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Resultados vs. projecções
Numa primeira análise dos resultados, ainda muito “a quente”, e de forma bastante sintética, diria que não houve grandes surpresas, uma vez que o desfecho era de alguma forma previsível; a título de curiosidade, indico abaixo uma comparação entre as projecções que aqui tinha apresentado na sexta-feira e os resultados finais apurados:
- No que respeita a votação, e relativamente à projecção de 37 % para o PSD, 30 % para o PS, 12 % para o CDS, 8 % para a CDU e 6 % para o BE; constata-se portanto que o PSD regista mais 1,6 %, o PS menos 2 %, o BE menos 1 %, ficando o CDS e CDU dentro das percentagens estimadas.
- A nível de deputados, a minha projecção apontava para os seguintes números (excluindo emigração): PSD, 99; PS, 78; CDS, 24; CDU, 15; BE, 10. Verifica-se portanto que o PSD elegeu mais 6 deputados; o PS menos 5; a CDU mais 1; o BE menos 2; tendo acertado precisamente no número de deputados do CDS.
- Em termos de círculos eleitorais, a comparação entre os resultados apurados no que respeita a deputados eleitos e as projecções resumem-se da seguinte forma: correspondência total nos círculos de Aveiro, Leiria, Viseu, Viana do Castelo, Madeira, Vila Real, Açores, Castelo Branco, Bragança, Évora, Beja e Portalegre; diferenças nos círculos eleitorais de Lisboa (mais 1 deputado para o PSD; menos 2 para o PS); Porto e Guarda (mais 1 deputado para o PSD; menos 1 para o PS); Braga (menos 1 deputado para o BE); Setúbal, Santarém e Coimbra (mais 1 deputado para o PSD); e Faro (menos 1 deputado para o PS; mais 1 para a CDU).
Em relação às projecções anunciadas pelas televisões às 20 horas, dada a amplitude dos intervalos, todas elas acertaram nos resultados finais, com PSD, CDS, CDU e BE a alcançarem resultados mais próximos do limite inferior do intervalo, e o PS mais próximo do limite superior.
As sondagens que foram sendo apresentadas no decurso da campanha eleitoral acabaram por ficar um pouco afastadas dos resultados finais, em meu entender essencialmente devido às datas em que os estudos foram realizados, não conseguindo captar na íntegra a evolução final, nos últimos dias, das tendências que, não obstante, vinham detectando já na segunda semana de campanha.
Resultados Eleições Legislativas – 05.06.2011

(clique na imagem para ampliar – via http://www.legislativas2011.mj.pt/index.html)
2011 2009 PSD PS CDS CDU BE PSD PS CDS CDU BE Lisboa 34,1 27,5 13,8 9,6 5,7 25,1 36,4 11,0 9,9 10,8 Porto 39,1 32,0 10,0 6,2 5,1 29,1 41,8 9,3 5,7 9,2 Braga 40,1 32,9 10,4 4,9 4,2 30,8 41,7 9,7 4,6 7,8 Setúbal 25,2 27,1 12,0 19,7 7,0 16,4 34,0 9,2 20,1 14,0 Aveiro 44,5 25,9 12,9 4,1 5,0 34,6 33,8 13,0 3,8 9,0 Leiria 47,0 20,7 12,8 5,0 5,4 35,0 30,2 12,6 5,1 9,5 Santarém 37,7 25,9 12,3 9,0 5,8 27,0 33,7 11,2 9,3 11,9 Coimbra 40,2 29,2 9,9 6,2 5,8 30,6 37,9 8,7 5,8 10,8 Viseu 48,4 26,7 12,4 2,9 2,9 37,5 34,7 13,4 2,9 6,5 Faro 37,0 23,0 12,7 8,6 8,2 26,2 31,9 10,7 7,8 