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"JARDINS DIGITAIS"
Numa iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, financiada pelas empresas exploradoras de acessos à Internet, Broadnet, PT Wi-Fi e Zapp, 21 espaços verdes e miradouros de Lisboa – “Jardins Digitais” – passam a dispor (até Junho de 2007) de acesso wireless gratuito à Internet, 24 horas por dia.
Os espaços em que será possível aceder à Internet são os seguintes: Telheiras (Alameda Roentgen), Jardim Amália Rodrigues, Campo Santana (Jardim Braancamp Freire), Jardim do Campo Grande, Miradouro da Graça, Miradouro de Nossa Sra. do Monte, Mata de Alvalade (Parque José Gomes Ferreira), Alameda D. Afonso Henriques (Fonte Luminosa), Jardim do Príncipe Real (Jardim França Borges), Jardim da Estrela (Jardim Guerra Junqueiro), Miradouro do Alto de Sta. Catarina, Parque da Bela Vista (Norte), Parque Eduardo VII (Estufa Fria – Parque Infantil e Esplanada do Lago), Alameda Keil do Amaral, Espaço Monsanto, Jardim do Arco do Cego, Jardim Vasco da Gama, Parque Recreativo do Alto da Serafina, Parque Recreativo do Alvito e Quinta das Conchas e dos Lilases.
RELATÓRIO “STERN” SOBRE ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
“The conclusion of the Review is essentially optimistic. There is still time to avoid the worst impacts of climate change, if we act now and act internationally. Governments, businesses and individuals all need to work together to respond to the challenge. Strong, deliberate policy choices by governments are essential to motivate change.
But the task is urgent. Delaying action, even by a decade or two, will take us into dangerous territory. We must not let this window of opportunity close.”
“DESFAÇATEZ”
“(…) Como pode fazer-se um discurso de rigor e exigência para o comum dos cidadãos e os alegados pilares da democracia continuarem a fazer questão de não terem contabilidade organizada?”
António José Teixeira, em editorial do Diário de Notícias
(via Adufe)
“TROP CHAUD”
Uma edição especial do Courrier International sobre o “aquecimento global” – Tudo o que sempre quis saber sobre o aquecimento global e como pode agir -, compreendendo nomeadamente:
– “Portfolio” – Alguns (d)os mais belos lugares do planeta encontram-se sob ameaça
– Alertas – Degelos do Árctico, Antárctico, Gronelândia, Islândia, …
– Cenários – “E se o Sahara se tornasse um jardim do Éden?”, “Perigo: a tundra em decomposição”, “Será já demasiado tarde para agir?”, “Sem gelo, a terra treme”, “Quatro hipóteses para o clima do futuro”
– Controvérsias – Corrente do Golfo, “mentiras do lobby Exxon”, furacões tropicais, …
– Antes e Depois – O “choque das fotos”
– Soluções – 15 propostas para o Planeta, energia eólica, nuclear, combustíveis alternativos, …
– Políticas – Comportamento dos EUA, “menos emissões, mais lucros”, “e se a direita se tornasse ecologista?”, reduzir as emissões individuais, tudo está por fazer…
(via Klepsydra)
Chaud devant
Canicule en juillet, août pourri, septembre qui bat des records de chaleur… Le réchauffement climatique ne frappe plus seulement l’Alaska ou le Bangladesh, il se fait sentir au quotidien, sous toutes les latitudes. Et ce n’est qu’un début, comme le montrent tous les scénarios élaborés par les scientifiques.
Selon l’ancien vice-président des Etats-Unis Al Gore, le système politique “a un point commun avec le système climatique : il n’est pas linéaire. Il peut avoir l’air d’évoluer au rythme d’un glacier, mais, dès qu’il a franchi sa limite de rupture, il peut soudain s’écrouler.” Nous assistons à un tel bouleversement que le thème du changement climatique prend – enfin – l’importance qui lui revient.
