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O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 15ª Jornada

(“O Templário”, 18.01.2024)

A derrota dos dois anteriores primeiros classificados provocou um reagrupamento na frente, com os cinco primeiros, outra vez, enquadrados num intervalo de apenas três pontos. Lusitânia (com menos um jogo) e U. Santarém são, agora, os novos líderes, somando mais um ponto que o Alverca “B”, inesperadamente derrotado em casa pelo anterior penúltimo classificado!

Quanto ao U. Tomar, confirmou os bons sinais que tinha transmitido nos Açores, na semana anterior, tendo, enfim (após seis desaires), voltado aos triunfos, de que estava arredado há dois meses e meio. Uma vitória num desafio crucial, que poderá impulsionar o grupo nabantino para novos êxitos, numa fase do calendário que se afigura propícia a amealhar pontos, que lhe possibilitem, não só, dar um salto na tabela, como, sobretudo, recuperar o atraso face ao 9.º posto.

Destaques – Numa partida que colocava frente-a-frente os anteriores 2.º e 3.º classificados, o U. Santarém desembaraçou-se do então vice-líder, Benfica e Castelo Branco, de forma categórica, goleando por 4-1… depois de ter começado por se ver em desvantagem logo no primeiro minuto. Com uma reacção enérgica, os escalabitanos necessitaram apenas de cerca de um quarto de hora – entre os 14 e os 30 minutos – para, marcando por três vezes, sentenciar a vitória, vindo a confirmar tal goleada com o quarto tento, apontado a vinte minutos do final.

Mas se o grupo santareno teve uma jornada bem afirmativa, o Lusitânia não se ficou atrás, indo ganhar por 2-0 ao terreno do Fontinhas, na Praia da Vitória, no “derby” da ilha Terceira. Com uma escassa diferença global de golos (19-13), a verdade é que o conjunto de Angra do Heroísmo – que, recorde-se, vinha de um triunfo tangencial sobre o U. Tomar, mercê de uma grande penalidade – chegou ao comando da prova, dispondo ainda de um jogo em atraso (com o Alverca).

Por coincidência, ambos os líderes (com um total de oito vitórias) seguem com uma série de quatro triunfos consecutivos, máximo até agora registado, no presente campeonato, nesta Série C (anteriormente, só o Alverca “B” e o União 1919 tinham obtido semelhante ciclo de sucessos).

Em destaque esteve também o Sertanense, impondo-se, igualmente por 2-0, nos Açores, frente a uma equipa do Rabo de Peixe que conta uma única vitória nas últimas onze rondas (ante o U. Tomar…), o que proporcionou ao conjunto da Sertã ascender ao 6.º lugar, pese embora mantenha uma ainda curta vantagem de quatro pontos em relação à zona de despromoção.

Justamente, o U. Tomar, recebendo o União 1919 (que, depois da tal série de quatro triunfos, não conseguiu voltar a ganhar, nas seis jornadas mais recentes), voltou a ver sorrir-lhe a vitória: a turma nabantina, entrando praticamente a ganhar, tendo inaugurado o marcador logo aos quatro minutos, manteve-se concentrada, preservando essa preciosa vantagem até ao intervalo.

Na segunda metade, tal como lhe competia, a formação de Coimbra arriscou mais, e chegaria à igualdade, logo aos sete minutos. Não se descompondo, os tomarenses manteriam a toada, e seriam recompensados com o segundo tento, à passagem dos vinte minutos da etapa complementar, na conversão de uma grande penalidade. Os conimbricenses viriam também a beneficiar de um castigo máximo a seu favor, que o guardião Ivo Cristo deteve, salvando os três pontos. Com os forasteiros balanceados no ataque, os locais desperdiçariam ainda duas ou três flagrantes ocasiões para ampliar a contagem, e desfazer a seu favor a “igualdade” que acabou por se registar nos confrontos entre ambos os clubes, depois do 1-2 sofrido na estreia, em Coimbra.

Surpresa – Poucos seriam o que antecipariam o desfecho verificado no Alverca “B”-V. Sernache, então, respectivamente, 1.º e 13.º classificados. Não só os ribatejanos não conseguiriam desfeitear a baliza contrária, como seriam os homens de Cernache a marcar, a cerca de um quarto de hora do final, o golo que lhes proporcionou uma tão inesperada quão preciosa vitória, tendo subido três posições na pauta classificativa, mas mais importante, agora a um escasso ponto da zona de manutenção. O Alverca – cuja possibilidade de promoção à Liga 3 estará inevitavelmente dependente de a equipa principal do clube conseguir subir à II Liga – baixou, assim, ao 3.º posto.

Confirmações – Para além de Lusitânia e U. Santarém, também o Marinhense aproveitou os desaires de Alverca “B” e Benfica e Castelo Branco, para se aproximar do lote da frente, tendo cumprido, com aparente tranquilidade, a sua parte, ganhando por clara margem de 3-0 ao Peniche.

Num jogo entre os anteriores 11.º e 12.º classificados, o Mortágua, tirando partido do factor casa, confirmou o favoritismo, ganhando por 3-2 ao Gouveia, depois de chegar a 2-0 ainda na meia hora inicial, resultado que se manteve até aos derradeiros dez minutos; tendo ainda voltado a beneficiar de vantagem de dois tentos (3-1), antes de o Gouveia marcar de novo, já no minuto 90. Tal proporcionou ao emblema viseense sair da zona de descida (por troca com o Rabo de Peixe).

Temos, agora, na zona perigosa da tabela, União 1919 e Mortágua (8.º e 9.º, últimos acima da “linha de água”), com 18 pontos; V. Sernache a um ponto; Rabo de Peixe e Fontinhas outro ponto mais abaixo; Gouveia (14); e U. Tomar, que reduziu para cinco pontos a distância para o 9.º lugar.

I Divisão Distrital – Depois de uma ronda em que nenhum dos anteriores sete primeiros tinha conseguido vencer, a jornada de abertura da segunda volta “pregou uma partida” aos três clubes do pódio, todos eles derrotados (antes, nunca dois deles, sequer, tinham perdido em simultâneo)!

Se a derrota do guia, Ferreira do Zêzere, em Torres Novas, por 2-1, foi já um feito digno de realce por parte dos torrejanos (que, não obstante, mantêm a 7.ª posição), maior ênfase terá de se colocar no que constitui o 5.º triunfo consecutivo do Cartaxo, batendo o vice-líder, Abrantes e Benfica, por 3-1, depois de terem chegado a 2-0 no início da segunda metade do encontro).

Mais sensacional ainda: num embate entre candidatos, o Fátima registou um muito estranho colapso, sendo goleado por 0-4, no seu próprio reduto, pelo Fazendense, com todos os quatro tentos apontados em pouco mais de um quarto de hora, entre os 7 e os 23 minutos! Em função destes desfechos, a turma das Fazendas de Almeirim volta a aproximar-se do trio da frente, agora a dois pontos dos fatimenses, a três dos abrantinos, e a cinco dos ferreirenses.

Mas esta “alucinante” jornada não se ficou por aqui: ainda de maior magnitude que o colapso do Fátima, o Alcanenense sofreu um descalabro, tendo sido goleado, também no seu terreno, pelo Samora Correia, por inacreditável marca de 7-0 (golos aos 5, 14, 25, 31, 41, 57 e 80 minutos)!

O Coruchense, com um “sofrido” triunfo (3-2) ante o “lanterna vermelha”, reduziu para oito pontos a distância face ao líder, sendo que os samorenses se lhe seguem de imediato, a um ponto. Noutro jogo empolgante, At. Ouriense e Salvaterrense repartiram os pontos, empatando a três bolas, sendo que os forasteiros por três vezes estiveram em vantagem, por três vezes a perderam.

Mação (na Moçarria) e Amiense (nos Foros de Salvaterra) obtiveram importantes triunfos (2-0).

II Divisão Distrital – Marinhais (3-1, fora, com o Rebocho), Entroncamento AC (3-2, nos Riachos) e Tramagal (6-0, em Abrantes, face à equipa “B” local), reforçaram a liderança das respectivas séries, numa ronda também marcada por um invulgar 5-4 no Alferrarede-Vilarense.

Antevisão – Destaca-se, na próxima jornada, o seguinte leque de encontros: Peniche-U. Santarém, Lusitânia-Rabo de Peixe e V. Sernache-U. Tomar (Campeonato de Portugal); Ferreira do Zêzere-Fátima, Fazendense-Cartaxo e Mação-Coruchense (I Divisão Distrital); Marinhais-Porto Alto; Entroncamento AC-Espinheirense; e Tramagal-Ortiga (II Divisão Distrital).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 18 de Janeiro de 2024)

21 Janeiro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 14ª Jornada

(“O Templário”, 11.01.2024)

Uma vez mais – frente a um adversário com argumentos de outro patamar, envolvido na luta pela subida –, o União, jogando fora, foi competitivo, discutiu o jogo até final, desperdiçou, mesmo ao “cair do pano”, uma ocasião soberana para regressar dos Açores com um ponto, mas acabaria por não evitar outra derrota, a sexta consecutiva, quinta pela margem mínima neste campeonato.

Mesmo não trazendo pontos na “bagagem”, poderá o grupo unionista ter eventualmente adquirido alguma maior dose de crença, em função da exibição realizada, que possa vir ainda a potenciar.

Com a disputa da ronda inicial da segunda metade da prova, parece começar a definir-se o leque de candidatos ao apuramento para a fase final (agrupando os dois primeiros classificados de cada série), que, nesta altura, poderão reduzir-se a cinco: para além dos quatro primeiros classificados (Alverca “B”, Benfica e Castelo Branco, Lusitânia e U. Santarém), separados entre si apenas por dois pontos, também o Marinhense, pese embora este se posicione ainda três pontos mais abaixo.

Destaques – No “jogo grande” da jornada, o B. C. Branco levou a melhor sobre o Marinhense, ganhando por 2-0 (com um golo apontado em cada parte, somando terceiro triunfo sucessivo), o que possibilita aos albicastrenses preservarem o posto de vice-líderes, a um único ponto do guia (pese embora a formação de Alverca tenha um jogo em atraso).

