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O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 18ª Jornada

(“O Templário”, 08.02.2024)

A derrota do Lusitânia (único dos cinco primeiros que não venceu) resultou numa “descolagem” do duo da frente, agora com vantagens de quatro (Alverca “B”) e três pontos (U. Santarém) em relação ao trio perseguidor, formado por Marinhense, Lusitânia e Benfica e Castelo Branco – devendo, porém, notar-se que só os escalabitanos e os albicastrenses têm o calendário em dia.

Na luta pela manutenção, é de assinalar que o Gouveia – que, apenas há quinze dias, repartia a última posição com o U. Tomar – conseguiu, após dois triunfos, subir acima da “linha de água”. A tal importância, que pode ser determinante, de se ganhar dois jogos seguidos, última esperança a que o União poderá ainda procurar “agarrar-se” nesta parte final da temporada.

Destaques – O principal destaque da ronda vai para a algo imprevista vitória (2-1) do União 1919 ante o Lusitânia. Os açorianos cedo se viram em situação de inferioridade numérica (35 minutos), o que os conimbricenses aproveitaram para se colocar em vantagem perto do final da primeira parte. A turma de Angra do Heroísmo chegou ainda ao empate, nos minutos iniciais do segundo tempo, mas acabaria por sofrer o tento decisivo, a menos de um quarto de hora do final da partida.

O comandante, Alverca “B”, obteve um triunfo seguro, por 2-0, em Peniche, pese embora apenas tenha aberto o marcador no arranque da segunda parte, e só tenha obtido o golo da confirmação a cinco minutos do fim. Esta foi a sétima vitória dos ribatejanos nos últimos oito jogos (inesperadamente batidos pelo V. Sernache há três semanas); ao invés, os penichenses somaram quarto desaire sucessivo (sexto nos sete encontros mais recentes), tendo caído na zona de descida.

Como referido, o Gouveia, embalado com o sucesso obtido em Tomar, somou segundo triunfo sucessivo, derrotado o Fontinhas por 3-1, operando a reviravolta no marcador – após ter chegado ao intervalo em desvantagem – com três golos apontados na segunda metade do desafio.

Confirmações – Os desfechos das restantes quatro partidas enquadram-se no que seriam as expectativas. Desde logo, com as vitórias caseiras de três dos clubes da frente da tabela, U. Santarém, Benfica e Castelo Branco e Marinhense.

Os escalabitanos, recebendo o Sertanense, continuam em senda promissora, tendo acumulado seis vitórias e um empate nas últimas sete jornadas, ganhando por 2-0, com o golo de abertura à passagem do quarto de hora, apenas confirmado já em cima do minuto noventa.

Por seu lado, os albicastrenses, visitados pelo U. Tomar, tiveram de se aplicar a fundo, para – em inferioridade numérica durante toda a segunda parte – garantir o triunfo, por tangencial 2-1. Num jogo digno da parte dos unionistas, apesar de praticamente terem entrado a perder (golo sofrido aos seis minutos), reagiram bem, impuseram o seu futebol, e chegaram à igualdade ainda antes da meia hora. Confrontados com muitas limitações, não conseguiram, contudo, evitar mais um desaire, de algum modo expectável – mantendo-se, afinal, a seis pontos da “zona de salvação”.

Também a formação da Marinha Grande ganhou por 2-0 ao Mortágua, com os golos marcados na parte final do primeiro e do segundo tempo (a dez minutos do final de cada uma das metades).

Por fim, as equipas do V. Sernache e do Rabo de Peixe não desfizeram o nulo, somando mais um “pontinho” para as preciosas contas da permanência, que envolverão ainda todos os emblemas a partir do 6.º posto: o União 1919 parece, por agora, mais “desafogado”, totalizando já 24 pontos; a partir daí, ao Sertanense (com 22), seguem-se de imediato o Mortágua (com menos um), Gouveia, Rabo de Peixe e Peniche (a dois da turma da Sertã), V. Sernache e Fontinhas (ainda um ponto mais abaixo). Só o U. Tomar “destoa”, a cinco pontos do duo que o precede na classificação.

I Divisão Distrital – Ferreira do Zêzere, Abrantes e Benfica e Fátima mantêm-se em perfeita sintonia, pela quarta semana consecutiva, tendo, desta feita, todos eles, vencido. Além disso, numa jornada em que só os cinco primeiros classificados ganharam, daí terá resultado alguma clarificação em relação aos candidatos ao título.

O guia, Ferreira do Zêzere obteve uma importante vitória no Cartaxo, mercê de um solitário golo, obtido a abrir a segunda metade da partida. Mais tranquilo terá sido o triunfo dos abrantinos no reduto do Forense, impondo-se por 2-0, mesmo que o segundo tento só tivesse chegado já “fora de horas”. Por seu lado, o Fátima, teve um Domingo descansado, recebendo e goleando o “lanterna vermelha”, Vasco da Gama, por 6-0 (os forasteiros obtiveram, até agora, um único ponto, acumulando 17 derrotas em 18 jornadas – as treze últimas de forma consecutiva).

As outras duas vitórias, também averbadas na condição de visitante, foram alcançadas pelo Fazendense, ganhando “in extremis” (aos 90+10 minutos, numa altura em que o Alcanenense estava já reduzido a dez elementos) em Alcanena, por 2-1, tendo sido, aliás, a formação local, a abrir o activo, e isto já na segunda metade do encontro; e pelo Samora Correia, nos Amiais de Baixo, por categórica marca de 3-0, com os três golos apontados entre os 32 e os 50 minutos.

Quer o grupo das Fazendas de Almeirim, como o conjunto samorense, somaram terceiro triunfo sucessivo, mantendo a perseguição ao líder, pese embora o Samora Correia (actual 5.º classificado) diste ainda, por agora, sete pontos da turma ferreirense.

Os restantes três desafios saldaram-se por outras tantas igualdades: 2-2 no Coruchense-Salvaterrense e no Torres Novas-Mação; 1-1 no Moçarriense-At. Ouriense.

Em Coruche, a turma do Sorraia começou por ver-se em desvantagem, operou reviravolta no marcador, para acabar por sofrer o tento que restabeleceu o empate a três minutos do final. Quanto aos torrejanos, viram quebrado um ciclo de três triunfos; por duas vezes estiveram em vantagem no marcador, por duas vezes consentiram a igualdade. Em função destes resultados, as equipas do Coruchense, Torres Novas e Mação continuam a ocupar posições tranquilas, ainda na parte superior da pauta classificativa, entre o 6.º e o 8.º lugar, mas já demasiado afastadas do topo.

O Moçarriense evitou a derrota na recepção ao At. Ouriense, no minuto 90, depois de a turma de Ourém ter marcado também no derradeiro minuto da primeira parte; este foi o terceiro empate dos visitantes nas últimas quatro jornadas, que subsistem, contudo, em zona de despromoção, a quatro pontos do Amiense (13.º) e a sete do adversário que defrontaram nesta jornada.

II Divisão Distrital – Na Série A, Marinhais (3-0 no reduto do Benfica do Ribatejo) e Glória do Ribatejo (2-1 em Benavente) garantiram importantes triunfos, que lhes conferem já boa margem, no que respeita ao apuramento para a fase final (sete e quatro pontos mais que o Paço dos Negros).

Na Série B, o 2.º (Águias de Alpiarça) bateu o líder (Entroncamento AC) por 3-2, numa sensacional reviravolta, depois de os forasteiros terem chegado a 2-0 aos oito minutos, parecendo, ambos, encaminhados para a qualificação (dispõem de sete e seis pontos face à U. Atalaiense).

Na Série C, o Tramagal (3-2 no Pego) mantém o pleno de vitórias, com a disputa pelo 2.º lugar ainda em aberto entre Vilarense, Pego, Caxarias, Ortiga e Alferrarede (diferença de três pontos).

Antevisão – Neste Domingo destacam-se as seguintes partidas: Alverca “B”-Marinhense, Mortágua-U. Santarém e Fontinhas-Benfica e Castelo Branco; e o U. Tomar-Peniche, uma “última oportunidade”, sendo imperioso ganhar; Abrantes e Benfica-Samora Correia, Mação-Fátima e o “derby” Amiense-Moçarriense (I Distrital); U. Atalaiense-Águias Alpiarça (II Distrital).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Fevereiro de 2024)

11 Fevereiro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 17ª Jornada

(“O Templário”, 01.02.2024)

Tal como sucedera nos desafios ante o Mortágua e o Fontinhas, o União, voltando a perder em casa, frente a um rival directo na luta pela manutenção, desta feita com o Gouveia (com o qual partilhava a última posição da tabela), terá comprometido seriamente os seus objectivos, numa “final” perdida, esta já em fase crucial da prova. Se tivesse conseguido vencer essas três partidas, ocuparia o 6.º lugar, e estaria em posição de relativa tranquilidade em termos pontuais…

Mas, como a realidade não é feita de “ses”, em vez de ter (nesse cenário) quatro pontos de vantagem face à zona de despromoção, o U. Tomar voltou, ao invés, a distar seis pontos da “linha de água”, retomando a situação registada há três semanas; a diferença é que, então, faltavam disputar doze jornadas, agora restam nove. O emblema nabantino não está, ainda, “condenado” à descida, mas, para alimentar a esperança, necessitaria obter, a breve prazo, dois triunfos seguidos.

Destaques – Numa jornada só com nove golos marcados – tendo nove dos 14 clubes ficado “em branco” –, houve, paradoxalmente, quatro desfechos de 2-0, entre eles o do U.Tomar-Gouveia.

Foi uma exibição irreconhecível, a do União, em contraciclo com o que vinha mostrando. Talvez resultante da conjugação do acusar da pressão da “obrigatoriedade” de ganhar, com o facto de se apresentar bastante desfalcado, privado de vários elementos que tinham sido habituais titulares (“Quim Zé”, Hélio Ocante, Patrick Igwe, ou Tiago Vieira, e com Henrique Matos no banco até ao quarto de hora final) – o que teria, em paralelo, a virtuosidade do lançamento de quatro “juniores”.