15,4 V. Castelo 43,6 26,2 13,4 4,9 4,4 31,3 36,3 13,6 4,2 8,6 Madeira 49,4 14,7 13,7 3,7 4,0 48,2 19,5 11,1 4,2 6,1 Vila Real 51,5 29,1 8,7 3,1 2,3 41,1 36,1 10,1 2,9 5,5 Açores 47,4 25,7 12,1 2,5 4,4 35,7 39,7 10,3 2,2 7,3 C. Branco 38,0 34,8 9,6 4,9 4,2 29,7 41,0 8,4 5,1 9,1 Guarda 46,3 28,3 11,2 3,5 3,3 35,6 36,0 11,2 3,3 7,6 Bragança 51,8 26,3 11,1 2,6 2,3 40,6 33,0 12,6 2,4 6,2 Évora 27,5 29,1 8,7 22,1 4,9 19,0 35,0 6,4 22,3 11,1 Beja 23,7 29,8 7,3 25,4 5,2 14,7 34,8 5,7 28,9 10,1 Portalegre 32,5 32,4 10,1 12,8 4,5 23,8 38,3 8,0 12,9 10,8 Total 38,6 28,1 11,7 7,9 5,2 29,1 36,6 10,5 7,9 9,9
Deputados eleitos por círculo eleitoral
2011 2009 PSD PS CDS CDU BE PSD PS CDS CDU BE Lisboa 18 14 7 5 3 13 19 5 5 5 Porto 17 14 4 2 2 12 18 4 2 3 Braga 9 7 2 1 - 6 9 2 1 1 Setúbal 5 5 2 4 1 3 7 1 4 2 Aveiro 8 5 2 - 1 7 6 2 - 1 Leiria 6 3 1 - - 4 4 1 - 1 Santarém 5 3 1 1 - 3 4 1 1 1 Coimbra 5 3 1 - - 4 4 1 - 1 Viseu 5 3 1 - - 4 4 1 - - Faro 4 2 1 1 1 3 3 1 - 1 V. Castelo 3 2 1 - - 2 3 1 - - Madeira 4 1 1 - - 4 1 1 - - Vila Real 3 2 - - - 3 2 - - - Açores 3 2 - - - 2 3 - - - C. Branco 2 2 - - - 2 2 - - - Guarda 3 1 - - - 2 2 - - - Bragança 2 1 - - - 2 1 - - - Évora 1 1 - 1 - 1 1 - 1 - Beja 1 1 - 1 - - 2 - 1 - Portalegre 1 1 - - - 1 1 - - - Europa 1 1 - - - 1 1 - - - F. Europa 2 - - - - 2 - - - - 108 74 24 16 8 81 97 21 15 16
AVEIRO (16)
PSD (8) – António Fernando Couto dos Santos, Luís Filipe Montenegro Cardoso de Morais Esteves, Maria Paula da Graça Cardoso, Ulisses Manuel Brandão Pereira, Amadeu Albertino Marques Soares Albergaria, Carla Maria de Pinho Rodrigues, Bruno Manuel Pereira Coimbra, Paulo César Lima Cavaleiro
PS (5) – Maria Helena dos Santos André, Pedro Nuno de Oliveira Santos, Sérgio Paulo Mendes de Sousa Pinto, Rosa Maria da Silva Bastos da Horta Albernaz, Carlos Filipe de Andrade Neto Brandão
CDS-PP (2) – Paulo Sacadura Cabral Portas, Raul Mário Carvalho Camelo Almeida
BE (1) – Pedro Filipe Gomes Soares
BEJA (3)
PS (1) – Luís António Pita Ameixa
CDU (1) – João Augusto Espadeiro Ramos
PSD (1) – Carlos Manuel Félix Moedas
BRAGA (19)
PSD (9) – Miguel Bento Martins Costa Macedo e Silva, Fernando Mimoso Negrão, Maria Francisca Fernandes de Almeida, Fernando Nuno Fernandes Ribeiro dos Reis, Emídio Guerreiro, Maria Clara Gonçalves Marques Mendes, Jorge Paulo da Silva Oliveira, João Manuel Lobo de Araújo, Maria da Graça Gonçalves da Mota
PS (7) – António José Martins Seguro, António Fernandes da Silva Braga, Maria Gabriela da Silva Ferreira Canavilhas, Luís Miguel Morgado Laranjeiro, Nuno André Araújo dos Santos Reis e Sá, Sónia Ermelinda Matos da Silva Fertuzinhos, Laurentino José Monteiro Castro Dias
CDS-PP (2) – Telmo Augusto Gomes de Noronha Correia, Altino Bernardo Lemos Bessa
CDU (1) – Agostinho Nuno de Azevedo Ferreira Lopes
BRAGANÇA (3)
PSD (2) – Francisco José Pereira de Almeida Viegas, Adão José Fonseca Silva
PS (1) – José Carlos Correia Mota de Andrade
C. BRANCO (4)
PSD (2) – Carlos Henrique da Costa Neves, Carlos Manuel Faia São Martinho Gomes
