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U. Tomar – Centenário (XXVII)

Centenario - 27

(“O Templário”, 03.04.2014)

Na sua quarta temporada na I Divisão, em 1972-73, o União de Tomar – então treinado por António Medeiros, que celebrizaria a expressão «Até os peixes do Nabão de hão-de curvar à nossa passagem» – atravessava um período difícil, somando quatro derrotas consecutivas na viragem da primeira para a segunda volta da prova.

Num assomo de honra, a equipa conseguiria ainda esboçar uma reacção, impondo uma igualdade a um golo na recepção ao Sporting, a 7 de Janeiro de 1973, tento marcado num remate de cabeça de Camolas, na sequência de um canto – numa fase em que os unionistas jogavam em inferioridade numérica –, aliás apenas vindo a deixar escapar o triunfo já em período de compensação.

«Afinal, nenhum dos contendores ganhou. E digamos já que assim é que ficou certo, um ponto para cada qual, porque nem o União nem o Sporting tiveram actuação merecedora de triunfo e, se os tomarenses podem lamentar-se de terem estado a vencer só com dez homens e de consentirem a igualdade quando já ninguém contaria com ela, também é verdade que os lisboetas, pelo maior domínio que exerceram, fizeram jus a não retirarem vencidos.

Como se não bastasse, porém, o modesto futebol explanado pelos dois conjuntos, houve a expulsão de um jogador da «casa» e houve, também, o facto de o golo sportinguista ter surgido quando o árbitro já entrava em linha de conta com o tempo perdido pela equipa que estava a ganhar. E, desses dois factores, resultou um final muito triste – dos tais que fazem o descrédito do futebol e levam a que dele se afaste, cada vez mais, quem vai aos jogos para assistir a um espectáculo e não para sair de lá incomodado.»(1)

«Águas, aos 3 minutos, depois de ter sido lançado em profundidade por M. José, esgueira-se a C. Pereira e José Carlos, e à entrada da grande área tem potente remate fazendo a bola embater na trave, ante a impossibilidade de Damas lhe chegar. Com um pouco mais de sorte teria sido um golão, mas serviu para mostrar que a equipa não se entregaria e teriam de contar com ela.

A turma unionista, conseguia assim, manter não só sobre Águas, como também sobre Camolas e Pavão, uma vigilância que lhe permitia, a meio campo, manter uma luta de igual para igual, não permitindo que a equipa leonina tomasse conta do encontro. Com o jogo a desenrolar-se ora num meio campo ora noutro, assistiu-se a uma bela primeira parte […].»(2)

«O resultado verificado no final do encontro, tendo numa maneira geral, sido o que mais se ajusta ao trabalho desenvolvido por ambas as equipas, deixa no entanto uma – a do UNIÃO DE TOMAR – mais insatisfeita, pois foi aquela que estava à beira do triunfo, fugindo-lhe precisamente no último minuto que o árbitro concedeu para o jogo.»(3)

A verdade é que, até à derradeira jornada dessa época, o União completaria uma longa “travessia do deserto”, de mais de seis meses sem conseguir ganhar no campeonato, o que, inevitavelmente, se traduziria a nível da classificação final…

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(1) Cf. “A Bola”, 8 de Janeiro de 1973 – Crónica de Cruz dos Santos
(2) Cf. “Cidade de Tomar”, 13 de Janeiro de 1973 – Crónica de F. N. (Fonseca Nogueira)
(3) Cf. “O Templário”, 13 de Janeiro de 1973 – Crónica de NFC (Nelson Forbes da Costa)

6 Abril, 2014 at 11:00 am Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXVI)

Centenario - 26

(“O Templário”, 27.03.2014)

De regresso à I Divisão, na primeira época do segundo dos seus três ciclos (de duas temporadas cada) em que marcou presença no principal escalão do futebol português, a 30 de Janeiro de 1972 o União de Tomar enfrentava uma sempre difícil deslocação ao Estádio das Antas, para defrontar o F. C. Porto – não obstante a equipa portista ocupasse então um sombrio 6.º lugar na pauta classificativa, somando apenas mais três pontos que os unionistas…

E nova surpresa aconteceria, com o União a conseguir arrancar mais um empate, a um golo (o segundo, em três jogos até então disputados pelos tomarenses no Estádio das Antas, depois da igualdade a duas bolas registada no campeonato de 1968-69), com Camolas a responder ao tento marcado pelo malogrado portista Pavão (logo aos nove minutos de jogo), tendo o resultado final sido fixado ainda no primeiro tempo.

Recuperemos alguns excertos das crónicas da época:

«Dominava o frio atmosférico o ambiente do Estádio das Antas, quando Saldanha Ribeiro apitou para dar início ao jogo. Dominava o frio dos «azuis e brancos» a sua massa associativa quando o juiz leiriense apitou para o final do jogo. No meio da frieza atmosférica e da frieza da exibição, ficara aos nabantinos a alegria dum ponto arrecadado com muita entrega e com muito discernimento, nos momentos em que era preciso furtar o esférico ao adversário. […]

Dir-se-á que os tomarenses jogaram à defesa, que poucas vezes se abalançaram ao ataque, que o F. C. Porto dominou mais tempo, enfim, que «por tralhas e por malhas» exibições deste cariz nada abonam o futebol. A verdade, porém, é que os homens de Fernando Cabrita jogaram com o que tinham (e não foi muito) contra uns «azuis e brancos» a mostrarem-se desconcertantes no sentido negativo. […]

