Posts filed under ‘Sociedade’
"Visão História"
É lançada hoje uma nova publicação, a revista Visão História, orientada para temas históricos ou de memória, com uma periodicidade tendencialmente trimestral, “ajustada aos ritmos da própria história”.
Esta revista tem direcção editorial de Cláudia Lobo, sendo o seu primeiro número inteiramente dedicado ao ano de 1968, em especial ao “Maio de 68”.
Maio de 68
Nos 40 anos do “Maio de 68”, o projecto “68bis” (da arte.tv) oferece-nos, dia a dia, os despachos originais da Agência France-Presse, de há 4 décadas, que – a partir de hoje – desfilarão também pela barra lateral do Memória Virtual.
Os Jovens e a Política – Estudo citado por Cavaco Silva
Está já disponível para consulta online o documento “Os Jovens e a Política“, um estudo do Centro de Sondagens e Estudos de Opinião da Universidade Católica Portuguesa, ontem citado pelo Presidente da República, Cavaco Silva, no discurso efectuado na sessão comemorativa do 34º aniversário do 25 de Abril.
Algumas das principais conclusões:
“Quer de um ponto de vista quer absoluto quer comparativo, é notória a insatisfação dos portugueses com o funcionamento da democracia, assim como a existência de atitudes favoráveis a reformas profundas ou mesmo radicais na sociedade portuguesa.
De um ponto de vista quer absoluto quer comparativo, os portugueses evidenciam atitudes de baixo envolvimento com a política.
Os jovens encontram-se menos expostos à informação política pelos meios de comunicação convencional do que o resto da população. E em geral − e não apenas aqueles que ainda não chegaram à idade do voto − os jovens tendem a exibir menores níveis de conhecimentos políticos.”
Oh, my God!
As Distritais do PSD de Lisboa, Porto e Faro equacionam a possibilidade de apoiar a eventual candidatura de Alberto João Jardim à presidência do partido…
Pampilhosa da Serra
A Pampilhosa da Serra é uma vila portuguesa no Distrito de Coimbra, com cerca de 1 500 habitantes, sede de município (segundo maior do distrito de Coimbra, cidade de que dista 85 km), contando cerca de 5 000 habitantes. O município é limitado a norte por Arganil, a nordeste pela Covilhã, a leste pelo Fundão, a sul por Oleiros e Sertã, a sudoeste por Pedrógão Grande e a oeste por Góis.
Integra as seguintes freguesias: Cabril, Dornelas do Zêzere, Fajão, Janeiro de Baixo, Machio, Pampilhosa da Serra, Pessegueiro, Portela do Fojo, Unhais-o-Velho e Vidual.
Celebra hoje o seu dia feriado, em comemoração de diploma régio de D. João I, que confirmou o seu estatuto de vila autónoma do concelho da Covilhã.
Global Information Technology Report – Portugal em 2º
Portugal é o segundo país em que o Governo atribui maior importância às Tecnologias de Informação, de acordo com estudo publicado hoje pelo World Economic Forum: Global Information Technology. Neste critério de apreciação, Portugal apenas é suplantado por Singapura.
No índice global (“Networked Readiness Index”) – medindo o grau de preparação, participação e de desenvolvimento de um país ou região no aproveitamento que faz dos benefícios das tecnologias de informação e comunicação -, Portugal ocupa a 28ª posição, numa tabela liderada por Dinamarca, Suécia e Suíça.
(com base em artigo do Público)
Acordo ortográfico
Qual “Velho do Restelo”, aqui deixo expresso que não adoptarei de forma voluntária este novo acordo ortográfico. Se, compulsivamente, for obrigado a adoptá-lo, fá-lo-ei sob protesto!
«Consoantes mudas
Quando um dos termos de uma sequência consonântica é proferido na pronúncia culta da língua, como em “pacto” ou ficção”, fica tudo como está. Se é invariavelmente mudo, como acontece nas palavras “acto”, “colecção” ou “director”, o “c” cai sempre. Pela mesma lógica, cai o “p” em “Egipto” ou “peremptório”, sendo que neste último caso o “m” dá lugar a um “n”: perentório.
Acentos
A conjugação na terceira pessoa do plural do presente do indicativo de verbos como ter, vir e ver – têm, vêm e vêem – perde o acento circunflexo. Passa a escrever-se, por exemplo, “reveem”. Já em “dêmos” (presente do conjuntivo), continua a aceitar-se o acento, a título facultativo, para evitar a homografia com “demos” (pretérito perfeito do indicativo). A excepção é a forma verbal “pôde”, que preserva o acento.
Também são banidos os acentos agudos e circunflexos que ainda se mantinham em algumas palavras graves, como em “pára” ou “pêlo”, que passam a não se distinguir graficamente de para e pelo.
Hífen
Os redactores do novo Acordo Ortográfico investiram um especial esforço na regularização do uso do hífen, sobretudo nas palavras formadas por prefixação.
Algumas regras:
Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com “r” ou “s”, cai o hífen e dobra-se a consoante: “contrarrelógio”.
Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa por uma vogal diferente, não se usa o hífen: “antiaéreo”. Quando o prefixo termina com a vogal que inicia o elemento seguinte, usa-se o hífen: “contra-almirante”. A excepção a esta regra é o prefixo “co-“, que se aglutina com o elemento seguinte mesmo que este se inicie com um “o”: “coocupante”. Um dos exemplos que o texto do Acordo avança é “coordenar”, que se torna graficamente indistinguível de “coordenar” no sentido de dirigir ou supervisionar.
Os hífenes caem também em algumas locuções nas quais ainda iam sendo usados, como “fim-de-semana”. Mas abrem-se excepções para outras, nas quais esse uso foi considerado mais generalizado, como “pé-de-meia” ou “cor-de-rosa”.
Uma alteração que será provavelmente mais difícil de interiorizar é a supressão do hífen em todos casos em que uma forma monossilábica do verbo haver se une à prepoisção “de”. Passará a escrever-se, por exemplo, “hei de” e “hão de”.»
(excerto de artigo do jornal Público)
P. S. Outros exemplos de aberrações (via Macacos Sem Galho): ação (em vez de acção); adotar (adoptar); fação (facção); ótimo (óptimo); receção (recepção); ou o culminante úmido (húmido).
Mais uma brecha no muro da última capital europeia dividida
Foi tema de um dos primeiros textos que publiquei neste blogue, há quase cinco anos: a divisão (desde 1974, aquando de invasão da Turquia) do território de Chipre (e da sua capital, Nicósia) em duas partes, uma das quais afecta à auto-denominada República Turca do Norte de Chipre.
Hoje foi dado mais um passo na caminhada para a reunificação, com a abertura de um novo ponto de passagem no centro de Nicósia, por via do derrube de uma vedação em chapa metálica, que impedia o acesso a partir do lado “cipriota-grego” à “zona-tampão” administrada pela ONU, numa cerimónia em que participaram responsáveis de ambas as facções.