Parce que les Etats-Unis de Bush ont été le principal obstacle à la ratification du protocole de Kyoto, qu’ils ont censuré les scientifiques et encouragé les “sceptiques” de tous bords, le revirement que l’on pressent outre-Atlantique mérite la plus grande attention. Même si Bush campe sur ses positions, il a face à lui une opposition de plus en plus puissante, y compris au sein de son camp. “Si le mouvement ne vient pas du haut vers le bas, il viendra du bas vers le haut”, explique le maire de Seattle. Ce démocrate a fondé l’Association des maires pour la protection du climat, qui compte aujourd’hui 212 villes pour 43 millions d’habitants. A gauche comme à droite, aux Etats-Unis comme en Inde ou en Chine, dans les entreprises, le cinéma ou les médias, les initiatives se multiplient. Mais c’est à chacun de nous de prendre part aux efforts pour sauver la planète. Car il n’est pas trop tard.
Olivier Blond
PRÉMIOS NOBEL 2006
Na sequência do anúncio, há momentos, da atribuição do Nobel da Paz, são já conhecidos os laureados com os Prémios Nobel 2006, nas áreas da:
– Medicina – Andrew Z. Fire e Craig C. Mello (ambos estado-unidenses) – pelas suas descobertas sobre o RNAi (“descoberta do mecanismo fundamental para o controlo dos fluxos de informações genéticas”)
– Física – John C. Mather e George F. Smoot, ambos astrónomos estado-unidenses – pelos seus trabalhos sobre a teoria da origem do universo e do “Big Bang”
– Química – Roger D. Kornberg (EUA) – pelos seus estudos moleculares (o primeiro a criar a fotografia actual de como funciona a transcrição a nível molecular no importante grupo dos organismos chamados eucariotas)
– Economia – Edmund Phelps (EUA), pelo seu contributo para a análise de “tradeoffs” intertemporais na política macro-económica
– Literatura – Orhan Pamuk (Turquia), o qual “em busca da alma melancólica da sua cidade natal descobriu novos símbolos para o choque e cruzamento de culturas”. Encontram-se traduzidos em português os seus livros “A Cidadela Branca” e “Os Jardins da Memória”, ambos na Editorial Presença.
– Paz – Muhammad Yunus (Bangladesh) e Grameen Bank (banco de apoio às mais pobres populações rurais do Bangladesh) – pelos seus esforços de desenvolvimento económico e social, por via da criação de oportunidades, através do financiamento pelo sistema de “micro-créditos”.
PINTO MONTEIRO – NOVO PROCURADOR
Que Fernando Pinto Monteiro tenha a capacidade de estar à altura das expectativas agora criadas no cargo de enorme responsabilidade que é o de Procurador Geral da República; o termo de comparação para apreciação do seu desempenho não poderá (não deveria…) ser nunca o do seu “infeliz” predecessor (a propósito, o caso do “envelope 9” alguma vez será devidamente esclarecido?).
O trabalho a desenvolver na procura de credibilizar a justiça em Portugal afigura-se uma tarefa hercúlea.
A forma como foi aceite a sua nomeação parece ser um bom sinal.
“APITO DOURADO"
Apenas 2 questões:
1ª O segredo de justiça foi já oficialmente abolido em Portugal?
2ª Quando irá a justiça actuar relativamente a, entre outros, Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira, José Veiga, João Loureiro e, principalmente, Valentim Loureiro?
O FLAGELO DO DOPING (X)
Em conclusão, não será porventura descabida a ideia de que – pelo menos em determinadas modalidades (em particular, no ciclismo, halterofilismo e atletismo) –, para além da ingestão de “suplementos vitamínicos”, o recurso a outras substâncias sintetizadas será generalizado a nível dos principais praticantes.
Todas as equipas de ciclismo de topo dispõem de equipas médicas que prescrevem aos seus atletas dietas, regimes alimentares e suplementos cientificamente estudados; a imagem que parece transparecer é que os ciclistas de alta competição “testam” diariamente os seus limites, não só os físicos ou fisiológicos, mas também os da validade (em termos de quantidade) da ingestão de substâncias cujo consumo excessivo é considerado ilegal; parece uma espécie de jogo do “gato e do rato”, em que se procura maximizar a utilização dessas substâncias, visando melhorar as capacidades físicas, até à fronteira determinada pelos índices estabelecidos pela legislação desportiva.
Já na década de 80, esta prática massiva fora “cientificamente” aplicada em particular às atletas e nadadoras da ex-RDA; a velocista Marita Koch, que estabelecera, ao longo da sua carreira, entre 1977 e 1987, diversos recordes mundiais e obtivera diversos títulos e medalhas olímpicas, admitiu ter sido dopada, numa prática sistemática nos atletas do seu país; outras atletas (de estafetas) requereram mesmo que o seu nome fosse retirado da lista de recordistas mundiais).