PS (2) – José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, Fernando Pereira Serrasqueiro
COIMBRA (9)
PSD (5) – José Manuel de Albuquerque Portocarrero Canavarro, Pedro Manuel Tavares Lopes de Andrade Saraiva, Nilza Marília Mouzinho de Sena, Nuno Miguel Pestana Chaves e Castro da Encarnação, Maurício Teixeira Marques
PS (3) – Ana Maria Teodoro Jorge, Mário Manuel Teixeira Guedes Ruivo, João Raul Henriques Sousa Moura Portugal
CDS-PP (1) – João Manuel de Serpa Oliva
ÉVORA (3)
PS (1) – José Carlos das Dores Zorrinho
PSD (1) – Pedro Augusto Lynce de Faria
CDU (1) – João Guilherme Ramos Rosa de Oliveira
FARO (9)
PSD (4) – José Mendes Bota, António Pedro Roque da Visitação Oliveira, Elsa Maria Simas Cordeiro, Cristóvão Duarte Nunes Guerreiro Norte
PS (2) – João Barroso Soares, Miguel João Pisoeiro de Freitas
CDS-PP (1) – Artur José Gomes Rego
CDU (1) – Paulo Miguel de Barros Seara de Sá
BE (1) – Maria Cecília Vicente Duarte Honório
GUARDA (4)
PSD (3) – Manuel Augusto Meirinho Martins, António Carlos Sousa Gomes da Silva Peixoto, Ângela Maria Pinheiro Branquinho Guerra
PS (1) – Paulo Jorge Oliveira Ribeiro de Campos
LEIRIA (10)
PSD (6) – Maria Teresa Morais, Fernando Ribeiro Marques, Feliciano José Barreira Duarte, Maria da Conceição Feliciano Antunes Bretts Jardim Pereira, Paulo Jorge Frazão Batista dos Santos, Pedro Alexandre Antunes Faustino Pimpão
PS (3) – Basílio Adolfo Mendonça Horta da Franca, João Paulo Feteira Pedrosa, Maria Odete da Conceição João
CDS-PP (1) – Maria da Assunção Oliveira Cristas Machado da Graça
LISBOA (47)
PSD (18) – Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre, Paula Maria Von Hafe Teixeira da Cruz, Paulo Cardoso Correia da Mota Pinto, José Manuel de Matos Correia, Maria José Pinto da Cunha de Avilez Nogueira Pinto, Maria da Assunção Andrade Esteves, Pedro Augusto Cunha Pinto, António Costa Rodrigues, Ana Sofia Fernandes Bettencourt, Duarte Rogério Matos Ventura Pacheco, José Manuel Marques de Matos Rosa, Joana Catarina Barata Reis Lopes, Carlos Manuel dos Santos Batista da Silva, Hélder António Guerra de Sousa Silva, Odete Maria Loureiro da Silva, António Manuel Pimenta Proa, Sérgio Sousa Lopes Freire de Azevedo, Mónica Sofia do Amaral Pinto Ferro
PS (14) – Eduardo Luiz Barreto Ferro Rodrigues, Alberto Bernardes Costa, Maria de Belém Roseira Martins Coelho Henriques de Pina, Jorge Lacão Costa, Marcos da Cunha e Lorena Perestrello de Vasconcelos, Inês de Saint-Maurice Esteves de Medeiros Victorino de Almeida, Vitalino José Ferreira Prova Canas, Rui Paulo da Silva Soeiro Figueiredo, Isabel de Uma Mayer Alves Moreira, Artur Miguel Claro da Fonseca Mora Coelho, Pedro Manuel Farmhouse Simões Alberto, Maria Antónia Moreno Areias de Almeida Santos, António Ramos Preto, Pedro Filipe Mota Delgado Simões Alves
CDS-PP (7) – Teresa Margarida Figueiredo de Vasconcelos Caeiro, Luís Pedro Russo da Mota Soares, João Guilherme Nobre Prata Fragoso Rebelo, Isabel Maria Mousinho de Almeida Galriça Neto, José Lino Fonseca Ramos, Adolfo Miguel Baptista Mesquita Nunes, Inês Dória Nóbrega Teotónio Pereira Bourbon Ribeiro
