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O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – Jogos em atraso

(“O Templário”, 23.11.2023)
Com o curso regular do Campeonato de Portugal em pausa durante duas semanas – ocasião aproveitada para alguns jogos de “acerto de calendário” – as atenções centram-se no Distrital, onde o Fátima somou 9.ª vitória consecutiva, um tão raro quão impressionante ciclo triunfal, com paralelo, na última década, em desempenhos de clubes… que acabaram por ser “Campeões” em tais temporadas: At. Ouriense (11 vitórias sucessivas, em 2013-14); o próprio Fátima (tendo triunfado nas 16 últimas rondas, em 2015-16); U. Almeirim (vitórias nas 18 primeiras jornadas de 2019-20); e o Rio Maior SC, tal como sucede agora com os fatimenses, sob a direcção técnica de Gonçalo Carvalho (ganhando os últimos 12 jogos de 2021-22); constituindo o U. Tomar a “excepção à regra”, com uma série de 9 vitórias sucessivas, também nessa época de 2021-22.
Destaques – Em jogos que se encontravam em atraso do Campeonato de Portugal, merece especial saliência a goleada aplicada pelo, até então, último classificado, Gouveia, recebendo e batendo a turma de Rabo de Peixe por 4-1, numa partida (da 6.ª ronda) em que os homens da Serra cedo se colocaram em vantagem de dois golos, que geriram até final, vindo ainda, depois de os açorianos terem reduzido para 2-1, a ampliar tal diferença. No outro desafio disputado no passado Domingo (respeitante à 9.ª jornada), o Lusitânia ganhou ao Peniche por tangencial 1-0.
Em função destes resultados – e faltando, agora, realizar um único jogo, da 8.ª ronda, entre Marinhense e Fontinhas, agendado para a manhã deste Domingo – não houve novidades no topo, continuando o Alverca “B” a liderar, com mais um ponto que o União 1919. Por seu lado, o lote que partilha a 3.ª posição foi alargado, passando a um quarteto, integrando Benfica e Castelo Branco, U. Santarém, Lusitânia e Sertanense, todos (apenas) a dois pontos do comandante.
Na cauda, a indesejada condição de “lanterna vermelha” é agora repartida por Gouveia, Fontinhas e U. Tomar (com a pior diferença de golos), a dois pontos de Rabo de Peixe e Mortágua – portanto, os cinco clubes, nesta altura, em posição de descida – e a três da “linha de água” (V. Sernache).
I Divisão Distrital – O guia, Fátima, ganhou, ao Cartaxo, por 2-0. Ainda assim, um triunfo bem menos “fácil” do que poderia supor-se, perante o agora penúltimo classificado, com a resistência dos visitantes (pese embora em inferioridade numérica desde os 30 minutos) a ser quebrada apenas no quarto de hora final, tendo o tento da confirmação sido apontado aos 88 minutos.
Perante a excelente série dos fatimenses, os seus mais directos perseguidores, Abrantes e Benfica e Ferreira do Zêzere não dão tréguas, mantendo-se a escassos dois pontos, mercê de duas importantes (e, também, difíceis) vitórias em terreno alheio.
Os abrantinos, ganhando em Ourém, por 2-1 – chegando ao golo somente no período de compensação da primeira parte, tendo ainda consentido a igualdade, para, a um quarto de hora do termo do encontro, fixarem o resultado – somaram quarto triunfo consecutivo.
Quanto aos ferreirenses, alcançaram a terceira vitória sucessiva, impondo-se no difícil reduto de Mação, também por renhido 3-2, numa partida com outras cambiantes: os forasteiros marcaram por duas vezes nos últimos dez minutos do primeiro tempo, parecendo sair para o intervalo em situação “confortável”. Porém, um tento logo a abrir a segunda metade impulsionou os maçaenses para irem em busca da reposição da igualdade, o que conseguiriam, aos 70 minutos. Não se deixando abalar, o grupo de Ferreira do Zêzere apontaria o golo decisivo em cima do minuto 90.
Nesta 11.ª jornada, atrasaram-se, na disputa pelos lugares da frente, o Fazendense, que não conseguiu desfazer o nulo na deslocação a Salvaterra de Magos (mantendo o 4.º posto, mas, agora, a quatro pontos do líder); e, principalmente, o Samora Correia (já a oito pontos), batido, igualmente por 3-2, na Moçarria, frente a uma equipa, esta temporada, a realizar um dos melhores arranques de campeonato (o Moçarriense reparte, por agora, o 9.º lugar, com o Salvaterrense).
Os samorenses até foram os primeiros a marcar, logo aos 12 minutos, mas a turma da casa rapidamente empatou. Na etapa complementar, com a equipa de Samora já reduzida a dez elementos, desde os 39 minutos, mais dois tentos, deram a confiança necessária aos visitados, não tendo os forasteiros conseguido melhor do reduzir para a diferença mínima, já na compensação.
Terá havido “surpresa” em Torres Novas, onde os torrejanos (actuais 6.º classificados) perderam ante o Alcanenense, por 0-2; após um auto-golo à passagem dos vinte minutos, os donos da casa procuraram ripostar, mas sem conseguir concretizar qualquer das ocasiões criadas, vindo ainda o segundo tento, a vinte minutos do final, desvantagem de que não foi possível recuperar.
O Coruchense, recém-despromovido do Campeonato de Portugal, segue-se na tabela, no 7.º lugar, já a considerável distância (onze pontos) da frente, tendo somado dois desaires e dois empates nos cinco últimos jogos; recebendo o Forense, o conjunto do Sorraia por duas vezes liderou o marcador, outras tantas se deixou empatar, tendo visto mesmo o adversário passar para a frente (2-3), antes de, por fim, fixar o resultado no 3-3 final, na segunda igualdade sucessiva.
O Amiense voltou, enfim (após nove jogos de “jejum”), a ganhar, batendo o “lanterna vermelha”, Vasco da Gama, por 2-1, após os visitantes terem sido os primeiros a marcar, tendo a incerteza no desfecho subsistido já para além dos noventa minutos, altura em que, de grande penalidade, a turma de Amiais marcou o tento da vitória. A equipa de Boleiros somou sexto desaire sucessivo, acumulando já dez derrotas, contando um único ponto, já muito distante dos adversários mais próximos; o trabalho que vem desenvolvendo a nível das camadas jovens promete frutificar, mas, por agora, começa a afigurar-se difícil a manutenção no principal escalão do futebol distrital.
II Divisão Distrital – Apenas a série B esteve em acção, para disputa da sua 6.ª jornada, destacando-se o triunfo, por 3-1, do Entroncamento AC em Rio Maior, assim como, por outro lado, a derrota (2-1) sofrida pelo anterior líder isolado, U. Atalaiense, em Alpiarça, face ao Águias.
Os quatro primeiros classificados concentram-se, agora, num intervalo de um único ponto, com um trio na dianteira, formado por Espinheirense (com um jogo a menos), Entroncamento AC e U. Atalaiense, seguidos de imediato pelo Águias de Alpiarça.
Antevisão – Como referido, o Campeonato de Portugal mantém-se em pausa, jogando-se apenas o último desafio que resta em atraso, com o Marinhense a ter a visita dos açorianos do Fontinhas.
No Distrital, o Fátima enfrenta um sério desafio ao seu ciclo vitorioso, deslocando-se a Alcanena, enquanto Abrantes e Benfica e Fazendense, actuando em casa, serão favoritos, mas devendo manter-se focados, em ordem a evitar qualquer eventual dissabor, perante oponentes potencialmente “ameaçadores”, Moçarriense e Salvaterrense. Realce, ainda, para o embate entre Samora Correia e Coruchense.
Na divisão secundária, salientam-se os seguintes encontros, de maior interesse: Porto Alto-Pontével; U. Almeirim-Águias de Alpiarça; U. Atalaiense-Rio Maior; e Tramagal-Vilarense.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Novembro de 2023)
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 10ª Jornada

(“O Templário”, 16.11.2023)
Tal como sucede no ciclismo, quando é imprimido maior ritmo à corrida, o “pelotão” da Série C do Campeonato de Portugal começa a “esticar”, agora – atingida que foi a 10.ª jornada da prova – já com dez pontos a separar o líder do último classificado. Em paralelo, tal traduz-se, no caso do U. Tomar, que veio descaindo para a cauda de tal “pelotão”, num diferencial de sete pontos, não possibilitando, nesta altura, num raio de acção de três pontos, ir além do 8.º posto; do mal, o menos, a “linha de água” continua traçada dois escassos pontos acima… mas urge voltar a somar.
Numa ronda sem especiais surpresas a assinalar, a equipa “B” do Alverca voltou a assumir a liderança, beneficiando do desaire sofrido pelo União 1919 em Peniche. Por seu lado, emblemas como os do U. Santarém, Benfica e Castelo Branco e Marinhense vão-se chegando à frente, em mais um Domingo muito negativo para o trio açoriano, que averbou três derrotas. Aliás, nesta altura, de forma imprevista, Lusitânia e Fontinhas posicionam-se mesmo em zona de descida.
Destaques – Começa por salientar-se, pois, o triunfo do Peniche ante o União 1919, por tangencial 2-1: os visitados entraram praticamente a ganhar, marcando logo ao segundo minuto, tendo ainda os conimbricenses empatado um quarto de hora volvido; não obstante, ainda antes do intervalo, os penichenses marcaram novo tento, quebrando assim o ciclo vitorioso (4 jogos) do adversário.
No “quase derby” entre B. C. Branco e V. Sernache, os albicastrenses impuseram-se de forma categórica, ganhando por 3-0, mercê de um “hat-trick” de Ronaldo Coelho, ascendendo já à 3.ª posição, somente a dois pontos do comandante.
Contrariando as expectativas, atendendo à exibição muito afirmativa que realizara em Tomar, o Lusitânia, que soma já quatro jogos sem vencer, foi batido na Marinha Grande, pelo Marinhense, por 2-0, tendo os donos da casa confirmado o triunfo apenas no derradeiro minuto, o que lhes valeu subir até ao 6.º lugar, um único ponto abaixo de B. C. Branco, U. Santarém e Sertanense.
