Posts filed under ‘Sociedade’
Eleições europeias – Leituras (IV)
-
Europeias (24) – Dez temas para debate, por Pedro Correia, no Delito de Opinião
-
Voltei, ainda mais federalista, do Café Nicola, por Duarte Calvão, no Risco Contínuo
-
Nicola, por João Galamba, no Jugular
-
One Man Show, por Tiago Moreira Ramalho, no Corta-Fitas
Cem anos do futebol em Torres Novas

A pretexto da primeira demonstração de futebol realizada em Torres Novas de que há registo histórico – a 15 de Abril de 1909 – João Carlos Lopes escreveu um livro (“Cem anos do futebol em Torres Novas”), pequeno em dimensão, mas que vale bem a pena ser lido e estudado, dada a dimensão sociológica e sócio-política com que é abordada a génese e desenvolvimento dos diversos clubes locais nos primórdios deste complexo fenómeno de massas em que se tornou o futebol, evoluindo – no que constitui um interessante traço da história do futebol português e da sua afirmação – a partir de um início elitista para um cariz popular… ou, no caso concreto, desde os militares (associados à Escola de Cavalaria), até aos operários.
Nele são afloradas questões pertinentes, de que é exemplo o declínio dos clubes representativos de grandes concentrações operárias (Setúbal, Barreiro), ou de cidades industriais do centro e sul do país, de mais pequena escala (Marinha Grande, Tomar, Olhão e Tramagal), no período pós-revolução – curiosamente, e de forma algo excepcional, uma tendência estrutural ontem mesmo “contrariada” pelo Olhanense, conseguindo, 34 anos depois, o regresso ao principal escalão do futebol português.
Ou vicissitudes tão comezinhas como a falta de um espaço para a prática da modalidade, que originou que não houvesse futebol de competição oficial em Torres Novas ao longo de mais de 10 anos, de 1934 a 1945.
Com curiosidades históricas dignas de menção, como a saga da (não) autorização para o corte de (uns poucos) eucaliptos, que levaria à mencionada suspensão da prática futebolística, ou a alteração das cores aquando da refundação do Clube Desportivo de Torres Novas, que, por motivos relacionados com a apropriação política pelo regime, obrigou à mudança do vermelho (cor do clube originário, Torres Novas Futebol Clube) para o amarelo…
E, também, necessariamente, com espaço para as inevitáveis rivalidades regionais, primeiro com o Tramagal, logo de seguida com o Sporting e União de Tomar – com cerca de uma centena de derbies disputados entre os 2 clubes neste período de 100 anos -, e também com os clubes da capital do distrito, Santarém.
Ou, ainda, para os maiores ídolos locais: Carlos Torres e José Torres, o “Bom Gigante”; assim como a referência a um Presidente cujo nome se confunde com a história do clube, cujos destinos dirigiu num período que cruza três décadas, desde 1945 a 1966, emprestando mesmo a actual identidade ao Estádio de Torres Novas: Dr. António Alves Vieira.
Uma iniciativa que constitui um exemplo a seguir, contribuindo para a indispensável preservação e enriquecimento da nossa memória colectiva.
Aguarda-se com expectativa o segundo volume, que cobrirá o período a partir do início da segunda metade do século passado.
Parlamento debate relatório sobre petição contra Acordo Ortográfico
A Assembleia da República debate na próxima quarta-feira o relatório da Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura relativo à petição contra o Acordo Ortográfico, a qual reune já mais de 113 000 subscritores.
Este relatório, divulgado no dia 13 de Abril, recomenda que o plenário deve “apreciar” a petição contra o Acordo Ortográfico, tendo em consideração que «o Acordo Ortográfico enferma de vícios susceptíveis de gerarem a sua patente inconstitucionalidade», solicitando à Assembleia da República que «tome, adopte ou proponha as medidas julgadas necessárias».
(via Público)
Lançamento dos “novos olhos” no Universo – Herschel e Planck

(via El País / a ler também no Público)
A acompanhar aqui, na European Space Agency.