A verdade é que, desde início, os serranos assumiram a iniciativa do jogo, perante uma equipa tomarense apática, aparentemente sem capacidade de reacção. Pelo que não surpreenderia o abrir do marcador, por parte do Gouveia, logo aos 18 minutos. Para, apenas mais dez minutos volvidos, sentenciar o resultado final. Na segunda metade, o grupo unionista ainda procuraria dar alguns sinais de inconformismo, mas, efectivamente, a vitória forasteira nunca seria colocada em causa.

Nos dois “jogos-grandes” desta 17.ª ronda, o Alverca “B”, impondo-se ao Benfica e Castelo Branco por tangencial 1-0 (golo apontado ainda antes da meia hora de jogo), beneficiou da igualdade a zero registada no U. Santarém-Marinhense, para recuperar a liderança. O jovem conjunto ribatejano tem agora um ponto a mais que o Lusitânia (que empatou também) e que a turma escalabitana, passando os albicastrenses e o Marinhense a distar quatro pontos do guia.

Precisamente, o Lusitânia, em deslocação à Sertã, não conseguiu também desfazer o nulo, com o Sertanense a somar mais um precioso ponto, o que lhe permitiu consolidar o 6.º posto, pese embora mantenha ainda uma muito curta margem de segurança, de apenas três pontos, em relação à zona perigosa da tabela. Os açorianos viram, assim – tal como o U. Santarém –, quebrado o ciclo “record” de cinco triunfos consecutivos que ambos tinham em curso.

Confirmações – Os restantes três jogos inscreveram os outros três resultados de 2-0, neste caso, todos eles a favor dos clubes visitados, a confirmar o favoritismo que lhes advinha do factor casa: Mortágua, Rabo de Peixe e Fontinhas, derrotaram, respectivamente, o Peniche, o União 1919 e o V. Sernache. Uma combinação de desfechos de impacto misto para o U. Tomar, que viu, no imediato, a “linha de água” ficar mais longe, mas, em paralelo, não se distanciou dos perdedores.

De facto, com o lote de cinco emblemas da frente na disputa do apuramento para a fase final, a partir do 6.º classificado (num total de nove equipas) ninguém está imune à possibilidade de despromoção, com os concorrentes ainda bastante nivelados: Sertanense (22 pontos); União 1919 e Mortágua (21); Peniche (20 – agora já a última equipa acima da “linha de água”); Rabo de Peixe e Fontinhas (19); V. Sernache (18); Gouveia (17); e U. Tomar (14).

Por curiosidade, tais três embates tiveram três trajectórias distintas: o Rabo de Peixe (à semelhança do Gouveia) estabeleceu o resultado final ainda na primeira parte; o Fontinhas, tendo-se colocado em vantagem ante o V. Sernache pouco depois dos vinte minutos, só viria a averbar o tento da confirmação já para lá do minuto 90; o Mortágua, recebendo o Peniche, apenas se conseguiria superiorizar nos derradeiros vinte minutos, marcando aos 71 e aos 85 minutos.

Taça do Ribatejo – O mínimo que se pode dizer desta eliminatória (1/8 de final), é que houve Taça! Inesperadamente, são, nada menos de três, os clubes do escalão secundário a avançar para uma fase já bastante adiantada da prova, tendo afastado três adversários da divisão principal: Marinhais, Porto Alto e Vilarense, levaram a melhor sobre Mação, Cartaxo e Samora Correia.

O principal realce vai para o Porto Alto, que foi ganhar (2-1) ao Cartaxo – possivelmente a acusar ainda o efeito da muito pesada derrota sofrida para o campeonato, na semana precedente. Os visitantes marcaram primeiro, a abrir a segunda metade, tendo consentido o empate, antes de confirmar um imprevisto triunfo, com o segundo golo, apontado ainda a vinte minutos do final.

O Marinhais saiu também vencedor, na recepção ao Mação, mercê de um solitário tento. Por seu lado, o Vilarense, chegou a vantagem de dois golos, antes de os samorenses restabelecerem a igualdade, para virem a acabar por soçobrar no desempate da marca de grande penalidade.

O mesmo sucedeu também no Amiense-At. Ouriense, que se reencontravam, imediatamente após o 3-1 registado na semana anterior, a favor dos donos da casa. Pois, desta feita, também o grupo dos Amiais chegou a dispor de vantagem de dois tentos, mas acabando por ceder a igualdade, já em cima do minuto 90, numa altura em que o conjunto de Ourém jogava em inferioridade numérica. Os oureenses viriam a ser mais eficazes da marca de grande penalidade.

Em evidência estiveram também: o Fazendense (a “devolver” o desaire caseiro sofrido ante o Torres Novas), tendo, desta feita, ido ganhar por 1-0 ao terreno dos torrejanos, actuais detentores do troféu, desde já eliminados; o Abrantes e Benfica, ganhando por 2-1 na Moçarria; assim como o Ferreira do Zêzere, goleando o Vasco da Gama por implacável 7-1.

Por fim, o Alcanenense fez valer os argumentos de clube primodivisionário, frente ao Tramagal, ganhando também por 2-1, colocando termo a uma fantástica série – até agora, ao longo de toda a época, absolutamente triunfal – dos tramagalenses, que seguiam com o pleno de dez vitórias na sua série da II Divisão Distrital (a qual lideram destacadamente), a que somavam outros quatro triunfos na presente edição da Taça do Ribatejo, prova de que ficaram, pois, agora afastados.

Antevisão – A 18.ª jornada do Campeonato de Portugal não regista qualquer confronto entre candidatos, destacando-se as saídas do comandante, Alverca “B”, a Peniche; e do Lusitânia, até Coimbra, para defrontar o União 1919. Em qualquer caso, todos os cinco primeiros classificados se perfilam com boa dose de favoritismo a somar mais três pontos, sendo que, inclusivamente, os outros três actuam nos seus terrenos: U. Santarém-Sertanense; Benfica e Castelo Branco-U. Tomar; e Marinhense-Mortágua. Restará saber se a necessidade poderá aguçar o engenho…

Na I Divisão Distrital – também na sua 18.ª ronda – não haverá, igualmente, cruzamentos entre os seis primeiros da tabela, realçando-se as deslocações do líder, Ferreira do Zêzere (ao Cartaxo), do Abrantes e Benfica (aos Foros de Salvaterra), e, sobretudo, do Fazendense (a Alcanena). Na divisão secundária, salientam-se os embates: Águias de Alpiarça-Entroncamento AC; e Pego Tramagal – com os guias das séries B e C a visitarem o reduto dos respectivos vice-líderes.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Fevereiro de 2024)

4 Fevereiro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 16ª Jornada

(“O Templário”, 25.01.2024)

Apesar de ter voltado a deixar escapar a vitória nos minutos finais (um pouco à semelhança do que sucedera em Peniche), a verdade é que, nas duas últimas jornadas, o U. Tomar encurtou – primeiro, de seis para cinco, e, agora, de cinco para quatro pontos – o atraso face à “linha de água”, portanto, prestes a ficar, outra vez, à distância de uma vitória…

Na frente, nada de novo, tendo, com maior ou menor dificuldade, os cinco primeiros da tabela superado os seus adversários, consolidando assim o estatuto de candidatos ao apuramento para a fase final, agora já aparentemente restringido a Lusitânia, U. Santarém, Alverca “B”, Benfica e Castelo Branco e Marinhense (apenas duas vagas), que subsistem concentrados num intervalo de três pontos, tendo-se aberto já um importante hiato, de seis pontos, entre o 5.º e 6.º classificados.

Destaques – Numa ronda sem encontros de “grande sensação”, entre os emblemas do topo, começa por destacar-se o sólido triunfo alcançado pelo U. Santarém em Peniche, por 3-1, tendo, inclusivamente, chegado a dispor, pouco depois da hora de jogo, de vantagem de três golos, com os escalabitanos a desforrar-se do imprevisto desaire sofrido no seu reduto, ante este oponente.

O Alverca “B”, agora no 3.º posto – a um ponto dos guias –, voltou às vitórias, após a inesperada derrota averbada na semana anterior, ante o então penúltimo classificado, V. Sernache. Desta feita, viajando até à Serra da Estrela, para defrontar o novo penúltimo, Gouveia, cedo começou por se ver em desvantagem no marcador (logo à passagem dos dez minutos), mas daria boa resposta, empatando ainda antes da meia hora, obtendo o tento decisivo (2-1) cerca dos 60 minutos.

O U. Tomar, que surgiu, no novo ano, com uma disposição mais confiante, subindo o seu nível de jogo, beneficiando também do bom momento de Hélio Ocante (autor de um total de três golos, de Domingo a Domingo), voltou a marcar logo nos minutos iniciais, em Cernache do Bonjardim; porém, a posição de vantagem seria prontamente anulada, tendo os locais restabelecido a igualdade apenas três minutos volvidos, estavam decorridos apenas doze minutos de jogo.

Mantendo uma toada de jogo personalizada, os unionistas voltariam a colocar-se em vantagem mesmo a findar a metade inicial da partida. Na etapa complementar, como lhe competia, o V. Sernache foi, gradualmente, assumindo maior iniciativa, perante uma equipa tomarense limitada em termos de alternativas, devido a vários jogadores indisponíveis, nomeadamente por lesões.

Pela quarta ronda consecutiva o União foi sancionado com grandes penalidades (num total de cinco castigos máximos, nestes quatro últimos encontros); pela segunda vez sucessiva, o guardião Ivo Cristo negou o golo aos adversários. Porém, a insistência do V. Sernache viria a dar frutos a escassos quatro minutos do final do tempo regulamentar, fixando o “placard” em 2-2.

O União 1919, que vinha de uma derrota em Tomar, animicamente fragilizado por uma série de seis jogos sem conseguir ganhar, deu boa resposta a esta crise de resultados, recebendo e batendo, por 2-0, o Fontinhas, que continua a denotar dificuldades em fugir à zona perigosa (não obstante tenha dois jogos em atraso, a disputar na Marinha Grande, e em casa, com o Sertanense).

Confirmações – Numa jornada sem surpresas, outros três dos cinco clubes da frente, cumpriram a respectiva missão, confirmando o favoritismo que lhes era creditado, vencendo as suas partidas.

O Lusitânia, ganhando por 2-0, numa espécie de “derby” açoriano, ao Rabo de Peixe, com os dois tentos apontados já na segunda parte, preserva o 1.º lugar, em igualdade com o U. Santarém, mas tendo ainda um jogo “em carteira” (em que receberá o Alverca “B”). Ambas as turmas (de Angra do Heroísmo e de Santarém) ampliaram para cinco a série de triunfos sucessivos, novo “record”.

