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Discurso de vitória de José Sócrates
«O PS teve uma extraordinária vitória eleitoral… O povo falou e falou bem claro. O PS foi de novo escolhido para governar Portugal. E foi escolhido sem nenhuma ambiguidade. A vontade do povo é que o PS continue a governar Portugal. Esta é uma grande vitória do PS.
Quero em meu nome pessoal e em nome de todos os socialistas agradecer a todos os portugueses que confiaram, uma vez mais, no PS. E quero dizer que tudo farei, que tudo faremos, para estar à altura dessa confiança. Esta confiança foi uma confiança renovada, e em circunstâncias muito difíceis e muito exigentes.
Agradeço a todos os militantes, que por todo o país se envolveram e fizeram desta campanha uma campanha vibrante, com alegria, com muita mobilização. Esta vitória é uma vitória de todos. Quero saudar especialmente os jovens da JS, que se bateram pelo futuro do país. Quero também saudar os voluntários do PS, independentes, e que com exemplar empenhamento cívico se juntaram a nós. Muito obrigado!
Quero saudar também os muitos cidadãos independentes que ajudaram a fazer do PS e do seu projecto um grande espaço de cidadania. A abertura do PS não foi nunca uma simples estratégia eleitoral. Ela veio para ficar. Continuaremos a contar com o vosso contributo.
O povo português valorizou esta atitude, de quem não se candidatou contra ninguém… e de quem se empenhou em mobilizar os portugueses.
Esta vitória foi também a vitória da decência e da elevação na política.
Foi a vitória de um programa político de reformas, de quem quer construir um futuro melhor para o país.
Quero saudar democraticamente os líderes dos outros partidos concorrentes e quero saudar os deputados eleitos para a nova Assembleia da República.
Quero também saudar todos os portugueses que votaram noutros partidos, e a esses, garantir que o PS governará para todos. O PS governará em nome do interesse geral e do interesse do país. Os resultados são também uma importante vitória da nossa democracia.
A participação eleitoral mostra que a democracia portuguesa respira bem e dá sinais de vitalidade.
O PS assumirá democraticamente a responsabilidade que o povo lhe atribuiu; com base no nosso programa eleitoral, que foi aprovado pelos portugueses.»
Deputados eleitos por círculo eleitoral
2009 2005
PS PSD CDS BE CDU PS PSD CDS BE CDU Lisboa 19 13 5 5 5 23 12 4 4 5 Porto 18 12 4 3 2 20 12 2 2 2 Braga 9 6 2 1 1 9 7 1 - 1 Setúbal 7 3 1 2 4 8 3 1 2 3 Aveiro 6 7 2 1 - 8 6 1 - - Leiria 4 4 1 1 - 4 5 1 - - Santarém 4 3 1 1 1 6 3 - - 1 Coimbra 4 4 1 1 - 6 4 - - - Viseu 4 4 1 - - 4 4 1 - - Faro 3 3 1 1 - 6 2 - - - V. Castelo 3 2 1 - - 3 2 1 - - Madeira 1 4 1 - - 3 3 - - - Vila Real 2 3 - - - 3 2 - - - Açores 3 2 - - - 3 2 - - - C. Branco 2 2 - - - 4 1 - - - Guarda 2 2 - - - 2 2 - - - Bragança 1 2 - - - 2 2 - - - Évora 1 1 - - 1 2 - - - 1 Beja 2 - - - 1 2 - - - 1 Portalegre 1 1 - - - 2 - - - - F. Europa - - - - - - 2 - - - Europa - - - - - 1 1 - - - 96 78 21 16 15 121 75 12 8 14
Sondagens às 20h00
20h00 – Projecções de resultados, de acordo com as sondagens:
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RTP (%) 36,0-40,0 25,0-29,0 9,0-12,0 8,5-11,5 7,0-10,0 RTP (Dep.) 102-106 69-73 20-23 18-21 14-16 SIC (%) 36,2-40,4 26,9-30,7 9,0-11,2 7,7-9,9 6,5-8,7 SIC (Dep.) 99-103 74-77 18-20 15-17 13-15 TVI (%) 36,0-40,0 26,3-30,3 8,5-11,5 8,6-11,6 6,0-9,0 TVI (Dep.) 97-111 69-80 18-22 16-22 10-15
Eu votei no Luís Monteiro
Pouco depois do início desta “corrida à Antárctida” (em Junho), votei no Luís Monteiro, dando o meu pequeno contributo para que possa realizar este seu sonho.