CDU (5) – Jerónimo Carvalho de Sousa, Bernardino José Torrão Soares, Rita Rato Araújo Fonseca, José Luís Teixeira Ferreira, Miguel Tiago Crispim Rosado
BE (3) – Francisco Anacleto Louçã, Ana Isabel Drago Lobato, Luís Emídio Lopes Mateus Fazenda
PORTALEGRE (2)
PSD (1) – Cristóvão da Conceição Ventura Crespo
PS (1) – Pedro Manuel Dias de Jesus Marques
PORTO (39)
PSD (17) – José Pedro Correia de Aguiar-Branco, Teresa de Andrade Leal Coelho, Miguel Jorge Reis Antunes Frasquilho, Fernando Virgílio Cabral da Cruz Macedo, Maria José Quintela Ferreira Castelo Branco, Adriano Rafael de Sousa Moreira, Luís Filipe Valenzuela Tavares Menezes Lopes, Margarida Rosa Silva de Almeida, Paulo Miguel da Silva Santos, Luís Álvaro Barbosa de Campos Ferreira, Maria da Conceição Alves dos Santos Bessa Ruão Pinto, Paulo César Rios de Oliveira, Cristóvão Simão Oliveira de Ribeiro, Emília de Fátima Moreira dos Santos, Mário José Magalhães Ferreira, Fernando Luís de Sousa Machado Soares Vales, Andreia Carina Machado da Silva Neto
PS (14) – Francisco José Pereira de Assis Miranda, Alberto de Sousa Martins, Maria Isabel Coelho dos Santos, José Manuel Lello Ribeiro de Almeida, Augusto Ernesto Santos Silva, Ana Paula Mendes Vitorino, Manuel Francisco Pizarro de Sampaio e Castro, Renato Luís de Araújo Forte Sampaio, Maria Isabel Solnado Porto Oneto, Júlio Francisco Miranda Calha, Manuel José de Faria Seabra Monteiro, Luísa Maria Neves Salgueiro, Nuno André Neves de Figueiredo, Fernando Manuel de Jesus
CDS-PP (4) – José Duarte de Almeida Ribeiro e Castro, João Rodrigo Pinho de Almeida, Cecília Felgueiras de Meireles Graça, Michael Lothar Mendes Seufert
CDU (2) – José Honório Faria Gonçalves Novo, Artur Jorge da Silva Machado
BE (2) – João Pedro Furtado da Cunha Semedo, Catarina Soares Martins
SANTARÉM (10)
PSD (5) – Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas, Vasco Manuel Henriques Cunha, Carina João Reis Oliveira, Duarte Filipe Batista de Matos Marques, Nuno Rafael Marona de Carvalho Serra
PS (3) – António Manuel Soares Serrano, Idália Maria Marques Salvador Serrão de Menezes Moniz, João Saldanha de Azevedo Galamba
CDS-PP (1) – Filipe Tiago de Melo Sobral Lobo D’ Ávila
CDU (1) – António Filipe Gaião Rodrigues
SETÚBAL (17)
PS (5) – José António Fonseca Vieira da Silva, Eduardo Arménio Nascimento Cabrita, Eurídice Maria de Sousa Pereira, José Duarte Piteira Rica Silvestre Cordeiro, Ana Catarina Veiga dos Santos Mendonça Mendes
PSD (5) – Maria Luís Casanova Morgado Dias de Albuquerque, Pedro do Ó Barradas de Oliveira Ramos, Bruno Jorge Viegas Vitorino, Maria das Mercês Gomes Borges da Silva Soares, Paulo Jorge Simões Ribeiro
CDU (4) – Francisco José de Almeida Lopes, Paula Alexandra Sobral Guerreiro Santos Barbosa, Heloísa Augusta Baião de Brito Apolónia, Bruno Ramos Dias
