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DEPUTADOS ELEITOS POR DISTRITO – ASDI (FRS / PS)
1975 1976 1979 1980 1983 1985 1987 1991 1995 1999 2002
Braga – – – 1 – – – – – – –
Lisboa – – – 2 1 – – – – – –
Porto – – – – 1 – – – – – –
Santarém – – – 1 1 – – – – – –
Total – – – 4 3 – – – – – –
[2070]
DEPUTADOS ELEITOS POR DISTRITO – UDP / BE
1975 1976 1979 1980 1983 1985 1987 1991 1995 1999 2002
Lisboa 1 1 1 1 – – – – – 2 2
Porto – – – – – – – – – – 1
Total 1 1 1 1 – – – – – 2 3
[2069]
DEPUTADOS ELEITOS POR DISTRITO – PEV (CDU)
1975 1976 1979 1980 1983 1985 1987 1991 1995 1999 2002 Lisboa - - - - - - 1 1 1 1 1 Setúbal - - - - - - 1 1 1 1 1
Total - - - - - - 2 2 2 2 2
[2068]
DEPUTADOS ELEITOS
1975 1976 1979 1980 1983 1985 1987 1991 1995 1999 2002 PPD/PSD 81 73 7 8 75 88 148 135 88 81 105 PS 116 107 74 3 101 57 60 72 112 115 96 CDS-PP 16 42 - - 30 22 4 5 15 15 14 PCP-PEV/CDU/APU 30 40 47 41 44 38 31 17 15 17 12 BE - - - - - - - - - 2 3 AD - - 121 126 - - - - - - - FRS - - - 71 - - - - - - - PRD - - - - - 45 7 - - - - MDP/CDE 5 - - - - - - - - - - UDP 1 1 1 1 - - - - - - - ADIM 1 - - - - - - - - - - PSN - - - - - - - 1 - - -
TOTAL 250 263 250 250 250 250 250 230 230 230 230
[2067]
ELEIÇÕES ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 2002
PPD/PSD – 2.200.765 (40,21%) – 105 deputados
PS – 2.068.584 (37,79%) – 96 deputados
CDS-PP – 477.350 (8,72%) – 14 deputados
PCP-PEV-CDU – 379.870 (6,94%) – 12 deputados
B.E. – 149.966 (2,74%) – 3 deputados
PCTP/MRPP – 36.193 (0,66%)
MPT – 15.540 (0,28%)
PPM – 12.398 (0,23%)
PH – 11.472 (0,21%)
PNR – 4.712 (0,09%)
POUS – 4.316 (0,08%)
B.E.-UDP – 3.911 (0,07%)
Inscritos – 8.902.713
Votantes – 5.473.655 – 61,48%
Abstenções – 3.429.058 – 38,52%
Fonte: CNE
[2064]
ELEIÇÕES ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 2002
A 17 de Março de 2002, numas eleições inesperadamente provocadas pela demissão de António Guterres, os portugueses hesitaram e – ainda que tenha havido uma natural “viragem política” – repartiram os seus votos de forma mais “equitativa” entre os dois maiores partidos.
O PSD, sob a liderança de Durão Barroso, alcançava 40 % dos votos, elegendo 105 deputados, a melhor votação do partido à excepção das maiorias absolutas de Cavaco de 1987 e 1991.
Ficando todavia aquém das expectativas próprias, não atingindo a maioria absoluta (a cerca de 5 % dos votos de distância”) – e apesar de Durão Barroso tanto ter contestado a formação de uma coligação de direita, com um ataque persistente ao CDS e respectivo líder durante a campanha eleitoral – ver-se-ia, algo “ironicamente”, beneficiando da formação de uma maioria parlamentar de centro-direita, obrigado a ter de optar por essa fórmula governamental.
Aguardando pacientemente o desgaste do Governo e a degradação da popularidade de Guterres, cumpria finalmente a profecia de que “sabia que ia ser Primeiro-Ministro, só não sabia quando”, apesar de não ter sido capaz de transmitir uma imagem de confiança suficiente para uma vitória mais clara e inequívoca.
O PS, agora dirigido por Ferro Rodrigues – não obstante ainda algo abalado por um súbito processo de transição de liderança – ficando próximo dos 38 % (obtendo uma percentagem similar à de 1975), conseguia um resultado que apenas António Guterres superara (em 1995 e 1999); passava a dispor de 96 deputados, a curta distância do PSD.
O CDS-PP, com uma muito ligeira evolução, de 8,3 % para 8,7 % – traduzindo-se mesmo num decréscimo de 15 para 14 deputados – beneficiava da configuração dos resultados (o facto de o PSD não alcançar a maioria absoluta) para se afirmar como o partido mais vitorioso, não só ultrapassando a CDU, mas também, e principalmente, porque o voto popular vinha “impor” uma “nova AD”: cerca de 20 anos depois, o CDS, pela mão de Paulo Portas – afirmando-se como parceiro imprescindível para uma maioria parlamentar – regressava ao Governo.
A CDU (PCP-PEV), sem capacidade interna de renovação, não conseguia travar a (aparentemente) irreversível tendência de queda, descendo de 9 % para (ligeiramente) menos de 7 %, no seu pior resultado de sempre; passava de 17 deputados para apenas 12; o PCP, com os seus 10 representantes – apenas conseguindo eleger deputados em 6 dos 22 círculos eleitorais, vendo a sua “influência” cada vez mais circunscrita –, passava a ter uma representação parlamentar pouco mais que “marginal”.
O Bloco de Esquerda, continuando a beneficiar do voto (sub)urbano, subia de 2,4 % para 2,7 %, somando aos 2 eleitos por Lisboa, 1 deputado no Porto.
