que não pode ter deixado nenhum deles satisfeito. Acresce que, no caso dos samorenses, para além do efeito aritmético directo (dois pontos perdidos) também em termos anímicos poderá fazer alguma mossa terem visto (por fim) interrompida uma fantástica senda triunfal, que registavam há 14 encontros (Taça incluída), tendo vencido todos os desafios disputados nos meses de Outubro, Novembro, Dezembro e Janeiro!

Assim, o maior ciclo de vitórias presentemente em curso no campeonato passou agora a pertencer – e para além do Ferreira do Zêzere – ao Coruchense, ambos vencedores nas últimas cinco rondas.

A formação do Sorraia deslocou-se a Mação, impondo-se por 4-3, numa partida repleta de cambiantes: depois de os maçaenses terem chegado a dispor de vantagem de dois golos, os visitantes, com uma sequência de três golos, inverteram tal situação; os donos da casa ainda empataram, mas, já na parte final, os forasteiros apontariam o tento decisivo. Posicionado no 4.º lugar, agora a escassos dois pontos do Fazendense, mas com um atraso de onze pontos em relação ao líder, o (notável) desempenho do Coruchense não lhe permitirá, contudo, aspirar a chegar ao topo, face ao muito negativo começo de época, somando três desaires nos quatro jogos iniciais.

De realçar ainda o triunfo do Alcanenense, em Ourém, ante o Atlético local, por 3-2: o conjunto de Alcanena chegou, de modo imprevisto, a uma vantagem de três golos, logo a abrir a segunda metade da partida, não tendo os anfitriões conseguido melhor do que minorar o impacto da derrota, com dois tentos, apontados já no derradeiro quarto de hora (o segundo deles, a quatro minutos do final), demasiado tarde para completar a recuperação.

Numa jornada, outra vez, com muitos golos (total de 32, à média de 4 por jogo), desfecho idêntico se registou também no Salvaterrense-Abrantes e Benfica. As similitudes com o jogo anterior não se ficaram por aí: os abrantinos, depois de cedo inaugurarem o marcador, também estiveram a vencer por 3-1 – após o conjunto de Salvaterra ter ainda chegado ao empate – e vindo o “placard” a ser fixado também ao minuto 86. Depois de dois resultados positivos, este foi, de certa maneira, um “passo atrás” por parte do Salvaterrense, outra vez “lanterna vermelha” isolado.

Confirmações – Nos outros quatro encontros da 16.ª jornada, os resultados confirmaram o que se poderia antever, mesmo que, em alguns casos, por números acima do expectável.

Tal aplica-se com toda a propriedade à goleada (4-0) imposta pelo Torres Novas ao U. Tomar, que, numa reversão do que de bom vinha mostrando nos dois últimos jogos, acumulou quarta derrota sucessiva no campeonato. E, como sucedera em Mação, outra vez com uma péssima entrada em campo, difícil de compreender: ainda antes do quarto de hora, o jogo estava, de novo, perdido, com três golos dos torrejanos, apontados aos dois, seis e 14 minutos!

A partir da meia hora, e, principalmente, na segunda parte, os tomarenses deram imagem bem diferente, chegando inclusivamente a assumir maior iniciativa de jogo, perante um adversário que, então, se concentrava, sobretudo, em impedir que o adversário pudesse marcar um golo, e sonhar com a “reentrada” no jogo, numa estratégia deliberada de gestão, e de limitação de riscos.

O que é facto é que, não só o União não marcaria, como, a três minutos do termo do tempo regulamentar, o Torres Novas viria mesmo a chegar ao 4-0, outra pesada derrota dos nabantinos.

O Cartaxo, recebendo o Amiense, que vinha numa série de quatro empates, voltou a ganhar (averbando apenas a segunda vitória, nas onze jornadas mais recentes), por 2-0, igualando o U. Tomar no 10.º lugar, ambos com dois pontos à maior sobre o conjunto dos Amiais… e, tão somente, seis pontos acima de Águias de Alpiarça e Entroncamento AC.