CDS-PP (2) – Nuno Miguel Miranda de Magalhães, João Paulo Barros Viegas
BE (1) – Mariana Rosa Aiveca
V. CASTELO (6)
PSD (3) – Carlos Eduardo Almeida de Abreu Amorim, Eduardo Alexandre Ribeiro Gonçalves Teixeira, Rosa Maria Pereira Araújo Arezes
PS (2) – Fernando Medina Maciel Almeida Correia, Jorge Manuel Capela Gonçalves Fão
CDS-PP (1) – Abel Lima Baptista
VILA REAL (5)
PSD (3) – Pedro Manuel Mamede Passos Coelho, Luís Manuel Morais Leite Ramos, Maria Manuela Pereira Tender
PS (2) – Manuel Pedro Silva Pereira, Rui Jorge Cordeiro Gonçalves dos Santos
VISEU (9)
PSD (5) – António Joaquim Almeida Henriques, Arménio dos Santos, Teresa de Jesus Costa Santos, João Carlos Figueiredo Antunes, Pedro Filipe dos Santos Alves
PS (3) – José Adelmo Gouveia Bordalo Junqueiro, Elza Maria Henriques Deus Pais, Acácio Santos da Fonseca Pinto
CDS- PP (1) – José Hélder Amaral
AÇORES (5)
PSD (3) – João Bosco Mota Amaral, Joaquim Carlos Vasconcelos da Ponte, Lídia Maria Bulcão Rosa da Silveira Dutra
PS (2) – Ricardo Manuel de Amaral Rodrigues, Carlos Manuel Pimentel Enes
MADEIRA (6)
PSD (4) – Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim, Guilherme Henrique Valente Rodrigues da Silva, Cláudia Sofia Gomes Monteiro de Aguiar, Manuel Filipe Correia de Jesus
PS (1) – Jacinto Serrão de Freitas
CDS- PP (1) – José Manuel de Sousa Rodrigues
EUROPA (2)
PS (1) – Paulo Alexandre de Carvalho Pisco
PSD (1) – Carlos Alberto Silva Gonçalves
FORA DA EUROPA (2)
PSD (2) – José de Almeida Cesário, Carlos António Páscoa Gonçalves
Vitórias eleitorais
No período pós-25 de Abril, as eleições hoje realizadas corresponderam à 14ª consulta aos portugueses para efeitos de selecção dos membros que integrarão o Parlamento, depois das eleições para a Assembleia Constituinte de 1975 e das eleições para a Assembleia da República de 1976, 1979 (intercalares), 1980, 1983 (antecipadas), 1985 (antecipadas), 1987 (antecipadas), 1991, 1995, 1999, 2002 (antecipadas), 2005 e 2009.
Tratou-se da 7ª vitória do PSD (concorrendo isoladamente ou em coligação): 3 com Cavaco Silva (em 1985, 1987 e 1991); 2 com Sá Carneiro (1979 e 1980); uma com Durão Barroso (2002); e uma com Pedro Passos Coelho (2011). Em perfeita contraposição aos 7 triunfos também alcançados pelo PS: 3 com Mário Soares (em 1975, 1976 e 1983); 2 com António Guterres (1995 e 1999); e 2 com José Sócrates (2005 e 2009).
Depois de Pedro Santana Lopes (2005 – não tendo este sido directamente eleito), José Sócrates torna-se o segundo Primeiro-Ministro cessante a ser derrotado em eleições – Mário Soares fora substituído em 1978 por Governos de iniciativa presidencial; Sá Carneiro falecera em 1980; Mário Soares e Cavaco Silva haviam abdicado em 1985 e 1995 (para se dedicarem às campanhas Presidenciais imediatamente subsequentes, cedendo então as liderança partidárias, respectivamente a Almeida Santos e a Fernando Nogueira); António Guterres e Durão Barroso haviam também abandonado os cargos, não se recandidatando nas eleições de 2002 e 2005, respectivamente.