Anota-se, ainda, o triunfo do Sertanense na viagem à Serra da Estrela, perante o “lanterna vermelha”, Gouveia, fruto de um solitário tento, apontado à passagem dos dez minutos do segundo tempo, agravando a situação de crise dos anfitriões, sem ganhar há cinco jornadas.
Confirmações – Defrontando-se o, de novo, guia da prova, e o actual penúltimo classificado, seria lógico, à partida, que o Alverca “B” fosse favorito a somar os três pontos, frente ao U. Tomar.
Esse favoritismo acentuou-se drasticamente quando, apenas com sete minutos decorridos, os unionistas ficaram reduzidos a dez elementos, na sequência de um lance, porventura imprudente, mas que, pela zona do terreno em que ocorreu (em cima da linha divisória de meio-campo e praticamente junto à linha lateral) poderia ter sido alvo de punição menos severa.
Os tomarenses, bem organizados dentro de campo, conseguiriam suster a ofensiva contrária durante quase meia hora, acabando por sofrer o primeiro tento próximo dos 35 minutos. Porém, uma grande penalidade (a sancionar contacto com o braço), pouco depois, “mataria” qualquer resistência que pudesse ser ainda equacionada. Num muito curto período, entre os 41 e os 45 minutos, passando por fase de desnorte, o “placard” subiria, num ápice, até aos 4-0.
Fora já, até então, um desafio a obrigar a grande desgaste em termos físicos; seria, a partir daí, também de significativo desgaste em termos anímicos. Receou-se que as coisas pudessem ainda piorar, mas, com os nabantinos, de alguma forma, a recompor-se, e os visitados sentindo que já não haveria necessidade de forçar, a segunda parte não teria grande história: o Alverca só voltaria a marcar uma única vez, aos 57 minutos, para, na imediata reposição de bola ao centro, Tiago Vieira, atento ao adiantado posicionamento do guardião, fazer um remate directo para a baliza, apontando um tento (de honra) de belo efeito, fixando o marcador no 5-1 que subsistiria até final.
O grupo de Tomar, forçado neste desafio a fazer um esforço muito desproporcionado, que, cedo se perspectivou, não resultaria em qualquer “recompensa” em termos práticos, manteve a dignidade, tendo desperdiçado ainda uma soberana oportunidade para reduzir para 2-5, já mesmo ao cair do pano. Naturalmente, o Alverca tinha tido também mais algumas ocasiões, negadas por boas intervenções do guardião, Ivo Cristo, realçando-se, por outro lado, o terceiro “hat-trick” de Rodrigo Freitas, em dez jornadas, depois dos antes apontados frente ao Gouveia e ao Peniche.
O U. Santarém, recebendo o Rabo de Peixe, voltou aos triunfos, ganhando por 2-1; depois de ter chegado a vantagem de dois golos, consentiria ainda a redução para a diferença tangencial, a cerca de um quarto de hora do fim. Os açorianos, que tinham começado a prova em grande plano, caíram já até à 9.ª posição, última acima da “linha de água”.
Abaixo dessa baliza delimitadora está, como referido, o Fontinhas, derrotado em Mortágua, que somou segundo triunfo sucessivo, depois de ter levado os três pontos de Tomar, tendo, desta feita, chegado à vitória quando faltavam parcos dois minutos para o fim da partida.
I Divisão Distrital – Pese embora pela diferença mínima (1-0), o Fátima prossegue a senda triunfal, agora já de oito jogos consecutivos, tendo batido uma irreconhecível equipa do Amiense (vice-campeã na época passada), actual penúltima classificada, sem ganhar há nove jornadas!
Também por margem tangencial (2-1) ganharam os seus dois mais imediatos perseguidores, Abrantes e Benfica e Ferreira do Zêzere, enfrentando, respectivamente, o último da tabela, Vasco da Gama (com uma série negativa em curso, de cinco derrotas), e o Salvaterrense.
Mais folgado (4-2) foi o triunfo do Fazendense face ao Mação. Foi a terceira ronda seguida de êxitos para os abrantinos e os homens das Fazendas; ao invés, os maçaenses somaram terceiro desaire em sucessão, estando já muito afastados dos lugares da frente (14 pontos face ao líder).
Registaram-se dois empates: um nulo, no Alcanenense-Coruchense; e 2-2, no Cartaxo-Torres Novas: Miguel Miguel começou por bisar, logo no quarto de hora inicial, mas os cartaxeiros viriam a conseguir restabelecer a igualdade, perto do derradeiro minuto, e numa fase em que estavam já em inferioridade numérica. O grupo torrejano, tal como o conjunto do Sorraia, ocupando o 6.º e o 7.º posto, começam também a atrasar-se, já a sete e a nove pontos do guia.
O Forense somou três importantes pontos, recebendo e batendo o Moçarriense. A grande surpresa da 10.ª jornada sucedeu em Samora Correia, onde a turma local – que se projecta possa ter dominado a partida – acabou por ver-se aturdida, perdendo por 0-1 com o At. Ouriense, que chegou à vitória ao minuto 90+8. Os samorenses baixaram ao 5.º posto, a cinco pontos do Fátima.
II Divisão Distrital – Começam por destacar-se as goleadas aplicadas pelo Pontével (4-0, face ao Rebocho) e Marinhais (5-0, ante o Benfica do Ribatejo). U. Atalaiense e Espinheirense (0-0) e Entroncamento AC e Águias de Alpiarça (1-1) neutralizaram-se, tal como Vilarense e Ortiga (2-2). O Tramagal é o líder mais destacado (quatro pontos de vantagem), dispondo a U. Atalaiense de avanço de três pontos; na outra série, Pontével e Glória do Ribatejo partilham o comando.
Antevisão – O Campeonato de Portugal sofre interregno de duas semanas, apenas sendo retomado já em Dezembro. Deverão, entretanto, realizar-se os jogos em atraso, de rondas anteriores.
No Distrital o realce vai para os embates: Mação-Ferreira do Zêzere, Salvaterrense-Fazendense, e Moçarriense-Samora Correia, para além do “clássico” Torres Novas-Alcanenense.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Novembro de 2023)
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 9ª Jornada

(“O Templário”, 09.11.2023)
Numa competição em que os prognósticos saem, frequentemente, gorados, recebendo um dos “lanternas-vermelhas”, o União não foi capaz de dar sequência à boa exibição da semana anterior, sofrendo segundo desaire caseiro, podendo começar a ver desnivelar-se a contagem entre vitórias (três) e derrotas (cinco), pressuposto fundamental para o seu objectivo. Mas, já com nove jornadas disputadas – e, ainda, 17 por disputar –, as diferenças continuam a ser mínimas: a um ponto da “linha de água” (9.º classificado); dois em relação ao 4.º; e, apenas três pontos face ao 3.º lugar.
Prosseguindo na senda do grande equilíbrio por que se tem pautado esta Série C do Campeonato de Portugal, temos, de entre o total de 14 clubes concorrentes, nada menos de 11 (!) que contam três vitórias averbadas na prova, até à data. A “destoar”, só um absolutamente inesperado líder, União 1919, já com cinco triunfos (quatro dos quais, consecutivamente, nas últimas rondas), para além, por outro lado, dos dois últimos classificados: Mortágua, que somou os três pontos apenas pela segunda vez; e o Gouveia, que conta uma única vitória, por curiosidade, frente ao U. Tomar…
Noutra perspectiva, os nabantinos ganharam os jogos realizados ante os emblemas que ocupam, nesta altura, o 3.º e 5.º posto (respectivamente, V. Sernache e B. C. Branco), assim como ao agora 9.º classificado (Marinhense). Mas, como se vai entendendo, as posições na pauta classificativa pouco significam, para já, sendo muito mais importante a pontuação que se vai somando.
Destaques – Tendo sido realizados seis jogos nesta 9.ª ronda (dado o adiamento do Lusitânia-Peniche), registaram-se três igualdades, enquanto os outros três desafios foram decididos pela margem mínima. Ainda assim, o destaque vai, de novo, para o União 1919, que se impôs por 2-1 ante o Benfica e Castelo Branco, com o tento decisivo a ser apontado a dois minutos do termo do tempo regulamentar. Desde a 4.ª jornada que não tínhamos um guia com dois pontos de vantagem.
Outra nota de realce vai para o Mortágua, que, mostrando muito mais do que a classificação que ocupa poderia fazer supor, dominou, praticamente desde início, o encontro em Tomar. Tal como sucedera na partida com o Marinhense, os unionistas tiveram uma má entrada, sem conseguir “pegar no jogo”, perante a iniciativa contrária, com a formação forasteira sempre mais dinâmica. Marcando cedo, ainda antes dos dez minutos, o que viria a ser o único tento, os visitantes estiveram mais perto de poder ampliar a vantagem do que o União de chegar ao empate.
Deverá, ainda, atentar-se que, antes da (invulgar) “débacle” sofrida nos derradeiros minutos, o Mortágua tinha chegado já ao final do tempo regulamentar a ganhar por 3-1 na Sertã, tendo, no feriado de 1 de Novembro, imposto um nulo ao então líder, Alverca “B”.
Num confronto entre os dois clubes que, em anos recentes, militaram em escalão superior (“Liga 3”), uma equipa do Fontinhas, com um desempenho algo irregular neste primeiro terço do campeonato, derrotou um dos candidatos à subida de divisão, U. Santarém (que sofreu segundo desaire sucessivo), por 3-2. Numa partida renhida, os açorianos estiveram sempre em vantagem, pese embora os escalabitanos ainda tenham conseguido restabelecer a igualdade por duas vezes.
Surpresa – Para além da imprevista derrota dos tomarenses, foi também, de alguma forma, surpreendente o desfecho do embate entre o V. Sernache (3.º classificado) e o Gouveia (último), que saldou numa igualdade a uma bola, com a particularidade de os dois golos terem sido apontados nos dez minutos iniciais: a equipa da Serra marcou ao segundo minuto; os donos da casa empataram logo de seguida.