Eleições Parlamento Europeu – Anúncio (II)
P. S. E, ainda, um outro anúncio “contra a abstenção”, emanado do Governo francês.
Eleições Parlamento Europeu – Anúncio (I)
http://www.europarltv.europa.eu/swf/EmbedPlayer.swf?autoplay=off&cid=3c3772b0-aff8-442b-b5f1-bbc1ca5a43bf&loop=off&startVolume=medium&lang=pt&showBottom=on&vid=3aa717a9-86c7-48b6-af0d-3046a364b605&bitrate=512&showTitle=on&
(via)
Eleições europeias – Leituras (III)
- “O que muda com Lisboa“, por Henrique Burnay, no novo blogue “Bruxelas“
- “Internet e liberdade em debate no Parlamento Europeu“, por Renato Soeiro, no Sem Muros
- “Internet sob controlo“, por Jonasnuts
- “Europeus de boca“, por João Gonçalves (Portugal dos Pequeninos)
- “PSD pode vencer Europeias“, por Nuno Gouveia (Cachimbo de Magritte)
- “Parlamento Europeu: vitória da liberdade e do direito dos utilizadores de Internet” (Renato Soeiro)
200 anos de jornais diários em Portugal – Diário Lisbonense
A 1 de Maio de 1809, surgia o Diário Lisbonense, primeiro jornal diário em Portugal, fundado por Estevão Brocard, impresso na Impressão Régia em Lisboa. A sua publicação perduraria até 31 de Maio de 1813.
Os primeiros diários
[…] Mas o acontecimento mais notável, que constitui um marco na história do nosso jornalismo, é o aparecimento dos primeiros quotidianos.
O primeiro periódico português publicado diariamente foi o Diário Lisbonense, fundado por Estêvão Brocard, cujo primeiro número apareceu a uma segunda-feira, 1 de Maio de 1809 (o último número foi em 31 de Maio de 1813), impresso em Lisboa, na Impressão Régia, «com licença»; no final do primeiro número publicava o seguinte «Aviso»: «Continua a sair todos os dias uma folha igual, à excepção dos domingos e dias santos de guarda: vende-se na loja da Gazeta, e seu preço 20 réis.» Depois, a Gazeta de Lisboa, de trissemanal (saía às terças, sextas e sábados), passou a diária (a partir do dia 14 de Junho do mesmo ano de 1809). Poucos meses mais tarde, em Setembro, precisamente no dia 1, foram fundados nada menos que três jornais diários: O Mensageiro, Novo Diário de Lisboa e Journal de Lisboa (sic), todos saídos da Impressão Régia.
Apesar de alguns destes jornais terem vida relativamente efémera (como excepção, além da Gazeta de Lisboa, apenas o Diário Lisbonense, que durou cerca de 4 anos), não deixa de parecer significativo o facto de, no curto espaço de 4 meses, se fundarem no reino 5 quotidianos.
[…]
Em 18 de Abril de 1835 foi fundado O Açoriano Oriental, que ainda hoje existe, sendo assim o mais antigo jornal português e também o segundo mais antigo da Europa, depois do Daily Mail.
[…] Esta foi também a intenção de Eduardo Coelho ao fundar, em 1 de Janeiro de 1865, o Diário de Notícias, jornal popular, de preço (10 réis) e estilo ao alcance de todos, moldado no jornal de 5 cêntimos parisiense, essencialmente noticioso e sem filiação partidária.
[…]
Desta maneira, vemos desenvolver-se no nosso país, em 1865, a Imprensa preponderantemente noticiosa, que se opõe à Imprensa preponderantemente de opinião. Estava lançada a trave mestra do jornalismo contemporâneo: a informação, como sua principal preocupação e objectivo.
“História da Imprensa Periódica Portuguesa”, José Tengarrinha, 2º edição, 1989, pp. 57 e 59 e 145 e 215
Com esta série de 5 textos, aqui se completa a evocação dos primórdios do jornalismo e dos jornais em Portugal, comemorando os 200 anos – que se completam amanhã – da publicação do primeiro jornal diário português, o “Diário Lisbonense”.