Precisamente, o Alverca “B” terá tido maiores dificuldades que expectável, para levar de vencida, por tangencial 2-1, o União 1919, mesmo que tenha actuado como visitante – tendo, inclusivamente, começado por se ver em desvantagem ainda antes de decorrido o quarto de hora inicial, mas restabelecendo a igualdade de pronto, fixando o “placard” final à meia hora, somando quarta vitória sucessiva, frente a um rival que já não ganha há cinco jornadas.

O U. Santarém obteve o triunfo mais robusto do fim-de-semana, goleando, por 4-1, em Gouveia, no que constitui também a terceira vitória sucessiva dos escalabitanos. Paradoxalmente, foi um sucesso que chegou relativamente tarde, com o primeiro tento a ser averbado apenas aos 65 minutos, ampliado para 3-0 nos vinte minutos seguintes, após o que os donos da casa viriam a marcar o seu “ponto de honra”, antes do derradeiro golo dos forasteiros.

Destaca-se, por fim, a vitória, por tangencial 1-0, do Fontinhas, no reduto do Rabo de Peixe, com estas duas equipas açorianas, agora igualadas em pontos, precisamente separadas pela “linha de água”, para já ainda com vantagem, em termos de desempate, para a formação da ilha de S. Miguel (que regista um único triunfo nos últimos dez jogos), mas com trajectórias de sinal oposto.

Confirmações – O Lusitânia, que mantém o 3.º lugar na tabela, confirmou o favoritismo na recepção ao U. Tomar, mas ganhando por magro 1-0, mercê de um golo obtido na conversão de uma grande penalidade, ainda antes de completada a primeira meia hora de jogo. Foi também o terceiro triunfo consecutivo para os açorianos; ao mesmo tempo, o sexto desaire dos tomarenses.

Num desafio em que não foi tão evidente a supremacia que o Lusitânia exercera em Tomar, mesmo que lhe tenha cabido maior dose de iniciativa, os unionistas estiveram mesmo à beira de poder surpreender, forçando a repartição de pontos. Não aconteceu; há que “virar agulhas” para o próximo embate, canalizando para ele alguma energia positiva.

O Peniche aproveitou o factor casa, para derrotar, por 2-1, o Sertanense, somando mais três preciosos pontos, que, por enquanto, lhe conferem uma pequena “almofada” de quatro pontos sobre a zona de descida, com um bastante bom 6.º posto na classificação. A turma da Sertã marcou primeiro, logo aos dez minutos, mas não conseguiu impedir a reviravolta no marcador.

Por fim, num encontro entre “aflitos”, V. Sernache e Mortágua – actuais 13.º e 11.º classificados – repartiram os pontos, empatando a uma bola, tendo os homens da casa evitado, “in extremis”, já em período de compensação o que teria sido a quinta derrota consecutiva, somando agora seis rondas sem vencer; no caso dos visitantes, este foi o quarto encontro seguido sem ganhar.

I Divisão Distrital – A derradeira jornada (15.ª) da primeira volta revelou-se bastante atípica, não tendo nenhum dos até então sete primeiros conseguido vencer os seus confrontos! Desde logo, porque se cruzaram o 6.º (Coruchense) e 1.º (Ferreira do Zêzere), assim como o 3.º (Fátima) e 2.º (Abrantes e Benfica), em dois embates que se saldaram por empates: não foi desfeito o nulo em Coruche; tendo fatimenses e abrantinos marcado dois golos cada, com os forasteiros, que por duas vezes dispuseram de vantagem, a confirmarem credenciais de candidato.

O líder viu quebrada uma série de seis vitórias consecutivas, mas – tendo os seus dois mais imediatos perseguidores empatado entre si – acabou até por ampliar (já para oito pontos) a vantagem face ao 4.º classificado, Fazendense, outra vez surpreendido, perdendo de novo em casa (2-3) ante o Torres Novas: os torrejanos chegaram, aliás, a dispor de vantagem de 2-0, e de 3-1.

O Samora Correia (anterior 5.º classificado, tendo sido agora ultrapassado pelo Coruchense) foi batido no Cartaxo, por 3-1, por um conjunto cartaxeiro a atravessar excelente momento, tendo somado quarto triunfo sucessivo, afastando-se (já a oito pontos) da zona perigosa da tabela. Realce para segundo “hat-trick” seguido (em jogos do campeonato) do nigeriano Mathew Okoro.

Já o Mação (que ocupava o 7.º lugar, agora superado pelo Torres Novas), empatou em Ourém, a um golo, ante o At. Ouriense, vendo também interrompido um ciclo de três triunfos.

O Alcanenense impôs-se por categórico 4-0, na recepção ao Forense; tendo também o Salvaterrense (2-1, frente ao Amiense) e o Moçarriense (3-1, em casa, com o Vasco da Gama) obtido importantes vitórias, na luta pela manutenção.

Uma possível despromoção do U. Tomar teria por reflexo ditar a necessidade de descida de três clubes ao escalão secundário do futebol distrital, o que, nesta altura, se traduziria numa inesperada queda do recente vice-campeão distrital, Amiense. Na cauda da pauta classificativa, para além do “lanterna vermelha”, Vasco da Gama, que somou, em toda a primeira metade da prova, um único ponto, temos o Forense, com nove pontos, e At. Ouriense (13.º) e Amiense (14.º), ambos com doze, já a cinco pontos de distância do Moçarriense (12.º).

II Divisão Distrital – Na série mais a Sul tudo está muito “embrulhado”, com o Marinhais (3-a ao Benavente) a arrebatar a liderança, mercê do desaire do Glória do Ribatejo (0-2) ante o Paço dos Negros, com estas duas equipas a partilhar o 2.º posto, a dois pontos do líder; seguem-se, um ponto abaixo, Pontével e Porto Alto. Na Série B, o Entroncamento AC (5-0 ao At. Pernes) beneficiou do empate do Águias de Alpiarça (2-2, na recepção ao Espinheirense) para arrebatar novamente a 1.ª posição, com mais um ponto que os alpiarcenses. A Norte, o Tramagal exerce inequívoca supremacia, com o pleno de oito vitórias, sete pontos acima do Ortiga.

Antevisão – Destacam-se, na próxima ronda, as seguintes partidas: U. Santarém-B. C. Branco, Fontinhas-Lusitânia e U. Tomar-União 1919 (Campeonato de Portugal); Torres Novas-Ferreira do Zêzere, Cartaxo-Abrantes e Benfica e Fátima-Fazendense (I Divisão Distrital); Glória do Ribatejo-Pontével, Riachense-Entroncamento AC e Pego-Ortiga (II Divisão Distrital).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 11 de Janeiro de 2024)

14 Janeiro, 2024 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – Pré-Eliminatória

(“O Templário”, 28.12.2023)

Para além dos favoritos Fátima e Coruchense, foram também afastados na pré-eliminatória da Taça do Ribatejo dois outros clubes do escalão principal: Salvaterrense e Forense – este último, o único a ser superado por um emblema de divisão inferior, o Marinhais, que, saindo vencedor no “derby”, se perfila qual “tomba-gigantes” desta ronda. A outra equipa do escalão secundário que saiu vitoriosa foi o Tramagal, tendo derrotado, já no final de Novembro, o Benavente.

Avançam, portanto, para os 1/8 de final da competição, doze clubes da I Divisão Distrital e, apenas, quatro equipas do escalão secundário, sendo Marinhais e Tramagal acompanhados por Porto Alto e Vilarense, que, por sorteio, haviam ficado isentos desta eliminatória prévia.

Destaques – Numa ronda também marcada pelo equilíbrio – com um empate e cinco partidas decididas por margem tangencial – começa por destacar-se o triunfo do At. Ouriense (antepenúltimo classificado no campeonato) ante o Fátima (3.º), por 2-1, também num “derby”.

Os fatimenses até começaram por inaugurar o marcador, pouco passava da meia hora de jogo, mas, na segunda parte, também próximo da meia hora, a formação de Ourém restabeleceu a igualdade. Quando se esperaria o eventual desempate da marca de grande penalidade, o At. Ouriense acabaria mesmo por concretizar a reviravolta, marcando o tento da vitória já no minuto 90, da autoria do jovem José Laranjeiro, de 17 anos, que, na época passada, alinhara na equipa… de Juvenis do Fátima!

Por seu lado, Coruchense e Cartaxo chegaram ao termo dos noventa minutos empatados a uma bola; os visitantes marcaram primeiro, logo ao minuto onze, tendo a turma do Sorraia igualado já no quarto de hora final, com os cartaxeiros a resistir, praticamente todo o segundo tempo, com menos um homem. O resultado não se alteraria, pelo que, apenas no termo de uma “maratona” de pontapés da marca de grande penalidade, o Cartaxo consumaria a surpresa, ganhando por 10-9!

Em Marinhais o desfecho de 2-1, a favor dos locais, ficou estabelecido ainda na primeira parte; também neste caso foram os forasteiros a marcar primeiro, apenas com um quarto de hora jogado, tendo a formação da casa empatado pouco mais de dez minutos volvidos, para, em tempo de compensação dessa metade inicial do desafio, chegarem à vitória, tendo sido, pois, a única a superar adversário de escalão superior, o Forense, noutro “derby”, no município de Salvaterra.

A propósito, o Salvaterrense foi a outra equipa primodivisionária a ser eliminada (conforme referido, de um total de quatro afastadas logo na ronda inaugural), perdendo, no seu próprio terreno, ante o Mação, por 2-0, com Wemerson Silva, em especial evidência, a bisar.

Pela volume de golos averbado, realça-se ainda o encontro entre Samora Correia e Ortiga, com os samorenses a ganhar por 6-3, depois de terem chegado a dispor de vantagem de 6-1, já dentro dos dez minutos derradeiros. Para além da réplica oferecida, os forasteiros tinham, aliás, começado por surpreender, logo de entrada, tendo inaugurado o marcador, ainda antes dos dez minutos. Numa nota curiosa, os seis tentos dos visitados foram apontados por três jogadores, que bisaram: Diogo Marques, David Ribeiro e Diogo Costa.

Confirmações – Nas restantes quatro partidas, os favoritos confirmaram o maior poderio que lhes era creditado, não obstante, em dois dos casos, o marcador final tenha registado diferença mínima.