Confirmações – Nas restantes duas partidas partidas, envolvendo formações com aspirações a lugares na parte superior da tabela, registaram-se outros tantos expectáveis empates: 1-1 no Rabo de Peixe-Marinhense (terceira igualdade consecutiva do conjunto açoriano), também com a singularidade de os dois golos terem sido obtidos num curto espaço de quatro minutos, entre os 27 e os 31; e 0-0 no Sertanense-Alverca “B”, na quarta vez (em cinco jogos dos ribatejanos em terreno alheio) em que o nulo subsistiu até final.
I Divisão Distrital – Numa jornada (também a 9.ª) em que os emblemas teoricamente favoritos se impuseram, portanto, sem especiais surpresas a assinalar, a principal nota de destaque vai para a série, já de sete vitórias consecutivas, que o líder, Fátima, leva em curso, tendo ido ganhar, a um reduto bastante difícil, ao Torres Novas, por tangencial 1-0, com um tento de um dos líderes da tabela de melhores marcadores da prova, Cristiano Aniceto.
O Ferreira do Zêzere reagiu da melhor forma ao desaire sofrido, no feriado, nas Fazendas de Almeirim, indo vencer a Amiais de Baixo por 3-1, confirmando que o Amiense está, esta época, muito distante do nível que atingiu no campeonato anterior, para já em modesta 13.ª posição.
O Samora Correia obteve também um notável triunfo, em Salvaterra de Magos, por 2-1, com o golo decisivo a ser apontado, na conversão de uma grande penalidade, já em período de compensação, numa tarde em que os samorenses terminaram o desafio reduzidos a oito elementos (tendo chegado ao tento da vitória quando jogavam já com dois homens a menos)!
O Abrantes e Benfica, vencedor em Mação, por 1-0, completa (a par dos ferreirenses e da turma de Samora) o trio de perseguidores do comandante, todos apenas a dois pontos, num campeonato que parece apresentar-se bastante desnivelado, especialmente entre as seis / oito equipas da frente e as cinco da cauda da tabela.
Depois de ter perdido em Fátima por claro 3-0, o Coruchense aplicou a mesma marca frente ao Cartaxo; enquanto o Alcanenense obteve também importante vitória (2-1) na Moçarria, marcando igualmente o golo determinante em tempo de compensação. O Fazendense não teve dificuldades para bater, em terreno alheio, o Vasco da Gama, por 3-1.
Assinala-se, por fim, o inusitado “placard” (4-4) verificado no At. Ouriense-Forense, depois de os visitantes terem chegado a dispor de vantagem de 3-0, e de 4-1, a vinte minutos do termo.
II Divisão Distrital – U. Atalaiense (mesmo não tendo ido além do empate a um golo nos Riachos) e Tramagal (ganhando 2-0 na Ortiga, sendo o único clube só com vitórias) são, para já, as duas equipas a salientar, liderando as respectivas séries.
O Entroncamento AC, depois de um arranque deveras afirmativo (com duas goleadas por “chapa” 9), foi derrotado por categórico 3-0 pelo Espinheirense, com quem reparte a 2.ª posição, a três pontos da U. Atalaiense. Muito surpreendente foi a goleada (6-1) do At. Pernes ao U. Almeirim.
Na série mais a Sul tudo está ainda muito embrulhado, após as três rondas iniciais: Pontével e Glória do Ribatejo somam seis pontos; Marinhais (vencendo por 3-0 no “derby” com o Porto Alto) e Benavente, ambos com cinco; e Porto Alto e Paço dos Negros, com quatro pontos.
Antevisão – Na 10.ª jornada do Campeonato de Portugal as atenções estarão focadas, principalmente, no U. Santarém-Rabo de Peixe, B. C. Branco-V. Sernache e Marinhense-Lusitânia, enquanto o U. Tomar terá uma difícil deslocação a Alverca.
Na I Divisão Distrital, realce para os seguintes encontros: Fátima-Amiense, Fazendense-Mação e Alcanenense-Coruchense. No escalão secundário, destaque para o Glória do Ribatejo-Benavente, U. Atalaiense-Espinheirense, Entroncamento AC-Águias Alpiarça e Tramagal-Pego.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Novembro de 2023)
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 7ª Jornada

(“O Templário”, 02.11.2023)
Ao nono jogo da temporada (incluindo a partida da Taça de Portugal), enfrentando, em desafio da 7.ª jornada, um adversário (Marinhense) com fortes aspirações neste campeonato, o U. Tomar, realizando a sua melhor exibição até à data, alcançou um meritório triunfo, o qual, aliás, poderia ter sido averbado por margem mais dilatada que o solitário golo registado no marcador final.
Considerando também os encontros já disputados (de forma antecipada) da 8.ª ronda, o grupo unionista – tendo somado dez pontos – reparte, nesta altura, o 9.º posto, precisamente com tal oponente, distando apenas três pontos do agora novo líder, de forma absolutamente inesperada, o União 1919; e somente dois pontos face ao quarteto que partilha a vice-liderança, constituído por Alverca “B”, Lusitânia (estes dois com um jogo a menos), U. Santarém e V. Sernache.
Destaques – A primeira nota de realce vai para o extremo equilíbrio que vai subsistindo na tabela classificativa, com os dez primeiros concentrados num curto intervalo de três pontos, quanto nos aproximamos já da conclusão do primeiro terço da prova. Numa competição em que “todos podem ganhar a todos”, o União 1919 foi o único dos seis primeiros classificados à entrada para esta jornada a conseguir vencer – tendo os dois anteriores guias, U. Santarém e V. Sernache, sido derrotados, tal como o Marinhense; enquanto Lusitânia e Rabo de Peixe não foram além de nulos.
Começa, pois, por destacar-se o desempenho do recém-promovido União 1919 (primeiro adversário do U. Tomar nesta época), o qual, depois de três desaires sucessivos, encarrilou também uma série de três triunfos – sendo que, por curiosidade, nenhum outro clube teve ainda, na presente edição da prova, uma série tão negativa ou tão positiva. Depois de ganhar ao Sertanense e de ter goleado em Gouveia, os conimbricenses voltaram a impor-se, no seu reduto, pela marca de 2-0, frente a um dos anteriores guias, V. Sernache, arrebatando o comando.
Em evidência continua a estar a jovem equipa “B” do Alverca, tendo derrotado o U. Santarém – que parecia ir em ganho de embalagem, tendo, nas quatro partidas precedentes, cedido um único empate – por 3-1. Depois de, ainda cedo, se ter visto em desvantagem, a turma de Alverca repôs a igualdade logo a abrir a segunda metade, importante tónico para consumar a reviravolta, que viria a confirmar já em período de compensação, num jogo algo “acidentado”, com uma expulsão para cada lado na primeira parte, tendo os vencedores terminado reduzidos a nove elementos.
Em Tomar, o União não entrou bem no jogo, vendo o Marinhense assumir a iniciativa, e remetendo o conjunto da casa para o seu meio-campo. Não tendo tal domínio tido tradução em flagrantes ocasiões de golo, os unionistas começaram a “soltar-se” e, arrancando para uma notável exibição, até final da primeira parte, tiveram uma “mão cheia” de oportunidades para marcar, em especial com duas bolas nos ferros da baliza e três boas defesas do guardião da Marinha.
O golo que proporcionaria a terceira vitória dos nabantinos, em quatro partidas realizadas em Tomar, viria a surgir apenas decorridos os dez minutos iniciais do segundo tempo, na sequência de um canto, numa “combinação” entre os dois defesas centrais, com Nuno Rodrigues, de cabeça, a assistir Henrique Matos, para o remate vitorioso. Perante um adversário surpreendentemente incapaz de ripostar, seriam ainda os tomarenses, perdulários, a desperdiçar, pelo menos, outras três ocasiões, em que, em rápidas transições, levaram muito perigo junto à baliza contrária.
Surpresas – Numa tarde de pouco acerto para os três emblemas açorianos, não tendo, nenhum deles, conseguido marcar, mesmo actuando todos em casa, o Fontinhas foi surpreendido por um irreverente Peniche, tendo bastado um tento para regressar ao continente com os três pontos.
Tão ou mais inesperado terá sido o nulo cedido pelo Lusitânia – que tanto impressionara em Tomar (e que boa conta dera ante o Benfica) –, na recepção ao “lanterna vermelha”, Gouveia, que vinha de uma goleada (1-5), sofrida em casa, ante o União 1919 (e que subsiste em penúltimo).
Confirmações – Num confronto entre duas equipas com aspirações (pese embora a posição, nos lugares da cauda da pauta classificativa, dos albicastrenses), Rabo de Peixe e Benfica e Castelo Branco neutralizaram-se, não tendo sido desfeito o nulo no marcador.
A outra “confirmação” esteve mesmo à beira de ser uma “surpresa”: ao minuto 89, o Mortágua (último classificado) ganhava na Sertã por 3-1… até que, no período de compensação (que se estendeu ao longo de cerca de dez minutos), o Sertanense operou uma “épica” reviravolta, começando por, apenas num reduzido intervalo de dois minutos (aos 89 e 91), repor a igualdade, para aos 90+9 chegar mesmo ao golo da vitória, por 4-3!
I Divisão Distrital – No duelo de líderes o Ferreira do Zêzere foi mais forte, tendo batido o Abrantes e Benfica (que, nas seis jornadas iniciais, consentira um único tento, nos Amiais de Baixo) por 2-0: um golo a fechar a primeira parte, e outro ainda antes do quarto de hora da etapa complementar sentenciaram o desafio, passando os ferreirenses a ser a única equipa invicta!
“Pé ante pé”, o Fátima, que tivera um “arranque em falso”, com um empate (pese embora no difícil reduto das Fazendas de Almeirim) e, pior, uma derrota caseira ante o Ferreira do Zêzere, somou quinta vitória consecutiva, ascendendo ao 2.º lugar, colado como uma “sombra” ao guia, somente a um ponto. Em doze minutos (entre os 43 e os 55) resolveu a contenda na Moçarria, vindo a triunfar por 4-1, também num campo tradicionalmente difícil.