Também o Benfica e Castelo Branco averbou o mesmo desfecho, ante o Mortágua, tendo, contudo, experimentado mais dificuldades do que poderia ser expectável, apenas tendo chegado aos golos aos 78 e 82 minutos. Já o Marinhense, ganhou por tangencial 1-0, na recepção ao Sertanense, tendo marcado o solitário tento do desafio logo aos doze minutos.

I Divisão Distrital – O Distrital maior ainda agora virou para a sua segunda metade, mas o “stress” competitivo parece começar já a “apertar” entre os candidatos ao título: de forma incrível, pela terceira semana consecutiva, nenhum dos três emblemas do pódio conseguiu ganhar!

Mantendo-se “taco a taco”, irmanados em resultados, Ferreira do Zêzere, Abrantes e Benfica e Fátima empataram os três – a mesma combinação de resultados que tinham obtido há duas jornadas… depois de, todos eles, terem sido derrotados na ronda anterior.

Claro está que, para tal sequência contribuíram alguns confrontos directos, envolvendo ainda o novo 3.º classificado, Fazendense: o Fátima-Abrantes e Benfica (15.ª ronda), o Fátima-Fazendense (16.ª) e o Ferreira do Zêzere-Fátima (17.ª), num ciclo “diabólico” para os fatimenses. Tal como sucedera há duas semanas, o Fátima voltou a empatar, agora em Ferreira do Zêzere, num embate emotivo, onde, todavia, o nulo no marcador acabaria por não ser desfeito.

Algo surpreendente foi a igualdade (1-1) também cedida pelo Abrantes e Benfica na recepção ao Alcanenense, que vinha de uma traumática goleada (0-7) sofrida em casa, ante o Samora Correia.

Aproveitando os deslizes dos seus competidores, o Fazendense (que até começara mal este ciclo de três jogos, perdendo, em casa, ante o Torres Novas), tendo somado seis pontos nas duas últimas semanas, reduziu drasticamente, de oito para apenas três pontos, o atraso face ao líder. E fê-lo em “grande estilo”: depois de golear (4-0) em Fátima, goleou, igualmente por implacável 7-0, o Cartaxo, formação que tinha em curso uma excelente série de cinco vitórias consecutivas!

Temos, pois, o quarteto da frente de novo reagrupado: o Ferreira Zêzere continua a liderar, com dois pontos sobre o Abrantes e Benfica, com Fazendense e Fátima apenas um ponto mais abaixo.

Em especial evidência esteve também o Moçarriense, tendo ido golear a Salvaterra de Magos, por muito imprevisto 5-2, depois de ter chegado a 3-0 apenas com 40 minutos jogados, e de elevar a contagem até aos 5-1, ainda antes da hora de jogo!

Samora Correia (3-0, na recepção ao Forense) e Torres Novas (tangencial 2-1, na visita ao terreno do Vasco da Gama) confirmaram o favoritismo, perante os dois últimos classificados, sendo, agora, respectivamente, 5.º e 6.º classificados – tendo os torrejanos aproveitado a derrota do Coruchense, em Mação, por 2-0, para igualar o conjunto do Sorraia, ambos a nove pontos do guia.

O Amiense, que, recorde-se, foi o vice-campeão Distrital na última edição, e que terminara a primeira volta em posição de despromoção ao escalão secundário, potenciou da melhor forma os dois encontros face a rivais directos, para se afastar da zona perigosa, já com alguma margem de segurança: depois de ter ido ganhar aos Foros de Salvaterra, recebeu e bateu o At. Ouriense (3-1).

II Divisão Distrital – Os líderes impuseram a sua lei, ganhando e reforçando o estatuto de candidatos à subida: 2-0, no Marinhais-Porto Alto; 2-1, no Entroncamento AC-Espinheirense; e um categórico 6-1 no Tramagal-Ortiga. Os tramagalenses, com o pleno de dez triunfos, garantiram já, ainda com quatro rondas por disputar, o apuramento para a fase final, de disputa do título.

Antevisão – Na 17.ª jornada do Campeonato de Portugal destacam-se as partidas: U. Santarém-Marinhense; Alverca “B”-Benfica e Castelo Branco; e Sertanense-Lusitânia. O U. Tomar recebe, em mais um desafio determinante, o Gouveia, com o qual reparte o último lugar. Os Distritais estarão em pausa, para disputa dos 1/8 de final da Taça do Ribatejo, com realce para o Torres Novas-Fazendense e Moçarriense-Abrantes e Benfica, “reeditando-se” o Amiense-At. Ouriense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 25 de Janeiro de 2024)

28 Janeiro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 15ª Jornada

(“O Templário”, 18.01.2024)

A derrota dos dois anteriores primeiros classificados provocou um reagrupamento na frente, com os cinco primeiros, outra vez, enquadrados num intervalo de apenas três pontos. Lusitânia (com menos um jogo) e U. Santarém são, agora, os novos líderes, somando mais um ponto que o Alverca “B”, inesperadamente derrotado em casa pelo anterior penúltimo classificado!

Quanto ao U. Tomar, confirmou os bons sinais que tinha transmitido nos Açores, na semana anterior, tendo, enfim (após seis desaires), voltado aos triunfos, de que estava arredado há dois meses e meio. Uma vitória num desafio crucial, que poderá impulsionar o grupo nabantino para novos êxitos, numa fase do calendário que se afigura propícia a amealhar pontos, que lhe possibilitem, não só, dar um salto na tabela, como, sobretudo, recuperar o atraso face ao 9.º posto.

Destaques – Numa partida que colocava frente-a-frente os anteriores 2.º e 3.º classificados, o U. Santarém desembaraçou-se do então vice-líder, Benfica e Castelo Branco, de forma categórica, goleando por 4-1… depois de ter começado por se ver em desvantagem logo no primeiro minuto. Com uma reacção enérgica, os escalabitanos necessitaram apenas de cerca de um quarto de hora – entre os 14 e os 30 minutos – para, marcando por três vezes, sentenciar a vitória, vindo a confirmar tal goleada com o quarto tento, apontado a vinte minutos do final.

Mas se o grupo santareno teve uma jornada bem afirmativa, o Lusitânia não se ficou atrás, indo ganhar por 2-0 ao terreno do Fontinhas, na Praia da Vitória, no “derby” da ilha Terceira. Com uma escassa diferença global de golos (19-13), a verdade é que o conjunto de Angra do Heroísmo – que, recorde-se, vinha de um triunfo tangencial sobre o U. Tomar, mercê de uma grande penalidade – chegou ao comando da prova, dispondo ainda de um jogo em atraso (com o Alverca).

Por coincidência, ambos os líderes (com um total de oito vitórias) seguem com uma série de quatro triunfos consecutivos, máximo até agora registado, no presente campeonato, nesta Série C (anteriormente, só o Alverca “B” e o União 1919 tinham obtido semelhante ciclo de sucessos).

Em destaque esteve também o Sertanense, impondo-se, igualmente por 2-0, nos Açores, frente a uma equipa do Rabo de Peixe que conta uma única vitória nas últimas onze rondas (ante o U. Tomar…), o que proporcionou ao conjunto da Sertã ascender ao 6.º lugar, pese embora mantenha uma ainda curta vantagem de quatro pontos em relação à zona de despromoção.

Justamente, o U. Tomar, recebendo o União 1919 (que, depois da tal série de quatro triunfos, não conseguiu voltar a ganhar, nas seis jornadas mais recentes), voltou a ver sorrir-lhe a vitória: a turma nabantina, entrando praticamente a ganhar, tendo inaugurado o marcador logo aos quatro minutos, manteve-se concentrada, preservando essa preciosa vantagem até ao intervalo.

Na segunda metade, tal como lhe competia, a formação de Coimbra arriscou mais, e chegaria à igualdade, logo aos sete minutos. Não se descompondo, os tomarenses manteriam a toada, e seriam recompensados com o segundo tento, à passagem dos vinte minutos da etapa complementar, na conversão de uma grande penalidade. Os conimbricenses viriam também a beneficiar de um castigo máximo a seu favor, que o guardião Ivo Cristo deteve, salvando os três pontos. Com os forasteiros balanceados no ataque, os locais desperdiçariam ainda duas ou três flagrantes ocasiões para ampliar a contagem, e desfazer a seu favor a “igualdade” que acabou por se registar nos confrontos entre ambos os clubes, depois do 1-2 sofrido na estreia, em Coimbra.

Surpresa – Poucos seriam o que antecipariam o desfecho verificado no Alverca “B”-V. Sernache, então, respectivamente, 1.º e 13.º classificados. Não só os ribatejanos não conseguiriam desfeitear a baliza contrária, como seriam os homens de Cernache a marcar, a cerca de um quarto de hora do final, o golo que lhes proporcionou uma tão inesperada quão preciosa vitória, tendo subido três posições na pauta classificativa, mas mais importante, agora a um escasso ponto da zona de manutenção. O Alverca – cuja possibilidade de promoção à Liga 3 estará inevitavelmente dependente de a equipa principal do clube conseguir subir à II Liga – baixou, assim, ao 3.º posto.

Confirmações – Para além de Lusitânia e U. Santarém, também o Marinhense aproveitou os desaires de Alverca “B” e Benfica e Castelo Branco, para se aproximar do lote da frente, tendo cumprido, com aparente tranquilidade, a sua parte, ganhando por clara margem de 3-0 ao Peniche.

Num jogo entre os anteriores 11.º e 12.º classificados, o Mortágua, tirando partido do factor casa, confirmou o favoritismo, ganhando por 3-2 ao Gouveia, depois de chegar a 2-0 ainda na meia hora inicial, resultado que se manteve até aos derradeiros dez minutos; tendo ainda voltado a beneficiar de vantagem de dois tentos (3-1), antes de o Gouveia marcar de novo, já no minuto 90. Tal proporcionou ao emblema viseense sair da zona de descida (por troca com o Rabo de Peixe).

Temos, agora, na zona perigosa da tabela, União 1919 e Mortágua (8.º e 9.º, últimos acima da “linha de água”), com 18 pontos; V. Sernache a um ponto; Rabo de Peixe e Fontinhas outro ponto mais abaixo; Gouveia (14); e U. Tomar, que reduziu para cinco pontos a distância para o 9.º lugar.