Sondagens às 20h00
20h00 – Projecções de resultados, de acordo com as sondagens:
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RTP (%) 37,0-42,0 26,0-30,0 11,0-14,0 7,0-9,0 5,0-7,0 RTP (Dep.) 104-114 67-77 22-28 14-18 8-11 SIC (%) 38,3-42,5 25,5-29,7 11,1-13,9 6,8-9,0 4,5-6,7 SIC (Dep.) 102-109 69-77 22-25 15-16 7-10 TVI (%) 37,7-42,5 24,4-28,8 10,1-13,7 6,2-9,4 3,8-7,0 TVI (Dep.) 107-121 64-78 12-28 11-20 4-12
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico – clique na imagem para ver o video de apresentação.
Declaração de voto
«[…] A campanha eleitoral deve ser uma campanha de verdade e de rigor. Ninguém deve prometer aquilo que não poderá ser cumprido. Este não é o tempo de vender ilusões ou falsas utopias. Prometer o impossível – ou esconder o inadiável – seria tentar enganar os Portugueses e explorar o seu descontentamento. Confio na maturidade cívica do nosso povo.
A próxima campanha deve ser sóbria nos meios e esclarecedora nas propostas que cada partido irá fazer ao eleitorado. Estas propostas têm de ser construtivas, realistas e credíveis e a campanha deve decorrer com elevação nas palavras e nas atitudes.
Na situação actual do País, não é admissível que os partidos políticos fomentem um ambiente de crispação que inviabilize, após as eleições, os compromissos imprescindíveis com vista a encontrar uma solução de governo que assegure a estabilidade política, promova a credibilidade de Portugal no plano externo e tenha a capacidade para resolver os graves problemas nacionais.[…]»
(Comunicação do Presidente da República, a 31 de Março de 2011, anunciando a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições legislativas)
Já aqui o escrevi e reitero: este não é um blogue político, o que, naturalmente, não significa que seja apolítico.
Não, esta não foi uma campanha de verdade e rigor (ainda ontem Pacheco Pereira se referia à impossibilidade prática de cumprimento do programa do PSD…).
Não, esta campanha não foi esclarecedora (o plano de ajuda internacional foi prática e objectivamente ocultado aos portugueses pelos três partidos que o subscreveram).
Não, esta campanha – não tendo sido, não obstante, a mais negativa dos últimos anos – não decorreu com elevação nas palavras e nas atitudes.
Procurando ser o mais sintético possível: pelo seu comportamento nos últimos dois anos, e, de forma mais específica, pela sua atitude no processo que conduziu à queda do Governo, e pelo modo como decorreu esta campanha eleitoral, entendo não dever conferir o meu voto a nenhum dos partidos com representação parlamentar:
– A forma como a oposição à esquerda, sem olhar a meios e sem qualquer pudor – não se preocupando sequer em avaliar as consequências internas e externas de tal acto -, se aliou aos rivais à direita para derrubar o Primeiro-Ministro;
– A excessiva e descarada gula revelada pela oposição em chegar ao poder (“tirando o tapete” ao Governo quando sentiu que tinha possibilidades de lhe suceder, depois da caricata cena da fotografia na assinatura do acordo que conduziu à aprovação do Orçamento para 2011), prometendo e querendo negociar cargos ainda antes do voto dos portugueses (chegando ao ponto de acabar por se fazer sentir a imperiosa necessidade de afastar da cena personalidades como Fernando Nobre ou Eduardo Catroga), com PSD e CDS a quererem ultrapassar-se mutuamente, um pela direita (com a referência a um putativo novo referendo sobre o aborto), outro pela esquerda (com as suas preocupações sociais), com recados – e mais, do que isso, verdadeiras agressões – que não deixarão de constituir uma sombra sobre a sua previsível futura aliança de Governo;
– As inacreditáveis trapalhadas de campanha do PSD (chegando a parecer que tudo fazia para não ganhar as eleições), revelando uma aflitiva impreparação para lidar com uma situação grave, de elevada complexidade (culminando com o desabafo de Manuela Ferreira Leite, de que o importante não é saber quem será o Primeiro-Ministro, mas sim afastar – eliminar mesmo (?) -, José Sócrates… que nem na oposição a deixaria tranquila);
– Por fim, a dificuldade revelada pelo PS (bem patente no falso unanimismo que emergiu do seu Congresso, com as não menos caricatas declarações de “amor eterno” ao líder, por parte de António Vitorino e António Costa), e por um notoriamente esgotado José Sócrates, em encontrar alternativas para contornar a situação para a qual Portugal se viu impelido, acabando submerso e impotente pelo “agitado mar de alterosas vagas”, provocado por incapacidades próprias, pela especulação dos mercados, pela irresponsabilidade da oposição (com a hierarquia destes factores ainda por demonstrar), sitiado numa posição em que se vê sem margem de manobra que lhe permitisse poder vir a constituir uma solução viável de Governo, cortadas que foram as pontes com as restantes forças partidárias.
