Posts filed under ‘Sociedade’
O FLAGELO DO DOPING (VII)
2003 – O antigo Director de controlo anti-doping do Comité Olímpico Americano (entre 1991 e 2000) revela que centenas de atletas estado-unidenses – entre eles 19 campeões olímpicos, nomeadamente Carl Lewis (com 3 testes positivos) – foram controlados positivamente entre 1988 e 2000, sem que tal tenha sido divulgado;
2004 – O “Caso Balco” (laboratório farmacêutico americano) conduz à suspensão de diversos dos principais atletas estado-unidenses, entre eles o recordista mundial dos 100 metros, Tim Montgomery, e a tripla campeã olímpica Marion Jones;
2004 – Tyler Hamilton torna-se no primeiro ciclista a acusar um controlo positivo por transfusão sanguínea, nos Jogos Olímpicos e na “Vuelta” a Espanha;
2006 – A polícia espanhola detém 5 pessoas, entre as quais o Director Desportivo da equipa Liberty Seguros pela sua participação numa alargada rede de doping (“Caso Puerto”); os principais candidatos à vitória no “Tour”, Ivan Basso e Jan Ullrich (2º e 3º classificados no ano anterior) são excluídos da prova na véspera da partida;
2006 – Quatro dias após o termo do “Tour de France”, o vencedor da prova, o estado-unidense Floyd Landis acusa positivo no controlo de testosterona;
2006 – Justin Gatlin, co-recordista mundial e campeão olímpico e mundial dos 100 metros, regista teste positivo, sendo suspenso por 8 anos, devido a prática reincidente (escapando à irradiação por “colaboração com os investigadores”).
O FLAGELO DO DOPING (VI)
1997 – Os tenistas Mats Wilander e Karel Novacek são suspensos por 3 meses por uso de cocaína;
1998 – O “Caso Festina” faz com que toda a equipa, incluindo Richard Virenque, várias vezes vencedor do Prémio da Montanha, seja excluída do “Tour de France”;
1998 – Os jogadores do Parma são suspeitos de se encontrarem dopados por EPO;
1998 – O tenista Petr Korda é suspenso por 1 ano por controlo positivo de nandrolona;
1999 – Lance Armstrong, que viria a ser hepta-vencedor do “Tour de France” ingeriu, aquando da sua 1ª vitória na prova, em 1999 – de acordo com descoberta do Laboratório de Chatenay-Malabry em 2005 – substâncias dopantes (EPO); o estado-unidense conservaria o título em função da impossibilidade de realização de “contra-análise”;
1999 – Linford Christie, campeão olímpico dos 100 metros em 1992 acusa nandrolona, sendo suspenso por 2 anos;
2002 – Dois dirigentes da Juventus são sujeitos a investigação, suspeitos de terem ministrado substâncias nocivas; vários jogadores do clube, entre eles Zinedine Zidane, reconhecem ter ingerido creatina; o inquérito provaria a utilização de EPO e o recurso a transfusões sanguíneas; o processo teria desfecho em 2005, sem sanções, devido ao facto de a lei italiana não punir a utilização dos referidos produtos à data da infracção.