Com a queda do muro de Berlim, e consequentes alterações políticas a leste, nomeadamente com a absorção da RDA na Alemanha, assistiu-se, na década de 90, a uma transferência dessas práticas dopantes para atletas chinesas.
Num contexto de agressiva competitividade – inserido numa sociedade em que a meritocracia individual parece ser um valor cada vez mais relevante e em que as grandes proezas atléticas são pagas a “peso de ouro”, a par dos ainda maiores proventos decorrentes de contratos publicitários – o desporto mundial encontra-se portanto numa encruzilhada, em que a suspeita se generaliza de forma acelerada, tal a abrangência de casos entre os maiores atletas a nível mundial.
Como combater este flagelo, que desvirtua a verdade desportiva, quase obrigando a que o doping seja prática de adopção comum para que os principais competidores se defrontem em condições equitativas?
Qual o caminho a seguir quando tantos dos grandes campeões – quais “heróis” populares -, parecem denotar ser afinal ídolos de “pés de barro”?
O FLAGELO DO DOPING (IX)
Também em Portugal se verificaram alguns casos mediáticos de doping.
O mais antigo remonta a 1969, quando Joaquim Agostinho foi desclassificado da Volta a Portugal em bicicleta, cuja vitória seria alcançada por Joaquim Andrade. Agostinho reincidiria no início da década de 70, já depois de ter conquistado três vitórias consecutivas na prova, entre 1970 e 1972.
Esse record de vitórias apenas seria batido por Marco Chagas, tetra-vencedor da prova, em 1982, 1983, 1985 e 1986… mas também Marco Chagas seria abalado pelo doping: em 1979, depois de ter alcançado o 1º lugar, seria desclassificado a favor de Joaquim Sousa Santos, já a prova tinha terminado; voltaria a ser penalizado em 1984 (vitória de Venceslau Fernandes) e em 1987 (vitória de Manuel Cunha) – ver, em “entrada estendida”, uma entrevista recente de Marco Chagas, a propósito destes casos.
No futebol, os casos mais mediáticos foram os de Veloso (impedido de participar no Mundial de 1986 – alegadamente vítima lapso na recolha da amostra num jogo do Benfica), Kennedy (impedido de participar no Mundial de 2002) e, mais recentemente, de Abel Xavier.
(Em continuação, uma entrevista recente de Marco Chagas).
(mais…)
O FLAGELO DO DOPING (VIII)
O primeiro controlo de dopagem em Portugal foi realizado em 1968, no decurso da Volta a Portugal em bicicleta; até à década de 70, os controlos incidiram preponderantemente sobre o ciclismo, segundo os regulamentos da União Ciclista Internacional – nas análises realizadas entre 1969 e 1984, cerca de 11 % dos resultados revelaram-se positivos, o que, não obstante traduzir uma percentagem relevante, era inferior ao verificado noutros países.
A primeira legislação nacional relativa ao Controlo Anti-Doping data de Setembro de 1979 (Decreto-Lei nº 374/79). A partir de 1982, passaram a ser controladas outras modalidades para além do ciclismo, com base na referida legislação; gradualmente, foram sujeitas a controlo: 10 modalidades em 1988; 20 em 1992, 30 em 1998; 40 em 2000; atingindo-se um total de 50 modalidades em 2004.
A legislação portuguesa seria actualizada, de acordo com orientações europeias, em 1990 (Decreto-Lei nº 105/90), tendo sido então criado o Conselho Nacional Antidopagem (CNAD), assumindo a definição da política de luta contra a dopagem em Portugal. Os controlos “preventivos”, fora de competição, apenas se iniciaram em 1994.
De acordo com dados do CNAD, a utilização de doping diminuiu nas 52 modalidades inscritas no plano nacional de antidopagem, no decurso de 2005, com 49 casos positivos (em mais de 3 300 amostras – de urina e sangue – recolhidas para controlo), face a 62 no ano de 2004. Os casos registados no futebol passaram de 11 para 12 (dos quais 3 na Primeira Liga).