A equipa do União de Tomar jogou como se previa: defender um empate e, num lance de contra-ataque, procurar vencer até o jogo. Conseguiu «arrasar» as intenções adversárias, construindo um resultado que estava nas suas previsões. Nascimento, uma vez por outra, mostrou-se inseguro. Tem a desculpa de estar para não jogar. Faustino, que actuou no posto de libero, foi, com João Carlos, um dos mais evidentes, na defesa. Kiki, Barnabé e Manuel José jogaram uniformemente. Pavão emparceirou com Bolota, actuando apagados. Fernando cumpriu. Cardoso e Calado «foram a todas» e muito se lhes deve no empate obtido. Camolas, até pela sua função, merece referência satisfatória.»(1)

«Jogou a equipa tomarense de molde a conseguir regressar a Tomar com 1 ponto ganho e, para este resultado muito contribuiu a boa organização do meio campo, onde mais uma vez, Manuel José, Cardoso, João Carlos e Calado, foram as figuras mais salientes.»(2)

Disputava-se a 17.ª jornada da época 1971-72 (segunda da segunda volta), e, após este desafio, o FC Porto mantinha a 6.ª posição, com 17 pontos, enquanto o União de Tomar ascendia ao 10.º posto (entre 16 concorrentes), contando 14 pontos.

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(1) Cf. “Record”, 1 de Fevereiro de 1972 – Crónica de Marques da Cruz
(2) Cf. “Cidade de Tomar”, 5 de Fevereiro de 1972

30 Março, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 20ª jornada

Pulsar - 20

(“O Templário”, 27.03.2014)

Uma a uma, as equipas que integram, há largas semanas, o quarteto da frente da classificação do Campeonato Distrital da I Divisão têm vindo a “ceder”: primeiro, o Fazendense, a seguir o Coruchense, agora o Torres Novas, que não conseguiu “passar” no sempre difícil terreno de Amiais de Baixo, perdendo por 2-0, assim quebrando um ciclo muito positivo, de cinco triunfos consecutivos, quatro deles fora de casa. Deste modo, a seis jornadas do termo da competição, emerge nesta altura um inesperado favorito ao título, o At. Ouriense, que vem revelando grande solidez, traduzida numa série de sete vitórias sucessivas, a última delas, em casa, frente ao Assentis, por 3-1. A turma de Ourém, que regista, de forma destacada, o melhor ataque (49 golos em 20 jogos, ou seja uma média de praticamente 2,5 golos/jogo), dispõe agora de uma vantagem de quatro pontos sobre os mais directos perseguidores, o duo formado por Coruchense e Torres Novas, mantendo-se o Fazendense a seis pontos do guia.

Na ronda mais recente, quer a formação de Coruche, quer a de Fazendas de Almeirim, se impuseram aos seus adversários, com o Coruchense a vencer o União de Tomar por 3-1, enquanto o Fazendense ganhou à U. Abrantina por 3-0. Mas, no que respeita ao desafio disputado próximo das margens do Sorraia, a equipa da casa limitou-se a aproveitar as falhas da turma unionista, criando algumas situações de perigo em lances de contra-ataque, marcando logo aos três minutos, e ampliando para 2-0 pouco depois dos dez minutos de jogo. O grupo tomarense recompôs-se, reduzindo a desvantagem para 1-2, e tendo ainda, a finalizar o primeiro tempo, uma ocasião soberana para igualar a partida, com o guardião contrário, com uma extraordinária defesa, a remate à “queima-roupa”, a evitar o golo. Na segunda parte, com o conjunto nabantino reduzido a dez unidades logo a partir do quarto de hora, a equipa ainda candidata ao título pouco mostrou, acabando por – já a entrar no período de descontos, numa altura em que o União esboçava uma última tentativa de chegar à baliza contrária –, na sequência de mais uma bola bombeada para frente, marcar o terceiro tento.

Isto dito, nada estará ainda definido quanto à disputa do título e consequente promoção ao Campeonato Nacional de Seniores, restando ainda espaço para eventuais “reviravoltas”. Tem a palavra, principalmente, a equipa de Ourém, actualmente em posição privilegiada, sabendo que os principais rivais estarão à espreita de qualquer deslize, para poder voltar a recolar ao primeiro lugar; a este propósito, recorde-se que, até final, ou oureenses receberão ainda o Torres Novas e Fazendense (dois dos seus mais directos concorrentes, o segundo deles precisamente na derradeira jornada), tendo de deslocar-se, nomeadamente, a Amiais de Baixo e a Pontével.

Num domingo em que o resultado-padrão foi de 3-1 (o qual se verificou em quatro dos sete campos), falta-nos ainda mencionar outros dois encontros marcados por tal desfecho: o Benavente recebeu e bateu o Pontével, o que permitiu à equipa da casa “respirar” um pouco melhor, ascendendo ao 9.º lugar, já com cinco pontos de vantagem sobre o penúltimo classificado (embora a margem seja ainda curta, apenas três pontos, face ao duo imediatamente acima na tabela, que partilha o 11.º posto); também os Empregados do Comércio ganharam, em casa, ao U. Chamusca, colocando assim termo a uma longa série de nove jogos sem vitória.