O FLAGELO DO DOPING (V)
Ao longo dos tempos, alguns dos maiores desportistas mundiais foram envolvidos em casos de doping, em particular nas modalidades de ciclismo, atletismo, futebol e ténis:
1967 – Jacques Anquetil recusa submeter-se a um controlo anti-doping na sequência do seu record da hora em ciclismo, que não seria homologado;
1975 – Eric de Vlaeminck, múltiplo campeão do mundo de ciclo-cross é internado no serviço de psiquiatria, vítima dos produtos dopantes consumidos no decurso da sua carreira;
1976 – Lasse Viren, campeão olímpico dos 10 000 metros (à frente de Carlos Lopes) não escapa à dúvida e à controvérsia sobre alegadas práticas de transfusões sanguíneas; em sua defesa, argumentaria que o único “suplemento vitamínico” que tomava era o leite de rena… a inexistência de controlos sanguíneos à época faria perdurar a dúvida;
1988 – Pedro Delgado, o espanhol que liderava o “Tour de France”, acusa uma substância “mascarante”, permitindo ocultar o consumo de esteróides anabolizantes; não obstante, manter-se-ia em prova, acabando por obter a vitória;
1988 – O atleta canadiano Ben Johnson acusa positivo no controlo de anabolizantes na sequência da sua vitória na final dos 100 metros dos Jogos Olímpicos de Seoul; seria eliminado da prova, não sendo homologado o record mundial que estabelecera, tendo sido suspenso por 4 anos; após algumas tentativas de regresso à competição, voltaria a acusar positivo, sendo novamente suspenso;
1991 – Diego Maradona, considerado o melhor jogador de futebol do mundo, acusa cocaína num controlo anti-doping; acusaria a mesma substância em 1997, já depois de, em 1994, ter sido controlado positivamente por efedrina;
1992 – Katrin Krabbe, atleta da ex-RDA acusa positivo; após trocas das amostras utilizadas no teste e na contra-análise, não viria a ser punida, não tendo o caso sido devidamente esclarecido.
O FLAGELO DO DOPING (IV)
Nas edições seguintes dos Jogos Olímpicos, foram identificados:
(i) 7 casos de doping em 1972 (Munique – principalmente efedrina, um estimulante);
(ii) 11 casos em 1976 (Montreal – essencialmente anabolizantes, em vários halterofilistas);
(iii) 1980 (Moscovo) – de forma algo questionável, nenhum caso de doping foi anunciado;
(iv) 12 casos em 1984 (Los Angeles – principalmente nandrolona, um esteróide anabolizante, ingerido por halterofilistas e alguns atletas, com destaque para a grega Anna Verouli e o finlandês Martti Vainio);
(v) 10 casos em 1988 (Seoul – essncialmente furosemida, um diurético que opera como agente “mascarante” de outras substâncias proibidas, atingindo novamente o halterofilismo e, o caso mais mediático, o de Ben Johnson, vencedor da prova dos 100 metros, que acusou estanazolol, um esteróide anabolizante);
(vi) 5 casos em 1992 (Barcelona), dos quais 4 no atletismo, por norefedrina (estimulante) e clembuterol (anabolizante);
(vii) 2 casos em 1996 (Atlanta): a atleta russa Natalya Shekhodanova (estanazolol) e a búlgara Iva Prandzheva (metandienona – esteróide anabolizante);
(viii) 9 casos em 2000 (Sidney), nomeadamente 4 no halterofilismo (furosemida e estanazolol) e 3 nas lutas amadoras (nandrolona e furosemida);
(ix) 25 casos em 2004 (Atenas): 11 no halterofilismo e 2 no basebol (esteróides anabolizantes); 2 no pugilismo; 1 no remo e 1 no ciclismo feminino; e 8 no atletismo (os velocistas gregos Kostas Kenteris e Ekaterini Thanou escaparam a um controlo surpresa nas vésperas do início da prova, alegando um acidente de moto; o húngaro Adrian Annus, lançador de martelo, recusou submeter-se a controlo; o também húngaro Robert Fazekas tentou manipular a amostra; os russos Irina Korzhanenko e Anton Galkin acusaram estanazolol; Olga Shchukina (Uzbequistão) e Aleksey Lesnichiy (Bielorrussia) acusaram clembuterol).
O FLAGELO DO DOPING (III)
Seria a morte do ciclista dinamarquês Knud Enemark Jensen nos Jogos Olímpicos de Roma (1960) – vítima de consumo excessivo de Ronicol – a despoletar o início do processo de controlo anti-doping, praticado pela primeira vez aquando dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964 (porém sem que fosse efectuada divulgação dos resultados); apenas a partir de 1968 o Comité Olímpico Internacional “oficializaria” esses testes, tendo sido identificado um único caso, o do atleta sueco de pentatlo moderno Hans-Gunnar Liljenwall.