Principiando pelo actual detentor do troféu, Torres Novas, num “quase derby”, com uma curta deslocação ao reduto do Entroncamento AC, impôs-se por 2-0, também com Miguel Miguel a bisar, aos 23 e 33 minutos, a sentenciar a eliminatória a favor dos torrejanos.

Ainda mais categórica (3-0) foi a vitória do Moçarriense ante um U. Almeirim em processo de “reconstrução”, com o “placard” final a ser estabelecido apenas com 18 minutos de jogo: o grupo da Moçarria praticamente entrou a ganhar, marcando logo no minuto inicial, para, depois, Bruno Alcobia bisar também, aos 14 e 18 minutos.

O Alcanenense, recebendo o Pontével, chegou – apenas no segundo tempo – a uma vantagem de dois golos, antes de consentir, já em período de compensação, o ponto de honra dos visitantes, fixando o resultado em 2-1.

O mesmo marcador que se registaria também no Abrantes e Benfica-Glória do Ribatejo, mas, com os abrantinos, perante um adversário com tradições na Taça, a ter de sofrer, tendo chegado ao tento decisivo apenas no derradeiro minuto, beneficiando também do facto de os visitantes terem disputado a meia hora final reduzidos a dez elementos.

Em 47 edições da “prova rainha” da Associação de Futebol de Santarém, Amiense, Fazendense, Cartaxo e Mação reforçaram o estatuto de emblemas com maior número de presenças nos 1/8 de final da competição, respectivamente com: 29 (17 nos últimos 18 anos, no caso do grupo dos Amiais de Baixo); 25 (15 nas 16 épocas mais recentes, no caso da turma das Fazendas); 24; e 23 (também com 17 vezes nos 1/8 de final nos 18 últimos anos, no caso dos maçaenses).

O Abrantes e Benfica, que disputa a prova apenas pela sexta vez, apresenta um interessante “record”, tendo, em todas essas participações, alcançado tal fase, sendo o único “totalista”, nas seis épocas mais recentes. Por seu lado, Mação e Alcanenense disputarão os 1/8 de final pela quinta temporada consecutiva; enquanto o Moçarriense aí chega pela quarta época sucessiva.

Salienta-se ainda o Tramagal – marcando presença nos 1/8 de final pela 22.ª vez, igualando o registo do Coruchense –, fase que, porém, não atingia há treze anos, desde a época de 2010-11.

As equipas do Ferreira do Zêzere e do Marinhais (ambos na 16.ª vez em tal fase) não alcançavam os 1/8 de final desde há cinco épocas. O Vilarense regressa aos 1/8 de final (12.ª presença) após o mais demorado interregno, de 15 anos, desde a temporada de 2008-09; enquanto, por seu lado, o Porto Alto não chegava a esta fase desde 2011-12.

Antevisão – O futebol (a nível Distrital, tal como do Campeonato de Portugal) estará agora em pausa durante alguns dias, apenas regressando, já em 2024, no fim-de-semana de 7 de Janeiro. Destacam-se os seguintes desafios: B. C. Branco-Marinhense e Lusitânia-U. Tomar (Campeonato de Portugal); Fátima-Abrantes e Benfica e Coruchense-Ferreira do Zêzere (I Divisão Distrital); Paço dos Negros-Glória do Ribatejo; Águias de Alpiarça-Espinheirense; e Tramagal-Alferrarede.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Dezembro de 2023)

31 Dezembro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 13ª Jornada

(“O Templário”, 21.12.2023)

Era um jogo crucial, o que colocava frente-a-frente as equipas do Rabo de Peixe e do U. Tomar: entre adversários directos, a fechar a primeira volta, com os dois clubes separados por três pontos; sofrendo quinto desaire sucessivo, o União “atrasa-se” ainda mais, agora a seis pontos da “linha de água” delimitada precisamente por esse rival. Tendo somado apenas dez pontos (fruto de três vitórias e um empate), os tomarenses terão, não só de se superar na segunda volta, como esperar que algum (ou alguns) dos emblemas actualmente acima do 10.º lugar possa vir a ter uma quebra.

Num balanço da primeira metade da prova – perturbado pelo facto de haver cinco clubes com jogos em atraso (no caso do Fontinhas, dois jogos) – à excepção da surpreendente posição ocupada pelo Alverca “B” (líder), as equipas teoricamente mais capacitadas (Benfica e Castelo Branco, U. Santarém, Marinhense e Lusitânia) posicionam-se já nos lugares cimeiros (com os albicastrenses, a um ponto do guia, e, em paralelo, com um ponto a mais que o trio perseguidor).

Em zona de despromoção situam-se também já as equipas que, de um modo geral, poderia ser expectável à partida: para além do U. Tomar, V. Sernache (numa série de quatro derrotas consecutivas, três pontos acima dos unionistas), Mortágua e Gouveia (com um ponto mais); constituindo-se, neste caso, como excepção, a imprevista posição do Fontinhas, em igualdade pontual com o V. Sernache (pese embora, como indicado, os açorianos tenham menos dois jogos).

A “chave” estará, pois, depreende-se – para além de uma imprescindível melhoria de desempenho dos unionistas, necessitando de um mínimo de 18 a 20 pontos – no comportamento que União 1919, Sertanense, Peniche e Rabo de Peixe (actuais 6.º a 9.º classificados, separados entre si somente por dois pontos – entre os 16 e os 18) possam vir a ter na segunda metade do campeonato.

Destaques – Numa jornada (13.ª) que tivera já um jogo antecipado, disputado no final de Novembro, entre União 1919 e Mortágua (empate a um golo), tendo sido adiados – devido ao facto de o avião não poder ter aterrado na ilha Terceira – os dois jogos que os conjuntos locais deveriam ter disputado (o embate entre os dois primeiros classificados, Lusitânia-Alverca “B; e o Fontinhas-Sertanense), realizaram-se, no passado Domingo, apenas quatro partidas.

Dos onze golos apontados nesses quatro encontros, mais de metade (seis) registaram-se justamente no Rabo de Peixe-U. Tomar, cujo desfecho se saldou por triunfo dos açorianos por 4-2. Terá sido uma oportunidade perdida pelos unionistas, perante um adversário que não vencia há oito rondas, e denotando algumas fragilidades defensivas (segunda equipa mais batida até agora).

O desafio iniciou-se em toada repartida, pese embora alguma maior iniciativa dos locais, que viriam a inaugurar o marcador na conversão de uma grande penalidade, já próximo da meia hora de jogo. Na segunda metade, os tomarenses tiveram boa entrada em campo, procurando equilibrar a contenda, mas viriam a ser penalizados com o segundo tento sofrido, precisamente com uma hora decorrida. A equipa “acusou o toque”, em termos anímicos, e os visitados aproveitariam, com o “placard” a dilatar-se, aos 78 e 84 minutos (com um segundo “penalty”), até aos 4-0.

Fica a nota, de alguma esperança, da dignidade e orgulho com que o grupo unionista reagiu, reduzindo a desvantagem, com dois tentos apontados já nos derradeiros cinco minutos. O “veterano” Nuno Rodrigues, a comemorar as três centenas de jogos com a camisola do União, constituindo-se num importante símbolo da sua mística, marcou o seu 44.º golo pelo clube.

O U. Santarém e o Marinhense, actuando ambos em terreno alheio, não vacilaram, somando os três pontos, respectivamente nas deslocações a Cernache do Bonjardim e a Gouveia. Os escalabitanos impuseram-se por 2-0, inaugurando o marcador à passagem dos vinte minutos, obtendo o tento da confirmação… a vinte minutos do fim. Por seu, lado à turma da Marinha Grande, de visita à Serra da Estrela, bastou um solitário golo, também cerca dos vinte minutos.

Confirmação – O agora vice-líder, B. C. Branco, confirmou o favoritismo de que era creditado, batendo o Peniche (derrotado pela segunda semana) por 2-0, com o primeiro tento apontado cerca dos 35 minutos, mas vindo o golo da tranquilidade a surgir apenas aos… 97 minutos.

I Divisão Distrital – O Ferreira do Zêzere, mesmo sem dar mostras de grandes alardes, continuando a ganhar por diferenças escassas, vai, não obstante, fazendo o seu caminho, tendo somado sexta vitória consecutiva, ganhando por 2-1 ao Moçarriense (com o segundo golo dos ferreirenses, e, de seguida, o ponto de honra dos visitantes, apontados, ambos, já em período de compensação) reforçando assim a sua posição de liderança isolada.

Beneficiou do deslize (se tal se poderá caracterizar desta forma) do Fátima, que não conseguiu quebrar o nulo da deslocação ao sempre difícil reduto do Samora Correia (actual 5.º classificado).

Os fatimenses – agora a três pontos do comandante – foram, aliás, ultrapassados na pauta classificativa, pelo Abrantes e Benfica (passando a contar um ponto mais), que recebeu e venceu o Torres Novas por 2-0, mantendo a solidez do seu sector defensivo, com notável registo de apenas cinco golos sofridos, à entrada para a derradeira ronda da primeira volta da competição.

Num embate sempre aliciante, o Fazendense foi “surpreendido”, no seu terreno, pelo Coruchense: depois de ter chegado a dispor de vantagem de dois golos, a meia hora do final, consentiria a reviravolta, com a formação do Sorraia a chegar ao triunfo, por 3-2, já no minuto 94. Os homens das Fazendas, ocupando o 4.º posto, distam agora sete pontos do guia; enquanto a turma de Coruche igualou o Samora Correia, porém, ambos já com um atraso de onze pontos face ao topo.

O Mação, que, se antecipa, terá uma época em competição principalmente “consigo próprio”, na metade superior da tabela, mas, porventura, já demasiado afastado do quarteto da frente, ganhou por 4-2 ao Salvaterrense. É o ataque mais concretizador (33 golos), o mesmo total que sofreu!

