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RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (VII)
Por fim, no que respeita aos factores “Desempenho económico” / “Difusão tecnológica”, destacam-se os seguintes indicadores, respectivamente, PIB per capita em USD (PPC); % Crescimento anual do PIB 1990-2004; Taxa de inflação média anual 1990-2004; Telefones por 1 000 habitantes; Telemóveis por 1 000 habitantes; Utilizadores de Internet por 1 000 habitantes:
- Noruega: 38 454 / 2,5 / 2,2 / 669 / 861 / 390 - Islândia: 33 051 / 2,0 / 3,2 / 652 / 998 / 772 - Austrália: 30 331 / 2,5 / 2,4 / 541 / 818 / 646 - Irlanda: 38 827 / 7,3 / 2,8 / 496 / 929 / 265 - Suécia: 29 541 / 1,8 / 1,7 / 708 / 1034 / 756 - Canadá: 31 263 / 2,1 / 1,9 / nd / 469 / 626 - Japão: 29 251 / 0,8 / 0,3 / 460 / 716 / 587 - EUA: 39 676 / 1,9 / 2,6 / 606 / 617 / 630 - Suíça: 33 040 / 0,2 / 1,3 / 710 / 849 / 474 - Holanda: 31 789 / 2,1 / 2,6 / 483 / 910 / 614 ... - Portugal: 19 629 / 2,1 / 3,9 / 404 / 981 / 281
Relativamente aos aspectos económicos, Portugal terá ainda que recuperar de forma significativa, particularmente o valor de PIB per capita (cerca de metade do registado pelos países mais “ricos”), assim como necessita reduzir a taxa média de inflação.
Destaque para o número de telemóveis por 1 000 habitantes, que continua a aumentar (uma particularidade portuguesa, que terá provocado inclusivamente a redução do número de telefones fixos), quase “competindo” ao nível dos maiores utilizadores mundiais (nomeadamente os países nórdicos: Suécia, Islândia, Finlândia e Noruega; para além de Hong Kong, Itália, Israel, R. Checa e Reino Unido – todos acima de 1 000 –, não se encontrando disponíveis dados actualizados relativamente ao “recordista mundial” no estudo anterior, o Luxemburgo, com 1 194!).
Finalmente, a nível de utilizadores de Internet, continua a haver ainda um longo caminho a percorrer para uma aproximação aos países do topo mundial.
MELHORES UNIVERSIDADES DO MUNDO
1. Universidade de Harvard (EUA)
2. Universidade de Cambridge (Grã-Bretanha)
3. Universidade de Oxford (Grã-Bretanha)
4. Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) e Universidade de Yale (EUA)
6. Universidade de Stanford (EUA)
7. Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA)
8. Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA)
9. Imperial College de Londres (Grã-Bretanha)
10. Universidade Princeton (EUA)
11. Universidade de Chicago (EUA)
12. Universidade Columbia (EUA)
13. Universidade Duke (EUA)
14. Universidade de Pequim (China)
15. Universidade Cornell (EUA)
16. Universidade Nacional da Austrália (Austrália)
17. London School of Economics (Grã-Bretanha)
18. Ecole Normale Superieure (França)
19. Universidade Nacional de Singapura (Singapura)
20. Universidade de Tóquio (Japão)
21. Universidade McGill (Canadá)
22. Universidade de Melbourne (Austrália)
23. Universidade Johns Hopkins (EUA)
24. Instituto de Tecnologia Federal da Suíça (Suíça)
25. Universidade College London (Grã-Bretanha)
Com base no ranking do “The Times Higher Education Supplement“.
(via Geografismos)
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (IV)
No que respeita a um dos factores determinantes desta classificação – “Acesso a serviços de saúde e recursos” – destacam-se os seguintes indicadores, respectivamente, Nº de médicos por cada 100 000 habitantes; Gastos Públicos com Saúde (% PIB); Gastos Privados com Saúde (% PIB); Gastos com Saúde per capita (USD):
- Noruega: 313 / 8,6 / 1,7 / 3 809
- Islândia: 362 / 8,8 / 1,7 / 3 110
- Austrália: 247 / 6,4 / 3,1 / 2 874
- Irlanda: 279 / 5,8 / 1,5 / 2 496
- Suécia: 328 / 8,0 / 1,4 / 2 704
- Canadá: 214 / 6,9 / 3,0 / 2 989
- Japão: 198 / 6,4 / 1,5 / 2 244
- EUA: 256 / 6,8 / 8,4 / 5 711
- Suíça: 361 / 6,7 / 4,8 / 3 776
- Holanda: 315 / 6,1 / 3,7 / 2 987
...