I Divisão Distrital – Depois de uma ronda em que nenhum dos anteriores sete primeiros tinha conseguido vencer, a jornada de abertura da segunda volta “pregou uma partida” aos três clubes do pódio, todos eles derrotados (antes, nunca dois deles, sequer, tinham perdido em simultâneo)!

Se a derrota do guia, Ferreira do Zêzere, em Torres Novas, por 2-1, foi já um feito digno de realce por parte dos torrejanos (que, não obstante, mantêm a 7.ª posição), maior ênfase terá de se colocar no que constitui o 5.º triunfo consecutivo do Cartaxo, batendo o vice-líder, Abrantes e Benfica, por 3-1, depois de terem chegado a 2-0 no início da segunda metade do encontro).

Mais sensacional ainda: num embate entre candidatos, o Fátima registou um muito estranho colapso, sendo goleado por 0-4, no seu próprio reduto, pelo Fazendense, com todos os quatro tentos apontados em pouco mais de um quarto de hora, entre os 7 e os 23 minutos! Em função destes desfechos, a turma das Fazendas de Almeirim volta a aproximar-se do trio da frente, agora a dois pontos dos fatimenses, a três dos abrantinos, e a cinco dos ferreirenses.

Mas esta “alucinante” jornada não se ficou por aqui: ainda de maior magnitude que o colapso do Fátima, o Alcanenense sofreu um descalabro, tendo sido goleado, também no seu terreno, pelo Samora Correia, por inacreditável marca de 7-0 (golos aos 5, 14, 25, 31, 41, 57 e 80 minutos)!

O Coruchense, com um “sofrido” triunfo (3-2) ante o “lanterna vermelha”, reduziu para oito pontos a distância face ao líder, sendo que os samorenses se lhe seguem de imediato, a um ponto. Noutro jogo empolgante, At. Ouriense e Salvaterrense repartiram os pontos, empatando a três bolas, sendo que os forasteiros por três vezes estiveram em vantagem, por três vezes a perderam.

Mação (na Moçarria) e Amiense (nos Foros de Salvaterra) obtiveram importantes triunfos (2-0).

II Divisão Distrital – Marinhais (3-1, fora, com o Rebocho), Entroncamento AC (3-2, nos Riachos) e Tramagal (6-0, em Abrantes, face à equipa “B” local), reforçaram a liderança das respectivas séries, numa ronda também marcada por um invulgar 5-4 no Alferrarede-Vilarense.

Antevisão – Destaca-se, na próxima jornada, o seguinte leque de encontros: Peniche-U. Santarém, Lusitânia-Rabo de Peixe e V. Sernache-U. Tomar (Campeonato de Portugal); Ferreira do Zêzere-Fátima, Fazendense-Cartaxo e Mação-Coruchense (I Divisão Distrital); Marinhais-Porto Alto; Entroncamento AC-Espinheirense; e Tramagal-Ortiga (II Divisão Distrital).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 18 de Janeiro de 2024)

21 Janeiro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 14ª Jornada

(“O Templário”, 11.01.2024)

Uma vez mais – frente a um adversário com argumentos de outro patamar, envolvido na luta pela subida –, o União, jogando fora, foi competitivo, discutiu o jogo até final, desperdiçou, mesmo ao “cair do pano”, uma ocasião soberana para regressar dos Açores com um ponto, mas acabaria por não evitar outra derrota, a sexta consecutiva, quinta pela margem mínima neste campeonato.

Mesmo não trazendo pontos na “bagagem”, poderá o grupo unionista ter eventualmente adquirido alguma maior dose de crença, em função da exibição realizada, que possa vir ainda a potenciar.

Com a disputa da ronda inicial da segunda metade da prova, parece começar a definir-se o leque de candidatos ao apuramento para a fase final (agrupando os dois primeiros classificados de cada série), que, nesta altura, poderão reduzir-se a cinco: para além dos quatro primeiros classificados (Alverca “B”, Benfica e Castelo Branco, Lusitânia e U. Santarém), separados entre si apenas por dois pontos, também o Marinhense, pese embora este se posicione ainda três pontos mais abaixo.

Destaques – No “jogo grande” da jornada, o B. C. Branco levou a melhor sobre o Marinhense, ganhando por 2-0 (com um golo apontado em cada parte, somando terceiro triunfo sucessivo), o que possibilita aos albicastrenses preservarem o posto de vice-líderes, a um único ponto do guia (pese embora a formação de Alverca tenha um jogo em atraso).

Precisamente, o Alverca “B” terá tido maiores dificuldades que expectável, para levar de vencida, por tangencial 2-1, o União 1919, mesmo que tenha actuado como visitante – tendo, inclusivamente, começado por se ver em desvantagem ainda antes de decorrido o quarto de hora inicial, mas restabelecendo a igualdade de pronto, fixando o “placard” final à meia hora, somando quarta vitória sucessiva, frente a um rival que já não ganha há cinco jornadas.

O U. Santarém obteve o triunfo mais robusto do fim-de-semana, goleando, por 4-1, em Gouveia, no que constitui também a terceira vitória sucessiva dos escalabitanos. Paradoxalmente, foi um sucesso que chegou relativamente tarde, com o primeiro tento a ser averbado apenas aos 65 minutos, ampliado para 3-0 nos vinte minutos seguintes, após o que os donos da casa viriam a marcar o seu “ponto de honra”, antes do derradeiro golo dos forasteiros.

Destaca-se, por fim, a vitória, por tangencial 1-0, do Fontinhas, no reduto do Rabo de Peixe, com estas duas equipas açorianas, agora igualadas em pontos, precisamente separadas pela “linha de água”, para já ainda com vantagem, em termos de desempate, para a formação da ilha de S. Miguel (que regista um único triunfo nos últimos dez jogos), mas com trajectórias de sinal oposto.

Confirmações – O Lusitânia, que mantém o 3.º lugar na tabela, confirmou o favoritismo na recepção ao U. Tomar, mas ganhando por magro 1-0, mercê de um golo obtido na conversão de uma grande penalidade, ainda antes de completada a primeira meia hora de jogo. Foi também o terceiro triunfo consecutivo para os açorianos; ao mesmo tempo, o sexto desaire dos tomarenses.

Num desafio em que não foi tão evidente a supremacia que o Lusitânia exercera em Tomar, mesmo que lhe tenha cabido maior dose de iniciativa, os unionistas estiveram mesmo à beira de poder surpreender, forçando a repartição de pontos. Não aconteceu; há que “virar agulhas” para o próximo embate, canalizando para ele alguma energia positiva.

O Peniche aproveitou o factor casa, para derrotar, por 2-1, o Sertanense, somando mais três preciosos pontos, que, por enquanto, lhe conferem uma pequena “almofada” de quatro pontos sobre a zona de descida, com um bastante bom 6.º posto na classificação. A turma da Sertã marcou primeiro, logo aos dez minutos, mas não conseguiu impedir a reviravolta no marcador.

Por fim, num encontro entre “aflitos”, V. Sernache e Mortágua – actuais 13.º e 11.º classificados – repartiram os pontos, empatando a uma bola, tendo os homens da casa evitado, “in extremis”, já em período de compensação o que teria sido a quinta derrota consecutiva, somando agora seis rondas sem vencer; no caso dos visitantes, este foi o quarto encontro seguido sem ganhar.

I Divisão Distrital – A derradeira jornada (15.ª) da primeira volta revelou-se bastante atípica, não tendo nenhum dos até então sete primeiros conseguido vencer os seus confrontos! Desde logo, porque se cruzaram o 6.º (Coruchense) e 1.º (Ferreira do Zêzere), assim como o 3.º (Fátima) e 2.º (Abrantes e Benfica), em dois embates que se saldaram por empates: não foi desfeito o nulo em Coruche; tendo fatimenses e abrantinos marcado dois golos cada, com os forasteiros, que por duas vezes dispuseram de vantagem, a confirmarem credenciais de candidato.

O líder viu quebrada uma série de seis vitórias consecutivas, mas – tendo os seus dois mais imediatos perseguidores empatado entre si – acabou até por ampliar (já para oito pontos) a vantagem face ao 4.º classificado, Fazendense, outra vez surpreendido, perdendo de novo em casa (2-3) ante o Torres Novas: os torrejanos chegaram, aliás, a dispor de vantagem de 2-0, e de 3-1.

O Samora Correia (anterior 5.º classificado, tendo sido agora ultrapassado pelo Coruchense) foi batido no Cartaxo, por 3-1, por um conjunto cartaxeiro a atravessar excelente momento, tendo somado quarto triunfo sucessivo, afastando-se (já a oito pontos) da zona perigosa da tabela. Realce para segundo “hat-trick” seguido (em jogos do campeonato) do nigeriano Mathew Okoro.

Já o Mação (que ocupava o 7.º lugar, agora superado pelo Torres Novas), empatou em Ourém, a um golo, ante o At. Ouriense, vendo também interrompido um ciclo de três triunfos.

O Alcanenense impôs-se por categórico 4-0, na recepção ao Forense; tendo também o Salvaterrense (2-1, frente ao Amiense) e o Moçarriense (3-1, em casa, com o Vasco da Gama) obtido importantes vitórias, na luta pela manutenção.

Uma possível despromoção do U. Tomar teria por reflexo ditar a necessidade de descida de três clubes ao escalão secundário do futebol distrital, o que, nesta altura, se traduziria numa inesperada queda do recente vice-campeão distrital, Amiense. Na cauda da pauta classificativa, para além do “lanterna vermelha”, Vasco da Gama, que somou, em toda a primeira metade da prova, um único ponto, temos o Forense, com nove pontos, e At. Ouriense (13.º) e Amiense (14.º), ambos com doze, já a cinco pontos de distância do Moçarriense (12.º).

II Divisão Distrital – Na série mais a Sul tudo está muito “embrulhado”, com o Marinhais (3-a ao Benavente) a arrebatar a liderança, mercê do desaire do Glória do Ribatejo (0-2) ante o Paço dos Negros, com estas duas equipas a partilhar o 2.º posto, a dois pontos do líder; seguem-se, um ponto abaixo, Pontével e Porto Alto. Na Série B, o Entroncamento AC (5-0 ao At. Pernes) beneficiou do empate do Águias de Alpiarça (2-2, na recepção ao Espinheirense) para arrebatar novamente a 1.ª posição, com mais um ponto que os alpiarcenses. A Norte, o Tramagal exerce inequívoca supremacia, com o pleno de oito vitórias, sete pontos acima do Ortiga.