Na acesa luta pela manutenção – sendo que serão dois, ou três (dependendo da sorte do U. Tomar no Nacional), os clubes a despromover ao escalão secundário – Amiense (1-0 na recepção ao Alcanenense), Cartaxo (um empolgante 4-3 nos Foros de Salvaterra) e At. Ouriense (2-1) em Boleiros obtiveram importantes vitórias. À parte o Vasco da Gama, com um único ponto averbado, e o destino quase traçado, temos, a partir daí: Forense (penúltimo), com nove pontos; At. Ouriense, com onze; Amiense, com doze; Moçarriense, com 14; e agora, Salvaterrense e Cartaxo (10.º e 11.º), igualados, já com 17 pontos.

II Divisão Distrital – O “derby” entre Marinhais e Glória do Ribatejo terminou sem golos, mantendo-se as duas equipas dos dois lugares cimeiros, separadas por um ponto, a favor da Glória. O Águias de Alpiarça, ganhando por 2-1, nos Riachos, beneficiou do empate (1-1) do Entroncamento AC em Minde, para ascender ao comando da sua série. Na outra série, o Tramagal mantém um fantástico pleno triunfal, já com onze vitórias nesta temporada (sete para o campeonato e quatro para a Taça do Ribatejo), dispondo de sete pontos de avanço sobre o Ortiga.

Antevisão – Os campeonatos apenas serão retomados já no Novo Ano de 2024 (a 7 de Janeiro), com destaque para: B. C. Branco-Marinhense e Lusitânia-U. Tomar (Campeonato de Portugal); e Fátima-Abrantes e Benfica e Coruchense-Ferreira do Zêzere (I Divisão Distrital). Este sábado disputa-se a pré-eliminatória da Taça do Ribatejo, em que sobressaem as partidas: At. Ouriense-Fátima, Salvaterrense-Mação, Coruchense-Cartaxo e Entroncamento AC-Torres Novas.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Dezembro de 2023)

23 Dezembro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 12ª Jornada

(“O Templário”, 14.12.2023)

Não tendo conseguido manter a cadência de vitórias que alcançara até à 7.ª jornada (fase em que seguia com três triunfos e três desaires), o U. Tomar, tendo acumulado, entretanto, quatro derrotas consecutivas (mesmo que três delas tenham sido pela diferença mínima, e, as duas últimas, já ao “cair do pano”), viu desnivelar-se de forma acentuada o diferencial entre vitórias (3) e derrotas (já no total de 8) – cujo nivelamento seria um objectivo de especial relevância –, caindo para o último lugar da tabela (agora isolado), e, pela primeira vez, já a quatro pontos da “linha de água”.

Faltando disputar ainda toda a segunda volta, e – em função do desempenho dos vários concorrentes até à data, e do forte equilíbrio registado nesta Série C – podendo conjecturar-se que não venham a ser necessários tantos pontos quantos inicialmente projectados para assegurar a manutenção (talvez 30/31 possam vir a bastar, em vez da “margem de segurança” estimada de 33/35 pontos), nada está “decidido”; mas, no imediato, com duas deslocações aos Açores, na viragem do ano, a tarefa não se afigura “fácil”, para quem se apresenta tão carenciado de pontos.

Destaques – Para não fugir à regra, a 12.ª jornada ficou assinalada por seis jogos com desfecho tangencial (cinco partidas com o resultado de 2-1 e o 0-1 do União); só o Peniche “deslustrou”.

Começa por destacar-se a vitória averbada pelo Benfica e Castelo Branco na Sertã, ante o rival Sertanense, por 2-1: os albicastrenses chegaram a (determinante) vantagem de dois golos num intervalo de menos de dez minutos (entre os 15 e os 24), não tendo os homens da casa conseguido dar sequência ao tento que apontaram apenas outros três minutos decorridos, que fixou o resultado. Em função deste triunfo, o B. C. Branco isolou-se no 3.º posto, um ponto acima de um quarteto, integrado justamente por: Sertanense, U. Santarém, Marinhense (com um jogo a menos) e União 1919 (este com um jogo a mais, tendo disputado já a partida da 13.ª ronda).

Em evidência esteve também o Lusitânia, indo vencer (igualmente por 2-1) a Mortágua, com a turma açoriana a isolar-se na 2.ª posição, mantendo os dois pontos de desvantagem face ao líder. Já os forasteiros, mesmo contando com o tal jogo a mais, subsistem abaixo da “linha de água”, não obstante em igualdade pontual com o 9.º classificado, Gouveia. O Lusitânia entrou praticamente a ganhar, marcando ao terceiro minuto, tendo ainda consentido o golo da igualdade, mas vindo a confirmar a vitória com um tento alcançado a fechar o primeiro tempo.

Outra equipa em realce foi, ainda, precisamente, o Fontinhas – que, à entrada para esta jornada, partilhava com o U. Tomar, a indesejada condição de “lanterna vermelha” – tendo ido ganhar a Tomar, mercê de um solitário golo, marcado a menos de cinco minutos do termo do tempo regulamentar. Depois de terem deixado fugir a vitória em Peniche, e de verem escapar-se um ponto na Sertã, os nabantinos voltam a perder um ponto mesmo no final do desafio… resultando num total de quatro pontos “desperdiçados”, que, nesta altura, fariam “toda a diferença”.

Esta derrota foi tão mais difícil de aceitar quanto o União jogou cerca de 40 minutos em superioridade numérica, entre os 43 e os 84 minutos. Até à expulsão do jogador do Fontinhas, o conjunto açoriano tinha assumido maior iniciativa, mas a expectativa, para a segunda metade, era a de que os unionistas pudessem aproveitar para se colocar em vantagem no marcador. Teriam ainda um par de oportunidades, contudo, não materializadas. E, quando algo pode correr mal, muitas vezes corre: no minuto 85, um defesa do U. Tomar viu segundo amarelo, e, de imediato, na conversão do correspondente livre, o Fontinhas, mais eficaz, marcou mesmo, selando a vitória.

Surpresa – A grande surpresa do passado fim-de-semana foi protagonizada pelo Gouveia, que foi ganhar a Peniche por categórica marca de 3-0, depois de os homens da Serra se terem colocado em vantagem logo aos cinco minutos. Os dois clubes – antes deste jogo, respectivamente no 12.º e 5.º lugares –, são, agora, 9.º e 8.º classificados, separados apenas por três pontos.

Confirmações – As equipas do Alverca “B” (somando terceira vitória sucessiva), U. Santarém e Marinhense (ambos com dois triunfos nas últimas três jornadas) confirmaram o estatuto de favoritos, ganhando – todas elas – também pela marca de 2-1, respectivamente perante o Rabo de Peixe (acumulando o oitavo desafio consecutivo sem vitória), União 1919 (que não vence já há quatro jogos) e V. Sernache (que segue num ciclo de três derrotas).

Os dois emblemas ribatejanos (Alverca e U. Santarém) chegaram a 2-0, tendo sofrido o tento adversário apenas já no final dos seus desafios. Já o grupo de Marinha Grande teve de operar reviravolta no marcador, depois de, praticamente, ter entrado a perder, averbando o tento que ditou um sofrido triunfo somente em período de compensação, mercê de um auto-golo.

Em função destes resultados, o Alverca “B” mantém o comando, com dois pontos de vantagem sobre o Lusitânia, quatro em relação ao Benfica e Castelo Branco e já cinco pontos sobre o quarteto que reparte o 4.º posto. Na parte baixa da pauta classificativa, Rabo de Peixe, V. Sernache e Fontinhas (11.º ao 13.º lugar) estão um único ponto abaixo de Gouveia (9.º) e Mortágua (10.º).

II Divisão Distrital – A Série B atingiu o termo da sua primeira volta, com a disputa da 9.ª jornada, em que se destaca o triunfo (2-1) do Entroncamento AC em Almeirim, o que, nesta altura, lhe confere a liderança isolada, com mais um ponto do que o Águias de Alpiarça (vitória por 3-0 em Pernes), e com o Espinheirense (3.º classificado) já a seis pontos. Para tal contribui decisivamente a inversão do resultado que se registara na partida (da 4.ª ronda) entre Espinheirense e Entroncamento AC, com a turma da casa a ser sancionada com derrota por 0-3.

As outras séries, apenas com seis jornadas disputadas, apresentam configuração distinta. Na Série A, o equilíbrio é nota dominante, com os dois primeiros, Glória do Ribatejo (que averbou um nulo na recepção ao Porto Alto) e Marinhais (triunfo por 2-1 em Pontével) separados por um ponto, tendo o Pontével baixado à 3.ª posição, agora a três pontos do guia.

Na Série C, o Tramagal (ganhando 4-2 em Ferreira do Zêzere, ante a equipa “B” local), contando, nesta altura, o pleno de seis triunfos (a que soma mais outras quatro vitórias na Taça do Ribatejo, em que garantiu já o apuramento para os 1/8 de final) lidera destacado, com cinco pontos de avanço sobre o Ortiga (que venceu, igualmente por 4-2, em Caxarias), seguindo-se agora o Alferrarede (no 3.º posto), a oito pontos do comandante.

Antevisão – O Campeonato de Portugal conclui, neste Domingo, a sua primeira volta, salientando-se o embate entre os dois primeiros classificados, com o Lusitânia a receber a equipa “B” do Alverca. De interesse serão também os desafios V. Sernache-U. Santarém e Gouveia-Marinhense, com as equipas teoricamente mais cotadas a serem colocadas à prova, jogando em terreno alheio. O U. Tomar desloca-se à ilha de S. Miguel, para defrontar o Rabo de Peixe.

Após uma breve pausa, de uma semana, será retomado o Distrital da I Divisão, com destaque para o Samora Correia-Fátima, Abrantes e Benfica-Torres Novas e Fazendense-Coruchense. O guia, Ferreira do Zêzere, é favorito a somar mais três pontos, recebendo o Moçarriense.

No escalão secundário teremos um “derby” entre os dois primeiros classificados da Série A, no Marinhais-Glória do Ribatejo. Realce ainda para o Riachense-Águias de Alpiarça (Série B), Tramagal-Caxarias e Ortiga-Alferrarede (Série C), com estas duas séries a chegar à sua metade.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Dezembro de 2023)

17 Dezembro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 11ª Jornada

(“O Templário”, 07.12.2023)

Uma expressão muito repetida, como canta o cantautor: três empates, três vitórias tangenciais (e o único desfecho com diferença de dois golos, com uma “explicação” consistente) na 11.ª jornada, continuam bem a dar nota do equilíbrio que perdura na série C do Campeonato de Portugal, quando, prestes a chegar-se a metade da competição, se mantém muito diminuta a distância entre os lugares “de subida” e de “descida”, agora separados por apenas cinco pontos (18 vs. 13).