- Portugal: 342 / 6,7 / 2,9 / 1 791
Destaca-se o número de médicos por cada 100 000 habitantes na Islândia, Suíça, Suécia, Noruega e Holanda (“beneficiando” de se tratar de países com uma população relativamente reduzida); Portugal regista, neste indicador, a 21ª posição mundial), numa classificação liderada por Cuba, com um rácio de 591. Também acima do rácio da Islândia, encontram-se: Santa Lúcia (517), Bielorússia (455), Bélgica (449), Estónia (448), Grécia (438), Rússia (425), Itália (420), Turquemenistão (418), Geórgia (409), Lituânia (397), Israel (382) e Uruguai (365).
A nível de Gastos Públicos com Saúde, os primeiros lugares de entre os 10 países mais desenvolvidos pertencem à Islândia, Noruega e à Suécia; não obstante, a Alemanha registando um rácio de 8,7 % do PIB, detém, nesta matéria, a liderança mundial.
Relativamente aos Gastos Privados com Saúde, os EUA ocupam uma posição claramente destacada relativamente aos restantes países (nos primeiros 75, apenas o Uruguai, 7,1 %; Suíça e Grécia, 4,8 %; Bósnia e Herzegovina, 4,7%; Argentina, 4,6 %; e Brasil, 4,2 %; ultrapassam os 4 %). O “recordista mundial” é, contudo, o Cambodja (com 8,8 % do PIB), destacando-se também o Líbano, com 7,2 % (não devendo esquecer-se que se trata de uma medida da relação entre os gastos e a “riqueza” produzida pelo país).
Em termos de Gastos com Saúde per capita, os EUA lideram também de forma destacada, seguidos pela Noruega e Suíça; Portugal ocupa a 24ª posição (ultrapassando, em relação ao seu nível na tabela geral, Singapura, a Coreia do Sul e a Eslovénia, não se encontrando disponíveis dados relativos a Hong Kong).
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (III)
Ao longo dos anos, os países mais bem posicionados em termos de “Índice de Desenvolvimento Humano” apresentaram a seguinte tendência de evolução (nos estudos relativos, respectivamente, aos anos de 2004, conforme o estudo agora publicado; 2000; 1995; 1990; 1985; 1980; e 1975):
- Noruega: 1º / 3º / 7º / 7º / 4º / 1º / 1º
- Suécia: 5º / 2º / 9º / 10º / 5º / 3º / 2º
- Austrália: 3º / 1º / 11º / 14º / 2º / 4º / 3º
- Canadá: 6º / nd / 1º / 1º / 1º / 8º / 4º
- Holanda: 10º / 9º / 5º / 5º / 3º / 5º / 5º
- Bélgica: 13º / 4º / 13º / 12º / 6º / 6º / 6º
- Islândia: 2º / 6º / 3º / 2º / 9º / 2º / 7º
- EUA: 8º / 10º / 2º / 3º / 7º / 7º / 8º
- Japão: 7º / 11º / 6º / 4º / 8º / 9º / 9º
- Irlanda: 4º / 16º / 23º / 22º / 22º / 12º / 10º
- Suíça: 9º / 7º / 4º / 6º / 12º / 10º / 11º
- Luxemburgo: 12º / 15º / 17º / 18º / 21º / 20º / 18º
...
- Portugal: 28º / 27º / 25º / 26º / 23º / 23º / 26º
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (II)
Numa primeira análise à tabela geral, constata-se que os países de mais elevado índice de desenvolvimento humano continuam a ser os nórdicos: Noruega – que mantém uma firme liderança ao longo dos últimos 4 anos de estudos – e Islândia, mantendo o 2º posto (que registara já em 2005 e 2003); com a Suécia a subir da 6ª para a 5ª posição; a Finlândia e a Dinamarca ocupam, respectivamente, o 11º e 15º lugares.
Destaca-se a progressão da Irlanda (excelente desempenho, escalando desde a 8 até à 4ª posição) e do Japão (entrando no “top ten”, directamente para o 7º lugar).
Nos 10 primeiros, nota ainda para a manutenção de estatuto de países mais desenvolvidos da Austrália (a conservar, pelo 3º ano consecutivo, a 3ª posição), Canadá (descendo mais um posto, de 5º para 6º), EUA (recuperando o 8º posto, que ocupara já em 2004), Suíça (apesar de descer de 7º para 9º) e Holanda (10º), em detrimento das quedas do Luxemburgo (de 4º para 12º) e da Bélgica (de 9º para 13º).