O Torres Novas esteve também em especial evidência, quebrando a invencibilidade do Coruchense, ganhando, em terreno alheio, por 1-0, mercê de um tento apontado ainda antes dos 20 minutos, que lhe permite alcandorar-se a um lugar no pódio, que partilha com Samora Correia e Abrantes e Benfica, todos apenas a três pontos do comandante.
Os samorenses voltaram a expor as fragilidades do Vasco da Gama, goleando, fora de casa, por 6-2. Por seu lado, o Mação, desforrou-se da goleada sofrida há uma semana, batendo o Forense por 3-0, com duas das equipas recém-promovidas, a denotar, por ora, dificuldades a este nível.
Não seria expectável o diferencial de 3-0 (com os três golos nos últimos dez minutos) registado no At. Ouriense-Cartaxo, no que constitui, aliás, a primeira vitória do grupo de Ourém na prova. O Salvaterrense interrompeu um ciclo de três desaires, ganhando ao Alcanenense, por 2-1.
Num embate que colocava frente-a-frente, o 2.º e 3.º classificados da última época, que disputaram o título de Campeão com o U. Tomar até à última jornada, Amiense e Fazendense empataram também sem golos, com os visitados num modesto 12.º lugar, e os forasteiros no 7.º.
II Divisão Distrital – Jogou-se apenas na série B, com o Entroncamento AC a ceder um imprevisto empate (1-1) na recepção ao Riachense, do que aproveitou o U. Atalaiense (somando terceiro triunfo em três jogos, face ao At. Pernes, por 1-0) para se isolar na liderança da prova.
Antevisão – O Campeonato de Portugal tinha agendados, para o feriado de 1 de Novembro, dois dos três jogos que subsistiam por realizar da 8.ª ronda, prosseguindo, no fim-de-semana, com a 9.ª jornada, com destaque para os encontros: União 1919-B. C. Branco, Fontinhas-U. Santarém e Rabo de Peixe-Marinhense. O U. Tomar enfrenta jogo muito importante, recebendo o Mortágua.
A I Divisão Distrital teve também a 8.ª ronda no feriado (com duelos empolgantes: Fazendense-Ferreira Zêzere e Fátima-Coruchense; para além do “derby” Forense-Salvaterrense), estando a 9.ª agendada para Domingo, com realce para o Amiense-Ferreira Zêzere e o Torres Novas-Fátima.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Novembro de 2023)
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 8ª Jornada (jogos antecipados)

(“O Templário”, 26.10.2023)
A pausa na sequência regular de jornadas do Campeonato de Portugal foi aproveitada para disputa de mais três jogos antecipados da 8.ª jornada, inicialmente agendada para 1 de Novembro. Depois de ter recebido o Lusitânia, o U. Tomar deslocou-se a Santarém, enfrentando, nesta fase desafiante do calendário, duas das mais fortes equipas da prova, que, tal como o próximo adversário (Marinhense) se posicionarão entre os principais candidatos à subida.
Perante um opositor com o potencial do U. Santarém, os tomarenses dificilmente poderiam ter tido pior entrada em campo: estava decorrido somente o primeiro minuto, quando, beneficiando de espaço de manobra próximo da área, a turma escalabitana logo se colocou em vantagem.
Um golo tão prematuro não deixaria de ter reflexos na abordagem de ambas as equipas, com os visitados a poderem jogar, a partir daí, sem pressão, confiantes de que poderiam voltar a marcar. Por seu lado, os nabantinos, não se deixando afectar por tal golpe, mantiveram a toada, procurando disputar o jogo pelo jogo, porém, denotando alguma falta de agressividade (no bom sentido).
Já depois de os santarenos terem ampliado para 2-0, praticamente definindo o desfecho da partida, o grupo tomarense nunca “baixou os braços”, com atitude positiva, com maior posse de bola, tendo, aliás, arriscado tudo no quarto de hora final, instalando-se no meio-campo contrário, mas com um tipo de jogo falho de objectividade, que se revelou, pois, infrutífero.
Outro tento, apontado pelos locais já nos derradeiros minutos, fixando o 3-0, colocou o marcador num desnível porventura algo excessivo, face ao aparente “equilíbrio” durante larga fase do encontro – isto, pese embora não tivessem ficado dúvidas sobre o diferencial entre ambos os conjuntos, dispondo o U. Santarém de superiores argumentos, tirando igualmente partido, neste jogo em concreto, da forma aberta como o adversário encarou o desafio, tendo ainda obrigado o guardião Ivo Cristo a um par de difíceis intervenções, a evitar outros tantos golos.
Podendo tal parecer contraditório com o afirmar que a diferença no “placard” possa ter sido algo exagerada, ficou, sobretudo, a sensação de que, pelo esforço e entrega evidenciados dentro de campo, talvez o U. Tomar pudesse ter justificado chegar ao golo, o que, porém, requererá maior acutilância no último toque e mais assertividade no remate. Em qualquer caso, a equipa continua a deixar bons sinais, de que é capaz de dar réplica a qualquer adversário, e retomar as vitórias.
Após o jogo com o União, fora o Lusitânia a ascender à liderança; agora, mesmo que à condição, dado que ficou com um “jogo a mais”, foi o U. Santarém a assumir tal posição de comando… que, em paralelo, reparte com um sensacional V. Sernache, o qual, num “derby”, se impôs por tangencial 1-0 ao Sertanense, também em jogo antecipado.
No outro desafio da 8.ª ronda, o Gouveia, tendo sido goleado, em casa, por obviamente imprevista marca de 1-5, pelo União 1919, caiu no último lugar, enquanto os conimbricenses integram agora um trio na 4.ª posição. Os homens da Serra até começaram por inaugurar o marcador, mas o conjunto de Coimbra empatou logo no recomeço, operando a reviravolta depois da hora de jogo, vindo a marcar, de “rajada”, ainda mais três golos, nos cinco minutos finais!
Na pauta classificativa, ainda perturbada pelo diferente número de jogos realizados por cada concorrente, temos, agora, os seis primeiros concentrados num intervalo de somente dois pontos: U. Santarém e V. Sernache com 12; Lusitânia com 11 (e menos um jogo); e União 1919, Rabo de Peixe e Marinhense com 10 (estes dois últimos também apenas com seis jogos disputados). Por sua parte, o União mantém-se abaixo da “linha de água”, mas só a três pontos do trio indicado.
I Divisão Distrital – Numa jornada (6.ª) em que se cruzavam os quatro primeiros da tabela, o líder Ferreira do Zêzere não conseguiu ir além da igualdade (2-2) em Samora Correia, por duas vezes tendo deixado escapar situações de vantagem, num confronto em que o resultado ficou definido ainda nos primeiros 45 minutos, tendo os ferreirenses enfrentado praticamente toda a segunda metade em inferioridade numérica.
Em função disso, o Abrantes e Benfica, vencedor, na recepção ao Fazendense, mercê de um solitário golo, apontado já ao “cair do pano”, igualou o Ferreira do Zêzere no 1.º posto, ambos com 14 pontos, um acima do Fátima, que se impôs, também num “derby”, batendo o At. Ouriense por 3-1, num jogo em que só terá havido incerteza no desfecho entre os 85 (quando o conjunto de Ourém reduziu para 2-1) e os 89 minutos, com os fatimenses a confirmar então o triunfo.
Para além dos guias, também o Coruchense subsiste invicto, ganhando por 1-0 a uma equipa do Amiense, por agora muito distante da que, na época passada, discutiu o título até ao último dia, ocupando agora muito modesta 13.ª posição, apenas tendo ganho um jogo até agora.
Em grande evidência esteve o Alcanenense, a golear por categórica marca de 7-2 o Mação, causando a surpresa da jornada (sobretudo pelos números atingidos). O Moçarriense prossegue o seu bom início de época, tendo arrancado um também inesperado empate (1-1) em Torres Novas.
O Cartaxo fez valer o factor casa, derrotando o Salvaterrense por 3-1, enquanto o Forense somou os seus primeiros pontos no campeonato, ganhando por 2-1 ao Vasco da Gama, conjunto que partilha agora o último lugar com o At. Ouriense, ambos com um único ponto averbado.
II Divisão Distrital – Pontével (Série A), Entroncamento AC e U. Atalaiense (Série B) e Tramagal e Ortiga (Série C) são os clubes que bisaram a vitória, liderando, pois, as respectivas séries.
Destaca-se, em especial, a goleada (4-0) aplicada pelo Pontével ao Glória do Ribatejo, sendo que, em paralelo, também o Porto Alto goleou (5-0) o Benfica do Ribatejo, enquanto o Caxarias fez ainda melhor, goleando por 7-0 em Ferreira do Zêzere, face à equipa “B” local.
Taça de Portugal – Nos 1/32 avos de final salienta-se a eliminação de quatro emblemas da I Liga: Farense, Rio Ave, Chaves e Moreirense, afastados, respectivamente, por Länk Vilaverdense e Torreense (ambos da II Liga), Canelas 2010 (Liga 3) e Paredes (Campeonato de Portugal).
Das equipas da Série C, o Lusitânia não deslustrou ante o Benfica, tendo perdido por 1-4, o mesmo resultado com que o Mortágua foi desfeiteado no Funchal, pelo Marítimo; o Rabo de Peixe perdeu, também nos Açores, por 0-2, com o Casa Pia, pelo que já nenhuma subsiste em prova.
Avançam na competição, para os 1/16 avos de final: 13 clubes da I Liga; nove da II Liga; um da Liga 3 (Canelas 2010); sete do Campeonato de Portugal; e também um único resistente dos Distritais (At. Malveira) – sendo que se registou o adiamento do desafio Camacha-Famalicão.
Antevisão – O Campeonato de Portugal “volta atrás”, para disputa (Sábado) da 7.ª ronda, com destaque para as partidas: U. Tomar-Marinhense, Alverca “B”-U. Santarém, União 1919-V. Sernache e Rabo de Peixe-Benf. e Castelo Branco; enquanto o Lusitânia recebe o último, Gouveia.
