Posts filed under ‘Sociedade’

Prémio Nobel da Medicina – 2011

O prémio Nobel da Medicina 2011 foi hoje atribuído aos investigadores Bruce A. Beutler (EUA) e Jules A. Hoffmann (Luxemburgo),  “pelas suas descobertas acerca da activação da imunidade inata“; e a Ralph M. Steinman (Canadá – entretanto falecido há poucos dias, a 30 de Setembro), “pela sua descoberta das células dendríticas e do seu papel na imunidade adaptativa”.

3 Outubro, 2011 at 10:43 am Deixe um comentário

How to Prevent a Depression

[…] Sixth, even if Greece and other peripheral eurozone countries are given significant debt relief, economic growth will not resume until competitiveness is restored. And, without a rapid return to growth, more defaults – and social turmoil – cannot be avoided.

There are three options for restoring competitiveness within the eurozone, all requiring a real depreciation – and none of which is viable:

· A sharp weakening of the euro towards parity with the US dollar, which is unlikely, as the US is weak, too.

· A rapid reduction in unit labor costs, via acceleration of structural reform and productivity growth relative to wage growth, is also unlikely, as that process took 15 years to restore competitiveness to Germany.

· A five-year cumulative 30% deflation in prices and wages – in Greece, for example – which would mean five years of deepening and socially unacceptable depression; even if feasible, this amount of deflation would exacerbate insolvency, given a 30% increase in the real value of debt.

Because these options cannot work, the sole alternative is an exit from the eurozone by Greece and some other current members. Only a return to a national currency – and a sharp depreciation of that currency – can restore competitiveness and growth.

Leaving the common currency would, of course, threaten collateral damage for the exiting country and raise the risk of contagion for other weak eurozone members. The balance-sheet effects on euro debts caused by the depreciation of the new national currency would thus have to be handled through an orderly and negotiated conversion of euro liabilities into the new national currencies. Appropriate use of official resources, including for recapitalization of eurozone banks, would be needed to limit collateral damage and contagion. […]

(Nouriel Roubini – sublinhados meus)

1 Outubro, 2011 at 6:39 pm Deixe um comentário

Entrevista a António Guterres

«Porque é que não sente motivação para regressar à política? Foi uma má experiência?

Eu acho que na vida há diversos tempos, sabe… quando se escreve um livro, escrevem-se vários capítulos, e não se volta a escrever o primeiro capítulo, ou o segundo, e acho que, na nossa vida, nós temos várias coisas que são importantes. Eu comecei a minha actividade, e comecei-me a interessar pela política, por sentir que as acções como estudante, que desenvolvi, em bairros de lata de Lisboa, não, só por si, não eram resposta; que a resposta era uma resposta de natureza política…

Foi deputado muito cedo…

…mas depois também percebi… por causa da Revolução… mas depois também percebi que a política tem as suas limitações, e, de alguma forma, estou hoje a regressar à origem; mas penso que há uma linha, há um fio condutor nisso e acho que o que eu estou a fazer hoje é exactamente o que eu queria fazer nesta fase da minha vida. E acho que faz sentido, e acho que aquilo que aprendi na política é extremamente útil no contributo que hoje procuro dar, para que a minha organização seja tão eficaz quanto possível, para resolver os problemas das pessoas que… com que nos empenhamos.

Repare: embora nós tenhamos que manter uma estrita neutralidade, uma estrita imparcialidade – faz parte das nossas regras –, não podemos ter uma actividade política, a verdade é que ter uma experiência política ajuda muito. Até há bem pouco tempo, nós tínhamos elementos do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, nas nossas instalações na Síria, entrevistando iraquianos, para reinstalação, para poderem ir viver para os Estados Unidos, refugiados iraquianos.

Ora bem, a complexidade destas relações, como pode compreender – isto no tempo da Administração Bush –, exige uma experiência de natureza política; e, por isso, o facto de eu ter feito política como fiz na minha vida, nacional e internacional, acho que hoje me ajuda a, numa perspectiva de estrita imparcialidade, a resolver alguns problemas, e a criar condições, sobretudo, para que as pessoas com que nos empenhamos, aqueles que são os mais vulneráveis, dos mais vulneráveis, possam ter uma solução para o seu drama.

Por tudo isso que acaba de dizer, rejeita em absoluto uma candidatura presidencial?…

Eu não tenho, como já disse várias vezes, qualquer intenção de regressar à vida política portuguesa, acho que é um capítulo que fiz e que, hoje, está encerrado… Hoje estou noutro, e, neste momento, estou totalmente empenhado naquilo que estou a fazer…

Também já disse que acredita que o Secretário-geral da ONU vai ser reeleito… O que é que se imagina a fazer depois deste segundo mandato?

Não faço a mínima ideia, nem estou sequer preocupado… Bem, estando… também vai começar a ser tempo de pensar na reforma… mas, neste momento, não estou nada preocupado com isso; ainda tenho uma série de anos pela frente, e o que me preocupa é fazer o melhor possível o que estou a fazer.