Liderando destacadamente esta competição desde o seu começo, Luís Monteiro vê-se – quando faltam apenas 3 dias para o termo desta “maratona” de quase 4 meses – ameaçado por uma concorrente estado-unidense (que conseguiu angariar cerca de 4 000 votos nos últimos dois dias!).
Vamos ajudar o Luís a chegar à Antárctida! Não custa nada: basta apenas seguir as instruções (1 mail = 1 voto) e confiar-lhe o seu voto…
Declaração de voto
Não sendo este um espaço de cariz eminentemente político (longe disso!), não é contudo apolítico.
Desde a criação deste blogue, há mais de 6 anos, aqui tenho deixado expressas as minhas ideias, convicções e opções. Faço-o agora uma vez mais.
Escrevi hoje, em resenha a propósito das eleições de 2005, sobre uma “campanha (pouco) alegre”, naturalmente pouco clarificadora e do crescente desencanto generalizado perante a “política” e os políticos.
A campanha eleitoral para as eleições de Domingo – sistematicamente pela negativa, repleta de casos e questiúnculas – terá contribuído, infelizmente, para um acentuar de tal desencanto. Em consequência, uma significativa taxa de abstenção, a par de um forte crescendo de votos nulos e brancos, são mais que esperados.
Ao longo dos seus cerca de 4 anos e meio de mandato, nunca antes um Governo (e, em especial, o seu Primeiro-Ministro) tinha sido – na era da Democracia – alvo de tanto escrutínio, de tanta acrimónia, de tanta difamação, de tantos ataques ao carácter de uma pessoa.
Justos ou injustos – talvez (provavelmente…) nunca o venhamos a saber cabalmente -, a verdade é que foi confrangedora a incapacidade da oposição, e em especial, de quem mais responsabilidades tinha, o PSD e a sua liderança, em apresentar alternativas, opções, muito menos um leve sinal de qualquer rumo estratégico, que não o mero desfazer em tudo o que de bom ou menos bom fora feito.
Perante esta conjuntura, é difícil compreender a inépcia da oposição em – como tudo parece indiciar – ser capaz de vencer estas eleições.
Entre o conhecido – com os seus defeitos e virtudes, com inegáveis resultados práticos, mensuráveis, “para o bem e para o mal” – e o desconhecido, não poderia nunca, muito menos nas actuais circunstâncias, optar por uma aposta no (neste) desconhecido.
Depois de ter votado MEP nas eleições europeias (e, já agora, Manuel Alegre, nas presidenciais) – e não obstante considerar que o MEP é composto por pessoas com muito valor e que merece a oportunidade de se fazer representar no Parlamento, de dispor de uma voz que possa trazer algo de novo à (forma de estar na) política portuguesa -, porque o que está em causa nestas eleições é muito importante, de forma a proporcionar a formação de um Governo que possa exercer o seu mandato com um mínimo de estabilidade, e de evitar a ingovernabilidade que faria com que Portugal ficasse em suspenso até novas eleições, o meu voto no Domingo é no PS.
Eleições Assembleia da República – 2005 (II)
Apesar da “campanha (pouco) alegre” a que então se assistiu – centrada em rumores sobre a vida privada de José Sócrates, que a classificaria mesmo de «campanha indigna» -, naturalmente pouco clarificadora; não obstante o desencanto generalizado perante a “política” e os políticos, os portugueses mobilizaram-se, votaram e decidiram conferir uma maioria absoluta ao Partido Socialista.