Por fim, Cartaxo e Mação empataram a uma bola, no que constitui já o décimo empate dos cartaxenses, desfecho que averbaram portanto em metade dos jogos disputados. Desta forma, na zona mais problemática da tabela, logo abaixo do Benavente, temos agora os Empregados do Comércio (10.º lugar) com 20 pontos, apenas um a mais que Cartaxo e U. Chamusca, e três de vantagem em relação ao Assentis.

Na II Divisão Distrital teve início a fase final, de apuramento do Campeão e das três equipas a promover, com a curiosidade de se terem defrontado, respectivamente, os 1.º (Barrosense e Atalaiense), os 2.º (Rio Maior e Ferreira do Zêzere) e os 3.º (U. Santarém e Pego) classificados das séries Norte e Sul, tendo as equipas do sul do Distrito – que actuaram em casa – feito o pleno de vitórias, com destaque para a margem (3-0) obtida por Rio Maior e U. Santarém.

Entretanto, vão chegando boas notícias do Campeonato Nacional de Seniores, com uma jornada 100% vitoriosa para as equipas do Distrito: o Alcanenense recebeu e venceu o Lourinhanense por 2-0; o Fátima, ganhando no Carregado, por igual marca, deu também uma ajuda ao Riachense, que, por seu lado, tenta “fazer pela vida”, tendo somado o terceiro triunfo consecutivo, ao bater o Portomosense por esclarecedora marca de 3-0. Os grupos de Alcanena e de Fátima partilham o 2.º lugar da série de disputa da manutenção, com um avanço de nove pontos (a oito jornadas do final) sobre o antepenúltimo classificado, a equipa do Carregado. Face à qual o conjunto de Riachos tem agora apenas um atraso de dois pontos, recuperando portanto a esperança na permanência.

Na próxima ronda da I Divisão Distrital (apenas a 6 de Abril), o principal destaque vai para o Torres Novas-Fazendense, que poderá colocar a equipa visitante, em caso de desfecho desfavorável, fora da disputa pelo título. Os outros dois candidatos, At. Ouriense e Coruchense, são favoritos, nas deslocações que terão, respectivamente, a Abrantes (com os locais a acumular 14 derrotas nos últimos 15 jogos) e a Assentiz (em quebra, com cinco derrotas nas últimas seis jornadas, e apenas um triunfo em nove jogos); poderá acontecer o que seria grande surpresa? Por seu lado, o União de Tomar, completada a série de encontros com as equipas do topo da tabela, inicia agora uma sequência de jogos com clubes que lutam pela manutenção, recebendo os Empregados do Comércio, frente aos quais averbou uma histórica vitória em Santarém (8-0); o objectivo será, necessariamente, o de voltar a vencer, mas sem esperar facilidades.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Março de 2014)

30 Março, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

«União de Tomar assinala cem anos a 4 de Maio. Saiba o que fará parte do programa de comemorações»

O União de Tomar irá assinalar, a 4 de Maio, cem anos de existência. O histórico emblema unionista prepara-se, assim, para entrar no restrito clube dos centenários e, nessa sequência, está a preparar um conjunto de actividades com o objectivo de não deixar passar esta data em claro. As comemorações arrancam a 27 de Abril com a realização do Trail Nabantino, organizado pela secção de atletismo. De 3 de Maio a 10 de Junho, por sua vez, irá decorrer uma exposição dedicada ao clube, sendo que o jantar comemorativo, que terá lugar no pavilhão municipal, irá decorrer na noite de 3 para 4 de Maio. Ainda haverá espaço para mais uma edição do Torneio Internacional dos Templários, a 7 de Junho, e para uma Gala, que irá encerrar as comemorações a 20 de Setembro, ao que tudo indica. Um dos destaques do programa será a edição do Livro do Centenário, preparado por Leonel Vicente, uma obra com cerca de novecentas páginas que será um retrato fiel da história do clube.

(Rádio Hertz)

23 Março, 2014 at 2:00 pm Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXV)

Centenario - 25

(“O Templário”, 20.03.2014)

O União acabaria por não conseguir evitar a despromoção na época de 1969-70. No ano seguinte, de forma imprevista – já depois de concluído o campeonato –, veria abrir-se uma “janela de oportunidade” para o imediato regresso ao principal escalão. Tendo concluído o campeonato da II Divisão no 2.º lugar, atrás do Atlético, viria a beneficiar do alargamento da I Divisão, de 14 para 16 clubes, sendo os concorrentes adicionais apurados em função da disputa de uma “liguilla”.

O dia 19 de Setembro de 1971 seria decisivo para as aspirações das quatro equipas envolvidas nesse torneio. Ao mesmo tempo que o Leixões, com um triunfo categórico, de 4-1, sobre o Marinhense (em jogo realizado em Coimbra) garantia assim a permanência na I Divisão, a turma tomarense disputava com o Varzim, em São João da Madeira, a outra vaga de acesso disponível…

«Sabedor de tudo isto e experiente como é, o treinador Fernando Cabrita e ao contrário do que talvez todos pensassem, entrou a jogar ao ataque, procurando a todo o transe obter o golo. […] Marcou um golo o União e mais poderia ter obtido […]»(1)

«apenas diremos, pelo que vimos, que o União de Tomar, ao longo dos quarenta e cinco minutos iniciais, foi a melhor equipa sobre o terreno, o onze melhor estruturado e com melhores executantes.