Num confronto que assumia cariz determinante, entre os então 14. º e 16.º classificados, apartados por quatro pontos, a equipa da Glória do Ribatejo não conseguiu ser bem-sucedida na recepção à turma da cidade ferroviária, deixando também escapar vantagem de dois tentos, permitindo a reviravolta ao Entroncamento, para, num jogo muito renhido, acabar por vir ainda a restabelecer a igualdade final, a três golos, subsistindo inalterada tal diferença pontual, a separar a zona de manutenção dos (dois) clubes abaixo da “linha de água” – para além da Glória, o Salvaterrense.

Porque os últimos são, neste caso, os primeiros, não teve grande história a partida entre Ferreira do Zêzere e Águias de Alpiarça, com o líder a ganhar por natural 3-0, ante um dos 13.º classificados, resultado feito, aliás, ainda na primeira parte, com golos aos 3, 17 e 40 minutos.

II Divisão Distrital – A primeira nota vai para o peculiar desfecho do Forense-Benfica do Ribatejo, que os visitados ganharam por 9-3 (tendo chegado mesmo a 9-1!), continuando a partilhar a 2.ª posição com o Pontével (vencedor, por 2-0, no terreno do Rebocho), mantendo o líder avanço de seis pontos, após ter batido o Paço dos Negros, por 3-1. Algo inesperado terá sido o desaire caseiro do Marinhais (1-2) ante o Moçarriense, a atrasar-se de forma comprometedora.

A Norte, o Tramagal foi ganhar (2-1) ao reduto do Caxarias, beneficiando do deslize do seu mais directo perseguidor, Vilarense (derrotado por igual marca em Minde), para ampliar, para cinco pontos, o avanço de que dispõe sobre o 2.º classificado; passando a ser já oito os pontos de vantagem sobre o trio que reparte o 3.º lugar (Vasco da Gama, Riachense e Espinheirense), realçando-se o triunfo averbado pela formação do Espinheiro, fora de casa, ante o Vasco da Gama.

Campeonato de Portugal – De forma sensacional, o Fátima somou quarto triunfo consecutivo, tendo ido ganhar ao terreno do anterior vice-líder, Peniche, mercê de um solitário tento. Os fatimenses, mantendo o 4.º posto, distam agora somente dois pontos do 2.º lugar (de novo pertença do Arronches e Benfica), estando um único ponto atrás do rival do passado Domingo. A vantagem face à zona de despromoção, quando faltam disputar nove jornadas, é já de dez pontos!

Antevisão – Na I Divisão Distrital as atenções estarão focadas, principalmente, no Ferreira do Zêzere-Coruchense, opondo o 1.º e 4.º classificados, que seguem, cada qual, com as tais séries de cinco triunfos consecutivos. Por seu lado, o Samora Correia desloca-se a Alpiarça, enquanto o Fazendense recebe o Torres Novas. Em jogo importante, o U. Tomar terá a visita do At. Ouriense.

No segundo escalão, o realce vai para as seguintes partidas: Forense-Pontével, num aliciante duelo entre os vice-líderes da Série A; Pego-Riachense e U. Atalaiense-Vasco da Gama.

A Liga 3 é reatada este fim-de-semana, mas somente no que respeita ao apuramento de Campeão, com destaque para o clássico ocidental de Lisboa, com o Belenenses a receber o Atlético. A disputa da fase de manutenção, na qual se insere o U. Santarém, apenas se inicia a 16 de Fevereiro.

No Campeonato de Portugal, já na sua 18.ª ronda (de um total de 26), o Fátima recebe o Marinhense, equipa que se posiciona imediatamente após os fatimenses, só dois pontos abaixo.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Fevereiro de 2025)

9 Fevereiro, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

(“O Templário”, 30.01.2025)

No que constitui o seu melhor momento na presente temporada, o U. Tomar surpreendeu o “Rei da Taça”, Fazendense, garantindo o apuramento para as meias-finais da “prova rainha”, o que alcança pela quinta vez no seu historial (em 26 participações na Taça do Ribatejo), após ter atingido, pelo menos, essa fase, também nas épocas de 2002-03, 2017-18, 2019-20 e 2020-21.