Quando a gente começa a fazer grandes planos para o futuro, começa a atrapalhar aquilo que faz neste momento; e, neste momento, acho que aquilo que estou a fazer justifica que me dedique inteiramente a isso.»

(Entrevista de Sandra Sousa a António Guterres –  Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados -, transmitida pela RTP, a 30.09.2011).

Para memória futura, aqui fica um excerto…

A forma, mais que sucinta (13 segundos!…), como respondeu à pergunta-chave não pode deixar de ser considerada reveladora.

1 Outubro, 2011 at 6:25 pm Deixe um comentário

Discurso da União, por Durão Barroso

(Pode ler o texto integral aqui)

«As raízes da crise são conhecidas: a Europa não respondeu aos desafios da competitividade. Alguns Estados Membros cederam à tentação de viver acima dos seus meios. Nos mercados financeiros registaram-se comportamentos irresponsáveis e inadmissíveis. Não acautelámos os desequilíbrios entre os nossos Estados Membros, em especial na zona euro. […]

Creio, sinceramente, que temos problemas, que temos problemas muito sérios, mas também considero que não temos de pedir desculpa pelas nossas democracias. Não temos de pedir desculpa pela nossa economia social de mercado. Assim, considero que devemos exigir às nossas instituições, mas também aos nossos Estados Membros, também a Paris, a Berlim, a Atenas, a Lisboa e a Dublim, uma afirmação veemente do orgulho de sermos europeus e uma afirmação veemente de dignidade para podermos responder aos nossos parceiros «Agradecemos os vossos conselhos mas somos capazes de, em conjunto, ultrapassar esta crise».»

30 Setembro, 2011 at 10:02 pm Deixe um comentário

A falha

(Fernando Alves – “Sinais” – TSF – clicar na imagem para ouvir)

«Um incumprimento que desqualifica o Estado» / «[…] alunos a quem os 500 euros acabam de ser surripiados»

29 Setembro, 2011 at 10:36 am Deixe um comentário

É o Estado uma “pessoa” de bem?

Houve um tempo em que assim pensávamos…

(imagem via twitter @Shyznogud)

Actualização – a notícia completa (Público) aqui. Duas palavras apenas: uma vergonha!

28 Setembro, 2011 at 9:38 am Deixe um comentário

Manuscritos do Mar Morto na Internet

Escritos entre os séculos III e I A.C., cinco dos “Manuscritos do Mar Morto” – os mais antigos manuscritos bíblicos – estão agora disponíveis para consulta em versão digitalizada, via Internet, num projecto do Museu de Israel em Jerusalém, com o apoio da Google.

27 Setembro, 2011 at 4:12 pm Deixe um comentário

50 anos de Totobola


Completam-se hoje 50 anos da introdução do “Totobola” em Portugal, um jogo de azar que, na voragem dos tempos, viria a perder o seu “charme”, ou, melhor, a sua atractabilidade (dado que outros “valores mais altos” se viriam a levantar…).

No concurso inaugural, o vencedor foi premiado com 224 contos (equivalente a pouco mais de 1 100 euros na moeda actual).

(Diário de Lisboa, 25.09.1961)

A título de curiosidade, foram os seguintes os resultados dos jogos integrantes do boletim desse concurso pioneiro (correspondendo os 7 primeiros jogos à 1ª jornada do Campeonato Nacional da I Divisão da época 1961-62, e os restantes 6 à II Divisão Nacional), originando a primeira “chave do totobola”:

1. Olhanense - Covilhã ....................... 1-0 ......... 1
2. Salgueiros - Académica .................... 1-2 ......... 2
3. Leixões - Benfica ......................... 1-2 ......... 2
4. Sporting - Lusitano de Évora .............. 0-0 ......... X 5. Beira-Mar - FC Porto ...................... 1-1 ......... X 6. Guimarães - Atlético ...................... 1-3 ......... 2
7. Belenenses - CUF .......................... 5-1 ......... 1 8. Oliveirense - Braga ....................... 1-2 ......... 2 9. Caldas - Torriense ........................ 1-0 ......... 1
10. B. C. Branco - Sp. Espinho ............... 2-0 ......... 1 11. Barreirense - Seixal ..................... 3-1 ......... 1 12. D. Beja - Farense ........................ 1-4 ......... 2 13. Portimonense - Campomaiorense ............ 3-1 ......... 1

24 Setembro, 2011 at 9:51 am Deixe um comentário

So… What Really Caused the Crisis?

Putting it all together, it seems that the EZ crisis is more consistent with the systemic causes view than the local causes view. In other words, while they didn’t necessarily make the right decision every time, the peripheral EZ countries were up against powerful exogenous forces – capital flow bonanzas and sudden stops – that tended to push them toward financial crisis. They were playing against a stacked deck.

(The Street Light – via Economia e Finanças)

23 Setembro, 2011 at 8:47 pm Deixe um comentário

José Niza (1938-2011) – E depois do adeus

23 Setembro, 2011 at 8:11 pm Deixe um comentário

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