Embora muitos vaticinassem uma vida curta à coligação governamental, ela foi sobrevivendo… até ao dia em que Durão Barroso decidiu aceitar o convite para “emigrar” de novo, designado para Presidente da Comissão Europeia.
[2063]
ELEIÇÕES ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 2002
O empate que resultara das eleições de 1999 (PS, 115 deputados; partidos da oposição, 115 deputados) – com os deputados da oposição a votarem em bloco –, colocara o Governo numa situação de grande instabilidade. Ao recorrer, para aprovação do Orçamento, ao voto de um deputado do CDS-PP, associado a defesa dos interesses da região produtora do “Queijo Limiano”, o Governo socialista – assumindo a sua posição de fraqueza e dependência – começava a ditar o seu próprio fim.
Em Dezembro de 2001, as eleições autárquicas – sempre com características particulares, associadas aos “microclimas regionais”, mas também, tradicionalmente, funcionando de alguma forma como “voto de protesto” (oportunidade para os eleitores mostrarem um “cartão amarelo” às políticas governamentais) – acabariam por se tornar num imprevisto “terramoto”…
O PS perdia para o PSD as principais cidades do país, algumas delas de forma absolutamente imprevisível, como o Porto ou Sintra, por exemplo. Mas “a gota de água” seria o resultado em Lisboa: João Soares, líder da coligação de esquerda perdia (pese embora por uma muito reduzida margem de votos) era derrotado por Pedro Santana Lopes (concorrendo isoladamente pelo PSD – não obstante a dispersão de votos à direita, provocada pela candidatura de Paulo Portas pelo CDS-PP.
Depois de tantas surpresas, a maior estava ainda para vir, já a noite eleitoral ia avançada: António Guterres, assumindo uma inesperada e estrondosa derrota socialista, pedia a demissão, para evitar que o país caísse no “pântano”.
O PS via-se, de um dia para o outro, fora do Governo, sem líder e com pouco tempo (menos de 3 meses) para preparar o acto eleitoral. Ferro Rodrigues seria o escolhido para uma verdadeira missão impossível; viria a ter a “mais honrosa das derrotas” socialistas.
[2059]
HUMBERTO DELGADO – 40 ANOS
“Convencido que se ia reunir com “oficiais portugueses” interessados em derrubar o regime, Delgado foi de facto ao encontro da morte. Uma brigada da PIDE chefiada pelo inspector Rosa Casaco atravessou a fronteira utilizando passaportes falsos, a fim de montar a cilada que vitimaria o General e a sua secretária brasileira, Arajaryr Moreira de Campos.
13 de Fevereiro de 1965 é a data do encontro fatídico, marcado para os Correios de Badajoz, donde aliás enviou quatro postais para quatro amigos em quatro países diferentes e assinados com o nome de sua irmã – Deolinda. O objectivo do envio destes postais correspondia a um código, previamente combinado, que significava: “estou vivo e não estou preso”. Foi o último sinal de vida e por isso aquela data é considerada a data do seu assassinato que se pressupõe ter ocorrido perto de Olivença.”
(via Fundação Humberto Delgado)
[2058]
ELEIÇÕES ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 1999
PS – 2.385.922 (44,06%) – 115 deputados
PPD/PSD – 1.750.158 (32,32%) – 81 deputados
PCP-PEV – 487.058 (8,99%) – 17 deputados
CDS-PP – 451.643 (8,34%) – 15 deputados
B.E. – 132.333 (2,44%) – 2 deputados
PCTP/MRPP – 40.006 (0,74%)
MPT – 19.938 (0,37%)
PPM – 16.522 (0,31%)
PSN – 11.488 (0,21%)
P.H. – 7.346 (0,14%)
POUS – 4.104 (0,08%)
PDA – 438 (0,01%)
Inscritos – 8.864.604
Votantes – 5.415.102 – 61,09%
Abstenções – 3.449.502 – 38,91%
Fonte: CNE
[2055]
ELEIÇÕES ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 1999
Após quatro anos de “tranquila” governação, sem grandes rasgos, que teve como pontos altos a organização da EXPO’98 e a construção e inauguração da Ponte Vasco da Gama (a maior da Europa), as eleições de 10 de Outubro de 1999 não trariam grandes novidades, mas antes uma quase perfeita “evolução na continuidade”…
O mais inesperado viria a ser a “irónica” (e inédita) situação de empate parlamentar, com o PS a não conseguir alcançar a maioria absoluta, somando exactamente o mesmo número de deputados que o conjunto de todos os partidos da oposição.
O PS acrescia muito ligeiramente o seu peso eleitoral, conquistando o seu melhor resultado de sempre: passava de 43,8 % para 44,1 % dos votos; subindo de 112 para 115 deputados, a 1 da ambicionada maioria absoluta!
Em contraponto, o PSD baixava, também ligeiramente, a sua percentagem, de 34,1 % para 32,3 %, reduzindo a sua representação parlamentar de 88 para 81 deputados.
A CDU (PCP-PEV) conseguia colocar um “travão” na sua tendência decrescente, subindo… também muito ligeiramente, de 8,6 % para praticamente 9 %, aumentando o seu grupo parlamentar de 15 para 17 deputados.
Na lógica dos “vasos comunicantes” (ainda que por via indirecta), o CDS-PP baixava, igualmente de forma muito ligeira, de 9 % para 8,3 %, conseguindo porém conservar os seus 15 deputados.
O único dado verdadeiramente novo seria a promoção do Bloco de Esquerda à categoria de força parlamentar, e logo com 2 deputados, eleitos em Lisboa, ascendendo a sua votação nacional a 2,4 %.
[2051]