Outros dois ciclistas integram os casos de mortes por ingestão de substâncias dopantes: Tom Simpson, falecido durante a escalada do Mont Ventoux, na Volta a França em bicicleta de 1967, vítima do consumo de anfetaminas; e Marco Pantani, vencedor do “Tour de France”, morto aos 34 anos, vítima de cocaína.
Outro caso de grande polémica e controvérsia foi o de Florence Griffith Joyner, atleta estado-unidense, campeã olímpica e recordista mundial dos 100 metros, morta aos 38 anos, de crise cardíaca.
O FLAGELO DO DOPING (II)
O doping é a prática que consiste em absorver substâncias visando melhorar artificialmente as capacidades físicas ou mentais.
As principais substâncias proibidas agrupam-se nas seguintes classes de dopantes:
– Esteróides anabolizantes – Nandrolona, Estanozolol, Testosterona
– Estimulantes e anfetaminas – Cocaína, Cafeína, Efedrina
– Analgésicos narcóticos – Codeína, Morfina, Metadona
– Diuréticos e “mascarantes” – Furosemida
– Hormonas peptídicas – HCG, H, Crescimento, ACTH, Eritropoietina (EPO).
As suas origens remontam à antiguidade; não obstante, o caso mais antigo conhecido data de 1865, relativamente a nadadores na Holanda, tendo adquirido particular relevância a partir dos anos 60 do século passado.
Depois de um certo “interregno” na década de 70, a descoberta da EPO e de anabolizantes na década de 80 traduzir-se-ia numa escalada do doping, com o auge nos Jogos Olímpicos de Seoul, em 1988.
As substâncias que permitiam “mascarar” ou ocultar outras substâncias proibidas começavam a ser utilizadas numa escala de difícil quantificação, ao mesmo tempo que novas e mais sofisticadas técnicas de despistagem iam sendo gradualmente adoptadas, culminando nos 25 casos detectados nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.
O FLAGELO DO DOPING (I)
Nas últimas semanas, a questão do doping voltou a estar na “ordem do dia”, contribuindo para o crescente descrédito do desporto e a suspeita generalizada – desvirtuando a “verdade desportiva” –, em particular no que respeita ao ciclismo e atletismo, modalidades bastante abaladas por sucessivos casos ao mais alto nível, envolvendo os seus principais praticantes em termos mundiais.
No período de apenas 1 mês, desde 29 de Junho a 29 de Julho, o rol é “assustador”:
– na sequência de uma investigação da “Guarda Civil Espanhola” ao laboratório de um conceituado médico (“Caso Puerto”), a 29 de Junho, Ivan Basso e Jan Ullrich (respectivamente 2º e 3º classificados do “Tour de France” em 2005, e principais candidatos à vitória em 2006), eram excluídos da prova (na véspera do seu início), por, alegadamente, serem “clientes” do referido médico, abrangendo a “rede de dopagem” um total de 56 ciclistas; sobre eles impende uma suspensão que poderá ir até 4 anos;
– entretanto, Francis Obikwelu era designado campeão europeu de atletismo, na sequência da desqualificação do britânico Dwain Chambers, vencedor da prova de 100 metros da competição disputada em Munique em 2002;
– a 12 de Julho, Natalya Sadova, campeã olímpica do lançamento do disco foi alvo de suspensão por 2 anos;
– a 27 de Julho, era anunciado que o vencedor do “Tour de France”, Floyd Landis, acusara níveis anormalmente elevados de testosterona; não obstante o estado-unidende alegar a origem fisiológica do índice de testosterona, os testes viriam a concluir pela existência de testosterona “sintética”;
– a 29 de Julho, Justin Gatlin, co-recordista mundial e campeão olímpico e mundial dos 100 metros, regista teste positivo, sendo suspenso por 8 anos, devido a prática reincidente (escapando à irradiação por “colaboração com os investigadores”).