A maior vitória de sempre do partido (com 45 % dos votos e um total de 121 deputados), alcançando finalmente (após 30 anos de democracia!) a maioria absoluta, coincidindo igualmente com a maior votação dos partidos de esquerda (cerca de 60 %) e, paralelamente, a mais severa derrota eleitoral dos partidos de direita e centro-direita (com um total de apenas cerca de 37 % dos votos), capitalizando os anseios dos portugueses de esperança e de abandono do pessimismo, tirando partido das palavras de ordem da campanha de José Sócrates: “Mudança / Confiança / Estabilidade”.
No rescaldo da própria noite eleitoral, Paulo Portas anunciava a sua demissão de líder do CDS-PP, não só por ter ficado aquém do seu objectivo declarado (uma percentagem expressa por via de “dois dígitos”, ou seja, um mínimo de 10 % – atingiria apenas 7,2 %, perdendo dois eleitos, ficando reduzido a 12 deputados), mas também como “protesto” pela “ameaça” traduzida pelo significativo crescimento do Bloco de Esquerda (ultrapassando os 6 % e ampliando a sua representação parlamentar, de 2 para 8 deputados).
Também Santana Lopes viria a ser – pouco tempo depois (a 10 de Abril de 2005) – substituído na liderança do PSD, assumida por Luís Marques Mendes, vencedor das eleições internas, face a Luís Filipe Menezes.
A CDU, com 7,5 %, elegendo 14 representantes parlamentares, subia ligeiramente, face aos 6,9 % alcançados em 2002, ocasião em que elegera apenas 12 deputados; trocando de posições com o CDS-PP, não deixaria de “reclamar vitória”.
No imediato, as intervenções de responsáveis da CDU, do Bloco de Esquerda e de comentadores como Marcelo Rebelo de Sousa ou António Barreto, não deixavam grandes margens para dúvidas… o “estado de graça” do novo Governo seria muito limitado…
PS – 2.588.312 (45,03%) – 121 deputados
PPD/PSD – 1.653.425 (28,77%) – 75 deputados
PCP-PEV-CDU – 433.369 (7,54%) – 14 deputados
CDS-PP – 416.415 (7,24%) – 12 deputados
B.E. – 364.971 (6,35%) – 8 deputados
PCTP/MRPP – 48.186 (0,84%)
PND – 40.358 (0,70%)
PH – 17.056 (0,30%)
PNR – 9.374 (0,16%)
POUS – 5.535 (0,10%)
PDA – 1.618 (0,03%)
Inscritos – 8.944.508
Votantes – 5.747.834 – 64,26%
Abstenções – 3.196.674 – 35,74%
Fonte: CNE
(também publicado no blogue “Eleições 2009“, do Público)
Eleições Assembleia da República – 2005 (I)
A 29 de Junho de 2004, o Primeiro-Ministro de Portugal, Durão Barroso, anunciava ao país a sua intenção de aceitar o convite para presidir à Comissão Europeia, substituindo o italiano Romano Prodi: «Nenhum líder se deve furtar a dar o seu contributo para uma União Europeia mais forte e mais justa», e, mais adiante, «Portugal deve muito à Europa e, quando esta pede o contributo do país, não se deve dizer não». Horas depois, era oficialmente indigitado pelos líderes europeus. Veria a sua eleição confirmada pelo Parlamento Europeu a 22 de Julho.
Em paralelo, com o abandono das suas funções de líder do Governo, abria-se automaticamente uma crise política em Portugal, colocando sobre o Presidente da República, Jorge Sampaio, a pressão da mais difícil decisão do seu consulado.
A 9 de Julho, depois de inúmeras audiências com os seus Conselheiros no Conselho de Estado, de alguma forma procurando preservar a sua isenção e imparcialidade – e isto numa fase em que se aproximava já do termo do seu segundo mandato, o que não lhe permitia equacionar a reeleição -, o Presidente da República, considerando que a maioria parlamentar (PSD / CDS) daria garantias de estabilidade e de manutenção das políticas até então seguidas pelo Executivo dirigido por Durão Barroso, acabaria por optar pelo convite ao PSD para formar novo Governo, com Pedro Santana Lopes (vice-presidente do PSD, eleito Presidente em Conselho Nacional, com 98 votos a favor e 3 contra) a assumir o cargo de Primeiro-Ministro. Por discordar desta opção, Ferro Rodrigues anunciava de imediato a sua demissão da liderança do PS.