De resto, os dois primeiros do campeonato (Ferreira do Zêzere e Samora Correia) confirmaram, com naturalidade, também na Taça, o bom desempenho que vêm exibindo, completando o Abrantes e Benfica o leque de semi-finalistas. As meias-finais, a disputar a duas mãos, têm, pois, o seguinte alinhamento: U.Tomar-Samora Correia; e Abrantes e Benfica-Ferreira do Zêzere.

Destaques – A grande nota de realce dos quartos-de-final vai, indubitavelmente, para a proeza averbada pelo U. Tomar, afastando da prova o “recordista” de troféus na competição, Fazendense (cinco Taças do Ribatejo conquistadas, nos anos de 2006, 2012, 2014, 2016 e 2022).

Contando com alguns reforços, e dando seguimento às boas indicações que deixara já em Samora Correia, ante o vice-líder, o União – após ter defrontado o 1.º e 2.º classificados do campeonato – teve excelente entrada em jogo na recepção ao 3.º da tabela, Fazendense, inaugurando o marcador ainda dentro dos dez primeiros minutos, a traduzir a maior iniciativa até então assumida.

Tendo registado ainda outras boas acções ofensivas, os tomarenses viriam, contudo, a sofrer o tento do empate, próximo da meia hora de jogo. Não se descompondo, a turma unionista, bastante personalizada, recolocar-se-ia em vantagem (2-1) apenas dez minutos volvidos, resultado que se verificava ao intervalo.

No recomeço, o Fazendense voltaria a restabelecer a igualdade, tal como no primeiro golo do desafio, a favor do União, na sequência de um livre. A turma nabantina ia começando a denotar algumas dificuldades físicas, para suster o ritmo contrário, mas conseguiria ainda, a meio do segundo tempo, colocar-se, pela terceira vez, na frente do marcador!

Até final, o grupo das Fazendas intensificaria a pressão, vindo a fixar o 3-3 a escassos dois minutos dos noventa. Em tempo de compensação, Torres Gomez, melhor goleador do campeonato, podia ter ainda marcado, mas não foi evitado o recurso às grandes penalidades como fórmula de desempate, onde os tomarenses tiveram 100% de eficácia, face a uma única falha do adversário, com o guarda-redes unionista, Daniel Sebastião, a defender o terceiro remate.

Confirmações – A avaliar pelos números, os dois emblemas da frente da tabela da I Divisão Distrital, com expressivas vitórias, averbadas em terreno alheio, não experimentaram particulares dificuldades para superar esta ronda, e garantir a progressão para a fase seguinte da prova.

O guia do campeonato, Ferreira do Zêzere, deslocou-se ao Entroncamento, para defrontar o antepenúltimo (14.º) classificado, Entroncamento AC, tendo goleado por categórico 5-1. Por seu lado, o vice-líder, Samora Correia, em visita a Alpiarça, derrotou o Águias (13.º) por 3-0.

Os ferreirenses, actuais detentores do troféu, atingem as meias-finais da Taça pela sexta vez (depois das temporadas de 1989-90, 1998-99, 1999-00, 2000-01 e 2023-24). Por seu lado, os samorenses marcam presença no lote dos últimos quatro apurados da competição já pela oitava vez (após as épocas de 1981-82, 1982-83, 1993-94, 1996-97, 2007-08, 2019-20 e 2020-21).

A equipa do Abrantes e Benfica materializou a vantagem (teórica) de jogar no seu reduto, tendo afastado o Alcanenense (finalista da prova nas duas edições precedentes), ganhando por 3-1. Os abrantinos inauguraram o marcador ainda no quarto de hora inicial, tendo consentido o golo do empate nos minutos iniciais da segunda metade. Mas, de forma assertiva, marcariam mais dois tentos, fixando o “placard” a um quarto de hora do termo do desafio.

Esta é também a quinta participação do “renovado” (pese embora centenário) clube de Abrantes nas meias-finais da Taça do Ribatejo – a quarta consecutiva, depois de uma primeira presença em 2018-19; sendo que, ao contrário dos restantes apurados, busca ainda o seu primeiro troféu.