Antevisão – Destacam-se, na próxima ronda, as seguintes partidas: U. Santarém-B. C. Branco, Fontinhas-Lusitânia e U. Tomar-União 1919 (Campeonato de Portugal); Torres Novas-Ferreira do Zêzere, Cartaxo-Abrantes e Benfica e Fátima-Fazendense (I Divisão Distrital); Glória do Ribatejo-Pontével, Riachense-Entroncamento AC e Pego-Ortiga (II Divisão Distrital).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 11 de Janeiro de 2024)

14 Janeiro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Pré-Eliminatória

(“O Templário”, 28.12.2023)

Para além dos favoritos Fátima e Coruchense, foram também afastados na pré-eliminatória da Taça do Ribatejo dois outros clubes do escalão principal: Salvaterrense e Forense – este último, o único a ser superado por um emblema de divisão inferior, o Marinhais, que, saindo vencedor no “derby”, se perfila qual “tomba-gigantes” desta ronda. A outra equipa do escalão secundário que saiu vitoriosa foi o Tramagal, tendo derrotado, já no final de Novembro, o Benavente.

Avançam, portanto, para os 1/8 de final da competição, doze clubes da I Divisão Distrital e, apenas, quatro equipas do escalão secundário, sendo Marinhais e Tramagal acompanhados por Porto Alto e Vilarense, que, por sorteio, haviam ficado isentos desta eliminatória prévia.

Destaques – Numa ronda também marcada pelo equilíbrio – com um empate e cinco partidas decididas por margem tangencial – começa por destacar-se o triunfo do At. Ouriense (antepenúltimo classificado no campeonato) ante o Fátima (3.º), por 2-1, também num “derby”.

Os fatimenses até começaram por inaugurar o marcador, pouco passava da meia hora de jogo, mas, na segunda parte, também próximo da meia hora, a formação de Ourém restabeleceu a igualdade. Quando se esperaria o eventual desempate da marca de grande penalidade, o At. Ouriense acabaria mesmo por concretizar a reviravolta, marcando o tento da vitória já no minuto 90, da autoria do jovem José Laranjeiro, de 17 anos, que, na época passada, alinhara na equipa… de Juvenis do Fátima!

Por seu lado, Coruchense e Cartaxo chegaram ao termo dos noventa minutos empatados a uma bola; os visitantes marcaram primeiro, logo ao minuto onze, tendo a turma do Sorraia igualado já no quarto de hora final, com os cartaxeiros a resistir, praticamente todo o segundo tempo, com menos um homem. O resultado não se alteraria, pelo que, apenas no termo de uma “maratona” de pontapés da marca de grande penalidade, o Cartaxo consumaria a surpresa, ganhando por 10-9!

Em Marinhais o desfecho de 2-1, a favor dos locais, ficou estabelecido ainda na primeira parte; também neste caso foram os forasteiros a marcar primeiro, apenas com um quarto de hora jogado, tendo a formação da casa empatado pouco mais de dez minutos volvidos, para, em tempo de compensação dessa metade inicial do desafio, chegarem à vitória, tendo sido, pois, a única a superar adversário de escalão superior, o Forense, noutro “derby”, no município de Salvaterra.

A propósito, o Salvaterrense foi a outra equipa primodivisionária a ser eliminada (conforme referido, de um total de quatro afastadas logo na ronda inaugural), perdendo, no seu próprio terreno, ante o Mação, por 2-0, com Wemerson Silva, em especial evidência, a bisar.

Pela volume de golos averbado, realça-se ainda o encontro entre Samora Correia e Ortiga, com os samorenses a ganhar por 6-3, depois de terem chegado a dispor de vantagem de 6-1, já dentro dos dez minutos derradeiros. Para além da réplica oferecida, os forasteiros tinham, aliás, começado por surpreender, logo de entrada, tendo inaugurado o marcador, ainda antes dos dez minutos. Numa nota curiosa, os seis tentos dos visitados foram apontados por três jogadores, que bisaram: Diogo Marques, David Ribeiro e Diogo Costa.

Confirmações – Nas restantes quatro partidas, os favoritos confirmaram o maior poderio que lhes era creditado, não obstante, em dois dos casos, o marcador final tenha registado diferença mínima.

Principiando pelo actual detentor do troféu, Torres Novas, num “quase derby”, com uma curta deslocação ao reduto do Entroncamento AC, impôs-se por 2-0, também com Miguel Miguel a bisar, aos 23 e 33 minutos, a sentenciar a eliminatória a favor dos torrejanos.

Ainda mais categórica (3-0) foi a vitória do Moçarriense ante um U. Almeirim em processo de “reconstrução”, com o “placard” final a ser estabelecido apenas com 18 minutos de jogo: o grupo da Moçarria praticamente entrou a ganhar, marcando logo no minuto inicial, para, depois, Bruno Alcobia bisar também, aos 14 e 18 minutos.

O Alcanenense, recebendo o Pontével, chegou – apenas no segundo tempo – a uma vantagem de dois golos, antes de consentir, já em período de compensação, o ponto de honra dos visitantes, fixando o resultado em 2-1.

O mesmo marcador que se registaria também no Abrantes e Benfica-Glória do Ribatejo, mas, com os abrantinos, perante um adversário com tradições na Taça, a ter de sofrer, tendo chegado ao tento decisivo apenas no derradeiro minuto, beneficiando também do facto de os visitantes terem disputado a meia hora final reduzidos a dez elementos.

Em 47 edições da “prova rainha” da Associação de Futebol de Santarém, Amiense, Fazendense, Cartaxo e Mação reforçaram o estatuto de emblemas com maior número de presenças nos 1/8 de final da competição, respectivamente com: 29 (17 nos últimos 18 anos, no caso do grupo dos Amiais de Baixo); 25 (15 nas 16 épocas mais recentes, no caso da turma das Fazendas); 24; e 23 (também com 17 vezes nos 1/8 de final nos 18 últimos anos, no caso dos maçaenses).

O Abrantes e Benfica, que disputa a prova apenas pela sexta vez, apresenta um interessante “record”, tendo, em todas essas participações, alcançado tal fase, sendo o único “totalista”, nas seis épocas mais recentes. Por seu lado, Mação e Alcanenense disputarão os 1/8 de final pela quinta temporada consecutiva; enquanto o Moçarriense aí chega pela quarta época sucessiva.

Salienta-se ainda o Tramagal – marcando presença nos 1/8 de final pela 22.ª vez, igualando o registo do Coruchense –, fase que, porém, não atingia há treze anos, desde a época de 2010-11.

As equipas do Ferreira do Zêzere e do Marinhais (ambos na 16.ª vez em tal fase) não alcançavam os 1/8 de final desde há cinco épocas. O Vilarense regressa aos 1/8 de final (12.ª presença) após o mais demorado interregno, de 15 anos, desde a temporada de 2008-09; enquanto, por seu lado, o Porto Alto não chegava a esta fase desde 2011-12.

Antevisão – O futebol (a nível Distrital, tal como do Campeonato de Portugal) estará agora em pausa durante alguns dias, apenas regressando, já em 2024, no fim-de-semana de 7 de Janeiro. Destacam-se os seguintes desafios: B. C. Branco-Marinhense e Lusitânia-U. Tomar (Campeonato de Portugal); Fátima-Abrantes e Benfica e Coruchense-Ferreira do Zêzere (I Divisão Distrital); Paço dos Negros-Glória do Ribatejo; Águias de Alpiarça-Espinheirense; e Tramagal-Alferrarede.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Dezembro de 2023)

31 Dezembro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 13ª Jornada

(“O Templário”, 21.12.2023)

Era um jogo crucial, o que colocava frente-a-frente as equipas do Rabo de Peixe e do U. Tomar: entre adversários directos, a fechar a primeira volta, com os dois clubes separados por três pontos; sofrendo quinto desaire sucessivo, o União “atrasa-se” ainda mais, agora a seis pontos da “linha de água” delimitada precisamente por esse rival. Tendo somado apenas dez pontos (fruto de três vitórias e um empate), os tomarenses terão, não só de se superar na segunda volta, como esperar que algum (ou alguns) dos emblemas actualmente acima do 10.º lugar possa vir a ter uma quebra.

Num balanço da primeira metade da prova – perturbado pelo facto de haver cinco clubes com jogos em atraso (no caso do Fontinhas, dois jogos) – à excepção da surpreendente posição ocupada pelo Alverca “B” (líder), as equipas teoricamente mais capacitadas (Benfica e Castelo Branco, U. Santarém, Marinhense e Lusitânia) posicionam-se já nos lugares cimeiros (com os albicastrenses, a um ponto do guia, e, em paralelo, com um ponto a mais que o trio perseguidor).

Em zona de despromoção situam-se também já as equipas que, de um modo geral, poderia ser expectável à partida: para além do U. Tomar, V. Sernache (numa série de quatro derrotas consecutivas, três pontos acima dos unionistas), Mortágua e Gouveia (com um ponto mais); constituindo-se, neste caso, como excepção, a imprevista posição do Fontinhas, em igualdade pontual com o V. Sernache (pese embora, como indicado, os açorianos tenham menos dois jogos).

A “chave” estará, pois, depreende-se – para além de uma imprescindível melhoria de desempenho dos unionistas, necessitando de um mínimo de 18 a 20 pontos – no comportamento que União 1919, Sertanense, Peniche e Rabo de Peixe (actuais 6.º a 9.º classificados, separados entre si somente por dois pontos – entre os 16 e os 18) possam vir a ter na segunda metade do campeonato.

Destaques – Numa jornada (13.ª) que tivera já um jogo antecipado, disputado no final de Novembro, entre União 1919 e Mortágua (empate a um golo), tendo sido adiados – devido ao facto de o avião não poder ter aterrado na ilha Terceira – os dois jogos que os conjuntos locais deveriam ter disputado (o embate entre os dois primeiros classificados, Lusitânia-Alverca “B; e o Fontinhas-Sertanense), realizaram-se, no passado Domingo, apenas quatro partidas.

