Posts filed under ‘Sociedade’
Centro de Documentação 25 de Abril
Preservando a memória do 25 de Abril – Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra
Miguel Portas (1958 – 2012)

A minha singela homenagem, via página no Facebook.
Enquanto figura pública, Miguel Portas era uma pessoa pela qual tinha particular admiração e apreço.
Aplicação do Acordo Ortográfico na avaliação externa dos alunos
«Tendo em conta a entrada em vigor do Acordo Ortográfico (AO) no sistema de ensino no ano letivo de 2011-2012, e uma vez que os manuais escolares serão adaptados de modo progressivo às novas regras de ortografia, o Ministério da Educação e Ciência esclarece que:
Os critérios de classificação das provas de aferição do 1.º Ciclo e das provas finais dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário considerarão como válidas exclusivamente as regras definidas pelo AO a partir dos anos letivos indicados na grelha abaixo (inclusive).

Até aos anos letivos indicados, serão consideradas como válidas ambas as grafias (i.e., a anterior ao AO e a definida pelo AO), mesmo quando se utilizem numa mesma prova.»
Titanic – 100 anos depois
Na noite de 14 para 15 de Abril de 1912, o luxuoso transatlântico Titanic embatia num iceberg e afundava-se nas profundezas do Atlântico Norte. 100 anos depois, o jornal espanhol El Mundo faculta um completo dossier sobre o evento.

A British Library apresenta também um vasto lote de fotos evocativas, a partir de jornais da época.
No Twitter, a conta @TitanicRealTime permite recordar, em “tempo real”, a viagem de há 100 anos e, em particular, os trágicos acontecimentos dessa funesta noite.
A ver também um friso de primeiras páginas de jornais, compiladas no Poynter.
Universidade de Oxford e Vaticano digitalizam 1,5 milhões de páginas de textos históricos
Numa iniciativa conjunta da Biblioteca da Universidade de Oxford e da Biblioteca Apostólica do Vaticano, um total de cerca de 1,5 milhões de páginas de textos históricos da Idade Média serão digitalizadas e disponibilizadas para consulta ao público.
Este projecto, a executar num período previsto de quatro anos, compreende as seguintes grandes áreas temáticas: manuscritos gregos (incluindo obras de Homero, Sófocles, Platão, Hipócrates, assim como manuscritos do Novo Testamento), livros impressos do século XV e manuscritos hebraicos e primeiros livros impressos.
(via Medievalists.net)
Acordo ortográfico – Carta ao ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato
Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação e Ciência:
No exercício do poder paternal, cumpre-me dirigir-me a Vossa Excelência para, com a maior deferência, comunicar ao Ministério da Educação e Ciência, na pessoa do seu máximo responsável, que não posso de forma alguma autorizar que a minha filha e educanda, Inês …, com sete anos de idade, aluna nº … do 2º ano (Turma …) na EB1 …, seja ensinada de modo não conforme à ortografia actualmente em vigor (aquela que foi promulgada pelo Decreto-Lei nº 35.228/1945 de 8 de Dezembro, e depois ratificada com alterações mínimas pelo Decreto-Lei nº 32/1973 de 6 de Fevereiro, sendo que, até à data, nada na ordem jurídica interna portuguesa veio revogar estes Decretos-Leis).
Em particular, no papel de encarregada de educação, não posso anuir a que a aprendizagem da minha filha seja perturbada pelo autodenominado “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990)” (que passarei a referir por “AO90”), o qual não é “acordo”, pois conta com a oposição quase unânime dos especialistas em língua portuguesa e da esmagadora maioria dos falantes-escreventes de Português de Portugal, tendo resultado de uma antidemocrática e antipatriótica sucessão de atropelos ao bom senso e à Lei, e o qual não é “ortográfico”, pois contradiz em si mesmo a própria noção normativa de “ortografia” ao consagrar facultatividades e excepções como regras numa compilação pejada de incongruências e ambiguidades, e cuja aplicação, caso fosse desejável, (não o é), caso fosse legal (não o é), se torna em tantos casos impossível, na ausência de um Vocabulário Ortográfico Comum (pressuposto, no próprio AO90, para sua aplicação, e sem o qual as ferramentas informáticas que visem aplicar o AO90 estarão a violar disposições nele contidas). […]
Fundamento e esquematizo esta solicitação nos quatro pontos que passo a enumerar, para depois concretizar e especificar cada um deles:
1. O AO90 não está em vigor;
2. Ainda que “vigorasse”, o AO90 sempre seria uma prepotência-de-Estado, havendo especialistas que defendem que é ilegal e mesmo inconstitucional;
3. Ainda que estivesse em vigor e fosse legítimo ao Estado impô-lo aos cidadãos, muitas disposições do AO90 não são aplicáveis sem um Vocabulário Ortográfico Comum, e a criação de ferramentas informáticas visando aplicá-lo viola implicitamente o disposto no próprio AO90, além de que se prevêem alterações à sua redacção até 2015, o que exclui que os alunos possam ser constituídos “cobaias”, vítimas de uma “aprendizagem” de “normas ortográficas” assumidamente provisórias;
4. Todos os cidadãos portugueses (em particular os que assumem especiais responsabilidades na transmissão do património linguístico às gerações futuras) têm, mais que o direito, o dever de desobediência (artº 21º CRP: “Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias…) e de objecção de consciência (artº 41º nº 6 CRP) a recomendações ministeriais ilegais, além de prematuras e impraticáveis em muitos aspectos.
(carta de Madalena Homem Cardoso, a ler na íntegra – via Público)
Nelson Mandela – Arquivo digital

A Google, em colaboração com o Centro da Memória de Nelson Mandela, acaba de disponibilizar online um arquivo digital sobre Nelson Mandela, com vídeos, fotografias e documentos (incluindo documentação pessoal), permitindo recordar a vida de Mandela, incluindo os seus 27 anos de prisão, até ao cargo de Presidente da África do Sul.
Acordo ortográfico no Estado

Afinal, os próprios serviços do Estado também não aplicam de modo uniforme o acorto ortográfico!
«Está o Estado a tornar-se mais forte ou mais fraco?»
Como uma grande quantidade de portugueses, recebi a carta das Finanças exigindo-me que “efectue a activação da caixa postal electrónica no serviço Via CTT”. Isto foi corrigido para a ortografia portuguesa em vigor, porque o que lá vinha era “ativação”, “efetue” e “eletrónica”, tudo erros de ortografia. O Estado não respeita sequer a lei, visto que o Acordo Ortográfico não está em vigor. Depois explica-me que a “activação” é “obrigatória” e que se não o fizer até 30 de Março terei uma multa.
A carta é típica do burocratês associado a um claro laivo autoritário que todas as comunicações das Finanças têm. Para as Finanças não há cidadãos, mas potenciais fugitivos dos impostos e fala-lhes sempre num tom inadmissível num Estado democrático, para quem não cometeu nenhum crime, e não passou nem a servo, nem a súbdito. Informa-me a extensa carta de determinados procedimentos, de um modo geral complicados para o comum dos mortais, impõe-me um prazo curto e, de uma ponta à outra, está cheia de ameaças que se percebe serem expeditas e sem contradita. Caso se pretenda contestar, paga-se primeiro e depois entra-se numa via-sacra, cara e demorada, que o comum dos cidadãos não tem conhecimentos, nem saber, nem dinheiro para percorrer. […]