Pondo em prática um «4x3x3» sempre sujeito a alterações de circunstância, os nabantinos sempre deram a ideia de se superiorizarem largamente a um adversário nervoso, falho de imaginação, sem capacidade ofensiva. […]

Com a bola sempre rente ao solo, jogada ao primeiro toque, os nabantinos adregavam vantagem em todas as zonas do rectângulo. […]

Ninguém se espantou, portanto, com a inauguração do marcador à saída do primeiro quarto de hora […].»(2)

Até que, aos 81 minutos, um lance infeliz de Kiki, com um auto-golo, colocava tudo em suspenso.

«Sucederam-se, então, nove minutos verdadeiramente espectaculares. Carregava o Varzim, defendia agora nervosamente o onze das margens do Nabão. E faltava um minuto, talvez menos, quando Barnabé, entre os postes, mandou para canto um cabeceamento de Murraças, com rótulo de golo. Foi o último cartucho de que dispunha ainda o Varzim.

O resultado acaba por não traduzir a verdade dos acontecimentos no concernente à produção futebolística, pois o 1-1 pode apenas ter apenas ter justificação na maneira briosa e nada mais com que se bateu o onze da Póvoa.»(3)

E assim, vencendo, ex-aequo com o Leixões, o “Torneio de Competência”, culminava – de modo absolutamente inesperado – esta curta passagem do União pela II Divisão, conseguindo alcançar, por trilhos algo sinuosos, mas com todo o mérito e justiça desportiva, o que era, afinal, o seu objectivo desde o primeiro dia: o pronto regresso ao convívio dos “grandes” do futebol português!

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(1) Cf. “O Templário”, 25 de Setembro de 1971
(2) Cf. “A Bola”, 20 de Setembro de 1971 – Crónica de Oliveira e Castro
(3) Cf. Idem, Ibidem

23 Março, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 19ª jornada

Pulsar - 19

(“O Templário”, 20.03.2014)

Numa fase em que começa a aproximar-se a “hora” das decisões, e não obstante haja ainda tempo para recuperação, algumas equipas que integram o quarteto que vêm disputando os lugares do topo da tabela parecem indiciar certos sinais de quebra. Assim acontecera com o Fazendense, que vinha de uma derrota e um empate nas duas partidas precedentes; sucede agora com o Coruchense, que, tendo sofrido novo deslize, apenas regista duas vitórias nas cinco últimas jornadas.

Tal provocou algum distanciamento entre os dois primeiros (At. Ouriense e Torres Novas) e os seus mais directos perseguidores: a formação de Coruche, que não conseguiu ir além do nulo na Chamusca, frente ao União local (que, curiosamente, no desafio anterior em casa, vencera o Fazendense), está agora já a quatro pontos do líder; por seu lado, o grupo de Fazendas de Almeirim – não obstante, nesta ronda com um categórico triunfo em Assentiz, goleando por 5-0 – mantém o atraso de seis pontos.

Esta foi aliás uma jornada em que os resultados desnivelados marcaram presença: também o vice-líder Torres Novas – agora a atravessar uma boa fase, tendo somado, no regresso a casa, após quatro jogos em terreno alheio, a quinta vitória consecutiva – goleou, pela mesma marca de 5-0, face ao Benavente; enquanto o Amiense, em deslocação a Abrantes, perante um cada vez mais frágil opositor (a U. Abrantina somou a 13.ª derrota nos últimos 14 encontros, em que somou um único ponto!), não teve dificuldades para se impor por inequívoca margem de 4-0.

Falta-nos falar do líder, At. Ouriense (que mantém um ponto de vantagem sobre os torrejanos), o qual, visitando Tomar, ampliou para seis a sua série de triunfos sucessivos (acumulando nove vitórias, nos dez últimos desafios disputados no campeonato – apenas tendo perdido, neste período, em Fazendas de Almeirim), voltando a impor-se ao União de Tomar por 3-1 (depois do 2-0 de há duas semanas, então para a Taça Ribatejo), com a equipa unionista a ver assim interrompido o seu ciclo de invencibilidade no campeonato no ano de 2014, após ter somado oito jogos sem derrota.

No confronto entre as duas equipas que ocupam precisamente as posições de meio da tabela, o empate alcançado pelo Pontével em Mação (1-1), terá agradado mais à formação do município do Cartaxo, que assim mantém a 7.ª posição, agora a cinco pontos do União de Tomar (ultrapassado nesta ronda pelo Amiense), e com dois pontos de vantagem sobre o seu opositor neste jogo (que somou o quarto jogo sem vitória).

Por fim, o Cartaxo, ganhando por 2-0 ao grupo dos Empregados do Comércio, regressou finalmente aos triunfos, de que andava arredado há já longas sete jornadas, o que lhe permitiu recuperar algumas posições na pauta classificativa, numa outra zona nevrálgica da classificação, em que o duo que partilha o 9.º lugar (U. Chamusca e Benavente) regista apenas dois pontos de vantagem sobre outro par, que reparte o 12.º posto (Empregados do Comércio e Assentis), com os cartaxenses precisamente em posição intermédia.