Dos onze golos apontados nesses quatro encontros, mais de metade (seis) registaram-se justamente no Rabo de Peixe-U. Tomar, cujo desfecho se saldou por triunfo dos açorianos por 4-2. Terá sido uma oportunidade perdida pelos unionistas, perante um adversário que não vencia há oito rondas, e denotando algumas fragilidades defensivas (segunda equipa mais batida até agora).

O desafio iniciou-se em toada repartida, pese embora alguma maior iniciativa dos locais, que viriam a inaugurar o marcador na conversão de uma grande penalidade, já próximo da meia hora de jogo. Na segunda metade, os tomarenses tiveram boa entrada em campo, procurando equilibrar a contenda, mas viriam a ser penalizados com o segundo tento sofrido, precisamente com uma hora decorrida. A equipa “acusou o toque”, em termos anímicos, e os visitados aproveitariam, com o “placard” a dilatar-se, aos 78 e 84 minutos (com um segundo “penalty”), até aos 4-0.

Fica a nota, de alguma esperança, da dignidade e orgulho com que o grupo unionista reagiu, reduzindo a desvantagem, com dois tentos apontados já nos derradeiros cinco minutos. O “veterano” Nuno Rodrigues, a comemorar as três centenas de jogos com a camisola do União, constituindo-se num importante símbolo da sua mística, marcou o seu 44.º golo pelo clube.

O U. Santarém e o Marinhense, actuando ambos em terreno alheio, não vacilaram, somando os três pontos, respectivamente nas deslocações a Cernache do Bonjardim e a Gouveia. Os escalabitanos impuseram-se por 2-0, inaugurando o marcador à passagem dos vinte minutos, obtendo o tento da confirmação… a vinte minutos do fim. Por seu, lado à turma da Marinha Grande, de visita à Serra da Estrela, bastou um solitário golo, também cerca dos vinte minutos.

Confirmação – O agora vice-líder, B. C. Branco, confirmou o favoritismo de que era creditado, batendo o Peniche (derrotado pela segunda semana) por 2-0, com o primeiro tento apontado cerca dos 35 minutos, mas vindo o golo da tranquilidade a surgir apenas aos… 97 minutos.

I Divisão Distrital – O Ferreira do Zêzere, mesmo sem dar mostras de grandes alardes, continuando a ganhar por diferenças escassas, vai, não obstante, fazendo o seu caminho, tendo somado sexta vitória consecutiva, ganhando por 2-1 ao Moçarriense (com o segundo golo dos ferreirenses, e, de seguida, o ponto de honra dos visitantes, apontados, ambos, já em período de compensação) reforçando assim a sua posição de liderança isolada.

Beneficiou do deslize (se tal se poderá caracterizar desta forma) do Fátima, que não conseguiu quebrar o nulo da deslocação ao sempre difícil reduto do Samora Correia (actual 5.º classificado).

Os fatimenses – agora a três pontos do comandante – foram, aliás, ultrapassados na pauta classificativa, pelo Abrantes e Benfica (passando a contar um ponto mais), que recebeu e venceu o Torres Novas por 2-0, mantendo a solidez do seu sector defensivo, com notável registo de apenas cinco golos sofridos, à entrada para a derradeira ronda da primeira volta da competição.

Num embate sempre aliciante, o Fazendense foi “surpreendido”, no seu terreno, pelo Coruchense: depois de ter chegado a dispor de vantagem de dois golos, a meia hora do final, consentiria a reviravolta, com a formação do Sorraia a chegar ao triunfo, por 3-2, já no minuto 94. Os homens das Fazendas, ocupando o 4.º posto, distam agora sete pontos do guia; enquanto a turma de Coruche igualou o Samora Correia, porém, ambos já com um atraso de onze pontos face ao topo.

O Mação, que, se antecipa, terá uma época em competição principalmente “consigo próprio”, na metade superior da tabela, mas, porventura, já demasiado afastado do quarteto da frente, ganhou por 4-2 ao Salvaterrense. É o ataque mais concretizador (33 golos), o mesmo total que sofreu!

Na acesa luta pela manutenção – sendo que serão dois, ou três (dependendo da sorte do U. Tomar no Nacional), os clubes a despromover ao escalão secundário – Amiense (1-0 na recepção ao Alcanenense), Cartaxo (um empolgante 4-3 nos Foros de Salvaterra) e At. Ouriense (2-1) em Boleiros obtiveram importantes vitórias. À parte o Vasco da Gama, com um único ponto averbado, e o destino quase traçado, temos, a partir daí: Forense (penúltimo), com nove pontos; At. Ouriense, com onze; Amiense, com doze; Moçarriense, com 14; e agora, Salvaterrense e Cartaxo (10.º e 11.º), igualados, já com 17 pontos.

II Divisão Distrital – O “derby” entre Marinhais e Glória do Ribatejo terminou sem golos, mantendo-se as duas equipas dos dois lugares cimeiros, separadas por um ponto, a favor da Glória. O Águias de Alpiarça, ganhando por 2-1, nos Riachos, beneficiou do empate (1-1) do Entroncamento AC em Minde, para ascender ao comando da sua série. Na outra série, o Tramagal mantém um fantástico pleno triunfal, já com onze vitórias nesta temporada (sete para o campeonato e quatro para a Taça do Ribatejo), dispondo de sete pontos de avanço sobre o Ortiga.

Antevisão – Os campeonatos apenas serão retomados já no Novo Ano de 2024 (a 7 de Janeiro), com destaque para: B. C. Branco-Marinhense e Lusitânia-U. Tomar (Campeonato de Portugal); e Fátima-Abrantes e Benfica e Coruchense-Ferreira do Zêzere (I Divisão Distrital). Este sábado disputa-se a pré-eliminatória da Taça do Ribatejo, em que sobressaem as partidas: At. Ouriense-Fátima, Salvaterrense-Mação, Coruchense-Cartaxo e Entroncamento AC-Torres Novas.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Dezembro de 2023)

23 Dezembro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 12ª Jornada

(“O Templário”, 14.12.2023)

Não tendo conseguido manter a cadência de vitórias que alcançara até à 7.ª jornada (fase em que seguia com três triunfos e três desaires), o U. Tomar, tendo acumulado, entretanto, quatro derrotas consecutivas (mesmo que três delas tenham sido pela diferença mínima, e, as duas últimas, já ao “cair do pano”), viu desnivelar-se de forma acentuada o diferencial entre vitórias (3) e derrotas (já no total de 8) – cujo nivelamento seria um objectivo de especial relevância –, caindo para o último lugar da tabela (agora isolado), e, pela primeira vez, já a quatro pontos da “linha de água”.

Faltando disputar ainda toda a segunda volta, e – em função do desempenho dos vários concorrentes até à data, e do forte equilíbrio registado nesta Série C – podendo conjecturar-se que não venham a ser necessários tantos pontos quantos inicialmente projectados para assegurar a manutenção (talvez 30/31 possam vir a bastar, em vez da “margem de segurança” estimada de 33/35 pontos), nada está “decidido”; mas, no imediato, com duas deslocações aos Açores, na viragem do ano, a tarefa não se afigura “fácil”, para quem se apresenta tão carenciado de pontos.

Destaques – Para não fugir à regra, a 12.ª jornada ficou assinalada por seis jogos com desfecho tangencial (cinco partidas com o resultado de 2-1 e o 0-1 do União); só o Peniche “deslustrou”.

Começa por destacar-se a vitória averbada pelo Benfica e Castelo Branco na Sertã, ante o rival Sertanense, por 2-1: os albicastrenses chegaram a (determinante) vantagem de dois golos num intervalo de menos de dez minutos (entre os 15 e os 24), não tendo os homens da casa conseguido dar sequência ao tento que apontaram apenas outros três minutos decorridos, que fixou o resultado. Em função deste triunfo, o B. C. Branco isolou-se no 3.º posto, um ponto acima de um quarteto, integrado justamente por: Sertanense, U. Santarém, Marinhense (com um jogo a menos) e União 1919 (este com um jogo a mais, tendo disputado já a partida da 13.ª ronda).

Em evidência esteve também o Lusitânia, indo vencer (igualmente por 2-1) a Mortágua, com a turma açoriana a isolar-se na 2.ª posição, mantendo os dois pontos de desvantagem face ao líder. Já os forasteiros, mesmo contando com o tal jogo a mais, subsistem abaixo da “linha de água”, não obstante em igualdade pontual com o 9.º classificado, Gouveia. O Lusitânia entrou praticamente a ganhar, marcando ao terceiro minuto, tendo ainda consentido o golo da igualdade, mas vindo a confirmar a vitória com um tento alcançado a fechar o primeiro tempo.

Outra equipa em realce foi, ainda, precisamente, o Fontinhas – que, à entrada para esta jornada, partilhava com o U. Tomar, a indesejada condição de “lanterna vermelha” – tendo ido ganhar a Tomar, mercê de um solitário golo, marcado a menos de cinco minutos do termo do tempo regulamentar. Depois de terem deixado fugir a vitória em Peniche, e de verem escapar-se um ponto na Sertã, os nabantinos voltam a perder um ponto mesmo no final do desafio… resultando num total de quatro pontos “desperdiçados”, que, nesta altura, fariam “toda a diferença”.

Esta derrota foi tão mais difícil de aceitar quanto o União jogou cerca de 40 minutos em superioridade numérica, entre os 43 e os 84 minutos. Até à expulsão do jogador do Fontinhas, o conjunto açoriano tinha assumido maior iniciativa, mas a expectativa, para a segunda metade, era a de que os unionistas pudessem aproveitar para se colocar em vantagem no marcador. Teriam ainda um par de oportunidades, contudo, não materializadas. E, quando algo pode correr mal, muitas vezes corre: no minuto 85, um defesa do U. Tomar viu segundo amarelo, e, de imediato, na conversão do correspondente livre, o Fontinhas, mais eficaz, marcou mesmo, selando a vitória.

Surpresa – A grande surpresa do passado fim-de-semana foi protagonizada pelo Gouveia, que foi ganhar a Peniche por categórica marca de 3-0, depois de os homens da Serra se terem colocado em vantagem logo aos cinco minutos. Os dois clubes – antes deste jogo, respectivamente no 12.º e 5.º lugares –, são, agora, 9.º e 8.º classificados, separados apenas por três pontos.