Na I Divisão Distrital as atenções estarão focadas num aliciante embate entre os dois actuais líderes, com o Ferreira do Zêzere a ter a visita do Abrantes e Benfica. Realce ainda para o Amiense-Fazendense e para o Moçarriense-Fátima, com os visitantes a serem colocados à prova.
Na II Divisão Distrital, destacam-se os seguintes encontros: Benavente-Pontével, Entroncamento AC-Riachense, Rio Maior SC-Espinheirense, Ortiga-Tramagal e Pego-Caxarias.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Outubro de 2023)
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 1ª Jornada (jogo em atraso)

(“O Templário”, 19.10.2023)
Em fim-de-semana reservado a jogos de “acerto de calendário” no Campeonato de Portugal, realizaram-se as partidas U. Tomar-Lusitânia e Fontinhas-União 1919 (que se encontravam em atraso, respectivamente, da 1.ª e da 3.ª jornada), assim como o Peniche-Rabo de Peixe (neste caso, um encontro antecipado da 8.ª ronda, inicialmente agendada para o feriado de 1 de Novembro).
O desafio de Tomar tinha o especial aliciante de o União poder, em caso de triunfo, ascender, de modo sensacional, ao 1.º lugar! Porém, tudo acabou por sair ao contrário do ambicionado e quem veio a assumir a posição de comandante foi mesmo a turma açoriana do Lusitânia, vendo-se os unionistas relegados para os indesejados lugares de despromoção, abaixo da “linha de água”…
Numa prova que, até agora, se tem pautado por equilíbrio extremo, a formação do Lusitânia foi a que, nos seis confrontos já disputados pelos tomarenses, revelou maior superioridade face ao rival. Assumindo a iniciativa desde o início, os homens de Angra do Heroísmo colocaram grandes dificuldades aos anfitriões, que, sem bola, não tiveram possibilidade de explanar o seu futebol.
Os forasteiros, poderiam ter chegado ao golo num par de oportunidades, mas, curiosamente, viria a ser o União, “contra a corrente”, a colocar-se em vantagem no marcador, já no ocaso da primeira metade, num tento apontado por Patrick Igwe, por coincidência, um avançado que, na época passada, alinhara na turma dos Açores, portanto, a marcar à sua antiga equipa.
No segundo tempo antecipava-se já uma entrada forte dos visitantes, com os unionistas – tal como sucedera frente ao V. Sernache e ao B. C. Branco – a unir esforços para procurar manter a sua baliza inviolada. Porém, tudo se precipitaria próximo da hora de jogo: o árbitro assinalou grande penalidade (que os açorianos desperdiçaram), lance no qual, porém, os tomarenses sofreram dupla penalização, dado terem ficado reduzidos a dez elementos, por expulsão de Guilherme Graça.
Vendo ampliar-se, de modo significativo, as dificuldades, a resistência nabantina seria quebrada em muito curto período, com o Lusitânia a operar – entre os 62 e os 68 minutos – a reviravolta, colocando-se em vantagem por 2-1. Até final, a toada de jogo não se alterou, com o União a procurar aproveitar qualquer oportunidade que pudesse proporcionar-se, em lance rápido de transição, mas, já no minuto 90, seria mesmo o adversário a fechar a contagem, fixando o 3-1.
Em função deste desfecho, o Lusitânia é, agora, o novo guia do campeonato, com mais um ponto que o Marinhense, seguido por um quarteto (formado por Alverca “B”, U. Santarém, V. Sernache e Rabo de Peixe – este com o seu jogo da 6.ª ronda ainda por disputar), todos apenas a dois pontos.
Quanto ao U. Tomar, integra-se noutro quarteto, entre o 9.º e o 12.º posto, a par do União 1919, Fontinhas e Peniche. Precisamente, no outro jogo em atraso, o Fontinhas recebeu e bateu o União 1919 por tangencial 3-2: os açorianos abriram o activo aos oito minutos, tendo os conimbricenses empatado de imediato, vindo depois a colocar-se em vantagem. O grupo da Praia da Vitória restabeleceu a igualdade ainda no primeiro tempo, tendo chegado à vitória já na compensação.
Na outra partida, entre Peniche e Rabo de Peixe – por ora, ainda “fora das contas” da pauta classificativa até à 6.ª jornada, já que respeitou à 8.ª ronda – os penichenses voltaram, pela segunda semana seguida, a evitar a derrota caseira, com um tento apontado já para lá dos noventa minutos, depois de os açorianos terem começado por marcar primeiro, aos 70 minutos.
I Divisão Distrital – À 5.ª jornada desfez-se o trio da liderança, dado que o Ferreira do Zêzere foi o único emblema a sair vitorioso, pelo que se torna no primeiro comandante isolado da prova, agora com dois pontos de vantagem sobre o par constituído por Abrantes e Benfica e Fazendense.
O destaque vai para a primeira derrota do Samora Correia, batido nas Fazendas de Almeirim por 2-0, com os locais a marcar ainda antes do quarto de hora inicial, confirmando a vitória logo no recomeço, estavam decorridos apenas oito minutos do segundo tempo.
Por seu lado, os ferreirenses, recebendo o agora “lanterna vermelha”, Forense, que conta por desaires todos os jogos disputados (mas que oferecera boa réplica ante o Fazendense), não foram além de tangencial 1-0, com o tento do triunfo obtido logo depois do primeiro quarto de hora.
Já os abrantinos, numa tradicionalmente difícil visita aos Amiais, conseguiram, “in extremis”, resgatar um ponto, depois de se terem visto em desvantagem cerca dos 40 minutos, empatando (1-1) aos 90+7 minutos, e isto numa altura em que se encontravam já em inferioridade numérica.
Fátima (a recuperar na tabela) e Torres Novas (com notável início de época) partilham agora o 4.º lugar com o Samora Correia. Os fatimenses, também com saída de elevado grau de dificuldade, impuseram-se em Salvaterra de Magos, por 2-1, depois de terem chegado a dispor de vantagem de dois golos, até aos 70 minutos; quanto aos torrejanos, foram ganhar a Ourém, por 2-0.
Em jogo movimentado, o Moçarriense esteve por duas vezes em vantagem, frente ao Coruchense, tendo o conjunto do Sorraia estabelecido a igualdade final (2-2) apenas a oito minutos do final.
Por seu lado, o Mação chegou com tranquilidade ao 4-0 (com quatro tentos apontados entre os 40 e os 60 minutos) frente ao Cartaxo, tendo os visitados reduzido para o 4-1 final.
O Alcanenense, em deslocação a Boleiros, marcou por duas vezes nos dez minutos iniciais, mas viria a consentir o restabelecimento da igualdade, com dois tentos sofridos nos últimos cinco minutos da primeira parte, no que foi o primeiro ponto averbado pelo Vasco da Gama.
II Divisão Distrital – No arranque deste campeonato, o clube em maior evidência é o Entroncamento AC, que terá registado um feito porventura inédito a nível do futebol em Portugal: atingiu, em duas semanas sucessivas, a “chapa” 9 a seu favor: depois da goleada por 9-1 aplicada ao Benfica do Ribatejo (em jogo da Taça do Ribatejo), estreou-se no escalão secundário, com outra goleada, desta feita por 9-0 (!), ante o regressado Mindense.
Outro emblema de regresso à competição da Associação de Futebol de Santarém, o Pontével, goleou por 4-0… o Benfica do Ribatejo (em partida disputada em Almeirim); o mesmo desfecho obtido pelo Tramagal, que foi ganhar a Alferrarede. O Águias de Alpiarça, recém-despromovido, (tal como o Entroncamento AC), triunfou por categórica marca de 3-0, na recepção ao Riachense.
Antevisão – O Campeonato de Portugal volta a estar em pausa, devido à realização de eliminatória da Taça de Portugal (1/32 de final) – fase atingida por apenas três clubes da Série C de tal campeonato, com a particularidade de o Lusitânia ter a visita do Benfica, cabendo ao Rabo de Peixe receber o Casa Pia, enquanto o Mortágua viaja até ao Funchal, defrontando o Marítimo.
Não obstante, o fim-de-semana é, de novo, aproveitado para outros (três) encontros antecipados da 8.ª ronda: o “clássico” U. Santarém-U. Tomar (agendado para Sábado), defrontando-se pela 46.ª vez em jogos oficiais (com um renhido balanço de 15 vitórias dos escalabitanos, 16 empates e 14 triunfos dos nabantinos); Gouveia-União 1919; e o aliciante “derby” V. Sernache-Sertanense.
Na I Divisão Distrital destacam-se os empolgantes embates: Samora Correia-Ferreira do Zêzere; Abrantes e Benfica-Fazendense (jogos que envolvem os quatro primeiros da tabela classificativa); para além do “derby” Fátima-At. Ouriense. No escalão secundário, realce para os encontros: Pontével-Glória do Ribatejo; Riachense-Rio Maior SC; e Espinheirense-Águias Alpiarça.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Outubro de 2023)
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 6ª Jornada

(“O Templário”, 12.10.2023)
Um quarteto de clubes com nove pontos, seguido por um trio com oito pontos, e, ainda, também por outro terceto com sete pontos, posicionados entre o 2.º e o 11.º lugar da tabela classificativa, expressa bem a amálgama que, com seis jornadas já disputadas, a Série C se vem revelando.
A equipa “B” do Alverca perdeu, tendo sido a última a ver quebrada a invencibilidade na prova. Já todos os 14 concorrentes ganharam e perderam… e só o Rabo de Peixe ainda não empatou. O novo líder, Marinhense, atinge tal posição, paradoxalmente, com uma diferença de golos nula.