A esta distância da “meta” (faltando realizar ainda sete rondas), deste quinteto, pelo menos um clube deverá vir a ser despromovido (acompanhando a “condenada” U. Abrantina), podendo passar a dois (caso o Riachense não consiga alcançar a manutenção no Campeonato Nacional de Seniores), ou, num cenário muito negativo (na eventualidade de outro agrupamento do Distrito poder vir a ser também despromovido aos Distritais), até três deles.

A este respeito, as notícias do último fim-de-semana foram animadoras: o Riachense obteve o seu segundo triunfo sucessivo, ambos em terreno alheio, vencendo no Carregado (2-1 – repetindo o marcador que registara na visita a Alcanena), trespassando finalmente a “lanterna vermelha” ao Portomosense e distando agora “apenas” cinco pontos do seu adversário desta ronda, vendo portanto entreabrir-se uma “janela de oportunidade” que lhe poderá permitir ainda escapar à descida de divisão, até porque recebe, na próxima jornada, precisamente a formação de Porto de Mós. Onde, curiosamente, o Alcanenense foi também vencer, igualmente por 2-1, subindo de novo ao 3.º lugar – que partilha com o Fátima, derrotado em Torres Vedras, por 3-1, dispondo agora ambos estes clubes de uma margem de segurança de seis pontos em relação ao antepenúltimo posto da tabela (Carregado).

Na II Divisão Distrital terminou a primeira fase do campeonato, sendo conhecidas já desde a semana anterior as seis equipas que disputarão o título de Campeão e a promoção ao principal escalão do futebol regional: Atalaiense, Ferreira do Zêzere, Pego, Barrosense, Rio Maior e U. Santarém.

No próximo fim-de-semana, na I Divisão, o principal destaque vai para o difícil teste que aguarda o Torres Novas em Amiais de Baixo, com os outros três clubes da frente a jogarem em casa, reunindo portanto natural favoritismo: o guia, At. Ouriense, recebe o Assentis; o Fazendense é visitado pela U. Abrantina; enquanto o Coruchense recebe o União de Tomar, que, necessariamente, procurará contrariar tal tendência, num confronto em que, por seu lado, a turma de Coruche terá de lidar também com alguma pressão, decorrente da necessidade imperiosa de vencer de forma a não correr o risco de ficar ainda mais distante do líder. Nos restantes jogos, de prognóstico repartido, estará em causa a “sobrevivência”, com o Benavente a receber o Pontével, enquanto o Cartaxo terá a visita do Mação, recebendo os Empregados do Comércio o U. Chamusca.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Março de 2014)

23 Março, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXIV)

Centenario - 24

(“O Templário”, 13.03.2014)

Depois do excelente desempenho na época de estreia na I Divisão, a temporada de 1969-70 revelar-se-ia bem mais difícil para as cores unionistas. Não obstante, a 8 de Março de 1970, o União de Tomar alcançaria uma das mais sensacionais proezas do seu historial, recebendo e vencendo categoricamente a equipa do F. C. Porto, pela magnífica marca de 3-0!

«E em que é que foi diferente o União de Tomar? Em tudo. Em abnegação, em velocidade, em organização, em autoconfiança.

De aí, nunca termos visto, no Estádio de Tomar, o União tão acarinhado e tão apoiado pelo seu público. De aí, também, havermos afirmado, no título desta crónica, que, a jogar sempre assim, os tomarenses não estariam no lugar que ocupam na classificação do Campeonato. De aí, ainda e finalmente, a conquista de uma vitória nítida, indiscutível e preciosa, sobre um adversário do prestígio do F. C. Porto.»(1)

Iniciando o jogo com uma deliberada toada ofensiva, a formação tomarense cedo criou duas soberanas ocasiões de golo, logo aos 3 e 8 minutos, por Tito e Alberto. Contudo, o primeiro golo apenas surgiria aos 32 minutos, numa oportuna recarga de Leitão, aproveitando a desconcentração do guardião, Vaz, numa altura em que já amplamente justificava a vantagem no marcador.

O F. C. Porto procuraria então reequilibrar a tendência do jogo, o que acabaria por facultar mais espaços, para rápidos contra-ataques, de que acabariam por surgir o segundo golo (aos 70 minutos, novamente por Leitão, e, outra vez, na sequência de recarga a uma bola inicialmente rematada por Tito, que Vaz, incapaz de deter, apenas pudera desviar) e o terceiro tento (aos 78 minutos, por Alberto, finalizando da melhor forma um lance iniciado numa abertura de Leitão, a que Tito dera continuidade, com um excelente cruzamento). E o União de Tomar poderia inclusivamente ter dilatado a vantagem, para números ainda mais fantásticos.

