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“7 MARAVILHAS DE PORTUGAL”
Decorrem em paralelo duas votações para eleição das “Novas 7 Maravilhas do Mundo” (votação à escala mundial), e das “7 Maravilhas de Portugal“, cujos resultados serão anunciados em Lisboa no próximo dia 07.07.07.
Em relação à votação nacional, começou-se pela compilação de uma lista de 793 monumentos nacionais, como tal classificados pelo IPPAR, tendo sido convidados 7 peritos para a selecção / nomeação de 77 monumentos.
Subsequentemente, um “Conselho de Notáveis” (composto por representantes de vários quadrantes sociais: arquitectos, historiadores, políticos, actores, sociólogos, engenheiros, empresários, gestores, artistas, jornalistas, economistas, cientistas, escritores, arqueólogos, professores, psicólogos, entre outros), escolheram – com base em critérios estabelecidos pelo painel de peritos, instituições e organismos que tutelam o património – os 21 monumentos finalistas.
A lista completa dos 21 finalistas compreende:
– Castelo de Almourol
– Castelo de Guimarães
– Castelo de Marvão
– Castelo de Óbidos
– Convento de Cristo
– Convento e Basílica de Mafra
– Fortaleza de Sagres
– Fortificações de Monsaraz
– Igreja de São Francisco
– Igreja e Torre dos Clérigos
– Mosteiro da Batalha
– Mosteiro de Alcobaça
– Mosteiro de Sta. Maria de Belém
– Paço Ducal de Vila Viçosa
– Paços da Universidade
– Palácio de Mateus
– Palácio Nacional da Pena
– Palácio Nacional de Queluz
– Ruínas de Conímbriga
– Templo Romano de Évora
– Torre de S. Vicente de Belém
ANTÓNIO CÂMARA – “PRÉMIO PESSOA” – 2006
António Câmara, professor catedrático (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa) e empresário, pioneiro na investigação em informação geográfica e fundador da YDreams, empresa na área do software para multimédia, realidade virtual e computação móvel, foi galardoado com o “Prémio Pessoa” deste ano.
Conforme referido pelo júri, António Câmara foi distinguido como “uma das figuras mais representativas de uma nova área do conhecimento aplicado, incluindo as tecnologias da informação e a realidade virtual, que têm tido, nos últimos anos, uma expansão notável no nosso país”.
O Prémio Pessoa, no valor de 50 000 euros, é uma iniciativa conjunta da Unisys e do Expresso, cuja primeira edição data de 1987. É um prémio concedido anualmente à pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período – e na sequência de uma actividade anterior – tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país.
Nas edições anteriores, foram premiados:
2005 – Luís Miguel Cintra (actor e encenador)
2004 – Mário Cláudio (escritor)
2003 – José Gomes Canotilho (constitucionalista)
2002 – Manuel Sobrinho Simões (investigador)
2001 – João Bénard da Costa (crítico e historiador de cinema)
2000 – Emmanuel Nunes (compositor)
1999 – Manuel Alegre (poeta) e José Manuel Rodrigues (fotógrafo)
1998 – Eduardo Souto de Moura (arquitecto)
1997 – José Cardoso Pires (escritor)
1996 – João Lobo Antunes (neurocirurgião)
1995 – Vasco Graça Moura (ensaísta)
1994 – Herberto Hélder (poeta)
1993 – Fernando Gil (filósofo)
1992 – Hannah e António Damásio (neurocientistas)
1991 – Cláudio Torres (arqueólogo)
1990 – Menez (pintora)
1989 – Maria João Pires (pianista)
1988 – António Ramos Rosa (poeta)
1987 – José Mattoso (historiador)
“PROJECTO ÂNCORA”
Exposição “Da Cor do Céu“, do “Projecto Âncora”, um projecto que vale a pena apoiar.