Destaques – A primeira nota de destaque vai, precisamente, para o tal embate com vantagem de dois tentos (3-1), entre duas das melhores equipas da prova, com o Lusitânia a levar a melhor sobre o U. Santarém, o que proporcionou à turma açoriana ascender ao 2.º posto, enquanto os escalabitanos se posicionam, por ora, a meio da tabela, pese embora somente três pontos abaixo.

Os santarenos inauguraram o marcador à passagem da meia hora e fizeram figura de potenciais vencedores até ao último quarto de hora, altura em que ficaram reduzidos a dez unidades. Bastariam, então, dois minutos, para os visitados, na conversão de uma grande penalidade, restabelecerem a igualdade; e, tirando partido dessa dinâmica do jogo, vindo a marcar ainda mais dois golos, aos 90 e aos 94 minutos, consumando assim reviravolta nesta importante partida.

Em posição de liderança (isolada) subsiste o Alverca “B”, cujo grupo, pese embora a sua juventude, deu já clara prova de maturidade. A “surpresa” foi ter-se estreado a ganhar (1-0) em terreno alheio – depois de quatro igualdades a zero e do único desaire sofrido, na Marinha Grande –, em desafio também disputado nos Açores, ante o Fontinhas. O único tento foi averbado pouco antes do intervalo, tendo os visitantes confirmado a sua robustez defensiva, apenas com cinco golos consentidos até à data (traduzindo-se numa média inferior a “meio golo” por jogo).

Quem continua a surpreender pela positiva é o Peniche, agora 5.º classificado, somente a um ponto do trio que reparte a vice-liderança (Lusitânia, Sertanense e União 1919, este com um jogo a mais), tendo ido vencer, igualmente, mercê de um golo solitário (apontado logo aos seis minutos), a Cernache do Bonjardim. De recordar que é o mesmo Peniche que foi goleado por 7-0 em Alverca e que evitou a derrota caseira ante o U. Tomar no derradeiro lance… ao minuto 98.

O outro vencedor da ronda, triunfo alcançado “in extremis”, foi o Sertanense, também neste caso “às custas” do U. Tomar. Com exibição personalizada – recuperando bem, animicamente, do desaire de Alverca –, os nabantinos repartiram o jogo até ao minuto 45, vindo a sofrer um tento já em período de compensação, de grande penalidade. Dando boa resposta, o União restabeleceu o empate aos 10 minutos da segunda parte, num golo de grande efeito, de Hélio Ocante.

No quarto de hora final a formação da casa intensificaria a pressão, remetendo os unionistas para o seu reduto defensivo, parecendo estes vir a ser capazes de “dar conta do recado”, até que, aos 91 minutos, outra vez na sequência de um lance de bola parada (pontapé de canto), o Sertanense fixaria o resultado final de 2-1. Uma vez mais o União foi capaz de dar boa réplica, de ser competitivo, mas (tal como em Peniche) acabaria por pecar nos “detalhes”… que custam pontos.

Confirmações – Nos restantes três encontros registaram-se outras tantas igualdades, realçando-se que o União 1919 resistiu a um jogo em que teve de jogar 90 minutos em inferioridade numérica, devido a expulsão de um seu jogador logo no minuto inicial; depois de, ainda cedo, ter começado por se ver em desvantagem, chegaria ao 1-1 a fechar o primeiro tempo, resultado que o Marinhense não conseguiria alterar a seu favor até final.

Em Gouveia, a equipa local, recebendo o Benfica e Castelo Branco, adversário em teoria de maior potencial, não permitiu que a sua baliza fosse violada, mantendo-se o nulo no marcador.

O outro conjunto açoriano, Rabo de Peixe, somou sétimo confronto sem ganhar (após três triunfos somados nos quatro desafios iniciais), a mais longa “seca” de vitórias nesta época, de entre todos os concorrentes da Série C. Recebendo o Mortágua, o melhor que conseguiu foi anular a vantagem que os forasteiros tinham começado por alcançar, estabelecendo o resultado de 1-1.

Com Marinhense e Fontinhas com um jogo a menos, e, ao invés, União 1919 e Mortágua com um jogo a mais, o 2.º (Lusitânia) e o 8.º (Marinhense) classificados estão separados apenas por três pontos. Quanto ao U. Tomar, reparte, agora só com o Fontinhas, o último posto, ambos também a três pontos da “linha de água” (9.º lugar, ocupado pelo Rabo de Peixe)… mas que passam a quatro pontos, se considerarmos o tal jogo antecipado da 13.ª ronda, já realizado pelo Mortágua.

I Divisão Distrital – Após a 13.ª jornada, na qual somou quinto triunfo consecutivo, o Ferreira do Zêzere volta a isolar-se na liderança do Distrital, tal como sucedera já, anteriormente, à 7.ª e à 5.ª rondas. Tem, contudo, a perseguição, muito próxima, do Fátima (a um ponto) e do Abrantes e Benfica (diferencial de dois pontos), continuando o Fazendense (no 4.º posto) a quatro pontos.

Os ferreirenses cumpriram a sua missão, indo ganhar a Ourém, por 2-0, resultado com lógica, face ao desempenho dos dois emblemas (o At. Ouriense subsiste no penúltimo posto). Beneficiaram do nulo registado no Coruchense-Abrantes e Benfica, que, não só, atrasou, no imediato, os abrantinos, como deixa a formação do Sorraia (6.ª classificada) a distantes 11 pontos.

O Fátima confirmou, de forma clara, o seu favoritismo, goleando o Forense por 5-1 (depois de ter chegado a 4-0). Em destaque esteve também o Salvaterrense, que não perdoou as debilidades manifestadas pelo Vasco da Gama (um único ponto somado em 13 jogos, tendo somado a oitava derrota sucessiva, acumulando já 53 golos sofridos), obtendo uma imponente goleada, de 8-2!

Num Domingo em que os visitantes estiveram em evidência, para além do Ferreira do Zêzere, também o Fazendense (ganhando 2-1 no sempre difícil reduto da Moçarria), Mação (derrotando por 3-1 um irreconhecível Amiense) e o Samora Correia (surpreendendo, indo vencer a Torres Novas por 2-0, colocando termo à “crise” de três desaires sucessivos… ao mesmo tempo que amplia a dos torrejanos, sem ganhar há cinco jornadas) averbaram os três pontos em disputa.

Por fim, uma nota também para a segunda vitória sucessiva do Cartaxo, recebendo e batendo o Alcanenense por tangencial 1-0, desfecho importante, conferindo-lhe uma “almofada” de cinco pontos sobre a “linha de água”, zona delimitadora que separa duas equipas, nesta altura niveladas em pontos (Amiense, 13.º; e Forense, 14.º, ambos com nove pontos), um mais que o At. Ouriense, todos eles já com um grande “fosso” em relação ao “lanterna vermelha”, Vasco da Gama.

II Divisão Distrital – Disputou-se apenas a ronda (8.º) relativa à série B, com o guia, Espinheirense a denotar maiores dificuldades que o expectável, para ganhar, por 3-2, ao At. Pernes; sendo seguido por Águias de Alpiarça (2-0 frente ao último, Mindense), somente a um ponto, e pelo Entroncamento AC (categórico triunfo, por 4-1, ante a U. Atalaiense), a três pontos.

Antevisão – Na 12.ª jornada (penúltima da primeira volta) do Campeonato de Portugal, as atenções estarão centradas, em especial, nos jogos: U. Santarém-União 1919; Mortágua-Lusitânia; e Sertanense-B. C. Branco. O U. Tomar, recebendo o Fontinhas, enfrenta um desafio crucial, na perspectiva de uma desejada recuperação, para o que urge somar pontos.

O escalão principal do Distrital estará em pausa, destacando-se, na divisão secundária, as partidas: Glória do Ribatejo-Porto Alto; Pontével-Marinhais; Riachense-Espinheirense; e Caxarias-Ortiga.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Dezembro de 2023)

10 Dezembro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – Jogo antecipado

(“O Templário”, 30.11.2023)

A senda triunfal do Fátima foi travada em Alcanena, proporcionando ao Abrantes e Benfica e ao Ferreira do Zêzere ascenderem à liderança do Distrital. Já no que respeita ao Campeonato de Portugal, o Marinhense-Fontinhas (da 8.ª jornada) foi, de novo, adiado, agora para 30 de Março de 2024 (!), o que significa que estas duas equipas disputarão todo o resto da competição (até que se chegue à derradeira ronda, agendada para 7 de Abril) mantendo um jogo em atraso…

Destaque – Pese embora tal adiamento, jogou-se uma partida antecipada, a contar para a 13.ª jornada (última da primeira volta) da Série C do Campeonato de Portugal, na qual União 1919 e Mortágua empataram a um golo, pelo que não houve alterações de vulto na pauta classificativa: os conimbricenses, com mais um jogo (11, face a 10 dos rivais) mantêm o 2.º posto, agora em igualdade pontual com o Alverca “B” (somando 17 pontos); enquanto o Mortágua (10.º), deixou a companhia do Rabo de Peixe, passando a repartir a posição com o V. Sernache (13 pontos), com a “linha de água” traçada entre ambos.

I Divisão Distrital – A primeira nota de realce vai, necessariamente, para a vitória do Alcanenense sobre o Fátima, que mantinha uma excelente série de nove triunfos consecutivos. Para tal, bastou aos donos da casa um tento, apontado a cerca de vinte minutos do final, a que os fatimenses não lograram ripostar. Depois de um mau arranque, com três desaires a abrir a época, o conjunto de Alcanena soma quatro triunfos e um empate nos cinco desafios mais recentes.

Este deslize do Fátima foi aproveitado pelos seus dois mais directos perseguidores, Abrantes e Benfica e Ferreira do Zêzere, os quais, cumprindo a sua missão, se impuseram, respectivamente face ao Moçarriense e ao Salvaterrense, assim ultrapassando o anterior líder, partilhando agora o comando, com mais um ponto que os fatimenses.