Infelizmente, rememorando os diversos episódios que vivemos nos tempos mais recentes, não estou convicto – antes pelo contrário – que as figuras de maior responsabilidade nestes partidos sejam as mais indicadas na conjuntura actual, ou que tenham a capacidade para inverter o rumo, e conduzir Portugal a um futuro melhor.
O meu voto, singular, vale muito pouco (valendo paradoxalmente, em democracia, tanto como o de qualquer outra pessoa…). No contexto presente, quase nenhuma importância tem, excepto para a minha consciência.
Porque entendo que Portugal precisa de novas ideias, novas políticas, novos actores, entendo que este é o momento, sentindo ser meu dever, nas actuais circunstâncias, dar o (ínfimo) contributo possível para essa renovação.
Apesar da overdose mediática destes últimos dois dias, de entre os partidos sem representação parlamentar, é ao MEP que reconheço mais condições para afirmar uma nova voz no debate político em Portugal. É a ele que, em consciência, vou confiar o meu voto.
Infelizmente, a minha convicção – não será porventura muito difícil antecipá-lo – é a de que acabaremos por ser forçados a ir a votos novamente a não muito longo prazo. Receio que os portugueses – que, necessariamente, são soberanos na sua decisão, tomada tão em consciência quanto a minha – rapidamente venham a experimentar um sentimento de arrependimento em relação à opção pela alternativa de Governo que se perfila.
Método de d’Hondt
A eleição dos 230 deputados à Assembleia da República é feita por via do sistema de representação proporcional de lista, utilizando o método de d’Hondt (concebido nas últimas décadas do século XIX pelo jurista belga Victor d’Hondt), com base em 22 círculos eleitorais.
Nos termos legais em vigor em Portugal, a conversão dos votos em mandatos obedecerá às seguintes regras:
- Apura-se em separado o número de votos recebidos por cada lista no círculo eleitoral respectivo;
- O número de votos apurados por cada lista é dividido, sucessivamente, por, 1, 2, 3, 4, 5, etc., sendo os quocientes alinhados pela ordem decrescente da sua grandeza numa série de tantos termos quantos os mandatos atribuídos ao círculo eleitoral respectivo;
- Os mandatos pertencem às listas a que correspondem os termos da série estabelecida pela regra anterior, recebendo cada uma das listas tantos mandatos quantos os seus termos na série;
- No caso de restar um só mandato para distribuir e de os termos seguintes da série serem iguais e de listas diferentes, o mandato cabe à lista que tiver obtido menor número de votos.
Para efeitos ilustrativos, tomemos como exemplo prático as percentagens (globais) que considerei na minha estimativa de projecção de deputados a eleger, aplicáveis, por exemplo, ao círculo eleitoral de Braga (19 deputados):
| PSD | PS | CDS | CDU | BE | ||||||
| 1 | 37,00 | 1º | 30,00 | 2º | 12,00 | 6º | 8,00 | 9º | 6,00 | 13º |
| 2 | 18,50 | 3º | 15,00 | 4º | 6,00 | 14º | 4,00 | 3,00 | ||
| 3 | 12,33 | 5º | 10,00 | 7º | 4,00 | 2,67 | 2,00 | |||
| 4 | 9,25 | 8º | 7,50 | 10º | 3,00 | |||||
| 5 | 7,40 | 11º | 6,00 | 15º | ||||||
| 6 | 6,17 | 12º | 5,00 | 17º | ||||||
| 7 | 5,28 | 16º | 4,29 | 19º | ||||||
| 8 | 4,63 | 18º | 3,75 | |||||||
| 9 | 4,11 | 3,33 | ||||||||
| 10 | 3,70 |
Neste cenário hipotético – considerando tal círculo eleitoral que correspondesse exactamente às percentagens globais estimadas -, o PSD elegeria 8 deputados, o PS 7, o CDS 2, a CDU e o BE, 1 cada.