150 ANOS DO COMBOIO EM PORTUGAL
No âmbito das comemorações dos 150 anos do Caminho de Ferro em Portugal – a celebrar no dia 28 de Outubro de 2006 –, a CP tem em curso uma exposição itinerante, nomeadamente patente em alguns centros comerciais, com o seguinte calendário:
– C. C. Colombo – 30 de Julho a 6 de Agosto
– Norte Shopping – 8 a 20 de Agosto
– Estação de Viana – 22 de Agosto a 3 de Setembro
– Guimarães – 5 a 17 de Setembro
Paralelamente, o Expresso tem vindo a publicar semanalmente (já desde 1 de Julho) destacáveis com “Guias Portugal de Comboio”:
1. Linha do Algarve e Ramal de Lagos
2. Linhas do Alentejo (Évora, Marvão e Elvas)
3. Linhas de Cascais, Sintra e Oeste
4. Linhas da Beira Baixa e do Leste
5. Linha do Norte e Ramal de Tomar
6. Linhas de Coimbra e Aveiro (05.08.06)
7. Linha da Beira Alta (12.08.06)
8. Linhas de Via Estreita do Douro (19.08.06)
9. Linha do Douro (26.08.06)
10. Linha do Minho (02.09.06)
"MITOS CLIMÁTICOS"
A propósito das mudanças climáticas que aqui abordei há dias, recebi mail de Rui G. Moura – autor do blogue “Mitos Climáticos” -, que transcrevo de seguida.
O Pânico Climático, A política do medo
(mais…)
PROTOCOLO DE QUIOTO (V)
Uma particularidade curiosa do Protocolo é a possibilidade da transacção de “quotas de poluição” (“comércio de emissões”): os países mais poluidores podem adquirir “licenças de emissão” (“créditos”) aos países (menos desenvolvidos) aos quais é tolerado aumentarem o seu actual nível de emissões de gases.
Inaugurou-se uma nova era, a da “Economia do Carbono”, como lhe chamou o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território: a tonelada de carbono passou a ter uma cotação no mercado, e os custos ambientais das emissões de dióxido de carbono representam também um custo (social) a repercutir nos preços de todos os produtos e actividades.
Os países podem também aumentar os “créditos” de que dispõem por via da adopção de medidas que aumentem a capacidade do ambiente de absorver mais dióxido de carbono, como por exemplo a plantação de árvores, não obstante a União Europeia manter reticências sobre a quantificação do papel da florestação ou reflorestação.
Outro mecanismo previsto no Protocolo é o da “implementação conjunta”, com um determinado país a poder cumprir parte dos seus objectivos por via de acções desenvolvidas conjuntamente com outros Estados; os países envolvidos têm interesse em gerar créditos que, em 2012, serão objecto de certificação e repartição entre esses países.
Porém, o Protocolo de Quioto, sendo um passo vital no combate às alterações climáticas – e não obstante subsista o risco de as metas estabelecidas não virem eventualmente a ser cumpridas, até pelo peso relativo que os EUA assumem nas emissões poluentes em termos mundiais – não é, infelizmente, tão ambicioso como seria necessário…
Não constituirá mais que apenas uma pequena parte da resolução do problema; há especialistas que defendem que a redução necessária para limitar as consequências do aquecimento global deverá ser (em particular no caso do dióxido de carbono) superior a 50 %!
Vale a pena reflectir – seriamente – nisto…
E, já agora, procurando passar à acção, “10 coisas simples que pode fazer para combater as alterações climáticas” (via bioterra).
P. S. Para saber mais:
http://ecosfera.publico.pt/noticias2003/noticia3395.asp
http://dn.sapo.pt/2004/11/19/sociedade/protocolo_quioto_entra_vigor_a_de_fe.html
http://dossiers.publico.pt/shownews.asp?id=68066&idCanal=309
http://jpn.icicom.up.pt/2005/11/28/protocolo_de_quioto_perguntas_e_respostas.html
http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=4057&iLingua=1
http://www.geocities.com/Augusta/7135/estufagasesde.htm
http://dn.sapo.pt/2006/06/06/economia/industria_portuguesa_de_reduzir_9_em.html