Em termos gerais, os 25 países membros da União Europeia posicionam-se nos 50 primeiros lugares:
(i) Os “antigos 15″ surgem até ao 28º lugar – Irlanda em 4º; Suécia em 5º; Holanda em 10º; depois, do 11º ao 19º, temos, respectivamente, Finlândia, Luxemburgo, Bélgica, Áustria, Dinamarca, França, Itália, Reino Unido e Espanha; a Alemanha cai para 20º; a Grécia e Portugal continuam a fechar o antigo “pelotão europeu dos 15″, em 24º e 28º;
(ii) Imediatamente a seguir, surgem os novos membros da União, com a Eslovénia “à frente”, em 27º (tendo ultrapassado Portugal já desde o ano transacto); Chipre é 29º; R. Checa, 30º; Malta, 32º; Hungria, 35º; Polónia, 37º; seguem-se a Estónia, Lituânia e Eslováquia, do 40º ao 42º lugar; a Letónia fecha o grupo, no 45º posto.
Nas primeiras 25 posições, as excepções à predominância europeia resumem-se a oito: Austrália, Canadá, Japão, EUA, N. Zelândia (20º), Hong Kong (22º), Israel (23º) e Singapura (25º).
Dos países europeus que não integram ainda a União Europeia, sendo candidatos à adesão, referência particular ao 44º lugar da Croácia; a Bulgária ocupa o 54º posto; e a Roménia o 60º lugar; já fora do grupo dos países de “Elevado Desenvolvimento Humano”, surge a Turquia, colocada apenas na 92ª posição.
Os países de expressão oficial portuguesa posicionam-se da seguinte forma: Brasil (69º, caindo 6 lugares); Cabo Verde (descendo do 105º para o 106º posto); S. Tomé e Príncipe (também a descer, de 126º para 127º); Timor-Leste (142º, regredindo 2 posições); com os 3 restantes a constarem entre os 17 menos desenvolvidos do mundo: Angola (perdendo uma posição, ocupando agora o 161º); Moçambique (mantendo a 168ª posição); e, por fim, Guiné-Bissau (também, a descer, de 172º para 173º).
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (I)
À semelhança do verificado desde o ano de 2003, aqui me proponho apresentar, ao longo desta semana, alguns dos principais indicadores de desenvolvimento humano, de acordo com o “Relatório de Desenvolvimento Humano”, recentemente publicado para o PNUD (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas), relativos a um “universo” de 177 países.
Como primeira e importante ressalva, a referência de que os indicadores agora publicados respeitam ao ano de 2004.
A “classificação” mundial surge assim ordenada (indicando também, para efeitos comparativos, os índices publicados em 2005, 2004 e 2003 – respeitantes, respectivamente, aos anos de 2003, 2002 e 2001) e correspondentes posições na tabela geral):
1. Noruega_________96,5 96,3 (1) 95,6 (1) 94,4 (1)
2. Islândia__________96,0 95,6 (2) 94,1 (7) 94,2 (2)
3. Austrália_________95,7 95,5 (3) 94,6 (3) 93,9 (4)
4. Irlanda__________95,6 94,6 (8) 93,6 (10) 93,0 (12)
5. Suécia__________95,1 94,9 (6) 94,6 (2) 94,1 (3)
6. Canadá_________95,0 94,9 (5) 94,3 (4) 93,7 (8)
7. Japão___________94,9 94,3 (11) 93,8 (9) 93,2 (9)
8. EUA____________94,8 94,4 (10) 93,9 (8) 93,7 (7)
9. Suíça___________94,7 94,7 (7) 93,6 (11) 93,2 (10)
10. Holanda________94,7 94,3 (12) 94,2 (5) 93,8 (5)
…
28. Portugal________90,4 90,4 (27) 89,7 (26) 89,6 (23)
…
63. Maurícia________80,0
64. Líbia___________79,8
…
146. Suazilândia_____50,0
147. Togo__________49,5
…
177. Níger__________28,1
"JARDINS DIGITAIS"
Numa iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, financiada pelas empresas exploradoras de acessos à Internet, Broadnet, PT Wi-Fi e Zapp, 21 espaços verdes e miradouros de Lisboa – “Jardins Digitais” – passam a dispor (até Junho de 2007) de acesso wireless gratuito à Internet, 24 horas por dia.