Confirmações – As equipas do Alverca “B” (somando terceira vitória sucessiva), U. Santarém e Marinhense (ambos com dois triunfos nas últimas três jornadas) confirmaram o estatuto de favoritos, ganhando – todas elas – também pela marca de 2-1, respectivamente perante o Rabo de Peixe (acumulando o oitavo desafio consecutivo sem vitória), União 1919 (que não vence já há quatro jogos) e V. Sernache (que segue num ciclo de três derrotas).

Os dois emblemas ribatejanos (Alverca e U. Santarém) chegaram a 2-0, tendo sofrido o tento adversário apenas já no final dos seus desafios. Já o grupo de Marinha Grande teve de operar reviravolta no marcador, depois de, praticamente, ter entrado a perder, averbando o tento que ditou um sofrido triunfo somente em período de compensação, mercê de um auto-golo.

Em função destes resultados, o Alverca “B” mantém o comando, com dois pontos de vantagem sobre o Lusitânia, quatro em relação ao Benfica e Castelo Branco e já cinco pontos sobre o quarteto que reparte o 4.º posto. Na parte baixa da pauta classificativa, Rabo de Peixe, V. Sernache e Fontinhas (11.º ao 13.º lugar) estão um único ponto abaixo de Gouveia (9.º) e Mortágua (10.º).

II Divisão Distrital – A Série B atingiu o termo da sua primeira volta, com a disputa da 9.ª jornada, em que se destaca o triunfo (2-1) do Entroncamento AC em Almeirim, o que, nesta altura, lhe confere a liderança isolada, com mais um ponto do que o Águias de Alpiarça (vitória por 3-0 em Pernes), e com o Espinheirense (3.º classificado) já a seis pontos. Para tal contribui decisivamente a inversão do resultado que se registara na partida (da 4.ª ronda) entre Espinheirense e Entroncamento AC, com a turma da casa a ser sancionada com derrota por 0-3.

As outras séries, apenas com seis jornadas disputadas, apresentam configuração distinta. Na Série A, o equilíbrio é nota dominante, com os dois primeiros, Glória do Ribatejo (que averbou um nulo na recepção ao Porto Alto) e Marinhais (triunfo por 2-1 em Pontével) separados por um ponto, tendo o Pontével baixado à 3.ª posição, agora a três pontos do guia.

Na Série C, o Tramagal (ganhando 4-2 em Ferreira do Zêzere, ante a equipa “B” local), contando, nesta altura, o pleno de seis triunfos (a que soma mais outras quatro vitórias na Taça do Ribatejo, em que garantiu já o apuramento para os 1/8 de final) lidera destacado, com cinco pontos de avanço sobre o Ortiga (que venceu, igualmente por 4-2, em Caxarias), seguindo-se agora o Alferrarede (no 3.º posto), a oito pontos do comandante.

Antevisão – O Campeonato de Portugal conclui, neste Domingo, a sua primeira volta, salientando-se o embate entre os dois primeiros classificados, com o Lusitânia a receber a equipa “B” do Alverca. De interesse serão também os desafios V. Sernache-U. Santarém e Gouveia-Marinhense, com as equipas teoricamente mais cotadas a serem colocadas à prova, jogando em terreno alheio. O U. Tomar desloca-se à ilha de S. Miguel, para defrontar o Rabo de Peixe.

Após uma breve pausa, de uma semana, será retomado o Distrital da I Divisão, com destaque para o Samora Correia-Fátima, Abrantes e Benfica-Torres Novas e Fazendense-Coruchense. O guia, Ferreira do Zêzere, é favorito a somar mais três pontos, recebendo o Moçarriense.

No escalão secundário teremos um “derby” entre os dois primeiros classificados da Série A, no Marinhais-Glória do Ribatejo. Realce ainda para o Riachense-Águias de Alpiarça (Série B), Tramagal-Caxarias e Ortiga-Alferrarede (Série C), com estas duas séries a chegar à sua metade.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Dezembro de 2023)

17 Dezembro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 11ª Jornada

(“O Templário”, 07.12.2023)

Uma expressão muito repetida, como canta o cantautor: três empates, três vitórias tangenciais (e o único desfecho com diferença de dois golos, com uma “explicação” consistente) na 11.ª jornada, continuam bem a dar nota do equilíbrio que perdura na série C do Campeonato de Portugal, quando, prestes a chegar-se a metade da competição, se mantém muito diminuta a distância entre os lugares “de subida” e de “descida”, agora separados por apenas cinco pontos (18 vs. 13).

Destaques – A primeira nota de destaque vai, precisamente, para o tal embate com vantagem de dois tentos (3-1), entre duas das melhores equipas da prova, com o Lusitânia a levar a melhor sobre o U. Santarém, o que proporcionou à turma açoriana ascender ao 2.º posto, enquanto os escalabitanos se posicionam, por ora, a meio da tabela, pese embora somente três pontos abaixo.

Os santarenos inauguraram o marcador à passagem da meia hora e fizeram figura de potenciais vencedores até ao último quarto de hora, altura em que ficaram reduzidos a dez unidades. Bastariam, então, dois minutos, para os visitados, na conversão de uma grande penalidade, restabelecerem a igualdade; e, tirando partido dessa dinâmica do jogo, vindo a marcar ainda mais dois golos, aos 90 e aos 94 minutos, consumando assim reviravolta nesta importante partida.

Em posição de liderança (isolada) subsiste o Alverca “B”, cujo grupo, pese embora a sua juventude, deu já clara prova de maturidade. A “surpresa” foi ter-se estreado a ganhar (1-0) em terreno alheio – depois de quatro igualdades a zero e do único desaire sofrido, na Marinha Grande –, em desafio também disputado nos Açores, ante o Fontinhas. O único tento foi averbado pouco antes do intervalo, tendo os visitantes confirmado a sua robustez defensiva, apenas com cinco golos consentidos até à data (traduzindo-se numa média inferior a “meio golo” por jogo).

Quem continua a surpreender pela positiva é o Peniche, agora 5.º classificado, somente a um ponto do trio que reparte a vice-liderança (Lusitânia, Sertanense e União 1919, este com um jogo a mais), tendo ido vencer, igualmente, mercê de um golo solitário (apontado logo aos seis minutos), a Cernache do Bonjardim. De recordar que é o mesmo Peniche que foi goleado por 7-0 em Alverca e que evitou a derrota caseira ante o U. Tomar no derradeiro lance… ao minuto 98.

O outro vencedor da ronda, triunfo alcançado “in extremis”, foi o Sertanense, também neste caso “às custas” do U. Tomar. Com exibição personalizada – recuperando bem, animicamente, do desaire de Alverca –, os nabantinos repartiram o jogo até ao minuto 45, vindo a sofrer um tento já em período de compensação, de grande penalidade. Dando boa resposta, o União restabeleceu o empate aos 10 minutos da segunda parte, num golo de grande efeito, de Hélio Ocante.

No quarto de hora final a formação da casa intensificaria a pressão, remetendo os unionistas para o seu reduto defensivo, parecendo estes vir a ser capazes de “dar conta do recado”, até que, aos 91 minutos, outra vez na sequência de um lance de bola parada (pontapé de canto), o Sertanense fixaria o resultado final de 2-1. Uma vez mais o União foi capaz de dar boa réplica, de ser competitivo, mas (tal como em Peniche) acabaria por pecar nos “detalhes”… que custam pontos.

Confirmações – Nos restantes três encontros registaram-se outras tantas igualdades, realçando-se que o União 1919 resistiu a um jogo em que teve de jogar 90 minutos em inferioridade numérica, devido a expulsão de um seu jogador logo no minuto inicial; depois de, ainda cedo, ter começado por se ver em desvantagem, chegaria ao 1-1 a fechar o primeiro tempo, resultado que o Marinhense não conseguiria alterar a seu favor até final.

Em Gouveia, a equipa local, recebendo o Benfica e Castelo Branco, adversário em teoria de maior potencial, não permitiu que a sua baliza fosse violada, mantendo-se o nulo no marcador.

O outro conjunto açoriano, Rabo de Peixe, somou sétimo confronto sem ganhar (após três triunfos somados nos quatro desafios iniciais), a mais longa “seca” de vitórias nesta época, de entre todos os concorrentes da Série C. Recebendo o Mortágua, o melhor que conseguiu foi anular a vantagem que os forasteiros tinham começado por alcançar, estabelecendo o resultado de 1-1.

Com Marinhense e Fontinhas com um jogo a menos, e, ao invés, União 1919 e Mortágua com um jogo a mais, o 2.º (Lusitânia) e o 8.º (Marinhense) classificados estão separados apenas por três pontos. Quanto ao U. Tomar, reparte, agora só com o Fontinhas, o último posto, ambos também a três pontos da “linha de água” (9.º lugar, ocupado pelo Rabo de Peixe)… mas que passam a quatro pontos, se considerarmos o tal jogo antecipado da 13.ª ronda, já realizado pelo Mortágua.

I Divisão Distrital – Após a 13.ª jornada, na qual somou quinto triunfo consecutivo, o Ferreira do Zêzere volta a isolar-se na liderança do Distrital, tal como sucedera já, anteriormente, à 7.ª e à 5.ª rondas. Tem, contudo, a perseguição, muito próxima, do Fátima (a um ponto) e do Abrantes e Benfica (diferencial de dois pontos), continuando o Fazendense (no 4.º posto) a quatro pontos.

Os ferreirenses cumpriram a sua missão, indo ganhar a Ourém, por 2-0, resultado com lógica, face ao desempenho dos dois emblemas (o At. Ouriense subsiste no penúltimo posto). Beneficiaram do nulo registado no Coruchense-Abrantes e Benfica, que, não só, atrasou, no imediato, os abrantinos, como deixa a formação do Sorraia (6.ª classificada) a distantes 11 pontos.

O Fátima confirmou, de forma clara, o seu favoritismo, goleando o Forense por 5-1 (depois de ter chegado a 4-0). Em destaque esteve também o Salvaterrense, que não perdoou as debilidades manifestadas pelo Vasco da Gama (um único ponto somado em 13 jogos, tendo somado a oitava derrota sucessiva, acumulando já 53 golos sofridos), obtendo uma imponente goleada, de 8-2!