Quatro dias depois, numa decisão «muito ponderada», o esperado sucessor de Ferro Rodrigues na direcção do PS, António Vitorino, justificava a sua renúncia a essa candidatura: «Há coisas que eu acho que sei fazer. Há coisas que com humildade reconheço que, ou não sei, ou não tenho a motivação para fazer».
Perfilar-se-iam então três candidatos à liderança do PS; a 25 de Setembro, José Sócrates era eleito secretáro-geral do Partido Socialista, com cerca de 80 % dos votos, vencendo Manuel Alegre (cerca de 16 %) e João Soares (apenas 4 %). No momento da sua eleição, José Sócrates anunciava o propósito de «liderar a mudança política em Portugal».
A 6 de Outubro, na sequência de uma intervenção do Ministro Rui Gomes da Silva, contestando o perfil da intervenção televisiva semanal de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI (“sem contraditório”) e de uma reunião com o Presidente da televisão (Miguel Paes do Amaral), o Professor, alegando ter sofrido pressões, considerou que não estavam reunidas as condições para a continuidade do programa.
Santana Lopes seria quase unanimente aclamado líder do PSD, no Congresso do partido, realizado em Barcelos de 12 a 14 de Novembro.
Todavia, e contrariamente ao pressuposto por Jorge Sampaio, nomeadamente em termos de manutenção da estabilidade política, o novo Governo não escaparia ao condicionamento e espartilho da necessidade de “agradar” aos portugueses numa perspectiva de curto prazo; acabaria por não resistir à “espada de Dâmocles” que sobre ele impendia: a ameça da dissolução da Assembleia da República e da convocação de eleições concretizar-se-ia a 30 de Novembro, após um brevíssimo mandato de apenas 4 meses, com as eleições a serem agendadas para 20 de Fevereiro de 2005. Confirmava-se que, na conjuntura política e económica portuguesa da época, um Governo chefiado por um Primeiro-Ministro “indigitado” no seio de um partido, seria um Governo a (curto) prazo.
Com uma actuação errática, sem uma linha de rumo definida ou orientação estratégica, entrando em contradição com os seus ministros, Pedro Santana Lopes acabaria por provocar o afastamento das principais figuras do seu próprio partido. Ficaria célebre a afirmação de Cavaco Silva, recuperando a “Lei de Gresham”, referindo que «a má moeda expulsa a boa moeda», fazendo um paralelismo com a expulsão dos bons políticos de “circulação” (do sistema político-partidário) por parte dos maus políticos.
Não obstante a dissolução do Parlamento, mantendo-se em funções, o Governo assistiria ainda a uma “estranha” aprovação de um Orçamento para o ano de 2005; acabaria por demitir-se poucos dias depois, a 11 de Dezembro… três dias antes de se anunciar uma inédita “coligação de partidos separados”, ou o primeiro “divórcio” em que os “divorciados” marcavam, desde logo, uma nova “data de casamento”; por razões de táctica eleitoral, o PSD e o CDS-PP entenderam apresentar-se às eleições em listas separadas, ao mesmo tempo que assinavam um putativo “protocolo de governo” para o dia imediato às eleições…
Eleições Assembleia da República – 2002 (II)
A 17 de Março de 2002, numas eleições inesperadamente provocadas pela demissão de António Guterres, os portugueses hesitaram e – ainda que tenha havido uma natural “viragem política” – repartiram os seus votos de forma mais “equitativa” entre os dois maiores partidos.
O PSD, sob a liderança de Durão Barroso, alcançava 40 % dos votos, elegendo 105 deputados, a melhor votação do partido à excepção das maiorias absolutas de Cavaco de 1987 e 1991.