Os espaços em que será possível aceder à Internet são os seguintes: Telheiras (Alameda Roentgen), Jardim Amália Rodrigues, Campo Santana (Jardim Braancamp Freire), Jardim do Campo Grande, Miradouro da Graça, Miradouro de Nossa Sra. do Monte, Mata de Alvalade (Parque José Gomes Ferreira), Alameda D. Afonso Henriques (Fonte Luminosa), Jardim do Príncipe Real (Jardim França Borges), Jardim da Estrela (Jardim Guerra Junqueiro), Miradouro do Alto de Sta. Catarina, Parque da Bela Vista (Norte), Parque Eduardo VII (Estufa Fria – Parque Infantil e Esplanada do Lago), Alameda Keil do Amaral, Espaço Monsanto, Jardim do Arco do Cego, Jardim Vasco da Gama, Parque Recreativo do Alto da Serafina, Parque Recreativo do Alvito e Quinta das Conchas e dos Lilases.
RELATÓRIO “STERN” SOBRE ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
“The conclusion of the Review is essentially optimistic. There is still time to avoid the worst impacts of climate change, if we act now and act internationally. Governments, businesses and individuals all need to work together to respond to the challenge. Strong, deliberate policy choices by governments are essential to motivate change.
But the task is urgent. Delaying action, even by a decade or two, will take us into dangerous territory. We must not let this window of opportunity close.”
“DESFAÇATEZ”
“(…) Como pode fazer-se um discurso de rigor e exigência para o comum dos cidadãos e os alegados pilares da democracia continuarem a fazer questão de não terem contabilidade organizada?”
António José Teixeira, em editorial do Diário de Notícias
(via Adufe)
“TROP CHAUD”
Uma edição especial do Courrier International sobre o “aquecimento global” – Tudo o que sempre quis saber sobre o aquecimento global e como pode agir -, compreendendo nomeadamente:
– “Portfolio” – Alguns (d)os mais belos lugares do planeta encontram-se sob ameaça
– Alertas – Degelos do Árctico, Antárctico, Gronelândia, Islândia, …
– Cenários – “E se o Sahara se tornasse um jardim do Éden?”, “Perigo: a tundra em decomposição”, “Será já demasiado tarde para agir?”, “Sem gelo, a terra treme”, “Quatro hipóteses para o clima do futuro”
– Controvérsias – Corrente do Golfo, “mentiras do lobby Exxon”, furacões tropicais, …
– Antes e Depois – O “choque das fotos”
– Soluções – 15 propostas para o Planeta, energia eólica, nuclear, combustíveis alternativos, …
– Políticas – Comportamento dos EUA, “menos emissões, mais lucros”, “e se a direita se tornasse ecologista?”, reduzir as emissões individuais, tudo está por fazer…
(via Klepsydra)
Chaud devant
Canicule en juillet, août pourri, septembre qui bat des records de chaleur… Le réchauffement climatique ne frappe plus seulement l’Alaska ou le Bangladesh, il se fait sentir au quotidien, sous toutes les latitudes. Et ce n’est qu’un début, comme le montrent tous les scénarios élaborés par les scientifiques.
Selon l’ancien vice-président des Etats-Unis Al Gore, le système politique “a un point commun avec le système climatique : il n’est pas linéaire. Il peut avoir l’air d’évoluer au rythme d’un glacier, mais, dès qu’il a franchi sa limite de rupture, il peut soudain s’écrouler.” Nous assistons à un tel bouleversement que le thème du changement climatique prend – enfin – l’importance qui lui revient.
Parce que les Etats-Unis de Bush ont été le principal obstacle à la ratification du protocole de Kyoto, qu’ils ont censuré les scientifiques et encouragé les “sceptiques” de tous bords, le revirement que l’on pressent outre-Atlantique mérite la plus grande attention. Même si Bush campe sur ses positions, il a face à lui une opposition de plus en plus puissante, y compris au sein de son camp. “Si le mouvement ne vient pas du haut vers le bas, il viendra du bas vers le haut”, explique le maire de Seattle. Ce démocrate a fondé l’Association des maires pour la protection du climat, qui compte aujourd’hui 212 villes pour 43 millions d’habitants. A gauche comme à droite, aux Etats-Unis comme en Inde ou en Chine, dans les entreprises, le cinéma ou les médias, les initiatives se multiplient. Mais c’est à chacun de nous de prendre part aux efforts pour sauver la planète. Car il n’est pas trop tard.
Olivier Blond



