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19.08.1991 – O princípio do fim da URSS
Há precisamente 20 anos, uma tentativa (não obstante falhada) de golpe de Estado ditaria o princípio do fim da URSS.
(clicar na imagem para ampliar) – A ler, também via The Guardian, o dossier especial, incluindo nomeadamente:
50 anos da construção do Muro de Berlim

A propósito do Muro de Berlim, pode consultar aqui os artigos publicados aquando do 20º aniversário da sua queda
20 anos da primeira página na Internet

Há precisamente 20 anos, a 06.08.1991, era colocada online a primeira página da Internet.
“Achegas à construção do Pensamento Jornalístico Português”
Num país onde o estudo universitário do jornalismo foi desprezado até 1979, foram os jornalistas, mais do que os académicos, a contribuir para a construção do Pensamento Jornalístico Português. Fizeram-no pela sua participação no espaço público através de vários meios, entre os quais as publicações de jornalistas destinadas, principalmente, a outros jornalistas, como o Boletim da Associação de Jornalistas e Escritores Portugueses, de 1884, o Boletim do Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa (1926–1927), o Boletim do Sindicato Nacional de Jornalistas (1941–1945), o boletim Jornalismo da mesma estrutura sindical (1967–1971) e a Gazeta Literária (1952–1971), órgão da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto. Nesta obra, que complementa os livros sobre O Pensamento Jornalístico Português já editados pelo LabCom, procuram resgatar-se esses contributos e identificar quais os temas estruturantes da reflexão que se fez sobre jornalismo em Portugal até 1974, tal como foram expressos nas publicações atrás referidas e ainda na primeira revista académica que publicou, em Portugal, artigos sobre jornalismo – a Informação, Cultura Popular e Turismo.
(obra de Jorge Pedro Sousa (Coord.), Eduardo Zilles Borba, Liliana Mesquita Machado, Nair Silva e Patrícia Teixeira – disponível para download aqui)
A barbárie volta a atacar
Desta vez na cidade e no país da Paz…
Perante uma insana monstruosidade desta dimensão (cerca de 100 mortos, às mãos de um único louco, em dois ataques, primeiro no centro de Oslo, seguido pouco depois por um massacre num campo de juventude na ilha de Utøya), ficamos sem mais palavras.
Veja aqui as declarações do Primeiro-Ministro da Noruega, Jens Stoltenberg.
“Declaração dos Chefes de Estado ou de Governo da área do Euro e das instituições da UE”
Reiteramos o nosso empenhamento no euro e em tomar todas as medidas que forem necessárias para assegurar a estabilidade financeira de toda a área do euro e dos seus Estados membros. Reiteramos igualmente a nossa determinação no reforço da convergência, da competitividade e da governação na área do euro. Desde o início da crise da dívida soberana, foram tomadas importantes medidas a fim de estabilizar a área do euro, reformar as regras e desenvolver novos instrumentos de estabilização. A retoma na área do euro está bem encaminhada e o euro assenta em bases económicas sólidas. Todavia, os desafios que temos pela frente mostraram que são necessárias medidas de maior alcance.
Acordámos hoje nas seguintes medidas:
[…]
3. Decidimos alargar o mais possível o prazo de vencimento dos futuros empréstimos do FEEF à Grécia, passando dos actuais sete anos e meio para um mínimo de 15 anos, que poderão ir até 30 anos com um período de carência de 10 anos. Neste contexto, asseguraremos um adequado acompanhamento pós-programa. Concederemos empréstimos do FEEF a taxas de financiamento equivalentes às do Mecanismo de Apoio às Balanças de Pagamentos (actualmente cerca de 3,5%), próximas dos custos de financiamento do FEEF, sem ficar abaixo destes. Decidimos também prorrogar substancialmente os prazos de vencimento do actual mecanismo grego. Paralelamente, será previsto um mecanismo que assegure os incentivos adequados à implementação do programa.
4. Apelamos a uma estratégia global tendo em vista o crescimento e o investimento na Grécia. Congratulamo-nos com a decisão da Comissão no que diz respeito à criação de uma Task Force que irá trabalhar com as autoridades gregas no sentido de orientar os fundos estruturais para a competitividade e o crescimento, a criação de emprego e a formação. Mobilizaremos fundos da UE e de instituições como o BEI para a consecução deste objectivo e para o relançamento da economia grega. Os Estados-Membros e a Comissão mobilizarão imediatamente todos os recursos necessários a fim de disponibilizar uma assistência técnica excepcional para ajudar a Grécia a executar as suas reformas. A Comissão apresentará em Outubro um relatório sobre os progressos efectuados nesta matéria.
[…]
10. Estamos decididos a continuar a prestar apoio aos países sujeitos a programas até que estes recuperem o acesso ao mercado, desde que executem com êxito esses programas. Congratulamo-nos com a determinação da Irlanda e de Portugal em executarem rigorosamente os respectivos programas e reiteramos o nosso forte empenhamento no sucesso desses programas. As taxas e os prazos de vencimento do financiamento do FEEF que acordámos para a Grécia serão igualmente aplicados a Portugal e à Irlanda. Neste contexto, registamos que a Irlanda está disposta a participar de modo construtivo nos debates sobre o projecto de directiva relativa à matéria colectável comum consolidada do imposto sobre as sociedades (MCCCIS) e nos debates estruturados sobre questões de política fiscal no quadro do Pacto para o Euro +.
(ver texto completo – aqui a versão em inglês)
Evolução dos jornais nos EUA – 1690 – 2011