Os abrantinos ganharam, com aparente tranquilidade, tendo chegado à goleada (4-0) na recepção ao Moçarriense, com dois golos em cada parte, bem distribuídos ao longo dos 90 minutos; passaram, assim, a dispor da maior série de triunfos em curso, com cinco vitórias consecutivas.

Já os ferreirenses tiveram de se aplicar a fundo, para, já nos derradeiros dez minutos, chegarem enfim ao golo que lhes garantiu os três almejados pontos e consequente comando do campeonato. No caso do Ferreira do Zêzere tratou-se do quarto triunfo sucessivo, obtido perante um adversário que somou um único ponto nas quatro últimas jornadas.

Num embate sempre de interesse, o Coruchense foi ganhar a Samora Correia, também por tangencial 1-0 (golo apontado a cerca de meia hora do final), abrindo uma espécie de crise de resultados nos rivais, que perderam pela terceira vez seguida. A turma samorense reparte agora, precisamente com o grupo do Sorraia, o 5.º lugar, mas já com nove pontos de atraso dos guias.

O Fazendense não terá tido também especiais dificuldades em desembaraçar-se do At. Ouriense, goleando também por 4-0, depois de, praticamente ter entrado a ganhar (inaugurando o marcador logo no 2.º minuto); não obstante, a goleada só seria confirmada com dois golos nos minutos finais. A formação das Fazendas mantém-se “à espreita”, no 4.º posto, a três pontos do Fátima. Já os oureenses caíram num arriscado penúltimo lugar da tabela.

Forense e Torres Novas disputaram um confronto “entretido”, com duas reviravoltas no marcador, culminando no “placard” final de 3-3: os torrejanos inauguraram o marcador logo aos 6 minutos; os visitados inverteram para 2-1, apenas cerca de um quarto de hora volvido; tendo o Torres Novas voltado à vantagem, a 3-2, aos 63 minutos; já perto do termo do desafio, na conversão de uma grande penalidade, a turma dos Foros de Salvaterra restabeleceu a igualdade.

Anota-se que os visitantes ficaram em inferioridade numérica ainda antes do intervalo, tendo acabado reduzidos a nove elementos, depois de uma segunda expulsão, já em período de compensação. Em qualquer caso, este foi o quarto jogo sem vitória para os torrejanos, enquanto, em contraponto, o Forense segue sem perder, também há quatro jornadas.

Depois de quatro desfeitas sucessivas o Mação regressou aos triunfos, batendo, em reduto alheio, o “lanterna vermelha”, Vasco da Gama, por 3-2: os maçaenses colocaram-se em vantagem aos 36 minutos, tendo – jogando com 10 homens a partir da hora de jogo – consentido o empate aos 67 minutos, mas, reagindo da melhor forma, selando o desfecho da partida, com dois tentos, aos 69 e 71 minutos; os locais reduziriam para a diferença mínima tarde demais para as suas aspirações, apenas ao minuto 90. Este foi o sétimo desaire consecutivo do Vasco da Gama, cada vez mais último, a somar a outras quatro derrotas, logo a abrir o campeonato.

O Cartaxo obteve importante triunfo, por 1-0 (marcando aos 18 minutos), frente ao Amiense, por ora em posição que poderá implicar a despromoção (dependente do desempenho dos representantes do Distrito no Campeonato de Portugal). Os cartaxeiros, que não ganhavam há cinco jogos, nos quais tinham averbado somente um ponto, ganharam algum “fôlego”, subindo à 12.ª posição; ao invés, o conjunto dos Amiais perdeu em quatro das cinco últimas rondas, repartindo o 13.º posto com o Forense, um único ponto acima do At. Ouriense (15.º).

II Divisão Distrital – Salientam-se as vitórias alcançadas pelo Glória do Ribatejo (5-3, no terreno do Rebocho), Águias de Alpiarça (5-1, em Almeirim, ante um irreconhecível União local) e Tramagal (2-1, com o Vilarense), num desafio que colocava frente-a-frente os dois primeiros classificados da Série C. A par destas vitórias, anotam-se alguns desfechos porventura menos expectáveis, como o 1-1 registado no Marinhais-Paço dos Negros, ou o nulo no Benfica do Ribatejo-Benavente. Também por igualdade a uma bola se saldou o Porto Alto-Pontével.

Com sete jornadas disputadas (de um total de 18) na Série B, o Espinheirense (2-1 em Minde) lidera, com mais um ponto que o Águias de Alpiarça, e dois de diferença para a U. Atalaiense (esta com mais um jogo disputado), seguindo-se, a três pontos do líder, o Entroncamento AC.

As Séries A e C tiveram a sua 5.ª ronda (de 14), sendo comandadas, respectivamente, por Glória do Ribatejo e Tramagal. Mas, enquanto o Glória tem dois pontos de vantagem sobre o Pontével, e três em relação ao Marinhais, os tramagalenses (únicos com o pleno de vitórias) seguem já bastante destacados, com nada menos de sete pontos de avanço sobre Vilarense e Caxarias.

Antevisão – O Campeonato de Portugal será retomado este Domingo, para disputa da 11.ª jornada, em que sobressaem os seguintes encontros: Lusitânia-U. Santarém; Fontinhas-Alverca “B”; e União 1919-Marinhense. O U. Tomar terá uma difícil deslocação à Sertã, já pressionado pela necessidade de pontuar.

Na I Divisão Distrital, já a aproximar-se do termo da sua primeira metade (13.ª ronda), destacam-se os desafios: Coruchense-Abrantes e Benfica; At. Ouriense-Ferreira do Zêzere; Moçarriense-Fazendense; e Torres Novas-Samora Correia. O Fátima recebe a visita do Forense.

Na II Divisão, outra vez só com a Série B, salientam-se as partidas, entre “vizinhos”, portanto sempre de rivalidade especial: Espinheirense-At. Pernes; e Entroncamento AC-U. Atalaiense. Por curiosidade, teremos ainda um Rio Maior-U. Almeirim, recentes vencedores do escalão principal, nos anos de 2022 e 2020, agora muito distantes de tal patamar.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Novembro de 2023)

3 Dezembro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – Jogos em atraso

(“O Templário”, 23.11.2023)

Com o curso regular do Campeonato de Portugal em pausa durante duas semanas – ocasião aproveitada para alguns jogos de “acerto de calendário” – as atenções centram-se no Distrital, onde o Fátima somou 9.ª vitória consecutiva, um tão raro quão impressionante ciclo triunfal, com paralelo, na última década, em desempenhos de clubes… que acabaram por ser “Campeões” em tais temporadas: At. Ouriense (11 vitórias sucessivas, em 2013-14); o próprio Fátima (tendo triunfado nas 16 últimas rondas, em 2015-16); U. Almeirim (vitórias nas 18 primeiras jornadas de 2019-20); e o Rio Maior SC, tal como sucede agora com os fatimenses, sob a direcção técnica de Gonçalo Carvalho (ganhando os últimos 12 jogos de 2021-22); constituindo o U. Tomar a “excepção à regra”, com uma série de 9 vitórias sucessivas, também nessa época de 2021-22.

Destaques – Em jogos que se encontravam em atraso do Campeonato de Portugal, merece especial saliência a goleada aplicada pelo, até então, último classificado, Gouveia, recebendo e batendo a turma de Rabo de Peixe por 4-1, numa partida (da 6.ª ronda) em que os homens da Serra cedo se colocaram em vantagem de dois golos, que geriram até final, vindo ainda, depois de os açorianos terem reduzido para 2-1, a ampliar tal diferença. No outro desafio disputado no passado Domingo (respeitante à 9.ª jornada), o Lusitânia ganhou ao Peniche por tangencial 1-0.

Em função destes resultados – e faltando, agora, realizar um único jogo, da 8.ª ronda, entre Marinhense e Fontinhas, agendado para a manhã deste Domingo – não houve novidades no topo, continuando o Alverca “B” a liderar, com mais um ponto que o União 1919. Por seu lado, o lote que partilha a 3.ª posição foi alargado, passando a um quarteto, integrando Benfica e Castelo Branco, U. Santarém, Lusitânia e Sertanense, todos (apenas) a dois pontos do comandante.

Na cauda, a indesejada condição de “lanterna vermelha” é agora repartida por Gouveia, Fontinhas e U. Tomar (com a pior diferença de golos), a dois pontos de Rabo de Peixe e Mortágua – portanto, os cinco clubes, nesta altura, em posição de descida – e a três da “linha de água” (V. Sernache).

I Divisão Distrital – O guia, Fátima, ganhou, ao Cartaxo, por 2-0. Ainda assim, um triunfo bem menos “fácil” do que poderia supor-se, perante o agora penúltimo classificado, com a resistência dos visitantes (pese embora em inferioridade numérica desde os 30 minutos) a ser quebrada apenas no quarto de hora final, tendo o tento da confirmação sido apontado aos 88 minutos.

Perante a excelente série dos fatimenses, os seus mais directos perseguidores, Abrantes e Benfica e Ferreira do Zêzere não dão tréguas, mantendo-se a escassos dois pontos, mercê de duas importantes (e, também, difíceis) vitórias em terreno alheio.

Os abrantinos, ganhando em Ourém, por 2-1 – chegando ao golo somente no período de compensação da primeira parte, tendo ainda consentido a igualdade, para, a um quarto de hora do termo do encontro, fixarem o resultado – somaram quarto triunfo consecutivo.

Quanto aos ferreirenses, alcançaram a terceira vitória sucessiva, impondo-se no difícil reduto de Mação, também por renhido 3-2, numa partida com outras cambiantes: os forasteiros marcaram por duas vezes nos últimos dez minutos do primeiro tempo, parecendo sair para o intervalo em situação “confortável”. Porém, um tento logo a abrir a segunda metade impulsionou os maçaenses para irem em busca da reposição da igualdade, o que conseguiriam, aos 70 minutos. Não se deixando abalar, o grupo de Ferreira do Zêzere apontaria o golo decisivo em cima do minuto 90.