«Finalmente, o União fez a exibição e o resultado que o seu público aguardava, e que a categoria dos jogadores que possui há muito justificava. A equipa jogou, de facto, com inteira convicção, com força, com determinação – numa palavra: como equipa e não como 11 jogadores.»(2)

Pelo mesmo diapasão afinava também a crónica de outro jornalista local: «Os mesmos jogadores, fizeram neste jogo uma nova e excelente equipa, deixando entre os assistentes a melhor impressão. A equipa apresentada por Fernando Cabrita, encheu-se de brios e tomou o comando do jogo, impondo-se à equipa do Porto.»(3)

A concluir esta memorável jornada:

«Já o deixámos escrito: esta foi, de longe, a melhor exibição que vimos nesta época, aos tomarenses. E também já dissemos porquê: determinação, velocidade, poder de antecipação, capacidade de conjunto – tudo a revelar autoconfiança ou melhor, talvez, uma notável esperança em que a despromoção ainda pode ser evitada.»(4)

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(1) Cf. “A Bola”, 9 de Março de 1970 – Crónica de Cruz dos Santos
(2) Cf. “Cidade de Tomar”, 14 de Março de 1970 – Coluna da autoria de Raúl Pereira
(3) Cf. “O Templário”, 14 de Março de 1970 – Crónica de Silva Monteiro
(4) Cf. “A Bola”, 9 de Março de 1970 – Crónica de Cruz dos Santos

16 Março, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 18ª jornada

Pulsar - 18jornada

(“O Templário”, 13.03.2014)

Na retoma dos campeonatos distritais, na I Divisão o quarteto da frente desuniu-se, passando a trio. Para tal, contribuiu de forma determinante o empate alcançado pelo União de Tomar em Fazendas de Almeirim, principal nota de destaque desta ronda, com o grupo unionista, reagindo da melhor forma à contrariedade da eliminação na Taça do Ribatejo, a impor um nulo frente a um dos candidatos ao título, Fazendense, que assim se atrasa nessa disputa (mais adiante se verá se de forma determinante), agora já a seis pontos do líder, e a quatro pontos do 3.º lugar.

Os três primeiros, vitoriosos nesta jornada, mantêm portanto as distâncias relativas, continuando separados entre si por um único ponto. O líder, At. Ouriense, recebendo a visita do U. Chamusca, teve de aplicar-se para operar a reviravolta no marcador, depois de se ter visto em posição de desvantagem, acabando não obstante por golear, por 4-1, obtendo assim a quinta vitória consecutiva, oitava nas últimas nove jornadas.

Por seu lado, o Torres Novas, 2.º classificado, somente a um ponto – e depois de, na última partida do campeonato que disputou em casa, logo a abrir a segunda volta da prova, ter sido desfeiteado pelo União de Tomar (tendo sido ainda eliminado da Taça do Ribatejo, também no seu campo, perante o Fazendense) – completou uma excelente série de quatro triunfos em outras tantas partidas disputadas sucessivamente em terreno alheio, ganhando em Pontével por 1-0.

O Coruchense, parecendo querer voltar à senda do sucesso – depois de ter atravessado uma fase algo oscilante, registando, nos jogos das três rondas imediatamente anteriores, uma derrota, uma vitória e um empate –, recebeu desta vez o Cartaxo, ganhando por categórica margem de 3-0, continuando deste modo a perfilar-se como forte candidato à subida, somente um ponto abaixo dos torrejanos.

Como já indicado a abrir este comentário, o União de Tomar, prolongando a invencibilidade no campeonato no ano de 2014 (somou o oitavo desafio sem derrota, após o desaire sofrido na Chamusca, já a 15 de Dezembro do ano transacto), segurou um bastante positivo 5.º posto na pauta classificativa, a quatro pontos do opositor do passado fim-de-semana, apesar de ter o Amiense (vencedor frente ao Assentis, por 4-1) agora somente a um ponto. Paralelamente, tendo alcançado a fasquia dos 30 pontos, terão os tomarenses garantido já o objectivo prioritário desta tranquila temporada, o da manutenção, dado disporem – a oito jornadas do final da competição – de uma segura vantagem de 13 pontos sobre a zona perigosa da classificação.

Precisamente, na parte baixa da tabela, o Benavente, confirmando o favoritismo que lhe era conferido, vencendo face à U. Abrantina por 3-1, foi o principal beneficiado desta ronda, subindo ao 9.º lugar, apesar de estar ainda relativamente distante do Pontével (7.º, com mais cinco pontos) e do Mação (8.º, a três pontos). Por fim, os Empregados do Comércio, recebendo a visita do Mação, registaram uma igualdade a um golo.

As diferenças pontuais são contudo ainda muito ténues, com Benavente, U. Chamusca, Empregados do Comércio e Assentis, concentrados num intervalo de apenas dois pontos, sendo que, pelo menos um destes clubes, poderá vir a ver-se relegado no final da temporada para uma posição indesejada. Ao invés, o Cartaxo foi a equipa mais penalizada, tendo baixado à penúltima (13.ª) posição, dois pontos abaixo dos dois competidores que imediatamente o precedem na classificação. A U. Abrantina, com doze derrotas acumuladas nos últimos treze jogos, tem praticamente sentenciada a sua despromoção.

Entretanto, na II Divisão Distrital, com a vitória do Pego na recepção ao Ferreira do Zêzere, e a derrota sofrida pelo U. Almeirim em Rio Maior (0-3), estão já matematicamente apuradas – a uma jornada do final desta primeira fase – as seis equipas que disputarão o título de Campeão Distrital do escalão, assim como as três vagas de promoção à I Divisão Distrital: Atalaiense, Pego, Ferreira do Zêzere, Barrosense, Rio Maior e U. Santarém.

