Posts filed under ‘Sociedade’
O debate surreal
O que está a acontecer neste preciso momento será decerto inédito a nível mundial, espelhando bem o clima surreal que se vive em Portugal: Rui Marques, Presidente do MEP – Movimento Esperança Portugal está, em simultâneo, nos 4 canais generalistas de televisão (RTP1, RTP2, SIC e TVI), participando em 4 debates diferentes (previamente gravados, como é óbvio), com quatro outros líderes partidários!
E, pasme-se, a sessão quádrupla de debates do MEP, repete-se amanhã, com outros quatro representantes de partidos antagonistas!…
Na sequência de deliberação judicial, do Tribunal de Oeiras, foi deferida a providência cautelar interposta pelo MEP (tal como acontecera também ao PCTP-MRPP, que contudo acabou por não concretizar os debates, por discordar do modelo proposto, com apenas 20 minutos de duração), determinando assim que os diferentes canais de televisão deveriam transmitir debates entre os partidos que estivessem disponíveis para debater com o MEP.
Tendo sido 8 os partidos – Movimento Partido da Terra (MPT), Partido dos Animais (PAN), Partido Democrático do Atlântico (PDA), Partido Humanista (PH), Partido Operário de Unidade Socialista (POUS), Partido Popular Monárquico (PPM), Partido Pró-Vida (PPV) e Partido Trabalhista (PTP) – que aceitaram a proposta, a concretizar nos dois últimos dias de campanha eleitoral (hoje e amanhã), daí a dupla dose de 4 debates simultâneos.
Naturalmente não está em causa a posição adoptada pelo MEP, requerendo tratamento análogo ao que foi proporcionado aos partidos com representação parlamentar – não obstante a mesma se afigurar obviamente inviável, uma vez que, a ser aplicada de modo uniforme às 17 forças políticas concorrentes às eleições de Domingo, resultaria em 136 “frente-a-frente”, numa espécie de esquizofrenia mediático-política – mas sim a forma como o processo decorreu, e, sobretudo, o seu calendário (tendo inclusivamente em consideração o facto de os 10 debates entre os líderes de PS, PSD, CDS, BE e CDU terem sido realizados antes do início da campanha eleitoral).
Mais uma originalidade – neste caso, mesmo excentricidade – na política portuguesa…
Carlos Tavares – Director-Geral de Operações na Renault
O português Carlos Tavares, de 52 anos, Engenheiro, colaborador do Grupo Renault há cerca de 30 anos, com passagens pelo Japão (na Administração da Nissan) e pelos EUA, acaba de ascender à segunda posição na hierarquia deste grupo automóvel francês a nível mundial, reportando directamente ao Presidente, de origem brasileira, Carlos Ghosn.
A ler, a entrevista de Carlos Tavares, hoje publicada no prestigiado jornal económico francês, Les Echos, de que transcrevo abaixo alguns excertos:
«Vous retrouvez aujourd’hui Renault, que vous aviez quitté en 2004. Comment comptez-vous faire pour y restaurer la confiance ?
Ce que je perçois de Renault aujourd’hui, c’est que c’est une entreprise qui a un plan stratégique et qui est impatiente de le mettre en oeuvre. Ma principale préoccupation sera de libérer tout le potentiel de l’entreprise pour que ce plan « Renault 2016-Drive the Change » soit un succès. La passion des employés dans une entreprise comme la nôtre est un facteur déterminant du succès. Autre différence claire par rapport au Renault que j’avais connu : la reconnaissance que le monde bouge, qu’il y a des opportunités à saisir à l’international. […]
Dans la gouvernance de Renault, que faut-il à présent changer ?
Tous les salariés de l’entreprise doivent pouvoir travailler en confiance, en toute liberté. Une des priorités de l’encadrement est de créer un contexte de sérénité, de concentration pour pouvoir faire des voitures innovantes et de grande qualité. Il faut parler, expliquer et surtout écouter. Ce sera mon premier travail dans les prochains mois.
A qui aurez-vous des comptes à rendre ? A Carlos Ghosn uniquement, ou parfois au gouvernement ?
Je le vois de façon plutôt simple : cela fait sept ans que je travaille avec Carlos Ghosn, on se comprend très bien. Je m’attends à un travail en équipe. Je m’efforcerai de faire en sorte que l’entreprise, opérationnellement, atteigne ses objectifs, sinon plus. Quant au dialogue avec les actionnaires, c’est par nature une responsabilité du PDG, ça me paraît limpide. […]»
St. Gall Monestary Plan
St. Gall Monestary Plan, dedicado a «earliest preserved and most extraordinary visualization of a building complex produced in the Middle Ages»-
190 moments that made The Guardian
Comemorando os seus 190 anos, o jornal britânico The Guardian recupera, em formato blogue, a memória dos seus arquivos, por via da selecção de 190 momentos importantes da História.
The Death of a Terrorist: A Turning Point?

Um gráfico interactivo no The New York Times, convidando os leitores a responder a duas questões (deixando também o seu comentário): até que ponto a morte de Bin Laden representará um ponto de viragem no combate ao terrorismo (significativo ou insignificante); e qual a sua reacção emocional (positiva ou negativa).
President Obama on Death of Osama bin Laden
A ler, por Paulo Pinto: “Bin Laden: preocupação e esperança“.
E, também, por innersmile: “fin laden“.
Resgate de Portugal na imprensa internacional (II)
- Euro vs. Invasion of the Zombie Banks (The New York Times)
- The likes of Portugal should default on their debt (The Guardian)
- An Undemocratic Bailout (The New York Times)
- Le FMI va accentuer le fossé social au Portugal (Libération)
- Portugal seeks help (The Economist)
- Portugal recebe ajuda que não pode recusar (Presseurop / The Guardian)
- Portugal’s Unnecessary Bailout (The New York Times)
- Portugal bailout: three scenarios for Europe’s economic future (The Guardian)
- Portugal gets a little friendly advice (The Wall Street Journal)
- Complacent Europe must realise Spain will be next (Financial Times)
- Portugal’s Bailout to Require Deep Cuts (The Wall Street Journal)
- A Divided Portugal Is Unwilling to Commit to Bailout Terms (The New York Times)
- Rubalcaba niega que exista la más mínima similitud entre los casos de Portugal y España (Público.es)