O U. Tomar, que deixou escapar a vitória ao minuto 98, no derradeiro lance da partida, mantém-se a três pontos do comandante. Imagine-se um cenário hipotético em que estivéssemos na última jornada do campeonato, e que faltasse disputar apenas o jogo em atraso entre União e Lusitânia; caso o União vença, ascenderá ao 1.º lugar; caso perca, ficará em posição de descida de divisão!…
Paulatinamente, os teóricos candidatos começam a vir à tona: o Marinhense alcandorou-se já ao 1.º posto; o U. Santarém segue-se de imediato, apenas um ponto abaixo. Por curiosidade, estes serão, precisamente, os dois adversários que se seguem para o U. Tomar, nas próximas rondas (7.ª e 8.ª), isto, claro, após o acerto de calendário, com a tal recepção ao Lusitânia (jogo da 1.ª jornada).
Destaques – O primeiro realce vai para a quebra de invencibilidade do Alverca “B”, feito protagonizado pelo Marinhense, impondo-se por difícil 2-1, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem no marcador. Na segunda parte, num quarto de hora (entre os 60 e os 75 minutos), dois tentos consumaram uma importante reviravolta.
Outro destaque vai para o regresso do Benf. Castelo Branco aos triunfos, batendo o Fontinhas por 2-0, tendo os dois golos sido apontados na última meia hora do desafio, voltando a fazer crescer a dúvida sobre as aspirações dos açorianos, os quais mantêm a indesejada condição de “lanterna vermelha”… não obstante, apenas a seis pontos do guia, e, também, ainda com um jogo em atraso.
Em evidência esteve também o U. Tomar, que, com mais uma exibição muito personalizada, reagindo bem à contrariedade de sofrer um primeiro golo, à passagem da meia hora, na conversão de uma grande penalidade, não só restabeleceu o empate de pronto (também de “penalty”), como, logo no recomeço, se colocou em vantagem, por 2-1.
O Peniche, como lhe competia, colocou maior intensidade no jogo na segunda parte, mas os unionistas pareciam capazes de suster as investidas contrárias. Seriam já poucos os que acreditariam, quando, já no oitavo minuto de tempo de compensação, na sequência de um pontapé de canto, os anfitriões chegaram ao 2-2. A bola foi ao centro… e o árbitro apitou para o final.
Ficou, claro, o amargo de boca por se terem visto esvair-se dois preciosos pontos, mas este foi mais um passo na caminhada do União, por agora, a cumprir cabalmente o trilho que poderá conduzir, no final da competição, ao objectivo da manutenção: manter nivelado o número de vitórias e derrotas. Extrapolando, concluído o primeiro quinto do campeonato, os tomarenses necessitarão “apenas” replicar (multiplicar por cinco) o desempenho pontual até agora alcançado.
Surpresa – Pelo que vinha mostrando nas últimas semanas, não se esperaria talvez que o União 1919 se impusesse ao Sertanense, formação que, porém, somou agora o quarto encontro sucessivo sem ganhar, pior sequência do campeonato até à data, apenas igualada pelo Mortágua.
Com um golo a fechar cada uma das partes os conimbricenses ganharam (2-0) pela segunda vez, igualando, aliás, o registo do U. Tomar, integrando, a par do Peniche (este com o calendário em dia, já com seis jogos disputados) o trio que se posiciona entre o 9.º e o 11.º lugar.
Confirmações – Enquanto o U. Santarém confirmou o favoritismo que lhe era creditado, na recepção ao Mortágua, ganhando por tranquilo 3-0 (com o primeiro golo no final da metade inicial, e o segundo, logo a abrir o segundo tempo), no jogo entre V. Sernache e Lusitânia subsistiu o 0-0 até final, continuando, ambas as turmas, a ocupar a parte superior da pauta classificativa: os homens do Bonjardim integrando o quarteto da 2.ª posição; os açorianos logo após.
O desafio Gouveia-Rabo de Peixe foi adiado para 19 de Novembro, pelo que, a par do U. Tomar-Lusitânia e do Fontinhas-União 1919, são seis os clubes, nesta altura, com um jogo em atraso.
I Divisão Distrital – Do quarteto de emblemas que ocupava os lugares do topo da tabela, nenhum conseguiu ganhar na 4.ª ronda: dois deles, em confronto directo, no Samora Correia-Abrantes e Benfica, não desfizeram o nulo; o mesmo se tendo verificado, igualmente, no Alcanenense-Ferreira do Zêzere, com os ferreirenses a ceder os primeiros pontos; pior ficou o Salvaterrense, derrotado em Torres Novas por 3-2 (tendo chegado aos últimos cinco minutos a perder por 3-0).
Realce para o categórico triunfo do Fátima sobre o Mação, por 3-0, por curiosidade o mesmo desfecho registado no Coruchense-At. Ouriense.
No “derby” do município de Santarém, o Moçarriense voltou a operar reviravolta, para derrotar, por 2-1, um algo “apagado” Amiense, por ora no 11.º lugar, a par do Cartaxo.
Os cartaxeiros obtiveram o seu primeiro triunfo, ante o Vasco da Gama, que, pela primeira vez, se quedou abaixo dos cinco golos sofridos, tendo perdido por… 4-2, depois de 4-0 já ao intervalo.
Maiores dificuldades teve o Fazendense, frente ao outro conjunto que reparte agora a última posição com o grupo de Boleiros, o Forense, vencendo por tangencial 2-1.
Na classificação mantém-se um trio na frente, formado por Samora Correia, Ferreira do Zêzere e Abrantes e Benfica (este ainda com a sua baliza inviolada, após quatro partidas), seguidos de perto (dois pontos abaixo) pelo par constituído por Coruchense e Fazendense. Um degrau mais abaixo encontramos o Fátima, Torres Novas e Salvaterrense.
Taça do Ribatejo – Concluiu-se no passado fim-de-semana a fase de grupos da Taça do Ribatejo, na qual participaram 23 clubes, que militam no escalão secundário, tendo sido apurados para a 1.ª eliminatória os seis vencedores de séries (Benavente, Porto Alto, Marinhais, U. Almeirim, Tramagal e Entroncamento AC), assim como as quatro equipas com melhor desempenho de entre os 2.º classificados (Pontével, Rio Maior SC, Glória do Ribatejo e Ortiga).
Antevisão – O Campeonato de Portugal sofre agora um interregno de duas semanas no seu percurso regular, apenas sendo retomado, para disputa da 7.ª jornada, a 28 de Outubro. Esta pausa será aproveitada para recuperar alguns dos jogos em atraso, estando agendado o U. Tomar-Lusitânia para dia 15 (jogando-se, nessa mesma data, desafio antecipado da 8.ª ronda, entre Peniche e Rabo de Peixe), e, para a véspera, o Fontinhas-União 1919.
Na 5.ª ronda do Distrital destacam-se os embates: Fazendense-Samora Correia, Amiense-Abrantes e Benfica, Moçarriense-Coruchense e Salvaterrense-Fátima.
Arranca também, neste fim-de-semana, a II Divisão Distrital, com realce para os confrontos: Benavente-Marinhais, Águias de Alpiarça-Riachense e o clássico Alferrarede-Tramagal.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Outubro de 2023)
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 5ª Jornada

(“O Templário”, 05.10.2023)
A série C do Campeonato de Portugal promete ser uma “caixinha de surpresas”… mesmo que com muito poucos golos (um total de apenas oito tentos marcados em cinco dos desafios da 5.ª jornada, sendo que, em manifesto contraste, o jogo restante ficou assinalado por uma goleada de 7-0).
Já todos os clubes conheceram o sabor da vitória, concentrando-se, agora, o pelotão dos 14 concorrentes, num intervalo de apenas cinco pontos (entre os nove do 1.º e os quatro do último), parecendo não ter ainda emergido um efectivo candidato aos dois lugares do topo, que darão o apuramento para a fase final, quando está praticamente disputado o primeiro quinto da prova.
A imagem que transparece, até agora, é de que qualquer equipa poderá ser capaz de surpreender, e ganhar a qualquer outro dos adversários, independentemente da sua (maior) valia teórica. O comando (ainda que repartido) é agora assumido pela que será a equipa mais jovem da prova, e que só se encontra a disputar esta competição na sequência de “repescagem”, de que beneficiou.
Surpresas – Os destaques da jornada traduzem-se, de facto, em verdadeiras surpresas, desde a expressão da goleada aplicada pela equipa “B” do Alverca ao Peniche, passando pelos triunfos – todos por diferença tangencial – do V. Sernache (no terreno do anterior guia isolado, Rabo de Peixe), União de Tomar (face ao Benfica e Castelo Branco), ou do Mortágua (ante o Marinhense).
O Alverca “B” continua a ser a única equipa invicta, e, depois de três igualdades nas quatro partidas anteriores, recebeu e goleou o Peniche (emblema com o qual partilhava o 4.º posto da tabela, e que, aliás, vinha de vitórias nas duas rondas precedentes) por 7-0 (depois de ter chegado ao intervalo a ganhar já por 5-0), destacando-se o segundo “hat-trick” de Rodrigo Freitas.
A turma de Alverca igualou, assim, no comando desta série, os açorianos do Rabo de Peixe, que foram batidos, no seu reduto, pelo V. Sernache (o qual, na saída anterior, tinha sido derrotado em Tomar), mercê de um solitário tento, apontado já nos minutos finais da partida. Os homens do Bonjardim ascenderam à 3.ª posição, somente a um ponto do duo de líderes, a par do Sertanense.
O U. Tomar alcançou uma vitória feliz na recepção ao Benfica e Castelo Branco, tendo-se decidido a sorte do encontro na conversão de uma (controversa) grande penalidade, mesmo a fechar a primeira parte, estabelecendo o que seria o resultado final (1-0). Os nabantinos voltaram a mostrar boa atitude, começando por repartir a iniciativa do jogo, para, na segunda parte, terem, outra vez, de ser muito solidários, para preservar a inviolabilidade das suas redes.
Os albicastrenses, a parecer denotar, de início, certa displicência, não revelaram, depois de ficar em desvantagem, o discernimento necessário. Atacaram bastante, mas com pouca objectividade, com a melhor ocasião de golo a ser travada pelos ferros da baliza, também com o guardião Ivo Cristo a mostrar-se concentrado. No quarto de hora final, arriscando tudo, o jogo ficou “partido”, e o União desperdiçou também um par de flagrantes ocasiões para sentenciar a partida.