No Campeonato Nacional de Seniores, o Fátima ganhou ao Lourinhanense (2-0), com as outras duas equipas do Distrito a encontrarem-se em Alcanena, onde o Riachense causou surpresa, obtendo a sua primeira vitória nesta fase (à quarta jornada), ganhando por 2-1. Tal tem como reflexo a subida dos fatimenses ao 2.º lugar (mantendo uma margem de segurança de seis pontos sobre o antepenúltimo classificado, Carregado, também surpreendente vencedor em Torres Vedras); por seu lado, o Alcanenense, tendo somado o terceiro desaire em quatro jogos, começa a abeirar-se perigosamente da zona de maior risco, dado dispor agora de apenas três pontos de vantagem sobre a mencionada equipa do Carregado – em relação à qual o Riachense subsiste porém com um atraso de oito pontos.

Neste fim-de-semana, o União de Tomar prossegue a sua série de jogos de elevado grau de dificuldade, voltando a encontrar o guia, At. Ouriense, desta vez na cidade do Nabão. O Torres Novas, no regresso a casa, recebendo a visita do Benavente, estará à espreita de um eventual deslize da turma de Ourém, para poder reassumir a liderança. Por seu lado, o Coruchense necessitará confirmar a sua candidatura numa difícil saída, à Chamusca. Também o Fazendense joga uma cartada importante, na deslocação a Assentiz.

As tranquilas equipas do Mação e Pontével disputarão em confronto directo, entre si, a última posição da primeira metade da tabela, actualmente pertença da turma do sul do Distrito. Por fim, o Amiense reúne favoritismo na visita a Abrantes; enquanto o Cartaxo necessitará vencer os Empregados do Comércio para procurar escapar da posição aflitiva em que se encontra.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Março de 2014)

16 Março, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXIII)

Centenario - 23

(“O Templário”, 06.03.2014)

A 30 de Março de 1969, disputava-se a 24.ª e antepenúltima jornada e a luta pelo título de Campeão encontrava-se ao rubro, com o F. C. Porto na liderança, com um único ponto de vantagem sobre o Benfica (que contava, não obstante, com um jogo em atraso), dois em relação ao V. Guimarães e três face ao V. Setúbal. Ao mesmo tempo que o Benfica tinha uma difícil deslocação a Coimbra, o F. C. Porto recebia, em pleno Estádio das Antas, o União de Tomar.

E (mais uma) grande surpresa aconteceu… A equipa de Tomar conseguiria forçar um sensacional empate a dois golos. Depois de manter o nulo até final do primeiro tempo, o União (graças aos tentos de Alberto e Leitão) recuperaria por duas vezes da situação de desvantagem no marcador!

«Sem ter nada a perder na sua deslocação ao Estádio das Antas, por isso mesmo sereno, calmo, descontraído, astucioso, «manhoso», até, o União de Tomar prolongou na tarde de ontem o drama que, num ápice, caiu há tempos sobre as Antas, a Académica sustentou há uma semana e, ontem, os homens de Tomar dilataram, conduzindo os adeptos portuenses a uma situação mais confusa ainda […]»(1)

O resultado ao intervalo, ainda com o marcador em branco, contribuiria para o acrescer da intranquilidade dos homens da casa:

«Em consequência disso, a igualdade que se não alterara, o zero-zero ameaçador e, mais que isso, propiciador de uma acumulação de preocupações e de nervos, de receios e de temores. Temores e receios que vieram a confirmar-se totalmente, mesmo depois de, por duas vezes, a equipa se haver adiantado no marcador…»(2)

Assim, a segunda parte seria repleta de emoção e golos:

«Foi de dramatismo intenso toda a segunda parte, que por isso mesmo ofereceu um espectáculo emotivo, arrasante, apaixonante, cansativo, o que não vale por dizer que se tenha jogado bom futebol, sem todavia ser justo ignorar a arremetida quase furiosa dos homens do F. C. Porto e a subida gradual dos forasteiros, mais crentes, a cada minuto que passava, na possibilidade de um bom resultado. Para a obtenção do qual não deixariam de esforçar-se bem…»(3)

Sabendo tirar partido de tal intranquilidade, beneficiando da grande exibição de Conhé, e do sentido de colectivo do grupo, o União arrancava um magnífico resultado no Estádio das Antas, o que viria a afastar os portistas da possibilidade de conquista do título de Campeão Nacional:

«Podem os portistas lamentar-se de terem empatado um jogo que mereciam ganhar, mas também os tomarenses perderam a oportunidade de no último minuto marcarem o seu 3.º tento que seria o do triunfo […]»(4) – num lance em que, com três unionistas (Leitão, Alberto e Lecas) a surgirem isolados face a Rui, Leitão, de forma infeliz, acabaria por fazer quase como que um “passe” ao guardião portista.

____________

(1) Cf. “A Bola”, 31 de Março de 1969 – Crónica de Álvaro Braga
(2) Cf. Idem, Ibidem
(3) Cf. Idem, Ibidem
(4) Cf. “O Templário”, 5 de Abril de 1969 – Crónica de Silva Monteiro

9 Março, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 Final

Pulsar - Taça Ribatejo - 1-4Final

(“O Templário”, 06.03.2014)

Em nova pausa nos campeonatos distritais para disputa de mais uma eliminatória da Taça do Ribatejo, correspondente aos ¼ Final da competição, o destaque vai para a equipa da Glória do Ribatejo, última classificada na sua série da II Divisão Distrital, que alcançou a proeza de ser a única do escalão secundário a atingir as ½ Finais.