Nesta 11.ª jornada, atrasaram-se, na disputa pelos lugares da frente, o Fazendense, que não conseguiu desfazer o nulo na deslocação a Salvaterra de Magos (mantendo o 4.º posto, mas, agora, a quatro pontos do líder); e, principalmente, o Samora Correia (já a oito pontos), batido, igualmente por 3-2, na Moçarria, frente a uma equipa, esta temporada, a realizar um dos melhores arranques de campeonato (o Moçarriense reparte, por agora, o 9.º lugar, com o Salvaterrense).

Os samorenses até foram os primeiros a marcar, logo aos 12 minutos, mas a turma da casa rapidamente empatou. Na etapa complementar, com a equipa de Samora já reduzida a dez elementos, desde os 39 minutos, mais dois tentos, deram a confiança necessária aos visitados, não tendo os forasteiros conseguido melhor do reduzir para a diferença mínima, já na compensação.

Terá havido “surpresa” em Torres Novas, onde os torrejanos (actuais 6.º classificados) perderam ante o Alcanenense, por 0-2; após um auto-golo à passagem dos vinte minutos, os donos da casa procuraram ripostar, mas sem conseguir concretizar qualquer das ocasiões criadas, vindo ainda o segundo tento, a vinte minutos do final, desvantagem de que não foi possível recuperar.

O Coruchense, recém-despromovido do Campeonato de Portugal, segue-se na tabela, no 7.º lugar, já a considerável distância (onze pontos) da frente, tendo somado dois desaires e dois empates nos cinco últimos jogos; recebendo o Forense, o conjunto do Sorraia por duas vezes liderou o marcador, outras tantas se deixou empatar, tendo visto mesmo o adversário passar para a frente (2-3), antes de, por fim, fixar o resultado no 3-3 final, na segunda igualdade sucessiva.

O Amiense voltou, enfim (após nove jogos de “jejum”), a ganhar, batendo o “lanterna vermelha”, Vasco da Gama, por 2-1, após os visitantes terem sido os primeiros a marcar, tendo a incerteza no desfecho subsistido já para além dos noventa minutos, altura em que, de grande penalidade, a turma de Amiais marcou o tento da vitória. A equipa de Boleiros somou sexto desaire sucessivo, acumulando já dez derrotas, contando um único ponto, já muito distante dos adversários mais próximos; o trabalho que vem desenvolvendo a nível das camadas jovens promete frutificar, mas, por agora, começa a afigurar-se difícil a manutenção no principal escalão do futebol distrital.

II Divisão Distrital – Apenas a série B esteve em acção, para disputa da sua 6.ª jornada, destacando-se o triunfo, por 3-1, do Entroncamento AC em Rio Maior, assim como, por outro lado, a derrota (2-1) sofrida pelo anterior líder isolado, U. Atalaiense, em Alpiarça, face ao Águias.

Os quatro primeiros classificados concentram-se, agora, num intervalo de um único ponto, com um trio na dianteira, formado por Espinheirense (com um jogo a menos), Entroncamento AC e U. Atalaiense, seguidos de imediato pelo Águias de Alpiarça.

Antevisão – Como referido, o Campeonato de Portugal mantém-se em pausa, jogando-se apenas o último desafio que resta em atraso, com o Marinhense a ter a visita dos açorianos do Fontinhas.

No Distrital, o Fátima enfrenta um sério desafio ao seu ciclo vitorioso, deslocando-se a Alcanena, enquanto Abrantes e Benfica e Fazendense, actuando em casa, serão favoritos, mas devendo manter-se focados, em ordem a evitar qualquer eventual dissabor, perante oponentes potencialmente “ameaçadores”, Moçarriense e Salvaterrense. Realce, ainda, para o embate entre Samora Correia e Coruchense.

Na divisão secundária, salientam-se os seguintes encontros, de maior interesse: Porto Alto-Pontével; U. Almeirim-Águias de Alpiarça; U. Atalaiense-Rio Maior; e Tramagal-Vilarense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Novembro de 2023)

26 Novembro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 10ª Jornada

(“O Templário”, 16.11.2023)

Tal como sucede no ciclismo, quando é imprimido maior ritmo à corrida, o “pelotão” da Série C do Campeonato de Portugal começa a “esticar”, agora – atingida que foi a 10.ª jornada da prova – já com dez pontos a separar o líder do último classificado. Em paralelo, tal traduz-se, no caso do U. Tomar, que veio descaindo para a cauda de tal “pelotão”, num diferencial de sete pontos, não possibilitando, nesta altura, num raio de acção de três pontos, ir além do 8.º posto; do mal, o menos, a “linha de água” continua traçada dois escassos pontos acima… mas urge voltar a somar.

Numa ronda sem especiais surpresas a assinalar, a equipa “B” do Alverca voltou a assumir a liderança, beneficiando do desaire sofrido pelo União 1919 em Peniche. Por seu lado, emblemas como os do U. Santarém, Benfica e Castelo Branco e Marinhense vão-se chegando à frente, em mais um Domingo muito negativo para o trio açoriano, que averbou três derrotas. Aliás, nesta altura, de forma imprevista, Lusitânia e Fontinhas posicionam-se mesmo em zona de descida.

Destaques – Começa por salientar-se, pois, o triunfo do Peniche ante o União 1919, por tangencial 2-1: os visitados entraram praticamente a ganhar, marcando logo ao segundo minuto, tendo ainda os conimbricenses empatado um quarto de hora volvido; não obstante, ainda antes do intervalo, os penichenses marcaram novo tento, quebrando assim o ciclo vitorioso (4 jogos) do adversário.

No “quase derby” entre B. C. Branco e V. Sernache, os albicastrenses impuseram-se de forma categórica, ganhando por 3-0, mercê de um “hat-trick” de Ronaldo Coelho, ascendendo já à 3.ª posição, somente a dois pontos do comandante.

Contrariando as expectativas, atendendo à exibição muito afirmativa que realizara em Tomar, o Lusitânia, que soma já quatro jogos sem vencer, foi batido na Marinha Grande, pelo Marinhense, por 2-0, tendo os donos da casa confirmado o triunfo apenas no derradeiro minuto, o que lhes valeu subir até ao 6.º lugar, um único ponto abaixo de B. C. Branco, U. Santarém e Sertanense.

Anota-se, ainda, o triunfo do Sertanense na viagem à Serra da Estrela, perante o “lanterna vermelha”, Gouveia, fruto de um solitário tento, apontado à passagem dos dez minutos do segundo tempo, agravando a situação de crise dos anfitriões, sem ganhar há cinco jornadas.

Confirmações – Defrontando-se o, de novo, guia da prova, e o actual penúltimo classificado, seria lógico, à partida, que o Alverca “B” fosse favorito a somar os três pontos, frente ao U. Tomar.

Esse favoritismo acentuou-se drasticamente quando, apenas com sete minutos decorridos, os unionistas ficaram reduzidos a dez elementos, na sequência de um lance, porventura imprudente, mas que, pela zona do terreno em que ocorreu (em cima da linha divisória de meio-campo e praticamente junto à linha lateral) poderia ter sido alvo de punição menos severa.

Os tomarenses, bem organizados dentro de campo, conseguiriam suster a ofensiva contrária durante quase meia hora, acabando por sofrer o primeiro tento próximo dos 35 minutos. Porém, uma grande penalidade (a sancionar contacto com o braço), pouco depois, “mataria” qualquer resistência que pudesse ser ainda equacionada. Num muito curto período, entre os 41 e os 45 minutos, passando por fase de desnorte, o “placard” subiria, num ápice, até aos 4-0.

Fora já, até então, um desafio a obrigar a grande desgaste em termos físicos; seria, a partir daí, também de significativo desgaste em termos anímicos. Receou-se que as coisas pudessem ainda piorar, mas, com os nabantinos, de alguma forma, a recompor-se, e os visitados sentindo que já não haveria necessidade de forçar, a segunda parte não teria grande história: o Alverca só voltaria a marcar uma única vez, aos 57 minutos, para, na imediata reposição de bola ao centro, Tiago Vieira, atento ao adiantado posicionamento do guardião, fazer um remate directo para a baliza, apontando um tento (de honra) de belo efeito, fixando o marcador no 5-1 que subsistiria até final.

O grupo de Tomar, forçado neste desafio a fazer um esforço muito desproporcionado, que, cedo se perspectivou, não resultaria em qualquer “recompensa” em termos práticos, manteve a dignidade, tendo desperdiçado ainda uma soberana oportunidade para reduzir para 2-5, já mesmo ao cair do pano. Naturalmente, o Alverca tinha tido também mais algumas ocasiões, negadas por boas intervenções do guardião, Ivo Cristo, realçando-se, por outro lado, o terceiro “hat-trick” de Rodrigo Freitas, em dez jornadas, depois dos antes apontados frente ao Gouveia e ao Peniche.

O U. Santarém, recebendo o Rabo de Peixe, voltou aos triunfos, ganhando por 2-1; depois de ter chegado a vantagem de dois golos, consentiria ainda a redução para a diferença tangencial, a cerca de um quarto de hora do fim. Os açorianos, que tinham começado a prova em grande plano, caíram já até à 9.ª posição, última acima da “linha de água”.

Abaixo dessa baliza delimitadora está, como referido, o Fontinhas, derrotado em Mortágua, que somou segundo triunfo sucessivo, depois de ter levado os três pontos de Tomar, tendo, desta feita, chegado à vitória quando faltavam parcos dois minutos para o fim da partida.

I Divisão Distrital – Pese embora pela diferença mínima (1-0), o Fátima prossegue a senda triunfal, agora já de oito jogos consecutivos, tendo batido uma irreconhecível equipa do Amiense (vice-campeã na época passada), actual penúltima classificada, sem ganhar há nove jornadas!

Também por margem tangencial (2-1) ganharam os seus dois mais imediatos perseguidores, Abrantes e Benfica e Ferreira do Zêzere, enfrentando, respectivamente, o último da tabela, Vasco da Gama (com uma série negativa em curso, de cinco derrotas), e o Salvaterrense.

Mais folgado (4-2) foi o triunfo do Fazendense face ao Mação. Foi a terceira ronda seguida de êxitos para os abrantinos e os homens das Fazendas; ao invés, os maçaenses somaram terceiro desaire em sucessão, estando já muito afastados dos lugares da frente (14 pontos face ao líder).