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (VII)
Por fim, no que respeita aos factores “Desempenho económico” / “Difusão tecnológica”, destacam-se os seguintes indicadores, respectivamente, PIB per capita em USD (PPC); % Crescimento anual do PIB 1990-2004; Taxa de inflação média anual 1990-2004; Telefones por 1 000 habitantes; Telemóveis por 1 000 habitantes; Utilizadores de Internet por 1 000 habitantes:
- Noruega: 38 454 / 2,5 / 2,2 / 669 / 861 / 390 - Islândia: 33 051 / 2,0 / 3,2 / 652 / 998 / 772 - Austrália: 30 331 / 2,5 / 2,4 / 541 / 818 / 646 - Irlanda: 38 827 / 7,3 / 2,8 / 496 / 929 / 265 - Suécia: 29 541 / 1,8 / 1,7 / 708 / 1034 / 756 - Canadá: 31 263 / 2,1 / 1,9 / nd / 469 / 626 - Japão: 29 251 / 0,8 / 0,3 / 460 / 716 / 587 - EUA: 39 676 / 1,9 / 2,6 / 606 / 617 / 630 - Suíça: 33 040 / 0,2 / 1,3 / 710 / 849 / 474 - Holanda: 31 789 / 2,1 / 2,6 / 483 / 910 / 614 ... - Portugal: 19 629 / 2,1 / 3,9 / 404 / 981 / 281
Relativamente aos aspectos económicos, Portugal terá ainda que recuperar de forma significativa, particularmente o valor de PIB per capita (cerca de metade do registado pelos países mais “ricos”), assim como necessita reduzir a taxa média de inflação.
Destaque para o número de telemóveis por 1 000 habitantes, que continua a aumentar (uma particularidade portuguesa, que terá provocado inclusivamente a redução do número de telefones fixos), quase “competindo” ao nível dos maiores utilizadores mundiais (nomeadamente os países nórdicos: Suécia, Islândia, Finlândia e Noruega; para além de Hong Kong, Itália, Israel, R. Checa e Reino Unido – todos acima de 1 000 –, não se encontrando disponíveis dados actualizados relativamente ao “recordista mundial” no estudo anterior, o Luxemburgo, com 1 194!).
Finalmente, a nível de utilizadores de Internet, continua a haver ainda um longo caminho a percorrer para uma aproximação aos países do topo mundial.
MELHORES UNIVERSIDADES DO MUNDO
1. Universidade de Harvard (EUA)
2. Universidade de Cambridge (Grã-Bretanha)
3. Universidade de Oxford (Grã-Bretanha)
4. Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) e Universidade de Yale (EUA)
6. Universidade de Stanford (EUA)
7. Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA)
8. Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA)
9. Imperial College de Londres (Grã-Bretanha)
10. Universidade Princeton (EUA)
11. Universidade de Chicago (EUA)
12. Universidade Columbia (EUA)
13. Universidade Duke (EUA)
14. Universidade de Pequim (China)
15. Universidade Cornell (EUA)
16. Universidade Nacional da Austrália (Austrália)
17. London School of Economics (Grã-Bretanha)
18. Ecole Normale Superieure (França)
19. Universidade Nacional de Singapura (Singapura)
20. Universidade de Tóquio (Japão)
21. Universidade McGill (Canadá)
22. Universidade de Melbourne (Austrália)
23. Universidade Johns Hopkins (EUA)
24. Instituto de Tecnologia Federal da Suíça (Suíça)
25. Universidade College London (Grã-Bretanha)
Com base no ranking do “The Times Higher Education Supplement“.
(via Geografismos)
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (IV)
No que respeita a um dos factores determinantes desta classificação – “Acesso a serviços de saúde e recursos” – destacam-se os seguintes indicadores, respectivamente, Nº de médicos por cada 100 000 habitantes; Gastos Públicos com Saúde (% PIB); Gastos Privados com Saúde (% PIB); Gastos com Saúde per capita (USD):
- Noruega: 313 / 8,6 / 1,7 / 3 809
- Islândia: 362 / 8,8 / 1,7 / 3 110
- Austrália: 247 / 6,4 / 3,1 / 2 874
- Irlanda: 279 / 5,8 / 1,5 / 2 496
- Suécia: 328 / 8,0 / 1,4 / 2 704
- Canadá: 214 / 6,9 / 3,0 / 2 989
- Japão: 198 / 6,4 / 1,5 / 2 244
- EUA: 256 / 6,8 / 8,4 / 5 711
- Suíça: 361 / 6,7 / 4,8 / 3 776
- Holanda: 315 / 6,1 / 3,7 / 2 987
...