O último eleito (19º) seria o 7º deputado do PS; o primeiro não eleito seria o 9º candidato do PSD. Por seu lado – e ainda neste cenário teórico –, a CDU só conseguiria eleger um segundo deputado se o círculo eleitoral em questão tivesse direito a um total de 21 representantes no Parlamento.
Projecção de Deputados a eleger por círculo eleitoral
PSD PS CDS CDU BE TOTAL
Aveiro 8 4,5 2,5 - 1 16
Beja 1 1 - 1 - 3
Braga 8,5 6,5 2 1 1 19
Bragança 2 1 - - - 3
C. Branco 2 2 - - - 4
Coimbra 4 3,5 1 - 0,5 9
Évora 1 1 - 1 - 3
Faro 4 3,5 1 - 0,5 9
Guarda 2 2 - - - 4
Leiria 6 3 1 - - 10
Lisboa 16,5 16 6,5 5 3 47
Portalegre 1 1 - - - 2
Porto 16 15 4 2 2 39
Santarém 4 3,5 1 1 0,5 10
Setúbal 4 5,5 2 4 1,5 17
V. Castelo 3 2 1 - - 6
Vila Real 3,5 1,5 - - - 5
Viseu 5,5 2,5 1 - - 9
Açores 3 2 - - - 5
Madeira 4 1 1 - - 6
Europa 1 1 - - - 2
Fora Europa 2 - - - - 2
Total 102 79 24 15 10 230
Não obstante todas as sondagens apontarem tendências bastante consistentes, prever resultados eleitorais é inevitavelmente um exercício com importante propensão ao erro: é imprevisível o efeito que o nível de abstenção poderá ter sobre as votações dos partidos com eleitorado “menos militante” (no caso específico actual, o do PS); o grau de “voto útil” no PSD em detrimento do CDS; até que ponto o Bloco de Esquerda conseguirá ainda “segurar” eleitorado; são diversas as variáveis de difícil estimativa.
Aceitando correr o risco do erro, as projecções de repartição de deputados por círculo eleitoral que acima indico baseiam-se nas tendências apresentadas por variadas sondagens, com uma ponderação sobre a minha perspectiva nomeadamente de como decorreu a campanha eleitoral, com base nas seguintes percentagens estimadas: PSD, 37 %; PS, 30 %; CDS, 12 %; CDU, 8 %; BE, 6 %.
Há círculos eleitorais em que se afigura manifestamente impossível apontar com razoável certeza a distribuição dos deputados por cada força política; nesses casos, optei por indicar valores intermédios.
O somatório global de deputados de cada partido é, portanto, apenas um valor indicativo; a sua extrapolação não deixa naturalmente de apontar para uma conclusão praticamente inequívoca: PSD e CDS terão maioria absoluta no novo Parlamento.
Assim, se o número médio indicativo de deputados a eleger pelo PSD poderá ser de 102, deverá situar-se, com maior probabilidade, num intervalo entre 100 e 104 deputados.
De forma similar, para um número médio indicativo de 79 eleitos pelo PS, estimo um intervalo entre 75 e 83 deputados.
Analogamente, o CDS-PP, com um número médio indicativo de 24 deputados, poderá oscilar entre 23 e 25 eleitos.
No que respeita à CDU, a estimativa surge mais fixa, estabelecendo-se em 15 eleitos, não parecendo haver margem para grandes alterações.
Por fim, o BE, com um valor médio de 10 eleitos, poderá situar-se entre 8 e 12 deputados.
RTP (%) 37,0-42,0 26,0-30,0 11,0-14,0 7,0-9,0 5,0-7,0
RTP (Dep.) 104-114 67-77 22-28 14-18 8-11
SIC (%) 38,3-42,5 25,5-29,7 11,1-13,9 6,8-9,0 4,5-6,7
SIC (Dep.) 102-109 69-77 22-25 15-16 7-10
TVI (%) 37,7-42,5 24,4-28,8 10,1-13,7 6,2-9,4 3,8-7,0
TVI (Dep.) 107-121 64-78 12-28 11-20 4-12