Com duas vitórias em dois encontros em Tomar, os unionistas vão dando pequenos mas importantes passos numa caminhada longa, rumo ao objectivo. E, com algum “atrevimento” – pensando que seja possível ganhar também o jogo em atraso, ante o Lusitânia, a realizar no seu terreno –, poderiam até, nesse cenário hipotético, vir a ascender à liderança (partilhada) da prova!
O Mortágua, até então penúltimo classificado, ainda sem se ter estreado a vencer, tinha a visita do Marinhense, grupo de reconhecido potencial, e surpreendeu também, impondo-se por 2-1, com o tento decisivo a surgir já nos últimos cinco minutos (isto, depois de os anfitriões terem já começado por se adiantar no marcador à meia hora de jogo, tendo, entretanto, os homens da Marinha empatado a um quarto de hora do termo do encontro).
Confirmações – Nos restantes três desafios, os desfechos terão sido mais expectáveis: desde logo, o nulo registado entre Sertanense e U. Santarém; também como a vitória do Lusitânia ante o União 1919, por tangencial 1-0, golo marcado logo no arranque, jogava-se o terceiro minuto; igualmente, da outra formação dos Açores, Fontinhas – que, todavia, subsiste ainda na indesejada condição de “lanterna vermelha”, precisamente a par dos conimbricenses – tendo batido o Gouveia por 2-0.
Ainda com dois jogos em atraso – entre U. Tomar-Lusitânia e Fontinhas-União 1919 –, o U. Tomar ocupa agora o 8.º lugar (que reparte com o U. Santarém e o próximo adversário, Peniche, num trio entre o 7.º e o 9.º posto), somente a três pontos do duo da frente… mas um único ponto acima da “linha de água”, e só dois de vantagem face ao par da cauda da tabela classificativa.
I Divisão Distrital – Se o Campeonato de Portugal se tem mostrado, até agora, de extremo equilíbrio entre todos os competidores, ao invés, o Distrital da I Divisão afigura-se poder ser bastante desnivelado: apenas com três jornadas decorridas, são já nove os pontos que separam o trio do topo da tabela (Samora Correia, Ferreira do Zêzere e Abrantes e Benfica, com o pleno de vitórias), do terceto da rectaguarda (Alcanenense, Forense e Vasco da Gama, que contam por derrotas os jogos já realizados – no caso do conjunto de Boleiros, com a particularidade bem negativa de, até agora, ter sofrido cinco golos em cada um dos três jogos que disputou).
De facto, no “derby” fatimense, o Fátima (pese embora ainda em posição discreta, no 8.º lugar, por ora a cinco pontos dos guias) goleou por 5-0 no reduto do rival, com o Vasco da Gama a repetir o desfecho sofrido ante o Coruchense na ronda inaugural.
Também o Ferreira do Zêzere não teve dificuldade em golear, neste caso, por 5-1, o Cartaxo (que, apenas com um ponto, se posiciona imediatamente acima do trio de “lanternas vermelhas”). Por seu lado, os samorenses, repetindo o bom início de época do ano passado (que lhes permitira liderar até à 8.ª jornada), jogando outra vez em casa, bateram o último vice-campeão distrital Amiense (a par do Fátima e do Torres Novas na classificação), por 3-1, totalizando já 13 golos!
Coruchense e Mação sofreram “deslizes”, não conseguindo melhor do que o empate, respectivamente, em Salvaterra de Magos (1-1) e, em casa, com o Torres Novas (2-2, tendo os maçaenses deixado escapar, em seis minutos – entre os 64 e os 70 – vantagem de dois tentos), pelo que partilham a 5.ª posição (também com o Fazendense), logo após o… Salvaterrense.
O Fazendense teve maiores dificuldades do que seria esperado para superar o Alcanenense (2-1), enquanto o Moçarriense surpreendeu em Ourém, operando sensacional reviravolta, de 0-2 ao intervalo, para o 3-2 final, traduzindo um imprevisto desaire caseiro do At. Ouriense (actual 12.º).
Antevisão – Na 6.ª jornada do Campeonato de Portugal, as atenções estarão centradas, em especial, no Peniche-U. Tomar, assim como, em paralelo, no Marinhense-Alverca “B” e no Benfica e Castelo Branco-Fontinhas. O U. Santarém, recebendo o Mortágua, será favorito.
No Distrital, destacam-se os seguintes desafios: Samora Correia-Abrantes e Benfica (dois dos actuais comandantes); Alcanenense-Ferreira do Zêzere; Fátima-Mação; e Forense-Fazendense.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Outubro de 2023)
O Pulsar do Campeonato – Taça de Portugal – 2ª eliminatória

(“O Templário”, 28.09.2023)
Depois de, na primeira ronda da Taça de Portugal, ter eliminado (em terreno alheio) o Real, o Olivais e Moscavide (a militar no Distrital de Lisboa) repetiu a façanha, tendo, desta feita, na 2.ª eliminatória da prova, afastado o Sandinenses, impondo-se (igualmente no reduto contrário) por 3-1, tendo, pois, superado, dois adversários de escalão superior (Campeonato de Portugal).
Destaques – Entre os 64 clubes que disputarão a próxima fase subsistem em prova somente três representantes dos Distritais (dos 41 que iniciaram a competição): para além dos moscavidenses, o Santa Maria (Distrital de Braga) foi vencer ao campo do Salgueiros (igualmente do Campeonato de Portugal), por 1-0; o outro resistente é o At. Malveira (também do Distrital de Lisboa), que eliminou, em Valdevez, o Atlético dos Arcos, no desempate da marca de grande penalidade, após igualdade a duas bolas, no final do tempo regulamentar e do prolongamento.
São ainda de destacar outros casos em que clubes de escalão inferior suplantaram rivais de divisão acima: o Paços de Ferreira (Liga 2) foi o único dos 16 emblemas de tal nível a ser eliminado, tendo perdido, em Sintra, frente ao 1.º Dezembro (Liga 3), por 1-0, após prolongamento; já no que respeita a confrontos entre equipas do Campeonato de Portugal e da Liga 3, foram três os casos em que os conjuntos teoricamente “menos poderosos” se impuseram (0-1 no Sanjoanense-V. Setúbal e no Trofense-Pevidém, neste caso, após prolongamento; e 2-1 no Mortágua-Amora).
Também nesta ronda houve lugar a algumas goleadas, com realce para o contundente 12-0 aplicado pelo U. Leiria (Liga 2) em Penamacor, ao Pedrógão de S. Pedro (Distrital de Castelo Branco). Noutras três partidas, entre clubes da Liga 2 e dos Distritais, o “placard” coincidiu no 5-0: o Mafra (Liga 2) foi ganhar ao terreno do Gafetense (Distrital de Portalegre); o Länk Vilaverdense averbou o mesmo desfecho no campo do Brito, perante o Ponte (Distrital de Braga); enquanto o Tondela (finalista em 2022) foi ganhar a Pombal (Distrital de Leiria). Igualmente por 5-0 se saldou a partida entre Canelas 2010 (Liga 3) e o Fontinhas (Campeonato de Portugal).
Confirmações – Justamente, no que respeita à Série C deste último escalão (na qual milita o U. Tomar), dos onze clubes que disputaram a 2.ª eliminatória, apenas três conseguiram seguir em frente: para além do já referido feito do Mortágua (eliminando o Amora), só os outros dois grupos dos Açores foram bem-sucedidos, com o Rabo de Peixe a bater o Oliveira do Douro por 3-2, enquanto o Lusitânia se impôs por tangencial 1-0 face ao Marialvas (Distrital de Coimbra).
Tal como o Fontinhas, foram ainda eliminados: U. Tomar (1-2 na recepção ao Pêro Pinheiro); o U. Santarém, perdendo no Minho, com o Dumiense, após prolongamento, por 3-4; o Benfica de Castelo Branco, que, depois da goleada de 7-0 nos Amiais de Baixo, empatou com a Oliveirense (Liga 2) a um golo, cedendo no desempate da marca de grande penalidade; o Gouveia (1-2 em Serpa); tendo o V. Sernache, Sertanense, e Peniche soçobrado nos seus terrenos, respectivamente ante o Vianense (da Liga 3, por 0-3), Amarante (0-2) e Montalegre (no desempate, após 2-2).
Em Tomar, o União, enfrentando “olhos nos olhos” um rival de escalão superior (devendo, não obstante, anotar-se que o Pêro Pinheiro beneficiou da exclusão da B SAD/Cova da Piedade, para ser “repescado” para disputar o campeonato da Liga 3), voltou a revelar personalidade, oferecendo, uma vez mais, bastante boa réplica, o que, todavia, não seria suficiente para ter êxito.
Os forasteiros inauguraram o marcador por volta dos 25 minutos, tendo os nabantinos reagido de pronto, restabelecendo, menos de dois minutos volvidos, a igualdade. Com uma boa primeira parte, em que denotaram ascendente, os unionistas poderiam até ter ampliado a contagem. Na segunda metade, o grupo de Pêro Pinheiro faria valer os seus superiores argumentos: já depois de o guardião Ivo Cristo ter negado o tento adversário, defendendo uma grande penalidade, os homens do município de Sintra chegariam mesmo ao golo decisivo, pouco depois da hora de jogo.
Até final os tomarenses procuraram ainda recuperar, mas ia escasseando a frescura física e o discernimento para tal, acabando por manter-se o marcador inalterado.
Marcam presença nos 1/32 avos de final: os 18 clubes da I Liga; que se estrearão nesta edição da prova; 15 equipas da Liga 2; oito da Liga 3; 19 do Campeonato de Portugal; e três dos Distritais – sendo que restava ainda definir o último apurado, de entre o Luzense, da Graciosa (Regional dos Açores) e o Camacha (Campeonato de Portugal), em encontro previsto para esta quarta-feira.