Num Domingo em que os visitantes estiveram em evidência, para além do Ferreira do Zêzere, também o Fazendense (ganhando 2-1 no sempre difícil reduto da Moçarria), Mação (derrotando por 3-1 um irreconhecível Amiense) e o Samora Correia (surpreendendo, indo vencer a Torres Novas por 2-0, colocando termo à “crise” de três desaires sucessivos… ao mesmo tempo que amplia a dos torrejanos, sem ganhar há cinco jornadas) averbaram os três pontos em disputa.

Por fim, uma nota também para a segunda vitória sucessiva do Cartaxo, recebendo e batendo o Alcanenense por tangencial 1-0, desfecho importante, conferindo-lhe uma “almofada” de cinco pontos sobre a “linha de água”, zona delimitadora que separa duas equipas, nesta altura niveladas em pontos (Amiense, 13.º; e Forense, 14.º, ambos com nove pontos), um mais que o At. Ouriense, todos eles já com um grande “fosso” em relação ao “lanterna vermelha”, Vasco da Gama.

II Divisão Distrital – Disputou-se apenas a ronda (8.º) relativa à série B, com o guia, Espinheirense a denotar maiores dificuldades que o expectável, para ganhar, por 3-2, ao At. Pernes; sendo seguido por Águias de Alpiarça (2-0 frente ao último, Mindense), somente a um ponto, e pelo Entroncamento AC (categórico triunfo, por 4-1, ante a U. Atalaiense), a três pontos.

Antevisão – Na 12.ª jornada (penúltima da primeira volta) do Campeonato de Portugal, as atenções estarão centradas, em especial, nos jogos: U. Santarém-União 1919; Mortágua-Lusitânia; e Sertanense-B. C. Branco. O U. Tomar, recebendo o Fontinhas, enfrenta um desafio crucial, na perspectiva de uma desejada recuperação, para o que urge somar pontos.

O escalão principal do Distrital estará em pausa, destacando-se, na divisão secundária, as partidas: Glória do Ribatejo-Porto Alto; Pontével-Marinhais; Riachense-Espinheirense; e Caxarias-Ortiga.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Dezembro de 2023)

10 Dezembro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – Jogo antecipado

(“O Templário”, 30.11.2023)

A senda triunfal do Fátima foi travada em Alcanena, proporcionando ao Abrantes e Benfica e ao Ferreira do Zêzere ascenderem à liderança do Distrital. Já no que respeita ao Campeonato de Portugal, o Marinhense-Fontinhas (da 8.ª jornada) foi, de novo, adiado, agora para 30 de Março de 2024 (!), o que significa que estas duas equipas disputarão todo o resto da competição (até que se chegue à derradeira ronda, agendada para 7 de Abril) mantendo um jogo em atraso…

Destaque – Pese embora tal adiamento, jogou-se uma partida antecipada, a contar para a 13.ª jornada (última da primeira volta) da Série C do Campeonato de Portugal, na qual União 1919 e Mortágua empataram a um golo, pelo que não houve alterações de vulto na pauta classificativa: os conimbricenses, com mais um jogo (11, face a 10 dos rivais) mantêm o 2.º posto, agora em igualdade pontual com o Alverca “B” (somando 17 pontos); enquanto o Mortágua (10.º), deixou a companhia do Rabo de Peixe, passando a repartir a posição com o V. Sernache (13 pontos), com a “linha de água” traçada entre ambos.

I Divisão Distrital – A primeira nota de realce vai, necessariamente, para a vitória do Alcanenense sobre o Fátima, que mantinha uma excelente série de nove triunfos consecutivos. Para tal, bastou aos donos da casa um tento, apontado a cerca de vinte minutos do final, a que os fatimenses não lograram ripostar. Depois de um mau arranque, com três desaires a abrir a época, o conjunto de Alcanena soma quatro triunfos e um empate nos cinco desafios mais recentes.

Este deslize do Fátima foi aproveitado pelos seus dois mais directos perseguidores, Abrantes e Benfica e Ferreira do Zêzere, os quais, cumprindo a sua missão, se impuseram, respectivamente face ao Moçarriense e ao Salvaterrense, assim ultrapassando o anterior líder, partilhando agora o comando, com mais um ponto que os fatimenses.

Os abrantinos ganharam, com aparente tranquilidade, tendo chegado à goleada (4-0) na recepção ao Moçarriense, com dois golos em cada parte, bem distribuídos ao longo dos 90 minutos; passaram, assim, a dispor da maior série de triunfos em curso, com cinco vitórias consecutivas.

Já os ferreirenses tiveram de se aplicar a fundo, para, já nos derradeiros dez minutos, chegarem enfim ao golo que lhes garantiu os três almejados pontos e consequente comando do campeonato. No caso do Ferreira do Zêzere tratou-se do quarto triunfo sucessivo, obtido perante um adversário que somou um único ponto nas quatro últimas jornadas.

Num embate sempre de interesse, o Coruchense foi ganhar a Samora Correia, também por tangencial 1-0 (golo apontado a cerca de meia hora do final), abrindo uma espécie de crise de resultados nos rivais, que perderam pela terceira vez seguida. A turma samorense reparte agora, precisamente com o grupo do Sorraia, o 5.º lugar, mas já com nove pontos de atraso dos guias.

O Fazendense não terá tido também especiais dificuldades em desembaraçar-se do At. Ouriense, goleando também por 4-0, depois de, praticamente ter entrado a ganhar (inaugurando o marcador logo no 2.º minuto); não obstante, a goleada só seria confirmada com dois golos nos minutos finais. A formação das Fazendas mantém-se “à espreita”, no 4.º posto, a três pontos do Fátima. Já os oureenses caíram num arriscado penúltimo lugar da tabela.

Forense e Torres Novas disputaram um confronto “entretido”, com duas reviravoltas no marcador, culminando no “placard” final de 3-3: os torrejanos inauguraram o marcador logo aos 6 minutos; os visitados inverteram para 2-1, apenas cerca de um quarto de hora volvido; tendo o Torres Novas voltado à vantagem, a 3-2, aos 63 minutos; já perto do termo do desafio, na conversão de uma grande penalidade, a turma dos Foros de Salvaterra restabeleceu a igualdade.

Anota-se que os visitantes ficaram em inferioridade numérica ainda antes do intervalo, tendo acabado reduzidos a nove elementos, depois de uma segunda expulsão, já em período de compensação. Em qualquer caso, este foi o quarto jogo sem vitória para os torrejanos, enquanto, em contraponto, o Forense segue sem perder, também há quatro jornadas.

Depois de quatro desfeitas sucessivas o Mação regressou aos triunfos, batendo, em reduto alheio, o “lanterna vermelha”, Vasco da Gama, por 3-2: os maçaenses colocaram-se em vantagem aos 36 minutos, tendo – jogando com 10 homens a partir da hora de jogo – consentido o empate aos 67 minutos, mas, reagindo da melhor forma, selando o desfecho da partida, com dois tentos, aos 69 e 71 minutos; os locais reduziriam para a diferença mínima tarde demais para as suas aspirações, apenas ao minuto 90. Este foi o sétimo desaire consecutivo do Vasco da Gama, cada vez mais último, a somar a outras quatro derrotas, logo a abrir o campeonato.

O Cartaxo obteve importante triunfo, por 1-0 (marcando aos 18 minutos), frente ao Amiense, por ora em posição que poderá implicar a despromoção (dependente do desempenho dos representantes do Distrito no Campeonato de Portugal). Os cartaxeiros, que não ganhavam há cinco jogos, nos quais tinham averbado somente um ponto, ganharam algum “fôlego”, subindo à 12.ª posição; ao invés, o conjunto dos Amiais perdeu em quatro das cinco últimas rondas, repartindo o 13.º posto com o Forense, um único ponto acima do At. Ouriense (15.º).

II Divisão Distrital – Salientam-se as vitórias alcançadas pelo Glória do Ribatejo (5-3, no terreno do Rebocho), Águias de Alpiarça (5-1, em Almeirim, ante um irreconhecível União local) e Tramagal (2-1, com o Vilarense), num desafio que colocava frente-a-frente os dois primeiros classificados da Série C. A par destas vitórias, anotam-se alguns desfechos porventura menos expectáveis, como o 1-1 registado no Marinhais-Paço dos Negros, ou o nulo no Benfica do Ribatejo-Benavente. Também por igualdade a uma bola se saldou o Porto Alto-Pontével.

Com sete jornadas disputadas (de um total de 18) na Série B, o Espinheirense (2-1 em Minde) lidera, com mais um ponto que o Águias de Alpiarça, e dois de diferença para a U. Atalaiense (esta com mais um jogo disputado), seguindo-se, a três pontos do líder, o Entroncamento AC.

As Séries A e C tiveram a sua 5.ª ronda (de 14), sendo comandadas, respectivamente, por Glória do Ribatejo e Tramagal. Mas, enquanto o Glória tem dois pontos de vantagem sobre o Pontével, e três em relação ao Marinhais, os tramagalenses (únicos com o pleno de vitórias) seguem já bastante destacados, com nada menos de sete pontos de avanço sobre Vilarense e Caxarias.

Antevisão – O Campeonato de Portugal será retomado este Domingo, para disputa da 11.ª jornada, em que sobressaem os seguintes encontros: Lusitânia-U. Santarém; Fontinhas-Alverca “B”; e União 1919-Marinhense. O U. Tomar terá uma difícil deslocação à Sertã, já pressionado pela necessidade de pontuar.

Na I Divisão Distrital, já a aproximar-se do termo da sua primeira metade (13.ª ronda), destacam-se os desafios: Coruchense-Abrantes e Benfica; At. Ouriense-Ferreira do Zêzere; Moçarriense-Fazendense; e Torres Novas-Samora Correia. O Fátima recebe a visita do Forense.

Na II Divisão, outra vez só com a Série B, salientam-se as partidas, entre “vizinhos”, portanto sempre de rivalidade especial: Espinheirense-At. Pernes; e Entroncamento AC-U. Atalaiense. Por curiosidade, teremos ainda um Rio Maior-U. Almeirim, recentes vencedores do escalão principal, nos anos de 2022 e 2020, agora muito distantes de tal patamar.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Novembro de 2023)

3 Dezembro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

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