Ao invés, para os tomarenses, infelizes no sorteio, actuando, uma vez mais, em terreno alheio, e, no caso concreto, defrontando o líder da I Divisão Distrital (e finalista no ano anterior), fica o amargo da eliminação, numa prova em que o União de Tomar não conseguiu ainda chegar à Final.

De facto, tendo perdido por 0-2 em Ourém, face ao At. Ouriense, a formação unionista quedou-se pelos ¼ Final, fase que apenas por quatro vezes alcançou (em 2003, 2010, 2011 e 2014), nas quinze participações que regista na Taça do Ribatejo. A melhor participação nabantina na competição continua a ser a da temporada de 2002-03, em que, disputando as ½ Finais com o Águias de Alpiarça, perdendo, também por 0-2, se viu afastado do desafio decisivo.

Nestas quinze presenças, o União somou a 10.ª eliminação em jogos realizados fora de casa. Para além daqueles quatro anos, em que atingiu, pelo menos, os ¼ Final, o clube de Tomar ficou-se pelos 1/8 Final por cinco vezes (1986-87, 1997-98, 2008-09, 2011-12 e 2012-13).

Conforme referido anteriormente, o grupo da Glória do Ribatejo, em deslocação ao Cartaxo, defrontando um primodivisionário, conseguiu reagir à desvantagem, forçando uma igualdade a duas bolas, para acabar por se impor no desempate da marca de grande penalidade, assim concretizando a principal surpresa desta ronda.

Nas outras duas partidas, os favoritos confirmaram na prática o que se afigurava ser o seu teórico maior poderio, com o Fazendense a receber e a vencer por 4-1, frente ao Amiense, actual detentor do troféu, numa “desforra” do encontro das ½ Finais da época precedente. Por fim, noutro confronto entre equipas de escalões diferentes, o U. Almeirim, embora recebendo o Assentis, não evitou perder por 0-1.

Avançam portanto para as ½ Finais da presente edição da Taça do Ribatejo os seguintes clubes: At. Ouriense (tal como indicado, finalista vencido na última temporada), Fazendense (semi-finalista no ano passado), Assentis e Glória do Ribatejo.

Mas o fim-de-semana foi aziago para as cores unionistas também no escalão de Juniores, igualmente com a disputa dos ¼ Final da Taça do Ribatejo, com o União de Tomar, actual detentor do troféu, a ser eliminado, no Cartaxo, tendo perdido por 2-3. Marcam assim presença nas ½ Finais da prova de Juniores, o Alcanenense (finalista derrotado pelo União no ano anterior), Núcleo Sportinguista de Rio Maior, Abrantes e Benfica, para além do Cartaxo.

No Campeonato Nacional de Seniores, disputou-se a 3.ª jornada (de um total de 14) na série de manutenção, com as equipas do Distrito a não conseguirem melhor do que um nulo, na deslocação do Fátima a Porto de Mós, frente ao Portomosense. O Alcanenense foi derrotado, por 0-1, na visita ao Carregado, enquanto o Riachense perdeu em casa (1-2) com o Caldas.

Em função destes resultados, começam a complicar-se as posições na tabela classificativa, com as formações de Alcanena e Fátima a baixarem, respectivamente, ao 4.º e 5.º posto, precisamente os últimos que garantem o acesso à prova do próximo ano; dispõem agora de uma margem de segurança que se reduziu a apenas seis pontos sobre o Carregado, antepenúltimo classificado, portanto já em situação de risco. O Riachense, que somou o terceiro desaire sucessivo em outros tantos jogos, está agora já oito pontos abaixo desse tal 6.º classificado, última esperança de poder ainda “salvar-se” da despromoção e consequente regresso ao Distrital.

Neste fim-de-semana regressam os campeonatos distritais. Na I Divisão, dos quatro primeiros apenas o Torres Novas (actualmente 2.º classificado, a um ponto do líder) jogará fora de casa, numa difícil deslocação a Pontével (no que, curiosamente, constitui a quarta saída consecutiva dos torrejanos). O guia, At. Ouriense dispõe de amplo favoritismo na recepção ao U. Chamusca; o Coruchense recebe também a visita do Cartaxo, em desafio que, à partida, se antevê poder ser mais equilibrado. Por fim, o Fazendense recebe o U. Tomar, num curioso confronto entre 4.º e 5.º classificados – pese embora as distintas ambições dos dois conjuntos –, com os tomarenses a atravessar um ciclo de elevado grau de dificuldade, dado que receberão depois o At. Ouriense, imediatamente antes de nova deslocação, a Coruche.

Nas restantes partidas desta ronda 18, o Amiense, que recebe o Assentis, assim como o Benavente, visitado pela U. Abrantina, são também claramente favoritos. De desfecho mais imprevisível será o confronto entre Empregados do Comércio e Mação.

Na II Divisão Distrital disputa-se a penúltima jornada da primeira fase da prova, com o Pego, recebendo o Ferreira do Zêzere a poder confirmar a última vaga de apuramento para a fase final, de disputa do título (acompanhando U. Atalaiense e, precisamente, o clube ferreirense); mais a Sul, o U. Almeirim, deslocando-se a Rio Maior, necessitará imperiosamente de vencer, para evitar que fique desde já definido o lote de apurados (Barrosense – já matematicamente qualificado –, U. Santarém e Rio Maior, estes dois dispondo de confortável vantagem).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Março de 2014)

9 Março, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

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