I Divisão Distrital – Continua muito elevada a média de golos: depois de 4,5 por jogo na jornada inaugural, 4,125 golos/jogo na segunda ronda! Tal deixa transparecer, nomeadamente, algum desequilíbrio de forças entre os concorrentes, destacando-se o total de dez golos já apontados pelo Samora Correia (sete golos marcados, no caso de Coruchense e Mação), e, em contraponto, pela negativa, os dez tentos já sofridos por Vasco da Gama, nove pelo Forense e sete pelo Moçarriense, por coincidência os três emblemas recém-promovidos ao escalão principal do futebol distrital.
Nos “jogos-grandes” do passado fim-de-semana, o Ferreira do Zêzere esteve em especial evidência, indo ganhar a Fátima por 2-1, com Chrystian Pedroso a bisar em menos de cinco minutos (entre os 34 e os 38). Por seu lado, Coruchense e Mação neutralizaram-se, empatando a dois golos: os maçaenses marcaram primeiro, o grupo do Sorraia operou a reviravolta, tendo os visitantes empatado logo de seguida, resistindo cerca de meia hora em inferioridade numérica.
Também o Fazendense cedeu pontos na deslocação ao Cartaxo, num embate com contornos similares: marcou o primeiro a turma das Fazendas, tendo o Cartaxo conseguido a reviravolta em dez minutos (entre os 51 e os 61), igualando os forasteiros, de “penalty”, a dez minutos do final.
O Amiense esteve a perder por 2-0 em Ourém, acabando por empatar, igualmente 2-2, nos últimos dez minutos. Em Torres Novas o Vasco da Gama chegou a estar a ganhar por 1-0 e 2-1, mas, na segunda parte, muito permeável, sofreu dois pares de golos, aos 47 e 49 e aos 66 e 68 minutos, reduzindo ainda para o 5-3 final já no derradeiro minuto.
O Samora Correia goleou, sem apelo nem agravo, em Foros de Salvaterra, por 6-0, partilhando a liderança, com o pleno de seis pontos, com o Abrantes e Benfica (vencedor em Alcanena, por tangencial 1-0), Salvaterrense (2-1 na Moçarria) e Ferreira do Zêzere. Ao invés, o Alcanenense reparte com o triunvirato de clubes promovidos as últimas posições, ainda sem ter pontuado.
Antevisão – É retomado o Campeonato de Portugal, para disputa da 5.ª ronda, com destaque para as partidas: U. Tomar-B. C. Branco, Sertanense-U. Santarém e Rabo de Peixe-V. Sernache.
No Distrital as atenções estarão focadas, em especial, nos embates: Amiense-Samora Correia, Salvaterrense-Coruchense, Fazendense-Alcanenense, para além do “derby” Vasco Gama-Fátima.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Setembro de 2023)
O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 4ª Jornada

(“O Templário”, 21.09.2023)
Após a disputa das quatro rondas iniciais do Campeonato de Portugal, a tabela classificativa da Série C espelha bem o equilíbrio de uma prova que se antevê venha a ser disputada “ponto a ponto”, ao longo da temporada: apenas três pontos separam, nesta altura, o 2.º do 11.º classificados (sendo que U. Tomar e Fontinhas, ambos com um jogo em atraso, poderão ainda alargar o número de integrantes deste longo pelotão, de dez para doze clubes), sendo difícil projectar favoritos.
Dos 14 concorrentes apenas um subsiste invicto, curiosamente aquele cuja admissão na competição decorreu de repescagem (beneficiando da desistência de emblemas de outras regiões), a jovem equipa “B” do Alverca, que, não obstante, soma já três empates. Ao invés, ainda sem se estrear a ganhar, restam as formações do Mortágua e, inesperadamente, também a do Fontinhas.
Destaques – O primeiro destaque vai para o novo líder, o Rabo de Peixe, que voltou aos triunfos, impondo-se em Coimbra, face ao União 1919, por tangencial 2-1, o suficiente para somar a sua terceira vitória, ascendendo assim à liderança isolada, contando agora dois pontos de vantagem sobre o par formado por Marinhense e Sertanense. Ao invés do que tinha sucedido na passada semana, desta vez foram os açorianos a operar reviravolta no marcador, nos últimos vinte minutos.
Justamente, os grupos da Marinha Grande e da Sertã, que partilhavam o comando, foram, ambos, desfeiteados, assinalando-se a particularidade de, nesta altura, apresentarem saldo nulo de golos.
O Marinhense, em casa, no “jogo-grande” da jornada, perdeu por categórico 4-2 frente a um competidor directo, o U. Santarém, com o conjunto escalabitano a dar, finalmente, a primeira afirmação do seu potencial, realçando-se o “hat-trick” de Nhayson Rosa. Os forasteiros estiveram sempre na frente do marcador, não tendo a turma da Marinha conseguido melhor do que, por duas vezes, restabelecer ainda a igualdade; porém, na segunda metade, acabaria por não resistir.
Ainda outra nota de realce vai para a concludente vitória do V. Sernache (que vinha de derrota em Tomar), “goleando”, por 4-1, o Fontinhas, com um bis de Ivan Alves. Com uma vantagem de dois golos ainda no quarto de hora inicial, o desfecho só poderá ter estado em causa entre os 20 (altura do único golo dos açorianos) e os 36 minutos (quando a turma de Cernache repôs a diferença).
Surpresa – Conforme antes aludido, o Sertanense foi algo inesperadamente batido em Angra do Heroísmo, pelo então penúltimo classificado, Lusitânia, por 3-1, igualmente com a vantagem a ser construída no segundo tempo, após o empate a uma bola que se registava ao intervalo.
Confirmações – Também numa partida de interesse, o Benfica e Castelo Branco, ainda algo aquém das expectativas, recebeu o Alverca “B”, num jogo em que o nulo subsistiu até final. Os albicastrenses integram um quarteto (entre a 6.ª e a 9.ª posição), a par de V. Sernache, U. Santarém e Gouveia, um ponto abaixo do adversário desta ronda, que reparte o 4.º posto com o Peniche.
Os penichenses, após dois desaires no arranque da prova, somaram segunda vitória sucessiva, impondo-se, no seu reduto, ao Mortágua (agora no penúltimo lugar), por 3-1. Os visitantes foram os primeiros a marcar, tendo os donos da casa empatado logo de seguida, para, na segunda parte, se consumar a vitória do Peniche, com mais dois tentos (tendo Tiago Ferreira bisado).
Na Serra da Estrela, num desafio que colocava frente-a-frente os recentes Campeões Distritais da Guarda e de Santarém, o Gouveia – em dia de aniversário, a completar 60 anos – teve como “prenda” um importante triunfo frente ao U. Tomar, por 2-0. Os locais entraram melhor no jogo, tendo, ainda assim, os unionistas, reagido, equilibrando a contenda.
Porém, aos 36 minutos, em lance de bola parada, os visitados inauguravam o marcador, colocando pressão sobre o rival. Na segunda metade, e numa fase em que os tomarenses arriscavam, em busca do golo, acabariam por vir a sofrer, aos 76 minutos, o tento que selou o resultado. Com este desaire (o segundo, noutros tantos jogos em terreno alheio), o União (ainda com um jogo em atraso) baixou ao 12.º posto – mas somente a um ponto do 10.º; a dois do 6.º; e a três do 4.º…
I Divisão Distrital – Arrancou também, no passado fim-de-semana, aquela que é a 100.ª temporada de provas organizadas pela Associação de Futebol de Santarém (fundada a 19 de Novembro de 1924) – desde o pioneiro campeonato promovido por tal instituição, na época de 1924-25 –, com a disputa da 1.ª ronda do Campeonato Distrital da I Divisão.
Numa jornada que registou um “festival” de golos (total de 36, ou seja uma média de 4,5 golos/jogo!), começam por destacar-se as fulgurantes entradas em competição de: (i) Coruchense (recém-despromovido do Campeonato de Portugal), tendo ido golear ao terreno do promovido Vasco da Gama, por 5-0; (ii) Samora Correia, também a golear, em casa, o Alcanenense, por 4-0; (iii) Mação, igualmente com “chapa” 5, mas, neste caso, batendo o Moçarriense por 5-2; e (iv) Abrantes e Benfica, ganhando por 3-0, na recepção ao Cartaxo.
No que respeita aos que se afiguram poder ser dos principais candidatos ao título, o embate entre Fazendense e Fátima não defraudou as expectativas, saldando-se por uma igualdade a dois golos, com o desfecho a subsistir em aberto até ao derradeiro minuto (tendo os fatimenses restabelecido o empate em tempo de compensação); já o Ferreira do Zêzere teve maiores dificuldades do que seria previsível para levar de vencida, por tangencial 2-1, o Torres Novas, vindo a alcançar o tento da vitória, ao minuto 90+7, numa altura em que se encontrava em superioridade numérica.
O vice-campeão, Amiense, depois de ter chegado, com aparente facilidade, ao 3-0, consentiu ao também promovido Forense, lançar ainda alguma dúvida sobre o desfecho, reduzindo a desvantagem até ao 3-2 final. O mesmo resultado que se registou no Salvaterrense-At. Ouriense.
Antevisão – O Campeonato de Portugal volta a sofrer novo interregno, para disputa da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, competição em que subsistem apenas dois clubes representantes do Distrito: o U. Tomar recebe o Pêro Pinheiro, clube a militar na Liga 3; o U. Santarém desloca-se ao Minho, para defrontar o Dumiense (grupo que disputa também o Campeonato de Portugal).
Na I Divisão Distrital, depois da visita às Fazendas de Almeirim, o Fátima volta a ser fortemente colocado à prova, noutro confronto entre candidatos, cabendo-lhe, desta feita, receber a reforçada equipa do Ferreira do Zêzere. Por seu lado, o Fazendense será favorito na deslocação ao Cartaxo.
Outro jogo em destaque será o Coruchense-Mação, em que se enfrentam também dois dos emblemas com maiores tradições no Distrito e, igualmente, com fortes aspirações para esta época.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Setembro de 2023)