- Portugal: 342 / 6,7 / 2,9 / 1 791
Destaca-se o número de médicos por cada 100 000 habitantes na Islândia, Suíça, Suécia, Noruega e Holanda (“beneficiando” de se tratar de países com uma população relativamente reduzida); Portugal regista, neste indicador, a 21ª posição mundial), numa classificação liderada por Cuba, com um rácio de 591. Também acima do rácio da Islândia, encontram-se: Santa Lúcia (517), Bielorússia (455), Bélgica (449), Estónia (448), Grécia (438), Rússia (425), Itália (420), Turquemenistão (418), Geórgia (409), Lituânia (397), Israel (382) e Uruguai (365).
A nível de Gastos Públicos com Saúde, os primeiros lugares de entre os 10 países mais desenvolvidos pertencem à Islândia, Noruega e à Suécia; não obstante, a Alemanha registando um rácio de 8,7 % do PIB, detém, nesta matéria, a liderança mundial.
Relativamente aos Gastos Privados com Saúde, os EUA ocupam uma posição claramente destacada relativamente aos restantes países (nos primeiros 75, apenas o Uruguai, 7,1 %; Suíça e Grécia, 4,8 %; Bósnia e Herzegovina, 4,7%; Argentina, 4,6 %; e Brasil, 4,2 %; ultrapassam os 4 %). O “recordista mundial” é, contudo, o Cambodja (com 8,8 % do PIB), destacando-se também o Líbano, com 7,2 % (não devendo esquecer-se que se trata de uma medida da relação entre os gastos e a “riqueza” produzida pelo país).
Em termos de Gastos com Saúde per capita, os EUA lideram também de forma destacada, seguidos pela Noruega e Suíça; Portugal ocupa a 24ª posição (ultrapassando, em relação ao seu nível na tabela geral, Singapura, a Coreia do Sul e a Eslovénia, não se encontrando disponíveis dados relativos a Hong Kong).
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (III)
Ao longo dos anos, os países mais bem posicionados em termos de “Índice de Desenvolvimento Humano” apresentaram a seguinte tendência de evolução (nos estudos relativos, respectivamente, aos anos de 2004, conforme o estudo agora publicado; 2000; 1995; 1990; 1985; 1980; e 1975):
- Noruega: 1º / 3º / 7º / 7º / 4º / 1º / 1º
- Suécia: 5º / 2º / 9º / 10º / 5º / 3º / 2º
- Austrália: 3º / 1º / 11º / 14º / 2º / 4º / 3º
- Canadá: 6º / nd / 1º / 1º / 1º / 8º / 4º
- Holanda: 10º / 9º / 5º / 5º / 3º / 5º / 5º
- Bélgica: 13º / 4º / 13º / 12º / 6º / 6º / 6º
- Islândia: 2º / 6º / 3º / 2º / 9º / 2º / 7º
- EUA: 8º / 10º / 2º / 3º / 7º / 7º / 8º
- Japão: 7º / 11º / 6º / 4º / 8º / 9º / 9º
- Irlanda: 4º / 16º / 23º / 22º / 22º / 12º / 10º
- Suíça: 9º / 7º / 4º / 6º / 12º / 10º / 11º
- Luxemburgo: 12º / 15º / 17º / 18º / 21º / 20º / 18º
...
- Portugal: 28º / 27º / 25º / 26º / 23º / 23º / 26º
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (II)
Numa primeira análise à tabela geral, constata-se que os países de mais elevado índice de desenvolvimento humano continuam a ser os nórdicos: Noruega – que mantém uma firme liderança ao longo dos últimos 4 anos de estudos – e Islândia, mantendo o 2º posto (que registara já em 2005 e 2003); com a Suécia a subir da 6ª para a 5ª posição; a Finlândia e a Dinamarca ocupam, respectivamente, o 11º e 15º lugares.
Destaca-se a progressão da Irlanda (excelente desempenho, escalando desde a 8 até à 4ª posição) e do Japão (entrando no “top ten”, directamente para o 7º lugar).
Nos 10 primeiros, nota ainda para a manutenção de estatuto de países mais desenvolvidos da Austrália (a conservar, pelo 3º ano consecutivo, a 3ª posição), Canadá (descendo mais um posto, de 5º para 6º), EUA (recuperando o 8º posto, que ocupara já em 2004), Suíça (apesar de descer de 7º para 9º) e Holanda (10º), em detrimento das quedas do Luxemburgo (de 4º para 12º) e da Bélgica (de 9º para 13º).