Liga 3 – Concluiu-se, com a disputa da 18.ª jornada, a primeira fase da “Liga 3”, não tendo havido alterações na classificação, no que respeita aos lugares cimeiros: com os empates registados no Restelo (0-0, num decisivo Belenenses-Académica) e nos Açores (2-2, no Lusitânia-Sporting “B”), as equipas do Belenenses (3.º) e Sporting “B” (4.º) confirmaram o apuramento para a fase de promoção, juntamente com os dois primeiros desta série B (Atlético e 1.º Dezembro).

Estes quatro clubes disputarão, com os quatro primeiros da série A (Lusitânia de Lourosa, Varzim, Fafe e Amarante) os dois lugares de subida directa à II Liga, sendo que o 3.º classificado deste torneio (em 14 rondas) terá de jogar um “play-off” com o 16.º classificado de tal escalão.

Quanto ao U. Santarém, que necessitava ganhar, acabou por ver-se derrotado na Covilhã, por 3-1, terminando na 6.ª posição, logo após a Académica, pelo que se vê relegado para a fase de manutenção, integrando uma série constituída por seis equipas (prova a disputar em dez jornadas), de que os dois últimos classificados serão despromovidos ao Campeonato de Portugal.

Em moldes inovadores nesta época, no que respeita ao regime de pontuação, as equipas partirão para essa segunda fase com um total de pontos decorrente de bonificações calculadas em função (i) da posição que obtiveram na primeira fase; e, cumulativamente, (ii) dos pontos averbados em tal fase: o U. Santarém, enquanto 6.º classificado, com 24 pontos, iniciará a fase de manutenção considerando as bonificações, respectivamente, de 5 + 2 pontos (total de 7 pontos). Os seus competidores partirão com as seguintes pontuações: Académica (6 + 3 = 9); Caldas (4 + 2 = 6); Sp. Covilhã (3 + 2 = 5); Oliveira do Hospital (2 + 1 = 3); e Lusitânia (1 + 0 = 1).

Campeonato de Portugal – O Fátima prossegue a sua muito boa campanha nesta prova, tendo somado terceiro triunfo sucessivo, ao receber e bater o Benfica e Castelo Branco por 1-0.

Os fatimenses (16 pontos) mantêm o 4.º posto, que partilham com o Marinhense, a quatro pontos do 2.º classificado (Peniche), tendo ampliado para confortáveis oito pontos a vantagem em relação à zona de despromoção, quanto restam disputar dez jornadas.

Antevisão – No arranque da segunda volta da I Divisão Distrital, a primeira nota vai para o “clássico dos clássicos” do futebol distrital, com o Torres Novas, também a comemorar o centenário da instituição do primitivo Torres Novas F.C., a receber o U. Tomar. Após 100 jogos oficiais entre os dois emblemas, os tomarenses levam ligeira vantagem ( 42 vitórias, face a 38, tendo-se registado 20 empates). Naturalmente, esta estatística altera-se contando apenas os encontros realizados em Torres Novas, com 29 triunfos dos torrejanos, contra 11 dos nabantinos.

De especial interesse será também o desafio que coloca frente-a-frente o 2.º e 3.º classificados, com o Samora Correia a receber o Fazendense, numa espécie de última cartada dos visitantes, “proibidos” de perder, perante um rival que segue com uma fantástica série de 14 vitórias!

Já o guia, Ferreira do Zêzere, é claramente favorito na recepção ao Águias de Alpiarça, podendo, cumprindo o seu papel, tirar partido do desfecho do embate de Samora.

No escalão secundário, destacam-se os seguintes encontros: Marinhais-Moçarriense, Caxarias-Tramagal e Vasco da Gama-Espinheirense. O comandante da série Sul, Porto Alto, recebe uma das equipas na posição de “lanterna vermelha”, Paço dos Negros.

Por seu turno, no Campeonato de Portugal, o Fátima desloca-se precisamente ao terreno do vice-líder da sua série, Peniche, podendo inclusivamente, em caso de vitória, entrar, de forma sensacional, na luta por um eventual apuramento para a fase final, de disputa da promoção.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Janeiro de 2025)

2 Fevereiro, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 15ª Jornada

(“O Templário”, 23.01.2025)

Diz-nos a experiência que, apenas com metade do campeonato disputado, será prematuro estar a “afastar” liminarmente da luta pelo 1.º lugar uma equipa que dista sete pontos do comando.