Infografia com a evolução dos jornais nos EUA, de 1690 até à actualidade, com links com informações sobre cada um dos mais de 140 mil títulos publicados.
(via Webmanario)
Google+
Lançado há cerca de duas semanas em versão “beta”, tendo atingido mais de 10 milhões de utilizadores logo na primeira semana (ainda em regime fechado, com acesso apenas por convite), o Google+ prepara-se para revolucionar os conceitos que até agora conhecíamos de rede social ou de blogosfera.
Para já, ainda com relativamente “escasso movimento” nos círculos de portugueses, com muita gente ainda a chegar e a “instalar-se”, sem ter tomado uma opção definitiva entre as opções Facebook, Twitter ou Google+, coexistindo muitos casos de perfis triplos de utilizador, esta nova plataforma beneficia da vantagem de se apresentar, pelo menos até agora, bastante mais “limpa”, sem a cacofonia / parafernália que caracteriza o Facebook, com todos os seus jogos, perguntas, e gadgets múltiplos com que somos regularmente bombardeados.
Mas, na minha perspectiva, a grande revolução, é o facto de, finalmente, surgir algo que poderá constituir não só uma alternativa credível aos blogues, como inclusivamente uma séria ameaça: de certo modo, o Google+ confere-nos a faculdade de publicação em “formato blogue”, num novo ambiente, integrado, também como que se de um “agregador de blogues” se tratasse.
A este propósito, as palavras de Mike Elgan sintetizam na perfeição o que esta nova plataforma nos pode proporcionar:
Em vez de dizer, “Vou escrever um ‘post'”, ou “Vou enviar um e-mail”, ou “Vou tweetar”, podemos simplesmente publicar o que quisermos, e decidir então a quem vamos dirigir-nos,
- se a publicação for em regime “Public” (aberto a todos os utilizadores da Internet), teremos como que um ‘post’ num blogue
- se estiver disponível apenas para leitura pelos meus “Círculos”, é como se de um tweet se tratasse (sem a limitação dos 140 caracteres…)
- se se dirigir a um círculo denominado “Clientes”, traduz-se numa newsletter de negócios
- se a remetermos a apenas uma pessoa, pode tratar-se de uma carta à minha mãe!
Curva de concentração de imposto (IRS)
(via “Documento de suporte” da Conferência de Imprensa do Ministro das Finanças)
20 % dos agregados familiares suportam mais de 80 % da receita cobrada em sede de IRS…
For Euro Zone, It’s Euro Bonds or Else
Markets in Europe are being hit hard by fears that the debt crisis will spread to Italy, which is regarded as too big to rescue. German media commentators say the time has come to stop the piecemeal bailout efforts and to make the member states share liability for their debt — via euro bonds.
European markets and the euro are falling on worries that the euro crisis is about to engulf Italy and Spain, which analysts regard as too big to rescue. To make matters worse, the euro-zone finance ministers failed at their meeting on Monday to agree on a second bailout package for Greece. […]
German media commentators say the pressure on Italy, the euro zone’s third-largest economy which has strong economic fundamentals despite its high debt-to-GDP ratio, shows that investors have no faith in the EU’s crisis management.
The bailout efforts taken over the past 18 months have been piecemeal and achieved little more than buy time, they argue, adding that a fundamental reform of the euro zone’s financial architecture is required: Member states may have to assume common liability for public debt in the 17-nation euro area via the introduction of so-called euro bonds — a taboo until now because it enshrines the principle that strong euro-zone economies assume liability for the debts of the weaker ones.

(via Spiegel online – clicar na imagem para ampliar)