Em termos gerais, os 25 países membros da União Europeia posicionam-se nos 50 primeiros lugares:
(i) Os “antigos 15″ surgem até ao 28º lugar – Irlanda em 4º; Suécia em 5º; Holanda em 10º; depois, do 11º ao 19º, temos, respectivamente, Finlândia, Luxemburgo, Bélgica, Áustria, Dinamarca, França, Itália, Reino Unido e Espanha; a Alemanha cai para 20º; a Grécia e Portugal continuam a fechar o antigo “pelotão europeu dos 15″, em 24º e 28º;
(ii) Imediatamente a seguir, surgem os novos membros da União, com a Eslovénia “à frente”, em 27º (tendo ultrapassado Portugal já desde o ano transacto); Chipre é 29º; R. Checa, 30º; Malta, 32º; Hungria, 35º; Polónia, 37º; seguem-se a Estónia, Lituânia e Eslováquia, do 40º ao 42º lugar; a Letónia fecha o grupo, no 45º posto.
Nas primeiras 25 posições, as excepções à predominância europeia resumem-se a oito: Austrália, Canadá, Japão, EUA, N. Zelândia (20º), Hong Kong (22º), Israel (23º) e Singapura (25º).
Dos países europeus que não integram ainda a União Europeia, sendo candidatos à adesão, referência particular ao 44º lugar da Croácia; a Bulgária ocupa o 54º posto; e a Roménia o 60º lugar; já fora do grupo dos países de “Elevado Desenvolvimento Humano”, surge a Turquia, colocada apenas na 92ª posição.
Os países de expressão oficial portuguesa posicionam-se da seguinte forma: Brasil (69º, caindo 6 lugares); Cabo Verde (descendo do 105º para o 106º posto); S. Tomé e Príncipe (também a descer, de 126º para 127º); Timor-Leste (142º, regredindo 2 posições); com os 3 restantes a constarem entre os 17 menos desenvolvidos do mundo: Angola (perdendo uma posição, ocupando agora o 161º); Moçambique (mantendo a 168ª posição); e, por fim, Guiné-Bissau (também, a descer, de 172º para 173º).
RELATÓRIO “DESENVOLVIMENTO HUMANO” (I)
À semelhança do verificado desde o ano de 2003, aqui me proponho apresentar, ao longo desta semana, alguns dos principais indicadores de desenvolvimento humano, de acordo com o “Relatório de Desenvolvimento Humano”, recentemente publicado para o PNUD (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas), relativos a um “universo” de 177 países.
Como primeira e importante ressalva, a referência de que os indicadores agora publicados respeitam ao ano de 2004.
A “classificação” mundial surge assim ordenada (indicando também, para efeitos comparativos, os índices publicados em 2005, 2004 e 2003 – respeitantes, respectivamente, aos anos de 2003, 2002 e 2001) e correspondentes posições na tabela geral):
1. Noruega_________96,5 96,3 (1) 95,6 (1) 94,4 (1)
2. Islândia__________96,0 95,6 (2) 94,1 (7) 94,2 (2)
3. Austrália_________95,7 95,5 (3) 94,6 (3) 93,9 (4)
4. Irlanda__________95,6 94,6 (8) 93,6 (10) 93,0 (12)
5. Suécia__________95,1 94,9 (6) 94,6 (2) 94,1 (3)
6. Canadá_________95,0 94,9 (5) 94,3 (4) 93,7 (8)
7. Japão___________94,9 94,3 (11) 93,8 (9) 93,2 (9)
8. EUA____________94,8 94,4 (10) 93,9 (8) 93,7 (7)
9. Suíça___________94,7 94,7 (7) 93,6 (11) 93,2 (10)
10. Holanda________94,7 94,3 (12) 94,2 (5) 93,8 (5)
…
28. Portugal________90,4 90,4 (27) 89,7 (26) 89,6 (23)
…
63. Maurícia________80,0
64. Líbia___________79,8
…
146. Suazilândia_____50,0
147. Togo__________49,5
…
177. Níger__________28,1