Porém, sendo realista – e mesmo que se admita como provável que Ferreira do Zêzere e Samora Correia venham a perder, na segunda volta, mais pontos  do que os que até agora cederam (três e cinco, respectivamente) – o Fazendense, registando atraso face a estes competidores, de cinco e sete pontos, tendo acabado de ser categoricamente batido pelo guia, apresenta-se em situação de notória desvantagem, pelo que só o conjugar de uma forte superação com a baixa de rendimento de ambos os rivais lhe permitiria continuar a acalentar o sonho de poder vir a chegar ao título.

Destaques – O destaque maior da 15.ª jornada foi, necessariamente, a forma como o líder, Ferreira do Zêzere, se impôs ao 3.º classificado, Fazendense, derrotado por autoritária marca de 3-0. Tendo-se colocado em vantagem ainda antes dos dez minutos, mercê de um auto-golo, os ferreirenses ficaram, desde muito cedo, em posição confortável no jogo, cujo desfecho ficaria praticamente sentenciado com o segundo tento, alcançado à passagem dos doze minutos da etapa complementar. O 3-0, apontado já em período de compensação, foi a “cereja no topo do bolo”.

Com uma primeira volta quase exemplar, em que somou 14 triunfos em 15 encontros, acumulando a condição de ataque mais concretizador (49 golos marcados) com a de defesa menos batida (somente nove tentos sofridos), é caso para dizer que, não fora o deslize caseiro ante o Samora Correia, e o campeonato poderia estar “entregue”. Assim, mantém-se, para já, a luta a dois.

Deve, por outro lado – e pese embora o resultado final –, realçar-se a forte réplica que o agora novo “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo ofereceu, na recepção ao Coruchense, num “quase derby”, em que os anfitriões (que contam um único triunfo, logo na 4.ª ronda, ante o Salvaterrense) se colocaram em vantagem no marcador à beira do intervalo. Porém, a formação do Sorraia empataria por volta dos dez minutos da segunda metade, vindo a arrancar, “in extremis”, a vitória aos 90+5 minutos, no que, de facto, se traduz na 11.ª derrota consecutiva dos visitados.

Surpresa – Se acabou por não chegar a haver surpresa na Glória, ela aconteceu, e foi bem grande, no Cartaxo, onde o Entroncamento AC (que, nos cinco encontros anteriores, averbara um único ponto) obteve um muito imprevisto triunfo, por 3-2, prolongando assim a série extremamente negativa de resultados dos cartaxeiros, que somaram oitavo desaire nas últimas dez jornadas!

Tal proporcionou ao Entroncamento AC (passando a somar nove pontos), “colar-se” ao Águias de Alpiarça (dez pontos), e, principalmente, afastar-se dos dois últimos classificados, Salvaterrense e Glória do Ribatejo, ambos com cinco pontos – factor da maior relevância, atendendo a que o (bom) desempenho que o Fátima vem registando no Campeonato de Portugal oferece a perspectiva de virem a ser só dois os clubes a despromover à II Divisão Distrital.

Confirmações – Os desfechos dos restantes cinco desafios poderão enquadrar-se no que constituiria a expectativa, começando, desde logo, pelos três empates registados: 0-0 no Salvaterrense-Amiense; 1-1 no Abrantes e Benfica-Alcanenense; e 2-2 no Torres Novas-At. Ouriense, sendo de notar que, por duas vezes, o grupo de Ourém esteve em situação de vantagem, tendo os torrejanos resgatado um ponto, fruto de uma grande penalidade em tempo de descontos.

O Mação ganhou, na recepção ao Águias de Alpiarça, por 3-1, todavia com maiores dificuldades do que o resultado pode deixar aparentar.

Por fim, o Samora Correia confirmou o favoritismo que lhe era atribuído, ganhando por igual marca ao U. Tomar. Os nabantinos, depois dos “scores” muito adversos das duas semanas precedentes tiveram comportamento bastante diferente, para melhor.