Ficando todavia aquém das expectativas próprias, não atingindo a maioria absoluta (a cerca de 5 % dos votos de “distância”) – e apesar de Durão Barroso tanto ter contestado a formação de uma coligação de direita, com um ataque persistente ao CDS e respectivo líder durante a campanha eleitoral – ver-se-ia, algo “ironicamente”, beneficiando da formação de uma maioria parlamentar de centro-direita, obrigado a ter de optar por essa fórmula governamental.
Aguardando pacientemente o desgaste do Governo e a degradação da popularidade de Guterres, cumpria finalmente a profecia de que “sabia que ia ser Primeiro-Ministro, só não sabia quando”, apesar de não ter sido capaz de transmitir uma imagem de confiança suficiente para uma vitória mais clara e inequívoca.
O PS, agora dirigido por Ferro Rodrigues – não obstante ainda algo abalado por um súbito processo de transição de liderança – ficando próximo dos 38 % (obtendo uma percentagem similar à de 1975), conseguia um resultado que apenas António Guterres superara (em 1995 e 1999); passava a dispor de 96 deputados, a curta distância do PSD.
O CDS-PP, com uma muito ligeira evolução, de 8,3 % para 8,7 % – traduzindo-se mesmo num decréscimo de 15 para 14 deputados – beneficiava da configuração dos resultados (o facto de o PSD não alcançar a maioria absoluta) para se afirmar como o partido mais vitorioso, não só ultrapassando a CDU, mas também, e principalmente, porque o voto popular vinha “impor” uma “nova AD”: cerca de 20 anos depois, o CDS, pela mão de Paulo Portas – afirmando-se como parceiro imprescindível para uma maioria parlamentar – regressava ao Governo.
A CDU (PCP-PEV), sem capacidade interna de renovação, não conseguia travar a (aparentemente) irreversível tendência de queda, descendo de 9 % para (ligeiramente) menos de 7 %, no seu pior resultado de sempre; passava de 17 deputados para apenas 12; o PCP, com os seus 10 representantes – apenas conseguindo eleger deputados em 6 dos 22 círculos eleitorais, vendo a sua “influência” cada vez mais circunscrita –, passava a ter uma representação parlamentar pouco mais que “marginal”.
O Bloco de Esquerda, continuando a beneficiar do voto (sub)urbano, subia de 2,4 % para 2,7 %, somando aos 2 eleitos por Lisboa, 1 deputado no Porto.
Embora muitos vaticinassem uma vida curta à coligação governamental, ela foi sobrevivendo… até ao dia em que Durão Barroso decidiu aceitar o convite para “emigrar” de novo, designado para Presidente da Comissão Europeia.
PPD/PSD – 2.200.765 (40,21%) – 105 deputados
PS – 2.068.584 (37,79%) – 96 deputados
CDS-PP – 477.350 (8,72%) – 14 deputados
PCP-PEV-CDU – 379.870 (6,94%) – 12 deputados
B.E. – 149.966 (2,74%) – 3 deputados
PCTP/MRPP – 36.193 (0,66%)
MPT – 15.540 (0,28%)
PPM – 12.398 (0,23%)
PH – 11.472 (0,21%)
PNR – 4.712 (0,09%)
POUS – 4.316 (0,08%)
B.E.-UDP – 3.911 (0,07%)
Inscritos – 8.902.713
Votantes – 5.473.655 – 61,48%
Abstenções – 3.429.058 – 38,52%
Fonte: CNE
(também publicado no blogue “Eleições 2009“, do Público)
RTP (%) 36,0-40,0 25,0-29,0 9,0-12,0 8,5-11,5 7,0-10,0
RTP (Dep.) 102-106 69-73 20-23 18-21 14-16
SIC (%) 36,2-40,4 26,9-30,7 9,0-11,2 7,7-9,9 6,5-8,7
SIC (Dep.) 99-103 74-77 18-20 15-17 13-15
TVI (%) 36,0-40,0 26,3-30,3 8,5-11,5 8,6-11,6 6,0-9,0
TVI (Dep.) 97-111 69-80 18-22 16-22 10-15