Registaram-se dois empates: um nulo, no Alcanenense-Coruchense; e 2-2, no Cartaxo-Torres Novas: Miguel Miguel começou por bisar, logo no quarto de hora inicial, mas os cartaxeiros viriam a conseguir restabelecer a igualdade, perto do derradeiro minuto, e numa fase em que estavam já em inferioridade numérica. O grupo torrejano, tal como o conjunto do Sorraia, ocupando o 6.º e o 7.º posto, começam também a atrasar-se, já a sete e a nove pontos do guia.

O Forense somou três importantes pontos, recebendo e batendo o Moçarriense. A grande surpresa da 10.ª jornada sucedeu em Samora Correia, onde a turma local – que se projecta possa ter dominado a partida – acabou por ver-se aturdida, perdendo por 0-1 com o At. Ouriense, que chegou à vitória ao minuto 90+8. Os samorenses baixaram ao 5.º posto, a cinco pontos do Fátima.

II Divisão Distrital – Começam por destacar-se as goleadas aplicadas pelo Pontével (4-0, face ao Rebocho) e Marinhais (5-0, ante o Benfica do Ribatejo). U. Atalaiense e Espinheirense (0-0) e Entroncamento AC e Águias de Alpiarça (1-1) neutralizaram-se, tal como Vilarense e Ortiga (2-2). O Tramagal é o líder mais destacado (quatro pontos de vantagem), dispondo a U. Atalaiense de avanço de três pontos; na outra série, Pontével e Glória do Ribatejo partilham o comando.

Antevisão – O Campeonato de Portugal sofre interregno de duas semanas, apenas sendo retomado já em Dezembro. Deverão, entretanto, realizar-se os jogos em atraso, de rondas anteriores.

No Distrital o realce vai para os embates: Mação-Ferreira do Zêzere, Salvaterrense-Fazendense, e Moçarriense-Samora Correia, para além do “clássico” Torres Novas-Alcanenense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Novembro de 2023)

19 Novembro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Campeonato de Portugal – 9ª Jornada

(“O Templário”, 09.11.2023)

Numa competição em que os prognósticos saem, frequentemente, gorados, recebendo um dos “lanternas-vermelhas”, o União não foi capaz de dar sequência à boa exibição da semana anterior, sofrendo segundo desaire caseiro, podendo começar a ver desnivelar-se a contagem entre vitórias (três) e derrotas (cinco), pressuposto fundamental para o seu objectivo. Mas, já com nove jornadas disputadas – e, ainda, 17 por disputar –, as diferenças continuam a ser mínimas: a um ponto da “linha de água” (9.º classificado); dois em relação ao 4.º; e, apenas três pontos face ao 3.º lugar.

Prosseguindo na senda do grande equilíbrio por que se tem pautado esta Série C do Campeonato de Portugal, temos, de entre o total de 14 clubes concorrentes, nada menos de 11 (!) que contam três vitórias averbadas na prova, até à data. A “destoar”, só um absolutamente inesperado líder, União 1919, já com cinco triunfos (quatro dos quais, consecutivamente, nas últimas rondas), para além, por outro lado, dos dois últimos classificados: Mortágua, que somou os três pontos apenas pela segunda vez; e o Gouveia, que conta uma única vitória, por curiosidade, frente ao U. Tomar…

Noutra perspectiva, os nabantinos ganharam os jogos realizados ante os emblemas que ocupam, nesta altura, o 3.º e 5.º posto (respectivamente, V. Sernache e B. C. Branco), assim como ao agora 9.º classificado (Marinhense). Mas, como se vai entendendo, as posições na pauta classificativa pouco significam, para já, sendo muito mais importante a pontuação que se vai somando.

Destaques – Tendo sido realizados seis jogos nesta 9.ª ronda (dado o adiamento do Lusitânia-Peniche), registaram-se três igualdades, enquanto os outros três desafios foram decididos pela margem mínima. Ainda assim, o destaque vai, de novo, para o União 1919, que se impôs por 2-1 ante o Benfica e Castelo Branco, com o tento decisivo a ser apontado a dois minutos do termo do tempo regulamentar. Desde a 4.ª jornada que não tínhamos um guia com dois pontos de vantagem.

Outra nota de realce vai para o Mortágua, que, mostrando muito mais do que a classificação que ocupa poderia fazer supor, dominou, praticamente desde início, o encontro em Tomar. Tal como sucedera na partida com o Marinhense, os unionistas tiveram uma má entrada, sem conseguir “pegar no jogo”, perante a iniciativa contrária, com a formação forasteira sempre mais dinâmica. Marcando cedo, ainda antes dos dez minutos, o que viria a ser o único tento, os visitantes estiveram mais perto de poder ampliar a vantagem do que o União de chegar ao empate.

Deverá, ainda, atentar-se que, antes da (invulgar) “débacle” sofrida nos derradeiros minutos, o Mortágua tinha chegado já ao final do tempo regulamentar a ganhar por 3-1 na Sertã, tendo, no feriado de 1 de Novembro, imposto um nulo ao então líder, Alverca “B”.

Num confronto entre os dois clubes que, em anos recentes, militaram em escalão superior (“Liga 3”), uma equipa do Fontinhas, com um desempenho algo irregular neste primeiro terço do campeonato, derrotou um dos candidatos à subida de divisão, U. Santarém (que sofreu segundo desaire sucessivo), por 3-2. Numa partida renhida, os açorianos estiveram sempre em vantagem, pese embora os escalabitanos ainda tenham conseguido restabelecer a igualdade por duas vezes.

Surpresa – Para além da imprevista derrota dos tomarenses, foi também, de alguma forma, surpreendente o desfecho do embate entre o V. Sernache (3.º classificado) e o Gouveia (último), que saldou numa igualdade a uma bola, com a particularidade de os dois golos terem sido apontados nos dez minutos iniciais: a equipa da Serra marcou ao segundo minuto; os donos da casa empataram logo de seguida.

Confirmações – Nas restantes duas partidas partidas, envolvendo formações com aspirações a lugares na parte superior da tabela, registaram-se outros tantos expectáveis empates: 1-1 no Rabo de Peixe-Marinhense (terceira igualdade consecutiva do conjunto açoriano), também com a singularidade de os dois golos terem sido obtidos num curto espaço de quatro minutos, entre os 27 e os 31; e 0-0 no Sertanense-Alverca “B”, na quarta vez (em cinco jogos dos ribatejanos em terreno alheio) em que o nulo subsistiu até final.

I Divisão Distrital – Numa jornada (também a 9.ª) em que os emblemas teoricamente favoritos se impuseram, portanto, sem especiais surpresas a assinalar, a principal nota de destaque vai para a série, já de sete vitórias consecutivas, que o líder, Fátima, leva em curso, tendo ido ganhar, a um reduto bastante difícil, ao Torres Novas, por tangencial 1-0, com um tento de um dos líderes da tabela de melhores marcadores da prova, Cristiano Aniceto.

O Ferreira do Zêzere reagiu da melhor forma ao desaire sofrido, no feriado, nas Fazendas de Almeirim, indo vencer a Amiais de Baixo por 3-1, confirmando que o Amiense está, esta época, muito distante do nível que atingiu no campeonato anterior, para já em modesta 13.ª posição.

O Samora Correia obteve também um notável triunfo, em Salvaterra de Magos, por 2-1, com o golo decisivo a ser apontado, na conversão de uma grande penalidade, já em período de compensação, numa tarde em que os samorenses terminaram o desafio reduzidos a oito elementos (tendo chegado ao tento da vitória quando jogavam já com dois homens a menos)!

O Abrantes e Benfica, vencedor em Mação, por 1-0, completa (a par dos ferreirenses e da turma de Samora) o trio de perseguidores do comandante, todos apenas a dois pontos, num campeonato que parece apresentar-se bastante desnivelado, especialmente entre as seis / oito equipas da frente e as cinco da cauda da tabela.

Depois de ter perdido em Fátima por claro 3-0, o Coruchense aplicou a mesma marca frente ao Cartaxo; enquanto o Alcanenense obteve também importante vitória (2-1) na Moçarria, marcando igualmente o golo determinante em tempo de compensação. O Fazendense não teve dificuldades para bater, em terreno alheio, o Vasco da Gama, por 3-1.

Assinala-se, por fim, o inusitado “placard” (4-4) verificado no At. Ouriense-Forense, depois de os visitantes terem chegado a dispor de vantagem de 3-0, e de 4-1, a vinte minutos do termo.

II Divisão Distrital – U. Atalaiense (mesmo não tendo ido além do empate a um golo nos Riachos) e Tramagal (ganhando 2-0 na Ortiga, sendo o único clube só com vitórias) são, para já, as duas equipas a salientar, liderando as respectivas séries.

O Entroncamento AC, depois de um arranque deveras afirmativo (com duas goleadas por “chapa” 9), foi derrotado por categórico 3-0 pelo Espinheirense, com quem reparte a 2.ª posição, a três pontos da U. Atalaiense. Muito surpreendente foi a goleada (6-1) do At. Pernes ao U. Almeirim.

Na série mais a Sul tudo está ainda muito embrulhado, após as três rondas iniciais: Pontével e Glória do Ribatejo somam seis pontos; Marinhais (vencendo por 3-0 no “derby” com o Porto Alto) e Benavente, ambos com cinco; e Porto Alto e Paço dos Negros, com quatro pontos.

Antevisão – Na 10.ª jornada do Campeonato de Portugal as atenções estarão focadas, principalmente, no U. Santarém-Rabo de Peixe, B. C. Branco-V. Sernache e Marinhense-Lusitânia, enquanto o U. Tomar terá uma difícil deslocação a Alverca.

Na I Divisão Distrital, realce para os seguintes encontros: Fátima-Amiense, Fazendense-Mação e Alcanenense-Coruchense. No escalão secundário, destaque para o Glória do Ribatejo-Benavente, U. Atalaiense-Espinheirense, Entroncamento AC-Águias Alpiarça e Tramagal-Pego.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Novembro de 2023)

12 Novembro, 2023 at 11:00 am Deixe um comentário

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