Apesar de terem sofrido o primeiro golo ainda antes de decorridos os cinco minutos iniciais, reagiram de forma positiva, vindo a restabelecer a igualdade, poucos minutos volvidos, tendo o 1-1 subsistido até à hora de jogo, altura em que os samorenses fizeram vincar o seu potencial, recolocando-se na frente do “placard”. O 3-1 final chegaria já próximo do termo da partida, não deslustrando a imagem que os unionistas deixaram, frente a um oponente que, constituindo-se no maior desafiante ao líder, obteve o seu 12.º triunfo consecutivo na prova!

II Divisão Distrital – O Porto Alto, alcançando um importante triunfo (2-0) na Moçarria, beneficiou do desaire do Marinhais (goleado por 5-1 em Pontével) para se afastar ainda mais dos perseguidores, dispondo agora de avanço de seis pontos face ao Forense (1-0 ao Benavente, no terceiro jogo sucessivo em casa) e Pontével, e já oito pontos em relação ao Marinhais.

O Tramagal teve boa reacção à derrota sofrida nos Riachos, voltando aos triunfos (nono, em dez encontros disputados), batendo por tangencial 2-1 o até então vice-líder, Vasco da Gama, distanciando, agora, em cinco pontos este rival. Por seu lado, o Vilarense, ganhando por igual desfecho ao Caxarias, retomou a 2.ª posição, somente dois pontos abaixo dos tramagalenses.

Anota-se ainda o imprevisto desaire do Riachense, batido pela margem mínima (1-0) pelo Espinheirense, tendo o conjunto dos Riachos visto quebrada a sua invencibilidade neste campeonato, após ter registado cinco vitórias e quatro empates, atrasando-se face ao topo da tabela, agora já a oito pontos do líder, e a seis do Vilarense.

Liga 3 – À entrada para a derradeira jornada da primeira fase, este campeonato está “ao rubro” no que respeita à contenda pelas quatro vagas de acesso à fase final, de disputa da promoção. O U. Santarém arrancou, a ferros, uma tão preciosa quão sofrida vitória (1-0) na recepção ao Lusitânia, ocupando o 6.º posto, um ponto abaixo do Sporting “B” (4.º) e da Académica (5.º).

Atlético (1.º, com 30 pontos) e 1.º Dezembro (2.º, com 28) garantiram já o apuramento. O Belenenses (3.º, com 26) – derrotado pelo Sporting “B” – depende só de si, bastando-lhe o empate na última ronda, na qual, contudo, terá a visita da Académica, num prélio de “tudo ou nada”; sendo que, por seu lado, a equipa “B” do Sporting viaja até aos Açores, para defrontar o Lusitânia.

Campeonato de Portugal – O Fátima prossegue a sua caminhada bastante segura, tendo ido vencer a Alcains, por 2-1, um triunfo muito importante, na óptica de distanciar ainda mais um dos concorrentes em zona de descida. Com seis vitórias e seis empates (nos quinze encontros realizados), os fatimenses posicionam-se num bom 4.º lugar, agora já com uma margem de sete pontos face à “linha de água” (Sp. Pombal, 10.º classificado), quando restam jogar onze rondas.

Antevisão – Os campeonatos distritais dão passagem à Taça do Ribatejo, para disputa dos quartos-de-final, com o seguinte alinhamento: U. Tomar-Fazendense (logo após terem defrontado o 1.º e o 2.º classificados, os unionistas enfrentam agora o 3.º do campeonato); Entroncamento AC-Ferreira do Zêzere e Águias de Alpiarça-Samora Correia, dispondo os dois clubes do topo da tabela de claro favoritismo, mas actuando em reduto alheio, em desafios de cariz muito específico, a eliminar; e Abrantes e Benfica-Alcanenense, numa “sequela” do embate do passado Domingo.

Na derradeira jornada da primeira fase da Liga 3, o U. Santarém vai de longada até à Covilhã, onde – pese embora sem garantias – só a vitória lhe permitirá ainda poder ambicionar a um lugar nos quatro primeiros e consequente qualificação. No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o Benfica e Castelo Branco, actual 6.º classificado, três pontos atrás dos fatimenses.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Janeiro de 2025)

26 Janeiro, 2025 at 11:00 am Deixe um comentário

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